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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Com imunidade alta, Brasil arrisca exportar novos tipos de gripe

A análise de dez anos de dados sobre a gripe no Brasil traz, ao mesmo tempo, uma boa notícia e uma nota de cautela. A doença parece se propagar de modo mais lento por aqui do que em outros países, graças a um nível relativamente alto de imunidade entre a população.

Por outro lado, isso significa que a diversidade genética dos vírus no país é alta, com potencial de produzir e "exportar" novas variantes da moléstia.

O mexicano Gerardo Chowell, da Universidade do Estado do Arizona (EUA), assina o estudo sobre o tema no periódico "Proceedings of the Royal Society B", junto com o brasileiro Wladimir Alonso, dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde americanos), e colegas.

O trabalho tenta montar o quebra-cabeça da gripe de trás para a frente, por assim dizer. A equipe usou como base os dados do Ministério da Saúde sobre mortes por "pneumonia e influenza" entre 1996 e 2006 por Estado.

É claro que as mortes correspondem apenas aos casos mais severos, e nem todas as pessoas que morrem de pneumonia chegaram a essa situação por causa da gripe. Mas as estatísticas, compiladas semanalmente, são suficientes para saber como as ondas de gripe sazonal caminham.

"Pode ser que a qualidade dos dados varie de regiões mais pobres para mais ricas, mas achamos que a variação não é significativa, porque os médicos reconhecem com facilidade uma morte por infecção respiratória", explica Alonso.

Com base na curva formada pelo aumento de casos ao longo do tempo, o grupo calculou que, em média, cada pessoa infectada contamina outra 1,03 pessoa - índice inferior ao registrado nos EUA e na Europa.

Estação de gripe - "Nós também vimos que, ao contrário do que se vê no hemisfério Norte, não há uma estação de gripe muito bem marcada. A situação lembra mais um cenário no qual os vírus estão circulando o tempo todo. E isso explicaria o desenvolvimento de uma imunidade mais elevada a eles", diz o pesquisador mexicano.

Para Chowell, os dados indicam que a população brasileira funciona como um grande reservatório de muitas variantes relativamente benignas de vírus da gripe.

Por isso mesmo, diz ele, embora cepas surgidas aqui tendam a ser menos agressivas, é bem possível que o reservatório brasileiro de vírus acabe exportando novas variedades da gripe comum para outros locais do planeta.

Tal exportação, por sua vez, poderia aumentar o repertório de truques genéticos de variedades potencialmente perigosas de influenza geradas na Ásia, por exemplo.

"Acho que a grande mensagem desse resultado é a necessidade de melhorar os sistemas de vigilância que acompanham as variantes da gripe, em especial em países tropicais como o Brasil, sobre os quais ainda há poucos dados", disse Chowell.

(Fonte: Folha Online)

Relatório que reforma o Código Florestal Brasileiro sairá em março

O relatório preliminar sobre o projeto que reforma o Código Florestal Brasileiro (PL 1876/99) será apresentado em março. De acordo com o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), responsável pela análise do projeto, o foco deste trabalho é compô-lo de forma pluralista, com base em informações de ONGs e entidades ambientais.

Até o final de fevereiro, a comissão irá ouvir técnicos de universidades e realizar audiências nos sete estados ainda não visitados pelos parlamentares.

(Fonte: JB Online)

Calor intenso faz Rio se transformar em segundo lugar mais quente do mundo, na terça-feira

Os 40,5ºC registrados na praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, às 16h desta terça-feira (9), e a alta umidade do ar levaram a sensação térmica para os 50ºC, informou o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Essa sensação térmica tornou o Rio, segundo a OMM (Organização Meteorológica Mundial), o segundo lugar mais quente do planeta, perdendo apenas para a cidade de Ada, em Gana, na África. Nesta terça, até mesmo o deserto do Saara teve temperaturas mais amenas que a Cidade Maravilhosa, 33ºC.

A onda de calor que atinge os cariocas é tão grande que fevereiro de 2010 já é o mês de fevereiro mais quente dos últimos 50 anos, segundo informações do Inmet.

Especialistas acreditam que o fenômeno do El Niño é uma das razões para as altas temperaturas, já que provocou chuvas excessivas no Sul do País e em São Paulo, diminuindo a formação de nuvens no Rio.

Somente em 2010 já foi registrada a sensação térmica de 50ºC três vezes, o que deixa a cidade em situação de perigo, que acontece quando a temperatura fica entre os 42ºC e os 54ºC.

Nesta terça, depois de 13 dias de estiagem, choveu em alguns pontos da cidade.

(Fonte: Portal R7)

Fundo ambiental

Os ministros Carlos Minc e Tarso Genro, do Meio Ambiente e da Justiça, respectivamente, assinaram projeto de lei que cria o Fundo de Proteção Ambiental. Com recursos de multas e de outros fundos, esse mecanismo financeiro será usado para apoiar políticas estaduais e órgãos ambientais no combate ao desmatamento da Amazônia, Cerrado e Caatinga.

