sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Você sabe diferenciar as hepatites A, B, C, D e E?
A hepatite é uma inflamação do fígado e pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
Diagnosticar a hepatite precocemente é a melhor forma de obter maiores chances de eficácia com o tratamento.
Mas você sabe quais são as características de cada um dos tipos de hepatites? Como diferenciar as hepatites A, B, C, D e E?
HEPATITE A
A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como "hepatite infecciosa".
Transmissão: Fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.
Sintomas: Geralmente a doença não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando surgem, costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.
Diagnóstico: É realizado por exame de sangue. Após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado. A doença é totalmente curável quando o portador segue corretamente as recomendações médicas.
Como se prevenir: Melhorar as condições de higiene e de saneamento básico, lavar sempre as mãos, consumir apenas água tratada, evitar contato com valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto.
HEPATITE B
A hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga, causada pelo vírus B (VHB).
Transmissão: Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível.
Sintomas: A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção.
Diagnóstico: É feito por meio de exame de sangue específico.
Como se prevenir: Usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.
HEPATITE C
A hepatite C é causada pelo vírus C (VHC), já tendo sido chamada de "hepatite não A não B". O vírus C, assim como o vírus causador da hepatite B, está presente no sangue.
Transmissão: Compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, entre outros), higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou para confecção de tatuagem e colocação de piercings; de mãe infectada para o filho durante a gravidez; sexo sem camisinha com uma pessoa infectada.
Sintomas: O surgimento de sintomas em pessoas com hepatite C aguda é muito raro. Entretanto, os que mais aparecem são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Quando a infecção pelo VHC persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica.
Diagnóstico: Depende do tipo do vírus (genótipo) e do comprometimento do fígado (fibrose). Para isso, é necessária a realização de exames específicos, como biópsia hepática nos pacientes sem evidências clínicas de cirrose e exames de biologia molecular.
Como se prevenir: Não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Entre as vulnerabilidades individuais e sociais, devem ser considerados o uso de álcool e outras drogas e a falta de acesso à informação e aos insumos de prevenção como preservativos, cachimbos, seringas e agulhas descartáveis.
HEPATITE D
A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). Mas esse vírus depende da presença do vírus do tipo B para infectar uma pessoa.
Transmissão: Assim como a do vírus B, ocorre por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; de mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos, etc), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings;
Sintomas: Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais discretos da doença. Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Diagnóstico: A gravidade da doença depende do momento da infecção pelo vírus D. Pode ocorrer ao mesmo tempo em que a contaminação pelo vírus B ou atacar portadores de hepatite B crônica (quando a infecção persiste por mais de seis meses). Na infecção simultânea dos vírus D e B, na maioria das vezes, manifesta-se da mesma forma que hepatite aguda B. Já na infecção pelo vírus D em portadores do vírus B, o fígado pode sofrer danos severos, como cirrose ou até mesmo formas fulminantes de hepatite.
Como se prevenir: Como a hepatite D depende da presença do vírus B para se reproduzir, as formas de evitá-la são as mesmas do tipo B da doença.
HEPATITE E
A hepatite do tipo E é uma doença infecciosa viral causada pelo vírus VHE, mas possui ocorrência rara no Brasil, sendo mais comum na Ásia e África.
Transmissão: Sua transmissão é fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.
Sintomas: Como as outras variações da doença, quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção.
Diagnóstico: Realizado por exame de sangue, no qual se procura por anticorpos anti-VHE. Na maioria dos casos, a doença não requer tratamento, sendo proibido o consumo de bebidas alcoólicas, recomendado repouso e dieta pobre em gorduras.
Como se prevenir: Melhorar as condições de higiene e de saneamento básico, como lavar sempre as mãos, consumir apenas água tratada, evitar contato com valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto.
As hepatites virais são doenças silenciosas e graves. O diagnóstico precoce amplia a eficácia do tratamento, por isso consulte regularmente um médico e faça o teste. http://www.diariodasaude.com.br/
Conheças as vitaminas E e K
Quantidades saudáveis de vitaminas E e K podem ser adquiridas por uma alimentação equilibrada.
Vitamina E
Ela pertence ao grupo de vitaminas lipossolúveis, ou seja, solúveis em gordura, e tem como principal função agir de forma antioxidante, protegendo a vitamina A da oxidação, constituindo um dos principais mecanismos de defesa interna do organismo.
A vitamina E é o principal antioxidante da membrana celular, e age inibindo a ação de radicais livres.
Recomenda-se que o nutriente seja obtido principalmente pela alimentação, e não por suplementos.
A vitamina E é um componente dos óleos vegetais encontrada na natureza, como em óleos de trigo, algodão, milho e girassol, e também na gema de ovo, folhas verdes, nozes, amêndoas e avelã.
Em dietas equilibradas, a deficiência de vitamina E é rara, devido à abundância de tocoferóis nos alimentos, especialmente nos óleos e gorduras. No entanto, a deficiência pode ocorrer em fumantes e, também quando há problemas de saúde em relação à absorção de gordura, como na fibrose cística e na síndrome do intestino curto.
Vitamina K
A vitamina K é um composto solúvel em gordura que desempenha papel importante na coagulação do sangue.
Seu nome deriva da palavra alemã "koagulation" (coagulação). A vitamina K também participa da manutenção do esqueleto atuando diretamente na mineralização óssea.
A deficiência de vitamina K exclusivamente por problemas com a dieta é incomum, porém ocorre em pacientes hospitalizados e com redução de apetite. Sua deficiência pode acarretar quadros hemorrágicos
Parte da vitamina K que o organismo precisa é produzida na microflora do nosso intestino. O restante deve vir da alimentação.
Os melhores alimentos para obter a essa vitamina são os vegetais de folhas verdes, como espinafre, brócolis, couve e rúcula, ovos, farelo de trigo e óleos como o de soja e canola.
Uma alimentação saudável é fundamental para garantir a saúde do organismo como um todo. Uma dieta balanceada e nutritiva deve ser estimulada para que o organismo possa receber todos os nutrientes que nosso corpo precisa para se manter saudável. http://www.diariodasaude.com.br/
Refrigerante em garrafinhas de vidro são realmente melhores – inclusive para a saúde
Desde que passou a ser usado, o plástico mudou a forma como vivemos a nossa vida – é barato, pode ser moldado em praticamente qualquer forma e é, em sua maior parte, facilmente reciclável (quando as pessoas se preocupam em reciclar). Então por que é que nós ainda usamos garrafas de vidro e latas para guardar cerveja e refrigerante? Tem a ver com a estética? Sabor? Ou há um outro fator em jogo?
Em diversos eventos de grande porte, garrafas de vidro e latas são proibidas, com os responsáveis incentivando a todo custo o uso de copos plásticos – em função do meio ambiente e, principalmente, da segurança. Mas então porque esta prática não é mais difundida?
Bem, talvez a resposta mais pertinente para nós como clientes é que colocar cerveja e refrigerante em garrafas de plástico pode afetar seu sabor. O plástico é muito mais poroso do que o vidro (que é quase impermeável ao oxigênio e ao dióxido de carbono). Em termos leigos, isso significa que a sua cerveja (ou refrigerante) vai ficar ruim mais cedo em uma garrafa de plástico do que em uma de vidro, porque o dióxido de carbono que a torna efervescente pode escapar mais facilmente. A outra vantagem do vidro é que ele tem um gosto quase completamente neutro que, basicamente, não interage quimicamente com o que é armazenado dentro dele.
