Chuva limpa
Uma pequena empresa de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, que criou uma tecnologia limpa para provocar chuvas, quer o apoio do governo federal para consolidar um modelo nacional de enfrentamento de estiagem e de prevenção de grandes tempestades.
O proprietário da ModClima Pesquisa e Desenvolvimento, o engenheiro Takeshi Imai, de 68 anos, chamou a técnica que ele inventou de modificação consciente do clima e ambiente, daí o nome ModClima.
A tecnologia envolve a "semeadura" de nuvens com água potável borrifada por avião. Essa água, que não tem aditivo químico, se encontra com as gotículas já existentes nas nuvens e provoca a chuva, processo descrito como "colisão-coalescência", que ocorre naturalmente quando há chuva.
Fazendo chover
Atualmente, a ModClima usa um avião bimotor equipado com tanque de 300 litros e bicos móveis nas asas e na cauda que esguicham água.
As nuvens são escolhidas por meio de radares apontados para a região onde se quer criar a precipitação. Se não houver nuvem, não há como provocar chuva. O recorde de chuva provocada registrado por pluviômetro é 60 milímetros.
Em dez anos de funcionamento, a empresa acumula em seu portfólio mais de 600 chuvas em diversos lugares no oeste da Bahia, em Santa Catarina e em São Paulo. A ModClima é contratada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para fazer chover nos reservatórios dos sistemas de abastecimento Cantareira e Alto Tietê.
Além da época de estiagem, a tecnologia pode ser usada antes de tempestades para diminuir a intensidade das chuvas.
Unidades produtoras de chuva
O Sr. Imai solicitou uma audiência com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, para apresentar a tecnologia.
Mercadante é um dos ministros que estão à frente do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais, anunciado pelo governo em janeiro, à época das enchentes e dos desabamentos na região serrana do Rio de Janeiro, por causa das fortes chuvas.
Com o governo federal, a empresa tenta viabilizar a criação de "unidades produtoras de chuva" em áreas extensas com déficit hídrico. "Isso pode evitar incêndios florestais e favorecer a revitalização de nascentes e mananciais", explica Marjorie Imai, diretora da ModClima.
As unidades produtoras de chuva também podem consorciar áreas de proteção ambiental, fazendas e reservatórios e, assim, viabilizar o custo da operação.
A tecnologia foi apresentada recentemente na Alemanha, durante a Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação (UNCCD).
Com informações do MCT e Agência Brasil
domingo, 27 de março de 2011
Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável
Economia verde
A busca de um novo modelo econômico de baixo carbono, baseado no melhor aproveitamento dos recursos naturais, exigirá um investimento anual de mais de US$ 1,3 trilhão, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em dez setores estratégicos, até a metade do século XXI.
O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mensura o peso que as políticas públicas terão no fomento de novas tecnologias nos próximos 40 anos e atribui à iniciativa privada a maior parte da responsabilidade desse investimento.
Segundo o PNUMA, políticas adotadas nas últimas três décadas para garantir um crescimento econômico aliado à eficiência energética e ao menor consumo de recursos naturais produziram resultados "modestos demais" em termos de promoção da transição para a chamada "economia verde".
A ONU defende a necessidade de investimentos intensivos nas áreas de agricultura, indústria, energia, água, edifícios, gestão de resíduos, pesca, silvicultura, turismo e transportes.
O relatório indica que o crescimento mundial da economia nesse cenário mais "verde" seria maior do que o registrado no atual modelo econômico, apesar do conceito disseminado que opõe desenvolvimento a sustentabilidade ambiental.
"Em uma transição para uma economia verde, serão criados novos empregos que, ao longo do tempo, superarão as perdas de empregos da economia marrom [de alta emissão de carbono]", diz o documento.
Menos subsídios para a economia marrom
Desse montante de US$ 1,3 trilhão, a maioria dos recursos deverá ser oriunda do capital privado, apesar do importante papel atribuído ao setor público na definição de políticas de fomento dessas tecnologias.
Cabe aos governos, de acordo com o documento, principalmente direcionar os esforços para fomentar o aprimoramento dos setores-chave e redimensionar estratégias que estimulam financeiramente segmentos ligados à economia de alta emissão de carbono. "Corrigir subsídios onerosos e prejudiciais em todos os setores abriria espaço fiscal e liberaria recursos para a transição para uma economia verde." O PNUMA calcula que o fim dos subsídios destinados a apenas quatro setores (energia, água, pesca e agricultura) traria uma economia anual de 1% a 2% do PIB global.
Um dos exemplos, diz o texto, são os subsídios destinados à produção e comercialização de combustíveis fósseis, que superaram a marca de US$ 650 bilhões em 2008, o que desestimula uma mudança de matriz energética para os recursos renováveis.
"O uso de ferramentas como impostos, incentivos fiscais e licenças negociáveis para promover investimentos e inovações verdes também é essencial, assim como o investimento em capacitação, treinamento e educação", explica o documento.
Emergência verde
Mesmo estando aquém do ritmo desejado, de acordo com o PNUMA, a transição para o modelo da "economia verde" ocorre em "escala e velocidade nunca antes vistas".
O segmento de energia limpa é um dos que mais crescem; a previsão é de que investimentos mundiais no setor tenham aumentado 30% no último ano, passando de US$ 186 bilhões em 2009 para US$ 243 bilhões em 2010.
O PNUMA destaca que países não membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como Brasil, China e Índia, têm-se sobressaído, ampliando sua participação mundial em investimentos em energia renovável de 29% em 2007 para 40% em 2008.
Os autores de Rumo a uma Economia Verde atribuíram ao setor de energia o maior montante, US$ 362 bilhões (27%), do total de recursos de US$ 1,347 trilhão a ser investido anualmente. O segundo segmento que deve receber mais recursos é o de transportes, com US$ 194 bilhões (14%).
Na sequência, aparecem os setores de edifícios e turismo (US$ 134 bilhões ou 10% cada um), agricultura, água, gestão de resíduos e pesca (US$ 108 bilhões ou 8% cada um), indústria (US$ 76 bilhões ou 6%) e silvicultura (US$ 15 bilhões ou 1%).
Biomassa brasileira
O desempenho do Brasil nos biocombustíveis ganha relevo no capítulo de energia renovável.
O bioetanol produzido no País é destacado como uma das duas únicas opções comercialmente maduras para a geração energética entre as fontes renováveis do mundo, ao lado da energia hidrelétrica produzida em grandes represas, que supre 16% da demanda do mundo.
"Em termos de utilizações sustentáveis de biomassa, a produção de combustíveis para transporte baseados em bioetanol no Brasil já é uma tecnologia comercialmente madura", informa o texto, em comparação com outras tecnologias promissoras para a geração de energia limpa, como a eólica, considerada ainda nas fases de implantação e difusão no mundo.
Economicamente o segmento de energia renovável ganha cada vez mais destaque, tendo empregado direta ou indiretamente mais de 2,3 milhões de pessoas no planeta, segundo balanço feito em 2006 e citado no relatório.
O Brasil é o segundo país do mundo que mais emprega nesse setor, com cerca de 500 mil trabalhadores, o que representa 20,7% de toda mão-de-obra envolvida no segmento no mundo.
Sustentabilidade na construção civil
O relatório divide as áreas estratégicas de investimento em capítulos, que foram organizados por especialistas das diversas áreas e de várias partes do mundo.
O capítulo sobre edifícios e construção civil foi coordenado por três especialistas, entre eles a arquiteta brasileira Joana Carla Soares Gonçalves, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde atua no Departamento de Tecnologia da Arquitetura, no Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética. Desde 2009, ela também é professora orientadora do Programa de Pós-Graduação Energia e Ambiente da Architectural Association Graduate School, em Londres.
Joana coordenou a equipe de autores em parceria com os pesquisadores Philipp Rode e Ricky Burdett, da London School of Economics, em Londres, e também redigiu textos com definições de conceitos, sobre a importância da inserção do projeto arquitetônico no contexto climático, do conforto ambiental, do emprego de materiais e das vantagens de reabilitação de prédios.
Em entrevista por e-mail a Inovação, a professora da USP, que está em Londres, aponta o papel fundamental do uso da tecnologia na construção civil para a constituição de edifícios "mais verdes" e diz que o foco do relatório é nas inovações que busquem a economia de energia, destacadas dentro do tópico "Oportunidades".
"No entanto, eu gostaria de destacar que tecnologia, no que tange aos sistemas prediais, é só um fator dentre outros que colocamos sucintamente. Definitivamente, o foco não está só na tecnologia, mas no edifício como um todo, incluindo seus ocupantes", afirmou Joana.
Edifícios Inteligentes
O relatório da UNEP, detalha a professora, tem como objetivo fornecer informações para os agentes tomadores de decisão de todo o mundo, abordando desafios, oportunidades e instrumentos, mas principalmente mensurando os impactos e as vantagens econômicas dessa transição. "É importante destacar também que, de uma maneira geral, ainda temos poucos dados quantitativos disponíveis sobre os custos e as vantagens econômicas de edifícios de menor impacto ambiental, em diferentes partes do mundo", esclarece Joana. "Achar esses números para montar nosso argumento a favor de edifícios mais verdes foi um grande desafio", diz a autora, acrescentando que mesmo assim a equipe teve êxito na construção da base de argumentos, com dados e fatos convincentes.
Relatórios técnicos
Segundo a professora da USP, o documento "Rumo a uma Economia Verde" não foi proposto para ser uma publicação técnica, mas sim informativa. No entanto, ele será desdobrado em relatórios técnicos que desenvolverão em detalhes as questões principais de cada um dos capítulos.
Joana contribuirá para os relatórios do PNUMA sobre edifícios abordando temas como a conscientização e inserção econômica dos edifícios de menor impacto ambiental.
Joana Gonçalves afirma que não há no Brasil uma valorização suficiente da etapa de projeto dentro da construção civil; para ela, os projetos devem ser mais "inteligentes" e contemplar todos os aspectos do impacto ambiental, como os materiais, o conforto dos usuários e o melhor aproveitamento dos recursos naturais, como luz e ventilação. "O arquiteto tem que conhecer mais e melhor todas as questões de desempenho ambiental, assim como os engenheiros de todas as naturezas precisam entender melhor os vários aspectos do desempenho ambiental dos projetos arquitetônicos e da construção para pensar as soluções tecnológicas."
Prédios novos x prédios requalificados
O setor da construção civil responde por mais de um terço do consumo de recursos do planeta, o que inclui 12% do consumo mundial de água doce, além de gerar 40% de todos os resíduos sólidos do mundo, de acordo com o PNUMA.
Duas abordagens diferentes devem ser empreendidas para tornar o setor mais "verde", de acordo com o relatório. Nos países desenvolvidos, as principais oportunidades estão na requalificação dos prédios existentes, para torná-los ambientalmente mais eficientes por meio de intervenções que reduzam o consumo de energia e incluam o uso de fontes renováveis. Já nos países não membros da OCDE, diz o documento, o déficit habitacional abre mais possibilidades para a exploração de novas gerações de construções com designs inovadores e novos padrões de desempenho.
"No entanto, deve ser considerado que, em muitos casos, o que já projetamos nos últimos 50 anos ou mais, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e outras, representa um estoque edificado significativo que precisa ser recuperado e reutilizado, visando também um menor impacto ambiental", pondera a professora. "Esse ponto é bem reforçado no relatório; definitivamente, não é somente sobre o novo, mas também sobre o já existente."
Para Joana, um fator que favorece o Brasil é o clima ameno, que possibilita construir prédios mais eficientes, com menor consumo de energia e impacto ambiental reduzido. Mas para isso, diz ela, é necessário investir mais em projetos e compreender melhor o papel dos usuários.
Guilherme Gorgulho - Inovação Unicamp
A busca de um novo modelo econômico de baixo carbono, baseado no melhor aproveitamento dos recursos naturais, exigirá um investimento anual de mais de US$ 1,3 trilhão, ou 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, em dez setores estratégicos, até a metade do século XXI.
O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mensura o peso que as políticas públicas terão no fomento de novas tecnologias nos próximos 40 anos e atribui à iniciativa privada a maior parte da responsabilidade desse investimento.
Segundo o PNUMA, políticas adotadas nas últimas três décadas para garantir um crescimento econômico aliado à eficiência energética e ao menor consumo de recursos naturais produziram resultados "modestos demais" em termos de promoção da transição para a chamada "economia verde".
A ONU defende a necessidade de investimentos intensivos nas áreas de agricultura, indústria, energia, água, edifícios, gestão de resíduos, pesca, silvicultura, turismo e transportes.
O relatório indica que o crescimento mundial da economia nesse cenário mais "verde" seria maior do que o registrado no atual modelo econômico, apesar do conceito disseminado que opõe desenvolvimento a sustentabilidade ambiental.
"Em uma transição para uma economia verde, serão criados novos empregos que, ao longo do tempo, superarão as perdas de empregos da economia marrom [de alta emissão de carbono]", diz o documento.
Menos subsídios para a economia marrom
Desse montante de US$ 1,3 trilhão, a maioria dos recursos deverá ser oriunda do capital privado, apesar do importante papel atribuído ao setor público na definição de políticas de fomento dessas tecnologias.
Cabe aos governos, de acordo com o documento, principalmente direcionar os esforços para fomentar o aprimoramento dos setores-chave e redimensionar estratégias que estimulam financeiramente segmentos ligados à economia de alta emissão de carbono. "Corrigir subsídios onerosos e prejudiciais em todos os setores abriria espaço fiscal e liberaria recursos para a transição para uma economia verde." O PNUMA calcula que o fim dos subsídios destinados a apenas quatro setores (energia, água, pesca e agricultura) traria uma economia anual de 1% a 2% do PIB global.
Um dos exemplos, diz o texto, são os subsídios destinados à produção e comercialização de combustíveis fósseis, que superaram a marca de US$ 650 bilhões em 2008, o que desestimula uma mudança de matriz energética para os recursos renováveis.
"O uso de ferramentas como impostos, incentivos fiscais e licenças negociáveis para promover investimentos e inovações verdes também é essencial, assim como o investimento em capacitação, treinamento e educação", explica o documento.
Emergência verde
Mesmo estando aquém do ritmo desejado, de acordo com o PNUMA, a transição para o modelo da "economia verde" ocorre em "escala e velocidade nunca antes vistas".
