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sexta-feira, 15 de março de 2013

Relatório da ONU prevê ‘catástrofe ambiental’ no mundo em 2050

Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma “catástrofe ambiental” em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável. De acordo com a previsão de desastre apresentada pelo relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza em 2050 como consequência do problema ambiental. Desse total, 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na miséria, e os outros 800 milhões seriam aqueles impedidos de sair dessa situação por causa das calamidades do meio ambiente. No cenário mais grave, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) global diminuiria 15% em 2050, chegando a uma redução de 22% no Sul da Ásia (Índia, Paquistão, Sri Lanka, Nepal, Bangladesh, Butão e Maldivas) e de 24% na África Subsaariana (todos os países ao sul do Deserto do Saara). Mudanças climáticas e pressões – As mudanças climáticas e as pressões sobre os recursos naturais e ecossistemas têm aumentado muito, independentemente do estágio de desenvolvimento dos países, segundo o relatório. E o texto também destaca que, a menos que sejam tomadas medidas urgentes, o progresso do desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado. O Pnud aponta, ainda, que os protestos em massa contra a poluição ambiental têm crescido em todo o mundo. Por exemplo, manifestantes em Xangai, na China, lutaram por um duto de águas residuais (provenientes de banhos, cozinhas e uso doméstico em geral) prometido, enquanto na Malásia moradores de um bairro se opuseram à instalação de uma refinaria de metais de terras raras – 17 metais conhecidos como “ouro do século 21″, por serem raros, valiosos e de grande utilidade. O relatório reforça também que as principais vítimas do desmatamento, das mudanças climáticas, dos desastres naturais e da poluição da água e do ar são os países e as comunidades pobres. E, para o Pnud, viver em um ambiente limpo e seguro deve ser um direito, não um privilégio. Além disso, sustentabilidade e igualdade entre os povos estão intimamente ligadas. Desastres naturais em alta – Além disso, de acordo com o texto divulgado nesta quinta-feira, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo, tanto em frequência quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas. Apenas em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões (R$ 730 bilhões) e 1 milhão de pessoas sem casas. O impacto mais severo foi para os pequenos países insulares em desenvolvimento, alguns dos quais sofreram perdas de até 8% do PIB. Em 1988, Santa Lucía – localizado nas Pequenas Antilhas, no Caribe – perdeu quase quatro vezes seu Produto Interno Bruto (PIB) por causa do furacão Gilbert, enquanto Granada – outro país caribenho – perdeu duas vezes o PIB em decorrência do furacão Iván, em 2004. Desafios mundiais – O relatório do Pnud ressalta, ainda, que os governos precisam estabelecer acordos multilaterais e formular políticas públicas para melhorar o equilíbrio das condições de vida, permitir a livre expressão e participação das pessoas, administrar as mudanças demográficas e fazer frente às pressões ambientais. Um dos grandes desafios para o mundo, segundo o texto, é reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Apesar de os lançamentos de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera parecerem aumentar com o desenvolvimento humano, essa relação é muito fraca, destaca o Pnud. Isso porque, em todos os níveis de IDH, alguns países equivalentes têm uma maior emissão de CO2 que outros. Além disso, pode haver diferenças grandes entre as províncias ou estados de um mesmo país, como é o caso da China. Esses resultados, de acordo com o relatório, reforçam o argumento de que o progresso humano não demanda um aumento no uso de CO2, e que políticas ambientais melhores poderiam acompanhar esse desenvolvimento. Segundo o Pnud, alguns países já têm se aproximado desse nível de desenvolvimento, sem exercer uma pressão insustentável sobre os recursos ecológicos do planeta. Mas responder globalmente a esse desafio exige que todas as nações adaptem suas trajetórias. Os países desenvolvidos, por exemplo, precisam reduzir a chamada “pegada ambiental”, ou seja, quanto cada habitante polui o planeta (como se fosse um PIB do meio ambiente). Já as nações em desenvolvimento devem aumentar o IDH, mas sem elevar essa pegada. Na visão do Pnud, tecnologias limpas e inovadoras podem desempenhar um papel importante nesse processo. Mas, para reduzir a quantidade necessária de emissões de gases de efeito estufa, os países dos hemisférios Norte e Sul têm que chegar a um acordo justo e aceitável para todos, como compartilhar as responsabilidades, informa o relatório. Acordos e investimentos – Na Rio+20, Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012, foi negociado entre os governos da região da Ásia e do Pacífico um acordo para proteção do maior recife de corais do mundo, o chamado Triângulo de Coral, que se estende desde a Malásia e a Indonésia até as Ilhas Salomão. A área é responsável por fornecer o sustento para mais de 100 milhões de pessoas. Além disso, alguns países estão trabalhando juntos na bacia do Rio Congo para combater o comércio ilegal de madeira e preservar o segundo maior território florestal do mundo. Bancos regionais de desenvolvimento também apresentaram uma iniciativa que conta com US$ 175 bilhões (R$ 350 bilhões) para promover o transporte público e ciclovias em algumas das principais cidades do mundo. Outra parceria envolve a China e o Reino Unido, que vão testar tecnologias avançadas de combustão de carvão. Já os EUA e a Índia firmaram um acordo para o desenvolvimento de energia nuclear na Índia. Alguns países também estão desenvolvendo e compartilhando novas tecnologias verdes. A China, o quarto maior produtor de energia eólica do mundo em 2008, é também a maior fabricante global de painéis solares e turbinas para geração de energia pelo vento. E, na Índia, os investimentos em energia solar aumentaram 62% em 2011, chegando a US$ 12 bilhões (R$ 24 bilhões) – os maiores do planeta. Já o Brasil elevou seus investimentos tecnológicos para energias renováveis em 8%, chegando a US$ 7 milhões (R$ 14 milhões). Promessas – Até 2020, a China também prometeu cortar suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45%. E, em 2010, a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Além disso, no ano passado, políticos coreanos aprovaram um programa para reduzir as emissões de fábricas e usinas de energia. Na Rio+20, Moçambique anunciou ainda uma nova rota de economia verde. E o México promulgou recentemente uma lei para reduzir as emissões de CO2 e apostar em energias renováveis. No Fórum de Bens de Consumo da Rio+20, as empresas Unilever, Coca-Cola e Wal-Mart – classificadas entre as 20 melhores multinacionais do mundo – também prometeram eliminar o desmatamento de suas cadeias de abastecimento. Além disso, a Microsoft prometeu que em 2012 se tornaria nula em emissões de carbono. E a companhia Femsa, que engarrafa bebidas – como a Coca-Cola – na América Latina, manifestou que obteria 85% de suas necessidades energéticas no México a partir de recursos renováveis. Mas, apesar de muitas iniciativas promissoras, ainda existe ainda uma grande diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas modestas promessas, destaca o Pnud. (Fonte: Globo Natureza)

Células de câncer aproveitam caos genético para se reproduzir

Número de cromossomos Cientistas descobriram como as células de câncer se aproveitam do "caos" de seu código genético para se espalhar pelo corpo. As células de câncer que formam um tumor são muito diferentes entre si e, assim, tornam-se mais resistentes aos medicamentos, facilitando sua proliferação. A pesquisa, publicada na revista especializada Nature, constatou que as células de câncer que usavam sua matéria-prima ficavam "estressadas" e cometiam erros ao fazer cópias de seus códigos genéticos. A maioria das células normais no corpo humano tem 46 cromossomos. No entanto, algumas células cancerosas podem ter mais de 100 cromossomos. Além disso, tal padrão é inconsistente: células cancerosas podem ter números diferentes de cromossomos entre si. Para os cientistas, essa diversidade ajuda os tumores a não serem afetados pelos tratamentos e a "colonizarem" novas partes do corpo. Caos e ordem Os cientistas da organização Cancer Research UK e da Universidade College de Londres queriam descobrir como o câncer se transforma em algo tão diverso, com células tão diferentes entre si. Anteriormente se acreditava que, quando uma célula cancerosa se separava para criar duas novas células, os cromossomos não eram divididos de forma igual entre as duas. No entanto, Charles Swanton e seus colegas não encontraram sustentação para essa hipótese. Os cânceres são levados a fazer cópias deles mesmos. No entanto, se as células cancerosas não têm mais os tijolos de construção de seu DNA, elas desenvolvem o chamado "estresse de replicação de DNA". De acordo com a pesquisa, é a partir desse "estresse" que surgem os erros e os tumores diversos. "É como construir uma ponte sem todos os tijolos e cimento o bastante para as fundações. Contudo, se você pode fornecer os blocos de DNA, você pode reduzir o estresse de replicação e limitar a diversidade nos tumores, o que pode ser terapêutico", afirmou Swanton. Terapia estranha O professor admitiu que "parece errada" a ideia de que pode ser terapêutico fornecer o combustível para o crescimento de um câncer. Mas o pesquisador afirmou que o estudo prova que o estresse de replicação era a raiz do problema e que novas ferramentas podem ser desenvolvidas para lidar com isso. Os pesquisadores identificaram três genes perdidos com frequência em células de câncer de intestino diferentes, que foram muito importantes para o câncer que está passando pelo processo de estresse de replicação de DNA. Todos estavam localizados em uma região do cromossomo 18. "Esta região do cromossomo 18 é perdida em muitos tipos de câncer, sugerindo que este processo não é visto somente no câncer de intestino", afirmou o professor Nic Jones, cientista-chefe da organização Cancer Research UK. "Cientistas agora podem começar a procurar formas de evitar que isto ocorra ou usar esta instabilidade contra o câncer", acrescentou. Os próximos estudos vão investigar se esse mesmo estresse causa a diversidade em outros tipos de tumores. http://www.diariodasaude.com.br

