Apesar de ocuparem 43,9% do território da Amazônia, as áreas protegidas do bioma não estão livres de ameaças à proteção da floresta, da fauna e de comunidades tradicionais. Estudo do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Instituto Socioambiental (ISA) mostra que, apesar de avanços nos últimos anos, as Unidades de Conservação (UCs) e Terras Indígenas (TIs) da região têm falhas na gestão e estão sujeitas às pressões do desmatamento, exploração madeireira e mineração.
De acordo com o relatório, “a criação e a manutenção de áreas protegidas é uma das estratégias mais eficazes para a conservação dos recursos naturais na Amazônia”, mas a preservação depende de gestão eficiente, ampliação das fontes de financiamento e controle das atividades ilegais.
Um dos principais desafios para a proteção efetiva dos territórios que estão em UCs e TIs, segundo os pesquisadores, é a consolidação dessas áreas. Até dezembro de 2010, por exemplo, 70% dos planos de manejo das unidades de conservação da Amazônia não estavam prontos. “Das 308 UCs estaduais e federais analisadas, apenas 24% possuíam planos de manejo aprovados; 1% estava com seus planos em fase de revisão; 20% estava na fase de elaboração, e 50% sequer tinham iniciado seus planos de manejo”, revela o levantamento do Imazon e do ISA.
A dificuldade na gestão também está ligada à falta de pessoal, com poucos fiscais responsáveis por áreas imensas de florestas, muitas vezes distantes de ocupações urbanas. Nas UCs estaduais, a média é de um funcionário para cuidar de 1,8 mil quilômetros quadrados (km²). Há casos em que a proporção é de uma pessoa para 4 mil km², uma área equivalente a 400 mil campos de futebol.
Nas terras indígenas, a homologação de áreas já reconhecidas e os conflitos econômicos e fundiários são os principais gargalos para a consolidação, segundo o relatório.
O desmatamento, que ameaça todo o bioma, também atinge as áreas protegidas, que teoricamente deveriam estar protegidas das derrubadas ilegais. De acordo com o estudo, 3,5% de todo desmatamento na Amazônia até 2009 estava em áreas protegidas, num total de quase 26 mil km² de floresta a menos. Há UCs em que 88% da vegetação original foi derrubada e TIs com 70% do território desmatado.
Além das pressões do desmate e da exploração ilegal de madeira e da mineração, as áreas protegidas também sofrem ameaças de alterações formais, geralmente para reduzir o tamanho dos territórios sob proteção. Em 2010, um estudo do Imazon identificou pelo menos 37 propostas formais para alterar 48 áreas protegidas da Amazônia.
No estudo, os pesquisadores sugerem medidas para fortalecer e consolidar as áreas protegidas na Amazônia, como o controle de ocupações irregulares, o aumento do número de gestores para atuação em campo nas unidades de conservação e a conclusão prioritária de processos de reconhecimento e homologação de terras indígenas.
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Prática sustentável ganha espaço entre empresas
Exigências legais de controle de emissão de poluentes e descarte de resíduos, somadas à necessidade de atender requisitos ambientais para não perder clientes, têm feito crescer a adoção de práticas sustentáveis entre as pequenas empresas.
Além desses fatores, há ainda a percepção de que, junto com o respeito ao meio ambiente, é possível obter ganhos ou economia de custos com o reaproveitamento de materiais, por exemplo.
A pequena fabricante de embalagens de papelão Mazurky, de São Bernardo, é uma das empresas que têm apostado em ações ambientalmente corretas.
Há quatro anos, a companhia destina aparas de seu processo produtivo para a reciclagem. Atualmente são 8.000 quilos enviados mensalmente.
Outra iniciativa adotada pela fabricante é o tratamento de água (em tanque com 7.500 litros), que possibilita reaproveitar o insumo para lavagem de máquinas e separar a borra de tinta, que é destinada para incineração.
Segundo a coordenadora de sistemas de gestão de qualidade da Mazurky, Elaine Cristina de Lima, a companhia se antecipou à legislação para ter diferenciais de mercado e hoje conta com certificações ISO 9001 (de qualidade), 14001 (meio-ambiente) e 18001 (saúde e segurança ocupacionais).
Entre os fornecedores de autopeças, é exigência, para fornecer para montadoras, ter atestado de respeito às questões ambientais, cita o diretor do grupo de meio ambiente da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo, Luís Roberto Tombolato, que é executivo da Silibor, empresa de artefatos de borracha nesse município.
O dirigente diz que a conscientização existe, mas a legislação mais rigorosa, referente à coleta e destinação de resíduos, e as necessidades de mercado ajudam a impulsionar as práticas ambientais.
Tombolato acrescenta que faz o monitoramento de seu processo produtivo e também acompanha as exigências legais. Segundo ele, tem havido três a quatro novas leis por mês, sejam atualizações de normas existentes ou inovações.
A Silibor é certificada ISO 14001 desde 2001. "Fazemos reúso de água. São 9.000 litros por mês que fazemos o reaproveitamento", cita. Além disso, a empresa tem poço artesiano, o que propicia economia (a água captada não é cobrada).
PALESTRA
Com o tema na ordem do dia, o Ciesp de São Bernardo realiza no dia 28 a palestra Água de reúso, voltada a empresários da região. Mais informações pelo telefone 4125-7500.
Sebrae-SP vai lançar programa de gestão ambiental
O Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado de São Paulo) se prepara para lançar, no segundo semestre, o programa Gestão Ambiental. Para isso, vai criar edital para ministrar orientações a grupos de empresas. "Vamos trabalhar com auditorias ambientais, para mapear os processos produtivos", afirmou a gerente da regional do Sebrae no Grande ABC, Josephina Cardeli.
Ela afirma que a entidade já dá orientações em relação a procedimentos relacionados a esse tema, mas de forma pontual. A ideia é fazer algo mais detalhado e que possa servir para conhecer o patamar em que as companhias se encontram nessa área./CW
Para a gerente do Sebrae, ainda existe muita confusão em relação à gestão ambiental, que envolve o cumprimento de legislações específicas, de emissão de gases, respeito ao código de zoneamento do município, de geração de efluentes, entre outras. "Muita gente identifica como qualidade total, mas não é, é muito mais complexo", disse.
Diário do Grande ABC
Além desses fatores, há ainda a percepção de que, junto com o respeito ao meio ambiente, é possível obter ganhos ou economia de custos com o reaproveitamento de materiais, por exemplo.
A pequena fabricante de embalagens de papelão Mazurky, de São Bernardo, é uma das empresas que têm apostado em ações ambientalmente corretas.
Há quatro anos, a companhia destina aparas de seu processo produtivo para a reciclagem. Atualmente são 8.000 quilos enviados mensalmente.
Outra iniciativa adotada pela fabricante é o tratamento de água (em tanque com 7.500 litros), que possibilita reaproveitar o insumo para lavagem de máquinas e separar a borra de tinta, que é destinada para incineração.
Segundo a coordenadora de sistemas de gestão de qualidade da Mazurky, Elaine Cristina de Lima, a companhia se antecipou à legislação para ter diferenciais de mercado e hoje conta com certificações ISO 9001 (de qualidade), 14001 (meio-ambiente) e 18001 (saúde e segurança ocupacionais).
Entre os fornecedores de autopeças, é exigência, para fornecer para montadoras, ter atestado de respeito às questões ambientais, cita o diretor do grupo de meio ambiente da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo, Luís Roberto Tombolato, que é executivo da Silibor, empresa de artefatos de borracha nesse município.
O dirigente diz que a conscientização existe, mas a legislação mais rigorosa, referente à coleta e destinação de resíduos, e as necessidades de mercado ajudam a impulsionar as práticas ambientais.
Tombolato acrescenta que faz o monitoramento de seu processo produtivo e também acompanha as exigências legais. Segundo ele, tem havido três a quatro novas leis por mês, sejam atualizações de normas existentes ou inovações.
A Silibor é certificada ISO 14001 desde 2001. "Fazemos reúso de água. São 9.000 litros por mês que fazemos o reaproveitamento", cita. Além disso, a empresa tem poço artesiano, o que propicia economia (a água captada não é cobrada).
PALESTRA
Com o tema na ordem do dia, o Ciesp de São Bernardo realiza no dia 28 a palestra Água de reúso, voltada a empresários da região. Mais informações pelo telefone 4125-7500.
Sebrae-SP vai lançar programa de gestão ambiental
O Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Estado de São Paulo) se prepara para lançar, no segundo semestre, o programa Gestão Ambiental. Para isso, vai criar edital para ministrar orientações a grupos de empresas. "Vamos trabalhar com auditorias ambientais, para mapear os processos produtivos", afirmou a gerente da regional do Sebrae no Grande ABC, Josephina Cardeli.
Ela afirma que a entidade já dá orientações em relação a procedimentos relacionados a esse tema, mas de forma pontual. A ideia é fazer algo mais detalhado e que possa servir para conhecer o patamar em que as companhias se encontram nessa área./CW
Para a gerente do Sebrae, ainda existe muita confusão em relação à gestão ambiental, que envolve o cumprimento de legislações específicas, de emissão de gases, respeito ao código de zoneamento do município, de geração de efluentes, entre outras. "Muita gente identifica como qualidade total, mas não é, é muito mais complexo", disse.
Diário do Grande ABC
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Custo ambiental de hidrelétricas no Pantanal não compensa os benefícios, diz engenheiro
A segunda reportagem sobre as hidrelétricas nos rios do Pantanal mostra as obras que estão sendo planejadas para a região nos próximos anos. Tonico Ferreira e Hélio Gonçalves mostram os prós e os contras de se construir usinas num ambiente de harmonia tão rara.
O Pantanal vive dos rios que descem do Planalto Central do Brasil. A água se espalha pela planície em riozinhos – chamados corixos – baías e lagoas, antes de escoar para o Rio Paraguai. E é essa água, que passa devagar pela região, proporciona a abundância de vida no Pantanal.
A passagem da água pelo Pantanal é lenta por uma razão: ele é praticamente plano. Em uma distância de um quilômetro na direção norte-sul, o declive é de três a cinco centímetros apenas.
Quando chove nas cabeceiras dos rios, o Pantanal enche. Na estiagem, ele seca. Essa é a dinâmica natural, diz um fazendeiro de antiga família pantaneira.
“O que é a vida do Pantanal? É o que chamam de pulso. E o que é o pulso? É a variação entre a seca e a cheia. Então, quanto mais pulsa, quanto mais varia, melhor”, explica o pantaneiro Armando Arruda Lacerda.
As hidrelétricas planejadas para região podem mudar essa característica? O pantaneiro acha que sim. Ele teme pela sobrevivência dos peixes do Pantanal.
“É o grande berçário. Se você descer aí embaixo, você vai ver que é um berçário, você vai ver todas as espécies de peixes. E é isso é o que vai realimentar toda a indústria do turismo de pesca”, conta o pantaneiro Armando Arruda Lacerda.
A reportagem mostra como é esse criatório, esse berçário de peixes, com a ajuda do Juca, um cinegrafista especializado em imagens subaquáticas.
O corixo não é fundo e, provavelmente, fica seco durante parte do ano. Quando enche, os peixinhos encontram todos os alimentos de que precisam para crescer. É um aquário: corimbatás, piaus, piraputangas, lambaris, piranhas, cascudos e uma arraia que, com astúcia, tenta se esconder.
Quando adultos, os peixes criados na região sobem os rios para a área de reprodução. Só não chegam lá quando encontram obstáculos: uma cachoeira alta ou uma usina.
Uma das hidrelétricas em estudo fica no Rio Coxim, um dos melhores pontos de pesca de Mato Grosso do Sul. O marco mostra onde o rio seria cortado pela barragem.
Se a usina for aprovada, o reservatório vai cobrir a Cachoeira dos Quatro Pés. O pescador Tião está revoltado.
“Tudo isso debaixo d’água vai virar uma represa de 300 a 400 hectares. Todas essas pedras aqui vão pegar a inundação. Vai pegar uns 15 km, 20 km pra cima”, lamenta o pescador Sebastião Sérgio de Souza.
Inscrições da época colonial ficariam no fundo do lago. Elas foram feitas por desbravadores que saíram de São Paulo e conquistaram terras que eram da Espanha.
“Os portugueses deixaram um sinal, marcaram território, fincaram a sua bandeira, para que hoje nós fossemos, nós somos Brasil, mas fossemos Brasil de Portugal”, explica o guia de turismo Ariel Albrech.
Um engenheiro acha que o custo ambiental não compensa os benefícios.
Das 62 hidrelétricas previstas para os próximos nove anos na região do Pantanal, só uma é de grande porte. As outras são pequenas centrais com produção irrisória. Se todas forem construídas, irão contribuir com apenas 1,33 % da energia hidrelétrica gerada no país. E o período em que elas mais produzem é exatamente quando grande parte das usinas brasileiras estão com os reservatórios cheios, jogando água em excesso pelos vertedouros.
“No ano passado, Itaipu verteu cerca de 400 mw médios. Se a gente somar todo o potencial das bordas do Pantanal, não vai alcançar isso”, disse o professor de engenharia da UFMT, Dorival Gonçalves Júnior.
Para o ministro de Minas e Energia, o Brasil não pode abrir mão de qualquer potencial energético, mesmo que pequeno.
“Se nos abdicamos daqui, abdicamos dali, sob os mais diferentes argumentos, ainda que alguns deles procedentes, como é o caso, por exemplo, do Pantanal, vamos acabar não cumprindo o nosso planejamento energético brasileiro”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão.
Institutos de pesquisas, preocupados com o assunto, enviaram documento ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Eles querem que o impacto ambiental das usinas seja avaliado em seu conjunto. Um analista do Ministério do Meio Ambiente está encarregado de formular uma proposta de mudança nas normas de aprovação das hidrelétricas do Pantanal
“Cada empreendimento desse era tocado por um empreendedor. Não é um grupo que está implantando todas. Então, ele só sabe do impacto do que ele está gerando. Ele mesmo não conhece o impacto do próximo. Quem está atento à situação já sabe que a soma disso tudo vai trazer um grande impacto social e ambiental para a região”, explica Cristiano Zinato, analista do Ministério do Meio Ambiente.
Se as usinas forem inevitáveis, o pantaneiro Armando se diz preparado para essa nova adversidade.
“Eles já estão planejando fazer as coisas lá e nós já estamos planejando como superar isso por aqui. O Pantanal é maior, ele é poderoso, ele é muito forte e sobrevive. E o pantaneiro vai sobreviver junto com ele”, contou o fazendeiro Armando Arruda Lacerda.
