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domingo, 15 de setembro de 2013

Maior vulcão da Terra é descoberto no Pacífico

Maior vulcão da Terra Uma equipe internacional de cientistas confirmou que o maior vulcão da Terra está nas profundezas do Oceano Pacífico. A boa notícia é que ele está extinto. O vulcão gigantesco, chamado Tamu Massif, também é um dos maiores do Sistema Solar, comparável em tamanho aos vulcões encontrados em Marte. Localizado a 1.600 km a leste do Japão, o Tamu Massif é a maior estrutura da cadeia de montanhas submarinas chamada Shatsky Rise. Ele é baixo e largo, o que significa que seus fluxos de lava devem ter viajado longas distâncias em comparação com a maioria dos outros vulcões da Terra. O fundo do mar é pontilhado com milhares de vulcões submarinos, mas quase todos são pequenos e íngremes em comparação com o Tamu Massif. O maior vulcão da Terra mede cerca de 310.000 km2 - para comparação, o Mauna Loa, no Havaí, o maior vulcão ativo da Terra, cobre uma área aproximada de 5,2 km2. Até agora, ninguém havia conseguido comprovar se a formação era um vulcão único ou uma série de vulcões. Mas esta pode não ser a palavra final sobre grandes vulcões terrestres. "Pode haver vulcões maiores porque há grandes formações ígneas, tais como a Ontong Java Plateau, mas nós não sabemos se essas formações são um complexo de vulcões ou um vulcão único," alerta o Dr. William Sager, que coordenou a pesquisa. O nome Tamu foi dado pelo Dr. Sager, formado pelas iniciais da sua universidade - Texas A&M University. Massif é um termo genérico usado para batizar várias estruturas montanhosas - significa maciço, ou massivo. Redação do Site Inovação Tecnológica

SUS deve iniciar tratamento de câncer em 60 dias após o diagnóstico

A Justiça Federal determinou que o tempo máximo de espera para o início do tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é 60 dias após a data do diagnóstico da doença. A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região anula artigo da Portaria nº 876 do Ministério da Saúde, que usava a inclusão do diagnóstico no registro do SUS como ponto de partida para a contagem do prazo. Ricardo Salviano, defensor público federal autor da ação que ensejou a decisão, explica que, depois do exame que traz o diagnóstico da doença, o paciente precisa marcar uma consulta para que um médico possa prescrever o tratamento, o que pode levar meses. Salviano defende que a saúde das pessoas não pode ficar à mercê de questões burocráticas como a demora na marcação de consultas. A decisão determina que a data do resultado do exame é que vai ser o ponto de partida da contagem do prazo de 60 dias e não a consulta médica com a inclusão do diagnóstico no registro do SUS, como trazia a portaria. A decisão mantém o texto original da Lei 12.732/2012 que está em vigor desde maio. Segundo Salviano, o legislador estabeleceu o lapso temporal de 60 dias para que o médico possa avaliar o laudo e indicar o tratamento dentro deste prazo. O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Gabriel Faria Oliveira, ressalta que o acesso à saúde é uma das principais demandas da Defensoria Pública da União (DPU) em todo país. Segundo ele, processos relacionados a pedidos de medicamentos de alto custo e diversos procedimentos médicos representam grande parte dos processos movidos nas unidades da DPU em todo país. O descumprimento da lei pode submeter os gestores responsáveis a penalidades administrativas. O Defensoria Pública da União frisa que o paciente que verificar qualquer irregularidade pode procurar uma unidade para pedir ajuda. Agência Brasil

Dengue faz fêmea do mosquito ficar três vezes mais sedenta de sangue

A infecção pelo vírus da dengue faz os mosquitos ficarem até três vezes mais sedentos de sangue do que o normal. A conclusão é de uma pesquisa da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio. Por outro lado, o vírus prejudica as atividades do mosquito ao causar problemas de coordenação motora. O comportamento alimentar de duzentas fêmeas do Aedes aegypti infectadas com o tipo 2 da dengue, um dos mais comuns no Brasil, foi observado pelo biólogo Gabriel Sylvestre para uma dissertação de mestrado. Os testes foram feitos com as fêmeas porque só elas se alimentam de sangue para a maturação de seus ovos. Os machos ingerem substâncias vegetais e açucaradas. O trabalho da Fiocruz trouxe evidências de que, assim como os seres humanos sentem dores e cansaço quando infectados, os mosquitos também sofrem impacto negativo com o vírus. Mas, apesar disso, ficam mais ávidos por sangue. “Essa avidez por sangue acontece em frações de segundo e está ligada à hiperatividade provocada pelo vírus a partir da primeira alimentação. Isso preocupa porque, quanto mais sedento por uma fonte sanguínea, maior a chance de a doença ser disseminada”, disse Sylvestre. De acordo com o pesquisador, o aumento da avidez pode ser fruto de modificações fisiológicas provocadas pelo vírus, que se propaga por todo o corpo do mosquito: cabeça, patas, asa, ovários, corpo gorduroso e músculos. Segundo o pesquisador Rafael Freitas, do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, orientador de Sylvestre, outro impacto negativo, identificado pela primeira vez, é o tempo maior que a fêmea infectada leva para encontrar alimentos e sugar o sangue. “Ao demorar mais na localização e na alimentação [com o tempo de ingestão de sangue mais longo], a fêmea se torna mais vulnerável às ações de defesa do hospedeiro [ou seja, ao combate ao mosquito em geral] “, diz. O fenômeno pode ajudar a ciência a entender por que a dengue é, hoje, a doença transmitida por mosquitos que se espalha mais rapidamente pelo mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No início do ano, o estudo foi publicado na revista científica de acesso livre “PLoS One”. “Quanto mais descobertas sobre as fraquezas do Aedes, mais estratégias inovadoras podem ser desenvolvidas para combatê-lo”, afirma Sylvestre. Levantamento feito por Freitas, aponta ainda que a longevidade do inseto infectado chega a diminuir pela metade. Em média, a fêmea não contaminada vive 30 dias. Já a infectada vive por 15 dias. É comum que as fêmeas infectadas não coloquem ovos. No entanto, quando o fazem, depositam cerca de 60% menos ovos do que as não infectadas, mostrando um importante prejuízo na capacidade de reprodução. (Fonte: Folha.com)