Minc avalia que o novo fundo possa disponibilizar cerca de R$ 500 milhões por ano. E que o projeto consolida a Comissão Interministerial aos Crimes e Infrações Ambientais, encarregada de estruturá-lo.

(Envolverde)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Aids entre jovens atinge principalmente mulheres e homossexuais, segundo Ministério da Saúde

A incidência de aids entre os jovens de 13 a 19 anos atinge principalmente homossexuais e mulheres. Nesta faixa etária, a prevalência de contaminação é feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados no país 3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448 em meninos. Entre os adolescentes, 39,2% dos casos entre os meninos foram resultado de relações homossexuais.

Os dados foram divulgados nesta sábado (6) pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de Prevenção à Aids, no Rio. As estatísticas apontam para uma feminização da doença. Em 1986, eram 15 homens infectados para cada mulher, proporção que mudou para 15 homens para cada 10 mulheres, a partir de 2002.

No acumulado desde 1982, até junho do ano passado, o país registrou 11.786 casos de aids entre os jovens de 13 a 19 anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste grupo, número que foi de 587 em 2008.

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, houve uma negligência das pessoas quanto à proteção nos últimos anos. “Como a expectativa de vida avançou, o diagnóstico foi ampliado e as pessoas estão vivendo com mais conforto, houve um certo relaxamento no uso do preservativo, que é uma maneira eficaz de impedir a transmissão da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada”, disse.

Para reduzir a incidência e conscientizar sobre os riscos da doença, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular, a partir de hoje, uma campanha pela televisão, rádio, internet e imprensa escrita dirigida ao público jovem. Na primeira semana, até o carnaval, será enfatizada a importância do uso da camisinha. Na semana seguinte, a ênfase será sobre a importância de se fazer o teste anti-HIV, se houver alguma relação de risco, sem proteção.

(Fonte: Agência Brasil)

Ministros querem fundo de R$ 500 mi contra crimes ambientais

Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Justiça, Tarso Genro, assinaram nesta terça-feira uma proposta de projeto de lei para a criação de um fundo de pelo menos R$ 500 milhões por ano para financiar o combate a crimes ambientais. A medida deve ser encaminhada ao Congresso Nacional.

A iniciativa institucionaliza a Comissão Interministerial no Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia) e cria o Fundo de Proteção Ambiental para financiar as ações do grupo, que reúne Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal, Força Nacional de Segurança e outras instituições.

Segundo Minc, os recursos virão da arrecadação de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Fundo Nacional de Segurança Pública e do recém-criado Fundo Nacional de Mudanças Climáticas.

"Não temos uma estimativa prática, mas seguramente será mais de R$ 500 milhões por ano", disse o ministro ao comentar o volume de recursos do fundo. Ao menos metade dos recursos deverá ser investida nas forças policiais dos Estados, para fortalecimento e criação de batalhões ambientais.

"É uma forma de garantir o protagonismo das forças estaduais, que muitas vezes não têm recursos", afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri. "O fundo dará condições concretas para que essa intervenção seja decisiva e permanente", disse.

Minc atribuiu ao trabalho articulado dos dois ministérios a queda nas taxas de desmatamento na Amazônia e disse que a consolidação da comissão será necessária para que haja redução do desmate em outros biomas. Os ministros não informaram quando a proposta será enviada ao Congresso Nacional.

Despedida
A cerimônia, em tom de despedida do ministro Tarso Genro, que deixa nesta terça o governo para concorrer às eleições estaduais no Rio Grande do Sul, foi marcada pela troca de elogios entre os ministros. Minc chamou o titular da Justiça de "ecoministro" e ouviu de Tarso que é um ministro "muito generoso".

Fonte: http://noticias.terra.com.br

Peixe gigante é registrado pela 1ª vez a 1.500 m de profundidade

Cientistas americanos conseguiram filmar o raríssimo peixe-remo, que pode atingir 17 metros de comprimento, no golfo do México. Essa pode ser a primeira filmagem já feita do Regalecus glesne em seu habitat.

O grupo de pesquisadores utilizou veículos não tripulados emprestados por empresas petrolíferas para encontrar esse peixe, que normalmente só é visto na superfície do mar quando está próximo da morte.

"Nós vimos essa coisa vertical, clara e brilhante. Aproximamos um pouco a imagem e dissemos 'isso é um peixe!'", disse o coordenador da pesquisa Mark Benfield em entrevista ao repórter da BBC Jody Bourton.

O pesquisador da Universidade da Louisiana comentou que, a princípio, julgou que a câmera estivesse filmando um encanamento para extração de petróleo.

Para ele, essa deve ter sido uma filmagem inédita do peixe-remo nadando em seu habitat natural, pois um registro colhido no Oeste da África em 2007 não conseguiu confirmar se o peixe era mesmo o Regalecus glesne.