(Fonte: G1)
O Pantanal vive dos rios que descem do Planalto Central do Brasil. A água se espalha pela planície em riozinhos – chamados corixos – baías e lagoas, antes de escoar para o Rio Paraguai. E é essa água, que passa devagar pela região, proporciona a abundância de vida no Pantanal.
A passagem da água pelo Pantanal é lenta por uma razão: ele é praticamente plano. Em uma distância de um quilômetro na direção norte-sul, o declive é de três a cinco centímetros apenas.
Quando chove nas cabeceiras dos rios, o Pantanal enche. Na estiagem, ele seca. Essa é a dinâmica natural, diz um fazendeiro de antiga família pantaneira.
“O que é a vida do Pantanal? É o que chamam de pulso. E o que é o pulso? É a variação entre a seca e a cheia. Então, quanto mais pulsa, quanto mais varia, melhor”, explica o pantaneiro Armando Arruda Lacerda.
As hidrelétricas planejadas para região podem mudar essa característica? O pantaneiro acha que sim. Ele teme pela sobrevivência dos peixes do Pantanal.
“É o grande berçário. Se você descer aí embaixo, você vai ver que é um berçário, você vai ver todas as espécies de peixes. E é isso é o que vai realimentar toda a indústria do turismo de pesca”, conta o pantaneiro Armando Arruda Lacerda.
A reportagem mostra como é esse criatório, esse berçário de peixes, com a ajuda do Juca, um cinegrafista especializado em imagens subaquáticas.
O corixo não é fundo e, provavelmente, fica seco durante parte do ano. Quando enche, os peixinhos encontram todos os alimentos de que precisam para crescer. É um aquário: corimbatás, piaus, piraputangas, lambaris, piranhas, cascudos e uma arraia que, com astúcia, tenta se esconder.
Quando adultos, os peixes criados na região sobem os rios para a área de reprodução. Só não chegam lá quando encontram obstáculos: uma cachoeira alta ou uma usina.
Uma das hidrelétricas em estudo fica no Rio Coxim, um dos melhores pontos de pesca de Mato Grosso do Sul. O marco mostra onde o rio seria cortado pela barragem.
Se a usina for aprovada, o reservatório vai cobrir a Cachoeira dos Quatro Pés. O pescador Tião está revoltado.
“Tudo isso debaixo d’água vai virar uma represa de 300 a 400 hectares. Todas essas pedras aqui vão pegar a inundação. Vai pegar uns 15 km, 20 km pra cima”, lamenta o pescador Sebastião Sérgio de Souza.
Inscrições da época colonial ficariam no fundo do lago. Elas foram feitas por desbravadores que saíram de São Paulo e conquistaram terras que eram da Espanha.
“Os portugueses deixaram um sinal, marcaram território, fincaram a sua bandeira, para que hoje nós fossemos, nós somos Brasil, mas fossemos Brasil de Portugal”, explica o guia de turismo Ariel Albrech.
Um engenheiro acha que o custo ambiental não compensa os benefícios.
Das 62 hidrelétricas previstas para os próximos nove anos na região do Pantanal, só uma é de grande porte. As outras são pequenas centrais com produção irrisória. Se todas forem construídas, irão contribuir com apenas 1,33 % da energia hidrelétrica gerada no país. E o período em que elas mais produzem é exatamente quando grande parte das usinas brasileiras estão com os reservatórios cheios, jogando água em excesso pelos vertedouros.
“No ano passado, Itaipu verteu cerca de 400 mw médios. Se a gente somar todo o potencial das bordas do Pantanal, não vai alcançar isso”, disse o professor de engenharia da UFMT, Dorival Gonçalves Júnior.
Para o ministro de Minas e Energia, o Brasil não pode abrir mão de qualquer potencial energético, mesmo que pequeno.
“Se nos abdicamos daqui, abdicamos dali, sob os mais diferentes argumentos, ainda que alguns deles procedentes, como é o caso, por exemplo, do Pantanal, vamos acabar não cumprindo o nosso planejamento energético brasileiro”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão.
Institutos de pesquisas, preocupados com o assunto, enviaram documento ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Eles querem que o impacto ambiental das usinas seja avaliado em seu conjunto. Um analista do Ministério do Meio Ambiente está encarregado de formular uma proposta de mudança nas normas de aprovação das hidrelétricas do Pantanal
“Cada empreendimento desse era tocado por um empreendedor. Não é um grupo que está implantando todas. Então, ele só sabe do impacto do que ele está gerando. Ele mesmo não conhece o impacto do próximo. Quem está atento à situação já sabe que a soma disso tudo vai trazer um grande impacto social e ambiental para a região”, explica Cristiano Zinato, analista do Ministério do Meio Ambiente.
Se as usinas forem inevitáveis, o pantaneiro Armando se diz preparado para essa nova adversidade.
“Eles já estão planejando fazer as coisas lá e nós já estamos planejando como superar isso por aqui. O Pantanal é maior, ele é poderoso, ele é muito forte e sobrevive. E o pantaneiro vai sobreviver junto com ele”, contou o fazendeiro Armando Arruda Lacerda.
(Fonte: G1)
Governos estaduais estudam criar códigos florestais próprios
Com receio de que a votação do Código Florestal no Congresso emperre, governadores – pressionados por produtores rurais – estudam criar códigos florestais estaduais, a exemplo do que já existe em Santa Catarina e em Minas.
A Constituição Federal permite que os Estados legislem sobre o tema desde que não sejam mais permissivos que as leis federais. Caso contrário, a lei pode ser considerada inconstitucional.
No Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) assumiu o compromisso de articular uma lei florestal estadual caso não haja logo definição sobre o tema no Congresso.
A Federação da Agricultura do Estado, favorável à iniciativa, quer levar uma proposta para o governo estadual até o fim do mês.
Para especialistas ouvidos pela Folha, a criação de códigos estaduais neste momento é uma forma de pressão política para que a lei federal “que atende a pleitos do setor do agronegócio” seja definida em breve.
“Se começarem a pipocar leis estaduais, vai haver uma insegurança jurídica muito ruim”, diz o professor de direito ambiental da PUC-PR, Vladimir Passos de Freitas.
Em Goiás, um grupo de estudos formado em 2009 pelo governo estadual já elaborou a minuta de um novo código.
O texto inclui tópicos ainda em discussão no Congresso, como a inclusão de Áreas de Preservação Permanente no cálculo da reserva legal das fazendas “”uma das propostas do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) que enfrenta resistência.
O secretário do Meio Ambiente de Goiás, Leonardo Vilela, porém, diz que não há nada fechado e que o texto ainda será debatido. A expectativa é que uma nova lei seja aprovada até setembro.
MT, RS e RO também discutem rever suas legislações.
Em MT, deve ser promulgado pelo governador Silval Barbosa (PMDB) um projeto de zoneamento ambiental.
A ideia é que a lei norteie a produção agrícola estadual enquanto o Código Florestal nacional não for aprovado, diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Rui Prado.
Já no Rio Grande do Sul e em Rondônia, a revisão das leis estaduais foi postergada para depois da aprovação do Código Florestal nacional.
Na Assembleia gaúcha, já tramitam duas propostas de alteração do código estadual, de 1992, com a intenção principal de preservar lavouras de uva, maçã e fumo que ficam em área de encosta.
Em Rondônia, o governo formou um grupo de estudo para rever a legislação atual. Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre o assunto.
(Fonte: Folha.com)
A Constituição Federal permite que os Estados legislem sobre o tema desde que não sejam mais permissivos que as leis federais. Caso contrário, a lei pode ser considerada inconstitucional.
No Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) assumiu o compromisso de articular uma lei florestal estadual caso não haja logo definição sobre o tema no Congresso.
A Federação da Agricultura do Estado, favorável à iniciativa, quer levar uma proposta para o governo estadual até o fim do mês.
Para especialistas ouvidos pela Folha, a criação de códigos estaduais neste momento é uma forma de pressão política para que a lei federal “que atende a pleitos do setor do agronegócio” seja definida em breve.
“Se começarem a pipocar leis estaduais, vai haver uma insegurança jurídica muito ruim”, diz o professor de direito ambiental da PUC-PR, Vladimir Passos de Freitas.
Em Goiás, um grupo de estudos formado em 2009 pelo governo estadual já elaborou a minuta de um novo código.
O texto inclui tópicos ainda em discussão no Congresso, como a inclusão de Áreas de Preservação Permanente no cálculo da reserva legal das fazendas “”uma das propostas do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) que enfrenta resistência.
O secretário do Meio Ambiente de Goiás, Leonardo Vilela, porém, diz que não há nada fechado e que o texto ainda será debatido. A expectativa é que uma nova lei seja aprovada até setembro.
MT, RS e RO também discutem rever suas legislações.
Em MT, deve ser promulgado pelo governador Silval Barbosa (PMDB) um projeto de zoneamento ambiental.
A ideia é que a lei norteie a produção agrícola estadual enquanto o Código Florestal nacional não for aprovado, diz o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Rui Prado.
Já no Rio Grande do Sul e em Rondônia, a revisão das leis estaduais foi postergada para depois da aprovação do Código Florestal nacional.
Na Assembleia gaúcha, já tramitam duas propostas de alteração do código estadual, de 1992, com a intenção principal de preservar lavouras de uva, maçã e fumo que ficam em área de encosta.
Em Rondônia, o governo formou um grupo de estudo para rever a legislação atual. Procurado, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou sobre o assunto.
(Fonte: Folha.com)
Projeto visa melhorar qualidade da água no litoral cearense
A água é indispensável para a vida na Terra. O projeto “De Olho na Água” ajuda as comunidades a cuidar desse bem tão importante. O trabalho é integrado nas áreas de educação, pesquisa e no atendimento as famílias.
José Mauricio mora em Icapuí há 30 anos. Já presenciou muitas mudanças na região. “Aqui não tinha água, não tinha luz, então, através das prefeituras, nós conseguimos água e luz. Agora falta só a estrada”, conta.
Hoje, ele tem água de qualidade e possui sistema de saneamento que não agride o meio ambiente. “Há uma fossa que foi construída na região de uma maneira que eu não conhecia. Uma adaptação que foi feita de uma maneira que, ao invés de jogar a água contaminada, a planta consome a água”, continua Maurício.
As fossas foram construídas obedecendo todos os critérios de uma legislação que é totalmente vedada, totalmente fechada. O esgoto é rico em nutrientes, principalmente nitrogênio, fósforo e potássio, que é o de que as plantas necessitam. “Devido a essa grande quantidade de nutrientes que existem, isso tudo é absorvido pela planta, e a planta vai ficar muito bonita”, explica Anderson Oliveira, coordenador da estação ambiental.
O projeto “De Olho na Água” implantou 212 fossas biossépticas e 195 cisternas nas casas de Icapuí. Agora, José Mauricio também tem onde armazenar a água da chuva. “As comunidades que foram beneficiadas com as cisternas eram comunidades que tinham problemas de falta de água, devido ao sistema não abastecer corretamente essas comunidades. Elas foram implantadas e é uma tecnologia que só utiliza ferro e cimento”, finaliza Anderson.
Na comunidade de Retiro Grande, Liduína aguarda a chegada do projeto que ainda armazena a água em tambores. As fossas, construídas de maneira rudimentar, contaminam a água. “Todos os dejetos caem aqui dentro e depois se interconectam com o lençol freático e com a água. O passo seguinte vai ser isolar todo esse sistema, que vai deixar de contaminar e poluir a água do lençol freático, e vamos instalar um canteiro biosséptico, onde não vai ter esse problema”, explica o coordenador científico e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jeovah Meireles.
A qualidade da água é controlada através de análises. São 150 pontos de coleta em todo o município. A cada dois meses, são realizadas análises químicas dos sistemas ambientais.
“Os primeiros exames feitos da água aqui em Icapuí indicavam alta concentração de coliforme, 10 vezes mais que o previsto pela Anvisa. Já tínhamos problemas de poluição dos lençóis e o uso inadequado e extensivo dos lençóis subterrâneos. Com isso, a pressão da maré solenizava a pouca água existente. É o nosso grande objetivo, dar início a um processo de transformação social, de mudança de atitude, tendo o meio ambiente como foco, e dentro do meio ambiente, a água como elemento transversal, que mobiliza todo mundo em torno de um objetivo comum, na qualidade de vida de todas as populações”, afirma João Bosco Carbogim, presidente da Fundação Brasil Cidadão.
As crianças de Icapuí também participam do projeto. A estação ambiental tem um centro de referência, um viveiro de mudas e uma passarela suspensa para observação da vida marinha. O projeto investe na educação ambiental. Recebe visitas de alunos de universidades e escolas públicas.
“No viveiro, são cultivadas mudas plantadas no mangue pelas crianças. Existe toda uma prática de ensino, de como eles vão fazer esse replantio, a importância de estar recuperando esses habitats degradados, e eles já conseguem observar a importância de executar essas ações e de impedir até que outras pessoas possam destruir novas árvores de mangue”, explica Anderson.
“É uma conscientização plena, uma produção extremamente ativa de relação entre pesquisadores, comunidades, a Fundação Brasil Cidadão e as universidades, e isso faz com que todos tenham uma parcela extremamente profunda e responsável de construção da qualidade ambiental e de preservação desses ecossistemas. Na essência, nós trabalhamos com sustentabilidade.”, diz Jeovah.
(Fonte: G1)
José Mauricio mora em Icapuí há 30 anos. Já presenciou muitas mudanças na região. “Aqui não tinha água, não tinha luz, então, através das prefeituras, nós conseguimos água e luz. Agora falta só a estrada”, conta.
Hoje, ele tem água de qualidade e possui sistema de saneamento que não agride o meio ambiente. “Há uma fossa que foi construída na região de uma maneira que eu não conhecia. Uma adaptação que foi feita de uma maneira que, ao invés de jogar a água contaminada, a planta consome a água”, continua Maurício.
As fossas foram construídas obedecendo todos os critérios de uma legislação que é totalmente vedada, totalmente fechada. O esgoto é rico em nutrientes, principalmente nitrogênio, fósforo e potássio, que é o de que as plantas necessitam. “Devido a essa grande quantidade de nutrientes que existem, isso tudo é absorvido pela planta, e a planta vai ficar muito bonita”, explica Anderson Oliveira, coordenador da estação ambiental.
