Você acha que seria possível viver sem geladeira? E sem televisão? O casal Juliana Morari, 26, e Lúcio Tamino, 27, vive assim. E muito bem, pelo que dizem. Há dois anos, mudaram-se de uma região mais urbana da metrópole de São Paulo para a serra da Cantareira, nos limites do município, onde consomem "somente o necessário".
"Já que procuro sempre comer frutas e legumes frescos e não consumo nada derivado de animais, que estraga fora da geladeira, não preciso dela", explica Juliana, que se identifica como pesquisadora de dança. Ela planeja no máximo experimentar um sistema africano de refrigeração com vasos de cerâmica.
Sobre a falta de TV, diz : "Assim, evitamos o apelo comercial que chega tanto pela TV como por lanchonetes e outras grandes lojas"
Eles são um exemplo de até onde podem chegar cidadãos preocupados com o ambiente - e, no caso deles, também com a saúde, os animais, e o "todo à sua volta".
Relatório publicado pelo Worldwatch Institute na semana passada apoia atitudes como a deles. A organização, baseada em Washington, tira o foco no governo e em acordos internacionais. Avisa que o desenvolvimento sustentável do planeta e a luta contra o aquecimento global passam por uma renúncia ao consumismo.
Juliana diz que não compra produtos "supérfluos", ainda mais quando são industrializados, como biscoitos recheados e iogurte.
"Possuem corantes, conservantes e outros ingredientes que podem fazer mal", diz. Quando o casal precisa mesmo de algo industrializado, como óleo, opta por cooperativas. "Priorizo produzir eu mesma biscoitos e pães caseiros para nosso consumo."
O sustento financeiro do casal vem de Lúcio, artista plástico. Mas, como evitam o consumismo, não necessitam de muito dinheiro, diz Juliana.
O único eletrônico que declaram possuir em casa é um computador, por onde atualizam site contando sua experiência.
Absorvente reaproveitável - Há outros que não têm um estilo de vida como o de Juliana e Lúcio, mas, ainda assim, buscam renunciar ao consumismo. A Folha Online ouviu casos curiosos de renúncia às compras tidas como excessivas. Algumas medidas, como a da professora Tânia Regina Vizachri, 23, chamam a atenção.
Em vez de utilizar absorventes íntimos descartáveis, ela adotou os chamados "abiosorventes". São de pano reutilizáveis.
"Isso evita ter que ir sempre comprar na farmácia e produzir mais lixo", explica ela. "Além disso, há os produtos químicos do produto industrializado que também causam impactos."
O site do produto estima: "cada uma de nós irá consumir, ao longo da vida fértil, algo em torno de 10 mil absorventes descartáveis, que ficarão aí pelo mundo por volta de uns cem anos pelo menos".
E quando seu celular quebra, você pensa em consertar ou compra outro? Como muitos desses aparelhos são baratos, o biólogo Leandro Sauer Carrillo, 26, aponta que a tendência é mesmo comprar outro. "As pessoas não se preocupam com o que vai virar depois o produto", diz.
"O visor do meu celular quebrou há cerca de dois anos, depois de um ano de uso", conta ele. "Ao invés de jogar fora, consertei, por 10% do valor do aparelho." Outra aventura do aparelho foi molhar - problema que ele diz ter resolvido ao secá-lo.
Hoje Leandro não está mais com o celular, mas o deu em boas condições de funcionamento para sua mãe, atual usuária.
Uma semana para pensar - Outra preocupação do biólogo é na hora de fazer qualquer compra: "Antes pense no seu custo-benefício por uma semana", sugere ele. "Se, no fim do período, ainda quiser comprar, OK. Senão, provavelmente era algo que você acabaria não usando."
Ele exemplifica com a última coisa em que pensou em comprar: uma máquina de fazer suco que viu em propaganda na televisão.
"Parecia legal, mas depois, ao ver funcionar, percebi que desperdiçava partes da fruta que também poderiam ser aproveitadas, gerava muito resíduo", conta Leandro, que desistiu da compra.
Outro objeto de consumo que o biólogo cobiça há cerca de quatro anos é uma TV LCD. Mas recusou até hoje a compra pela decisão consciente de esperar: "A tecnologia avança muito rápido, logo vai ter outra opção mais avançada", pondera.
"Além disso, quanto tempo vou ter para isso? Se eu tiver uma TV pior provavelmente vou ter até menos vontade de assistir e vou poder fazer outras coisas mais saudáveis."
(Fonte: Folha Online)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Biólogos buscam "elo perdido" da linguagem dos macacos
Caminhando pela floresta Tai, na Costa do Marfim, Klaus Zuberbuehler podia ouvir os chamados dos macacos Cercopithecus diana, mas a tagarelice não significava nada para ele.
Isso foi em 1990. Hoje, após quase 20 anos estudando a comunicação animal, ele é capaz de traduzir sons da floresta. Esse chamado significa que um macaco Cercopithecus diana viu um leopardo. Aquele outro significa que o macaco viu outro predador, a águia Stephanoaetus coronatus
"É uma lição de humildade perceber que existem tantas informações sendo transmitidas de formas que não percebíamos antes", disse Zuberbuehler, psicólogo da Universidade de St. Andrews, na Escócia.
Será que os primatas têm uma linguagem secreta que ainda não foi decodificada? Em caso afirmativo, isso resolverá o mistério de como a faculdade humana da fala se desenvolveu? Biólogos têm abordado a questão de duas formas, tentando ensinar linguagem humana aos chimpanzés e outras espécies, e ouvindo os animais na selva.
A primeira abordagem tem sido impulsionada pelo desejo intenso das pessoas - talvez reforçado pela exposição na infância aos animais que falavam nos desenhos animados - de se comunicar com outras espécies. Os cientistas investem grandes esforços em ensinar uma linguagem aos chimpanzés, seja na forma da fala ou de símbolos. Um repórter do "The New York Times" que entende linguagem de sinais, Boyce Rensberger, pôde, em 1974, conduzir talvez a primeira entrevista para um jornal com outra espécie, quando conversou com Lucy, um chimpanzé. Ela o convidou para uma árvore (proposta que ele recusou), disse Rensberger, que agora está no MIT.
No entanto, com algumas exceções, ensinar uma linguagem humana a animais tem se provado algo sem sucesso. Eles deveriam falar, talvez, mas não falam. Eles conseguem se comunicar de forma bastante expressiva - pense em como os cães conseguem fazer com que entendamos seus desejos -, mas eles não relacionam sons simbólicos juntos em sentenças ou possuem qualquer coisa próxima de uma linguagem.
Selva - Melhores esclarecimentos têm vindo da audição de sons produzidos por animais na selva. Descobriu-se, em 1980, que macacos-verdes possuíam chamados de alarme específicos para seus predadores mais sérios. Se os chamados eram gravados e reproduzidos para eles novamente, os macacos respondiam adequadamente. Eles pulavam nas moitas ao ouvir o chamado do leopardo, observavam o chão ao ouvir o chamado da cobra, e olhavam para cima quando era reproduzido o chamado da águia.
É tentado pensar nesses chamados como palavras para "leopardo", "cobra" ou "águia", mas não é bem assim. Esses macacos não combinam os chamados com outros sons para produzir novos significados. Eles não os modulam, até onde se sabe, para transmitir a mensagem de que um leopardo está a 3m ou 30m de distância. Esses chamados de alarme parecem menos com palavras e mais como uma pessoa que grita "Ai!" - uma representação vocal de um estado mental interno, em vez de uma tentativa de transmitir uma informação exata.
Entretanto, esses chamados têm um sentido específico, o que já é um começo. E os biólogos que analisaram os chamados dos macacos, Robert Seyfarth e Dorothy Cheney, da Universidade da Pensilvânia, detectaram outro elemento significativo na comunicação dos primatas quando eles passaram a estudar babuínos. Os babuínos são muito sensíveis à sua hierarquia social. Se os cientistas reproduzem um babuíno superior ameaçando um inferior, e esse último gritando de terror, os babuínos não prestam atenção - é normal para eles. Mas quando os pesquisadores reproduzem uma gravação na qual a ameaça de um babuíno inferior precede o grito de um superior, os babuínos olham impressionados para o alto-falante que transmite essa aparente revolução na ordem social daqueles macacos.
Os babuínos claramente reconhecem a ordem na qual dois sons são ouvidos, e dão significados diferentes a cada sequência. Assim, eles e outras espécies parecem muito mais próximos dos humanos em seu entendimento da sequência de sons do que na produção deles. "A capacidade de pensar em frases não faz com que eles falem em frases", escreveram Drs. Seyfarth e Cheney em seu livro "Baboon Metaphysics".
Proximidade - Algumas espécies podem ser capazes de produzir sons que parecem um passo ou dois mais próximos da linguagem humana. Zuberbuehler relatou no mês passado que alguns macacos que vivem nas florestas da Costa do Marfim podem variar seus chamados individuais ao adicionar sufixos, assim como um falante da língua inglesa muda o tempo verbal para o passado usando um "-ed".
Os macacos produzem um alarme do tipo estalo ("krak") quando veem um leopardo. Mas acrescentar um "-oo" muda o alarme para um alerta mais genérico de predadores. Um contexto para o som "krak-oo" é quando eles ouvem alarmes de leopardos de outras espécies, como os macacos Cercopithecus diana.
Algo mais notável: esses macacos podem combinar dois chamados para gerar um terceiro, com significado diferente. Os machos têm um chamado "boom boom", que significa "Estou aqui, venham". Quando "booms" são seguidos por uma série de "krak-oos", o significado é bem diferente, diz Zuberbuehler. A sequência significa "Madeira! Árvore caindo!" Zuberbuehler observou algo parecido entre outra espécie de macaco que combinava seu chamado "pyow" (alertando sobre um leopardo) com seu chamado "hack" (águia), numa sequência que significa algo como "Vamos sair daqui agora mesmo!"
Primatas mais evoluídos têm cérebros maiores que macacos e espera-se que eles produzam mais chamados. Mas há um código elaborado de comunicação entre chimpanzés que seus primos humanos ainda não decifraram. Os chimpanzés fazem um chamado por comida que parece ter muitas variações, talvez dependendo da qualidade percebida da comida. Quantos significados diferentes um chamado pode ter? "Precisaríamos dos próprios animais para saber quantos chamados com significados eles conseguem identificar", afirmou Zuberbuehler. Um projeto como esse poderia levar uma vida inteira de pesquisa, diz.
Macacos possuem muitas das faculdades que estão por trás da linguagem. Eles ouvem e interpretam sequências de sons mais ou menos como os humanos. Eles têm um bom controle sobre seu trato vocal e podem produzir quase a mesma variação de sons que os humanos. Mas eles não conseguem juntar tudo isso.
Isso é algo particularmente surpreendente, pois a linguagem é extremamente útil para uma espécie social. Uma vez que a infraestrutura da linguagem existe, como é quase o caso de macacos, espera-se que a faculdade se desenvolva muito rapidamente por padrões evolucionários. Ainda assim, os macacos existem há 30 milhões de anos sem dizer uma só frase. Nem os chimpanzés possuem algo que se pareça com uma linguagem, embora eles tenham compartilhado um ancestral comum com os humanos há apenas 5 milhões de anos. O que será que tem mantido todos os outros primatas presos no cárcere de seus próprios pensamentos?
Teoria da mente - Seyfarth e Cheney acreditam que uma razão pode ser que eles não tenham uma "teoria da mente"; o reconhecimento de que outros tenham pensamentos. Como um babuíno não sabe ou não se preocupa com o que outro babuíno sabe, ele não tem pressa em compartilhar seu conhecimento. Zuberbuehler enfatiza a intenção de se comunicar como o fator que falta. As crianças, até mesmo as mais novinhas, têm um grande desejo de compartilhar informações com outros, embora elas não tenham nenhum benefício imediato em fazê-lo. Não é assim com outros primatas.
"Em princípio, um chimpanzé poderia produzir todos os sons que um humano é capaz de produzir, mas eles não o fazem porque não houve pressão evolucionária nesse sentido", disse Zuberbuehler. "Não há nada sobre o que falar para um chimpanzé, pois ele não tem interesse em falar". Por outro lado, em algum momento da evolução humana as pessoas desenvolveram o desejo de compartilhar seus pensamentos, explica Zuberbuehler. Por sorte, todos os sistemas por trás da percepção e da produção de sons já existiam como parte da herança primata, e a seleção natural apenas teve de encontrar uma forma de conectar esses sistemas com o pensamento.
Mesmo assim, esse passo parece ser o mais misterioso de todos. Marc D. Hauser, especialista em comunicação animal de Harvard, enxerga a interação entre sistemas neurais diferentes como essencial para o desenvolvimento da linguagem. "Por qualquer razão, talvez até acidente, nossos cérebros são confusos de uma forma que os cérebros dos animais não são. Quando isso emerge, é explosivo", disse ele.
Por sua vez, em cérebros de animais cada sistema neural parece estar preso em um lugar e não pode interagir livremente com outros. "Os chimpanzés têm mil coisas a dizer, mas não conseguem", disse Hauser. Os chimpanzés conseguem ler as intenções e objetivos uns dos outros e fazem muita estratégia política - para isso a linguagem seria bastante útil. Mas seus sistemas neurais que computam essas complexas interações sociais não foram casados com a linguagem.
Hauser está tentando descobrir se os animais conseguem apreciar alguns dos aspectos essenciais da linguagem, mesmo sem poder produzi-la. Ele e Ansgar Endress relataram no ano passado que macacos da família Cebidae podiam distinguir entre uma palavra acrescentada na frente de outra palavra da mesma palavra acrescentada no final. Isso pode parecer como a capacidade sintática de reconhecer um sufixo ou prefixo, mas Hauser acredita que isso seja apenas a capacidade de reconhecer quando uma coisa vem antes da outra e tem pouca relação com a verdadeira sintaxe.
"Estou ficando pessimista", disse ele em relação às tentativas para explorar se os animais possuem uma forma de linguagem. "Concluo que os métodos que temos são pobres e não nos levarão aonde queremos, como demonstrar algo como semântica ou sintaxe."
Mesmo assim, como fica evidente na pesquisa de Zuberbuehler, há vários sons aparentemente sem sentido na floresta que transmitem informação de uma forma talvez semelhante à linguagem.
(Fonte: Folha Online)
Isso foi em 1990. Hoje, após quase 20 anos estudando a comunicação animal, ele é capaz de traduzir sons da floresta. Esse chamado significa que um macaco Cercopithecus diana viu um leopardo. Aquele outro significa que o macaco viu outro predador, a águia Stephanoaetus coronatus
"É uma lição de humildade perceber que existem tantas informações sendo transmitidas de formas que não percebíamos antes", disse Zuberbuehler, psicólogo da Universidade de St. Andrews, na Escócia.
Será que os primatas têm uma linguagem secreta que ainda não foi decodificada? Em caso afirmativo, isso resolverá o mistério de como a faculdade humana da fala se desenvolveu? Biólogos têm abordado a questão de duas formas, tentando ensinar linguagem humana aos chimpanzés e outras espécies, e ouvindo os animais na selva.
A primeira abordagem tem sido impulsionada pelo desejo intenso das pessoas - talvez reforçado pela exposição na infância aos animais que falavam nos desenhos animados - de se comunicar com outras espécies. Os cientistas investem grandes esforços em ensinar uma linguagem aos chimpanzés, seja na forma da fala ou de símbolos. Um repórter do "The New York Times" que entende linguagem de sinais, Boyce Rensberger, pôde, em 1974, conduzir talvez a primeira entrevista para um jornal com outra espécie, quando conversou com Lucy, um chimpanzé. Ela o convidou para uma árvore (proposta que ele recusou), disse Rensberger, que agora está no MIT.
No entanto, com algumas exceções, ensinar uma linguagem humana a animais tem se provado algo sem sucesso. Eles deveriam falar, talvez, mas não falam. Eles conseguem se comunicar de forma bastante expressiva - pense em como os cães conseguem fazer com que entendamos seus desejos -, mas eles não relacionam sons simbólicos juntos em sentenças ou possuem qualquer coisa próxima de uma linguagem.
Selva - Melhores esclarecimentos têm vindo da audição de sons produzidos por animais na selva. Descobriu-se, em 1980, que macacos-verdes possuíam chamados de alarme específicos para seus predadores mais sérios. Se os chamados eram gravados e reproduzidos para eles novamente, os macacos respondiam adequadamente. Eles pulavam nas moitas ao ouvir o chamado do leopardo, observavam o chão ao ouvir o chamado da cobra, e olhavam para cima quando era reproduzido o chamado da águia.
É tentado pensar nesses chamados como palavras para "leopardo", "cobra" ou "águia", mas não é bem assim. Esses macacos não combinam os chamados com outros sons para produzir novos significados. Eles não os modulam, até onde se sabe, para transmitir a mensagem de que um leopardo está a 3m ou 30m de distância. Esses chamados de alarme parecem menos com palavras e mais como uma pessoa que grita "Ai!" - uma representação vocal de um estado mental interno, em vez de uma tentativa de transmitir uma informação exata.
