Em vez de ir para o lixo, garrafas PET usadas podem ser transformadas em matéria-prima para a produção de verniz, substituindo compostos derivados de petróleo.
No seu estudo de mestrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o químico Antonio Eduardo Ferreira Alves da Silva desenvolveu uma técnica para transformar as garrafas plásticas jogadas no lixo em um verniz em pó que pode ter várias aplicações: de utensílios domésticos a eletrônicos e indústria automotiva.
O experimento, que já foi patenteado, levou a última edição do prêmio de pesquisa da Abripet (Associação Brasileira da Indústria do PET).
“O trabalho é importante porque aproveita um material que seria descartado e poderia acabar jogado de qualquer jeito, prejudicando o ambiente”, disse Silva, que já tinha grande experiência no mundo das tintas industriais antes de se aventurar pelo ramo da pesquisa.
O cientista lidou com material que já havia sido descartado. Após serem moídas, as garrafas passam por um processo de degradação que altera seu peso molecular.
O material passa ainda por outros processos até ser incorporado à receita que forma o verniz sustentável.
O resultado já mostrou que o material é viável para diversos usos e aderiu bem às superfícies em que foi testado.
Aperfeiçoamento - Silva ressalta que o verniz em pó ainda precisa ser aperfeiçoado antes de entrar no mercado – o que ainda não tem previsão de acontecer.
“Para ser comercializado, é preciso resolver alguns problemas eventuais, como a formação de bolhas.”
Além disso, diz o cientista, o material é bastante duro. “Algumas aplicações pedem maleabilidade do verniz. É uma propriedade que precisa ser levada em consideração”, completa.
Por enquanto, o verniz em pó sustentável de Silva ainda está restrito ao laboratório, mas já existem no mercado tintas e vernizes que usam o PET como um de seus componentes.
“Mas o uso ainda é restrito. Temos que disseminá-lo”, afirma Silva.
(Fonte: Giuliana Miranda/Folha.com)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Site apoia administradores públicos na gestão de resíduos sólidos no Brasil
No endereço www.iclei.org.br/residuos, é possível conhecer mais sobre as iniciativas do ICLEI Resíduos e obter informações e notícias sobre resíduos e o papel da sociedade, das organizações e do setor público na gestão local.
O ICLEI Governos Locais pela Sustentabilidade, associação internacional de governos locais comprometidos com o desenvolvimento sustentável, acaba de divulgar seu site ICLEI Resíduos (www.iclei.org.br/residuos). Trata-se de um portal sobre resíduos, voltado principalmente aos administradores públicos, que busca compartilhar e divulgar conhecimento, experiências e boas práticas de gestão de resíduos no Brasil e no mundo, para fortalecer governos locais a enfrentarem seus desafios e optarem pelo caminho da sustentabilidade em suas tomadas de decisão.
O site do ICLEI Resíduos vem a contribuir com o programa de capacitação do Projeto GeRes Gestão Local de Resíduos Sólidos, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o ICLEI Brasil e apoio da Embaixada Britânica, iniciada em 2012, com o objetivo de apoiar governos locais brasileiros estados e municípios na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Para isso, serão feitas publicações, como manuais orientativos e boletins eletrônicos, além de workshops presenciais sobre como elaborar os planos municipais/intermunicipais e estaduais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
Essa iniciativa, junta-se a um movimento nacional histórico, em que, após 20 anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionada a Lei no. 12.305/ 2010 que institui a PNRS. Ao estabelecer princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes que definem responsabilidades a todos os geradores, a PNRS marca o início de uma transformação fundamental na gestão e no gerenciamento dos resíduos, que prioriza, nesta ordem, a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Durante a implementação da PNRS, os municípios, estados e consórcios enfrentarão diversos desafios. Entre eles o de implementar a coleta seletiva e a logística reversa - sempre apoiando a inclusão dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nesse processo e o de elaborar seus Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS), que devem ser apresentados até agosto de 2012 para garantir a continuidade de acesso aos recursos da União. Além disso, até agosto de 2014 os lixões devem ser eliminados - segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), em 2008, 71% dos municípios brasileiros ainda encaminhavam seus resíduos e rejeitos para lixões e aterros controlados, formas ambientalmente inadequadas de disposição final dado que comprova o enorme desafio pela frente.
Neste contexto, o ICLEI, através do Projeto GeRes - Gestão Local de Resíduos Sólidos, ajudará os governos locais na elaboração de seus PGIRS. Nesta fase inicial do projeto, pretendemos colaborar com os gestores públicos no aumento da capacidade técnica das equipes que farão os planos de gestão de resíduos. Para isso, lançaremos um manual com orientações, um curso de ensino à distância e organizaremos alguns treinamentos presenciais, afirma Florence Laloe, Secretária Executiva Regional Interina do ICLEI para a América do Sul.
O site ICLEI Resíduos contribui também nesse processo de capacitação, permitindo ao gestor e aos outros atores envolvidos na gestão dos resíduos - entender um pouco mais sobre o tema e acompanhar os avanços da Política. Nele estarão disponíveis conceitos, links para download de publicações, notícias, informações sobre eventos desta temática, vídeos, um glossário técnico e boas práticas no Brasil e no mundo.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=729667
O ICLEI Governos Locais pela Sustentabilidade, associação internacional de governos locais comprometidos com o desenvolvimento sustentável, acaba de divulgar seu site ICLEI Resíduos (www.iclei.org.br/residuos). Trata-se de um portal sobre resíduos, voltado principalmente aos administradores públicos, que busca compartilhar e divulgar conhecimento, experiências e boas práticas de gestão de resíduos no Brasil e no mundo, para fortalecer governos locais a enfrentarem seus desafios e optarem pelo caminho da sustentabilidade em suas tomadas de decisão.
O site do ICLEI Resíduos vem a contribuir com o programa de capacitação do Projeto GeRes Gestão Local de Resíduos Sólidos, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o ICLEI Brasil e apoio da Embaixada Britânica, iniciada em 2012, com o objetivo de apoiar governos locais brasileiros estados e municípios na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Para isso, serão feitas publicações, como manuais orientativos e boletins eletrônicos, além de workshops presenciais sobre como elaborar os planos municipais/intermunicipais e estaduais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
Essa iniciativa, junta-se a um movimento nacional histórico, em que, após 20 anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionada a Lei no. 12.305/ 2010 que institui a PNRS. Ao estabelecer princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes que definem responsabilidades a todos os geradores, a PNRS marca o início de uma transformação fundamental na gestão e no gerenciamento dos resíduos, que prioriza, nesta ordem, a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento dos resíduos sólidos e a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Durante a implementação da PNRS, os municípios, estados e consórcios enfrentarão diversos desafios. Entre eles o de implementar a coleta seletiva e a logística reversa - sempre apoiando a inclusão dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nesse processo e o de elaborar seus Planos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS), que devem ser apresentados até agosto de 2012 para garantir a continuidade de acesso aos recursos da União. Além disso, até agosto de 2014 os lixões devem ser eliminados - segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), em 2008, 71% dos municípios brasileiros ainda encaminhavam seus resíduos e rejeitos para lixões e aterros controlados, formas ambientalmente inadequadas de disposição final dado que comprova o enorme desafio pela frente.
Neste contexto, o ICLEI, através do Projeto GeRes - Gestão Local de Resíduos Sólidos, ajudará os governos locais na elaboração de seus PGIRS. Nesta fase inicial do projeto, pretendemos colaborar com os gestores públicos no aumento da capacidade técnica das equipes que farão os planos de gestão de resíduos. Para isso, lançaremos um manual com orientações, um curso de ensino à distância e organizaremos alguns treinamentos presenciais, afirma Florence Laloe, Secretária Executiva Regional Interina do ICLEI para a América do Sul.
O site ICLEI Resíduos contribui também nesse processo de capacitação, permitindo ao gestor e aos outros atores envolvidos na gestão dos resíduos - entender um pouco mais sobre o tema e acompanhar os avanços da Política. Nele estarão disponíveis conceitos, links para download de publicações, notícias, informações sobre eventos desta temática, vídeos, um glossário técnico e boas práticas no Brasil e no mundo.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=729667
Pesquisadores descobrem espécie de borboleta na Mata Atlântica do RS
Pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) descreveram uma nova espécie de borboleta, encontrada na região denominada Campos em Cima da Serra, na Mata Atlântica gaúcha.
Chamada de Prenda clarissa – o gênero é uma homenagem à mulher gaúcha (chamada de prenda) e o nome da espécie remete ao livro do escritor sulista Érico Veríssimo — o exemplar foi encontrado durante expedição feita à Floresta Nacional de São Francisco de Paula, em 2009.
Descrita recentemente na revista científica “Neotropical Entomology” pela equipe de biólogos do laboratório de ecologia e sistemática de borboletas da Unicamp, a borboleta de cor marrom foi identificada como nova a partir de uma observação detalhada de especialistas.
“Reparei que ela tinha um jeito diferente. O padrão de ocelos (chamados de falsos olhos e que ficam na parte inferior das asas das borboletas) era diferente. É provável que esta espécie seja endêmica da região, porém, temos que pesquisar mais detalhes”, disse Cristiano Agra, doutor em Biologia Animal e um dos responsáveis pela descoberta.
Preservação – De acordo com André Freitas coordenador do laboratório paulista que estuda as borboletas – que tem seis anos de funcionamento – ao menos uma espécie nova deste inseto é descrita por ano pelos integrantes da equipe. O Brasil tem hoje 3.500 borboletas registradas.
O número de publicações sobre novas espécies só não é maior devido à carga de trabalho. “Já descobrimos ao menos 20, que ainda não foram descritas. Na semana passada mesmo, retornamos de uma viagem feita à Serra do Caparaó (entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo) onde encontramos mais uma espécie”, disse.
Entretanto, novos registros trazem também preocupação com a extinção de populações, já que muitas são encontradas em áreas onde a vegetação nativa está em degradação.
Freitas disse que grande parte das pesquisas foram realizadas na Mata Atlântica, considerado um dos biomas mais ameaçados no Brasil.
Segundo dados divulgados na última semana pelo Ministério do Meio Ambiente, o bioma, que abrange 15 estados brasileiros perdeu entre 2008 e 2009 cerca de 248 km² de sua cobertura vegetal – número considerado pelo governo abaixo da média, o que representaria uma desaceleração no desmate.
Entretanto, ainda há preocupação já que restam apenas 22,23% de sua vegetação original, que era equivalente a 1,1 milhão de km². O estado de Minas Gerais foi o principal responsável pelo desmate (115,8 km²), seguido da Bahia (65,8 km²) e Santa Catarina (17,6 km²).
“Na Serra do Cipó (MG) – que tem trechos de Mata Atlântica – descobrimos a espécie Yphthimoides cipoensis já sabendo que sua população estava ameaçada, baseado em regras internacionais estipulas pela IUCN [União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na tradução para o português]. Esta espécie só existe naquela região, bastante impactada pelo homem”, disse.