O peixe é tido como o mais longo peixe vertebrado de que se tem notícia.

Com o veículo operado por controle remoto, os cientistas puderam seguir o peixe-remo por cinco minutos, até que o perderam de vista.

As estimativas iniciais são de que o exemplar media de 5 a 10 metros.

Parceria - O registro do Regalecus glesne só foi possível graças ao Projeto Serpente, uma parceria entre pesquisadores de todo o mundo e empresas petrolíferas, incluindo a Petrobras.

As companhias permitem que cientistas utilizem sua tecnologia avançada para pesquisas em águas profundas.

"Isso proporciona uma oportunidade maravilhosa para aprendermos mais sobre vida nas profundezas do Golfo do México. Termos encontrado o peixe-remo durante nossa exploração foi um bônus fantástico", disse Benfield à BBC.

"É tudo muito empolgante. Minha visão para o Projeto Serpente no Golfo do México é estabelecer um grande sistema de observação das profundezas do golfo, usando centenas de veículos não-tripulados", disse o pesquisador.

(Fonte: Folha Online)

Seca na Austrália e nevasca na Antártida têm ligação, diz estudo

Existe uma estreita relação entre a seca do sul da Austrália e as fortes nevascas no cume de Law Dome, na parte leste da Antártida, revela um estudo publicado pela revista "Nature" no domingo (7).

O fenômeno seria causado por um modelo de circulação atmosférica em que um vento frio e seco chega à Austrália enquanto o ar úmido e quente se dirige à zona antártica.

Para a pesquisa, os cientistas da Divisão Australiana na Antártida e do Centro de Pesquisas do Clima e Ecossistemas Antárticos compararam os registros de tempestades em Law Dome e no sudoeste australiano.

Os registros guardam uma relação inversa: quanto mais chove em uma região, menos intensas e frequentes são as tempestades na outra.

Os dados meteorológicos de Law Dome mostram que as intensas nevascas das últimas décadas não são frequentes se comparadas com os registros dos últimos 750 anos.

O mesmo acontece na Austrália, onde a seca foi muito mais intensa em décadas recentes que nos últimos sete séculos e meio.

Os pesquisadores dizem que os fluxos de vento responsáveis pelos dois fenômenos meteorológicos têm relação com a mudança climática induzida pela ação humana.


(Fonte: Folha Online)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Estão roubando nossa água. Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia

Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio.

BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feita no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Anos atrás, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, “essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vista que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (CF, art. 20, III).

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. “É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais”, defende a autora.

Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. “Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros”. Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

Águas amazônicas

Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil.

A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

Envolverde - EcoAgência

El Niño começa a se dissipar, mas efeitos deverão perdurar

O fenômeno climático El Niño está lentamente se dissipando, mas a duração de seus efeitos ainda é algo incerto, informou nesta quinta-feira (4) o Centro de Previsão Climática (CPC) do governo norte-americano.

O aquecimento excepcional das águas do Pacífico Equatorial, marca registrada do El Niño, deve dar lugar a um resfriamento gradual entre abril e junho, disse o boletim mensal do CPC, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. Isso indica "uma transição para [...] condições neutras durante a primavera do Hemisfério Norte. Entretanto, prever o momento desta transição é altamente incerto", disse o boletim.

O El Niño (Menino, em espanhol) provoca turbulências climáticas em todo o mundo, especialmente na região da Ásia-Pacífico. Ele foi notado pela primeira vez por pescadores latino-americanos de anchovas no século 19, que o batizaram em homenagem ao Menino Jesus, já que normalmente começa na época do Natal.

O CPC disse que "as anomalias oceânicas e atmosféricas refletem um El Niño forte e maduro", o que está ligado a uma temporada fraca das monções nas regiões canavieiras da Índia. Isso, por sua vez, elevou o preço do açúcar ao seu valor mais alto em 29 anos no mercado de Nova York, por causa da perspectiva de que a Índia terá de importar muito mais açúcar neste ano.

O efeito potencial do El Niño nos EUA seria uma chuva acima da média nos Estados do sul, e abaixo da média na costa noroeste e no vale de Ohio. Os Estados do norte, exceto a Nova Inglaterra, devem ter neve abaixo da média e temperaturas mais elevadas do que o normal. Já o centro-sul e sudeste do país podem sofrer temperaturas abaixo do esperado.

No Sudeste Asiático, o El Niño pode provocar seca. Por causa dele, as Filipinas, maior importador mundial de arroz, devem ter de comprar uma quantidade recorde, de 2,4 milhões de toneladas, para alimentar seus 93 milhões de habitantes em 2010.

Se o El Niño persistir até junho, isso faria o fenômeno coincidir com o começo da temporada anual de furacões no Atlântico. No ano passado, o El Niño foi citado como razão para o baixo número de furacões da temporada, porque supostamente provoca alterações nos ventos que anulam tempestades incipientes ou as empurram para o alto mar.

