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sábado, 3 de maio de 2014

Ineficiência de antibióticos pode piorar saúde mundial, alerta OMS

A resistência a antibióticos deixou de ser uma ameaça para converter-se em realidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que advertiu nesta quarta-feira (30) que infecções atualmente consideradas menores podem voltar a ser mortais. O informe alarmista, o primeiro relativo à resistência do corpo aos antibióticos em escala mundial, afirma que “esta grave ameaça não é uma previsão, mas uma realidade, afetando a todos, de qualquer idade ou país de origem”. Os antibióticos são considerados pela OMS como um dos pilares da nossa saúde, que nos permite viver sadios por mais tempo. Mas sua utilização inapropriada tornaram muitos medicamentos ineficazes em poucas décadas. Especialistas afirmam que a atual resistência das bactérias a antibióticos é causada principalmente pelo mau uso desses remédios e que, muitas vezes, são os próprios médicos que receitam os medicamentos excessivamente. Com dados de 114 países, o documento da OMS disse que superbactérias capazes de burlar até os mais violentos antibióticos – uma classe de medicamentos chamada carbapenêmicos – já foram encontradas em todas as regiões do mundo. Estima-se que apenas um desses agentes patogênicos resistentes, chamado MRSA, cause cerca de 19 mil mortes por ano nos EUA – bem mais do que o HIV/Aids – e um número semelhante na Europa. Fim da medicina moderna – “A menos que os diferentes atuem de forma coordenada e urgente, o mundo estará caminhando para uma era do pós-antibiótico, em que as infecções atuais e pequenas feridas, que durante décadas foram curadas facilmente, poderão matar novamente”, afirmou Keiji Fukuda, diretor-geral adjunto da OMS. A própria organização afirmou, certa vez, que uma era pós-antibióticos significa o fim da medicina moderna como a conhecemos. “Se não tomarmos medidas significativas para melhor prevenir a infecção e alterar a nossa forma de produzir, usar e prescrever antibióticos, vamos gradualmente perder esses benefícios de saúde pública mundial, com consequências devastadoras para a saúde”, complementou. (Fonte: G1)

Por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros?

Há uma dúvida de saúde que intriga muitos pesquisadores, incluindo a Dra. Lauren Thurgood, do departamento de Hematologia e Genética Patológica da Universidade de Flinders (Austrália): por que alguns tipos de câncer são mais letais que outros? Por que algumas pessoas com câncer são curadas e depois do período da doença levam uma vida normal, enquanto outras morrem apenas alguns meses depois do diagnóstico? Para tentar responder a essa questão, a Dra. Thurgood está estudando a leucemia linfoide crônica (LLC), uma forma de leucemia considerada comum, para tentar entender melhor porque um pequeno grupo de pacientes com esse tipo de câncer respondem mal ao tratamento. O LLC corresponde a 30% de todos os casos de câncer registrados, e é uma forma de crescimento lento da doença, na qual a medula óssea produz muito mais glóbulos brancos (linfócitos) do que deveria. “Eu estou pesquisando as proteínas nas células cancerosas para tentar descobrir por que alguns pacientes têm uma doença mais patogênica, enquanto outros vivem mais tempo e não tem nenhum problema”, disse. “Sabemos por pesquisas anteriores que as pessoas com um prognóstico pobre têm um gene defeituoso que faz com que tenham uma doença mais agressiva, mas ainda precisamos entender a nível celular o que esse defeito genético faz para as células”, completou a pesquisadora. Ela também explicou que as células cancerosas basicamente conversam com as células vizinhas na medula óssea, e por isso precisamos entender como elas interagem entre si, e como as células saudáveis permanecem vivas. “Uma vez que aprendermos como as células se comunicam, podemos trabalhar no desenvolvimento de uma terapia de drogas específicas para impedir essa interação, que iria, essencialmente, evitar que as células de câncer tomassem conta do organismo”. De acordo com a Dra. Thurgood, o LLC é normalmente diagnosticado em adultos idosos, sendo mais comum e prevalecente conforme a população envelhece. “O fato de que estamos vivendo mais significa que a frequência da doença vai disparar. Assim, qualquer nova informação vai se tornar fundamental para sua prevenção e tratamento”, completa. A expectativa é que, uma vez que tenhamos mais conhecimento sobre a leucemia linfoide crônica e métodos de pesquisa sejam refinados, a medicina possa aplicá-los para prevenir e tratar outros tipos de câncer. [Medicalxpress]

O futuro de nosso planeta depende de 58 pessoas

Roma, Itália, abril/2014 – Embora para muitos tenha passado inadvertidamente, o Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC) publicou, no dia 13 de abril, a terceira e última parte de um informe no qual adverte sem rodeios que temos apenas 15 anos para evitar ultrapassar a barreira de um aquecimento global de dois graus. Além disso, as consequências serão dramáticas. Somente os mais míopes não tomam consciência do que se trata: aumento do nível do mar, furacões e tempestades mais frequentes e um impacto adverso na produção de alimentos. Em um mundo normal e participativo, no qual 83% das pessoas que vivem hoje ainda existirão dentro de 15 anos, esse informe teria provocado uma reação dramática. Entretanto, não houve um único comentário dos líderes dos 196 países nos quais habitam os 7,5 bilhões de “consumidores” do planeta. Os antropólogos que estudam as semelhanças e diferenças entre os seres humanos e outros animais há um bom tempo chegaram à conclusão de que a humanidade não é superior em todos os aspectos. Por exemplo, o ser humano é menos adaptável à sobrevivência do que muitos animais em casos de terremotos, furacões e outros desastres naturais. A esta altura, eles devem manifestar sintomas de alerta e mal-estar. O primeiro volume desse informe do IPCC, divulgado em setembro de 2013 em Estocolmo, estabelece que os humanos são a causa principal do aquecimento global, enquanto a segunda parte, apresentada em Yokohama no dia 31 de março, afirma que “nas últimas décadas as mudanças climáticas causaram impactos nos sistemas naturais e humanos em todos os continentes e em todos os oceanos”. O IPCC é formado por mais de dois mil cientistas de todo o mundo e essa é a primeira vez que chega a firmes conclusões finais desde sua criação pelas Nações Unidas, em 1988. A principal conclusão é que, para deter a corrida rumo a um ponto sem volta, as emissões globais devem cair entre 40% e 70% antes de 2050. O informe adverte que “só as grandes mudanças institucionais e tecnológicas darão uma oportunidade superior a 50%” para o aquecimento global não ultrapassar o limite de segurança, e acrescenta que as medidas devem começar, no mais tardar, em 15 anos, completando-se em 35. Vale a pena assinalar que dois terços da humanidade têm menos de 21 anos e em grande parte são eles que terão que suportar os enormes custos da luta contra a mudança climática. A principal recomendação do IPCC é muito simples: as principais economias devem fixar um imposto sobre a contaminação com dióxido de carbono, elevando o custo dos combustíveis fósseis, para impulsionar o mercado de fontes de energias limpas, como a eólica, solar ou nuclear. Dez países são causadores de 70% do total da contaminação mundial de gases-estufa, sendo que Estados Unidos e China respondem por 55% desse total. Ambos estão tomando medidas sérias para combater a contaminação. O presidente norte-americano, Barack Obama, tentou em vão obter o beneplácito do Senado e teve que exercer sua autoridade sob a Lei de Ar Limpo de 1970 para reduzir a contaminação de carbono dos veículos e instalações industriais, estimulando as tecnologias limpas. Mas não pode fazer mais nada sem apoio do Senado. O todo poderoso presidente da China, Xi Jinping, considera prioritário o ambiente, em parte porque fontes oficiais estimam em cinco milhões anuais o número de mortes nesse país em razão da contaminação. Mas a China precisa de carvão para seu crescimento, e a postura de Xi é: “por que deveríamos frear nosso desenvolvimento, quando os países ricos que criaram o problema atual querem que tomemos medidas que atrasam nosso crescimento?”. Dessa forma, cria-se um círculo vicioso. Os países do Sul querem que as nações ricas financiem seus custos de redução da contaminação e os do Norte querem que esses deixem de contaminar e assumam seus próprios custos. Como resultado, o resumo do informe, que destina-se aos governantes, foi despojado das premissas que poderiam dar a entender a necessidade de o Sul fazer mais, enquanto os países ricos pressionaram para evitar uma linguagem que pudesse ser interpretada como a necessidade de eles assumirem as obrigações financeiras. Isso deveria facilitar um compromisso brando na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, em Lima, onde se deveria alcançar um novo acordo global (lembremos o desastre da conferência de Copenhague, em 2009). A chave de qualquer acordo está nas mãos dos Estados Unidos. O Congresso desse país bloqueia toda iniciativa sobre o controle climático, proporcionando uma saída fácil para China, Índia e o resto dos contaminadores: “por que devemos assumir compromissos e sacrifícios se os Estados Unidos não participam?”. O problema é que os republicanos converteram a mudança climática em uma de suas bandeiras de identidade. A última vez que se propôs um imposto sobre o carbono, em 2009, depois de um voto positivo na Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, o Senado, dominado pelos republicanos, o rejeitou. Nas eleições de 2010, uma série de políticos que votaram a favor do imposto sobre carbono perderam suas cadeiras, o que contribuiu para que os republicanos assumissem o controle da Câmara. Agora, a única esperança para os que querem uma mudança é aguardar as eleições de 2016 e esperar que o novo presidente norte-americano seja capaz de mudar a situação. Esse é um bom exemplo do que os gregos antigos diziam: que a esperança é a última deusa… O quadro é muito simples. O Senado dos Estados Unidos tem cem integrantes, o que significa que bastam 51 votos para liquidar qualquer projeto de lei de imposto sobre os combustíveis fosseis. Na China, a situação é diferente. Na melhor das hipóteses, as decisões são tomadas pelo Comitê Permanente do Comitê Central, formado por sete membros, que são o verdadeiro poder no Partido Comunista. Em outras palavras, o futuro de nosso planeta é decidido por 58 pessoas de uma população de quase 7,7 bilhões de habitantes. Envolverde/IPS * Roberto Savio é fundador e presidente emérito da agência de notícias Inter Press Service (IPS) e editor do Other News. (IPS)

