Páginas

sábado, 4 de setembro de 2010

Relação dos acessos ao blog no mês de agosto



Países

1 BRAZIL 76.51% 7,958
2 UNITED STATES 12.13% 1,262
3 PORTUGAL 7.01% 730
4 unknown/others 1.78% 186
5 GERMANY 0.63% 66
6 UNITED KINGDOM 0.4% 42
7 MOZAMBIQUE 0.2% 21
8 ANGOLA 0.2% 21
9 CAPE VERDE 0.11% 12
10 SPAIN 0.07% 8
11 JAPAN 0.07% 8
12 FRANCE 0.06% 7
13 IRELAND 0.06% 7
14 RUSSIAN FEDERATION 0.05% 6
15 SWITZERLAND 0.04% 5
16 AUSTRALIA 0.04% 5
17 CANADA 0.04% 5
18 MEXICO 0.03% 4
19 NORWAY 0.03% 4
20 INDIA 0.02% 3
21 ARGENTINA 0.02% 3
22 CHILE 0.02% 3
23 VENEZUELA; BOLIVARIAN REPUBLIC OF 0.02% 3
24 KENYA 0.02% 3
25 EL SALVADOR 0.01% 2
26 SWEDEN 0.01% 2
27 ITALY 0.01% 2
28 SINGAPORE 0.01% 2
29 SENEGAL 0.01% 2
30 BELGIUM 0.01% 2
31 LUXEMBOURG 0.01% 2
32 PERU 0% 1
33 FINLAND 0% 1
34 GREECE 0% 1
35 DENMARK 0% 1
36 TANZANIA; UNITED REPUBLIC OF 0% 1
37 COLOMBIA 0% 1
38 HUNGARY 0% 1
39 SERBIA 0% 1
40 NETHERLANDS 0% 1
41 URUGUAY 0% 1
42 TIMOR-LESTE 0% 1
43 PANAMA 0% 1
44 AUSTRIA 0% 1
45 PARAGUAY 0% 1
46 ROMANIA 0% 1


Cidades

1 Outros 51.62% 5,370
2 RIO DE JANEIRO 3.22% 335
3 SãO PAULO 2.4% 250
4 SALVADOR 2.36% 246
5 PORTO ALEGRE 1.8% 188
6 BELO HORIZONTE 1.69% 176
7 CURITIBA 0.93% 97
8 RECIFE 0.92% 96
9 PELOTAS 0.56% 59
10 BRASíLIA 0.36% 38
11 CAMPO GRANDE 0.3% 32
12 ARACAJU 0.26% 28
13 NATAL 0.24% 26
14 SANTOS 0.23% 24
15 FORTALEZA 0.16% 17
16 JOINVILLE 0.15% 16
17 NITERóI 0.15% 16
18 FLORIANóPOLIS 0.13% 14
19 CAXIAS DO SUL 0.12% 13
20 LONDRINA 0.11% 12
21 CASCAVEL 0.08% 9
22 GOIâNIA 0.08% 9
23 CUIABá 0.08% 9
24 BELéM 0.07% 8
25 BARBACENA 0.07% 8
26 CAMPINAS 0.06% 7
27 BAURU 0.06% 7
28 PETRóPOLIS 0.06% 7
29 NOVA LIMA 0.06% 7
30 UBERABA 0.05% 6
31 MARINGá 0.04% 5
32 RIBEIRãO PRETO 0.04% 5
33 SãO BERNARDO DO CAMPO 0.04% 5
34 PASSO FUNDO 0.04% 5
35 PORTO VELHO 0.03% 4
36 UBERLâNDIA 0.03% 4
37 VOLTA REDONDA 0.03% 4
38 SETE LAGOAS 0.03% 4
39 NEPOMUCENO 0.03% 4
40 MACEIó 0.02% 3
41 PIRACICABA 0.02% 3
42 SãO JOSé DOS CAMPOS 0.01% 2
43 PIRASSUNUNGA 0.01% 2
44 SAO MIGUEL DOS CAMPOS 0.01% 2
45 MONTENEGRO 0.01% 2
46 TAUBATé 0.01% 2
47 SãO LEOPOLDO 0.01% 2
48 ARARAQUARA 0.01% 2
49 DIVINóPOLIS 0.01% 2
50 TERESINA 0% 1
51 ÁGUAS DE LINDóIA 0% 1
52 ARAçATUBA 0% 1
53 TREMEMBE 0% 1
54 SANTO ANDRé 0% 1
55 CATALãO 0% 1
56 SãO CARLOS 0% 1
57 NOVA IGUAçU 0% 1
58 FOZ DO IGUAçU 0% 1
59 SãO VICENTE 0% 1
60 ITAPETINGA 0% 1

Zoneamento Ambiental

O proprietário só poderá usar sua terra da maneira que lhe convier, desde que respeite os interesses coletivos, como a função social e a conservação do meio ambiente.

O zoneamento possui conceitos jurídicos e técnicos diferentes, mas um fim específico: delimitar geograficamente áreas territoriais com o objetivo de estabelecer regimes especiais de uso, gozo e fruição da propriedade.

Delimitação? Isto mesmo, o proprietário só poderá usar sua terra da maneira que lhe convier, desde que respeite os interesses coletivos, como a função social e a conservação do meio ambiente. Trata-se de controle estatal capaz de ordenar o interesse privado e a evolução econômica com os interesses e direitos ambientais e sociais, possibilitando o alcance do tão almejado crescimento sustentável.

Tal é a importância deste instrumento que diversas áreas do conhecimento humano trabalham com o conceito de zoneamento. Em 1988, a Constituição Federal ressaltou a proteção ambiental salientando que o zoneamento ambiental é um instrumento da política nacional do meio ambiente.

Dentro da área econômica e social, o zoneamento é uma intervenção estatal baseada no poder-dever da união de articular o complexo geoeconômico e social, desenvolvendo as regiões e reduzindo desigualdades sociais e econômicas. Já na área urbanística, o zoneamento permite ao Estado a instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e micro-regiões.

Esta é a mágica do poder diretivo e harmonioso contido no zoneamento. Por outro lado, os critérios a serem utilizados para o zoneamento não podem ser fixados arbitrariamente pela Administração Pública, uma vez que os princípios inerentes a validade dos atos administrativos devem ser observados, como a legalidade, a publicidade e o interesse público.

Deve-se ressaltar que, uma vez estabelecidas, toda e qualquer atividade a ser exercida na região submetida a uma norma de zoneamento passa a ser vinculada, ou seja, não poderão ser admitidas atividades que contrariem as normas de Zoneamento.

No interior destas diversas facetas, o zoneamento ambiental urbano se tornou em instrumento de fundamental importância dentro dos planos pilotos das grandes metrópoles. Podemos encontrar quatro principais divisões conceituais e técnicas do zoneamento ambiental urbano:

Zonas de Uso Industrial (ZUI)

Zona de Uso Estritamente Industrial (ZEI)

Zona de Uso Predominantemente Industrial (ZUPI)

Zona de Uso Diversificado (ZUD)

Além do Zoneamento Ambiental Urbano, ainda encontramos o Zoneamento Costeiro, tutelando e protegendo a costa brasileira.

Esta proteção especial é embasada na grande extensão territorial da costa nacional, vem como na enorme diversidade de ecossistemas nela encontrados.

Assim, os recursos naturais, praias, recifes, ilhas, restingas, mangues, sítios ecológicos, monumentos, baías, grutas e todo o ecossistema localizado dentro dos estimados 7.367 km da costa brasileira são tutelados pela legislação constitucional e infra-constitucional ambiental pátria.

Vale ressaltar ainda o ZONEAMENTO AGRÍCOLA, estampado na função social da terra.

Por fim, face à necessidade de se promover uma harmoniosa integração entre os interesses econômicos, ambientais e sociais, o conceito de zoneamento se ampliou ainda mais, surgindo assim o ZEE – ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO

Este novo conceito começa a ser idealizado pela Secretaria de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente (MMA), para sua futura utilização na Amazônia.

Portanto, o zoneamento ambiental incorporou o conceito de crescimento sustentável, conceito este crucial para o futuro do desenvolvimento econômico, ambiental e social do País.

http://ambientes.ambientebrasil.com.br

Doenças Tropicais

As doenças tropicais continuam sendo um problema grave de saúde pública, especialmente se considerarmos o alto índice de mortalidade associado a elas.

Algumas doenças tropicais são:

» Doença de Chagas

» Febre Amarela

» Leishmaniose

» Malária

Na época em que os ingleses estiveram empenhados em colonizar regiões nos trópicos, principalmente na África, Sudeste Asiático e Índia, entraram em contato com uma série de doenças desconhecidas no continente europeu e que receberam o nome de doenças tropicais ou doenças dos trópicos. Essa denominação ainda é pertinente porque, nos trópicos, os fatores climáticos favorecem a proliferação de insetos, os principais transmissores dessas doenças.

Atualmente, essas doenças estão bastante relacionadas a fatores socioeconômicos, pois se manifestam mais nos países pobres que em sua maioria se localizam nas regiões tropicais e não têm condições de implantar medidas efetivas de controle, prevenção e tratamento. Por isso, as doenças tropicais continuam sendo um problema grave de saúde pública, especialmente se considerarmos o alto índice de mortalidade associado a elas.

Além dos fatores sociais, existem os problemas técnicos, políticos e administrativos, que são comuns a qualquer programa de saúde pública. Resolver os problemas implica em ações com uso de tecnologia apropriada, estrutura sanitária básica, enfoque epidemiológico, decisão política e participação da sociedade. Novos paradigmas, têm, portanto, que serem estabelecidos para o combate às doenças tropicais.

Doenças de Chagas

É uma doença transmissível, causada por um parasito do gênero Trypanosoma e transmitida principalmente através do "barbeiro", também conhecido por: chupança, chupão, fincão, bicudo, procotó, etc. O "barbeiro", em qualquer estágio do seu ciclo de vida, ao picar uma pessoa ou animal com tripanossomo, suga juntamente com o sangue formas de T. cruzi , tornando-se um "barbeiro" infectado. Os tripanossomos se multiplicam no intestino do "barbeiro", sendo eliminados através das fezes.

Agente etiológico

É um protozoário denominado Trypanosoma cruzi . No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas: no inseto transmissor, vive no tubo digestivo.

Agente transmissor

O "barbeiro", é um inseto da sub-família Triatominae que se alimenta exclusivamente de vertebrados homeotérmicos, sendo chamados hematófagos.

Sintomas

Surgem de 4 a 6 dias após o contato do barbeiro infectado com a sua vítima. Entre os sintomas estão inflamações no lugar da mordida do barbeiro, onde também ele deposita suas fezes infectadas, febre baixa e contínua, falta de apetite, aceleramento nos batimentos cardíacos, inchação do fígado, do baço, nas faces e até mesmo no corpo inteiro. O aparecimento de "ínguas" - nome popular dado ao aumento dos gânglios linfáticos também é mais um sintoma.

Esse quadro é mais comum em crianças de um a cinco anos. Em pessoas mais velhas, esses sinais ficam mais atenuados e a fase inicial da doença pode até passar desapercebida, confundindo-se com uma "gripe" ou "mal estar" passageiro. Caso detectado algum desses sintomas, a pessoa deve procurar logo atendimento médico.

Profilaxia

Baseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos, entomológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde, devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as medidas a serem tomadas pela população local, tais como:

- melhorar habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas;

- usar telagem em portas e janelas;

- impedir a permanência de animais, como cão, o gato, macaco e outros no interior da casa;

- evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa;

- construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósito afastados das casas e mantê-los limpos;

- retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas;

- manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;

- difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas;

- encaminhar os insetos suspeitos de serem "barbeiros", para o serviço de saúde mais próximo.


Febre Amarela

A Febre Amarela (FA) é uma doença infecciosa aguda, febril, de natureza viral, encontrada em países da África e Américas Central e do Sul. Caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte, em cerca de uma semana. Existem dois tipos de Febre Amarela: a Febre Amarela Urbana (FAU) e a Silvestre (FAS).

