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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Embrapa e UFRJ pesquisam cura para doenças na biodiversidade brasileira

Respostas para muitas doenças podem ser encontradas na biodiversidade brasileira. Para tentar descobri-las, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), testam plantas de vários biomas. Alguns exemplares já se mostraram eficazes contra bactérias e fungos causadores de infecções. O coordenador do projeto no Rio, o químico Humberto Ribeiro Bizzo estuda as propriedades de espécies de plantas em laboratório desde 2012. Neste período, constatou que a sacaca (planta de origem amazônica) deu resultados positivos contra uma bactéria que é encontrada em infecções em hospitais e contra a candidíase, doença predominante em mulheres. “Nossa orientação é achar novas substâncias ou novos extratos que tenham atividade contra bactérias ou fungos ou com alguma resistência a antibióticos ou, então, contra doenças, como é o caso da candidíase, que afeta grande parte da população em países quentes e úmidos”, explicou Ribeiro Buzzo. Segundo ele, esse é um dos primeiros passos para criar medicamentos. “Terminada a pesquisa, pegaremos as plantas que têm atividade no laboratório e aumentaremos esses testes para verificar se os extratos são tóxicos na concentração utilizada e se têm atividade em cobaia”, disse. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). (Fonte: Agência Brasil)

Projeto ambiental lança documentário sobre a biodiversidade de arquipélago do litoral carioca

Universidades, escolas, museus e bibliotecas do Rio de Janeiro estão recebendo, gratuitamente, um DVD que explica a biodiversidade das Ilhas Cagarras, arquipélago desabitado que é a primeira e única unidade de conservação marinha do litoral carioca na proximidade da Praia de Ipanema. Lançado em janeiro deste ano, o documentário Ilhas Cagarras – Monumento Carioca foi produzido pelo projeto Ilhas do Rio, que conta com o patrocínio do programa Petrobras Ambiental. Juntamente com o DVD, foi lançado um livro com 300 páginas de imagens e resultados científicos do projeto. “A ideia principal é apresentar as atividades de pesquisas que vêm sendo feitas nas ilhas e que já revelaram a existência no arquipélago de espécies até então desconhecidas pela ciência”, disse o biólogo Carlos Rangel, coordenador do projeto ambiental. Segundo ele, as Cagarras abrigam o segundo maior ninhal de fragatas da América Latina, com cerca de 5 mil aves da espécie. De acordo com o levantamento, foram registradas 140 espécies de peixes na costa das Ilhas Cagarras, que com uma vegetação semelhante à de restinga têm 175 espécies de ervas e árvores, entre elas a gymnanthes nervosa, que não é registrada no município do Rio de Janeiro desde a década de 1940. No cume de uma das ilhas, a Redonda, foi descoberto um sítio arqueológico com artefatos dos índios tupis-guaranis. Toda esta biodiversidade está no documentário de cerca de 3 minutos, que inclui imagens subaquáticas em três dimensões (3 D). Segundo Rangel, o filme vem sendo exibido em sessões na Colônia de Pescadores do Posto 6, em Copacabana, onde o projeto criado pela organização não governamental (ONG) Instituto Mar Adentro promove cursos e palestras. “Os cursos de educação ambiental são destinados principalmente aos pescadores da colônia, já que eles se aproximam com seus barcos do arquipélago”, disse Carlos Rangel. (Fonte: Agência Brasil)

Gelo de 1.600 anos nos Andes ‘desapareceu’ em 25 anos, diz cientista

Cientistas da Universidade Estadual de Ohio estudaram uma geleira na região dos Andes, no Peru, e obtiveram detalhes impressionantes sobre a história climática da Terra, segundo um estudo publicado nesta semana na revista “Science Express”. Chamada de Quelccaya, a geleira tem mais de 6 mil anos, segundo os cientistas. Ela está passando por um processo de derretimento constante e perdeu parte da cobertura de gelo acumulada em quase dois milênios num período de 25 anos (as imagens acima refletem um período de 30 anos), segundo um dos autores do estudo, professor Lonnie Thompson, em entrevista ao “New York Times”. O degelo foi tão grande que um trecho congelado na região de Qori Kalis “desapareceu” e deu lugar a um lago. Blocos de gelo que contam a “história congelada da área” foram guardados em freezers a -30º C para análises posteriores, disse Thompson, em nota da universidade. Ele afirmou ao “New York Times” que restos de plantas expostos nas margens da geleira com o derretimento também estão sendo analisados pelos cientistas. Algumas plantas chegam a ter 6,3 mil anos, diz Thompson. Ao estudar o decaimento do carbono nos restos de vegetais, os pesquisadores descobriram que eles “envelheceram” pouco no período, o que indica que o gelo existente ali é milenar. “Se em algum momento dos últimos 6 mil anos estas plantas estivessem sido expostas por um período de cinco anos, por exemplo, haveria decaimento”, disse Thompson. A explicação mais simples, segundo ele, é que o gelo acumulado nos últimos 1,6 mil anos derreteu em não mais que 25 anos. O aquecimento global está tendo efeitos maiores em regiões de grande altitude e de grande latitude, ponderam os cientistas. Segundo eles, o Quelccaya “parece ser muito sensível” às mudanças climáticas que vêm ocorrendo no planeta. Blocos de gelo – Os pesquisadores dataram dois grandes blocos de gelo extraídos da região, que têm uma riqueza de detalhes “formidável”, dizem. Os blocos podem ser usados como “ferramentas” detalhadas para estudar o passado climático da Terra, principalmente na região tropical. Os objetos têm grandes semelhanças com outros blocos de gelo extraídos do Himalaia e do Tibete, diz a pesquisa. “Padrões na química de algumas camadas dos blocos são idênticos, mesmo que os dois ‘núcleos’ gelados tenham sido extraídos de lados opostos do globo”, afirma uma nota da instituição. (Fonte: G1)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Frasco com vírus mortal desaparece de laboratório nos EUA

