Páginas

sexta-feira, 29 de março de 2013

Planta medicinal produz pomada que cura o HPV

Barbatimão contra HPV Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) acabam de desenvolver uma pomada para a cura das verrugas genitais, um dos sintomas mais desconfortáveis do HPV, o papiloma vírus humano. A pomada curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença, em um teste clínico realizado no Hospital Universitário da UFAL. O novo medicamento foi desenvolvido utilizando o extrato de uma planta medicinal bem conhecida da flora brasileira - o barbatimão. Segundo o professor Luiz Carlos Caetano, foi na Zona da Mata de Alagoas onde os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV. "A pomada feita com o extrato das cascas do barbatimão mais comum na nossa região deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. Suas cascas têm coloração mais avermelhada do que as da plantas encontradas na região Sudeste, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos", explicou Caetano. "Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizadas pela população como agente cicatrizante e anti-inflamatório", acrescentou. Cura das verrugas do HPV Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus humano foram acompanhados no Hospital Universitário. Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia. A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem. "Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo", explicou o professor Manoel Álvaro, membro da equipe. O barbatimão é também a base de um medicamento contra o veneno da cobra surucucu. Informações da UFAL BARBATIMÃO Resumo Barbatimão: planta medicinal utilizada há muito tempo pelos indígenas, é encontrada no cerrado brasileiro. Tem ação anti--séptica, cicatrizante, antibacteriana e antifúngica. Nomes Nomes em português: Barbatimão, Iba-timão, barba-de-timão, Uabatimô, casca da virgindade, yba timo (indígena). Nome latim: Stryphnodendron adstringens(Mart.) Coville , Stryphnodendron barbatimam Família Leguminosae-Mimosoidae Constituintes do barbatimão Taninos (ácido gálico, elágico, flobafeno), prodelfinidinas( precursores dos taninos condensados ),galocatequina, epigalocatequina, goma, matéria corante, sacarose e dextrose. Partes utilizadas Casca Propriedades do barbatimão Anti-séptico, cicatrizante, antibacteriano, antifúngico, tripanocida (ainda não comprovado em humanos). Indicações do barbatimão Para uso interno (infusão,chá) - Gastrite, úlcera e dor de garganta. Para uso externo (gargarejo,pulverização do pó, banhos de infusão) - Tratamento de feridas - Hemorróida - Gonorréia - Gengivites - Leucorréia, candidíase, infecções vaginais. Efeitos secundários A ingestão de infusões e extratos de barbatimão em alta dosagem e por um longo período podem levar a irritação gástrica. Contra-indicações Não há registro na literatura de contra-indicação para o uso da casca de barbatimão. Já as vagens e sementes são contra-indicadas para gestantes. Estudo feito com animais mostrou que a ingestão de extrato da semente de barbatimão prejudica a gestação. Interações Desconhecidas Toxicidade Estudo feito com animais mostrou que a administração de extrato de barbatimão em um período prolongado, produz efeitos tóxicos, como diminuição da massa corpórea, involução do timo, aumento da glicose plasmática e aspartato aminotransferase. Preparações à base de barbatimão - Pó, chá, tintura, creme, sabonete íntimo e sabonete convencional. Onde cresce o barbatimão? A árvore do cerrado brasileiro, ocorre do sul do Pará até São Paulo e Mato Grosso do Sul. Observações Além de ser usado para fins medicinais, o barbatimão é muito usado na construção civil, os taninos retirados da casca são empregados no curtume de couros e no artesanato, e das cinzas da madeira é extraído a decoada, que substitui a soda castiça na fabricação de sabão. http://www.criasaude.com.br

4 comentários:

Flávio Paiva disse...

Boa noite, Adorei esse novo avanço de pesquisa e descoberta de novos medicamentos naturais contra HPV. Onde posso encontrar essa pomada? meu email flapalex@hotmail.com

abraços,

Flávio Paiva

Meio Ambiente e Saúde disse...

Esta pomada esta sendo patenteada ainda, acho que não chegou no Brasil, pesquise nas farmácias posso estar enganado, um grande abraço!

Meio Ambiente e Saúde disse...

Complemento da para sua resposta Flavio Paiva

Mecanismo de ação
Para combater as verrugas, a nova pomada faz uso do próprio sistema de defesa do barbatimão. Segundo Caetano, a casca do tronco da árvore é rico em taninos, um conjunto de substâncias que protegem a planta do ataque de herbívoros e de microrganismos causadores de doença. No caso das verrugas, os taninos causam a desidratação e morte do tecido sem atingir as células saudáveis.

Além da regressão das verrugas, a pomada é capaz de alterar a estrutura de proteínas do HPV, eliminando parte da carga viral. No entanto, ainda não é possível associar o medicamento à cura do HPV
Além da regressão das verrugas, a pomada de barbatimão é capaz de alterar a estrutura de proteínas do HPV, eliminando grande parte da carga viral. No entanto, ainda não é possível associar o medicamento à cura do HPV. Sexualmente transmissível, o vírus tem mais de 200 tipos e alguns causam manifestações mais graves do que as verrugas, como cânceres de colo de útero, pênis e ânus.

Agora, a equipe irá avaliar a atuação da pomada de barbatimão contra um dos cânceres causados pelo HPV. “Tratamos uma paciente com câncer de colo de útero grau 2 e a doença foi reduzida para grau 1”, diz Caetano.

Além disso, indústrias farmacêuticas interessadas em produzir e comercializar a pomada entraram em contato com a equipe. “Estamos tentando conseguir a patente do medicamento, o que pode levar de três a quatro anos”, completa.

Carina disse...

Flávio vc procurou se já há essa pomada disponível em farmacias?