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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ilha de plástico no Pacífico é maior que os EUA

É verdade que existe uma mancha gigante de lixo plástico no oceano?Uma não, duas. Elas ficam no meio do oceano Pacífico e, juntas, têm o dobro do tamanho dos Estados Unidos! Por Sonaira San Pedro / Dominique Nesses depósitos de lixo flutuante já foram encontrados os mais bizarros resíduos, de cones de trânsito a brinquedos, tênis e malas de viagem. Metade dessa sujeirada toda é lançada no mar por navios e plataformas de petróleo. A outra parte deságua nos oceanos trazida por rios espalhados pelo mundo. O pior é que o desastre ecológico só aumenta: o volume de plástico no Pacífico mais que triplicou nos últimos dez anos. "O isolamento poderia fazer desse lugar um paraíso para os animais. Mas eles rondam a linha do lixo e só têm plástico para comer. Já encontramos todo tipo de objeto no estômago dos bichos", diz o pesquisador Charles Moore, da Algalita Marine Research Foundation, entidade americana que trabalha na proteção da vida marinha. : -O CORRENTE CONTÍNUA Pacífico tem "redemoinhos que prendem lixo de todos os oceanos Correntes marítimas como a Círculo Polar Antártica ligam os três oceanos da Terra. Assim, grande parte dos resíduos do Atlântico e do Índico acaba se dirigindo para o Pacífico, mesmo que leve décadas percorrendo os mares do mundo. Em algumas regiões do oceano Pacífico, as correntes marítimas se movimentam em círculos, formando enormes "redemoinhos". O lixo que entra nessas áreas, após vagar pelos oceanos de todo o planeta, fica preso nas correntes, formando as duas manchas gigantes de plástico. O pior é que o lixo boiando na superfície é só uma pequena parte da sujeira. Com o passar dos anos, pedaços menores de plástico se diluem, formando uma espécie de sopa nojenta. Resultado: as manchas têm camadas com até 10 m de profundidade de lixo. EFEITOS COLATERAIS Lixo das manchas detona dieta dos animais CARDÁPIO IMPRÓPRIO Pesquisadores já encontraram tartarugas que comeram isqueiros, peixes engasgados com linhas de pesca e pássaros marinhos mortos com o estômago lotado de plástico ingerido na região das manchas. ALTERAÇÃO HORMONAL O lixo forma resíduos tóxicos que confundem os receptores hormonais de alguns animais. Há espécies que tiveram queda na produção de esperma e nascimento de mais fêmeas. INTOXICAÇÃO À MESA Ao comer peixes que passaram por essas regiões, o ser humano ingere também os produtos tóxicos absorvidos pelos animais. SOLUÇÃO DIFÍCIL Problema maior é eliminar "sopa plástica" abaixo da superfície Pesquisadores ainda quebram a cabeça para encontrar um jeito de se livrar desse lixo. Apesar de trabalhoso, retirar os resíduos da superfície seria a parte mais fácil. O problema é o que está abaixo dessa camada. Como o plástico se quebra em pedaços quase microscópicos, remover essa "sopa plástica" significaria tirar também a água do mar com micro-organismos vivos, o que causaria um impacto ambiental ainda maior. Uma possível saída seria criar uma substância que fizesse uma faxina na região. Grandes navios soltariam milhões de litros de um solvente especial. Essa substância teria que ser biodegradável e atóxica, para não interferir na vida marinha local. O solvente quebraria as moléculas dos microscópicos pedaços de plástico, transformando os em partículas inofensivas para a natureza, como átomos de carbono. Mas há um problema: o excesso de átomos de carbono poderia alterar a vida marinha - até mesmo provocando mais mutações em algumas espécies. Fonte: Teorias e Verdades / Mundo Estranho.

Casa é construída com R$ 18 mil reais em apenas seis semanas

Ah! A casa própria. Esse tema já foi explorado antes, aqui mesmo, no Jardim do Mundo. Passando de carroças e motorhomes (nossas favoritas, como bons nômades que somos) até casas de palha e barro, de fundações básicas até grandes sucessos da engenharia sustentável, frutos da mais fina inspiração humana, um misto futebolístico de técnica e beleza, a sintetização da capacidade da natureza, de nos prover tanto em criatividade como em material, a casa própria pode e deve ser pensada para favorecer a habitabilidade sustentável, alcançada com observações acerca da exposição aos ventos e a luz solar até aos materiais a serem utilizados, como tintas ecológicas, materiais de longa duração e, é claro, sem gastos absurdos ou desnecessários. E nosso desejo vai além de nosso próprio jardim e se estende a quem mais puder pegar no ar, e os exemplos estão espalhados pelo globo, do Brasil a Tailândia, conheça um deles : Steve Areen, além de ex-comissário de bordo, é um fotógrafo e músico que já viajou praticamente o mundo todo. Ele teve a oportunidade de construir uma pequena casa em uma fazenda de mangas, propriedade de um amigo, na Tailândia. E realizou o projeto em apenas seis semanas, gastando pouco mais de US$ 8 mil dólares (R$ 18 mil reais). Steve construiu uma pequena cúpula, utilizando tijolos de concreto local e com ajuda de apenas dois ajudantes. Depois, adicionou detalhes pessoais como portas, prateleiras, um lago e um mirante, que foram construídos utilizando material conseguido com a vizinhança. Apesar de ser abastecida por fontes convencionais de eletricidade e água, a casa é naturalmente aquecida e iluminada por grades janelas e o quarto tem um telhado verde. Já o banheiro, parece um pátio grego, com plantas e água corrente. Agora, Steve quer construir uma casa semelhante nos Estados Unidos, usando material sustentável. O desafio maior é conseguir manter o preço baixo e a velocidade da obra, pois as leis americanas para construção são mais severas. VEJA O VIDEO http://youtu.be/02NtjypMHwk Fonte: JARDIM DO MUNDO.

Quem paga o pato do desequilíbrio ambiental?

Já está circulando a revista ECO 21 de janeiro de 2014. Uma das principais publicações sobre meio ambiente e sustentabilidade no Brasil, a ECO 21 traz excelentes textos. Veja abaixo o editorial e o índice da edição. Editorial A gigantesca mancha de algas mortas que se espalhou por 800 km ao longo da costa do Brasil, desde o Rio de Janeiro até Santa Catarina, é mais um sinal das graves mudanças que estão acontecendo na biosfera. A campanha de negação da responsabilidade antrópica pelas mudanças climáticas, liderada por cientistas simpaticamente denominados “céticos”, é organizada nos EUA por poderosas empresas ligadas ao mundo do petróleo, minério, energia atômica e parte do setor financeiro baseado em Wall Street, assim como também por políticos conservadores vinculados ao ultradireitista Tea Party. Eles se empenham, há mais de uma década, em financiar relatórios e artigos pseudocientíficos questionando os relatórios do IPCC. Segundo o The Guardian estes grupos, liderados principalmente pelas Fundações Koch e ExxonMobil, gastam mais de US$ 1 bilhão por ano para negar as conclusões de climatólogos e cientistas do mundo inteiro. O sociólogo Robert Brulle, um especialista no que ele denomina de “contramovimento sobre as mudanças climáticas”, identificou 91 organizações que atuam sistemática e publicamente na disseminação do ceticismo sobre as alterações do clima, inclusive impedindo ações políticas que as combatam. Os irmãos Charles e David Koch foram os principais articuladores do fracasso da COP-18 da UNFCCC, em Doha, e controlaram a COP-19 realizada em Varsóvia no final do ano passado. A situação foi tão grave que a maioria dos representantes da sociedade civil optou por se retirar da Conferência num gesto inédito no âmbito de uma COP. Segundo as ONGs presentes, entre elas a Vitae Civilis, do Brasil, “o Governo polonês, não apenas permitiu que corporações altamente poluidoras patrocinassem a COP-19 estampando seus logos por todos os lados, mas chegou ao ponto de se aliar à Associação Mundial do Carvão para sediar uma grande cúpula, lado a lado com as negociações sobre o clima. É o mesmo que montar uma feira de armamentos junto com uma conferência mundial de paz”. Fatos semelhantes são previstos para os outros encontros da ONU, principalmente sobre recursos hídricos, oceanos e florestas. É importante destacar que a ação inibitória dos grupos liderados pela Fundação Koch e Exxon-Mobil se concentrou mais entre os políticos do que entre os ambientalistas. Brulle está analisando este novo fenômeno comparando os recursos financeiros de ambos; ele explica que “embora o movimento ecologista tenha capacidade maior de captação de fundos do que os céticos das mudanças climáticas, a diferença está na forma de como se gasta esse dinheiro. Os ambientalistas, que recebem as doações da sociedade civil, procuram investir no desenvolvimento de soluções sustentáveis, como apoiar a indústria de painéis solares na China, garantir que as pessoas tenham um forno solar na Índia e outras coisas do mesmo gênero; raramente gastam dinheiro em ações políticas, que é o grande alvo dos pagamentos feitos pelos empresários do contramovimento dos céticos do clima”. Ou seja, a grande diferença encontrada por Brulle é que “enquanto os movimentos ambientalistas realmente tratam de desenvolver soluções tecnológicas nos lugares mais necessitados, o outro está empenhado na ação política para atrasar qualquer tipo de ação”. E essa deve ser a grande mensagem de Florentijn Hofman quando faz as instalações com seu famoso “Rubber Duck”, o gigantesco pato de borracha inflável que esteve em 2008 numa mostra do SESC Interlagos de São Paulo. No final das incalculáveis contas geradas pelo desequilíbrio ambiental, todos nós seremos penalizados; todos nós pagaremos o pato. Gaia viverá! por Lúcia Chayb e René Capriles, da Eco21