Água da Amazônia e a crise de São Paulo

A crise de falta d´água em São Paulo e outras cidades do Brasil deve ser analisada com profundidade. Não estamos diante de um simples problema de chuvas abaixo da média histórica. Estamos diante de uma crise estrutural que requer uma reflexão profunda e mudanças de rumo na maneira com que lidamos com o recurso mais precioso de que dispomos – a água. Convém lembrar de alguns fatos importantes: (i) 2/3 do nosso corpo é formado de água – 90% no caso dos bebês, (ii) não conseguimos sobreviver sem água, (iii) a água de baixa qualidade é responsável por boa parte dos problemas de saúde da população – especialmente a de baixa renda, (iv) os igarapés, rios e lagos estão sendo poluídos em escala alarmante e não sustentável na maior parte dos países e (v) a escassez d´ água é um problema que se agrava em quase todo o mundo. A análise de um tema de tamanha importância e complexidade merece atenção de todos. O pequeno espaço disponível aqui, obriga-me a focar em apenas algumas facetas desse tema. Limitar-me-ei, portanto, a seguinte questão: o papel da Amazônia como mega bomba d´água nacional está sendo adequadamente considerado no Brasil? A resposta simples é: não. A maior parte dos formuladores de políticas públicas ainda desconhece o óbvio. A Amazônia tem um papel importantíssimo para o regime de chuvas de quase todo o território nacional, especialmente no sul, sudeste e centro-oeste do país. As florestas amazônicas processam a chuva que recebem do Oceano Atlântico e retornam vapor d´água para a atmosfera. Essa umidade segue para o sul, na forma de “jatos da baixa altitude” ou, na linguagem mais coloquial, “rios voadores”. O vapor d´água transportado pelos rios voadores para essas regiões precipita na forma de chuva quando encontra frentes frias ou outras condições climáticas favoráveis. Isso é um serviço ambiental prestado pela Amazônia ao resto do Brasil – e países vizinhos. O problema é que esse serviço é grátis e não é devidamente valorizado economicamente. Vale fazer um exercício mental simples: o que aconteceria se a floresta amazônica fosse destruída em 30, 50 ou 100%? Uma tragédia. Existem estudos científicos mostrando que a redução das florestas pelo desmatamento alteraria o regime de chuvas de várias regiões do Brasil. Obviamente, isso traria graves prejuízos para o abastecimento d´ água de grandes cidades, para a produção agropecuária e a para a produção de energia hidroelétrica. Não seria mais inteligente valorizar economicamente os serviços ambientais providos pela floresta? Isso contribuiria tornar a floresta mais valiosa em pé do que derrubada e com isso reduzir o desmatamento – conceito que defendo há mais de uma década. Creio que deveríamos aproveitar a atual crise de abastecimento d´ água de São Paulo não apenas para conscientizar o restante do Brasil sobre o papel da Amazônia nessa equação. Deveríamos ir além e propor medidas práticas para valorizar economicamente a floresta. A primeira e mais estratégica é fortalecer o argumento pela prorrogação da Zona Franca de Manaus (ZFM) por mais 50 anos. Essa prorrogação deveria ser acompanhada por uma estratégia de maior envolvimento ativo das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) em programas e projetos voltados para a proteção e o uso sustentável da floresta. A segunda e mais ousada é criar um mecanismo direto de pagamento à Amazônia pelos serviços ambientais providos ao restante do Brasil. Uma fórmula simples seria destinar 1% de toda a tarifa de energia e água potável de todo o país para um fundo de pagamento pelos serviços ambientais da Amazônia. Essa proposta, formulada pelo Senador Eduardo Braga ao Código Florestal quase conseguiu aprovação no Congresso Nacional. Necessitamos de uma grande união de parlamentares, governos estaduais e lideranças da sociedade civil da Amazônia na defesa da valorização dos serviços ambientais providos pela Amazônia ao Brasil e ao mundo. A crise d´ água em São Paulo e em outras cidades brasileiras cria uma circunstância favorável para isso. * Virgílio Viana é superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e coordenador da rede SDSN-Amazônia. ** Publicado originalmente no Jornal Diário do Amazonas, em 24 de abril de 2014 e retirado do site Mercado Ético. (Mercado Ético)
Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas vai focar estudo nas cidades CLIPPING Entre os anos de 2014 e 2016, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) vai focar os estudos e análises nas cidades brasileiras. O anúncio foi feito na segunda-feira (28) pela presidente do Comitê Científico do painel, professora Suzana Kahn, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), durante o seminário Conclusões do 5º Relatório do IPCC (Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), Extremos Climáticos e seus Desdobramentos na Disponibilidade Hídrica e na Geração Elétrica no Brasil. De acordo com ela, a análise da emissão de gases de efeito estufa nas cidades foi uma das novidades do relatório do IPCC, apresentado no ano passado, dentro do Grupo 3, que analisa as medidas possíveis de mitigação para evitar os efeitos mais nocivos do aquecimento global. Ela disse que “a população urbana em 2050 é esperada para ser de 5,6 [bilhões] a 7,1 bilhões de pessoas. Quase 70% da população mundial vão estar nas cidades, que consomem mais da metade da energia mundial. Daí a importância de se olhar as cidades quando se está pensando em mitigação das emissões. As cidades também são as que vão sofrer os maiores impactos das emissões, é onde a população está, é onde os danos vão acontecer, ao mesmo tempo em que as cidades são uma grande fonte de emissão. Portanto, deve ser tratada como um setor para reduzir as emissões”. Com isso, o PBMC vai se dedicar a analisar a situação das cidades brasileiras. “A gente vai trabalhar com a questão da mudança climática em cidades, tanto no diagnóstico de medidas e tecnologias disponíveis [quanto na] adequação às tipologias das cidades. Cada uma tem suas especificidades; medidas de adaptação das cidades brasileiras vulneráveis; medidas urbanas de mitigação de emissões de gases do efeito estufa. Isso acabou de ser aprovado, e a gente vai agora chamar uma reunião do conselho diretor e do comitê científico para discutir o plano de trabalho. As cidades são uma fonte de emissão e também uma fonte de solução para os problemas climáticos”, informou Suzana. Ela explicou a estrutura do Grupo 3 do relatório, e disse que apenas medidas tecnológicas não serão capazes de manter o aquecimento global dentro da melhor perspectiva, entre os 900 cenários analisados pelos cientistas, que é de subir 2,5 graus Celsius até o final do século. De acordo com Suzana, é necessária uma “profunda descarbonizada da energia”, o que implica em mudanças no atual padrão de consumo energético mundial, muito baseado em combustíveis fósseis. A boa notícia, segundo ela, é que os investimentos previstos em infraestrutura para o setor, nos próximos anos, já contemplam essa mudança. O professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) Paulo Artaxo explicou as conclusões do Grupo 1 do IPCC, que trata das bases científicas. De acordo com ele, o relatório mais recente reconhece com certeza a influência da atividade humana nas mudanças climáticas, no funcionamento dos ecossistemas, na química da atmosfera e na dinâmica oceânica. Também aponta evidências concretas do aquecimento global, como o aumento da concentração de gás carbônico e de vapor de água na atmosfera, bem como a diminuição da concentração de oxigênio e das geleiras e o aumento da acidez dos oceanos. A professora do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP Maria Assunção Faus da Silva Dias falou sobre o Grupo 2 do IPCC, que trata dos impactos, adaptação e vulnerabilidade. De acordo com ela, um dos maiores graus de confiança nas mudanças climáticas na América do Sul é a diminuição das geleiras nos Andes e o aumento da vazão na Bacia do Rio da Prata. Outro exemplo é o aumento de eventos extremos, como a falta de chuvas, que afetou o nível dos reservatórios de água em São Paulo e em outros estados da Região Sudeste, principalmente. Para o professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe-UFRJ e secretário executivo do PBMC, o ano vai ser difícil para o Brasil na questão de emissões no setor elétrico, já que choveu pouco e será preciso acionar as usinas termelétricas, que aumentam a emissão de gases de efeito estufa. Ele cita também a falta de competitividade no preço do etanol como alternativa ao combustível fóssil. “Com base no quinto relatório do IPCC, é óbvio que a preocupação com o enfrentamento à mudança no clima é grande e ao mesmo tempo as políticas para isso são insuficientes, tanto do ponto de vista de mitigação quanto de adaptação. O Brasil tem uma vantagem interessante de ter reduzido muito o desmatamento; isso é positivo. Mas a área de energia se tornou importante, pois está aumentando muito suas emissões”, analisou Pinguelli. (Fonte: Agência Brasil)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Reduza 20 % no gasto de tinta em suas impressões