O projeto “De Olho na Água” implantou 212 fossas biossépticas e 195 cisternas nas casas de Icapuí. Agora, José Mauricio também tem onde armazenar a água da chuva. “As comunidades que foram beneficiadas com as cisternas eram comunidades que tinham problemas de falta de água, devido ao sistema não abastecer corretamente essas comunidades. Elas foram implantadas e é uma tecnologia que só utiliza ferro e cimento”, finaliza Anderson.
Na comunidade de Retiro Grande, Liduína aguarda a chegada do projeto que ainda armazena a água em tambores. As fossas, construídas de maneira rudimentar, contaminam a água. “Todos os dejetos caem aqui dentro e depois se interconectam com o lençol freático e com a água. O passo seguinte vai ser isolar todo esse sistema, que vai deixar de contaminar e poluir a água do lençol freático, e vamos instalar um canteiro biosséptico, onde não vai ter esse problema”, explica o coordenador científico e pesquisador da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jeovah Meireles.
A qualidade da água é controlada através de análises. São 150 pontos de coleta em todo o município. A cada dois meses, são realizadas análises químicas dos sistemas ambientais.
“Os primeiros exames feitos da água aqui em Icapuí indicavam alta concentração de coliforme, 10 vezes mais que o previsto pela Anvisa. Já tínhamos problemas de poluição dos lençóis e o uso inadequado e extensivo dos lençóis subterrâneos. Com isso, a pressão da maré solenizava a pouca água existente. É o nosso grande objetivo, dar início a um processo de transformação social, de mudança de atitude, tendo o meio ambiente como foco, e dentro do meio ambiente, a água como elemento transversal, que mobiliza todo mundo em torno de um objetivo comum, na qualidade de vida de todas as populações”, afirma João Bosco Carbogim, presidente da Fundação Brasil Cidadão.
As crianças de Icapuí também participam do projeto. A estação ambiental tem um centro de referência, um viveiro de mudas e uma passarela suspensa para observação da vida marinha. O projeto investe na educação ambiental. Recebe visitas de alunos de universidades e escolas públicas.
“No viveiro, são cultivadas mudas plantadas no mangue pelas crianças. Existe toda uma prática de ensino, de como eles vão fazer esse replantio, a importância de estar recuperando esses habitats degradados, e eles já conseguem observar a importância de executar essas ações e de impedir até que outras pessoas possam destruir novas árvores de mangue”, explica Anderson.
“É uma conscientização plena, uma produção extremamente ativa de relação entre pesquisadores, comunidades, a Fundação Brasil Cidadão e as universidades, e isso faz com que todos tenham uma parcela extremamente profunda e responsável de construção da qualidade ambiental e de preservação desses ecossistemas. Na essência, nós trabalhamos com sustentabilidade.”, diz Jeovah.
(Fonte: G1)
quinta-feira, 21 de abril de 2011
DIA 22 DE ABRIL DIA DA TERRA

VAMOS DEIXAR MARCADOS NA TERRA SOMENTE PASSOS VERDES!

O evento foi à culminação de uma série de tendências que começaram nos anos 50 em que os cientistas começaram notar como a industrialização impactava o ecossistema da Terra. Então, em 1962, o livro inovador de Rachel Carson “Silent Spring”, que documentou os efeitos dos inseticidas no ambiente, causou uma sensação internacional e conduziu-a eventualmente à proibição do DDT nos Estados Unidos.
Em 1970, a preocupação com o crescimento populacional, a fome em massa, a poluição do ar e da água o grupo se uniu em um movimento para apoiar um ambiente mais limpo e saudável.
Tudo isto e mais esta no filme “Earth Days”, que foi mostrado em PBS’American Experience em 19 de abril Dirigido por Robert Stone o filme mostra não somente como o movimento verde começou, mas os sucessos e falhas desde o dia seminal em 1970.
“O que nós estávamos tentando fazer é criar uma consciência pública totalmente nova que causasse a mudanças das regras do jogo” disse Denis Hayes, coordenador nacional do Dia da Terra.
Hayes é um dos ativistas ambientais chaves de uma dúzia, entrevistados no documentário Miller-McCune.E com mais três deles pediu para avaliar o estado do ambientalismo em 2010
• Paul Ehrlich foi o autor do livro best-seller “A bomba da população” em 1968 É atualmente o professor de estudos de população e presidente do “Centro de biologia da conservação na Universidade de Stanford”.
Stephanie Mills tornou-se famosa graças a um discurso de abertura 1969 do seu colégio, "O futuro é uma farsa cruel”.Ela é editora e escritora filiada ao “Planned Parenthood” e atualmente é uma defensora de bio-regionalismo, um movimento, dedicado a culturas sustentáveis e locais.
Denis Hayes era o organizador principal do dia de terra original. Desde então Incentiva a Energia Solar e continua a presidir o conselho da rede internacional do “Dia de terra”
A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.
Em 1972 celebrou-se a primeira conferência internacional sobre o meio ambiente: a Conferência de Estocolmo, cujo objetivo foi sensibilizar os líderes mundiais sobre a magnitude dos problemas ambientais e que se instituíssem as políticas necessárias para erradicá-los.
O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local.
"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."
Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.
Este dia não é reconhecido pela ONU.
Mudança genética contra malária pode se espalhar entre mosquitos
Cientistas envolvidos no combate à malária descobriram uma forma de manipular geneticamente grandes populações de mosquitos, com a esperança de, no futuro, reduzir drasticamente a proliferação da doença.
Em estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores do Imperial College, de Londres, e da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), relataram que, após fazer alterações genéticas específicas em alguns mosquitos e permitir que eles procriassem, tais alterações poderiam ser transmitidas para grandes populações do inseto em poucas gerações.
Este é o primeiro experimento demonstrando o princípio, segundo os cientistas, e o resultado sugere que, no futuro, será possível difundir mudanças genéticas que dificultem a transmissão da malária pelos mosquitos.
A malária é uma doença infecciosa que afeta mais de 240 milhões de pessoas por ano, matando cerca de 850 mil delas – inclusive um grande número de crianças na África. Não existe vacina, e a prevenção é feita por pesticidas e mosquiteiros (redes sobre as camas).
Na nova experiência, os cientistas demonstraram que um elemento genético modificado, chamado I-SceI, pode ser incorporado ao DNA de mosquitos em cativeiro, sendo transferido a outras gerações na natureza.
Seria possível, então, alterar o código genético dos mosquitos para impedi-los de transmitir o parasita da malária, o Plasmodium falciparum.
Há cerca de 3.500 espécies de mosquitos no mundo, mas poucas delas transmitem a malária. Os pesquisadores disseram que a manipulação genética poderia permitir um maior foco no controle, apenas, das espécies mais perigosas.
Na experiência, foi usado um gene fluorescente verde para monitorar a mudança genética e sua transmissão a outras gerações. Agora, a equipe está voltada para genes que o mosquito usa para se reproduzir, ou para transmitir a malária.
(Fonte: Portal iG)
Em estudo publicado na revista Nature, os pesquisadores do Imperial College, de Londres, e da Universidade de Washington, em Seattle (EUA), relataram que, após fazer alterações genéticas específicas em alguns mosquitos e permitir que eles procriassem, tais alterações poderiam ser transmitidas para grandes populações do inseto em poucas gerações.
Este é o primeiro experimento demonstrando o princípio, segundo os cientistas, e o resultado sugere que, no futuro, será possível difundir mudanças genéticas que dificultem a transmissão da malária pelos mosquitos.
A malária é uma doença infecciosa que afeta mais de 240 milhões de pessoas por ano, matando cerca de 850 mil delas – inclusive um grande número de crianças na África. Não existe vacina, e a prevenção é feita por pesticidas e mosquiteiros (redes sobre as camas).
Na nova experiência, os cientistas demonstraram que um elemento genético modificado, chamado I-SceI, pode ser incorporado ao DNA de mosquitos em cativeiro, sendo transferido a outras gerações na natureza.
Seria possível, então, alterar o código genético dos mosquitos para impedi-los de transmitir o parasita da malária, o Plasmodium falciparum.
Há cerca de 3.500 espécies de mosquitos no mundo, mas poucas delas transmitem a malária. Os pesquisadores disseram que a manipulação genética poderia permitir um maior foco no controle, apenas, das espécies mais perigosas.
Na experiência, foi usado um gene fluorescente verde para monitorar a mudança genética e sua transmissão a outras gerações. Agora, a equipe está voltada para genes que o mosquito usa para se reproduzir, ou para transmitir a malária.
(Fonte: Portal iG)
Ibama apreende 1,6 mil toneladas de arroz produzido em fazenda irregular
Em campo há três semanas com a Operação Disparada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu nesta quarta-feira (20) mais de 1,6 mil toneladas de arroz cultivado ilegalmente em uma área embargada por desmatamento ilegal no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso. O estado é um dos focos da operação, que também tem frentes no Pará e no Amazonas.
A fazenda autuada nesta quarta-feira pelos fiscais estava embargada desde 2005, mas o proprietário continuava a produzir arroz na área de 1.390 hectares. Além da apreensão dos grãos, de uma colheitadeira, três tratores e equipamentos, a propriedade foi multada em R$ 7 milhões. Segundo o Ibama, as multas são por descumprimento de embargo, exercício de atividade de agricultura sem licença ambiental, pela não destinação adequada de embalagens e por impedir a regeneração natural da vegetação nativa.
O mesmo fazendeiro já desmatou quase 7 mil hectares de floresta entre 2010 e 2011, sem nenhuma licença ou autorização ambiental.
Até agora, somente em Mato Grosso, a Operação Disparada aplicou mais de R$ 40 milhões em multas, embargou 12 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente e apreendeu tratores caminhões, pás-carregadeiras, correntões, colheitadeiras e outros equipamentos que, somados, ultrapassam R$ 2 milhões, segundo o Ibama.
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
A fazenda autuada nesta quarta-feira pelos fiscais estava embargada desde 2005, mas o proprietário continuava a produzir arroz na área de 1.390 hectares. Além da apreensão dos grãos, de uma colheitadeira, três tratores e equipamentos, a propriedade foi multada em R$ 7 milhões. Segundo o Ibama, as multas são por descumprimento de embargo, exercício de atividade de agricultura sem licença ambiental, pela não destinação adequada de embalagens e por impedir a regeneração natural da vegetação nativa.
O mesmo fazendeiro já desmatou quase 7 mil hectares de floresta entre 2010 e 2011, sem nenhuma licença ou autorização ambiental.
Até agora, somente em Mato Grosso, a Operação Disparada aplicou mais de R$ 40 milhões em multas, embargou 12 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente e apreendeu tratores caminhões, pás-carregadeiras, correntões, colheitadeiras e outros equipamentos que, somados, ultrapassam R$ 2 milhões, segundo o Ibama.
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
Novo aparelho produzirá fertilizante a partir de lixo orgânico
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, desenvolveram um aparelho capaz de transformar lixo orgânico em adubo. Esse processo de reutilização das sobras é conhecido como compostagem e é usado como alternativa para fertilizar o solo em pequenas propriedades.
Normalmente, a compostagem consiste em depositar cascas de frutas ou restos de vegetais no solo, e a decomposição natural, provocada por bactérias, cria o adubo. No entanto, a prática causa mau cheiro e atrai insetos. A técnica desenvolvida na Unesp tem a vantagem de ser feita num contêiner fechado, e não gera nenhum desses problemas.
“A ideia não é ter um desses em casa”, explicou ao G1 João Perea Martins, pesquisador responsável pela parte de automação da invenção. “A preocupação é dar um destino mais correto para o lixo gerado pelas empresas”, completou o professor. Se não for bem tratado, o lixo gerado pela indústria alimentícia pode se tornar um fator de poluição.
O aparelho – O lixo fica armazenado num contêiner fechado, onde o processo ocorre naturalmente. As bactérias presentes no próprio material orgânico o consomem. Quando o processo termina, o material que resta pode ser usado como fertilizante.
A grande preocupação que se deve ter durante a transformação é com os níveis dos gases dentro do contêiner. As bactérias consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Por isso, é necessário saber a hora certa de injetar oxigênio para dentro do contêiner.
No protótipo, os pesquisadores usaram um analisador de gás. A máquina mede os níveis de oxigênio e revela os momentos ideais para a realização das trocas de gases. Quando o oxigênio dentro do contêiner deixa de ser consumido, é sinal de que as bactérias já consumiram todo o alimento que podiam e morreram de fome. Isso significa que todo o lixo foi transformado em fertilizante e ele pode ser retirado.
“A gente viu que o processo é factível”, ressaltou Perea. Porém, o analisador de gás usado no protótipo custa cerca de R$ 100 mil e é economicamente inviável. O próximo passo dos pesquisadores é aplicar um tipo mais barato de analisador para, depois, testar o fertilizante em alguma cultura. Para ter utilidade prática, a máquina deverá ainda ser bem maior que o protótipo construído.
Além de Perea, participaram do projeto os professores de engenharia Jorge Akutsu – hoje na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em SP – e Adilson Renofio e o químico Gilberto Castilho Filho.
(Fonte: Tadeu Meniconi/ G1)
Normalmente, a compostagem consiste em depositar cascas de frutas ou restos de vegetais no solo, e a decomposição natural, provocada por bactérias, cria o adubo. No entanto, a prática causa mau cheiro e atrai insetos. A técnica desenvolvida na Unesp tem a vantagem de ser feita num contêiner fechado, e não gera nenhum desses problemas.
“A ideia não é ter um desses em casa”, explicou ao G1 João Perea Martins, pesquisador responsável pela parte de automação da invenção. “A preocupação é dar um destino mais correto para o lixo gerado pelas empresas”, completou o professor. Se não for bem tratado, o lixo gerado pela indústria alimentícia pode se tornar um fator de poluição.
O aparelho – O lixo fica armazenado num contêiner fechado, onde o processo ocorre naturalmente. As bactérias presentes no próprio material orgânico o consomem. Quando o processo termina, o material que resta pode ser usado como fertilizante.
A grande preocupação que se deve ter durante a transformação é com os níveis dos gases dentro do contêiner. As bactérias consomem oxigênio e liberam gás carbônico. Por isso, é necessário saber a hora certa de injetar oxigênio para dentro do contêiner.
No protótipo, os pesquisadores usaram um analisador de gás. A máquina mede os níveis de oxigênio e revela os momentos ideais para a realização das trocas de gases. Quando o oxigênio dentro do contêiner deixa de ser consumido, é sinal de que as bactérias já consumiram todo o alimento que podiam e morreram de fome. Isso significa que todo o lixo foi transformado em fertilizante e ele pode ser retirado.