Agente etiológico

O agente causal da Febre Amarela é o vírus amarílico, um arbovírus pertencente ao gênero Flavivirus , família Flaviviridae.

Agente transmissor

O mosquito transmissor da febre amarela urbana é o Aedes aegypti , o mesmo transmissor da dengue. Na febre amarela silvestre os mosquitos do gênero Haemagogus são os principais transmissores. No Brasil, desde a década de 1949 não há transmissão urbana. Os casos confirmados são de febre amarela silvestre. Na Febre Amarela Urbana (FAU), o homem é o único reservatório hospedeiro vertebrado com importância epidemiológica. Na Febre Amarela Silvestre (FAS), os primatas não humanos são os principais reservatórios e hospedeiros vertebrados do vírus amarílico, sendo o homem um hospedeiro acidental.

Sintomas

A febre amarela pode causar quadros praticamente inaparentes até formas graves da doença. Os primeiros sintomas tem início súbito e sintomas gerais como febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos e fotofobia. Após este período a doença pode evoluir para a cura ou para formas mais graves. Nestas, aparece novo acesso febril, icterícia progressiva e fenômenos hemorrágicos (sangramento nasal, bucal, cutâneo, no vômito e nas fezes), queda da pressão arterial e prostração.

Profilaxia

A principal medida de controle é a vacinação. Deve ser feita para todas as pessoas que se desloquem para regiões endêmicas. O reforço deve ser dado a cada 10 anos;

Não há necessidade de isolamento do paciente;

O combate do Aedes aegypti (vide Dengue), através de ações de saneamento básico (controle do lixo) e de educação em saúde (não deixar água parada em vasos de plantas e outros objetos que possam acumular água, tampar o lixo e as caixas de água, cobrir pneus) constituem-se medidas importantes de controle.

Regiõe Endêmicas

Brasil - Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Minas Gerias, Maranhão, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Distrito Federal.

África Tropical - Angola, Benin, Burkina Faso, Camarões, Congo, Gabão, Gâmbia, Ghana, Guiné, Libéria, Nigéria, Serra Leoa e Sudão.

Américas - Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Venezuela.


Leishmaniose

A Leishmaniose Visceral é também conhecida como Calazar, Esplenomegalia Tropical, Febre Dundun, dentre outras denominações menos conhecidas. É uma zoonose que afeta outros animais além do homem. É uma doença crônica sistêmica, caracterizada por febre de longa duração e outras manifestações, e, quando não tratada, evolui para óbito, em 1 ou 2 anos após o aparecimento da sintomatologia. Sua transmissão, inicialmente silvestre ou concentrada em pequenas localidades rurais, já está ocorrendo em centros urbanos de médio porte, em área domiciliar ou peri-domiciliar. É um crescente problema de saúde pública no país (encontra-se distribuída em 17 estados) e em outras áreas do continente americano, sendo uma endemia em franca expansão geográfica. Tem-se registrado cerca de 2.000 casos, por ano, no país, com letalidade em torno de 10%.

Agente etiológico

Protozoário da família tripanosomatidae, gênero Leishmania . Seu ciclo evolutivo é caracterizado por apresentar duas formas: a amastigota, que é obrigatoriamente parasita intracelular em vertebrados, e a forma promastígota, que se desenvolve no tubo digestivo dos vetores invertebrados e em meios de culturas artificiais.

Agente transmissor

A Leishmaniose Visceral é uma antropozoonose transmitida pelo inseto hematófago flebótomo Lutzomia longipalpis , mosquito de pequeno tamanho, cor de palha, grandes asas pilosas dirigidas para trás e para cima, cabeça fletida para baixo, aspecto giboso do corpo e longos palpos maxilares. Seu habitat é o domicílio e o peridomicílio humano onde se alimenta de sangue do cão, do homem, de outros mamíferos e aves.

Sintomas

As manifestações clínicas da leishmaniose visceral refletem o equilíbrio entre a multiplicação dos parasitos nas células do Sistema Fagocítico Mononuclear (SFM), a resposta imunitária do indivíduo e as alterações degenerativas resultantes desse processo. Observa-se que muitos infectados apresentam forma inaparente ou oligossintomática da doença, e que o número de casos graves ou com o cortejo de sintomatologia manifesta é relativamente pequeno em relação ao de infectados. Para facilitar pode-se classificar o Calazar da seguinte forma:

- Inaparente: paciente com sorologia positiva, ou teste de leishmanina (IDRM) positivo ou encontro de parasito em tecidos, sem sintomatologia clínica manisfesta.

- Clássica: cursa com febre, astenia, adinamia, anorexia, perda de peso e caquexia. A hepatoesplenomegalia é acentuada, micropoliadenopatia generalizada, intensa palidez de pele e mucosas, conseqüência de severa anemia. Observa-se queda de cabelos, crescimento e brilho dos cílios e edema de membros inferiores. Os fenômenos hemorrágicos são de grande monta: gengivorragias, epistaxes, equimoses e petéquias. As mulheres freqüentemente apresentam amenorréia. A puberdade fica retardada nos adolescentes e o crescimento sofre grande atraso nas crianças e jovens. Os exames laboratoriais revelam anemia acentuada, leucopenia, plaquetopenia (pancitopenia), hiperglobulinemia e hipoalbuminemia.

- Oligossintomática: a febre é baixa ou ausente, a hepatomegalia está presente, esplenomegalia quando detectada é discreta. Observa-se adinamia. Ausência de hemorragias e caquexia.

- Aguda: o início pode ser abrupto ou insidioso. Na maioria dos casos, a febre é o primeiro sintoma, podendo ser alta e contínua ou intermitente, com remissões de uma ou duas semanas. Observa-se hepatoesplenomegalia, adinamia, perda de peso e hemorragias. Ocorre anemia com hiperglobulinemia. Geralmente não se observa leucopenia ou plaquetopenia.

- Refratária: na realidade é uma forma evolutiva do calazar clássico que não respondeu ao tratamento, ou respondeu parcialmente ao tratamento com antimoniais. É clinicamente mais grave, devido ao prolongamento da doença sem resposta terapêutica. Os pacientes com calazar, em geral, têm como causa de óbito as hemorragias e as infecções associadas em virtude da debilidade física e imunológica.

Profilaxia

Medidas de Controle

a) Investigação epidemiológica procurando definir ou viabilizar os seguintes aspectos: se a área é endêmica, procurar verificar se as medidas de controle estão sendo sistematicamente adotadas. Se for um novo foco, comunicar imediatamente aos níveis superiores do sistema de saúde e iniciar as medidas de controle pertinentes; iniciar busca ativa de casos visando a delimitação da real magnitude do evento; verificar se o caso é importado ou autóctone. Caso seja importado, informar ao serviço de saúde de onde a Leishmaniose Visceral originou; acompanhar a adoção das medidas de controle, seguindo os dados da população canina infectada, existência de reservatórios silvestres, densidade da população de vetores, etc.; acompanhar a taxa de letalidade para discussão e melhoria da assistência médica prestada aos pacientes.

b) Eliminação dos reservatórios: a eliminação dos cães errantes e domésticos infectados, que são as principais fontes de infecção. Os cães domésticos têm sido eliminados, em larga escala, nas áreas endêmicas, após o diagnóstico, através de técnicas sorológicas (ELISA e Imunofluorescência). Os errantes e aqueles clinicamente suspeitos podem ser eliminados sem realização prévia de sorologia.

c) Luta antivetorial: a borrifação com inseticidas químicos deverá ser efetuada em todas as casas com casos humanos ou caninos autóctones.

d) Tratamento: o tratamento se constitui em um fator importante na queda da letalidade da doença e, conseqüentemente, é um importante item na luta contra esse tipo de leishmaniose. Secundariamente, pode haver também um efeito controlador de possíveis fontes humanas de infecção.

e) Educação em Saúde: de acordo com o conhecimento dos aspectos culturais, sociais, educacionais, das condições econômicas e da percepção de saúde de cada comunidade, ações educativas devem ser desenvolvidas no sentido de que as comunidades atingidas aprendam a se proteger e participem ativamente das ações de controle do calazar.

f) Busca ativa: para tratar precocemente os casos, a instalação das medidas citadas podem ser úteis no controle da doença em áreas endêmicas.


Malária

É uma doença infecciosa, causada por um protozoário, do gênero Plasmodium e transmitida de uma pessoa para outra, através da picada de um mosquito do gênero Anopheles , ou por transfusão de sangue infectado com plasmódios. A malária é também chamada de maleita, febre palustre, impaludismo ou sezão.

Agente etiológico

Existem cerca de 50 espécies de Plasmodium . As espécies que afetam o ser humano são: Plasmodium vivax , P. falciparum , P. malariae , P. ovale.

Agente transmissor

É um mosquito anofelino, conhecido também como: pernilongo, mosquito prego, carapanã. A fêmea do gênero Anopheles, alimenta-se de sangue para maturação dos ovos, enquanto que o macho, alimenta-se de seiva vegetal. Reproduzem-se em águas de remansos de rios e córregos, lagoas, represas, açudes, valas, valetas de irrigação, alagados, pântanos e em águas coletados em bromélias.

Sintomas

O período de incubação varia de 12 a 30 dias. Depois desse prazo, os sintomas podem ser: um mal-estar que inclui dores de cabeça, dor no corpo, tremores e calafrios; em seguida, vêm os calafrios e tremores intensos, seguidos por febre alta duradoura e vômitos. A pele fica bastante corada e a pessoa às vezes delira e apresenta sudorese. Estes sintomas se repetem com intervalos diferentes, de acordo com a espécie do plasmódio:

P. vivax - acessos em dias alternados, 48 em 48 horas - terçã benigna;

P. malarie - os acessos se repetem cada 72 horas - febre quartã;

P. falciparum - com intervalos de 36 a 48 horas - terçã maligna, pode resultar em formas graves da doença, com possibilidade de evoluir para o coma e o êxito letal.

Vários sintomas e sinais indicam que a forma mais grave de malária, causada pelo Plasmodium falciparum: vômitos repetidos; fraqueza aguda; pouca urina, com cor escura; desidratação grave; pressão muito baixa - o que pode acarretar diversos e sérios problemas de saúde, tais como icterícia, insuficiência dos rins, convulsões, coma e morte, daí a importância do tratamento imediato.

Profilaxia

Apesar de vários estudos, que vêm sendo feitos há muitos anos, ainda não existe uma vacina que confira proteção contra a malária. Para se obter algum grau de proteção contra a malária, restam, portanto, medidas de ordem pessoal, ou seja, a utilização de repelentes químicos, mosquiteiros sobre as camas ou redes de dormir, telas nas janelas e portas das habitações e evitar a permanência ao ar livre nos horários em que o mosquito se apresenta em maior quantidade, como o amanhecer (crespúsculo matutino) e o anoitecer (crepúsculo vespertino).

Neste sentido, a educação ambiental em conjunto com a saúde, tem-se utilizado de várias estratégias para o envolvimento da população leiga e profissionais da área de saúde , informando sobre a doença (modo de transmissão, quadro clínico, tratamento, etc.), sobre o vetor (seus hábitos, criadouros) e sobre as medidas de prevenção e controle.

A atuação conjunta do poder público - governos federal, estaduais e municipais - e da comunidade (associações de moradores, sindicatos, clubes, igrejas) é fundamental para o sucesso de afastar ou eliminar o mosquito, já que o esforço individual não é suficiente para tal.


Fonte:Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (www.sucen.sp.gov.br) e Prefeitura de Foz do Iguaçu (www.fozdoiguacu.pr.gov.br).

Fonte:FUNASA - Fundação Nacional de Saúde (www.funasa.gov.br) e Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (www.saude.pr.gov.br).

Fonte:Prefeitural de São Paulo e FUNASA http://portal.prefeitura.sp.gov.br e www.funasa.gov.br

Fonte:Fundação Carlos Chagas e Sucen-SP (Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo).