O segmento de energia limpa é um dos que mais crescem; a previsão é de que investimentos mundiais no setor tenham aumentado 30% no último ano, passando de US$ 186 bilhões em 2009 para US$ 243 bilhões em 2010.
O PNUMA destaca que países não membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como Brasil, China e Índia, têm-se sobressaído, ampliando sua participação mundial em investimentos em energia renovável de 29% em 2007 para 40% em 2008.
Os autores de Rumo a uma Economia Verde atribuíram ao setor de energia o maior montante, US$ 362 bilhões (27%), do total de recursos de US$ 1,347 trilhão a ser investido anualmente. O segundo segmento que deve receber mais recursos é o de transportes, com US$ 194 bilhões (14%).
Na sequência, aparecem os setores de edifícios e turismo (US$ 134 bilhões ou 10% cada um), agricultura, água, gestão de resíduos e pesca (US$ 108 bilhões ou 8% cada um), indústria (US$ 76 bilhões ou 6%) e silvicultura (US$ 15 bilhões ou 1%).
Biomassa brasileira
O desempenho do Brasil nos biocombustíveis ganha relevo no capítulo de energia renovável.
O bioetanol produzido no País é destacado como uma das duas únicas opções comercialmente maduras para a geração energética entre as fontes renováveis do mundo, ao lado da energia hidrelétrica produzida em grandes represas, que supre 16% da demanda do mundo.
"Em termos de utilizações sustentáveis de biomassa, a produção de combustíveis para transporte baseados em bioetanol no Brasil já é uma tecnologia comercialmente madura", informa o texto, em comparação com outras tecnologias promissoras para a geração de energia limpa, como a eólica, considerada ainda nas fases de implantação e difusão no mundo.
Economicamente o segmento de energia renovável ganha cada vez mais destaque, tendo empregado direta ou indiretamente mais de 2,3 milhões de pessoas no planeta, segundo balanço feito em 2006 e citado no relatório.
O Brasil é o segundo país do mundo que mais emprega nesse setor, com cerca de 500 mil trabalhadores, o que representa 20,7% de toda mão-de-obra envolvida no segmento no mundo.
Sustentabilidade na construção civil
O relatório divide as áreas estratégicas de investimento em capítulos, que foram organizados por especialistas das diversas áreas e de várias partes do mundo.
O capítulo sobre edifícios e construção civil foi coordenado por três especialistas, entre eles a arquiteta brasileira Joana Carla Soares Gonçalves, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde atua no Departamento de Tecnologia da Arquitetura, no Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética. Desde 2009, ela também é professora orientadora do Programa de Pós-Graduação Energia e Ambiente da Architectural Association Graduate School, em Londres.
Joana coordenou a equipe de autores em parceria com os pesquisadores Philipp Rode e Ricky Burdett, da London School of Economics, em Londres, e também redigiu textos com definições de conceitos, sobre a importância da inserção do projeto arquitetônico no contexto climático, do conforto ambiental, do emprego de materiais e das vantagens de reabilitação de prédios.
Em entrevista por e-mail a Inovação, a professora da USP, que está em Londres, aponta o papel fundamental do uso da tecnologia na construção civil para a constituição de edifícios "mais verdes" e diz que o foco do relatório é nas inovações que busquem a economia de energia, destacadas dentro do tópico "Oportunidades".
"No entanto, eu gostaria de destacar que tecnologia, no que tange aos sistemas prediais, é só um fator dentre outros que colocamos sucintamente. Definitivamente, o foco não está só na tecnologia, mas no edifício como um todo, incluindo seus ocupantes", afirmou Joana.
Edifícios Inteligentes
O relatório da UNEP, detalha a professora, tem como objetivo fornecer informações para os agentes tomadores de decisão de todo o mundo, abordando desafios, oportunidades e instrumentos, mas principalmente mensurando os impactos e as vantagens econômicas dessa transição. "É importante destacar também que, de uma maneira geral, ainda temos poucos dados quantitativos disponíveis sobre os custos e as vantagens econômicas de edifícios de menor impacto ambiental, em diferentes partes do mundo", esclarece Joana. "Achar esses números para montar nosso argumento a favor de edifícios mais verdes foi um grande desafio", diz a autora, acrescentando que mesmo assim a equipe teve êxito na construção da base de argumentos, com dados e fatos convincentes.
Relatórios técnicos
Segundo a professora da USP, o documento "Rumo a uma Economia Verde" não foi proposto para ser uma publicação técnica, mas sim informativa. No entanto, ele será desdobrado em relatórios técnicos que desenvolverão em detalhes as questões principais de cada um dos capítulos.
Joana contribuirá para os relatórios do PNUMA sobre edifícios abordando temas como a conscientização e inserção econômica dos edifícios de menor impacto ambiental.
Joana Gonçalves afirma que não há no Brasil uma valorização suficiente da etapa de projeto dentro da construção civil; para ela, os projetos devem ser mais "inteligentes" e contemplar todos os aspectos do impacto ambiental, como os materiais, o conforto dos usuários e o melhor aproveitamento dos recursos naturais, como luz e ventilação. "O arquiteto tem que conhecer mais e melhor todas as questões de desempenho ambiental, assim como os engenheiros de todas as naturezas precisam entender melhor os vários aspectos do desempenho ambiental dos projetos arquitetônicos e da construção para pensar as soluções tecnológicas."
Prédios novos x prédios requalificados
O setor da construção civil responde por mais de um terço do consumo de recursos do planeta, o que inclui 12% do consumo mundial de água doce, além de gerar 40% de todos os resíduos sólidos do mundo, de acordo com o PNUMA.
Duas abordagens diferentes devem ser empreendidas para tornar o setor mais "verde", de acordo com o relatório. Nos países desenvolvidos, as principais oportunidades estão na requalificação dos prédios existentes, para torná-los ambientalmente mais eficientes por meio de intervenções que reduzam o consumo de energia e incluam o uso de fontes renováveis. Já nos países não membros da OCDE, diz o documento, o déficit habitacional abre mais possibilidades para a exploração de novas gerações de construções com designs inovadores e novos padrões de desempenho.
"No entanto, deve ser considerado que, em muitos casos, o que já projetamos nos últimos 50 anos ou mais, principalmente nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e outras, representa um estoque edificado significativo que precisa ser recuperado e reutilizado, visando também um menor impacto ambiental", pondera a professora. "Esse ponto é bem reforçado no relatório; definitivamente, não é somente sobre o novo, mas também sobre o já existente."
Para Joana, um fator que favorece o Brasil é o clima ameno, que possibilita construir prédios mais eficientes, com menor consumo de energia e impacto ambiental reduzido. Mas para isso, diz ela, é necessário investir mais em projetos e compreender melhor o papel dos usuários.
Guilherme Gorgulho - Inovação Unicamp
Governo estuda dar crédito
O Ministério do Meio Ambiente está articulando com o setor bancário a criação do fundo Recicla Brasil. O objetivo é abrir uma linha de financiamento destinada a negócios sustentáveis ligados à reciclagem, segundo Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental.
"Os beneficiados pelo fundo serão os recicladores, as cooperativas de catadores e até mesmo cadeias produtivas que estabelecerem plantas de reciclagem", disse Samyra. Ainda não está definido, porém, qual será o montante do fundo e sua data de lançamento. "A ideia foi inicialmente discutida com o Banco do Brasil e, por enquanto, está em fase de elaboração", acrescentou a secretária.
De acordo com Samyra, o Recicla Brasil deve seguir os mesmos moldes de outros fundos ambientais já estabelecidos, como o Fundo Amazônia, o Fundo da Mata Atlântica e o Fundo do Clima. Além disso, ele deve facilitar a obtenção de crédito pela cadeia de reciclagem. A secretária lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já possui uma linha de R$ 500 milhões para reciclagem. No entanto, há dificuldades para obtenção dos recursos.
Limitação
Um dos problemas, segundo ela, está na indefinição de qual é o modelo de negócios mais apropriado para atender as demandas da reciclagem no País. Outra dificuldade é que a maioria dos catadores de lixo reciclável é informal. O Ministério do Meio Ambiente estima que, do total de 1 milhão de catadores, apenas 200 mil estejam organizados. "Aí, as dificuldades para se tomar o crédito são grandes", afirmou.
A secretária disse ainda que o montante do fundo será definido após reuniões da pasta com os setores beneficiados. "O dinheiro não precisa estar numa única instituição, nem ser um fundo único. Ele pode ser um agregado das linhas de financiamento que já estão, por exemplo, no Banco do Nordeste, no BNDES, na Caixa ou no Banco do Brasil", explicou.
http://maringa.odiario.com
"Os beneficiados pelo fundo serão os recicladores, as cooperativas de catadores e até mesmo cadeias produtivas que estabelecerem plantas de reciclagem", disse Samyra. Ainda não está definido, porém, qual será o montante do fundo e sua data de lançamento. "A ideia foi inicialmente discutida com o Banco do Brasil e, por enquanto, está em fase de elaboração", acrescentou a secretária.
De acordo com Samyra, o Recicla Brasil deve seguir os mesmos moldes de outros fundos ambientais já estabelecidos, como o Fundo Amazônia, o Fundo da Mata Atlântica e o Fundo do Clima. Além disso, ele deve facilitar a obtenção de crédito pela cadeia de reciclagem. A secretária lembrou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já possui uma linha de R$ 500 milhões para reciclagem. No entanto, há dificuldades para obtenção dos recursos.
Limitação
Um dos problemas, segundo ela, está na indefinição de qual é o modelo de negócios mais apropriado para atender as demandas da reciclagem no País. Outra dificuldade é que a maioria dos catadores de lixo reciclável é informal. O Ministério do Meio Ambiente estima que, do total de 1 milhão de catadores, apenas 200 mil estejam organizados. "Aí, as dificuldades para se tomar o crédito são grandes", afirmou.
A secretária disse ainda que o montante do fundo será definido após reuniões da pasta com os setores beneficiados. "O dinheiro não precisa estar numa única instituição, nem ser um fundo único. Ele pode ser um agregado das linhas de financiamento que já estão, por exemplo, no Banco do Nordeste, no BNDES, na Caixa ou no Banco do Brasil", explicou.
http://maringa.odiario.com
sexta-feira, 25 de março de 2011
Está chegando a Hora do Planeta 2011

Apagar as luzes das 20h30 às 21h30 no próximo sábado, 26/03/2011. Esse é o pedido da ONG WWF para que o mundo demonstre sua preocupação com o aquecimento global. O projeto busca se diferenciar pelo uso de menos energia na chamada de atenção, em vez do protesto através de mais gasto. “Apague a luz para ver um mundo melhor” é o mote que traduz essa lógica.
Criada em 2007, na Austrália, e aberta para o mundo a partir de 2008, a iniciativa bate recordes ano a ano. Em 2010, 128 países, 4.211 cidades e mais de um bilhão de pessoas apagaram as luzes durante a Hora do Planeta. Até o Google demonstrou seu engajamento e trocou a cor de fundo do site para preto. Neste ano, 13 novos países aderiram ao ato. Os sete continentes e todos os componentes do G-20 também estão representados. No site da campanha (http://www.horadoplaneta.org.br/) é possível declarar sua participação e também ver os inscritos deste ano.
Brasil
O país participa pelo terceiro ano consecutivo, com 60 cidades, incuindo onze capitais, inscritas para a celebração. Nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, a hora será de festa com shows de Tony Garrido, baterias da Mangueira, Portela, Grande Rio e União da Ilha. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, estará presente para desligar simbolicamente as luzes da cidade.
A iluminação da barragem da Itaipu Binacional , um dos atrativos turísticos da usina, também não vai funcionar - para evitar problemas, a rede hoteleira e as agências de viagem precisaram ser avisadas da adesão à campanha. No Distrito Federal, os monumentos da capital brasileira ficarão com as luzes apagadas.
Além da Hora
Nesta edição, a ONG criou uma plataforma de informação que pretende estender a atenção da causa pelo resto do ano. Com a “60+” (http://www.beyondthehour.org/), os participantes da Hora do Planeta são convidados a repensar seu cotidiano. Segundo a WWF, “cada tonelada de lixo gerada pelo consumo, por exemplo, resulta em média de vinte toneladas de resíduos associadas à extração de recursos naturais e de cinco toneladas durante a industrialização.”
A cadeia do consumo está estritamente ligada ao aquecimento global - pela emissão de carbono vinda tanto do desmatamento e da indústria, quanto dos aterros sanitários. Entre tantos degraus para se alcançar uma rotina mais sustentável, o primeiro passo sugerido pela iniciativa chama “recicle-se” e remete aos “Rs” do consumidor consciente : “reduzir, reutilizar e reciclar. Essas são ações concretas que todos nós podemos fazer para minimizar o nosso impacto no meio ambiente”.
Veja o vídeo oficial da campanha de 2011 em http://www.youtube.com/watch?v=-WTJmkcUHvI.
Ana Carolina Amara
(Agêcia Envolverde)
Tuberculose é a 3ª causa de mortes por doenças infecciosas no Brasil
O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (24) campanha publicitária para alertar a população sobre sintomas, prevenção e diagnóstico da tuberculose, que é a terceira causa de óbitos por doenças infecciosas no Brasil e a primeira entre pacientes com aids, segundo o Ministério da Saúde.
Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar no ranking dos 22 países que concentram 80% dos casos em todo o mundo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de novos casos de tuberculose entre 2008 e 2010 – o que representa 3 mil casos novos a menos no período. Com a redução, a taxa de incidência – número de pacientes por 100 mil habitantes – baixou de 38,82 para 37,99.
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, “mantido o progresso atual, em cinco anos estaremos muito próximos de deixar o grupo dos 20 países com mais casos no mundo”. Ele divulgou dados sobre a tuberculose no Brasil nesta quinta, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.
Campanha – O objetivo da campanha publicitária é alertar a população quanto ao principal sintoma da tuberculose, tosse por mais de três semanas, e estimulá-la a procurar o diagnóstico precoce da doença nas unidades de saúde públicas e privadas. A mensagem da campanha é: “Tosse por mais de três semanas pode ser tuberculose. Procure uma unidade de saúde”.
O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura seis meses. Quando realizado sem interrupções, o paciente é curado, além de deixar de transmitir a doença logo nas primeiras semanas. “A tuberculose ainda existe e não tem classe social”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Sintomas – Barbosa afirmou que a “população deve ficar atenta ao principal sintoma da tuberculose, que é tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Apresentando esse sintoma, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Se for tuberculose, o tratamento é iniciado imediatamente e a cadeia de transmissão é interrompida”.