O plástico, por outro lado, é cheio de produtos químicos que interagem com a sua bebida e arruínam a sua cerveja e, possivelmente, fazem até mais do que isso. Por exemplo, o plástico mais utilizado para armazenar refrigerantes, o Politereftalato de Etileno (muitas vezes abreviado para PET), libera um metaloide tóxico conhecido como antimônio, entre outras coisas. Quando armazenado em temperatura ambiente ou menor, a quantidade de antimônio liberada é geralmente considerada segura, mas conforme as temperaturas aumentam, o mesmo acontece com os níveis de antimônio em sua bebida. Quando armazenado em uma garagem não isolada durante alguns meses no verão ou outras áreas quentes, os níveis podem exceder os limites recomendados pelas agências de proteção ambiental.
Assim como o vidro, o alumínio é relativamente impermeável, tornando-se um recipiente de armazenamento ideal para a cerveja. O interior das latas é revestido com um polímero especial usado especificamente para reduzir o risco de lixiviação do alumínio na bebida; entre outras coisas, os níveis elevados de alumínio no corpo têm sido associados a doenças como o mal de Alzheimer e de Parkinson. Latas de alumínio também têm a exclusiva vantagem de ser completamente opacas, protegendo seu conteúdo como nenhuma outra embalagem.
Na verdade, a outra razão para que o vidro – ou o vidro colorido, mais especificamente – seja frequentemente utilizado para guardar a cerveja é porque ajuda a protegê-la do sol. Embora seja possível a criação de plástico da mesma cor das garrafas de vidro, isso tem o potencial de causar estragos nas iniciativas de reciclagem. A cor âmbar de garrafas de cerveja de plástico combinada com as camadas adicionais necessárias para proteger a cerveja tornam-as mais difíceis de reciclar do que as garrafas de plástico transparente usadas pela indústria de refrigerantes.
Uma outra questão com garrafas de plástico é que elas simplesmente não podem passar pelo processo de pasteurização que a maioria das cervejas passa. Depois que a cerveja é fabricada e empacotada, normalmente passa através de uma máquina que a pulveriza com água fervente para aquecer o líquido e matar micróbios que poderiam ter sobrevivido ao processo de fermentação. Isso garante que a cerveja seja segura para beber e aumenta seu tempo de vida na prateleira.
Enquanto garrafas de vidro e latas são mais do que capazes de resistir a este processo sem incidentes, garrafas de plástico tendem a deformar. Isto significa que você tem que pular o processo ou usar um plástico muito mais resistente, o que aumentaria o custo, algo que as empresas fazem questão de evitar. Gizmodo
Em novo teste, vacina de dengue teve eficácia de 60,8% na América Latina
O laboratório Sanofi Pasteur anunciou que a vacina experimental contra dengue desenvolvida pela empresa conseguiu reduzir em 60,8% o número de casos da doença em estudo que envolveu quase 21 mil crianças e adolescentes da América Latina e Caribe.
Resultados mais detalhados da pesquisa devem ser anunciados em novembro, na reunião anual da Sociedade Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASTMH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, e também publicados em uma revista científica ainda neste semestre, de acordo com Sheila Homsani, gerente do departamento médico da Sanofi Pasteur.
Ela afirma que, com esses resultados, a empresa encerra a última etapa de testes clínicos, que era o que faltava para completar o dossiê que deve ser submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa submissão deve ocorrer no início de 2015 e, caso o órgão aprove a vacina, ela deve passar a ser comercializada no país até o fim do ano que vem, ainda segundo a gerente.
Os testes foram feitos entre junho de 2011 e abril de 2013 em crianças e adolescentes de idade entre 9 e 16 anos. Participaram do estudo Brasil, México, Honduras, Colômbia e Porto Rico.
Só no Brasil, foram 3.550 participantes que receberam três doses da vacina, com intervalos de seis meses entre elas. Foram escolhidas cinco cidades brasileiras com índices altos de dengue: Natal, Fortaleza, Campo Grande, Goiânia e Vitória.
Dos quase 21 mil participantes, dois terços receberam a vacina e um terço recebeu placebo. Segundo a empresa, o grupo que recebeu a vacina teve 60,8% menos casos de dengue do que o grupo que recebeu placebo. O número total de pessoas que foram infectadas por dengue durante o estudo, porém, ainda não foi divulgado.
A vacina teve níveis de proteção diferentes para cada sorotipo. Para o sorotipo 1, a proteção foi de 50%; para o sorotipo 2, foi de 42%; para o sorotipo 3 foi de 74% e para o sorotipo 4 foi de 77,7%.
“Tem que ser uma vacina que proteja contra os quatro sorotipos, mesmo que em níveis diferentes de proteção. Cada um contribuiu para o resultado global. Hoje não tem qualquer tratamento específico para dengue e não tem nenhuma forma de prevenção. Se a vacina consegue proteger 6 pessoas em cada 10, está prevenindo bastante”, diz Sheila.
Segundo a médica, a vacina também foi capaz de reduzir a hospitalização por dengue em 80,3%. Quanto à segurança da vacina, ela afirmou que “não houve morte em decorrência da vacina” e que ela foi “muito bem tolerada” pelos voluntários.
Atualmente, existem diversas iniciativas de pesquisas para o desenvolvimento da vacina contra a dengue em todo o mundo, inclusive de instituições nacionais, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Mas nenhuma delas chegou à fase 3 de testes, quando o produto é testado em um número grande de voluntários.
Estudo na Ásia – Um estudo da mesma vacina feito na Ásia, que testou o produto em 10.275 crianças do continente, teve seus resultados publicados na revista científica “The Lancet” em julho. Os testes mostraram que, nesse público, a vacina experimental foi capaz de conferir uma proteção de 56,5% contra a infecção.
Enquanto o grau de proteção contra os sorotipos 3 e 4 foi de 75%, e contra o sorotipo 1 foi de 50%, a proteção contra o sorotipo 2 foi de apenas 35%. O estudo também mostrou que a vacina conseguiu prevenir 88,5% dos casos de dengue hemorrágica, que são os mais graves. (Fonte: G1)
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
O que você precisa saber antes de reutilizar garrafas plásticas
Pergunta: se ela só contém água, qual é o problema se eu não lavar minha garrafinha de plástico? Resposta: se você tem uma garrafa que usa diariamente para tomar água, parabéns! Nós achamos ótimo que todos fiquem hidratados. Mas a questão é a seguinte: qual foi a última vez que você lavou essa garrafa d’água? Afinal, se você só a enche de água, ela não chega a ficar suja, certo?
Não é bem assim, especialmente se você usa uma garrafinha descartável que não foi feita para ser usada mais de uma vez. Em um artigo publicado no periódico Practical Gastroenterology, especialistas observaram que os produtores de água comercialmente engarrafada não recomendam a reutilização das garrafas descartáveis. Isso porque “o desgaste cotidiano provocado pela reutilização e as lavagens repetidas podem levar à deterioração física do plástico, com o surgimento de rachaduras e o afinamento visível do plástico. Bactérias podem alojar-se nas rachaduras, gerando riscos à saúde”, eles escreveram. Além disso, “a reutilização de garrafas plásticas pode levar à contaminação bacteriana a não ser que as garrafas sejam lavadas regularmente”, o que significa lavar com sabão suave, enxaguar bem (mas não com água muito quente) e certificar-se de que “não houve deterioração física antes de reutilizar a garrafa”.
Mesmo as garrafas de água plásticas reutilizáveis podem encerrar riscos de contaminação bacteriana se você não as lavar ou se as reutilizar “apesar de sinais visuais de desgaste”, segundo o artigo. “As bactérias que podem alojar-se nos riscos e fendas representam um risco maior à saúde que a possibilidade de substâncias passarem do plástico para a água durante o uso diário.”
