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terça-feira, 4 de junho de 2013

Exame detecta câncer de mama pela urina

Os primeiros resultados em laboratório indicam que o exame da urina determina a gravidade do câncer, além de apontar o surgimento da doençaantes que ela possa ser detectada por uma mamografia.[Imagem: MST] Um estudante de graduação descobriu um novo exame de urina que pode revolucionar o diagnóstico precoce do câncer de mama. Além disso, os primeiros resultados em laboratório indicam que o exame da urina também determina a gravidade do câncer, além de apontar o surgimento da doença antes que ela possa ser detectada por uma mamografia. Casey Burton estuda química na Universidade de Ciência e Tecnologia de Missouri (EUA). Ele utilizou um aparelho, chamado P-scan, para detectar a concentração de determinados metabólitos, chamados pteredinas, em amostras de urina. Pteridina O exame rastreia seis pteridinas e um composto específico, chamado oncopterina. Estes biomarcadores estão presentes na urina de todos os seres humanos, mas concentrações anormalmente elevadas podem indicar a presença de câncer. O professor Yinfa Ma, orientador de Burton e criador do aparelho P-scan, acredita que os níveis dessas substâncias continuam a aumentar à medida que o câncer avança, permitindo a criação de um exame mais preciso. "A tecnologia da mamografia não é sensível," disse Ma. "Alguns cânceres precoces não podem ser detectados por uma mamografia. Se esta tecnologia P-Scan funcionar, será muito fácil incorporá-la nos rastreios físicos regulares. "A paciente entrega a urina e, 10 minutos depois, eu tenho um resultado. Se isso funcionar, será uma ferramenta de diagnóstico incrível," entusiasma-se o pesquisador. Estudo cego Os bons resultados foram obtidos em testes limitados, mas a equipe já está expandindo a avaliação para um estudo maior envolvendo um comparativo entre mulheres com câncer de mama e mulheres sem a doença. O estudo cego - quando os pesquisadores não sabem quais amostras estão testando - faz parte do processo de validação exigido pelas autoridades de saúde para que, eventualmente, o P-Scan possa ser disponibilizado como um exame de rotina. O professor Ma afirma esperar concluir o estudo dentro de um ano. http://www.diariodasaude.com.br/

Brasileiros estão comendo carne além do recomendável

Mais da metade da população consome carne de forma excessiva. A informação é de um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com moradores da cidade de São Paulo. o alto consumo de carne resulta em má qualidade na dieta, aumento no risco de doenças cardiovasculares e em maior incidência de câncer. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a ingestão ideal de carnes, vermelha ou branca, seria de uma porção, correspondente em média a 100 gramas (g) por dia. O World Cancer ResearchFund, órgão norte-americano voltado à prevenção do câncer, recomenda o consumo de 500 g semanais de carne vermelha e processada (grupo que envolve hambúrguer, salsicha, nuggets, etc). Os dados da pesquisa revelaram que 75% da população da capital paulista consome quantidades muito acima dessas recomendações. Excesso de carne na dieta A nutricionista Aline Martins de Carvalho verificou o consumo dos diversos tipos de carne e as tendências, comparando os dados do Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA) nos anos de 2003 e 2008. Foi constatado um aumento de 25% no consumo de carne entre os dois períodos, que passou de 143 g para 179 g/dia. A principal carne consumida é a bovina, seguida pelas aves. Também foi possível detectar um aumento no consumo da carne vermelha e processada, principalmente entre os jovens - o consumo aumentou de 108 g para 135 g/dia. Segundo a pesquisadora, é alarmante perceber a ingestão excessiva de carnes processadas entre os jovens, pois eles passarão mais tempo de sua vida consumindo esse alimento e ficarão mais tempo expostos aos riscos de doenças. O consumo excessivo de carnes processadas foi relacionado inversamente à qualidade da dieta, principalmente dentre os homens. "Quem tem uma melhor qualidade da dieta, consome menos carne vermelha processada", diz Aline. Grelhando a saúde O modo pelo qual a carne é preparada é outro fator a ser observado. Nas carnes bem passadas feitas na grelha, forno ou churrasqueira, são formadas crostas com colorações que vão do marrom ao preto. Essas crostas possuem substâncias potencialmente carcinogênicas, ou seja, que podem causar câncer. Por esse motivo é recomendado o consumo de carnes cozidas, pois não são adicionadas gorduras na sua preparação e não ficam queimadas. "Carne é saudável, mas é preciso consumir com moderação, sempre observando os tipos, o melhor método de preparo, a quantidade que deve ser consumida ao longo do dia e ao longo da semana", recomenda a nutricionista. Agência USP

Açúcar é realmente ruim para nós?

Precisamos de você, açúcar “Nós na verdade precisamos de açúcar – é o combustível preferido do nosso corpo”, diz o Dr. David Katz, da Universidade de Yale (EUA). “O problema é que comemos muito”. Existem vários tipos de açúcar, como a glucose e a sacarose. Nosso corpo adora a glucose. Nossas células a usam como fonte primária de energia – seu consumo estimula o pâncreas a produzir insulina. O cérebro percebe o aumento da substância, entende que é preciso metabolizar o que você acabou de comer e manda a mensagem que você já está satisfeito. Alguns açúcares, como o açúcar de ocorrência natural, que dá a frutas, alguns legumes e o leite seu sabor doce, são perfeitamente saudáveis, conforme explica Katz. É com o açúcar adicionado (adoçantes colocados durante o processamento e preparação de alimentos) que precisamos tomar cuidado. Isso significa nunca mais fazer aquele bolo de chocolate que pede uma quantidade absurda de açúcar? De acordo com Katz, não há necessidade de cortar sobremesas. O segredo é comer de forma estratégica. Felizmente, algumas empresas do ramo alimentício estão começando a entender os problemas de saúde e de obesidade recentes, e estão dispostas a nos ajudar. Nos últimos quatro anos, algumas marcas de cereais cortaram o açúcar de seus produtos, e outros pequenos avanços foram feitos na direção de garantir que menos alimentos não saudáveis fossem disponíveis nos mercados. Claro que, em última instância, o controle do que comemos é de responsabilidade nossa. Para não precisar desistir dos doces, Katz diz que a chave é ficar de olho e comer apenas o recomendado por dia. Menos, bem menos, quase nada A Associação Americana do Coração recomenda que mulheres comam não mais do que 24 gramas de açúcar por dia. Isso é cerca de seis colheres de chá, ou 100 calorias – um pouco menos do que o valor encontrado em uma lata de refrigerante. O problema é que a mulher americana média consome cerca de 18 colheres de chá de diariamente – 3 vezes mais. O nosso pior problema é que o açúcar está escondido até mesmo em alimentos improváveis, de molhos de salada a biscoitos, fazendo-nos consumir bem mais do que achamos que consumimos. A dica aqui é pensar bem no que vai comer, e ler rótulos: se há adoçante nos ingredientes de um produto, deve estar escrito na sua embalagem. Estes podem aparecer como suco de cana evaporado, xarope de milho de alta frutose, suco concentrado de frutas, néctar de agave, frutose, dextrose e xarope, por exemplo. Procure marcas ou opções com baixo ou nenhum açúcar. Perigos reais e mitos Açúcar adicionado pode contribuir com doenças como obesidade, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares. Em poucas palavras, comer muito açúcar pode causar acúmulo de gordura no fígado, que pode levar a esses problemas. Ou seja, restrinja seu consumo desses açúcares ao recomendado por dia. “Já os açúcares que ocorrem naturalmente em frutas, verduras e laticínios de baixa gordura não há necessidade de evitar”, diz Rachel K. Johnson, professora de nutrição da Universidade de Vermont em Burlington (EUA). Mesmo que tenham gosto muito doce, esses alimentos contêm quantidades relativamente pequenas de açúcar. Além disso, vêm recheados com vitaminas e minerais essenciais, juntamente com água e fibras, que retardam a liberação de açúcares no sangue e evitam picos de insulina. Açúcar em estado bruto (cru) não é melhor do que o açúcar comum. Néctar de agave, infelizmente, também não faz bem: seu principal constituinte, frutose, tende a ficar mais tempo no fígado do que outros tipos de açúcar. Alguns tipos de adoçantes, como o mel cru, têm nutrientes essenciais, mas são o mesmo que o açúcar branco em termos de calorias; alguns contêm até mais. E, apesar dos boatos de que fazem mal, a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA considera adoçantes sem calorias, como estévia e aspartame, seguros. “A curto prazo, os dados sugerem que são mais seguros do que o açúcar granulado”, diz Kimber Stanhope, bióloga nutricional da Universidade da Califórnia-Davis (EUA).[CNN] http://hypescience.com/