O secretário explicou que o tratamento dura seis meses e não pode ser interrompido, pois dessa forma, é possível obter a cura da doença e a redução da transmissão. Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Secretaria de Vigilância em Saúde, é atingir 85%, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Grupos – No Brasil, o grupo na faixa etária que vai dos 20 aos 49 anos é o mais atingido pela tuberculose, abrangendo em torno de 63% dos casos novos da doença registrados em 2009. A incidência entre os homens – cerca de 50 casos por 100 mil habitantes – é o dobro do que é observado entre as mulheres.
Nas populações mais vulneráveis, as taxas são maiores do que a média nacional. Entre os indígenas, a incidência é quatro vezes maior que a taxa nacional. Na população carcerária, é 25 vezes maior. Entre os portadores de HIV, é 30 vezes maior. O Ministério da Saúde ressalta que a tuberculose afeta todos os segmentos da sociedade, independentemente de renda ou da escolaridade.
Estados – Com base em dados de 2010, o Ministério da Saúde informou que as as maiores incidências de tuberculose estão no Rio de Janeiro, com 71,8 casos por 100 mil habitantes; o Amazonas, com 69,2 casos; e Pernambuco, com 47,5 casos.
As menores taxas de incidência do país foram registradas no Distrito Federal, com 11,7 casos por 100 mil habitantes; e Tocantins, com 13,6 casos por 100 mil habitantes.
(Fonte: G1)
Atualmente, o Brasil ocupa o 19º lugar no ranking dos 22 países que concentram 80% dos casos em todo o mundo.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil reduziu de 73.673 para 70.601 o número de novos casos de tuberculose entre 2008 e 2010 – o que representa 3 mil casos novos a menos no período. Com a redução, a taxa de incidência – número de pacientes por 100 mil habitantes – baixou de 38,82 para 37,99.
Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, “mantido o progresso atual, em cinco anos estaremos muito próximos de deixar o grupo dos 20 países com mais casos no mundo”. Ele divulgou dados sobre a tuberculose no Brasil nesta quinta, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose.
Campanha – O objetivo da campanha publicitária é alertar a população quanto ao principal sintoma da tuberculose, tosse por mais de três semanas, e estimulá-la a procurar o diagnóstico precoce da doença nas unidades de saúde públicas e privadas. A mensagem da campanha é: “Tosse por mais de três semanas pode ser tuberculose. Procure uma unidade de saúde”.
O tratamento é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura seis meses. Quando realizado sem interrupções, o paciente é curado, além de deixar de transmitir a doença logo nas primeiras semanas. “A tuberculose ainda existe e não tem classe social”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Sintomas – Barbosa afirmou que a “população deve ficar atenta ao principal sintoma da tuberculose, que é tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro. Apresentando esse sintoma, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. Se for tuberculose, o tratamento é iniciado imediatamente e a cadeia de transmissão é interrompida”.
O secretário explicou que o tratamento dura seis meses e não pode ser interrompido, pois dessa forma, é possível obter a cura da doença e a redução da transmissão. Em 2008, o percentual de cura foi de aproximadamente 73%, de acordo com o Ministério da Saúde. A meta do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), da Secretaria de Vigilância em Saúde, é atingir 85%, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Grupos – No Brasil, o grupo na faixa etária que vai dos 20 aos 49 anos é o mais atingido pela tuberculose, abrangendo em torno de 63% dos casos novos da doença registrados em 2009. A incidência entre os homens – cerca de 50 casos por 100 mil habitantes – é o dobro do que é observado entre as mulheres.
Nas populações mais vulneráveis, as taxas são maiores do que a média nacional. Entre os indígenas, a incidência é quatro vezes maior que a taxa nacional. Na população carcerária, é 25 vezes maior. Entre os portadores de HIV, é 30 vezes maior. O Ministério da Saúde ressalta que a tuberculose afeta todos os segmentos da sociedade, independentemente de renda ou da escolaridade.
Estados – Com base em dados de 2010, o Ministério da Saúde informou que as as maiores incidências de tuberculose estão no Rio de Janeiro, com 71,8 casos por 100 mil habitantes; o Amazonas, com 69,2 casos; e Pernambuco, com 47,5 casos.
As menores taxas de incidência do país foram registradas no Distrito Federal, com 11,7 casos por 100 mil habitantes; e Tocantins, com 13,6 casos por 100 mil habitantes.
(Fonte: G1)
Fórum amazônico defende energias limpas como alternativa econômica e segura
Os países que apostam no desenvolvimento de energias alternativas garantirão seu futuro econômico ao deixar de depender do petróleo e eliminarão os riscos de sofrer um desastre nuclear, destacaram nesta quinta-feira (24) vários conferencistas no II Fórum Mundial de Sustentabilidade, realizado em Manaus.
“A aposta por energias limpas dará segurança econômica perante a constante alta do petróleo e evitará desastres nucleares como o do Japão”, disse o ator e ex-governador da Califórnia (EUA) Arnold Schwarzenegger em referência à crise que ocorre na usina nuclear de Fukushima após o terremoto e posterior tsunami do dia 11 de março.
No evento, Schwarzenegger fez um apelo para que os governantes conciliem o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente, e encorajou o Brasil a aproveitar suas condições meteorológicas para liderar a produção de energia solar no mundo.
“Na campanha eleitoral de 2003, quando era candidato a governador, as pessoas riam de mim quando prometia que iria preservar a economia e o meio ambiente ao mesmo tempo”, afirmou Schwarzenegger perante um auditório formado por representantes políticos, empresariais e ecologistas.
Em sua conferência, o ator e político americano declarou que na Califórnia, estado que governou por oito anos, o setor das energias alternativas cresce anualmente dez vezes mais do que qualquer outro.
“Entre o legado que deixei na Califórnia durante meus dois mandatos está a construção da maior usina de energia solar do mundo”, afirmou.
Schwarzenegger insistiu sobre a necessidade de impulsionar este campo econômico nos Estados Unidos, um país onde uma de cada seis crianças sofre de problemas respiratórios causados pela contaminação e 100 mil pessoas morrem a cada ano por doenças relacionadas com esse fator ambiental.
Schwarzenegger elogiou o “grande progresso” experimentado pelo Brasil em sua aposta por desenvolver fontes de energias alternativas aos combustíveis fósseis a partir da cana-de-açúcar, da qual se obtém o etanol, e acrescentou que o país dispõe de uma “oportunidade histórica” para erradicar o uso dos carburantes que mais contaminam o ambiente.
No entanto, alertou sobre os “problemas” ambientais que existem na floresta tropical brasileira e encorajou o país a aproveitar seu crescimento econômico para “marcar a linha” meio ambiental que deve ser seguida pelo resto do mundo.
O diretor de cinema James Cameron, também participante no fórum, concordou com Schwarzenegger ao alertar que o Brasil e o resto do mundo deverão enfrentar “a maior crise humanitária da história” se não apostarem em um desenvolvimento sustentável através de políticas públicas que abrandem as consequências do aquecimento global.
“O Brasil, como grande potência, deve lutar para solucionar os problemas ambientais que existem no país e na floresta tropical, se quer seguir desempenhando um importante papel no mundo”, disse o premiado diretor em entrevista coletiva.
Cameron, que abraçou a causa da defesa da Amazônia, acrescentou que é necessário criar um “herói” que sirva como referência a fim de que a sociedade reconheça que existe uma “crise de sustentabilidade”.
Contrário à construção da usina hidroelétrica de Belo Monte, em Rondônia, posição que no ano passado defendeu com ímpeto neste evento, o cineasta reconheceu que talvez tenha sido “um gringo arrogante que tentou influenciar em um debate brasileiro”.
Sobre este tema, o senador Eduardo Braga propos que as empresas que se beneficiam da floresta reinvistam nela parte de seus lucros para preservar as condições de vida das comunidades locais.
O governador do Amazonas, Omar Aziz, também se mostrou preocupado com o futuro da floresta, e alertou que a “ânsia” por melhoras no número de postos de trabalho na região podem prejudicar a conservação da mata.
(Fonte: Portal iG)
“A aposta por energias limpas dará segurança econômica perante a constante alta do petróleo e evitará desastres nucleares como o do Japão”, disse o ator e ex-governador da Califórnia (EUA) Arnold Schwarzenegger em referência à crise que ocorre na usina nuclear de Fukushima após o terremoto e posterior tsunami do dia 11 de março.
No evento, Schwarzenegger fez um apelo para que os governantes conciliem o desenvolvimento econômico com a preservação do meio ambiente, e encorajou o Brasil a aproveitar suas condições meteorológicas para liderar a produção de energia solar no mundo.
“Na campanha eleitoral de 2003, quando era candidato a governador, as pessoas riam de mim quando prometia que iria preservar a economia e o meio ambiente ao mesmo tempo”, afirmou Schwarzenegger perante um auditório formado por representantes políticos, empresariais e ecologistas.
Em sua conferência, o ator e político americano declarou que na Califórnia, estado que governou por oito anos, o setor das energias alternativas cresce anualmente dez vezes mais do que qualquer outro.
“Entre o legado que deixei na Califórnia durante meus dois mandatos está a construção da maior usina de energia solar do mundo”, afirmou.
Schwarzenegger insistiu sobre a necessidade de impulsionar este campo econômico nos Estados Unidos, um país onde uma de cada seis crianças sofre de problemas respiratórios causados pela contaminação e 100 mil pessoas morrem a cada ano por doenças relacionadas com esse fator ambiental.
Schwarzenegger elogiou o “grande progresso” experimentado pelo Brasil em sua aposta por desenvolver fontes de energias alternativas aos combustíveis fósseis a partir da cana-de-açúcar, da qual se obtém o etanol, e acrescentou que o país dispõe de uma “oportunidade histórica” para erradicar o uso dos carburantes que mais contaminam o ambiente.
No entanto, alertou sobre os “problemas” ambientais que existem na floresta tropical brasileira e encorajou o país a aproveitar seu crescimento econômico para “marcar a linha” meio ambiental que deve ser seguida pelo resto do mundo.
O diretor de cinema James Cameron, também participante no fórum, concordou com Schwarzenegger ao alertar que o Brasil e o resto do mundo deverão enfrentar “a maior crise humanitária da história” se não apostarem em um desenvolvimento sustentável através de políticas públicas que abrandem as consequências do aquecimento global.
“O Brasil, como grande potência, deve lutar para solucionar os problemas ambientais que existem no país e na floresta tropical, se quer seguir desempenhando um importante papel no mundo”, disse o premiado diretor em entrevista coletiva.
Cameron, que abraçou a causa da defesa da Amazônia, acrescentou que é necessário criar um “herói” que sirva como referência a fim de que a sociedade reconheça que existe uma “crise de sustentabilidade”.
Contrário à construção da usina hidroelétrica de Belo Monte, em Rondônia, posição que no ano passado defendeu com ímpeto neste evento, o cineasta reconheceu que talvez tenha sido “um gringo arrogante que tentou influenciar em um debate brasileiro”.
Sobre este tema, o senador Eduardo Braga propos que as empresas que se beneficiam da floresta reinvistam nela parte de seus lucros para preservar as condições de vida das comunidades locais.
O governador do Amazonas, Omar Aziz, também se mostrou preocupado com o futuro da floresta, e alertou que a “ânsia” por melhoras no número de postos de trabalho na região podem prejudicar a conservação da mata.
(Fonte: Portal iG)
Governo do Rio lança mapa sobre mudanças climáticas
Os impactos das mudanças climáticas nos municípios fluminenses já podem ser medidos. Em três deles, no Rio de Janeiro, em Angra dos Reis e Paraty, destaca-se o elevado índice de vulnerabilidade ambiental, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apresentada nesta quinta-feira (24) em seminário na sede da Secretaria Estadual do Ambiente.
O Mapa de Vulnerabilidade da População do Estado do Rio de Janeiro aos Impactos das Mudanças Climáticas nas Áreas Social, Saúde e Ambiental sintetiza aspectos ambientais, sociais e de saúde humana sensíveis à variabilidade climática, associados a cenários futuros de mudança global do clima. Na pesquisa, foram considerados os dados climáticos de 1960-1990 e os projetados para o período 2010-2040.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, os municípios do estado receberão a pesquisa, que deverá ser incorporada aos planos diretores de suas cidades, para que elas possam se adaptar aos impactos da mudança do clima.
Segundo a coordenadora do projeto, Martha Macedo de Lima, foram adotados quatro índices para mensurar as condições de vulnerabilidade de cada município: saúde; social da família; ambiental; de cenários climáticos.
(Fonte: Paulo Virgilio/ Agência Brasil)
O Mapa de Vulnerabilidade da População do Estado do Rio de Janeiro aos Impactos das Mudanças Climáticas nas Áreas Social, Saúde e Ambiental sintetiza aspectos ambientais, sociais e de saúde humana sensíveis à variabilidade climática, associados a cenários futuros de mudança global do clima. Na pesquisa, foram considerados os dados climáticos de 1960-1990 e os projetados para o período 2010-2040.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, os municípios do estado receberão a pesquisa, que deverá ser incorporada aos planos diretores de suas cidades, para que elas possam se adaptar aos impactos da mudança do clima.
Segundo a coordenadora do projeto, Martha Macedo de Lima, foram adotados quatro índices para mensurar as condições de vulnerabilidade de cada município: saúde; social da família; ambiental; de cenários climáticos.
(Fonte: Paulo Virgilio/ Agência Brasil)
HIV já é o vírus mais conhecido pelo homemHIV já é o vírus mais conhecido pelo homem
Inimigo íntimo
O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas.
Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus.
Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.
A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.
Especialistas em HIV
O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-III), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.
Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos - e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes -, mas ainda é preciso avançar.
"Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia", disse.
Efeito cascata
De acordo com o cientista, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.
"O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa", destacou.
A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.
"Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer", afirmou.
Últimas novidades em HIV e AIDS
Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.
"Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção", disse Kallás.
Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. "Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune", afirmou.
Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.
"Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência", disse Kallás.
Vacinas experimentais contra AIDS
Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.
"Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais", disse.
Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. "Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente", disse.
Agência Fapesp
O HIV é o vírus mais conhecido pela ciência, como resultado de grandes investimentos em pesquisa nas últimas décadas.
Os inúmeros avanços conquistados modificaram muito, para melhor, a realidade dos portadores do vírus.