Armas biológicas A Universidade do Texas (EUA), mantenedora do Laboratório Nacional Galveston, anunciou ter perdido um de seus frascos contendo amostras de um vírus mortal. O laboratório, especializado em bioterrorismo e combate a doenças emergentes, mantém amostras dos vírus mais perigosos conhecidos pela humanidade em uma instalação de segurança máxima, onde os vírus ficam congelados. Mesmo a segurança máxima, contudo, não foi capaz de evitar a perda de um dos cinco frascos contendo vírus do guanarito, uma febre hemorrágica que causou mortes na Venezuela. O guanarito ocorre naturalmente em roedores, e foi transmitido para agricultores por meio de poeira do solo contaminada com excreções de ratos. Cerca de um terço dos infectados com o vírus morreram de febre hemorrágica. A falta do frasco foi detectada em um levantamento de rotina - todos os cinco frascos foram inspecionados no inventário anterior, feito em Novembro do ano passado. Sumiços comuns Segundo Scott Weaver, diretor científico do laboratório, não foram encontrados indícios de violação do freezer com acesso restrito e nem problemas técnicos no sistema de segurança. Isso o leva a suspeitar de que o frasco possa ter-se quebrado dentro do próprio laboratório. O evento está sendo apurado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e pelo FBI. Segundo Weaver, os próprios agentes do CDC consideram a hipótese de roubo do frasco com o vírus mortal como "extremamente improvável". Esta não é nem de longe a primeira vez que um evento desse tipo ocorre nos Estados Unidos. Segundo estatísticas do CDC, o órgão recebeu 88 relatórios de perda de vírus, germes e toxinas de alta periculosidade entre 2004 e 2010 - apenas um dos casos não foi esclarecido, e o material continua desaparecido. http://www.diariodasaude.com.br/

O que causa alergias?

O que causa alergias todo mundo sabe: partículas de pólen, picadas de abelha, pelos de animais, certos tipos de alimentos (como frutos do mar, amendoim, etc). Quando essas partículas ou comidas entram no nosso corpo, são chamadas de antígenos. Porém, se você ingerir uma substância da qual seu organismo tem sensibilidade, ela será confundida com um elemento invasor perigoso – nesse caso, embora inofensiva, ela se tornará o que chamamos de alérgeno. Vale lembrar que apenas a sensibilidade a uma substância não garante que você irá desenvolver uma alergia. Alérgenos fazem com que o nosso corpo produza imunoglobulina E, ou anticorpos IgE. Os anticorpos são usados para identificar e destruir invasores perigosos. Infelizmente, os anticorpos IgE também liberam histamina e outras substâncias químicas que podem causar uma reação alérgica. Tudo isso os cientistas já descobriram há um tempo. A pergunta crucial que ainda está sem resposta, no entanto, é porque certas pessoas se tornam sensíveis a esses antígenos, enquanto outras passam pela vida felizes com os olhos e narizes secos. O que determina quais substâncias são potencialmente alergênicas e quais não são? O que torna algumas pessoas alérgicas a uma determinada substância, e outras não? Por que a resposta alérgica existe? Qual seu propósito evolutivo? Fatores de risco e genética A Dra. Christine Cole Johnson vem estudando alergias desde o início de 1980. Sua equipe de pesquisa no Hospital Henry Ford (EUA) foi a primeira a mostrar que ter um animal de estimação em casa durante o primeiro ano de vida de seu filho pode protegê-lo de desenvolver alergias, uma descoberta que já foi confirmada por outros estudos. Sua mais recente pesquisa sugere que o desenvolvimento de alergias começa mesmo antes disso. Johnson analisou dados de um grupo de mais de 1.200 recém-nascidos do Michigan (EUA) entre 2003 e 2007, avaliados pelos pesquisadores com 1 mês, 6 meses, 1 ano e 2 anos de idade. Ela descobriu que bebês nascidos por cesariana têm seis vezes mais probabilidade de ser sensíveis a ácaros (alérgicos a poeira) do que bebês nascidos naturalmente. Resultados semelhantes foram vistos com a exposição à alérgenos de pelo de gato e cão. Isso porque os bebês que nascem de cesariana têm um microbioma diferente em seu trato gastrointestinal. Microbioma são as comunidades de bactérias que residem em humanos, seja em nossas bocas, pele ou sistema digestivo. Essas células bacterianas superam as células humanas na proporção de 10 para 1, e podem ser muito úteis para nós. No útero, os bebês são estéreis. Quando passam pelo parto natural, ficam expostos à população inteira de bactérias vaginais e gastrointestinais de sua mãe. Através desta exposição, seu próprio sistema imunológico aprende a diferença entre bactérias boas e más – ou seja, quais combater e quais usar. Os bebês nascidos através de cesárea, por sua vez, têm bactérias que se assemelham mais ao microbioma da pele de sua mãe. Eventualmente, suas bactérias digestivas normalizam, mas esse atraso pode dar tempo para que a exposição à alérgenos se transforme em uma sensibilidade. Claro, isso é apenas uma possível causa de alergias – ou apenas uma possível causa de muitas causas possíveis. O Dr. Haejin Kim, também do Hospital Henry Ford, está investigando como a genética pode desempenhar um papel em alergias. Seu estudo mais recente descobriu que crianças afro-americanas são três vezes mais sensíveis a alérgenos alimentares do que crianças caucasianas. Além disso, uma criança afro-americana com um pai alérgico é duas vezes mais propensa a um alérgeno ambiental do que um afro-americano sem um pai alérgico. Como esses resultados não se alteram com a ordem de nascimento (outro possível fator de risco) nem com o sexo da criança, apenas com a raça, o Dr. Kim sugere que as alergias podem ser genéticas. Mas a alergia não funciona da mesma maneira que uma doença genética, que é 100% herdada. “Não há um gene para alergias ou asma. Provavelmente é uma combinação de vários genes que interagem de alguma forma com o meio ambiente”, disse. Meio ambiente: culpado Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% da população mundial sofrem algum tipo de alergia. Dados de 2004 do Ministério da Saúde revelam que entre 10% e 20% da população brasileira têm asma, e de 10% a 25% rinite alérgica. 50 milhões de americanos têm algum tipo de alergia. Jonathan Silverberg, dermatologista do St. Luke’s-Roosevelt Hospital Center, em Nova York (EUA), analisou recentemente dados de mais de 91.000 crianças para determinar se as nascidas fora dos Estados Unidos eram tão propensas quanto às americanas a desenvolver alergias. Ele descobriu que os nascidos no exterior que residem nos Estados Unidos têm metade do risco de desenvolver alergias do que os que nasceram lá. Isso era verdade para todos os tipos de alergias, incluindo alergias alimentares, embora a associação tenha sido mais forte para a asma. As crianças nascidas no estrangeiro que viviam nos Estados Unidos há mais de 10 anos tinham uma maior prevalência de alergias do que as crianças que estavam no país apenas por dois anos. Os cientistas já sabiam que as exposições ambientais desempenhavam um papel na alergia, afinal, não se pode ser sensível a algo ao qual nunca se foi exposto. Porém, as últimas pesquisas se concentraram em outros fatores ambientais, que podem estar relacionados ao clima, dieta ou geografia, que podem aumentar a probabilidade de alergias. É difícil tirar conclusões práticas desses tipos de estudos, segundo Silverberg, mas, eventualmente, saber de onde vêm alergias poderia ajudar os cientistas a descobrir uma maneira de impedi-las, ou pelo menos tratá-las de forma mais eficaz. Hipóteses Como já falamos lá em cima, muitos dos elementos envolvidos na resposta alérgica também ajudam a defender o organismo contra vermes parasitas, chamados de helmintos. Infecções helmínticas levam à produção de níveis elevados de imunoglobulina E (IgE), portanto, a sabedoria predominante tem sido a de que alergias resultam de um “erro de alvo” das respostas imunes que evoluíram para nos defender contra vermes parasitas. Em outras palavras, as alergias são o preço que pagamos para ter uma defesa eficaz contra parasitas multicelulares. Porém, alguns cientistas questionam se esta hipótese é suficiente para explicar até mesmo os recursos mais básicos da resposta alérgica. Por exemplo, enquanto as infecções por helmintos induzem anticorpos IgE, os IgE por si só não são fundamentais para se livrar da maioria destas infecções. Uma teoria alternativa para explicar a resposta alérgica foi proposta em 1991 por Margie Profet da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA). Ela especulou que a resposta alérgica evoluiu para permitir que o sistema imunitário nos protegesse de toxinas ambientais, como os fitoquímicos encontrados em plantas nocivas e venenos. De fato, enquanto os alérgenos são considerados pela maioria como inofensivos, um olhar mais atento revela que muitos são na verdade tóxicos. Assim, em vez de visualizar a resposta alérgica como uma resposta “mal direcionada” a helmintos, ela pode ser vista como uma resposta intencional, e geralmente benéfica, que nos protege contra substâncias nocivas do ambiente. A hipótese da toxina permanece em grande parte ignorada pela comunidade biomédica. Porém, os especialistas têm boas razões para confirmar sua validade, como o fato de reações alérgicas serem imediatas (uma resposta mais consistente com a defesa contra as toxinas, que podem causar danos imediatos, em comparação com a infecção por helmintos, que leva algum tempo para se desenvolver). E por que o corpo, às vezes, cria uma resposta anafilática tão grave e potencialmente letal mesmo a apenas vestígios de um alérgeno no ambiente? Cientistas sugerem que essa resposta pode ter um propósito muito útil, especialmente para os nossos antepassados. Como qualquer pessoa que sofre de alergias sabe, a melhor maneira de tratá-la é ficar longe do elemento ou ambiente que a causa. Então, se muitos alérgenos são tóxicos, em seguida, a resposta alérgica pode ser interpretada como o condicionamento de uma pessoa para evitar ambientes que contêm toxinas potencialmente prejudiciais a ela. Assim, as alergias podem ter evoluído para nos fazer sentir desagradáveis e nos encorajar a evitar ambientes, animais ou alimentos que contêm substâncias que podem nos fazer mal.[CNN, Boehringer] http://hypescience.com/