E as garrafas de água podem servir de refúgio perfeito para as bactérias. Em um estudo de 2002, publicado no Canadian Journal of Public Health, pesquisadores da Universidade de Calgary testaram 76 amostras de água de garrafas de água de alunos do ensino básico; algumas delas eram reutilizadas durante meses a fio sem jamais serem lavadas. Descobriram que quase dois terços das amostras apresentavam níveis bacterianos que passavam dos padrões, possivelmente “graças ao efeito do recrescimento de bactérias em garrafas que permaneceram em temperatura ambiente por um período prolongado”.
Os cientistas não examinaram a fonte exata da contaminação, mas “a fonte mais provável das bactérias entéricas encontradas nas garrafas de água dos alunos está nas mãos dos próprios alunos”, diz o estudo. “A lavagem inadequada de mãos após o uso do toalete pode resultar na presença de coliformes fecais nas salas de aula.”
E as garrafas não lavadas funcionam como criadouro perfeito de bactérias, observa Cathy Ryan, uma das responsáveis pelo estudo e professora de geociências na Universidade de Calgary. Ela disse ao HuffPost que “as bactérias crescem quando as condições corretas existem”, como umidade e a temperatura adequada. “Essas coisas estão presentes em garrafas não lavadas”, ela diz.
Num ensaio mais casual (e sem revisão de pares), a emissora KLTV examinou níveis de bactérias em garrafas d’água usadas por uma semana sem serem lavadas. As culturas bacterianas foram tiradas do gargalo e boca das garrafas. Resultado: “Em todas as garrafas havia muitas bactérias do tipo que podem fazer você adoecer gravemente, quase como uma intoxicação alimentar”, disse à emissora o médico Richard Wallace, do Centro de Saúde da Universidade do Texas. “Podem provocar náuseas, vômito, diarreia. Basicamente o pior vômito de sua vida.”
Você deve estar pensando: “Sem problemas, vou colocar minha garrafa d’água na máquina de lavar louça, e pronto”. Bem, “o impacto da lavagem manual ou não em água muito quente deve ser pequeno sobre a estrutura química da maioria dos plásticos que dizem ‘poder ser lavados na máquina’, mas as garrafinhas ditas descartáveis são feitas para ser usadas só uma vez e então descartadas, não reutilizadas”, diz o professor de farmacologia Scott Belcher, da Universidade de Cincinatti, que pesquisou a liberação de bisfenol A (BPA), que causa perturbação endócrina, de diferentes tipos de garrafas de água. “O aquecimento certamente vai elevar a migração de substâncias químicas do plástico”, ele diz.
É claro que não estamos dizendo que você jamais deve reutilizar uma garrafa de água (afinal, só temos um planeta Terra e precisamos cuidar bem dele). Mas, observa Belcher, você pode pensar melhor sobre o tipo de garrafa de água que você compra e reutiliza. Ele recomenda garrafas de vidro com estruturas protetoras e garrafas de aço inoxidável. “Se você quiser uma garrafa de plástico, recomendo uma feita de polipropileno, geralmente um plástico branco”, ele disse ao HuffPost. “Essas são as garrafas de plástico não reativo do tipo que frequentemente usamos no laboratório.” Mas ele ressalva que não é possível saber que plastificadores ou outros aditivos podem ter sido usados no processo de manufatura. E, mesmo que você opte por uma garrafa de um desses tipos, lembre que ainda é importante mantê-la limpa para minimizar a contaminação bacteriana (lavando-a e deixando-a secar antes de reutilizá-la). (Fonte: Planeta Sustentável)
Governo realiza simulação para eventual caso de ebola no país
Foi realizada, no campus de Manguinhos da Fiocruz, uma simulação de atendimento a um eventual caso suspeito de infecção pelo vírus ebola.
A ação, para treinamento das equipes que atuarão numa eventual chegada de caso semelhante ao Brasil, foi realizada em conjunto pelo Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Saúde e Fiocruz.
A simulação teve início no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, com a retirada do paciente do avião, seu transporte e atendimento em hospital de referência, a fim de exercitar todos os órgãos envolvidos nos planos de preparação para uma situação real.
O objetivo é que a rede de saúde possa dar uma resposta rápida e eficiente frente aos desafios impostos pela doença.
Embora seja considerada baixa a possibilidade de um viajante infectado por ebola chegar ao Brasil, foram colocados em teste os procedimentos que devem ser seguidos pelas equipes de saúde.
A imprensa não teve acesso ao treinamento, segundo o Ministério da Saúde por ter sido realizado em um espaço de segurança restrita.
Agência Saúde
Cardiologistas alertam para riscos das "bebidas energéticas"
"As chamadas 'bebidas energéticas' são populares em casas de dança e durante os exercícios físicos, com as pessoas algumas vezes consumindo várias dessas bebidas, uma após a outra. Esta situação pode levar a uma série de condições adversas, incluindo angina, arritmia cardíaca (batimentos cardíacos irregulares) e até mesmo a morte súbita."
A frase, do professor Milou-Daniel Drici, da Universidade de Nice (França), foi proferida durante uma apresentação realizada nesta semana na reunião anual da Sociedade Europeia de Cardiologia.
E ele acrescentou: "Cerca de 96% dessas bebidas contêm cafeína, com uma lata típica de 250 ml podendo conter o conteúdo de dois cafés expressos de cafeína. A cafeína é um dos mais potentes antagonistas dos receptores de rianodina e leva a uma liberação maciça de cálcio dentro das células cardíacas. Isso pode causar arritmias, mas também tem efeitos sobre a capacidade do coração de contrair e usar o oxigênio. Além disso, 52% dessas bebidas contêm taurina, 33% têm glucuronolactona e dois terços contêm vitaminas."
As conclusões são de um estudo que contou com a participação de 15 especialistas, incluindo cardiologistas, psiquiatras, neurologistas e fisiologistas.
Síndrome da cafeína
Durante o período de dois anos em que os dados foram coletados, 257 casos envolvendo os energéticos foram notificados à Agência Nacional de Saúde da França, dos quais 212 forneceram informações suficientes para uma avaliação de segurança.
Os especialistas descobriram que 95 desses eventos adversos relatados apresentaram sintomas cardiovasculares, 74 psiquiátricos e 57 neurológicos, em alguns casos apresentando simultaneamente mais de uma dessas categorias.
Paradas cardíacas e mortes súbitas ou inexplicáveis ocorreram em pelo menos oito casos, enquanto 46 pessoas tiveram alterações do ritmo cardíaco, 13 tiveram angina e 3 tiveram hipertensão.
"Nós descobrimos que a 'síndrome da cafeína' foi o problema mais comum, ocorrendo em 60 pessoas. Ela caracteriza-se por um ritmo rápido do coração, chamado taquicardia, tremores, ansiedade e dor de cabeça.
"Efeitos adversos raros, mas graves, também foram associados com estas bebidas, tais como morte súbita ou inexplicável, arritmia e ataque cardíaco (infarto do miocárdio). Nossa busca na literatura confirmou que estas condições podem estar relacionadas ao consumo de bebidas energéticas," argumentou o Dr. Drici.
Quando evitar as bebidas energéticas
A seguir, o especialista orientou os grupos em maior risco quanto ao consumo das bebidas energéticas.
"Pacientes com doenças cardíacas, incluindo as arritmias catecolaminérgicas, síndrome do QT longo e angina devem estar cientes do perigo potencial de uma grande ingestão de cafeína, que é um estimulante que pode agravar a sua condição com consequências possivelmente fatais."
"O público em geral precisa saber que as chamadas 'bebidas energéticas' não têm absolutamente nenhum lugar durante ou após os exercícios físicos, em comparação com outras bebidas elaboradas com esse objetivo," concluiu o pesquisador.
Sociedade Europeia de Cardiologia
A partir de agora, aquecimento global não para mais
Aproveite a pausa no aquecimento global enquanto ela ainda está por aqui, porque provavelmente esta é a última que vai acontecer neste século. Uma vez que as temperaturas começarem a subir novamente, elas não vão parar até o final do século – a menos que façamos um esforço para reduzir as nossas emissões de gases de efeito estufa.