sábado, 8 de fevereiro de 2014

VACINA CONTRA HPV É LIBERADA PARA MULHERES COM MAIS DE 25 ANOS

A Anvisa (Agência Nacional de Saúde) anunciou que a vacina para prevenir o HPV (Papilomavírus humano) dos tipos 16 e 18 poderá ser administrada em meninas a partir de 9 anos, sem limite máximo de idade. A imunização oferece 93,2% de eficácia na proteção contra as lesões pré-cancerosas no colo do útero e proteção ampliada contra os tipos 31 e 45 (principais causadores desse tipo de tumor). Mas atenção: essa decisão só vale para as vacinas Cervarix (nome comercial), produzidas pelo laboratório GlaxoSmithKline, que solicitou à Vigilância a ampliação da idade. Anteriormente a vacina só era permitida a partir dos dez até os 25 anos. Com a decisão, mulheres acima dessa idades também vão ter acesso à imunização. O câncer do colo do útero é uma das principais causas de morte em mulheres. Segundo a OMS, o Brasil tem aproximadamente 69 milhões de mulheres com 15 anos de idade ou mais com risco de desenvolvê-lo. Em 2012, o INCA (Instituto Nacional do Câncer) estimou 17.540 novos casos de câncer do colo do útero a cada 100 mil mulheres e mais de 4.800 mortes em decorrência da enfermidade. Um dos principais motivos para essa alta incidência é o aumento no número de mulheres vítimas do HPV, relacionado a praticamente 100% dos casos da doença. Tainah Medeiros

Por que pilhas e baterias não podem ir para o lixo?

A falta de cuidado no descarte de pilhas e baterias pode resultar em diversas complicações, como a contaminação do solo e da água e até mesmo doenças que podem afetar quem entrar em contato com um local onde esses materiais foram descartados incorretamente Pois, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), o perigo desses tipos de produtos reside no fato de as pilhas e baterias possuírem líquido tóxico em sua composição e, se jogadas incorretamente, podem ser amassadas ou estourarem, deixando vazar a substância. Assim, o líquido nocivo se acumula na natureza e, como não é biodegradável e não se decompõe, pode contaminar o solo. Por conta disso tudo, é tão urgente a conscientização e mudança de hábitos da população. Utilize da melhor forma Os primeiros passos para o descarte correto de pilhas e baterias, lembra a entidade, ocorre justamente nas escolhas para aquisição e uso desses tipos de produto: • Escolha pilhas recarregáveis, pois têm mais durabilidade. • As pilhas alcalinas não contêm metais pesados em sua composição. • Já as pilhas comuns (inclusive as recarregáveis) possuem mercúrio, cádmio e chumbo e devem ser devolvidas ao fabricante. • Não adquira produtos piratas, pois a procedência duvidosa pode trazer materiais mais tóxicos do que os regulamentados. • Verifique se a embalagem contém informação de que a pilha pode ser descartada no lixo comum. • Retire as pilhas dos equipamentos, se eles ficarem muito tempo sem uso. • Nunca guarde pilhas e baterias em locais expostos ao calor e à umidade, o que evita vazamento do seu conteúdo. Depois que os produtos não tiverem mais uso, está na hora de pensar no descarte. Como fazer o descarte correto? A responsabilidade por recolher e encaminhar adequadamente as pilhas após o uso é do fabricantes, ensina o Idec. Portanto, os materiais usados devem ser entregues aos estabelecimentos que comercializam ou às assistências técnicas autorizadas, para que eles repassem os resíduos aos fabricantes ou importados. As pilhas e baterias podem ser recicladas, reutilizadas ou ainda podem passar por algum tipo de tratamento que possibilite um descarte não nocivo ao meio ambiente. Legislação e participação do comércio O Idec ainda avalia que a participação do comércio na questão é fundamental, oferecendo postos de coleta para as pilhas e baterias usadas. A legislação brasileira, por meio da Resolução 257 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), determina que os fabricantes devem inserir no rótulo informações sobre o perigo do descarte incorreto. Além disso, a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), sancionada em agosto de 2010, estabelece o incentivo à chamada logística reversa, que constitui em incentivos para que as empresas, governo e os consumidores sejam comprometidos em viabilizar a coleta. www.setorreciclagem.com.b

Desperdício de papel em escritórios

Papéis de escritório estão entre os tipos mais valiosos para a reciclagem de papel, porque a cobertura de tinta normalmente é pequena (em geral, textos) e porque tinta de impressora e caneta são fáceis de serem removidas. Infelizmente, em escritórios, o desperdício ainda é grande e a separação mal feita, perdendo-se a oportunidade de reciclar este tipo de papel. Existem várias categorias de papel. Uma separação apenas por papel de escritório pode fazer com que este volte a ser papel reciclado muito próximo ao original de celulose virgem. Seguem algumas dicas simples, mas se forem seguidas, diminuem o consumo de matérias primas e reduzem gastos. 1 - Redução - Precisa mesmo imprimir? Boa parte da comunicação pode ser feita eletronicamente. Aliás, se seu escritório ainda não usa programas e aplicativos para comunicação online, vocês estão bem atrasadinhos em relação ao mercado. - Copiadoras e impressoras estimulam o erro. A tentação de fazer testes de impressão é grande. Revise o material com atenção antes de imprimir. - Não faça cópias desnecessárias. Preste atenção: quase ninguém acompanha os tópicos de uma reunião pelos papéis. Combinem de fazer apenas uma impressão e o resto da equipe recebe o material digital. 2 - Reutilização - Copiadoras e impressoras estimulam o uso de apenas uma face do papel. Use o outro lado das folhas. Em reuniões, as pessoas adoram fazer anotações. Você pode usar o verso para rascunho ou fazer bloquinhos com as folhas usadas. 3 - Usar reciclados Procure usar papel reciclado. É bonito, é um papel nobre e com a economia feita na redução e reutilização, provavelmente o papel reciclado não aumentará os custos. 4 - Coleta seletiva Depois de reduzir e reutilizar, o passo final é reciclar. E para isso acontecer, é necessário preservar a integridade do papel e facilitar a coleta. Acompanhe como fazer: - Não jogue papel em cestos - eles ficarão contaminados com restos de café, restos de frutas, chicletes, grampos, etc. - Não amasse papel - papel amassado ocupa muito mais espaço e é impossível de organizar. Acomode as folhas usadas em uma caixa para que fiquem separadas e simplifiquem o trabalho de seleção por parte dos recicladores. - Separe por tipo - papéis de escritório não devem ser misturados com revistas, papel carbono, malas direta, papelão e outros. - Tente acumular - o que viabiliza a reciclagem é o volume. Como estará em caixas fazendo pouco volume e nenhuma sujeira, um escritório consegue acumular uma boa quantidade de papéis. Mesmo assim será pouco para reciclagem. Você pode tentar juntar com outras empresas, no caso de um prédio de escritórios, por exemplo, ou colocar os papéis separados em um saco plástico. Assim, quando for entregue paea os recicladores, o material estará intacto e pronto para voltar a ser papel. Analise os motivos do desperdício no seu escritório e os combata. Se o chefe oferecer resistência... Um ótimo argumento é a economia que poderá ser feita. http://www.setorreciclagem.com.br/

