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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Jornalismo ambiental é tema de Fórum durante Fiema Brasil 2012

A cobertura dos temas ambientais, embora seja realizada há muito tempo por jornalistas que têm as questões da área como princípios de interesse inclusive pessoal, está em um crescente de abrangência nos veículos de comunicação, assim como a sua visibilidade pública de forma geral. É diante desse cenário que ocorre no dia 25 de abril, a partir das 13h30min, o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. O evento faz parte da programação paralela da 5ª edição da Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente, e acontece no Auditório Verde, instalado junto à exposição, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves. O Fórum trará para a mesa de debates três temas: Sustentabilidade e Meio Ambiente em Pauta – possibilidades, abordagens e desajustes, O jornalismo ambiental virtual – a cobertura feita nas mídias sociais, sites e blogs e Rio + 20 – como o tema está sendo tratado e como chegará à população. Para tratar desses assuntos foi chamado um time de profissionais com um trabalho destacado no jornalismo ambiental nacional e internacionalmente e no desenvolvimento dos conceitos da sustentabilidade em diferentes frentes. São eles Ricardo Voltolini, publisher e consultor da empresa Ideia Sustentável, Alan Dubner, consultor em comunicação interativa e especializado em Mídia Social, Paulina Chamorro, gerente de Meio Ambiente e apresentadora das rádios Eldorado e Estadão ESPN, e Cláudia Piche, diretora de conteúdos da revista e do portal Ideia Sustentável. O time é completo ainda por Vilmar Berna, fundador da Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) e editor da Revista e do Portal do Meio Ambiente, Henrique Camargo, editor do portal Mercado Ético, e Reinaldo Canto, correspondente e colunista do portal Envolverde. Além de suas funções atuais, todos têm vasta experiência e envolvimento com o tema ambiental de forma ampla. O Fórum de Jornalismo Ambiental será gratuito. Confirmações de presença podem ser encaminhadas pelo email imprensa1@fiema.com.br ou pelo telefone (54) 3055.3979, com a assessoria de imprensa. O cadastramento antecipado para entrada na feira pode ser feito pelo site www.fiema.com.br. A realização é do grupo nacional Jornalismo Ambiental e de Fiema Brasil. Patrocínio de Fundação FAT e FAT Vitae. Grupo Jornalismo Ambiental Trata-se de uma decorrência de uma oficina ocorrida na 4ª edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em novembro de 2011, no Rio de Janeiro. Desde então, um grupo de comunicadores passou a exercitar coletivamente a prática da abordagem de pautas ambientais e de sustentabilidade. Isso, além de estabelecer o diálogo e a reflexão sobre as temáticas afins. Dentro da ideia de ampliar, cada vez mais, os debates e o número de participantes envolvidos nessa iniciativa, algumas ações estão sendo formatadas. A primeira delas é o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. O site do grupo é www.jornalismoambiental.com. Agência Fapesp/EcoAgência

Multas ambientais irão direto para o Fundo Nacional do Meio Ambiente

A partir de agora, as multas ambientais decorrentes de ações judiciais serão identificadas por códigos numéricos na Guia de Recolhimento da União (GRU), que permitirão identificar o local da infração, o valor pago e, sobretudo, o destino do dinheiro - o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). A novidade vale desde janeiro deste ano, mas ainda está em fase de implementação. Para informar e orientar procuradores e promotores públicos sobre esse novo procedimento, a diretora do FNMA, Ana Beatriz de Oliveira, faz palestra no XII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente (www.abrampa.org.br), nesta quinta-feira (19/04) em Brasília. Até janeiro, as multas caíam na conta do Tesouro Nacional e não eram identificadas. Por meio da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério do Meio Ambiente, a diretoria do FNMA negociou com a Secretaria de Orçamento Federal e com a Secretaria do Tesouro Nacional a criação dos códigos. São eles: 1919.35.20 (Código de Natureza de Despesa - SOF) e 10.119-2 (Código de Arrecadação de Receita - STN). O FNMA criou ainda um terceiro código, que permite resgatar as informações sobre o infrator. Instruções para preenchimento da GRU já estão no site: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=1&idConteudo=11625&idMenu=12551 Assim, o dinheiro poderá ser utilizado para reparar exatamente a área onde houve o impacto. Desde a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), havia previsão de reverter as multas para esse fim, mas não havia como controlar. "Queremos estabelecer que o dinheiro volte para a área impactada", explicou a diretora do FNMA. FINANCIAMENTO O dinheiro arrecadado com as multas é destinado a financiar projetos de recuperação ambiental e ações socioambientais. Desde 1989, o fundo já financiou 1.400 projetos, mobilizando R$ 230 milhões. O FNMA gerencia o recurso, repassado por meio de editais para instituições parceiras: organizações não governamentais (ONGs) e órgãos públicos federais, estaduais ou municipais. "A relação entre a União e os parceiros é pautada por um objetivo em comum: a execução da política ambiental brasileira", disse a representante do Fundo. As ações apoiadas pelo FNMA estão localizadas em todas as regiões do país. São projetos e iniciativas que contribuem para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e para a qualidade de vida da população brasileira. É o mais antigo fundo socioambiental da América Latina e conta com 19 membros no conselho deliberativo (cinco de ONGs e 14 do governo). por Ascon

CONGRESSO AMBIENTAL ENVOLVERDE

domingo, 15 de abril de 2012

Zinco é arma do sistema imunológico contra micróbios

Zinco

Cientistas do Instituto CNRS, na França, descobriram um novo mecanismo natural de defesa contra infecções.

De forma surpreendente, os pesquisadores descobriram que o zinco, um metal pesado que é tóxico em altas doses, é utilizada pelas células do sistema imunológico para destruir micróbios como o bacilo da tuberculose ou a bactéria E. coli.

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas relacionadas às infecções e às doenças auto-imunes, além de novas formas para testar vacinas em desenvolvimento.