A desaceleração do aquecimento global que vem nos beneficiando desde 1997 parece ser impulsionada pela ocorrência de ventos excepcionalmente fortes sobre o Oceano Pacífico, que estão “enterrando” o calor na água. Porém, de acordo com dois estudos independentes, mesmo que isso volte a acontecer, ou uma erupção vulcânica lance partículas de resfriamento no ar, não é provável que vejamos novamente um hiato semelhante.
Masahiro Watanabe, da Universidade de Tóquio, no Japão, e seus colegas descobriram que, ao longo das últimas três décadas, os altos e baixos naturais de temperatura têm tido menos influência sobre o calor global do planeta. Na década de 1980, a variabilidade natural foi responsável por quase metade das variações de temperatura observadas. Isso caiu para 38% em 1990 e, na década de 2000, chegou a apenas 27%.
Ao invés disso, o aquecimento induzido pelo homem é responsável por cada vez mais alterações do clima. Com o aquecimento cada vez mais rápido, pequenas variações naturais têm menos impacto e é improvável que substituam o induzido pelo homem. “A implicação é que vamos ter menos períodos de hiato, ou períodos de hiato que duram menos tempo”, explica Wenju Cai, especialista em clima da Organização de Pesquisa Científica e Industrial Comunitária, em Melbourne, na Austrália, que não estava envolvido no trabalho.
Outro estudo recente aponta que o hiato atual pode ser o nosso último por um tempo. Matthew England e seus colegas da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, tentaram quantificar a chance de outra pausa. “Nos parece que esta provavelmente vai ser a última que veremos no futuro próximo”, afirma England.
Usando 31 modelos climáticos, os pesquisadores mostraram que, se as emissões de gases de efeito estufa continuarem a subir, a chance de um hiato – um período de 10 anos sem aquecimento significativo – cai para praticamente zero após 2030. O hiato atual provavelmente será seguido por um rápido aquecimento à medida que o calor preso no oceano escapa para a atmosfera, de modo que não é provável que tenhamos mais uma década sem aquecimento antes de 2030. England acredita a próxima pausa pode levar um século ou mais para acontecer.
Contudo, este quadro pode mudar se desacelerarmos agora as emissões de gases de efeito estufa. Se conseguirmos alcançar as metas de emissões globais até 2040, o aumento da temperatura irá diminuir até o final do século, e os períodos de hiato seriam mais prováveis.
Estas lacunas também pode ser desencadeadas por erupções vulcânicas que expelem partículas no ar, refletindo a luz solar para longe da Terra, como aconteceu depois da erupção de 1991 do Monte Pinatubo, nas Filipinas. Mas, mesmo que um vulcão entre em erupção, faria pouca diferença. “Depois de 2030, é provável que a taxa de aquecimento global seja tão rápida que até mesmo grandes erupções vulcânicas na escala de Krakatoa não seriam susceptíveis a levar a uma década de hiato”, diz Nicola Maher, membro da equipe australiana. [New Scientist]
Consumo de chá e café não prejudica o coração, aponta estudo
O consumo de café ou de chá não prejudica o coração e nem tem relação com outras causas de morte, como infecções, segundo um estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia, apresentado neste sábado em um congresso organizado por esta sociedade.
O encontro reúne até 3 de setembro mais de 30 mil cardiologista de todo o mundo em Barcelona.
A pesquisa se baseia no acompanhamento de 130 mil pacientes de entre 18 e 95 anos durante três anos e meio.
A cardiologista Almudena Castro, que foi a encarregada de apresentar o estudo, explicou que “o resultado do estudo permite desmitificar a relação estabelecida historicamente entre o consumo de café ou chá e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares”.
Castro ressaltou que “o estudo também mostra que os consumidores de café são mais consumidores de tabaco, enquanto os de chá costumam ter hábitos cardiovasculares mais saudáveis”.
No congresso também foi apresentado um estudo, elaborado pela Agência Francesa de Segurança Alimentar, que alerta sobre o consumo de grandes quantidades de bebidas energéticas, fundamentalmente entre os mais jovens.
O cardiologista Eduardo Alegría ressaltou que “é preciso levar em conta que este tipo de bebidas não são inócuas, como se quis fazer crer, e muitos jovens estão substituindo pelo álcool”.
Alegría destacou que “é preciso ter muita precaução com o consumo deste tipo de bebidas que “costumam ser muito adoçadas e carbonatada e além disso têm um alto conteúdo em sódio, por isso que contribuem para a alta da tensão arterial”.
Seu consumo em grandes quantidades pode provocar taquicardias, tremores, ansiedade, palpitações ou dor de cabeça.
Os responsáveis da Sociedade Europeia de Cardiologia também destacaram a importância do consumo regular de fruta, que pode diminuir em 40% o risco cardiovascular.
Segundo um estudo elaborado pela Universidade de Oxford, após analisar durante sete anos meio milhão de pessoas de diversas zonas da China, que consumiam fruta de maneira regular, reduzem entre 25% e 40% os riscos cardiovasculares.
“O interessante foi comprovar como este risco ia diminuindo à medida que aumentava o consumo de fruta, com o qual quanto mais fruta for consumida, mais diminuirá o risco”, segundo Alegría.
Os especialistas também destacaram que a exposição a episódios de estresse agudo pode derivar em um aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, causando um acidente cardiovascular.
Segundo um estudo apresentado no congresso, o furacão Sandy nos EUA provocou um aumento de 23% do caso de infartos nas zonas mais afetadas.
O cardiologista do Xavier García-Moll destacou que “a elevação espontânea de fatores como a frequência cardíaca, a pressão arterial e os mediadores neurohormonais podem favorecer a ruptura das placas ateroscleróticas, o que por sua vez pode desencadear na formação de coágulos que provocam infartos”.
Além disso, as consequências da crise econômica também podem ser uma causa de estresse que desencadeie infartos.
Neste sentido, no congresso se apresentou um estudo que compara os casos de infarto nos hospitais da Grécia antes da crise e posteriormente.
“O trabalho mostra um notável crescimento no número de infartos durante a época de crise, especialmente entre as mulheres, entre as quais são contabilizados 86% infartos a mais, enquanto entre os homens a incidência de infartos cresceu apenas 28%”, explicou García-Moll. (Fonte: Terra)
Acidentes com animais peçonhentos no país dobram em 10 anos
Os acidentes com animais peçonhentos vêm aumentando no Brasil: entre 2003 e 2013, o número de ocorrências pulou de 75.642 para 162.234, crescimento de 114,5%, segundo dados do Ministério da Saúde.
O assunto veio à tona na conferência de abertura da XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais. De acordo com a médica Fan Hui Wen, pesquisadora do Instituto Butantan, o aumento se deve principalmente a alterações ambientais provocadas pelo homem.
No caso dos acidentes com escorpiões, que foram responsáveis por 79.481 acidentes notificados no ano passado, o crescimento pode ser atribuído à degradação do ambiente urbano, principalmente nas periferias, segundo a pesquisadora. “O acidente por escorpião vem sendo registrado principalmente nessas áreas, em regiões onde as condições sanitárias não são as mais adequadas. Temos visto isso principalmente nas capitais do Nordeste”, diz Hui.
Quanto às lagartas, que começaram a provocar acidentes principalmente na Região Sul do país na década de 1980, o problema tem sido o desmatamento. “Elas começaram a surgir em função de quase não haver mais mata nativa na região sul.
Não é um processo de um ano para o outro, mas acontece ao longo do tempo até que chega um limiar em que esses animais não têm como buscar seu sustento no que restou do que era seu ambiente, então vão buscar essas condições no ambiente urbano”, diz a pesquisadora. As lagartas provocaram 3.739 acidentes no ano passado.