Entretanto, esses chamados têm um sentido específico, o que já é um começo. E os biólogos que analisaram os chamados dos macacos, Robert Seyfarth e Dorothy Cheney, da Universidade da Pensilvânia, detectaram outro elemento significativo na comunicação dos primatas quando eles passaram a estudar babuínos. Os babuínos são muito sensíveis à sua hierarquia social. Se os cientistas reproduzem um babuíno superior ameaçando um inferior, e esse último gritando de terror, os babuínos não prestam atenção - é normal para eles. Mas quando os pesquisadores reproduzem uma gravação na qual a ameaça de um babuíno inferior precede o grito de um superior, os babuínos olham impressionados para o alto-falante que transmite essa aparente revolução na ordem social daqueles macacos.
Os babuínos claramente reconhecem a ordem na qual dois sons são ouvidos, e dão significados diferentes a cada sequência. Assim, eles e outras espécies parecem muito mais próximos dos humanos em seu entendimento da sequência de sons do que na produção deles. "A capacidade de pensar em frases não faz com que eles falem em frases", escreveram Drs. Seyfarth e Cheney em seu livro "Baboon Metaphysics".
Proximidade - Algumas espécies podem ser capazes de produzir sons que parecem um passo ou dois mais próximos da linguagem humana. Zuberbuehler relatou no mês passado que alguns macacos que vivem nas florestas da Costa do Marfim podem variar seus chamados individuais ao adicionar sufixos, assim como um falante da língua inglesa muda o tempo verbal para o passado usando um "-ed".
Os macacos produzem um alarme do tipo estalo ("krak") quando veem um leopardo. Mas acrescentar um "-oo" muda o alarme para um alerta mais genérico de predadores. Um contexto para o som "krak-oo" é quando eles ouvem alarmes de leopardos de outras espécies, como os macacos Cercopithecus diana.
Algo mais notável: esses macacos podem combinar dois chamados para gerar um terceiro, com significado diferente. Os machos têm um chamado "boom boom", que significa "Estou aqui, venham". Quando "booms" são seguidos por uma série de "krak-oos", o significado é bem diferente, diz Zuberbuehler. A sequência significa "Madeira! Árvore caindo!" Zuberbuehler observou algo parecido entre outra espécie de macaco que combinava seu chamado "pyow" (alertando sobre um leopardo) com seu chamado "hack" (águia), numa sequência que significa algo como "Vamos sair daqui agora mesmo!"
Primatas mais evoluídos têm cérebros maiores que macacos e espera-se que eles produzam mais chamados. Mas há um código elaborado de comunicação entre chimpanzés que seus primos humanos ainda não decifraram. Os chimpanzés fazem um chamado por comida que parece ter muitas variações, talvez dependendo da qualidade percebida da comida. Quantos significados diferentes um chamado pode ter? "Precisaríamos dos próprios animais para saber quantos chamados com significados eles conseguem identificar", afirmou Zuberbuehler. Um projeto como esse poderia levar uma vida inteira de pesquisa, diz.
Macacos possuem muitas das faculdades que estão por trás da linguagem. Eles ouvem e interpretam sequências de sons mais ou menos como os humanos. Eles têm um bom controle sobre seu trato vocal e podem produzir quase a mesma variação de sons que os humanos. Mas eles não conseguem juntar tudo isso.
Isso é algo particularmente surpreendente, pois a linguagem é extremamente útil para uma espécie social. Uma vez que a infraestrutura da linguagem existe, como é quase o caso de macacos, espera-se que a faculdade se desenvolva muito rapidamente por padrões evolucionários. Ainda assim, os macacos existem há 30 milhões de anos sem dizer uma só frase. Nem os chimpanzés possuem algo que se pareça com uma linguagem, embora eles tenham compartilhado um ancestral comum com os humanos há apenas 5 milhões de anos. O que será que tem mantido todos os outros primatas presos no cárcere de seus próprios pensamentos?
Teoria da mente - Seyfarth e Cheney acreditam que uma razão pode ser que eles não tenham uma "teoria da mente"; o reconhecimento de que outros tenham pensamentos. Como um babuíno não sabe ou não se preocupa com o que outro babuíno sabe, ele não tem pressa em compartilhar seu conhecimento. Zuberbuehler enfatiza a intenção de se comunicar como o fator que falta. As crianças, até mesmo as mais novinhas, têm um grande desejo de compartilhar informações com outros, embora elas não tenham nenhum benefício imediato em fazê-lo. Não é assim com outros primatas.
"Em princípio, um chimpanzé poderia produzir todos os sons que um humano é capaz de produzir, mas eles não o fazem porque não houve pressão evolucionária nesse sentido", disse Zuberbuehler. "Não há nada sobre o que falar para um chimpanzé, pois ele não tem interesse em falar". Por outro lado, em algum momento da evolução humana as pessoas desenvolveram o desejo de compartilhar seus pensamentos, explica Zuberbuehler. Por sorte, todos os sistemas por trás da percepção e da produção de sons já existiam como parte da herança primata, e a seleção natural apenas teve de encontrar uma forma de conectar esses sistemas com o pensamento.
Mesmo assim, esse passo parece ser o mais misterioso de todos. Marc D. Hauser, especialista em comunicação animal de Harvard, enxerga a interação entre sistemas neurais diferentes como essencial para o desenvolvimento da linguagem. "Por qualquer razão, talvez até acidente, nossos cérebros são confusos de uma forma que os cérebros dos animais não são. Quando isso emerge, é explosivo", disse ele.
Por sua vez, em cérebros de animais cada sistema neural parece estar preso em um lugar e não pode interagir livremente com outros. "Os chimpanzés têm mil coisas a dizer, mas não conseguem", disse Hauser. Os chimpanzés conseguem ler as intenções e objetivos uns dos outros e fazem muita estratégia política - para isso a linguagem seria bastante útil. Mas seus sistemas neurais que computam essas complexas interações sociais não foram casados com a linguagem.
Hauser está tentando descobrir se os animais conseguem apreciar alguns dos aspectos essenciais da linguagem, mesmo sem poder produzi-la. Ele e Ansgar Endress relataram no ano passado que macacos da família Cebidae podiam distinguir entre uma palavra acrescentada na frente de outra palavra da mesma palavra acrescentada no final. Isso pode parecer como a capacidade sintática de reconhecer um sufixo ou prefixo, mas Hauser acredita que isso seja apenas a capacidade de reconhecer quando uma coisa vem antes da outra e tem pouca relação com a verdadeira sintaxe.
"Estou ficando pessimista", disse ele em relação às tentativas para explorar se os animais possuem uma forma de linguagem. "Concluo que os métodos que temos são pobres e não nos levarão aonde queremos, como demonstrar algo como semântica ou sintaxe."
Mesmo assim, como fica evidente na pesquisa de Zuberbuehler, há vários sons aparentemente sem sentido na floresta que transmitem informação de uma forma talvez semelhante à linguagem.
(Fonte: Folha Online)
Crimes ambientais na Amazônia poderão se tornar inafiançáveis
Os crimes ambientais cometidos contra a flora da Amazônia poderão se tornar inafiançáveis e imprescritíveis caso seja aprovado projeto de lei do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que tramita na Comissão do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor (CMA), com a relatoria a cargo do senador Jefferson Praia (PDT-AM).
Pelo PLS 460 de 2008, crimes ambientais, já punidos com pena de detenção e multa pela legislação em vigor, serão tratados como crimes que não prescrevem nunca e tampouco permitem que os acusados respondam por eles em liberdade, através do pagamento de fiança.
Entre esses crimes estão os de danificar floresta de preservação permanente, até mesmo corte seletivo de árvores ou extração de pedra, cal ou minerais nessas unidades de conservação sem autorização da autoridade competente. Provocar incêndio em mata ou floresta e adquirir madeira ou carvão sem exigir licença autorizada do vendedor também são crimes previstos na proposta de lei.
Em sua justificação, Artur Virgílio argumenta que a enorme extensão territorial abrangida pelo bioma amazônico, aliada à sensação de impunidade diante de penas de detenção menores que quatro anos, prazos prescricionais reduzidos e facilmente substituídos por multas ou serviços à comunidade, tornam inócua a tentativa de punir os crimes ambientais na Amazônia.
Para o senador, a punição mais severa dos crimes como a impossibilidade de fiança ou de prescrição, poderá dissuadir potenciais criminosos, resultando na diminuição da ocorrência de delitos ambientais, infelizmente prática cotidiana contra o bioma amazônico nos dias de hoje, destaca Arthur Virgílio.
A matéria tramita na CMA e, posteriormente, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Laura Fonseca / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
COMISSÕES / Meio Ambiente
19/01/2010
Pelo PLS 460 de 2008, crimes ambientais, já punidos com pena de detenção e multa pela legislação em vigor, serão tratados como crimes que não prescrevem nunca e tampouco permitem que os acusados respondam por eles em liberdade, através do pagamento de fiança.
Entre esses crimes estão os de danificar floresta de preservação permanente, até mesmo corte seletivo de árvores ou extração de pedra, cal ou minerais nessas unidades de conservação sem autorização da autoridade competente. Provocar incêndio em mata ou floresta e adquirir madeira ou carvão sem exigir licença autorizada do vendedor também são crimes previstos na proposta de lei.
Em sua justificação, Artur Virgílio argumenta que a enorme extensão territorial abrangida pelo bioma amazônico, aliada à sensação de impunidade diante de penas de detenção menores que quatro anos, prazos prescricionais reduzidos e facilmente substituídos por multas ou serviços à comunidade, tornam inócua a tentativa de punir os crimes ambientais na Amazônia.
Para o senador, a punição mais severa dos crimes como a impossibilidade de fiança ou de prescrição, poderá dissuadir potenciais criminosos, resultando na diminuição da ocorrência de delitos ambientais, infelizmente prática cotidiana contra o bioma amazônico nos dias de hoje, destaca Arthur Virgílio.
A matéria tramita na CMA e, posteriormente, segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Laura Fonseca / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
COMISSÕES / Meio Ambiente
19/01/2010
Água que atrai mosquito
Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontou uma relação direta entre a composição físico-química da água e a infestação por larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.
O trabalho foi realizado entre julho e agosto de 2009 em Potim, município do Vale do Paraíba onde foi constatado o maior Índice de Breteau (valor que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada nas habitações humanas) no Estado de São Paulo.
Pesquisadores da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria responsável pelo auxílio aos municípios no trabalho de controle da dengue, ficaram intrigados pelo fato de que as ações de combate ao mosquito não estavam surtindo o efeito desejado e que a infestação permanecia alta, chegando a atingir 25,85 em 2003 e 19,2 na última medição feita pelo município. O índice recomendado é inferior a 1.
Além disso, foi detectado que as caixas d’água das residências de Potim, abastecidas pela prefeitura local por meio de coleta de água em poços profundos, que recebe cloração e fluoração, apresentavam altos índices de positividade em relação à presença de larvas do Aedes aegypti, enquanto nas moradias que usavam água de poços rasos ou cacimbas esse problema não existia.
Para desvendar o mistério, os pesquisadores realizaram um experimento em laboratório usando três gaiolas com 50 fêmeas e 100 machos do Aedes aegypti. Colocaram, em cada uma delas, recipientes com 100 ml de água coletada em Potim e em Taubaté, além de água destilada, utilizada como controle. Os recipientes foram mudados de local em sentido horário durante 31 dias e as soluções de água trocadas a cada 24 horas. Além disso, foram realizados exames semanais de análise físico-química das amostras de água coletada.
Os resultados apontaram que, durante o período de um mês, foram depositados pelo mosquito 3,6 vezes mais ovos nos recipientes com água de Potim do que na de Taubaté e 3,2 vezes mais em relação ao recipiente de controle. Enquanto a água de Potim apresentou índice de atividade de oviposição de 0,54, a de Taubaté registrou índice negativo de -0,03.
Na análise físico-química, a concentração de nitrogênio amoniacal da água de Potim ficou em 1,93 mg/l (o máximo permitido em portaria do Ministério da Saúde é 1,5 mg/l), enquanto a de Taubaté foi inferior a 0,03 mg/l.
“O estudo indicou que a alta concentração de nitrogênio amoniacal atraiu o Aedes aegypti para a oviposição. A volatilização dessa substância provavelmente foi o atrativo químico responsável pela orientação do voo das fêmeas grávidas em direção aos recipientes onde colocaram seus ovos”, disse Gisela Rita Alvarenga Marques, pesquisadora da Sucen responsável pelo estudo.
Segundo ela, o resultado da pesquisa aponta a necessidade de os municípios com captação de água de poços profundos mudarem a forma de abastecimento por intermédio da implantação de estações de tratamento de água de superfície, visando a oferecer água de melhor qualidade para a população e reduzindo os riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
(Fonte: Agência Fapesp)
O trabalho foi realizado entre julho e agosto de 2009 em Potim, município do Vale do Paraíba onde foi constatado o maior Índice de Breteau (valor que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada nas habitações humanas) no Estado de São Paulo.
Pesquisadores da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão da Secretaria responsável pelo auxílio aos municípios no trabalho de controle da dengue, ficaram intrigados pelo fato de que as ações de combate ao mosquito não estavam surtindo o efeito desejado e que a infestação permanecia alta, chegando a atingir 25,85 em 2003 e 19,2 na última medição feita pelo município. O índice recomendado é inferior a 1.
Além disso, foi detectado que as caixas d’água das residências de Potim, abastecidas pela prefeitura local por meio de coleta de água em poços profundos, que recebe cloração e fluoração, apresentavam altos índices de positividade em relação à presença de larvas do Aedes aegypti, enquanto nas moradias que usavam água de poços rasos ou cacimbas esse problema não existia.
Para desvendar o mistério, os pesquisadores realizaram um experimento em laboratório usando três gaiolas com 50 fêmeas e 100 machos do Aedes aegypti. Colocaram, em cada uma delas, recipientes com 100 ml de água coletada em Potim e em Taubaté, além de água destilada, utilizada como controle. Os recipientes foram mudados de local em sentido horário durante 31 dias e as soluções de água trocadas a cada 24 horas. Além disso, foram realizados exames semanais de análise físico-química das amostras de água coletada.
Os resultados apontaram que, durante o período de um mês, foram depositados pelo mosquito 3,6 vezes mais ovos nos recipientes com água de Potim do que na de Taubaté e 3,2 vezes mais em relação ao recipiente de controle. Enquanto a água de Potim apresentou índice de atividade de oviposição de 0,54, a de Taubaté registrou índice negativo de -0,03.
Na análise físico-química, a concentração de nitrogênio amoniacal da água de Potim ficou em 1,93 mg/l (o máximo permitido em portaria do Ministério da Saúde é 1,5 mg/l), enquanto a de Taubaté foi inferior a 0,03 mg/l.
“O estudo indicou que a alta concentração de nitrogênio amoniacal atraiu o Aedes aegypti para a oviposição. A volatilização dessa substância provavelmente foi o atrativo químico responsável pela orientação do voo das fêmeas grávidas em direção aos recipientes onde colocaram seus ovos”, disse Gisela Rita Alvarenga Marques, pesquisadora da Sucen responsável pelo estudo.
Segundo ela, o resultado da pesquisa aponta a necessidade de os municípios com captação de água de poços profundos mudarem a forma de abastecimento por intermédio da implantação de estações de tratamento de água de superfície, visando a oferecer água de melhor qualidade para a população e reduzindo os riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
(Fonte: Agência Fapesp)
Clima de micose
A paracoccidioidomicose (PCM) é a micose sistêmica (isto é, que ataca órgãos internos do corpo) mais prevalente na América Latina. Mas, ainda que a PCM seja conhecida há mais de um século – o primeiro caso foi descrito em 1908 pelo médico Adolfo Lutz (1855-1940) –, até hoje pouco se conhece sobre a ecologia do fungo que causa a doença.
Utilizando dados epidemiológicos e climáticos, um grupo interdisciplinar de pesquisadores paulistas aplicou métodos estatísticos para criar um modelo capaz de avaliar a influência do clima na variabilidade da doença.
O trabalho se baseou em casos ocorridos entre 1969 e 1999 na região de Botucatu (SP), que é uma área considerada hiperendêmica. A PCM, também conhecida como blastomicose sul-americana, ou doença de Lutz-Splendore-Almeida, é endêmica na América do Sul.
A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista International Journal of Epidemiology, da Universidade de Oxford, concluiu que a presença do fungo cresce, a longo prazo, quando há um aumento da armazenagem de água no solo. E, a curto prazo, há maior liberação de esporos quando aumenta a umidade absoluta do ar. A PCM afeta especialmente trabalhadores agrícolas e indivíduos que lidam diretamente com a terra contaminada com os esporos do fungo.