Inmetro dá as dicas para economizar até R$ 700 nas contas de luz

Com o Horário de Verão, o Instituto ensina consumidores a poupar energia e evitar o desperdício até na hora do banho Com o verão escaldante nas últimas semanas, o consumidor não pensa duas vezes na hora de recorrer a aparelhos que refrescam e reduzem a sensação de calor como o ar condicionado, ventiladores, geladeiras, entre outros. Sabe-se que nesta época a conta de luz aumenta bruscamente, mas a economia pode chegar até R$ 700 ao ano se o consumidor optar por produtos classificados pelo Inmetro, no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), e adotar medidas simples no seu dia a dia, mas que fazem toda a diferença no bolso no final do mês.
“A primeira atitude econômica é aproveitar o horário de Verão, quando a luminosidade natural perdura por mais tempo, abrindo janelas, cortinas e persianas, adiando o uso de lâmpadas na casa. Se o consumidor for comprar um aparelho novo, é importante levar em consideração a etiqueta de eficiência energética e as informações nela contidas. Desta forma, poderá obter uma redução significativa na conta de luz ao escolher produtos mais econômicos, considerando a classificação de A a E feita pelo Inmetro, sendo A o mais e E o menos eficiente”, explica Marcos Borges, responsável pelo PBE. *O cálculo do Inmetro foi feito com base em uma casa de dois quartos, com refrigerador, três ventiladores de mesa e um ar condicionado e pontos de luz em todos os cômodos. Confira algumas dicas do Inmetro para economia de energia: Lâmpada incandescente: Pode parecer mais barata porque custa menos na hora da compra, mas, em geral, a fluorescente compacta quatro vezes mais econômica e dura de oito a dez vezes mais. Em um ano, somente trocando as incandescentes por fluorescentes compactas equivalentes a economia é de cerca de R$ 230, em um apartamento de dois quartos; Geladeira: São classificadas quanto à eficiência energética. O modelo mais simples, de uma porta, classificado como A em comparação a um classificado como E, representa uma economia de R$ 54 em um ano (em 10 a 12 anos, período médio de vida da geladeira, isso equivale, praticamente, a compra de uma nova). Em geladeiras maiores essa relação pode ser até superior. Um combinado, em média de 300 litros, pode economizar mais de R$ 100 por ano. Boas dicas para manter sua geladeira eficiente: não a instale perto do fogão ou em local onde bata sol, mantenha-a limpa, não seque roupas atrás do motor e verifique a borracha de vedação. Se a geladeira tem mais de 10 anos, comece a planejar a troca, pois ela começa a perder sua eficiência e começará a custar cada vez mais para funcionar; Televisão: A etiquetagem de televisores se refere ao consumo em modo espera (stand by). Em 2013, o Inmetro revisou o programa e incluiu a eficiência também no modo ligado. Se somarmos todos a aparelhos de TV da casa, além do forno de microondas e outros que ficam ligados direto na tomada, a conta de energia pode aumentar bastante. Por isso, desligue seus aparelhos da tomada quando não for usar. Lavadora de roupas: a etiqueta informa o consumo por ciclo, ou seja, quanto se gasta de energia elétrica cada vez que a máquina é acionada para lavagem. E ela gasta a mesma coisa, independente da quantidade de roupa que foi colocada dentro. Por isso, a recomendação é que o consumidor não use a máquina para lavar pequenas quantidades de roupa e, sim, aproveite a capacidade total indicada pelo fabricante. Momentaneamente, enquanto os níveis de eficiência estão sendo revisados, o consumidor ainda vai encontrar uma quantidade grande de produtos “A” no mercado. Mas essa classificação se refere apenas a eficiência energética. Observe também as outras informações da etiqueta. Há classificações extras para a eficiência de lavagem, de centrifugação e até o consumo de água É importante considerar tudo isso na hora da compra. Chuveiro: Consumidores mais atentos já devem ter observado que essa etiquetagem é diferente. Ao invés da eficiência energética, o que o Inmetro classifica é a potência do aparelho. Ou seja, produtos menos potentes, que gastam menos energia elétrica mas aquecem menos a água, são classificados nas faixas superiores da etiqueta (A, B, C, ...). Já as mais potentes, que gastam mais energia e aquecem mais água, ficam nas classificações inferiores. Nesse sentido, são três as principais dicas: primeiro, compre o produto mais adequado à sua localidade. Se você mora em uma região quente do país, um chuveiro ‘A’ ou ‘B’ é suficiente para aquecer a água a uma temperatura confortável (lembrando que conforto é um conceito muito pessoal). Se você mora em uma região mais fria, chuveiros ‘E’, ‘F’ e ‘G’, em tese, seriam mais adequados. Em segundo lugar, banhos não devem durar mais que oito minutos. Mais que isso, é desperdício de água e enrgia, que pesam no seu bolso. Terceiro, em dias mais quentes, use o chuveiro no modo “verão” ou potência mínima. Um chuveiro classificado como 'D’, bastante comum em uma cidade como o Rio de Janeiro, consome em média 23kWh/mês. Multiplicando pela tarifa média no Brasil (R$ 0,50 o kWh), o gasto aproximado é de R$ 12 por pessoa, em cada mês. Uma família que utiliza o aparelho na posição ‘verão’; gasta a metade deste valor. Fonte: Inmetro

Janeiro é marcado por extremos de calor no Brasil

Capitais registraram novos recordes de temperaturas e sofreram também com a falta de água; preço da energia dispara por causa do acionamento de termoelétricas O janeiro de 2014 será lembrado por muitos brasileiros como um dos meses mais quentes de suas vidas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre estão entre as cidades que estabeleceram novos recordes para o calor. A capital paulista apresentou no mês passado a média de 31,9°C, a mais alta desde que as medições começaram, em 1943. Já o Rio de Janeiro teve média de 36,2°C, a maior dos últimos 30 anos. Por sua vez, os porto-alegrenses tiveram que enfrentar a média de 33,1°C, a mais quente desde 1916. Para o Inmet, as causas para as temperaturas elevadas são: um sistema de alta pressão no oceano, que acaba trazendo o vento quente do Norte do país para o Sul, e o bloqueio atmosférico que atua no Uruguai e não deixa as frentes frias chegarem ao Brasil para baixar os termômetros. De acordo com a agência de meteorologia Somar, o calor deve prosseguir durante a primeira metade de fevereiro em boa parte do país, justamente por causa do bloqueio atmosférico. “Esse sistema é composto por ventos no alto da atmosfera, chamados de Corrente de Jato, que ganharam força e impedem que as frentes frias cheguem ao Brasil”, afirmou Celso Oliveira, meteorologista do Somar. Água e energia O que já não é fato raro no verão brasileiro, a falta de água, ficou ainda mais comum diante do cenário climático de janeiro. Boa parte das cidades turísticas do país, como Florianópolis, Fortaleza, Natal e Rio de Janeiro, registraram, e ainda registram, momentos em que a população não tem acesso à água. Algumas partes da capital catarinense permaneceram quase dez dias sem água neste começo de 2014. Mesmo cidades que não são procuradas por visitantes nesta época do ano, como São Paulo, também enfrentam problemas. Os principais sistemas de abastecimento de água da capital paulista fecharam janeiro com os níveis mais baixos dos últimos dez anos (veja imagem da Sabesp ao lado). A escassez de chuvas e o excesso de evaporação, causada pelo calor, estão prejudicando ainda a geração de energia, já que a matriz brasileira é extremamente dependente das hidroelétricas. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a situação é mais crítica na região Nordeste, onde o nível dos reservatórios está em 34,88%. No Sudeste e no Centro-Oeste, os reservatórios estão com 43,34% de sua capacidade. A situação é um pouco melhor no Sul, com 57,56%, e no Norte, 48,6%. Diante disso, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) fixou na última sexta-feira (31) o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para seu valor máximo, R$ 822,83/MWh, para todos os submercados, o maior da história. O recorde anterior era de R$ 684 por MWh, em 2001, quando foi decretado racionamento de energia. Essa alta no preço se justifica pelo maior acionamento de termoelétricas para evitar o risco de apagão. Esse custo não deve aparecer na conta dos consumidores comuns, mas afetará quem compra energia no mercado livre, como grandes indústrias, e também o governo, que terá problemas para cumprir Orçamento Geral da União para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2014. Estão destinados R$ 9 bilhões ao CDE, que tem como missão cobrir as despesas com a redução da conta de luz anunciada pela presidente Dilma Rousseff no começo de 2013. Mas com os preços da energia tão elevados, essa quantia pode não ser o suficiente, e o governo deverá ter que remanejar recursos de outras áreas para cobrir o buraco. “O grande problema é que o novo modelo do setor elétrico deixou de ser sustentável. As tarifas deixaram de cobrir os custos, e as empresas atualmente só conseguem pagar as contas se o governo subsidiar”, afirmou Claudio Sales, do Instituto Acende Brasil, à Agência Brasil. Mudanças Climáticas Não se pode atribuir as causas do calor atual – o sistema de alta pressão e o bloqueio atmosférico – ao aquecimento global. Porém, esse cenário de recorde de temperaturas e suas consequências é justamente o que cientistas vêm tentando evitar, alertando para a necessidade de ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. De acordo com o primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), divulgado no final do ano passado, o Brasil poderá ficar até 6°C mais quente até 2100. Na Amazônia, por exemplo, a temperatura deverá aumentar progressivamente de 1°C a 1,5°C até 2040 – com diminuição de 25% a 30% no volume de chuvas –, entre 3°C e 3,5°C no período de 2041 a 2070 – com redução de 40% a 45% na ocorrência de chuvas –, e entre 5°C a 6°C entre 2071 a 2100. Por isso, seria necessário repensar a construção de hidrelétricas na região, já que a vazão dos rios deve cair até 20%. O Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) também nos alerta há décadas para os problemas que enfrentaremos se nada for feito para frear o aquecimento global, como a maior frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. A entidade também salienta que é cada vez mais evidente de que o homem está por trás da elevação das temperaturas. Na última semana, o IPCC divulgou a versão final de seu mais recente relatório sobre as bases científicas das mudanças climáticas. O documento destaca que é extremamente provável que mais da metade do aumento das temperaturas médias na superfície global entre 1951 a 2010 tenha sido causada pela maior concentração de gases do efeito estufa na atmosfera resultante das atividades humanas. “A influência humana foi detectada no aquecimento da atmosfera e do oceano, em mudanças no ciclo da água, na redução de neve e gelo, no aumento do nível dos oceanos e em transformações nos extremos climáticos”, conclui o relatório. Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil

As projeções sobre o futuro da água

Há uma crescente preocupação com a disponibilidade da água nas próximas décadas. A apreensão tem sentido, já que grande parcela da população mundial ainda vive sem acesso à água potável e ao saneamento básico, situação que tende a piorar com o aumento populacional esperado. Entre as soluções propostas está a da precificação dos recursos hídricos, o que poderia implicar em custos significativos para diversos setores da indústria. Mas será esta solução puramente econômica é a definitiva? Água: um recurso cada vez mais escasso As Nações Unidas definiram 2013 como o ano mundial da cooperação pela água. A preocupação com o tema não é de forma alguma infundada. De acordo com dados da própria ONU, pelo menos 780 milhões de pessoas vivem sem acesso à água potável, enquanto 2,5 bilhões não possuem saneamento básico adequado. As projeções para o ano de 2050 também são alarmantes. Enquanto a população mundial vai saltar dos atuais 7 bilhões para 9 bilhões, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o aumento na utilização de água será da magnitude de 55%. Dessas pessoas, em torno de 40% viverão em regiões de severo estresse hídrico. Embora espera-se que um dos Objetivos do Milênio seja alcançado, reduzindo o número de pessoas sem acesso à água mais do que pela metade – de 780 milhões para 240 milhões, outro muito provavelmente não será. Em 2050, ainda serão 1,4 bilhão de pessoas sem saneamento básico. Segundo informações da OCDE, as principais atividades responsáveis pela utilização dos recursos hídricos são a agricultura e a produção de alimentos (70%), seguidas pela indústria (20%), o que inclui a geração de energia. Os 10% restantes são gastos através do uso doméstico. O aumento populacional gerará uma pressão considerável na produção de alimentos e espera-se um crescimento de demanda na casa de 90% até 2050. A produção industrial não deve ficar muito atrás e só a geração de energia através da hidroeletricidade e outras fontes renováveis deve subir em torno de 60%. A água doce é um dos ativos ambientais de valor inestimável para a vida humana e já a utilizamos em um nível superior ao que a natureza consegue repor. Apesar de nosso planeta ser, em grande parte, coberto por água, 97% desta está na forma de água salgada nos oceanos e apenas 2,5% é potável. Deste menor percentual, cerca de dois terços existem na forma de geleiras, o que nos deixa com menos de 1% de toda a água existente no globo disponível para consumo. Para piorar a situação, a maior parte dessa água potável se apresenta disponível em momentos inoportunos: monções e alagamentos. Além disso, 20% está localizada em locais muito remotos, longe do nosso alcance. O resultado final é que apenas 0,2% dos recursos hídricos mundiais está efetivamente em uso, distribuído de modo bastante desigual, e um valor ainda menor, 0,13%, é renovável – precipitação em direção ao solo e posterior evaporação. A utilização a níveis atuais é insustentável e as previsões futuras, com aumento no consumo, tornam o cenário ainda mais preocupante. Para garantir a disponibilidade da água serão necessários mecanismos de controle e o desenvolvimento de tecnologias para aumento de eficiência. A precificação da água no Brasil Entre os mecanismos desenvolvidos para promover o uso eficiente dos recursos hídricos, talvez seja o da precificação aquele que ganhou maior popularidade. Muitos especialistas assumem que a determinação de um preço justo para a água é etapa necessária para garantir o consumo racional desse ativo ambiental. A ideia reside na teoria de que, havendo um preço, o usuário tem maior noção do valor do recurso e agirá de maneira mais prudente, aumentando sua eficiência e produtividade. No Brasil, a água, de maneira geral, é tratada como bem público. De qualquer maneira, indústrias, agricultores, empresas de saneamento e qualquer pessoa que utilize a água proveniente de rios, lençóis freáticos e lagos precisa de uma outorga da Agência Nacional de Águas (ANA) para garantir o direito de uso. É através da gerência de outorga que, segundo a ANA, a agência realiza o controle qualitativo e quantitativo do uso da água. Entretanto, já existem casos de cobranças pela utilização de recursos hídricos no país. De acordo com a Agência Nacional de Águas, o recolhimento está em vigor em alguns rios sob domínio da União e em rios, lagos e baías de responsabilidade estadual em Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. O método utilizado é o volumétrico: o usuário paga de acordo com a quantidade utilizada, existindo um valor determinado em R$/m³. Considerando uma universalização dessa cobrança em território nacional, o que parece ser uma tendência para os próximos anos, é possível a realização de alguns cálculos exploratórios para se determinar a magnitude do impacto dessa precificação no custo operacional e no valor de mercado de empresas de determinados setores: As projeções sobre o futuro da águaPara a elaboração das contas, foram consideradas como variáveis: o volume médio de água utilizado pelas empresas nos últimos anos; o preço da água, baseado nos valores já cobrados no país e de acordo com a região de atuação da companhia; as porcentagens de água captada e reutilizada; e o horizonte temporal para a cobrança efetiva pelo uso de recursos hídricos, variando conforme o nível de estresse hídrico do local onde as plantas industriais se encontram. Não foi levado em conta a possibilidade de contaminação de nascentes e seu impacto reputacional. O resultado final foi dividido pelo valor de mercado das empresas (número de ações x valor das ações). Conforme pode-se observar pelo gráfico, o impacto da precificação da água no market cap das empresas dos setores de alimentos, bebidas, energia, mineração, papel e celulose e siderurgia do IBOVESPA, que são intensivos no uso do recurso, varia entre 0,1% e 5,3%. As diferenças intrassetoriais se explicam, basicamente, por uma melhor gestão hídrica e investimento em tecnologias para a redução do consumo e reaproveitamento da água. O caso mais expressivo é na indústria de alimentos processados, onde a empresa menos impactada, nas condições atuais, poderia ter seu valor reduzido em 0,6% após a imposição de um valor para água, enquanto que a que sofreu abalo teve seu market cap reduzido em 5,3%. O caso do setor de bebidas é atípico. Embora seja uma indústria que utilize consideravelmente os recursos hídricos, a empresa listada no IBOVESPA é bastante eficiente tanto no uso quanto no reuso desse ativo. E, principalmente, o seu valor de mercado é tão alto que minora a extensão do impacto da precificação. De qualquer modo, o preço da água pode ter um custo significativo para as corporações desses e de outros setores, aumentando custos operacionais, reduzindo margens e, consequentemente, afetando o seu valor de mercado. A eficiência na utilização dos recursos hídricos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento podem ser fatores de diferenciação consideráveis em um futuro próximo. Precificação e mercado de água: solução inteligente ou saída mais fácil? Como dito anteriormente, a determinação de um preço para a água se baseia no racional de que, ao se determinar um valor para esse recurso, ele seria utilizado com maior precaução, aumentando a eficiência no consumo, melhorando sua alocação e reduzindo seu uso. Contudo, ao se colocar o preço como único determinante da viabilidade de exploração de um ativo natural, todas as questões socioambientais são subjugadas pelas considerações econômicas. Dessa maneira, os valores estéticos, éticos e até mesmo, em alguns casos, espirituais dos rios, lagos e outras fontes são deixados de lado. Em questões práticas de mercado, a criação do sistema de preços para a água e um subsequente mercado pode ter outros efeitos perniciosos. Nesse cenário, regiões abundantes em recursos hídricos e, por esse motivo, historicamente desenvolvidas, possuirão maior acesso à água a um preço mais baixo do que regiões de estresse hídrico, exatamente as que precisariam de água em valor mais baixo para se desenvolver. Ao mesmo tempo, empresas que acumularam maior capital financeiro e tecnológico, talvez até mesmo através da exploração abusiva de recursos naturais, possuirão enorme vantagem competitiva sobre companhias em desenvolvimento, seja na venda dos “créditos” para uso adicional de certos ativos quanto na obtenção desses ativos. É muito improvável que lançando mão apenas de artifícios da mesma natureza daqueles que levaram à contínua depredação dos recursos naturais é que o problema do uso excessivo desses recursos seja resolvido. Faz-se necessária uma profunda revisão da questão do hiperconsumo e da ideia de desenvolvimento ilimitado, não condizente com um planeta de recursos finitos, o que envolve uma mudança de cultura e educação importantes. Além disso, é vital a criação de instrumentos que tragam considerações éticas, morais e estéticas para a determinação dos uso dos recursos naturais, incluindo a imposição de limites, definidos após extensa análise dos impactos em comunidades locais, fauna e flora. A solução deve ir além dos simples incentivos econômicos que têm se provado, em sua maioria, insuficientes. * Fred Seifert é economista pela UFRJ, consultor da SITAWI – Finanças do Bem desde agosto de 2011 e vencedor do Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis 2012 (fseifert@sitawi.net | www.sitawi.net).