Maior hidrelétrica do mundo será construída na África

A maior hidrelétrica do mundo será construída no Rio Congo, o maior rio do mundo depois do Amazonas. A hidrelétrica Inga, que será construída na República Democrática do Congo, terá uma capacidade de geração de eletricidade duas vezes maior do que a maior hidrelétrica do mundo atualmente, a usina de Três de Gargantas, na China. Hidrelétrica sem barragem Mas, além da potência, ela terá uma vantagem imbatível: a hidrelétrica será construída sem a necessidade de construir uma represa. Isso será possível porque, nas chamadas Cataratas Inga, cerca de 42.000 metros cúbicos de água por segundo descem uma sucessão de corredeiras única na Terra. Assim, as turbinas da usina de 40 GW serão acionadas pelo próprio fluxo normal do rio Congo, sem represa, sem terras inundadas e sem desalojamento da população. Hidrelétrica submersa guarda energia no fundo do mar Aliás, assim que foi anunciado, o projeto já recebeu inúmeras críticas porque, segundo algumas organizações não-governamentais, não irá beneficiar a população do Congo: metade da energia será usada nas minas de cobre do país, cujo metal é exportado para o primeiro mundo, e a outra metade será comprada pela África do Sul. Segundo seus defensores, com a instalação da infraestrutura adequada de transmissão, a energia gerada na usina de Inga poderá abastecer a Nigéria, o Egito e até a Europa. O Banco Mundial, que está financiando o projeto, não vê sentido na polêmica, afirmando em nota que a usina vai "catalisar benefícios de larga escala para melhorar o acesso aos serviços de infraestrutura na África. Segundo o Banco, a usina de Inga terá um dos custos de energia mais baixos do mundo, de cerca de US$0,02/kWh. As obras deverão começar em 2015. http://www.inovacaotecnologica.com.br/

domingo, 2 de junho de 2013

Mais de 100 estudos mostram relação entre agrotóxicos e mal de Parkinson

Uma meta-análise realizada por pesquisadores italianos mostrou que mais de 100 estudos relacionam a exposição a pesticidas, herbicidas e solventes com maior risco de Mal de Parkinson. Os pesquisadores utilizaram 104 estudos que avaliaram a proximidade da exposição a agentes agrotóxicos, em diversas formas, e o desenvolvimento da doença. Publicado na revista Neurology, a análise mostrou que a exposição a pesticidas, herbicidas e solventes aumenta o risco de Mal de Parkinson entre 33% e 80%. Entre as formas de contato com esses produtos químicos estão a inalação, absorção pela pele e ingestão de alimentos ou água contaminados. Leia mais em UPI no site abaixo (em inglês) http://www.upi.com/Health_News/2013/05/28/More-than-100-studies-show-link-of-pesticides-and-Parkinsons/UPI-71381369718840/#ixzz2UaShzvk4 Boletim Informativo de boaSAÚDE

Açúcar faz vírus H1N1 ficar mais resistente à defesa do organismo

Cientistas descobriram que moléculas grossas de açúcar podem proteger o vírus Influenza A (H1N1) da resposta imunológica do organismo, mostra novo estudo publicado nesta quarta-feira (29) na Science Translational Medicine. A descoberta pode melhorar futuras vacinas contra a gripe, ressalta equipe liderada por Rafael Medina, da Escola de Medicina de Monte Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos. Um jeito de a gripe tentar vencer a defesa do corpo humano é criando uma virose com antígenos levemente modificados, processo conhecido como deriva antigênica. Uma dessas mutações é a formação de uma espécie de capacete de açúcar na cabeça da proteína hemaglutinina, que o H1N1 usa para se fixar nas células humanas. Diante da infecção, o corpo produz rapidamente anticorpos capazes de reconhecer e de se ligar na hemaglutinina, especialmente na sua cabeça globular, o que neutraliza imediatamente a ação do vírus. Só que esse capacete de açúcar não deixa os anticorpos ficarem grudados no topo da proteína, dando mais resistência ao vírus da Influenza. (Fonte: UOL)

Atividade agrícola impactou florestas brasileiras, revela estudo na ‘Science’

O grande desaparecimento de aves frugívoras (que comem frutos) das florestas tropicais brasileiras, em decorrência da agricultura, tem causado um impacto sobre as árvores da região, que têm produzido sementes menores e mais fracas ao longo do último século. A conclusão é de uma equipe de pesquisadores brasileiros, mexicanos e espanhóis, cujo estudo será publicado na revista “Science” desta sexta-feira (31). O trabalho foi liderado pelo especialista em ciências biológicas Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro. Segundo ele, os resultados fornecem evidências de que a atividade humana pode desencadear mudanças evolucionárias rápidas nas populações naturais. Os autores coletaram mais de 9 mil sementes de diferentes populações da palmeira Euterpe edulis – espécie nativa da Mata Atlântica, também chamada de içara ou palmito-juçara, e ameaçada de extinção – em áreas de floresta preservadas e outras devastadas por plantações de café e cana-de-açúcar no século 19. A equipe usou dados estatísticos, genéticos e modelos evolucionários para chegar às conclusões. Segundo os cientistas, também foi considerada a influência de vários fatores ambientais, como clima, fertilidade do solo e cobertura florestal. Apesar disso, apenas a ausência das aves que comem frutos e espalham sementes já explicaria a diminuição do tamanho dos grãos das palmeiras. De acordo com as análises genéticas, o encolhimento das sementes na região pode ter ocorrido dentro um século após algum tipo de perturbação local. Além desses fatores, longos períodos de seca e um clima cada vez mais quente na América do Sul podem ter prejudicado ainda mais essas populações de palmeiras, alertam os pesquisadores. Ao lado da Unesp, participaram cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade de São Paulo (USP) na capital paulista e em Piracicaba, da Rede de Biologia Evolutiva do México, em Veracruz, e da Estação Biológica de Doñana, em Sevilha, na Espanha. (Fonte: G1)
A imagem acima mostra o exato momento em que átomos fazem uma ligação covalente. É a primeira vez que este processo complexo de transformação de uma molécula foi capturado em flagrante – e por pura sorte. Felix Fischer e sua equipe do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley (EUA) tinham a intenção de fazer o que qualquer químico molecular está fazendo estes dias: criar nanoestruturas de grafeno, o “material maravilha” dos últimos tempos. O grafeno é composto de átomos de carbono dispostos em um padrão hexagonal repetido, criando uma substância com propriedades quase mágicas (a camada única é extremamente fina, transparente, forte e ótima condutora de eletricidade). Esse padrão exige a reorganização de átomos de uma cadeia linear a formas de seis lados – no entanto, reordenar átomos pode ser complicado e o processo pode produzir várias moléculas diferentes. Assim, a equipe do Lawrence Berkeley decidiu dar uma olhada mais de perto nesse procedimento para se certificar de que tinha feito a coisa certa. Para tanto, eles usaram um microscópio de força atômica, uma técnica capaz de “visualizar” as forças elétricas produzidas por moléculas, gerando imagens ao nível de átomos e ligações sendo alinhados. Eis que surgiu a imagem inédita de átomos de carbono e as ligações entre eles, criadas por elétrons compartilhados. As ligações atômicas individuais tinham, cada uma, alguns dez milionésimos de um milímetro de comprimento. O resultado final mostrou três produtos inesperados, além de uma molécula que os cientistas haviam previsto. Enquanto as próprias imagens foram uma surpresa, o que elas mostraram não foi nada surpreendentemente. Antes da fotografia acidental, os cientistas só tinham sido capazes de inferir estruturas moleculares. No entanto, os diagramas se parecem exatamente com o que os aprendemos em aulas de química. Ou seja, é notável o fato de que eles tinham sido, até agora, baseados em estimativas e premissas (claro, com a toda lógica científica aplicada). Os pesquisadores publicaram a descoberta na edição de 30 de maio da revista Science.[Gizmodo, Wired]