Nanopartículas com veneno de abelha destroem HIV

Gel anti-HIV Nanopartículas carregadas com uma toxina encontrada no veneno das abelhas conseguiram destruir o HIV (vírus da imunodeficiência humana) sem danificar as células saudáveis ao redor. A descoberta foi feita por Joshua Hood e equipe da Universidade de Washington (EUA). Segundo ele, a técnica é um passo importante rumo ao desenvolvimento de um gel vaginal que possa evitar a transmissão do HIV, o vírus que causa a AIDS. "Nossa esperança é que, em lugares onde o HIV está sendo transmitido rapidamente, as pessoas possam usar este gel como uma medida preventiva para impedir a infecção inicial," disse ele. Melitina O veneno das abelhas contém uma potente toxina, chamada melitina, que está sendo pesquisada para combater alergias e até câncer. A melitina perfura o envelope protetor do HIV e de outros vírus. Mas ela também pode danificar rapidamente as células saudáveis, o que explica sua categoria de toxina. Os pesquisadores então anexaram a toxina a nanopartículas que, apesar de microscópicas, são muito maiores do que a própria molécula de melitina. Quando as nanopartículas entram em contato com células normais, elas simplesmente rebatem de volta, como se fossem uma bola. O HIV, por outro lado, é muito menor do que as nanopartículas, encaixando-se entre elas, justamente nos vãos onde estão as moléculas de melitina. "A melitina sobre as nanopartículas funde-se com o envelope viral," diz Hood. "A melitina forma pequenos complexos de ataque parecidos com poros, e rompe o envelope, destruindo o vírus." Veneno para outros vírus O enfoque parece mais promissor do que as estratégias usadas até agora, que tentam inibir a capacidade do vírus em se replicar - já se sabe que algumas cepas do vírus encontram maneiras de criar resistência e continuar se replicando. "Estamos atacando uma propriedade física do HIV," diz o pesquisador. "Teoricamente, não há qualquer maneira para que o vírus se adapte a isso. O vírus tem que ter um casaco protetor, uma membrana de duas camadas, que abrange o vírus inteiro". Como a melitina ataca as duas camadas de membranas indiscriminadamente, este conceito não se limita ao HIV. Muitos vírus, como aqueles das hepatites B e C, contam com a mesma espécie de envelope protetor, podendo ser vulneráveis às nanopartículas carregadas com a toxina do veneno de abelha. Redação do Diário da Saúde

Remédios para emagrecer são bons ou ruins?

Muitas pessoas que querem perder peso adotam a clássica estratégia “fechar a boca e ir pra academia”, mas têm grande dificuldade com a primeira parte e acabam recorrendo a “medicamentos” para regular o apetite. Será que é uma boa ideia? Depende. Embora haja uma grande variedade de produtos que prometem fazer com que a pessoa sinta menos fome (como a planta Hoodia gordoni ou extrato de grão de café verde), “há pouca ou nenhuma informação rigorosa em relação à eficácia desse tipo de composto”, alerta o médico Timothy Garvey, professor do Departamento de Ciências da Nutrição da Universidade do Alabama em Birmingham (EUA). “Pessoas que compram esses produtos têm grandes chances de estar jogando dinheiro fora”. Garvey recomenda que procurem orientação médica ao invés de recorrer diretamente e sem orientação a produtos para emagrecer. “Há programas de mudanças de estilo de vida e medicamentos que comprovadamente podem ajudar”. Medicamento para emagrecer aumenta risco de doenças cardiovasculares Entre os métodos de “estilo de vida”, a pesquisadora Lauren Whitt, também da Universidade, recomenda três: proteínas de manhã, gordura insaturada e frutas cítricas ao longo do dia. Os 9 emagrecedores mais populares do mundo “Há muito tempo se diz que o café da manhã ajuda as pessoas com a fome ao longo do dia, mas ele precisa ter proteína. Ovos brancos ou iogurte com pouca gordura são excelentes fontes de proteína que vão ajudar você a se sentir satisfeito por mais tempo, pois o corpo demora mais para digerir e absorver proteínas”, recomenda Whitt. Victoza (liraglutide): Novo remédio para emagrecer Quando sentir fome mais tarde, uma porção de gordura insaturada pode ajudar. “Pode soar estranho, mas essa é uma gordura saudável, portanto coma algumas colheradas de manteiga de amendoim ou uma porção de nozes”. A maioria dos remédios para emagrecer não funciona Por fim, Whitt sugere que você coma frutas cítricas (como laranja, lima e abacaxi) entre ou mesmo durante as refeições, pois isso ajuda a diminuir os níveis de insulina no organismo (evidentemente, essa sugestão não deve ser seguida por diabéticos, que sofrem justamente com baixa quantidade de insulina). “A insulina regula a quantidade de açúcar no sangue e a metabolização de gorduras, então manter os níveis de insulina sob controle ajuda a lutar com a vontade de comer um doce”. O perigo das anfetaminas É preciso ter cuidado ao procurar soluções milagrosas para emagrecer. Um caso recente de proibição de produção e comercialização de uma substância usada anteriormente como droga para emagrecimento demonstra a fragilidade de certos medicamentos. Anfetaminas são drogas sintéticas que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Edellano, em 1887, foi quem primeiro obteve essa substância em laboratório, que foi utilizada em larga escala durante a Segunda Guerra Mundial para manter soldados acordados e mais ativos no esforço de guerra. Com sua ampla utilização, ficou evidente que as anfetaminas, que se mostraram eficazes para deixá-los mais atentos e confiantes, também diminuíam a sensação de fome e fadiga. Passado algum tempo, porém, as autoridades médicas da Inglaterra verificaram que, sob o efeito dessas drogas, o desempenho dos pilotos ficava seriamente comprometido e proibiram seu uso. Mais tarde, quando a ação das anfetaminas como inibidoras do apetite foi comprovada, elas passaram a ser tomadas por pessoas que queriam perder peso. Uma pesquisa revelou que o Brasil era o maior consumidor mundial de anfetaminas – para cada mil habitantes, nove comprimidos de anfetamina eram consumidos por dia. Essa droga que produz tolerância e traz prejuízos indiscutíveis à saúde agora foi proibida no país. Segundo o Dr. Táki Cordás, dependendo da droga, sua ação pode durar oito, dez ou até doze horas. Passado o efeito, porém, o indivíduo se sente deprimido, angustiado, como se estivesse descarregado, o que provoca a necessidade de consumir de novo um ou mais comprimidos. O ecstasy ou MDMA, sigla dessa droga, é um derivado da anfetamina. As anfetaminas agem não só sobre o cérebro, mas sobre outros órgãos e provocam aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, arritmias, diarreias, gastrite, tremor fino de mãos, boca seca, irritabilidade intensa, etc. Podem, ainda, ser responsáveis por episódios de intestino preso que, muitas vezes, se alternam com crises de diarreia. Certos tipos de anfetaminas podem até provocar mais acidentes vasculares cerebrais, ou derrames, em virtude do grande aumento da pressão arterial que provocam. Por conta de tudo isso, ano passado, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a venda de parte dos medicamentos inibidores de apetite no país. Foram retirados do mercado os derivados da anfetamina (femproporex, anfepramona e mazindol), geralmente usados no tratamento da obesidade. O órgão manteve a permissão da venda da sibutramina com um maior controle (a apresentação, por exemplo, de um termo de informação sobre eficácia e segurança do medicamento, assinado pelo médico e paciente). A droga também não pode ser prescrita por mais de 30 dias e recomenda-se que o paciente tenha IMC (índice de massa corporal) maior do que 30. Existem estudos que indicam que a sibutramina pode aumentar o risco de problemas cardíacos em pacientes com fatores de risco. [Medical Xpress, EmaxHealth, DrauzioVarella, Veja]

O que é depressão?