Mas ainda há um longo caminho pela frente para que se possa controlar a epidemia de HIV-Aids.
A conclusão é de Esper Kallás, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) que organizou, na semana passada, em São Paulo, o 6º Curso Avançado de Patogênese do HIV, no qual foram discutidos temas como tratamento, desenvolvimento de vacinas e epidemiologia do vírus.
Especialistas em HIV
O curso, que trouxe ao Brasil 30 dos principais especialistas em HIV de todo o mundo, integrou as atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-III), cuja área de HIV-Aids é coordenada por Kallás.
Segundo Kallás, as apresentações dos especialistas durante o curso mostraram que as descobertas relacionadas a vários aspectos do vírus e da Aids não cessaram nos últimos anos - e melhoraram efetivamente a vida dos pacientes -, mas ainda é preciso avançar.
"Os avanços que tivemos desde a identificação da síndrome da Aids até hoje foram imensos. Mas ainda temos três grandes desafios pela frente. O primeiro é desenvolver uma vacina protetora. O segundo, compreender o mecanismo de degeneração e combater o envelhecimento dos portadores. O terceiro é descobrir como curar o indivíduo. Quando cumprirmos esses três objetivos, poderemos controlar ou eliminar a epidemia", disse.
Efeito cascata
De acordo com o cientista, os investimentos na pesquisa sobre o HIV, que sempre foram consideráveis, precisam permanecer no mesmo patamar para que seja possível chegar a esses objetivos.
"O HIV é seguramente o vírus que mais conhecemos hoje em dia e para o qual nós mais tivemos investimentos em pesquisa. Mas é preciso dar continuidade a isso. É importante observar, no entanto, que os recursos investidos na pesquisa sobre Aids não ficam restritos a essa área, mas acabam se replicando para várias outras. Não podemos esquecer que esse tipo de investimento é feito principalmente a longo prazo, na formação de recursos humanos, na disseminação de conhecimento e na capacitação de grupos de pesquisa", destacou.
A situação dos pacientes atualmente, em comparação com a do início da epidemia na década de 1980, é bastante diferente, segundo Kallás. Mas isso não significa que a doença possa ser encarada com indiferença.
"Naquela época, ser portador da doença tinha um significado ainda mais dramático. Hoje é diferente, mas a doença não pode ser ignorada. Ela ainda tem um impacto muito grande, em termos de saúde pública, de saúde individual e até mesmo no que diz respeito ao custo financeiro. A condição do doente melhorou muito em relação ao que era antes, mas ainda temos muito o que fazer", afirmou.
Últimas novidades em HIV e AIDS
Durante o curso, uma revisão do tema da patogênese do HIV foi apresentada aos estudantes, médicos e outros profissionais participantes. Mas o aspecto principal do curso consistiu em estreitar o contato com os dados recentes das pesquisas realizadas pelos cientistas que apresentaram conferências.
"Tivemos a oportunidade de ver o que está na fronteira do conhecimento da patogenia do HIV tanto em relação à transmissão, como à prevenção, à resposta imune, à virologia e ao tratamento da infecção", disse Kallás.
Todas essas áreas apresentaram avanços recentes de grande importância. "Na questão da prevenção, por exemplo, tivemos aqui a apresentação dos dados mais recentes relacionados à profilaxia da pré-exposição ao vírus. Na parte de imunologia, tivemos a identificação de novas subpopulações celulares envolvidas na resposta imune", afirmou.
Já na área de reconhecimento dos aspectos biodegenerativos da infecção pelo HIV, o curso proporcionou discussões sobre senescência celular e marcadores de ativação. Na parte de virologia, foi apresentada a identificação de novos alvos para a ação antirretroviral e mecanismos de defesa celular.
"Tivemos também a discussão de novos dados de diversidade genética do HIV e novos dados de distribuição e transmissão de HIV no Brasil e no mundo. No que se refere ao tratamento, discutimos as novidades de desenvolvimento de novas drogas e debatemos situações especiais como a infecção aguda, ou pessoas que não respondem com a elevação de linfócitos TCD4. O curso teve ainda extensas discussões sobre a questão da resistência", disse Kallás.
Vacinas experimentais contra AIDS
Na área de vacinas, foram apresentados resultados recentes de diversos grupos com vacinas experimentais candidatas para combater a transmissão do HIV. Foram debatidos alguns dos principais gargalos para o avanço científico em imunologia.
"Um dos gargalos é que ainda não temos um marcador de proteção bem definido. Não conseguimos dizer com precisão, com base em um teste específico, se uma pessoa vai ficar protegida ou não. Em segundo lugar, o vírus é muito diverso, muda muito de pessoa para pessoa e até mesmo dentro de um mesmo indivíduo ele possui uma grande diversidade. Uma vacina tem dificuldade de identificar e reconhecer essas variações virais", disse.
Outro gargalo, ainda segundo Kallás, é que não se sabe exatamente qual é a região do vírus e o tipo de resposta que consegue de fato gerar proteção. "Há várias tentativas, sabemos algumas dessas coisas, mas não sabemos ainda com certeza essa definição. Tivemos avanços que foram apresentados e que permitem entender alguns desses problemas, mas ainda temos um longo caminho pela frente", disse.
Agência Fapesp
Atlas da vacina BCG mostra luta contra tuberculose
Dia Mundial da Tuberculose
A tuberculose continua representando uma grande ameaça à saúde global.
Uma pessoa é infectada com o bacilo da tuberculose no mundo a cada segundo.
Todo ano, mais de 9 milhões de pessoas desenvolvem a tuberculose ativa e cerca de 2 milhões perdem a vida por causa dela.
Hoje, 24 de Março, é celebrado o Dia Mundial da Tuberculose.
Vacina BCG
A vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) criada em 1921, continua a ser a única vacina utilizada para prevenir a tuberculose.
Apesar de quase um século de utilização, a vacina ainda é controversa, com variações bem documentadas em termos de eficácia ao redor do mundo.
Essas variações levam também a mudanças nas práticas de vacinação nos diversos países e ao longo do tempo.
Para documentar esse processo, pesquisadores canadenses acabam de lançar Atlas Mundial da BCG, uma espécie de mapa-múndi interativo onde é possível consultar as políticas de vacinação ao redor do planeta.
Atlas Mundial da BCG
"O Atlas foi desenvolvido para ser uma ferramenta útil para os médicos, pesquisadores e formuladores de políticas," declarou o Dr. Madhukar Pai, da Universidade McGill. "Ele terá implicações importantes no diagnóstico e no tratamento da tuberculose e na pesquisa que está sendo feita no desenvolvimento de uma nova vacina contra a tuberculose".
O Atlas Mundial da BCG é mais do que um mapa, é um site interativo, de acesso livre, com informações detalhadas sobre as políticas passadas e atuais de luta contra a tuberculose e de práticas de vacinação da BCG em mais de 180 países.
Os médicos precisam estar cientes das diferentes políticas de aplicação da vacina BCG em diferentes partes do mundo, bem como das alterações nessas políticas ao longo do tempo, especialmente quando se trata de adultos nascidos no estrangeiro que foram vacinados quando crianças e que não possuem mais seus registros pessoais de vacinação.
A vacina BCG pode causar falsos positivos no teste de pele que é rotineiramente usado para triagem de tuberculose latente.
O Atlas Mundial da BCG poderá ser consultado no endereço www.bcgatlas.org.
Redação do Diário da Saúde
A tuberculose continua representando uma grande ameaça à saúde global.
Uma pessoa é infectada com o bacilo da tuberculose no mundo a cada segundo.
Todo ano, mais de 9 milhões de pessoas desenvolvem a tuberculose ativa e cerca de 2 milhões perdem a vida por causa dela.
Hoje, 24 de Março, é celebrado o Dia Mundial da Tuberculose.
Vacina BCG
A vacina BCG (Bacilo de Calmette-Guérin) criada em 1921, continua a ser a única vacina utilizada para prevenir a tuberculose.
Apesar de quase um século de utilização, a vacina ainda é controversa, com variações bem documentadas em termos de eficácia ao redor do mundo.
Essas variações levam também a mudanças nas práticas de vacinação nos diversos países e ao longo do tempo.
Para documentar esse processo, pesquisadores canadenses acabam de lançar Atlas Mundial da BCG, uma espécie de mapa-múndi interativo onde é possível consultar as políticas de vacinação ao redor do planeta.
Atlas Mundial da BCG
"O Atlas foi desenvolvido para ser uma ferramenta útil para os médicos, pesquisadores e formuladores de políticas," declarou o Dr. Madhukar Pai, da Universidade McGill. "Ele terá implicações importantes no diagnóstico e no tratamento da tuberculose e na pesquisa que está sendo feita no desenvolvimento de uma nova vacina contra a tuberculose".
O Atlas Mundial da BCG é mais do que um mapa, é um site interativo, de acesso livre, com informações detalhadas sobre as políticas passadas e atuais de luta contra a tuberculose e de práticas de vacinação da BCG em mais de 180 países.
Os médicos precisam estar cientes das diferentes políticas de aplicação da vacina BCG em diferentes partes do mundo, bem como das alterações nessas políticas ao longo do tempo, especialmente quando se trata de adultos nascidos no estrangeiro que foram vacinados quando crianças e que não possuem mais seus registros pessoais de vacinação.
A vacina BCG pode causar falsos positivos no teste de pele que é rotineiramente usado para triagem de tuberculose latente.
O Atlas Mundial da BCG poderá ser consultado no endereço www.bcgatlas.org.
Redação do Diário da Saúde
Atividade física ocasional eleva risco de ataques cardíacos
Pouco
A atividade sexual ocasional pode provocar uma elevação no risco de ataques cardíacos no curto prazo em pessoas que fazem poucas atividades físicas, segundo indica um estudo de pesquisadores americanos recém-publicado.
O estudo, que analisou resultados de 14 estudos prévios sobre o tema, concluiu que há um aumento de 2,7 vezes nas chances de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual em comparação àqueles que não fazem sexo.
Apesar disso, os autores do estudo observam que o risco absoluto de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual ainda é muito baixo - de 2,7 para 1 milhão, comparado com 1 em 1 milhão em situações normais.
Atividades físicas
Relação semelhante foi verificada para as pessoas durante outros tipos de atividades físicas, segundo a pesquisa publicada na revista de divulgação científica Journal of American Medical Association (Jama).
Segundo os autores, pessoas com atividades físicas mais frequentes são menos suscetíveis aos riscos relacionados à atividade física episódica.
A análise indicou que a cada período semanal de atividade física que a pessoa tem por semana, há uma redução de 45% no risco de um ataque cardíaco e de 30% no risco de uma morte cardíaca súbita.
Exposições agudas
"Apesar dos amplamente estabelecidos benefícios da atividade física regular, as evidências relatadas sugerem que a atividade física, assim como outras exposições agudas, como atividade sexual ou estresse psicológico, podem agir como catalisadores de eventos cardíacos agudos", observam os autores da pesquisa.
Os pesquisadores envolvidos na pesquisa são da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, do Centro Médico Tufts, também de Boston, e da Universidade Tufts.
http://www.diariodasaude.com.br
A atividade sexual ocasional pode provocar uma elevação no risco de ataques cardíacos no curto prazo em pessoas que fazem poucas atividades físicas, segundo indica um estudo de pesquisadores americanos recém-publicado.
O estudo, que analisou resultados de 14 estudos prévios sobre o tema, concluiu que há um aumento de 2,7 vezes nas chances de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual em comparação àqueles que não fazem sexo.
Apesar disso, os autores do estudo observam que o risco absoluto de um ataque cardíaco durante ou logo após uma relação sexual ainda é muito baixo - de 2,7 para 1 milhão, comparado com 1 em 1 milhão em situações normais.
Atividades físicas
Relação semelhante foi verificada para as pessoas durante outros tipos de atividades físicas, segundo a pesquisa publicada na revista de divulgação científica Journal of American Medical Association (Jama).
Segundo os autores, pessoas com atividades físicas mais frequentes são menos suscetíveis aos riscos relacionados à atividade física episódica.
A análise indicou que a cada período semanal de atividade física que a pessoa tem por semana, há uma redução de 45% no risco de um ataque cardíaco e de 30% no risco de uma morte cardíaca súbita.
Exposições agudas
"Apesar dos amplamente estabelecidos benefícios da atividade física regular, as evidências relatadas sugerem que a atividade física, assim como outras exposições agudas, como atividade sexual ou estresse psicológico, podem agir como catalisadores de eventos cardíacos agudos", observam os autores da pesquisa.
Os pesquisadores envolvidos na pesquisa são da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, do Centro Médico Tufts, também de Boston, e da Universidade Tufts.
http://www.diariodasaude.com.br
Anvisa libera importação de alimentos do Japão
Sem indícios de contaminação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação de produtos alimentícios japoneses.
De acordo com a agência, a última importação japonesa para Brasil ocorreu em fevereiro de 2011, data anterior ao acidente nuclear ocorrido depois das explosões de um reator da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país.
A Anvisa informou que essa importação foi apenas de misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito, categoria de alimentos sem indícios de contaminação com radionuclídeos.
Radionuclídeos
Em nota, a Anvisa informou que vai monitorar a entrada desses produtos no país.
"Com vistas a proteger a saúde da população brasileira, esclarecemos que as investigações pelas autoridades sanitárias internacionais serão devidamente acompanhadas bem como as importações brasileiras de produtos japoneses".
De acordo com a agência, as autoridades sanitárias japonesas se comprometeram a retirar do mercado todos os alimentos com níveis de radionuclídeos superiores aos limites estabelecidos pela Comissão de Segurança Nuclear no Japão como seguros para o consumo humano.
Daniella Jinkings - Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação de produtos alimentícios japoneses.
De acordo com a agência, a última importação japonesa para Brasil ocorreu em fevereiro de 2011, data anterior ao acidente nuclear ocorrido depois das explosões de um reator da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do país.
A Anvisa informou que essa importação foi apenas de misturas e pastas para preparação de produtos de padaria, pastelaria e da indústria de bolachas e biscoito, categoria de alimentos sem indícios de contaminação com radionuclídeos.
Radionuclídeos
Em nota, a Anvisa informou que vai monitorar a entrada desses produtos no país.
"Com vistas a proteger a saúde da população brasileira, esclarecemos que as investigações pelas autoridades sanitárias internacionais serão devidamente acompanhadas bem como as importações brasileiras de produtos japoneses".