“A gente viu que o processo é factível”, ressaltou Perea. Porém, o analisador de gás usado no protótipo custa cerca de R$ 100 mil e é economicamente inviável. O próximo passo dos pesquisadores é aplicar um tipo mais barato de analisador para, depois, testar o fertilizante em alguma cultura. Para ter utilidade prática, a máquina deverá ainda ser bem maior que o protótipo construído.
Além de Perea, participaram do projeto os professores de engenharia Jorge Akutsu – hoje na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), em SP – e Adilson Renofio e o químico Gilberto Castilho Filho.
(Fonte: Tadeu Meniconi/ G1)
Votação de Código Florestal será na primeira semana de maio
O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), marcou a votação do projeto do Código Florestal para a primeira semana de maio. Segundo ele, o debate no plenário deve acontecer entre os dias 3 e 4.
Maia disse que não coloca o assunto na pauta antes para dar mais prazo para que se costure os últimos acordos. “Não temos um acordo definitivo, mas estamos muito próximos disso”, afirmou.
O presidente da Casa quer que os ministros do Desenvolvimento Agrário (Afonso Florence), Agricultura (Wagner Rossi) e Meio Ambiente (Izabella Teixeira) compareçam à Câmara para um último debate sobre o assunto na semana que vem.
Maia se reuniu na manhã desta terça-feira com o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), que até então era contra o texto relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Teixeira acusava o relatório de ser “pró-ruralistas”.
Maia levou a data de votação do Código Florestal para a reunião de líderes, que concordaram com a decisão.
Ao final do encontro, a assessoria do presidente entregou aos demais deputados um documento pedindo que todos cheguem a um acordo e que não se pode reduzir a discussão do novo Código “a um tolo maniqueísmo”.
“Não se trata de uma luta do bem contra o mal, nem tampouco, de um combate que resulte em vencedores e perdedores”, disse Maia em relação ao embate entre ambientalistas e ruralistas.
“Às vésperas da discussão sobre o novo Código Florestal chegar ao plenário da Câmara dos Deputados, é necessário conclamar todos os envolvidos no processo para que tenham no diálogo e no espírito patriótico suas principais ferramentas para a construção de um pacto quanto ao uso da terra e dos recursos naturais de nosso país para que possamos comemorar, em breve, o estabelecimento de um verdadeiro pacto pela vida”, diz o documento.
(Fonte: Maria Clara Cabral/ Folha.com)
Maia disse que não coloca o assunto na pauta antes para dar mais prazo para que se costure os últimos acordos. “Não temos um acordo definitivo, mas estamos muito próximos disso”, afirmou.
O presidente da Casa quer que os ministros do Desenvolvimento Agrário (Afonso Florence), Agricultura (Wagner Rossi) e Meio Ambiente (Izabella Teixeira) compareçam à Câmara para um último debate sobre o assunto na semana que vem.
Maia se reuniu na manhã desta terça-feira com o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), que até então era contra o texto relatado pelo deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Teixeira acusava o relatório de ser “pró-ruralistas”.
Maia levou a data de votação do Código Florestal para a reunião de líderes, que concordaram com a decisão.
Ao final do encontro, a assessoria do presidente entregou aos demais deputados um documento pedindo que todos cheguem a um acordo e que não se pode reduzir a discussão do novo Código “a um tolo maniqueísmo”.
“Não se trata de uma luta do bem contra o mal, nem tampouco, de um combate que resulte em vencedores e perdedores”, disse Maia em relação ao embate entre ambientalistas e ruralistas.
“Às vésperas da discussão sobre o novo Código Florestal chegar ao plenário da Câmara dos Deputados, é necessário conclamar todos os envolvidos no processo para que tenham no diálogo e no espírito patriótico suas principais ferramentas para a construção de um pacto quanto ao uso da terra e dos recursos naturais de nosso país para que possamos comemorar, em breve, o estabelecimento de um verdadeiro pacto pela vida”, diz o documento.
(Fonte: Maria Clara Cabral/ Folha.com)
Aumento do preço do ouro eleva desmatamento na Amazônia
O desmatamento em áreas da Amazônia peruana cresceu seis vezes nos últimos anos, assim como o número de pequenas minas de ouro que, estimuladas pelo preço recorde do metal, surgiram na floresta, de acordo com estudo da Universidade de Duke.
O estudo, publicado na edição de terça-feira (19) do periódico científico PLoS ONE, combinou imagens de satélite dos últimos seis anos com análises econômicas do preço do ouro e documentos sobre a importação de mercúrio, concluindo que a extração do metal está entre as principais causas de desmatamento na região de Madre de Dios, no Peru.
Cerca de sete mil hectares de floresta virgem e de pântano foram transformados em duas grandes regiões mineradoras entre 2003 e 2009, o que causou um enorme crescimento no desmatamento nestes últimos três anos.
“Além destas duas áreas de mineração, há ainda muitas outras espalhadas pela região, pequenas ainda, mas que podem se expandir rapidamente”, disse Jennifer Swenson, professora de análise espacial da Universidade de Duke e autora do estudo.
A maior parte do desmatamento visível nas imagens de satélite foi provocada por minas artesanais e irregulares, onde trabalham pessoas muito pobres e marginalizadas. “São minas pequenas, não é o caso de culpar um grande Golias”, disse Jennifer. De acordo com o estudo, geralmente os mineiros carecem de tecnologia, tem conhecimento limitado dos efeitos da mineração sobre o meio ambiente ou na saúde. Raramente adotam medidas para limitar a liberação de mercúrio, um insumo usado na extração do metal precioso, no ar, solo e na água.
Minas artesanais são comuns nesta região desde o tempo do império Inca, mas o recente preço recorde do ouro no mercado internacional – que agora excede 1.400 dólares a onça – transformou a situação , de acordo com Jennifer. “A mineração é agora claramente visível do espaço”, disse.
“Nas duas áreas que estudamos, Guacamayo e Colorado-Puquiri, cerca de 2,2 mil hectares foram derrubados em apenas três anos (entre 2006 e 2009), ultrapassando e muito o desmatamento provocado pela habitação humana”, disse.
Terras desmatadas por mineração têm uma espécie de assinatura diferente, que pode ser notadas nas imagens de satélite. Isso permitiu que Jennifer e sua equipe pudessem diferenciar do desmatamento causado pela agricultura ou pela construção de estradas, por exemplo.
A maior parte do ouro extraído das minas artesanais em Madre de Dios vem de depósitos aluviais dos canais e várzeas dos afluentes do rio Amazonas. A atividade dos mineiros descaracteriza as margens dos rios e as florestas e desmata as várzeas.
O mercúrio contamina a água e o solo e atinge o sistema nervoso dos mineiros e de suas famílias, mas o risco também se estende por outras áreas, já que o metal tóxico pode dispersar-se pelo ar. Jennifer afirma que minas de pequena escala são as segundas maiores responsáveis pela poluição de mercúrio no mundo, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis.
O mercúrio das minas artesanais pode viajar por centenas de quilômetros pela atmosfera ou pela água – estabelecendo-se no sedimento e entrando na cadeia alimentar de peixes e humanos.
“Virtualmente, todo o mercúrio importado para o Peru é usado para a mineração artesanal de ouro e as importações aumentaram exponencialmente desde 2003, refletindo o aumento nos preços do ouro”, afirma Jennifer. “Com base no aumento recente, nós acreditamos que a importação de mercúrio possa dobrar até o final de 2011, e chegue a cerca de 500 toneladas por ano”.
De acordo com o estudo, a dificuldade encontrada pelo governo do Peru em fiscalizar e controlar toda a mineração artesanal dentro de suas fronteiras poderia ser minimizada caso as importações de mercúrio fossem limitadas.
(Fonte: Portal iG)
O estudo, publicado na edição de terça-feira (19) do periódico científico PLoS ONE, combinou imagens de satélite dos últimos seis anos com análises econômicas do preço do ouro e documentos sobre a importação de mercúrio, concluindo que a extração do metal está entre as principais causas de desmatamento na região de Madre de Dios, no Peru.
Cerca de sete mil hectares de floresta virgem e de pântano foram transformados em duas grandes regiões mineradoras entre 2003 e 2009, o que causou um enorme crescimento no desmatamento nestes últimos três anos.
“Além destas duas áreas de mineração, há ainda muitas outras espalhadas pela região, pequenas ainda, mas que podem se expandir rapidamente”, disse Jennifer Swenson, professora de análise espacial da Universidade de Duke e autora do estudo.
A maior parte do desmatamento visível nas imagens de satélite foi provocada por minas artesanais e irregulares, onde trabalham pessoas muito pobres e marginalizadas. “São minas pequenas, não é o caso de culpar um grande Golias”, disse Jennifer. De acordo com o estudo, geralmente os mineiros carecem de tecnologia, tem conhecimento limitado dos efeitos da mineração sobre o meio ambiente ou na saúde. Raramente adotam medidas para limitar a liberação de mercúrio, um insumo usado na extração do metal precioso, no ar, solo e na água.
Minas artesanais são comuns nesta região desde o tempo do império Inca, mas o recente preço recorde do ouro no mercado internacional – que agora excede 1.400 dólares a onça – transformou a situação , de acordo com Jennifer. “A mineração é agora claramente visível do espaço”, disse.
“Nas duas áreas que estudamos, Guacamayo e Colorado-Puquiri, cerca de 2,2 mil hectares foram derrubados em apenas três anos (entre 2006 e 2009), ultrapassando e muito o desmatamento provocado pela habitação humana”, disse.
Terras desmatadas por mineração têm uma espécie de assinatura diferente, que pode ser notadas nas imagens de satélite. Isso permitiu que Jennifer e sua equipe pudessem diferenciar do desmatamento causado pela agricultura ou pela construção de estradas, por exemplo.
A maior parte do ouro extraído das minas artesanais em Madre de Dios vem de depósitos aluviais dos canais e várzeas dos afluentes do rio Amazonas. A atividade dos mineiros descaracteriza as margens dos rios e as florestas e desmata as várzeas.
O mercúrio contamina a água e o solo e atinge o sistema nervoso dos mineiros e de suas famílias, mas o risco também se estende por outras áreas, já que o metal tóxico pode dispersar-se pelo ar. Jennifer afirma que minas de pequena escala são as segundas maiores responsáveis pela poluição de mercúrio no mundo, ficando atrás apenas da queima de combustíveis fósseis.
O mercúrio das minas artesanais pode viajar por centenas de quilômetros pela atmosfera ou pela água – estabelecendo-se no sedimento e entrando na cadeia alimentar de peixes e humanos.
“Virtualmente, todo o mercúrio importado para o Peru é usado para a mineração artesanal de ouro e as importações aumentaram exponencialmente desde 2003, refletindo o aumento nos preços do ouro”, afirma Jennifer. “Com base no aumento recente, nós acreditamos que a importação de mercúrio possa dobrar até o final de 2011, e chegue a cerca de 500 toneladas por ano”.
De acordo com o estudo, a dificuldade encontrada pelo governo do Peru em fiscalizar e controlar toda a mineração artesanal dentro de suas fronteiras poderia ser minimizada caso as importações de mercúrio fossem limitadas.
(Fonte: Portal iG)
Gás de xisto pode ser ainda mais poluente que carvão
Antes considerado por alguns um ‘combustível de transição’ rumo a uma produção de energia mais limpa, o gás natural pode vir a se tornar o mais novo vilão do aquecimento global. Isso porque de acordo com uma nova pesquisa realizada pela Universidade de Cornell, em Ithaca, nos EUA, a produção deste gás, quando derivada do xisto – tipo de rocha metamórfica – gera grandes quantidades de metano, e boa parte deste metano vaza para a atmosfera.
O gás de xisto é produzido através de uma técnica chamada de quebra hidráulica, que já era considerada controversa, pois utiliza muita água e pode causar poluição tóxica, sobretudo em locais de armazenamento de água. O mecanismo gera o gás natural liberando metano, cujos índices de liberação para a atmosfera estão entre 3,6% e 7,9%.
O grande problema é que o metano é um gás de efeito estufa muito mais potente que o carbono, o que significa que ele retém muito mais calor que o CO2, contribuindo ainda mais ativamente para o aquecimento global, embora seus efeitos sejam menos duradouros que o do dióxido de carbono.
Segundo Robert Howarth, professor de ecologia e principal autor da pesquisa na Climatic Change, “a pegada [de carbono] do gás de xisto é maior que a do gás convencional ou do petróleo em qualquer perspectiva, mas particularmente nos primeiros 20 anos. Comparada à do carvão, a pegada [de carbono] do gás de xisto é pelo menos 20% maior e talvez mais do que duas vezes maior nos primeiros 20 anos, e semelhante quando comparada por 100 anos”.
Comparando o gás convencional e o de xisto em um período de 100 anos, o primeiro é quase certamente melhor que o carvão, mas o de xisto é provavelmente pior. Mesmo assim, Howarth não descarta que o prejuízo causado pelo gás possa ser ainda maior. Na pesquisa, o professor e sua equipe utilizaram estimativas baseadas nas ‘boas práticas’, mas admite que não sabe se essas práticas são de fato seguidas pela indústria, pois não há dados divulgados.
“Ninguém sabe com certeza em que extensão a indústria usa as boas práticas; e infelizmente, pelo menos dos EUA, a indústria não quer que o governo ou o público saiba. A Agência de Proteção Ambiental propôs regras que requereriam à indústria apresentar suas emissões de metano, mas muitas empresas processaram a EPA para tentar evitar esse relatório”, lamenta.
Segundo o autor da pesquisa, o aprimoramento da tecnologia poderia resolver o problema do vazamento, mas ele duvida que tal melhoramento seja economicamente atrativo aos produtores. Devido ao grande aumento na produção do gás, os preços do item baixaram muito, e já se calcula que em 25 anos metade da produção de gás natural venha do xisto.
Alguns países, como a França, vêm tentando adotar medidas para banir a perfuração de poços para a produção de gás de xisto, mas a situação não é tão simples em outras nações. Na Polônia, por exemplo, a produção do item é vista como uma alternativa ao gás da Rússia, o que tornaria o país mais independente no setor energético.
Para Howarth, “nós não devemos ver o gás de xisto como um ‘combustível de transição’ a ser usado nas próximas décadas para substituir outros combustíveis fósseis, mas devemos trabalhar para conseguirmos combustíveis verdadeiramente limpos e renováveis o mais rápido possível, como o vento a energia solar”.