Fonte: www.drauziovarella.com.br www.lincx.com.br www.radiobras.gov.br

Israelenses eliminam células com HIV sem atingir as saudáveis

Cientistas israelenses anunciaram que conseguiram destruir em laboratório células infectadas pelo vírus da Aids sem afetar as células saudáveis, informa o jornal “Haaretz”.

Os cientistas, da Universidade Hebraica de Jerusalém, destacaram que criaram um tratamento à base de peptídios (polímeros de aminoácidos) que provocam a autodestruição das células infectadas pelo vírus HIV.

Até o momento, as terapias de combate à Aids tentam matar o vírus presente nas células, com o risco de um retorno da infecção se o tratamento for interrompido ou se o vírus se tornar imune.

O cientista Abraham Loyter explicou ao “Haaretz” que, ao fim de duas semanas, as células tratadas não reapareceram, “pelo que se pode chegar à conclusão de que foram destruídas”.

Em um artigo publicado na edição de 19 de agosto da revista científica britânica ‘Aids Research and Therapy’, a equipe israelense, composta por Aviad Levin, Zvi Hayouka, Assaf Friedler e Abraham Loyter, afirma que as pesquisas podem “resultar por fim em uma nova terapia geral” contra a Aids.

(Fonte: Folha.com)

Cientistas afirmam que buraco na camada de ozônio está cada vez maior

Um artigo que será entregue por pesquisadores da Argentina, Brasil, Chile, e Holanda à revista “Geophysical Research Letters” comprovou que um buraco na camada de ozônio, localizado em cima do estado do Rio Grande do Sul, tem ficado cada vez maior, desprotegendo por completo a região, que está vulnerável à incidência de raios ultravioleta.

De acordo com os pesquisadores, em 2009 o limite da camada de ozônio atingiu a Argentina e o Chile, mas células de ar pobres em ozônio desprenderam-se atingindo a região de Santa Maria, no RS. Medições realizadas com sondas e balões constataram que a temperatura da estratosfera cai durante a formação do buraco de 60 graus Celsius negativos 80 graus Celsius negativos, no mês de setembro, permanecendo até dezembro.

O artigo explica que a radiação ultravioleta não tem conexão direta com o fenômeno do aquecimento global, contudo, a incidência desses raios em uma área poluída podem provocar reações químicas que acarretem a elevação de temperaturas.

O buraco, tradicionalmente, se forma sobre a Antártica no mês de setembro. O aquecimento global e a formação do fenômeno tem despertado a curiosidade dos cientistas.

(Fonte: JB Online)

Latinha de alumínio permanece como material mais reciclado no país

Campeões da reciclagem

O alumínio continua como a matéria-prima mais reciclada no Brasil.

A pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou que 91,5% das latinhas de alumínios são recolhidas para reciclagem.

Bem atrás, estão as embalagens PET (54,8%), o vidro (47%), as latas de aço (46,5%) e o papel (43,7%).

A reciclagem das embalagens de leite longa vida e de sucos estão em último lugar (26,6%). Esse tipo de material começou a ser reciclado nos últimos dez anos e está em processo de crescimento.

Reciclagem de alumínio

A reciclagem do alumínio, que no Brasil é uma das maiores do mundo, acima dos Estados Unidos (54,2%) e Japão (87,3%), caiu em 2008 em relação a 2007, quando o índice atingiu o pico de 96,5%.

Apesar da diminuição, o percentual ainda é alto e reflete o valor de mercado da sucata de alumínio, uma das mais bem pagas pelo mercado.

De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) 1 tonelada de latinhas (1 quilo equivale a 75 latinhas) custava R$ 2,780 mil na segunda semana de agosto.

"É por conta disto que o papel, o vidro, a resina PET, as latas de aço, as embalagens longa vida, de mais baixo valor no mercado, apresentam índices de reciclagem bem menores", diz o documento.

Um dos responsáveis pela pesquisa, Judicael Clevelario acrescenta a que a separação de materiais ainda é associada à imagem do catador, normalmente uma pessoa pobre ou desempregada, e não foi incorporada na rotina do brasileiro.

Preço mínimo para material reciclado

Para os próximos anos, a avaliação é de que com o estabelecimento de preços mínimos para os materiais, além dos avanços das leis ambientais, da educação e da coleta seletiva, o percentual de reciclagem possa aumentar para todos os materiais.

Como fator de estímulo à prática, a pesquisa destaca que a reciclagem reduz o consumo de energia e a extração de matérias-primas, evitando a emissão de mais gases de efeito estufa.

As embalagens Tetra Pak (empresa de processamento e envase de alimentos), em especial, diminuem a emissão de ozônio, porque dispensam refrigeração.

Isabela Vieira - Agência Brasil

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dez estados têm risco muito alto de epidemia de dengue, diz ministro

Dez estados do Brasil correm risco muito alto de epidemia de dengue no primeiro semestre de 2011, período no qual as incidências da doença aumentam. Outros nove apresentam risco alto e cinco, mais o Distrito Federal, foram considerados como áreas de risco moderado.

O anúncio foi feito por José Gomes Temporão, ministro da Saúde, nesta quarta-feira (1º) em coletiva na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. O risco muito alto está presente nos estados Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernanbuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.

As unidades federativas do Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins apresentam risco alto.

Um novo indicador para monitoramento da dengue, com foco nos sorotipos 1, 2 e 3 será adotado por todos o municípios do país para o controle da epidemia. Chamada Risco Dengue, a ferramenta consiste em cinco indicadores, três de saúde, um ambiental e outro demográfico.

Os critérios, circulação do vírus, incidência da doença entre 2000 e 2010, números de infestações, somados a indicador de densidade demográfica e dados sobre abastecimento de água e coleta de lixo, servirão para identificar melhor as áreas com maior chance de desenvolver uma epidemia e antecipar as medidas de combate, especialmente ao vetor Aedes Aegypti.

Um dos objetivos do projeto é o de ampliar a adoção do LIRA, mecanismo anterior para controle da dengue no país, com 80% de eficácia. Para Temporão, o Risco Dengue possui a vantagem de ser mais sensível e permitir a detecção mais rápida do quadro epidemiológico nos “pontos quentes” ou regiões de risco maior.

“É um indicador mais sensível, incorpora o abastecimento de água e a limpeza, além da densidade populacional”, disse o ministro. “A probabilidade de avaliar o risco é ainda maior.”

Dengue 4 – Temporão afirmou que nenhuma medida adicional será tomada em relação à possibilidade de disseminação do sorotipo 4 da dengue, vindo da Venezuela e que afetou três pessoas em Roraima, com outros 9 casos suspeitos analisados no Instituto Evandro Chagas, em Belém.

Para o ministro, o vírus, que não circulava no país há 28 anos, foi combatido com sucesso no estado. “Todas as medidas de contenção como borrifamentos, visitas domiciliar, informação à população e bloqueio dos bairros com casos foram tomadas”, disse Temporão. “Do ponto de vista prático, não há evidência do vírus em outros estados.”

(Fonte: G1)

GRÊMIO Tricolor recebe certificado por projeto ambiental

A preocupação com a responsabilidade social e com as questões ambientais rendeu ao Grêmio o certificado de Fornecedor Consciente na categoria Ecologia oferecido pelo Instituto de Desenvolvimento do Fornecedor (IDF).

Com a certificação, o Grêmio passa a concorrer ao selo Fornecedor Consciente 2010 que será escolhido pelo voto popular no portal de mesmo nome.

O reconhecimento veio com o Projeto Parceria com o Meio Ambiente, quando, procurando reduzir o impacto ambiental na poluição do ar, rios e solo, o Grêmio disponibilizou cerca de 60 conjuntos de lixeira para seleção do lixo orgânico e seco no pátio do estádio Olímpico, numa parceria com a empresa Trade Recycle, especializada no serviço de reciclagem do lixo seco proveniente dos jogos e do dia-a-dia do clube.

Para aperfeiçoar ainda mais o projeto, funcionários do clube participaram de palestras de conscientização, as quais abordaram as questões de reciclagem, conservação do planeta e desenvolvimento sustentável.

http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=140275&u=0

03 de setembro dia do Biólogo.

PARABÉNS A TODOS OS COLEGAS BIÓLOGOS!

Ser biólogo é uma profissão muito importante, pois é o estudioso dos seres vivos, sua morfologia
– sua forma; sua organização
– anatomia; seus tecidos
– histologia; suas células – citologia, seu funcionamento
– fisiologia, as doenças que acometem os seres vivos
– patologia; sua relação com o meio ambiente
– ecologia, dentre outras áreas.

A regulamentação da profissão se deu em 1979, através da Lei 6.684, implementada no dia 03 de setembro, motivo pelo qual a data foi escolhida para homenagear esse profissional.

Registros mostram que a primeira classificação dos animais foi feita pelo grego Aristóteles, onde o mesmo conseguiu catalogar cerca de quinhentas espécies.

Sobre a anatomia humana, em 1316, foi lançado o primeiro livro, através de estudos do professor Mondino de Luzzi, professor da escola italiana de medicina, em Bolonha.

Um dos fatos mais importantes e consideráveis foi a Teoria da Evolução, criada pelos biólogos ingleses Darwin e Russel, comprovando que o organismo de animais e plantas passa constantemente por alterações.

Porém, o maior destaque da biologia foi feito em 1944, através da descoberta do DNA (ácido desoxirribonucleico), pelo bacteriologista norte-americano Oswald Theodore Avery, através da identificação do código genético que cada ser vivo possui, determinando suas características, sua herança genética.

As áreas de atuação de um profissional formado em biologia são muitas, desde professor de ciências, a partir do 5º ano, ensino médio e universidades,fazer estudos das plantas (botânico); fazer estudos dos animais (zoólogo); estudar os seres marinhos, ecologia e meio ambiente, ou ainda fazer estudos de seres microscópicos, através da microbiologia.
Também trabalham com a aplicação das técnicas de controle de pragas e, principalmente, pela preservação do meio ambiente, além de realizar exames e verificar doenças genéticas.

A ética desse profissional deve estar baseada, antes de tudo, no princípio da vida, bem com na preservação das espécies, do meio ambiente, na cultura de sustentabilidade que tanto se fala hoje em dia.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Google Earth tem tour contra Belo Monte

Duas organizações de proteção ambiental lançaram ontem um novo tour pelo Google Earth que mostra os impactos negativos da construção da Usina de Belo Monte.

A Amazon Watch e a International Rivers também disponibilizaram no YouTube o vídeo “Defending the Rivers of the Amazon," (Defendendo os Rios da Amazônia) narrado pela atriz Sigourney Weaver.

A ideia é atrair atenção das pessoas para a construção da hidrelétrica na região da Volta Grande do Rio Xingu, no Pará. Segundo o governo, o projeto terá um custo total de R$19 bilhões e capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW) – além da garantia assegurada de 4.571 MW. Com esses números, Belo Monte deve ser a terceira maior hidrelétrica do mundo (perdendo para Três Gargantas, na China, e Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai).

No entanto, o projeto vem recebendo pesadas críticas de ambientalistas que alegam que, não só a construção da hidrelétrica em si derrubará quilômetros de floresta, emitirá muito CO2 e desalojará mais de 20 mil pessoas, como também a mudança no Rio Xingu trará enormes impactos para animais e plantas da região.

No dia 26, o governo assinou a concessão para a construção da usina, que deve começar a operar em fevereiro de 2015 e será finalizada em 2019.

A ideia para o tour do Google Earth surgiu quando James Cameron e a atriz Sigourney Weaver, que atuou no mais recente sucesso do diretor, Avatar, viajaram ao rio Xingu em abril com a Amazon Watch e o Instituto Socioambiental (ISA).

Cameron também produziu um vídeo sobre Belo Monte chamado “A Message from Pandora” (Uma Mensagem de Pandora). O nome é uma clara alusão a Avatar, no qual uma lua distante chamada Pandora é explorada inescrupulosamente pelos humanos em busca de um caríssimo minério.