De acordo com a primeira autora do artigo, Ligia Barrozo, professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), o agente da PCM, o Paracoccidioides brasiliensis, raramente tem sido identificado na natureza e não havia estudos correlacionando a incidência da doença com variáveis climáticas.
“Existem evidências de que as pessoas adquirem a doença por inalação dos esporos do fungo provenientes do solo. Mas há grande dificuldade para se isolar o fungo do solo e, por isso, não conhecemos muito bem a ecologia desse agente, ou seja, não sabemos quais são os ambientes mais favoráveis para seu desenvolvimento e por que algumas regiões têm incidência maior, por exemplo”, disse Ligia à Agência FAPESP.
Segundo ela, a doença, em sua forma crônica, pode demorar várias décadas para se manifestar, o que dificulta os estudos, já que um indivíduo infectado pode ter adquirido a micose em outra época, em locais muito diferentes. Por isso o estudo foi focado na forma aguda, que se manifesta no máximo em 11 meses.
“Utilizamos dados epidemiológicos de uma região endêmica importante, que é a de Botucatu, e analisamos 91 casos ocorridos em 40 anos. A partir das datas das ocorrências, procuramos correlações com diversas variáveis que estavam disponíveis no período estudado: precipitação, temperatura do ar, armazenamento de água no solo e umidade absoluta e relativa do ar”, afirmou.
Com isso, os cientistas chegaram a um modelo que explica, em 49% dos casos, a variação de incidência, tendo em conta a umidade absoluta do ar e o armazenamento de água no solo nos dois anos anteriores às infeccções. “Há uma série de outros fatores, além do clima, que explicam a ocorrência da doença. Portanto, a correlação da ocorrência da doença com os fatores climáticos em 49% dos casos foi algo estatisticamente bastante significativo”, explicou Ligia.
Alterações climáticas - A partir do modelo, a equipe procurou explicar qual seria o significado biológico, para o fungo, da correlação entre a incidência e as condições climáticas. “Vimos que o aumento da umidade absoluta do ar no ano da infecção é importante para a liberação de esporos do fungo. Mas, quando há um aumento da precipitação dois anos antes da infecção, a umidade no solo cresce e o fungo se desenvolve ainda mais”, disse.
Segundo Ligia, a principal contribuição do desenvolvimento do modelo consistiu em verificar que mudanças ambientais rotineiras podem alterar a incidência de doenças como a PCM.
“Há estudos mostrando, por exemplo, que as mudanças climáticas têm impacto sobre a dengue e a malária. Nosso trabalho indica que alterações climáticas também podem modificar a incidência de doenças menos conhecidas, que não são transmitidas por vetores específicos, como as micoses endêmicas”, disse.
O artigo mereceu um comentário na mesma edição do International Journal of Epidemiology, feito por Dennis Baumgardner, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Segundo o cientista norte-americano, o trabalho brasileiro “fornece evidências de que os fenômenos climáticos e as atividades humanas no nível ‘macro’ agem de forma integrada com fatores ecológicos em nível ‘micro’, afetando o crescimento, a disseminação e a infecção humana por fungos sistêmicos”.
Baumgardner afirma ainda que estudos como esse, “se não obtiverem sucesso definitivo, no futuro, em termos de previsão e mitigação da doença, podem servir para orientar a seleção de amostras ambientais e contribuir para resolver os mistérios que cercam os nichos ecológicos desses importantes fungos”.
Além de Ligia, participaram do estudo mais dois pesquisadores da USP: a meteorologista Maria Elisa Siqueira Silva, também do Departamento de Geografia da FFLCH, e Gil Bernard, do Laboratório de Pesquisa Médica em Dermatologia e Imunodeficiências e do Laboratório de Micologia Médica da Faculdade de Medicina.
Os outros autores são da Universidade Estadual Paulista (Unesp): Eduardo Bagagli, do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biociências de Botucatu, Rinaldo Mendes, do Departamento de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina de Botucatu, e Silvio Marques, do Departamento de Dermatologia e Radioterapia.
(Fonte: Agência Fapesp)
Utilizando dados epidemiológicos e climáticos, um grupo interdisciplinar de pesquisadores paulistas aplicou métodos estatísticos para criar um modelo capaz de avaliar a influência do clima na variabilidade da doença.
O trabalho se baseou em casos ocorridos entre 1969 e 1999 na região de Botucatu (SP), que é uma área considerada hiperendêmica. A PCM, também conhecida como blastomicose sul-americana, ou doença de Lutz-Splendore-Almeida, é endêmica na América do Sul.
A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista International Journal of Epidemiology, da Universidade de Oxford, concluiu que a presença do fungo cresce, a longo prazo, quando há um aumento da armazenagem de água no solo. E, a curto prazo, há maior liberação de esporos quando aumenta a umidade absoluta do ar. A PCM afeta especialmente trabalhadores agrícolas e indivíduos que lidam diretamente com a terra contaminada com os esporos do fungo.
De acordo com a primeira autora do artigo, Ligia Barrozo, professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da Universidade de São Paulo (USP), o agente da PCM, o Paracoccidioides brasiliensis, raramente tem sido identificado na natureza e não havia estudos correlacionando a incidência da doença com variáveis climáticas.
“Existem evidências de que as pessoas adquirem a doença por inalação dos esporos do fungo provenientes do solo. Mas há grande dificuldade para se isolar o fungo do solo e, por isso, não conhecemos muito bem a ecologia desse agente, ou seja, não sabemos quais são os ambientes mais favoráveis para seu desenvolvimento e por que algumas regiões têm incidência maior, por exemplo”, disse Ligia à Agência FAPESP.
Segundo ela, a doença, em sua forma crônica, pode demorar várias décadas para se manifestar, o que dificulta os estudos, já que um indivíduo infectado pode ter adquirido a micose em outra época, em locais muito diferentes. Por isso o estudo foi focado na forma aguda, que se manifesta no máximo em 11 meses.
“Utilizamos dados epidemiológicos de uma região endêmica importante, que é a de Botucatu, e analisamos 91 casos ocorridos em 40 anos. A partir das datas das ocorrências, procuramos correlações com diversas variáveis que estavam disponíveis no período estudado: precipitação, temperatura do ar, armazenamento de água no solo e umidade absoluta e relativa do ar”, afirmou.
Com isso, os cientistas chegaram a um modelo que explica, em 49% dos casos, a variação de incidência, tendo em conta a umidade absoluta do ar e o armazenamento de água no solo nos dois anos anteriores às infeccções. “Há uma série de outros fatores, além do clima, que explicam a ocorrência da doença. Portanto, a correlação da ocorrência da doença com os fatores climáticos em 49% dos casos foi algo estatisticamente bastante significativo”, explicou Ligia.
Alterações climáticas - A partir do modelo, a equipe procurou explicar qual seria o significado biológico, para o fungo, da correlação entre a incidência e as condições climáticas. “Vimos que o aumento da umidade absoluta do ar no ano da infecção é importante para a liberação de esporos do fungo. Mas, quando há um aumento da precipitação dois anos antes da infecção, a umidade no solo cresce e o fungo se desenvolve ainda mais”, disse.
Segundo Ligia, a principal contribuição do desenvolvimento do modelo consistiu em verificar que mudanças ambientais rotineiras podem alterar a incidência de doenças como a PCM.
“Há estudos mostrando, por exemplo, que as mudanças climáticas têm impacto sobre a dengue e a malária. Nosso trabalho indica que alterações climáticas também podem modificar a incidência de doenças menos conhecidas, que não são transmitidas por vetores específicos, como as micoses endêmicas”, disse.
O artigo mereceu um comentário na mesma edição do International Journal of Epidemiology, feito por Dennis Baumgardner, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Segundo o cientista norte-americano, o trabalho brasileiro “fornece evidências de que os fenômenos climáticos e as atividades humanas no nível ‘macro’ agem de forma integrada com fatores ecológicos em nível ‘micro’, afetando o crescimento, a disseminação e a infecção humana por fungos sistêmicos”.
Baumgardner afirma ainda que estudos como esse, “se não obtiverem sucesso definitivo, no futuro, em termos de previsão e mitigação da doença, podem servir para orientar a seleção de amostras ambientais e contribuir para resolver os mistérios que cercam os nichos ecológicos desses importantes fungos”.
Além de Ligia, participaram do estudo mais dois pesquisadores da USP: a meteorologista Maria Elisa Siqueira Silva, também do Departamento de Geografia da FFLCH, e Gil Bernard, do Laboratório de Pesquisa Médica em Dermatologia e Imunodeficiências e do Laboratório de Micologia Médica da Faculdade de Medicina.
Os outros autores são da Universidade Estadual Paulista (Unesp): Eduardo Bagagli, do Departamento de Microbiologia e Imunologia do Instituto de Biociências de Botucatu, Rinaldo Mendes, do Departamento de Doenças Tropicais da Faculdade de Medicina de Botucatu, e Silvio Marques, do Departamento de Dermatologia e Radioterapia.
(Fonte: Agência Fapesp)
Um copo de chá verde ao dia ajuda a combater câncer de pulmão
Estudo revela que chá é eficiente inclusive para fumantes.
O chá verde pode diminuir os riscos de câncer do pulmão em fumantes e o avanço da doença. É o que sugere um estudo recente feito pela pesquisadora I-Hsin Lin, da Chung Shan Medical University, em Taiwan. Segundo a pesquisadora, os resultados são visíveis principalmente em fumantes que não são geneticamente suscetíveis ao aparecimento de câncer.
A diminuição dos riscos ocorre por conta dos antioxidantes presentes no chá, que impedem o desenvolvimento de células infectadas. O estudo analisou 170 pacientes com diagnóstico de câncer pulmonar e 340 pacientes saudáveis.
Os pacientes descreveram seus hábitos de fumo de cigarro, de ingestão de chá verde e também como era o seu estilo de vida nos cinco anos anteriores à doença.
Chá verde emagrece
Chá mate contra o colesterol Após esse questionário, os pacientes foram submetidos a um teste de genótipo, que identificaria possíveis genótipos relacionados ao risco de câncer.
Os participante não-fumantes do estudo que não consumiam chá verde apresentaram cinco vezes mais riscos de desenvolver câncer de pulmão que aqueles que consumiam pelo menos um copo de chá verde por dia.
O risco subiu em treze vezes para os fumantes que não consumiam o chá.
Fonte: http://www.minhavida.com.br
O chá verde pode diminuir os riscos de câncer do pulmão em fumantes e o avanço da doença. É o que sugere um estudo recente feito pela pesquisadora I-Hsin Lin, da Chung Shan Medical University, em Taiwan. Segundo a pesquisadora, os resultados são visíveis principalmente em fumantes que não são geneticamente suscetíveis ao aparecimento de câncer.
A diminuição dos riscos ocorre por conta dos antioxidantes presentes no chá, que impedem o desenvolvimento de células infectadas. O estudo analisou 170 pacientes com diagnóstico de câncer pulmonar e 340 pacientes saudáveis.
Os pacientes descreveram seus hábitos de fumo de cigarro, de ingestão de chá verde e também como era o seu estilo de vida nos cinco anos anteriores à doença.
Chá verde emagrece
Chá mate contra o colesterol Após esse questionário, os pacientes foram submetidos a um teste de genótipo, que identificaria possíveis genótipos relacionados ao risco de câncer.
Os participante não-fumantes do estudo que não consumiam chá verde apresentaram cinco vezes mais riscos de desenvolver câncer de pulmão que aqueles que consumiam pelo menos um copo de chá verde por dia.
O risco subiu em treze vezes para os fumantes que não consumiam o chá.
Fonte: http://www.minhavida.com.br
Consumismo é ameaça ambiental global, adverte relatório
Hábitos de consumo americanos se espalharam para países emergentes, como Brasil e China, diz WWI
O americano médio consome mais do que o seu próprio peso em produtos por dia, alimentando uma cultura global do excesso que vem emergindo como a maior ameaça para o planeta, segundo um relatório publicado nesta semana. No seu relatório anual, o Worldwatch Institute diz que o culto do consumo e da ganância pode acabar com todos os avanços das ações governamentais em direção ao combate das mudanças climáticas e de mudanças para uma economia de eficiência energética.
"Até reconhecermos que nossos problemas ambientais, das mudanças climáticas ao desmatamento e à perda de espécies, são movidos por hábitos insustentáveis, não seremos capazes de resolver as crises ecológicas, que ameaçam acabar com a civilização", disse o diretor do projeto, Erik Assadourian, que liderou uma equipe de 35 pesquisadores por trás do relatório.
A população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente, alerta o relatório da entidade americana. Na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram 28% para US$ 30,5 trilhões.
A cultura do consumismo não é mais um hábito, em sua maioria, de americanos, mas está se espalhando por todo o planeta. Ao longo dos últimos 50 anos, o excesso foi adotado como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a China, segundo o relatório. A China esta semana ultrapassou os Estados Unidos como o mercado mundial de carros. Também já é o maior emissor de gases de efeito estufa.
O relatório conclui que tais tendências não foram uma consequência natural do crescimento econômico, mas o resultado de esforços deliberados pelas empresas para conquistar os consumidores. Hoje são comuns produtos como as garrafas de água e o hambúrguer - rejeitado no início do século 20 por ser considerado um alimento prejudicial para os mais pobres.
Uma família média ocidental gasta mais com seu animal de estimação do que é gasto por um ser humano em Bangladesh.
O relatório fez notar sinais encorajadores de uma mudança da cultura de gastos altos. Ele disse que os programas de merenda escolar tem feito maiores esforços para incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. A geração mais jovem também se mostra mais consciente do seu impacto sobre o meio ambiente.
É preciso haver uma transformação global de valores e atitudes, segundo o relatório. Com as atuais taxas de consumo, o mundo precisa erguer 24 turbinas eólicas por hora para produzir energia suficiente para substituir os combustíveis fósseis.
"Nós vimos alguns esforços encorajadores para combater a crise climática mundial nos últimos anos", disse Assadourian. "Mas fazer políticas e mudanças tecnológicas, e continuar mantendo uma cultura centrada no consumismo, não pode ir muito longe."
"Se não fizermos a nossa própria mudança de cultura haverá novas crises que teremos de enfrentar. Finalmente, o consumismo não vai ser viável daqui para frente com a população mundial crescendo em 2 bilhões e mais países crescem em poder econômico."
No prefácio do relatório, o presidente do Worldwatch Institute, Christopher Flavin, escreve: "Enquanto o mundo luta para recuperar-se da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão, temos uma oportunidade sem precedentes para dar as costas do consumismo. No final, o instinto humano de sobrevivência deve triunfar sobre o desejo de consumir a qualquer custo."
Fonte: www.estadao.com.br
O americano médio consome mais do que o seu próprio peso em produtos por dia, alimentando uma cultura global do excesso que vem emergindo como a maior ameaça para o planeta, segundo um relatório publicado nesta semana. No seu relatório anual, o Worldwatch Institute diz que o culto do consumo e da ganância pode acabar com todos os avanços das ações governamentais em direção ao combate das mudanças climáticas e de mudanças para uma economia de eficiência energética.
"Até reconhecermos que nossos problemas ambientais, das mudanças climáticas ao desmatamento e à perda de espécies, são movidos por hábitos insustentáveis, não seremos capazes de resolver as crises ecológicas, que ameaçam acabar com a civilização", disse o diretor do projeto, Erik Assadourian, que liderou uma equipe de 35 pesquisadores por trás do relatório.
A população do mundo está queimando os recursos do planeta a uma velocidade imprudente, alerta o relatório da entidade americana. Na última década, o consumo de bens e serviços aumentaram 28% para US$ 30,5 trilhões.
A cultura do consumismo não é mais um hábito, em sua maioria, de americanos, mas está se espalhando por todo o planeta. Ao longo dos últimos 50 anos, o excesso foi adotado como um símbolo de sucesso em países em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a China, segundo o relatório. A China esta semana ultrapassou os Estados Unidos como o mercado mundial de carros. Também já é o maior emissor de gases de efeito estufa.
O relatório conclui que tais tendências não foram uma consequência natural do crescimento econômico, mas o resultado de esforços deliberados pelas empresas para conquistar os consumidores. Hoje são comuns produtos como as garrafas de água e o hambúrguer - rejeitado no início do século 20 por ser considerado um alimento prejudicial para os mais pobres.
Uma família média ocidental gasta mais com seu animal de estimação do que é gasto por um ser humano em Bangladesh.
O relatório fez notar sinais encorajadores de uma mudança da cultura de gastos altos. Ele disse que os programas de merenda escolar tem feito maiores esforços para incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. A geração mais jovem também se mostra mais consciente do seu impacto sobre o meio ambiente.
É preciso haver uma transformação global de valores e atitudes, segundo o relatório. Com as atuais taxas de consumo, o mundo precisa erguer 24 turbinas eólicas por hora para produzir energia suficiente para substituir os combustíveis fósseis.