O estudo do professor foi muito criticado por empresas do setor, que afirmam que Howarth exagera a quantidade de metano que vaza dos poços de produção do gás. “Os problemas do estudo estão ligados a duas áreas: os dados e as conclusões. Fora isso, é um estudo excelente”, ironizou Chris Tucker, porta-voz do grupo industrial Energy In Depth. “Essa não é uma pesquisa acadêmica séria, mas sim uma pesquisa política séria”, concluiu.
“Falta credibilidade nesse estudo e há muitas contradições. O autor [...] não é credenciado para fazer esse tipo de análise química”, declarou Russell Jones, assessor econômico do Instituto Americano de Petróleo, de Washington DC. Para ele, há muitos problemas básicos na pesquisa, como o horizonte de 20 anos, que é muito curto, o fato de que usinas de gás natural deveriam ser consideradas mais eficientes que usinas de carvão e os dados, que não são confiáveis.
Mesmo especialistas no assunto divergem sobre o relatório. Enquanto alguns, como Henry Jacoby, do Programa de Ciência e Política de Mudanças Globais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, acreditam que o estudo é “muito fraco”, outros, como Alan Krupnick, do grupo de pesquisa Recursos para o Futuro, de Washington, alegam que a pesquisa “é muito importante para lembrar as pessoas que é o ciclo completo que importa, e não apenas as emissões imediatas”.
Jacoby defende que o horizonte de 20 anos é um problema, pois diz que o estudo aponta o metano como um gás muito mais potente do que o carbono, não levando em conta que o primeiro gás se quebra em algumas décadas, enquanto o carbono persiste por séculos ou mesmo milênios.
Além disso, Jacoby também diz que “Howarth está fazendo a comparação errada”, e que em vez de usar emissões de GEEs por joules de combustão energética, deveriam ser utilizadas emissões por kilowatt/hora de energia produzida – estatística que favorece o gás natural.
Já Krupnick crê que a pesquisa não é tanto sobre o quanto o gás natural é pior do que o carvão. “Não é exatamente isso que o relatório diz”, observa ele. “O estudo apresenta dois números, um para um período de 20 anos e outro para um período de 100 anos”. Para ele, o que deve ser levado em consideração é que mesmo em uma escala temporária de um século, o carvão e o gás natural de xisto são comparáveis – o que é um sério problema para o futuro.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=727301
O gás de xisto é produzido através de uma técnica chamada de quebra hidráulica, que já era considerada controversa, pois utiliza muita água e pode causar poluição tóxica, sobretudo em locais de armazenamento de água. O mecanismo gera o gás natural liberando metano, cujos índices de liberação para a atmosfera estão entre 3,6% e 7,9%.
O grande problema é que o metano é um gás de efeito estufa muito mais potente que o carbono, o que significa que ele retém muito mais calor que o CO2, contribuindo ainda mais ativamente para o aquecimento global, embora seus efeitos sejam menos duradouros que o do dióxido de carbono.
Segundo Robert Howarth, professor de ecologia e principal autor da pesquisa na Climatic Change, “a pegada [de carbono] do gás de xisto é maior que a do gás convencional ou do petróleo em qualquer perspectiva, mas particularmente nos primeiros 20 anos. Comparada à do carvão, a pegada [de carbono] do gás de xisto é pelo menos 20% maior e talvez mais do que duas vezes maior nos primeiros 20 anos, e semelhante quando comparada por 100 anos”.
Comparando o gás convencional e o de xisto em um período de 100 anos, o primeiro é quase certamente melhor que o carvão, mas o de xisto é provavelmente pior. Mesmo assim, Howarth não descarta que o prejuízo causado pelo gás possa ser ainda maior. Na pesquisa, o professor e sua equipe utilizaram estimativas baseadas nas ‘boas práticas’, mas admite que não sabe se essas práticas são de fato seguidas pela indústria, pois não há dados divulgados.
“Ninguém sabe com certeza em que extensão a indústria usa as boas práticas; e infelizmente, pelo menos dos EUA, a indústria não quer que o governo ou o público saiba. A Agência de Proteção Ambiental propôs regras que requereriam à indústria apresentar suas emissões de metano, mas muitas empresas processaram a EPA para tentar evitar esse relatório”, lamenta.
Segundo o autor da pesquisa, o aprimoramento da tecnologia poderia resolver o problema do vazamento, mas ele duvida que tal melhoramento seja economicamente atrativo aos produtores. Devido ao grande aumento na produção do gás, os preços do item baixaram muito, e já se calcula que em 25 anos metade da produção de gás natural venha do xisto.
Alguns países, como a França, vêm tentando adotar medidas para banir a perfuração de poços para a produção de gás de xisto, mas a situação não é tão simples em outras nações. Na Polônia, por exemplo, a produção do item é vista como uma alternativa ao gás da Rússia, o que tornaria o país mais independente no setor energético.
Para Howarth, “nós não devemos ver o gás de xisto como um ‘combustível de transição’ a ser usado nas próximas décadas para substituir outros combustíveis fósseis, mas devemos trabalhar para conseguirmos combustíveis verdadeiramente limpos e renováveis o mais rápido possível, como o vento a energia solar”.
O estudo do professor foi muito criticado por empresas do setor, que afirmam que Howarth exagera a quantidade de metano que vaza dos poços de produção do gás. “Os problemas do estudo estão ligados a duas áreas: os dados e as conclusões. Fora isso, é um estudo excelente”, ironizou Chris Tucker, porta-voz do grupo industrial Energy In Depth. “Essa não é uma pesquisa acadêmica séria, mas sim uma pesquisa política séria”, concluiu.
“Falta credibilidade nesse estudo e há muitas contradições. O autor [...] não é credenciado para fazer esse tipo de análise química”, declarou Russell Jones, assessor econômico do Instituto Americano de Petróleo, de Washington DC. Para ele, há muitos problemas básicos na pesquisa, como o horizonte de 20 anos, que é muito curto, o fato de que usinas de gás natural deveriam ser consideradas mais eficientes que usinas de carvão e os dados, que não são confiáveis.
Mesmo especialistas no assunto divergem sobre o relatório. Enquanto alguns, como Henry Jacoby, do Programa de Ciência e Política de Mudanças Globais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, acreditam que o estudo é “muito fraco”, outros, como Alan Krupnick, do grupo de pesquisa Recursos para o Futuro, de Washington, alegam que a pesquisa “é muito importante para lembrar as pessoas que é o ciclo completo que importa, e não apenas as emissões imediatas”.
Jacoby defende que o horizonte de 20 anos é um problema, pois diz que o estudo aponta o metano como um gás muito mais potente do que o carbono, não levando em conta que o primeiro gás se quebra em algumas décadas, enquanto o carbono persiste por séculos ou mesmo milênios.
Além disso, Jacoby também diz que “Howarth está fazendo a comparação errada”, e que em vez de usar emissões de GEEs por joules de combustão energética, deveriam ser utilizadas emissões por kilowatt/hora de energia produzida – estatística que favorece o gás natural.
Já Krupnick crê que a pesquisa não é tanto sobre o quanto o gás natural é pior do que o carvão. “Não é exatamente isso que o relatório diz”, observa ele. “O estudo apresenta dois números, um para um período de 20 anos e outro para um período de 100 anos”. Para ele, o que deve ser levado em consideração é que mesmo em uma escala temporária de um século, o carvão e o gás natural de xisto são comparáveis – o que é um sério problema para o futuro.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=727301
Alterações climáticas forçam habitantes de ilhas do Pacífico a se refugiarem
Cerca de 1500 pessoas tiveram que ser removidas da ilhas Carterets devido às altas marés.
Localizada no Pacífico Sul, a ilha Bougainville serviu de abrigo aos primeiros 1500 refugiados do mundo que tiveram que abandonar suas casas no arquipélago de Carterets devido às mudanças climáticas que afetam a ilha, destruindo os atóis e a produção de alimentos dos moradores.
Ursula Rakova, diretora executiva da organização de caridade Tulele Peisa, descreveu a situação enfrentada pelo arquipélago como sendo urgente e afirmou que possibilitar a evacuação dos 1500 habitantes para Bougainville – a aproximadamente 80 quilômetros de Carterets – envolveu negociações muito delicadas.
De acordo com Rakova, o incidente foi causado pelas alterações climáticas, e pode repetir-se também em outros lugares se nada for feito. “Não é só conosco. Isso vai acontecer a outros no Pacífico e em outras partes do mundo. A poluição tem que acabar. As grandes nações têm que fazer algo a respeito muito, muito rápido. As mudanças climáticas vieram pra ficar”.
Constance Okollet, presidente da Rede Osukura de Mulheres Unidas, do leste da Uganda, que acompanhava Rakova, relatou que em sua região, alterações ambientais extremas como ciclos de secas e chuvas severas já estão ocorrendo, tornando praticamente impossível o desenvolvimento das colheitas tradicionais.
“Isso é uma ameaça à segurança alimentar da comunidade e limita a habilidade da população de ganhar a vida modestamente”, disse Okollet. Segundo ela, mortes pelas enchentes, fome e doenças e a interrupção na educação das crianças são outros impactos que as mudanças ambientais têm causado por lá.
Mary Robinson, ex-presidente da Rede Osukura, garante que concentrar-se na dimensão humana das alterações climáticas poderia fazer com que o mundo “visse os efeitos do problema diferentemente”.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=727308
Localizada no Pacífico Sul, a ilha Bougainville serviu de abrigo aos primeiros 1500 refugiados do mundo que tiveram que abandonar suas casas no arquipélago de Carterets devido às mudanças climáticas que afetam a ilha, destruindo os atóis e a produção de alimentos dos moradores.
Ursula Rakova, diretora executiva da organização de caridade Tulele Peisa, descreveu a situação enfrentada pelo arquipélago como sendo urgente e afirmou que possibilitar a evacuação dos 1500 habitantes para Bougainville – a aproximadamente 80 quilômetros de Carterets – envolveu negociações muito delicadas.
De acordo com Rakova, o incidente foi causado pelas alterações climáticas, e pode repetir-se também em outros lugares se nada for feito. “Não é só conosco. Isso vai acontecer a outros no Pacífico e em outras partes do mundo. A poluição tem que acabar. As grandes nações têm que fazer algo a respeito muito, muito rápido. As mudanças climáticas vieram pra ficar”.
Constance Okollet, presidente da Rede Osukura de Mulheres Unidas, do leste da Uganda, que acompanhava Rakova, relatou que em sua região, alterações ambientais extremas como ciclos de secas e chuvas severas já estão ocorrendo, tornando praticamente impossível o desenvolvimento das colheitas tradicionais.
“Isso é uma ameaça à segurança alimentar da comunidade e limita a habilidade da população de ganhar a vida modestamente”, disse Okollet. Segundo ela, mortes pelas enchentes, fome e doenças e a interrupção na educação das crianças são outros impactos que as mudanças ambientais têm causado por lá.
Mary Robinson, ex-presidente da Rede Osukura, garante que concentrar-se na dimensão humana das alterações climáticas poderia fazer com que o mundo “visse os efeitos do problema diferentemente”.
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Alto São Roque dá exemplo de respeito as questões ambientais
Mais de 90% das famílias que residem na localidade participaram no último sábado, dia 16, de um mutirão para o recolhimento de lixo e a limpeza do riacho.
Alto São Roque dá exemplo de respeito as questões ambientais
A comunidade de Alto São Roque, no interior de Capinzal, deu provas novamente que está preocupada com a preservação ambiental. Mais de 90% das famílias que residem na localidade participaram no último sábado, dia 16, de um mutirão para o recolhimento de lixo e a limpeza do riacho.
A atividade iniciou às 09h e se estendeu até às 16h com a participação direta de mais de 30 pessoas. Moradores percorreram toda a extensão do riacho e as vias de acesso que levam a comunidade recolhendo todo o tipo de entulho. Uma expressiva quantidade lixo foi recolhida incluindo latas, embalagens plásticas e até um fogão. Ao final, o material recebeu a destinação adequada. O trabalho foi concluído no período da tarde com a construção de um depósito para o lixo seco.
O procedimento desenvolvido pela comunidade de Alto São Roque é parte integrante do Projeto Capinzal pela Vida da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente. Através dele, o poder público busca estimular as pessoas a discutir os problemas ambientais em cada localidade e, por meio de ações conjuntas, definir estratégias para solucioná-las. O projeto tem o apoio da Associação Municipal de Mulheres Agricultoras(AMMAC) e da Associação SOS Natureza.
O Secretário Francisco Dirceu de Araújo parabenizou publicamente a comunidade pela conduta e pela preocupação com o meio ambiente. “Em 2010, em reunião com as lideranças, definimos e executamos as primeiras ações. Neste ano, por iniciativa própria, a comunidade se mobilizou e realizou as atividades” destacou o Secretário.
A comunidade de Alto São Roque planeja ir além. Em breve, as lideranças pretendem colocar em prática um projeto de técnicas de compostagem de matéria orgânica e a proteção de nascentes e de rios.
http://www.adjorisc.com.br
Alto São Roque dá exemplo de respeito as questões ambientais
A comunidade de Alto São Roque, no interior de Capinzal, deu provas novamente que está preocupada com a preservação ambiental. Mais de 90% das famílias que residem na localidade participaram no último sábado, dia 16, de um mutirão para o recolhimento de lixo e a limpeza do riacho.
A atividade iniciou às 09h e se estendeu até às 16h com a participação direta de mais de 30 pessoas. Moradores percorreram toda a extensão do riacho e as vias de acesso que levam a comunidade recolhendo todo o tipo de entulho. Uma expressiva quantidade lixo foi recolhida incluindo latas, embalagens plásticas e até um fogão. Ao final, o material recebeu a destinação adequada. O trabalho foi concluído no período da tarde com a construção de um depósito para o lixo seco.
O procedimento desenvolvido pela comunidade de Alto São Roque é parte integrante do Projeto Capinzal pela Vida da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente. Através dele, o poder público busca estimular as pessoas a discutir os problemas ambientais em cada localidade e, por meio de ações conjuntas, definir estratégias para solucioná-las. O projeto tem o apoio da Associação Municipal de Mulheres Agricultoras(AMMAC) e da Associação SOS Natureza.
O Secretário Francisco Dirceu de Araújo parabenizou publicamente a comunidade pela conduta e pela preocupação com o meio ambiente. “Em 2010, em reunião com as lideranças, definimos e executamos as primeiras ações. Neste ano, por iniciativa própria, a comunidade se mobilizou e realizou as atividades” destacou o Secretário.
A comunidade de Alto São Roque planeja ir além. Em breve, as lideranças pretendem colocar em prática um projeto de técnicas de compostagem de matéria orgânica e a proteção de nascentes e de rios.