Cadeia alimentar – As borboletas, segundo o especialista, são essenciais na cadeia alimentar principalmente no estágio de lagartas, pois alimentam outras espécies de insetos, além de aves e pequenos mamíferos. Porém, o desmatamento pode prejudicar o desenvolvimento das populações.
“Existem regiões críticas onde isto já ocorre, como na área de Mata Atlântica no Nordeste do país e na região de cerrado. Outra área grave é a transição entre o cerrado e a floresta amazônica, no Pará e Maranhão. Muitas espécies endêmicas estão em extinção nestas áreas”, comenta Freitas.
Ele cita ainda que para frear a redução de populações de borboletas o governo reuniu informações e criou o Plano Nacional de Proteção a espécies ameaçadas, idealizado pelo Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo Freitas, será uma forma de proteger também outros animais com risco de desaparecer na natureza.
(Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
Chamada de Prenda clarissa – o gênero é uma homenagem à mulher gaúcha (chamada de prenda) e o nome da espécie remete ao livro do escritor sulista Érico Veríssimo — o exemplar foi encontrado durante expedição feita à Floresta Nacional de São Francisco de Paula, em 2009.
Descrita recentemente na revista científica “Neotropical Entomology” pela equipe de biólogos do laboratório de ecologia e sistemática de borboletas da Unicamp, a borboleta de cor marrom foi identificada como nova a partir de uma observação detalhada de especialistas.
“Reparei que ela tinha um jeito diferente. O padrão de ocelos (chamados de falsos olhos e que ficam na parte inferior das asas das borboletas) era diferente. É provável que esta espécie seja endêmica da região, porém, temos que pesquisar mais detalhes”, disse Cristiano Agra, doutor em Biologia Animal e um dos responsáveis pela descoberta.
Preservação – De acordo com André Freitas coordenador do laboratório paulista que estuda as borboletas – que tem seis anos de funcionamento – ao menos uma espécie nova deste inseto é descrita por ano pelos integrantes da equipe. O Brasil tem hoje 3.500 borboletas registradas.
O número de publicações sobre novas espécies só não é maior devido à carga de trabalho. “Já descobrimos ao menos 20, que ainda não foram descritas. Na semana passada mesmo, retornamos de uma viagem feita à Serra do Caparaó (entre os estados de Minas Gerais e Espírito Santo) onde encontramos mais uma espécie”, disse.
Entretanto, novos registros trazem também preocupação com a extinção de populações, já que muitas são encontradas em áreas onde a vegetação nativa está em degradação.
Freitas disse que grande parte das pesquisas foram realizadas na Mata Atlântica, considerado um dos biomas mais ameaçados no Brasil.
Segundo dados divulgados na última semana pelo Ministério do Meio Ambiente, o bioma, que abrange 15 estados brasileiros perdeu entre 2008 e 2009 cerca de 248 km² de sua cobertura vegetal – número considerado pelo governo abaixo da média, o que representaria uma desaceleração no desmate.
Entretanto, ainda há preocupação já que restam apenas 22,23% de sua vegetação original, que era equivalente a 1,1 milhão de km². O estado de Minas Gerais foi o principal responsável pelo desmate (115,8 km²), seguido da Bahia (65,8 km²) e Santa Catarina (17,6 km²).
“Na Serra do Cipó (MG) – que tem trechos de Mata Atlântica – descobrimos a espécie Yphthimoides cipoensis já sabendo que sua população estava ameaçada, baseado em regras internacionais estipulas pela IUCN [União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, na tradução para o português]. Esta espécie só existe naquela região, bastante impactada pelo homem”, disse.
Cadeia alimentar – As borboletas, segundo o especialista, são essenciais na cadeia alimentar principalmente no estágio de lagartas, pois alimentam outras espécies de insetos, além de aves e pequenos mamíferos. Porém, o desmatamento pode prejudicar o desenvolvimento das populações.
“Existem regiões críticas onde isto já ocorre, como na área de Mata Atlântica no Nordeste do país e na região de cerrado. Outra área grave é a transição entre o cerrado e a floresta amazônica, no Pará e Maranhão. Muitas espécies endêmicas estão em extinção nestas áreas”, comenta Freitas.
Ele cita ainda que para frear a redução de populações de borboletas o governo reuniu informações e criou o Plano Nacional de Proteção a espécies ameaçadas, idealizado pelo Instituto de Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo Freitas, será uma forma de proteger também outros animais com risco de desaparecer na natureza.
(Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
Agricultura usa 92% da água doce do planeta
Pesquisadores afirmam que a agricultura, nos moldes de hoje, consome 92% da água no planeta, o que transforma a produção de alimentos e outros produtos em algo insustentável. O alerta foi dado pelo holandês Arjen Y. Hoekstra, criador da pegada hídrica -, indicador que mede o uso direto e indireto da água doce para se obter um produto alimentício ou qualquer outro bem consumível.
De acordo com o estudo de Hoekstra, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma pessoa consome em média 4.000 litros, de água por dia, incluindo toda a água necessária para a produção de alimentos e bens de consumo. No entanto, de acordo com estudo publicado esta semana, o consumo varia muito de país para país.
Entre as disparidades está no fato de um americano consumir mais do que o dobro da média global, enquanto que habitantes da China e Índia consomem pouco mais de 1000 litros. A pegada de água do consumidor médio é determinada principalmente pelo consumo de cereais (27%), carne (22%) e produtos lácteos (7%). O Brasil é o quarto maior consumidor de água – o brasileiro consome em média 3.780 litros de água por dia -, e também o quarto exportador de bens que mais necessitam de água.
A “pegada Hídrica da humanidade” mostra ainda que há a importação e exportação virtual da água. Um consumidor holandês, por exemplo, ao comprar uma camisa feita com algodão e produzida fora da Holanda, usa a água do país de produção.
Os pesquisadores também esperam ver uma mudança drástica no consumo na China, que depende cada vez mais de terras agrícolas, por exemplo, da África. Isto levará a importação muito maior de água. De a cordo com o estudo, estes são todos os indicadores claros de que a escassez de água não é um problema local, mas deve ser visto de uma perspectiva global.
(Fonte: Portal iG)
De acordo com o estudo de Hoekstra, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), uma pessoa consome em média 4.000 litros, de água por dia, incluindo toda a água necessária para a produção de alimentos e bens de consumo. No entanto, de acordo com estudo publicado esta semana, o consumo varia muito de país para país.
Entre as disparidades está no fato de um americano consumir mais do que o dobro da média global, enquanto que habitantes da China e Índia consomem pouco mais de 1000 litros. A pegada de água do consumidor médio é determinada principalmente pelo consumo de cereais (27%), carne (22%) e produtos lácteos (7%). O Brasil é o quarto maior consumidor de água – o brasileiro consome em média 3.780 litros de água por dia -, e também o quarto exportador de bens que mais necessitam de água.
A “pegada Hídrica da humanidade” mostra ainda que há a importação e exportação virtual da água. Um consumidor holandês, por exemplo, ao comprar uma camisa feita com algodão e produzida fora da Holanda, usa a água do país de produção.
Os pesquisadores também esperam ver uma mudança drástica no consumo na China, que depende cada vez mais de terras agrícolas, por exemplo, da África. Isto levará a importação muito maior de água. De a cordo com o estudo, estes são todos os indicadores claros de que a escassez de água não é um problema local, mas deve ser visto de uma perspectiva global.
(Fonte: Portal iG)
Aquecimento pode aumentar casos de tempestades violentas, diz estudo
Por causa do aquecimento global, a “tempestade do século” corre o risco de se tornar mais frequente, reduzindo sua ocorrência para décadas e até mesmo anos, segundo uma simulação feita na região de Nova York por cientistas americanos, divulgada nesta terça-feira (14).
Quando a tempestade tropical Irene varreu a costa leste dos Estados Unidos e do Caribe, em agosto de 2011, deixando dezenas de mortos e causando inundações maciças, muitos especialistas a qualificaram de “tempestade do século”, um evento meteorológico tão violento e tão raro que só ocorre, em média, a cada cem anos.
Mas climatologistas do Instituto de Tecnologia de Massaschussetts (MIT, na sigla em inglês) e da Universidade de Princeton avaliaram que o aquecimento global vai aumentar fortemente a frequência de catástrofes naturais como esta, que poderão ocorrer a cada três ou vinte anos, segundo seus cálculos.
Projeções – Estes cientistas combinaram quatro modelos climáticos para fazer uma simulação informática de tempestades recentes (de 1981 a 2000) e suas projeções no futuro (de 2081 a 2100) em um raio de 200 km no entorno de Nova York, criando um total de 45.000 tempestades virtuais.
Aquela que corresponde atualmente à tempestade do século provoca uma elevação do nível das águas de dois metros, em média, em Nova York. Até 2100, um evento como estes ocorreria a cada três ou vinte anos, segundo os resultados, publicados na revista científica britânica “Nature Climate Change”.
A cada 500 anos, em média, a região vive um episódio ainda mais intenso que provoca uma elevação de três metros no nível das águas. Até o fim do século XXI, esta frequência diminuiria para 25 a 240 anos, afirmaram.
Tanto em um caso quanto no outro, o mar inundaria facilmente os diques de Manhattan, que atualmente medem 1,5 metro, destacaram os estudiosos.
(Fonte: G1)
Quando a tempestade tropical Irene varreu a costa leste dos Estados Unidos e do Caribe, em agosto de 2011, deixando dezenas de mortos e causando inundações maciças, muitos especialistas a qualificaram de “tempestade do século”, um evento meteorológico tão violento e tão raro que só ocorre, em média, a cada cem anos.
Mas climatologistas do Instituto de Tecnologia de Massaschussetts (MIT, na sigla em inglês) e da Universidade de Princeton avaliaram que o aquecimento global vai aumentar fortemente a frequência de catástrofes naturais como esta, que poderão ocorrer a cada três ou vinte anos, segundo seus cálculos.
Projeções – Estes cientistas combinaram quatro modelos climáticos para fazer uma simulação informática de tempestades recentes (de 1981 a 2000) e suas projeções no futuro (de 2081 a 2100) em um raio de 200 km no entorno de Nova York, criando um total de 45.000 tempestades virtuais.
Aquela que corresponde atualmente à tempestade do século provoca uma elevação do nível das águas de dois metros, em média, em Nova York. Até 2100, um evento como estes ocorreria a cada três ou vinte anos, segundo os resultados, publicados na revista científica britânica “Nature Climate Change”.
A cada 500 anos, em média, a região vive um episódio ainda mais intenso que provoca uma elevação de três metros no nível das águas. Até o fim do século XXI, esta frequência diminuiria para 25 a 240 anos, afirmaram.
Tanto em um caso quanto no outro, o mar inundaria facilmente os diques de Manhattan, que atualmente medem 1,5 metro, destacaram os estudiosos.
(Fonte: G1)
Cientistas detectam vírus emergentes no Brasil
Vírus emergentes
No jargão científico, vírus emergente é um vírus recém-descoberto ou aquele cuja incidência aumenta em uma determinada região.