"Nós vimos alguns esforços encorajadores para combater a crise climática mundial nos últimos anos", disse Assadourian. "Mas fazer políticas e mudanças tecnológicas, e continuar mantendo uma cultura centrada no consumismo, não pode ir muito longe."
"Se não fizermos a nossa própria mudança de cultura haverá novas crises que teremos de enfrentar. Finalmente, o consumismo não vai ser viável daqui para frente com a população mundial crescendo em 2 bilhões e mais países crescem em poder econômico."
No prefácio do relatório, o presidente do Worldwatch Institute, Christopher Flavin, escreve: "Enquanto o mundo luta para recuperar-se da mais grave crise econômica desde a Grande Depressão, temos uma oportunidade sem precedentes para dar as costas do consumismo. No final, o instinto humano de sobrevivência deve triunfar sobre o desejo de consumir a qualquer custo."
Fonte: www.estadao.com.br
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Bitucas causam dano ambiental
Tocos de cigarro jogados nas ruas e nas praias criam sedimento tóxico e podem poluir tanto quanto o esgoto comum, de acordo com estudo paulista.
As leis antifumo, criadas para proteger a população dos componentes tóxicos da fumaça do cigarro, podem trazer um efeito colateral indesejável: aumentar a chamada “poluição difusa” – aquela que está nas superfícies e é carregada pela chuva para os cursos d’água. Com a proibição do fumo em ambientes fechados, os fumantes acendem e aspiram a fumaça de seus cigarros em áreas ao ar livre. Depois, muitos deles arremessam as bitucas no chão.
Um estudo coordenado pelo biólogo Aristides Almeida Rocha, professor aposentado da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), e pelo advogado e jornalista Mário Albanese, presidente da Associação de Defesa da Saúde dos Fumantes, mostra que duas guimbas de cigarro geram a mesma quantidade de poluição produzida por um litro de esgoto (leia mais nesta página). Segundo Albanese, os tocos deixam a água turva e criam um sedimento tóxico.
Pesquisa mostrou como as guimbas poluem
Na experiência conduzida pelos professores Aristides Almeida Rocha e Mário Albanese nos laboratórios da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, 20 pontas de cigarro foram colocadas em um recipiente com 10 litros de água e submetidas a um processo de agitação. A mistura permaneceu em infusão por oito dias. Do líquido resultante, que apresentava coloração amarelo-escura e forte odor de nicotina, foram retiradas amostras de 100 mililitros para análise da demanda bioquímica de oxigênio (DBO), indicador que mede a poluição causada por matéria orgânica biodegradável.
No processo de decomposição, micro-organismos como bactérias, protozoários e fungos alimentam-se do material orgânico poluente e consomem o oxigênio dissolvido no meio aquático. Quanto maior for a demanda por oxigênio, mais prejudicada será a sobrevivência dos peixes e de outros organismos aquáticos.
O esgoto doméstico, em geral, rouba o oxigênio da água em taxas que variam de 300 a 600 mg/l. Na experiência com as 20 guimbas dissolvidas em 10 litros de água, a DBO atingiu 317 mg/l. “Considerando-se que o peso médio de uma bituca é de 0,5 grama e provoca uma DBO de 0,75 mg/l, torna-se possível concluir que 2 bitucas ou 1 grama promove uma demanda de oxigênio de 1,5 mg/l”, diz Albanese. “Esse valor corresponde à poluição causada por um litro de esgoto doméstico”, conclui. Já o filtro, que faz parte do toco do cigarro, resiste à biodegradação, permancendo no solo e na água por 5 a 7 anos, sem se decompor. (AS)
Praias
Nas praias, as bitucas de cigarros têm sido um dos principais componentes do lixo recolhido por mutirões de limpeza. Em outubro, um trabalho promovido pela ONG Instituto Conservação Marinha do Brasil (Comar) na Prainha e na Praia Grande, em São Francisco do Sul (SC), resultou na coleta de 237 kg de lixo. Desse total, 1 kg era constituído de 2 mil guimbas. Parece pouco, mas essas pontas roubam da água uma quantidade de oxigênio equivalente à retirada por mil litros de esgoto.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vem distribuindo nos últimos anos, a cada temporada de verão, cerca de 5 mil minilixeiras para os fumantes jogarem seus tocos de cigarro. Chamadas de “bituqueiras”, as minilixeiras são colocadas nos postos de controle da balneabilidade das praias. De acordo com o IAP, a ação produziu bons resultados, reduzindo em 70% a quantidade de pontas de cigarro atiradas na areia.
Estimativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) indicam que os fumantes constumam deixar cerca de cinco bitucas por metro quadrado de areia. “A limpeza pelo processo de varrição não consegue retirar todo esse lixo, por isso temos de distribuir as bituqueiras”, afirma o secretário, Rasca Rodrigues. “Não se trata de facilitar a vida dos fumantes, mas de evitar os danos ambientais causados pelas pontas de cigarros. Muitos animais marinhos morrem em decorrência das bitucas jogadas na praia”, explica.
Segundo Rasca, a Sema não tem planos de promover ações desse tipo nas cidades, mas espera contar com a colaboração de bares e restaurantes, já que as guimbas jogadas na rua e levadas até os rios pelas galerias de águas pluviais acabam também chegando ao oceano.
Fonte: portal.rpc.com.br
As leis antifumo, criadas para proteger a população dos componentes tóxicos da fumaça do cigarro, podem trazer um efeito colateral indesejável: aumentar a chamada “poluição difusa” – aquela que está nas superfícies e é carregada pela chuva para os cursos d’água. Com a proibição do fumo em ambientes fechados, os fumantes acendem e aspiram a fumaça de seus cigarros em áreas ao ar livre. Depois, muitos deles arremessam as bitucas no chão.
Um estudo coordenado pelo biólogo Aristides Almeida Rocha, professor aposentado da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), e pelo advogado e jornalista Mário Albanese, presidente da Associação de Defesa da Saúde dos Fumantes, mostra que duas guimbas de cigarro geram a mesma quantidade de poluição produzida por um litro de esgoto (leia mais nesta página). Segundo Albanese, os tocos deixam a água turva e criam um sedimento tóxico.
Pesquisa mostrou como as guimbas poluem
Na experiência conduzida pelos professores Aristides Almeida Rocha e Mário Albanese nos laboratórios da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, 20 pontas de cigarro foram colocadas em um recipiente com 10 litros de água e submetidas a um processo de agitação. A mistura permaneceu em infusão por oito dias. Do líquido resultante, que apresentava coloração amarelo-escura e forte odor de nicotina, foram retiradas amostras de 100 mililitros para análise da demanda bioquímica de oxigênio (DBO), indicador que mede a poluição causada por matéria orgânica biodegradável.
No processo de decomposição, micro-organismos como bactérias, protozoários e fungos alimentam-se do material orgânico poluente e consomem o oxigênio dissolvido no meio aquático. Quanto maior for a demanda por oxigênio, mais prejudicada será a sobrevivência dos peixes e de outros organismos aquáticos.
O esgoto doméstico, em geral, rouba o oxigênio da água em taxas que variam de 300 a 600 mg/l. Na experiência com as 20 guimbas dissolvidas em 10 litros de água, a DBO atingiu 317 mg/l. “Considerando-se que o peso médio de uma bituca é de 0,5 grama e provoca uma DBO de 0,75 mg/l, torna-se possível concluir que 2 bitucas ou 1 grama promove uma demanda de oxigênio de 1,5 mg/l”, diz Albanese. “Esse valor corresponde à poluição causada por um litro de esgoto doméstico”, conclui. Já o filtro, que faz parte do toco do cigarro, resiste à biodegradação, permancendo no solo e na água por 5 a 7 anos, sem se decompor. (AS)
Praias
Nas praias, as bitucas de cigarros têm sido um dos principais componentes do lixo recolhido por mutirões de limpeza. Em outubro, um trabalho promovido pela ONG Instituto Conservação Marinha do Brasil (Comar) na Prainha e na Praia Grande, em São Francisco do Sul (SC), resultou na coleta de 237 kg de lixo. Desse total, 1 kg era constituído de 2 mil guimbas. Parece pouco, mas essas pontas roubam da água uma quantidade de oxigênio equivalente à retirada por mil litros de esgoto.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) vem distribuindo nos últimos anos, a cada temporada de verão, cerca de 5 mil minilixeiras para os fumantes jogarem seus tocos de cigarro. Chamadas de “bituqueiras”, as minilixeiras são colocadas nos postos de controle da balneabilidade das praias. De acordo com o IAP, a ação produziu bons resultados, reduzindo em 70% a quantidade de pontas de cigarro atiradas na areia.
Estimativas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) indicam que os fumantes constumam deixar cerca de cinco bitucas por metro quadrado de areia. “A limpeza pelo processo de varrição não consegue retirar todo esse lixo, por isso temos de distribuir as bituqueiras”, afirma o secretário, Rasca Rodrigues. “Não se trata de facilitar a vida dos fumantes, mas de evitar os danos ambientais causados pelas pontas de cigarros. Muitos animais marinhos morrem em decorrência das bitucas jogadas na praia”, explica.
Segundo Rasca, a Sema não tem planos de promover ações desse tipo nas cidades, mas espera contar com a colaboração de bares e restaurantes, já que as guimbas jogadas na rua e levadas até os rios pelas galerias de águas pluviais acabam também chegando ao oceano.
Fonte: portal.rpc.com.br
Aquecimento global começou antes da Revolução Industrial
O início da interferência humana no meio ambiente e, consequentemente, no clima ocorreu em períodos anteriores à Revolução Industrial, que teve início em meados do século XVIII na Inglaterra. Uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) mostra que, mesmo antes do surgimento das grandes indústrias o planeta já sofria com aumento de temperatura e o início do aquecimento global.
Baseada em coleta, comparações e análise crítica das informações da literatura produzidas mundialmente sobre o tema, a advogada Aretha Sanchez mostra em sua dissertação de mestrado, orientada pelo professor e pesquisador do Ipen Luiz Antonio Mai, que povoados como os maias e mochicas, na América Latina, acádios, no Iraque, e povos da Groenlândia Nórdica, entre outros, sofreram colapsos e desapareceram devido a essa modificação climática local.
Os antigos integrantes desses povoados usaram grande parte dos recursos naturais existentes nos locais em que viviam e foram obrigados a sair de sua região de origem após a deteriorização intensa do ambiente. O desmatamento, a caça, a pesca, o desenvolvimento da agricultura e a poluição das águas foram causas determinantes para a modificação climática regional e, consequentemente, a extinção de importantes povoados.
Apesar da gravidade dessas interferências, a pesquisadora afirma que foram necessárias para que as populações pudessem se desenvolver. “Para que possa haver desenvolvimento, o homem interferiu no meio ambiente e consequentemente no clima. Na época das primeiras interferências climáticas, as populações não tinham consciência de que o uso e a intervenção no meio ambiente pudessem levar seus povoados a extinção. Nós temos esse conhecimento e devemos tentar diminuir essas modificações ambientais”, explica Aretha.
As interferências ocorridas anteriormente à Revolução Industrial foram muito significativas para as modificações do clima em determinadas regiões do planeta. Segundo a pesquisadora, “houve um aumento de até 4ºC na Europa e na América do Norte. Apesar de o aumento de temperatura ter sido regional, podemos falar que foi causado pela interferência do homem no meio ambiente, um ‘aquecimento global’ em escala menor se comparado aos problemas climáticos atuais”.
Mesmo com os malefícios causados por esse aumento significativo na temperatura em certas regiões do globo, que ocasionou desequilíbrio ambiental e extinguiu povoados importantes, Aretha salienta que se não fossem essas interferências iniciais, as populações tanto da América do Norte quanto da Europa não se desenvolveriam da forma como se desenvolveram.
Os grandes problemas ambientais relacionados ao mau uso dos recursos naturais são causados, em parte, pela desigualdade social. Segundo a pesquisadora, a falta de acesso ao conhecimento e conscientização ecológica atrelada às deficiências educacionais são fatores que tornam as intervenções ambientais mais rotineiras e problemáticas.
“Não há investimentos necessários para que todos tenham esse tipo de educação e desenvolvam consciência ecológica. Um exemplo dessa falta de conhecimento pode ser visto atualmente no Brasil: as pessoas invadem áreas suscetíveis a deslizamento, como as margens de rios, as quais deveriam ser de total controle ambiental. A interferência no ambiente é tamanha que ocasiona enchentes e coloca milhares de vidas em risco”, explica Aretha.
Exatamente pelo fato de grande parte das populações atuais terem maior conhecimento das causas e efeitos das interferências humanas na natureza, é necessário encontrar maneiras de manter o desenvolvimento sem causar tantos danos ao ambiente. “Antigamente não havia consciência do que estava acontecendo e por que alguns povoados se extinguiram. Hoje há essa consciência e conhecimento dos possíveis problemas que enfrentaremos, como o aquecimento global e outras alterações ambientais. Por isso, precisamos procurar uma forma, seja por meio da ciência ou da educação, que nos ajude a frear ou estabilizar as modificações climáticas”, conclui a pesquisadora.
Fonte: Agência USP
Baseada em coleta, comparações e análise crítica das informações da literatura produzidas mundialmente sobre o tema, a advogada Aretha Sanchez mostra em sua dissertação de mestrado, orientada pelo professor e pesquisador do Ipen Luiz Antonio Mai, que povoados como os maias e mochicas, na América Latina, acádios, no Iraque, e povos da Groenlândia Nórdica, entre outros, sofreram colapsos e desapareceram devido a essa modificação climática local.
Os antigos integrantes desses povoados usaram grande parte dos recursos naturais existentes nos locais em que viviam e foram obrigados a sair de sua região de origem após a deteriorização intensa do ambiente. O desmatamento, a caça, a pesca, o desenvolvimento da agricultura e a poluição das águas foram causas determinantes para a modificação climática regional e, consequentemente, a extinção de importantes povoados.
Apesar da gravidade dessas interferências, a pesquisadora afirma que foram necessárias para que as populações pudessem se desenvolver. “Para que possa haver desenvolvimento, o homem interferiu no meio ambiente e consequentemente no clima. Na época das primeiras interferências climáticas, as populações não tinham consciência de que o uso e a intervenção no meio ambiente pudessem levar seus povoados a extinção. Nós temos esse conhecimento e devemos tentar diminuir essas modificações ambientais”, explica Aretha.
As interferências ocorridas anteriormente à Revolução Industrial foram muito significativas para as modificações do clima em determinadas regiões do planeta. Segundo a pesquisadora, “houve um aumento de até 4ºC na Europa e na América do Norte. Apesar de o aumento de temperatura ter sido regional, podemos falar que foi causado pela interferência do homem no meio ambiente, um ‘aquecimento global’ em escala menor se comparado aos problemas climáticos atuais”.
Mesmo com os malefícios causados por esse aumento significativo na temperatura em certas regiões do globo, que ocasionou desequilíbrio ambiental e extinguiu povoados importantes, Aretha salienta que se não fossem essas interferências iniciais, as populações tanto da América do Norte quanto da Europa não se desenvolveriam da forma como se desenvolveram.
Os grandes problemas ambientais relacionados ao mau uso dos recursos naturais são causados, em parte, pela desigualdade social. Segundo a pesquisadora, a falta de acesso ao conhecimento e conscientização ecológica atrelada às deficiências educacionais são fatores que tornam as intervenções ambientais mais rotineiras e problemáticas.
“Não há investimentos necessários para que todos tenham esse tipo de educação e desenvolvam consciência ecológica. Um exemplo dessa falta de conhecimento pode ser visto atualmente no Brasil: as pessoas invadem áreas suscetíveis a deslizamento, como as margens de rios, as quais deveriam ser de total controle ambiental. A interferência no ambiente é tamanha que ocasiona enchentes e coloca milhares de vidas em risco”, explica Aretha.
Exatamente pelo fato de grande parte das populações atuais terem maior conhecimento das causas e efeitos das interferências humanas na natureza, é necessário encontrar maneiras de manter o desenvolvimento sem causar tantos danos ao ambiente. “Antigamente não havia consciência do que estava acontecendo e por que alguns povoados se extinguiram. Hoje há essa consciência e conhecimento dos possíveis problemas que enfrentaremos, como o aquecimento global e outras alterações ambientais. Por isso, precisamos procurar uma forma, seja por meio da ciência ou da educação, que nos ajude a frear ou estabilizar as modificações climáticas”, conclui a pesquisadora.
Fonte: Agência USP
Acabe com os mitos sobre o ronco
O distúrbio do sono que mais incomoda cônjuges, parceiros, filhos ou até mesmo - nos casos mais graves - vizinhos, é sem dúvida o ronco. Depois de muita reclamação, as pessoas que roncam demais buscam saída em médicos otorrinolaringologistas, quando, na maioria dos casos, a solução está na visita a um dentista. Esse desconhecimento é comum, pois a Odontologia do Sono ainda não é tão disseminada nos pacientes que sofrem de ronco. Mas este cenário já está mudando. Vamos aproveitar este espaço para desmistificar algumas crenças a respeito o ronco, e também para esclarecer algumas verdades sobre este mal.