Usando sobreposições e modelos 3D, o tour do Google mostra também os potenciais de energia solar e eólica como alternativa para a demanda energética do país.

http://info.abril.com.br

Conte com as vitaminas para manter a saúde em equilíbrio

Conte com as vitaminas para manter a saúde em equilíbrio

Juntas, elas formam um time de peso a favor da saúde e são fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Participam de diversas reações químicas e atuam no metabolismo. Apresentamos a você, as vitaminas.

O termo surgiu a partir da junção entre as palavras vital e amina. É uma forma de expressar o quanto elas são essenciais para a vida. E, embora hoje já saibamos que nem toda vitamina é uma amina (grupo funcional orgânico derivado da amônia), era o que se imaginava na época em que foram descobertas, conta Roberta Stella, responsável pela equipe nutricional do Minha Vida.

Classificadas em lipossolúveis e hidrossolúveis, as vitaminas são divididas de acordo com a capacidade que têm de se dissolver em gordura ou em água. Conheça a atuação de cada uma no nosso organismo.

vitaminas Lipossolúveis

Vitamina A
Ela também atende pelo nome de retinol, retinal e ácido retinóico. A variedade de denominações para a mesma vitamina é pelo fato de ela contar com um grande número de componentes em sua formação. Existem ainda, os micronutrientes chamados de pró-vitamina A, como os betacarotenos e outros carotenóides que, no corpo, podem ser convertidos em vitamina A.

Dentre suas principais funções, o papel que a vitamina A desempenha sobre a nossa visão se destaca, pois ela é um componente dos pigmentos visuais. A cegueira noturna, caracterizada pela dificuldade em adaptar a visão ao escuro, é causada pela deficiência da vitamina A na alimentação.

Por também atuar na produção, no crescimento e desenvolvimento das células vermelhas do sangue (as hemoglobinas), sua falta pode deixar o organismo mais vulnerável às infecções por bactérias, vírus e parasitas , ressalta a nutricionista do Minha Vida.

Para garantir a ingestão adequada da vitamina, conte com vegetais como cenoura, pêssego e tomate. Vegetais verdes e alimentos amarelos e laranjas são ótimas fontes de carotenóides, os pró-vitaminas A. Homens com mais de 19 anos têm a necessidade diária de 900 microgramas da vitamina. Enquanto as mulheres precisam atingir a recomendação de 700 microgramas, por dia. A quantidade diária aumenta para 1.300 microgramas para as grávidas

Vitamina D

Além de ser vital para regular a pressão arterial, mantendo o sistema nervoso nos trilhos, a vitamina D entra em ação para absorver o cálcio e o fósforo.

Ela é essencial para a manutenção do metabolismo do cálcio, que atua no desenvolvimento ósseo, lembra Roberta sobre sua contribuição indireta contra a osteoporose. Tanto que, em falta, pode levar ao raquitismo infantil e à baixa estatura. Os adultos com deficiência da vitamina sofrem com a osteomalácia, doença caracterizada pelo amolecimento dos ossos e deformidade.

Essa vitamina ainda participa da diferenciação celular e inibe a proliferação das células. Junto com a mutação, a proliferação celular pode ocasionar doenças como o câncer. A vitamina D também fortalece nosso sistema auto-imune e atua na secreção de insulina. Alguns estudos sugerem que a deficiência da vitamina pode levar ao prejuízo na secreção deste hormônio, o que poderia causar intolerância à glicose.

Recorrer a alimentos como salmão, sardinha, óleo de fígado de peixe e gema de ovo é só uma forma de obter o micronutriente. Isso porque 15 minutinhos diários de banhos de sol contribuem muito para os níveis de vitamina D subirem. A exposição solar é o principal meio para alcançar os requerimentos dessa vitamina , ressalta a especialista.

As doses diárias devem ser de 5 microgramas para adultos entre 19 e 50 anos. Dos 51 aos 70 anos, a ingestão dos alimentos fontes deve aumentar e representar 10 microgramas da vitamina. Para quem tem mais de 71 anos, a recomendação de consumo é de 15 microgramas por dia.

Vitamina E

Vitamina composta por uma família de oito antioxidantes, a vitamina E se destaca por proteger a gordura presente na membrana celular dos radicais livres (moléculas que se aglomeram e causam entupimento das artérias).

O micronutriente também trabalha para inibir a formação de placas nos vasos sanguíneos, além de favorecer a vaso dilatação , afirma Roberta, do Minha Vida. Problemas no transporte das gorduras pelo organismo ou de má absorção de nutrientes são as conseqüências da deficiência de vitamina

E, apesar dos casos serem raros. Os adultos com mais de 19 anos precisam ingerir, no mínimo 15 miligramas por dia. Para atingir a recomendação, insira óleos vegetais e sementes como amêndoas, amendoim, nozes e castanhas no cardápio.

Vitamina K

Entre diversas atividades, a vitamina K participa na coagulação sanguínea e na formação de proteínas a partir das células ósseas, favorecendo a mineralização dos tecidos ósseos e o crescimento. Suspeita-se ainda que o micronutriente esteja envolvido na regulação do desenvolvimento celular.

Assim como a vitamina E, quando em falta, a vitamina K está associada à má absorção de gordura, já que ela depende da gordura para ser transportada pelo organismo.

Além disso, uma dificuldade de coagulação do sangue também pode acontecer, apresentando-se em forma de hemorragias em casos mais graves. Óleos vegetais e folhas verde-escuras são boas fontes da vitamina. Para garantir que os benefícios do micronutriente apareçam, o consumo diário deve ser de 120 microgramas.

Vitamina B1

Ela também pode ser chamada de tiamina e tem papel fundamental na transformação dos alimentos em energia para o corpo. Outra missão importante da vitamina B1 é fazer o transporte de íons através da membrana celular dos músculos e dos nervos, mantendo estas células em perfeito funcionamento.

De acordo com a nutricionista Roberta Stella, quando sua quantidade mínima não é atingida, uma doença chamada beribéri pode se instalar. Seus sintomas são confusão mental, perda muscular, edema, taquicardia e aumento do tamanho do coração. Para evitar os males causados pela deficiência de B1, basta encher os pratos de leguminosas, peixes, cereais integrais e enriquecidos, carne bovina e suína.

A soma diária da vitamina deve ser de 1,2 miligramas para adultos acima de 19 anos e de 1,4 para gestantes e lactantes

Vitamina B3

A riboflavina faz parte do famoso complexo B e está envolvida no transporte de elétrons, que é parte fundamental para a produção de energia a partir dos carboidratos, proteínas e gorduras. Sem contar que ela apresenta características antioxidantes, o que ajuda a prevenir o envelhecimento celular e evita derrames e infartos.

Quando a riboflavina está em falta, geralmente, está associada à deficiência de outras vitaminas hidrossolúveis. Os principais sintomas são lacrimação, queimação e coceira nos olhos, dor e queimadura dos lábios, boca e língua. Dietas pobres em proteínas animal e em vegetais verde-escuros por um longo período podem ser a causa da queda das taxas de riboflavina , esclarece Roberta.

Portanto, é preciso atenção ao consumo de carnes, verduras escuras, leite e derivados. A recomendação diária da vitamina é de 1,3 miligramas.

Vitamina B5

Também conhecida como ácido pantotênico, a vitamina B5 é encontrada em todas as células vivas na forma de coenzima A (CoA), que participa de inúmeras reações essenciais para o organismo. A CoA está envolvida, por exemplo, no processo de transformação dos alimentos em energia, fazendo a síntese de gorduras, colesterol, hormônios, neurotransmissor e melatonina.

A deficiência de ácido pantotênico é muito rara, observada somente em casos de extrema má nutrição , afirma Roberta. A ingestão adequada equivale a 5 miligramas por dia. As fontes alimentares da vitamina são peixe, frango, ovos, leite, lentilha, abacate e batata

Biotina

Biotina
Mais uma participante do complexo B, a biotina é a responsável por ativar quatro enzimas chamadas de carboxilases. Roberta explica que essas enzimas são essenciais para haver reações metabólicas no organismo, como a síntese de ácidos graxos ea formação de glicose . Apesar de rara, sua deficiência pode causar queda de cabelo, depressão e sonolência. Suas fontes alimentares são os ovos, fígado, pão e cogumelo. O consumo diário recomendado é de 30 microgramas.

Vitamina B6

Por não ser produzida pelo corpo, assim como todos os outros representantes do complexo B, a vitamina B6 precisa de um reforço ainda maior na alimentação.

Na forma de coenzima, ela participa de diversas reações metabólicas fundamentais para o organismo, como a estocagem de glicogênio nos músculos, que fornecerá energia quando necessário.

Outra atividade importante da B6 é atuar na formação da serotonina (neurotransmissor relacionado ao bem-estar), das células vermelhas sanguíneas (hemoglobinas) e também da síntese de outra vitamina, a niacina , explica a nutricionista. Transtornos como tontura, depressão e irritação da pele são alguns indícios da falta de vitamina B6.

Os alcoólicos são o grupo que mais corre risco de sofrer com esses sintomas, pois eles sofrem alteração do metabolismo normal dessa vitamina , alerta Roberta Stella. (Conte com o menu certo para combater problemas de saúde) A quantidade de B6 deve girar em torno de 1,3 a 2,0 miligramas por dia. Para ingeri-las, é só contar com cereais integrais, leguminosas, batata, banana e alimentos fortificados.

Vitamina B12

B12 ou cobalamina são os nomes que essa vitamina essencial para o bom funcionamento das células leva. Ela atua principalmente nas células do intestino, do tecido nervoso e da medula óssea.

A nutricionista Roberta Stella lembra ainda que a B12 está envolvida na dação diária de B12 é de 2,4 microgramas. formação do código genético.

Um tipo de anemia chamada perniciosa é uma das principais causas da deficiência de vitamina B12. Alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixes, ovos, leite e queijos evitam que as taxas da vitamina não sejam atingidas.

Folato

Folato e ácido fólico são as denominações usadas para essa vitamina participante do complexo B. Apesar de desempenharem as mesmas funções, eles têm características diferentes. O ácido fólico, por exemplo, raramente é encontrado nos alimentos e no corpo humano.

Suas fontes são os suplementos alimentares e alimentos fortificados. Já os folatos, além de encontrados na alimentação, ainda são achados em formas metabolicamente ativas no organismo, como a formação de células sanguíneas (hemácias e leucócitos) e participação no código genético (DNA e RNA). Se as quantidades ideais de folato não forem atingidas, a anemia tem chances de se instalar.

Segundo a especialista do Minha Vida, em gestantes, a deficiência da vitamina pode causar má formação do tubo neural (estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinal da criança). Por isso, é comum a suplementação durante a gravidez, orientada por um especialista . A indicação de consumo diário para homens (e mulheres que não estejam grávidas) é de 400 microgramas. A quantidade pode ser atingida com a ingestão de vegetais verde-escuros, sucos de frutas cítricas, lentilha e feijão.

Vitamina C

Ela está no topo da lista das vitaminas que se tornaram celebridade. É importante ficar de olho na alimentação para obtê-la, já que a vitamina C, apesar de muito usada pelo organismo, não é sintetizada por ele assim como todas as outras
Também conhecida por ácido ascórbico, ela tem atuação importante na síntese de colágeno, estrutura que compõe os vasos sanguíneos, tendões, ligamentos e ossos. Além disso, tem papel de destaque na síntese de um neurotransmissor chamado norapinefrina.

Os neurotransmissores são fundamentais para a realização de atividades cerebrais e são conhecidos por agir no humor , esclarece a nutricionista Roberta Stella.

Mais uma função da vitamina C é fazer a síntese de carnitina, uma pequena molécula envolvida no transporte de gordura para a célula, que resulta em energia. Sem falar que ela é um potente antioxidante, capaz de protegermoléculas indispensáveis para o corpo, como proteínas, gorduras, carboidratos e ácidos nucléicos (RNA e DNA), de danos provocados pelos radicais livres.