O sistema imunológico contra-ataca

Uma das estratégias bem conhecidas e usadas por nosso sistema imunológicopara destruir os micróbios consiste em privá-los de nutrientes essenciais, tais como os metais, especialmente o ferro.

Mas esta é a primeira vez que os cientistas demonstram que o inverso também é verdadeiro: as células imunológicas são capazes de mobilizar reservas de metais pesados, principalmente o zinco, para envenenar os micróbios.

O fenômeno foi demonstrado com o Mycobacterium tuberculosis, o agente responsável pela tuberculose em humanos, que responde por quase 2 milhões de mortes por ano no mundo, e para a Escherichia coli, da qual algumas cepas podem causar infecções graves do sistema digestivo e urinário.

Bombas de defesa

Os pesquisadores observaram uma acumulação rápida e persistente de zinco nas células do sistema imunológico (macrófagos) que ingeriram M. tuberculosisou E. coli.

Eles também observaram a produção, na superfície dos micróbios, de numerosas proteínas cujo papel é o de bombear para fora os metais pesados, ou seja, eliminá-los.

A sintetização dessas "bombas" é uma defesa dos micróbios contra a intoxicação imposta pelos macrófagos.

A prova definitiva veio quando os cientistas alteraram geneticamente os micróbios para que eles não conseguissem desenvolver as bombas: tanto o M. tuberculosis quanto a E. coli se tornaram ainda mais sensíveis à destruição pelos macrófagos.

Importância do zinco no organismo

O zinco, embora tóxico quando ingerido em quantidades muito elevadas, é, portanto, benéfico para o sistema imunológico.

Os cientistas levantam a hipótese de que possa haver mecanismos equivalentes para outros metais pesados, como o cobre.

Estes resultados têm implicações clínicas muito concretas.

Em particular, eles reabrem o debate sobre a suplementação da dieta com zinco e podem também conduzir a novos antibióticos que bloqueiem a ação das bombas microbianas de metais ou a novas vacinas com cepas atenuadas.