Vírus H7N9 que só infectava aves sofre mutação e pode contaminar humanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o vírus H7N9, que até então só afetava aves, sofreu mutações para uma forma capaz de infectar as pessoas. "Foi detectada uma mutação do vírus que permite a infecção em mamíferos", disse o porta-voz da OMS, Gregory Hartl. "Aparentemente a mutação facilita a infecção em humanos." Já são nove os casos confirmados pelas autoridades chinesas de pessoas infectadas pelo vírus H7N9, com três mortes. No entanto, o porta-voz da ONU disse que "não há qualquer prova" de contágio entre pessoas. Segundo ele, uma das probabilidades é que a infecção "seja ambiental". Se este for o caso, há uma chance de que a doença possa se esgotar e nunca sofrer mutação total para uma forma humana de gripe. Por outro lado, o porta-voz considerou de "moderada a alta" a possibilidade de novas infecções de humanos. As autoridades sanitárias chinesas não conseguiram estabelecer relações epidemiológicas entre os infectados associando os casos às áreas geográficas. Há estudos sobre dois casos de pessoas que mantiveram contatos com aves e dois com porcos. A possibilidade de os suínos serem a fonte de contágio não foi confirmada. O especialista Ab Osterhaus, do Erasmus Medical Centre (Holanda), que está analisando o DNA do H7N9, afirmou que as sequências genômicas mostram mutações genéticas que devem colocar as autoridades em alerta, justificando maior vigilância em animais e humanos. "O vírus de certa forma já se adaptou a espécies mamíferas e a seres humanos, então desse ponto de vista é preocupante", disse ele à agência Reuters. Os primeiros dados indicam que o H7N9 produz sintomas brandos nas aves, o que pode dificultar sua detecção. Contudo, segundo os especialistas, isto não significa que, ao atingir os humanos, o vírus produza apenas uma gripe leve - na verdade, os primeiros casos apresentam uma taxa de mortalidade muito elevada (30%). Outras cepas de gripe aviária, como a H5N1, têm circulado por muitos anos e podem ser transmitidas de ave para ave, e das aves para o ser humano, mas não de humano para humano. No ano passado, uma polêmica internacional envolveu o trabalho de dois grupos de cientistas que induziram mutações genéticas em laboratório que tornaram o vírus H5N1 transmissível entre mamíferos. Não há registro de trabalhos semelhantes com a nova cepa H7N9. http://www.diariodasaude.com.br/