Apêndice humano: Sim, o apêndice tem uma função

Em conversa com meus alunos, sobre o apêndice, vimos aqui que ele não é só um causador de problemas como todos o acham! Se você pensa que o apêndice não serve para nada e só causa problemas - já que pode inflamar e acabar mandando você para um centro cirúrgico -, é melhor começar a mudar de idéia. Em setembro de 2007, um grupo de cirurgiões e imunologistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, publicou um trabalho que mostra o contrário: o apêndice tem uma função, sim: ele promove o crescimento populacional de bactérias benéficas para o nosso organismo e facilita o repovoamento dessas bactérias no cólon. O apêndice humano O apêndice faz parte do sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso, conectado ao ceco (um divertículo natural com que se inicia o intestino grosso, e onde se abrem o íleo, o cólon e o apêndice). O apêndice é uma estrutura tubular fechada na extremidade posterior e mede cerca de 5 a 10 cm de comprimento e 0,5 a 1 cm de largura. Na maioria das pessoas, o apêndice encontra-se no quadrante inferior direito do abdome. Teorias que explicam a função do apêndice humano Apesar das evidências contrárias, baseadas em estudos de anatomia comparada em primatas, o apêndice foi considerado por muito tempo como uma estrutura vestigial, isto é, uma estrutura que, ao longo da evolução, perdeu sua função original. Hoje em dia existem algumas teorias que explicam a função do apêndice humano. Uma delas argumenta que o apêndice humano auxilia o sistema imunológico. Ao examinarem microscopicamente o apêndice, os pesquisadores encontraram uma quantidade significativa de tecido linfóide, um tecido que apresenta uma quantidade abundante de linfócitos - tipo de glóbulo branco responsável por defender o corpo contra microorganismos. O tecido linfóide está presente também em outras áreas do sistema digestivo. A função desse tecido ainda não é muito precisa, mas está claro que ele reconhece substâncias estranhas presentes nos alimentos ingeridos. Em setembro de 2007, o grupo liderado pelo dr. William Parker, da Universidade de Duke, nos EUA, publicou uma nova teoria. Segundo o dr. Parker e seus colaboradores, o apêndice funciona como um "lugar seguro" para bactérias que auxiliam na digestão. De acordo com os pesquisadores, as bactérias vivem no apêndice sem serem perturbadas, até que sejam necessárias nos locais onde ocorrem os processos de digestão. De acordo com o dr. Parker, a forma do apêndice é perfeita para armazenar as bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais. O sistema digestivo é povoado por diferentes microorganismos que auxiliam na digestão dos alimentos. Em troca, os micróbios recebem nutrição e um lugar seguro para viver. O dr. Parker acredita que as células do sistema imunológico encontradas no apêndice estão lá para proteger, e não para atacar, as bactérias benéficas. O papel do apêndice no repovoamento da flora intestinal Doenças como disenteria ou cólera contaminam o intestino. A única saída é se livrar dos micróbios maus. É aí que a diarréia ocorre. Em casos de diarréia severa, não só os micróbios maus são perdidos, mas tudo o que se encontra no interior do intestino, inclusive o que é conhecido como biofilme (uma camada fina e delicada, constituída de micróbios, muco e moléculas do sistema imunológico). Quando ocorre perda do conteúdo intestinal, as bactérias benéficas escondidas no apêndice emergem e repovoam a camada de biofilme do intestino, antes que bactérias maléficas se instalem. Segundo o dr. Parker, pessoas que, porventura, tiveram seu apêndice extraído e vivem em locais onde as incidências de doenças como cólera e disenteria são altas, têm menos chances de sobreviver, pois não têm mais um lugar seguro para armazenar as bactérias benéficas. Deve-se evitar a retirada do apêndice? Apesar da importante função proposta pela equipe de cientistas da Universidade de Duke, não se deve esquecer que o apêndice tem o seu lado vilão. Ao sofrer inflamação, ele pode levar à obstrução dos intestinos, causando a apendicite aguda, que pode levar à morte. Portanto, nesse caso, ele deve, sim, ser retirado. Mas não se preocupe, pois as infecções severas, por cólera ou disenteria, são raras em nações ou regiões industrializadas. As pessoas que habitam esses locais podem viver normalmente sem o apêndice. Cynthia Santos é doutora em Ciências e pesquisadora do Smithsonian Institution (EUA).

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Até 2050 serão necessários três planetas para suprir necessidades da população mundial, alerta ONU