Segundo Roberta Stella, os radicais livres são gerados durante o metabolismo normal e pela exposição de toxinas e poluentes como o fumo. Apesar de sua deficiência ser rara, já que a vitamina é obtida facilmente pela alimentação, pode causar uma doença fatal: o escorbuto, cujos sintomas são inchaço, dores nas articulações, hemorragia nas gengivas e feridas que não cicatrizam.

Para prevenir a falta do acido ascórbico e evitar doenças crônicas, recomenda-se uma ingestão diária de 90 miligramas para homens e 75 miligramas para mulheres, ambos acima de 19 anos. Quem fuma deve consumir uma quantidade adicional de 35 miligramas por dia, devido ao aumento do estresse oxidativo. Laranja, limão, abacaxi, mamão, goiaba e pimentão são bons exemplos de fontes da vitamina C.

http://www.minhavida.com.br

Ômegas 3 e 6 trazem muitos benefícios para o seu coração

Os ômegas 3 e 6 são gorduras essenciais para o bom funcionamento de vários órgãos. Essas gorduras não são produzidas pelo organismo, mas devem estar presentes na alimentação, pois auxilia na queda de níveis de triglicerídeos e de colesterol ruim (LDL), favorecendo o aumento do colesterol bom (HDL). Além disso, apresentam importante papel em alergias e processos inflamatórios.

O ômega 3 é reconhecido como um nutriente cardioprotetor, isto é, beneficia a saúde cardiovascular.Também é essencial para o funcionamento de dois órgãos importantíssimos do corpo humano: o coração e o cérebro.

No coração, diminui o risco de ataques cardíacos, pois previnem que as placas de gordura acumulem-se nas artérias.Já o cérebro é constituído por 20% de gordura, portanto o consumo de Ômega 3 e 6 é vital para deixá-lo ativo, prevenindo a falta de memória e doenças como a esclerose, Alzheimer entre outras.

Benefícios

Tanto Ômega 3, como o 6, agregam inúmeros benefícios aos seres humanos, tais como:

1. Previnem doenças cardiovasculares;
2. Auxilia no combate a depressão;
3. Combate seqüelas de infarto;
4. Reduz lesões por esforços;
5. Auxilia no tratamento do câncer;
6. Previne arritmia cardíaca (batimento irregular);
7. Diminui a pressão sanguínea (hipertensão);
8. Aumenta a fluidez do sangue (melhora circulação);
9. Diminui as taxas de triglicerídeos e colesterol.

Onde encontrar?

Os ômegas 3 e 6 podem ser encontrados em nozes, castanhas, amêndoas, rúcula e óleos vegetais, como azeite, milho, canola, soja e peixes (principalmente de águas profundas).

A dieta de quem come carne deve conter, em média, 2g/dia de Ômega 3. Já os vegetarianos, devem consumir o dobro, 4g/dia, pois a deficiência desse nutriente é muito maior naqueles que optaram por uma alimentação isenta de proteína animal.

Fazer suplementação é importante, principalmente para repor a deficiência de cálcio nos ossos e combater a osteoporose (principalmente mulheres na menopausa). Consulte seu nutricionista.

http://www.minhavida.com.br

Professora transforma óleo usado em projeto de educação ambiental e festa na escola

O óleo usado que estava predestinado a poluir o ambiente, na região do bairro João de Barro, em Rondonópolis, é transformado em sabão líquido de boa qualidade e aulas diferenciadas, nas diversas disciplinas dos primeiro anos do ensino fundamental, na Escola Municipal Alcides Pereira Santos. O lucro obtido assegura a alegria de uma festa de aniversário para os alunos que não comemoram a data fora da escola.

A iniciativa é da pedagoga Maria Mazarelo de Oliveira Figueiredo que se sensibilizou com a história de um aluno, no ano passado e decidiu colocar a mão na massa e fazer a diferença. O menino confessou que nunca tinha ganhado uma festa de aniversário e a professora conseguiu proporcionar a alegria ao aluno fazendo sabão para vender entre os funcionários da escola e a comunidade do bairro.

Maria Mazarelo conta que começou o projeto arrecadando o óleo usado entre os moradores do bairro. Na sala de aula, ela conta com o apoio dos demais professores para transformar o esforço em aulas de educação ambiental, linguagem, geografia e matemática, por exemplo.

Na primeira lição relacionada ao projeto, as crianças aprenderam a receita do sabão que tem como principal ingrediente o óleo usado e repassaram aos pais. Depois de produzir o sabão, com a ajuda de uma das mães, a professora lançou um concurso entre os estudantes para escolher a marca e o slogan do produto.

O sabão recebeu o nome de “máxima limpeza” e o slogan definido chama a atenção para o objetivo de comemorar o aniversário das crianças com a seguinte frase: “se você quer uma festa de verdade use máxima limpeza”.

Os prejuízos ambientais causados pelo óleo jogado na natureza foi tema de aulas de geografia. Os gastos, a cotação e a tabela de preço foram calculados nas aulas de matemática. Agora os alunos se unem para fazer a divulgação do sabão dentro e fora da escola.

Disposta a trabalhar em prol da alegria dos alunos, a professora produz 60 litros de sabão a cada dois meses e realiza uma festa de aniversário coletiva a cada semestre. As crianças aprendem também na hora de comprar os ingredientes da festa. Maria Mazarelo conta que eles participam da cotação de preço e definição do cardápio que inclui bolo, refrigerante, brigadeiro e o colorido de balões e chapeuzinhos.

A iniciativa acabou servindo de exemplo para outros professores e alunos da escola que resolveram unir ações de preservação ambiental com a alegria de comemorar o aniversário da garotada. A escola conta também com projetos de coleta de material reciclável e reflorestamento.

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=31&id=125884

Hidrelétricas no RS são uma calamidade social

Em entrevista ao portal IHU On-Line, o pesquisador gaúcho Paulo Brack diz que mais de 50 mil pessoas estão sendo afetadas pelas hidrelétricas no Estado e defende que empresas e os governos responsáveis por isso tudo paguem na justiça e "tenham o destino que a história lhes reserva”.


“Queremos que se defenda a lei, nem que seja o princípio da razoabilidade, pois o chamado desenvolvimento, agora, já é explicitamente insustentável. Queremos que as empresas e os governos responsáveis por isso tudo tenham que pagar na justiça e tenham o destino que a história lhes reserva”. O desabafo é do biólogo gaúcho Paulo Brack, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Na sua visão, as licenças ambientais para a liberação das atividades nas hidrelétricas gaúchas continuam sendo emitidas “muito mais como uma decisão política do que com base em fundamentos técnicos e que deveriam respeitar os marcos legais da área ambiental. A ordem é atender as demandas econômicas mais imediatas”.

E acrescenta:

“O licenciamento continua sendo forçado a avaliar os empreendimentos de forma isolada, caso a caso, e acaba entrando numa lógica esquizofrênica que consolida a maneira de atender, simplesmente, os ditames dos projetos governamentais e os interesses das empresas. O que vai se perder em biodiversidade parece não interessar mais. Os estudos de impacto consagram-se como uma grande formalidade, tremendamente tendenciosos e de baixo nível técnico, servindo apenas para assegurar a emissão de licenças. É um escândalo, que ninguém mais nega e acaba se tornando fato consumado”.

Paulo Brack é mestre em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 2006, vem fazendo parte da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio e também representa o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais – Ingá, no Conselho Estadual do Meio Ambiente do RS – Consema-RS.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Quantas usinas hidrelétricas o Rio Grande do Sul tem atualmente?

Paulo Brack - A Agencia Nacional de Energia Elétrica – ANEEL possui um banco de informações de geração que dá conta de que, aproximadamente, 75% da energia elétrica do Rio Grande do Sul provêm de hidrelétricas (mais de 5 mil MW), em quase 50 empreendimentos. Cerca de 70% são formados por Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs, que produzem até 30 MW. Algumas hidrelétricas são compartilhadas com o Estado de Santa Catarina e localizam-se no Rio Pelotas-Uruguai. A usina hidrelétrica (UHE) de Itá, que fica entre Aratiba (RS) e Itá (SC), é a maior de todas, gerando mais de 1.300 MW. O Rio Grande do Sul teve, até quinze anos atrás, sua energia elétrica baseada principalmente nas hidrelétricas da bacia Rio Jacuí. Agora a fronteira da hidroenergia se desloca, sem parar, para a bacia dos rios Uruguai e Taquari. No caso do rio Pelotas-Uruguai, que estamos acompanhando mais de perto, existem já quatro grandes hidrelétricas, em colar, no eixo do rio (Foz do Chapecó, Itá, Machadinho e Barra Grande). Sem falar em outras da mesma bacia que se localizam no Rio Canoas (SC), ou seja, Campos Novos, que opera há alguns anos, e Garibaldi, que recém recebeu licenças ambientais. Agora desejam liberar mais uma, a UHE de Pai Querê, colada à montante de Barra Grande.

IHU On-Line - Qual a real necessidade de cada uma delas?

Paulo Brack - Depende do modelo de desenvolvimento a que estamos nos referindo. A produção energética, no modelo atual, visa prioritariamente o crescimento econômico e a concentração, a reboque, do consumo desenfreado, principalmente do primeiro mundo. O setor elétrico, hoje, é dominado por grandes empresas privadas, algumas multinacionais do setor eletrointensivo de exportação de produtos com baixíssimo valor agregado (minérios de ferro, alumínio, cimento etc.). Estas questões são levantadas principalmente pelo professor Dr. Célio Bermann, do Programa de Pós-Graduação em Energia da USP, e pelo Dr. Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. Eles afirmam que o benefício desta geração não é, necessariamente, para o povo brasileiro.

Além disso, Bermann destaca que poderíamos aumentar a eficiência energética no Brasil com o uso mais racional, e com a repotencialização das hidrelétricas já construídas, o que representaria um ganho de mais de 30% do gasto atual.

Fearnside, por sua vez, demonstra que a matéria morta no fundo dos reservatórios das hidrelétricas é responsável pela emissão de muita quantidade de metano e gás carbônico, que são os principais gases relacionados ao efeito estufa e ao aquecimento climático global. No modelo atual brasileiro, após 1998, temos a maior parte da produção de energia concedida a empresas privadas, o que favorece a visão de mercado na área. Ou seja, torna-se interessante ao mercado o uso de 100% dos nossos rios para a produção energética com ganhos econômicos a empresas, em parte estrangeiras. A ANEEL faz leilões de energia, emite concessões, o que significa também leiloar nossos rios. Infelizmente, acaba não interessando a este modelo o uso mais racional da energia e as questões socioambientais. Neste modelo não são contabilizados os verdadeiros impactos ou prejuízos, que são muitos, e, assim, a hidreletricidade torna-se mais “barata” e mais “competitiva” do que a energia solar e a eólica, que representam menor impacto.

IHU On-Line - Quem mais sofre as consequências das hidrelétricas no Rio Grande do Sul?

Paulo Brack - Dezenas de milhares de famílias foram e continuam sendo desalojadas no estado e, inclusive, daí surgiu em parte o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), a partir da última década de 1970. No Brasil, segundo o relatório da Comissão Mundial de Barragens , que admite entre 40 a 80 milhões de pessoas diretamente afetadas, e pelas estimativas do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB já teríamos, até hoje, mais de um milhão de pessoas expulsas de suas terras. Os planos decenais da Empresa de Pesquisas Energéticas – EPE do Ministério de Minas e Energia prevêem outras cem mil pessoas, obrigatoriamente, desalojadas. Neste valor, pelo menos 15% seriam povos indígenas.

No Rio Grande do Sul, se forem incluídos todos os projetos previstos de hidrelétricas (dez ou onze grandes hidrelétricas em série no Rio Uruguai), destacando-se a maior delas, a UHE Garabi (entre o Rio Grande do Sul e a Argentina), provavelmente teríamos mais de 50 mil pessoas afetadas. Isso é uma calamidade social.