No Brasil, alguns exemplos são o Oropouche e o Mayaro.
Ambos são arbovírus, como os da dengue, e também causadores de doenças febris agudas que estão se tornando epidêmicas no Norte do país.
Há ainda o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados.
Ele foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos já foram notificados.
Hantavirose
Durante os últimos três anos e meio, cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, dedicaram-se a estudar esses e outros vírus emergentes.
O projeto é coordenado pelo virologista Luiz Tadeu Moraes Figueiredo. Foram ao todo 52 subprojetos, dos quais participaram mais de 50 pesquisadores.
Entre os avanços, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose.
"Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina", disse Figueiredo.
Mais três vírus
Também foram criados reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo.
Acreditava-se que este último não existisse no Brasil. Mas, recentemente, estudos sorológicos feitos em cavalos comprovaram sua presença.
O próximo passo, segundo Figueiredo, é testar se esses reagentes - obtidos a partir de genes do vírus inoculados em uma bactéria - também são capazes de funcionar como vacina.
http://www.diariodasaude.com.br
No jargão científico, vírus emergente é um vírus recém-descoberto ou aquele cuja incidência aumenta em uma determinada região.
No Brasil, alguns exemplos são o Oropouche e o Mayaro.
Ambos são arbovírus, como os da dengue, e também causadores de doenças febris agudas que estão se tornando epidêmicas no Norte do país.
Há ainda o hantavírus, responsável por uma forma grave de pneumonia capaz de matar quase metade dos infectados.
Ele foi encontrado pela primeira vez no Brasil em 1993 e, desde então, cerca de 1,4 mil casos já foram notificados.
Hantavirose
Durante os últimos três anos e meio, cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, dedicaram-se a estudar esses e outros vírus emergentes.
O projeto é coordenado pelo virologista Luiz Tadeu Moraes Figueiredo. Foram ao todo 52 subprojetos, dos quais participaram mais de 50 pesquisadores.
Entre os avanços, destacam-se o isolamento do hantavírus Araraquara, inédito no Brasil, e o desenvolvimento de um reagente que facilitou o diagnóstico da hantavirose.
"Antes, dependíamos de insumos importados. Hoje, distribuímos esses antígenos para vários locais no Brasil e também para Colômbia e Argentina", disse Figueiredo.
Mais três vírus
Também foram criados reagentes para diagnosticar o Oropouche e três vírus causadores de encefalite: Saint Louis, Rocio e Oeste do Nilo.
Acreditava-se que este último não existisse no Brasil. Mas, recentemente, estudos sorológicos feitos em cavalos comprovaram sua presença.
O próximo passo, segundo Figueiredo, é testar se esses reagentes - obtidos a partir de genes do vírus inoculados em uma bactéria - também são capazes de funcionar como vacina.
http://www.diariodasaude.com.br
Inscreva seu projeto ambiental na Fundema
A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) está com inscrições abertas para o edital de patrocínio de projetos ambientais no valor de 300 mil reais. Podem participar entidades não governamentais, instituições de ensino, associações de moradores, cooperativas, fundações e órgãos de governo.
Cada entidade pode apresentar cinco projetos – um por eixo de trabalho. Já retiraram o edital 41 entidades. Quem tiver interesse, deve solicitar o documento junto à Fundema, por telefone ou e-mail. A temática “Sustentabilidade” permite que os projetos abordem temas diferenciados como os recursos hídricos, resíduos, fauna silvestre regional, flora regional e as áreas voltadas à educação ambiental.
Ao fazer a inscrição, deve-se levar em conta critérios como o impacto ambiental da iniciativa; os benefícios sociais para o público envolvido; o caráter; o potencial de difusão do trabalho. No total, a Fundema vai incentivar dois projetos de 20 mil reais; oito de 15 mil; 11 de 10 mil; e seis de 5 mil com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).
* Cronograma:
Inscrições até 23 de março
Avaliação dos projetos de 26 de março a 8 de abril
Resultado dia 10 de abril
Contato imprensa:
Ana Keller
Assessoria de Comunicação
Fundação Municipal de Meio Ambiente – Fundema
(47) 3433-2230, ramal 213
http://correiodobrasil.com.br/
Cada entidade pode apresentar cinco projetos – um por eixo de trabalho. Já retiraram o edital 41 entidades. Quem tiver interesse, deve solicitar o documento junto à Fundema, por telefone ou e-mail. A temática “Sustentabilidade” permite que os projetos abordem temas diferenciados como os recursos hídricos, resíduos, fauna silvestre regional, flora regional e as áreas voltadas à educação ambiental.
Ao fazer a inscrição, deve-se levar em conta critérios como o impacto ambiental da iniciativa; os benefícios sociais para o público envolvido; o caráter; o potencial de difusão do trabalho. No total, a Fundema vai incentivar dois projetos de 20 mil reais; oito de 15 mil; 11 de 10 mil; e seis de 5 mil com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).
* Cronograma:
Inscrições até 23 de março
Avaliação dos projetos de 26 de março a 8 de abril
Resultado dia 10 de abril
Contato imprensa:
Ana Keller
Assessoria de Comunicação
Fundação Municipal de Meio Ambiente – Fundema
(47) 3433-2230, ramal 213
http://correiodobrasil.com.br/
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Frio congela o Danúbio e número de mortos na Europa chega a 590
O Danúbio congelado por centenas de quilômetros, milhares de pessoas isoladas pela neve, e um novo registro de 590 mortes. O frio glacial persiste na Europa e pode piorar neste fim de semana.
O tráfego fluvial no Danúbio foi interrompido devido ao gelo que se estende por centenas de quilômetros em Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia e Bulgária, paralisando as atividades na principal via comercial navegável da Europa.
Nos 588 km do rio na Sérvia, os blocos de gelo cobrem até 100% da superfície com uma espessura de até 50 cm. As autoridades estimam que a navegação só poderá ser retomada depois de dez dias.
Em todo o continente, particularmente no leste, o frio continua a matar. Na manhã desta sexta-feira foram confirmados 590 mortos.
Na Ucrânia, onde as temperaturas podem chegar a 30 graus negativos no final de semana, as autoridades suspenderam novos registros diários sem explicação. Mas, até terça-feira, quando foi divulgado o último número de vítimas oficial, esse era o país da Europa mais afetado, com 135 mortes (112 mortes causadas diretamente pelo frio).
Na Polônia, o frio fez mais cinco novas vítimas, elevando para 82 o total de mortos desde o início da onda de frio, sem contar com as pessoas mortas sufocadas com monóxido de carbono ou em incêndios causados por sistemas de aquecimento defeituosos.
Na Rússia, onze pessoas morreram desde o início do mês em Moscou em incêndios provocados pela utilização de aquecedores com defeito. Em todo o país, o frio matou 46 pessoas desde o início de fevereiro.
O frio matou mais 24 pessoas na Lituânia, dez na Letônia, onde o número de incêndios bateu um nível recorde, e uma na Estônia.
Na República Tcheca, foram 25 pessoas mortas pelo frio. Para este fim de semana são esperadas temperaturas de 40 graus negativos nas montanhas e -25° em Praga.
Aos mortos, acrescentam-se mais 16 na Hungria e cinco na Eslováquia.
Na Romênia, mais 13 pessoas morreram na noite de quinta para sexta-feira, aumentando para 57 o número de mortos, enquanto cerca de 23 mil pessoas continuam isoladas no leste do país, com as estoques de alimento e água chegando ao fim.
Na Bulgária, onde o frio deixou 30 mortos em 10 dias e todas as escolas continuam fechadas, anunciou que vai interromper sua exportação de eletricidade, pois precisa de toda a sua capacidade para abastecer o próprio país, O país, um dos principais exportadores nos Bálcãs, exporta para Grécia, Sérvia, Macedônia e Turquia.
Nos Bálcãs, foram 37 mortos pelo frio.
Milhares de pessoas estão isoladas por causa da neve em cidades, geralmente sem eletricidade, na Sérvia, Croácia, Bósnia, Macedônia, Montenegro e Albânia.
Operações com helicópteros são realizadas na Bósnia e na Macedônia para abastecer com alimentos e medicamentos os moradores isolados e para transportar pessoas doentes para os hospitais.
Mais a oeste, a onda de frio matou cinco na Grécia, mais cinco na Áustria, quatro na Alemanha e um na Holanda.
Na França, a morte por hipotermia de pelo menos três idosos, entre eles um homem de 83 anos que deixou o seu carro bloqueado pela neve para tentar chegar em casa a pé, e a de dois moradores de rua em Paris elevam para 12 o número de mortos.
Na Itália, como previsto, a neve voltou nesta sexta-feira, moderada, mas provocando desespero, depois de uma tempestade de neve e temperaturas glaciais que fizeram pelo menos 45 mortos em dez dias.
Na capital é esperado 30 cm de neve. As autoridades se prepararam e distribuíram 4 mil pás, posicionaram 600 caminhões limpa-neve nas principais estradas e mil toneladas de sal.
No entanto, as pessoas continuam traumatizadas pela desorganização e o caos da sexta-feira e sábado, e armazenaram provisões para o fim de semana.
Em Hamburgo, na Alemanha, as pessoas estavam ansiosas com o frio: pela primeira vez em cinco anos, o maior festival de patinação da Alemanha acontecerá neste fim de semana no Aussenalster, lago fora da cidade que está coberto com mais de 20 cm de gelo.
As autoridades da cidade, que espera um milhão de visitantes, deram sinal verde, após verificarem que a camada de gelo é suficientemente sólida.
(Fonte: Gazeta do Povo/PR)
O tráfego fluvial no Danúbio foi interrompido devido ao gelo que se estende por centenas de quilômetros em Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia e Bulgária, paralisando as atividades na principal via comercial navegável da Europa.
Nos 588 km do rio na Sérvia, os blocos de gelo cobrem até 100% da superfície com uma espessura de até 50 cm. As autoridades estimam que a navegação só poderá ser retomada depois de dez dias.
Em todo o continente, particularmente no leste, o frio continua a matar. Na manhã desta sexta-feira foram confirmados 590 mortos.
Na Ucrânia, onde as temperaturas podem chegar a 30 graus negativos no final de semana, as autoridades suspenderam novos registros diários sem explicação. Mas, até terça-feira, quando foi divulgado o último número de vítimas oficial, esse era o país da Europa mais afetado, com 135 mortes (112 mortes causadas diretamente pelo frio).
Na Polônia, o frio fez mais cinco novas vítimas, elevando para 82 o total de mortos desde o início da onda de frio, sem contar com as pessoas mortas sufocadas com monóxido de carbono ou em incêndios causados por sistemas de aquecimento defeituosos.
Na Rússia, onze pessoas morreram desde o início do mês em Moscou em incêndios provocados pela utilização de aquecedores com defeito. Em todo o país, o frio matou 46 pessoas desde o início de fevereiro.