De acordo com a agência, as autoridades sanitárias japonesas se comprometeram a retirar do mercado todos os alimentos com níveis de radionuclídeos superiores aos limites estabelecidos pela Comissão de Segurança Nuclear no Japão como seguros para o consumo humano.
Daniella Jinkings - Agência Brasil
Instituto Ronaldinho Gaúcho: danos ambientais ainda não foram compensados
De acordo com TAC assinado, irmãos Moreira deveriam reverter danos passíveis de recuperação natural e doar uma área do Morro da Tapera ao Município.
Quatro anos após as primeiras autuações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) ao Instituto Ronaldinho Gaúcho – entidade filantrópica do atual jogador do Flamengo e de seu irmão Assis, o empresário Roberto de Assis Moreira –, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPE-RS) aguarda o cumprimento das reparações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em abril de 2008.
Sob a liderança de Assis, o Instituto Ronaldinho Gaúcho promoveu, em 2007, diversos danos ambientais na zona sul de Porto Alegre, devido às obras de construção da sede da entidade e do Centro de Esportes Ronaldinho Gaúcho. Ambos os locais estão situados na Avenida Edgar Pires de Castro, no bairro Campo Novo. Ao todo, foram constatadas, desde fevereiro de 2007, dez irregularidades nas obras de ambos os empreendimentos, como corte de árvores, drenagem do banhado e movimentação de terra sem licenciamento prévio da Smam.
Já a construção do Instituto, cujas obras finalizaram em 2006, também gerou desmatamento da vegetação nativa e exótica do Morro da Tapera, que constitui uma reserva ecológica da capital gaúcha. As vistorias técnicas feitas pela Smam apontaram ter havido a remoção de meio hectare de árvores exóticas e nativas na base da encosta do morro.
De acordo com as definições previstas no TAC, os irmãos Moreira deveriam reverter os danos passíveis de recuperação natural, enquanto que, para compensar os que não podem ser reparados, o MPE havia solicitado a doação de uma área do Morro da Tapera ao Município, para integrar a unidade de conservação do Morro São Pedro, com a criação de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) de 22 hectares. O Morro São Pedro faz parte do complexo de morros que constituem o escudo rio-grandense, formado há cerca de 730 milhões de anos. Além disso, abriga extensa biodiversidade de plantas e animais, inclusive o bugio-ruivo, espécie ameaçada de extinção.
À época em que foi assinado o TAC, ficou acordado que a doação da área resultaria no abatimento da fração correspondente a 90% das multas administrativas, no valor de R$ 151 mil reais. Os 10% restantes foram devidamente pagos. No entanto, segundo o biólogo Sérgio de Moura, da Coordenação do Ambiente Natural da Smam, boa parte das exigências ainda não foi cumprida. “Os danos ambientais foram feitos em mais de um endereço, mas apenas para o imóvel do Instituto foi apresentado projeto de recuperação ambiental”, afirma. Após sua aprovação, o projeto designado para esta área foi posto em prática, e as ações de plantio de vegetação rasteira nativa e espécies arbóreas foram devidamente concluídas.
Ainda assim, com o não cumprimento de todas as reparações previstas no TAC, o MPE aplicou três execuções civis a Assis e à entidade. Conforme a promotora de Justiça e Defesa do Meio Ambiente, Ana Maria Moreira Marchesan, a única reivindicação cumprida até agora foi a reparação dos danos pelas obras referentes à canalização de curso d’água. “Fora esta, todas as exigências que fizemos ao Assis, que é quem responde pelo Instituto, ainda aguardam. O que conseguimos em dezembro do ano passado foi congelar parte das contas dele”, afirma.
O MPE também moveu um processo criminal contra Assis e os responsáveis pelas obras, o arquiteto Carlos Alberto Ramela e o empreiteiro João Nicolau Müller. A próxima audiência entre o MPE, técnicos da Smam e representantes do Instituto está agendada para o dia 5 de maio. “Retomaremos o andamento do processo e ouviremos testemunhas, mas a batalha ainda vai longe”, informa a promotora.
Um bom negócio
Criado em 2006, o Instituto Ronaldinho Gaúcho teria o objetivo de desenvolver atividades sociais para crianças e adolescentes carentes de Porto Alegre, voltadas à educação, ao esporte e ao meio ambiente. No início deste ano, porém, houve a rescisão do convênio entre a entidade e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Porto Alegre, que repassava, mensalmente, R$ 1,4 milhão à família Moreira. O motivo foi a solicitação, em dezembro do ano passado, de aumento desse valor para R$ 3,7 milhões, o que fez com que a prefeitura encerrasse a parceria, iniciada em agosto de 2007. Após a rescisão, em dezembro do ano passado, a Smed firmou convênio com outras entidades na zona sul de Porto Alegre, como o Centro de Promoção da Infância e da Juventude (CPIJ) e a Associação Cristã de Moços (ACM). Conforme Conrado Lopes, coordenador jurídico da Smed, à época a justificativa da família Moreira para a solicitação era a previsão de aumento do quadro de funcionários e o repasse de determinados gastos ao Município, como manutenção do espaço e impostos. Com a negativa da prefeitura, a família deu aviso prévio a todos os funcionários no início de dezembro passado.
A prefeitura repassava, mensalmente, cerca de R$ 120 mil ao Instituto para que as crianças fossem atendidas em turno integral. A verba era destinada ao pagamento da equipe e à compra de materiais de escritório e recreativos. A família Moreira, por sua vez, arcava com o local, de sua propriedade, e com as despesas de luz, IPTU, vigilância e transporte das crianças. “Inicialmente foram 350 crianças beneficiadas, sendo que, nos últimos meses de contrato, chegamos a 700”, aponta Lopes.
Um ex-monitor da área artística da entidade, que trabalhou no local entre 2009 e 2010, no entanto, explica que nunca se chegou a esse teto. “Se atingimos uma média de 600 crianças, certamente enlouquecemos. Tínhamos turmas de até 40 alunos. Era muito estressante para mim e outros monitores, principalmente porque nosso pagamento atrasava e nunca sabíamos se haveria renovação de contrato. Entrei no Instituto em janeiro e só fui receber em março; e carteira assinada, só em abril”, conta. “Deve ser um bom negócio esse, pois vários outros jogadores têm iniciativas assim. A família do Pato (Alexandre Pato, ex-jogador do Internacional, atualmente jogando na Itália) chegou a visitar o local. Mas não acredito em bondade. Encheram a área de concreto e fizeram toda essa imagem”, aponta.
Outro ex-monitor, técnico em educação ambiental, diz que encontrava dificuldades em trabalhar a temática com as crianças. “Superficialmente, falávamos de assuntos gerais, manejo de resíduos sólidos, enfim, mas era difícil fazer um trabalho prático, mais aprofundado com os alunos. No local não havia uma árvore sequer, só pinus. A equipe de coordenação pedagógica tentava negociar acerca de algumas coisas, mas a família era intransigente”, explica. A presença do próprio Ronaldinho Gaúcho ao local era rara. A administração da entidade ficava a cargo de Assis e de dona Miguelina, mãe dos dois irmãos.
Daniela Grimberg, especial para a EcoAgência de Notícias
Quatro anos após as primeiras autuações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) ao Instituto Ronaldinho Gaúcho – entidade filantrópica do atual jogador do Flamengo e de seu irmão Assis, o empresário Roberto de Assis Moreira –, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPE-RS) aguarda o cumprimento das reparações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em abril de 2008.
Sob a liderança de Assis, o Instituto Ronaldinho Gaúcho promoveu, em 2007, diversos danos ambientais na zona sul de Porto Alegre, devido às obras de construção da sede da entidade e do Centro de Esportes Ronaldinho Gaúcho. Ambos os locais estão situados na Avenida Edgar Pires de Castro, no bairro Campo Novo. Ao todo, foram constatadas, desde fevereiro de 2007, dez irregularidades nas obras de ambos os empreendimentos, como corte de árvores, drenagem do banhado e movimentação de terra sem licenciamento prévio da Smam.
Já a construção do Instituto, cujas obras finalizaram em 2006, também gerou desmatamento da vegetação nativa e exótica do Morro da Tapera, que constitui uma reserva ecológica da capital gaúcha. As vistorias técnicas feitas pela Smam apontaram ter havido a remoção de meio hectare de árvores exóticas e nativas na base da encosta do morro.
De acordo com as definições previstas no TAC, os irmãos Moreira deveriam reverter os danos passíveis de recuperação natural, enquanto que, para compensar os que não podem ser reparados, o MPE havia solicitado a doação de uma área do Morro da Tapera ao Município, para integrar a unidade de conservação do Morro São Pedro, com a criação de uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) de 22 hectares. O Morro São Pedro faz parte do complexo de morros que constituem o escudo rio-grandense, formado há cerca de 730 milhões de anos. Além disso, abriga extensa biodiversidade de plantas e animais, inclusive o bugio-ruivo, espécie ameaçada de extinção.
À época em que foi assinado o TAC, ficou acordado que a doação da área resultaria no abatimento da fração correspondente a 90% das multas administrativas, no valor de R$ 151 mil reais. Os 10% restantes foram devidamente pagos. No entanto, segundo o biólogo Sérgio de Moura, da Coordenação do Ambiente Natural da Smam, boa parte das exigências ainda não foi cumprida. “Os danos ambientais foram feitos em mais de um endereço, mas apenas para o imóvel do Instituto foi apresentado projeto de recuperação ambiental”, afirma. Após sua aprovação, o projeto designado para esta área foi posto em prática, e as ações de plantio de vegetação rasteira nativa e espécies arbóreas foram devidamente concluídas.
Ainda assim, com o não cumprimento de todas as reparações previstas no TAC, o MPE aplicou três execuções civis a Assis e à entidade. Conforme a promotora de Justiça e Defesa do Meio Ambiente, Ana Maria Moreira Marchesan, a única reivindicação cumprida até agora foi a reparação dos danos pelas obras referentes à canalização de curso d’água. “Fora esta, todas as exigências que fizemos ao Assis, que é quem responde pelo Instituto, ainda aguardam. O que conseguimos em dezembro do ano passado foi congelar parte das contas dele”, afirma.
O MPE também moveu um processo criminal contra Assis e os responsáveis pelas obras, o arquiteto Carlos Alberto Ramela e o empreiteiro João Nicolau Müller. A próxima audiência entre o MPE, técnicos da Smam e representantes do Instituto está agendada para o dia 5 de maio. “Retomaremos o andamento do processo e ouviremos testemunhas, mas a batalha ainda vai longe”, informa a promotora.
Um bom negócio
Criado em 2006, o Instituto Ronaldinho Gaúcho teria o objetivo de desenvolver atividades sociais para crianças e adolescentes carentes de Porto Alegre, voltadas à educação, ao esporte e ao meio ambiente. No início deste ano, porém, houve a rescisão do convênio entre a entidade e a Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Porto Alegre, que repassava, mensalmente, R$ 1,4 milhão à família Moreira. O motivo foi a solicitação, em dezembro do ano passado, de aumento desse valor para R$ 3,7 milhões, o que fez com que a prefeitura encerrasse a parceria, iniciada em agosto de 2007. Após a rescisão, em dezembro do ano passado, a Smed firmou convênio com outras entidades na zona sul de Porto Alegre, como o Centro de Promoção da Infância e da Juventude (CPIJ) e a Associação Cristã de Moços (ACM). Conforme Conrado Lopes, coordenador jurídico da Smed, à época a justificativa da família Moreira para a solicitação era a previsão de aumento do quadro de funcionários e o repasse de determinados gastos ao Município, como manutenção do espaço e impostos. Com a negativa da prefeitura, a família deu aviso prévio a todos os funcionários no início de dezembro passado.
A prefeitura repassava, mensalmente, cerca de R$ 120 mil ao Instituto para que as crianças fossem atendidas em turno integral. A verba era destinada ao pagamento da equipe e à compra de materiais de escritório e recreativos. A família Moreira, por sua vez, arcava com o local, de sua propriedade, e com as despesas de luz, IPTU, vigilância e transporte das crianças. “Inicialmente foram 350 crianças beneficiadas, sendo que, nos últimos meses de contrato, chegamos a 700”, aponta Lopes.
Um ex-monitor da área artística da entidade, que trabalhou no local entre 2009 e 2010, no entanto, explica que nunca se chegou a esse teto. “Se atingimos uma média de 600 crianças, certamente enlouquecemos. Tínhamos turmas de até 40 alunos. Era muito estressante para mim e outros monitores, principalmente porque nosso pagamento atrasava e nunca sabíamos se haveria renovação de contrato. Entrei no Instituto em janeiro e só fui receber em março; e carteira assinada, só em abril”, conta. “Deve ser um bom negócio esse, pois vários outros jogadores têm iniciativas assim. A família do Pato (Alexandre Pato, ex-jogador do Internacional, atualmente jogando na Itália) chegou a visitar o local. Mas não acredito em bondade. Encheram a área de concreto e fizeram toda essa imagem”, aponta.
Outro ex-monitor, técnico em educação ambiental, diz que encontrava dificuldades em trabalhar a temática com as crianças. “Superficialmente, falávamos de assuntos gerais, manejo de resíduos sólidos, enfim, mas era difícil fazer um trabalho prático, mais aprofundado com os alunos. No local não havia uma árvore sequer, só pinus. A equipe de coordenação pedagógica tentava negociar acerca de algumas coisas, mas a família era intransigente”, explica. A presença do próprio Ronaldinho Gaúcho ao local era rara. A administração da entidade ficava a cargo de Assis e de dona Miguelina, mãe dos dois irmãos.
Daniela Grimberg, especial para a EcoAgência de Notícias
Dengue do tipo 4 se espalha por três regiões do país
A dengue tipo 4 pode estar se alastrando pelo país. Depois de confirmações na Região Norte, o sorotipo viral foi encontrado no Sudeste e Nordeste.
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou na tarde de quarta-feira (23) o registro da doença em Niterói. Duas irmãs, de 21 e 22 anos, foram infectadas pelo vírus tipo 4 no começo do mês e se recuperam em casa. A confirmação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a secretaria estadual, as jovens não viajaram recentemente, o que indica que a transmissão pode ter ocorrido dentro do estado.
O Piauí confirmou, na terça-feira (22), um caso de dengue tipo 4, vírus que reingressou no Brasil depois de 28 anos. A secretaria piauiense registrou o primeiro caso em uma mulher de 17 anos, moradora de Teresina.
