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domingo, 27 de novembro de 2011

Novo lote de e-mails de cientistas do clima vaza na internet

A poucos dias da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 17), em Durban, na África do Sul, novos e-mails de pesquisadores do clima foram vazados na internet, a exemplo do que aconteceu antes da edição de 2009 da reunião, em Copenhague, aparentemente numa tentativa de desacreditar o processo científico que sustenta as negociações climáticas internacionais.

A polícia britânica está examinando esse lote de trocas de e-mails entre cientistas do clima que veio à tona nesta terça-feira (23). As mensagens têm origem em computadores da Universidade de East Anglia, considerada uma das principais nas pesquisas climáticas, de onde também vieram os e-mails tornados públicos em 2009. A instituição avisou que não tem como dizer se os e-mails são todos verdadeiros.

A partir de próxima segunda-feira, negociadores de quase 200 países se reúnem em Durban com o propósito de avançar rumo a um acordo global de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa. As expectativas para a conferência já eram modestas, e agora o vazamento de e-mails pode representar um novo golpe para o processo.

O pacote de 5 mil mensagens foi postado num servidor russo por um grupo ou indivíduo autodenominado “FOIA”. Em 2009, uma série de e-mails escritos por especialistas em clima da universidade foram roubados por hackers e espalhados na rede, no episódio que ficou conhecido como “Climategate”, pouco antes da cúpula do clima da ONU em Copenhague.

Na época, céticos em relação às mudanças climáticas causadas pelo homem afirmaram que a correspondência mostrava que dados de pesquisas estavam sendo manipulados. Representantes da Universidade de East Anglia disseram que os e-mails aparentemente foram selecionados para expor a “discussão franca” entre os cientistas. “Esta parece ser uma tentativa cuidadosamente programada para reacender a polêmica sobre a ciência por trás das alterações climáticas”, afirmou a instituição em comunicado.

(Fonte: G1)

Brasil tentará reverter ‘morte’ de Kyoto na COP 17, diz embaixador

O embaixador André Corrêa do Lago, um dos negociadores do Brasil na Conferência das Partes (COP 17), que começa na próxima segunda-feira (28) em Durban, na África do Sul, disse nesta quarta-feira (23) que o país vai apoiar a aprovação de uma emenda que prorrogaria o Protocolo de Kyoto até 2020.

O acordo global em vigência obriga as nações consideradas desenvolvidas, que mais emitem gases de efeito estufa (exceto Estados Unidos), a reduzir o envio de carbono à atmosfera, o que reverteria o aumento da temperatura global. Porém, ele expira no fim de 2012 e ainda não há um novo tratado para substituí-lo.

“Se deixar morrer Kyoto, vai-se deixar morrer o único acordo total. Há praticamente um consenso de que nunca mais vai se conseguir um acordo total”. Lago explicou que, desde a assinatura do Protocolo, em 1997, havia a determinação de que o primeiro período de compromisso seria revisto entre 2008 e 2012.

A declaração foi feita durante um encontro com jornalistas realizado em Brasília, onde o embaixador apontou os principais pontos em negociação na cúpula climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

Crise climática – O embaixador explicou a crise existente entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento e como isto afeta no comprometimento para reduzir os gases causadores do efeito estufa.

Segundo ele, a postura dos Estados Unidos – que não são signatários do Protocolo de Kyoto – é “inflexível” e influencia Rússia, Japão e Canadá, que já sinalizaram que poderão abandonar o acordo. A União Europeia, por sua vez, está aberta a negociações.

“Nenhum país quer sair de Kyoto pra fazer mais do que faria em Kyoto. Todo mundo quer fazer menos”, comentou Lago. Para ele, a COP 17 é considerado o prazo limite para isto. “Sendo aprovada essa emenda em Durban, temos até outubro (de 2012) para o segundo período de compromisso entrar em vigor. [...] O momento ideal para aprovação é esse”.

Fundo do Clima Verde – Outro ponto que está em debate é a regularização do “Fundo do Clima Verde”, criado oficialmente em 2010 durante a COP 16, realizada no México, e que pretende canalizar até 2020 o montante de US$ 100 bilhões por ano para ajudar países em desenvolvimento a enfrentarem a mudança climática global.

O negociador brasileiro disse que será estabelecido os moldes de funcionamento. Ele classificou a iniciativa como um “desafio enorme” porque há previsão de que US$ 100 bilhões seriam insuficientes. “Existem estimativas que falam em US$ 500 bilhões ou US$ 700 bilhões”.