O último grande El Niño ocorrera em 1997/98, causando transtornos climáticos que provocaram muitas mortes e bilhões de dólares em prejuízos em todo o mundo.

(Fonte: Folha Online)

Sensação térmica chega a 44ºC em Porto Alegre/RS

Os dias quentes causam incômodo em muita gente. Em todo o país, as temperaturas estão altas e os especialistas dizem que é necessário tomar cuidado para não ter a saúde prejudicada. No Rio Grande do Sul, há uma semana as temperaturas se aproximam dos 40ºC.

Na quarta-feira (3), a temperatura chegou a 38ºC em Porto Alegre, mas a sensação térmica alcançou 44ºC. Não fazia tanto calor em fevereiro há 52 anos.

O ex-atleta e comentarista esportivo Batista desmaiou na frente das câmeras, antes de um jogo do campeonato gaúcho. Ele foi atendido e participou da transmissão do jogo. O comentarista ainda viu a partida ser interrompida duas vezes para os atletas beberem água.

Nesta quinta-feira (4), ele contou como estava se sentindo antes do desmaio. "Estava muito calor, cheguei já suando na cabine. Não estava conseguindo respirar", lembra. "Durante a situação do comentário, fui sentindo uma certa fraqueza e passei a ver que não me coordenava muito. E aí de repente desregulou total e eu desabei."

São esses os sinais que o corpo dá quando algo está errado: sensação de abafamento, falta de ar, dor de cabeça e tontura. Os médicos dizem que o desmaio não acontece de repente e é perigoso.

O desmaio é a queda súbita da pressão arterial. O fluxo de sangue para o cérebro diminui. Além disso, as glândulas sudoríparas, que produzem o suor, trabalham rapidamente para equilibrar a temperatura do corpo com o meio ambiente. Quando não dá tempo para que os níveis voltem ao normal, acontece o colapso, com perda da consciência.

Quem vai socorrer a pessoa que desmaiou deve deitá-la de lado, deixá-la em situação confortável, procurar arejar o ambiente, afrouxar a roupa e levantar a perna para ajudar na circulação. Além disso, um médico deve ser procurado.

(Fonte: G1)

Consumo de energia registra novo recorde

O consumo de energia bateu recorde pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (4), atingindo a marca de 70.654 megawatts (MW) por volta das 15h ante 70.421 MW de quarta (3), segundo dados parciais do Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS).

O aumento do consumo não representa um perigo para o fornecimento de energia no país. “A capacidade geradora é de 106 mil MW, o dobro do consumo, então não há motivo para achar que possa ocorrer racionamento de energia no país”, diz a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo o Operador Nacional do Sistema, uma forma de preservar as hidroelétricas foi acionar mais usinas termelétricas movidas a gás, evitando assim uma eventual sobrecarga.

A média de consumo no ano passado foi de 50.643 MW diários e a capacidade geradora foi de 106.301 MW. A média prevista para o ano de 2010 é de 53 mil MW e uma capacidade geradora de 116 mil MW.

(Fonte: Radiobrás)

Médicos alertam para os perigos do calor e para as doenças de verão

O calor, que faz a alegria dos cariocas nos meses de verão, pode se tornar um vilão. O sol quente aliado às altas temperaturas registradas na cidade levam muitas pessoas à procurarem as filas dos hospitais para tratar os males causadas pelo calor excessivo. Os setores de emergência da rede de hospitais federais do Rio registram nesta época do ano um aumento no atendimento de até 30% em casos típicos do verão, como insolação, queda de pressão e queimaduras provocadas pelos raios solares.

No levantamento feito pela Coordenadoria de Assistência a Gestão Hospitalar da rede de hospitais federais do Rio, depois da insolação os problemas de pressão são os que apresentam o segundo maior índice, representando um aumento de 20% no atendimento.

Aumento de casos de gastroenterite e desidratação - De acordo com os médicos, idosos e crianças são os grupos que mais sofrem com o calor. A diretora clínica do Hospital Pasteur, Mônica Giesta também alerta para o aumento de casos de gastroenterite e desidratação durante o verão.

“No verão, os alimentos ficam mais perecíveis, e por isso precisam ficar melhor acondicionados. Nesta época é comum aumentar os casos de pessoas que contraem doenças relacionadas a comidas estragadas. Outro grande problema no verão é a desidratação, já que muitas pessoas não ingerem a quantidade de líquido necessária para suportar o calor”, explicou Mônica.

A médica contabilizou no hospital em que trabalha quase 300 atendimentos, apenas na segunda quinzena de janeiro, de pessoas acometidas pelo rotavírus. Segundo Mônica Giesta, o vírus também é característico do verão e pode ser transmitido pela ingestão de alimentos estragados e também por contágio direto.

“É importante lavar bem as mãos e os alimentos porque esses são os principais caminhos de contágio do rotavírus”, afirmou a médica.