O governo da Bahia também informou que dois homens, de 27 anos e de 30 anos, foram infectados pela dengue 4, no mês passado. Eles receberam tratamento e passam bem. Depois da confirmação dos casos, o órgão estadual de saúde decidiu intensificar o controle da doença para evitar novos casos.
Antes dos estados nordestinos e do Rio de Janeiro, os casos da doença estavam restritos à Região Norte. As primeiras notificações surgiram em Roraima, em julho do ano passado. O vírus é o mesmo que circula na Venezuela, segundo pesquisadores. O Amazonas e o Pará também confirmaram casos de dengue tipo 4.
A dengue 4 não é mais grave que as outras variações da doença (tipos 1, 2 e 3). Os sintomas são os mesmos: dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito. O tratamento também é idêntico. No entanto, a maior parte da população brasileira não tem imunidade contra o tipo 4, aumentando as chances de uma epidemia.
(Fonte:Carolina Pimentel/ Agência Brasil)
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro confirmou na tarde de quarta-feira (23) o registro da doença em Niterói. Duas irmãs, de 21 e 22 anos, foram infectadas pelo vírus tipo 4 no começo do mês e se recuperam em casa. A confirmação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a secretaria estadual, as jovens não viajaram recentemente, o que indica que a transmissão pode ter ocorrido dentro do estado.
O Piauí confirmou, na terça-feira (22), um caso de dengue tipo 4, vírus que reingressou no Brasil depois de 28 anos. A secretaria piauiense registrou o primeiro caso em uma mulher de 17 anos, moradora de Teresina.
O governo da Bahia também informou que dois homens, de 27 anos e de 30 anos, foram infectados pela dengue 4, no mês passado. Eles receberam tratamento e passam bem. Depois da confirmação dos casos, o órgão estadual de saúde decidiu intensificar o controle da doença para evitar novos casos.
Antes dos estados nordestinos e do Rio de Janeiro, os casos da doença estavam restritos à Região Norte. As primeiras notificações surgiram em Roraima, em julho do ano passado. O vírus é o mesmo que circula na Venezuela, segundo pesquisadores. O Amazonas e o Pará também confirmaram casos de dengue tipo 4.
A dengue 4 não é mais grave que as outras variações da doença (tipos 1, 2 e 3). Os sintomas são os mesmos: dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito. O tratamento também é idêntico. No entanto, a maior parte da população brasileira não tem imunidade contra o tipo 4, aumentando as chances de uma epidemia.
(Fonte:Carolina Pimentel/ Agência Brasil)
Biólogos descobrem nova espécie de peixe no rio Amazonas
Um grupo de biólogos brasileiros descobriu uma nova espécie de peixe no rio Amazonas, no santuário ecológico Calha Norte, informou a ONG Conservação Internacional, que promoveu a expedição.
Só se obteve um único exemplar do Stenolicmus ix, como foi denominado o pequeno peixe de água doce que difere de outros semelhantes pelo tamanho dos barbilhões nasais e maxilares – filamentos olfativos ou gustativos.
A nova espécie se destaca também por uma coloração com manchas na região dorsal do tronco, da qual herdou seu nome científico.
“É um peixe muito pequeno, que foi coletado quase no fim dos trabalhos no igarapé. Devido ao seu tamanho, acreditamos ser uma espécie difícil de ser encontrada, tanto que só conseguimos coletar um único individuo”, explica o biólogo Wolmar Wosiacki, organizador da coleção ictiológica do Museu Paraense Emílio Goeldi e um dos responsáveis pela descrição da nova espécie.
O peixe foi encontrado no Igarapé Curuá, afluente da margem esquerda do rio Amazonas, em uma das expedições realizadas à Calha Norte por pesquisadores do museu e da Universidade Federal do Pará.
Seu habitat é uma reserva no estado amazônico do Pará, que é considerada como o maior bloco de selva-floresta tropical protegido no mundo por seus quatro milhões de hectares de extensão.
Em associação com o Museu Goeldi, a ONG organizou sete expedições biológicas à Calha Norte entre 2008 e 2010.
A descoberta científica está publicada na última edição da “Revista Zootaxa”.
(Fonte: Folha.com)
Só se obteve um único exemplar do Stenolicmus ix, como foi denominado o pequeno peixe de água doce que difere de outros semelhantes pelo tamanho dos barbilhões nasais e maxilares – filamentos olfativos ou gustativos.
A nova espécie se destaca também por uma coloração com manchas na região dorsal do tronco, da qual herdou seu nome científico.
“É um peixe muito pequeno, que foi coletado quase no fim dos trabalhos no igarapé. Devido ao seu tamanho, acreditamos ser uma espécie difícil de ser encontrada, tanto que só conseguimos coletar um único individuo”, explica o biólogo Wolmar Wosiacki, organizador da coleção ictiológica do Museu Paraense Emílio Goeldi e um dos responsáveis pela descrição da nova espécie.
O peixe foi encontrado no Igarapé Curuá, afluente da margem esquerda do rio Amazonas, em uma das expedições realizadas à Calha Norte por pesquisadores do museu e da Universidade Federal do Pará.
Seu habitat é uma reserva no estado amazônico do Pará, que é considerada como o maior bloco de selva-floresta tropical protegido no mundo por seus quatro milhões de hectares de extensão.
Em associação com o Museu Goeldi, a ONG organizou sete expedições biológicas à Calha Norte entre 2008 e 2010.
A descoberta científica está publicada na última edição da “Revista Zootaxa”.
(Fonte: Folha.com)
Vacinação contra raiva em cães e gatos começa em julho em 8 estados
O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (23) o calendário de vacinação de cães e gatos contra a raiva.
De acordo com o ministério, a campanha será realizada em duas etapas: em julho, em oito estados, e em setembro, em outros 16 e no Distrito Federal.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina não fazem campanha porque não têm circulação do vírus da raiva, segundo o ministério.
Ao todo, o governo federal vai adquirir 32 milhões de doses de vacinas, que começam a ser distribuídas no mês de maio para os estados.
A meta do ministério é aplicar a vacina – produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná – em cerca de 29 milhões de animais.
Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas utilizadas na campanha passam por testes e, só depois de aprovadas e liberadas pelo Ministério da Agricultura, serão distribuídas para os estados.
No ano passado, a campanha de vacinação contra a raiva foi suspensa em todo o país depois de constatadas reações à vacina
Neste ano, durante a vacinação, haverá um sistema de monitoramento, com notificação em formulário eletrônico para o Ministério da Saúde em casos de reações à vacina.
(Fonte: G1)
De acordo com o ministério, a campanha será realizada em duas etapas: em julho, em oito estados, e em setembro, em outros 16 e no Distrito Federal.
Rio Grande do Sul e Santa Catarina não fazem campanha porque não têm circulação do vírus da raiva, segundo o ministério.
Ao todo, o governo federal vai adquirir 32 milhões de doses de vacinas, que começam a ser distribuídas no mês de maio para os estados.
A meta do ministério é aplicar a vacina – produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná – em cerca de 29 milhões de animais.
Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas utilizadas na campanha passam por testes e, só depois de aprovadas e liberadas pelo Ministério da Agricultura, serão distribuídas para os estados.
No ano passado, a campanha de vacinação contra a raiva foi suspensa em todo o país depois de constatadas reações à vacina
Neste ano, durante a vacinação, haverá um sistema de monitoramento, com notificação em formulário eletrônico para o Ministério da Saúde em casos de reações à vacina.
(Fonte: G1)
Conheça nove tipos de arroz para colocar no prato
Um prato tipicamente brasileiro não deixa de fora a dupla arroz e feijão. E mesmo com uma combinação tão tradicional, dá para variar o cardápio e contar com os benefícios a nossa saúde e à dieta. Já pensou em substituir o arroz branco por uma outra versão? Integral, negro ou parboilizado, contabilizamos nove tipos de arroz mais encontrados no Brasil. "O arroz é um cereal importante por ser uma boa fonte de carboidratos. Ele também contém proteínas e fibras e, em algumas versões, é fonte de vitaminas e minerais", diz a nutricionista Audrey Abe, da rede Natural em Casa. Cada um possui uma qualidade específica, seja em relação ao seu valor nutritivo ou na mudança de sabor. Conheça mais sobre cada variedade.
Polido ou agulha
Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção de água deve ser de uma xícara de água para cada duas de arroz, para que ele fique macio sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.
Arroz integral
Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional.
Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.
Arroz parboilizado
Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade vitaminas do complexo B em cada grão.
"O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe.
Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco, já que não tem casca.
Arroz Cateto ou Japonês
Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Com grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tende a ficar mais macio e cremoso, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão "integral", que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista.
Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.
Arroz arbóreo
Possui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.
Arroz basmati ou indiano
Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista.
O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e só é encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.
Arroz vermelho
O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais.
Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.
Arroz negro
Apesar de ainda não ser muito popular, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por aqui, mas já é conhecido na China há milhares de anos. "Este tipo de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral", diz Audrey Abe. Quer mais? Ele tem um elevado teor de ferro, menos gordura e menor valor calórico. Análises do produto também apontaram o grande conteúdo de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crônico-degenerativas, problemas cardiovasculares e até câncer.
Arroz selvagem
Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe.
As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, a lisina (uma aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.
http://www.minhavida.com.br
Polido ou agulha
Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção de água deve ser de uma xícara de água para cada duas de arroz, para que ele fique macio sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.
Arroz integral
Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional.
Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.
Arroz parboilizado
Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade vitaminas do complexo B em cada grão.
"O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe.
Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco, já que não tem casca.
Arroz Cateto ou Japonês
Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Com grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tende a ficar mais macio e cremoso, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão "integral", que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista.
Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.
Arroz arbóreo
Possui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.
Arroz basmati ou indiano
Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista.
O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e só é encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.
Arroz vermelho
O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais.
Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.
Arroz negro
Apesar de ainda não ser muito popular, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por aqui, mas já é conhecido na China há milhares de anos. "Este tipo de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral", diz Audrey Abe. Quer mais? Ele tem um elevado teor de ferro, menos gordura e menor valor calórico. Análises do produto também apontaram o grande conteúdo de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crônico-degenerativas, problemas cardiovasculares e até câncer.
Arroz selvagem
Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe.
As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, a lisina (uma aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.
http://www.minhavida.com.br
quinta-feira, 24 de março de 2011
A Questão Da Radiação no Japão - Blogueiro comenta
Demos um respiro nos posts anteriores, falamos de assuntos mais amenos....
Hoje, infelizmente, volto a falar do Terremoto Touhoku.
A fumaça radioativa do reator de Fukushima se dispersou - vento e chuva.
Afetou a cadeia alimentar em alguns pontos do país (Touhoku e Kanto).
Muitos produtos já tem sua venda proibida e serão destruídos - leite, espinafre, salsa, komatsuna (um tipo de vegetal que lembra o espinafre) brócolis, repolho, etc.
A água do mar apresenta também uma taxa relativamente alta de radiação.
********************************
A água de torneira no Japão costuma chegar às casas limpa e com boa qualidade.
Testada em diversos pontos (inclusive nas casas dos moradores, em visitas frequentes dos técnicos de abastecimento) é comum que se beba água diretamente da torneira ou que passe por filtração leve.
Havia uma matéria da BBC londrina que afirmava ser melhor beber água de torneira em Tokyo do que engarrafada, pela qualidade e sais minerais (não encontro mais o link, me desculpem...)
E o consumo da água de torneira foi incentivado: pelo lado ecológico, ajuda a diminuir o lixo (garrafas pet vazias).
Como a situação agora é outra, o governo tem alertado sobre o consumo de água nas províncias de Fukushima e Tokyo.
Recomenda-se não beber água da torneira.
Não há problemas à saúde em tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos, roupa, etc.
Apenas não deve ser ingerida.
****************************************************
E as provícias vizinhas estão em alerta.
Na estação de tratamento de Kanamachi, que abastece Tokyo e cinco cidades vizinhas, foi registrado níveis de iodo radioativo superiores ao limite permitido: 210 becquerel/quilo.
O máximo permitido é de 100bq/kg crianças, 300bq/kg adultos.
**********************************************
Pode-se confiar nos dados divulgados?
Acredito eu que (talvez) sim.
A vigilância interna/externa é grande, o mundo está de olho nestes dados.
Como contei anteriormente, mesmo antes deste grave terremoto se mede radiação por conta própria (via ongs, grupos ambientalistas, até mesmo partidos de oposição).
Praticamente ninguém confia aqui em dados oficiais ou da Tepco há anos.
Muitos possuem, inclusive, medidores portáteis (do tamanho de um celular) que indicam se há ou não radiação no ar ou substâncias diversas.
Numa situação limite como esta, mentiras não seriam perdoadas.
Creio eu que os governantes sabem que um dado falso poderia comprometer todo um futuro político de seus partidos...e a Tepco (a companhia responsável por Fukushima) não se arriscaria a emitir dados falsos, japoneses são calmos apenas na aparência e não perdoariam uma falta grave na situação atual (já basta o transtorno causado pela usina).
****************************
O Japão é muito regional na produção e distribuição de alimentos (leis de proteção ao pequeno produtor), os produtos costumam ser oriundos da própria província que os consome.
Portanto não há problemas em consumir espinafre nas regiões não-afetadas, por exemplo.
E não podemos esquecer que boa parte dos alimentos no Japão vem de outros países - o país é autossuficiente em apenas 1/3 do que consome.
Alexandre Mauj Imamura Gonzalez
Lost in Japan
Hoje, infelizmente, volto a falar do Terremoto Touhoku.
A fumaça radioativa do reator de Fukushima se dispersou - vento e chuva.
Afetou a cadeia alimentar em alguns pontos do país (Touhoku e Kanto).
Muitos produtos já tem sua venda proibida e serão destruídos - leite, espinafre, salsa, komatsuna (um tipo de vegetal que lembra o espinafre) brócolis, repolho, etc.
A água do mar apresenta também uma taxa relativamente alta de radiação.
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A água de torneira no Japão costuma chegar às casas limpa e com boa qualidade.
Testada em diversos pontos (inclusive nas casas dos moradores, em visitas frequentes dos técnicos de abastecimento) é comum que se beba água diretamente da torneira ou que passe por filtração leve.