Diante de crises econômicas, do aumento da degradação ambiental e da ameaça das mudanças climáticas, a comunidade internacional tem que se esforçar para melhor utilizar os recursos naturais da Terra. Com o objetivo de informar sobre as ações necessárias que darão início a um futuro mais sustentável, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como Secretariado do Quadro dos 10 anos de programas sobre Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP), lançou esta semana a Global SCP Clearinghouse, uma rede de apoio e troca de informações sobre produção e consumo sustentável. Os formuladores de políticas e profissionais de todo o mundo têm desenvolvido iniciativas e ferramentas que contribuem para o consumo e a produção sustentável (SCP, na sigla em inglês) ao longo dos anos, mas a informação existente é fragmentada e ainda faltam as pontes para conectá-las às pessoas. A Clearinghouse utiliza os princípios das redes sociais para unir a comunidade global SCP e criar um centro para o conhecimento e a cooperação sobre o tema. Procura inspirar governos, setor empresarial, pesquisadores, sociedade civil e todos os profissionais da área ou outras partes interessadas a compartilhar iniciativas, notícias, ideias, melhores práticas e ferramentas para criar um banco de dados em todo o mundo, bem como uma rede de especialistas, de modo a fortalecer as parcerias através de um mercado de cooperação, grupos de trabalho e fóruns. “O consumo e a produção sustentável não é apenas consumir menos, mas também fazer mais e melhor com menos. É sobre o aumento da eficiência dos recursos, promover estilos de vida sustentáveis e contribuir para a redução da pobreza”, disse Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA. “O PNUMA pretende acelerar a transição para estilos de vida mais sustentáveis e ajudar a tornar estes estilos de vida disponíveis para as pessoas nos países em desenvolvimento”, acrescentou. A ciência mostra que o estilo de vida atual da humanidade é insustentável. A população mundial, de 7 bilhões de pessoas, precisa atualmente dos recursos de um planeta e meio para se alimentar. Se as tendências atuais de consumo continuarem, até 2050 — quando a população deverá chegar a nove bilhões — serão necessários três planetas terra. Somando-se a essas pressões, está a rápida aceleração da urbanização. Embora as cidades ocupem apenas 3% da superfície terrestre do planeta, consomem 75% dos recursos naturais, produzem 50% dos resíduos mundiais e são responsáveis por 60 a 80% das emissões dos gases de efeito estufa. A urbanização só vai continuar a distorcer as taxas desproporcionais de consumo, aponta o PNUMA. A SCP pode ajudar a população dos países em desenvolvimento através da criação de novos mercados, empregos decentes e sustentáveis — por exemplo, através de alimentos orgânicos, comércio justo, moradia sustentável, energia renovável, transporte sustentável e turismo –, bem como uma gestão mais eficiente e equitativa dos recursos naturais. Ela também oferece a possibilidade de os países em desenvolvimento obterem um salto qualitativo para tecnologias de recursos mais eficientes, ambientalmente saudáveis e competitivas, contornando as fases ineficientes e poluentes do desenvolvimento. A poucos dias do seu pré-lançamento na reunião do Conselho de Administração do PNUMA, em fevereiro deste ano, a Global SCP Clearinghouse registrou quase 800 novos membros, de mais de 500 organizações com base em cerca de 100 países diferentes. Dentre as muitas iniciativas apresentadas à Clearinghouse está, por exemplo, a Plataforma de Arroz Sustentável (SRP), coorganizado pelo PNUMA e pelo Instituto Internacional de Pesquisa do Arroz com o objetivo promover a eficiência dos recursos e fluxos comerciais sustentáveis, produção e operações de consumo e as cadeias de fornecimento no setor global de arroz — uma cultura que alimenta metade do planeta. Outra iniciativa é o Programa de Construção Sustentável, do banco público brasileiro Caixa Econômica Federal, que possui 70% do financiamento para construções de casas no mercado nacional e que, portanto, exerce grande influência na indústria de construção. O objetivo do programa é imbuir nessas indústrias práticas de construção sustentáveis, bem como a redução do impacto ambiental nos 2,6 mil escritórios no país. Os interessados são incentivados a visitar o site da global SCP Clearinghouse para saber mais sobre as iniciativas em todo o mundo, se inscrever ou se registar como um especialista ou uma pessoa capacitada na área. O desenvolvimento da Global SCP Clearinghouse foi apoiado pela Comissão Europeia, Noruega, Ministério espanhol de Negócios Estrangeiros e Cooperação,Ministério espanhol da Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente e Ministério sueco do Meio Ambiente. Fonte: ONUBR

Estudo revela que 24 milhões de toneladas de lixo tiveram destino inadequado em 2012

Em 2012, foram enviados para destinos inadequados 24 milhões de toneladas de lixo (37,5%), segundo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado na terça-feira (28). A pesquisa aponta ainda que, dos 64 milhões de toneladas de resíduos gerados ao longo do ano passado, 6,2 milhões não foram sequer coletados. O percentual de coleta apresentou, entretanto, um aumento de 1,9% em comparação a 2011, totalizando 55 milhões de toneladas em 2012. “Percebemos, nesses dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, avaliou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. O Nordeste é a região com maior percentual de resíduos levados para destinações inadequadas, como lixões. De acordo com o estudo, 65% do lixo gerado na região, um total de 25,8 mil toneladas por dia, não tiveram destinação final adequada. Apenas 77% dos resíduos produzidos no Nordeste são coletados, sendo que a região responde por 26% (51,6 mil toneladas diárias) do lixo gerado no país. A melhor cobertura de coleta foi verificada no Sudeste (96,8%), a região que melhor destina os resíduos, com 72% do lixo (pouco mais de 70 mil toneladas diárias) enviados para aterros sanitários. Apesar disso, 51% das cidades da região, o equivalente a 854 municípios, não tratam adequadamente os seus resíduos. Para o diretor da Abrelpe, faltam os investimentos necessários para avançar na coleta e destinação correta dos resíduos sólidos. “As mudanças demandadas pela PNRS [Política Nacional de Resíduos Sólidos] requerem investimentos concretos e perenidade”, ressaltou. O problema, segundo Silva Filho, é que muitas cidades não têm condições de aportar esses recursos. “A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada”, completou. (Fonte: Agência Brasil)

Novo Código Florestal fez país perder até 40% de áreas protegidas, diz ONG

A implementação do novo Código Florestal, um ano após a sua aprovação, aponta que o Brasil perdeu entre 15% e 40% de áreas previstas para conservação obrigatória, dependendo da região, mas ganhou uma legislação mais fácil de ser aplicada na prática, que permite maior preservação efetiva, mostram dados da organização não-governamental The Nature Conservancy (TNC). “O Brasil perdeu em termos de área absoluta, mas a nova lei facilita a regularização. A maior vantagem é que o código é factível do ponto de vista do produtor”, disse a representante da TNC no Brasil, Suelma Rosa. O novo Código Florestal ficou anos em debate no Congresso e foi aprovado na Câmara em 25 de maio de 2012 (lei 12.651), após uma batalha envolvendo produtores rurais, ONGs, diferentes bancadas de parlamentares e o governo federal. A lei foi alterada permitindo, entre outras coisas, que áreas de preservação permanente (APPs), que têm a função de proteger as margens de rios e nascentes, por exemplo, contem para o total de reserva legal (vegetação original) que cada propriedade é obrigada a manter. Outra mudança foi no cálculo do tamanho das APPs, variando de acordo com a largura dos rios ou lagos. “O novo código florestal abrandou as regras de recomposição das APPs e das reservas legais, principalmente para os pequenos produtores, com vistas a viabilizar a regularização do passivo que vem se formando há décadas de vigência e descumprimento da lei anterior”, lembrou Suelma. As regras mais flexíveis, no entanto, aplicam-se só para as áreas que foram abertas para plantio ou para pastagem até julho de 2008. Essas foram algumas das mudanças que fizeram com que a área de preservação obrigatória tenha caído na comparação de uma legislação com a outra. Banco de dados – A TNC conseguiu fazer o cálculo porque trabalha há oito anos ajudando produtores e autoridades em municípios de seis Estados brasileiros a mapearem e registrarem propriedades rurais, em busca de regularização. O banco de dados da ONG cobre mais de 42 milhões de hectares — quase 5% do território nacional. Em uma amostragem em três municípios de Mato Grosso do Sul, no bioma Mata Atlântica (Angélica, Ivinhema e Novo Horizonte do Sul), as perdas teóricas foram de 24 por cento de área prevista para APPs e 39% de reserva legal, na comparação entre a legislação antiga e a nova. Já numa amostra de três importantes municípios de produção agrícola de Mato Grosso (Sapezal, Campos de Júlio e Nova Ubiratã), uma região de cerrado e florestas, as perdas com a nova legislação foram de 15% nas APPs e 32% nas reservas legais. As estimativas da TNC comparam as áreas previstas em cada um dos marcos legais. Próximos desafios – O Executivo federal tem até esta segunda-feira (27) para editar a regulamentação de vários pontos previstos no novo código. O prazo vence no aniversário de um ano da lei, mas essa data cai em um sábado. A expectativa, segundo uma fonte jurídica com conhecimento direto do assunto, é que a regulamentação seja assinada na segunda-feira e publicada no “Diário Oficial da União” na terça (28). O principal ponto a ser detalhado pelo governo federal é como será feito o programa de regularização das áreas que foram degradadas. O proprietário de terras que decidir recompor as áreas desmatadas acima do permitido terá um prazo de 20 anos para replantar a vegetação ou deixá-la recuperar-se naturalmente. O primeiro desafio, no entanto, é fazer com que mais de 5,5 milhões de propriedades se inscrevam no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um novo sistema onde cada proprietário vai informar ao governo quais são e onde estão suas áreas de produção agrícola e suas áreas com vegetação natural conservada. Com base nesses dados – na prática um grande mapa das propriedades rurais brasileiras e seus recursos naturais – será feita, dentro dos próximos anos, a recuperação das áreas desmatadas irregularmente. “Com o CAR você consegue fazer o registro da informação no momento da regularização e depois consegue, por imagem de satélite, acompanhar o uso do solo naquela propriedade”, avalia Suelma. Os produtores rurais e o governo terão um ano, prorrogável por mais um ano – até 25 de maio de 2015, no prazo mais elástico – para finalizar o cadastramento. (Fonte: G1)