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Operação Novos Rumos, de combate à biopirataria, entra na segunda fase
A Coordenação-Geral de Fiscalização Ambiental - CGFIS do Ibama iniciou em abril a segunda fase da Operação Novos Rumos de fiscalização do acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado, ilícitos ambientais popularmente conhecidos como Biopirataria.
Diferentemente da primeira fase, em que foram aplicadas sanções leves por se tratar de casos em que os infratores buscaram se regularizar junto ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão criado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para tratar do assunto, os autuados desta nova fase da operação responderão por sanções mais pesadas, visto que ignoraram completamente a legislação e o sistema de gestão de acesso vigente.
Ainda em agosto de 2010, quando do início da Operação Novos Rumos, foi realizado intensivo processo de capacitação específica de agentes ambientais federais do Ibama que em seguida autuaram empresas, universidades e centros biotecnológicos por realizarem pesquisas e desenvolvimento de produtos a partir de elementos da biodiversidade brasileira e de conhecimentos de comunidades tradicionais e locais do Brasil sem a devida autorização do Ibama e do CGEN.
O desrespeito ao sistema nacional de acesso à biodiversidade pode trazer enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais ao Brasil, além de atingir frontalmente sua soberania. O Brasil, signatário do tratado internacional Convenção da Diversidade Biológica - CDB assumiu protagonismo no mundo ao construir um marco legal próprio para uso de suas biodiversidade inigualável.
Nesta fase da Operação Novos Rumos, o Ibama realizou a preparação de mais agentes ambientais federais de seus quadros e, em decorrência, cerca de 100 instituições de pesquisa e empresas dos ramos farmacêutico, alimentício, agropecuário, cosmético, novos materiais e de perfumaria já foram notificadas a apresentar informações e documentos que comprovem a regularidade de suas atividades sobre elementos da biodiversidade brasileira.
Assessoria Ibama
Diferentemente da primeira fase, em que foram aplicadas sanções leves por se tratar de casos em que os infratores buscaram se regularizar junto ao Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão criado no âmbito do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para tratar do assunto, os autuados desta nova fase da operação responderão por sanções mais pesadas, visto que ignoraram completamente a legislação e o sistema de gestão de acesso vigente.
Ainda em agosto de 2010, quando do início da Operação Novos Rumos, foi realizado intensivo processo de capacitação específica de agentes ambientais federais do Ibama que em seguida autuaram empresas, universidades e centros biotecnológicos por realizarem pesquisas e desenvolvimento de produtos a partir de elementos da biodiversidade brasileira e de conhecimentos de comunidades tradicionais e locais do Brasil sem a devida autorização do Ibama e do CGEN.
O desrespeito ao sistema nacional de acesso à biodiversidade pode trazer enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais ao Brasil, além de atingir frontalmente sua soberania. O Brasil, signatário do tratado internacional Convenção da Diversidade Biológica - CDB assumiu protagonismo no mundo ao construir um marco legal próprio para uso de suas biodiversidade inigualável.
Nesta fase da Operação Novos Rumos, o Ibama realizou a preparação de mais agentes ambientais federais de seus quadros e, em decorrência, cerca de 100 instituições de pesquisa e empresas dos ramos farmacêutico, alimentício, agropecuário, cosmético, novos materiais e de perfumaria já foram notificadas a apresentar informações e documentos que comprovem a regularidade de suas atividades sobre elementos da biodiversidade brasileira.
Assessoria Ibama
Brasil caminha rumo a obesidade de primeiro mundo
Pesos pesados
Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e que 15% dos brasileiros são obesos.
Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010) indica que mais da metade (52,1%) dos homens está acima do peso.
Entre as mulheres, a taxa é de 44,3%. Em 2006, os índices eram de 47,2% e 38,5%, respectivamente.
Obesidade de primeiro mundo
De acordo com a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, Deborah Malta, a grande preocupação é que o país tem registrado um aumento de quase 1% na proporção de pessoas com excesso de peso por ano, tanto entre homens quanto entre mulheres. No quesito obesidade, o aumento anual é de 0,5%.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, alertou que caso o Brasil mantenha os atuais índices, deverá alcançar em 13 anos os níveis de sobrepeso e obesidade registrados nos Estados Unidos. "É um sinal de preocupação", disse. Segundo ele, mulheres brasileiras com menor escolaridade têm percentual mais elevado e são as maiores vítimas do problema.
Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas - cerca de 2 mil para cada capital brasileira.
http://www.diariodasaude.com.br
Um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e que 15% dos brasileiros são obesos.
Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010) indica que mais da metade (52,1%) dos homens está acima do peso.
Entre as mulheres, a taxa é de 44,3%. Em 2006, os índices eram de 47,2% e 38,5%, respectivamente.
Obesidade de primeiro mundo
De acordo com a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis, Deborah Malta, a grande preocupação é que o país tem registrado um aumento de quase 1% na proporção de pessoas com excesso de peso por ano, tanto entre homens quanto entre mulheres. No quesito obesidade, o aumento anual é de 0,5%.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, alertou que caso o Brasil mantenha os atuais índices, deverá alcançar em 13 anos os níveis de sobrepeso e obesidade registrados nos Estados Unidos. "É um sinal de preocupação", disse. Segundo ele, mulheres brasileiras com menor escolaridade têm percentual mais elevado e são as maiores vítimas do problema.
Esta é a quinta edição da pesquisa, realizada desde 2006 por meio de entrevistas telefônicas com adultos (maiores de 18 anos). Em 2010, 54.339 pessoas foram ouvidas - cerca de 2 mil para cada capital brasileira.
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Lançada campanha nacional contra o uso de agrotóxicos
Agricultura sem venenos
Suco de frutas, verduras, legumes, cereais é igual a alimentação saudável?
Nem sempre.
Lançada no Dia Mundial da Saúde, a Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos e pela vida pretende alertar que o veneno usado nos cultivos agrícolas brasileiros prejudica muito a saúde das pessoas e do meio ambiente.
A campanha é organizada por mais de 20 entidades e movimentos sociais, que pretendem realizar atividades em todo o país para conscientizar sobre a necessidade de outro modelo de produção agrícola, sem utilização de veneno e baseado no respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, para aí, sim, produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.
Contra os agrotóxicos e pela vida
De acordo com a organização da campanha, com os atuais níveis de utilização de agrotóxicos, cada brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano e o Brasil foi considerado em 2009, segundo o sindicato dos próprios produtores de defensivos agrícolas, o maior consumidor destas substâncias pelo segundo ano consecutivo.
A campanha escolheu o Dia Mundial da Saúde para lançar oficialmente as atividades. Mas, mesmo antes da data, seminários, palestras e outros eventos tiveram como tema o prejuízo dos agrotóxicos à saúde.
Em Brasília, uma passeata contra o uso de agrotóxicos e em defesa do código florestal reuniu mais de duas mil pessoas. A atividade fez parte da Jornada contra o Uso de Agrotóxicos, em Defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária, realizada nos dias 6 e 7/4.
O professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Fernando Carneiro, presente nas atividades da jornada, conta que os eventos foram lotados. Para ele, lançar a campanha no Dia Mundial da Saúde é muito simbólico.
"Quando se fala de saúde da nossa população sempre se associa à fila de hospitais, mas hoje [7/4] foi uma manhã histórica porque estávamos discutindo verdadeiramente o conceito ampliado de saúde, discutindo o modelo agrícola brasileiro, o que este modelo tem gerado em termos de impacto às populações e as dificuldades do próprio sistema de saúde em notificar os problemas decorrentes do uso de agrotóxicos", detalha.
Bancada ruralista
O professor explica porque as lutas contra o uso de venenos na agricultura e em defesa do código florestal são convergentes.
"A bancada ruralista quer alterar a legislação para liberalizar os agrotóxicos. No código florestal, vemos o mesmo movimento. E quem está por trás destas duas articulações é o próprio agronegócio: querem desmatar mais áreas e querem ter isenção de impostos para agrotóxicos. Além disso, os temas se relacionam porque à medida que se limita a proteção das nascentes com a mudança no código florestal, por outro lado, se facilita a contaminação da água pelos próprios agrotóxicos. Então, são temas com interação muito grande, que significam ameaça à biodiversidade, à qualidade da água, elementos vitais para o nosso país", diz.
Para a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fiocruz, Rosany Bochner, é necessário negar totalmente o uso dos agrotóxicos devido aos prejuízos que tem causado à saúde.
"É preciso deixar claro que o que queremos com a campanha não é usar produtos menos tóxicos, não é nada paliativo. Nós não queremos mais agrotóxicos de nenhuma forma. É uma mudança de filosofia, temos que partir para produzir diversidade. Vamos ter que comer diferente, que fazer muita coisa e não depende só do agricultor, depende também da população, porque do jeito que está não é possível mais ficar", reforça.
Rosany, que também é consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), participou, junto à EPSJV/Fiocruz e a Via Campesina, de um seminário na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sobre os impactos dos agrotóxicos.
Mortes
No dia 7 de abril, também foram realizadas atividades no Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Goiás. Em Limoeiro do Norte, no Ceará, nos dias 19 e 20 de abril, serão realizadas várias mobilizações contra o uso de agrotóxicos e em protesto pela impunidade do assassinato do líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, que denunciou os impactos dos agrotóxicos na região.
No dia 21 de abril faz um ano que o agricultor foi assassinado próximo de casa e as investigações, até o momento, não apontaram os autores do crime.
Também no Dia Mundial da Saúde, na Câmara Federal, uma subcomissão especial criada para avaliar as conseqüências do uso de agrotóxicos para o país realizou uma audiência pública sobre o tema com a presença da Anvisa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), órgão favorável ao uso dos venenos nos cultivos. De acordo com a Agência Câmara, Anvisa e MPA divergiram radicalmente do representante da CNA.
"Enquanto a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu a modernização do uso desses insumos, um representante da Anvisa e uma deputada apontaram os efeitos negativos para a saúde humana. Já o representante dos pequenos agricultores defendeu o fim do uso dos agrotóxicos", informou a Agência Câmara.
Campanha contra os agrotóxicos
O material da campanha alerta que os agrotóxicos causam uma série de doenças como câncer, problemas hormonais, problema neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, problemas de rim, diarreia, entre outras.
Recentemente, uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul detectou a presença de agrotóxicos no leite materno e nos ovos comercializados no Brasil.
"Diante de tantas evidências de problemas, não há mais o que discutir. Este leite envenenado é muito grave, não dá mais para ter meio-termo. Sabemos que é uma luta de Davi contra Golias, porque são empresas extremamente poderosas [as empresas produtoras de agrotóxicos]. Mas eu queria saber se eles comem estes produtos cheios de agrotóxicos", questiona Rosany.
Além da proibição definitiva do uso de venenos, a campanha afirma ainda que a saída para uma alimentação saudável e diversificada está no fortalecimento da agricultura familiar e camponesa.
Para isso, propõe uma série de ações, como a reforma agrária para acabar com os latifúndios, o fim do desmatamento, a geração de trabalho e renda para a população rural, o uso de novas tecnologias para acabar com a utilização de agrotóxicos e a produção baseada na agroecologia .
Casos crônicos
De acordo com Rosany, a Anvisa está muito disposta a discutir o uso destes produtos tóxicos, entretanto, existe uma resistência de setores do próprio governo e do legislativo.
"Tem uma bancada ruralista que quer liberar a todo custo os agrotóxicos", pontua. A pesquisadora destaca também as dificuldades de informação sobre os riscos de agrotóxicos no sistema de saúde. "Não estamos acostumados a trabalhar com casos crônicos, as redes de saúde não conseguem relacionar os sintomas com a exposição aos agrotóxicos, dificilmente as pessoas fazem essa relação e isso dificulta muito na hora da discussão porque eles [os defensores do uso de agrotóxicos] falam que não temos evidências. Temos que fazer um esforço maior nisso, fazer um treinamento melhor nos serviços de saúde, mas é preciso investimento", afirma.
Para Fernando Carneiro, o Ministério da Saúde ainda é muito omisso em relação ao enfrentamento do problema de identificação das intoxicações, tanto no campo da saúde do trabalhador, quanto da saúde ambiental.
"Eu quero que o Ministério da Saúde faça campanha sobre os riscos dos agrotóxicos. Como faz com a campanha contra a Aids, pelo uso da camisinha. O Ministério poderia investir também para fazer cartilhas e difundir informações sobre os riscos dos agrotóxicos. Hoje, o único setor que faz propaganda é o próprio agronegócio, para fazer apologia ao uso", alerta.
http://www.diariodasaude.com.br
Suco de frutas, verduras, legumes, cereais é igual a alimentação saudável?
Nem sempre.
Lançada no Dia Mundial da Saúde, a Campanha permanente contra o uso de agrotóxicos e pela vida pretende alertar que o veneno usado nos cultivos agrícolas brasileiros prejudica muito a saúde das pessoas e do meio ambiente.
A campanha é organizada por mais de 20 entidades e movimentos sociais, que pretendem realizar atividades em todo o país para conscientizar sobre a necessidade de outro modelo de produção agrícola, sem utilização de veneno e baseado no respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, para aí, sim, produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.
Contra os agrotóxicos e pela vida
De acordo com a organização da campanha, com os atuais níveis de utilização de agrotóxicos, cada brasileiro consome em média 5,2 kg de veneno por ano e o Brasil foi considerado em 2009, segundo o sindicato dos próprios produtores de defensivos agrícolas, o maior consumidor destas substâncias pelo segundo ano consecutivo.
A campanha escolheu o Dia Mundial da Saúde para lançar oficialmente as atividades. Mas, mesmo antes da data, seminários, palestras e outros eventos tiveram como tema o prejuízo dos agrotóxicos à saúde.
Em Brasília, uma passeata contra o uso de agrotóxicos e em defesa do código florestal reuniu mais de duas mil pessoas. A atividade fez parte da Jornada contra o Uso de Agrotóxicos, em Defesa do Código Florestal e pela Reforma Agrária, realizada nos dias 6 e 7/4.
O professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Fernando Carneiro, presente nas atividades da jornada, conta que os eventos foram lotados. Para ele, lançar a campanha no Dia Mundial da Saúde é muito simbólico.
"Quando se fala de saúde da nossa população sempre se associa à fila de hospitais, mas hoje [7/4] foi uma manhã histórica porque estávamos discutindo verdadeiramente o conceito ampliado de saúde, discutindo o modelo agrícola brasileiro, o que este modelo tem gerado em termos de impacto às populações e as dificuldades do próprio sistema de saúde em notificar os problemas decorrentes do uso de agrotóxicos", detalha.