Acidentes com aranhas também tiveram um boom na década de 1980, principalmente com o crescimento das cidades do Paraná. No ano passado, foram 29.816 picadas de aranha no Brasil.
Já o aumento das picadas de cobra pode ter relação com iniciativas como a concessão de hidrelétricas e abertura de espaços anteriormente cobertos com mata nativa principalmente na Amazônia. “Essas alterações ambientais já vêm sendo estudadas há algum tempo e demonstra-se que em locais onde elas acontecem, o número de acidentes começa a sair do que seria esperado para aquele local”, observa Hui. No ano passado, 28.247 picadas de cobra foram notificadas no país.
Para a médica, apesar de o soro anti-veneno já ser um tratamento consolidado, a ciência ainda pode contribuir muito no desenvolvimento de estratégias complementares de tratamento dos acidentes com animais peçonhentos, principalmente no que diz respeito aos efeitos locais das picadas. O soro corta o efeito sistêmico do veneno, mas muitos pacientes têm os membros atingidos necrosados e amputados.
Segundo ela, muitos desses efeitos não são provocados diretamente pelo veneno, mas pela ativação de componentes do organismo que geram uma resposta secundária. “A busca de tratamentos complementares visa encontrar substâncias capazes de bloquear essa ativação secundária”, diz. Segundo ela, algumas estratégias já foram testadas em animais, mas ainda falta que esses conhecimentos passem da bancada do laboratório para testes com humanos. (Fonte: G1)
Peixe fora da água dá pistas sobre evolução das espécies para a terra
Um primitivo peixe mostrou que, mesmo fora da água, é capaz de se locomover e oferecer pistas sobre a evolução das espécies do mar para a terra, de acordo com um novo estudo realizado na Universidade de Ottawa, no Canadá. Capaz de respirar na superfície, o espécime passou inclusive por modificações em seu esqueleto para melhorar sua locomoção.
A pesquisadora Emily Standen, da Universidade McGill, decidiu criar uma espécie de peixe fora da água. Juntamente com o paleontologista Hans Larsson, ela escolheu o bichir-de-senegal ou enguia dinossauro (Polypterus senegalus senegalus), uma espécie com características primitivas que lembra um ancestral dos animais terrestres. Equipado com pulmões e escamas duras, o bichir usa as nadadeiras peitorais atrás da cabeça para se movimentar em terra e ir de uma poça de água para outra.
Os pesquisadores compraram 149 espécimes com dois meses de vida e mantiveram 111 em um terrário durante 8 meses. Os outros 38 ficaram em um aquário.
Os peixes criados em terra apresentaram mudanças na estrutura de seu esqueleto que lhes permitiram se locomover em terra. Os bichires passaram a usar suas nadadeiras dianteiras para se erguer e “caminhar”. A estrutura que seria semelhante à nossa coluna vertebral tornou-se mais reforçada e longa para dar maior apoio ao restante do corpo.
“Todas as mudanças que observamos estão documentadas no estudo dos fósseis”, afirma a pesquisadora Emily Standen, especialista em biomecânica comparative e evolucionária na Universidade de Ottawa.
“Os resultados podem jogar uma luz sobre um fator que teria parte na origem dos tetrápodes”, diz Per Ahlberg, uma paleontologista da Universidade Uppsala na Suécia. Resta aos cientistas entender esse desenvolvimento na evolução e passagem das espécies aquáticas para a vida na terra.
As mudanças – chamadas plasticidade desenvolvimentista – deram aos animais “vantagens” em sua luta pela sobrevivência, possivelmente passada em seus genes para as novas gerações, que os pesquisadores vão acompanhar em novo estudo. “Eventualmente, essas mudanças podem se tornar permanentes com o tempo”, diz Emily Standen. “Mas como isso acontece”, diz, ainda permanece um “mistério”. (Fonte: UOL)
Conheça as vitaminas do Complexo B
As vitaminas do complexo B são essenciais para o funcionamento do organismo e desempenham importantes funções no processo metabólico.
As principais fontes alimentares das vitaminas do complexo B são as carnes, vísceras, leite e derivados e os cereais integrais.
Por fazerem parte do grupo de hidrossolúveis (são dissolvidas em água), normalmente elas não são armazenadas pelo organismo em quantidades significativas, o que implica em uma necessidade de consumo diário para manter-se saudável.
Conheça a principais vitaminas do complexo B.
Vitamina B1
Conhecida também como tiamina, ela tem entre suas funções o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas e a estimulação de nervos periféricos. O composto age de forma essencial no sistema nervoso.
A vitamina B1 é encontrada em uma variedade de fontes animais e vegetais como carnes, vísceras (especialmente o fígado, coração e rins), gema de ovo e grãos integrais.
A deficiência deste nutriente no organismo pode levar à doença denominada beribéri, que afeta os sistemas nervoso e cardiovascular.
Vitamina B2
Também chamada de riboflavina, ela é importante para a formação das células vermelhas do sangue. A deficiência é causada principalmente pela baixa ingestão dessa vitamina por um longo período.
As necessidades da vitamina B2 aumentam simultaneamente com o crescimento, a gravidez e a lactação. Produtos derivados do leite, folhas verdes e vísceras são fontes do composto orgânico.
Vitamina B3
Niacina é o nome da vitamina B3 ou PP.
Essa vitamina auxilia no metabolismo dos carboidratos e proteínas, participam da síntese das gorduras e da respiração. Carnes magras, aves, peixes, amendoins, leguminosas e a levedura da cerveja são as principais fontes de niacina. Anormalidades digestivas causadas pela deficiência do composto levam à irritação e à inflamação das mucosas da boca e do trato gastrointestinal, o que pode resultar em diarreia. Sua deficiência é conhecida como pelagra.
Vitamina B6
A vitamina B6, conhecida como piridoxina, é encontrada em abundância em alimentos de origem animal e vegetal.
Ela é responsável pelo metabolismo das proteínas, dos carboidratos e das gorduras e é fundamental para o desenvolvimento do sistema nervoso central e da função cognitiva.
A deficiência isolada em vitamina B6 é rara, pois geralmente é acompanhada da deficiência de outras vitaminas do complexo B e não tem como principal causa o consumo inadequado dos nutrientes, porque pode ser encontrada em uma ampla variedade de alimentos.
Na maioria das situações, a deficiência ocorre por má absorção, fatores genéticos, interação com medicamentos, consumo exagerado de álcool, tabagismo, entre outros. Os principais sintomas são observados na pele, no sistema nervoso e no sangue.
Vitamina B9
Comumente conhecida como ácido fólico, que é a forma sintética da vitamina, ela é encontrada em suplementos, medicamentos e produtos fortificados.
O principal papel do ácido fólico está no metabolismo de aminoácidos e na síntese de DNA, que é fundamental para o desenvolvimento embrionário. Estudos mostram que a suplementação com ácido fólico previne defeitos nesse desenvolvimento nos períodos de gestação.
As fontes são as vísceras, feijão e os vegetais de folhas verdes escuras, como espinafre e brócolis.
Vitamina B12
Também conhecida como cobalamina, o armazenamento da vitamina ocorre em maior quantidade no fígado e em menor quantidade nos rins, sendo liberada quando necessário para a medula óssea e outros tecidos corporais.
É essencial para o funcionamento do metabolismo das células, em especial as do trato gastrointestinal, da medula óssea e do tecido nervoso. Participa no metabolismo das proteínas e está associada à absorção do ácido fólico.
As causas da deficiência da vitamina B12 podem ser classificadas em três categorias: redução da capacidade absortiva, aumento das necessidades e consumo insuficiente. A manifestação mais evidente da deficiência é a anemia perniciosa ou megaloblástica, causada pela má absorção de B12, podendo ser acompanhada de alterações neurológicas.