Mamíferos carregam 320 mil vírus desconhecidos, diz estudo

Um estudo americano sugere que pelo menos 320 mil vírus ainda não conhecidos podem estar circulando entre os mamíferos. Os pesquisadores afirmam que identificar estes vírus pode ajudar a prevenir o surgimento de eventuais pandemias – contaminações em escala continental ou até mundial. O estudo ainda estima o custo da análise e classificação de todos estes organismos em cerca de US$ 6 bilhões, o equivalente a R$ 14 bilhões. Esse valor, segundo os pesquisadores, seria apenas uma fração do custo do trato com contaminações pandêmicas. Estudo – A pesquisa foi divulgada na publicação científica “mBio”, mantida pela Associação Americana de Microbiologia. O diretor do Centro para Infecções e Imunidade da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, Ian Lipkin, que participou da pesquisa, ressaltou o alcance que o estudo pode ter. ‘O que nós realmente estamos falando aqui é sobre a definição de um amplo espectro de diversidade de vírus entre mamíferos. Nosso objetivo é adquirir mais informações para entender os princípios básicos que determinam os riscos (desses vírus)’, explica Lipkin. ‘Raposa voadora’ – Quase 70% dos vírus que infectam humanos, como o do HIV, do Ebola e o da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) – este último descoberto recentemente – se originaram na vida selvagem. Mas até hoje tem sido difícil avaliar a escala da possível ameaça de outros vírus existentes na natureza. Para investigar a questão, pesquisadores nos Estados Unidos e em Bangladesh se voltaram para uma espécie de morcego chamado de raposa-voadora. Este animal é o portador de um vírus chamado Nipah, que pode ser fatal em humanos. Ao estudar 1.897 amostras sanguíneas dos morcegos, os cientistas foram capazes de levantar a quantidade de agentes patógenos – qualquer micro-organismo capaz de produzir uma doença – nestes animais. Eles descobriram cerca de 60 tipos diferentes de vírus, a maioria destes desconhecidos até então. Usando esse dado como base, a equipe fez uma projeção e chegou à cifra de 320 mil vírus ainda não detectados pela ciência. Para os cientistas, a identificação desses vírus pode ser um importante passo à frente dos perigos de possíveis contaminações em massa entre humanos. Identificar todos estes novos vírus poderia ter um custo equivalente a R$ 14 bilhões (US$ 6 bilhões). ‘Obviamente, nós não podemos estudar cada animal existente no planeta, mas podemos tentar mapear (o problema) o melhor que pudermos, utilizando o conceito de áreas de prevalência. Assim, nós investigaríamos áreas que conhecemos, baseados em experiências anteriores, em que haja alta possibilidade do surgimento de novos agentes infecciosos que poderiam representar um risco à saúde humana’, explica Lipkin. Ele disse que isso levaria 10 anos e que o empreendimento, apesar do custo de bilhões de dólares, ainda seria mais barato do que lidar com situações pandêmicas. ‘Ainda que pareça um gasto extraordinário, o valor é mínimo se levarmos em conta o que se pode aprender para possibilitar uma ação rápida de reconhecimento (de riscos) e intervenção que pudesse se adiantar à uma pandemia. A ideia seria desenvolver um sistema de alerta antecipado’. Descobertas – Um projeto relacionado à pesquisa americana, chamado Predict (Previsão), descobriu até agora 240 novos vírus em regiões do mundo onde pessoas vivem em contato próximo com animais. Comentando o estudo americano, o professor Jonathan Ball, da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, disse que ‘os autores focaram em morcegos, porque eles foram a fonte de diversos vírus que se espalharam entre humanos’. ‘Mas nós devemos nos lembrar que os morcegos adotam um modo de vida que é particularmente facilitador para os vírus (se espalharem). Eles (os morcegos) vivem em grandes comunidades que se espalham por todo o mundo por voarem longas distâncias’, afirma Ball. ‘Ainda que outros mamíferos carreguem ou não um grupo similar de vírus, é importante fazermos a pergunta para a qual, sem dúvida, os pesquisadores se atentam: será que estudos de grande escala como estes realmente nos ajudaram a prever ou controlar melhor futuras contaminações por vírus?’. Ele ainda ressalta o tamanho do desafio: ‘o número de depositários de vírus é gigantesco – existem mais de mil espécies apenas de morcegos – e o rastreamento adequado desses e de outros animais impõe um grande desafio, para dizer o mínimo’. (Fonte: G1)

Ministra do Meio Ambiente diz que o modelo do Acre sobre resíduos pode ser exemplar

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, voltou a destacar, na terça-feira (3), em Rio Branco o desafio que as cidades têm na gestão adequada dos resíduos sólidos. A afirmação foi feita durante a abertura da IV Conferência Estadual de Meio Ambiente do Acre. “O povo brasileiro que vai definir, daqui para frente, como vai andar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)”, disse. As soluções obtidas durante o evento, salientou, poderão ser replicadas no país, principalmente em outros estados da Amazônia. A capital já possui aterro sanitário. Na cidade, são recolhidas 210 toneladas de lixo por dia, que antes eram depositados a céu aberto, trazendo prejuízos não só ambientais, mas para a saúde das pessoas. O governador Tião Viana (PT), destacou que as conferências municipais realizadas no Acre, demonstram uma busca por resultados que traduzem a realidade das comunidades para as políticas públicas. “Que não reivindica, não leva, afirmou. “É assim na democracia representativa.” Durante o evento, Izabella Teixeira foi homenageada pelo Dia do Biólogo, que é comemorado no dia 2 de setembro. Mobilização - A conferência estadual, organizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), tem como tema a Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos. O evento conta com 163 delegados de 20 municípios acrianos – 85 são da sociedade civil, 44 do poder público e 35 do setor empresarial. Os delegados foram escolhidos durante as 15 conferências municipais e duas intermunicipais, que ocorreram nos meses de junho e julho. Dentre as propostas em debate estão as medidas necessárias para implantação dos aterros sanitários em outros municípios, os planos de gestão integrada de resíduos sólidos, a mobilização da sociedade pela educação ambiental, a capacitação dos gestores para o gerenciamento dos resíduos e o apoio à criação de associações e cooperativas de catadores. Na etapa estadual serão eleitos 30 delegados para a fase nacional da conferência, que acontece de 24 a 27 de outubro, em Brasília. Regularização - Na ocasião, o governador assinou decreto de regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Estado do Acre, com apoio financeiro do Fundo Amazônia, gerenciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O CAR é um instrumento do Ministério do Meio Ambiente que pretende cadastrar mais de 5,2 milhões de imóveis rurais em todo o Brasil. No Acre, a inscrição no CAR permitirá regularizar mais de 30 mil imóveis rurais pertencentes a produtores familiares que assim terão condições para se beneficiar das linhas oficiais de crédito. Sobre esse tema, a ministra ressaltou que o CAR é um dos grandes desafios do Ministério do Meio Ambiente e que em breve o sistema para regularização do cadastro estará pronto. Também foi assinado, durante a cerimônia, acordo de cooperação entre a prefeitura de Rio Branco e o Banco do Brasil para apoio à gestão de resíduos sólidos. (Fonte: MMA)