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Normas para rotular alimento como ‘light’ ou ’sem sódio’ já estão em vigor

Fabricantes de alimentos estão obrigados desde o dia 1º a cumprir novas regras para embalagens de produtos estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o objetivo de facilitar a leitura de valores nutricionais pelo consumidor e controlar a quantidade de substâncias presentes no alimento. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 12 de novembro de 2012 e deu prazo até 31 de dezembro de 2013 para as empresas realizarem ajustes em seus produtos. Segundo a Anvisa, o regulamento se aplica à Informação Nutricional Complementar, ou seja, dados em embalagens que sugerem propriedades nutricionais, como valor energético, e estabelecem que tal alimento é “light”, “rico em” ou possui “alto teor de”, por exemplo. De acordo com a nova regra, alimentos só poderão ser classificados como “light” se algum nutriente dele (como gordura total, gordura saturada ou valor energético) sofrer redução de 25% em sua quantidade em relação ao produto tradicional. No caso da gordura trans, o produto poderá ser oferecido com o rótulo “não contém” quando o máximo de gorduras for de 0,1 g para cada 100 g ou 100 ml. Sódio e ácidos graxos – Outro exemplo é no caso dos produtos classificados com “baixo teor de sódio”. Para receber essa classificação, os produtos devem possuir no máximo 80 mg de sódio a cada 100 gramas ou 100 ml. Quando o rótulo apresentar “não contém sódio”, a embalagem deve apresentar a quantia máxima de 5 mg do componente a cada 100 g ou 100 ml do produto. A regulamentação também criou oito novas alegações nutricionais. Desta forma, foram desenvolvidos critérios para alimentos ricos em ácidos graxos como ômega 3, ômega 6 e ômega 9, além dos sem adição de sal. No caso do ácido graxo ômega 3, é necessária a presença mínima de 300 mg deste elemento a cada 100 g ou 100 ml do produto. Para alimentos com ômega 6, a quantidade mínima é de 1,5 g, enquanto que a regra para itens com ômega 9, a quantia mínima é de 2 g. A resolução da Anvisa exige ainda que informações sobre valores calóricos por porção consumida esteja no rótulo. A justificativa é que muitas embalagens continham apenas o valor energético do total oferecido e não de quantidades pequenas consumidas. (Fonte: G1)

Fraldas usadas viram telhas e tubos de plástico

Fraldas e absorventes não são o tipo lixo que aparece nas lixeiras coloridas de coleta seletiva, mas a empresa britânica Knowaste trabalha exatamente com a reciclagem desses resíduos. PROCESSO COMEÇA NO DECK DE RECEPÇÃO, ONDE O LIXO RECOLHIDO DE CONSUMIDORES É ENTREGUE OS SACOS DE LIXO SÃO ABERTOS POR MÁQUINAS, QUE DEPOSITAM O CONTEÚDO DAS EMBALAGENS EM UMA ESTEIRA Os produtos infantis, geriátricos e de higiene feminina têm os plásticos e fibras de alta qualidade que os compõem esterilizados, recuperados e usados na fabricação de materiais de construção.A Inglaterra, segundo o CEO da empresa, Roy Brown, gera mais de um milhão de toneladas de lixo de fraldas e absorventes por ano. AS ESTEIRAS LEVAM AS FRALDAS E OS ABSORVENTES ATÉ AS MÁQUINAS DE AUTOCLAVE, ONDE O MATERIAL SERÁ ESTERILIZADO AS MÁQUINAS DE AUTOCLAVE JÁ COMEÇAM UM PROCESSO PARCIAL DE SEPARAÇÃO DOS RESÍDUOS, ALÉM DE REDUZIREM O VOLUME DO BOLO, Fraldas de bebês, de acordo com o site da companhia da Inglaterra, levam cerca de 500 anos para se decompor, e são 8 milhões de itens sendo jogados fora por dia no Reino Unido - 2,4 mil por bebê por ano -, segundo pesquisas de outras organizações citadas pela Knowaste. Só em maternidades, as fraldas somam de 7 a 10 toneladas por ano a cada 100 leitos, o que equivale a até 15% do total de resíduos gerado pela unidade. MATERIAL ESTERILIZADO É ENTÃO ENVIADO PARA UM CONTAINER, QUE CONTROLA O FLUXO ENTRE O AUTOCLAVE E AS OUTRAS MÁQUINAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO A PRIMEIRA MÁQUINA É UM SEPARADOR QUE REDUZ O TAMANHO DOS RESÍDUOS, COM AS PARTES MENORES CAINDO EM OUTRA PARTE DA MÁQUINA, QUE DIVIDE FIBRAS E PLÁSTICOS EM DIFERENTES GRUPOS Os itens usados por adultos em instituições de saúde somam outras 13 a 20 toneladas a cada 100 leitos, e o volume não inclui os produtos geriátricos usados em lares de idosos, onde 50% dos internos têm problemas de incontigência. E fora fraldas, itens de higiene pessoal feminina como absorventes chegam a 200 toneladas por ano de lixo. AS FIBRAS SÃO ENTÃO PROCESSADAS PARA SEREM UTILIZADAS NA FABRICAÇÃO DE OUTROS MATERIAIS FIBRAS SÃO USADAS NA CONSTITUIÇÃO DE TUBOS DE CONSTRUÇÃO E PAPEIS RECICLADOS, ENTRE OUTROS PRODUTOS Para dar destinação a essa quantidade de resíduos, o processo da Knowaste começa com a coleta dos materias descartados, que são enviados até a planta de reciclagem - o custo da operação é cobrado junto com a taxa de recolhimento de lixo normal. Na usina, o conteúdo é esterilizado a partir de um processo de autoclave, e na sequência os componentes do bolo são separados. O PLÁSTICO É ENVIADO A UM GRANULADOR, QUE DIMINUI O VOLUME DO MATERIAL AO TAMANHO DE FLOCOS A PENÚLTIMA ETAPA DE RECICLAGEM DO PLÁSTICO É UM PROCESSO DE LAVAGEM, DIVIDIDO ENTRE O plástico extraído é transformado em pequenas pelotas, e então vendido às indústrias que vão transformá-lo em materiais de construção, como madeira de plástico, telhas ou tubos de conexão, por exemplo. Tubos também podem usas as fibras esterelizidas que resultam da reciclagem, usadas, ainda, na produção de papéis. De acordo com a Knowaste, o processo de reciclagem evita a emissão de 626 quilos de CO2 a cada tonelada de resíduo processado, na comparação com o descarte em lixões ou a incineração. APÓS LAVADO, O PLÁSTICO RECICLADO PASSA POR UM TUBO DE VENTO, QUE COLOCA OS FLOCOS EM PEQUENOS SAQUINHOS PARA ENTÃO FORMAR A PELOTAS QUE SERÃO VENDIDAS À INDÚSTRIA PLÁSTICO REAPROVEITADO DE FRALDAS E ABSORVENTES FEMININOS TAMBÉM PODE SER USADO PARA A PRODUÇÃO DE TELHAS A primeira planta da empresa foi aberta no início de setembro, em West Bromwich, na Inglaterra, e faz parte de um projeto de 25 milhões de libras que inclui a instalação de outras quatro unidades no país europeu nos próximos quatro anos. A capacidade do conjunto, segundo a companhia, será de reciclar um quinto do lixo de fraldas e absorventes do Reino Unido, evitando a emissão de 110 mil toneladas de gases por ano. setorreciclagem

OMM prevê possível episódio climático do El Niño em meados de 2014

O oceano Pacífico pode viver o fenômeno climático conhecido como El Niño no terceiro trimestre deste ano, anunciou nesta quinta-feira, em Genebra, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU. Segundo a OMM, há dois possíveis cenários dentro de seis meses: ou “a persistência de condições neutras” ou “um episódio de El Niño de baixa intensidade durante o terceiro trimestre de 2014″. Os dois cenários “são quase tão plausíveis, tanto um quanto o outro”. Atualmente, as condições são “neutras”, isto é, não se observa a chegada nem de um episódio de El Niño, nem de La Niña, segundo a OMM. Estas condições “persistirão provavelmente até o segundo trimestre de 2014″, acrescentou a organização. Os episódios climáticos El Niño e La Niña têm grande influência no clima da Terra. O El Niño acontece a cada dois e sete anos, quando os ventos tropicais sobre o oceano Pacífico perdem força, o que provoca fortes chuvas, com inundações e deslizamentos de terra a oeste da América do Sul, seca no Pacífico ocidental e mudanças de correntes ricas em alimentos para os peixes. O último episódio ocorreu entre junho de 2009 e maio de 2010. Ao El Niño se segue geralmente um episódio do La Niña, que supõe temperaturas mais baixas das águas superficiais do Pacífico central e tropical. O último episódio terminou em abril de 2012. (Fonte: UOL)