Que tal usar uma fonte, no seu computador, que reduz em até 20% o uso de tinta da sua impressora? Bom para você, para o meio ambiente e para a reciclagem de papel. Então conheça a Ecofont! As melhores ideias são as mais simples, o que não quer dizer que não dão trabalho para serem inventadas. A agência de comunicação Holandesa SPRANQ, para criar uma fonte que usa menos tinta, tentou letras bem finas, letras vazadas, tirar traços e vazar as letras usando formas geométricas. Mas o melhor resultado foi obtido fazendo pequenos círculos vazados no corpo das fontes. Surgiu então a Ecofont. O objetivo da SPRANQ é estimular a consciência sobre o uso que fazemos do computador e da impressora. É realmente necessário tudo o que imprimimos, ou desperdiçamos muito papel e tinta? Como funciona a Ecofont? O desenho da Ecofont foi baseado em uma fonte de código livre (pode ser usada gratuitamente). Com círculos vazados em todas as letras, gera economia no simples fato que a impressora vai transferir menos tinta para o papel. Mas não apresenta defeito? Não. Os círculos não são visíveis no computador (usando corpo 12, o maior tamanho comum em impressão de documentos), porque são muito pequenos. Apenas com uma ampliação de 400%, no documento testado, é que foi possível visualizar os círculos com clareza. Impresso, o resultado é o mesmo, pois na transferência da tinta para o papel, ocorre uma absorção da tinta que cobre os espaços em branco. Usando papel reciclado (mais poroso) o resultado é ainda melhor. Mesmo efeito com menos carga de tinta no papel. Hoje em dia há empresas fabricando papel reciclado branco, que é obtido a partir de papel de escritório usado e aparas brancas. Usar a Ecofont vai auxiliar na produção de um papel reciclado branco de qualidade ainda melhor. A Ecofont substitui perfeitamente a fonte de letras usada normalmente em impressão de documentos de escritório. Quer uma dica tão simples e útil quanto usar a Ecofont? Combine o uso desta fonte com a impressão de textos em tons de cinza. 70% de preto proporciona uma excelente leitura e aumenta ainda mais a economia de tinta. Baixe a fonte aqui http://www.ecofont.com/pt/produtos/verde/fonte/baixar.html

Por que há 60 minutos em uma hora?