Proteína de planta reduz crescimento de tumores cancerígenos

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descobriram que uma proteína extraída da semente de spécie Enterolobium contortisiliquum – popularmente conhecida como tamboril ou orelha-de-macaco – têm forte ação antitumoral, anti-inflamatória, anticoagulante e antitrombótica. A proteína foi chamada de EcTI e é um inibidor de tripsina , cujo efeitos antitumoral já foi testado em linhagens celulares de câncer de mama, próstata, colorretal, leucemia e melanoma, impedindo a proliferação celular em todos os casos. Os pesquisadores acreditam que a proteína descoberta por eles pode ser utilizada na fabricação de novos medicamentos para o tratamento de diferentes tipos de tumores. Além disso, outros dois inibidores de proteases foram identificados pelo grupo em uma planta popularmente conhecida como pata de vaca (Bauhinia bauhinioides).http://www.boasaude.com.br/
Sumiço das abelhas derruba exportações de mel do Brasil CLIPPING O Brasil caiu da 5ª para a 10ª colocação mundial em exportação de mel nos últimos dois anos. O motivo foi o abandono das colmeias na região produtora mais importante do país, o Nordeste. Em 2012, alguns estados registraram queda de 90% na produção e o abandono de colmeias chegou a 60%. “A queda no Nordeste reflete diretamente nas exportações nacionais de mel. A região é uma das maiores produtoras e exportadoras do país” explica Maria de Fátima Vidal, coordenadora de estudos e pesquisas do Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste). Cerca de 46 mil pequenos apicultores em nove estados nordestinos vivem da atividade e, juntos, respondem por 40% da produção de mel no país – em épocas com índice normal de chuva. Por trás do sumiço das abelhas está a seca que atinge a região há pelo menos 24 meses. Além das alterações climáticas, bactérias e uso de agrotóxicos são citados como causas da mortalidade das abelhas no Brasil. Mas a falta de documentação sobre o desaparecimento de enxames dificulta o trabalho de controle e monitoramento da situação. O Banco do Nordeste prevê que o problema não deve melhorar até 2015. Neste ano, as perspectivas de pouca chuva estão se confirmando e, para o próximo, mesmo que haja precipitação normal, a recuperação das colmeias deve ser lenta. “Isso ocorre porque o período de chuvas no Nordeste é curto sendo que, quando ocorrem as floradas, os novos enxames primeiro puxam cera e fortalecem as famílias e, somente depois, no final do período chuvoso, é que começam a produzir mel”, afirma Vidal, em artigo assinado pela Etene, órgão do Banco do Nordeste. Santa Catarina bate recorde depois de perda histórica – Os produtores de Santa Catarina também sofreram com o desaparecimento dos insetos. Em 2011, pior ano, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), o estado produziu cerca de 4 mil toneladas, enquanto a média anual é de 6 mil. “Muitas famílias deixaram a apicultura”, lembra Walter Miguel, engenheiro gerente do Centro de Desenvolvimento Apícola da Epagri. Cerca de 30 mil famílias atuam na atividade no estado do Sul e são responsáveis por cerca de 300 mil colméias. Em 2011, o desaparecimento de abelhas chegou a quase 100% em algumas regiões. A floração de culturas como maçã e pêra foi prejudicada por causa da ausência das abelhas. “Estima-se que mais de 10% da produção agropecuária tenha sido comprometida pela falta das polinizadoras”, destaca Miguel. Nessa parte do Brasil, o frio foi um dos principais motivos que ocasionou o sumiço dos insetos. Após ações de manejo e orientação dos apicultores, as abelhas retornaram e a produção bateu recorde na última safra: 7 mil toneladas. Além do frio intenso, doenças, manejo inadequado e uso de agrotóxicos contribuíram para a queda da produtividade e sumiço dos insetos. Situação que preocupa pesquisadores, entidades governamentais e apicultores de todo o Brasil. Síndrome do Colapso das Abelhas – Em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Índia e em nações da União Europeia, o problema é caracterizado como Síndrome do Colapso das Abelhas (CCD, sigla em inglês para Colony Collapse Disorder). Trata-se de um abandono repentino e massivo de colmeias. A situação é grave e, em estados norte-americanos chegou a comprometer a produção agrícola, já que a floração é feita quase que exclusivamente através desse inseto. De acordo com a Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), entre 2007 e 2008 aquele país perdeu cerca de 1 milhão de abelhas. “Hoje, sabe-se que elas desempenham um papel fundamental na agropecuária. Cerca de 80% de tudo o que é consumido no mundo é polinizado pelas abelhas. A ausência delas reflete-se com impacto direto sobre a agricultura”, afirma Walter Miguel, engenheiro agrônomo gerente do Centro de Desenvolvimento Apícola da Epagri. Agrotóxicos estão entre as causas do sumiço de enxames – Márcio Freitas, coordenador geral de avaliação de substâncias tóxicas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), explica que até o momento há dois casos que se assemelham com CCD no país, em São Paulo e Minas Gerais. Segundo o especialista, a falta de dados concretos de todas as regiões brasileiras compromete a análise das causas do desaparecimento das abelhas. “Como em muitas regiões do país, a apicultura não ocorre de forma organizada, por isso, muitos casos de desaparecimento não são documentados. Há cerca de cem casos informados “, comenta Freitas. Apesar de descartar o CCD, o Ibama indica que os defensivos agrícolas estão entre os três principais causadores do desaparecimento de abelhas no Brasil. Eles matam os insetos imediatamente após a aplicação ou afetam seu sistema sensor, fazendo com que ele não consiga retornar à colmeia, enfraquecendo o enxame. Desde 2010, a entidade analisa três tipos de neonicotinóides, defensivos agrícolas apontados por estudos internacionais como causadores deste fenômeno. Caso se confirme os efeitos nocivos, medidas mais rigorosas para proteger os insetos devem ser adotadas. A expectativa é que, até 2014, os primeiros resultados conclusivos estejam prontos. Em 2012, uma portaria do Ibama restringiu o uso destas substâncias durante o período de floração. Em abril de 2013, 15 dos 27 países da União Europeia suspenderam o uso desses defensivos agrícolas. José Cunha, presidente da CBA, garante que existe um esforço conjunto entre os órgãos apícolas e o setor agrícola para mitigar os efeitos dos agrotóxicos sobre os polinizadores. “O Brasil não pode se desenvolver sem o agronegócio e o meio ambiente não vive sem os polinizadores”, analisa, Ele enfatiza que, se forem adotadas medidas de fomento e proteção à atividade, a produção anual pode pular de 50 mil para 200 mil toneladas no país. (Fonte: Terra)