Redação do Diário da Saúde

Recicle sua ideia sobre o lixo

Atualmente um dos grandes problemas no mundo é a produção de lixo. São toneladas produzidas por dia e anos para se de-comporem e serem absorvidos no meio ambiente. Os aterros sanitários já estão chegando no limite de sua capacidade e o impacto ambiental que eles causam também é outro fator muito impor-tante para se repensar a maneira que cada cidadão se relaciona com seu lixo. Em agosto de 2010 foi criada a lei 12.305 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Um dos pontos importantes da Lei é que na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos, deve ser observada a seguinte ordem de prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Também determina que cada cidade deverá dar destinação adequada ao lixo por ela gerado. A lei na íntegra pode ser lida no site do Planalto (www.planalto.gov.br). Como todos sabem, em Cotia ainda não há aterro sanitário, o lixo coletado é transportado para um aterro em Itapevi. Existe uma Parceria – Público – Privada (PPP) do lixo, que prevê a instalação do aterro. A Cotia Ambiental é a empresa responsável pela coleta do lixo na cidade e foi vencedora dessa PPP. O prefeito Carlão Camargo afirmou, em entrevista ao Jornal d´aqui, que a empresa apresentou um projeto que inclui a recuperação do lixão do Caputera, desativado em 2004, a instalação de um aterro sanitário e de uma usina de reciclagem no município. Coleta seletiva Essa questão por aqui avançou pouco, mas já existem pontos de coleta em alguns bairros, é preciso apenas se informar onde é o local mais próximo para deixar seu lixo reciclável. (Mais informações com Simone da Regional de Caucaia - 4242-2844 ou eng.alcides@yahoo.com.br). Você pode deixar seu material também nos pontos de coleta nos supermercados Pão de Açúcar, Walmart e Extra. O lixo reciclável coletado na cidade pela Cotia Ambiental é levado para a Cooper Nova Cotia Recicla, uma cooperativa que fica no Jd. Nova Cotia, região central da cidade. A cooperativa conta atualmente com 28 cooperados. É a segunda vez que visitamos a Cooper Nova e podemos perceber a importância do trabalho dessas pessoas que tiram do material reciclável o seu sustento. Uma cooperativa como essa tem suma importância tanto no âmbito ambiental quanto social. Mensalmente a Cooper Nova Cotia comercializa cerca de 140 toneladas de material reciclável, é uma quantidade enorme de lixo que deixa de ir para aterros sanitários e é transformado. Há muitas pessoas e entidades que admiram o trabalho da Cooper Nova e participam: cerca de 60 empresas da cidade enviam seu material reciclável para a cooperativa, muitos condomínios e residências em diversos bairros fazem o mesmo. A Prefeitura de Cotia ajuda disponibilizando três caminhões para a coleta. Instituições como Ecoar, Unisol, Banco do Brasil e SENAI ajudam na organização das cooperativas e capacitação de seus cooperados. A cooperativa A cooperativa iniciou seus trabalhos há 12 anos e hoje é exemplo. Desde nossa última visita, há dois anos, podemos notar que a quantidade de material recebido dobrou. Conversamos com a presidente da Cooper Nova, Marli Monteiro e com Ilza de Paula, que é do setor administrativo. Elas disseram que atualmente recebem de oito a 10 caminhões de material reciclável diariamente. Segundo Marli, o aumento se deve a parceria com a Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria Adjunta de Obras de Caucaia. “O secretário Alcides Fernandes ajuda muito a cooperativa”. Ela fez questão de agradecer essa parceria. Necessidade de um novo espaço Esse trabalho pode crescer e muita gente pode se beneficiar. Para isso acontecer é necessário um novo galpão, pois apesar da quantidade de material recebido ter dobrado, o espaço continua o mesmo. Marli explica que as condições de trabalho são mais difíceis. É preciso empilhar muito alto o material já prensado e isso dificulta o trabalho e o torna até perigoso. “Tudo é feito manualmente e é ai que vai a maior parte do esforço físico dos cooperados, e muitos acabam desistindo do trabalho”, explica Ilza. O salário dos cooperados fica em torno de R$ 950,00 mensais e a cooperativa garante plano de saúde médico e odontológico e o pagamento do INSS. Os cooperados atualmente são mais capacitados, entendem melhor o seu trabalho, pois fizeram curso pela Unisol (Central de Cooperativa e Empre-endimentos Solidários). Muitas pessoas ligam na cooperativa querendo incluir seu condomínio, residência ou empresa na coleta seletiva, mas atualmente a Cooper Nova não dispõe de estrutura para receber uma quantidade maior de material. Construção de novo galpão A Prefeitura irá construir um novo galpão para abrigar a Cooper Nova Cotia e para que ela possa expandir a coleta. O terreno está localizado no mesmo bairro, na esquina das ruas Nova Trindade e Novo Mundo. Questionamos a Prefeitura quando o novo galpão será construído, recebemos a informação de que somente após a fase de licitação disponibilizarão a planilha com as datas de execução da obra, que terá 300m². O investimento será de aproximadamente 400 mil reais. Pedimos também que disponibilizassem o projeto da obra, a Prefeitura informou que por ainda estar em fase de licitação, o projeto ainda não pode ser divulgado. Lixo não reciclável Rejeito é o lixo que não pode ser reciclado. A cooperativa recebe ao menos um caminhão por dia desse lixo, que não deveria ter ido para a reciclagem. Os cooperados perdem tempo separando esse material o que é desgastante para eles. “As pessoas não têm ainda a cultura de saber o que é lixo reciclável. Separa-mos esse lixo e a Cotia Ambiental recolhe e leva para o aterro, acaba sendo um custo a mais para o município e um custo físico para as pessoas que trabalham aqui”. Vale lembrar: você deve mandar para a reciclagem apenas o lixo seco: papel, plástico, metal e vidro. Veja detalhes abaixo. Novos projetos A Cooper Nova é proponente de um projeto da Unisol e Banco do Brasil, trata-se da Rede Oeste de Comercialização (composto por grupos de catadores dos municípios de Cotia, Itapevi, Osasco, Taboão da Serra e região Oeste de São Paulo). A rede é composta por oito cooperativas que se reúnem não só para discutir logística reversa, como trabalho e produção. Esse projeto visa o crescimento das cooperativas ao ajudar na comercialização do material reciclável. Marli conta que a Rede liberou três caminhões para ajudar na comercialização. Segundo Marli, a Rede é aberta, ou seja, outras cooperativas que forem surgindo podem participar. “Quanto mais cooperativas puder abrigar na rede, melhor”. A Cooper Nova está participando também de um projeto do SENAI, esse visa a capacitação de quem trabalha com coleta seletiva, o objetivo é ajudar essas pessoas a terem visão de empreendedor. O projeto pretende fazer um levan-tamento de catadores não formais existentes na região e procurá-los para capacitá-los. Pessoas que não têm nenhuma renda também podem participar. O projeto entra com capacitação e uma parte de maquinário. “Hoje posso dizer que a Cooper Nova tria no máximo 10% do material reci-clado de Cotia, quando toda a cidade começar a fazer a coleta seletiva, vai precisar de muita gente traba-lhando”, calcula Ilza. Saiba o que é reciclável Vidro Reciclável: garrafas, potes, frascos limpos de produtos de limpeza e produtos alimentícios, cacos de qualquer um dos itens citados acima. Não reciclável: cristais, espelhos, lâmpadas, cerâmicas e porcelanas, pyrex. Plástico Reciclável: garrafas, tampas, embalagens de higiene e limpeza, garrafas PET, CD e DVD, tubos vazios de creme dental e utensílios plásticos, como canetas e escovas de dente. Não reciclável: fraldas descartáveis, adesivos, e embalagens com lâminas e metalizadas, como bombons, biscoitos e outros produtos alimentícios. Papel Reciclável: envelopes, cartões e cartolinas, cadernos, papéis de embrulho limpos e papéis impressos em geral, como jornais e revistas. Não reciclável: papel higiênico, fotografia, papel carbono, etiquetas adesivas, guardanapos e lenços sujos. Metal Reciclável: lata e papel limpo de alumínio, talheres de aço, embalagens limpas de marmita de alumínio, panelas, fios, geladeiras, pregos e parafusos. Não reciclável: esponjas de aço, grampos, clipes, latas de tinta e embalagens de aerossóis. Fonte: EcoDesenvolvimento.org Veja onde descartar outros materiais Óleo de cozinha usado – existem diversos pontos de coleta da empresa Preserva na cidade ou você pode levar às unidades do Pão de Açúcar e Extra ou à Granja Verde Paisagismo. Lixo eletrônico – a empresa Cidadão Eco coleta materiais de informática, eletrônicos e automotivos, inclusive cartuchos e toners. Existem pontos de coleta fixos em São Paulo. No site da empresa você encontra a lista de materiais e o endereço dos pontos de coleta. Pilhas, baterias e celulares - O Banco Santander realiza o programa “Papa-Pilhas”, programa de reciclagem de pilhas, baterias e celulares. As agências de Cotia e da Granja Viana são pontos de coleta. Você pode descartar esses materiais também nas unidades das lojas C&A e Ponto Frio do Shopping Granja Vianna. http://jornaldaqui.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