Chefe do ‘IPCC da biodiversidade’ faz alerta sobre declínio de espécies

Um declínio na diversidade de plantas cultivadas e em rebanhos de gado ganha ritmo, ameaçando o futuro abastecimento de alimentos para a crescente população do mundo, disse nesta segunda-feira (27) o diretor do novo painel das Nações Unidas sobre a biodiversidade, Zakri Abdul Hamid. Preservar espécies de animais e plantas negligenciadas é necessário, já que elas poderiam ter genes resistentes a doenças futuras ou a mudanças no clima para temperaturas mais quentes, secas mais severas ou chuvas mais fortes, afirmou Hamid. “A perda da biodiversidade está acontecendo mais rápido e em todos os lugares, até mesmo entre os animais de fazenda”, disse Zakri em uma conferência com 450 especialistas em Trondheim, na região central da Noruega, em seu primeiro discurso como presidente fundador do painel de biodiversidade da ONU. O “IPCC da Biodiversidade”, plataforma intergovernamental que vai quantificar os ecossistemas do planeta e articular junto a governos a implantação de políticas de conservação, foi criado em abril do ano passado. O organismo vai reunir cientistas, representantes dos países-membros da ONU e representantes de comunidades indígenas e tradicionais. A decisão ocorreu após sete anos de discussões e definiu-se o nome oficial: Plataforma Intergovernamental sobre Serviços de Ecossistemas e da Biodiversidade (IPBES, na sigla em inglês). Risco para o agronegócio – Segundo informações da Reuters, muitas raças tradicionais de vacas, ovelhas ou cabras têm caído em desuso, muitas vezes porque produzem menos carne ou leite do que novas raças. A globalização significa também que as preferências alimentares das pessoas se estreitam a menos plantas. Zakri afirmou que havia no mundo 30 mil plantas comestíveis, mas que apenas 30 culturas representavam 95% da energia na alimentação humana, que é dominada por arroz, trigo, milho, painço e sorgo. Ele disse que era “mais importante do que nunca ter um grande reservatório genético para permitir que os organismos resistam e se adaptem a novas condições”. Isso ajudaria a garantir alimento para uma população mundial que deve atingir 9 bilhões até 2050, ante 7 bilhões agora. Zakri observou que a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) estimou no ano passado que 22% das raças de gado do mundo correm risco de extinção. Isso significa que há menos de mil animais de cada raça. As extinções de alguns animais domesticados e plantas acontece em conjunto com a aceleração da perda de espécies selvagens causadas por fatores como o desmatamento, a expansão das cidades, a poluição e a mudança climática, disse ele. Irene Hoffmann, chefe da divisão de recursos genéticos animais da FAO, disse que 8% das raças de gado já estão extintas. Muitos países começaram programas de criação para espécies raras de gado, de lhamas a porcos. Alguns congelaram embriões ou mesmo células-tronco que poderiam ser utilizados em clonagens, disse ela. (Fonte: G1)

10 sentidos humanos pouco conhecidos (mas importantes)

Olfato, paladar, visão, tato e audição. Para muitos, estes são os únicos cinco sentidos que possuímos. Mas, na realidade, estudos apontam que possuímos 21. Logo, quando alguém diz ter um “sexto sentido”, não está de todo errado, embora não signifique que ela está “pressentindo” algo. Nossa ampla gama de sentidos muitas vezes é bastante surpreendente para as pessoas, até que elas percebem que eles são utilizados todos os dias, naturalmente. Muitos dos sentidos humanos que nós esquecemos são extremamente importantes para a nossa vida cotidiana. Confira: 10. Sensação de plenitude Sabe quando você sente que comeu e bebeu o suficiente e seu corpo está tentando avisá-lo sobre isso? A sensação de plenitude é um sentido separado do seu corpo, envolvendo o seu próprio conjunto de receptores sensoriais que informam quando você está satisfeito e precisa parar de comer. Fazem parte deste conjunto receptores de estiramento, que permitem que você saiba que o seu estômago está ficando cheio. O estômago envia ao cérebro certos sinais de que o alimento foi digerido, o que significa que se você comer sua comida devagar, você vai se sentir mais “cheio” do que se você comer a mesma quantidade em um curto período de tempo. Seu cérebro basicamente precisa de tempo para acompanhar o que o seu corpo está fazendo. 9. Temperatura Este pode não ser muito surpreendente, mas é importante notar que o seu senso de temperatura – do quente e do frio – não é apenas uma parte do seu sentido de tato, mas, na verdade, um sentido distinto. Nossos termorreceptores detectam o quente e o frio, entre outras coisas, que auxiliam nossos corpos a ajustar a mudança de temperatura em nosso ambiente. Os sinais de termorreceptores viajam através da medula espinhal e, finalmente, chegam ao tálamo, onde nos informam sobre o que precisamos saber: se estamos quentes e precisamos nos resfriar ou o contrário. 8. Níveis de oxigênio O objetivo dos quimiorreceptores periféricos é estar atento ao sangue em suas artérias e monitorar o nível de oxigênio, bem como a quantidade de dióxido de carbono no corpo, entre outras coisas. Ele alerta seu corpo quando os níveis de dióxido de carbono estão muito altos, permitindo assim que você expire a taxa correta. Além disso, o seu corpo tem receptores que informam sobre o quão cheios seus pulmões estão, para que seu cérebro saiba a quantidade de ar que precisa colocar para dentro do corpo. 7. Zona de disparo do quimiorreceptor emético Responsável por se comunicar com drogas ou hormônios transportados pelo corpo através da corrente sanguínea, este é o sentido que diz ao seu corpo quando algo não está bem e é necessário vomitar. Um dano nesta habilidade pode levar a incontroláveis vômitos, ou, por vezes, a uma perda completa da capacidade de vomitar. Tal dano geralmente ocorre como o resultado de um acidente vascular cerebral (derrame). 6. Senso magnético Você sabia que o seu corpo pode, potencialmente, descobrir a direção, com base em seu sentido de campos magnéticos da Terra? Embora ainda haja algum debate a respeito de como somos capazes de usar este senso corretamente, seria, obviamente, bastante útil para fins de navegação, se formos capazes de aproveitá-lo. Algumas pessoas parecem ter um senso de direção mais aguçado, como se o nível que receptores magnéticos fosse mais avançado. Estas pessoas localizam-se a norte ou sul instantaneamente, sem a necessidade do uso de bússola. Este sentimento é mais comum e mais pronunciado entre outros animais, como abelhas, pássaros e até vacas. 5. Senso vestibular É mais comumente conhecido como “senso de equilíbrio”. É regulado pelo seu ouvido interno, que é a parte do sistema envolvido na audição, e considerado uma sensação completamente separada. Comumente, este senso pode ser impedido de funcionar se o corpo tiver ingerido uma grande quantidade de álcool. 4. Coceira Embora possa parecer mais um incômodo do que uma ferramenta útil, uma coceira não deixa de ser importante, pois envia uma mensagem para o seu corpo de que algo não está totalmente certo com alguma parte de sua pele. Às vezes, pode ser apenas o fato de estar seca ou pode haver insetos microscópicos à espreita em seus folículos pilosos, que precisam ser removidos através da coceira. Uma coceira é, basicamente, um sinal do seu corpo para seu cérebro de que você precisa dar uma olhada na área afetada, e descobrir o que está acontecendo. 3. Nocicepção Nocicepção é o sentido que permite que você sinta dor. Alguns sugerem que ela deve ser considerada em conjunto com o tato – mas os dois muitas vezes são combinados, e a dor ainda é uma sensação completamente diferente. Não só isso, mas alguns pesquisadores acreditam que a dor deve ser dividida cientificamente em três sentidos distintos, cada um relacionado a um tipo diferente de dor: dor localizada na pele, dor envolvendo os ossos, e dor sentida nos próprios órgãos. 2. Passagem de tempo A maioria de nós tem uma boa percepção do tempo, e as pessoas mais jovens são especialmente precisas nisso. Parte deste sentido é governado pelo núcleo supraquiasmático, o qual controla os ritmos circadianos. Embora a nossa capacidade de perceber a passagem do tempo seja muito útil, algumas vezes nos enganamos, como ocorre como todos os sentidos. Não houve um dia em que você sentiu que o tempo passou mais devagar ou mais rápido do que ele realmente é? 1. Propriocepção A propriocepção é essencialmente o sentido de localização corporal, de saber onde seus braços e pernas estão em relação ao resto do seu corpo. Isto é o que a polícia faz em testes de sobriedade, pedindo para você tentar fazer coisas como tocar o nariz com o dedo. Não são raros os casos, ainda em grande parte um mistério para os médicos, em que as pessoas perdem o seu sentido de propriocepção. Se isso acontecer, as mais simples e comuns tarefas, como abrir uma porta, pegar um copo ou usar um lápis tornam-se muito difíceis. Essas pessoas têm que observar cuidadosamente cada movimento de seus membros, a fim de usá-los com sucesso.[ListVerse]