O frio matou mais 24 pessoas na Lituânia, dez na Letônia, onde o número de incêndios bateu um nível recorde, e uma na Estônia.
Na República Tcheca, foram 25 pessoas mortas pelo frio. Para este fim de semana são esperadas temperaturas de 40 graus negativos nas montanhas e -25° em Praga.
Aos mortos, acrescentam-se mais 16 na Hungria e cinco na Eslováquia.
Na Romênia, mais 13 pessoas morreram na noite de quinta para sexta-feira, aumentando para 57 o número de mortos, enquanto cerca de 23 mil pessoas continuam isoladas no leste do país, com as estoques de alimento e água chegando ao fim.
Na Bulgária, onde o frio deixou 30 mortos em 10 dias e todas as escolas continuam fechadas, anunciou que vai interromper sua exportação de eletricidade, pois precisa de toda a sua capacidade para abastecer o próprio país, O país, um dos principais exportadores nos Bálcãs, exporta para Grécia, Sérvia, Macedônia e Turquia.
Nos Bálcãs, foram 37 mortos pelo frio.
Milhares de pessoas estão isoladas por causa da neve em cidades, geralmente sem eletricidade, na Sérvia, Croácia, Bósnia, Macedônia, Montenegro e Albânia.
Operações com helicópteros são realizadas na Bósnia e na Macedônia para abastecer com alimentos e medicamentos os moradores isolados e para transportar pessoas doentes para os hospitais.
Mais a oeste, a onda de frio matou cinco na Grécia, mais cinco na Áustria, quatro na Alemanha e um na Holanda.
Na França, a morte por hipotermia de pelo menos três idosos, entre eles um homem de 83 anos que deixou o seu carro bloqueado pela neve para tentar chegar em casa a pé, e a de dois moradores de rua em Paris elevam para 12 o número de mortos.
Na Itália, como previsto, a neve voltou nesta sexta-feira, moderada, mas provocando desespero, depois de uma tempestade de neve e temperaturas glaciais que fizeram pelo menos 45 mortos em dez dias.
Na capital é esperado 30 cm de neve. As autoridades se prepararam e distribuíram 4 mil pás, posicionaram 600 caminhões limpa-neve nas principais estradas e mil toneladas de sal.
No entanto, as pessoas continuam traumatizadas pela desorganização e o caos da sexta-feira e sábado, e armazenaram provisões para o fim de semana.
Em Hamburgo, na Alemanha, as pessoas estavam ansiosas com o frio: pela primeira vez em cinco anos, o maior festival de patinação da Alemanha acontecerá neste fim de semana no Aussenalster, lago fora da cidade que está coberto com mais de 20 cm de gelo.
As autoridades da cidade, que espera um milhão de visitantes, deram sinal verde, após verificarem que a camada de gelo é suficientemente sólida.
(Fonte: Gazeta do Povo/PR)
Governo quer implantar internet 0800
0800 para internet
O governo federal está realizando estudos para implementar a chamada tarifação reversa da banda larga móvel.
Por meio desse sistema, os provedores de conteúdo - os sites - pagariam o acesso dos usuários, realizado a partir de aparelhos móveis como tablets, celulares, smartphones e modems 3G).
A iniciativa é inédita, e funcionaria como um número 0800, similar ao usado em sistemas de atendimento ao consumidor.
"Não temos conhecimento de nenhum modelo internacional parecido. Acho que isso será meio tupiniquim", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Reclamações e governo eletrônico
Segundo o ministro, a ideia é que o serviço seja pago pelo site ao qual o internauta vai ser conectado.
"Queremos desenvolver uma conexão de internet onde a pessoa entra para fazer reclamação, é atendida por um call center, realiza compras e faz operações bancárias, sem ter de pagar pela conexão," afirmou.
Segundo o governo, a chamada "internet 0800" poderia facilitar o acesso das classes mais pobres da população ao conteúdo digital, já que não seria necessário ter um pacote de dados para acessar determinados tipos de conteúdo.
Outra vantagem é a aproximação entre o governo e os cidadãos, já que a banda larga reversa pode funcionar como uma plataforma para a prestação de diversos serviços governamentais pela internet, como educação, saúde, trabalho e previdência, sem que seja necessário para o usuário pagar pelo acesso.
A conexão poderia ser feita até mesmo através de um aparelho pré-pago que estivesse sem créditos.
Domínio 0800.com.br
A escolha de um modelo de solução técnica para a utilização desse sistema de tarifação ainda depende de discussões entre Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras.
Segundo o Ministério das Comunicações, um projeto-piloto do sistema deverá ser desenvolvido na primeira quinzena de março, na localidade do Varjão, na periferia do Distrito Federal.
Governo e operadoras também estão definindo a participação das empresas no projeto-piloto, além de definir quais os sites que poderão ser acessados.
Para implementar a tarifação reversa, está sendo estudada a possibilidade de serem criados domínios específicos na rede mundial de computadores, como "0800.gov.br" ou "0800.com.br".
http://www.inovacaotecnologica.com.br
O governo federal está realizando estudos para implementar a chamada tarifação reversa da banda larga móvel.
Por meio desse sistema, os provedores de conteúdo - os sites - pagariam o acesso dos usuários, realizado a partir de aparelhos móveis como tablets, celulares, smartphones e modems 3G).
A iniciativa é inédita, e funcionaria como um número 0800, similar ao usado em sistemas de atendimento ao consumidor.
"Não temos conhecimento de nenhum modelo internacional parecido. Acho que isso será meio tupiniquim", afirmou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.
Reclamações e governo eletrônico
Segundo o ministro, a ideia é que o serviço seja pago pelo site ao qual o internauta vai ser conectado.
"Queremos desenvolver uma conexão de internet onde a pessoa entra para fazer reclamação, é atendida por um call center, realiza compras e faz operações bancárias, sem ter de pagar pela conexão," afirmou.
Segundo o governo, a chamada "internet 0800" poderia facilitar o acesso das classes mais pobres da população ao conteúdo digital, já que não seria necessário ter um pacote de dados para acessar determinados tipos de conteúdo.
Outra vantagem é a aproximação entre o governo e os cidadãos, já que a banda larga reversa pode funcionar como uma plataforma para a prestação de diversos serviços governamentais pela internet, como educação, saúde, trabalho e previdência, sem que seja necessário para o usuário pagar pelo acesso.
A conexão poderia ser feita até mesmo através de um aparelho pré-pago que estivesse sem créditos.
Domínio 0800.com.br
A escolha de um modelo de solução técnica para a utilização desse sistema de tarifação ainda depende de discussões entre Ministério das Comunicações, Anatel e operadoras.
Segundo o Ministério das Comunicações, um projeto-piloto do sistema deverá ser desenvolvido na primeira quinzena de março, na localidade do Varjão, na periferia do Distrito Federal.
Governo e operadoras também estão definindo a participação das empresas no projeto-piloto, além de definir quais os sites que poderão ser acessados.
Para implementar a tarifação reversa, está sendo estudada a possibilidade de serem criados domínios específicos na rede mundial de computadores, como "0800.gov.br" ou "0800.com.br".
http://www.inovacaotecnologica.com.br
Comunidade da Paraíba terá acesso à água potável dessalinizada
Cerca de 33 famílias do assentamento Cachoeira Grande, município de Aroeiras, na Paraíba, terão acesso à água potável dessalinizada tanto para o consumo quanto para produção de peixes com a implantação da Unidade Demonstrativa do Água Doce, programa coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que conta com diversas instituições parceiras, e recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Nesta quinta-feira (9/2), às 10h, o sistema será inaugurado na localidade com a presença de representantes do ministério, de autoridades estaduais e municipais e da sociedade.
No ato de inauguração será anunciado investimento de R$ 14,5 milhões para recuperação e/ou implantação de mais 93 sistemas de dessalinização no estado paraibano. “A iniciativa desencadeia a execução em escala do Água Doce na Paraíba, que já conta com seu plano local para o programa”, diz Renato Ferreira, coordenador do Água Doce no MMA.
Os recursos são resultados de convênio firmado entre os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e Agência Nacional de Água e se insere no Programa Brasil Sem Miséria do Governo Federal. Até junho deste ano será implantada outra unidade demonstrativa na Paraíba no município de Sumé – Assentamento Tigre – também com recursos do BNDES.
No estado paraibano já foram recuperados 21 sistemas de dessalinização com recursos da Fundação Banco do Brasil, como, por exemplo, a unidade demonstrativa no município de Amparo, na comunidade Fazenda Mata.
Até o momento, o Água Doce beneficiou cerca de 100 mil pessoas em 152 localidades rurais do semiárido com a implantação de dessalinizadores. A iniciativa, que faz parte do Programa Água para Todos do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal, assumiu a meta de aplicar a metodologia do programa na recuperação, implantação e gestão de 1,2 mil sistemas de dessalinização até 2014 e beneficiar, com isso, 500 mil pessoas, com investimentos de R$ 168 milhões.
Água Doce na comunidade – A Unidade Demonstrativa do assentamento Cachoeira Grande foi implantada com a coordenação técnica da Embrapa Semi-Árido, em parceria com o BNDES, Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Embrapa Meio Ambiente, Incra, Governo do Estado da Paraíba e do Ministério do Meio Ambiente por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental.
Entre as atividades já desenvolvidas estão: implantação física da Unidade Demonstrativa; peixamento dos tanques de produção; treinamento da comunidade para operação da Unidade Demonstrativa; biometria dos peixes; mobilização social e sustentabilidade ambiental para a gestão, com a negociação do Acordo de Gestão para operação da Unidade Demonstrativa, com participação da comunidade, Prefeitura e Estado, e atividades de sustentabilidade ambiental – cadastramento das famílias, palestra com o tema: transporte e armazenamento da água nas residências.
Mudança climática – O uso sustentável dos recursos hídricos promovido pelo Programa Água Doce contribui para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. O Programa tem importante relação com a Política Nacional sobre Mudança do Clima por reduzir a vulnerabilidade do acesso à água no semiárido em consequência de estiagens mais severas.
Parceiros - O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização.
Busca atender, prioritariamente, localidades rurais difusas do Semiárido Brasileiro. O Água Doce conta com uma rede de cerca de 200 instituições envolvidas no processo, envolvendo os 10 estados do semiárido e parceiros federais.
(Fonte: Gerusa Barbosa/MMA)
No ato de inauguração será anunciado investimento de R$ 14,5 milhões para recuperação e/ou implantação de mais 93 sistemas de dessalinização no estado paraibano. “A iniciativa desencadeia a execução em escala do Água Doce na Paraíba, que já conta com seu plano local para o programa”, diz Renato Ferreira, coordenador do Água Doce no MMA.
Os recursos são resultados de convênio firmado entre os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e Agência Nacional de Água e se insere no Programa Brasil Sem Miséria do Governo Federal. Até junho deste ano será implantada outra unidade demonstrativa na Paraíba no município de Sumé – Assentamento Tigre – também com recursos do BNDES.