Brasil tem pelo menos 250 novas espécies ameaçadas de extinção

O Brasil ganhou pelo menos 250 novas espécies ameaçadas na última década. Os dados, ainda preliminares, são da lista da fauna em risco que o ICMBio (Instituto Chico Mendes) prepara para o fim de 2014. A nova lista é a primeira avaliação global do estado de saúde dos animais brasileiros em uma década. A anterior, publicada em 2004 pelo Ibama, indicava que 627 das cerca de 1.300 espécies avaliadas de anfíbios, répteis, peixes, aves, mamíferos e invertebrados estava sob algum grau de ameaça. O status de ameaça de extinção é dado segundo categorias definidas pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). São elas “vulnerável”, “em perigo”, “criticamente em perigo”, “extinto na natureza” e “extinta”, de acordo com diversas medições do tamanho das populações e do grau de fragmentação dos habitats. Uma instrução normativa publicada na última segunda-feira (3/4) no “Diário Oficial da União” determina uma mudança de estratégia na elaboração da próxima lista: a anterior, elaborada pela Fundação Biodiversitas para o Ibama, olhava apenas as chamadas espécies-candidatas, ou seja, as espécies de um mesmo gênero ou família com problemas em potencial. “As listas eram encomendas à Biodiversitas com um prazo de desenvolvimento previamente estabelecido e nunca superior a 12-24 meses e com orçamento limitado”, diz Gláucia Drummond, superintendente da fundação. “Nessas condições, não era possível avaliar todas as espécies de um dado grupo.” “Isso era tendencioso, porque a gente já sabe que vai ter vulnerabilidade”, disse à Folha Ugo Vercillo, coordenador de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes. Salto - A nova avaliação levará em conta todas as espécies de um determinado grupo, independentemente de suspeitas sobre seu grau de ameaça. Isso fará com que o número de espécies avaliadas salte de 1.300 para 10 mil. Até agora só se avaliou 28% desse total. Daí a queda aparente na proporção de ameaçadas (de 50% para 15%). Vercillo diz, porém, que o número real de animais em perigo aumenta a cada ano. “O país não para de crescer, as áreas nativas continuam sendo alteradas”, afirma. Um caso que o ICMBio considera preocupante é o dos tubarões. Das 169 espécies brasileiras, duas são consideradas “regionalmente extintas” e 60 estão sob ameaça. Outro motivo de preocupação é o impacto do aumento da construção de hidrelétricas sobre os peixes. “Existe [hoje] uma tendência ao aumento de espécies em perigo, tanto para peixes continentais quanto para marinhos”, diz Vercillo. Por outro lado, há também espécies saindo de risco devido a programas de conservação. Até agora, segundo o coordenador do ICMBio, três que estavam ameaçadas em 2003 já deixaram a categoria. Outras tiveram seu grau de ameaça reduzido, como a arara-azul-de-lear, caso citado por Drummond. Segundo a bióloga, esforços de conservação no norte da Bahia, habitat da ave, aumentaram o número de indivíduos na natureza. “É provável que sua categoria seja reavaliada, passando de ‘criticamente em perigo’ para ‘em perigo’”, diz Drummond. Um alívio. Saiba mais em www.icmbio.gov.br (www.icmbio.gov.br). (Fonte: Claudio Angelo/ Folha.com)

O maravilhoso, colorido e pequeno mundo dos insetos em vídeo

Assistir os insetos viverem suas vidinhas é infinitamente divertido. E, até alguns anos atrás, capturar detalhes tão espetaculares era empreitada somente para grandes produtoras, com orçamentos ainda maiores. Hoje em dia é diferente. Tudo de que se precisa é uma câmera e lentes macro, que permitem grandes ampliações. Foi isso que o norueguês Tor Even Mathisen utilizou para capturar os momentos mais íntimos de moscas, minhocas, caracóis e aranhas. Ele só adicionou uma trilha sonora majestosa e pronto: obteve ouro cinemático.

Bugs and insects! from Tor Even Mathisen on Vimeo.

ONG lança página na internet com informações sobre unidades de conservação ambiental

Brasília – As principais características de algumas unidades de conservação (UCs) brasileiras, como espécies que habitam o local e biomas existentes, começaram a ser reunidas em uma página da internet criada pela organização não governamental (ONG) WWF Brasil. Mesmo com a falta de dados de algumas regiões, o Observatório de Unidades de Conservação, como foi batizado o projeto, já pode ser consultado por qualquer pessoa. O espaço virtual concentra dados como o tamanho das unidades, mapas, fotos, principais ameaças, legislação e informações sobre outros sistemas oficiais, como o monitoramento de chuvas ou o Cadastro de Conservação, mantido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Com o sistema de busca, é possível organizar informações por estados, categoria (se é parque nacional, reserva extrativista ou floresta estadual, por exemplo), esfera (federal ou estadual) e grupo (proteção integral ou uso sustentável). Para Giovanna Palazzi, do Departamento de Áreas Protegidas do ministério, o banco de dados pode contribuir para o mapeamento e o acompanhamento feitos pelo governo, que já cadastrou e validou, tecnicamente, 1,7 mil unidades de conservação (UCs) do país. “Hoje temos 100% das UCs federais, além de quase 95% das estaduais. Agora estamos entrando com as informações municipais. A ideia é aprimorar o cadastro com esses outros instrumentos criados por parceiros”. Maria Cecília Wey de Brito, secretária geral da WWF Brasil, acredita que, além de ser uma fonte atualizada de informações, o observatório também vai funcionar como um instrumento de cobrança de políticas e ações do Poder Público. “Para os tomadores de decisão, a importância das UCs já deveria estar clara. Se não está, os dados mostram o capital que o país tem, o que está faltando para fazer melhor e as ameaças [às unidades]. Quando [o Poder Público] vê que só tem uma unidade em Mato Grosso do Sul que conserva o que restou do Rio Paraná, não vai ter argumentos para, naquele pedaço do rio, fazer uma obra”. A representante da ONG acredita que as autoridades brasileiras precisam rever conceitos de valor dessas unidades. Ela lembra que, recentemente, a WWF precisou reunir estudos e promover debates para garantir a preservação de uma área de restinga no litoral paulista que poderia ter se transformado em mais uma área de exploração imobiliária. * Edição: Vinicius Doria ** Publicado originalmente no site da Agência Brasil. (Agência Brasil)