Havia uma matéria da BBC londrina que afirmava ser melhor beber água de torneira em Tokyo do que engarrafada, pela qualidade e sais minerais (não encontro mais o link, me desculpem...)
E o consumo da água de torneira foi incentivado: pelo lado ecológico, ajuda a diminuir o lixo (garrafas pet vazias).
Como a situação agora é outra, o governo tem alertado sobre o consumo de água nas províncias de Fukushima e Tokyo.
Recomenda-se não beber água da torneira.
Não há problemas à saúde em tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos, roupa, etc.
Apenas não deve ser ingerida.
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E as provícias vizinhas estão em alerta.
Na estação de tratamento de Kanamachi, que abastece Tokyo e cinco cidades vizinhas, foi registrado níveis de iodo radioativo superiores ao limite permitido: 210 becquerel/quilo.
O máximo permitido é de 100bq/kg crianças, 300bq/kg adultos.
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Pode-se confiar nos dados divulgados?
Acredito eu que (talvez) sim.
A vigilância interna/externa é grande, o mundo está de olho nestes dados.
Como contei anteriormente, mesmo antes deste grave terremoto se mede radiação por conta própria (via ongs, grupos ambientalistas, até mesmo partidos de oposição).
Praticamente ninguém confia aqui em dados oficiais ou da Tepco há anos.
Muitos possuem, inclusive, medidores portáteis (do tamanho de um celular) que indicam se há ou não radiação no ar ou substâncias diversas.
Numa situação limite como esta, mentiras não seriam perdoadas.
Creio eu que os governantes sabem que um dado falso poderia comprometer todo um futuro político de seus partidos...e a Tepco (a companhia responsável por Fukushima) não se arriscaria a emitir dados falsos, japoneses são calmos apenas na aparência e não perdoariam uma falta grave na situação atual (já basta o transtorno causado pela usina).
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O Japão é muito regional na produção e distribuição de alimentos (leis de proteção ao pequeno produtor), os produtos costumam ser oriundos da própria província que os consome.
Portanto não há problemas em consumir espinafre nas regiões não-afetadas, por exemplo.
E não podemos esquecer que boa parte dos alimentos no Japão vem de outros países - o país é autossuficiente em apenas 1/3 do que consome.
Alexandre Mauj Imamura Gonzalez
Lost in Japan
quarta-feira, 23 de março de 2011
Brasil implementa ações para garantir água em quantidade e qualidade
Mais do que um monumento natural que o mundo admira, as Cataratas do Iguaçu são um símbolo da abundância dos recursos hídricos em território brasileiro. Mas essas belezas não se distribuem de forma igual em todo o País. Cada bioma tem suas características, e a Amazônia é nosso maior reservatório de águas doces. Como o Brasil é o principal reservatório do planeta Terra.
A água cobre 75% do planeta, em rios, mares, corre recôndita nas rochas e se esconde no subsolo. Curiosamente, nessa mesma proporção circula no organismo humano. No Brasil, estão 12% de toda a água doce que existe em todo o mundo. Uma riqueza indispensável para a vida, que inspira culturas, ritos religiosos, lendas e canções.
De toda a água que circula no planeta, apenas 2,5% é doce e se distribui em geleiras, nas calotas polares e montanhas eternamente cobertas (69%), no subsolo (30%), em rios e lagos (0,3%). Uma parte também significativa se encontra em lugares como umidade do solo, placas de gelo flutuantes, pântanos e em solos que ficam permanentemente congelados (0,9%). Mas o que prepondera é a salgada, que chega a 97,5% da Terra.
No Brasil, das águas que se encontram na superfície, 68% estão na região Norte (que representa 45,3% do território nacional, onde vivem 6,98% da população brasileira), 3,3% estão no Nordeste (18,3% do território e 28,91% da população), 15,7% estão no Centro-Oeste (18,8% do território e 6,41% da população), 6% estão no Sudeste (10,8% do território e 42,65% da população) e outros 6,5% estão na região Sul (6,8% do território e 15,5% da população).
Os números brasileiros estão no documento disponíveis no Água: Manual de Uso – Implementando o Plano Nacional de Recursos Hídricos , editado pelo MMA em 2009. O levantamento indica que reservas subterrâneas suprem 51% da água potável consumida no País.
O maior reservatório de água do subsolo das Américas é o Aquífero Guarani, que também é um dos maiores do mundo e abrange Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Com 1,2 milhão de km², cerca de 840 mil km² (71%) estão nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Regiões hidrográficas – O País tem 12 Regiões Hidrográficas. Amazônica, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, Paraná, Paraguai, Uruguai, Atlântico Sul. Veja como se caracterizam algumas das principais:
Amazônica – É a maior de todo o globo terrestre. Ocupa cerca de 7 milhões de km² desde a sua nascente nos Andes peruanos até a foz no Oceano Atlântico, com 64,88% em território nacional. É composta também por Colômbia (16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana (1,35%), Peru (0,60) e Venezuela (0,11%). Cerca de 7,8 milhões de habitantes, com 200 etnias indígenas a ocupam, em sete estados, Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Mato Grosso.
Tocantins/Araguaia – Localiza-se em região de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com aproximadamente 922 mil km² e 7,2 milhões de habitantes. O Tocantins tem 1.960 km, nasce no Planalto Central, em Goiás. Seu principal tributário, o Araguaia, tem 2.600 km, onde se encontra a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.
São Francisco – Com cerca de 12,8 milhões de habitantes, tem diferentes biomas, como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, ecossistemas costeiros e insulares. O Cerrado cobra praticamente a metade de sua área, ocorrendo desde Minas Gerais até o sul e o oeste da Bahia, enquanto a Caatinga predomina no nordeste do estado.
Água e clima – O planeta celebra o Dia Mundial da Água preocupado com o efeito que as mudanças no clima, provocadas pelas atividades humanas, podem desencadear no ciclo das águas. Debatido na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA), promovida pelos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, no final de 2009, o tema Água e Clima alertou para os perigos provenientes da emissão de gás carbônico e outros gases de efeito estufa na atmosfera, responsáveis por consequências como o agravamento das secas, o aparecimento de furacões e enchentes.
A conferência debateu também a questão do saneamento ambiental que contempla entre seus aspectos a questão do abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgotos, o controle de doenças, os resíduos sólidos e a drenagem. Documento divulgado durante a conferência, alerta que a má qualidade das águas multiplica os riscos como a de doenças de veiculação hídrica e a balneabilidade de praias, com riscos relevantes para a saúde pública.
Além da questão da saúde foi levantado problema da poluição dos mananciais, que onera o custo do tratamento da água. A proteção dos abastecimento de água envolve ações como o controle de agrotóxico, a reposição de matas ciliares e de topo de morros e a eliminação de atividades poluidoras.
O documento debatido dentro da 1ª CNSA alerta que ao longo dos anos, os recursos hídricos em áreas urbanas vêm sofrendo intervenções variadas que os poluem e afetam o sistema de drenagem, abastecimento e esgoto. A ação humana degrada a água, ao lançar substâncias que a poluem, conferindo-lhe cor, tornando-a turva e menos transparente. A água suja ou contaminada por coliformes, nutrientes como o nitrogênio, fósforo e outras substâncias prejudica a saúde, a qualidade de vida e o ambiente , diz o texto.
O investimento na despoluição de bacias hidrográficas é apontado como um dos fatores preponderantes para a melhoria da qualidade das águas. São enumerados ainda investimentos no monitoramento da qualidade das águas, em programas relacionados à prevenção de cheias e também em programas como de educação ambiental, sanitária e educação para a saúde.
Vulnerabilidade urbana – Uma das principais fontes de vulnerabilidade urbana, a questão da drenagem tem preocupado especialistas devido à sua gestão inadequada, o que traz como consequências o comprometimento das fontes de abastecimento pela contaminação dos mananciais superficiais e subterrâneos, erosão e produção de sólidos, inundações urbanas e um ciclo de contaminação.
Pela Lei do Saneamento (nº 11.445/2007), que define as diretrizes do saneamento básico, a gestão das águas pluviais é uma atribuição dos municípios. Essa gestão, no entanto, vem sendo feita de forma inadequada devido principalmente à fragmentação das responsabilidades, à falta de planejamento e à gestão por trechos e não por bacias.
A correta gestão das águas urbanas está intrinsecamente ligada ao uso correto do solo, que deveria se pautar pelos planos diretores. O que se constata na maioria das cidades é a proliferação de assentamentos informais e sem obediência aos planos diretores, a alta densidade de ocupação no espaço, a ocupação de áreas de risco e a urbanização sem infraestrutura sustentável resultando em impacto sobre a própria população. Essa prática continuada, leva, entre outras consequências, ao desaparecimento dos rios urbanos, pois a pressão e exploração do espaço pressionam para que os rios sejam cobertos ou desapareçam.
As boas práticas no manejo das águas pluviais têm por base princípios modernos e sustentáveis que levam em consideração a preservação dos mecanismos naturais de escoamento na implementação urbana, a visão de gestão da bacia hidrográfica e o tratamento do esgoto sanitário e da qualidade das águas pluviais. A gestão integrada, entendida como interdisciplinar e intersetorial dos componentes das águas urbanas, é uma condição necessária para que os resultados atendam as condições do desenvolvimento sustentável urbano.
Recuperação das bacias hidrográficas – Dentro do Ministério do Meio Ambiente, a recuperação e preservação das bacias hidrográficas do Alto Paraguai e da Bacia do São Francisco estão entre as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) no programa intersetorial voltado ao uso e conservação de recursos hídricos. Na bacia do Alto Paraguai, a prioridade é a revitalização de sete sub-bacias, entre elas, a do rio Taquari, ação considerada de vital importância a recuperação da bacia do Alto Paraguai.
Uma iniciativa que vem sendo implementada no local é a instalação de uma rede de viveiros para a produção de mudas. A elaboração do macrozoneamento das Áreas de Preservação Ambiental (APA) das nascentes do rio Paraguai junto com a sensibilização e mobilização da comunidade local, com o objetivo de promover a educação ambiental são ações adicionais que fazem parte do processo de recuperação daquela bacia.
No processo de recuperação da Bacia do São Francisco, também vem sendo desenvolvidas ações de conservação, recuperação e manejo do solo e da água em microbacias, com ações de recuperação de áreas degradadas na APA das nascentes, levantamento florístico, implantação de viveiros, plantio de mudas e monitoramento da água.
Para este projeto, a SHRU está investindo na instalação de um Centro de Referência Integrado. Ele será responsável por articular inter e intra institucionalmente as atividades de pesquisa e estudos sobre o Rio São Francisco. No local estão sendo promovidos cursos de capacitação para gestores, produtores e técnicos que atuam na região e ações de educação ambiental que garantam o princípio da transversalidade entre as ações do Governo Federal.
Uma novidade no processo de recuperação da bacia é a implementação de um sistema de monitoramento ambiental que vai quantificar em quilômetros quadrados o desmatamento e gerar polígonos de indicativos de desmatamento recentes.
Dentro do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas em Situação de Vulnerabilidade e Degradação Ambiental, o MMA promoveu a abertura de Chamada Pública para seleção de Práticas Inovadoras em Revitalização de Bacias Hidrográficas. O objetivo foi o de constituir uma base de dados com experiências práticas, inovadoras e eficientes, que contribuam para a revitalização de bacias hidrográficas e que servirão de modelo para outras regiões do País.
Responderam à Chamada municípios brasileiros, instituições públicas e privadas de pesquisa e tecnologia, organizações sem fins lucrativos. Os 26 participantes selecionados relataram experiências nas áreas de Educação Ambiental; Conservação e Recuperação de solos; Água e Biodiversidade; e Turismo e Agricultura Sustentável.
ZEE – O Programa de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) possui importante papel no Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O ZEE da Bacia do São Francisco tem por objetivo implantar um sistema integrado de informações georreferenciadas e um banco de dados da Bacia, ampliando as atividades de monitoramento e fiscalização ambiental e estimulando a implementação de instrumentos de ordenamento territorial.
O ZEE da Bacia do São Francisco deverá se integrar aos projetos do Programa ZEE para a região Nordeste, especialmente com o do Bioma Caatinga, além dos demais programas e ações governamentais desenvolvidos na área da bacia.
Parques fluviais – Dez municípios integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco já vêm sendo beneficiados com ações que fazem parte do Projeto Parque Fluvial, lançado em 2009, e que tem por objetivo conservar e preservar bacias hidrográficas no âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas em Situação de Vulnerabilidade e Degradação Ambiental.
O projeto tem por objetivo incentivar a percepção comunitária da situação em que se encontram os rios com os quais a população se relaciona cotidianamente a partir do incentivo ao ecoturismo, à educação ambiental, à cultura, ao lazer, ao esporte e à proteção da biodiversidade.
O que se pretende é contribuir para o aumento da quantidade e qualidade de água na área de intervenção; o fortalecimento dos corredores verdes, a restauração da biodiversidade e a defensa do clima, evitando a degradação dos rios e dando continuidade, sustentabilidade e visibilidade às ações desenvolvidas pelo projeto. As atividades desenvolvidas em um determinado trecho do rio, localizado no município, devem se tornar modelo facilmente adaptável e/ou replicável em outras áreas. A finalidade é que a população faça usos nobres dos rios como atividades de recreação, lazer, esporte e contemplação.
Os municípios que fazem parte do projeto são: Pirapora (MG), Bom Jesus da Lapa (BA), Barreiras (BA), Xique-Xique (BA), Piranhas (AL), Propriá (SE), Januária (MG), Juazeiro/Petrolina (BA/PE) e Penedo (AL).
Água Doce – Para tentar resolver o problema de acesso à água de qualidade, o MMA vem implementando programas regionais. Um deles é o Programa Água Doce (PAD). Desde que foi lançado, em 2004, o PAD já beneficiou mais de 96 mil pessoas, de 68 localidades de sete estados do semiárido brasileiro. Até o momento, foram investidos cerca de R$ 7,2 milhões em parcerias com empresas e instituições como a Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recursos próprios do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Carente de recursos hídricos, o Nordeste tem no programa Água Doce uma alternativa para a obtenção de água potável e para o desenvolvimento de atividades de cultura de peixes.
O Programa Água Doce é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo MMA, e está presente em 11 núcleos estaduais, tendo capacitado mais de 500 técnicos nos estados onde está presente. O programa tem por objetivo o estabelecimento de uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano. Para tanto, promove e disciplina a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização ambiental para o atendimento prioritário às populações de baixa renda que residem em localidades rurais difusas do semiárido brasileiro.