Vacina contra Doença de Chagas mostra elevada eficácia

Armas biológicas A Universidade do Texas (EUA), mantenedora do Laboratório Nacional Galveston, anunciou ter perdido um de seus frascos contendo amostras de um vírus mortal. O laboratório, especializado em bioterrorismo e combate a doenças emergentes, mantém amostras dos vírus mais perigosos conhecidos pela humanidade em uma instalação de segurança máxima, onde os vírus ficam congelados. Mesmo a segurança máxima, contudo, não foi capaz de evitar a perda de um dos cinco frascos contendo vírus do guanarito, uma febre hemorrágica que causou mortes na Venezuela. O guanarito ocorre naturalmente em roedores, e foi transmitido para agricultores por meio de poeira do solo contaminada com excreções de ratos. Cerca de um terço dos infectados com o vírus morreram de febre hemorrágica. A falta do frasco foi detectada em um levantamento de rotina - todos os cinco frascos foram inspecionados no inventário anterior, feito em Novembro do ano passado. Sumiços comuns Segundo Scott Weaver, diretor científico do laboratório, não foram encontrados indícios de violação do freezer com acesso restrito e nem problemas técnicos no sistema de segurança. Isso o leva a suspeitar de que o frasco possa ter-se quebrado dentro do próprio laboratório. O evento está sendo apurado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e pelo FBI. Segundo Weaver, os próprios agentes do CDC consideram a hipótese de roubo do frasco com o vírus mortal como "extremamente improvável". Esta não é nem de longe a primeira vez que um evento desse tipo ocorre nos Estados Unidos. Segundo estatísticas do CDC, o órgão recebeu 88 relatórios de perda de vírus, germes e toxinas de alta periculosidade entre 2004 e 2010 - apenas um dos casos não foi esclarecido, e o material continua desaparecido. http://www.diariodasaude.com.br/

Cientistas debatem possível vacina para novo vírus da gripe aviária

Pesquisadores, médicos e especialistas do mundo todo estão envolvidos em debates diários sobre a ameaça do vírus da gripe aviária H7N9, uma nova cepa da doença surgida na China, incluindo discussões sobre se e quando começar a produzir uma vacina. Qualquer decisão para produzir em massa vacinas contra a gripe H7N9 não será tomada rapidamente, já que isso significa sacrificar a produção de vacinas sazonais. Cientistas advertem pode levar meses para que um modelo final da vacina chegue ao mercado. Amostras do vírus foram compartilhadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com centros de pesquisa em Atlanta, nos EUA; Pequim, na China; Londres, na Grã-Bretanha; Melbourne, na Austrália; e Tóquio, no Japão. Estes grupos estão analisando as amostras para identificar o melhor candidato a ser utilizado na manufatura da vacina, se isso for necessário. Ainda é um grande “se”, ressaltam os pesquisadores, mesmo supondo que a nova doença vai continuar a se disseminar. Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, até agora 14 casos de infecção com a gripe foram registrados no país, sendo seis em Xangai e quatro em Jiangsu. Cinco mortes foram confirmadas pela agência estatal. “É uma decisão incrivelmente difícil [produzir a vacina], porque assim que ela for tomada, teremos que deixar de produzir fazer sazonais e começar a produzir para este vírus”, disse Jeremy Farrar, especialista em doenças infecciosas e diretor de uma unidade de pesquisa da Universidade de Oxford instalada no Vietnã. A produção de uma nova vacina pode significar a falta de imunização contra a gripe comum, que, embora não seja grave na maioria das pessoas, ainda causa milhares de mortes pelo mundo. Maior fabricante de vacinas da gripe do mundo, o Sanofi Pasteur afirma estar em contínuo contato com a OMS, através da Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticos, mas que ainda é cedo para tomar qualquer decisão. Outros importantes fabricantes de vacina da gripe incluem as empresas GlaxoSmithKline e a Novartis. Resultados de testes preliminares sugerem que a nova cepa da gripe responde ao tratamento com os medicamentos Tamiflu e Relenza, segundo a OMS. Ainda não há evidências de transmissão da gripe H7N9 de pessoas para pessoas, e cientistas não sabem qual o potencial da cepa para se desenvolver em uma pandemia humana. Wendy Barclay, virologista do Imperial College London, disse que um importante argumento contra agir cedo demais é o financeiro. “Existe a possibilidade de que pesquisadores da gripe corram para trabalhar no H7N9, e que subsídios sejam concedidos para pesquisa intensiva para desenvolver vacinas. Isso poderia significar jogar dinheiro pelo ralo”, disse ele, refletindo que os atuais mecanismos de combate ao vírus podem ser eficientes “o suficiente para que não tenhamos que nos preocupar com isso”. Barclay disse que os cientistas deveriam primeiro se concentrar em obter “a biologia prática e a análise sequencial” do vírus antes de decidirem agir. (Fonte: G1)