Por que nós dividimos a hora em 60 minutos e os minutos em 60 segundos? Estas divisões menores de tempo têm sido usadas na prática apenas há mais ou menos 400 anos, mas elas foram vitais para o advento da ciência moderna. Por milênios, civilizações antigas olharam para o céu para medir as grandes unidades de tempo. Há o ano, que é o tempo que a Terra leva para completar uma órbita ao redor do sol; o mês, que é aproximadamente o tempo que a lua leva para orbitar nosso planeta; a semana, que é aproximadamente o tempo entre as quatro fases da lua; e o dia, que representa a duração de uma rotação da Terra sobre o seu eixo. Mas dividir o tempo não foi assim tão simples, embora tenha suas origens em tradições milenares. Sistemas numéricos O uso do número 60 como forma de medição começou com os sumérios, que utilizavam diferentes sistemas numéricos. Enquanto você e eu escrevemos números usando a base 10, ou “decimal”, esta civilização utilizava a base 12 (“duodecimal”) e a base 60 (“sexagesimal”). Não se sabe exatamente por que eles escolheram esses sistemas, mas há algumas teorias: Muitas culturas antigas usavam os três segmentos de cada dedo, fora o dedão, para contar até 12 em uma mão, conforme escreve Georges Ifrah em seu livro “A História Universal dos Números”. A hipótese é de que o sistema usando o número 60 surgiu usando-se os cinco dedos de uma mão com os doze segmentos da outra. Poucas frações têm decimais repetidos (1/3 = 0,333…) quando escritas em formato sexagesimal. Isto é particularmente importante porque os sumérios não tinham noção de frações que repetiam dígitos. Em “Uma Introdução à História da Álgebra”, o autor Jacques Sesiano descreve uma inscrição suméria em uma pedra onde está escrito “Eu não sei o inverso de 7/6″. Doze foi um número importante para os sumérios, e mais tarde para os egípcios. Por exemplo, era o número de ciclos lunares num ano e o número de constelações do zodíaco. Dia e noite foram divididos em 12 períodos cada e o dia com 24 horas nasceu. Ângulos e astronomia antiga No século XXIV aC, os sumérios foram conquistados pelos acádios, que, em seguida, foram derrotados pelos amorreus, que subiram ao poder e construíram a nação-estado da Babilônia, que atingiu seu ápice no século XVIII aC. Os babilônios inventaram o grau e definiram que um círculo tem 360 graus. Há algumas teorias a respeito de porque eles escolheram 360: Os Babilônios sabiam que um ano tinha aproximadamente 360 dias. Portanto, o sol “se movia” ao longo da eclíptica aproximadamente 1 grau por dia. O raio de um círculo forma um hexágono circunscrito de seis triângulos equiláteros, e, assim, um sexto de um círculo constitui uma medida de ângulo natural. Nos numerais herdados dos sumérios, o valor de um número sexagesimal foi inferido a partir do contexto, por isso seis foi “escrito” da mesma forma que 360. Astrônomos babilônios começaram a catalogar estrelas no século XIV aC. A astronomia floresceu conforme eles desenvolveram uma profunda compreensão dos ciclos do sol e da lua, e até previram eclipses. Catálogos de estrelas babilônicos serviram como base da astronomia por mais de mil anos, apesar da expansão e queda do Império Assírio Médio, do Império Neoassírio, do Império Neobabilônico e do Império Aquemênida. Grécia e Roma As conquistas de Alexandre, o Grande, entre 335 e 324 aC, ajudaram a difundir a astronomia babilônica para a Grécia e a Índia. Embora os gregos tivessem seus próprios números na base decimal, catálogos de estrelas babilônicos criaram uma associação tão forte entre a astronomia e o sistema sexagesimal que os estudiosos gregos (e mais tarde os romanos) continuaram utilizando-o. Esta associação logo resultou na navegação e na trigonometria. Após a descoberta por Eratóstenes de Cirene que a Terra é redonda, no primeiro século aC, Hiparco de Nicéia adaptou os graus para quantificar as linhas de longitude e latitude. Dois séculos mais tarde, no Império Romano, Ptolomeu de Alexandria subdividiu as coordenadas dos graus em 60s (minutos) e 60s de 60s (segundos). Esta convenção de “graus, minutos e segundos” é usada ainda hoje para traçar locais da Terra, assim como as posições das estrelas. Arábia, Ibéria e Grande Europa Grande parte desse conhecimento foi perdido na Europa durante vários séculos após a queda de Roma no século V dC. Os impérios islâmico-árabes herdaram muitas ideias romanas (e mais tarde indianas), começando com o Califado Rashidum no século VII. Muçulmanos eruditos, após expandirem esse conhecimento de forma ampla, reintroduziram-no na Europa no século VIII, através da Península Ibérica, que era então parte do Califado Omíada. O Califado de Córdoba, no século X, tornou-se muito influente na transferência de conhecimento para os estudiosos cristãos medievais. Tais obras incluíram muitos escritos perdidos por estudiosos gregos e romanos, a invenção da álgebra pelo estudioso persa do século IX, Al -Khwarizmi, a invenção indiana dos numerais de 0 a 9, e a invenção de um símbolo para o zero, do estudioso indiano do século VII, Brahmagupta. Astrônomos medievais foram os primeiros a aplicar valores sexagesimais ao tempo. O estudioso persa Al-Bīrūnī tabulou o tempo das luas novas de datas específicas em horas, 60s (minutos), 60s de 60s (segundos), 60s de 60s de 60s (terços), e 60s de 60s de 60s de 60s (quartos). Luas cheias foram tabuladas usando essas mesmas divisões pelo estudioso cristão Roger Bacon no século XIII. Ponteiros dos minutos Minutos e segundos, no entanto, não foram utilizados para a cronometragem do dia a dia por vários séculos. O relógio mecânico apareceu pela primeira vez na Europa no final do século XIV, mas somente com um ponteiro, seguindo o desenho de relógios de sol e relógios de água. Minutos e segundos eram apenas hipotéticas quantidades de tempo. De acordo com David S. Landes, na obra “Revolution in Time” (“Revolução no Tempo”, em tradução livre), os astrônomos do século XVI começaram a perceber fisicamente minutos e segundos com a construção de melhores relógios com ponteiros de minutos e segundos, a fim de melhorar as medições astronômicas. Enquanto sextantes e quadrantes (ainda não havia telescópios) eram há muito tempo usados para quantificar os céus, devido aos movimentos do céu sua precisão limitou-se a quão bem um usuário conhecia o tempo. Tycho Brahe foi um desses pioneiros do uso de minutos e segundos e foi capaz de fazer medições com uma precisão sem precedentes. Muitas de suas medições indicam que ele sabia dizer o tempo em um espaço tão curto quanto 8 segundos. Em 1609, Johannes Kepler publicou suas leis do movimento planetário com base em dados de Brahe. Setenta anos depois, Isaac Newton usou essas leis para desenvolver sua teoria da gravitação, mostrando que os movimentos terrestres e celestes eram regidos pelas mesmas leis matemáticas. Legado sumério Hoje, 5 mil anos depois que os sumérios começaram a usar o número 60, nós dividimos nossos dias em horas, minutos e segundos. Nos últimos anos, foram alterados os métodos como as unidades são medidas. Não mais obtido pela divisão de eventos astronômicos em partes menores, o segundo é agora definido em nível atômico. Especificamente, um segundo é a duração de 9.192.631.770 transições de energia de um átomo de césio. [LiveScience, Space]

sábado, 26 de abril de 2014

Pernilongos podem trazer nova doença ao Brasil

Pernilongos de dez países das Américas são altamente capazes de transmitir a febre do chikungunya, que provoca doença semelhante à dengue e é transmitido pelo mesmo vetor. Após causar epidemias na Ásia, África, Europa e Caribe, o vírus chikungunya tem grande possibilidade de se espalhar pelo Brasil e por outros países das Américas, segundo um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz em parceria com o Instituto Pasteur (França). A preocupação no continente americano cresceu depois que casos suspeitos da febre do chikungunya foram identificados na ilha de Saint Martin, no Caribe, em dezembro de 2013. "Desde 2004, o vírus vem se alastrando pelo mundo e já houve registro de casos importados no Brasil, envolvendo pessoas que viajaram para outros países. A transmissão da doença em solo brasileiro ainda não ocorreu, mas a pesquisa recém-concluída revela que há um risco real e é preciso agir para evitar uma epidemia grave, uma vez que os mosquitos transmissores são os mesmos da dengue", afirmou Ricardo Lourenço coordenador do estudo. A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Virology, revela que, em cidades populosas como o Rio de Janeiro, onde há grande infestação de mosquitos Aedes aegypti, um dos vetores da doença, o risco de disseminação é muito alto. Aedes albopictus O estudo comprova, pela primeira vez, que pernilongos Aedes aegypti e Aedes albopictus de 10 países do continente americano são altamente capazes de transmitir chikungunya. Porém, a maior eficiência para disseminar a doença foi encontrada nos vetores da América Latina, com destaque para o Rio de Janeiro. Em uma das populações de Aedes albopictus da cidade descobriu-se que 96,7% dos insetos passaram a transmitir o vírus uma semana após terem ingerido sangue contaminado. Porém, o vírus pode ser transmitido pela picada de pernilongos do Rio de Janeiro apenas dois dias depois de os pernilongos terem sido infectados. Chikungunya Não existe vacina e nem remédio específico contra o chikungunya. O tratamento da doença consiste em hidratação e uso de medicamentos para aliviar os sintomas semelhantes aos da dengue, incluindo, ainda, fortes dores nas articulações que podem perdurar por vários dias. Segundo a Organização Mundial da Saúde, complicações graves são raras, mas em pessoas idosas, a infecção pode contribuir para a morte. De acordo com o especialista, o controle da doença depende do combate aos pernilongos. "Além da dengue, que é um risco constante no Brasil, há agora um novo motivo para as autoridades e a população reforçarem as ações contra os pernilongos vetores, que são os mesmos". Redação do Diário da Saúde