Mônica explica ainda, que caso seja descoberta a presença do rotavírus, é aconselhável procurar um especialista e manter uma dieta equilibrada com alimentos leves e com a ingestão de sucos e água.

Estudos da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indicam que o índice de raios ultravioletas no Rio é um dos mais altos do país. Os raios UV alcançaram 10 pontos na escala de risco, o que significa segundo a SBD, ser necessário usar proteção máxima contra os raios. Os dermatologistas recomendam à população evitar sair de casa nas horas próximas ao meio-dia e aconselham o uso de filtro solar, chapéu e camiseta.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que os cânceres mais comuns em todas as regiões do Brasil serão o de pele não melanoma. .De acordo com o Inca, os casos de câncer de pele não melanoma são os mais incidentes e somam aproximadamente 114 mil casos novos, o que corresponde a 23% do total de casos de câncer estimados para o ano de 2010.

Segundo o Inca, 10% desses novos casos previstos para este ano, poderiam ser prevenidos com a adoção de medidas de proteção à radiação solar, evitando o aparecimento de 49 mil casos.

(Fonte: G1)

Refrigerantes "magros" também afetam o peso

Gás da bebida expande o estômago; enquanto o sódio retém liquido.

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?

O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, o MinhaVida conversou com a nutricionista Daniella Camargo, que aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu e ajudam na dieta. (Começar minha dieta)

Refrigerante na refeição
Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.

É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".

Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.

Zero, diet ou light
Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.

A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.

Ocasiões especiais
De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. "Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem", diz a nutri.

Fonte: http://minhavida.com.br/

Brasil aumentou em 77% capacidade de geração de energia eólica

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial: 31%.

O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%, o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.

O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).

De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.

Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. “A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado”, disse Perrelli.

De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012.

(Fonte: Agência Brasil)

Intestino preguiçoso?

A maioria das pessoas vive correndo no seu dia-a-dia e não têm tempo de cuidar da sua alimentação. Isso gera, além do ganho de peso e de seus problemas associados como hipertensão, arterial, doenças cardiovasculares, ao aparecimento de sérios problemas intestinais como, por exemplo, a obstipação, ou o intestino "preguiçoso".

Entretanto as pessoas parecem não se importar com isso, subestimando o problema, não se importando com este órgão. Atualmente, vários pesquisadores têm reforçado o papel primordial que o intestino tem no nosso corpo, e muitos se referem a ele como o segundo cérebro (tamanha a sua relevância!).

O intestino "preguiçoso" se não corrigido a tempo, pode ocasionar o aparecimento de doenças de intestinais importantes como diverticulites, hemorróidas e até câncer.

Na medida em que seu intestino funciona melhor, você perceberá que você também se sentirá melhor e menos enfezada (que na realidade quer dizer cheia de fezes, sabia?).

A adoção de hábitos mais saudáveis, o que inclui uma dieta rica em alimentos frescos, (frutas, verduras e legumes), pode ajudar muito. Tente também evitar ao máximo o consumo de carboidratos refinados substituindo-os gradativamente pelos integrais (cereais, arroz, pão, macarrão) e não se esqueça de tomar pelo menos 8 copos de água por dia, senão todas estas dicas vão por água a baixo!

Se quiser uma ajuda extra, pode também comprar alimentos lácteos que têm propriedades de ajudar na regulação intestinal. Por fim lembre-se: as ações isoladas não funcionam, você só terá bons resultados se associá-las, ok?

Cuide de seu intestino, seu corpo irá agradecer!

Rosana Farah é nutricionista com doutorado em Ciências Endocrinológicas pela Universidade Federal de São Paulo / UNIFESP e especialista em nutrição clínica e gastronomia.

Fonte: www.minhavida.com.br

Erva-mate. Uma árvore de tradição

A erva-mate, conhecida cientificamente por ilex paraguariensis, é originária da Mata Atlântica e pode ser encontrada nas florestas dos três estados do sul do Brasil, no norte da Argentina, Paraguai e Uruguai. Sua árvore pode atingir mais de oito metros de altura. O caule é curto e cinza e as folhas são ovais e coriáceas. O fruto é pequeno e pode ser verde ou vermelho-arroxeado.

A extração e cultivo da erva-mate é uma tradição antiga. Os primeiros a utilizarem a planta, fazendo uma infusão com as folhas, foram os índios Guaranis e Quínchua, que habitavam a região das bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, na época da chegada dos colonizadores espanhóis.

A origem da palavra mate deriva do quíchua matty, nome dado para a cuia, o recipiente onde o chá mate era bebido por estes povos. Com o passar do tempo, o hábito de tomar chimarrão (feito com água quente) ou tererê (feito com água fria/gelada ou limonada) popularizou-se principalmente nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, sendo também consumido na Argentina, Uruguai, Paraguai e em algumas localidades do Chile e do Peru.

A erva-mate é conhecida por suas propriedades estimulantes e digestivas, sendo que o mate pode ser considerado o chá oficial do Brasil, uma vez que além do uso tradicional sob forma de chimarrão ou tererê, o mate também é consumido como chá quente ou chá mate gelado no verão, comum nas praias do litoral brasileiro.