Cientistas querem identificar vírus desconhecidos em mamíferos

Pesquisadores calcularam existir pelo menos 320 mil vírus ainda não conhecidos circulando entre animais mamíferos. Eles estão usando os cálculos para pedir mais verbas para seus estudos. Eles estimam que o custo da análise e classificação de todos estes organismos chegará a US$ 6 bilhões, o equivalente a R$ 14 bilhões. Os pesquisadores afirmam que identificar estes vírus pode ajudar a prevenir o surgimento de eventuais pandemias - contaminações em escala continental ou até mundial - ainda que não haja qualquer sinal de que os vírus estejam representando qualquer ameaça imediata. "O que nós realmente estamos falando aqui é sobre a definição de um amplo espectro de diversidade de vírus entre mamíferos. Nosso objetivo é adquirir mais informações para entender os princípios básicos que determinam os riscos (desses vírus)", disse Ian Lipkin, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Quase 70% dos vírus que infectam humanos, como o do HIV, do Ebola e o da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês) se originaram na vida selvagem. Mas o caso mais conhecido é o da gripe aviária. Os cálculos da quantidade de vírus desconhecidos foram feitos a partir do estudo de um morcego chamado de raposa-voadora. Ao estudar amostras sanguíneas dos morcegos, os cientistas contaram a quantidade de agentes patogênicos - qualquer microrganismo capaz de produzir uma doença - nestes animais. Eles descobriram cerca de 60 tipos diferentes de vírus, a maioria destes desconhecidos até então. Usando esse dado como base, a equipe fez uma projeção e chegou à cifra de 320 mil vírus ainda não detectados pela ciência. BBC

Estudantes criam garrafa que converte água do mar em potável

Um grupo de estudantes sul-coreanos promete ter inventado uma solução de bolso para dessalinizar a água do mar. Os alunos Younsun Kim, Kangkyung Lee, Byungsoo Kim e Minji Kim, da Universidade de Yonsei, na Coreia do Sul, desenvolveram o conceito de um dispositivo de filtragem e purificação de água portátil que promete transformar água salgada em água potável. O Puri, como foi batizada a invenção, usa a tecnologia de osmose reversa. A ideia dos estudantes é incluir o produto no kit básico de barcos ou situações de emergência no mar, onde a hidratação pode ser um problema grave. Segundo vídeo explicativo criado pelos pesquisadores, o funcionamento é simples. O usuário só precisa bombear um êmbolo dentro do cilindro e pressurizar a água salgada, empurrando para a câmara de filtragem. Em seguida, a água doce entra em outra câmara, pronta para ser consumida. (Fonte: Exame.com)

Por que o mel é o único alimento da natureza que não estraga?

O mel possui uma porção de propriedades incríveis. Além do seu sabor delicioso, é praticamente o único alimento da natureza que não estraga. Mas você sabe por que, exatamente, isso acontece? O alimento produzido pelas abelhas começou a ser usado por conta de suas propriedades medicinais há muito tempo, especialmente como tratamento para feridas abertas. O historiador grego Heródoto relatou que os babilônios enterravam seus mortos no mel e Alexandre, o Grande pode ter sido embalsamado em um caixão cheio de mel. O mel é um açúcar. Você já ouviu todos os tipos de coisas sobre os benefícios para a saúde da substituição de açúcar por mel, o que pode ou não ser verdade. Por mais que o mel não seja igual àquele açúcar branco refinado, ainda é um tipo de açúcar. E, como tanto, é higroscópico, ou seja, tem tendência para absorver a umidade do ar e, consequentemente, não contém muita água em seu estado natural. E pouquíssimas bactérias ou micro-organismos conseguem sobreviver em um ambiente de umidade tão baixa assim. Amina Harris, diretora-executiva do Centro de Mel e Polinização, no Instituto Robert Mondavi da Universidade da Califórnia, EUA, explica que as bactérias ou os micro-organismos simplesmente morrem em um ambiente como esse. “Eles são sufocados pela falta de umidade, essencialmente. O fato de os organismos não poderem sobreviver por muito tempo no mel significa que eles não têm a chance de estragá-lo”, conta. Outra coisa que diferencia o mel de outros açúcares é a sua acidez. O PH do mel está entre 3 e 4,5 (ou, mais precisamente, entre 3,26 e 4,48), condição que também mata qualquer tipo de organismo que por acaso tem a pretensão de fazer do mel sua casa. Porém, existem alguns fatores extras além do baixo teor de umidade que faz do mel uma substância que reina absoluta ante os elementos que poderiam, em tese, estragá-lo. Entre esses fatores estão as abelhas. Primeiro , as abelhas contribuem para o ambiente de baixa umidade do mel ao bater as asas para secar o néctar. Em segundo lugar, a maneira como as abelhas introduzem o néctar nos favos de mel é vomitando lá. Isso parece nojento, mas a composição química dos estômagos das abelhas também contribui para a longa vida do mel. O estômago das abelhas contém a enzima glicose oxidase, que é adicionado ao mel quando o néctar é regurgitado . A enzima e o néctar se misturam para criar o ácido glucônico e o peróxido de hidrogênio. O peróxido de hidrogênio também é uma força hostil contra qualquer ser tentando crescer no mel. O armazenamento também é importante. Vimos que o mel possui pouca água em seu estado natural, mas pode facilmente absorver água, caso seja exposto a ela. Se isso acontecer, o mel pode realmente estragar. Portanto, o ponto chave para o mel permanecer bom para o consumo humano é ter certeza de que ele está bem vedado e armazenado em local seco. O que pode acontecer com um mel mal armazenado é a cristalização. O mel cristalizado não significa, necessariamente, que ele está estragado. O alimento que chega ao mercado muitas vezes passam antes por filtros para remover partículas que podem levar à cristalização. O mel cru e o mel orgânico não são submetidos a esse processo, mas isso não significa que eles vão estragar. Além disso, o diferentes tipos de mel possuem taxas de cristalização distintas. Por isso, pode ser apenas que o mel que você tem na sua casa é mais propenso à cristalização. E, se você não gostar do seu mel cristalizado, a grande dica é não colocá-lo na geladeira. Abaixo de 10°C, a cristalização diminui, então sinta-se livre para congelar o seu mel. Por outro lado, com temperaturas acima de 25°C, o mel resiste melhor à cristalização. De uma forma geral, o mel cristaliza mais rapidamente se estiver sob uma temperaturas entre 10 e 15° C. Por isso, se você quiser evitar ter de aquecer o seu mel para remover os cristais (a propósito, o calor lento e indireto é o melhor para isso), evite a geladeira. No final das contas, sim , o mel em sua maioria não estraga. No entanto, o alimento pode conter esporos da bactéria Clostridium botulinum. Embora patogênica, o micro-organismo não é prejudicial para adultos ou crianças com mais de um ano de idade, cujo trato gastrointestinal já está desenvolvido o suficiente para lidar com os esporos. Mas crianças menores de um ano possuem riscos de desenvolver a doença botulismo infantil. Ou seja, o mel não é bom para o seu bebê. Voltando à grande pergunta do texto, você poderia comer um mel de cinco mil anos de idade? Bem, se ele passou esse tempo todo selado e armazenado longe da umidade, vá em frente. Se está cristalizado, não se incomode: é só aquecê-lo e colocá-lo em seu alimento de escolha. A menos que você seja um bebê com menos de um ano de idade. Nesse caso, é melhor esperar sua primeira festinha de aniversário. [io9]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Neva no deserto do Atacama depois de 30 anos