Todo mundo já se sentiu triste ou para baixo pelo menos uma vez na vida – é uma parte normal de ser humano. Podemos experimentar emoções negativas devido a muitas coisas, como um dia ruim no trabalho, o término de um relacionamento, um filme triste, etc. Às vezes, dizemos até que estamos nos sentindo um pouco “deprimidos”. Mas o que isso significa e quando podemos dizer se é mais do que apenas um sentimento passageiro? Depressão é mais do que sentir tristeza ou estresse. É uma doença altamente prevalente e pode ser significativamente incapacitante. Também é comumente associada com outros transtornos mentais comuns, incluindo transtornos de ansiedade ou de uso de substâncias. De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo. No decorrer de um ano, 5% da população mundial sofrem com a doença. No Brasil, estima-se que pelo menos dez milhões de pessoas ou 18% da população tenham depressão, mas esse número pode ser bem maior, já que muitos nem sabem que possuem a doença (e consequentemente não a tratam). A OMS aponta que apenas 35% das pessoas com sintomas de problemas de saúde mental procuram ajuda. Isso pode ser por causa de dificuldades em identificar a depressão na comunidade devido a uma falta de conhecimento ou acesso a cuidados médicos, ou pelo estigma que a doença carrega. Segundo os médicos, isso precisa mudar: depressão é coisa séria e leva a inúmeros suicídios (cerca de um milhão) todos os anos. Para enfatizar tal grave potencial, vale pensar em um exemplo prático que fez a manchete dos jornais recentemente: a morte do cantor Chorão, que muitos especulam ter sido causada por ele mesmo, devido a uma depressão que sua família afirmou que ele estava passando. Episódio depressivo: diagnóstico e fatores de risco Um episódio depressivo é definido como um período de duas semanas ou mais no qual o indivíduo experimenta sentimentos persistentes de tristeza ou perda de prazer, juntamente com uma série de outros sintomas físicos e psicológicos, incluindo fadiga, alterações no sono ou apetite, sentimentos de culpa ou inutilidade, dificuldade de concentração ou pensamentos de morte. Para ser diagnosticado com transtorno depressivo maior, o indivíduo deve ter pelo menos um episódio depressivo que atrapalhe o seu trabalho, vida social ou vida domiciliar. Geralmente, não há uma única razão pela que um indivíduo torna-se deprimido. Existem vários fatores de risco, incluindo influências fisiológicas, genéticas, psicológicas, sociais e demográficas. Fatores de risco biológicos incluem ter um histórico familiar de depressão, sofrer de uma doença ou lesão de longo prazo de natureza física, experimentar dor crônica, usar drogas ilícitas ou tomar certos medicamentos, ter problemas de sono crônicos ou ter um bebê. Ter experimentado depressão no passado é um fator de risco para um episódio depressivo ainda maior; Fatores de risco psicológicos para a depressão incluem ter baixa autoestima ou ter uma tendência a ser autocrítico; Influências demográficas e sociais incluem ser do sexo feminino (as mulheres são quase duas vezes mais propensas a sofrer de depressão do que os homens), passar por eventos estressantes (como conflitos de relacionamento ou cuidar de alguém com uma doença grave), ter experimentado uma infância difícil ou abusiva ou estar desempregado. As pessoas são muito diferentes na quantidade ou tipo de fatores de risco aos quais estão expostas ou experimentam. E ter vários fatores de risco por si só não é suficiente para desencadear a depressão. Uma combinação de fatores de risco e a experiência de eventos estressantes ou adversos é que pode levar ao aparecimento da doença. Quanto maior o número de fatores de risco que uma pessoa experimenta, mais vulnerável está a desenvolver a condição quando se depara com eventos de vida estressantes. Em contraste, aqueles expostos a menos fatores de risco estão um pouco mais protegidos, e só podem desencadear depressão quando expostos a níveis extremos de estresse. Tratamento e prevenção Hoje, há uma série de tratamentos eficazes para a depressão. O mais eficaz e amplamente utilizado é a terapia cognitivo-comportamental aliada a medicamentos antidepressivos. Terapia cognitivo-comportamental é uma terapia baseada no diálogo que tem como principal objetivo reduzir os padrões de pensamentos negativos, enquanto os medicamentos antidepressivos agem sobre substâncias químicas cerebrais que podem desempenhar um papel na doença. Há também evidências de que a terapia cognitivo-comportamental combinada com a educação sobre a depressão pode impedir que um indivíduo desenvolva a condição. Para ampliar o alcance de tais programas de prevenção, terapias online foram desenvolvidas e se mostraram eficazes. Pesquisadores australianos estão na vanguarda do desenvolvimento de plataformas na internet para reduzir a prevalência de depressão e outros transtornos mentais. Por exemplo, eles testaram um programa online que necessitou de apenas 111 minutos de contato entre o paciente e o médico durante um período de oito semanas para eliminar o diagnóstico de depressão nos participantes, um tempo significativamente menor do que o necessário para outras terapias similares. Outro estudo do mesmo grupo, da Universidade de New South Wales (Austrália), mostrou que a terapia cognitiva comportamental via internet tem o poder de reduzir dramaticamente tanto a depressão quanto os pensamentos suicidas em pelo menos 50% dos pacientes. Por fim, há evidências de que alterações de estilo de vida também podem ajudar a prevenir a depressão em algumas pessoas. Engajar-se em comportamentos saudáveis – tais como ter um sono adequado, evitar o uso de substâncias, tomar vitaminas ou suplementos de óleo de peixe, praticar atividade física e ter uma alimentação saudável – tem sido associado com sintomas de depressão reduzidos. No entanto, os cientistas não sabem dizer se simplesmente alterar o estilo de vida pode levar diretamente a prevenção da doença. A pesquisa atual sobre as bases biológicas e genéticas da depressão está resultando em um contínuo refinamento de tratamentos físicos e farmacológicos. A análise e melhor compreensão das opções de tratamento para determinar quais são mais eficazes para cada tipo de pessoa também é uma grande promessa para permitir uma abordagem individualizada de tratamento e prevenção da depressão no futuro.[MedicalXpress]

SEMANA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E LUTA CONTRA A TUBERCULOSE

No período de 18 a 24 de março a Secretaria Municipal de Saúde em consonância com as orientações do Ministério da Saúde estará intensificando as ações de monitoramento, assistência e controle à Tuberculose. Esta mobilização é alusiva ao "Dia Mundial de Luta contra a TUBERCULOSE" (24 de março), ficando a cargo da equipe de Vigilância epidemiologica intensificar a busca ativa de sintomáticos respiratórios e introduzir a discussão sobre esta temática em grupos de orientação pré existentes e nas ações das Equipes de Estratégia de Saúde da Família ao longo do mês. A data não é de comemoração, mas sim de compromisso e reafirmação política quando o seu efetivo controle. A população poderá buscar orientações sobre a doença nas unidades de saúde, ESF's, CAPS's e demais serviços. http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31081 TUBERCULOSE O que é? Doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Qual a causa? Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK). Outras espécies de micobactérias também podem causar a tuberculose. São elas: Mycobacterium bovis, africanum e microti. Quais os sintomas? Alguns pacientes não exibem nenhum indício da doença, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns anos (meses). Contudo, na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais freqüentemente descritos são tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo; febre baixa geralmente à tarde; sudorese noturna; falta de apetite; palidez; emagrecimento acentuado; rouquidão; fraqueza; e prostração. Os casos graves apresentam dificuldade na respiração; eliminação de grande quantidade de sangue, colapso do pulmão e acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) - se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica. Como se transmite? A transmissão é direta, de pessoa a pessoa. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Somente 5% a 10% dos infectados pelo Bacilo de Koch adquirem a doença. Pessoas vivendo com HIV/Aids, diabetes, insuficiência renal crônica (IRA), desnutridas, idosos doentes, usuários de álcool e outras drogas/tabagistas são mais propensos a contrair a tuberculose. Como tratar? O tratamento deve ser feito por um período mínimo de seis meses, sem interrupção, diariamente. São utilizados quatro fármacos para o tratamento dos casos que utilizam o esquema básico: rifampicina (R), isoniazida (H), pirazinamida (Z) e etambutol (E). Quase todos os pacientes que seguem o tratamento corretamente são curados. Como se prevenir? Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças de até 4 anos, obrigatoriamente as menores de 1 ano, com a vacina BCG. Crianças soropositivas ou recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de Aids não devem receber a vacina. A prevenção inclui evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, mal ventilados e sem iluminação solar. A tuberculose não se transmite por fômites e pelo uso de objetos compartilhados. Cuidado para não agravar os estigmas. Histórico da doença Segundo algumas evidências, a tuberculose existe desde os tempos pré-históricos. Foram encontrados esqueletos de múmias do antigo Egito (3000 a.C.) e, mais recentemente, uma múmia pré-colombiana no Peru com sinais da doença. Várias tentativas de tratamento foram feitas, desde a ingestão de preparados exóticos até a utilização de sangrias e a indução de vômitos. Alguns pacientes eram proibidos até mesmo de falar ou rir e ficavam deitados sem poder se movimentar. O mais comum deles se tornou a mudança de clima: os pacientes se deslocavam para regiões litorâneas ou montanhosas para se tratar e aqueles que não tinham forças para a viagem passavam a dormir com travesseiros de folhas de pinheiro ou colocar algas marinhas debaixo da cama. No final do Século 19, pacientes abastados recebiam cuidados em sanatórios que eram como pousadas nas montanhas. Ao longo do tempo, esses lugares passaram a ser usados para isolamento dos doentes, tornando-se centros de tratamento para pessoas de qualquer classe social. A maior dificuldade encontrada pelos médicos era firmar o diagnóstico da doença antes que ela provocasse a falha dos pulmões e dos ossos. Esse diagnóstico só foi possível a partir de 1824, após a invenção do estetoscópio. Em 1882, o famoso bacteriologista alemão Robert Koch identificou o agente causador da enfermidade, a bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamada de Bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor. A invenção do raio X, no final do Século 19, permitiu a produção (visualização) das imagens das partes internas do corpo, facilitando o diagnóstico da tuberculose. Em 1908, os cientistas Albert Calmette e Camille Guérin conseguiram isolar uma cepa do bacilo da tuberculose para produzir culturas vivas atenuadas a serem usadas como vacina. A cepa recebeu o nome de Bacilo Calmette-Guérin, de onde surgiu o nome "BCG". Foi aplicada pela primeira vez em crianças em 1921. Somente em 1944 foi inventado o primeiro antibiótico, a estreptomicina, produzida a partir da garganta de uma galinha. Entretanto, sem o apoio ao tratamento e o contato entre doentes, surgiram bactérias resistentes ao medicamento. Para contornar o problema, desenvolveu-se um coquetel com quatro antibióticos. http://www.cangucuemfoco.com.br/