SC: cientistas fazem expedição às profundezas do oceano Atlântico

Pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina, integrarão a equipe de cientistas que participará do cruzeiro Iata-piuna, entre os dias 9 de abril e 27 de maio, para exploração da margem continental brasileira. O grupo da Univali fará estudos biológicos e geológicos de mar profundo na Bacia de Santos, Elevação do Rio Grande e Dorsal de São Paulo. A iniciativa será a primeira exploração da margem continental brasileira utilizando um submersível tripulado. José Angel Alvarez Perez, um dos cientistas da Univali, explica que os objetivos da pesquisa levam em conta a necessidade de suprir a escassez de conhecimento da biodiversidade de ambientes profundos no centro do Atlântico Sul. “Este conhecimento é importante uma vez que pode revelar as possíveis conexões entre a diversidade das regiões profundas, desde a margem do nosso continente até a cadeia de montanhas meso-oceânicas”. Outro ponto importante, segundo o pesquisador, é o fato de montanhas submarinas de grande dimensão como a Elevação do Rio Grande poderem concentrar vida profunda não apenas sobre sua superfície, mas também na coluna de água centenas de metros sobre seu topo. “Como está localizada sobre uma vasta área oceânica pobre em nutrientes e produção biológica, essas áreas podem funcionar como um verdadeiro oásis marinho”, aponta. Durante a expedição será utilizado o submersível Shinkai 6500, atualmente um dos poucos no mundo capaz de levar até três tripulantes seis mil metros abaixo da superfície do oceano, produzir imagens em alta resolução das áreas pesquisadas, além de coletar, por meio de braços robotizados, organismos de diferentes tamanhos e amostras de água e solo marinho. Os resultados obtidos alimentarão o conjunto de informações já publicadas pelo grupo da Univali na área do projeto Mar-Eco Atlântico Sul, que têm atividades apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). (Fonte: Terra)

O perigo das canetas e apontadores laser

Luz que cega Pesquisadores de um dos laboratórios de metrologia mais respeitados do mundo emitiram um parecer preocupante sobre os apontadores e canetas laser vendidos no mercado. O Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos testou 122 apontadores laser e descobriu que quase 90% das canetas laser de cor verde, e 44% das canetas laser de cor vermelha, estão fora dos limites de segurança impostos internacionalmente. Os apontadores laser foram projetados para serem utilizados por professores e palestrantes para indicar informações na lousa ou em apresentações eletrônicas. Contudo, eles são hoje mais conhecidos pelo seu mau uso, incomodando jogadores nos estádios e quadras e até pilotos de avião. Como são muitos baratos e largamente disponíveis no comércio, muitos pais dão esses instrumentos aos filhos como se fossem brinquedos - negligenciando o fato de que a luz laser intensa pode causar danos irreversíveis à visão. Perigo das canetas laser A legislação norte-americana estabelece uma potência máxima para os lasers portáteis de 5 miliwatts na porção visível do espectro, e 2 miliwatts na porção infravermelha. Contudo, cerca de metade de todos os aparelhos testados emite pelo menos duas vezes mais do que a norma estabelecida - no pior caso, uma caneta laser emitiu 66,5 miliwatts, mais de 13 vezes acima do limite. Os lasers verdes geram luz na cor verde a partir da luz infravermelha. Em termos ideais, o dispositivo deve ser projetado e fabricado de forma a confinar a luz infravermelha do laser no interior do invólucro. A luz infravermelha é essencialmente calor, podendo provocar desde um ligeiro aquecimento, até queimaduras graves, por exemplo, se a luz atingir os olhos. No entanto, de acordo com os resultados da medição realizada pela NIST, mais de 75% das canetas laser testadas emitem luz infravermelha acima dos limites permitidos. Preocupado com a questão em nível internacional, o pesquisador Joshua Hadler, responsável pelo teste, projetou um equipamento simples, que poderá ser facilmente replicado por órgãos de metrologia dos demais países - no Brasil, esses testes são realizados pelo INMETRO. http://www.diariodasaude.com.br/

A incrível bactéria que transforma hospedeiros machos em fêmeas e os permitem se reproduzirem assexuadamente

A ciência ainda tem muito a aprender sobre doenças transmitidas por mosquitos, carrapatos e similares. Os mecanismos com o qual eles chegam ao ser humano são conhecidos, mas pouco se sabe da relação entre eles, na condição de hospedeiros, e os verdadeiros agentes – as bactérias ou vírus que eles carregam. Na busca para aprender mais sobre o assunto, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) fez uma descoberta incrível: uma bactéria que muda até o sexo do hospedeiro! O nome da fera é Wolbachia. Trata-se de um gênero de bactérias relativamente comum e conhecido dos cientistas há quase 90 anos. A Wolbachia é dona de uma “versatilidade” imensa, capaz de infectar mais de um milhão de espécies de insetos, artrópodes e vermes pelo mundo afora. Mas infectar é pouco para ela. A bactéria altera a vida reprodutiva do hospedeiro em questão. Algumas matam apenas os hospedeiros machos. Outras transformam os machos em fêmeas desativando certos hormônios. Há as que tornam as hospedeiras fêmeas capazes de se reproduzir assexuadamente. E algumas permitem que apenas os embriões de fêmeas infectadas consigam sobreviver, matando os embriões machos. Os meios com os quais elas fazem tudo isso ainda não estão claros para os cientistas. Há até poucos anos, acreditava-se que uma bactéria infectante não sofria mais evolução depois de entrar na célula de um hospedeiro. Esta crença foi derrubada com estudos recentes, que provaram que as bactérias Wolbachia podem se mover de uma célula a outra dentro do hospedeiro, e mais: carregam dentro de si um vírus que pode inserir elementos genéticos novos a elas. Entender melhor o que acontece com as bactérias Wolbachia pode ser a chave para controlar um sem-número de doenças pelo mundo. Elefantíase e dengue são exemplos de males altamente disseminados pelo mundo, transmitidos por vermes e mosquitos – respectivamente – que têm uma relação estreita com tais bactérias. Os cientistas pretendem, dessa maneira, usar a Wolbachia a favor da saúde pública. [Live Science / Immortality Medicine]