Vacina contra dengue pode chegar ao mercado em 2015

Há uma boa e uma má notícia sobre a dengue. Primeiro a má: o número de casos de contaminação no Brasil é preocupante. No ritmo atual, o ano de 2013 deve superar 2010, considerado o pior da história em notificações. Agora a boa notícia: a vacina contra a doença pode chegar ao mercado em 2015. De 1º de janeiro até 20 de abril, a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti atingiu 799.661 pessoas no Brasil. O pico da transmissão da dengue ocorreu na primeira semana de março, quando foram registrados 84.122 casos da doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a dengue afeta entre 50 e 100 milhões de pessoas a cada ano, em mais de 100 países. Por enquanto, não existem medicamentos disponíveis para prevenir ou tratar a doença. O que se faz hoje é reprimir a proliferação do mosquito e, em caso de contaminação, tratar os sintomas. Mas o aumento considerável no número de casos demonstra que isso não é o suficiente. “Apesar dos esforços atuais de controle da dengue, com base principalmente no controle do vetor e manejo de casos, a carga e os custos da doença continuam a ser consideráveis. O controle do vetor vai continuar a ser uma parte importante do controle da dengue, mas é claro que uma vacina também é necessária”, explica Ciro de Quadros, vice-presidente executivo do Instituto de Vacinas Albert Sabin, em Washington, DC. Desafio – Embora existam muitas fórmulas candidatas, em vários estágios de desenvolvimento, a complexidade da infecção pelo vírus da dengue tem sido um desafio para as pesquisas da vacina. Um dos entraves é conseguir uma vacina que forneça proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (1 a 4). Além disso, outra dificuldade encontrada é a falta de conhecimento de como a doença se comporta e da maneira que o vírus interage com o organismo humano. “Há também uma falta de modelos animais de laboratório disponíveis para testar as respostas imunitárias às vacinas potenciais, bem como resolver questões sobre os imuno-correlatos de proteção”, acrescenta Quadros. Promessa de vacina – Dentre todas as soluções em desenvolvimento atualmente, a vacina criada pelo grupo farmacêutico Sanofi Pasteur, divisão de vacinas da Sanofi, da França, parece ser uma das mais promissoras, do ponto de vista clínico e industrial. O grupo trabalha há mais de 20 anos no desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue. Em 2015, o resultado desse trabalho pode chegar ao mercado. O laboratório publicou, em setembro do ano passado, os resultados do primeiro estudo de eficácia realizado no mundo. Esse estudo clínico envolveu 4.002 crianças entre 4 e 11 anos de idade, na Tailândia, em parceria com a Universidade Mahidol e o Ministério da Saúde da Tailândia, no distrito de Muang, na província de Ratchaburi. Apesar de bem-sucedido, o estudo indicou que ainda há desafios a serem superados. “Os resultados demonstraram que a vacina candidata da Sanofi Pasteur contra a dengue é capaz de oferecer proteção contra três tipos de vírus da dengue (vírus tipo 1, vírus tipo 3 e vírus tipo 4). Não foi confirmada proteção contra o vírus tipo 2 no contexto epidemiológico específico da Tailândia”, argumenta Pedro Garbes, diretor regional de Desenvolvimento Clínico na América Latina da Sanofi Pasteur. A vacina candidata da Sanofi Pasteur já foi avaliada em estudos clínicos (Fase I, II) em adultos e crianças nos EUA, na Ásia e na América Latina. No momento, está em andamento na Ásia e na América Latina, com mais de 31 mil voluntários, a terceira e última fase de testes, chamada de Estudos de Fase III, a última etapa do desenvolvimento clínico de uma vacina. “Esses estudos serão importantes para evidenciar a eficácia da vacina candidata contra a dengue em uma população mais ampla e em diferentes ambientes epidemiológicos”, ressalta Garbes. O Brasil está incluído nessa etapa do estudo. Cinco capitais brasileiras – Campo Grande, Fortaleza, Goiânia, Natal e Vitória – estão participando dos testes, que começaram no país em agosto de 2011 e envolvem cerca de 3,5 mil participantes, entre crianças e adolescentes de 9 a 16 anos. Os resultados da Fase III estão previstos para o final de 2014. “Esperamos ter as condições necessárias para antecipar um primeiro lançamento em 2015, contudo a Sanofi Pasteur não pode prever quais serão os países que irão lançá-la primeiro, pois a decisão será tomada pela autoridade regulatória de cada país”, justifica o diretor regional da Sanofi Pasteur. A vacina do laboratório Sanofi Pasteur usa o vírus vivo da dengue atenuado, preparando o sistema imunológico, sem causar a doença. “A atenuação é obtida pelo uso da tecnologia do DNA recombinante. As propriedades imunogênicas de cada um dos quatro sorotipos da dengue são combinadas com o perfil atenuado bem caracterizado da cepa da vacina YF-17D (usada para a vacina contra a febre amarela)”, explica Garbes. A vacina é aplicada em 3 doses, com intervalo de seis meses entre elas. “A vacina é bem tolerada, com perfil de segurança semelhante depois de cada uma das doses”, ressalta Garbes. Outros estudos – Além da Safoni Pasteur, outras instituições estão trabalhando na busca de uma vacina contra a dengue. Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), dos EUA, desenvolveram uma vacina viva atenuada que foi licenciada a quatro fabricantes de países em desenvolvimento. De acordo com Quadros, o mais avançado desses licenciados é o Instituto Butantan, em São Paulo, cuja vacina está entrando em Fase II de ensaios clínicos. Conforme informações de sua assessoria de imprensa, o Instituto Butantan aguarda atualmente aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os ensaios clínicos em humanos. Mesmo que essa fase comece logo, o processo é longo, e não há estimativa de quando a vacina estará disponível à população. O Instituto Butantan aguarda aprovação da Anvisa para iniciar os ensaios clínicos em humanos Enquanto isso, a empresa Inviragen conta com uma vacina viva atenuada, que recentemente entrou em Fase II dos ensaios clínicos em Porto Rico, Colômbia, Cingapura e Tailândia. Já a Merck está trabalhando em uma vacina de subunidade, que está em fase I de ensaios, e a GlaxoSmithKline tem a vacina inativada purificada, originalmente desenvolvida pelo Walter Reed Army Institute of Research dos EUA, em estudos pré-clínicos. Com a formulação de uma vacina eficaz cada vez mais próxima, é hora de preparar os países para sua adoção. Trata-se de uma das funções da Iniciativa para a Vacina contra a Dengue (Dengue Vaccine Initiative – DVI), que inclui a Organização Mundial da Saúde, a Universidade de Johns Hopkins e o Instituto Internacional de Vacinas. “A DVI visa a estabelecer as bases para a introdução da vacina da dengue em áreas endêmicas, de modo que, uma vez licenciada, a vacina será rapidamente adotada”, explica Quadros, do Instituto Sabin, que faz parte da DVI. (Fonte: Terra)