O ronco é mais freqüente em quem dorme de barriga para cima
Não necessariamente. De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada com tratamento sem a indicação de um especialista.
Roncar separa casais
Verdade. Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando o dia cansados, sonolentos, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados.
Roncar é sinal de sono profundo
Mito. É exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apneia do sono.
Roncar pode causar disfunção erétil
Verdade. O corpo do roncador, por não descansar bem, acaba perdendo energia e causando mais cansaço. Essas condições podem levar a problemas de ereção, desde que tenha apnéia do sono.
O ronco pode causar apneia
Verdade. Roncar não é normal e é sinal de apneia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).
Apneia é perigoso
Verdade. A apneia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando conseqüências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.
Ronco não tem solução
Mito. O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as conseqüências do ronco.
O ronco pode causar problemas cardio-vasculares
Verdade. Hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apneia, pode gerar problemas na artéria carótida por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.
O dentista do sono é o especialista mais indicado para solucionar o ronco
Verdade. A placa ou aparelho intra-oral é um ótimo tratamento para o ronco quando bem realizado e bem acompanhado pelo especialista. O aparelho mudará o relaxamento dos músculos da garganta e manterá as vias aéreas abertas para a passagem do ar.
Como se dá o tratamento do ronco
Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.
Fonte: Eduardo Rollo Duarte
Especialidade: Dentista
O ronco é mais freqüente em quem dorme de barriga para cima
Não necessariamente. De barriga para cima, os músculos tendem a obstruir a garganta com maior facilidade aumentando a dificuldade da passagem do ar e as chances do ronco. Mudar de posição pode ajudar a resolver o problema nos casos mais leves. Na maioria das vezes o ronco acontece em qualquer posição. Como o ronco pode gerar consequências graves, a mudança da posição não deve ser considerada com tratamento sem a indicação de um especialista.
Roncar separa casais
Verdade. Os cônjuges sofrem com o barulho e acabam tendo insônia, passando o dia cansados, sonolentos, com todas as consequências de uma noite não dormida. Imagine isso, repetidamente, durante anos. Na maioria dos casos, os casais passam a dormir separados.
Roncar é sinal de sono profundo
Mito. É exatamente o contrário, quem ronca não dorme bem, não atinge sono profundo, não tem sono reparador, não relaxa e não descansa. Pode ainda ter apneia do sono.
Roncar pode causar disfunção erétil
Verdade. O corpo do roncador, por não descansar bem, acaba perdendo energia e causando mais cansaço. Essas condições podem levar a problemas de ereção, desde que tenha apnéia do sono.
O ronco pode causar apneia
Verdade. Roncar não é normal e é sinal de apneia do sono (falta de ar por mais de 10 segundos).
Apneia é perigoso
Verdade. A apneia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando conseqüências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual; e ainda aumenta muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.
Ronco não tem solução
Mito. O ronco é um distúrbio de saúde e do sono de natureza crônica e pode ser tratado com um aparelho oral de eficácia comprovada. O aparelho estimula a musculatura da língua, da garganta e do céu da boca, impedindo o estreitamento e fechamento da via aérea quando respiramos. Dessa forma o ronco é controlado e o indivíduo não desenvolve as conseqüências do ronco.
O ronco pode causar problemas cardio-vasculares
Verdade. Hoje sabemos que só o ronco, mesmo sem apneia, pode gerar problemas na artéria carótida por causa da vibração frequente dos músculos do canal de passagem do ar, acontecer muito perto da carótida. A carótida pode ficar calcificada e pode acontecer o acidente vascular cerebral, o derrame.
O dentista do sono é o especialista mais indicado para solucionar o ronco
Verdade. A placa ou aparelho intra-oral é um ótimo tratamento para o ronco quando bem realizado e bem acompanhado pelo especialista. O aparelho mudará o relaxamento dos músculos da garganta e manterá as vias aéreas abertas para a passagem do ar.
Como se dá o tratamento do ronco
Por incrível que possa parecer, próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo do sono. O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM. Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono.
Fonte: Eduardo Rollo Duarte
Especialidade: Dentista
Lanches estimulam o gasto de calorias
Estabeleça horários e planeje seus petiscos com antecedência
Os lanches entre as refeições principais ajudam a ter uma alimentação equilibrada e saudável. A ingestão de alimentos deve ocorrer a cada 4 horas. Assim, no meio da manhã e da tarde é necessário consumir alimentos saudáveis e mais leves. Isso evitará que a fome se acumule, o que levaria a um excesso alimentar e calórico na refeição seguinte. Uma atitude que deve ser estimulada é o estabelecimento de horários para as refeições, incluindo os lanches. Ficar beliscando durante o dia faz com que se perca a noção da quantidade de alimentos que foi ingerida prejudicando o emagrecimento. Ter uma disciplina alimentar evitará esse tipo de situação.
Receba dicas e todo o suporte para chegar ao peso dos seus sonhos. Comece agora sua Dieta com a ajuda do melhor Programa de Emagrecimento da Internet Brasileira. (Começar minha dieta)
Alimentos
Os alimentos que fazem parte dos lanches são em sua maioria ricos em carboidratos. Dê preferência para os alimentos que fornecem fibras que estimulará a saciedade, retardando a sensação de fome.
Opções de alimentos
Boas opções de alimentos para o lanche são frutas, barrinhas de cereais, iogurtes light, sucos, pão integral, torrada. Pessoas que começaram um programa alimentar e que gostam de doces podem programar em ingerir uma barrinha pequena de chocolate durante a semana.
Exemplo de lanche
- 0,5 unidade de mamão papaia
- 1 colher (sopa) cheia de granola
Fonte: Roberta Stella
Nutricionista
Os lanches entre as refeições principais ajudam a ter uma alimentação equilibrada e saudável. A ingestão de alimentos deve ocorrer a cada 4 horas. Assim, no meio da manhã e da tarde é necessário consumir alimentos saudáveis e mais leves. Isso evitará que a fome se acumule, o que levaria a um excesso alimentar e calórico na refeição seguinte. Uma atitude que deve ser estimulada é o estabelecimento de horários para as refeições, incluindo os lanches. Ficar beliscando durante o dia faz com que se perca a noção da quantidade de alimentos que foi ingerida prejudicando o emagrecimento. Ter uma disciplina alimentar evitará esse tipo de situação.
Receba dicas e todo o suporte para chegar ao peso dos seus sonhos. Comece agora sua Dieta com a ajuda do melhor Programa de Emagrecimento da Internet Brasileira. (Começar minha dieta)
Alimentos
Os alimentos que fazem parte dos lanches são em sua maioria ricos em carboidratos. Dê preferência para os alimentos que fornecem fibras que estimulará a saciedade, retardando a sensação de fome.
Opções de alimentos
Boas opções de alimentos para o lanche são frutas, barrinhas de cereais, iogurtes light, sucos, pão integral, torrada. Pessoas que começaram um programa alimentar e que gostam de doces podem programar em ingerir uma barrinha pequena de chocolate durante a semana.
Exemplo de lanche
- 0,5 unidade de mamão papaia
- 1 colher (sopa) cheia de granola
Fonte: Roberta Stella
Nutricionista
Cinco dicas para combater o vício de comer mais e mais
Deixe de usar a comida como válvula de escape.
A comida vem sendo usada por muitos anos como uma distração para suplantar sentimentos desconfortáveis. Ao invés de ser usada para nutrir o corpo com vitaminas e minerais necessários à sobrevivência, tornou-se um vício dificílimo de combater. Por isso a chamo de a "droga" mais popular do planeta. Ficamos viciados no prazer em comer e por isso comemos mais do que precisamos. Além de nutrir, a comida passou a ter duas outras funções:
1. Evitar sentimentos como depressão, tristeza, raiva, frustração etc.
2. Dar-nos prazer através da ingestão de doces, salgadinhos deliciosos, chocolates etc.
Podemos chamar isto de "orgasmo emocional". É muito comum as mulheres comerem mesmo sem fome, enquanto jogam conversa fora ou assistem TV para se distrair. O prazer é o que impulsiona a engordar sem perceber.
Este processo nos mantém em um nível mental e emocional superficial, o que nos enfraquece em relação ao nosso poder de controle perante a realidade, que é muitas vezes cruel, mas necessária para aprendermos a lidar com a solidão, rejeição, paixão frustrada, falta de sexo ou de reconhecimento profissional, apenas para citar alguns exemplos.
Aqui vão cinco dicas para que esse vício seja combatido com "unhas e dentes":
RECONHEÇA que comer "emocionalmente" é um hábito nocivo à saúde e que você precisa cuidar disto com seriedade. Como? Lendo livros e artigos sobre o assunto, perguntando a pessoas que estão de bem com a vida em todos os aspectos, procurando profissionais que lidam com terapias alternativas e emoções. Você irá reconhecer que NÃO é necessário comer da maneira que pensa que precisa, para "distrair" sua dor emocional.
PARE, RESPIRE FUNDO E PENSE! Quando der vontade de comer, pense no que é melhor: comer para melhorar sua saúde ou fazer algo nocivo a ela?
GERENCIE o tipo de alimento que ingere e prove a si mesma que pode lidar com sentimentos indesejáveis de uma maneira positiva.
COMPRE somente alimentos naturais e saudáveis. Quando for ao supermercado, habitue-se a ler os ingredientes que compõe cada alimento e encha o carrinho de produtos nutritivos, eliminando a possibilidade levar comidas nocivas e fáceis de serem ingeridas para casa. Ao levar alimentos prejudiciais, a "viciada" sabota-se e apanha o primeiro bolo que vê na dispensa, para obter prazer quando está na fissura de comer, em momentos de solidão.
TEMPERE os alimentos com ervas para que a alimentação seja tanto nutritiva quanto apetitosa.
Muitas vezes pagamos um preço altíssimo por um alívio passageiro de estresse emocional através da comida. Podemos, por exemplo, ter má digestão, gases, intoxicação alimentar etc.
Mas nem todos lançam mão da comida para se confortar. E por que algumas pessoas o fazem e outras não? Porque este hábito não está ligado a histórias passadas ou bagagem emocional, é um hábito mental criado para evitar a dor emocional.
Portanto, perder peso não é apenas uma questão de dieta, mas de como vivemos a vida emocional, mental e espiritual. Se conseguirmos tomar decisões sábias e sadias, seremos o reflexo destas atitudes também fisicamente. Quando comemos para nos preencher emocionalmente, a comida nunca satisfaz, pois ela não sacia a fome emocional.
Fonte: Lygya Maya
Especialidade: Terapeuta
A comida vem sendo usada por muitos anos como uma distração para suplantar sentimentos desconfortáveis. Ao invés de ser usada para nutrir o corpo com vitaminas e minerais necessários à sobrevivência, tornou-se um vício dificílimo de combater. Por isso a chamo de a "droga" mais popular do planeta. Ficamos viciados no prazer em comer e por isso comemos mais do que precisamos. Além de nutrir, a comida passou a ter duas outras funções:
1. Evitar sentimentos como depressão, tristeza, raiva, frustração etc.
2. Dar-nos prazer através da ingestão de doces, salgadinhos deliciosos, chocolates etc.
Podemos chamar isto de "orgasmo emocional". É muito comum as mulheres comerem mesmo sem fome, enquanto jogam conversa fora ou assistem TV para se distrair. O prazer é o que impulsiona a engordar sem perceber.
Este processo nos mantém em um nível mental e emocional superficial, o que nos enfraquece em relação ao nosso poder de controle perante a realidade, que é muitas vezes cruel, mas necessária para aprendermos a lidar com a solidão, rejeição, paixão frustrada, falta de sexo ou de reconhecimento profissional, apenas para citar alguns exemplos.
Aqui vão cinco dicas para que esse vício seja combatido com "unhas e dentes":
RECONHEÇA que comer "emocionalmente" é um hábito nocivo à saúde e que você precisa cuidar disto com seriedade. Como? Lendo livros e artigos sobre o assunto, perguntando a pessoas que estão de bem com a vida em todos os aspectos, procurando profissionais que lidam com terapias alternativas e emoções. Você irá reconhecer que NÃO é necessário comer da maneira que pensa que precisa, para "distrair" sua dor emocional.
PARE, RESPIRE FUNDO E PENSE! Quando der vontade de comer, pense no que é melhor: comer para melhorar sua saúde ou fazer algo nocivo a ela?
GERENCIE o tipo de alimento que ingere e prove a si mesma que pode lidar com sentimentos indesejáveis de uma maneira positiva.
COMPRE somente alimentos naturais e saudáveis. Quando for ao supermercado, habitue-se a ler os ingredientes que compõe cada alimento e encha o carrinho de produtos nutritivos, eliminando a possibilidade levar comidas nocivas e fáceis de serem ingeridas para casa. Ao levar alimentos prejudiciais, a "viciada" sabota-se e apanha o primeiro bolo que vê na dispensa, para obter prazer quando está na fissura de comer, em momentos de solidão.
TEMPERE os alimentos com ervas para que a alimentação seja tanto nutritiva quanto apetitosa.
Muitas vezes pagamos um preço altíssimo por um alívio passageiro de estresse emocional através da comida. Podemos, por exemplo, ter má digestão, gases, intoxicação alimentar etc.
Mas nem todos lançam mão da comida para se confortar. E por que algumas pessoas o fazem e outras não? Porque este hábito não está ligado a histórias passadas ou bagagem emocional, é um hábito mental criado para evitar a dor emocional.
Portanto, perder peso não é apenas uma questão de dieta, mas de como vivemos a vida emocional, mental e espiritual. Se conseguirmos tomar decisões sábias e sadias, seremos o reflexo destas atitudes também fisicamente. Quando comemos para nos preencher emocionalmente, a comida nunca satisfaz, pois ela não sacia a fome emocional.
Fonte: Lygya Maya
Especialidade: Terapeuta
Suco de fruta: o grande amigo do verão
Além de refrescar, os sucos repõem a água do corpo
O verão traz com ele a necessidade de beber muito líquido para manter o corpo hidratado, mas isso não significa que vale a pena matar sua sede com refrigerantes, não importa se com ou sem açúcar. Para se refrescar de verdade e garantir muita saúde, nada melhor que água e sucos naturais.
Os sucos, além de refrescarem, hidratam e fornecem muitos nutrientes ao organismo e precisam ser feitos a partir de frutas frescas. Nem pense em ao comprar os famosos (e adorados pelas crianças) sucos artificiais de pozinho, isso porque eles são ricos em calorias e contêm conservantes e corantes, que podem causar alergias, gastrite e até conter substâncias cancerígenas.
O consumo desse tipo de produto acaba causando um grande esforço do corpo para purificar e limpar todas essas substâncias maléficas.
Como se não bastasse, o consumo excessivo dessas bebidas coloridas e doces, mesmo sendo dietéticas, por terem um sabor acentuado, acabam educando erroneamente o nosso paladar a aceitar apenas esse tipo de sabor. Se você cai nessa "pegadinha", vai acabar achando a alimentação à base de frutas, verduras e legumes sem graça e sem gosto, sabia?
Quando 100% naturais, os sucos são boas fontes de fibras alimentares, principalmente se não forem coados ou peneirados. A utilização integral dos componentes das frutas pode garantir o acesso a minerais e vitaminas. Mas se seu dia-a-dia corrido esbarrar na dificuldade em preparar sucos a partir das frutas, o supermercado oferece boas alternativas, como sucos concentrados, sucos em caixinhas longa vida e as polpas congeladas. Mas, toda vez que sobrar um tempinho, lembre-se de preparar com as frutas in natura, ok?
Vale lembrar que, dependendo de como são feitos, os sucos podem ser bem calóricos. Até mesmo as frutas exigem controle no seu consumo, pois são ricas em frutose, que é também é um tipo de açúcar. Tente não adoçá-los ou substituir o açúcar refinado por mel, açúcar orgânico, mascavo ou adoçante mesmo, mas sempre com moderação.
Bebê-los 30 minutos antes das refeições é uma ótima opção, pois isso ajuda na absorção dos nutrientes que você estará ingerindo.
Além disso, é importante que os sucos naturais sejam consumidos em até 30 minutos depois de serem preparados para não perderem suas propriedades nutritivas, ok? Agora, veja todos os benefícios que sua fruta preferida lhe traz:
Abacaxi: é digestivo, além de diurético e antitérmico. Também acalma a garganta e ajuda a curar laringites.
Açaí: trata-se de um antioxidante natural, facilita a eliminação de radicais livres, devido ao seu alto teor de vitaminas E e C.
Acerola: ajuda a combater a debilidade, a fadiga do organismo, a perda do apetite, e também as gripes e infecções pulmonares.