Sete hábitos para um coração saudável

Saúde do coração As autoridades de saúde de todo o mundo recomendam sete práticas que melhoram a saúde cardiovascular e aumentam a expectativa de vida, evitando infartos ou acidentes cardiovasculares. Os problemas cardiovasculares já são a principal causa de morte em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMS estima que a cada ano, 17 milhões de pessoas morrem devido a este tipo de problema. Mais de 80% das mortes acontecem em países de baixa renda. No entanto, uma pesquisa recente nos Estados Unidos afirma que apenas 1,2% dos 45 mil adultos consultados seguem estas sete dicas. Hábitos para um coração saudável Os sete hábitos para um coração saudável são: não fumar fazer exercícios físicos controlar a pressão arterial controlar a glicose controlar o colesterol controlar o peso corporal adotar uma dieta balanceada Quem segue pelo menos seis dessas sete recomendações tem 51% menos chances de morrer por qualquer outra causa, em comparação com aqueles que seguem apenas um dos hábitos. Além disso, o risco de transtornos cardiovasculares caiu em até 76%. Mulheres seguem mais os mandamentos do coração Segundo as estatísticas, os grupos de pessoas que seguem mais fielmente as recomendações são mulheres, jovens, indivíduos brancos não-hispânicos e pessoas com maior escolaridade. Para o professor Donald Lloyd-Jones, da universidade norte-americana de Northwestern, o retrato da pessoa com coração saudável nos Estados Unidos é "uma mulher jovem, branca e com bom nível escolar". "A saúde cardiovascular ideal é perdida rapidamente após a infância, adolescência e juventude, devido à adoção de condutas adversas de saúde vinculadas à dieta, ao peso e ao estilo de vida sedentário, particularmente em camadas da população de piores níveis socioeconômicos," afirma ele Para Lloyd-Jones, o problema já extrapola os serviços de saúde pública, que sofrem com as consequências dos maus hábitos da população. Desprezando o coração Segundo um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, este foi o grupo que justamente apresentou menor risco de morte por AVC. Apesar de estas mudanças de hábitos poderem salvar vidas, a pesquisa publicada pela revista científica Journal of the American Medical Society diz que poucas pessoas realmente levam as recomendações a sério. Os cientistas usaram dados de uma sondagem nacional com quase 45 mil pessoas com mais de 20 anos em três períodos distintos: de 1988 a 1994, de 1999 a 2004 e de 2005 a 2010. Nestes três intervalos, foi revelado que apenas 1,2% das pessoas seguiam as recomendações. A incidência de fumantes diminuiu entre 23% e 28% desde 1988, mas não houve nenhuma alteração nos níveis médios de pressão arterial, colesterol ou massa corporal. http://www.diariodasaude.com.br

Embrapa vai virar multinacional

Sem fronteiras O governo federal pretende lançar a Embrapa Internacional até o final deste mês. Maior exemplo de sucesso na área de pesquisas científicas e tecnológicas no Brasil, a Embrapa já virou inspiração para a criação de uma entidade equivalente para a indústria, a Embrapii. Agora a Embrapa recebeu autorização para se internacionalizar, exercendo " qualquer das atividades integrantes de seu objeto social fora do território nacional, em conformidade com o que dispuser seu estatuto social". A lei originou que criou a Embrapa restringia sua atuação ao território nacional, mas isto foi alterado no final do governo Lula. Busca de recursos Pedro Arraes, presidente da empresa, disse que um dos objetivos é ajudar outros países com a experiência adquirida ao longo dos 39 anos de existência da Embrapa. "Mas também é, e talvez esse seja o principal, trazer inovações dessas relações para o nosso país," acrescentou ele. A Embrapa Internacional terá uma estrutura com capacidade de captar recursos de fontes do exterior, como Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e agências de fomento, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Fundação Bill Gates. "A Fundação Bill Gates fez, recentemente, um aporte de US$ 2,5 bilhões para a Embrapa, e esse recurso, obviamente, não pode entrar na conta da Embrapa aqui no Tesouro, como arrecadação, porque eu vou ter que encaminhar para outros países", explicou Arraes. Embrapa Internacional A Embrapa Internacional estreará nos Estados Unidos. "Dependendo da dimensão que esse negócio tomar, e as perspectivas são de dimensões imensas, talvez tenhamos que ter uma estrutura mínima lá, mas sempre mínima, porque a competência técnica vai estar sempre aqui, na Embrapa. Lá é simplesmente uma forma que a gente tem de agilizar essa captação de recursos internacionais", informou Arraes, acrescentando que pessoas físicas também poderão fazer doações para algum projeto específico, no qual tenham interesse. http://www.inovacaotecnologica.com.br

Novos números de desmatamento no País

Situação atípica no Mato Grosso está sendo investigada. Ibama e outros órgãos federais estão em campo desde o início do ano. Em três meses, foram embargados 7 mil hectares e aplicados R$ 49,5 milhões em multas. O desmatamento na Amazônia Legal, identificado pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), caiu 48,2% em março deste ano frente ao mesmo mês de 2011, de 116 para 60 quilômetros quadrados. Na comparação do período de agosto a março 2010/2011 com agosto a março de 2011/2012, o total da área desmatada ficou estável. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (5), em Brasília, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Os números apontaram um pico de desmatamento no estado de Mato Grosso em fevereiro. De acordo com Izabella Teixeira, isso aconteceu porque a região ficou encoberta por nuvens de outubro de 2011 a janeiro de 2012. Com a redução da cobertura de nuvens em fevereiro, foi possível detectar os desmatamentos acumulados no período, que somaram 307 quilômetros quadrados. “Estamos pedindo à Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso para verificar legalidade desses desmatamentos”, afirmou a ministra. Migração – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) também verificará os motivos da elevação do desmatamento em Roraima. Segundo Izabella Teixeira, o aumento do desmatamento de 12 para 56 quilômetros quadrados no período de agosto/2011 a março de 2012 frente a igual intervalo em 2010/2011 pode estar relacionado à migração de atividade madeireira ou outras atividades econômicas para o Sul do estado. Nos demais estados da Amazônia Legal, ainda não é possível avaliar o desmatamento em virtude da grande cobertura de nuvens. Os dados do Deter são fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fins de fiscalização. Esses dados são disponibilizados mensalmente no site do Inpe. A ministra destacou que agentes do Ibama em conjunto com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Instituto Chico Mendes, estão em campo desde 1º de janeiro intensificando a fiscalização. “Estamos mudando a estratégia, sem esperar virem dados do Deter para agir”, disse. Do início de 2012 até 16 de março, o Ibama embargou 7 mil hectares e aplicou R$ 49,5 milhões em multas por desmatamento ilegal. * Confira os relatórios mensais completos: http://www.obt.inpe.br/deter. ** Publicado originalmente na EcoAgência. (EcoAgência)