No que se refere à biodiversidade, a catástrofe já está acontecendo, temos provas e vamos continuar a denunciar. Por exemplo, uma espécie de bromélia (dyckia brevifolia) do salto do Yucumã (Derrubadas, RS), abaixo das barragens do trecho do rio Uruguai, praticamente desapareceu e caminha para a extinção devido à alteração da vazão do rio. Estão destruindo também a biodiversidade da Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, patrimônio defendido pela Constituição, e as principais Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade (Ministério de Minhas e Energias, 2007). Estes projetos foram concebidos lá no governo militar, em 1977, e praticamente não sofreram alterações, e agora ganham força com o modelo atual que compromete o futuro do planeta. Esta visão vem sendo adotada pelos últimos governos do Brasil, tanto pelos programas Avança Brasil como pelo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

IHU On-Line - Quais os principais entraves ambientais e sociais provocados pela hidrelétrica de Pai Querê, no Rio Pelotas?

Paulo Brack - A palavra entrave talvez não seja a mais apropriada. Eu diria danos. Neste caso, decorrentes da então quinta hidrelétrica, colada às outras quatro referidas anteriormente. Ela atingiria em cheio a Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, patrimônio mundial pela Unesco.

O muro desta hidrelétrica teria 150 metros de altura, e transformaria a área em um lago de águas comprometidas pela decomposição da matéria vegetal morta, desaparecendo florestas e um rio límpido e cheio de corredeiras, com rica fauna e flora aquática que vive em condições de habitats muito particulares. Poderiam desaparecer mais de duas dezenas de espécies de peixes de rios caudalosos, destacando-se peixes do grupo dos cascudos, somando-se a isso a destruição de florestas com Araucária, das mais contínuas ainda existentes e em boas condições de conservação do sul do Brasil. Os dados do estudo de impacto ambiental, apresentados recentemente, confirmam que mais de quatro mil hectares de florestas sucumbiriam com esta obra.

Teríamos, por exemplo, a supressão ou morte por afogamento, como ocorreu em Barra Grande, de mais de cinco milhões de árvores (200 mil araucárias), o que corresponderia a três vezes a arborização urbana de Porto Alegre. Da mesma forma estão em situação crítica de ameaça de extinção outras dezenas de espécies da flora, identificadas no local, e várias espécies da fauna terrestre. Este é o caso do puma, da jaguatirica, do queixada (espécie de porco do mato restrito à área, no RS), do gavião-de-penacho, do urubu-rei, entre outros.

No que se refere à população humana, nem sempre os dados apresentados pelas empresas são confiáveis, mas o EIA-RIMA (estudo e relatório de impacto ambiental) dá conta de 334 famílias. Em Barra Grande, onde foram atingidas mais de 1200 famílias, o MAB admitiu que as empresas subestimaram o valor total.

Em geral as empresas não contabilizaram pessoas sem escrituras reconhecidas e os posseiros. As informações são disponibilizadas basicamente pelas empresas e o governo se baseia nelas, sem fazer uma checagem, pois isso requer vontade política e não interessa às metas do crescimento.

IHU On-Line - Como o senhor relaciona a hidrelétrica de Pai Querê e a de Barra Grande?

Paulo Brack - Barra Grande foi baseada em um estudo de impacto ambiental profundamente irregular, realizado pela empresa Engevix, uma das que mais constrói barragens no Brasil, o que gerou uma multa de 10 milhões de reais emitida pelo Ibama. A empresa recorreu, e passou incólume, como, em geral, acontece com as empreiteiras no Brasil. As irregularidades foram reconhecidas, além do Ministério de Meio Ambiente, pela justiça. Para dar permissão para a continuidade da obra, em setembro de 2004, foi elaborado um documento, chamado Termo de Compromisso (TC) de Barra Grande , assinado pelo governo, as empresas e a justiça, com alguns condicionantes, infelizmente não cumpridos até agora.

O dano de muitas hidrelétricas é irreparável. Em Barra Grande foram perdidos seis mil hectares de florestas, que representavam um corredor único entre a floresta do Alto Uruguai e a floresta com Araucárias. As imagens do Google Earth denotavam uma enorme mancha verde-escura que eu tive a oportunidade de ver, no local.

Em janeiro de 2005, fiquei surpreendido quando, na desembocadura do rio Vacas Gordas com o rio Pelotas, deparei-me com uma das matas mais exuberantes que havia visto. Olhava para todos os lados e via só florestas, com um porte impressionante. Olhava para baixo e via águas cristalinas, correntes e rasas, povoadas de diferentes tipos de peixes de corredeiras. Uma série de plantas raríssimas e restritas àquelas condições. E sentia que isso tudo ia se acabar. Depois vi a beleza das corredeiras do Parque Municipal de Encanados, que era um cartão postal de Vacaria, ser condenada à morte. Não conseguia entender e também não tinha ideia de que em Pai Querê poderia ser uma situação semelhante à de Barra Grande.

Outra desgraça premeditada, como parte de uma grande calamidade que ameaça de colapsar a biodiversidade da bacia do Rio Uruguai e transformá-lo em uma mera escada de lagos, fatiados por concessões a empresas que não param de crescer. Também não tinha a ideia de que a avalanche de hidrelétricas, concebidas há mais de 30 anos, apenas estava começando. A triste ironia deste processo é que a Camargo Corrêa, uma das proprietárias e empreiteiras responsáveis pela construção de Barra Grande, exibia no local da obra alguns cartazes, com sua certificação ambiental ISO 14.001 e placas que diziam “cuide do meio ambiente” e “preserve a flora e a fauna”.

E a BAESA, consórcio da obra, fez de conta que resgatou a vida da bromélia-dos-lajedos (dyckia distachya), abrindo clareiras na beira da barragem e tentando criar um ambiente artificial para que esta espécie ameaçada e endêmica do trecho do rio pudesse continuar vivendo. A bromélia até pode continuar fora de seu habitat, mas não se sabe por quanto tempo porque as populações devem ser numerosas e com variabilidade genética, o que não foi o caso. Este “privilégio” sequer atingiu outras tantas espécies restritas às condições descritas aqui, provavelmente em vias de extinção, fato que contraria o artigo 225 da Constituição Federal, que não permite que se coloquem em risco de extinção as espécies de nossa flora e fauna. Queremos que se defenda a lei, nem que seja o princípio da razoabilidade, pois o chamado desenvolvimento, agora, já é explicitamente insustentável. Queremos que as empresas e os governos responsáveis por isso tudo tenham que pagar na justiça e tenham o destino que a história lhes reserva.

IHU On-Line - Quais as principais irregularidades, contradições e questões que ficaram pendentes, depois de cinco anos de emissão da licença?

Paulo Brack - As pendências de Barra Grande foram várias. O governo federal não faz questão de cumpri-las, apesar de muitas tentativas de técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama. A primeira, é que o TC de Barra Grande colocava a obrigatoriedade de uma avaliação ambiental estratégica ou integrada (AAI ) da bacia do Rio Uruguai, antes de dar continuidade ao licenciamento dos demais empreendimentos. Isso foi feito, às avessas, pelo Ministério de Minas e Energia.

Foi criado um documento, praticamente encomendado, pelo setor da produção de energia hidrelétrica, realizado por companhias consultoras que prestavam serviços às empresas hidrelétricas. Como era de se esperar, consideraram viáveis todos os empreendimentos previstos, agregando, porém, algumas mitigações. O Ministério do Meio Ambiente considerou o estudo inadequado e insuficiente, vindo a solicitar outro, que foi coordenado pelo prof. Dr. Rafael Cabral Cruz, da Unipampa, juntamente com pesquisadores da UFSM, chamado FRAG-RIO Uruguai.

Este estudo é de alto nível e responde, de forma inteligente, a este processo. Por exemplo, o estudo aponta que para se garantir a sobrevivência de peixes, como o dourado e o surubim, devem ser mantidos pelo menos 80 km de rio sem barramentos. Ou seja, o trabalho reforça a visão necessária de uma avaliação prévia global da bacia bem como a necessidade de trechos de rios livres de barramentos, levantando as grandes fragilidades socioambientais de cada trecho, com destaque à área de Pai Querê. Estes itens deveriam estar, sempre, em primeiro lugar em relação às regras de mercado. Lamentavelmente, o estudo foi criticado de forma meramente política e sem critérios científicos pela senhora Márcia Camargo, assessora do Ministério de Minas e Energia e que estava afinada à ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Resultado: por colocar em dúvida algumas obras do PAC, o estudo foi enfraquecido e, pelo menos temporariamente, deixado de lado.

Também foram afastados do processo de licenciamento, ou colocados na “geladeira”, alguns dos técnicos mais sérios do Ibama, que acompanhavam o projeto de Pai Querê. Em relação às outras pendências do TC, destacamos aqui a obrigatoriedade na criação do Corredor Ecológico do Rio Pelotas-Uruguai, que foi proposto por técnicos do Ministério do Meio Ambiente denominado como Refúgio da Vida Silvestre do Rio Pelotas-Aparados da Serra. A ex-ministra da Casa Civil, o Ministro de Minas e Energia e o Presidente da República acabaram mandando engavetar a proposta até que seja garantida a emissão da licença ambiental para tocar adiante Pai Querê.

Quanto à área que deveria ser comprada para compensar o que se perdeu com Barra Grande (5.740 hectares), a BAESA depositou o valor em juízo, pois o Ibama não teve autorização do governo federal para definir que a área mais semelhante, e que deveria ser adquirida, seria justamente a área prevista para Pai Querê. E ficaram pendentes também os resultados do monitoramento da fauna e da flora bem como os programas para a garantia de sobrevivência das espécies ameaçadas. O MAB também reclama itens relativos ao não cumprimento de várias indenizações às famílias atingidas pela UHE de Barra Grande.

IHU On-Line - Como o senhor avalia, de forma geral, os estudos feitos antes da instalação de hidrelétricas no Rio Grande do Sul em relação ao impacto ambiental?

Paulo Brack - Apesar do esforço heróico de muitos técnicos do órgão federal (Ibama) - que analisa os trechos interestaduais ou o binacional do Rio Uruguai - e dos órgãos estaduais (FEPAM-SEMA e FATMA) - que analisam os rios exclusivos dos Estados - infelizmente, as licenças continuam sendo emitidas muito mais como uma decisão política do que com base em fundamentos técnicos e que deveriam respeitar os marcos legais da área ambiental. A ordem é atender as demandas econômicas mais imediatas. Existe uma “correia de transmissão”, de cima para baixo, a partir da cúpula dos governos, sobre a chefia do setor de licenciamento. O licenciamento continua sendo forçado a avaliar os empreendimentos de forma isolada, caso a caso, e acaba entrando numa lógica esquizofrênica que consolida a maneira de atender, simplesmente, os ditames dos projetos governamentais e os interesses das empresas. O que vai se perder em biodiversidade parece não interessar mais. Os estudos de impacto consagram-se como uma grande formalidade, tremendamente tendenciosos e de baixo nível técnico, servindo apenas para assegurar a emissão de licenças. É um escândalo, que ninguém mais nega e acaba se tornando fato consumado.

IHU On-Line - Como o senhor avalia a condução do Ibama em relação às hidrelétricas no Estado?

Paulo Brack - O Ibama no Rio Grande do Sul tem uma equipe que se pauta por alta seriedade e cumprimento da lei. Conheço alguns técnicos do órgão e reconheço o grande esforço dos mesmos para fazer com que existam razoabilidade e ponderação de equilíbrio no processo de licenciamento. Porém, estão na mira do governo e a desmotivação e a desvalorização são evidentes. O desprestígio pode ser ilustrado quando o presidente da República, em mais de uma oportunidade, criticou o que atribui como um “excesso de zelo”, por exemplo, “com as pererecas” (BR 101) e “bagres” (Hidrelétricas do rio Madeira). O Ministério Público, o Tribunal de Contas e as ONGs também são alvos permanentes da crítica sistemática do poder Executivo, na área ambiental. Existe um superpoder explícito dos chefes dos executivos. Estes se colocam, muitas vezes, acima da Constituição, das leis e do poder Judiciário. Desestruturam o órgão ambiental, de forma deliberada.