Os alimentos ricos em vitamina B12 são os de origem animal, tais como produtos lácteos, carne, fígado, peixes e ovos.
É importante lembrar que complementos vitamínicos e suas doses diárias devem ser recomendados por profissionais de saúde especializados. Antes de buscar qualquer complementação, consulte um médico. Ministério da Saúde
Falta de apetite nas crianças
"Meu filho não tem apetite" - esta é uma das queixas mais comuns em Pediatria.
Muitas mães têm a percepção equivocada de que comer muito é comer bem e julgam que seus filhos podem estar comendo menos que o necessário quando observam que muitas vezes as crianças recusam os alimentos oferecidos ou não os solicitam com freqüência.
Comer muito ou comer pouco: o que é o normal?
Nem 8 nem 80. Os especialistas afirmam que as variações de apetite são normais, sempre que a criança se mantenha ativa e cresça normalmente. Além disso, se a criança comer alguma coisa fora de hora, como um biscoito ou um chocolate, é provável que na hora de almoçar não tenha apetite.
Porque muitas crianças, especialmente as mais novas, podem comer pouco?
Às vezes os bebês comem apenas um pouco. Isto pode causar grande preocupação nas mães, que insistem que seu filho coma, mesmo que não tenha fome. Geralmente a mãe menciona que "ele não come quase nada". O que acontece é que o apetite de um bebê se relaciona com suas necessidades energéticas. Quando fazem muita atividade, as crianças comem mais. Se ao contrário, gastam menos energia, não têm fome.
Como funciona o apetite dos bebês?
O ser humano, em função do seu crescimento, cumpre determinadas etapas. Nos primeiros seis meses de vida, o bebê tem uma incorporação de tecido gorduroso muito grande e um crescimento acelerado, tendo uma demanda de alimento muito importante. Esta demanda começa a diminuir à partir dos seis meses, e dos 15 meses aos três anos, eles atravessam uma etapa de inapetência fisiológica, que é funcional, e de alguma forma deve ser respeitada.
Qual a importância dessa etapa?
Na etapa de inapetência fisiológica se consolidam os hábitos alimentares. A partir de um ano e meio, começa um período de socialização, de incorporação de hábitos alimentares, mas também de seleção. Pode acontecer de uma criança gostar muito de um alimento e logo o abandonar. Por isso, dentro dos limites de uma vida saudável, as demandas e recusas da criança devem ser respeitadas.
Esse período de inapetência tem um fim?
Sim. A partir dos 5 ou 6 anos, o pré-escolar começa a formar uma maior quantidade de tecido gorduroso e a ter um crescimento mais acelerado. Como conseqüência, a demanda de energia é maior. É importante, nessa época, consolidar corretos hábitos alimentares.
Como a interferência dos pais pode ser negativa nesse período?
A consulta com o pediatra por inapetência costuma coincidir com o fato de que a mãe, com a ansiedade de que o que a criança se alimente, a persiga com a comida pela casa ou ofereça substitutos que não são importantes do ponto de vista nutritivo, como guloseimas, salgadinhos ou bebidas com aditivos e açúcar. Desta maneira, sua conduta alimentar se altera e hábitos danosos à saúde podem se instalar.
Cuidado com as chantagens!
Se os pais criam um sistema de recompensar as crianças depois de insistir que elas comam, elas aprenderão que se não comerem obterão o que querem e, dessa forma, poderão passar a usar as refeições como moeda de negociação.
Quando buscar ajuda?
A melhor maneira de esclarecer dúvidas sobre o desenvolvimento de uma criança é conversando com seu pediatra. Ele está apto a fornecer informações precisas sobre as necessidades e problemas que seu filho possa enfrentar.
Fonte: Bibliomed (www.bibliomed.com.br)
25 países têm quase todas as florestas intactas do mundo
Mais de metade destas florestas ficam na Austrália, Nova Zelândia, Rússia e Estados Unidos. E apenas 22% delas são protegidas.
Este número consta de estudo publicado na terça-feira (26) na Conservation Letters.
O que poderia salvar os 13 milhões de quilômetros quadrados de áreas intocadas? Elas hospedam mais de metade das plantas e animais do planeta e fornecem serviços como ar e água limpos.
Mas estão sob séria ameaça, seja pela extração, mineração ou agricultura.
Tais mudanças no uso da terra explicam porque apenas 3% das florestas que existiram no passado permanecem em partes temperadas do mundo.
Uma sugestão para sua preservação é torná-las parte das negociações internacionais do clima, como a Convenção-Quadro da Mudança do Clima, da ONU, tentou fazer.
Os bens e serviços que as florestas fornecem deveriam ser incorporados também em avaliações econômicas, e não só o valor de sua madeira.
E os governos deveriam evitar mais perdas de florestas, para desacelerar a mudança do clima e a taxa de extinção de espécies.
Brendan Mackey, diretor do Programa de Resposta à Mudança do Clima da Universidade Griffith, na Austrália, disse ontem que as negociações internacionais não estão dando conta de frear as perdas das florestas primárias mais importantes do mundo e que, na ausência de políticas específicas para proteção, seus valores únicos de biodiversidade e ecossistemas continuarão a ser perdidos tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento.
Os cientistas afirmam ainda que deve-se aceitar universalmente o papel importante de áreas conservadas por comunidades locais e indígenas, onde a proteção é eficaz, diz o Economic Times. (Fonte: Planeta Sustentável)
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Cardiologistas pedem proibição total dos cigarros eletrônicos
A Sociedade Norte-Americana do Coração anunciou novas recomendações sobre o uso dos cigarros eletrônicos - também conhecidos como e-cigarros - e o impacto desse novo produto sobre os esforços de controle do tabaco.
Com base nas evidências atuais, a posição da associação é que os cigarros eletrônicos que contêm nicotina são produtos de tabaco e devem estar sujeitos a todas as leis que se aplicam aos demais produtos derivados do fumo.
A associação de cardiologistas também pede novas regulamentações rigorosas para impedir o acesso, a venda e a propaganda de cigarros eletrônicos para a juventude, além de recomendar mais pesquisas científicas sobre o impacto do produto à saúde.
"Estamos fortemente comprometidos em evitar que a indústria do tabaco vicie outra geração de fumantes," disse Nancy Brown, presidente da Sociedade Norte-Americana do Coração.
"Estudos recentes levantam preocupações de que os cigarros eletrônicos possam ser uma porta de entrada para os produtos tradicionais de tabaco para a juventude, e poderiam renormalizar o tabagismo em nossa sociedade. Estes desenvolvimentos inquietantes ajudaram a convencer a associação que os cigarros eletrônicos precisam ser fortemente controlados, bem pesquisados e acompanhados de perto," disse Brown.
Os autores citam um estudo publicado na revista JAMA Pediatrics envolvendo 40.000 alunos do ensino fundamental e médio, que indica que os adolescentes consideram os cigarros eletrônicos como de alta tecnologia, acessíveis e convenientes, especialmente em locais onde fumar não é permitido.
A nota da entidade recomenda uma proibição total sobre os cigarros eletrônicos para menores de idade e detalha preocupações de que estes produtos possam ser outro ponto de entrada para a dependência da nicotina entre os jovens.
Cigarro eletrônico no Brasil
Desde 2009, a Anvisa proíbe a importação e a venda de cigarros eletrônicos no Brasil.
O cigarro eletrônico apresenta-se em diversos formatos, visualmente podendo se parecer com um cigarro, um charuto, uma cigarrilha ou mesmo com um cachimbo.
A ponteira do aparelho funciona como piteira e contém um cartucho substituível, contendo um líquido composto de propileno glicol, nicotina e, eventualmente, substâncias aromatizantes.