Goiaba: contém ferro, tanino, vitamina A e muita vitamina C. Esta fruta promove o metabolismo das proteínas e ajuda a prevenir a acidez e fermentação dos carboidratos durante a digestão.
Laranja: fortalece as defesas naturais do corpo por ser rica em vitamina C. Ajuda a combater resfriados, gripes, febres e possui efeito anti-hemorrágico.
Limão: é rico em vitaminas A, B1 e C e sais minerais, por isso ajuda a curar gripes e resfriados.
Maçã: auxilia na tonificação do organismo. Contém substâncias que protegem o fígado e facilitam a digestão.
Mamão: estimula e tonifica o organismo. É ótimo para a digestão e contém substâncias antibactericidas, capazes de evitar infecções intestinais causadas por parasitas. Também protege as mucosas dos intestinos.
Manga: tem grande teor de betacaroteno, o que lhe confere propriedades antioxidantes. É um ótimo regenerador do sangue.
Maracujá: tem propriedades antissépticas e reforça o sistema imunológico, estimula a digestão e pode ser utilizado como calmante natural.
Melão e melancia: os dois têm propriedades diuréticas, auxiliando o funcionamento dos rins.
Morango: é indicado em casos de diarréia. Também ajuda na digestão, baixa a febre e estimula todas as funções do metabolismo. Tem propriedades adstringentes e diuréticas.
Pêssego: ajuda a tratar desde inflamação dos rins, erupções da pele, fungos, intestino preguiçoso e ácido úrico a problemas respiratórios e doenças do coração.
Tangerina: os bagos são repletos de suco rico em ferro e vitaminas A, B1, B2 e C. A tangerina ajuda a tratar a febre, elimina toxinas, gripes, ácido úrico, retenção de líquidos, tensão nervosa e verminoses.
Além de suco de frutas, você pode optar pelo suco de clorofila, que tem ação desintoxicante e antibactericida. Isto porque a clorofila limpa o organismo das impurezas e toxinas, o que é perfeito para remediar um dia de excessos. Agora que você já sabe de tudo, que tal misturar duas ou mais frutas e inventar um novo suco preferido? Seu corpo e sua sede irão agradecer, pode apostar!
Fonte: Daniela Hueb
Especialidade: Nutrologia
O verão traz com ele a necessidade de beber muito líquido para manter o corpo hidratado, mas isso não significa que vale a pena matar sua sede com refrigerantes, não importa se com ou sem açúcar. Para se refrescar de verdade e garantir muita saúde, nada melhor que água e sucos naturais.
Os sucos, além de refrescarem, hidratam e fornecem muitos nutrientes ao organismo e precisam ser feitos a partir de frutas frescas. Nem pense em ao comprar os famosos (e adorados pelas crianças) sucos artificiais de pozinho, isso porque eles são ricos em calorias e contêm conservantes e corantes, que podem causar alergias, gastrite e até conter substâncias cancerígenas.
O consumo desse tipo de produto acaba causando um grande esforço do corpo para purificar e limpar todas essas substâncias maléficas.
Como se não bastasse, o consumo excessivo dessas bebidas coloridas e doces, mesmo sendo dietéticas, por terem um sabor acentuado, acabam educando erroneamente o nosso paladar a aceitar apenas esse tipo de sabor. Se você cai nessa "pegadinha", vai acabar achando a alimentação à base de frutas, verduras e legumes sem graça e sem gosto, sabia?
Quando 100% naturais, os sucos são boas fontes de fibras alimentares, principalmente se não forem coados ou peneirados. A utilização integral dos componentes das frutas pode garantir o acesso a minerais e vitaminas. Mas se seu dia-a-dia corrido esbarrar na dificuldade em preparar sucos a partir das frutas, o supermercado oferece boas alternativas, como sucos concentrados, sucos em caixinhas longa vida e as polpas congeladas. Mas, toda vez que sobrar um tempinho, lembre-se de preparar com as frutas in natura, ok?
Vale lembrar que, dependendo de como são feitos, os sucos podem ser bem calóricos. Até mesmo as frutas exigem controle no seu consumo, pois são ricas em frutose, que é também é um tipo de açúcar. Tente não adoçá-los ou substituir o açúcar refinado por mel, açúcar orgânico, mascavo ou adoçante mesmo, mas sempre com moderação.
Bebê-los 30 minutos antes das refeições é uma ótima opção, pois isso ajuda na absorção dos nutrientes que você estará ingerindo.
Além disso, é importante que os sucos naturais sejam consumidos em até 30 minutos depois de serem preparados para não perderem suas propriedades nutritivas, ok? Agora, veja todos os benefícios que sua fruta preferida lhe traz:
Abacaxi: é digestivo, além de diurético e antitérmico. Também acalma a garganta e ajuda a curar laringites.
Açaí: trata-se de um antioxidante natural, facilita a eliminação de radicais livres, devido ao seu alto teor de vitaminas E e C.
Acerola: ajuda a combater a debilidade, a fadiga do organismo, a perda do apetite, e também as gripes e infecções pulmonares.
Goiaba: contém ferro, tanino, vitamina A e muita vitamina C. Esta fruta promove o metabolismo das proteínas e ajuda a prevenir a acidez e fermentação dos carboidratos durante a digestão.
Laranja: fortalece as defesas naturais do corpo por ser rica em vitamina C. Ajuda a combater resfriados, gripes, febres e possui efeito anti-hemorrágico.
Limão: é rico em vitaminas A, B1 e C e sais minerais, por isso ajuda a curar gripes e resfriados.
Maçã: auxilia na tonificação do organismo. Contém substâncias que protegem o fígado e facilitam a digestão.
Mamão: estimula e tonifica o organismo. É ótimo para a digestão e contém substâncias antibactericidas, capazes de evitar infecções intestinais causadas por parasitas. Também protege as mucosas dos intestinos.
Manga: tem grande teor de betacaroteno, o que lhe confere propriedades antioxidantes. É um ótimo regenerador do sangue.
Maracujá: tem propriedades antissépticas e reforça o sistema imunológico, estimula a digestão e pode ser utilizado como calmante natural.
Melão e melancia: os dois têm propriedades diuréticas, auxiliando o funcionamento dos rins.
Morango: é indicado em casos de diarréia. Também ajuda na digestão, baixa a febre e estimula todas as funções do metabolismo. Tem propriedades adstringentes e diuréticas.
Pêssego: ajuda a tratar desde inflamação dos rins, erupções da pele, fungos, intestino preguiçoso e ácido úrico a problemas respiratórios e doenças do coração.
Tangerina: os bagos são repletos de suco rico em ferro e vitaminas A, B1, B2 e C. A tangerina ajuda a tratar a febre, elimina toxinas, gripes, ácido úrico, retenção de líquidos, tensão nervosa e verminoses.
Além de suco de frutas, você pode optar pelo suco de clorofila, que tem ação desintoxicante e antibactericida. Isto porque a clorofila limpa o organismo das impurezas e toxinas, o que é perfeito para remediar um dia de excessos. Agora que você já sabe de tudo, que tal misturar duas ou mais frutas e inventar um novo suco preferido? Seu corpo e sua sede irão agradecer, pode apostar!
Fonte: Daniela Hueb
Especialidade: Nutrologia
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
BIOMA PAMPA
BIOMA PAMPA
Bio = vida + Oma = grupo ou massa
O NOME PAMPAS, DE ORIGEM QUECHUA (LÍNGUA INDÍGENA DA AMÉRICA DO SUL, TAMBÉM FALADA NO IMPÉRIO INCA), SIGNIFICA REGIÃO PLANA.
OS PAMPAS ABRANGEM UMA ÁREA DE 700 MIL KM2, OCUPANDO CERCA DE 2,4% DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA.
SÃO REGIÕES PASTORÍS DE PLANÍCIES, QUE OCUPA DOIS TERÇO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ABRANGENDO AS REGIÕES DA CAMPANHA E DA FRONTEIRA GAÚCHA, PARTE DAS REGIÕES DAS MISSÕES, CENTRAL E DA PLANÍCIE COSTEIRA DO ESTADO E SE ESTENDEM PELOS TERRITÓRIOS DO URUGUAI E DA ARGENTINA E SÃO CLASSIFICADOS COMO ESTEPE NO SISTEMA FITOGEOGRÁFICO INTERNACIONAL.
ESTÃO LOCALIZADOS ENTRE 34º E 30º LATITUDE SUL E 57° E 63° LATITUDE OESTE.
RELEVO
O relevo aplainado entre 500m e 800m de altitude, o clima subtropical, chuvas
constantes e solo fértil contribuíram para que a atividade agropecuária se desenvolvesse rapidamente, contribuindo fortemente com a economia local e de todo o país.
CLIMA
O CLIMA NOS CAMPOS SULINOS É CARACTERIZADO COM ALTAS TEMPERATURAS NO VERÃO, CHEGANDO A 35ºC, E O INVERNO É MARCADO COM GEADAS E NEVE EM ALGUMAS REGIÕES, MARCANDO TEMPERATURAS NEGATIVAS.
A PRECIPITAÇÃO ANUAL SITUA-SE EM TORNO DE 1.200 MM, COM CHUVAS CONCENTRADAS NOS MESES DE INVERNO.
O CLIMA É FRIO E ÚMIDO.
FLORA
OS PAMPAS TÊM A VEGETAÇÃO HERBÁCEA, DE 10 A 50 CM DE ALTURA, COMO VEGETAÇÃO PREDOMINANTE.
A PAISAGEM É HOMOGÊNEA E PLANA, ASSEMELHANDO-SE, PARA QUEM OS AVISTA DE LONGE, A UM IMENSO TAPETE VERDE.
AS FLORESTAS DOS CAMPOS SULINOS ABRANGEM EM SUA MAIORIA AS FLORESTAS TROPICAIS MESÓFILAS (VEGETAÇÃO DE PORTE MÉDIO A ALTO).
AS FLORESTAS SUBTROPICAIS COMPREENDEM BASICAMENTE A FLORESTA COM ARAUCÁRIA, PRESENÇA MARCANTE DO PINHEIRO-DO-PARANÁ (ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA).
E EM DIREÇÃO AO ARROIO CHUÍ, NA DIVISA COM O URUGUAI, ESTABELECE-SE UM CAMPO COM FORMAS ARBUSTIVAS SOBRE AFLORAMENTOS ROCHOSOS.
FAUNA
É UM DOS ECOSSISTEMAS MAIS RICOS EM RELAÇÃO À BIODIVERSIDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS, CONTANDO COM ESPÉCIES ENDÊMICAS (ESPÉCIES QUE SE DESENVOLVEM NUMA REGIÃO MUITO RESTRITA), AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO.39% DOS ANIMAIS SÃO ENDÊMICOS.
BORBOLETAS, RÉPTEIS, ANFÍBIOS E AVES NATIVAS. NELA SOBREVIVEM MAIS DE 20 ESPÉCIES DE PRIMATAS, A MAIOR PARTE DELAS ENDÊMICAS.
AGROPECUARIA
AS PRINCIPAIS PRODUÇÕES AGRÍCOLAS SÃO: ARROZ, MILHO, TRIGO, SOJA E UVA.
AS PRINCIPAIS CRIAÇÕES PECUÁRIAS SÃO DE BOIS E OVELHAS.
O DESENVOLVIMENTO DESORDENADO APRESENTA SÉRIOS RISCOS DE EROSÃO, ARENIZAÇÃO E A EXTINÇÃO DE VÁRIOS ANIMAIS NATIVOS.
DESVALORIZAÇÃO DO NOSSO BIOMA
ELE É O PRIMO POBRE EM RELAÇÃO ÀS ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS NO BRASIL, CHEGOU A SER CLASSIFICADO COMO UM “VAZIO ECOLÓGICO”.
É O QUE TEM MENOR REPRESENTATIVIDADE NO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (SNUC), COM APENAS 0,36% DE SEU TERRITÓRIO TRANSFORMADO EM ÁREAS DE CONSERVAÇÃO.
EXISTEM SOMENTE O PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO E A RESERVA BIOLÓGICA DE IBIRAPUITÃ AMBAS COM GADO SOLTO E UM SÓ FUNCIONÁRIO, QUE FICA NA SEDE DAS UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO, LOCALIZADAS NAS CIDADES DE QUARAÍ E ALEGRETE.
TEMOS TAMBÉM A RESERVA ECOLÓGICA DO TAIN ENTRE PELOTAS E CHUI.
O PAMPA É VISTO COMO UMA VEGETAÇÃO MENOS NOBRE PORQUE APRESENTA CAMPOS NATURAIS, MAS NO BIOMA DOS PAMPAS EXIBE UM IMENSO PATRIMÔNIO CULTURAL ASSOCIADO À BIODIVERSIDADE. UM LEVANTAMENTO FEITO PELA EMBRAPA ENCONTROU MAIS DE 800 ESPÉCIES DE GRAMÍNEAS E MAIS DE 200 DE LEGUMINOSAS, FORRAGEIRAS NATIVAS, ALTAMENTE PRODUTIVAS.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/agressoes-ambientais/rico-e-diverso-o-pampa-gaucho-e-o-bioma-menos-protegido-do-brasil-7312.asp
http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/pampas
http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/agressoes-ambientais/rico-e-diverso-o-pampa-gaucho-e-o-bioma-menos-protegido-do-brasil-7312.asp
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/biomas/campos_do_sul.htmlhttp://www.apadescalvado.cnpm.embrapa.br/mesof.html
BIÓLOGO
JOSÉ CARLOS DA FONSECA MACIEL
Bio = vida + Oma = grupo ou massa
O NOME PAMPAS, DE ORIGEM QUECHUA (LÍNGUA INDÍGENA DA AMÉRICA DO SUL, TAMBÉM FALADA NO IMPÉRIO INCA), SIGNIFICA REGIÃO PLANA.
OS PAMPAS ABRANGEM UMA ÁREA DE 700 MIL KM2, OCUPANDO CERCA DE 2,4% DA VEGETAÇÃO BRASILEIRA.
SÃO REGIÕES PASTORÍS DE PLANÍCIES, QUE OCUPA DOIS TERÇO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ABRANGENDO AS REGIÕES DA CAMPANHA E DA FRONTEIRA GAÚCHA, PARTE DAS REGIÕES DAS MISSÕES, CENTRAL E DA PLANÍCIE COSTEIRA DO ESTADO E SE ESTENDEM PELOS TERRITÓRIOS DO URUGUAI E DA ARGENTINA E SÃO CLASSIFICADOS COMO ESTEPE NO SISTEMA FITOGEOGRÁFICO INTERNACIONAL.
ESTÃO LOCALIZADOS ENTRE 34º E 30º LATITUDE SUL E 57° E 63° LATITUDE OESTE.
RELEVO
O relevo aplainado entre 500m e 800m de altitude, o clima subtropical, chuvas
constantes e solo fértil contribuíram para que a atividade agropecuária se desenvolvesse rapidamente, contribuindo fortemente com a economia local e de todo o país.
CLIMA
O CLIMA NOS CAMPOS SULINOS É CARACTERIZADO COM ALTAS TEMPERATURAS NO VERÃO, CHEGANDO A 35ºC, E O INVERNO É MARCADO COM GEADAS E NEVE EM ALGUMAS REGIÕES, MARCANDO TEMPERATURAS NEGATIVAS.
A PRECIPITAÇÃO ANUAL SITUA-SE EM TORNO DE 1.200 MM, COM CHUVAS CONCENTRADAS NOS MESES DE INVERNO.
O CLIMA É FRIO E ÚMIDO.
FLORA
OS PAMPAS TÊM A VEGETAÇÃO HERBÁCEA, DE 10 A 50 CM DE ALTURA, COMO VEGETAÇÃO PREDOMINANTE.
A PAISAGEM É HOMOGÊNEA E PLANA, ASSEMELHANDO-SE, PARA QUEM OS AVISTA DE LONGE, A UM IMENSO TAPETE VERDE.
AS FLORESTAS DOS CAMPOS SULINOS ABRANGEM EM SUA MAIORIA AS FLORESTAS TROPICAIS MESÓFILAS (VEGETAÇÃO DE PORTE MÉDIO A ALTO).
AS FLORESTAS SUBTROPICAIS COMPREENDEM BASICAMENTE A FLORESTA COM ARAUCÁRIA, PRESENÇA MARCANTE DO PINHEIRO-DO-PARANÁ (ARAUCARIA ANGUSTIFOLIA).
E EM DIREÇÃO AO ARROIO CHUÍ, NA DIVISA COM O URUGUAI, ESTABELECE-SE UM CAMPO COM FORMAS ARBUSTIVAS SOBRE AFLORAMENTOS ROCHOSOS.