Em outubro, a secretária-executiva da ONU para mudanças climáticas, Christiana Figueres, disse que os trabalhos seriam submetidos à consideração e à aprovação em Durban. Ela comentou ainda que a proposta “inclui um forte sinal para envolver o setor privado, e uma sólida base para desenvolver operações impulsionadas pelos países por meio de acesso direto às verbas”.

(Fonte: Priscilla Mendes/ G1)

Ciência, e não política, deve nortear reunião em Durban, diz IPCC

As discussões sobre as mudanças climáticas devem deixar de lado as brigas políticas e se concentrar na crescente ameaça decorrente do aquecimento global, como forma de avançar rumo a um acordo que limite as emissões de gases do efeito estufa, disse o chefe da comissão climática da ONU, Rajendra Pachauri.

Negociadores de quase 200 países se reúnem a partir de segunda-feira em Durban, na África do Sul, para duas semanas de discussões. Há poucas esperanças de avanço rumo a um acordo que obrigue as principaiseconomias do mundo a limitarem suas emissões.

A busca pelo novo tratado que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013 já esbarrou em divergências entre nações desenvolvidas e emergentes nas reuniões dos anos anteriores, em Copenhague e Cancún.

Rajendra Pachauri, chefe do IPCC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática), um órgão científico da ONU, alertou para o risco de a discussão ser novamente prejudicada por “considerações políticas estreitas e de curto prazo.”

“É absolutamente essencial que os negociadores tenham uma exposição continuada e repetida à ciência da mudança climática”, declarou ele à Reuters.

“Se fizéssemos isso, certamente haveria um impacto sobre a qualidade e o resultado das negociações, afinal são todos seres humanos, têm famílias, são gente também preocupada com o que vai acontecer nas próximas gerações.”

Na sexta-feira, o IPCC divulgou um relatório dizendo que um aumento nas ondas de calor é quase certo, e que provavelmente ocorrerão também mais chuvas, inundações, ciclones, deslizamentos de terra e secas intensas ao longo deste século.

“Tenho medo de que a forma como tudo está estruturado perca de vista essas realidades”, disse o cientista indiano, ganhador do Nobel da Paz em 2007.

Ele indicou estar de acordo com a posição dos países em desenvolvimento, que alegam não poder realizar cortes tão drásticos nas suas emissões de carbono quanto as nações desenvolvidas, devido à necessidade de se industrializar e combater a pobreza.

“Quando você tem 400 milhões de pessoas sem acesso a eletricidade, dá para no século 21 lhes negar a própria base daquilo que o resto do mundo tem vivido nos últimos 150 anos?”, disse Pachauri, referindo-se à Índia.

A cada cinco ou seis anos, o IPCC divulga relatórios elaborados a partir do trabalho de milhares de cientistas, e que deveriam servir de base para as discussões dos governos. Céticos, no entanto, questionam os dados nesses estudos.

Pachauri disse ainda que será difícil, mas não impossível, que o mundo consiga cumprir sua meta de limitar o aquecimento global a 2º C.

(Fonte: Folha.com)

Paracetamol acima da dose apresenta risco para adultos e crianças

Overdose escalonada

Médicos e autoridades desaúde estão preocupados com o que parece ser um uso excessivo do analgésico paracetamol.

Medicamentos à base de paracetamol são indicados para dores e febres - tanto por alguma enfermidade quanto para situações como o nascimento dos dentes e febres pós-vacinação em bebês.

Mas cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, demonstraram que há riscos de uma "overdose escalonada".

Essa superdosagem ocorre quando o paciente consume uma dose um pouco acima da recomendada do analgésico paracetamol mesmo por apenas alguns dias, o que pode causar graves danos à saúde, sobretudo ao fígado.

Resultados graves

Os pesquisadores descobriram que muitas pessoas que usam os comprimidos contra dor não percebem quando tomam mais do que o permitido e não se dão conta dos danos causados pelo consumo excessivo do remédio ao fígado.

Segundo os pesquisadores, este problema geralmente também não é detectado pelos médicos no início, pois os exames de sangue não indicam níveis excessivos de paracetamol após a ingestão inicial superior à indicada.

O estudo, publicado na revista British Journal of Clinical Pharmacology, sugere que os efeitos para a saúde de overdoses escalonadas de paracetamol - mesmo que modestas - são mais graves do que uma única overdose com grande quantidades de comprimidos.

Paracetamol para bebês

Ao mesmo tempo, autoridades de saúde do Reino Unido lançaram um alerta sobre o uso do paracetamol em crianças.

"Crianças mais novas podem estar recebendo uma dose de paracetamol maior do que o necessário," afirma o documento da MHRA (Medicines and Healthcare products Regulatory Agency).