Lavradora de Pium produz frutas através do sistema agroflorestal

No município de Pium, a 119 km de Palmas, a lavradora Almerinda Vieira desenvolveu um projeto modelo de plantio. Em apenas um hectare da propriedade, ela produz sem precisar desmatar. Em uma área ao lado da casa, existe um pomar diversificado com coco, mamão, graviola, banana, acerola, limão, cana-de-açúcar e até hortaliças. Almerinda ficou viúva há seis anos, os filhos moram todos na cidade e ela decidiu cuidar da propriedade de 30 hectares. Mesmo sem conhecimento, a lavradora usou o sistema agroflorestal, que reúne as culturas agrícolas com as florestais, para fazer o pomar. No meio da pequena plantação, existem jatobá, mirindiba, espécies nativas, que garantem a adubação do pomar. Desta forma, Almerinda consegue manter o solo sempre úmido e com os nutrientes necessários para o crescimento e o desenvolvimento das plantas. Com esse sistema, a lavradora está produzindo alimentos orgânicos de qualidade. Nenhuma fruta é vendida, todos os produtos são distribuídos entre amigos e parentes. Confira reportagem acima. (Fonte: G1)

Science publica estudo sobre o impacto do novo Código Florestal

rabalho de pesquisadores brasileiros mostra que houve uma grande anistia para quem desmatou até 2008, sendo que a nova legislação reduziu de 50 milhões de hectares para 21 milhões as áreas que precisam ser restauradas no país A revista científica norte-americana Science, na sua edição de 25 de abril, apresenta um artigo que decifra o Novo Código Florestal e os impactos causados pela nova legislação na conservação ambiental e produção agrícola no Brasil. No artigo, os autores demonstram que a revisão do código florestal brasileiro proporcionou uma grande anistia para quem desmatou até 2008, reduzindo em 58% o passivo ambiental dos imóveis rurais no Brasil. Com isso, a área desmatada ilegalmente, que pela legislação anterior deveria ser restaurada, foi reduzida de 50 para 21 milhões de hectares (Mha), sendo 22% Áreas de Preservação Permanente nas margens dos rios e 78% áreas de Reserva Legal. Essas reduções, segundo os autores, afetam os programas nacionais de conservação ambiental, principalmente na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Por exemplo, a recuperação da Mata Atlântica, onde resta somente de 12 a 16% de floresta, é vital para provisão de serviços ambientais, dentre os quais se destaca o fornecimento de água para geração de energia hidroelétrica e abastecimento dos grandes centros urbanos. Dessa forma, a redução da necessidade de recuperação ambiental pode agravar a crise de abastecimento de água que já assola a região metropolitana de São Paulo e outras grandes cidades brasileiras. O estudo, liderado pelos professores Britaldo Soares Filho e Raoni Rajão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro e pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do centro de pesquisa americano Woods Hole Research Center, mostra ainda que é infundada a afirmação de que a conservação ambiental conflita com o fortalecimento da produção agrícola no País. Segundo o estudo, somente 1% do total nacional de áreas de lavoura ocupa margens de rios que devem ser restauradas. Apesar de constatações como essa, a publicação do estudo coincide com notícias de desmatamento crescente na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, e a pressão contínua dos ruralistas que, organizados, buscam ampliar ainda mais a anistia dada pelo novo código florestal. “O lobby rural tem que entender que já teve um ganho substancial e se continuar a boicotar ou sabotar o código florestal vai dar um tiro no pé, pois a produtividade agrícola depende da manutenção do meio ambiente e estabilidade do clima”, diz Britaldo Soares Filho. Mesmo tendo feito grandes concessões ao setor rural, se a nova legislação for levada a cabo, argumenta o estudo, ela poderá trazer, finalmente, valor à floresta em pé. Em particular, proprietários que detêm áreas de florestas além do exigido pela lei poderão negociar no mercado financeiro os títulos conhecidos como Cotas de Reservas Ambientais (CRA), o que ofereceria uma alternativa econômica para a preservação de parte dos 88 Mha de vegetação nativa que ainda poderiam ser desmatados legalmente. Além disso, a implementação do agora obrigatório Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo território nacional pode inaugurar uma nova era de governança ambiental, tendo em vista o seu potencial para detectar e punir os desmatamentos ilegais através de imagens de satélite e do registro eletrônico das propriedades. Por fim, para a implementação plena do Código Florestal e mitigação das mudanças climáticas, o estudo defende a criação de formas de pagamento por serviços ambientais e a necessidade de incentivos econômicos aportados por fundos internacionais como o recém criado Fundo de Varsóvia para o REDD+ (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal). “A efetivação do Código deverá estar amarrada a benefícios econômicos para aqueles proprietários que conservarem sua vegetação nativa. Isto será crucial para que o Brasil consiga conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento agrícola”, afirma Raoni Rajão. A revista científica Science é publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência e é considerada uma das revistas mais prestigiadas de sua categoria. Para chegar aos números publicados, os autores analisaram uma extensa base de dados cartográficos sobre o Brasil através de software desenvolvido pela própria UFMG, que incorpora as complexas regras do novo Código Florestal. Intitulado Cracking Brazil’s Forest Code, o artigo integra o vol. 344 da Science. * Publicado originalmente pelo Ipam e retirado do site CarbonoBrasil. (CarbonoBrasil)

Relatório aponta que 60% da água subterrânea da China está poluída

Cerca de 60% da água subterrânea da China está muito poluída para ser bebida sem um tratamento prévio, segundo um relatório ministerial sobre a qualidade da água, informou a agência Xinhua, estatal do país. No ano de 2013, a qualidade da água era “muito pobre” ou “relativamente pobre” nas 203 cidades onde foi testada, indicou o relatório anual do ministério de Terra e Recursos. A porcentagem de água não potável cresceu de 57,4% em 2012 a 60% em 2013, acrescentou. O boom econômico da China provoca uma preocupação crescente pelas questões do meio ambiente, em um país com partes inteiras cobertas frequentemente por uma espessa névoa e com as águas e terras poluídas. O ministério do Meio Ambiente chinês indicou na semana passada que 16% das terras do país também estavam contaminadas. (Fonte: G1)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quem foi o primeiro ser humano?