DNA indica que espécie humana quase se dividiu em duas

Já se sabia que neandertais e humanos conviveram por milhares de anos na Europa e na Ásia e aí se acasalaram. O que não se sabia, como sugere uma dupla de novos estudos genéticos, é que esses dois ramos da humanidade estavam naquela altura a ponto de se separar em duas espécies distintas. Cada humano vivo carrega em seu genoma individual no máximo 3% de genes neandertais. Ao comparar o DNA ancestral com centenas de genomas modernos, porém, dois novos estudos encontraram que algo entre 20% e 30% de sequências genéticas neandertais sobreviveram. Os estudos detectaram uma quase ausência de DNA neandertal no cromossomo X, em especial de genes ativos nos testículos. Tais genes teriam sido eliminados do genoma humano atual porque provavelmente tornavam estéreis os descendentes machos do cruzamento. É o tipo de incompatibilidade que acaba por separar uma espécie em duas. A cisão entre espécies ocorre quando duas populações perdem a capacidade de gerar descendência fértil ao se reproduzir. Não chegou a ser esse o caso dos dois ramos de hominídeos, o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens, pois o primeiro grupo se extinguiu há cerca de 30 mil anos, antes de completar-se a separação. Os dois grupos humanos tiveram origem na África, respectivamente há 250 mil anos e 200 mil anos, em números aproximados. Os neandertais já estavam na Eurásia quando os H. sapiens chegaram, uns 100 mil anos atrás, e foram por estes desalojados. Questão de pele – Nas regiões mais ricas em sequências neandertais, chamou a atenção uma concentração de DNA relacionado com a produção de queratina. Essa proteína ajuda a impermeabilizar pele e pelos, e os autores supõem que a sobrevivência do DNA neandertal tenha a ver com características que ajudavam a enfrentar climas mais frios. O geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, que achou os estudos “espetaculares”, alerta contra qualquer especulação racial baseada neles. Ele não vê aí mais que uma boa hipótese: “Mesmo que os genes tenham a ver com pelagem e clima frio, o que isso tem a ver com raça?” Os estudos rivais saem hoje nos periódicos científicos “Nature” e “Science”. Ambos tomaram a sequência do genoma neandertal estabelecida em 2010 pelo grupo de Svante Pääbo, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha), e a compararam com as de centenas de humanos atuais, participantes do Projeto Mil Genomas. Pääbo é também o coautor de um dos estudos, o da “Nature”, liderado por David Reich, do Instituto Broad (Harvard e MIT). O da “Science” tem como autor principal Joshua Akey, da Universidade de Washington (EUA). (Fonte: Folha.com)

Influência humana é clara no aquecimento “inequívoco” do planeta, diz IPCC

O aquecimento do planeta é “inequívoco”, a influência humana no aumento da temperatura global é “clara”, e limitar os efeitos das mudanças climáticas vai requerer reduções “substanciais e sustentadas” das emissões de gases de efeito estufa. A conclusão é do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que divulgou nesta quinta-feira (30/01), em Genebra, a primeira parte do quinto relatório sobre o tema. Os cientistas do IPCC – que já foram premiados com o Nobel da Paz em 2007 – fizeram um apelo enfático para a redução de gases poluentes. “A continuidade das emissões vai continuar causando mudanças e aquecimento em todos os componentes do sistema climático”, afirmou Thomas Stocker, coordenador e principal autor da Parte 1 do quinto Relatório sobre Mudanças Climáticas, cuja versão preliminar já foi apresentada em setembro de 2013. O documento serviu de base durante a Conferência das Partes (COP) das Nações Unidas sobre o Clima em Varsóvia, na Polônia, no final do ano passado. Em 1500 páginas, cientistas de todo o mundo se debruçaram sobre as bases físicas das mudanças climáticas, apoiados em mais de 9 mil publicações científicas. “O relatório apresenta informações sobre o que muda no clima, os motivos para as mudanças e como ele vai mudar no futuro”, disse Stocker. Correções – A versão final divulgada nesta quinta é um texto revisado e editado e não tem muitas mudanças em relação ao documento apresentado em setembro do ano passado, que elevou o alerta pelo aquecimento global e destacou a influência da ação humana no processo. “A influência humana no clima é clara”, afirma o texto. “Ela foi detectada no aquecimento da atmosfera e dos oceanos, nas mudanças nos ciclos globais de precipitação, e nas mudanças de alguns extremos no clima.” Segundo o IPCC, desde a década de 1950, muitas das mudanças observadas no clima não tiveram precedentes nas décadas de milênios anteriores. “A atmosfera e os oceanos estão mais quentes, o volume de neve e de gelo diminuíram, os níveis dos oceanos subiram e a concentração de gases poluentes aumentou”, diz um resumo do documento. “Cada uma das últimas três décadas foi sucessivamente mais quente na superfície terrestre que qualquer década desde 1850. No hemisfério norte, o período entre 1983 e 2012 provavelmente foi o intervalo de 30 anos mais quente dos últimos 800 anos”, prossegue. Aquecimento dos oceanos – O grupo de cientistas também lembra que o aquecimento dos oceanos domina o aumento de energia acumulada no sistema climático, e que os mares são responsáveis por mais de 90% da energia acumulada entre 1971 e 2010. “É praticamente certo que o oceano superior (até 700m de profundidade) aqueceu neste período, enquanto é apenas provável que tenha acontecido o mesmo entre 1870 e 1970″, diz o relatório. O nível dos mares também aumentou mais desde meados do século 20 que durante os dois milênios anteriores, segundo estima o IPCC. Entre 1901 e 2010, o nível médio dos oceanos teria aumentado cerca de 20 centímetros, diz o documento. As concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e protóxido de nitrogênio (conhecido como gás hilariante) aumentaram, principalmente por causa da ação humana. Tais aumentos se devem especialmente às emissões oriundas de combustíveis fósseis. Os oceanos, por exemplo, sofrem acidificação por absorver uma parte do CO2 emitido. Futuro sombrio – A temperatura global deverá ultrapassar 1,5ºC até o final deste século em comparação com níveis estimados entre 1850 e 1900. O aquecimento global também deverá continuar além de 2100, mas não será uniforme, dizem os cientistas do clima. As mudanças nos ciclos da água no mundo também não serão homogêneos neste século, e o contraste entre regiões secas e úmidas e regiões de seca e de chuvas deverá aumentar. O resumo do texto ainda constata que a acumulação de emissões de CO2 deverá ser determinante para o aquecimento global no final do século 21 e adiante. “A maioria dos efeitos das mudanças climáticas deverão perdurar por vários séculos, mesmo com o fim das emissões.” Até outubro, o IPCC ainda vai publicar mais duas partes do relatório e também um documento final. A segunda parte será divulgada em março, no Japão, e detalhará os impactos, a adaptação e a vulnerabilidade a mudanças climáticas. Em abril, Berlim será palco das conclusões do IPCC sobre mitigação. (Fonte: Terra)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Quem são os verdadeiros "culpados" pelo aquecimento global?

Sete culpados Um novo estudo sobre o aquecimento global promete acender as controvérsias sobre o tema, não tanto pelos resultados que apresenta, mas pela forma como os resultados estão sendo apresentados. Trata-se de um caso muito ilustrativo de como um "estudo científico" pode chegar a conclusões ou interpretações que pouco têm de científicas. Damon Matthews e seus colegas da Universidade de Concordia, no Canadá, queriam saber quais países contribuem mais para o aquecimento global "como uma forma de alocar responsabilidades históricas pelas mudanças climáticas observadas," segundo eles. Sua conclusão principal foi apresentada em seu estudo e em um comunicado à imprensa feito pela universidade, intitulado "Maiores criminosos do aquecimento global". A revista britânica New Scientist, alterou um pouco a manchete e publicou uma reportagem com o título "Os sete 'pecadores mortais' do aquecimento global". Os culpados, em ordem de culpa, crime ou pecaminosidade são: Estados Unidos, China, Rússia, Brasil, Índia, Alemanha e Reino Unido. Segundo os pesquisadores, esses países foram responsáveis por mais de 60% do aquecimento global entre 1906 e 2005. Antropogênico sem humanos Ocorre que a corrente principal da ciência defende que o aquecimento global é de origem antropogênica, ou seja, é causado pelo homem. Assim, para descobrir quais países mais contribuíram para o aquecimento global é necessário dividir os efeitos do aquecimento pela população de cada país. Quando isto é feito, o Canadá, país onde foi feito o estudo e que não aparece na anunciada lista de "criminosos", salta diretamente para o terceiro lugar do pódio - na verdade o Canadá é o 10º colocado na lista original, o que talvez explique um anúncio de cabalísticos "sete culpados". Quando a população é levada em conta, todas as primeiras sete posições - número de culpados escolhido pelos próprios pesquisadores - passam a ser ocupadas por países desenvolvidos. Os autores do estudo não concordam muito com isso: "Está claro que a população sozinha não determina a contribuição climática de um país", dizem eles, sem apresentar argumentos para essa alegada clareza, a menos que se considere a área de cada país - um elemento natural - como um fator essencial, o que tiraria peso do argumento de um aquecimento global antropogênico. Assim, a conclusão do estudo, e o que foi liberado para a imprensa com grande alarde, foi uma lista de supostos "criminosos" indiciados sem base científica, uma vez que trata-se de um cálculo de responsabilidade pelo aquecimento global causado por humanos que não leva em conta os humanos. Site Inovação Tecnológica