domingo, 26 de maio de 2013

Google Street View mapeia Ilhas Galápagos e sua biodiversidade

Uma equipe do Google foi até as Ilhas Galápagos, no Equador, com objetivo de captar imagens da biodiversidade local e colocar no serviço Street View. Tartarugas-gigantes, tubarões-martelo, pássaros multicoloridos e o terreno acidentado das ilhas poderão ser visualizados por todos, de qualquer parte do mundo, a partir de computadores, tablets ou smartphones. Alpinistas portando mochilas com equipamentos fotográficos e mergulhadores com câmeras subaquáticas, que capturavam imagens em 360º, podiam ser vistos pela região. Neste momento, segundo a agência de notícias Associated Press, o Google processa e edita as imagens para colocá-las no Street View este ano. De acordo com o texto, cientistas estão colaborando com a empresa na busca de novas espécies, com objetivo de atualizar as imagens do serviço a cada ano. “Esperamos que todas as crianças em escolas do mundo possam ver essas imagens e tentar descrever o que há nelas, mesmo as pequenas criaturas, como os insetos”, disse Daniel Orellana, pesquisador da Fundação Charles Darwin. Orellana e outros cientistas supervisionaram os exploradores em áreas isoladas, cujo acesso é proibido aos turistas e raramente têm permissão concedida para visitação. Regiões das ilhas que costumeiramente recebem visitantes também foram monitoradas, com o objetivo de analisar o impacto humano no meio ambiente. Em 2011, equipes do Google também estiveram na Amazônia brasileira, no intuito de registrar a biodiversidade local. Trechos do Rio Negro e comunidades próximas, no estado do Amazonas, foram fotografadas para o serviço Street View. As imagens do Rio Negro foram capturadas por barcos acoplados a um triciclo com câmeras. Esse veículo também foi usado em terra para mapear as comunidades da região, em vez do carro que normalmente faz as fotografias nas cidades, mas que não poderia circular pela floresta. (Fonte: G1)

Fernando de Noronha quer energia 100% limpa até 2015

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou nesta semana a meta de fornecer energia 100% renovável a Fernando de Noronha até 2015. O objetivo foi divulgado durante comunicado a respeito da instalação de uma nova usina de energia solar no arquipélago. O novo empreendimento, que está sendo construído em terreno do Comando da Aeronáutica, próximo ao aeroporto do arquipélago, promete produzir 777 MWt/ano – o que equivale a, aproximadamente, 6% do consumo de energia de Noronha. A usina está prevista para começar a funcionar até o final de 2013. O arquipélago já possui duas usinas em funcionamento: uma eólica e outra solar. Segundo o governador Campos, o Estado de Pernambuco estuda propostas interessantes para a produção de eletricidade a partir do lixo e, também, das correntes marítimas. (Fonte: Planeta Sustentável)

Céticos do clima são menos de 1% da comunidade científica, diz estudo

Um estudo divulgado nesta semana com base na análise de publicações científicas das últimas duas décadas mostrou que 99% dos artigos apontam a ação humana como a causa das mudanças climáticas – um consenso frente aos chamados céticos do clima, que atribuem o aquecimento global a fatores exclusivamente naturais. A análise é assinada por John Cook, estudante de pós-doutorado em astrofísica da Universidade de Queensland, na Austrália, e foi publicada no jornal científico Environmental Research Letters. Ele avaliou o abstract, o resumo do conteúdo, de 11.944 artigos científicos sobre aquecimento global e mudanças climáticas publicados entre 1991 e 2011. A avaliação de todo esse volume de material, disponível no banco de dados científico Web of Knowledge, revelou que 66,4% das publicações posicionaram-se em concordância a corrente do aquecimento global antropogênico, ou seja, causado pelo homem. Outros 32,6% dos artigos pesquisados endossavam essa posição. Cook encontrou apenas 0,7% das publicações negando a participação humana no aquecimento global e 0,3% expressando incerteza quanto às reais causas das mudanças climáticas. Uma pesquisa semelhante, porém com uma amostragem menor, já havia sido publicada por cientistas da Universidade de Standford em 2010. Na verificação de 1.372 publicações, entre 98% e 99% dos pesquisadores apontavam a participação humana nas mudanças climáticas. Para meteorologista, “negacionistas” – Os números deixam claro como as publicações céticas quanto ao papel do homem nas mudanças climáticas são minoria. Pesquisadores desta linha – alguns de universidades renomadas– argumentam que as medições que apontam o aquecimento não seriam precisas, que a terra já foi mais quente do que é hoje em um passado recente ou ainda que o sol teria uma influência muito maior nas mudanças climáticas do que os gases do efeito estufa. Para o coordenador geral da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas e Globais (Rede Clima), Paulo Nobre, os pesquisadores que discordam da participação do homem não deveriam ser chamados de céticos, e sim de “negacionistas”. “Ceticismo é um pilar da ciência. É formular uma hipótese e ser cético com relação a ela para buscar respostas”, compara. Segundo ele, diante das evidências científicas existentes, não há como negar a participação humana no processo de aquecimento global: “Há 20 anos até poderia haver espaço para o ceticismo, mas hoje não existe mais.” A interpretação equivocada de dados de variabilidade climática são, na opinião do meteorologista, uma das bases para a negação da responsabilidade humana. Na Rede Clima, que busca prover substrato científico para embasar programas governamentais, por exemplo, a parcela humana no processo de mudanças é levada em conta. Os dados levantados buscam entender exatamente a dimensão humana dessas alterações e as formas de adaptação que permitam garantir a segurança energética, hídrica e alimentar do país. “É um processo em curso e precisamos propor formas de adaptação e mitigação”, resume Nobre. O artigo publicado por Cook rompeu as fronteiras da comunidade científica e virou notícia em populares blogs de ciência e na imprensa internacional. A repercussão reflete outra face do trabalho do pesquisador australiano. Além do pós-doutorado no Instituto de Mudanças Globais da Universidade de Queensland, o cientista mantém o blog científico Skeptical Science. No site, ele e outros colaboradores contrapõem os argumentos usados para negar a interferência humana nas mudanças climáticas em uma linguagem simples e mais acessível para quem está fora do circuito acadêmico. (Fonte: Terra)