Os arredores da cidade de San Pedro de Atacama, no Deserto Atacama, no Chile, recebeu neve neste domingo (25) depois de quase 30 anos sem que o fenômeno ocorresse no local, um espetáculo que modificou o cenário de uma das áreas mais secas do mundo. Mas apesar da beleza gerada pela nevasca, a cidade da região de Antofagasta, que fica a cerca de 1200 quilômetros da capital chilena, Santiago, ficou ilhada pelo evento climático, e suas rotas de acesso foram fechadas. A Direção Regional de Onemi Antofagasta declarou alerta amarelo para as províncias de Loa e Tocopilla até que as condições meteorológicas melhorem. As autoridades locais estão preocupadas que a neve derretida possa fazer com que alguns rios da região causem enchentes, como já ocorreu no passado. “Com a declaração de alerta amarelo, se classificarão passo a passo os recursos necessários para intervir de acordo com a evolução do evento, com o objetivo de evitar que este cresça em extensão e severidade, evitando efeitos negativos nas pessoas, seus bens e o meio ambiente”, colocou a direção regional. A prefeitura de San Pedro de Atacama também mostrou preocupação com alguns povoados, como Talabre, Machuca e Socaire, onde a neve caiu com mais intensidade. “Estamos todos alertas esperando, não houve nada ainda. Não há mais nenhuma novidade além dessa neve”, observou a prefeita, acrescentando que não há planos para evacuar os povoados. “Esperamos que com o sol que temos [a neve] possa ir derretendo e não aconteçam grandes coisas”, concluiu a prefeita. Crédito Imagem: Telesur

Mudança de hábitos faz com que despesa de casal seja inferior a R$ 15 mensais

É o mesmo dilema: entre o final de um mês e o início de outro as contas chegam, o salário “pinga” na conta, mas a equação não fecha. Geralmente, gastamos mais do que ganhamos, não é mesmo? Mas será que isso ocorre apenas por culpa da inflação (este monstro enorme) somada as baixas remunerações? Pois saiba que um casal inglês consegue viver com menos de R$ 15 por mês. Detalhe: sem miséria. Apaixonados por jardinagem, Steven Lucas e Yvonne são adeptos de estilos de vida sustentáveis. Tudo começou quando Steven foi despedido do seu emprego (era engenheiro eletrônico) em 2010. A partir de então, a vida dele e da esposa sofreu uma reviravolta, segundo relatou o site Hypeness. Depois de terem instalado painéis solares em 1992, Yvonne e Steven aumentaram a produção própria de alimentos e passaram a coletar água da chuva para a cozinha e banheiro. Aproveitando as cortesias da natureza, eles passaram a plantar alimentos em seu terreno de seis hectares em Basingstoke, Hampshire (ING), onde ainda incluem um galinheiro com galinhas poedeiras e várias colmeias. Eles contam ainda duas estufas para produção de legumes, ervas e flores, além de 15 árvores. O cultivo atinge níveis bem altos e o excesso é aproveitado para fazer geleias e compotas. Assim o casal vive de forma ecológica e atinge um valor de despesa mensal quase impensável na Inglaterra. CasalLucas2 ecod Mudança de hábitos faz com que despesa de casal seja inferior a R$ 15 mensais O casal usou a adversidade e as dificuldades para repensar o modelo de vida que estavam levando antes. Uma ótima forma de transformar algo que parece negativo, em algo extremamente positivo. * Publicado originalmente no site EcoD. (EcoD)

Brasil é apenas 45º no ranking dos países que estão mais preparados para lidar com um futuro incerto

Um relatório de sustentabilidade elaborado pelos conselheiros da RobecoSAM analisou quais são os países mais preparados para lidar com um cenário futuro de incertezas. Ao analisar 17 fatores, incluindo o social, econômico e governamental, o levantamento concluiu que a Suécia é o país mais sustentável do mundo e está preparado para um futuro incerto. Já a Nigéria, que tem um grande potencial quando o assunto é petróleo ocupa o 59º lugar – último posto no ranking. O fator ambiental representa 15% da pontuação e inclui desenvolvimento de energia renovável e quantidade de emissões de gases de efeitos estufa (GEEs); o social vale por 25%, inclui a expectativa de vida local e o mercado de trabalho; e governança soma 60% na pontuação, ao considerar critérios como corrupção e desigualdade. A Austrália, que aponta ser o melhor país quando o quesito é fator ambiental, vem em segundo lugar no ranking – Suíça (3º), Dinamarca (4º), Noruega (5º). Para a surpresa de muitos, os Estados Unidos apareceram em 9º lugar, registrando pontos importantes em partes dos fatores analisados, porém, deixando muito a desejar quando o assunto é meio ambiente. O Brasil obteve a nota geral 4,63, quase a metade da Suécia (8,25). Fatores como a desigualdade social e a corrupção pesaram no desempenho do país. * Publicado originalmente no site EcoD. (Envolverde)