O usuário aspira uma névoa contendo pequenas gotículas do líquido e a nicotina que necessita para manter a dependência.
Com informações da AHA
ONU adverte que guerra contra ebola será longa e pode levar 6 meses
O coordenador da ONU no combate ao vírus ebola, David Nabarro, alertou nesta segunda-feira (25) que a luta contra a epidemia é uma “guerra que ainda não foi vencida” e que pode levar seis meses ou mais.
Durante uma entrevista coletiva à imprensa em Freetown, capital de Serra Leoa, Nabarro também lamentou a suspensão das rotas de várias companhias aéreas nos países afetados, o que, segundo ele, torna a missão da ONU “muito mais difícil”, até “impossível”.
“Nós trabalhamos com medidas excepcionais em seis meses para controlar rapidamente a doença”, disse o epidemiologista britânico, ressaltando que “a epidemia de ebola avança em muitas áreas do país”.
De acordo com o último registro da Organização Mundial de Saúde (OMS), de 20 de agosto, o vírus ebola deixou 1.427 mortos em 2.615 casos registrados no oeste da África.
“A luta para vencer o Ebola não é uma batalha, é uma guerra, que exige que todos trabalhem juntos, de forma dura e eficaz. Espero que esta guerra termine em seis meses, mas devemos continuar até que chegue ao fim”, declarou o Dr. Nabarro, acrescentando: “Nós ainda não vencemos”.
Neste combate, uma nova frente se abriu, com a descoberta de um surto em uma área isolada da República Democrática do Congo (RDC), diferente daquele que assola o oeste africano, segundo autoridades de saúde congolesas e internacionais.
A epidemia que foi declarada no início do ano na Guiné, antes de se propagar para Libéria e Serra Leoa, e posteriormente Nigéria, é a mais grave da história desta febre hemorrágica, identificada em 1976 na RDC.
Na Libéria, país mais atingido, o governo anunciou a morte do médico Abraham Borbor, contaminado pelo vírus e que estava sendo tratado com o soro experimental americano ZMapp.
O Japão propôs nesta segunda-feira para o combate ao Ebola o fornecimento de um outro tratamento experimental desenvolvido por uma companhia do país e homologado em março como um antiviral contra a gripe.
Quarentena em 100 km2 – Um especialista da OMS em epidemiologia foi contaminado em Serra Leoa, o primeiro entre os quase 400 funcionários da área da saúde mobilizados nos países afetados.
De nacionalidade senegalesa, este especialista deve ser transferido de Freetown para a Europa, segundo o governo do Senegal.
A Europa recebeu no domingo um segundo caso de Ebola, depois de um padre espanhol infectado na Libéria, falecido em 12 de agosto. Trata-se de William Pooley, de 29 anos, um enfermeiro voluntário britânico contaminado em Kenema, no leste de Serra Leoa, epicentro da epidemia.
Internado em uma unidade de isolamento no Royal Free Hospital de Londres, ele soube da infecção no sábado e ‘tem boas chances de recuperação’, indicou Robert Garry, um médico americano que trabalhou com ele em Kenema.
O oeste africano já não é mais a única região afetada: o vírus Ebola ressurgiu em uma zona remota no noroeste da RDC, o sétimo surto registrado no país, matando 13 pessoas.
A OMS concorda com as autoridades congolesas sobre a natureza isolada desta epidemia, ‘totalmente independente do surto no oeste africano’, escreveu um funcionário da organização em Kinshasa sob condição de anonimato.
As autoridades congolesas lançaram sua resposta nesta segunda. O ministro do Interior, Richard Muyej, enviou a Kinshasa termômetros a laser para ajudar no controle da doença.
O ministro da Saúde congolês, Félix Kabange Numbi, pediu apoio financeiro à comunidade internacional. Segundo ele, o país tem precisa imediatamente de dois milhões de dólares (1,5 milhão de euros) para lutar contra a doença.
O setor, perto da cidade de Boende – cerca de 800 km a nordeste de Kinshasa -, foi colocado em quarentena em uma área de cem quilômetros quadrados.
No total, pelo menos 11 pacientes foram isolados e mais de 80 pessoas que tiveram contato com os pacientes são acompanhados “por uma equipe especializada”. (Fonte: G1)
Agropecuarista defende mais florestas para combater falta d’água
As secas prolongadas que têm afetado diversos estados e levado à iminência de racionamento na maior cidade do país, São Paulo, não se resolverão só com a volta das chuvas. É preciso reflorestar as nascentes e margens dos rios para garantir um suprimento de água confiável e perene. O alerta não vem de setores ambientalistas, mas de um segmento durante muitos anos associado à derrubada das matas: os agropecuaristas.
A segurança hídrica afeta não só as torneiras da população, mas coloca em risco o próprio negócio dos fazendeiros, que precisam de água abundante para irrigar suas plantações. A opinião foi externada na segunda-feira (25) pelo diretor da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Alberto Figueiredo, em entrevista à Agência Brasil.
“O que acontece é que a escassez de água, neste momento, está recrudescendo. Está acontecendo de fato e deixando milhares de pessoas na sede. O fato se tornou grave e alarmante. O que nos preocupa é que não há qualquer trabalho feito pelas autoridades no sentido de manter as fontes de água, as nascentes, as florestas nas encostas, as reservas ciliares para garantir os cursos d’água. Isso não acontece na intensidade que deveria, e pode fazer com que crescentes contingentes de pessoas fiquem sem água”, alertou Figueiredo.
A escassez de água e a diminuição dos cursos d’água acabam por inibir novos projetos de irrigação e afetam as iniciativas existentes no campo, segundo o diretor da SNA. “A gente sabe que as produções, tanto agrícolas quanto pecuárias, sem irrigação, tornam o processo extremamente difícil em termos de produtividade”, salientou.
Para ele, os governos deveriam incentivar, monetariamente, os fazendeiros a replantarem as áreas de preservação permanente, principalmente as encostas. As matas nesse tipo de terreno têm a função de reter e fazer infiltrar as chuvas, evitando que grande volume de terra acabe assoreando os córregos e rios.
Segundo Figueiredo, “o novo Código Florestal diminuiu as exigências de reflorestamento em áreas declivosas, o que é grave, pois são terrenos que não dão produtividade nem para a pecuária nem para a agricultura, e se prestam efetivamente para as florestas. O que precisamos é fazer funcionar um dos artigos do Código Florestal que permite remunerar os produtores que fizerem conservação de recursos hídricos, pela manutenção das matas ciliares, ao redor das nascentes e também nas encostas”.
Figueiredo acredita que as novas gerações de agropecuaristas têm nova visão ecológica do processo produtivo. “A geração atual está consciente disso. O que precisa é o governo fazer cumprir a legislação que existe. Hoje não há, por exemplo, profissionais distribuídos pelo interior para orientar os produtores em relação ao preenchimento do cadastro ambiental rural”, ressaltou.
O dirigente da SNA também prega o aumento da produtividade na criação de gado, colocando mais animais em espaço menor e abrindo área para o reflorestamento. Pelas suas contas, “hoje temos 1,2 cabeça de boi por hectare, em média, no Brasil. Já estamos conseguindo, em algumas propriedades, 15 cabeças por hectares. Podemos multiplicar por dez, no mínimo, a produtividade, ou diminuir em 90% a área ocupada, mantendo a mesma produção. Esta área que vai ser liberada, a partir da racionalização do uso do solo, vai permitir que se recomponham as matas”. (Fonte: Agência Brasil)
Vigilância Sanitária de SC divulga alerta sobre consumo de moluscos
Sob suspeita de contaminação pela toxina diarreica (DPS), o consumo e o comércio de moluscos bivalves, como ostras, vieiras, mexilhões e berbigões, continuam proibidos em algumas localidades de Santa Catarina. A Vigilância Sanitária informou que adotou medidas para retirar os animais do comércio e impedir a venda ao consumidor.