Inmetro lança lista com carros mais econômicos

Ranking classifica 495 modelos de 36 montadoras pelo gasto de combustível por quilometragem rodada, de acordo com parâmetros do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou na última semana uma lista que classifica carros de acordo com o seu gasto de combustível por quilômetros rodados. Neste ano, o instituto testou 495 modelos e versões de 36 marcas. Ao longo do ano, com o lançamento de novos modelos e versões, o ranking deve ser atualizado. A classificação é feita segundo paramentos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que testa os automóveis em laboratórios, simulando as condições das vias urbanas e estradas. Depois disso, os veículos são ranqueados em categorias que vão de A até E, de acordo com seu desempenho. Após a classificação, caso a fabricante permita, os carros podem receber uma etiqueta que indica sua performance. Como a participação das montadoras não é obrigatória, algumas marcas, como a Chevrolet, não participaram da lista. No segmento dos subcompactos, no qual estão presentes os automóveis considerados populares, o veículo mais econômico para a cidade foi o Renault Clio 1.0 modelo básico – sem ar-condicionado e direção hidráulica –, com um consumo médio de 9,5 quilômetros por litro de álcool e 14,3 quilômetros por litro de gasolina. As piores notas ficaram com o Chery Face 1.3 Flex e o Fiat 500 Sport Air. Na categoria dos médios, os modelos híbridos do Toyota Prius e do Lexus CT200h foram os únicos com A tanto em sua categoria específica quanto na comparação geral. As piores notas foram as do Volvo V40. Entre os automóveis considerados grandes, nenhum teve dupla nota A, e o Honda Civic obteve as melhores classificações. Entre os piores estão o Mitsubishi Lancer, Audi Q3 e JAC J6, cujos motores são movidos apenas à gasolina. No segmento extra grande, o carro mais econômico é o Nissan Altima com motor à gasolina, com consumo de 10,1 km/l no ciclo urbano e 13,1 km/l no rodoviário. O Bentley Continental V8 foi o que apresentou as piores notas. Na categoria utilitário esportivo, também não houve duplo A, e os mais econômicos foram o Fiat Uno Way, o Palio Weekend, o EcoSport 1.6 manual e 2.0 de dupla embreagem, o Renault Duster 4x2 2.0, o Kia Sportage automático, o MitsubishiOutlander CVT e o Toyota RAV-4. Os menos econômicos foram o Jeep Compass e os Hyundai Tucson e ix35. Já entre as minivans, a mais econômica é o Fiat Dobló Attractive, e as menos econômicas são as Chrysler Town e Country. Por fim, entre os esportivos as notas mais altas foram dos Mercedes Classe C (C180) e SLK 250, dos Porsches Boxster e Cayman e o Volkswagen Fusca. As mais baixas foram das marcas Ferrari, Lamborghini e Maserati. Tecnologias para a economia e sustentabilidade Índices como o do Inmetro possibilitam que os consumidores fiquem atentos e percebam como – e se – as novas tecnologias que buscam reduzir o consumo de combustíveis e a emissão de gases do efeito estufa (GEEs) de fato funcionam. Entre essas novas tecnologias estão motores com melhor consumo, que reduzem as emissões de CO2 em até 20%, caixas de câmbio automáticas e também combustíveis com menor presença de poluentes. Outra tecnologia que vem chamando a atenção dos consumidores são os automóveis híbridos e elétricos, que utilizam a energia elétrica para movimentar o veículo. Contudo, apesar da boa aceitação que veículos híbridos e elétricos apresentam nos mercados dos países mais desenvolvidos, no Brasil a utilização de carros elétricos cresce lentamente, visto que ainda há muitos obstáculos para a implementação dessa nova tecnologia no país. Uma das razões disso é o preço proibitivo dos automóveis, que, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), custam em média R$ 200 mil. Mesmo os mais baratos apresentam um valor entre R$ 120 mil e R$ 130 mil, muito superior ao custo dos carros mais acessíveis à população. Outra razão, de acordo com a ABVE, é a infraestrutura da recarga de automóveis elétricos, que ainda é precária no país. Essa infraestrutura, que inclui equipamentos de recarga, medidores de consumo e formas de cobrança, ainda é pouco encontrada no Brasil, e diversas cidades sequer possuem a tecnologia. A associação afirma que a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, deve ser a primeira do país a disponibilizar infraestrutura para receber os carros elétricos, mas não há previsão de que muitas outras cidades acompanhem o município em breve. Com isso, infelizmente, talvez a melhor opção para o consumidor brasileiro ainda seja ficar de olho nas inovações que tornam os automóveis movidos a combustível mais econômicos e sustentáveis. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/

Fortaleza/CE vacina contra sarampo após confirmação de 10 casos da doença

Começou na segunda-feira (27) a campanha de vacinação contra o sarampo em Fortaleza. A campanha ocorre após confirmação de dez casos da doença, passados 15 anos do último registro na capital cearense. Dos casos confirmados, seis são de crianças com menos de 1 ano de idade. Os outros quatro casos são de uma criança maior de 1 ano e de três adultos. Crianças de 6 meses a 5 anos devem tomar a vacina, independentemente das marcações no cartão de vacinação. Para bebês com menos de 1 ano, a campanha iniciou no último sábado (25). A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é vacinar 160.551 crianças até o dia 8 de fevereiro. Adolescentes e adultos que nunca se vacinaram devem procurar um posto de saúde. A assessora técnica de imunização Renata Dias disse que há uma investigação para apurar a origem dos casos de sarampo. A doença é contagiosa, transmitida por gotículas de saliva ao se tossir, espirrar ou falar perto de outra pessoa. O risco aumenta a urgência da vacinação. Renata explicou que a melhor maneira de evitar novos casos da doença é uma vacinação maciça da população. “A gente pede para que a população se mobilize, confira seu cartão de vacinação e de seus filhos e vá ao posto de saúde”. O chamado Dia D da campanha será no próximo sábado (1º). Neste dia, a aplicação da vacina será ampliada para os municípios de Caucaia, Maracanaú, Maranguape, Aquiraz, Eusébio, Pacajus, Horizonte, Pacatuba, Cascavel, Chorozinho, Guaiúba, São Gonçalo do Amarante, Itaitinga e Pindoretama, todos na região metropolitana de Fortaleza. (Fonte: Agência Brasil)

Vídeo da Nasa mostra ‘evolução’ do calor no planeta entre 1950 e 2013

Cientistas do setor de pesquisa climática da agência espacial americana, a Nasa, divulgaram um vídeo que mostra o aumento da temperatura em diferentes partes do planeta entre 1950 e 2013. De acordo com o Instituto Goddard para Estudos Espaciais, o ano passado empatou com 2009 e 2006 como o sétimo mais quente desde 1880, quando começaram as medições deste tipo. Em 2013 a média global da temperatura foi de 14,6ºC, 0,6ºC mais quente que a média registrada em todo século 20. Segundo a agência, a temperatura média da Terra está 0,8ºC mais alta desde 1880. Os cientistas enfatizam que flutuações das temperaturas de ano para ano fazem parte dos padrões climáticos, mas os constantes aumentos nos níveis de gases de efeito estufa na atmosfera da Terra podem direcionar para mais períodos de calor a longo prazo no planeta. Ainda de acordo com a Nasa, o ano passado foi o 42º mais quente no território continental dos Estados Unidos. Para alguns outros países, como a Austrália , 2013 foi o ano mais quente já registrado. Relatório do IPCC – Em setembro passado, cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgaram novo relatório que aumenta o grau de certeza em relação à responsabilidade do homem no aquecimento global. O texto afirmava que há mais de 95% (extremamente provável) de chance de que o homem tenha aumentado a temperatura global a partir de segunda metade do século passado. O documento mostrava também que o nível dos oceanos aumentou 19 centímetros entre 1901 e 2010, e que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para “níveis sem precedentes em pelo menos nos últimos 800 mil anos”. Quanto às previsões, o IPCC sugeriu que até 2100 a temperatura no planeta pode aumentar entre 2,6 ºC 4,8 ºC se não houver controle do lançamento de gases-estufa. Além disso, o nível do mar pode subir 82 centímetros nos próximos 87 anos no mesmo cenário. (Fonte: G1)