Transístor biológico leva computação para interior de células vivas

Caminhos da computação Quando Charles Babbage idealizou sua primeira máquina computacional, ele imaginou usar engrenagens e travas para controlar e armazenar a informação. Mas os primeiros computadores viáveis, os eletrônicos, usam não a força mecânica, mas a eletricidade - eles começaram com as válvulas, e depois migraram para os semicondutores de estado sólido atuais. Conforme as limitações da abordagem microeletrônica vão ficando claras, os cientistas estão atuando em duas frentes: ir ainda mais fundo no reino da miniaturização, com os computadores, ou dar uma guinada radical, rumo ao reino da biologia. Há poucos dias, engenheiros da IBM apresentaram um transístor iônico líquido, cujo projeto foi inspirado nas sinapses entre os neurônios. Jerome Bonnet e seus colegas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foram mais radicais. Eles construíram um transístor biológico no qual material genético - DNA e RNA - substitui o trabalho feito pelos elétrons na eletrônica. Transcriptor A equipe batizou seu transístor biológico de transcriptor. "Transcriptores são o componente chave por trás da lógica genética, de forma similar àquilo que os transistores fazem na eletrônica," disse Bonnet. A equipe já havia gravado danos binários em moléculas de DNA, mas agora eles foram além dos dados, criando uma forma de efetuar computações no interior de células vivas. Uma lógica biológica baseada nos transcriptores poderá permitir, por exemplo, gravar quando uma célula foi exposta a um determinado estímulo externo ou fator ambiental, ou mesmo ter suas funções ligadas ou desligadas, o que inclui sua capacidade de se multiplicar. "Os computadores biológicos poderão ser usados para estudar e reprogramar sistemas vivos, monitorar ambientes e melhorar a terapêutica celular," disse Drew Endy, orientador do trabalho. Computador biológico Na eletrônica, um transístor controla o fluxo de elétrons ao longo de um circuito. Do mesmo modo, em biologia, um transcriptor - ou transcritor - controla o fluxo de uma proteína específica, a RNA polimerase, à medida que ela viaja ao longo de uma cadeia de DNA. "Reprogramamos um grupo de proteínas naturais, chamadas integrases, para realizar o controle digital do fluxo da RNA polimerase ao longo do DNA, o que por sua vez permitiu que controlássemos a lógica genética," disse Endy. Usando os transcriptores, o grupo criou o que é conhecido como portas lógicas, que podem dar respostas do tipo verdadeiro ou falso (1 ou 0) para qualquer questão que possa ser colocada na forma de uma combinação bioquímica. Eles batizaram suas portas lógicas de "BIL gates" (Boolean Integrase Logic), ou seja, portas baseadas em lógica booleana da integrase. O experimento ainda não produziu um computador biológico legítimo, mas é o passo imediatamente anterior a isso - agora é só montar as portas de forma a criar um circuito que realize os cálculos e armazene as informações. Bibliografia: Amplifying Genetic Logic Gates Jerome Bonnet, Peter Yin, Monica E. Ortiz, Pakpoom Subsoontorn, Drew Endy Science Vol.: ScienceXpress Reports DOI: 10.1126/science.1232758 http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Mortandade de animais devido a incêndio no Taim preocupa ecologistas

O incêndio que devastou mais de 3 mil hectares da Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul, deve afetar direta ou indiretamente a vida de diversas espécies que vivem no local. Aprisionados em meio ao fogo que se alastrou durante seis dias em uma das principais reservas brasileiras – destacada pela grande biodiversidade que abriga -, muitos animais e plantas serão afetados pela destruição do ambiente, apontam especialistas ouvido pelo Terra. Além do controle das chamas, uma das principais preocupações de ecologistas é a mortandade da fauna e da flora. Pesquisadores estimam que aves e répteis sejam os principais atingidos, porém anfíbios, mamíferos e a vegetação da área também devem sofrer com o impacto do incêndio. Mesmo entre os animais que sobreviverem, os danos causados ao ambiente devem modificar os hábitos das espécies e alterar seu comportamento pelas próximas semanas. “A curto prazo, muitos animais vão morrer”, estima o professor de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Daniel Loebmann, especialista em répteis. “A mobilidade dessas espécies é baixa, e os répteis devem ser bastante afetados. Já os anfíbios têm a tendência de fugir para a água, e ali a mortandade deve ser bem menor”, avalia o pesquisador. As aves também devem sofrer com os prejuízos causados pelo incêndio de grandes proporções. “Estimamos que as aves de pequeno porte que vivem no meio do junco (palha), principalmente os pássaros, possam ser as mais afetadas”, afirma Leandro Bugoni, professor de Ecologia da Furg. Os danos podem ocorrer tanto de maneira direta (animais morrendo cercados pelo fogo) quanto indireta (pela capacidade reduzida de deslocamento), alertam os ambientalistas. Até os animais que continuam vivos nos arredores da área atingida inspiram cuidados: o ambiente, afinal, ficou comprometido ao longo de uma vasta área. “O mais preocupante é a destruição do ambiente em si, onde elas (as aves) têm abrigo, buscam comida, se escondem dos predadores. Mesmo que sobrevivam, não há para onde retornar. Existe agora a dificuldade de encontrar refúgio, e o ambiente onde elas são protegidas do vento frio, das chuvas, pode deixar de existir”, pondera Bugoni. Perspectivas – Os especialistas estimam que a época em que o incêndio ocorreu contribui para que os danos não sejam tão graves. As grandes colônias de aves, principalmente marinhas – pelas quais o Taim é reconhecido -, receberam pouco impacto. O prejuízo ao ambiente seria muito maior se a devastação tivesse ocorrido no período de reprodução das espécies. Nesta época, porém, a possibilidade de recolonização é alta, e a perspectiva é que a variedade e quantidade de animais permanece estável ou se recupere em um curto período. “Se o incêndio tivesse atingido colônias grandes (de aves), o impacto seria muito maior; se ocorresse época de reprodução (primavera e verão), impediria o nascimento de diversas aves naquele ano”, disse Bugoni. Para Loebmann, o impacto das chamas é muito local, e o ambiente deve se recuperar em breve. “As áreas afetadas provavelmente serão recuperadas. Com o tempo, os animais vão recolonizar o ambiente. Esse é o cenário que a gente espera.” Quanto à flora, também há otimismo por parte dos responsáveis pelo parque. O chefe da Estação, Henrique Ilha, do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), estima que a vegetação deve se recuperar rápido, pois o local atingido é coberto por água. “O que está queimando é a palha seca por cima, que se recupera em pouco tempo”, afirmou ele. Ele reforça que o maior impacto deve ser sentido pela fauna: “o maior prejuízo é para pequenos animais, como anfíbios, répteis e roedores, que têm mais dificuldade para se locomover, já que o fogo avança muito rápido”. (Fonte: Terra)