No estado paraibano já foram recuperados 21 sistemas de dessalinização com recursos da Fundação Banco do Brasil, como, por exemplo, a unidade demonstrativa no município de Amparo, na comunidade Fazenda Mata.
Até o momento, o Água Doce beneficiou cerca de 100 mil pessoas em 152 localidades rurais do semiárido com a implantação de dessalinizadores. A iniciativa, que faz parte do Programa Água para Todos do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal, assumiu a meta de aplicar a metodologia do programa na recuperação, implantação e gestão de 1,2 mil sistemas de dessalinização até 2014 e beneficiar, com isso, 500 mil pessoas, com investimentos de R$ 168 milhões.
Água Doce na comunidade – A Unidade Demonstrativa do assentamento Cachoeira Grande foi implantada com a coordenação técnica da Embrapa Semi-Árido, em parceria com o BNDES, Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Embrapa Meio Ambiente, Incra, Governo do Estado da Paraíba e do Ministério do Meio Ambiente por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental.
Entre as atividades já desenvolvidas estão: implantação física da Unidade Demonstrativa; peixamento dos tanques de produção; treinamento da comunidade para operação da Unidade Demonstrativa; biometria dos peixes; mobilização social e sustentabilidade ambiental para a gestão, com a negociação do Acordo de Gestão para operação da Unidade Demonstrativa, com participação da comunidade, Prefeitura e Estado, e atividades de sustentabilidade ambiental – cadastramento das famílias, palestra com o tema: transporte e armazenamento da água nas residências.
Mudança climática – O uso sustentável dos recursos hídricos promovido pelo Programa Água Doce contribui para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. O Programa tem importante relação com a Política Nacional sobre Mudança do Clima por reduzir a vulnerabilidade do acesso à água no semiárido em consequência de estiagens mais severas.
Parceiros - O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Visa estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização.
Busca atender, prioritariamente, localidades rurais difusas do Semiárido Brasileiro. O Água Doce conta com uma rede de cerca de 200 instituições envolvidas no processo, envolvendo os 10 estados do semiárido e parceiros federais.
(Fonte: Gerusa Barbosa/MMA)
Cultivo de transgênicos no Brasil cresce 19,3% em 2011
O Brasil liderou pelo terceiro ano consecutivo a expansão do plantio de transgênicos segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA). “O país aumentou em 4,9 milhões de hectares sua área, mais do que qualquer outra nação”, afirmou Clive James, presidente do ISAAA, em conferência por telefone com jornalistas. E completou: “Isto foi possível porque o Brasil desenvolveu três características: um sistema de aprovação rápida; a capacidade de fazer suas próprias sementes biotecnológicas, caso da Embrapa com o feijão transgênico; e a diversificação, com o uso de sementes desenvolvidas por empresas privadas, parcerias público-privadas e empresas públicas”
Com uma área plantada de 30,3 milhões de hectares entre soja, milho e algodão, o Brasil ratificou a segunda posição entre os países que utilizam sementes geneticamente modificadas com um crescimento de 19,3% de área plantada.
Em 2011, a área de soja que utiliza sementes transgênicos no país chegou a 20,6 milhões de hectares (82,7% do total da produção nacional da cultura); a de milho a 9,1 milhões de hectares (64,9% do total da produção nacional da cultura) e a de algodão a 0,6 milhão de hectares (39% do total da produção nacional de cultura)
Nos últimos anos, o papel dos países em desenvolvimento no uso dessas sementes também tem aumentado. Entre as 29 nações que plantam transgênicos, 19 são países em desenvolvimento. “Dos 10 países que mais plantam sementes geneticamente modificadas, 8 são países em desenvolvimento. A expectativa é que eles ultrapassem em área plantada os países industrializados na adoção dessa tecnologia em 2012”, afirmou James.
No âmbito global, a produção mundial alcançou 160 milhões de hectares em 2011, um aumento de 8% em relação a 2010. Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior 66,8 milhões de hectares de área plantada de soja, milho, algodão, canola, abóbora, papaia, alfafa e beterraba. Em 2015, a expectativa é de que a área plantada ultrapasse os 200 milhões de hectares e o número de países chegue a 40.
Para o próximo ano, 2013, há uma grande expectativa para o início do plantio do arroz dourado nas Filipinas. Com alto teor de vitamina A, ele pode evitar mais de seis mil mortes por dia em pessoas que tem deficiência na ingestão desse nutriente.
(Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)
Com uma área plantada de 30,3 milhões de hectares entre soja, milho e algodão, o Brasil ratificou a segunda posição entre os países que utilizam sementes geneticamente modificadas com um crescimento de 19,3% de área plantada.
Em 2011, a área de soja que utiliza sementes transgênicos no país chegou a 20,6 milhões de hectares (82,7% do total da produção nacional da cultura); a de milho a 9,1 milhões de hectares (64,9% do total da produção nacional da cultura) e a de algodão a 0,6 milhão de hectares (39% do total da produção nacional de cultura)
Nos últimos anos, o papel dos países em desenvolvimento no uso dessas sementes também tem aumentado. Entre as 29 nações que plantam transgênicos, 19 são países em desenvolvimento. “Dos 10 países que mais plantam sementes geneticamente modificadas, 8 são países em desenvolvimento. A expectativa é que eles ultrapassem em área plantada os países industrializados na adoção dessa tecnologia em 2012”, afirmou James.
No âmbito global, a produção mundial alcançou 160 milhões de hectares em 2011, um aumento de 8% em relação a 2010. Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior 66,8 milhões de hectares de área plantada de soja, milho, algodão, canola, abóbora, papaia, alfafa e beterraba. Em 2015, a expectativa é de que a área plantada ultrapasse os 200 milhões de hectares e o número de países chegue a 40.
Para o próximo ano, 2013, há uma grande expectativa para o início do plantio do arroz dourado nas Filipinas. Com alto teor de vitamina A, ele pode evitar mais de seis mil mortes por dia em pessoas que tem deficiência na ingestão desse nutriente.
(Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)
Cultivo de transgênicos no Brasil cresce 19,3% em 2011
O Brasil liderou pelo terceiro ano consecutivo a expansão do plantio de transgênicos segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agro-Biotecnológicas (ISAAA). “O país aumentou em 4,9 milhões de hectares sua área, mais do que qualquer outra nação”, afirmou Clive James, presidente do ISAAA, em conferência por telefone com jornalistas. E completou: “Isto foi possível porque o Brasil desenvolveu três características: um sistema de aprovação rápida; a capacidade de fazer suas próprias sementes biotecnológicas, caso da Embrapa com o feijão transgênico; e a diversificação, com o uso de sementes desenvolvidas por empresas privadas, parcerias público-privadas e empresas públicas”
Com uma área plantada de 30,3 milhões de hectares entre soja, milho e algodão, o Brasil ratificou a segunda posição entre os países que utilizam sementes geneticamente modificadas com um crescimento de 19,3% de área plantada.
Em 2011, a área de soja que utiliza sementes transgênicos no país chegou a 20,6 milhões de hectares (82,7% do total da produção nacional da cultura); a de milho a 9,1 milhões de hectares (64,9% do total da produção nacional da cultura) e a de algodão a 0,6 milhão de hectares (39% do total da produção nacional de cultura)
Nos últimos anos, o papel dos países em desenvolvimento no uso dessas sementes também tem aumentado. Entre as 29 nações que plantam transgênicos, 19 são países em desenvolvimento. “Dos 10 países que mais plantam sementes geneticamente modificadas, 8 são países em desenvolvimento. A expectativa é que eles ultrapassem em área plantada os países industrializados na adoção dessa tecnologia em 2012”, afirmou James.
No âmbito global, a produção mundial alcançou 160 milhões de hectares em 2011, um aumento de 8% em relação a 2010. Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior 66,8 milhões de hectares de área plantada de soja, milho, algodão, canola, abóbora, papaia, alfafa e beterraba. Em 2015, a expectativa é de que a área plantada ultrapasse os 200 milhões de hectares e o número de países chegue a 40.
Para o próximo ano, 2013, há uma grande expectativa para o início do plantio do arroz dourado nas Filipinas. Com alto teor de vitamina A, ele pode evitar mais de seis mil mortes por dia em pessoas que tem deficiência na ingestão desse nutriente.
(Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)
Com uma área plantada de 30,3 milhões de hectares entre soja, milho e algodão, o Brasil ratificou a segunda posição entre os países que utilizam sementes geneticamente modificadas com um crescimento de 19,3% de área plantada.
Em 2011, a área de soja que utiliza sementes transgênicos no país chegou a 20,6 milhões de hectares (82,7% do total da produção nacional da cultura); a de milho a 9,1 milhões de hectares (64,9% do total da produção nacional da cultura) e a de algodão a 0,6 milhão de hectares (39% do total da produção nacional de cultura)
Nos últimos anos, o papel dos países em desenvolvimento no uso dessas sementes também tem aumentado. Entre as 29 nações que plantam transgênicos, 19 são países em desenvolvimento. “Dos 10 países que mais plantam sementes geneticamente modificadas, 8 são países em desenvolvimento. A expectativa é que eles ultrapassem em área plantada os países industrializados na adoção dessa tecnologia em 2012”, afirmou James.
No âmbito global, a produção mundial alcançou 160 milhões de hectares em 2011, um aumento de 8% em relação a 2010. Os Estados Unidos continuam sendo o país com maior 66,8 milhões de hectares de área plantada de soja, milho, algodão, canola, abóbora, papaia, alfafa e beterraba. Em 2015, a expectativa é de que a área plantada ultrapasse os 200 milhões de hectares e o número de países chegue a 40.
Para o próximo ano, 2013, há uma grande expectativa para o início do plantio do arroz dourado nas Filipinas. Com alto teor de vitamina A, ele pode evitar mais de seis mil mortes por dia em pessoas que tem deficiência na ingestão desse nutriente.
(Fonte: Alessandro Greco/ Portal iG)
Aos indignados da sacolinha

E se a resistência à mudança de hábitos indicar que colocamos a ética do consumidor acima de todas as outras?
A proibição paulistana (e campineira; e provavelmente em outras cidades também, que eu não saberia citar aqui) de supermercados distribuírem sacolas plásticas para que os clientes transportassem as compras tem sido, no mínimo, polêmica. Grupos raivosos pipocaram na internet de todos os lados: contra, a favor, pela volta das sacolas, pelo fim dos supermercados, e por aí vamos. Por que, afinal, uma decisão aparentemente tão simples gerou tanto ódio?
Comecemos do começo. As sacolas plásticas vinham sendo utilizadas em larguíssima escala e na maioria das vezes sem a menor necessidade (para carregar um litro de leite apenas, por exemplo, muita gente chegava a usar até duas sacolas). O fato de que depois essa sacola será usada como saco de lixo não exime nem elimina o problema de seu uso. Ela será provavelmente destroçada e seus pedaços acabarão na garganta de algum animal ou humano de qualquer forma, poluindo mananciais entre outros problemas associados.