‘The Elders’ lançam apelo aos líderes mundiais a favor do clima

O grupo internacional conhecido como “The Elders”, que conta com o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, pediram nesta sexta-feira que os líderes mundiais deem demonstrações de coragem ante o problema da mudança climática, “o maior desafio de nosso tempo”. “Quando Nelson Mandela fundou o grupo ‘The Elders’, ele nos pediu para sermos mais audazes e emprestar nossa voz àqueles que não a têm”, escreveu o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan em uma coluna publicada nos jornais O Estado de São Paulo, Le Figaro (França), Washington Post (EUA), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), El Universal (México) e Huanqiu Shibao (China). Para o grupo, que reúne diferentes personalidades de distintos países que trabalham a favor da solução dos conflitos mundiais, 2014 é um ano decisivo na luta contra a mudança climática, com a cúpula organizada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em setembro, em Nova York, destinada a preparar a grande conferência de 2015, em Paris, na qual se espera concluir o acordo mais ambicioso jamais alcançado para reduzir as emissões de gás de efeito estufa. “É imperativo que os governos e os empresários levem para esta cúpula medidas ambiciosas se quisermos assinar um novo acordo sólido em 2015, em Paris, que seja universal e juridicamente vinculante”, escreveu ainda Kofi Annan. Segundo o ex-chefe da ONU, “estamos numa encruzilhada. Se tomarmos uma certa direção, corremos o risco de transmitir um terrível legado para nossos filhos e netos. Se escolhermos outra, teremos a possibilidade de colocar nosso mundo no rumo de um futuro mais justo e sustentável”. (Fonte: UOL)

Calor e umidade favorecem o surgimento de micoses

"Pequenas manchas surgem na pele logo depois de uma visita ao clube ou após as férias na praia. Para quem não faz idéia do que pode ser, a resposta é uma só: micose. No entanto, nem toda mancha nítida pode ser chamada de micose, como popularmente acontece. Como as lesões na pele são semelhantes, apenas um médico tem condições de fazer o diagnóstico correto. A chamada micose "de verão" pode, na verdade, ser uma alteração na pele causada pela exposição prolongada ao sol. A coincidência é que a verdadeira micose é um problema beneficiado pela umidade. Ou seja, pode ocorrer com mais freqüência nos clubes, nos vestiários de academia ou em outros ambientes semelhantes". O Que é As micoses superficiais são doenças que acometem a pele, causadas pela ação dos fungos, que utilizam a camada mais superficial da pele como alimento. Há diversos tipos de micose causadas por grupos diferentes de fungos. O problema, que se propaga com rapidez, pode aparecer em locais variados, como braços, virilha, pés e mucosas. Os tipos mais comuns de fungos causadores de micose estão presentes na própria pele dos seres humanos ou então em animais como gatos e cachorros. A existência natural dos fungos na pele não significa que todas as pessoas terão micose. Para que a doença acometa as pessoas, são necessários alguns fatores, como uma queda no sistema de defesa do organismo. Com isso, o fungo penetra na pele e, encontrando condições ideais, se desenvolve. A umidade, o calor e lesões na pele são algumas características que agradam esses agentes patogênicos, facilitando sua proliferação. Nomes Populares É comum que a micose tenha denominações específicas, conforme a área que atinge. Entre os dedos do pé, por exemplo, a micose é chamada de "frieira". Sua ocorrência neste local é freqüente em pessoas que não enxugam os pés adequadamente ou que usam sapatos fechados por longos períodos. A dificuldade na absorção do suor deixa os pés úmidos. O calor mantido dentro do sapato associado à umidade favorece a ação dos fungos. Outro tipo comum de manifestação da micose, cientificamente chamada de tinha, é a que ocorre na pele, em diversas regiões do corpo, sobretudo na virilha, nas mãos e na face. Nestas áreas, surgem manchas avermelhadas, de tamanhos variados, que têm a borda nítida e parecem descamar. No couro cabeludo, a micose é conhecida popularmente como "pelada". Nesta região, a doença aparece em placas, onde há perda de cabelo e descamação. É freqüente que a "pelada" apareça na infância, depois que a criança tem contato com animais que têm o fungo ou até mesmo com outros colegas que tenham o problema. Se não for tratada, a "pelada" evolui, causando falhas de cabelo que são permanentes. Nas unhas, a chamada onicomicose provoca espessamento. As unhas ficam opacas e com tonalidades amareladas, podendo descolar. A Candidíase "A candidíase também é um tipo de micose, que afeta a boca e a vagina, podendo atingir, em casos mais raros, os dedos da mão. Nesses casos menos comuns, a doença aparece entre os dedos, a partir do contato freqüente com água. Dói e, às vezes, inflama, podendo contribuir para o aparecimento da micose nas unhas", explica a dermatologista Maria Ester Massara Café. A candidíase também pode aparecer em crianças que usam fraldas, causando desconforto no bebê. Já a candidíase vulvovaginal provoca corrimento, além de manchas avermelhadas e úmidas. Neste caso específico de micose, o uso de anticoncepcionais ou outros tipos de medicamentos e a existência de doenças sistêmicas podem contribuir para o aparecimento do problema. A Dra. Maria Ester lembra que a candidíase, quando acomete crianças, é conhecida popularmente como "sapinho". No bebê, o "sapinho" não tem gravidade. No entanto, seu aparecimento em adultos pode revelar a existência de uma doença sistêmica, como por exemplo a Aids. "Se a pessoa percebe que a cândida está aparecendo com freqüência, sem responder adequadamente aos tratamentos, é preciso investigar os fatores que a estão provocando", recomenda a dermatologista. Adolescência Os adolescentes também são vítimas dos fungos, principalmente com a ocorrência da pitiríase versicolor, também chamada de "impigem". Este tipo de micose se caracteriza pelo aparecimento de manchas esbranquiçadas ou rosadas por toda a pele. O fungo causador da pitiríase precisa de um alimento mais gorduroso, o que encontra com freqüência na pele de um adolescente. "A pitiríase é comum entre os jovens, mas pode também se repetir ao longo da vida. Isso ocorre quando a pessoa não tem resistência ao fungo", detalha a dermatologista. Diagnóstico Maria Ester explica que o diagnóstico das micoses superficiais não é difícil. No entanto, o problema pode ser confundido com alergias, outras alterações na pele e psoríase. Para comprovar a doença, é comum que o dermatologista peça um exame em que as manchas são raspadas e analisadas para verificar a presença do fungo. "A micose, normalmente, não é um problema grave ou que traz complicações. Mas é preciso ficar atento, pois seu aparecimento pode revelar a presença de outras doenças mais sérias ou de deficiências imunológicas", afirma. Como a pele tem um sistema de vigilância natural, o fungo só se desenvolve quando encontra oportunidade: o sistema de defesa cai por fatores internos ou por causas externas, como falta de higiene e cuidados. Tratamento A dermatologista explica que o tratamento da micose sempre vai depender do local atingido, da extensão e das características do caso. A medicação local à base de antifúngicos costuma ser a mais adotada, sobretudo nas manchas menores que aparecem na pele. Os medicamentos têm apresentações variadas como sprays, pomadas, cremes ou soluções. Entre os dedos, a solução pode ser a medicação mais adotada. Se o quadro de manchas na pele é extenso, o spray costuma ser o mais recomendado. Muitas vezes, as lesões na pele só desaparecem algum tempo depois que o tratamento já terminou. O preço dos medicamentos é variado: há opções mais baratas e com custo mais elevado. O tempo de tratamento também não é determinado. Muitas vezes, o uso da medicação pode ser mantido por três ou quatro semanas. A onicomicose pode ser tratada com a aplicação de remédios apresentados sob a forma de esmalte. "Se mais da metade das unhas já foi atingida, no entanto, recomendamos a medicação oral. O mesmo ocorre nas tinhas do couro cabeludo, nas manchas mais extensas na pele e em algumas formas de candidíase", explica a médica. A candidíase vulvovaginal também pode ser tratada com cremes vaginais. Já o "sapinho" é tratado com medicação oral e com limpeza da área atingida. Prevenção A dermatologista Maria Ester explica que há alguns cuidados que podem ser adotados para prevenir a ocorrência das micoses superficiais. A higiene é o primeiro passo. Principalmente nas áreas preferidas pelos fungos - como entre os dedos do pé e na virilha - é preciso manter a pele sempre seca, enxugando com cuidado após o banho. As unhas devem receber um cuidado especial, sendo mantidas sem traumas. É adequado evitar o uso prolongado de tênis ou de sapatos fechados. Freqüentadores de clubes e vestiários também devem evitar pisar descalços em locais úmidos, onde outra pessoa com micose pode ter pisado. Copyright © Bibliomed, Inc. Revisado em 23 de janeiro de 2014