Os três maiores mistérios da evolução humana

Apesar de muitos estudos e teorias já terem sido formulados, ainda há muito debate sobre como exatamente nos tornamos, ao longo de centenas de milhares de anos, a espécie humana que somos hoje. Três questões, em específico, dividem opiniões entre os cientistas e curiosos em geral. Aprenda um pouco mais sobre estes pontos: 1 – BIPEDALISMO Charles Darwin dizia que os ancestrais do Homo sapiens passaram a caminhar sobre dois membros ao invés de quatro por conveniência: foi uma adaptação para deixar nossas mãos livres para criar ferramentas, o que acelerou a evolução. Essa tese já foi derrubada: hominídeos se tornaram bípedes há mais de 4 milhões de anos, enquanto as ferramentas mais antigas de que se tem registro não passam de 2,6 milhões. Ainda não há certeza sobre o motivo real. Alguns defendem que ser bípedes nos fez mais altos, o que é uma vantagem para visualizar presas e predadores. Outros afirmam que andar sobre duas pernas nos fez mais rápidos e hábeis, ampliando o território por onde podíamos nos expandir e instalar. É claro que talvez seja uma mistura de várias razões. 2 – PERDA DE PELOS Mamíferos têm o corpo coberto de pelos por proteção: com maior capacidade de conservar a temperatura corporal, os animais podem se instalar em regiões mais frias e inóspitas. Mas os antecessores do Homo sapiens acabaram fazendo o caminho oposto, e também há mais de uma teoria para o que levou a isso. Uma das ideias afirma que foi o contato com a água. Passando mais tempo de vida nadando em lagos ou rios, fomos perdendo a necessidade de tanta pelagem. É por isso que os mamíferos aquáticos (como a baleia, por exemplo) não precisam disso. Outra corrente de pensamento, no entanto, defende que a perda dos pelos aconteceu quando os hominídeos deixaram as florestas e passaram a viver também em savanas, onde não há proteção contra os raios solares e poderíamos nos superaquecer. Logo, fomos perdendo a “cobertura”. Essa teoria parece mais sensata, com um único porém: alguns animais, como leões e zebras, vivem perfeitamente bem e recobertos de pelos nas savanas africanas, onde as temperaturas são sempre altíssimas. O mistério, portanto, continua no ar. 3 – AUMENTO DO CÉREBRO Nosso desenvolvimento encefálico, e estamos falando mesmo em aumento do tamanho do cérebro, impulsionou a evolução do Homo sapiens. Neste ponto, nossa distinção dos outros primatas é clara. Enquanto os macacos não podem ter um cérebro muito grande porque as mandíbulas fazem muita força e pressionam o crânio com violência, uma mutação genética teria feito os hominídeos se livrarem deste problema. A maioria dos cientistas sempre imaginou que o cérebro humano foi pouco a pouco crescendo e nossa capacidade foi aumentando. Mas há quem pense o contrário: as novas habilidades adquiridas ao longo do tempo é que foram conferindo mais complexidade ao cérebro. Uma nova adaptação é que incitava um novo desenvolvimento do cérebro, e isso teria acontecido incontáveis vezes ao longo da nossa linha evolutiva. http://hypescience.com

Barbaridade! Tinha escravo no pacote do chimarrão

O Sonda Supermercados, 4ª maior rede varejista do Estado de São Paulo, anunciou nesta quarta (11) que vai deixar de vender produtos da Ervateira Regina. A decisão foi tomada após a uma reportagem de André Campos, da Repórter Brasil, informar ao Sonda que a empresa sediada em Catanduvas (SC), especializada em beneficiar erva-mate para chimarrão, utilizou mão-de-obra escrava. Desde dezembro de 2010, a Ervateira Regina integra a “lista suja” do trabalho escravo, que relaciona os empregadores flagrados cometendo esse crime. O cadastro, criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em novembro de 2003 e atualizado a cada seis meses, é usado por empresas privadas e públicas para o gerenciamento de riscos socioambientais. Através dele, é possível evitar relações comerciais e financeiras que vinculariam uma empresa a um infrator. Abaixo, trechos da matéria: A Ervateira Regina entrou para a “lista suja” em dezembro de 2010 por conta de uma fiscalização em outubro de 2009. Na ocasião, foram libertados 12 trabalhadores que extraíam erva-mate em uma fazenda de General Carneiro (PR). A situação verificada no local gerou 16 autos de infração à empresa, além de indenizações de R$ 15,6 mil. “Inconcebível e de extrema gravidade, o fato noticiado exigiu imediata orientação e posicionamento dos departamentos responsáveis chamados à manifestação desta empresa, posicionados a oferecer direcionamento quanto à exposição e comercialização dos produtos da malsinada empresa”, anunciou por meio de nota assinada pelo departamento jurídico do Sonda. Os representantes afirmam que o grupo “tem firme posicionamento e resoluto comprometimento em não permitir e jamais contratar qualquer empresa ou fornecedor, seja grande ou pequeno, que se utiliza de trabalho ilegal, exigindo-se dos mesmos indefectível comprometendo-se a não utilizar práticas de trabalho análogo a escravo ou de mão de obra infantil, salvo este último na condição de aprendiz, observadas as disposições da Consolidação das Leis do Trabalho, seja direta ou indiretamente, por meio de seus respectivos fornecedores de produtos e de serviços”. Fundado nos anos 1960, o grupo controla 30 lojas – 23 da rede Sonda Supermercados e sete da Cobal Supermercados – e possui mais de sete mil funcionários. Em 2010, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), seu faturamento bruto foi de R$ 1,6 bilhões – quase 20% a mais do que no ano anterior. * Publicado originalmente no Blog do Sakamoto. (Blog do Sakamoto)