Você tem um pai e uma mãe, e todo mundo que você conhece também. Esses pais todos também pais, e assim por diante. Mas, incrivelmente, não foi sempre assim. Simplesmente, não existe o primeiro ser humano. Baseados em fósseis recuperados ao longo da história, cientistas estimaram uma “linha do tempo” dos nossos ancestrais (curiosidade: se juntássemos todos os nossos ancestrais em uma pilha, ela seria duas vezes maior que o Everest, montanha mais alta da Terra). Novos fósseis descobertos bagunçam a história da evolução humana Hoje, somos o que a ciência chama de “homem moderno”, ou Homo sapiens. 20 mil anos atrás, havia o homem mesolítico. Há 200.000 anos, havia o homem paleolítico (esses homens também eram do gênero Homo, mas haviam outras espécies, como os Neandertais). Há 1,5 milhões de anos, tínhamos um hominídeo ainda mais primitivo, como o Homo erectus. Porém, 25 milhões de anos atrás, já não temos mais um ser humano ou sequer um hominídeo; temos o Proconsul, um gênero de primatas parecidos com os atuais macacos que viveram na África. Até aí, tudo bem. Só que, ainda mais longe, 75 milhões de anos atrás, aparece o nosso ancestral Plesiadapis, uma das mais antigas espécies de mamíferos aparentada aos primatas. Esse animal estava mais para esquilo do que algo parecido conosco. E, 160 milhões de anos para longe na nossa história, temos o Juramaia, um gênero extinto de mamífero euteriano (esse lembrava um musaranho). E 300 milhões de anos atrás? Quem existia nessa época? O Hylonomus, o mais antigo réptil encontrado até hoje, anterior até mesmo aos dinossauros (mais tarde, esse lagarto primitivo se ramificou para os grandalhões protagonistas de clássicos como Jurrasic Park). Aliás, todos esses outros animais com quem temos uma “história conjunta” possuem suas próprias histórias, seus próprios “ramos” nessa árvore genealógica da vida. Finalmente, 385 milhões de anos atrás, conhecemos o último de nossos ancestrais nessa retrospectiva, o Tiktaalik, gênero de peixes sarcopterígeos (que possuem barbatanas com músculo) extinto, com muitas características típicas de tetrápodes (animais de quatro patas). Ele provavelmente é um exemplo de antigas linhas de sarcopterígeos que desenvolveram adaptações a habitats pobres em oxigênio (talvez por conta de águas pouco profundas presentes no seu tempo), e que levaram à evolução dos primeiros anfíbios. Ou seja, esses anfíbios se tornaram répteis, que depois viraram mamíferos, e primatas e hominídeos. E onde nós estamos? Quer dizer, onde se encontra o “primeiro ser humano”, o primeiro homem moderno, da mesma espécie que a gente, nessa lista? Não há um. Para os cientistas, é difícil dizer isso, afinal, todo Homo erectus teve pais Homo erectus e filhos Homo erectus, assim como os Tiktaalik, que vieram de Tiktaalik e produziram Tiktaalik, e todas as outras espécies que mencionamos aqui. Não é possível apontar o momento exato em que uma espécie surgiu, porque esse momento não existe. Para ter uma ideia do que estamos falando, pense no fato de que você era um bebê, e hoje é adulto. Não existe um único dia em que você foi dormir bebê, e acordou adulto (embora tenhamos essa impressão às vezes). E, apesar de parecer um paradoxo não haver um primeiro ser humano, essa observação é na verdade uma das chaves para entender a evolução. A evolução ocorre de maneira rápida e gradual e, como um filme rodando, muitas vezes a gente não consegue ver a mudança enquanto ela está ocorrendo. Mas, toda vez que encontramos um fóssil, é como uma captura de tela de um ponto no passado. Essas fotografias (frequentemente com vários frames faltando entre uma e outra) nos permitem ver pontos da história e nos forçam a reconstruir, baseados nelas, o filme todo. E que filme… [It'sOkayToBeSmart]

Documentário mostra riscos dos agrotóxicos nos alimentos

No país que mais consome agrotóxicos no mundo, há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. É o que procura mostrar o filme O Veneno Está na Mesa 2, novo documentário do cineasta Silvio Tendler, lançado quarta-feira (16), no Teatro Casa Grande, no Leblon, zona sul do Rio. O filme dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro documentário de Tendler sobre o tema, com o mesmo título e lançado em 2011. Com 70 minutos de duração, O Veneno Está na Mesa 2 avança na desconstrução do mito de que a utilização dos defensivos agrícolas é indispensável para garantir abundância de alimentos na mesa do consumidor. Os dois documentários fazem parte de uma estratégia de ação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, iniciativa que reúne movimentos sociais e entidades no objetivo comum de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam. A partir daí, a ideia é propor medidas para frear seu uso no Brasil. “O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agrotóxico é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo e manda todo seu lucro para o exterior”, disse Alan Tygel, um dos coordenadores da campanha. A produção do filme contou com o apoio da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que vem desenvolvendo iniciativas para que a produção de alimentos sem veneno se torne uma alternativa viável. De acordo com o diretor Silvio Tendler, não há sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza. “A agroecologia é fundamental como forma de produção econômica, social e de desenvolvimento. No filme eu mostro pessoas que plantam e cultivam de forma sadia e também as dificuldades que elas enfrentam para a comercialização dos alimentos que produzem”, destacou o cineasta. A exemplo do primeiro documentário da série, visto por mais de um milhão de pessoas, O Veneno Está na Mesa 2 será distribuído gratuitamente para um circuito alternativo de exibição. Escolas, universidades, comunidades, igrejas, assentamentos de trabalhadores rurais e outros locais integram esse circuito, coordenado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. (Fonte: Agência Brasil)

Crianças imunes a vírus podem ser a chave para o tratamento de doenças virais

Os vírus são criaturas terríveis e incompetentes, mas temos que admitir: eles são altamente inteligentes. Quando digo que são incompetentes, é porque são incapazes de produzir proteínas por conta própria. Por isso, invadem nosso organismo e “sequestram” as nossas, usando-as como abrigo. Assim eles ficam protegidos e conseguem se reproduzir, infestando nosso corpo os mais variados tipos de doenças. E são absolutamente inteligentes por um motivo muito simples: em alguns casos, como o vírus da AIDS, a ciência e a medicina ainda não encontraram maneiras de detê-los. Pelo menos por enquanto. Uma recente descoberta parece ter colocado a veracidade dessa afirmação em contagem regressiva, e os cientistas podem ter encontrado um novo caminho para o tratamento de doenças virais. Encontrado novo alvo para a vacina contra o vírus da dengue A descoberta O caso de um casal de irmãos (um menino de 11 anos e uma menina de 6) foi relatado recentemente no New England Journal of Medicine e pode representar um novo e brilhante momento para a medicina. Os dois foram diagnosticados com uma doença genética extremamente rara que, resumidamente, fornece proteínas quebradas aos vírus que invadem seus organismos. Isso faz com que eles se tornem imunes a muitas classes de vírus. Esses irmãos são apenas o segundo e terceiro caso já verificado com este raro distúrbio genético. A primeira foi constatada em um bebê que morreu com 74 dias. O maior problema é que a imunidade aos vírus, no entanto, tem um custo – tanto o menino quanto a menina têm problemas de desenvolvimento, ossos frágeis e um sistema imunológico drasticamente enfraquecido, o que torna ainda mais notável o fato de eles não terem doenças como infecções de ouvido ou gripe. O mais preciso e completo modelo 3D de um vírus que certamente já te deixou doente Todos esses efeitos colaterais acontecem porque essa mutação genética afeta um processo biológico básico chamado glicosilação, que é quando uma molécula de açúcar está ligada a uma proteína. Estas proteínas de açúcar resultantes são usadas ​​em todo o corpo, e também por vírus – que as roubam para construir uma espécie de escudo protetor para seu material genético. E quando essas proteínas de açúcar são perturbadas, a ação de vírus como os da gripe, herpes, dengue, hepatite C e até HIV é bloqueada, o que sugere novas possibilidades de tratamentos antivirais. Possibilidades Tratamentos antivirais podem bloquear temporariamente a glicosilação para prevenir a infecção viral sem os efeitos secundários devastadores de que falamos. Inclusive, algumas estratégias já estão sendo testadas, como uma droga que está atualmente sendo aplicada em pacientes com HIV. Segundo os médicos, os efeitos parecem promissores. “O pior efeito colateral foi flatulência”, disse o Dr. Sergio Rosenzweig. Quanto a essas crianças, o distúrbio genético que elas têm é tão rara que ainda não é bem compreendida. No entanto, é uma nova perspectiva para a compreensão de como o corpo humano e os vírus interagem, abrindo portas para novas drogas que possam interferir em outras partes do processo de glicosilação e tratar outras infecções virais. Temos um longo caminho pela frente, mas estas duas crianças podem ser a chave para o segredo de como combater diversos vírus. [Gizmodo]