A forma truculenta de se levar as obras do PAC, da infraestrutura pesada, enfraquece os órgãos ambientais, o que eu considero um esquema já coordenado, que deve ser combatido, urgentemente. Chegamos a ponto em que os técnicos dos órgãos ambientais são alvo indiscriminado de assédio moral por parte dos dirigentes políticos, nos âmbitos federal, estadual e municipal, e fica por isso mesmo... Acabo recebendo queixas frequentes por parte de técnicos dos órgãos ambientais das três esferas de Estado que vivem, cotidianamente, esta pressão psicológica, talvez, por eu ser membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CONSEMA do Rio Grande do Sul e por fazer parte de uma ONG muito atuante, o INGÁ. Porém a gente, em geral, não tem provas e os técnicos têm medo de denunciar. Isso é revoltante. Os critérios técnicos tornam-se letra morta e o órgão ambiental transforma-se em um setor de mera chancela e de subserviência aos interesses puramente políticos e econômicos, como ocorria há algumas décadas.

Consagra-se a visão de que os rios e a natureza como um todo são também mercadorias. Existe uma reação em cadeia de desmoronamento da estrutura de Estado no que se refere à proteção ambiental. Um retrocesso de décadas. É uma guerra pelo crescimento econômico, e a qualquer preço. Isso se reflete em uma verdadeira guerra contra a própria natureza. Tal situação se aprofunda na época pré-eleitoral, inclusive porque muitas empresas, que fazem parte deste esquema imediatista, são doadoras de campanhas milionárias aos grandes partidos e a candidatos alinhados a esses governos. Isso é abominável.

IHU On-Line - Como o senhor avalia o tratamento dado pelo Ministério do Meio Ambiente às hidrelétricas no Rio Grande do Sul?

Paulo Brack - Tivemos a oportunidade de conversar com a atual ministra Izabella Teixeira, quando era secretária executiva do então ministro Minc, no final de 2008. Apesar de ela concordar com muitas de nossas ponderações, deu para sentir que estava sendo pressionada a continuar esse processo político de liberação célere e indiscriminado de empreendimentos no Brasil, para não afetar o núcleo do governo que tocava o PAC. Também tivemos um contato bem produtivo com técnicos do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, tratando destas questões. Inclusive, em 2005, conversamos com o ex-diretor de licenciamento do Ibama, Nilvo Silva, que tentou levar para o setor uma forma mais inteligente de avaliação ambiental estratégica das bacias, desenvolvida aqui da Fepam, quando em 2001 ele presidia o órgão. O método de análise facilitaria a avaliação posterior de cada empreendimento. Entretanto, a tecnocracia economicista odeia a inteligência e a razoabilidade na área ambiental. Ele foi forçado a se demitir e ir para o Quênia, representando o Brasil no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD.

O outro diretor de licenciamento, que ficou em seu lugar, o também gaúcho, Luis Felippe Kunz Jr., foi demitido pelos mesmos motivos. O que chama mais atenção é que foi na gestão de Marina Silva, em 2007. Este diretor, corretamente, estava defendendo o ponto de vista dos técnicos do Ibama que queriam mais tempo para decidir a licença para as hidrelétricas do rio Madeira (Jirau e Sto. Antônio), em Rondônia, porque os dados denotavam grande impacto, principalmente em erosão e sedimentação no rio, e muitos riscos e incógnitas. Este é o quadro que ninguém mais pode negar. E, para finalizar, um dos técnicos do Ministério do Meio Ambiente me confessou que acredita que todos os argumentos mais legítimos na área ambiental não sensibilizam mais o governo federal ou os demais governos. O que poderia funcionar, segundo ele, era darmos muita visibilidade ao tema (manifestações), e recorrermos à lei, via Ministério Público.

IHU On-Line - Quais as consequências da ocupação de hidrelétricas para a bacia do Rio Uruguai?

Paulo Brack - O Rio Uruguai desapareceria como rio. O governo federal não fala disso, mas a construção de mais de dez hidrelétricas coladas desde oeste, São Borja (34 metros acima do mar) até o leste, São José dos Ausentes (900 m.a.m.) condenaria o rio à morte. Até agora mais de 30 mil pessoas foram afetadas pelas barragens já construídas, e outro número igual ou maior pode sofrer estes danos. As pessoas que perdem suas terras, o seu chão, podem ter transtornos e entrar numa espiral depressiva para o resto da vida.

Além disso, com a avalanche de hidrelétricas que nos querem impor, provavelmente centenas de espécies poderiam ser extintas, mesmo que isso leve alguns anos ou décadas. Mas o processo está em curso. Os índices de extinção mundial de espécies por ano (27 mil) já são mil vezes maiores que os naturais, segundo Edward Wilson. Com as hidrelétricas isso seria muito trágico.

Tenho enorme carinho pelo Rio Pelotas e o Rio Uruguai e prezo pela cultura dos gaúchos que contam e cantam a história da região. No norte do Estado, o Rio Uruguai se confunde com a história dos missioneiros e do Caminho das Tropas , no Rio Pelotas. É uma bela paisagem que está lá há milhares de anos. Meus pais me ensinaram a amar a natureza e respeitar todas as formas de vida. E tento passar isso para meus filhos, meus alunos e outras pessoas. Creio que muitos de nós, gaúchos, prezamos por tudo isso e nos emocionamos também com as músicas de Cenair Maicá, Noel Guarani e Pedro Ortaça que cantam as belezas do Rio Uruguai, das corredeiras, das florestas e da gente que povoa a beira deste nosso maior rio do Estado. Eu não quero acreditar que este desastre da morte do Rio Pelotas-Uruguai possa acontecer. É impossível acreditar que ninguém vai fazer nada para interromper esta insanidade.


IHU On-Line - EcoAgência

Ambientalistas divulgam Manifesto do 28º EEEE

O 28º Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE), promovido pela Assembleia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS), divulgou hoje o Manifesto no qual alertam a comunidade sobre as iniciativas do executivo e legislativo que objetivam flexibilizar e fragilizar a legislação ambiental, que causa o assédio moral aos funcionários, a precarização dos órgãos de controle e gestão ambiental estatal.
Os ambientalistas denunciam no Manifesto, a ocorrência do que chamam “ambientali$mo de merkado”, quando o discurso ambiental é apropriado pelo sistema capitalista, e os problemas ambientais são vistos como mais uma oportunidade de negócio. Leia o documento a seguir, que também analisa o movimento ambiental:


MANIFESTO DO 28º ENCONTRO ESTADUAL DE ENTIDADES ECOLÓGICAS
26 a 28 de agosto de 2010 – Viamão, RS

Entre os dias 26 e 28 de agosto realizou-se o 28º Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE), promovido pela Assembleia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS). O local escolhido para tal foi o assentamento Filhos de Sepé, na zona rural de Viamão-RS, inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) do Banhado Grande e que faz divisas com o Refúgio de Vida Sivestre Banhado dos Pacheco. Este espaço foi estrategicamente escolhido pela referência nas práticas de agroecologia, permacultura. Neste local onde há 10 anos são realizadas pesquisas em saneamento com tecnologias sociais, hoje já espalhadas nos assentamentos urbanos e rurais do Rio Grande do Sul e Brasil, assim como a bioconstrução, a produção de arroz ecológico e o viver em comunidade junto à natureza. Outro fator que levou à escolha deste local é a discussão a respeito de projetos de mineração de carvão, que colocam em risco a biodiversidade, as práticas produtivas e a sustentabilidade ambiental da região.
O Movimento Ecológico Gaúcho tem vivido momentos importantes e de transformações que nos exigem organização e reflexão. Para tanto o EEEE teve como objetivos, além de formação e troca de experiências entre as entidades ecológicas, a construção de linhas políticas conjuntas para as lutas socioambientais fortalecendo e ampliando a aliança com outros movimentos sociais.
Sendo assim, as entidades ecológicas reunidas repudiam o processo de fragilização dos conselhos e colegiados de políticas públicas ambientais. A falta de paridade, transparência nos processos e supremacia de interesses que não levam em conta a sustentabilidade ambiental e conservação da biodiversidade. Diante disto salientamos que é de responsabilidade dos conselheiros e suas respectivas instituições as conseqüências das decisões tomadas.
É urgente um debate democrático sobre a composição e estrutura participativa do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), órgão máximo da política pública ambiental no Rio Grande do Sul. Reafirmamos a necessidade da retomada do custeio para participação das entidades ambientalistas do interior do estado, garantindo a representatividade regional. Exigimos o cumprimento da Resolução Consema 107/05 que normatiza a indicação, por parte da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS), para compor às vagas da sociedade civil no CONSEMA.
Denunciamos a apropriação e centralidade na gestão dos recursos públicos do Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA). No último ano os recursos do FEMA foram único e exclusivamente utilizados para custeio de máquina administrativa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) sem debate na Câmara Técnica do Fundo. Para tanto exigimos que os recursos do FEMA sejam disponibilizados através de editais públicos destinados ao apoio de projetos ambientais da sociedade civil organizada.
Alertamos a comunidade gaúcha sobre uma série de iniciativas do executivo e legislativo, estimulados por interesses de setores do empresariado irresponsável e inconsequente, que tem como objetivo a flexibilização e fragilização da legislação ambiental, assédio moral aos funcionários, bem como a precarização dos órgãos de controle e gestão ambiental estatal.
Rejeitamos a estratégia midiática acerca da alteração do Código Florestal Brasileiro que promove a falsa ideia de fato consumado. Reiteramos a não alteração do atual código permitindo, assim, a proteção do meio ambiente, aliando a produção de alimentos saudáveis com a conservação e gestão racional dos bens naturais.
Repudiamos iniciativas da bancada ruralista, como o Projeto de Lei 154/09, de autoria do Deputado Estadual Edson Brum, que propõe alterações, que levam à descaracterização do Código Estadual do Meio Ambiente, causando a diminuição e, até, total supressão da tutela legal do Estado sobre o ambiente, gerando perdas irreversíveis da biodiversidade e danos a toda sociedade.
A manutenção da política de atração de investimentos, sustentada por generosos benefícios fiscais, concedidos a empresas, subsidiando obras de grande impacto como barragens de irrigação, hidrelétricas, ampliação de portos e rodovias, projetos de mineração, empreendimentos imobiliários e projetos de monocultura, como plantios de árvores exóticas e cana-de-açúcar, está colocando em risco a estabilidade dos ecossistemas e agravando a crise social.
Cobramos posicionamento rígido e ações efetivas do Poder Judiciário na medida em que é recorrente o descumprimento de preceitos legais e processos de licenciamento ambiental.
Ressaltamos a necessidade de implementação efetiva das Unidades de Conservação ambiental, bem como, a perpetuação de seus decretos de criação, impedindo o risco de revogação em virtude de mudanças na administração pública ou de interesses econômicos.
Apontamos a necessidade de amplo debate acerca do financiamento privado de campanha, pois temos presenciado a alteração da legislação, em todas as esferas do Estado, atendendo o interesse privado em detrimento do interesse público.
Denunciamos a ocorrência de um “ambientali$mo de merkado”, fruto do capitalismo verde, que vê a crise ambiental como uma oportunidade. Os conceitos “Mecanismos de Desenvolvimento Limpo” e mercado de carbono, dentre outros, vem sendo apresentados como alternativas às mudanças climáticas, quando na verdade são falsas soluções. Nessa perspectiva, mudanças estruturais são necessárias, nas esferas políticas, econômicas e sociais.
Finalizamos o 28º Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE), reafirmando o compromisso de politizar a ecologia e ecologizar a política.

Viamão, 28 de agosto de 2010

APEDema - EcoAgência

Ceará fará leite com proteína humana

Pesquisadores brasileiros acabam de dar dois passos importantes rumo ao objetivo de produzir um tipo de leite “fortificado” com proteínas humanas, capaz de combater a diarreia infantil.

A doença é a sexta principal causa de mortes de crianças de 1 a 5 anos no Brasil. A intenção dos cientistas da Unifor (Universidade de Fortaleza) é usar cabras transgênicas para obter o leite.

Sinal verde - O grupo da Unifor conseguiu sinal verde da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para criar linhagens transgênicas de bovinos e caprinos.