Bancada ruralista
O professor explica porque as lutas contra o uso de venenos na agricultura e em defesa do código florestal são convergentes.
"A bancada ruralista quer alterar a legislação para liberalizar os agrotóxicos. No código florestal, vemos o mesmo movimento. E quem está por trás destas duas articulações é o próprio agronegócio: querem desmatar mais áreas e querem ter isenção de impostos para agrotóxicos. Além disso, os temas se relacionam porque à medida que se limita a proteção das nascentes com a mudança no código florestal, por outro lado, se facilita a contaminação da água pelos próprios agrotóxicos. Então, são temas com interação muito grande, que significam ameaça à biodiversidade, à qualidade da água, elementos vitais para o nosso país", diz.
Para a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fiocruz, Rosany Bochner, é necessário negar totalmente o uso dos agrotóxicos devido aos prejuízos que tem causado à saúde.
"É preciso deixar claro que o que queremos com a campanha não é usar produtos menos tóxicos, não é nada paliativo. Nós não queremos mais agrotóxicos de nenhuma forma. É uma mudança de filosofia, temos que partir para produzir diversidade. Vamos ter que comer diferente, que fazer muita coisa e não depende só do agricultor, depende também da população, porque do jeito que está não é possível mais ficar", reforça.
Rosany, que também é consultora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), participou, junto à EPSJV/Fiocruz e a Via Campesina, de um seminário na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) sobre os impactos dos agrotóxicos.
Mortes
No dia 7 de abril, também foram realizadas atividades no Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Goiás. Em Limoeiro do Norte, no Ceará, nos dias 19 e 20 de abril, serão realizadas várias mobilizações contra o uso de agrotóxicos e em protesto pela impunidade do assassinato do líder comunitário José Maria Filho, conhecido como Zé Maria do Tomé, que denunciou os impactos dos agrotóxicos na região.
No dia 21 de abril faz um ano que o agricultor foi assassinado próximo de casa e as investigações, até o momento, não apontaram os autores do crime.
Também no Dia Mundial da Saúde, na Câmara Federal, uma subcomissão especial criada para avaliar as conseqüências do uso de agrotóxicos para o país realizou uma audiência pública sobre o tema com a presença da Anvisa, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), órgão favorável ao uso dos venenos nos cultivos. De acordo com a Agência Câmara, Anvisa e MPA divergiram radicalmente do representante da CNA.
"Enquanto a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu a modernização do uso desses insumos, um representante da Anvisa e uma deputada apontaram os efeitos negativos para a saúde humana. Já o representante dos pequenos agricultores defendeu o fim do uso dos agrotóxicos", informou a Agência Câmara.
Campanha contra os agrotóxicos
O material da campanha alerta que os agrotóxicos causam uma série de doenças como câncer, problemas hormonais, problema neurológicos, má formação do feto, depressão, doenças de pele, problemas de rim, diarreia, entre outras.
Recentemente, uma pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul detectou a presença de agrotóxicos no leite materno e nos ovos comercializados no Brasil.
"Diante de tantas evidências de problemas, não há mais o que discutir. Este leite envenenado é muito grave, não dá mais para ter meio-termo. Sabemos que é uma luta de Davi contra Golias, porque são empresas extremamente poderosas [as empresas produtoras de agrotóxicos]. Mas eu queria saber se eles comem estes produtos cheios de agrotóxicos", questiona Rosany.
Além da proibição definitiva do uso de venenos, a campanha afirma ainda que a saída para uma alimentação saudável e diversificada está no fortalecimento da agricultura familiar e camponesa.
Para isso, propõe uma série de ações, como a reforma agrária para acabar com os latifúndios, o fim do desmatamento, a geração de trabalho e renda para a população rural, o uso de novas tecnologias para acabar com a utilização de agrotóxicos e a produção baseada na agroecologia .
Casos crônicos
De acordo com Rosany, a Anvisa está muito disposta a discutir o uso destes produtos tóxicos, entretanto, existe uma resistência de setores do próprio governo e do legislativo.
"Tem uma bancada ruralista que quer liberar a todo custo os agrotóxicos", pontua. A pesquisadora destaca também as dificuldades de informação sobre os riscos de agrotóxicos no sistema de saúde. "Não estamos acostumados a trabalhar com casos crônicos, as redes de saúde não conseguem relacionar os sintomas com a exposição aos agrotóxicos, dificilmente as pessoas fazem essa relação e isso dificulta muito na hora da discussão porque eles [os defensores do uso de agrotóxicos] falam que não temos evidências. Temos que fazer um esforço maior nisso, fazer um treinamento melhor nos serviços de saúde, mas é preciso investimento", afirma.
Para Fernando Carneiro, o Ministério da Saúde ainda é muito omisso em relação ao enfrentamento do problema de identificação das intoxicações, tanto no campo da saúde do trabalhador, quanto da saúde ambiental.
"Eu quero que o Ministério da Saúde faça campanha sobre os riscos dos agrotóxicos. Como faz com a campanha contra a Aids, pelo uso da camisinha. O Ministério poderia investir também para fazer cartilhas e difundir informações sobre os riscos dos agrotóxicos. Hoje, o único setor que faz propaganda é o próprio agronegócio, para fazer apologia ao uso", alerta.
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ECO Transporte & Logística: Fórum discute aplicação de Lei Ambiental
Especialistas apresentarão tendências, tecnologias, soluções e modelos internacionais para o mercado de transportes.
São Paulo – Com o objetivo de debater a relação entre transporte e meio ambiente de maneira diferenciada, apresentando tendências, tecnologias, soluções e modelos internacionais, a NTC&Logística, em parceria com a Reed Exhibitions Alcântara Machado, realizará a primeira edição nacional da Eco Transporte & Logística – Expo&Conference , nos dias 18 e 19 de maio, na Fecomércio, em São Paulo (SP). A Eco Transporte e Logística, um dos principais fóruns de discussão do segmento na Europa, debaterá questões como o rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais – em vigor no País desde 1998. Esta lei prevê pena de reclusão de até quatro anos e multas que podem chegar a R$ 50 milhões, em caso de acidentes com veículos que transportem produtos que possam causar poluição ambiental ou danos à saúde humana. “O setor de transporte percebeu que, para se manter competitivo, é necessário buscar ações que integrem meio ambiente e transportes”, afirma Flávio Benatti, presidente da NTC.
Com um mercado aquecido – o comércio de vendas de caminhões, por exemplo, registrou no País, no primeiro trimestre deste ano, um crescimento recorde de 26,92% –, a sustentabilidade em toda a cadeia logística tem sido uma exigência cada vez maior do mercado. "Ser sustentável é ser competitivo e é isso que vamos mostrar no evento. O crescimento do País está interligado à infraestrutura de transporte e logística", explica Márcia Coimbra, gerente da unidade de negócios e conferências da Reed Exhibitions Alcantara Machado. Na ocasião, também serão apresentados temas, como: a relação entre transportes e meio ambiente; tendência mundial de desenvolvimento de políticas sustentáveis; avaliação ambiental, econômica e social dos diferentes modais de transporte (ferroviário rodoviário e portuário); formas de obter maior eficiência logística; sustentabilidade na cadeia de suprimentos e matriz de transportes; o novo perfil da frota brasileira de caminhões; gestão sustentável de frota; riscos e oportunidades no setor de transportes e a questão da empregabilidade.
As palestras e as apresentações dos cases serão realizadas por especialistas renomados, entre eles Artaet Martins, assessor de sustentabilidade da Ecovias; Durval Nascimento Neto, diretor de meio ambiente da ALL (América Latina Logística); Wilen Manteli, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários; Ricardo Melchiori, coordenador da Câmara Técnica da Logística, da NTC; Alex Barbosa Messias, gerente de marketing de transportes da Petrobras; Rebeca de Mattos Daminelli, do Grupo Boticário; e Fábio Almeida, gerente de sustentabilidade da ALCOA.
A exposição-Totalmente conectada à conferência, a exposição reunirá empresas de transporte, operadores e fornecedores de soluções e de serviços para apresentar suas soluções destinadas ao mercado de transporte e logística. O evento conta o apoio da ASLOG e da ÚNICA, além dos patrocinadores ECO FROTAS (categoria diamante), KEY FRAME (categoria prata) e ANR, SEQTRA, TARGET, Fortaine e IBERO (categoria bronze).
A ECO Transporte e Logística - Expo&Conference tem como público-alvo: embarcadores, empresas mineradoras, petrolíferas, siderúrgicas, metalúrgicas, automobilísticas, agribusiness, fabricantes de produtos alimentícios, têxteis, eletrônicos, químicos, farmacêuticos, fertilizantes; atacadistas, grandes varejistas; operadores e transportadores logísticos que operam em todos os modais – rodoviário, aéreo, ferroviário, hidroviário e cabotagem; operadores de portos e armazenagem, estoques e galpões; fornecedores de soluções para a cadeia logística e de serviços de transporte – seguradoras, gerenciadoras de risco, rastreamento; fornecedores de bens de capital, equipamentos, consultoria, sistemas e serviços; empresas de construção, engenharia e arquitetura; investidores, bancos e seguradoras; concessionárias de serviços; autoridades e administradores públicos das áreas de infraestrutura, transportes e meio ambiente; escritórios de advocacia e consultorias especializadas.
.[Eco Transporte & Logística, dias 18 a 19 de maio de 2011, palestras das 9h às 17h30 e exposição das 11h as 19h30, no Fecomércio, Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo/SP].
NTC&Logística -Fundada em 1963, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) é uma entidade civil que representa as empresas de transporte de carga e logística em todo o Brasil. Constituída por mais de três mil empresas associadas, a entidade defende a categoria frente aos órgãos e autoridades governamentais, a fim de informar as deficiências e discutir melhorias para o setor. Oferece, também, orientação técnica, política, jurídica e institucional às empresas associadas e a um complexo sistema de representação formado por outras entidades de classe empresarial.
Reed Exhibitions Alcantara Machado- Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da Mecânica, em 1959, e o Salão do Automóvel, em 1960.
No biênio 2008-2009, a Reed Exhibitions Alcantara Machado recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes nos 50 eventos realizados, que ocuparam 1,739 mil metros quadrados de exposição, contando com a participação de 17.419 expositores nacionais e internacionais, dos mais diversos setores da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil e realizar novas parcerias.
Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de mais de 150 funcionários e realiza 42 feiras de negócios no Brasil, de setores como: Alumínio; Automotivo; Construção, Imóveis e Design de Interiores; Cultura; Elétrica, Energia e Automação; Eletrônicos e Engenharia Elétrica; Embalagem, Impressão, Logística e Transformação; Engenharia, Fabricação e Processamento; GEO Tecnologia; Iluminação, Ar-Condicionado e Refrigeração; Imagem e Entretenimento; Indústria Têxtil; Infraestrutura; Manufatura; Mecânica; Petróleo, Óleo e Gás; Plástico; Química e Petroquímica; Saneamento e Meio Ambiente; Segurança Eletrônica e Urbana; Tecnologia Agrícola; Turismo.
Entre os eventos integrados recentemente ao portfólio, destacam-se Bienal do Livro, Química & Petroquímica, Consumer Electronics Brasil Show, Casa & Decoração Show, Salão Duas Rodas, Brasil Offshore, Ambiental Expo, Expo Síndico Secovi Condomínio, Automec Pesados & Comerciais e Expoalumínio.
A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo, reunindo mais de 6 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 35 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 35 escritórios próprios que empregam mais de 2.500 funcionários. A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 440 eventos que atendem 44 setores da indústria.
O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed são líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.
http://www.revistafator.com.br
São Paulo – Com o objetivo de debater a relação entre transporte e meio ambiente de maneira diferenciada, apresentando tendências, tecnologias, soluções e modelos internacionais, a NTC&Logística, em parceria com a Reed Exhibitions Alcântara Machado, realizará a primeira edição nacional da Eco Transporte & Logística – Expo&Conference , nos dias 18 e 19 de maio, na Fecomércio, em São Paulo (SP). A Eco Transporte e Logística, um dos principais fóruns de discussão do segmento na Europa, debaterá questões como o rigor na aplicação da Lei de Crimes Ambientais – em vigor no País desde 1998. Esta lei prevê pena de reclusão de até quatro anos e multas que podem chegar a R$ 50 milhões, em caso de acidentes com veículos que transportem produtos que possam causar poluição ambiental ou danos à saúde humana. “O setor de transporte percebeu que, para se manter competitivo, é necessário buscar ações que integrem meio ambiente e transportes”, afirma Flávio Benatti, presidente da NTC.
Com um mercado aquecido – o comércio de vendas de caminhões, por exemplo, registrou no País, no primeiro trimestre deste ano, um crescimento recorde de 26,92% –, a sustentabilidade em toda a cadeia logística tem sido uma exigência cada vez maior do mercado. "Ser sustentável é ser competitivo e é isso que vamos mostrar no evento. O crescimento do País está interligado à infraestrutura de transporte e logística", explica Márcia Coimbra, gerente da unidade de negócios e conferências da Reed Exhibitions Alcantara Machado. Na ocasião, também serão apresentados temas, como: a relação entre transportes e meio ambiente; tendência mundial de desenvolvimento de políticas sustentáveis; avaliação ambiental, econômica e social dos diferentes modais de transporte (ferroviário rodoviário e portuário); formas de obter maior eficiência logística; sustentabilidade na cadeia de suprimentos e matriz de transportes; o novo perfil da frota brasileira de caminhões; gestão sustentável de frota; riscos e oportunidades no setor de transportes e a questão da empregabilidade.
As palestras e as apresentações dos cases serão realizadas por especialistas renomados, entre eles Artaet Martins, assessor de sustentabilidade da Ecovias; Durval Nascimento Neto, diretor de meio ambiente da ALL (América Latina Logística); Wilen Manteli, diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários; Ricardo Melchiori, coordenador da Câmara Técnica da Logística, da NTC; Alex Barbosa Messias, gerente de marketing de transportes da Petrobras; Rebeca de Mattos Daminelli, do Grupo Boticário; e Fábio Almeida, gerente de sustentabilidade da ALCOA.
A exposição-Totalmente conectada à conferência, a exposição reunirá empresas de transporte, operadores e fornecedores de soluções e de serviços para apresentar suas soluções destinadas ao mercado de transporte e logística. O evento conta o apoio da ASLOG e da ÚNICA, além dos patrocinadores ECO FROTAS (categoria diamante), KEY FRAME (categoria prata) e ANR, SEQTRA, TARGET, Fortaine e IBERO (categoria bronze).