Epidemia de ebola está ’sob controle’ na Guiné, diz ministro

A epidemia de febre hemorrágica, provocada em parte pelo vírus Ebola, está “sob controle”, declarou nesta segunda-feira (14) o ministro guineano das Relações Exteriores, Francois Fall. “Estamos contentes em dizer que controlamos a propagação da epidemia” de febre hemorrágica, declarou Fall à imprensa após um encontro com seu colega sul-africano Maite Nkoana-Mashabane em Pretória. “Nós conseguimos até mesmo curar alguns pacientes atingidos”, acrescentou. Desde o início do ano, foram notificados na Guiné 168 casos de febre hemorrágica, incluindo 106 mortes. Destes 168 casos, 71 pessoas foram contaminadas, de maneira confirmada por meio de análises laboratoriais, pelo vírus Ebola, de acordo com o último registro divulgado nesta segunda pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A Guiné “recebeu ajuda da comunidade internacional para impedir a propagação da epidemia”, disse Queda. Ele explicou que foram tomadas medidas rigorosas para evitar a sua propagação, incluindo exames de saúde específicos para qualquer pessoa que entrasse ou saísse do território da Guiné. Não existe vacina nem tratamento específico para o Ebola, uma doença que mata grande parte da pessoas atingidas. O vírus Ebola, altamente contagioso, se propagou para a vizinha Libéria, onde foram confirmados cinco casos (de 25 casos suspeitos de febre hemorrágica e 12 mortes, de acordo com os últimos dados do governo da Libéria). Outros casos suspeitos de febre hemorrágica foram relatados em Serra Leoa e Mali, mas os testes para Ebola deram negativo. (Fonte: G1)

Pesquisadores alertam para possível descoberta de novo vírus letal na China

Uma equipe de cientistas chineses pode ter descoberto um novo vírus capaz de infectar e levar humanos à morte. Três trabalhadores de uma mina de cobre no sudoeste chinês, mortos em 2012 por pneumonia, podem ter sido vítimas do vírus. A hipótese foi levantada em um estudo quer será publicado pelo periódico Emerging Infectious Diseases e foi destaque do site da revista Science. Para chegar a ela, os pesquisadores analisaram amostras fecais de morcegos e ratos da mina. O vírus descoberto foi batizado de Mojiang paramyxovirus (MojV), em referência à região em que foi encontrado. Sua genética se parece com a de outros dois vírus, também mortais, já conhecidos. Um deles é o Hendra vírus, responsável pela morte de cavalos, que foi identificado na Austrália há cerca de 20 anos. Desde então, quatro pessoas que tiveram contato com cavalos infectados morreram. O outro é o Nipah vírus, responsável pela morte de diversos indivíduos na Ásia. No caso dessas duas espécies, o hospedeiro natural, que hospeda o vírus na natureza, parece ser o mesmo. É um morcego, que se alimenta principalmente de frutas, e é conhecido como raposa voadora. Mas os testes feitos em morcegos para o novo vírus deram negativo. Para o MojV, ratos podem ser hospedeiros naturais. Três dos nove ratos estudados estavam infectados. As vítimas da mina de cobre morreram antes dos cientistas iniciarem os estudos. Por isso, os pesquisadores não conseguiram estabelecer uma relação direta entre o vírus e a morte dos trabalhadores. Outros dois estudos foram feitos na própria China para identificar morcegos com o vírus. Nenhum obteve resultado positivo, o que pode indicar que o vírus até agora não se alastrou. Os pesquisadores acreditam que a relação entre o vírus e roedores deve ser estudada. (Fonte: UOL)

Novo fungo ameaça plantações de banana no mundo inteiro

Uma nova subespécie do mal-do-Panamá ataca a variedade do fruto mais cultivada no globo, a cavendish. No Brasil, a doença compromete mais de 90% das bananas que chegam ao mercado. O surgimento de uma nova versão do fungo que dizimou plantações de bananas no mundo inteiro durante a primeira metade do século 20 fez a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitir um alerta. Batizada de 4 Tropical (TR4), a nova subespécie do agente patogênico causador do mal-do-Panamá já foi encontrada em plantações na Ásia, Jordânia e Moçambique. A preocupação é que o problema chegue à América Latina e também ao Brasil. Nesta segunda-feira (14/04), a FAO pediu que os países produtores sejam mais ativos no monitoramento e prevenção da doença, considerada uma das mais destrutivas. A TR4 é mais agressiva do que as outras versões existentes do fungo. Ela ataca mais de 50 variedades de bananas, como as cavendish, que incluem os tipos nanica e nanicão. As bananas cavendish, líderes no mercado mundial de exportação, eram até então resistentes à essa praga. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fungo ameaça também as variedades prata e maçã. Juntas, essas variedades correspondem a mais de 90% das bananas que chegam aos supermercados no Brasil. “É difícil falar em termos reais, as probabilidades de a TR4 entrar no Brasil, mas eu diria que são altas e pode ser questão de tempo. O fungo pode entrar por diferentes vias, como solo contaminado em sapatos, ferramentas, mudas de bananeira – visivelmente sadias, mas infectadas –, além de plantas ornamentais que podem também ser hospedeiras”, conta Miguel Angel Dita Rodriguez, engenheiro agrônomo da Embrapa. O fungo causador do mal-do-Panamá infecta os solos, podendo permanecer na região por até 30 anos. Ele entra nas bananeiras através das raízes e invade seu sistema vascular, causando a sua morte. A planta contaminada raramente produz frutos. História se repete – O cultivo de banana já foi ameaçado pelo mal-do-Panamá no início do século 20. A doença ganhou o nome do local onde foi observada pela primeira vez, por volta de 1890. Depois de uma década, o mal já havia aparecido na Costa Rica, Suriname, Trindade e Tobago, Cuba, Porto Rico, Jamaica, Honduras e Guatemala. Entre as décadas de 1920 e 1950, o fungo se espalhou por todas as regiões que cultivam banana na América, chegando ao Brasil. A principal variedade plantada e exportada na época era a gros michel. Nesse período, a variedade do tipo maçã quase sumiu do mercado brasileiro. Segundo o historiador da Universidade Carnegie Mellon John Soluri, que pesquisa o tema há mais de 20 anos, o mal-do-Panamá devastou principalmente a economia dos países produtores de banana, além de prejudicar os agricultores que dependiam dessa cultura. “O maior impacto foi a criação do que chamo de agricultura itinerante, ou seja, as companhias de frutas mudavam suas plantações de região em região, país em país, em busca de solos livre do fungo. Isso funcionava de cinco a 20 anos, até a doença chegar”, afirma Soluri em entrevista à DW Brasil. Por causa dessa prática, os consumidores não teriam sido afetados e o preço não teria sofrido variações drásticas. Na época, a banana foi salva graças à substituição da gros michael pela variedade cavendish, iniciada na década de 1950. É justamente esse tipo que está sendo atacado agora pela nova raça do fungo. O historiador não acredita que faltará banana para o mercado de exportação. Para ele, quem irá sofrer os impactos de uma possível epidemia são os pequenos produtores que abastecem os mercados locais e de subsistência na África e na América Latina. “A ideia de que a banana será extinta é mais um fenômeno cultural de marketing do que puramente biológico ou ecológico”, reforça Soluri. Segundo a FAO, a banana é a oitava cultura alimentar mais importante do mundo e a quarta nos países em desenvolvimento. Ela é plantada em mais de 135 países, principalmente por pequenos agricultores e para a economia local. Menos de 15% da produção mundial é exportada. Os maiores produtores são Índia, China, Uganda, Filipinas, Equador e Brasil. Prevenção é a melhor solução – Ainda não foi descoberta uma substância química ou método que possa combater e matar qualquer uma das subespécies desse fungo, eliminando-o do solo. Outras raças já estão presentes no Brasil, porém as variedades cavendish cultivadas no país são imunes a elas. Assim, a melhor maneira de evitar a epidemia é a prevenção. “Os produtores precisam se certificar de que o material usado na plantação está livre da doença, além de impedir a entrada de plantas e solo doentes na fazenda. Sistemas de irrigação e drenagem também têm um papel importante na transmissão do fungo e um planejamento nesse sistema deve ser levado em consideração”, afirma Fazil Dusunceli, do departamento de produção e proteção vegetal da FAO, em entrevista à DW Brasil. Além das medidas preventivas, o cultivo de variedades resistentes à TR4 é outro método indicado para evitar maiores impactos nas plantações. Segundo Dusunceli, pesquisas feitas nessa área já identificaram variedades resistentes, que possuem o mesmo gosto e atributos da cavendish, mas mais estudos ainda precisam ser realizados. Apesar de um possível grande impacto sobre o mercado caso a doença se espalhe pelo globo, especialista não acreditam que a banana será extinta pelo mal-do-Panamá. “Existe uma grande diversidade de variedades de bananeira e já existem pesquisas que identificaram genótipos resistentes à TR4″, reforça Rodriguez. (Fonte: Terra)