“Os moluscos bivalves não-inspecionados caracterizam-se por não garantir a rastreabilidade e sua procedência, não podendo ser comercializados. Por isso, devemos adotar medidas cautelares de apreensão e inutilização desses animais, conforme determina a legislação”, explicou a diretora da Vigilância, Raquel Bittencourt.
Segundo ela, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) prossegue monitorando o Litoral com mais análises. “Assim que houver um comunicado sobre a desinterdição das áreas encaminharemos novas informações para as Regionais de Saúde, que deverão repassá-las aos municípios de sua abrangência”.
No último sábado (23), o consumo foi liberado nas localidades de Laranjeiras, em São Francisco do Sul; Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Praia do Cedro e Ponta do Papagaio, no município de Palhoça; Freguesia do Ribeirão, Costeira do Ribeirão, Caieira da Barra do Sul, Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis.
Sintomas – As algas são alimentos dos mexilhões. A toxina não prejudica o cultivo de ostras e mariscos, mas, se os moluscos com DSP forem consumidos, podem trazer problemas para a saúde. Os sintomas são diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais. (Fonte: G1)
Imagens chocantes revelam o que diabetes pode fazer com uma ferida em apenas 10 dias
No final do ano passado, a Federação Internacional de Diabetes publicou a quinta edição de seu atlas que mostra o quadro atual da doença em escala global. Dos dados levantados pela instituição, vários são alarmantes. Atualmente, há no mundo 371 milhões de pessoas portadoras de diabetes com idades entre 20 e 79 anos – e este número é crescente em todos os países. Além disso, metade das pessoas portadoras deste mal desconhece a sua condição. Por último, o Brasil ocupa a quarta posição entre os países com maior prevalência de diabetes: 13.4 milhões de pessoas, o que corresponde a aproximadamente 6.5% da população entre 20 e 79 anos de idade.
Levando tudo isso em conta, não parece um exagero continuar alertando a população para os riscos que a doença oferece e os cuidados que ela requer. As imagens que ilustram esta matéria mostram os terríveis danos que diabetes pode causar ao corpo em apenas uma questão de dias.
Elas foram tiradas por um homem de 50 anos que havia desenvolvido lesões em seus pés depois que seus sapatos novos o machucaram. O homem, que era obeso, não tinha ideia de que estava sofrendo de diabetes.
As pequenas lesões rapidamente se transformaram em uma infecção plenamente desenvolvida. Dentro de alguns dias, o seu pé direito estava preto, soltando pus e precisando urgentemente de procedimento cirúrgico. Sua história, relatada na revista “New England Journal of Medicine”, destaca o impacto devastador que a diabetes pode ter em todas as partes do corpo – especialmente nos pés.
Segundo a organização não governamental britânica Diabetes UK, a cada 30 segundos alguém no mundo com a doença tem um membro inferior amputado. Pessoas com diabetes têm maior probabilidade de serem internadas com uma úlcera no pé do que com qualquer outra complicação.
Isso ocorre porque a doença pode levar à má circulação e sensação reduzida nos pés – ou seja, pacientes, como este homem, não sentem quando seus pés estão doloridos ou entrando em atrito com alguma coisa. Eles podem desenvolver uma bolha ou uma queimadura pequena sem perceber, aumentando a probabilidade do desenvolvimento de ferida e, em seguida, de serem infectadas. A má circulação também significa que as feridas não se curam tão bem. Relatando o caso, os médicos do Hospital da Universidade de Genebra, na Suíça, disseram que o paciente chegou no hospital 10 dias após o início da infecção. Só então foi descoberto que ele sofria de diabetes e neuropatia periférica – que causa danos nos nervos das extremidades (como os braços, mãos, pernas e pés). A condição é normalmente vista em pacientes com níveis de açúcar mal controlados, como ele teria tido já que não tinha sido diagnosticado até então.
A neuropatia periférica afeta 70% das pessoas com diabetes e é uma das muitas razões pelas quais a doença deve ser levada a sério. Um bom exemplo do motivo para isto é a rapidez com que as infeções do pé se desenvolvem nestas pessoas.
O homem tinha fotografado a lesão duas vezes por dia e inicialmente esperava que o ferimento fosse curar por si só. As fotografias documentam a velocidade na qual a infecção se instalou. No primeiro dia, a pele ficou vermelha, devido à infecção. No terceiro dia, bolhas apareceram e, quando chegou ao sexto, tornou-se um abcesso e o tecido já estava morrendo. Por volta do dia 10, era uma ferida infecciosa de aparência horrível e necessitando de cirurgia. Após a cirurgia para remover a pele morta do ferimento e um tratamento com antibióticos por três semanas, a infecção foi curada. O homem também perdeu uma quantidade considerável de peso para ajudar a manter seu diabetes sob controle, conforme os médicos relataram.
Fique atento! Os sinais clássicos de uma infecção incluem a pele tornando-se rosa ou vermelho brilhante e ficando inchada, além de uma sensação de calor ao toque e a liberação de pus amarelo/verde, que consiste de células mortas e micro-organismos.
Para mais informações, visite o portal ADJ Diabetes, mantido por uma associação brasileira que fornece informações, cursos e luta pelos diabéticos. A Sociedade Brasileira de Diabetes também possui um site com notícias, artigos, publicações e até mesmo uma loja virtual voltada aos que sofrem com a doença. [Daily Mail]
Cientistas indicam que diabetes tipos 1 e 2 têm causa em comum e poderiam ser curadas
Um trabalho de cientistas das Universidades de Manchester (Reino Unido) e Auckland (Nova Zelândia) sugerem que as duas formas principais de diabetes são o resultado do mesmo mecanismo.
As descobertas, publicadas na revista científica “FASEB Journal”, da Federação de Biologia Experimental dos Estados Unidos, fornecem evidências convincentes de que a diabetes tipo 1, também conhecida como infanto-juvenil, e a diabetes tipo 2 são causadas pela formação de aglomerados tóxicos de um hormônio chamado amilina.
Os resultados, com base em 20 anos de trabalho na Nova Zelândia, sugerem que os diabetes tipos 1 e 2 poderiam ser retardados e potencialmente revertidos por medicamentos que impedem que a amilina forme esses aglomerados tóxicos.
Além de produzir insulina, células do pâncreas também produzem outro hormônio chamado amilina. A insulina e a amilina trabalham normalmente em conjunto para regular a resposta do organismo à ingestão de alimentos. Se elas não são mais produzidas, os níveis de açúcar no sangue sobem, resultando em diabetes e causando danos a órgãos como o coração, rins, olhos e nervos, caso não sejam devidamente controlados. No entanto, um pouco da amilina que é produzida pode ser depositada em torno de células do pâncreas como aglomerados tóxicos que, em seguida, por sua vez, destroem as células que produzem insulina e amilina. A consequência desta morte celular é diabetes. Uma pesquisa publicada anteriormente pelo professor Garth Cooper, que liderou o estudo, sugeriu que este é o mecanismo causador de diabetes tipo 2. Esta nova pesquisa fornece fortes evidências de que o tipo 1 resulta do mesmo mecanismo. A diferença é que a doença começa cada vez mais cedo e progride mais rapidamente no tipo 1 em comparação com o 2, porque há deposição mais rápida de aglomerados de amilina tóxicos no pâncreas.
A equipe do professor Cooper espera ter potenciais medicamentos para usar em ensaios clínicos nos próximos dois anos, a serem testados nos pacientes diabéticos tipo 1 e tipo 2. Estes ensaios clínicos estão sendo planejados com grupos de pesquisa na Inglaterra e Escócia. [Medical Xpress, FASEB Journal]
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