Trata-se de uma questão maior que é o destino do lixo. O “lixo” que a sacola plástica comporta não acaba na porta da sua casa, nem no caminhão, nem no aterro. É um ciclo longo e muito agressivo, já que somos tantas pessoas tão concentradas nas grandes cidades brasileiras. Na grande maioria dos casos, o lixo poderia ser descartado em caixas de papelão ou sacos de papel, talvez um pouco menos agressivos, embora o descarte ideal e menos nocivo talvez fossem latões comunitários, esvaziados direto no caminhão. Você levaria uma caixa plástica reutilizável ao latão, despejaria seu lixo lá, passaria uma aguinha na caixa e voltaria para casa feliz e contente. O caminhão recolheria direto este lixo e levaria o orgânico para uma grande composteira – enquanto o reciclável seria separado em usinas e reutilizado. Não é tão utópico assim, mas é preciso um pouco de vontade política.
Cidades como Campinas (SP), por exemplo, onde moro há sete anos, têm leis que vão exatamente no sentido oposto, proibindo o lixo de ser descartado em qualquer outro recipiente que não uma sacola plástica. Já tentei descartar em caixa e os lixeiros simplesmente não levam – pois consta na legislação que eles só podem levar sacolas plásticas. O lixo é, essencialmente, uma questão política.
Você, leitor ou leitora, que pode ser mais um indignado-das-sacolinhas, sabe que tem, porém, outros motivos para achar essa lei uma idiotice. O primeiro é que ela só proíbe um tipo de sacolinha e apenas se for gratuita – pagando pode. Isto é uma evidência clara de que não se trata em momento algum de preocupação ambiental. Como eu disse, há outras medidas de descarte e tratamento do lixo que precisariam e poderiam ser tomadas em conjunto, se essa fosse de fato a questão central para as prefeituras e governos que proibiram as sacolinhas de mercado.
As sacolas mais baratas do Pão de Açúcar, por exemplo, são produzidas no Vietnã (sustentabilíssimo importar sacolas de navio ou avião) e devem ter um custo de produção equiparável às proibidas sacolas plásticas. Ah, vale lembrar que elas também são plásticas. Mas reutilizáveis por mais tempo. Um plástico mais resistente – sinceramente questionável se é melhor para o meio ambiente, mas enfim, divago.
Por outro lado, não me parece lá muito sensato reivindicar a volta das sacolinhas. Quem o faz, até agora, tem usado o argumento do “consumidor”. Ah, o bom e velho argumento do “consumidor”, o único que cola na sociedade brasileira contemporânea. Parece que agora os supermercados em São Paulo serão obrigados a oferecer uma forma de transporte das mercadorias compradas. Por que o excelentíssimo consumidor não pode fazer um esforço mínimo de lembrar-se de levar o próprio meio de transporte da mercadoria, não sei. Não me parece fazer sentido algum. Não é um argumento, não há uma racionalidade por trás dessa reivindicação e decisão. Simplesmente porque sim. Porque sempre foi feito. Porque há, no Brasil, uma ética do consumidor que suprime e atropela toda e qualquer outra ética.
Quantas vezes você, de folga no domingão, não ficou decepcionado porque um atendente de alguma loja não foi “simpático” com você? Já pensou se fosse você, trabalhando lá no domingão, indo e voltando de ônibus, com um salário de m*rda? Iria querer ser simpático? Será que você foi simpático com ele? Não importa. Nada disso importa. Você está pagando e tem o direito de ser bem tratado por isso: assim funciona a lógica dessa “ética do consumidor” aqui no Brasil. Um cidadão só é cidadão quando é consumidor.
Esse tipo de relação entre as pessoas e destas com as coisas não é lá muito construtivo se pensarmos numa sociedade mais sustentável (já que esta é a palavra da moda). Hierarquizamos pessoas e direitos pelo seu poder de compra, reproduzindo o que fazem as empresas conosco. Temos o direito de enviar para aterros sanitários pedaços de plástico que poluem e matam a fauna, afinal, o preço deles já está incluso na nossa mercadoria.
Aos que se lembram ainda de uma outra questão – a das embalagens, que também produzem lixo (embora, se separadas e recicladas, não causem o transtorno que o descarte de lixo em sacolas plásticas causa; e sim, eu sei que o descarte de lixo vai continuar sendo em sacolas plásticas) – pergunto quantos fazem a própria comida toda ou quase toda, evitando embalagens prontas. Você já fez seus próprios biscoitos? Seu próprio iogurte? Seu sabonete? Cream cheese? Receitas muito, muito simples, que demandam pouco tempo e pouco trabalho (além de poucos ingredientes) e que reduzem a quantidade de lixo que você produz.
As embalagens sempre serão permitidas enquanto os produtos prontos forem permitidos. E não defendo que eles sejam proibidos, não. Mas a educação doméstica, para homens e mulheres, na escola e em outros ambientes educacionais, poderia ser essencial para que pudéssemos aprender que fazer macarrão em casa é simples, fácil, rápido, barato e muito mais saudável para seu corpo e para o corpo das outras pessoas em volta, indiretamente.
Este tipo de relação exige, porém, que a ideia do “privilégio absoluto do consumidor” seja extinta ou, no mínimo, muito questionada. O caminho para uma sociedade sustentável passa necessariamente por uma transformação na qual as pessoas se relacionem mais como cidadãos e cidadãs e menos como produtos numa prateleira. Ou numa sacolinha plástica.
* Marília Moschkovich é editora do blog Mulher Alternativa.
** Publicado originalmente no site Outras Palavras.
Transmissão de superbactéria pode ocorrer sem contato com infectados
A maior parte das infecções de pessoas pela superbactéria Clostridium difficile em hospitais acontece sem o contato direto com pacientes infectados, segundo um estudo conduzido por médicos ingleses da Universidade de Oxford. Os dados da pesquisa foram divulgados na publicação científica de livre acesso “PLoS Medicine”.
A descoberta é importante, já que aponta como as atuais estratégias hospitalares para evitar o contágio pelo micro-organismo podem ser falhas. A infecção pelo micro-organismo C. difficile pode causar casos graves de diarreia em pacientes e é capaz de levar idosos à morte.
Durante o trabalho, os ingleses analisaram 30 mil amostras de fezes colhidas de 15 mil pacientes, dos quais 4,4% carregavam a superbactéria C. difficile. Eles detectaram 69 tipos diferentes do micro-organismo e demonstraram que quase dois terços dos casos de infecções (66%) não eram ligados a casos anteriores de contágio.
Para os autores, até 75% dos casos estudados não eram explicados pelas teorias atuais de transmissão de superbactérias mesmo em ambientes bem preservados contra este tipo de infecção.
Um artigo que acompanha o estudo inglês na publicação afirma que o trabalho não conseguiu detectar a proporção de pacientes já contaminados com C. difficile antes de entrar no hospital.
Os médicos ingleses acreditam que as estratégias de controle contra o micro-organismo podem estar mirando no lugar errado, mas afirmam que estudos complementares são necessários.
(Fonte: G1)
A descoberta é importante, já que aponta como as atuais estratégias hospitalares para evitar o contágio pelo micro-organismo podem ser falhas. A infecção pelo micro-organismo C. difficile pode causar casos graves de diarreia em pacientes e é capaz de levar idosos à morte.
Durante o trabalho, os ingleses analisaram 30 mil amostras de fezes colhidas de 15 mil pacientes, dos quais 4,4% carregavam a superbactéria C. difficile. Eles detectaram 69 tipos diferentes do micro-organismo e demonstraram que quase dois terços dos casos de infecções (66%) não eram ligados a casos anteriores de contágio.
Para os autores, até 75% dos casos estudados não eram explicados pelas teorias atuais de transmissão de superbactérias mesmo em ambientes bem preservados contra este tipo de infecção.
Um artigo que acompanha o estudo inglês na publicação afirma que o trabalho não conseguiu detectar a proporção de pacientes já contaminados com C. difficile antes de entrar no hospital.
Os médicos ingleses acreditam que as estratégias de controle contra o micro-organismo podem estar mirando no lugar errado, mas afirmam que estudos complementares são necessários.
(Fonte: G1)
Gelo derretido entre 2003 e 2010 poderia inundar os EUA, diz estudo
Em oito anos, o planeta perdeu o equivalente a 4.100 km³ de gelo – provenientes das calotas, das geleiras, da Groenlândia e da Antártida – devido ao derretimento, afirma pesquisa que será publicada nesta quinta-feira (9) na edição online da revista “Science”. O dado equivale a 1,2 centímetro de elevação nos mares.
Na prática, essa massa derretida é suficiente para encobrir completamente os Estados Unidos em 1,5 metro de água. O volume corresponde a 82 mil vezes a quantidade de água existente no Lago Paranoá, em Brasília – que tem 0,05 km³.
De acordo com o estudo realizado pela Universidade Columbia, com dados disponibilizados pelo programa Grace (satélites de observação da Terra operados em parceria da Nasa com a Alemanha), de janeiro de 2003 a dezembro de 2010 foram derretidas anualmente 150 bilhões de toneladas de gelo – sem incluir Groelândia e Antártida. Nestas duas regiões, a perda anual de gelo equivale a 385 bilhões de toneladas/ano.
“A Terra está perdendo uma incrível quantidade de gelo para os oceanos anualmente e esses novos resultados nos ajudarão a entender questões importantes sobre a elevação do mar e respostas das regiões frias do planeta às mudanças climáticas globais”, disse John Wahr, pesquisador da Universidade Columbia, em comunicado enviado pela instituição.
Aquecimento global – Os cientistas participantes da pesquisa concordam que as atividades humanas, como o envio de grandes quantidades de gases de efeito estufa à atmosfera, estão aquecendo o planeta, fenômeno que é ocorre de forma mais acentuada nas áreas frias.
Porém, um dado inesperado aponta que, apesar da quantidade surpreendente de gelo derretido, o número é inferior ao apontado em estudos anteriores.
Os satélites do Grace constataram, por exemplo, que o degelo nas altas montanhas da Ásia, como o Himalaia, foi inferior à previsão de 50 bilhões de toneladas de massa de gelo por ano (o número constatado é de quatro bilhões de toneladas ao ano).
Preocupação – Os cientistas querem agora encontrar um padrão para entender melhor o processo de aumento do nível do mar.
“Uma grande questão é entender como a ascensão dos oceanos vão ser modificada neste século”, disse Tad Pfeffer, também participante da pesquisa.
(Fonte: G1)
Na prática, essa massa derretida é suficiente para encobrir completamente os Estados Unidos em 1,5 metro de água. O volume corresponde a 82 mil vezes a quantidade de água existente no Lago Paranoá, em Brasília – que tem 0,05 km³.
De acordo com o estudo realizado pela Universidade Columbia, com dados disponibilizados pelo programa Grace (satélites de observação da Terra operados em parceria da Nasa com a Alemanha), de janeiro de 2003 a dezembro de 2010 foram derretidas anualmente 150 bilhões de toneladas de gelo – sem incluir Groelândia e Antártida. Nestas duas regiões, a perda anual de gelo equivale a 385 bilhões de toneladas/ano.