Dia do Meio Ambiente abre agenda paralela à conferência, diz ministra

O combate ao desmatamento será tema de um dos muitos eventos paralelos que o governo federal fará durante a Rio+20, afirmou na quinta-feira (12) em São Paulo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo ela, o governo está definindo a agenda de atividades que ocorrerão simultaneamente à cúpula dos chefes de Estado. “A partir de 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, começam as atividades que envolverão governo, sociedade civil e empresas”, disse a ministra. O encontro dos líderes dos países será entre os dias 20 e 22 de junho. Até o mês que vem, deve ser lançado um plano de comunicação de massa sobre a conferência. A ideia é apresentar a Rio+20 para os brasileiros, mas o cronograma está atrasado por causa do processo de licitação para contratar as agências, disse uma fonte ligada ao governo. “A sociedade está se articulando, teremos muitos eventos nacionais e internacionais ligados à conferência”, afirmou a ministra. Ela não quis comentar, no entanto, a prorrogação do decreto que suspende a multa para proprietários rurais que desmataram ilegalmente suas propriedades. Prorrogado por 60 dias (tempo em que o Congresso espera aprovar a polêmica reforma do Código Florestal), o novo decreto expira pouco antes da Rio+20. A reforma do Código Florestal é vista como um retrocesso pelos ambientalistas e pode “manchar” a imagem do Brasil na Rio+20. Izabella Teixeira participou do lançamento do Grupo de Trabalho do Carvão Sustentável, pacto assinado entre 49 empresas e ONGs, entre elas o Instituto Ethos, para combater o trabalho escravo e o desmatamento de áreas de florestas nativas na cadeia de produção do carvão vegetal. O carvão é utilizado para a produção de ferro-gusa, matéria prima da indústria de aço. “Cerca de 49% do carvão vegetal produzido no Brasil vem de matas nativas, o que é inaceitável”, disse Teixeira. (Fonte: Andre Vialli/ Folha.com)

Pesquisadores encontram um novo destino para as sacolas plásticas

No Brasil, os supermercados de São Paulo deixaram neste mês de abril de distribuir gratuitamente as sacolas plásticas, ação semelhante a que está sendo tomada em países europeus. O principal motivo está no impacto que elas causam ao meio ambiente e por não serem recicladas adequadamente. Pensando nisso, o pesquisador Amit Naskar e seus colegas do Laboratório Oak Ridge, nos Estados Unidos, desenvolveram um processo que transforma o polietileno, usado no produto, em um material muito mais valioso: as fibras de carbono. As fibras de carbono estão entre os materiais mais high-tech, ou seja, de maior tecnologia na atualidade. Elas estão presentes em carros de corrida, equipamentos esportivos, aviões e sondas espaciais. Segundo Naskar, o processo de reciclagem não apenas possibilita a transformação para fibras de carbono, como também torna possível ajustar o produto final em aplicações específicas. “Acreditamos que nossos resultados trarão para a indústria uma técnica flexível para fabricar fibras tecnologicamente inovadoras em inúmeras configurações, de aglomerados de fibras a não-tecidos de fibra de carbono”, explicou Naskar ao portal do Laboratório Oak Ridge. Ao falar sobre as aplicações possíveis do material reciclado, o pesquisador é bem direto. “As possibilidades são virtualmente ilimitadas”, afirmou. Como ocorre a transformação Para o novo processo é utilizado uma técnica chamada de “sulfonação”, na qual é mergulhado o aglomerado de fibras em um ácido que contém um banho químico, onde reage e forma uma fibra negra que não irá se fundir novamente. “A técnica transforma as fibras de plástico em uma forma não fundível”, explicou Naskar. O resultado final pode ter um contorno superficial e um diâmetro de cada filamento ajustado com precisão no momento do processo de fabricação. A exatidão desta manipulação pode alcançar a escala dos nanômetros (subunidade do metro). O processo de patente pendente lhes permite ajustar a porosidade, tornando o material potencialmente útil para a catálise de filtração e a captação de energia eletroquímica. Os pesquisadores também observaram que a descoberta representa um sucesso para o DOE (Departamento de Energia), que busca avanços em materiais leves que possam ajudar as montadoras de carros norte-americanas na criação de um design capaz de atingir mais milhas por galão, sem comprometer a segurança ou o conforto. E a matéria-prima, que pode vir a partir de sacos de plástico e restos de tapete de apoio e salvamento, é abundante e barata. * Publicado originalmente no site EcoD. (EcoD)

Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2012 abre inscrições

Inovação tecnológica na saúde Estão abertas as inscrições para o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia de 2012, com o tema principal "Inovação tecnológica na saúde". Estudantes e pesquisadores de todo o Brasil e dos demais países membros e associados do Mercosul (Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Peru, Colômbia e Equador) devem enviar seus projetos até 9 de julho Os trabalhos devem englobar a região do Mercosul e se relacionar a prevenção, tratamento, desenvolvimento de vacinas, diagnósticos, medidas sanitárias e novas tecnologias biomédicas e farmacêuticas para: doenças de caráter infeccioso; encefalites; doenças endêmicas agudas e crônicas; doenças crônico-degenerativas e imunológicas; doenças neurológicas; doenças crônicas não transmissíveis. Categorias A premiação abrangerá inovações do ensino médio ao doutorado. São quatro categorias: Iniciação Científica - estudantes do ensino médio com idade até 21 anos, com ou sem orientação de professor (prêmio: US$ 2.000); Estudante Universitário - sem limite de idade, com ou sem orientador (prêmio: US$ 3.500); Jovem Pesquisador - graduados com até 35 anos (prêmio: US$ 5.000); Integração - equipes compostas por pesquisadores graduados em pelo menos dois dos países do grupo, sem limite de idade (prêmio: US$ 10.000). Maiores informações poderão ser obtidas no site do evento, no endereço http://eventos.unesco.org.br/premiomercosul. http://www.inovacaotecnologica.com.br