A providência adotada foi alterar as dosagens recomendas para bebês e crianças pequenas.

A agência salienta que a mudança não está sendo feita por questões de segurança em relação ao medicamento, mas para garantir que cada criança receba a dose correta para cada idade.

Informações da BBC

Confirmado novo vírus causador de câncer

Oncovírus

Cientistas norte-americanos confirmaram o citomegalovírus como uma causa dos tipos mais comuns de câncer das glândulas salivares.

O citomegalovírus (CMV) vem se juntar a um pequeno grupo dos chamados oncovírus - os vírus causadores de câncer.

Agora já são oito os oncovírus identificados. O mais conhecido deles é o HPV.

Felizmente, parece que os vírus não têm apenas o papel de bandido: descobertas recentes revelaram os vírus oncolíticos - vírus capazes dedestruir o câncer.

Citomegalovírus

A classificação do citomegalovírus como oncovírus tem importantes implicações para a saúde humana.

Esse vírus, que tem alta prevalência entre os humanos, pode causar doenças severas, e mesmo fatais, em pacientes com sistema imunológicocomprometido.

Ele também causa defeitos de nascimento se a mulher tiver o primeiro contato com o citomegalovírus quando está grávida.

Michael Melnick, pesquisador da Universidade da Califórnia, afirma que a descoberta de seu grupo não descarta a possibilidade de que o CMV tenha papel em outros cânceres, além daquele das glândulas salivares.

Contra-ataque

"Nos pacientes saudáveis, como sistemas imunológicos normais, o citomegalovírus fica dormente e inativo nas glândulas salivares. Ninguém sabe o que o reativa," explica o pesquisador.

O estudo demonstrou que, quando há um tumor nas glândulas salivares, o vírus está ativo e há uma maior concentração de proteínas associadas a ele.

Mais do que isso, a quantidade de proteínas criadas pelo vírus tem uma correlação positiva com a gravidade do câncer.

Isto foi importante porque, conhecendo as proteínas que o vírus usa para intensificar o câncer, há agora um caminho a seguir em busca de contra-atacá-lo.

http://www.diariodasaude.com.br

Vacina para H1N1 é segura para portadores de doenças autoimunes

Portadores de doenças reumáticas autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide, apresentam maior risco de infecção do que a população em geral. Por conta disso, precisam ser vacinados contra novos vírus, como o H1N1, causador da influenza A. Mas não se sabia se as vacinas desenvolvidas para combater esse subtipo do vírus da influenza apresentavam riscos e seriam eficazes para esses pacientes.

Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) comprovou a imunogenicidade e a segurança da vacina contra o H1N1 em pacientes com doenças reumáticas autoimunes e em pessoas submetidas à terapia imunossupressora, como as com câncer ou as que receberam transplante.

Os resultados da pesquisa, que recebeu apoio da FAPESP, foram apresentados no Encontro Científico Anual do Colégio Americano de Reumatologia (ACR, na sigla em inglês), que ocorreu nos dias 4 a 9 de novembro em Chicago, nos Estados Unidos, e publicados anteriormente nos Annals of the Rheumatic Diseases.

Durante o estudo, foram avaliados e vacinados contra o H1N1 1.668 pacientes diagnosticados com artrite reumatoide, espondiloartrites, lúpus eritematoso sistêmico, dermatomiosite, doença mista do tecido conectivo, vasculites sistêmicas, esclerose sistêmica, síndrome de Sjögren, síndrome antifosfolípide e artrite idiopática juvenil, entre outras, atendidos no ambulatório do Hospital das Clínicas e na Unidade de Reumatologia Pediátrica do Instituto da Criança da USP.

Também foram recrutadas 234 pessoas saudáveis para receber a vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a indústria farmacêutica Sanofi-Aventis.

Juntamente com os pacientes com doenças reumáticas autoimunes, o grupo de controle foi acompanhado por 21 dias após a vacinação para avaliação dos efeitos colaterais.

Ao comparar a resposta imune à vacina pelos dois grupos, os pesquisadores constataram que, de forma geral, a dos pacientes com doenças reumáticas autoimunes foi equivalente a das pessoas saudáveis.

“A resposta imune à vacina contra o H1N1 na população normal ficou em torno de 77%, contra 63% dos pacientes com doenças autoimunes. Com base nisso, agora podemos afirmar, com segurança, que esses pacientes podem ser vacinados contra a gripe, porque respondem bem à vacina”, disse Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá, professora da USP e coordenadora do estudo à Agência FAPESP.

De acordo com a pesquisadora, no estudo, apenas em pacientes diagnosticados com lúpus, artrite reumatoide e artrite psoriática a resposta imune à vacina contra o H1NI foi menor do que a apresentada pelas pessoas saudáveis.