Cientistas apontam saídas para desastre climático global

Estudo de especialistas da ONU mostra que planeta ainda pode reverter previsões sombrias de catástrofes naturais. Para isso, emissões de gás do efeito estufa precisam ser reduzidas a no mínimo 40% até 2050. Apesar de todos os esforços globais para tentar reduzir a emissão de CO2 prejudicial ao clima, a liberação de gases causadores do efeito estufa teve maior aumento entre os anos 2000 e 2010 do que em qualquer outra década anterior, desde 1970. O balanço consta do terceiro relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), publicado neste domingo (13/04) em Berlim. O documento, elaborado por 195 cientistas nos últimos quatro anos, vinha sendo discutido desde o início da semana passada por representantes de vários governos nas Nações Unidas, reunidos na capital alemã. Apesar da perspectiva sombria, o relatório intitulado Mitigação da mudança climática traz esperança de que a situação pode mudar. Segundo seus autores, só será possível limitar os drásticos efeitos de catástrofes naturais – como inundações e secas – se os países conseguirem manter o aumento anual da temperatura do planeta em até 2 graus Celsius. Mas para tal, os autores do estudo apontam a necessidade de se estabelecer um conjunto de medidas políticas e técnicas. “A mensagem científica é clara: a fim de evitar danos perigosos ao sistema climático, as coisas não podem continuar como estão”, explica o cientista alemão Ottmar Edenhofer. O relatório divulgado agora é a terceira parte de um levantamento sobre mudanças climáticas. A primeira parte foi publicada em 2013 em Estocolmo, Suécia; a segunda, há poucas semanas em Yokohama, Japão. Menos CO2 até 2050 Os especialistas do clima apontam que a meta dos 2 graus Celsius só poderá ser alcançada se as taxas de emissão de gases-estufa caírem entre 40% e 70% até 2050. Para garantir o futuro das próximas gerações, as emissões de CO2 e similares terá que ser praticamente nula, até o fim deste século. No entanto, ressaltam, não basta diminuir a liberação de gases no meio ambiente. Para se chegar à ambiciosa meta de redução das mudanças climáticas, Edenhofer e seus colegas Ramón Pichs-Madruga, de Cuba, e Youba Sokona, do Mali, consideram ser essencial ter uma atmosfera completamente livre de CO2. O trio de cientistas não tem dúvidas de que a comunidade internacional precisa ser ágil em aplicar uma série de medidas a fim de limitar o aquecimento anual em apenas 2 graus Celsius. Por isso é fundamental cumprir a meta básica inicial de estabilizar a concentração dos gases responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera. Para conseguir isso, é necessário reduzir as emissões em todos os setores, seja na geração e consumo de energia, na produção de bens de consumo, alimentação, meios de transporte ou moradia. Cooperação internacional Os cientistas enxergam um grande potencial no desenvolvimento da eficiência energética e reflorestamento. Para eles, a adoção de tecnologias menos poluentes oferece uma grande chance de diminuir os custos que seriam empregados para minimizar as mudanças climáticas. Um melhor uso da terra é outro componente-chave desta equação. Desmatamento em menor escala e maiores áreas de reflorestamento podem, na avaliação dos especialistas, não apenas estancar a emissão de CO2 como até reverter o risco atual. Segundo o relatório do IPCC, o reflorestamento orientado pode até mesmo eliminar os gases-estufa da atmosfera. Os cientistas afirmam que o uso de biomassa e o armazenamento subterrâneo de CO2 podem surtir o mesmo efeito, mas alertam sobre os riscos que essas técnicas acarretam. Assim, o objetivo principal deve ser buscar maneiras de desatrelar o crescimento econômico da necessidade de emitir gases poluentes, ressalta Sokona no relatório. Edenhofer complementa: “A chave para reduzir o aquecimento global está no trabalho de cooperação internacional.” “Este relatório é muito claro sobre o fato de estarmos perante uma questão de vontade mundial, e não de capacidade”, afirmou o secretário americano de Estado, John Kerry, num comunicado em que comenta o relatório do IPCC. (Fonte: Terra)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Guerra por comida e água está próxima, alerta Banco Mundial

Em uma entrevista ao britânico The Guardian, Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, disse que acredita que as batalhas por alimento e água devem eclodir dentro de cinco a dez anos, devido ao efeitos das mudanças climáticas. Ele pediu que ativistas e cientistas trabalhem em conjunto para criar uma solução para este problema global, e usou o exemplo do HIV para demonstrar como a união de esforços pode resultar em soluções mais rápidas e mais eficazes. A fim de manter o aquecimento global abaixo do limite acordado internacionalmente, de 2 graus Celsius, Kim disse que o mundo precisa de um plano para mostrar que está comprometido com a meta. Ele delineou quatro áreas em que o Banco Mundial poderia ajudar a combater a mudança climática: investir em cidades mais limpas e sustentáveis, encontrar um preço estável para o carbono, reduzir os subsídios aos combustíveis fósseis e desenvolver uma agricultura mais inteligente e resistente ao clima. Os comentários de Kim seguem a publicação da segunda parte do quinto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que advertiu que nenhuma nação ficaria intocada pelo aquecimento global. O relatório também alertou para os efeitos que as mudanças climáticas teriam sobre os preços dos alimentos, assim como em muitas outras áreas, como recursos hídricos. A produtividade agrícola pode cair 2% por década até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050. (Fonte: Exame.com)

Doenças transmitidas por insetos matam 1 milhão de pessoas por ano

A OMS ressalta que a doença que mais cresce em número de vítimas no mundo é a dengue. A OMS ressalta que a doença que mais cresce em número de vítimas no mundo é a dengue. Uma picada de inseto às vezes parece inofensiva, mas pode trazer uma grande dor de cabeça. Mosquitos, moscas, carrapatos e caramujos de água doce são exemplos de pequenos bichos que causam doenças graves, podendo levar à morte. Para chamar atenção sobre o assunto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha: “Pequenas picadas: grandes ameaças”. Este é o tema do Dia Mundial da Saúde 2014, celebrado na segunda-feira (7). Neste ano, o órgão destaca que doenças como a malária, dengue, leishmaniose e febre amarela podem ser prevenidas, porém ainda afetam as regiões mais pobres, sobretudo os que moram em áreas rurais. A estimativa é que um milhão de pessoas morrem todos os anos de doenças transmitidas por insetos e o número de pessoas infectadas supera um bilhão. Além disso, mais da metade da população mundial correm o risco de serem infectados. De todas as enfermidades causadas por vetor, a mais letal é a malária. Estima-se que tenha causado 660 mil mortes em 2010, sendo as crianças africanas mais atingidas. No entanto, a OMS ressalta que a doença que mais cresce em número de vítimas no mundo é a dengue, cuja incidência aumentou 30 vezes nos últimos 50 anos. “A globalização do comércio e deslocamentos rápidos entre continentes, assim como mudanças no meio ambiente, como alteração do clima e urbanização tem exercido grande impacto na transmissão de doenças transmitidas por vetor, inclusive causando seu aparecimento em países onde eram antes desconhecidas”, afirma a OMS. (Fonte: CicloVivo)