Brasil: candidato a sediar o Fórum Mundial da Água de 2018

O Brasil, especificamente Brasília, concorre com a Dinamarca como candidatos finalistas a sediar o “8º Fórum Mundial da Água”, em 2018. A cada três anos, o Fórum proporciona o diálogo e a busca de estratégias de uso racional e sustentável da água no mundo. Diferente da “Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável”, o Fórum não almeja estabelecer protocolos de entendimento ou acordos. O objetivo é promover o compartilhamento de experiências e boas práticas. A decisão, que será tomada pelos representantes do “Conselho Mundial da Água”, tem o apoio do “Senado Federal” brasileiro, além de outros interlocutores. Se Brasília for aprovada como cidade-sede, será a primeira vez que o evento ocorrerá na América Latina. Sua realização no Brasil é particularmente importante, considerando que o país detém 12% da água doce superficial do planeta, além de grandes aquíferos subterrâneos. amazonas2 300x224 Brasil: candidato a sediar o Fórum Mundial da Água de 2018A proposta brasileira, se aceita, terá importante papel de interlocução para governos e sociedade civil, além de permitir uma visibilidade das características brasileiras quanto aos diversos biomas aqui presentes. O resultado sobre a escolha da cidade sede para este Fórum de 2018 será anunciado no início de 2014. É importante observar que a gestão de águas nem sempre é bem coordenada e a preocupação com o tema é, muitas vezes, observado somente quando ocorrem desastres, como inundações, e consequentemente a restrição de água potável. A importância do Brasil em sediar o Evento e consequentemente permitir uma ampla participação da sociedade é a chance de poder mostrar a realidade brasileira no âmbito internacional, principalmente de como diversas famílias brasileiras que residem na floresta vivem sobre o balanço de casas-barco e resistindo a grandes variações de cheias e vazantes de rios, como o “Rio Amazonas”, cuja diferença entre os períodos de cheias e vazantes é, normalmente, de 15 metros, tendo já chegado a marcas históricas de até 30 metros de variação entre os períodos. amazonas3 300x226 Brasil: candidato a sediar o Fórum Mundial da Água de 2018Essa realidade, cuja experiência poderia ser um dos temas para a troca de experiências durante o Fórum, é certamente muito distante do que se verifica na Europa, onde muitos rios possuem diques de contenção para grandes inundações, como é o caso do Elba, na Alemanha. Destaca-se, também, que a gestão dos recursos hídricos traz ainda a discussão quanto à necessidade de se discutir a mitigação e/ou a adaptação às mudanças climáticas, bem como a discussão sobre o desenvolvimento socioeconômico de regiões, como a Amazônia, bem como a implementação de infraestrutura, como as rodovias. A última edição do “Fórum Mundial da Água” ocorreu em Marselha (França) em 2012 e teve a participação de 35 mil pessoas de 147 países. A próxima edição, em 2015, será na “Coreia do Sul”. ———————— Fonte consultada: Ver: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/08/22/senadores-apoiam-realizacao-em-brasilia-do-forum-mundial-da-agua-de-2018 * Bernhard J. Smid possui mestrado (Master of Arts) em Negócios Internacionais pela Munich Business School – Alemanha (2008) e MBA em Comércio Exterior e Negociações Internacionais pela Fundação Getúlio Vargas – FGV (Brasil). Profissionalmente, atualmente trabalha no Projeto Setorial de Promoção Comercial do Setor Lácteos (Organização das Cooperativas Brasileiras / Apex-Brasil) e é colaborador voluntário no CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais) * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.

Seis efeitos inesperados da mudança climática

Junto com seus efeitos indutores de ansiedade, o assunto das mudanças climáticas também oferece uma oportunidade interessante de considerar os processos fascinantes e interligados do planeta. Dos menores para os maiores componentes da Terra, das bactérias aos vulcões, todos de alguma forma vão sentir os efeitos das mudanças climáticas. Confira seis maneiras inesperadas com que as mudanças climáticas nos impactam: 6. Morte e erosão no deserto 6 O solo do deserto pode parecer desolado e sem vida, mas na verdade está repleto de bactérias. Colônias de bactérias podem crescer a tal espessura que formam camadas resistentes chamadas “biocrostas” que estabilizam o solo contra a erosão. Um estudo destas crostas em desertos dos Estados Unidos mostrou que diferentes tipos de bactérias prosperam em diferentes temperaturas. Algumas preferem o calor sufocante do Arizona e Novo México, enquanto outras se saem melhor no clima frio do sul do Oregon e Utah. Como as temperaturas tornam-se mais erráticas com a mudança climática, as bactérias do deserto podem ter dificuldades para se adaptar, deixando os solos dos desertos mais propensas à erosão. 5. Mais erupções vulcânicas 5 Enquanto o degelo glacial avança, inundações dos oceanos e o nível do mar se elevam, e a distribuição de peso sobre a crosta da Terra muda. Essa mudança pode causar aumento da frequência de erupções vulcânicas, como sugerem alguns estudos. Evidências desse fenômeno foram detectadas no registro das rochas, com restos de erupções vulcânicas mais abundantes correlacionadas com períodos de derretimento glacial em vários episódios da história da Terra. Os seres humanos no século 21 provavelmente não experimentarão essa mudança, no entanto, uma vez que este efeito deve ficar para algo em torno de 2.500 anos no futuro. 4. Oceanos escurecem 4 As alterações climáticas vão aumentar a precipitação em algumas regiões do mundo, resultando em rios com fluxos mais forte. Fortes correntes fluviais vão carregar mais lodo e detritos, e eventualmente todos que desaguam no mar farão o oceano ficar mais opaco. Regiões ao longo da costa da Noruega já experimentam águas do oceano cada vez mais escuras e turvas, com o aumento da precipitação e derretimento glacial nas últimas décadas. Alguns pesquisadores têm especulado que a escuridão é responsável por mudanças nos ecossistemas regionais, incluindo um aumento nas populações de água-viva. 3. Alergias pioram 3 Enquanto a mudança climática pode provocar primaveras precoces, a onda de espirros induzidos pelo pólen deve aumentar. Esse fenômeno irá aumentar a carga total de pólen a cada ano, e poderia fazer as alergias das pessoas piorarem. Alguns modelos de temperatura e precipitação mostraram que os níveis de pólen poderiam atingir mais que o dobro até o ano 2040. 2. Invasões de formigas 2 Pheidole megacephala, também conhecida como a formiga de cabeça grande, é uma das cem espécies mais invasivas da Terra. Hordas desses insetos prosperam na América do Sul, Austrália e África, e suas populações vorazes espalharam-se rapidamente. Como animais invasores, elas roubam o habitat e os recursos de espécies nativas, prejudicando os ecossistemas regionais e pondo em risco a biodiversidade. Elas têm sido conhecidas até por caçar filhotes de aves. Pesquisadores estimam que 18,5% da superfície terrestre no planeta atualmente suportam a formiga de cabeça grande. Mas à medida que as mudanças de temperaturas avançarem nas próximas décadas, a gama de habitat desses animais de sangue frio, provavelmente, vai diminuir substancialmente. Alguns modelos climáticos sugerem que o alcance habitacional da formiga irá diminuir em um quinto até o ano de 2080. Como insetos nativos irão responder a essas mudanças, no entanto, ainda não está claro. 1. Luz solar inunda leito oceânico polar 1 Enquanto se derrete o gelo do mar, mais luz solar irá banhar regiões costeiras de águas rasas em torno dos pólos. Comunidades de vermes do fundo do mar, esponjas e outros invertebrados acostumados a existência na escuridão começarão a experimentar períodos mais longos de luz solar a cada verão. Uma pesquisa recente mostrou que essa mudança poderia alterar significativamente as comunidades, permitindo que algas e plantas marinhas proliferassem sufocando esses invertebrados. Esta transição de comunidades dominantes, de invertebrados para algas, já foi observada nos bolsos do Ártico e costas da Antártida, e poderia diminuir significativamente a biodiversidade nessas regiões. [livescience]