quinta-feira, 14 de março de 2013

Práticas sustentáveis no cotidiano do governo

Imprimir nos dois lados da folha, utilizar um copo retornável para beber água, realizar compras públicas sustentáveis que priorizem critérios ambientais são exemplos de atitudes incentivadas pelo programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P). Desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a iniciativa tem como objetivo estimular a reflexão sobre a responsabilidade socioambiental e a mudança de atitude no ambiente de trabalho. “Pequenos gestos podem trazer grandes resultados, no que diz respeito à consciência ambiental”, afirma a gerente de Projeto da A3P do MMA, Ana Carla de Almeida. Das 178 instituições que participam do programa, 78 correspondem à esfera federal, 60 da estadual e 40 da municipal. O Ministério do Meio Ambiente apoia, tecnicamente, os órgãos interessados em implementar o programa e promove o Prêmio Melhores Práticas da A3P como incentivo e reconhecimento do esforço das instituições. O prêmio existe desde 2009 e sua quarta edição aconteceu ano passado, com um número recorde de projetos inscritos (74). Responsabilidade - “As instituições públicas devem dar o exemplo de ações conscientes”, explica Ana Carla Almeida. A agenda pode ser desenvolvida em toda a administração pública, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual e municipal. A adesão tem duração de cinco anos. O programa, criado em 2005, também prevê a sensibilização e capacitação dos servidores, a gestão adequada dos recursos naturais utilizados e dos resíduos gerados, além da promoção da melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho. Obrigatoriedade - A Agenda Ambiental na Administração Pública é parte integrante do Projeto Esplanada Sustentável, iniciativa para incentivar os órgãos e instituições públicas federais a adotarem um modelo de gestão organizacional focado na sustentabilidade ambiental e socioeconômica. A Agenda também é um referencial para a elaboração dos Planos de Gestão de Logística Sustentável (PLS), instituídos pela Instrução Normativa nº 10, de 12 de novembro de 2012. Os PLS são ferramentas de planejamento para que as entidades possam estabelecer práticas de sustentabilidade e racionalização de gastos e processos na administração pública. Com isso, as instituições da administração pública federal direta, autárquica, fundacional e empresas estatais dependentes estão elaborando seus planos de logística sustentável, que devem ser apresentados até maio deste ano, quando se encerra o prazo estipulado na Instrução Normativa. Sendo assim, a A3P vai se tornar obrigatória para esses órgãos. A meta é alcançar cerca de 30 mil prédios públicos e 600 mil servidores. Saiba mais – Na prática, o Programa A3P ensina a usar os recursos naturais e bens públicos de forma econômica e racional, evitando o desperdício. Isso inclui o uso racional de energia, água e madeira, além do consumo de papel, copos plásticos e outros materiais de expediente. Outro ponto é a gestão adequada de resíduos, que passa pela adoção da política de 5Rs: repensar, reduzir, reutilizar, reciclar e recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativos. A proposta é pensar, primeiramente, em reduzir o consumo e combater o desperdício, para, só então, destinar o lixo corretamente. A reciclagem é uma das alternativas vantajosas de tratamento de resíduos sólidos, tanto do ponto de vista ambiental, pois reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e diminui o volume de lixo e poluição; quanto dos pontos de vista social e econômico, pois, quando há um sistema de coleta seletiva bem estruturado, a reciclagem pode ser uma atividade econômica rentável e socialmente inclusiva. A qualidade de vida no trabalho também é um dos destaques da A3P. A administração pública deve promover ações para o desenvolvimento pessoal e profissional dos seus servidores. Um exemplo de ação para promover a saúde no trabalho é a ginástica laboral. Entre os benefícios da atividade está a prevenção de doenças características da atividade exercida, maior disposição e integração entre colegas de trabalho. Outro eixo do Programa consiste em conscientizar os gestores e servidores públicos quanto à responsabilidade socioambiental. Para que isso aconteça, podem ser realizadas campanhas e eventos como palestras, cursos e fóruns que busquem chamar a atenção para temas socioambientais relevantes. A administração pública também deve promover a responsabilidade socioambiental nas suas compras. Esse processo deve priorizar critérios ambientais e não somente os econômicos e de menor preço. Por exemplo, a aquisição de impressoras que imprimam frente e verso e a compra de papel reciclado. (Fonte: MMA)

Mito ou realidade: bebida alcoólica mata seus neurônios?

Quem já acordou de ressaca sabe o que é imaginar o álcool literalmente matando cada uma de suas células cerebrais. Felizmente, apesar de bebidas alcoólicas poderem realmente prejudicar o cérebro de muitas maneiras, matar diretamente neurônios não é uma delas. O cérebro é composto de células nervosas (neurônios) e células gliais. Estas células se comunicam umas com as outras, enviando sinais a partir de uma parte do cérebro para outra, dizendo a seu corpo o que fazer. Elas nos permitem aprender, pensar, experimentar, sentir emoções e controlar o movimento do nosso corpo. Os efeitos do álcool podem ser vistos no nosso cérebro mesmo depois de apenas alguns drinques, nos fazendo sentir embriaguez. Mas esses sintomas são temporários e reversíveis. E quanto aos permanentes? Benefícios Evidências atuais sugerem que o álcool não mata as células cerebrais diretamente. Há até alguma evidência de que o consumo moderado da substância está ligado à função mental melhorada. Um estudo de 2005 feito na Austrália com 7.500 pessoas de três grupos etários (20, 40 e 60 anos) descobriu que bebedores moderados (até 14 drinques para homens e 7 para mulheres por semana) tinham melhor funcionamento cognitivo do que não bebedores, bebedores ocasionais e bebedores pesados. O problema é que, se a pessoa exagerar, os benefícios não aparecem – e muitos malefícios ficam. Malefícios Mesmo o consumo moderado do álcool pode prejudicar a plasticidade cerebral e a produção de células. Pesquisadores dos Estados Unidos deram álcool a ratos durante um período de duas semanas para aumentar a concentração dessa substância no sangue dos animais para cerca de 0,08. Embora este nível não tenha prejudicado suas habilidades motoras ou de aprendizagem de curto prazo, impactou a capacidade do cérebro dos ratos de produzir e manter novas células, reduzindo a produção de novas células cerebrais em quase 40%. Sendo assim, precisamos proteger nosso cérebro da melhor forma possível. Isso porque o excesso de álcool, sem dúvida, danifica as células e a função do cérebro. Segundo uma escala de danos causados a uma pessoa e a sociedade em geral, concebida por um grupo de cientistas especialistas no assunto, o álcool é a droga mais nociva do mundo. Seu consumo pesado durante longos períodos pode danificar as conexões entre as células cerebrais. Também pode afetar a forma como o seu corpo funciona. Pode provocar atrofia ou encolhimento cerebral, como pode ser visto nas doenças cerebrais como derrame e Alzheimer. Há um debate sobre se o dano cerebral permanente é causado direta ou indiretamente. Sabemos, por exemplo, que a doença hepática grave (cirrose) tem um efeito indireto sobre o cérebro. Quando o fígado está danificado, ele não é mais eficaz em processar toxinas para torná-las inofensivas. Como resultado, as toxinas venenosas atingem o cérebro, e podem causar encefalopatia hepática (declínio da função cerebral). Isso pode resultar em alterações da cognição e da personalidade, interrupção do sono e até mesmo coma e morte. O alcoolismo também está associado a deficiências nutricionais e de absorção. A falta de vitamina B1 (tiamina) causa transtornos cerebrais como encefalopatia de Wernicke (que se manifesta em confusão, instabilidade, paralisia dos movimentos oculares) e síndrome de Korsakoff (os pacientes perdem a memória de curto prazo e coordenação). E não é só o cérebro e o fígado que são prejudicados pelo álcool. Pesquisas de universidades britânicas revelaram que o órgão mais afetado do corpo é o coração. O alcoolismo pode levar a um aumento de pressão sanguínea, insuficiência cardíaca e infarto, além da temível miocardiopatia, na qual o músculo do coração incha e torna a vida do portador um eterno sobressalto quanto à chance de uma parada cardíaca. Além disso, o risco de câncer de mama aumenta entre 7% e 12% para cada 10g de álcool ingerido por dia. Em uma semana, 100g de álcool no organismo representam 19% a mais de chances de câncer colorretal. De acordo com um estudo, a cada ano 13 mil britânicos (dos quais 4 mil mulheres) contraem câncer devido ao consumo exagerado de bebidas. Além dos malefícios físicos conhecidos que o álcool pode causar, estudos também apontam que o abuso da substância, principalmente na adolescência, leva a mau desempenho escolar ou acadêmico. Um estudo realizado na Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA) afirmou que quanto mais cedo alguém começa a abusar das drogas e do álcool, menores são as chances da pessoa avançar na escolaridade e chegar a fazer uma faculdade ou até completar o ensino médio, por exemplo. Recomendação de consumo Para reduzir o risco de danos devido ao álcool, como doenças ou lesões, o National Health and Medical Research Council, da Austrália, recomenda que adultos saudáveis não bebam mais que dois drinques em qualquer dia. Beber com menos frequência (como semanalmente, em vez de diariamente) e beber menos em cada ocasião reduz o seu risco de vida. Para evitar lesões relacionadas com o álcool, os adultos não devem beber mais de quatro doses em uma única ocasião. Isto se aplica a ambos os sexos, porque enquanto as mulheres se embriagam com menos álcool, os homens tendem a assumir mais riscos e ter efeitos mais prejudiciais. Para mulheres grávidas e jovens com idade inferior a 18 anos, beber é a opção mais segura. Para receber benefícios, em geral, especialistas recomendam que mulheres saudáveis não bebam mais de três drinques em uma ocasião, ou sete doses por semana. Os homens saudáveis com 65 anos ou menos não devem beber mais de quatro doses por ocasião, ou 14 doses por semana. Homens saudáveis com mais de 65 anos não devem beber mais de três drinques por ocasião, ou sete doses por semana. Uma cerveja de 354,88 ml, um copo de vinho de 147,87 ml, ou um copo de aguardente de 44,36 ml contam como um drinque ou dose. http://hypescience.com