Além das tradicionais destinações da erva-mate (chimarrão, chá, refrigerante), a sua utilização na indústria química (tintas e resinas, medicamentos, desinfetantes e outros produtos), começa a crescer, embora ainda de forma reduzida.

Por ser uma planta capaz de combater doenças, como anemia, diabetes e depressão, e possuir um grande valor nutricional, a erva mate era considerada desde a época dos indígenas como um néctar dos deuses.

O mate contém quase todos os nutrientes que o organismo humano precisa e é capaz de estimular a atividade física e mental. Estudos mostram que estão presentes na erva vitaminas como as do complexo B, C, D e E, e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio.

A erva mate combate células cancerígenas e retarda o envelhecimento. A principal característica é que ela tem o poder de eliminar a oxidação das células de colesterol ruim. O mate evita o acúmulo de placas de ateroma que causam o entupimento das artérias.

O chá mate, além de auxiliar na digestão e na hidratação, é um estimulante oferecendo mais ânimo e disposição. Entretanto, o consumo deste produto deve ser dosado caso o usuário sofra de insônia ou irritabilidade. As pessoas agitadas, nervosas ou que têm insônia devem evitar o consumo do chá mate a noite.

A erva mate é colhida em ciclos de dois em dois anos. A poda da planta jovem estimula a brotação e facilita a colheita das folhas, a condução dos brotos em forma de taça, facilita as colheitas e a planta é mantida com cerca de três metros de altura.

O cultivo da erva-mate abrange cerca de 180 mil propriedades dos estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, este último responsável por pelo menos 75% da produção nacional. Emprega, direta e indiretamente, mais de 700 mil pessoas. As propriedades em que ela é cultivada são, na maioria, pequenas e médias o que lhe assegura uma importância social expressiva. Em Santa Catarina, o município de Canoinhas é considerado a capital da erva mate.

Também tem aumentado o cultivo da erva-mate orgânica, o que traz um diferencial na produção e na qualidade do produto. A erva-mate também é uma espécie-chave na composição de Sistemas Agroflorestais no Sul do Brasil, juntamente com a araucária.

A certificação da erva-mate passa por ações de fiscalização e padronização de qualidade, visando obter um produto que esteja sendo produzido num ambiente equilibrado e numa propriedade que atenda à legislação ambiental. Pesquisadores analisaram que a melhor erva-mate é a sombreada, ou seja, aquela cujas folhas são extraídas do interior da floresta. A erva-mate sombreada apresenta melhor composição natural, não tendo suas propriedades químicas alteradas pela exposição ao sol, por exemplo.

A certificação da erva-mate, produzida no Sul do Brasil, representa um importante passo na introdução da certificação florestal no país. Foi o primeiro produto não-madeireiro a receber o selo FSC por meio da adoção de critérios específicos para produtos não-madeireiros em remanescentes da Mata Atlântica. Atestada pela certificadora Smartwood, que trabalha através do Imaflora, a certificação é a garantia da prática de um manejo florestal ambientalmente adequado, socialmente justo e economicamente viável.

A ervateira Putinguense, sediada no município de Putinga, estado do Rio Grande do Sul, foi a primeira a cumprir o rigoroso processo da certificação socioambiental. O selo, concedido em março de 2003, gerou um impacto imediato na valorização da erva-mate.

A erva-mate é uma das espécies produzidas no viveiro Jardim das Florestas da Apremavi. O fruto é colhido maduro para retirar as sementes. As sementes são enterradas na areia fina por aproximadamente seis meses, num processo chamado de escarificação (camadas alternadas de sementes e areia). Depois desse período as sementes são colocadas para germinar numa sementeira, sendo que a germinação ocorre após mais dois meses. Depois elas são passadas para “saquinhos”, onde ficam de quatro a seis meses na estufa para atingirem um padrão de 15 a 20 cm, quando podem ir para o campo.

As técnicas de plantio, apesar de não serem complexas, requerem atenção. Para que o cultivo desta planta seja realizado com sucesso é preciso saber que os melhores dias para o plantio são os dias sem sol. A plântula é muito sensível ao sol, por isso exige sombreamento até que a planta atinja alguma maturidade. As plantas nativas se reproduzem por meio de pássaros que ingerem o pequeno fruto e defecam sua semente já escarificada.

Fonte: www.apremavi.org.br

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Apenas 20% dos brasileiros consomem frutas, legumes e verduras suficientes

Consumo insuficiente

O consumo de frutas, legumes e verduras está associado com a redução de ocorrências de diversas doenças, como diabetes, derrames, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Mas apenas 20,9% da população relata o consumo regular desses alimentos. A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas e publicado em artigo na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um consumo mínimo de cinco porções diárias de frutas, legumes e verduras, o equivalente a 400 gramas ou mais por dia.