Núcleo de laboratórios vai pesquisar sobre exploração do pré-sal

Com o objetivo de reduzir os custos da exploração de petróleo, especialmente na área do pré-sal, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) inaugurou o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos, no Centro de Tecnologia 2, na Cidade Universitária. O núcleo é o primeiro do país a reunir, em um só local, um conjunto de laboratórios que estudam de forma integrada e complementar o processo de escoamento de óleo e gás. A perfuração de poços na camada do pré-sal requer cerca de US$ 2 milhões por dia, incluindo pessoal e equipamentos, estima a Coppe. Nos três laboratórios, que ocupam área total de 5.400 metros quadrados, serão feitos estudos e ensaios sobre perfuração, intervenção de poços de petróleo, elevação artificial e separação primária do óleo. A iniciativa visa a desenvolver técnicas e equipamentos capazes de contribuir para aumentar a produção da Petrobras, como, por exemplo, processo para reduzir o tempo de separação do petróleo da água. A maior parte do investimento veio da própria Petrobras e os recursos adicionais foram repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

EUA analisam efeito de celulares sobre a saúde humana

Autoridades reguladoras dos EUA estão examinando como as frequências de rádio emitidas por celulares e outros equipamentos sem fio afetam as pessoas, em meio a persistentes preocupações sobre os riscos dessas radiações. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) disse na sexta-feira (29) que está solicitando pareceres de outras agências e especialistas em saúde a respeito da necessidade de atualizar seus padrões sobre a exposição aos campos eletromagnéticos dos telefones, já que eles se aplicam particularmente a crianças. A última revisão dos padrões da FCC aconteceu em 1996, antes do uso praticamente universal dos equipamentos de telefonia celular. Mas os funcionários da agência dizem não ter razão concreta para acreditar que os atuais padrões sejam inadequados, e qualificaram como rotineiro esse procedimento, anunciado em documentos divulgados na sexta-feira pela internet. Os cientistas ainda não foram capazes de determinar se as ondas de rádio emitidas por dispositivos móveis constituem ameaças ao cérebro e a outras partes do corpo humano, mas os estudos continuam, já que o número de dispositivos sem fio em poder dos norte-americanos, já na casa das centenas de milhões, continua crescendo. (Fonte: G1)

sábado, 30 de março de 2013

Destruição com incêndio no Taim atinge 2 mil ha

Bombeiros retomam combate por terra a incêndio no Taim Avião com capacidade para três mil litros de água irá decolar após preparação de nova pista. A Brigada de incêndio da Estação Ecológica (Esec) do Taim reiniciou às 6h30min deste sábado o combate por terra do fogo que atinge a reserva ecológica deste a última terça-feira. “Com isso, ganhamos um quilômetro até o primeiro foco”, diz o chefe da Estação, Henrique Ilha. Segundo Ilha, a partir das 7h30min, o avião menor começou a lançar água sobre as chamas. O segundo avião, que tem uma capacidade para três mil litros de água, ainda não havia decolado, porque o piloto não sentiu segurança na pista improvisada para a decolagem e aterrissagem das aeronaves. Segundo Ilha, uma nova pista está sendo preparada em outra fazenda, nas proximidades. A expectativa é de que até o final da manhã deste sábado, as duas aeronaves possam atuar juntas no combate às chamas e amenizar o incêndio, que começou na manhã da última terça-feira e já consumiu dois mil hectares de vegetação. Na avaliação do chefe da Esec, a situação hoje é bem melhor do que ontem, pois a equipe da estação conseguiu extinguir as chamas que já ultrapassavam o canal que divide o norte e o sul da estação. http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=494811 Destruição com incêndio no Taim atinge 2 mil ha Combate na área da estação ecológica recebeu reforço nessa sexta-feira com a chegada de dois aviões de maior porte da Bahia. O combate ao incêndio que atinge desde terça-feira a Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul, foi reforçado por volta das 11 horas deste sábado, 30, com o início da operação do segundo avião. Duas aeronaves chegaram no final da tarde de ontem, 29, da Bahia. O fogo, contudo, continua a consumir a reserva. A estimativa é de que 2 mil hectares tenham sido destruídos, o equivalente a 2,5 mil campos de futebol. As aeronaves são contratadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio), responsável pela unidade. Um avião tem capacidade para 2 mil litros e o outro para 3 mil litros de água. O chefe da estação ecológica, Henrique Ilha, disse acreditar que o trabalho de extinção do fogo levará pelo menos mais dois dias. “Com a chegada dos aviões, agora nós estamos conseguindo avançar”, disse Ilha. Oitenta brigadistas continuam lutando por terra para debelar o incêndio. A Estação Ecológica do Taim foi criada em 1986 e é formada por dunas litorâneas, lagoas e campos. Também é berçário de aves migratórias e abriga animais como o jacaré-de-papo-amarelo e o cisne-de-pescoço-preto. fonte: Folhapress

