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domingo, 16 de setembro de 2012

Vaca estéril é clonada para impedir extinção da raça em SC

Pesquisadores do Laboratório de Reprodução Animal da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) clonaram uma vaca da raça Flamenga a partir de células da orelha de uma vaca estéril de 20 anos. A bezerra Brisa Serrana, que nasceu de cesariana nesta semana, em Lages, na Região Serrana do Estado, é fértil, principal objetivo do trabalho. A raça Flamenga está em extinção no Brasil. O rebanho catarinense tem apenas 50 animais e está enfraquecido pelo cruzamento entre animais com parentesco próximo. A clonagem foi a solução para fortalecer a espécie. O professor Alceu Mezzalira, 56, coordenador do laboratório, disse que “como os animais aqui existentes são geneticamente parecidos, eles poderiam gerar animais com algumas patologias. A vantagem de Brisa é que ela não possui parentes, portanto teremos a possibilidade de obter animais saudáveis para reprodução”. O animal que doou a célula para clonagem foi a vaca Tina. Ela nasceu estéril, vítima da patologia Free Martin. Isto ocorre quando a fêmea sofre ação de hormônios masculinos e não desenvolve órgãos sexuais. A célula escolhida veio de uma raspagem na orelha da vaca. Depois do processamento, a célula foi implantada numa segunda vaca. No mesmo experimento, 32 vacas foram fecundadas do mesmo jeito. Apenas três gestações vingaram. Em agosto do ano passado nasceu Primavera, mas tinha anomalias cardíacas e pulmonares. Morreu poucas horas depois de nascer. Há 10 dias outra vaca hospedeira manteve uma gestação até o final, mas o bezerro nasceu morto. Segundo Mezzalira, “com cada experiência aprendemos um pouco”. O clone surgiu de uma parceria entre a UDESC e a estatal Epagri. (Fonte: Renan Antunes de Oliveira/UOL)

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