Encontrada mulher que vê 99 milhões de cores a mais do que nós. Faça o teste e descubra se também é um tetracromata

Um ser humano normal, sem nada que o distingua, pode perceber um milhão de cores diferentes. Conseguimos perceber tantas cores devido à nossa retina possuir células chamadas cones, de três tipos, cada uma excitada por um comprimento de onda diferente. Quando abrimos os olhos, os sinais luminosos atingem estes cones, que os transformam em sinais eletroquímicos, que por sua vez são enviados ao cérebro. O cérebro combina estes sinais para produzir a sensação que chamamos de cor. A visão pode ser um processo complexo, mas o cálculo das cores é simples: cada cone confere a capacidade de perceber cerca de uma centena de tons, então o número total de combinações é de pelo menos 100³, ou um milhão. Se eliminarmos um tipo de cone, ou seja, passar de tricromata para dicromata, o número de combinações cai por um fator de 100, para meros 10.000. Quase todos os mamíferos, incluindo os cães e macacos do Novo Mundo, são dicromatas. A riqueza de cores que vemos é rivalizada apenas pelos pássaros e alguns insetos, capazes de perceber parte da região ultravioleta do espectro. A partir do momento que o mecanismo da percepção das cores foi desvendado, os pesquisadores passaram a suspeitar que entre nós haviam pessoas com quatro tipos de cones diferentes, capazes de ver uma gama de cores invisível para nós. Teoricamente, um tetracromata poderia ver cem milhões de cores. E como a percepção das cores é uma experiência pessoal, eles não teriam forma de ver além do que consideramos os limites da visão. Caçando tetracromatas Ao longo de duas décadas, a neurocientista da Universidade de Newcastle, Gabriele Jordan, e colegas de pesquisa têm procurado pessoas que tem esta capacidade de super-visão. Dois anos atrás, Jordan finalmente encontrou uma – uma médica vivendo no norte da Inglaterra, conhecida somente como “cDa29″ na literatura científica, é a primeira tetracromata conhecida da ciência. E certamente não será a última. A primeira pista para a existência de tetracromatas surgiu em um trabalho sobre alguns homens daltônicos, feito pelo cientista holandês H. L. de Vries, em 1948. De Vries resolveu testar também as filhas de um dos daltônicos e descobriu que elas podiam detectar uma gama maior de tons de vermelho que a média das pessoas. Isto levou à descoberta de que, quando daltônicos tinham dois cones normais e um cone mutante, a mãe e as filhas tinham um cone mutante e três cones normais, ou seja, quatro cones. O gene associado ao desenvolvimento dos cones está no cromossomo X, por isto um homem com esta alteração é dicromata – ele só tem um cromossomo X, e vai manifestar qualquer mutação nos genes passados pela sua mãe -, enquanto a mulher pode ser afetada (podendo ou não apresentar o tetracromatismo) ou apenas ser portadora do gene. A Dra. Jordan se interessou sobre tetracromatismo e concluiu que, tanto quanto o daltonismo é comum, o tetracromatismo também deve ser, com cerca de 12% das mulheres sendo tetracromatas. A primeira tentativa para encontrar estas mulheres foi selecionar mães de daltônicos que têm um cone mutante e testá-las, mas nenhuma demonstrou perceber mais tons de vermelho que a média das pessoas, o que os levou a concluir que o cone mutante estava inativo nestas mulheres. Em 2007, a Dra. Jordan desenvolveu métodos mais poderosos para identificar mulheres com visão tetracromática, testando 25 mulheres, todas com um quarto cone. Uma delas, identificada como “cDa29″, respondeu corretamente as perguntas que visavam identificar o fênomeno – depois de 20 anos de pesquisas, um tetracromata verdadeiro foi encontrado. Potencial perdido A estimativa da Dra. Jordan leva a um mistério: se tetracromatas são tão comuns quanto daltônicos, por que conhecemos daltônicos, mas não conhecemos tetracromatas? O pesquisador de visão Jay Neitz, da Universidade de Washington (EUA), acredita que todas as mulheres com quatro cones têm potencial para visão tetracromática, mas precisam desenvolver ou despertar esta capacidade. “A maior parte das coisas que vemos coloridas são feitas por pessoas que estão tentando criar cores que funcionam para tricromatas. Talvez nosso mundo inteiro esteja sintonizado com o mundo dos tricromatas”, opina. Talvez nosso mundo não tenha tons de cores suficientes para o tetracromatismo ser de algum proveito. Neste caso, os tetracromatas poderiam desenvolver a capacidade se visitassem um laboratório periodicamente, para fazer testes e treinar a percepção. E como um tetracromata vê o mundo? A mulher “cDa29″ não conseguiu comunicar sua experiência para os pesquisadores, da mesma forma que é impossível descrever a experiência do vermelho para uma pessoa dicromata. E você, está curioso para saber se é tetracromata? Veja a figura abaixo. Se você conseguir ver letras no centro de algum destes círculos, provavelmente você é um tetracromata.[Digital Journal, Discover Magazine, Ojo Cientifico, Colour Lovers]

Quase desconhecido, bocavírus humano é prevalente em amígdalas de crianças

Um vírus provavelmente muito antigo na espécie humana, mas descoberto apenas em 2005, tem chamado a atenção de um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). O bocavírus humano, um parente distante do vírus causador da parvovirose canina, foi encontrado em cerca de 5% das mais de mil amostras colhidas de crianças internadas ou admitidas no Pronto Socorro da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. O número se assemelha aos obtidos em outros locais do mundo, incluindo a Suécia, onde o vírus foi descoberto em um estudo de metagenômica que investigou amostras respiratórias de pessoas com infecções respiratórias com resultados laboratoriais negativos para vírus convencionais. "O bocavírus humano é da família de um vírus humano já conhecido, o parvovírus B-19, e do bocavírus canino, que causa a parvovirose canina. Nunca antes de 2005 havia sido detectado um bocavírus humano", disse o professor Eurico de Arruda Neto. Em geral, o bocavírus causa infecção respiratória branda, mas pode também provocar bronquiolite em crianças muito pequenas. "Aproximadamente um quarto das crianças com bocavírus está de fato na fase aguda de infecção por esse agente. As outras provavelmente o têm de forma persistente, consequência de infecções passadas", disse. Os pesquisadores também verificaram que o bocavírus quase nunca está sozinho, e há uma taxa "altíssima" de coinfecções. "Achamos vários vírus nessas amostras, não somente um ou dois, mas muitas vezes quatro ou cinco agentes diferentes. Estamos investigando muito intensamente no laboratório qual a importância dessas coinfecções", disse Arruda Neto. Se apenas um quarto dos 5% das crianças com o vírus apresentou infecção aguda, a porcentagem de infectados aumentou quando foram feitas análises do tecido de amígdalas e adenoides retiradas de crianças por motivos de hipertrofia amigdaliana. Nesses casos, o número de infectados pelo bocavírus ultrapassou a metade das amostras, intrigando os pesquisadores. "O que eles [os bocavírus] estão fazendo em amígdalas e adenoides? A criança não tem sintoma de infecção aguda, não está espirrando, não está tossindo. O tecido foi removido porque estava hipertrofiado. E aí encontramos o vírus no interior daquele tecido da amígdala", afirmou Arruda Neto. "O que isso significa? A presença do vírus é benéfica ou maléfica? Está relacionada à hipertrofia das amígdalas apresentada por tantas crianças? Ainda não temos respostas a essas questões," disse o pesquisador, adiantando porém que este assunto já está sendo investigado em outro projeto da equipe. Agência Fapesp