Fundo Clima em números

Nos primeiros dois anos de atividades do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), foram contabilizados 100 programas aprovados somente na categoria reembolsável. Os recursos são operados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e repassados a órgãos como prefeituras e universidades públicas. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (11), em Brasília, na 9ª Reunião Ordinária do Comitê Gestor do fundo, que apoia projetos com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa. O Fundo Clima é um dos principais instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), com atuação pioneira nas áreas de apoio a projetos, estudos e financiamentos de empreendimentos voltados para a mitigação e a adaptação das mudanças climáticas. Com natureza contábil e vinculado ao MMA, o fundo é administrado por um comitê gestor com representantes de diversos órgãos federais, da sociedade civil, do terceiro setor, dos estados e dos municípios. Projetos - Entre as iniciativas contempladas pelo Fundo Clima estão projetos de produção de energia com fontes renováveis de alta eficiência, de manejo florestal e de sistemas de monitoramento de emissões estaduais e municipais. Há também programas de mapeamento de vulnerabilidades à perda de recursos naturais e de adaptação em zona costeira. “O total de 100 projetos de adaptação e mitigação é bastante expressivo para os dois primeiros anos do fundo”, avaliou o secretário de Mudanças Climáticas de Qualidade Ambiental, Carlos Klink. Uma das principais funções do Fundo, segundo ele, é atuar como instrumento de promoção da PNMC. Para Klink, as políticas brasileiras atuais de combate ao efeito estufa devem nortear as ações futuras da entidade. “Existe também uma influência internacional muito forte, em relação às negociações mundiais e ao novo regime climático que está vindo”, afirmou. “É preciso se alimentar disso para implantar melhorias”. (Fonte: MMA)

UE proíbe venda de cosméticos com ingredientes testados em animais

A União Europeia baniu a venda de novos cosméticos contendo ingredientes testados em animais, com efeito imediato nesta segunda-feira (11). Os grupos de defesa dos animais comemoraram a medida, mas representantes da indústria, que movimenta cerca de R$80 bilhões, afirmou que a proibição frearia a inovação do setor. Além disso, embora a proibição vá salvar a medida de milhares de animais como cachorros, coelhos e porcos-da-índia, os efeitos para o consumidor não serão imediatamente notados, porque os produtos que contêm ingredientes que foram testados em animais antes da medida continuarão à venda. A Comissão Europeia afirmou que a decisão “está alinhada com o que muitos cidadãos europeus acreditam: que o desenvolvimento de produtos cosméticos não precisa ser feito com testes em animais”. O bloco econômico proíbe testes em animais de cosméticos prontos desde 2004, mas a proibição de testes de ingredientes em animais só foi proposta há quatro anos, mas deixou brechas para alguns procedimentos, após a resistência dos fabricantes. Os mercados americano e asiático ainda não têm medidas similares. Grupos como a Humane Society International celebrou a decisão, como um passo para acabar com o sofrimento animal, dizendo que a União Europeia se tornou “o maior mercado mundial de cosméticos livres de crueldade”. Segundo Kathy Guillermo, vice-presidente da divisão de investigação de laboratórios da ONG Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais), a proibição progressiva dos testes “abriu caminho para uma nova era de ciência sem animais” na Europa. Mas representantes do setor alertam que a proibição veio cedo demais, porque ainda não existem alternativas para alguns testes específicos, sem os quais não é possível garantir a segurança de todos os ingredientes. Mas a Comissão Europeia afirmou que deverá levar o tema com seus parceiros comerciais, como Estados Unidos e China, para promover a universalização da proibição. “A Comissão fara deste tema uma parte integral de sua agenda e cooperação internacional,” disse em comunicado. Novos cosméticos produzidos fora da Europa contendo ingredientes testados em animais ainda podem ser vendidos na Europa, desde que seus fabricantes consigam provar sua segurança à UE sem usar dados fornecidos por estes testes. E a proibição não valerá para ingredientes considerados farmacêuticos e não cosméticos, por estarem sob leis diferentes. (Fonte: Portal iG)