FAUNA
É UM DOS ECOSSISTEMAS MAIS RICOS EM RELAÇÃO À BIODIVERSIDADE DE ESPÉCIES ANIMAIS, CONTANDO COM ESPÉCIES ENDÊMICAS (ESPÉCIES QUE SE DESENVOLVEM NUMA REGIÃO MUITO RESTRITA), AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO.39% DOS ANIMAIS SÃO ENDÊMICOS.
BORBOLETAS, RÉPTEIS, ANFÍBIOS E AVES NATIVAS. NELA SOBREVIVEM MAIS DE 20 ESPÉCIES DE PRIMATAS, A MAIOR PARTE DELAS ENDÊMICAS.
AGROPECUARIA
AS PRINCIPAIS PRODUÇÕES AGRÍCOLAS SÃO: ARROZ, MILHO, TRIGO, SOJA E UVA.
AS PRINCIPAIS CRIAÇÕES PECUÁRIAS SÃO DE BOIS E OVELHAS.
O DESENVOLVIMENTO DESORDENADO APRESENTA SÉRIOS RISCOS DE EROSÃO, ARENIZAÇÃO E A EXTINÇÃO DE VÁRIOS ANIMAIS NATIVOS.
DESVALORIZAÇÃO DO NOSSO BIOMA
ELE É O PRIMO POBRE EM RELAÇÃO ÀS ÁREAS NATURAIS PROTEGIDAS NO BRASIL, CHEGOU A SER CLASSIFICADO COMO UM “VAZIO ECOLÓGICO”.
É O QUE TEM MENOR REPRESENTATIVIDADE NO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO (SNUC), COM APENAS 0,36% DE SEU TERRITÓRIO TRANSFORMADO EM ÁREAS DE CONSERVAÇÃO.
EXISTEM SOMENTE O PARQUE ESTADUAL DO ESPINILHO E A RESERVA BIOLÓGICA DE IBIRAPUITÃ AMBAS COM GADO SOLTO E UM SÓ FUNCIONÁRIO, QUE FICA NA SEDE DAS UNIDADES DE
CONSERVAÇÃO, LOCALIZADAS NAS CIDADES DE QUARAÍ E ALEGRETE.
TEMOS TAMBÉM A RESERVA ECOLÓGICA DO TAIN ENTRE PELOTAS E CHUI.
O PAMPA É VISTO COMO UMA VEGETAÇÃO MENOS NOBRE PORQUE APRESENTA CAMPOS NATURAIS, MAS NO BIOMA DOS PAMPAS EXIBE UM IMENSO PATRIMÔNIO CULTURAL ASSOCIADO À BIODIVERSIDADE. UM LEVANTAMENTO FEITO PELA EMBRAPA ENCONTROU MAIS DE 800 ESPÉCIES DE GRAMÍNEAS E MAIS DE 200 DE LEGUMINOSAS, FORRAGEIRAS NATIVAS, ALTAMENTE PRODUTIVAS.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/agressoes-ambientais/rico-e-diverso-o-pampa-gaucho-e-o-bioma-menos-protegido-do-brasil-7312.asp
http://www.coladaweb.com/geografia-do-brasil/pampas
http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/ambiente/agressoes-ambientais/rico-e-diverso-o-pampa-gaucho-e-o-bioma-menos-protegido-do-brasil-7312.asp
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/biomas/campos_do_sul.htmlhttp://www.apadescalvado.cnpm.embrapa.br/mesof.html
BIÓLOGO
JOSÉ CARLOS DA FONSECA MACIEL
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Google cria sistema global de monitoramento de florestas
A tecnologia também tem potencial para ser uma forte aliada do REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento).
O Google anunciou recentemente o desenvolvimento de uma nova tecnologia que permitirá a observação e mensuração em escala . A tecnologia deverá contribuir com redução dos desmatamentos e, consequentemente, com a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa. Segundo informações da Google, somente as emissões geradas pela destruição de florestas tropicais se igualam às emissões de toda União Européia e são maiores que os níveis emitidos por todos os carros, caminhões, aviões, navios e trens de todo o mundo.
A tecnologia também tem potencial para ser uma forte aliada do REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento) – projeto das Nações Unidas que pretende oferecer incentivos financeiros aos países em desenvolvimento para que eles protejam suas florestas. “Implantar um sistema de REDD global exigirá que cada nação tenha a capacidade de monitorar e informar com precisão o estado das suas florestas ao longo do tempo e de uma forma que isso seja verificável de forma independente. No entanto, muitas dessas nações não dispõem de recursos tecnológicos para fazer isso, por isso estamos trabalhando com cientistas, governos e organizações sem fins lucrativos para alterar esse quadro”, informam.
O programa utiliza a tecnologia do Google Earth, que exibe imagens de satélite de qualquer região do planeta, aprimorada por um software desenvolvido pelos cientistas Greg Asner e Carlos Souza que cria mapas de cobertura florestal e de desmatamento a partir das imagens de satélite.No protótipo, as autoridades ambientais ou pessoas e ONGs interessadas em monitorar as florestas poderão verificar essas imagens de determinada área, e conferir dados científicos de como o tamanho e a forma da cobertura arbórea mudou ao longo do tempo.
Dados de todos os cantos da terra (do passado, presente e futuro) poderão ser facilmente disponibilizados nessa plataforma gratuita e global. Qualquer pessoa, utilizando qualquer computador, poderá acessar em segundos a informações sobre os desmatamentos ocorridos nos últimos 30 dias.A tecnologia ainda está em fase de estudo e foi disponibilizada apenas para um pequeno grupo que irá testá-la por mais algum tempo. Mas os ansiosos podem ficar despreocupados - a empresa afirma que o serviço está disponível para o público ainda em 2010.
Fonte: Embrapa Florestas/EcoAgência
O Google anunciou recentemente o desenvolvimento de uma nova tecnologia que permitirá a observação e mensuração em escala . A tecnologia deverá contribuir com redução dos desmatamentos e, consequentemente, com a diminuição das emissões de gases causadores do efeito estufa. Segundo informações da Google, somente as emissões geradas pela destruição de florestas tropicais se igualam às emissões de toda União Européia e são maiores que os níveis emitidos por todos os carros, caminhões, aviões, navios e trens de todo o mundo.
A tecnologia também tem potencial para ser uma forte aliada do REDD (Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento) – projeto das Nações Unidas que pretende oferecer incentivos financeiros aos países em desenvolvimento para que eles protejam suas florestas. “Implantar um sistema de REDD global exigirá que cada nação tenha a capacidade de monitorar e informar com precisão o estado das suas florestas ao longo do tempo e de uma forma que isso seja verificável de forma independente. No entanto, muitas dessas nações não dispõem de recursos tecnológicos para fazer isso, por isso estamos trabalhando com cientistas, governos e organizações sem fins lucrativos para alterar esse quadro”, informam.
O programa utiliza a tecnologia do Google Earth, que exibe imagens de satélite de qualquer região do planeta, aprimorada por um software desenvolvido pelos cientistas Greg Asner e Carlos Souza que cria mapas de cobertura florestal e de desmatamento a partir das imagens de satélite.No protótipo, as autoridades ambientais ou pessoas e ONGs interessadas em monitorar as florestas poderão verificar essas imagens de determinada área, e conferir dados científicos de como o tamanho e a forma da cobertura arbórea mudou ao longo do tempo.
Dados de todos os cantos da terra (do passado, presente e futuro) poderão ser facilmente disponibilizados nessa plataforma gratuita e global. Qualquer pessoa, utilizando qualquer computador, poderá acessar em segundos a informações sobre os desmatamentos ocorridos nos últimos 30 dias.A tecnologia ainda está em fase de estudo e foi disponibilizada apenas para um pequeno grupo que irá testá-la por mais algum tempo. Mas os ansiosos podem ficar despreocupados - a empresa afirma que o serviço está disponível para o público ainda em 2010.
Fonte: Embrapa Florestas/EcoAgência
Entenda como será feito o controle de poluição dos veículos em todo país
Todos os estados e o DF devem apresentar planos antipoluição.
Inspeção veicular é apenas uma das soluções que podem ser adotadas.
O agendamento da inspeção veicular na cidade de São Paulo teve início na última segunda-feira (4), mas muitos motoristas ainda têm dúvidas de como o processo será realizado em todo país. Segundo a Resolução nº 418 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em vigor desde novembro de 2009, todos os 26 estados do Brasil e o Distrito Federal são obrigados a criar um Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) – um projeto elaborado pelos órgãos ambientais de cada estado para levantar áreas críticas, frota alvo e soluções para melhorar a qualidade do ar.
A criação do plano também é obrigatória para os municípios com mais de 3 milhões de veículos, no entanto, apenas São Paulo possui frota superior a esse volume, já que a cidade tem 6,1 milhões de unidades em circulação, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mas a capital paulista, assim como a cidade do Rio de Janeiro já adotaram o programa baseados em uma regulamentação que existe há 13 anos e permite a instalação desse tipo de controle.
“A resolução do Conama obriga todos os estados a criar o PCPV para definir as áreas onde a qualidade do ar está comprometida e, se a frota de veículos for a principal responsável pela emissão de poluentes, sugerir medidas para controle da poluição”, esclarece o coordenador geral de políticas de qualidade do ar da secretária de Mudanças Climáticas, Rudolf Noronha. “O PCPV garante que o programa seja aplicado somente nas áreas onde ele é realmente necessário. Se o órgão ambiental chegar à conclusão de que em sua região não há necessidade de criar mecanismos antipoluição, o estado não é obrigado a tomar alguma medida.”
O PCPV será aprovado pelo próprio estado e não necessariamente irá sugerir a adoção da inspeção veicular. “A resolução determina que os estados criem medidas para reduzir os poluentes, mas não determina que ela seja a inspeção veicular. Pode-se, por exemplo, optar apenas pela restrição de circulação de veículos, como o rodízio de carros, que já existe na cidade de São Paulo”, diz Noronha. “O governo do estado tem a autonomia de propor as soluções que ele quiser.”
Pela norma, os estados terão um ano, a contar da data da publicação da Resolução, para apresentar o PCPV e mais 18 meses para iniciar o programa nas cidades selecionadas. Ou seja, os municípios que passarão a ter algum mecanismo de controle de poluição serão estipulados até novembro de 2010 e a vistoria só deve começar a vigorar em 2012. “O Ministério do Meio Ambiente queria um prazo mais restrito, mas os estados reclamaram que era uma operação muito complexa e chegaram a um consenso de data para o plano”, afirma Noronha. “Esse prazo é realista e está bastante confortável para que o programa seja bem aplicado.”
O Governo do Estado de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei 1187/2009 que propõe o instauração do Programa Ambiental de Inspeção e Manutenção de Veículos em todos os municípios, com o objetivo de evitar evasões de veículos que deveriam passar pela inspeção e melhorar a qualidade do ar em todo o estado.
Começa o agendamento da inspeção veicular em São Paulo
De acordo com o gerente do departamento de desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade Companhia de Tecnologia de Saneamento (Cetesb), Carlos Lacava, caso o projeto seja aprovado, qualquer município, independentemente da frota, terá autonomia para adotar a inspeção. “Essa nova lei introduz a possibilidade dos municípios que não são prioridades do estado, ou seja, com menos de 3 milhões de veículos em circulação, de adotarem a inspeção veicular.”
De acordo com Lacava, o Grande ABC paulista já criou um grupo técnico e o estado de São Paulo está ajudando a elaborar o PCPV para a região. O interesse do ABC é confirmado pela Controlar, empresa responsável pela realização da inspeção veicular ambiental obrigatória em São Paulo. De acordo com o diretor executivo da empresa, Eduardo Rosin, representantes das prefeituras de Santo André, São Caetano, São Bernardo do Campo, Mauá, Diadema e Ribeirão Pires já visitaram a Controlar, com interesse no programa.
“Embora o edital para os outros municípios ainda não esteja definido, não deve fugir muito do modelo aplicado pela prefeitura de São Paulo. O que pode mudar é a frota-alvo, por exemplo, que inicialmente em São Paulo era apenas os veículos pesados, depois passou a ser os modelos fabricados após 2003 e agora atinge toda a frota da capital", afirma Lacava.
O texto foi distribuído para a Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Defesa do Meio Ambiente e Comissão de Finanças e Orçamento. “Já recebemos algumas emendas de parlamentares e temos a expectativa que esse projeto seja votado até março ou abril deste ano.”
Fonte:
Milene Rios - Do G1 - São Paulo
Inspeção veicular é apenas uma das soluções que podem ser adotadas.
O agendamento da inspeção veicular na cidade de São Paulo teve início na última segunda-feira (4), mas muitos motoristas ainda têm dúvidas de como o processo será realizado em todo país. Segundo a Resolução nº 418 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em vigor desde novembro de 2009, todos os 26 estados do Brasil e o Distrito Federal são obrigados a criar um Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV) – um projeto elaborado pelos órgãos ambientais de cada estado para levantar áreas críticas, frota alvo e soluções para melhorar a qualidade do ar.
A criação do plano também é obrigatória para os municípios com mais de 3 milhões de veículos, no entanto, apenas São Paulo possui frota superior a esse volume, já que a cidade tem 6,1 milhões de unidades em circulação, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Mas a capital paulista, assim como a cidade do Rio de Janeiro já adotaram o programa baseados em uma regulamentação que existe há 13 anos e permite a instalação desse tipo de controle.
“A resolução do Conama obriga todos os estados a criar o PCPV para definir as áreas onde a qualidade do ar está comprometida e, se a frota de veículos for a principal responsável pela emissão de poluentes, sugerir medidas para controle da poluição”, esclarece o coordenador geral de políticas de qualidade do ar da secretária de Mudanças Climáticas, Rudolf Noronha. “O PCPV garante que o programa seja aplicado somente nas áreas onde ele é realmente necessário. Se o órgão ambiental chegar à conclusão de que em sua região não há necessidade de criar mecanismos antipoluição, o estado não é obrigado a tomar alguma medida.”
O PCPV será aprovado pelo próprio estado e não necessariamente irá sugerir a adoção da inspeção veicular. “A resolução determina que os estados criem medidas para reduzir os poluentes, mas não determina que ela seja a inspeção veicular. Pode-se, por exemplo, optar apenas pela restrição de circulação de veículos, como o rodízio de carros, que já existe na cidade de São Paulo”, diz Noronha. “O governo do estado tem a autonomia de propor as soluções que ele quiser.”
Pela norma, os estados terão um ano, a contar da data da publicação da Resolução, para apresentar o PCPV e mais 18 meses para iniciar o programa nas cidades selecionadas. Ou seja, os municípios que passarão a ter algum mecanismo de controle de poluição serão estipulados até novembro de 2010 e a vistoria só deve começar a vigorar em 2012. “O Ministério do Meio Ambiente queria um prazo mais restrito, mas os estados reclamaram que era uma operação muito complexa e chegaram a um consenso de data para o plano”, afirma Noronha. “Esse prazo é realista e está bastante confortável para que o programa seja bem aplicado.”
O Governo do Estado de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa o projeto de lei 1187/2009 que propõe o instauração do Programa Ambiental de Inspeção e Manutenção de Veículos em todos os municípios, com o objetivo de evitar evasões de veículos que deveriam passar pela inspeção e melhorar a qualidade do ar em todo o estado.
Começa o agendamento da inspeção veicular em São Paulo
De acordo com o gerente do departamento de desenvolvimento tecnológico e sustentabilidade Companhia de Tecnologia de Saneamento (Cetesb), Carlos Lacava, caso o projeto seja aprovado, qualquer município, independentemente da frota, terá autonomia para adotar a inspeção. “Essa nova lei introduz a possibilidade dos municípios que não são prioridades do estado, ou seja, com menos de 3 milhões de veículos em circulação, de adotarem a inspeção veicular.”
De acordo com Lacava, o Grande ABC paulista já criou um grupo técnico e o estado de São Paulo está ajudando a elaborar o PCPV para a região. O interesse do ABC é confirmado pela Controlar, empresa responsável pela realização da inspeção veicular ambiental obrigatória em São Paulo. De acordo com o diretor executivo da empresa, Eduardo Rosin, representantes das prefeituras de Santo André, São Caetano, São Bernardo do Campo, Mauá, Diadema e Ribeirão Pires já visitaram a Controlar, com interesse no programa.
“Embora o edital para os outros municípios ainda não esteja definido, não deve fugir muito do modelo aplicado pela prefeitura de São Paulo. O que pode mudar é a frota-alvo, por exemplo, que inicialmente em São Paulo era apenas os veículos pesados, depois passou a ser os modelos fabricados após 2003 e agora atinge toda a frota da capital", afirma Lacava.
O texto foi distribuído para a Comissão de Constituição e Justiça, Comissão de Defesa do Meio Ambiente e Comissão de Finanças e Orçamento. “Já recebemos algumas emendas de parlamentares e temos a expectativa que esse projeto seja votado até março ou abril deste ano.”