Fatores socioeconômicos

Os pesquisadores apontam uma insuficiência no consumo desses alimentos na dieta dos brasileiros em todos os segmentos populacionais. Mas fatores socioeconômicos, como nível educacional, são importantes determinantes na baixa ingestão.

A pesquisa entrevistou 972 adultos, de 20 a 69 anos, moradores da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Somente um quinto dos entrevistados relatou consumo regular de frutas e verduras e essa frequência de consumo foi substancialmente maior nas mulheres (26,9%) do que nos homens (12,9%).

O estudo conclui que 20,9% da população abordada consome regularmente frutas, legumes e verduras conforme preconizado pela OMS.

Incentivos

"Políticas públicas dirigidas aos determinantes do consumo de frutas, legumes e verduras são urgentes e necessárias", defendem os autores. " Isso pode incluir subsídios à produção desses alimentos, ações de incentivo à maior frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, bem como a prática de atividade física".

Em relação à cor da pele e ao estado nutricional, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes. Já os não-sedentários, ex-fumantes e classes A e B apresentaram maior prevalência no consumo desses alimentos. Também observa-se que o aumento da idade e a prática de atividade física no lazer estão positivamente associados à maior frequência de consumo de legumes, frutas e verduras.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

Cartilha alerta para uso correto do protetor solar

Uso correto do protetor solar

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgaram nesta semana um boletim sobre o uso correto de protetor solar.

O documento ratifica a importância da proteção contra os raios ultravioleta, que contribuem para o desenvolvimento de câncer de pele e o envelhecimento precoce.

Ao comprar o protetor solar, o consumidor deve estar atento ao número do FPS mencionado no rótulo do produto, que identifica o grau de proteção oferecida. A Anvisa e o DPDC lembram que os raios solares podem provocar queimaduras, envelhecimento precoce, câncer de pele, danos nos olhos e no sistema imunológico, entre outras enfermidades.

Orientação sobre o uso do protetor solar

O documento destaca que o uso diário de protetor solar com fator de proteção (FPS) de no mínimo 15 é indispensável para todas as pessoas, independentemente da cor da pele.

Outra orientação é evitar a exposição ao sol entre as 10h e as 16h, assim como usar chapéu com abas e óculos escuros. Também é importante lembrar de passar protetor nas orelhas, no pescoço, nariz, nos pés e nas mãos.

A recomendação do boletim, assim como da cartilha do Instituto Nacional de Câncer (Inca), é que o protetor solar seja aplicado na pele pelo menos 30 minutos antes da exposição ao sol. Ele deve ser reaplicado após o contato com a água e depois de duas horas de exposição contínua ao sol.

Cuidados com a pele depois do verão

O boletim lembra que esses cuidados devem ser tomados durante todo o ano e não só no verão, pois os raios ultravioleta conseguem alcançar a Terra também em dias nublados e com pouca luminosidade.

Segundo o Inca, o câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no país. A pesquisa, divulgada em novembro de 2009, prevê que ao longo deste ano deverão ocorrer 113 mil casos de câncer de pele não melanoma, causado principalmente pela exposição ao sol.

Veja abaixo a ÍNTEGRA da Cartilha.

Verão mais seguro: orientações sobre protetor solar

Com a chegada da estação do verão é necessário aumentar os cuidados com a proteção da pele, pois a exposição excessiva ao sol contribui para o desenvolvimento do câncer de pele e o envelhecimento precoce.

Esses cuidados contra os efeitos danosos do sol, que são cumulativos, devem se estender durante todo o ano e não só no verão, pois os raios ultravioletas (UV) conseguem alcançar a Terra também em dias nublados e com pouca luminosidade.

Para melhor entender o conceito, a radiação ultravioleta (UV) é formada por raios UVA, UVB e UVC que são invisíveis, mas penetram na pele e podem provocar queimadura solar, envelhecimento precoce, câncer de pele, além de danos nos olhos e no sistema imunológico.

A radiação UVA possui intensidade o ano todo e penetra na pele profundamente enquanto a radiação UVB tem intensidade maior no verão e ela que causa a queimadura solar e predispõe ao câncer de pele. Por isso, os cuidados com a exposição ao sol devem iniciar principalmente na infância porque a radiação é cumulativa e se estende ao longo da vida.

Usar protetor solar com Fator de Proteção (FPS) de no mínimo 15, diariamente, independente da cor da sua pele; evitar expor-se ao sol no período entre 10 e 16 horas; usar chapéu com abas, óculos escuros e roupas apropriadas, são medidas que ajudam a se proteger e aproveitar melhor o verão e as outras estações.

Conceito dos protetores solares

Os protetores solares são produtos de uso externo que contêm em sua formulação filtros solares que são substâncias químicas e/ou físicas que atuam como barreiras protetoras da pele protegendo-a contra as radiações solares.

FPS - Fator de Proteção Solar

FPS - Fator de Proteção Solar - mencionado no rótulo do produto identifica a proteção oferecida pelo produto contra os raios UVB.