Pesquisadores criam banco de dados sobre corujas do mundo todo

David Johnson, diretor do Projeto Global das Corujas, está trabalhando com pesquisadores de 65 países para compilar um vasto banco de dados sobre as corujas. O banco contém informações sobre as descrições, a história natural, a genética, as vocalizações, as estimativas populacionais, os mitos e as lendas desses animais. Os ocidentais adoram as corujas, segundo Johnson, numa tradição que remonta pelo menos à Grécia antiga e à associação das corujas com a deusa da sabedoria, Atenas. Em alguns países, porém, as corujas são vistas como aves de mau agouro, um prenúncio da morte –talvez, propôs Johnson, por causa do hábito de fazer ninhos em cemitérios, onde as árvores crescem desimpedidas, com cavidades confortavelmente grandes. No imaginário ocidental, a coruja, capaz de girar sua cabeça em 270°, certamente compete com o pinguim pelo título de ave preferida. “Todo mundo adora as corujas”, disse o paleobiólogo David Bohaska, do Museu Natural de Ciências Naturais do Smithsonian, em Washington. Mas, a despeito da aparente familiaridade, só recentemente os cientistas começaram a compreender detalhes dessas aves. Descobriram, por exemplo, que corujas-das-torres jovens podem ser generosas, doando regularmente porções da sua comida para irmãos menores e mais famintos – uma demonstração de altruísmo que se supõe rara entre animais. Os cientistas também descobriram que as corujas-das-torres expressam necessidades e desejos por meio de sons complexos e regrados – garganteios, gritos e pios–, numa língua que os pesquisadores agora buscam decifrar. “Elas conversam a noite toda e fazem um barulhão”, disse Alexandre Roulin, da Universidade de Lausanne, na Suíça, que recentemente descreveu o altruísmo da coruja-das-torres na revista “Animal Behaviour”, com sua colega Charlene Ruppli e com Arnaud da Silva, da Universidade de Borgonha, na França. Outros pesquisadores estão monitorando as vidas de corujas mais raras e de proporções mais descomunais, como o ameaçado bufo-de-Blakiston (Bubo blakistoni), da Eurásia. Com quase um metro de altura, até cinco quilos e dois metros de envergadura, essa é a maior coruja do mundo, segundo Jonathan Slaght, do programa para a Rússia da ONG Wildlife Conservation Society. Ela poderia facilmente passar por um urso ou uma árvore. Esse poderoso predador é capaz de puxar de um rio um salmão adulto com duas ou três vezes o seu próprio peso. A ferocidade é essencial para uma ave que está presente até no Círculo Ártico e que é capaz de procriar e se alimentar no auge do inverno. Sergei Surmach, colega de Slaght, gravou em vídeo uma fêmea sentada sobre seu ninho durante uma nevasca. “Ao final, só dava para ver a cauda dela para fora do ninho”, disse Slaght. Engenheiros estudam corujas para aperfeiçoar modelos de asas de aviões. Muitas espécies de corujas são conhecidas por voarem silenciosamente, sem o ruflar das asas que poderia alertar a presa sobre a sua aproximação. Jonathan Slaght, da ONG ambiental WCS, com um bufo-de-Blakiston, a maior coruja do mundo A maior parte da asa das corujas é ampla e curva, com uma plumagem aveludada que ajuda a absorver o som. Além do mais, as penas na borda da asa são serrilhadas, o que interrompe e atenua a turbulência do ar. Numa reunião da Sociedade Americana de Física, em 2012, pesquisadores da Universidade de Cambridge propuseram que perfurações bem posicionadas nas asas de um avião poderiam ter um efeito semelhante para aplacar turbulências, levando a voos mais silenciosos e com menos gasto de combustível. As corujas datam de 60 milhões de anos atrás, ou mais, e são encontradas em praticamente todo tipo de habitat. Há 229 espécies conhecidas, e a lista não para de crescer: em meados do ano passado, duas novas espécies de coruja-gavião foram descobertas nas Filipinas, e, em fevereiro, pesquisadores descreveram uma nova espécie na ilha de Lombok, na Indonésia. Algumas espécies de corujas possuem alguns dos melhores sistemas auditivos conhecidos. Tim Birkhead, professor da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, observa que a cóclea da coruja é “enorme” e densamente equipada com cílios sensoriais. Há a “cara amassada” das corujas, também chamada de disco facial – que pode ter a forma de torta em algumas espécies ou de uma máscara de coração no caso da coruja-das-torres. O disco facial funciona como uma espécie de antena parabólica, que capta ondas sonoras e as direciona, graças a penas especiais. As aves são as donas da noite e caçam incansavelmente. Estima-se que um bando com dez famílias de corujas vivendo em um celeiro da Flórida elimine cerca de 25 mil roedores por ano dos canaviais adjacentes. (Fonte: Folha.com)
Sacrifício materno Na natureza há diversas espécies (além da humana) que realizam ações altruístas para garantir a sobrevivência de suas proles. Alguns exemplos extremos são os ursos polares fêmeas - que ganham até 200 quilos durante a gestação e passam por um jejum nos oito primeiros meses de vida de seus filhotes, de modo a prover um leite rico em gordura. Ou as "mamães" aranhas, da espécie Stegodyphus, que permitem que seus rebentos a matem para lhes servir de alimento. Um estudo publicado na revista Science, realizado por um grupo internacional de pesquisadores, do qual participaram dois brasileiros, revelou que as menores porções de matéria viva - as células - também fazem sacrifícios para assegurar a continuidade de suas futuras gerações. Mitocôndrias Os pesquisadores constataram que durante o processo de divisão celular (mitose) - pelo qual uma célula "mãe" se divide para dar origem a uma célula "filha" - a célula "materna" fornece muito mais mitocôndrias (estruturas internas essenciais para a sobrevivência de qualquer vida celular) para sua "cria" do que se esperaria pela razão entre os volumes delas - a célula filha é menor do que a célula mãe. É esse comportamento que permite usar a metáfora de célula mãe e célula filha, já que ambas são funcionalmente idênticas. A descoberta sugere a hipótese de que, tal como na natureza, as células mães se sacrificariam para aumentar as chances de sobrevivência de suas filhas. "Essa constatação é inédita e contraria a intuição de que as mitocôndrias são divididas de forma proporcional à densidade [volume] das células mães e das células filhas. Elas quebram essa regra", disse Luciano da Fontoura Costa, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, e um dos autores do estudo. Para estudar o processo de transferência de mitocôndrias entre as células, os pesquisadores usaram leveduras Saccharomyces cerevisiae - comumente utilizadas na produção de pão e de cerveja. Por meio de sofisticadas técnicas de microscopia e computação, a equipe internacional conseguiu reproduzir em detalhes e medir o tamanho físico das redes mitocondriais - que tendem a diminuir continuamente ao longo das gerações sucessivas das células. Os pesquisadores observaram que, no caso das células de levedura, no entanto, o tamanho da rede mitocondrial aumenta com o crescimento das células, e que essa relação de escala ocorre, principalmente, pela raiz. "Se as mitocôndrias fossem divididas aleatoriamente e a densidade das células fosse mantida constante, esperava-se encontrar menos mitocôndrias nas células filhas do que nas células mães. O que se descobriu nesse trabalho é que a célula mãe dá mais mitocôndrias do que se esperava para a célula filha", disse Costa. De acordo com os pesquisadores, em vez de as leveduras "mães" fornecerem quantidade suficiente de mitocôndrias para seus descendentes, de forma a garantir sua própria sobrevivência, elas transferiam muito mais organelas do que o necessário, mesmo à custa de suas vidas. A maioria delas começou a morrer passadas dez gerações. Já formas mutantes de leveduras, muito mais "avarentas" para fornecer suas mitocôndrias às futuras gerações, viveram por muito mais tempo. Complementando a genética Segundo Costa, a descoberta desses mecanismos de divisão poderá ser estendida para outros organismos e tecidos. As células-tronco humanas e algumas células cancerosas, por exemplo, muitas vezes se dividem em duas células que se parecem e se comportam de forma muito diferente. Em função disso, na opinião do pesquisador, estudos de biologia de sistemas como o que realizaram - que usam abordagens de ciências exatas, como métodos quantitativos de matemática, física e computação, e vão além da análise molecular - complementam a pesquisa em genética. De acordo com Costa, as pesquisas sobre o genoma - hoje feitas em maior escala do que os estudos de biologia molecular - são insuficientes para entender um organismo como um todo porque diversos genes não são expressos, por exemplo. "Os genes, em princípio, indicam como construir uma proteína, por exemplo. Mas o fato de se ter um gene não significa dizer que o organismo vai ter esta determinada proteína expressa", disse. "Existe todo um controle na maquinaria celular que determina se essa proteína será expressa ou não. E esse controle, inclusive, depende da geometria do embrião e se já foram formados certos tecidos e estruturas anatômicas que são usados como sinalização para expressão de genes e servem como andaimes para construir o resto de um organismo", disse Costa.

Células mães se sacrificam por células filhas

Sacrifício materno Na natureza há diversas espécies (além da humana) que realizam ações altruístas para garantir a sobrevivência de suas proles. Alguns exemplos extremos são os ursos polares fêmeas - que ganham até 200 quilos durante a gestação e passam por um jejum nos oito primeiros meses de vida de seus filhotes, de modo a prover um leite rico em gordura. Ou as "mamães" aranhas, da espécie Stegodyphus, que permitem que seus rebentos a matem para lhes servir de alimento. Um estudo publicado na revista Science, realizado por um grupo internacional de pesquisadores, do qual participaram dois brasileiros, revelou que as menores porções de matéria viva - as células - também fazem sacrifícios para assegurar a continuidade de suas futuras gerações. Mitocôndrias Os pesquisadores constataram que durante o processo de divisão celular (mitose) - pelo qual uma célula "mãe" se divide para dar origem a uma célula "filha" - a célula "materna" fornece muito mais mitocôndrias (estruturas internas essenciais para a sobrevivência de qualquer vida celular) para sua "cria" do que se esperaria pela razão entre os volumes delas - a célula filha é menor do que a célula mãe. É esse comportamento que permite usar a metáfora de célula mãe e célula filha, já que ambas são funcionalmente idênticas. A descoberta sugere a hipótese de que, tal como na natureza, as células mães se sacrificariam para aumentar as chances de sobrevivência de suas filhas. "Essa constatação é inédita e contraria a intuição de que as mitocôndrias são divididas de forma proporcional à densidade [volume] das células mães e das células filhas. Elas quebram essa regra", disse Luciano da Fontoura Costa, da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, e um dos autores do estudo. Para estudar o processo de transferência de mitocôndrias entre as células, os pesquisadores usaram leveduras Saccharomyces cerevisiae - comumente utilizadas na produção de pão e de cerveja. Por meio de sofisticadas técnicas de microscopia e computação, a equipe internacional conseguiu reproduzir em detalhes e medir o tamanho físico das redes mitocondriais - que tendem a diminuir continuamente ao longo das gerações sucessivas das células. Os pesquisadores observaram que, no caso das células de levedura, no entanto, o tamanho da rede mitocondrial aumenta com o crescimento das células, e que essa relação de escala ocorre, principalmente, pela raiz. "Se as mitocôndrias fossem divididas aleatoriamente e a densidade das células fosse mantida constante, esperava-se encontrar menos mitocôndrias nas células filhas do que nas células mães. O que se descobriu nesse trabalho é que a célula mãe dá mais mitocôndrias do que se esperava para a célula filha", disse Costa. De acordo com os pesquisadores, em vez de as leveduras "mães" fornecerem quantidade suficiente de mitocôndrias para seus descendentes, de forma a garantir sua própria sobrevivência, elas transferiam muito mais organelas do que o necessário, mesmo à custa de suas vidas. A maioria delas começou a morrer passadas dez gerações. Já formas mutantes de leveduras, muito mais "avarentas" para fornecer suas mitocôndrias às futuras gerações, viveram por muito mais tempo. Complementando a genética Segundo Costa, a descoberta desses mecanismos de divisão poderá ser estendida para outros organismos e tecidos. As células-tronco humanas e algumas células cancerosas, por exemplo, muitas vezes se dividem em duas células que se parecem e se comportam de forma muito diferente. Em função disso, na opinião do pesquisador, estudos de biologia de sistemas como o que realizaram - que usam abordagens de ciências exatas, como métodos quantitativos de matemática, física e computação, e vão além da análise molecular - complementam a pesquisa em genética. De acordo com Costa, as pesquisas sobre o genoma - hoje feitas em maior escala do que os estudos de biologia molecular - são insuficientes para entender um organismo como um todo porque diversos genes não são expressos, por exemplo. "Os genes, em princípio, indicam como construir uma proteína, por exemplo. Mas o fato de se ter um gene não significa dizer que o organismo vai ter esta determinada proteína expressa", disse. "Existe todo um controle na maquinaria celular que determina se essa proteína será expressa ou não. E esse controle, inclusive, depende da geometria do embrião e se já foram formados certos tecidos e estruturas anatômicas que são usados como sinalização para expressão de genes e servem como andaimes para construir o resto de um organismo", disse Costa. http://www.diariodasaude.com.br