Fonte:
Milene Rios - Do G1 - São Paulo
Previna-se contra a desidratação e enfrente o calor com mais ânimo
O sol e as bebidas alcoólicas aumentam o risco da perda excessiva de líquidos.
A cerveja gelada é um antídoto natural contra o calor. Na praia, aparece como uma das primeiras opções na hora de refrescar a garganta. Pouca gente sabe, no entanto, que o álcool é gatilho certo para a desidratação. "Ela ocorre quando há perda aguda de água e de sais minerais do organismo, especialmente nas diarréias e nos vômitos", explica a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.
O problema pode surgir em vários graus, todos eles bastante perigosos para a saúde. "Os sinais de desidratação variam conforme sua intensidade. Sintomas como aumento da sede, irritabilidade, diminuição do volume de urina, perda de elasticidade da pele e olhos fundos precisam ser identificados o mais breve possível. Nos casos mais graves, o quadro pode ter crises de torpor, pressão baixa e ausência de urina", afirma a especialista. "O excesso de exposição ao sol também pode provocar desidratação, além dequeimaduras e, em longo prazo, câncer de pele".
O álcool provoca desidratação ao inibir a secreção do ADH, o hormônio antidiurético liberado para barrar a saída de água (do sangue para a bexiga). Por isso, quando você bebe, a água continua sendo descartada (mesmo que haja uma baixa quantidade de líquidos no sangue). "Além disso, o álcool não combina com o verão porque tem muitas calorias. O pior disso é que são calorias vazias, ou seja, que não trazem nenhum benefício ao organismo", afirma Karina.
As bebidas alcoólicas possuem baixo poder nutritivo e não fornecem nenhuma das substâncias requeridas para o bom funcionamento do organismo, como proteínas, vitaminas ou outros nutrientes. Outro problema que surge com a bebedeira é a hipoglicemia (baixa taxa de glicose, ou de açúcar, no sangue).
Em uma situação normal, quando seu nível de glicose cai muito, o fígado repõe a substância transformando o carboidrato estocado no organismo (glicogênio) em glicose, e evita a hipoglicemia. Mas não é isso que acontece quando o álcool também está presente no organismo. "Quando o álcool entra no sistema digestivo esse processo é prejudicado, porque o fígado fica ocupado em eliminar a bebida, considerada tóxica pelo corpo. Ou seja, o fígado não produzirá glicose até que termine de expelir a última gota de álcool do sangue. Então o órgão que deveria viabilizar energia para o organismo estará ocupado em metabolizar o etanol", diz Karina.
E o problema fica ainda maior se você estiver fazendo algum tipo de exercício físico. "Nesse caso, o corpo perde ainda mais água e sais pelo suor. Isso, associado ao consumo de álcool, pode resultar em uma desidratação grave". Mas para evitar problemas e curtir a estação mais quente e divertida do ano, não precisa abrir mão da sua latinha. O consumo com moderação e intercalado com água e sucos está liberado "A melhor forma de lidar com a desidratação não é tratando dela, mas prevenindo o seu aparecimento". Veja abaixo as dicas dela para, literalmente, prevenir a dor de cabeça.
Dicas
1 - Lembre-se de beber água. Muitas pessoas simplesmente passam grandes períodos sem tomar sequer um gole do líquido. Isso deve ser evitado. O ideal é que se tome pelo menos um copo de água a cada hora.
2 - Se for praticar atividade física, fique atento à necessidade de tomar ainda mais água.
3 - Em dias quentes, a exposição ao calor faz com percamos mais água que o normal, e por isso é importante também tomar uma dose extra de água.
4 - Observe sua urina. Quando a urina adquire uma tonalidade muito escura, é sinal que o organismo está economizando água, provavelmente porque as reservas estão diminuindo. Beba água até que a sua urina adquira uma tonalidade clara, e procure manter sempre essa cor.
5 - Consuma alimentos ricos em água. A comida é também uma fonte importante de líquidos, já que muitos alimentos possuem água na sua composição. Frutas e verduras são boas fontes. Além de ajudarem na hidratação, esses alimentos costumam ser menos calóricos que os demais, colaborando para manutenção do regime e da boa forma.
6- Se sentir sede, não hesite: corra e beba um copo de água. A sede já é o sinal mais importante de que o organismo está precisando muito da água. Não engane o seu corpo.
http://www.minhavida.com.br
A cerveja gelada é um antídoto natural contra o calor. Na praia, aparece como uma das primeiras opções na hora de refrescar a garganta. Pouca gente sabe, no entanto, que o álcool é gatilho certo para a desidratação. "Ela ocorre quando há perda aguda de água e de sais minerais do organismo, especialmente nas diarréias e nos vômitos", explica a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.
O problema pode surgir em vários graus, todos eles bastante perigosos para a saúde. "Os sinais de desidratação variam conforme sua intensidade. Sintomas como aumento da sede, irritabilidade, diminuição do volume de urina, perda de elasticidade da pele e olhos fundos precisam ser identificados o mais breve possível. Nos casos mais graves, o quadro pode ter crises de torpor, pressão baixa e ausência de urina", afirma a especialista. "O excesso de exposição ao sol também pode provocar desidratação, além dequeimaduras e, em longo prazo, câncer de pele".
O álcool provoca desidratação ao inibir a secreção do ADH, o hormônio antidiurético liberado para barrar a saída de água (do sangue para a bexiga). Por isso, quando você bebe, a água continua sendo descartada (mesmo que haja uma baixa quantidade de líquidos no sangue). "Além disso, o álcool não combina com o verão porque tem muitas calorias. O pior disso é que são calorias vazias, ou seja, que não trazem nenhum benefício ao organismo", afirma Karina.
As bebidas alcoólicas possuem baixo poder nutritivo e não fornecem nenhuma das substâncias requeridas para o bom funcionamento do organismo, como proteínas, vitaminas ou outros nutrientes. Outro problema que surge com a bebedeira é a hipoglicemia (baixa taxa de glicose, ou de açúcar, no sangue).
Em uma situação normal, quando seu nível de glicose cai muito, o fígado repõe a substância transformando o carboidrato estocado no organismo (glicogênio) em glicose, e evita a hipoglicemia. Mas não é isso que acontece quando o álcool também está presente no organismo. "Quando o álcool entra no sistema digestivo esse processo é prejudicado, porque o fígado fica ocupado em eliminar a bebida, considerada tóxica pelo corpo. Ou seja, o fígado não produzirá glicose até que termine de expelir a última gota de álcool do sangue. Então o órgão que deveria viabilizar energia para o organismo estará ocupado em metabolizar o etanol", diz Karina.
E o problema fica ainda maior se você estiver fazendo algum tipo de exercício físico. "Nesse caso, o corpo perde ainda mais água e sais pelo suor. Isso, associado ao consumo de álcool, pode resultar em uma desidratação grave". Mas para evitar problemas e curtir a estação mais quente e divertida do ano, não precisa abrir mão da sua latinha. O consumo com moderação e intercalado com água e sucos está liberado "A melhor forma de lidar com a desidratação não é tratando dela, mas prevenindo o seu aparecimento". Veja abaixo as dicas dela para, literalmente, prevenir a dor de cabeça.
Dicas
1 - Lembre-se de beber água. Muitas pessoas simplesmente passam grandes períodos sem tomar sequer um gole do líquido. Isso deve ser evitado. O ideal é que se tome pelo menos um copo de água a cada hora.
2 - Se for praticar atividade física, fique atento à necessidade de tomar ainda mais água.
3 - Em dias quentes, a exposição ao calor faz com percamos mais água que o normal, e por isso é importante também tomar uma dose extra de água.
4 - Observe sua urina. Quando a urina adquire uma tonalidade muito escura, é sinal que o organismo está economizando água, provavelmente porque as reservas estão diminuindo. Beba água até que a sua urina adquira uma tonalidade clara, e procure manter sempre essa cor.
5 - Consuma alimentos ricos em água. A comida é também uma fonte importante de líquidos, já que muitos alimentos possuem água na sua composição. Frutas e verduras são boas fontes. Além de ajudarem na hidratação, esses alimentos costumam ser menos calóricos que os demais, colaborando para manutenção do regime e da boa forma.
6- Se sentir sede, não hesite: corra e beba um copo de água. A sede já é o sinal mais importante de que o organismo está precisando muito da água. Não engane o seu corpo.
http://www.minhavida.com.br
Polo Sul mais frio
Com exceção dos meses de janeiro e março, as temperaturas em 2009 na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), do Brasil, ficaram abaixo das médias registradas nos anos anteriores pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e colocam o ano passado entre os mais frios desde que as medições começaram em 1986.
A temperatura média anual na estação foi de -8,5º C em 2009, se igualando ao ano de 2007 e só perdendo para 1995, com -10,3º C de média. Nesses três anos mais frios, aumentou a extensão de gelo que cobre a baía do Almirantado, próxima ao local da estação, e os dois lagos de água doce que abastecem a EACF congelaram.
A temperatura mais baixa registrada lá no ano passado foi de -25,6ºC, no dia 5 de agosto. De acordo com o pesquisador Alberto Setzer, do Inpe, havia 18 anos que a temperatura em agosto não caía abaixo dos 25º C negativos na estação brasileira.
Mesmo com a grande variabilidade internatural a que o continente antártico está sujeito, que provoca alternância térmica de cerca de 3ºC entre um ano e outro, a equipe do Inpe averiguou que as médias anuais caíram em torno de 0,6º C nos últimos 14 anos.
(Fonte: Agência Fapesp)
A temperatura média anual na estação foi de -8,5º C em 2009, se igualando ao ano de 2007 e só perdendo para 1995, com -10,3º C de média. Nesses três anos mais frios, aumentou a extensão de gelo que cobre a baía do Almirantado, próxima ao local da estação, e os dois lagos de água doce que abastecem a EACF congelaram.
A temperatura mais baixa registrada lá no ano passado foi de -25,6ºC, no dia 5 de agosto. De acordo com o pesquisador Alberto Setzer, do Inpe, havia 18 anos que a temperatura em agosto não caía abaixo dos 25º C negativos na estação brasileira.
Mesmo com a grande variabilidade internatural a que o continente antártico está sujeito, que provoca alternância térmica de cerca de 3ºC entre um ano e outro, a equipe do Inpe averiguou que as médias anuais caíram em torno de 0,6º C nos últimos 14 anos.
(Fonte: Agência Fapesp)
Ano Internacional da Biodiversidade vai discutir extinção de espécies
Apesar de 2010 ser o Ano Internacional da Biodiversidade, não há muito o que comemorar. Pesquisadores estimam que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. Segundo o secretário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da ONU, Oliver Hillel, o lançamento das atividades pelas Nações Unidas no domingo (10), em Berlim, na Alemanha, e no Brasil, na última quinta-feira (6), em Curitiba (PR), servem para colocar o tema no foco das discussões.
Ele reforça que, junto com a questão das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade é o maior desafio para a humanidade atualmente. Por isso, durante este ano, serão promovidas atividades em todo o mundo para conscientizar a população.
“Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra. Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%.”
Hillel faz um alerta sobre a previsão de que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. E lembra que, dos objetivos traçados por vários países em 2002, durante lançamento da Convenção da Biodiversidade, poucos foram cumpridos.
“Um dos que foi cumprido e é bom, porque nos encoraja, é a proteção legal em unidades de conservação de 10% dos ecossistemas da terra. O Brasil, por exemplo, é um líder. Estamos hoje com 16% da nossa terra em todas as categorias de proteção, nas três esferas do governo. O mundo inteiro, em termos de ambiente terrestre, está por volta de 12%.”
O Diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirma que, no Brasil, um calendário de eventos deverá ser divulgado esta semana pelo ministério para debater o tema. “É importante neste ano ampliar a discussão com a sociedade pra refletir sobre a importância da biodiversidade.”
(Fonte: Agência Brasil)
Ele reforça que, junto com a questão das mudanças climáticas, a perda da biodiversidade é o maior desafio para a humanidade atualmente. Por isso, durante este ano, serão promovidas atividades em todo o mundo para conscientizar a população.
“Estamos perdendo essa biodiversidade a uma taxa mil vezes maior do que a taxa normal na história da terra. Então, de acordo com as previsões dos cientistas, até 2030 poderemos estar com 75% das espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção. Hoje esse número é de 36%.”
Hillel faz um alerta sobre a previsão de que 150 espécies sejam extintas todos os dias no mundo. E lembra que, dos objetivos traçados por vários países em 2002, durante lançamento da Convenção da Biodiversidade, poucos foram cumpridos.
“Um dos que foi cumprido e é bom, porque nos encoraja, é a proteção legal em unidades de conservação de 10% dos ecossistemas da terra. O Brasil, por exemplo, é um líder. Estamos hoje com 16% da nossa terra em todas as categorias de proteção, nas três esferas do governo. O mundo inteiro, em termos de ambiente terrestre, está por volta de 12%.”
O Diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, afirma que, no Brasil, um calendário de eventos deverá ser divulgado esta semana pelo ministério para debater o tema. “É importante neste ano ampliar a discussão com a sociedade pra refletir sobre a importância da biodiversidade.”
(Fonte: Agência Brasil)
Papa diz que "fracasso" em tratado climático arrisca paz mundial
O papa Bento 16, nesta segunda-feira (11), denunciou o "fracasso" do mês passado, na conferência de Copenhague, na obtenção de um novo tratado climático.De acordo com o papa, a paz mundial depende de "cuidar da criação de Deus".
Ele fez as declarações durante discurso anual a embaixadores credenciados pelo Vaticano, em ocasião voltada para destacar o que deve ser enfatizado pelo corpo diplomático desse Estado.
Bento 16 tem sido chamado de "papa verde" por frequentemente expressar preocupações sobre proteção ambiental, temática sobre a qual refletiu em suas encíclicas, viagens ao exterior, e recentemente em sua mensagem de paz anual, no 1º dia do ano.
Sob o olhar do papa, o Vaticano instalou células fotovoltaicas em seu auditório principal para converter energia solar em eletricidade e se juntou a um projeto de reflorestamento buscando cortar emissões de CO2.
Para o pontífice, é uma questão moral: a Igreja ensina que o ser humano precisa respeitar a "criação de Deus" porque ela é destinada para o benefício do futuro da humanidade.
Resistências - Deste modo, ele criticou a "resistência política e econômica" para lutar contra a degradação ambiental, exemplificada nas negociações para obter um tratado que sucedesse o Protocolo de Kyoto, de 1997.
"Confio que, durante o curso deste ano (...) será possível alcançar um acordo para efetivamente lidar com esta questão", disse Bento 16.
Ele não nomeou os países culpados por fraudar as negociações, mas ele listou como vítimas nações-ilhas que sofrem riscos com o aumento do nível do mar e a África, onde a batalha por recursos naturais, aumento da desertificação e a exploração desenfreada da terra já teriam resultado em guerras.
No entanto, o papa reiterou sua oposição às teorias que defendem o controle de natalidade como forma de combater a mudança climática. Bento 16 disse que não se deve "contrapor a salvaguarda do ambiente à da vida humana, inclusive à da vida antes do nascimento".
Ele também afirmou que o planeta "pode suficientemente nutrir todos os seus habitantes". (Fonte: Folha Online)
Ele fez as declarações durante discurso anual a embaixadores credenciados pelo Vaticano, em ocasião voltada para destacar o que deve ser enfatizado pelo corpo diplomático desse Estado.
Bento 16 tem sido chamado de "papa verde" por frequentemente expressar preocupações sobre proteção ambiental, temática sobre a qual refletiu em suas encíclicas, viagens ao exterior, e recentemente em sua mensagem de paz anual, no 1º dia do ano.
Sob o olhar do papa, o Vaticano instalou células fotovoltaicas em seu auditório principal para converter energia solar em eletricidade e se juntou a um projeto de reflorestamento buscando cortar emissões de CO2.
Para o pontífice, é uma questão moral: a Igreja ensina que o ser humano precisa respeitar a "criação de Deus" porque ela é destinada para o benefício do futuro da humanidade.
Resistências - Deste modo, ele criticou a "resistência política e econômica" para lutar contra a degradação ambiental, exemplificada nas negociações para obter um tratado que sucedesse o Protocolo de Kyoto, de 1997.
"Confio que, durante o curso deste ano (...) será possível alcançar um acordo para efetivamente lidar com esta questão", disse Bento 16.
Ele não nomeou os países culpados por fraudar as negociações, mas ele listou como vítimas nações-ilhas que sofrem riscos com o aumento do nível do mar e a África, onde a batalha por recursos naturais, aumento da desertificação e a exploração desenfreada da terra já teriam resultado em guerras.
No entanto, o papa reiterou sua oposição às teorias que defendem o controle de natalidade como forma de combater a mudança climática. Bento 16 disse que não se deve "contrapor a salvaguarda do ambiente à da vida humana, inclusive à da vida antes do nascimento".
Ele também afirmou que o planeta "pode suficientemente nutrir todos os seus habitantes". (Fonte: Folha Online)
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