Ao investigar as causas para essa diferença, os pesquisadores descobriram que isso se deve ao efeito dos imunossupressores e corticoides utilizados na medicação desses pacientes. E que quando esses medicamentos são associados ao uso de cloroquina – um antimalárico muito usado no tratamento de doenças reumáticas autoimunes – a resposta imune à vacina por esses pacientes melhora e tende a se normalizar.

A descoberta será publicada nas próximas edições da revista Rheumatology, da Sociedade Britânica de Reumatologia. “Pretendemos realizar agora um estudo celular com antimalárico, para avaliar a resposta autoimune”, disse Bonfá.

Adjuvantes – Em outra pesquisa, também realizada no âmbito do projeto, os pesquisadores brasileiros identificaram que o corticoide é o fator mais importante para diminuir a imunogenicidade da vacina contra H1N1 em crianças com doenças reumáticas autoimunes. Os resultados da pesquisa serão publicados em uma das próximas edições do The Journal of Rheumatology.

“As descobertas dessas pesquisas são muito importantes e têm um impacto muito grande no dia a dia dos profissionais de saúde que cuidam de pacientes com doenças autoimunes porque agora eles poderão ter segurança para usar a vacina”, avaliou Bonfá.

Segundo a pesquisadora, durante o estudo não foi registrado caso grave de efeito colateral da vacina em pacientes com doenças reumáticas autoimunes, que tenha requerido internação.

Uma das hipóteses atribuídas pelos pesquisadores para isso foi a utilização de uma vacina sem adjuvantes imunológicos (compostos que estimulam a resposta autoimune), usados nas campanhas de vacinação no Brasil.

“Como esses pacientes já têm uma resposta autoimune alterada, qualquer proteína dada a eles pode piorar o quadro da doença. Dessa forma, uma vacina sem adjuvantes imunológicos representa uma vantagem para eles”, disse Bonfá.

(Fonte: Elton Alisson/ Agência Fapesp)

Conama limita emissões de poluentes

Indústrias, refinarias de petróleo, termoelétricas a gás e a óleo e fábricas de cimento, que entraram em operação antes de 2006, terão que reduzir as emissões de poluentes aos níveis adotados para as novas plantas. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (24) durante reunião do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, os prazos para a adequação variam de cinco a 15 anos, conforme a atividade. Além do impacto na melhoria da qualidade do ar, a expectativa é que a decisão tenha reflexos na modernização e na competitividade do parque industrial brasileiro.

Ainda segundo o ministério, o desafio, a partir de agora, é dotar o país de um sistema de monitoramento capaz de assegurar a efetividade da resolução aprovada. A nova resolução prevê que as emissões de gases tóxicos como o sulfúrico, o nítrico e o fosfórico, além de particulados, sejam limitadas e monitoradas.

(Fonte: Paula Laboissière /Agência Brasil)

Emissões de gases do efeito estufa devem dobrar até 2050

As emissões globais de gases que causam o efeito estufa devem aumentar em 50% até 2050, principalmente em razão da maior demanda de energia e do crescimento econômico nos grandes países emergentes.

O alerta foi feito nesta quinta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que publicou o relatório Perspectivas do Meio Ambiente no Horizonte 2050.

O documento foi divulgado às vésperas da 17ª Conferência das Partes (COP 17) da ONU sobre as mudanças climáticas, que começa na próxima segunda-feira em Durban, na África do Sul.

Segundo a OCDE, a fatia dos países dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) nas emissões globais de gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global, passou de 30% nos anos 70 para 40% atualmente.

De acordo com o relatório, as emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases que provocam o efeito estufa, deverá crescer 70% até 2050 em razão do aumento do uso de energias.

‘A previsão é de que as emissões de CO2 causadas pelos transportes dobrem entre 2010 e 2050 em razão do forte aumento da demanda por carros nos países em desenvolvimento e do crescimento da aviação’, diz o documento.

‘A concentração média global dos vários gases de efeito estufa na atmosfera continuam aumentando desde que os recordes começaram’, alerta a OCDE.

Segundo cientistas, uma concentração de CO2 na atmosfera em 450 partes por milhão (ppm), limitaria em 50% a possibilidade do aumento da temperatura mundial em 2°C, meta de aquecimento definida em 2010 na conferência internacional em Cancún.

Esse aumento de 2°C é considerado pelos especialistas como sendo o limite para que as mudanças climáticas sejam suportáveis ou adaptáveis.

A OCDE ressalta que as concentrações atuais de CO2 ‘estão chegando muito perto da meta de 450 ppm’.