Componente do vinho previne envelhecimento, prova pesquisa de Harvard

Um novo estudo da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, reuniu provas definitivas que um composto do vinho tinto ativa uma proteína no corpo humano responsável por promover a longevidade. A má notícia é que seriam precisos cem copos para chegar às melhoras obtidas pelas cobaias. A pesquisa indica, ainda, que uma nova geração de fármacos com propriedades semelhantes às da bebida alcoólica poderá ser usada para tratar e prevenir doenças relacionadas ao envelhecimento humano. Esse grupo de drogas, por enquanto, está em testes clínicos. David Sinclair, coautor do artigo publicado na revista Science, afirma que mais pesquisadores devem investir no estudo de proteínas como a SIRT1, só que sintéticas, já que a bebida está longe de ser a fonte ideal da juventude. “O vinho tinto tem poucos miligramas do resveratrol, bem abaixo dos níveis dados aos ratos durante os testes pré-clínicos. É preciso beber, ao menos, cem copos para chegar ao mesmo nível que ajudou a melhorar a saúde das cobaias; é a razão principal para investir em drogas sintéticas e poderosas.” O grupo desvendou o mecanismo molecular de interação do resveratrol – um composto natural encontrado na casca das uvas, assim como no amendoim e nas frutas vermelhas – e a SIRT1, proteína que “recarrega” as baterias do corpo ao acelerar as mitocôndrias, organelas que produzem os radicais livres (moléculas instáveis que atacam as proteínas do DNA dentro do nosso corpo). “Nós descobrimos um aminoácido na SIRT1 que media essa ativação da proteína com outras moléculas pequenas, tanto no laboratório, quanto nos organismos vivos”, explica Sinclair. “Esse aminoácido foi usado por todos os compostos testados – 118 ao todo, incluindo o resveratrol – para ligar a SIRT1.” Fim da polêmica – Desde 2006, alguns estudos científicos passaram a suspeitar da eficácia do composto do vinho tinto no combate ao envelhecimento, sugerindo que a ativação da SIRT1 acontecia artificialmente – ou seja, a reação não ocorria normalmente dentro do nosso organismo e poderia ser induzida só em laboratório. As dúvidas surgiram, diz o pesquisador, quando moléculas sintéticas e fluorescentes foram usadas para evidenciar esse processo in vitro – elas indicavam o trajeto das proteínas, por exemplo. Mas quando elas eram retiradas, a SIRT1 não “ligava” mais e os estudos cravaram que a ativação era casual. Para por fim à polêmica, o grupo de Sinclair resolveu estudar o efeito dessas moléculas sintéticas no corpo e descobriu que elas simulavam a ação de um grupo de aminoácidos e atrapalhavam o funcionamento da SIRT1 – ela só voltava a funcionar, quando o resveratrol substituía as moléculas fluorescentes. (Fonte: UOL)

sábado, 9 de março de 2013

Cientistas anunciam cura para Doença de Chagas

Coincidências A doença de Chagas é uma infecção fatal, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo barbeiro (Rhodnius prolixus). Ela sempre assolou os chamados trópicos, onde se concentram os países mais pobres. Mundialmente ela tem sido considerada uma "doença negligenciada" - males para os quais não se desenvolvem novos medicamentos e cujos tratamentos estão parados no tempo. De fato, o tratamento atual para o Mal de Chagas é tóxico e limitado à fase aguda da doença. Pior ainda, um tipo específico de malária começou a apresentar resistência aos medicamentos. Mais recentemente, a doença começou a dar ares de globalização, e passou a causar vítimas também nos países mais ricos, incluindo os EUA. Agora, Galina Lepesheva e seus colegas da Universidade de Vanderbilt (EUA) anunciaram ter conseguido curar ambas as formas - aguda e crônica - da doença de Chagas em camundongos. Cura para a Doença de Chagas? Para curar a doença de Chagas nas cobaias, os pesquisadores utilizaram uma pequena molécula, chamada VNI. A VNI inibe especificamente uma enzima essencial para a multiplicação celular e a integridade do T. cruzi. Nos modelos animais da doença de Chagas, a VNI alcançou a cura com 100% de sobrevivência e sem efeitos colaterais tóxicos. A descoberta "representa um possível novo caminho para combater uma ameaça grave a nível mundial, para a qual atualmente existem poucas opções terapêuticas," disse Richard Okita, do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA. Globalização da Doença de Chagas Cerca de 8 milhões de pessoas estão infectadas pelo T. cruzi, principalmente na América Latina, mas barbeiros foram recentemente encontrados em todo o sul dos Estados Unidos. Doença de Chagas pode se transformar em problema mundial Como o parasita fica nas fezes do inseto, a doença também pode ser transmitida através de alimentos e bebidas contaminadas, através do sangue e de mãe para filho. O sintoma mais comum da fase aguda da doença de Chagas é a febre, mas o parasita também pode provocar inflamação do coração e do cérebro, o que pode ser fatal. Na fase crônica, a doença de Chagas afeta mais severamente o coração e o trato gastrointestinal. http://www.diariodasaude.com.br

Pesquisadores detalham projeto sobre evolução da biota amazônica

Cerca de 30 especialistas brasileiros e estrangeiros de áreas diversas – indo da botânica à geologia, da paleontologia ao sensoriamento remoto – participaram da primeira reunião “presencial” com os integrantes de um Projeto Temático que investigará o que ocorreu com na Amazônia nos últimos 20 milhões de anos. O projeto é apoiado pela FAPESP e pela National Science Foundation (NSF) no âmbito de um acordo que prevê o desenvolvimento de atividades de cooperação entre os programas “Dimensions of Biodiversity” (NSF) e BIOTA (FAPESP). O estudo também conta com o apoio da agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa. “Essa pesquisa enorme e audaciosa é uma oportunidade de se fazer algo que poucos podem fazer”, afirmou o norte-americano Joel Cracraft, do American Museum of Natural History, pesquisador principal do projeto do lado americano, na abertura do simpósio “The assembly and evolution of the Amazonian biota and its environment”, na sede da FAPESP, em São Paulo, para uma plateia de 260 pessoas. Entre as perguntas a serem respondidas pelo projeto estão: como era o ambiente e quais organismos povoaram a Amazônia? Qual é a explicação para tamanha biodiversidade encontrada hoje na região? O primeiro dia da reunião (04/03) foi aberto ao público, que pôde conhecer um pouco sobre as linhas de pesquisa e planos de trabalho do grupo e ter uma ideia da especialidade de cada um dos integrantes. Nos outros quatro dias da semana, os pesquisadores vão se reunir a portas fechadas para definir em detalhes o andamento da pesquisa. A pesquisadora principal do lado brasileiro e organizadora do simpósio é Lúcia Garcez Lohmann, professora do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisadora associada dos jardins botânicos de Nova York e do Missouri. “Este não é um simpósio tradicional sobre a Amazônia. Queremos usar o simpósio para integrar os colaboradores a fim de que todos cantem a partir da mesma partitura. O projeto é maior do que a soma das pesquisas individuais”, disse Cracraft. O Projeto Temático envolve instituições de vários países – seis brasileiras, oito norte-americanas, uma canadense, uma argentina e uma britânica. E ainda busca colaborações de especialistas interessados, principalmente brasileiros. Um grande desafio será como lidar com a enorme quantidade de informações, provenientes de diferentes metodologias e disciplinas. “Uma das nossas metas nessa reunião é tentar entender como lidaremos com esses dados”, disse Cracraft. A norte-americana Barbara Thiers, do New York Botanical Garden, foi uma das primeiras especialistas a se apresentar no simpósio. Ela falou sobre a importância dos dados de localização para os estudos biogeográficos e traçou um panorama sobre o que já existe no que se refere a bancos de dados de plantas amazônicas. Segundo Thiers, há cerca de 120 herbários ativos no Brasil, com informações sobre aproximadamente 7 milhões de espécies de plantas. Na Amazônia, são reconhecidos entre 1 e 1,5 milhão de espécies. Há poucas coleções de amostras de plantas amazônicas colhidas antes de 1900, feitas em sua maioria por europeus. Grande parte das amostras data de depois de 1960 – em especial entre 1975 e 1984, durante um programa binacional do Brasil e dos EUA. A questão é que boa parte das amostras de plantas não contém informações sobre a latitude e longitude de onde foram encontradas. “Antes de 1980, não era rotina as amostras incluírem as geocoordenadas sobre as localidades onde haviam sido encontradas”, afirmou Thiers. Para tentar montar esse quebra-cabeça, os pesquisadores, de acordo com ela, usarão vários instrumentos, entre eles o Google Maps. Thomas Trombone, do American Museum of Natural History, contou que a sua contribuição ao projeto será tentar responder à questão sobre como a biodiversidade dos vertebrados está distribuída na Amazônia. “Montaremos o maior banco de dados com informações sobre a Amazônia, será um Atlas da biodiversidade amazônica”, afirmou, acrescentando que os dados serão colocados em um portal na internet. Grupos-modelo – Os pesquisadores envolvidos no Projeto Temático tentarão entender a origem, a estruturação e a evolução dos organismos que povoam e povoaram a Amazônia a partir de quatro grandes grupos: plantas, primatas, borboletas e aves. “Em uma primeira etapa, estudaremos a história evolutiva desses organismos e caracterizaremos o ambiente amazônico, incluindo informações sobre a história geológica e ciclos biogeoquímicos”, disse Lohmann, especialista em sistemática de plantas, que estuda o parentesco e a história evolutiva de representantes da família Bignoniaceae, da qual fazem parte os ipês, os jacarandás e diversas espécies de cipós que compõem as florestas tropicais. Dentro dos grupos-modelo, os pesquisadores pretendem reconstruir a filogenia, ou seja, “árvores evolutivas” desses grupos, bem como realizar estudos ao nível populacional de organismos selecionados. “Como ainda sabemos muito pouco sobre a biodiversidade amazônica, tivemos que selecionar grupos-modelo, pois seria absolutamente inviável estudar toda a biota amazônica durante o período de vigência deste projeto”, disse Lohmann, que também é presidente da Association for Tropical Biology and Conservation (ATBC). (Fonte: Agência Fapesp)