“A Terra está perdendo uma incrível quantidade de gelo para os oceanos anualmente e esses novos resultados nos ajudarão a entender questões importantes sobre a elevação do mar e respostas das regiões frias do planeta às mudanças climáticas globais”, disse John Wahr, pesquisador da Universidade Columbia, em comunicado enviado pela instituição.
Aquecimento global – Os cientistas participantes da pesquisa concordam que as atividades humanas, como o envio de grandes quantidades de gases de efeito estufa à atmosfera, estão aquecendo o planeta, fenômeno que é ocorre de forma mais acentuada nas áreas frias.
Porém, um dado inesperado aponta que, apesar da quantidade surpreendente de gelo derretido, o número é inferior ao apontado em estudos anteriores.
Os satélites do Grace constataram, por exemplo, que o degelo nas altas montanhas da Ásia, como o Himalaia, foi inferior à previsão de 50 bilhões de toneladas de massa de gelo por ano (o número constatado é de quatro bilhões de toneladas ao ano).
Preocupação – Os cientistas querem agora encontrar um padrão para entender melhor o processo de aumento do nível do mar.
“Uma grande questão é entender como a ascensão dos oceanos vão ser modificada neste século”, disse Tad Pfeffer, também participante da pesquisa.
(Fonte: G1)
Governo subsidiará milho para ração em regiões afetadas pela estiagem no Sul
O governo deve publicar nos próximos dias uma portaria interministerial de apoio à compra de milho a preço subsidiado por pequenos produtores de aves, suínos e gado leiteiro do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, estados mais atingidos pela seca prolongada no sul do país. Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o preço de mercado do produto está em R$ 30 por saca de 60 quilos, mas será oferecido a cerca de R$ 20 para que os produtores prejudicados pela estiagem possam alimentar sua criação.
Para sustentar a competitividade das agroindústrias dos dois estados que também precisam de ração, o governo lançará leilões na modalidade Valor de Escoamento do Produto (VEP). Segundo Rocha, o preço final pago pela agroindústria ficará abaixo do preço de mercado, de R$ 30, com a subvenção governamental.
“O governo está trabalhando, dando condições ao produtor para que amenize as perdas que ele teve na questão do milho e não dê problema de abastecimento nem de competitividade”, disse Rocha. Ele explicou que, nas regiões mais atingidas do Rio Grande do Sul, as perdas dos produtores chegaram a 40% em relação ao milho, e, em Santa Catarina, a 35%.
O diretor de Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, disse que a estatal tem estocado 1,8 milhão de toneladas de milho, sendo 1,5 milhão no estado de Mato Grosso.
Além dos leilões de milho, uma novidade que o governo colocará à disposição dos pecuaristas da Região Sul com problemas na oferta de ração é a possibilidade de participar de leilões para aquisição de trigo de forma subsidiada. A Conab já tem previsão de gastar R$ 150 milhões na subvenção de aproximadamente 1 milhão de toneladas do produto, que agora também poderá ser destinada à ração.
(Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)
Para sustentar a competitividade das agroindústrias dos dois estados que também precisam de ração, o governo lançará leilões na modalidade Valor de Escoamento do Produto (VEP). Segundo Rocha, o preço final pago pela agroindústria ficará abaixo do preço de mercado, de R$ 30, com a subvenção governamental.
“O governo está trabalhando, dando condições ao produtor para que amenize as perdas que ele teve na questão do milho e não dê problema de abastecimento nem de competitividade”, disse Rocha. Ele explicou que, nas regiões mais atingidas do Rio Grande do Sul, as perdas dos produtores chegaram a 40% em relação ao milho, e, em Santa Catarina, a 35%.
O diretor de Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, disse que a estatal tem estocado 1,8 milhão de toneladas de milho, sendo 1,5 milhão no estado de Mato Grosso.
Além dos leilões de milho, uma novidade que o governo colocará à disposição dos pecuaristas da Região Sul com problemas na oferta de ração é a possibilidade de participar de leilões para aquisição de trigo de forma subsidiada. A Conab já tem previsão de gastar R$ 150 milhões na subvenção de aproximadamente 1 milhão de toneladas do produto, que agora também poderá ser destinada à ração.
(Fonte: Danilo Macedo/ Agência Brasil)
Notícias » Ciência e Meio Ambiente » Ciência e Meio Ambiente Lago na Antártida pode revelar evolução do planeta e novas vidas
Cientistas russos afirmaram nesta quinta-feira (9) que uma sonda enviada a um lago primitivo sob o gelo da Antártida pode fazer revelações sobre a evolução do planeta e até mesmo novas formas de vida. Uma equipe russa fez uma perfuração até a superfície do lago Vostok, que, acredita-se, foi coberto por gelo durante milhões de anos, em um avanço anunciado oficialmente pelo Instituto do Ártico e da Antártida.
Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas. “Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra”, explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP.
“Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida. (…) Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso”, acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou. “Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições”, disse à AFP.
Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo. “Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos”, disse. “Nós temos muito pouca informação sobre isso na Antártida e esta poderia ser uma fonte única de informação”.
Trabalhando em condições extremas no leste da Antártida, onde a temperatura média é de cerca de menos 50 ºC, a expedição implantou uma sonda através do gelo por muitos meses, utilizando querosene como anticongelante. “Esta é nossa vitória técnica. Perfuração nestas condições climáticas complexas é difícil, além dos fatores da alta altitude e do gelo forte”, explicou Leichenkov. “É uma vitória técnica e psicológica importante. É importante parabenizá-los com isso, especialmente porque não existem outras vitórias. Essas pessoas são heroínas”, disse Syvorotkin, da Universidade Estatal de Moscou.
O líder da expedição, Valery Lukin, comparou orgulhosamente o sucesso do projeto de longa duração com o primeiro voo ao espaço. Em um sinal da importância que o governo russo atribui à descoberta, o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Yury Trutnev, visitou o local no início deste mês.
Os cientistas por trás da expedição afirmaram que a sonda não iria contaminar a água devido às técnicas empregadas, que utilizaram água pressurizada para puxar o fluido de perfuração menos denso para fora do poço. No entanto, um especialista do Greenpeace alertou para o risco de poluição na perfuração, citando cientistas internacionais. “Muitos cientistas dizem que têm dúvidas e que o líquido para perfurar pode atingir este lago único com flora e fauna desconhecidas. É um risco”, disse Vladimir Chuprov, chefe da equipe de energia do Greenpeace na Rússia.
O professor Martin Siegert, chefe da escola de geociências da Universidade de Edimburgo, afirmou à AFP nesta semana que o método de perfuração utilizando anticongelante significava um potencial para contaminação. “É muito difícil para eles convencer (outros) de que seu experimento será limpo, quando você tem essencialmente duas milhas (3,5 km) de querosene para atravessar antes de chegar à superfície do lago”. A difícil tarefa de atingir os sedimentos do lago também exigirá um método seguro de perfuração, explicou o geólogo Leichenkov. “Este problema já está sendo solucionado, temos especialistas muito bons trabalhando nisso”, completou.
(Fonte: Portal Terra)
Cientistas afirmaram que as amostras de água que serão retiradas do lago até o fim deste ano podem revelar novas formas de vida, apesar das condições extremas. “Esperamos encontrar vida lá como nenhuma outra que exista na Terra”, explicou Sergei Bulat, um biólogo molecular do Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, à AFP.
“Se houver vida lá, será uma forma de vida que é desconhecida para a ciência. Nesse caso, estamos falando de uma descoberta fundamental, uma nova página em nossa compreensão científica da vida. (…) Descobrimos um novo assunto para a ciência, ninguém nunca viu nada como isso”, acrescentou Vladimir Syvorotkin, um especialista em geologia e mineralogia da Universidade Estatal de Moscou. “Os biólogos provavelmente encontrarão alguma bactéria desconhecida que se adaptou a estas condições”, disse à AFP.
Os sedimentos do lago também revelarão mudanças na Terra e em seu clima nos últimos 20 milhões de anos, afirmou German Leichenkov, do Instituto de Geologia e Recursos Minerais do Oceano em São Petersburgo. “Para os geólogos, é importante perfurar e trazer de volta os sedimentos. Eles contêm informações sobre alterações no meio ambiente, o clima nos últimos 15 a 20 milhões de anos”, disse. “Nós temos muito pouca informação sobre isso na Antártida e esta poderia ser uma fonte única de informação”.
Trabalhando em condições extremas no leste da Antártida, onde a temperatura média é de cerca de menos 50 ºC, a expedição implantou uma sonda através do gelo por muitos meses, utilizando querosene como anticongelante. “Esta é nossa vitória técnica. Perfuração nestas condições climáticas complexas é difícil, além dos fatores da alta altitude e do gelo forte”, explicou Leichenkov. “É uma vitória técnica e psicológica importante. É importante parabenizá-los com isso, especialmente porque não existem outras vitórias. Essas pessoas são heroínas”, disse Syvorotkin, da Universidade Estatal de Moscou.
O líder da expedição, Valery Lukin, comparou orgulhosamente o sucesso do projeto de longa duração com o primeiro voo ao espaço. Em um sinal da importância que o governo russo atribui à descoberta, o ministro dos Recursos Naturais e Ecologia, Yury Trutnev, visitou o local no início deste mês.
Os cientistas por trás da expedição afirmaram que a sonda não iria contaminar a água devido às técnicas empregadas, que utilizaram água pressurizada para puxar o fluido de perfuração menos denso para fora do poço. No entanto, um especialista do Greenpeace alertou para o risco de poluição na perfuração, citando cientistas internacionais. “Muitos cientistas dizem que têm dúvidas e que o líquido para perfurar pode atingir este lago único com flora e fauna desconhecidas. É um risco”, disse Vladimir Chuprov, chefe da equipe de energia do Greenpeace na Rússia.
O professor Martin Siegert, chefe da escola de geociências da Universidade de Edimburgo, afirmou à AFP nesta semana que o método de perfuração utilizando anticongelante significava um potencial para contaminação. “É muito difícil para eles convencer (outros) de que seu experimento será limpo, quando você tem essencialmente duas milhas (3,5 km) de querosene para atravessar antes de chegar à superfície do lago”. A difícil tarefa de atingir os sedimentos do lago também exigirá um método seguro de perfuração, explicou o geólogo Leichenkov. “Este problema já está sendo solucionado, temos especialistas muito bons trabalhando nisso”, completou.
(Fonte: Portal Terra)
Nível do mar subiu 12 milímetros em 8 anos
As geleiras e áreas cobertas por gelo na Terra perderam 536 bilhões de toneladas por ano entre 2003 e 2010, o que resultou na elevação de 12 milímetros no nível médio do mar nesse período, segundo aponta um estudo feito por cientistas da Universidade do Colorado, nos EUA, e publicado ontem na edição on-line da revista “Nature”.