De acordo com o documento, esse número já estava próximo de 400 ppm no ano passado.

‘Se não houver novas medidas governamentais, a concentração de CO2 na atmosfera poderá atingir 685 ppm em 2050′, afirma a organização, ressaltando que isso poderá resultar em uma alta média de 3,7°C a 6° da temperatura do planeta até o final do século.

A OCDE também alerta que se não houver mudanças de políticas governamentais, as energias fósseis ainda continuarão representando 85% das energias utilizadas no mundo.

‘Os governos devem deixar de lado suas viseiras nacionais e considerar a situação em escala mundial’, disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

‘Para atingir o objetivo fixado de limitar em 2°C o aumento da temperatura mundial, eles devem acelerar as negociações em Durban’, declarou Gurría.

(Fonte: G1)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ONU convoca todos os líderes para a cúpula ambiental Rio+20

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Todos os chefes de Estado do mundo estão convidados para uma grande cúpula ambiental a ser realizada em 2012 no Rio de Janeiro, com a meta de definir formas concretas de tornar aeconomia mundial mais sustentável e menos desigual, disse nesta quarta-feira o funcionário da Organização das Nações Unidas que comanda os preparativos.

O evento de junho está sendo considerado o mais importante encontro ambiental internacional em uma geração, marcando os 20 anos da "Cúpula da Terra", realizada no Rio em 1992, e que resultaria em importantes tratados sobre clima e proteção da biodiversidade.

As crises financeiras que assolam a Europa e outras regiões desenvolvidas aumentaram a importância da cúpula, por mostrarem que o atual caminho de desenvolvimento é insustentável, disse Sha Zukang, subsecretário-geral da ONU para assuntos econômicos e sociais.

"Nos últimos 20 anos, vimos um desenvolvimento econômico relativamente rápido ... Enquanto isso, vimos uma crescente disparidade entre ricos e pobres. E ao mesmo tempo vimos uma deterioração ou destruição do meio ambiente", disse o chinês a jornalistas no Rio.

"Não nos faltam declarações, não nos faltam agentes, não nos faltam planos. O que mais precisamos é honrar e implementar aquilo a que os líderes se comprometeram há 20 anos."

Sha disse torcer para que todos os líderes nacionais venham ao Rio, mas admitiu que na prática o quórum deve ficar em torno de 120 chefes de Estado - mais do que os cerca de cem presentes na Rio-92. Outras autoridades dizem que muitos líderes só devem se convencer a participar quando as linhas gerais de possíveis acordos estiverem definidas, nos meses que antecedem ao evento.

A Rio-92 (também chamada à época de Eco-92) abriu caminho para todos os principais acordos ambientais desde então, incluindo convenções da ONU sobre mudança climática - precursoras do Protocolo de Kyoto, de 1997 - e sobre biodiversidade.

O evento também definiu os princípios para a exploração florestal sustentável, e estimulou a criação de planos nacionais para o desenvolvimento sustentável. Mas, apesar desses tratados, grande parte da pauta de 1992 continua em aberto.

Para a conferência de 2012, a meta da ONU é assegurar "um renovado compromisso político para o desenvolvimento sustentável", e o principal foco será na promoção da "economia verde" e na reforma das instituições para esse fim.

A cúpula, porém, será marcada por amplas divergências entre nações desenvolvidas e em desenvolvimento, as quais já impediram a adoção de um tratado climático para substituir o Protocolo de Kyoto a partir de 2013, e que voltarão a transparecer na conferência climática da ONU que começa na semana que vem em Durban, na África do Sul. Um fracasso desse evento poderá reduzir as expectativas de um progresso notável no Rio.

Alguns ambientalistas e governos nacionais têm criticado o foco da cúpula do Rio nos princípios da "economia verde", pois consideram que isso enfatiza demais a tecnologia e os mecanismos financeiros, em detrimento da biodiversidade e da proteção ambiental.

As economias em desenvolvimento manifestam o temor de que esses princípios sejam usados como pretexto para o protecionismo comercial, ou como uma condição para o fornecimento de ajuda por parte dos países ricos.

Sha, no entanto, disse acreditar que o tema da "economia verde" tenha um "enorme potencial" para gerar empregos, desde que esteja no contexto do desenvolvimento sustentável e combate à pobreza.

"Não devemos, na minha visão pessoal, nos incomodar indevidamente com essa definição", disse ele.

Sha citou sete áreas prioritárias para as discussões, incluindo redução da pobreza, aumento da segurança alimentar, melhoria da gestão hídrica, criação de "cidades sustentáveis" e maior ênfase na preparação contra desastres.

http://br.reuters.com