A ECO Transporte e Logística - Expo&Conference tem como público-alvo: embarcadores, empresas mineradoras, petrolíferas, siderúrgicas, metalúrgicas, automobilísticas, agribusiness, fabricantes de produtos alimentícios, têxteis, eletrônicos, químicos, farmacêuticos, fertilizantes; atacadistas, grandes varejistas; operadores e transportadores logísticos que operam em todos os modais – rodoviário, aéreo, ferroviário, hidroviário e cabotagem; operadores de portos e armazenagem, estoques e galpões; fornecedores de soluções para a cadeia logística e de serviços de transporte – seguradoras, gerenciadoras de risco, rastreamento; fornecedores de bens de capital, equipamentos, consultoria, sistemas e serviços; empresas de construção, engenharia e arquitetura; investidores, bancos e seguradoras; concessionárias de serviços; autoridades e administradores públicos das áreas de infraestrutura, transportes e meio ambiente; escritórios de advocacia e consultorias especializadas.
.[Eco Transporte & Logística, dias 18 a 19 de maio de 2011, palestras das 9h às 17h30 e exposição das 11h as 19h30, no Fecomércio, Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista – São Paulo/SP].
NTC&Logística -Fundada em 1963, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) é uma entidade civil que representa as empresas de transporte de carga e logística em todo o Brasil. Constituída por mais de três mil empresas associadas, a entidade defende a categoria frente aos órgãos e autoridades governamentais, a fim de informar as deficiências e discutir melhorias para o setor. Oferece, também, orientação técnica, política, jurídica e institucional às empresas associadas e a um complexo sistema de representação formado por outras entidades de classe empresarial.
Reed Exhibitions Alcantara Machado- Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da Mecânica, em 1959, e o Salão do Automóvel, em 1960.
No biênio 2008-2009, a Reed Exhibitions Alcantara Machado recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes nos 50 eventos realizados, que ocuparam 1,739 mil metros quadrados de exposição, contando com a participação de 17.419 expositores nacionais e internacionais, dos mais diversos setores da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil e realizar novas parcerias.
Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de mais de 150 funcionários e realiza 42 feiras de negócios no Brasil, de setores como: Alumínio; Automotivo; Construção, Imóveis e Design de Interiores; Cultura; Elétrica, Energia e Automação; Eletrônicos e Engenharia Elétrica; Embalagem, Impressão, Logística e Transformação; Engenharia, Fabricação e Processamento; GEO Tecnologia; Iluminação, Ar-Condicionado e Refrigeração; Imagem e Entretenimento; Indústria Têxtil; Infraestrutura; Manufatura; Mecânica; Petróleo, Óleo e Gás; Plástico; Química e Petroquímica; Saneamento e Meio Ambiente; Segurança Eletrônica e Urbana; Tecnologia Agrícola; Turismo.
Entre os eventos integrados recentemente ao portfólio, destacam-se Bienal do Livro, Química & Petroquímica, Consumer Electronics Brasil Show, Casa & Decoração Show, Salão Duas Rodas, Brasil Offshore, Ambiental Expo, Expo Síndico Secovi Condomínio, Automec Pesados & Comerciais e Expoalumínio.
A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo, reunindo mais de 6 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 35 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 35 escritórios próprios que empregam mais de 2.500 funcionários. A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 440 eventos que atendem 44 setores da indústria.
O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed são líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.
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Injeção única poderá evitar danos de ataques cardíacos e derrames
Conquista para o coração
Um grupo internacional de pesquisadores acaba de anunciar que, a partir de uma nova descoberta, poderá desenvolver uma terapia que, com uma simples injeção, limitaria as consequências devastadoras de ataques cardíacos e derrames.
O estudo, que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi coordenado por Wilhelm Schwaeble, do Departamento de Infecção, Imunidade e Inflamação da Universidade de Leicester (Reino Unido), que descreveu o trabalho como "uma conquista nova e fascinante".
Segundo ele, a equipe já começou a transformar a pesquisa em novas terapias clínicas. O estudo foi feito em parceria com colaboradores do King's College London (Reino Unido), da Universidade Médica de Fukushima (Japão) e da Universidade Estadual de Nova York (Estados Unidos).
Socorro imediato após ataque cardíaco e derrames
"O foco principal do estudo consistiu em identificar um mecanismo molecular responsável pela resposta inflamatória exacerbada que pode causar uma destruição considerável nos tecidos e órgãos após a perda temporária do fornecimento de sangue - um fenômeno fisiopatológico conhecido como isquemia e reperfusão", disse.
"Limitando respostas inflamatórias nos tecidos privados de oxigênio é possível melhorar os resultados de forma dramática, aumentando a taxa de sobrevivência entre os pacientes que sofrem ataques cardíacos ou derrames cerebrais", afirmou Schwaeble.
"Também ficou demonstrado em animais que essa nova terapia potencial foi capaz de melhorar significativamente os resultados de cirurgias de transplante e pode ser aplicável a qualquer procedimento cirúrgico no qual a viabilidade do tecido estiver em risco devido à interrupção temporária do fluxo sanguíneo", afirmou.
"Essa é uma conquista fascinante na busca de novos tratamentos que possam reduzir de forma considerável o dano tecidual e deficiência nas funções dos órgãos, que ocorrem após isquemia em condições graves como ataques cardíacos e derrames", disse Schwaeble.
Inflamação excessiva
Os cientistas identificaram a enzima serina-protease associada à lectina ligadora de manose-2 (MASP-2, na sigla em inglês), encontrada no sangue e componente central da via das lectinas de ativação do complemento, um componente do sistema imunológico inato.
A via da lectina é responsável pela potencialmente devastadora resposta inflamatória do tecido, que pode ocorrer quando qualquer tecido ou órgão do corpo é reconectado ao suprimento sanguíneo depois de uma isquemia - uma perda temporária do fornecimento de sangue e do oxigênio que ele transporta.
Essa resposta inflamatória excessiva é, em parte, responsável pela morbidade e mortalidade associadas ao infarto do miocárdio e aos acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Além disso, o trabalho indicou uma maneira de neutralizar essa enzima, aumentando um anticorpo terapêutico contra ele.
Uma única injeção de anticorpos em animais tem-se mostrado suficiente para interromper o processo molecular que leva à destruição de tecidos e órgãos que acompanha os eventos isquêmicos, resultando em danos significativamente menores.
Proteínas proprietárias
Nos últimos sete anos a equipe da Universidade de Leicester tem trabalhado em estreita colaboração com um parceiro comercial, a empresa Omeros, em Seattle (Estados Unidos), a fim de desenvolver anticorpos terapêuticos para a pesquisa e para aplicações clínicas.
A Omeros detém com exclusividade os direitos de propriedade intelectual das proteínas MASP-2 e de todos os anticorpos terapêuticos que visam a MASP-2. A empresa já começou a fabricação escalonada de um anticorpo para o uso em ensaios clínicos humanos.
http://www.diariodasaude.com.br
Um grupo internacional de pesquisadores acaba de anunciar que, a partir de uma nova descoberta, poderá desenvolver uma terapia que, com uma simples injeção, limitaria as consequências devastadoras de ataques cardíacos e derrames.
O estudo, que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi coordenado por Wilhelm Schwaeble, do Departamento de Infecção, Imunidade e Inflamação da Universidade de Leicester (Reino Unido), que descreveu o trabalho como "uma conquista nova e fascinante".
Segundo ele, a equipe já começou a transformar a pesquisa em novas terapias clínicas. O estudo foi feito em parceria com colaboradores do King's College London (Reino Unido), da Universidade Médica de Fukushima (Japão) e da Universidade Estadual de Nova York (Estados Unidos).
Socorro imediato após ataque cardíaco e derrames
"O foco principal do estudo consistiu em identificar um mecanismo molecular responsável pela resposta inflamatória exacerbada que pode causar uma destruição considerável nos tecidos e órgãos após a perda temporária do fornecimento de sangue - um fenômeno fisiopatológico conhecido como isquemia e reperfusão", disse.
"Limitando respostas inflamatórias nos tecidos privados de oxigênio é possível melhorar os resultados de forma dramática, aumentando a taxa de sobrevivência entre os pacientes que sofrem ataques cardíacos ou derrames cerebrais", afirmou Schwaeble.
"Também ficou demonstrado em animais que essa nova terapia potencial foi capaz de melhorar significativamente os resultados de cirurgias de transplante e pode ser aplicável a qualquer procedimento cirúrgico no qual a viabilidade do tecido estiver em risco devido à interrupção temporária do fluxo sanguíneo", afirmou.
"Essa é uma conquista fascinante na busca de novos tratamentos que possam reduzir de forma considerável o dano tecidual e deficiência nas funções dos órgãos, que ocorrem após isquemia em condições graves como ataques cardíacos e derrames", disse Schwaeble.
Inflamação excessiva
Os cientistas identificaram a enzima serina-protease associada à lectina ligadora de manose-2 (MASP-2, na sigla em inglês), encontrada no sangue e componente central da via das lectinas de ativação do complemento, um componente do sistema imunológico inato.
A via da lectina é responsável pela potencialmente devastadora resposta inflamatória do tecido, que pode ocorrer quando qualquer tecido ou órgão do corpo é reconectado ao suprimento sanguíneo depois de uma isquemia - uma perda temporária do fornecimento de sangue e do oxigênio que ele transporta.
Essa resposta inflamatória excessiva é, em parte, responsável pela morbidade e mortalidade associadas ao infarto do miocárdio e aos acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Além disso, o trabalho indicou uma maneira de neutralizar essa enzima, aumentando um anticorpo terapêutico contra ele.
Uma única injeção de anticorpos em animais tem-se mostrado suficiente para interromper o processo molecular que leva à destruição de tecidos e órgãos que acompanha os eventos isquêmicos, resultando em danos significativamente menores.
Proteínas proprietárias
Nos últimos sete anos a equipe da Universidade de Leicester tem trabalhado em estreita colaboração com um parceiro comercial, a empresa Omeros, em Seattle (Estados Unidos), a fim de desenvolver anticorpos terapêuticos para a pesquisa e para aplicações clínicas.
A Omeros detém com exclusividade os direitos de propriedade intelectual das proteínas MASP-2 e de todos os anticorpos terapêuticos que visam a MASP-2. A empresa já começou a fabricação escalonada de um anticorpo para o uso em ensaios clínicos humanos.
http://www.diariodasaude.com.br
Pessoas que fazem dietas são enganadas pelo nome dos alimentos
Conto do rótulo
Pessoas que fazem dieta ficam tão envolvidas com a tentativa de "comer virtuosamente" que acabam caindo no "conto do rótulo".
O "conto do rótulo" refere-se a escolher um alimento não-saudável mas que tem um apelo de saúde em sua embalagem ou em seu nome.
"Mantendo a sua meta de perda de peso em mente enquanto olha o cardápio em um restaurante, você evita cuidadosamente escolher uma massa e pede uma das opções na lista de saladas," escrevem as autoras Caglar Irmak (Universidade da Carolina do Sul), Beth Vallen (Universidade Loyola) e Stefanie Rosen Robinson (Universidade da Carolina do Sul).
"Mas antes de se congratular consigo mesmo por fazer uma escolha virtuosa, você tem que verificar se sua escolha não seria uma salada só de nome," escrevem as autoras.
Nomes enganadores
Ocorre que os restaurantes oferecem "saladas" que podem incluir ingredientes que os adeptos do regime provavelmente evitariam isoladamente, incluindo carnes, queijos, pães e massas.
Batatas fritas são listadas como "chips vegetarianos", milkshakes são chamados de refrescos e bebidas açucaradas aparecem no cardápio como "água aromatizada".
E por que as pessoas que estão fazendo dieta, que supostamente estariam mais sintonizadas com alimentos saudáveis, são susceptíveis de serem enganadas por esses rótulos?
Condicionamento
"Com o tempo, as pessoas aprendem a se concentrar simplesmente em evitar alimentos que eles reconhecem como proibidos com base no nome do produto," explicam as autoras.
"Assim, elas supõem que um item com um nome não-saudável (por exemplo, massa) é menos saudável do que um item com um nome saudável (por exemplo, salada), e não gastam tempo levando em conta outras informações sobre os produtos que possam impactar as suas avaliações."
Paradoxalmente, conforme constataram as pesquisadoras, as pessoas que não fazem dieta não têm esse condicionamento para os nomes, e são mais propensas a rejeitar essas sugestões enganadoras.
http://www.diariodasaude.com.br
Pessoas que fazem dieta ficam tão envolvidas com a tentativa de "comer virtuosamente" que acabam caindo no "conto do rótulo".
O "conto do rótulo" refere-se a escolher um alimento não-saudável mas que tem um apelo de saúde em sua embalagem ou em seu nome.
"Mantendo a sua meta de perda de peso em mente enquanto olha o cardápio em um restaurante, você evita cuidadosamente escolher uma massa e pede uma das opções na lista de saladas," escrevem as autoras Caglar Irmak (Universidade da Carolina do Sul), Beth Vallen (Universidade Loyola) e Stefanie Rosen Robinson (Universidade da Carolina do Sul).
"Mas antes de se congratular consigo mesmo por fazer uma escolha virtuosa, você tem que verificar se sua escolha não seria uma salada só de nome," escrevem as autoras.
Nomes enganadores
Ocorre que os restaurantes oferecem "saladas" que podem incluir ingredientes que os adeptos do regime provavelmente evitariam isoladamente, incluindo carnes, queijos, pães e massas.
Batatas fritas são listadas como "chips vegetarianos", milkshakes são chamados de refrescos e bebidas açucaradas aparecem no cardápio como "água aromatizada".
E por que as pessoas que estão fazendo dieta, que supostamente estariam mais sintonizadas com alimentos saudáveis, são susceptíveis de serem enganadas por esses rótulos?
Condicionamento
"Com o tempo, as pessoas aprendem a se concentrar simplesmente em evitar alimentos que eles reconhecem como proibidos com base no nome do produto," explicam as autoras.
"Assim, elas supõem que um item com um nome não-saudável (por exemplo, massa) é menos saudável do que um item com um nome saudável (por exemplo, salada), e não gastam tempo levando em conta outras informações sobre os produtos que possam impactar as suas avaliações."
Paradoxalmente, conforme constataram as pesquisadoras, as pessoas que não fazem dieta não têm esse condicionamento para os nomes, e são mais propensas a rejeitar essas sugestões enganadoras.
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