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Bronzeamento artificial pode aumentar risco de câncer de pele

Apesar de o bronzeamento artificial aumentar o risco de câncer de pele, muitas mulheres, especialmente aquelas com idades entre 18 e 21 anos, são usuárias frequentes da técnica, especialmente em países não tropicais, como nos Estados Unidos. O bronzeamento artificial antes dos 35 anos aumenta o risco de melanoma, o tipo de câncer de pele mais grave, entre 59% e 75%, e o uso anterior aos 25 anos, aumenta de o risco de desenvolvimento de câncer de pele não melanoma entre 40% e 102%. Cada sessão de bronzeamento artificial aumenta em 1,8% o risco de desenvolver câncer de pele. Publicado na revista Internal Medicine, o estudo mostrou que os jovens entrevistados relataram realizar, em média, dez sessões de bronzeamento artificial por ano, prática que, segundo os especialistas, coloca a saúde em risco. http://www.boasaude.com.br/

Brasil já tem mais de 200 milhões de habitantes

População de girafas cai 43%, e espécie corre risco de ser extinta

Especialistas em conservação animal advertiram que as girafas podem ser extintas nas próximas décadas se não for interrompida a forte tendência de queda de sua população, que diminuiu 43% em 14 anos. Segundo informou na quarta-feira (28) o jornal Daily Nation, pesquisadores de diversos países africanos se reuniram em Nairóbi, no Quênia, para estudar ações que ajudem a conservar a espécie, cuja ameaça de sobrevivência foi ignorada durante anos. O presidente da Fundação para a Conservação das Girafas, Julian Fennessy, detalhou que o número de girafas diminuiu de 140 mil para 80 mil na África, entre 1998 e 2012, devido à invasão humana de seus habitats. A agricultura, os assentamentos e a destruição dos campos são os motivos principais da queda na população do animal mais alto do mundo. O diretor da companhia estatal Kenya Wildlife Service, William Kiprono, afirmou que seu país, onde vive o maior número de girafas da África, desenhou uma estratégia de conservação para o animal. “O Quênia se comprometeu a garantir que suas três subespécies de girafas serão conservadas no presente e no futuro”, disse. Existem nove espécies de girafas, e o Quênia é o único país africano que tem três subespécies. (Fonte: UOL)

Descobertas duas novas espécies de peixe elétrico na Amazônia

Cientistas brasileiros e americanos descobriram duas novas espécies de peixes elétricos na região central da Amazônia. A descrição de ambas foi publicada na quarta-feira (28) pela publicação científica “Zookeys”. Os animais, do gênero Brachyhypopomus, ocorrem em geral sob a vegetação flutuante nas águas da porção central da bacia Amazônica, principalmente ao longo das margens do rio Solimões e de afluentes, diz a pesquisa. Eles foram batizados com os nomes científicos de Brachyhypopomus walteri e Brachyhypopomus bennetti, diz o estudo. Os peixes são classificados como “eletricamente fracos” e não representam riscos em comparação com um “parente”, o chamado peixe poraquê (Electrophorus electricus), que chega a ter três metros de comprimento e realiza fortes descargas elétricas para defender-se ou capturar presas, aponta a pesquisa. Os animais recém-descobertos possivelmente utilizam descargas elétricas como forma de ajudar em sua movimentação noturna e na comunicação com outros espécimes, sugere o estudo. Hábitos noturnos – Animais parecidos com as novas espécies em geral têm hábitos noturnos. O Brachyhypopomus walteri possui corpo semi-translúcido e com coloração amarela em vida, além de ter dentes pequenos no pré-maxilar (característica compartilhada com o outro peixe recém-descoberto). Já o Brachyhypopomus bennetti possui o órgão elétrico mais visível na lateral, em uma área semitransparente ocupando até 17% da altura do corpo, afirma a pesquisa. Ele também têm como característica a coloração amarela, às vezes em tom mais escuro que a outra espécie. Os cientistas responsáveis pela descoberta são Jansen Zuanon, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); Cristina Cox, do departamento de biologia da Universidade de Massachusetts; e John Sullivan, do Museu de Vertebrados da Universidade de Cornell – as duas últimas nos EUA. “As maiores diferenças entre as duas espécies, que são muito parecidas, têm a ver com os órgãos elétricos e as descargas criadas por eles”, afirmou John Sullivan para o “Zookeys”. “Se não fosse por essas características, pensaríamos que se trata de uma só espécie. O Brachyhypopomus bennetti possui um órgão elétrico achatado, que produz uma descarga elétrica monofásica; já o peixe da outra espécie tem um órgão elétrico longo e fino, mais comum de ser visto, e produz um pulso elétrico bifásico”, disse Sullivan para a publicação. Os cientistas também criaram um subgênero para as espécies, o Odontohypopomus. De acordo com a pesquisa, o subgênero caracteriza-se pela dentição pequena no pré-maxilar, além de outras características. (Fonte: G1)

O adoçante aspartame é seguro?