sexta-feira, 29 de março de 2013

Incêndio já atingiu 1,4 mil hectares do Taim, estima chefe da reserva

(Foto: CMBio/Divulgação) Até quarta (27) a área atingida era de 700 hectares, segundo ICMBio. Equipe tenta formar barreira pelo solo para evitar que fogo se alastre. A área da Estação Ecológica do Taim atingida por um incêndio no Rio Grande do Sul aumentou para 1,4 mil hectares nesta quinta-feira (28), segundo estimativa do coordenador do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Henrique Ilha, responsável pela reserva. Na quarta-feira (27) à noite a equipe que trabalha no combate as chamas contabilizava 700 hectares. O fogo começou na manhã de terça-feira (26). Os trabalhos foram suspensos durante a noite devido à baixa visibilidade. Retomada às 7h desta quinta, a ação é realizada com dois aviões agrícolas que suportam 700 litros de água cada. Ainda são esperados para as próximas horas dois aviões do ICMBio da Bahia, com capacidade para 2 mil litros de água cada, para reforçar o combate às chamas, concentradas em uma área de difícil acesso. Barreiras pelo solo O Corpo de Bombeiros avalia também a possibilidade de combate ao fogo por terra. Segundo Henrique Ilha, em partes onde as chamas saíram do banhado e chegaram a uma área mais arenosa, a ação pode ser realizada. "Estamos tentando evitar que se alastre pela região. No miolo do fogo, inacessível, uma parte vai acabar se extinguindo sozinho por falta de combustível, tem muita umidade. E a outra vai avançar até encontrar áreas mais arenosas, onde também poderemos fazer combate por terra. Mas ainda vai levar mais um dia ou dois, estamos nos organizando para isso", disse ele em entrevista à Rádio Gaúcha pela manhã. Ainda não há como saber os prejuízos causados a fauna e flora. No banhado, que constitui a maior parte da vegetação da reserva, vivem várias espécies de animais, como capivaras, ratões, jacarés, tartarugas, entre outras, além de centenas de espécies diferentes de aves. A reserva do Taim abrange uma área de 34 mil hectares, entre os municípios do Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar. A estação fica em uma faixa de terra localizada entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo ao Arroio Chuí, na fronteira do Brasil com o Uruguai. Criada por decreto em 1986, a estação do Taim é uma das 312 unidades de conservação federais geridas pelo ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. É considerada uma das mais importantes reservas, em função da grande biodiversidade que abriga. Chuva pode demorar a chegar Uma maneira de conter mais rapidamente as chamas seria com a água da chuva. No entanto, a previsão do tempo não indica precipitação em volume considerável para a Região Sul do estado nos próximos dias. Segundo o meteorologista Cléo Kuhn, somente na terça-feira (2) é que deve chover com maior intensidade. "Não tem nenhuma chance hoje, para amanhã também não. Aparece possibilidade nos prognósticos de chuva leve no sábado à tarde, mas sem garantias, e depois há possibilidade para o final da segunda-feira, mas o mais certo seria na terça da semana que vem", salientou. http://g1.globo.com

Livro relata práticas de agricultura sustentável no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou, em Brasília, a primeira edição do livro Gestão Sustentável na Agricultura. A obra reúne iniciativas de sucesso, implantadas pelo agronegócio brasileiro, a fim de esverdear as práticas do setor, bastante expressivo para a economia do país. Os projetos selecionados são descritos, com detalhes, nas 100 páginas da publicação, em português e, também, em inglês. A ideia é que o livro sirva de referência para outras organizações do setor – brasileiras e internacionais – que estejam dispostas a trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável da agricultura. O Mapa, que ainda pretende lançar outras edições da obra, com novas experiências bem-sucedidas de gestão agrícola sustentável, distribuirá cinco mil exemplares da publicação para empresas, embaixadas, cooperativas, sindicatos, institutos de ensino e pesquisa e organismos internacionais, além das Superintendências Federais de Agricultura dos Estados brasileiros. Os interessados em adquirir o livro podem solicitá-lo por e-mail ao Ministério. Em breve, a versão online da obra será disponibilizada no site do Mapa. (Fonte: Planeta Sustentável)

Montanha de 23 mil metros quadrados de lixo ameaça água de Pequim

Uma montanha de lixo que ocupa um espaço de 23 mil m² nos arredores de Pequim ameaça contaminar um dos lagos que fornece água à capital chinesa, informa neste sábado a imprensa local. O “lixão” fica em um antigo vale de 50 metros de profundidade no condado de Xinglong, a cerca de 100 quilômetros a leste de Pequim. Embora o lugar não seja mais usado para despejo de detritos por falta de espaço desde 2009, depois de 20 anos de uso, e de já ter sido construído um dique para evitar a sua expansão, os especialistas acreditam que em dias de chuva muito forte o lixo chegará ao lago de Jinhai, uma das principais fontes de água potável da capital. A notícia chega em um momento de muita mobilização por causas ambientais na China, depois que em Pequim foram atingidos níveis recordes de poluição atmosférica, e que em Xangai foram encontrados 15 mil porcos mortos em rios da cidade e de seus subúrbios. (Fonte: Terra)

Hora do Planeta faz 7 mil cidades apagarem as luzes no mundo todo

A Hora do Planeta, que convida a população a apagar as luzes por uma hora em atenção à preservação dos recursos naturais, mobilizou no sábado (23) mais de 7 mil cidades de mais de 150 países e territórios. No Brasil, monumentos públicos, empresas e residências de pelo menos 113 cidades ficaram às escuras, das 20h30 às 21h30. O evento ocorre desde 2007 pela organização não governamental (ONG) WWF. No primeiro ano, ocorreu apenas em Sydney, cidade mais populosa da Austrália, e já em 2008 se espalhou por vários países do mundo. Atualmente, a Hora do Planeta tem uma série de ações integradas envolvendo cultura e ativismo político e ambiental para proteção do meio ambiente. No Brasil, foi registrado o apoio de 113 cidades e de 480 empresas e organizações. Brasília, cidade-âncora da Hora do Planeta no país, apagou as luzes em espaços famosos como a Catedral Metropolitana, o Congresso Nacional e a Esplanada dos Ministérios. Pedaladas, shows e mobilização de artistas foram organizados em várias cidades brasileiras e também pela internet. De acordo com a WWF Brasil, o foco da Hora no Planeta neste ano foi o cuidado com a água – 2013 foi eleito pela Unesco o Ano Internacional de Cooperação pela Água. A ONG lembra que a água, por meio das usinas hidrelétricas, é a principal fonte de energia do país. “Energia, água e qualidade de vida estão todas intimamente ligadas”, destaca a secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília de Brito. (Fonte: Agência Brasil)