O volume derretido por ano equivale a aproximadamente o dobro da quantidade de água que existe no rio Amazonas e corresponde a cerca de 0,002% de toda a quantidade de gelo que se estima existir no mundo.
O estudo é o primeiro a analisar com precisão o volume global de derretimento de todas as massas geladas do planeta com área coberta por gelo superior a 100 km², incluindo regiões fora da Antártida e da Groenlândia que, por conterem mais de 90% do gelo do mundo, sempre foram privilegiadas.
O novo levantamento inclui locais como topos de cordilheiras, onde constatou-se que o derretimento segue um ritmo menor que o esperado.
O estudo foi feito a partir da análise de dados das sondas gêmeas Grace, da Nasa, que desde 2002 fazem o mapeamento da massa e da gravidade terrestre.
“Esses novos resultados vão nos ajudar a responder questões importantes sobre a elevação do mar e como as regiões geladas estão respondendo ao aquecimento”, disse o físico John Wahr, um dos líderes do estudo.
Para Paolo Alfredini, professor do departamento de engenharia hidráulica e ambiental da USP, a pesquisa traz dados concretos que são coerentes com o monitoramento do nível do mar feito em diversos pontos do Brasil.
Ele chama a atenção, no entanto, para o fato de que o estudo traz valores médios para todo o mundo, enquanto que algumas áreas são mais afetadas que outras pela elevação do mar. É o caso das áreas tropicais, como a costa brasileira.
“Nessas regiões, o aquecimento da água provoca sua dilatação, o que a faz ocupar um volume maior.”
Segundo Alfredini, a extrapolação do resultado para um prazo de cem anos, considerando esses fatores, permite estimar que algumas áreas do país vão ter elevação de até um metro do nível do mar.
Isso significaria, numa praia com declive suave como a da cidade de Santos, um avanço do mar de até cem metros sobre a costa.
“As informações da pesquisa são preocupantes. O aquecimento não é uma questão folclórica e o Brasil está atrasado no despertar para as consequências desse processo, que pode afetar grandes áreas do país e do mundo.”
(Fonte: Thiago Fernandes/Folha.com)
O volume derretido por ano equivale a aproximadamente o dobro da quantidade de água que existe no rio Amazonas e corresponde a cerca de 0,002% de toda a quantidade de gelo que se estima existir no mundo.
O estudo é o primeiro a analisar com precisão o volume global de derretimento de todas as massas geladas do planeta com área coberta por gelo superior a 100 km², incluindo regiões fora da Antártida e da Groenlândia que, por conterem mais de 90% do gelo do mundo, sempre foram privilegiadas.
O novo levantamento inclui locais como topos de cordilheiras, onde constatou-se que o derretimento segue um ritmo menor que o esperado.
O estudo foi feito a partir da análise de dados das sondas gêmeas Grace, da Nasa, que desde 2002 fazem o mapeamento da massa e da gravidade terrestre.
“Esses novos resultados vão nos ajudar a responder questões importantes sobre a elevação do mar e como as regiões geladas estão respondendo ao aquecimento”, disse o físico John Wahr, um dos líderes do estudo.
Para Paolo Alfredini, professor do departamento de engenharia hidráulica e ambiental da USP, a pesquisa traz dados concretos que são coerentes com o monitoramento do nível do mar feito em diversos pontos do Brasil.
Ele chama a atenção, no entanto, para o fato de que o estudo traz valores médios para todo o mundo, enquanto que algumas áreas são mais afetadas que outras pela elevação do mar. É o caso das áreas tropicais, como a costa brasileira.
“Nessas regiões, o aquecimento da água provoca sua dilatação, o que a faz ocupar um volume maior.”
Segundo Alfredini, a extrapolação do resultado para um prazo de cem anos, considerando esses fatores, permite estimar que algumas áreas do país vão ter elevação de até um metro do nível do mar.
Isso significaria, numa praia com declive suave como a da cidade de Santos, um avanço do mar de até cem metros sobre a costa.
“As informações da pesquisa são preocupantes. O aquecimento não é uma questão folclórica e o Brasil está atrasado no despertar para as consequências desse processo, que pode afetar grandes áreas do país e do mundo.”
(Fonte: Thiago Fernandes/Folha.com)
domingo, 12 de fevereiro de 2012
MMA vai premiar boas práticas ambientais
Da Agência Ambiente Energia - O Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai premiar boas praticas ambientais nas cidades. Os municípios com experiências bem sucedidas em sustentabilidade ambiental podem se inscrever na seleção até o dia 16 de março. Os interessados podem inscrever projetos arquitetônicos, urbanísticos, paisagísticos, de infraestrutura ou de recuperação de áreas degradadas; bem como de serviços públicos relacionados à gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana; além de programas de fiscalização integrada de áreas protegidas; criação de conselhos, comitês de bacias, consórcios públicos, entre outras iniciativas, limitando-se a oito experiências por município.
As inscrições são feitas por meio de formulário eletrônico disponível no site do ministério. As experiências habilitadas participarão do processo de seleção para a premiação e serão expostas durante o 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável.
Serão escolhidas três experiências por tema e a premiação será entregue aos prefeitos dos municípios responsáveis pelas iniciativas no dia 29 de março de 2012, durante o encontro, em Brasília.
As boas práticas selecionadas serão publicadas pelo ministério e expostas em eventos de grande divulgação pública, como a Semana do Meio Ambiente e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro.
www.ambienteenergia.com.br
As inscrições são feitas por meio de formulário eletrônico disponível no site do ministério. As experiências habilitadas participarão do processo de seleção para a premiação e serão expostas durante o 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável.
Serão escolhidas três experiências por tema e a premiação será entregue aos prefeitos dos municípios responsáveis pelas iniciativas no dia 29 de março de 2012, durante o encontro, em Brasília.
As boas práticas selecionadas serão publicadas pelo ministério e expostas em eventos de grande divulgação pública, como a Semana do Meio Ambiente e a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que será realizada em junho, no Rio de Janeiro.
www.ambienteenergia.com.br
Humanização da Medicina deve ser meta permanente, dizem pesquisadores
Medicina humanizada
Cuidar é um conceito que tem diversas definições.
No campo da medicina, significa mais do que tratar a doença.
É também dialogar, motivar e tratar cada paciente como um todo, considerando o conjunto de suas necessidades e peculiaridades.
Luiz Antonio Santos (UERJ) e Lina Faria (Universidade Gama Filho) estão propondo a humanização do cuidado como meta presente na atividade do profissional de saúde.
"A força da medicina humanizada e integral dependerá, no futuro próximo, da capacidade dos profissionais médicos de alcançar o cuidar do doente, e não apenas da doença, como valor primordial para a atenção no processo saúde/doença", ressaltam.
Toque humano
Segundo os estudiosos, a perda de prestígio do clínico e a imposição do mundo da técnica e do fazer impessoal aos profissionais de saúde têm provocado o distanciamento entre eles e seus pacientes, prejudicando a adoção de uma medicina integral e humanizada.
Eles apontam que, embora esteja perdendo espaço no mundo atual, o toque humano contribui efetivamente para a cura do paciente, como relatado nos casos de Aids nos anos 80.
"Os depoimentos de doentes terminais expressavam justamente o apreço pela 'mão que cuida' das equipes de enfermagem e visitadoras voluntárias, que marcavam sua presença de um modo diferente da equipe médica e de especialistas", relatam os estudiosos.
Burocracia da saúde
A relação hierárquica entre profissionais no mundo do trabalho, principalmente nos grandes complexos hospitalares, também contribui para a falta de envolvimento com o paciente.
"Cabe-nos refletir sobre a dualidade constitutiva da formação do campo da enfermagem. Tudo indica que a separação entre o auxiliar que cuida e o enfermeiro que administra ou exerce posições de chefia terá de ser reavaliada", advertem os estudiosos.
"A manutenção do vínculo direto entre enfermagem e pacientes está em questão e não pode ser perdida ou se perderá com ela o compromisso com valores comuns, como o apreço pelo toque humano, o sentido de respeito, confiança e obrigação moral que deve prevalecer no interior da enfermagem e da profissão médica", alertam.
Para a superação do dilema entre gestão e cuidado, os estudiosos enfatizam a necessidade de debates que proponham caminhos alternativos e que ocorram, sobretudo, em cursos de formação de profissionais.
"O cuidado tem sido por não poucos, particularmente pelos alunos, avaliado como atividade menor diante da atividade supostamente superior da gestão hospitalar ou da gestão de recursos humanos de saúde", revelam.
http://www.diariodasaude.com.br
Cuidar é um conceito que tem diversas definições.
No campo da medicina, significa mais do que tratar a doença.
É também dialogar, motivar e tratar cada paciente como um todo, considerando o conjunto de suas necessidades e peculiaridades.
Luiz Antonio Santos (UERJ) e Lina Faria (Universidade Gama Filho) estão propondo a humanização do cuidado como meta presente na atividade do profissional de saúde.
"A força da medicina humanizada e integral dependerá, no futuro próximo, da capacidade dos profissionais médicos de alcançar o cuidar do doente, e não apenas da doença, como valor primordial para a atenção no processo saúde/doença", ressaltam.
Toque humano
Segundo os estudiosos, a perda de prestígio do clínico e a imposição do mundo da técnica e do fazer impessoal aos profissionais de saúde têm provocado o distanciamento entre eles e seus pacientes, prejudicando a adoção de uma medicina integral e humanizada.
Eles apontam que, embora esteja perdendo espaço no mundo atual, o toque humano contribui efetivamente para a cura do paciente, como relatado nos casos de Aids nos anos 80.
"Os depoimentos de doentes terminais expressavam justamente o apreço pela 'mão que cuida' das equipes de enfermagem e visitadoras voluntárias, que marcavam sua presença de um modo diferente da equipe médica e de especialistas", relatam os estudiosos.
Burocracia da saúde
A relação hierárquica entre profissionais no mundo do trabalho, principalmente nos grandes complexos hospitalares, também contribui para a falta de envolvimento com o paciente.
"Cabe-nos refletir sobre a dualidade constitutiva da formação do campo da enfermagem. Tudo indica que a separação entre o auxiliar que cuida e o enfermeiro que administra ou exerce posições de chefia terá de ser reavaliada", advertem os estudiosos.
"A manutenção do vínculo direto entre enfermagem e pacientes está em questão e não pode ser perdida ou se perderá com ela o compromisso com valores comuns, como o apreço pelo toque humano, o sentido de respeito, confiança e obrigação moral que deve prevalecer no interior da enfermagem e da profissão médica", alertam.
Para a superação do dilema entre gestão e cuidado, os estudiosos enfatizam a necessidade de debates que proponham caminhos alternativos e que ocorram, sobretudo, em cursos de formação de profissionais.
"O cuidado tem sido por não poucos, particularmente pelos alunos, avaliado como atividade menor diante da atividade supostamente superior da gestão hospitalar ou da gestão de recursos humanos de saúde", revelam.
http://www.diariodasaude.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)