Terra caminha para se tornar mais quente do que nos últimos 11.300 anos

A Terra caminha para se tornar, nas próximas décadas, mais quente do que nos últimos 11.300 anos, segundo as previsões mais otimistas de emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo uma pesquisa publicada nos Estados Unidos. Com base em análises realizadas em 73 lugares ao redor do planeta, os cientistas conseguiram reconstruir a história das temperaturas terrestres após o fim da era do gelo, por volta de 11.000 anos atrás. Os cientistas concluíram que os últimos dez anos foram os mais quentes, comparados com 80% dos 11.300 anos passados. Praticamente todos os modelos climáticos avaliados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) mostram que a Terra será mais quente – não importa em que momento até o fim do século – do que nos 11.300 anos anteriores, segundo as previsões mais factíveis de emissões de gases de efeito estufa. “Já sabíamos que a superfície da Terra é mais quente hoje do que durante a maior parte dos dois mil últimos anos; agora sabemos que as temperaturas são hoje mais altas do que na maior parte dos últimos 11.300 anos passados… (período) que corresponde ao desenvolvimento da civilização humana”, revelou Shaun Marcott, pesquisador da Universidade Estatal de Oregon (noroeste dos Estados Unidos) e principal autor deste trabalho, publicado na edição de sexta-feira da revista Science. A história do clima mostra que no curso dos últimos 5.000 anos, a Terra esfriou 0,80 grau Celsius, mas voltaram a subir há 100 anos, particularmente no hemisfério norte, onde há mais extensões de terra e maior concentração populacional. De acordo com modelos climáticos, a temperatura média global ainda aumentará, em média, entre 1,1 e 6,3 grau Celsius até 2100, dependendo da quantidade de emissões de dióxido de carbono (CO2) procedentes de atividades humanas, informaram os pesquisadores. “O mais preocupante é que este aquecimento será claramente maior do que qualquer período nos últimos 11.300 anos”, segundo Peter Clark, paleo-climatologista na Universidade Estadual do Oregon e co-autor do estudo. A posição da Terra com relação ao sol, especificamente sua inclinação, foi o principal fator natural que afetou as temperaturas nos últimos 11.300 anos, explicaram os cientistas. “Durante o período mais quente do Paleoceno – os 11.000 últimos anos – a Terra estava em uma posição que tornava os verões mais quentes no hemisfério norte”, afirmou Shaun Marcott. “Com a mudança desta orientação, os verões no hemisfério norte refrescaram e deveríamos estar ainda hoje neste longo período de resfriamento, que não é o caso”, acrescentou. Todos os estudos concluem que o aquecimento nos últimos 50 anos resulta da atividade humana e não de fenômenos naturais. (Fonte: Terra)

Sal demais pode ser causa de doenças autoimunes

Rebelião imunológica A incidência de doenças autoimunes - como a esclerose múltipla, diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e outras - tem aumentado em todo o mundo. Doenças autoimunes são aquelas causadas por um fenômeno conhecido como autoimunidade, quando o sistema imunológico ataca células da própria pessoa, como se elas fossem invasoras. Agora, cientistas dos EUA e da Europa acreditam ter encontrado a razão para esse aumento: o sal presente na alimentação. Não se trata de um estudo isolado, mas de uma série de artigos, de pesquisadores de várias instituições, publicados simultaneamente na edição da revista Nature desta semana. Sal, genes e ambiente Segundo os cientistas, a pesquisa foi inspirada, em parte, por uma observação de que comer em restaurantes fast-food tende a provocar um aumento na produção de células inflamatórias, que são mobilizadas pelo sistema imunológico para responder a uma lesão ou a organismos invasores - a diferença é que, nas doenças autoimunes, o ataque se volta para os tecidos saudáveis. Os pesquisadores mostraram como o sal pode induzir e piorar as respostas imunológicas patogênicas. Além disso, eles descobriram que a resposta imunológica disparada pelo sal consumido na dieta é controlada por genes envolvidos em uma variedade de doenças autoimunes. Sal no corpo humano: saber científico muda completamente "Estas não são doenças causadas apenas por genes defeituosos ou doenças causadas pelo ambiente, são doenças fruto de uma interação ruim entre os genes e o meio ambiente," disse o Dr. David Hafler, autor de uma das pesquisas. Sal a gosto com bom senso Os estudos mostraram que o aumento no nível de sal na dieta de cobaias induziu a produção de um tipo de célula T (Th17) que já se sabia estar associada a doenças autoimunes, e que os animais com dietas ricas em sal desenvolveram uma forma mais grave de esclerose múltipla, a encefalomielite autoimune experimental. Os pesquisadores ressaltam que simplesmente baixar o consumo de sal depois que uma doença autoimune já se instalou não parece ser suficiente para reverter a situação, embora isto não tenha sido objetivo da série de estudos que acabam de ser publicados. Para as pessoas que ainda não desenvolveram a doença, contudo, a recomendação é clara e incisiva: baixar o consumo de sal e evitar as chamadas "comidas porcaria" (junk food) e alimentos processados. Redação do Diário da Saúde

Choque com cometa pode ter dado origem à vida na Terra, diz pesquisa

O choque com um cometa pode ter trazido para a Terra elementos essenciais para o desenvolvimento da vida. Novo experimento da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e da Universidade do Havaí, em Manoa, mostrou que no espaço há condições de se criar dipeptídeos complexos – pares ligados de aminoácidos – que são essenciais para a vida. Assim, abre-se a possiblidade de essas moléculas terem sido trazidas para a Terra por um cometa, o que catalisou a formação de proteínas (polipeptídeos), enzimas e até moléculas mais complexas como açúcares. Em uma câmara de ultra vácuo refrigerado a 10 graus acima do zero absoluto (10 Kelvin), os cientistas da equipe havaiana, Seol Kim e Ralf Kaiser, simularan uma bola de neve no espaço, incluindo dióxido de carbono, amônia e vários hidrocarbonetos, como metano, etano e propano. Quando ela foi bombardeada com elétrons de alta energia, que simulam os raios cósmicos no espaço, as substâncias químicas reagiram para formar complexos compostos orgânicos, especificamente dipeptídeos, considerados essenciais para a vida. Na Universidade da Califórnia, os pesquisadores analisaram os compostos orgânicos e revelaram a presença de nove diferentes aminoácidos e de, pelo menos, dois dipeptídeos. “É fascinante a considerar que os mais básicos blocos bioquímicos que levaram à vida na Terra podem ter tido uma origem extraterrestre”, disse Richard Mathies, químico da Universidade da Califórnia e coautor do artigo publicado on-line na semana passada e prevista para a versão imprensa de 10 de março do Astrophysical Journal. (Fonte: UOL)

Cresce consciência ecológica, mas preço ainda é determinante

O consumidor brasileiro está mais atento em relação a produtos ecologicamente corretos, porém ainda considera o preço como fator mais importante no momento de decidir por uma compra. No relatório Estilos de Vida Sustentáveis, 73% dos entrevistados afirmam que sua atitude pode realmente afetar o meio ambiente do mundo. Realizado pela Mintel, o estudo também aponta que 74% da população diz que deve considerar “fatores verdes” na próxima vez que comprar um eletrodoméstico. Ao mesmo tempo, 69% dos respondentes considerarão motivos ambientais quando adquirirem um eletroeletrônico. Porém, quando indagados sobre os fatores decisivos na hora da compra, 69% dos participantes colocam o preço como elemento mais importante que preocupações ambientais. A pesquisa também indica atitudes sobre reciclagem. Para 94% dos brasileiros, a reciclagem seria viável se existisse coleta seletiva na área onde vivem, mas 50% deles dizem não entender a importância do processo de reciclagem. (Fonte: Exame.com)