Brasil quer tecnologia de reciclagem da Holanda

Tecnologia de reciclagem A indústria paulista quer seguir o exemplo da Holanda, que recicla 80% dos resíduos sólidos produzidos naquele país. A indústria brasileira, por sua vez, precisa se adaptar à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010 e que deve ser implementada até 2014. "Precisamos de tecnologia e também de logística reversa, que é a operação de trazer de volta esses itens para o processo produtivo. Como fazer isso? É melhor buscar com quem já aprendeu a fazer do que começar o processo do zero", disse o diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eduardo San Martin. Mercado para recicláveis Herman Huisman, coordenador da NL Agency, entidade responsável pelo processo na Holanda, apresentou dados sobre a política holandesa de gerenciamento de resíduos durante evento em São Paulo. Huisman disse que existem regras básicas que podem ser reproduzidas no Brasil, apesar das diferenças entre os países. "O primeiro passo seria deixar os aterros sanitários menos atrativos. Eles seriam usados somente para resíduos que resultarem do processo de reciclagem," propôs ele. Huismann considerou "bastante ambiciosa" a meta traçada pelo Política Nacional de Resíduos Sólidos, tendo em vista o curto tempo de adaptação. Ele chamou a atenção para a necessidade de criar mercados para os recicláveis, assim como programas de cooperação dentro do governo. Educação para reciclagem A ministra de Infraestrutura e Meio Ambiente da Holanda, Melanie Schultz, destacou a importância da aplicação da legislação e do desenvolvimento de projetos de educação ambiental para alcançar as metas propostas. "O Brasil experimentou um grande desenvolvimento nos últimos anos e agora reconhece a necessidade de uma legislação e de uma educação fundamentais para o desenvolvimento cultural e econômico do país", disse ela. As leis holandesas relacionadas ao tema foram aprovadas na década de 1970, em uma época de muita poluição e de problemas de saúde pública no país, como a cólera. Hoje, o volume de resíduos que segue para aterros fica entre 3% e 4%. http://www.inovacaotecnologica.com.br

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Teste com vacina da Aids dá respostas sobre sistema imune

O primeiro teste clínico com uma vacina experimental da Aids, feito na Tailândia, forneceu informações importantes sobre as respostas do sistema imunológico, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (4) nos Estados Unidos.

Segundo estimativas divulgadas em 2009, 31,2% dos participantes no estudo vacinados com este produto batizado RV144 tinham claramente menos risco de ser infectados pelo HIV do que o grupo tratado com placebo.

Os cientistas examinaram amostras de sangue dos participantes vacinados com o RV144 para analisar suas respostas imunológicas e descobriram que os diferentes tipos de respostas dos anticorpos estavam relacionados com o nível de infecção do HIV.

Os resultados do teste clínico da vacina, do qual participaram mais de 16 mil adultos na Tailândia, foram publicados em outubro de 2009 no “New England Journal of Medicine”, a mesma revista médica que publica este novo estudo em sua edição de 5 de abril.

“Ao estudar aqueles que foram infectados em comparação com os participantes que não foram, pensamos ter descoberto indícios muito importantes sobre a forma como funciona a vacina”, explicou Barton Haynes, professor de medicina da Universidade de Duke (Carolina do Norte, sudeste), encarregado de fazer a análise.
“Aparentemente, a proteção neste teste clínico foi principalmente atribuída aos anticorpos e todos os anticorpos estudados isolados da vacina RV144″, destacou.

“Os diferentes efeitos protetores destes anticorpos – induzidos pela vacina – serão testados em primatas para ver se poderiam impedir uma infecção por HIV”, acrescentou o médico.

A principal descoberta se baseia no fato de que anticorpos específicos de uma zona que envolve o vírus, chamada V1V2, estão vinculados ao nível de infecção mais frágeis no caso dos vacinados, explicaram os pesquisadores.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo organismo para se defender de agentes infecciosos como vírus ou bactérias.

Segundo a hipótese antecipada pelos virologistas, os anticorpos aderem à zona V1V2 do invólucro do vírus, o que impediria a infecção, ao bloquear sua reprodução.

(Fonte: G1)

Água contaminada vaza ao mar em Fukushima, diz TV japonesa

A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina de Fukushima Daiichi, epicentro da crise nuclear no Japão, confirmou nesta quinta-feira (5) o vazamento ao mar de algo em torno de 12 toneladas de água contaminada com estrôncio radioativo, informou a televisão pública “NHK”.

Os trabalhadores da companhia descobriram durante a madrugada que o vazamento do líquido contaminado é procedente de um dos encanamentos conectados ao tanque no qual se armazena a água radioativa que serve para resfriar os reatores.

A acumulação de milhares de toneladas de água contaminada provenientes dos reatores, líquido que segue em direção ao interior das instalações da usina, é um dos principais problemas enfrentados pela Tepco em Fukushima Daiichi.

Os operários da companhia conseguiram fechar as válvulas do encanamento, o que deteve o vazamento, aproximadamente uma hora depois, detalhou a “NHK”.

A operadora de Fukushima confirmou que estima que uma parte significativa das 12 toneladas de água contaminada com estrôncio altamente radioativo tenha vazado ao Oceano Pacífico através de uma fundação de drenagem que comunica a central com o mar.

Além disso, em 26 de março, a Tepco informara também de um vazamento no sistema de circulação de água dos reatores 1, 2 e 3 da central, o que despejou 80 litros de água contaminada com estrôncio no oceano.

(Fonte: G1)