Ele é o mocinho e o vilão das dietas. Se por um lado o aspartame substitui o açúcar em diversos produtos dietéticos e promete uma fácil perda de peso, por outro, suas implicações na saúde dos consumidores ainda são bem controversas. Em 1965, o químico James Schlatter acidentalmente contaminou a ponta do seu dedo indicador com um pó branco qualquer. Mais tarde naquele dia, uma página do livro que ele estava lendo ficou presa. Para soltá-la, ele lambeu o dedo para virá-la e, inadvertidamente, deu à luz toda uma indústria, bem como a uma controvérsia aparentemente eterna. A substância no dedo de Schlatter, 200 vezes mais doce que o açúcar, era o aspartame, um adoçante artificial hoje utilizado por praticamente todas as empresas que fabricam produtos para dietas. Quase 50 anos depois de Schlatter ter descoberto a incrível doçura do aspartame, ainda existe discordância entre os cientistas sobre a segurança da substância para o consumo humano. Em essência, o aspartame é composto por dois aminoácidos com um átomo de carbono adicional preso em uma extremidade. O aspartame se decompõe completamente em três componentes no intestino delgado, que fazem seu caminho separado para a corrente sanguínea. Um dos dois aminoácidos do aspartame, o ácido aspártico, não é essencial, o que significa que o corpo pode fabricá-lo a partir de outras matérias primas. O ácido aspártico é também um neurotransmissor, o que levou à especulação de que o consumo de aspartame afeta os processos normais do cérebro, podendo causar dores de cabeça, enxaquecas, ou efeitos ainda piores. No entanto, quase toda a proteína dietética contém ácido aspártico, e este ácido é encontrado em menor quantidade em alimentos e bebidas adoçadas artificialmente do que a quantia obtida por meio de uma dieta normal. No entanto, fenilalanina, outro aminoácido no aspartame, é mais uma história – mas só para um pequeno grupo da população mundial. A fenilalanina é um aminoácido essencial, o que significa que o corpo só pode adquiri-lo através da dieta. Para pessoas que sofrem da doença fenilcetonúria, a ingestão desse aminoácido resulta em um perigoso acúmulo de fenilalanina que pode danificar o cérebro. Embora os aminoácidos presentes no aspartame sejam inofensivos para a maioria das pessoas, o júri científico ainda delibera sobre aquele átomo de carbono adicional anexado ao final da molécula. Quando uma molécula de aspartame se rompe no intestino delgado, este carbono desengata dos ácidos aminados e forma uma única molécula de metanol. O metanol, também conhecido como álcool metílico, é encontrado em anticongelantes (compostos químicos que são adicionados a líquidos para reduzir seu ponto de fusão) e no combustível de foguetes, entre muitas outras aplicações. O efeito do metanol no corpo é similar, em alguns aspectos, ao de etanol, o álcool presente no vinho e na cerveja. Entretanto, ao contrário do etanol, o corpo transforma o metanol produtos residuais, entre eles o formaldeído, uma substância cancerígena que agentes funerários usam como fluido de embalsamento dos cadáveres. Se o aspartame leva metanol à sua corrente sanguínea, seria apenas lógico evitar os adoçantes a todo custo, certo? Não é bem assim. Há um fator de confusão nessa história: o metanol também é encontrado em todos os tipos de alimentos inofensivos, especialmente em frutas e verduras, em quantidades comparáveis às dos alimentos que contêm aspartame. Na verdade, os refrigerantes dietéticos com adição de aspartame possuem menos de metade do metanol encontrado no mesmo volume de muitos sucos de fruta. Este é o momento em que a controvérsia começa. Para alguns pesquisadores, está claro que o metanol é inofensivo nos alimentos que possuem pequenas quantidades de aspartame. No entanto, um estudo realizado em 2005 pela Fundação Europeia Ramazzini, que acompanhou a saúde de ratos alimentados com aspartame durante a vida inteira, associou o consumo de aspartame ao maior risco de desenvolver câncer. Alguns pesquisadores, assim como a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, encontraram falhas nos métodos do estudo, enquanto outros cientistas correram para defendê-lo, argumentando que, no mínimo, o aspartame requer exames contínuos. No centro do debate está o fato de que uma grande porcentagem da população mundial dos ratos, assim como a humana, vai eventualmente sucumbir ao câncer em uma idade avançada. Por isso, fica difícil para os cientistas afirmarem categoricamente se o câncer desenvolvido por um rato mais idoso foi causado pela vida inteira ingerindo uma substância como o aspartame, ou se o câncer teria ocorrido naturalmente. Enquanto o debate sobre a segurança a longo prazo do consumo de aspartame persiste, é importante considerar o adoçante não em termos de sua segurança por si só, mas se ele é mais saudável do que a sua alternativa tradicional: o açúcar. Dado o aumento das estatísticas dos níveis de diabetes e de obesidade no mundo (e não apenas nos países desenvolvidos), é possível que, para algumas pessoas, um alimento alternativo com zero açúcar, por mais que traga alguns riscos à saúde, ainda pode ser uma escolha mais saudável do que o açúcar. E nesse meio tempo, novos edulcorantes artificiais, tais como a sucralose, estão inundando o mercado, o que pode ou não levar seus próprios riscos para a saúde. Resumo da ópera: o aspartame é amplamente considerado seguro, mas algumas dúvidas sobre a segurança de seu consumo para a nossa saúde permanecem. Há, no entanto, uma alternativa indiscutivelmente mais saudável para tanto os adoçantes artificiais quanto o açúcar, é claro. Deixe de lado a latinha de refrigerante (normal, diet, light, zero…) e beba um belo copo d’água – ou café e chá, sem açúcar. [Live Science]