Esses animais serão capazes de produzir, nas glândulas mamárias, as proteínas humanas lisozima e lactoferrina. Elas são encontradas no leite materno humano e têm propriedades antibióticas e antimicrobianas.

Os cientistas também obtiveram, após um ano de negociação, permissão do Ministério da Agricultura para importação de sêmen de caprinos transgênicos da Universidade da Califórnia em Davis, parceira do projeto.

“Importar o sêmen é parte importante da pesquisa”, explica a bióloga Luciana Bertolini, da Unifor. As fêmeas de cabras no Brasil servirão de “mães de aluguel” para produção de clones dos animais americanos, que já possuem transgenia para produção da proteína lisozima.

Os pesquisadores querem desenvolver caprinos transgênicos que carreguem o gene de outra proteína, a lactoferrina humana.

DNA recombinante – A produção será feita por meio de DNA recombinante -mesma metodologia de fabricação de alguns medicamentos. Na indústria farmacêutica, o DNA recombinante costuma ser inserido em bactérias ou leveduras, que funcionam como biofábricas. “Já proteínas muito complexas, como a lactoferrina, precisam ser produzidas em animais”, explica Bertolini.

A Unifor pretende construir o primeiro laboratório de animais transgênicos capazes de produzir as duas proteínas humanas. A ideia é ter um rebanho em dois anos.

A universidade usará, no laboratório, parte dos R$ 6 milhões liberados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia para as pesquisas, que envolvem outras duas universidades cearenses: a Uece, estadual, e a UFC, federal.

(Fonte: Sabine Righetti/ Folha.com)

Lei federal mais radical diminuiria ainda mais número de fumantes no Brasil, avalia Inca

Em dez anos (1999 a 2009), o número de fumantes adultos no Brasil caiu 17%. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), o percentual é significativo, mas a coordenação do Programa Antitabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) alerta que os números poderiam ser ainda melhores caso o Brasil tivesse uma legislação federal que proibisse o fumo em ambientes total ou parcialmente fechados, onde haja circulação de pessoas.

A Lei Federal 9.294, em vigor desde 1996, proíbe o fumo em locais fechados, mas permite fumantes em ambientes apropriados, como os fumódromos. Apenas sete estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia, Amazonas, Roraima, Paraíba e Paraná) têm leis que criaram ambientes 100% livres do tabaco.

O coordenador do Programa Antitabagismo do Inca, o pneumologista Ricardo Meirelles, lembra que o Brasil é um dos 170 países que ratificaram a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, criada há cinco anos pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que o programa brasileiro de prevenção e controle do tabagismo é considerado por especialistas da OMS como um exemplo a ser seguido.

“Mas, nossa meta é que a questão do cigarro seja abraçada pelo Estado brasileiro, com uma lei federal que proíba de vez o fumo em locais semi ou totalmente fechados. Queremos que o Brasil cumpra o acordo internacional que assinou”, disse.

Entre as medidas estabelecidas pela convenção-quadro para o controle do tabagismo, o Brasil cumpre a regulamentação das propagandas de tabaco, a introdução de mensagens de saúde fortes nos maços de cigarro, a proibição de venda de cigarro para menores de 18 anos e a adoção de políticas de saúde pública para o atendimento a quem quer parar de fumar.

“As fortes medidas fiscais e de preços ainda não foram adotadas, pois o preço do cigarro ainda é baixo e está ao alcance de todos. Além disso, o apoio aos produtores de tabaco na transição para outras culturas é muito discreto”, afirmou Meirelles. Para o pneumologista, o tabagismo deve ser encarado como uma doença crônica, que causa dependência e que leva ao desenvolvimento de pelo menos 50 doenças de pulmão, coração e gastrointestinais.

“Nós estamos bem adiantados no controle do tabagismo e a redução de 35% para 22% no número de adultos fumantes em dez anos é significativa, mas ainda há muitos desafios, como o de evitar que os jovens, principalmente os adolescentes, comecem a fumar.

[Os jovens e adolescentes] têm muitos atrativos, como as festas, os amigos mais velhos que fumam e recentemente o uso do narguilê [objeto usado para fumar coletivamente], que usa a água para filtrar a fumaça. Estamos criando uma rede de atendimento no SUS [Sistema Único de Saúde] para o controle do tabagismo, com medicamentos, material de apoio e profissionais capacitados para dar assistência àqueles que querem parar de fumar, mas o trabalho tem que ser ininterrupto”, disse.

Ainda de acordo com Meirelles, as doenças relacionadas ao cigarro são a terceira causa de morte no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde gasta quase R$ 340 milhões para o tratamento de uma destas patologias.

(Fonte: Cristiane Ribeiro/ Agência Brasil)

Caos generalizado no RS

Reppening: "se comparamos com um passado recente, vemos que estamos retrocedendo quanto à efetividade na proteção de nossos ecossistemas, espécies etc. Medidas compensatórias, por exemplo, viram em nada prático"

A hidrelétrica de Barra Grande, na visão de Márcio Repenning, “é mais uma obra descabida projetada há 30 anos. Gera pouca energia. No contexto ambiental poderíamos qualificá-la como o maior desastre ambiental da década no Brasil. Perdemos para sempre áreas de grande beleza cênica, com riqueza e composição de espécies singular (muitas delas ‘protegidas’ por lei). Foi dado mais um passo para liquidar com a bacia do Rio Uruguai”.

Ele fez esta e outras declarações na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line. Ao refletir sobre como deveria se constituir o processo de liberação de licenças para a construção de hidrelétricas, Márcio admite que não vê uma fórmula imediata para isso. “Mas, como os licenciamentos vêm sendo conduzidos hoje, chega a ser vergonhoso, com raríssimas exceções. Diria que é bravata. E o mais preocupante é que, se comparamos com um passado recente, vemos que estamos retrocedendo quanto à efetividade na proteção de nossos ecossistemas, espécies etc. Medidas compensatórias, por exemplo, viram em nada prático”.

Márcio Repenning é graduado em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Atualmente é pesquisador colaborador no Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Como você define, em geral, a situação das hidrelétricas no Rio Grande do Sul hoje?

Márcio Repenning - Um caos generalizado. Empresas pressionando para obter licenças de instalação e órgãos fiscalizadores flexibilizando (atendendo às pressões). Os projetos de barramento são obsoletos, do tempo da ditadura, e paulatinamente vem sendo efetivados.

IHU On-Line - Qual a especificidade da hidrelétrica de Barra Grande? O que ela provocou no Vale do Rio Pelotas?

Márcio Repenning - É mais uma obra descabida projetada há 30 anos. Gera pouca energia. No contexto ambiental poderíamos qualificá-la como o maior desastre ambiental da década no Brasil. Perdemos para sempre áreas de grande beleza cênica, com riqueza e composição de espécies singulares (muitas delas “protegidas” por lei). Foi dado mais um passo para liquidar com a bacia do Rio Uruguai.

IHU On-Line - Por que é considerado que a hidrelétrica de Barra Grande foi construída com base em uma fraude?

Márcio Repenning - Simplesmente porque foi omitido, ou mascarado no Relatório de Impacto Ambiental – Rima a verdadeira riqueza e qualidade dos ambientes que compunham a área afetada pelo empreendimento.

IHU On-Line - Quais são as principais espécies que têm entrado em extinção com a construção de hidrelétricas no Rio Grande do Sul?

Márcio Repenning - O ponto mais importante é que este tipo de empreendimento tem na sua essência eliminar e transformar habitats. Todas aquelas espécies que não toleram tais transformações são afetadas diretamente. Espécies endêmicas com distribuição restrita podem desaparecer quando da construção de um só empreendimento ou conjunto de barragens num mesmo rio ou bacia hidrográfica. Barra Grande, por exemplo, eliminou a área de distribuição de uma espécie de bromélia (dyckia distachya) hoje extinta da natureza conscientemente. Imaginemos quantas espécies mais que conhecemos não serão extintas caso implantadas todas as centenas de barragens projetadas para a bacia do Rio Uruguai.

IHU On-Line - Quais as consequências provocadas pelas hidrelétricas para a variabilidade genética do Rio Grande do Sul?

Márcio Repenning - Diretamente perdemos biodiversidade devido à eliminação de áreas (habitats), e obviamente perdemos variabilidade genética. Uma das consequências da diminuição de variabilidade genética é a extinção de espécies. Outro aspecto relevante relacionado à instalação destes empreendimentos é que eles, invariavelmente, afetam processos ecológicos em pleno funcionamento, forjando a evolução dos organismos.

IHU On-Line - Como deveria se constituir o processo de liberação de licenças para a construção de hidrelétricas? E como isso acontece hoje no Rio Grande do Sul?

Márcio Repenning - Não vejo uma fórmula imediata para isso. Mas, como os licenciamentos vêm sendo conduzidos hoje, chega a ser vergonhoso, com raríssimas exceções. Diria que é bravata. E o mais preocupante é que, se comparamos com um passado, recente vemos que estamos retrocedendo quanto à efetividade na proteção de nossos ecossistemas, espécies etc. Medidas compensatórias, por exemplo, viram em nada prático. A verba se pulveriza na máquina burocrática dos governos.

IHU On-Line - Em que medida a construção de hidrelétricas interfere na população de aves do Rio Grande do Sul?

Márcio Repenning - Que eu conheça não há estudos conclusivos sobre isso aqui no estado. Mas, similar ao que ocorre em outras áreas afetadas por este tipo de empreendimento, as consequências mais imediatas são mudança na abundância e composição das espécies, isto é, isolamento de populações de espécies com pouco poder de dispersão, extinções locais, principalmente daquelas espécies menos tolerantes a mudanças no seu habitat e favorecimento a colonização de espécies com maior plasticidade ecológica, ou associadas a ambientes aquáticos lênticos.

IHU On-Line - Como os biólogos gaúchos têm atuado em relação aos impactos ambientais provocados pelas hidrelétricas construídas no estado?

Márcio Repenning - Uma questão delicada. Mas acho que muito de positivo já foi feito em relação à contestação de empreendimentos de grande impacto em potencial. Profissionais de diferentes áreas têm contribuído com informações técnicas importantes para tomada de decisões sobre a viabilidade ambiental de tais empreendimentos. Enquanto outros têm buscado articulação com profissionais do Direito (visando impedir o prosseguimento de processos de licenciamento deficientes). Tem-se buscado também a divulgação da problemática que está por trás destes empreendimentos através de uma aproximação com profissionais do jornalismo. Há também uma parcela substancial de biólogos que preferem ficar isentos a todas estas questões. Normal.

IHU On-Line - EcoAgência

Confira oito dicas para como manter seus dentes mais brancos

preocupação com estética tem se tornado uma busca frenética e incessante das pessoas, hoje em dia. Na área de odontologia não existe falar em estética sem antes pensarmos em saúde. A partir do momento que conseguimos saúde em nossas cavidades bucais, o alcance da estética se torna mais próximo de ser alcançado.

O que seria então estética em odontologia? Talvez a obtenção ou manutenção de dentes mais brancos. Para tanto, deve-se ter em mente que para atingirmos este objetivo alguns cuidados do dia a dia são essenciais:

- Escovar os dentes sempre após as refeições
- Usar fio dental diariamente
- Manutenção em seu dentista pelo menos a cada 6 meses
- Diminuir a ingestão de café e bebidas escuras
- Evitar alimentos com corantes, como beterraba
- Parar de fumar
- Lavar a boca, mesmo que fora de casa (restaurante por exemplo) após a ingestão destes tipos de alimentos
- Somente utilizar produtos para clareamento sob orientação profissional
- Utilizar cremes dentais contendo flúor

Desta forma podemos acrescentar que, para a manutenção de dentes mais brancos e bonitos, devemos apresentar algumas mudanças de hábitos, que certamente, com bons cuidados bucais e visitas periódicas ao dentista facilitarão o alcance da tão desejada estética.

Dr Christian Wehba
Especialidade: Dentista
http://www.minhavida.com.br