Para fins de registro dos protetores solares, a Anvisa estabelece metodologias de referências para determinação do nível de proteção solar e para resistência à água e também estabelece a lista de substâncias que podem ser usadas como filtro solar em produtos cosméticos.

Além disso, determina como requisitos obrigatórios os dados de segurança e a comprovação de eficácia, dentre outros. Para registro destes, é necessária ainda, a apresentação de teste de eficácia de uso do produto acabado antes da liberação para o mercado.

Orientações na compra e uso de protetores solares

Aplique o protetor solar na pele no mínimo 30 minutos antes da exposição ao sol. Todos os protetores solares, mesmo os resistentes à água, devem ser reaplicados após:

duas horas de exposição contínua ao sol
nadar ou mergulhar
secar-se com toalhas
praticar exercícios físicos
suar excessivamente

Utilização do protetor solar

Ao comprar um protetor solar, leia e observe atentamente se na embalagem contém:

Número de registro do produto na Anvisa/MS. O número de registro de produtos cosméticos inicia-se com o número 2 e pode ter 9 ou 13 dígitos.
Indicação do FPS (de acordo com o tipo de pele)
Modo de usar
Prazo de validade
Indicação da necessidade de reaplicação do produto para manutenção de sua eficácia
Orientações e advertências, tais como: "Atenção: este produto não oferece nenhuma proteção contra insolação".

Outras dicas para uso do protetor solar

Não se esqueça de passar protetor nas partes mais vulneráveis como: orelhas, pescoço, nariz, pés e mãos.

Lembre-se: a simples utilização do protetor solar não garante a total prevenção, e nem significa que podemos nos expor por mais tempo ao sol, o objetivo do seu uso é amenizar e proteger dos efeitos nocivos da radiação solar.

Além disto, o produto só será eficaz se utilizado corretamente.

Providências e suporte legal

Código de Defesa do Consumidor art. 6°, I e II; art. 18, §6°, I a III; e art. 31. Resolução nº237, de 22 de agosto de 2002. Resolução - RDC nº47, de 16 de março de 2006.

Cartilha de proteção solar - Anvisa. Estabelecimentos e produtos com problemas devem ser denunciados à Vigilância Sanitária mais próxima do consumidor. Denúncias também para o e-mail:ouvidoria@anvisa.gov.br.

Pedidos de informação para a Central de Atendimento da Anvisa - 0800 642 9782. Orientações podem ser obtidas pelo Disque-Intoxicação (0800 722 6001).

Mais informações: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/cosmeticos.

Hipertensão afeta 35% dos adultos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sofreu uma crise de hipertensão no Recife e precisou ser internado, é um dos 17 milhões de brasileiros portadores dessa doença que não tem cura, mas que pode ser controlada.

Os dados mais recentes do Ministério da Saúde de prevalência de pressão alta, ou hipertensão arterial, são de que 35% da população brasileira com mais de 40 anos é portadora da doença.

Um outro estudo da Universidade Federal de Minas Gerais diz que 33% dos óbitos com causas identificadas no Brasil são relacionados a problemas cardiovasculares como a hipertensão.

O Ministério da Saúde explica que a hipertensão ocorre "quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9".

Segundo o médico da Presidência, Cleber Ferreira, que acompanha Lula há cinco anos, a pressão arterial do presidente atingiu 18 por 12. Mas, depois de ser medicado, sua pressão voltou ao normal em uma hora.

A hipertensão arterial, quando não controlada, pode acarretar derrames, doenças do coração - como infarto, insuficiência cardíaca e angina (dor no peito) -, insuficiência renal ou até falência dos rins, e alterações na visão que podem causar cegueira. Por isso é fundamental prevenir e controlar a doença.

Riscos - Existem alguns fatores que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver hipertensão. Parte deles pode ser evitada.

Uma alimentação não balanceada, especialmente carregada de sal , pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam a doença.

Dados da Organização Mundial da Saúde dão conta de que 13% das mulheres e 9% dos homens brasileiros são obesos.

O Ministério da Saúde acrescenta ainda à lista de fatores de risco: diabetes, histórico de hipertensão na família e ser da raça negra.

O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido pressão normal até então.

Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão é checar regularmente a pressão arterial, pois o mal não apresenta sintomas claros no início. Por isso, muitos portadores de hipertensão nem sabem do risco que correm.

Como controlar a doença - Quem já teve o quadro hipertensivo diagnosticado precisa manter a doença sob controle. Para essas pessoas, o Ministério da Saúde recomenda um consumo diário máximo de sal de uma colher de chá.

Além disso, é preciso verificar a pressão arterial regularmente, reduzir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, manter-se no peso adequado, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física ao menos cinco vezes por semana, parar de fumar e controlar o estresse.

O mais importante é nunca interromper o tratamento e tomar as medicações corretamente.

(Fonte: G1)