Além da garantia do abastecimento de água no semiárido, no momento, estão sendo desenvolvidas pesquisas na área de nutrição animal, piscicultura e cultivo da erva sal visando o aperfeiçoamento e otimização dos sistemas produtivos. Fazem parte do semiárido os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.
O Água Doce é considerado uma medida de adaptação e mitigação dos possíveis efeitos das mudanças climáticas. Estudos indicam que a variabilidade climática na região poderá aumentar, acentuando a ocorrência de eventos extremos como estiagens mais severas e também cheias, afetando a disponibilidade hídrica na região afetada.
Águas subterrâneas - Ainda é considerado pequeno o nível de conhecimento sobre a quantidade e qualidade das águas subterrâneas no Brasil. Por isso mesmo, a SHRU com parceiros inter e intra institucionais, vem incrementando, por meio de estudos e pesquisas, o aumento do conhecimento hidrológico e implantando um sistema de monitoramento para este tipo de recurso natural. Estes estudos envolvem pesquisas específicas para um maior conhecimento e o monitoramento dos aquíferos de abrangência transfronteiriça e interestadual. Este conhecimento é fundamental para a criação de mecanismos de gestão integradas destes aquíferos.
Para ampliar os conhecimentos técnicos básicos, desenvolver a base legal e institucional para a correta gestão das águas subterrâneas, o MMA lançou o Programa Nacional de Águas Subterrâneas (PNAS).
O Plano, que faz parte do Plano Nacional de Recursos Hídricos estabelece e orienta a política para a água subterrânea. A água subterrânea é um recursos estratégico principalmente para o consumo humano e um dos principais objetivos da política é o de preservar o recurso natural do ponto de vista econômico, social e ambiental. As águas subterrâneas são de domínio dos estados e o plano traça diretrizes de cooperação entre os entes federados.
Também estão sendo realizados estudos e projetos em escala local com o objetivo de conhecer especialmente os aquíferos localizados em regiões metropolitanas onde a água subterrânea constitui relevante manancial para o abastecimento público.
De acordo com a Associação Brasileira de Água Subterrânea (Abas), a maior parte da água disponível no mundo encontra-se sob a terra. Como exemplo, é citado o caso do estado de São Paulo onde 80% dos municípios são total ou parcialmente abastecidos por águas subterrâneas. O recurso natural atende a uma população de mais de 5,5 milhões de habitantes.
Uma nova e recente descoberta vem ampliar ainda mais o poder brasileiro quando o assunto é disponibilidade de água. Trata-se do Aquífero Amazonas, um reservatório transfronteiriço de água subterrânea, que o Brasil, divide com o Equador, Venezuela, Bolívia, Colômbia, e Peru.
Sua extensão é de quase quatro milhões de quilômetros quadrados (3.950.000) sendo constituído pelas formações dos aquíferos Solimões, Içá e Alter do Chão. Com uma extensão três vezes maior que o aquífero Guarani, o Amazonas é uma conexão hidrogeológica, com grande potencialidade hídrica, mas ainda pouco conhecida.
Segundo dados da Gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea do Ministério do Meio Ambiente, a formação Alter do Chão participa no abastecimento das cidades brasileiras de Manaus, Belém, Santarém e da Ilha de Marajó. A utilização do Solimões é principalmente para o abastecimento doméstico, sendo fonte importante para a cidade de Rio Branco, no Acre. A formação Içá abastece a cidade de Caracaraí, no sul de Roraima.
Os estudos até agora realizados atestam que a qualidade química da água do Sistema Aquífero Amazonas é boa. Entretanto vem correndo risco de contaminação devido ao fato de em alguns locais ser raso o nível da água e pelo alto potencial de contaminação provocada por poços mal construídos, ausência/inadequação de proteção sanitária e carência de saneamento básico.
Além do Amazonas e do Guarani, o Brasil possui inúmeros outros sistemas transfronteiriços, todos eles com pouca ou, às vezes, nenhuma informação sobre eles. O mais estudado até o momento é o Aquífero Guarani com uma extensão de mais de um milhão de quilômetros quadrados, que o País divide com a Argentina, Paraguai e Uruguai.
(Fonte: MMA)
A água cobre 75% do planeta, em rios, mares, corre recôndita nas rochas e se esconde no subsolo. Curiosamente, nessa mesma proporção circula no organismo humano. No Brasil, estão 12% de toda a água doce que existe em todo o mundo. Uma riqueza indispensável para a vida, que inspira culturas, ritos religiosos, lendas e canções.
De toda a água que circula no planeta, apenas 2,5% é doce e se distribui em geleiras, nas calotas polares e montanhas eternamente cobertas (69%), no subsolo (30%), em rios e lagos (0,3%). Uma parte também significativa se encontra em lugares como umidade do solo, placas de gelo flutuantes, pântanos e em solos que ficam permanentemente congelados (0,9%). Mas o que prepondera é a salgada, que chega a 97,5% da Terra.
No Brasil, das águas que se encontram na superfície, 68% estão na região Norte (que representa 45,3% do território nacional, onde vivem 6,98% da população brasileira), 3,3% estão no Nordeste (18,3% do território e 28,91% da população), 15,7% estão no Centro-Oeste (18,8% do território e 6,41% da população), 6% estão no Sudeste (10,8% do território e 42,65% da população) e outros 6,5% estão na região Sul (6,8% do território e 15,5% da população).
Os números brasileiros estão no documento disponíveis no Água: Manual de Uso – Implementando o Plano Nacional de Recursos Hídricos , editado pelo MMA em 2009. O levantamento indica que reservas subterrâneas suprem 51% da água potável consumida no País.
O maior reservatório de água do subsolo das Américas é o Aquífero Guarani, que também é um dos maiores do mundo e abrange Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Com 1,2 milhão de km², cerca de 840 mil km² (71%) estão nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Regiões hidrográficas – O País tem 12 Regiões Hidrográficas. Amazônica, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, Paraná, Paraguai, Uruguai, Atlântico Sul. Veja como se caracterizam algumas das principais:
Amazônica – É a maior de todo o globo terrestre. Ocupa cerca de 7 milhões de km² desde a sua nascente nos Andes peruanos até a foz no Oceano Atlântico, com 64,88% em território nacional. É composta também por Colômbia (16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana (1,35%), Peru (0,60) e Venezuela (0,11%). Cerca de 7,8 milhões de habitantes, com 200 etnias indígenas a ocupam, em sete estados, Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Mato Grosso.
Tocantins/Araguaia – Localiza-se em região de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com aproximadamente 922 mil km² e 7,2 milhões de habitantes. O Tocantins tem 1.960 km, nasce no Planalto Central, em Goiás. Seu principal tributário, o Araguaia, tem 2.600 km, onde se encontra a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.
São Francisco – Com cerca de 12,8 milhões de habitantes, tem diferentes biomas, como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, ecossistemas costeiros e insulares. O Cerrado cobra praticamente a metade de sua área, ocorrendo desde Minas Gerais até o sul e o oeste da Bahia, enquanto a Caatinga predomina no nordeste do estado.
Água e clima – O planeta celebra o Dia Mundial da Água preocupado com o efeito que as mudanças no clima, provocadas pelas atividades humanas, podem desencadear no ciclo das águas. Debatido na 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental (CNSA), promovida pelos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, no final de 2009, o tema Água e Clima alertou para os perigos provenientes da emissão de gás carbônico e outros gases de efeito estufa na atmosfera, responsáveis por consequências como o agravamento das secas, o aparecimento de furacões e enchentes.
A conferência debateu também a questão do saneamento ambiental que contempla entre seus aspectos a questão do abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgotos, o controle de doenças, os resíduos sólidos e a drenagem. Documento divulgado durante a conferência, alerta que a má qualidade das águas multiplica os riscos como a de doenças de veiculação hídrica e a balneabilidade de praias, com riscos relevantes para a saúde pública.
Além da questão da saúde foi levantado problema da poluição dos mananciais, que onera o custo do tratamento da água. A proteção dos abastecimento de água envolve ações como o controle de agrotóxico, a reposição de matas ciliares e de topo de morros e a eliminação de atividades poluidoras.
O documento debatido dentro da 1ª CNSA alerta que ao longo dos anos, os recursos hídricos em áreas urbanas vêm sofrendo intervenções variadas que os poluem e afetam o sistema de drenagem, abastecimento e esgoto. A ação humana degrada a água, ao lançar substâncias que a poluem, conferindo-lhe cor, tornando-a turva e menos transparente. A água suja ou contaminada por coliformes, nutrientes como o nitrogênio, fósforo e outras substâncias prejudica a saúde, a qualidade de vida e o ambiente , diz o texto.
O investimento na despoluição de bacias hidrográficas é apontado como um dos fatores preponderantes para a melhoria da qualidade das águas. São enumerados ainda investimentos no monitoramento da qualidade das águas, em programas relacionados à prevenção de cheias e também em programas como de educação ambiental, sanitária e educação para a saúde.
Vulnerabilidade urbana – Uma das principais fontes de vulnerabilidade urbana, a questão da drenagem tem preocupado especialistas devido à sua gestão inadequada, o que traz como consequências o comprometimento das fontes de abastecimento pela contaminação dos mananciais superficiais e subterrâneos, erosão e produção de sólidos, inundações urbanas e um ciclo de contaminação.
Pela Lei do Saneamento (nº 11.445/2007), que define as diretrizes do saneamento básico, a gestão das águas pluviais é uma atribuição dos municípios. Essa gestão, no entanto, vem sendo feita de forma inadequada devido principalmente à fragmentação das responsabilidades, à falta de planejamento e à gestão por trechos e não por bacias.
A correta gestão das águas urbanas está intrinsecamente ligada ao uso correto do solo, que deveria se pautar pelos planos diretores. O que se constata na maioria das cidades é a proliferação de assentamentos informais e sem obediência aos planos diretores, a alta densidade de ocupação no espaço, a ocupação de áreas de risco e a urbanização sem infraestrutura sustentável resultando em impacto sobre a própria população. Essa prática continuada, leva, entre outras consequências, ao desaparecimento dos rios urbanos, pois a pressão e exploração do espaço pressionam para que os rios sejam cobertos ou desapareçam.
As boas práticas no manejo das águas pluviais têm por base princípios modernos e sustentáveis que levam em consideração a preservação dos mecanismos naturais de escoamento na implementação urbana, a visão de gestão da bacia hidrográfica e o tratamento do esgoto sanitário e da qualidade das águas pluviais. A gestão integrada, entendida como interdisciplinar e intersetorial dos componentes das águas urbanas, é uma condição necessária para que os resultados atendam as condições do desenvolvimento sustentável urbano.
Recuperação das bacias hidrográficas – Dentro do Ministério do Meio Ambiente, a recuperação e preservação das bacias hidrográficas do Alto Paraguai e da Bacia do São Francisco estão entre as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SHRU) no programa intersetorial voltado ao uso e conservação de recursos hídricos. Na bacia do Alto Paraguai, a prioridade é a revitalização de sete sub-bacias, entre elas, a do rio Taquari, ação considerada de vital importância a recuperação da bacia do Alto Paraguai.
Uma iniciativa que vem sendo implementada no local é a instalação de uma rede de viveiros para a produção de mudas. A elaboração do macrozoneamento das Áreas de Preservação Ambiental (APA) das nascentes do rio Paraguai junto com a sensibilização e mobilização da comunidade local, com o objetivo de promover a educação ambiental são ações adicionais que fazem parte do processo de recuperação daquela bacia.
No processo de recuperação da Bacia do São Francisco, também vem sendo desenvolvidas ações de conservação, recuperação e manejo do solo e da água em microbacias, com ações de recuperação de áreas degradadas na APA das nascentes, levantamento florístico, implantação de viveiros, plantio de mudas e monitoramento da água.
Para este projeto, a SHRU está investindo na instalação de um Centro de Referência Integrado. Ele será responsável por articular inter e intra institucionalmente as atividades de pesquisa e estudos sobre o Rio São Francisco. No local estão sendo promovidos cursos de capacitação para gestores, produtores e técnicos que atuam na região e ações de educação ambiental que garantam o princípio da transversalidade entre as ações do Governo Federal.
Uma novidade no processo de recuperação da bacia é a implementação de um sistema de monitoramento ambiental que vai quantificar em quilômetros quadrados o desmatamento e gerar polígonos de indicativos de desmatamento recentes.
Dentro do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas em Situação de Vulnerabilidade e Degradação Ambiental, o MMA promoveu a abertura de Chamada Pública para seleção de Práticas Inovadoras em Revitalização de Bacias Hidrográficas. O objetivo foi o de constituir uma base de dados com experiências práticas, inovadoras e eficientes, que contribuam para a revitalização de bacias hidrográficas e que servirão de modelo para outras regiões do País.
Responderam à Chamada municípios brasileiros, instituições públicas e privadas de pesquisa e tecnologia, organizações sem fins lucrativos. Os 26 participantes selecionados relataram experiências nas áreas de Educação Ambiental; Conservação e Recuperação de solos; Água e Biodiversidade; e Turismo e Agricultura Sustentável.
ZEE – O Programa de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) possui importante papel no Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. O ZEE da Bacia do São Francisco tem por objetivo implantar um sistema integrado de informações georreferenciadas e um banco de dados da Bacia, ampliando as atividades de monitoramento e fiscalização ambiental e estimulando a implementação de instrumentos de ordenamento territorial.
O ZEE da Bacia do São Francisco deverá se integrar aos projetos do Programa ZEE para a região Nordeste, especialmente com o do Bioma Caatinga, além dos demais programas e ações governamentais desenvolvidos na área da bacia.
Parques fluviais – Dez municípios integrantes da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco já vêm sendo beneficiados com ações que fazem parte do Projeto Parque Fluvial, lançado em 2009, e que tem por objetivo conservar e preservar bacias hidrográficas no âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas em Situação de Vulnerabilidade e Degradação Ambiental.
O projeto tem por objetivo incentivar a percepção comunitária da situação em que se encontram os rios com os quais a população se relaciona cotidianamente a partir do incentivo ao ecoturismo, à educação ambiental, à cultura, ao lazer, ao esporte e à proteção da biodiversidade.
O que se pretende é contribuir para o aumento da quantidade e qualidade de água na área de intervenção; o fortalecimento dos corredores verdes, a restauração da biodiversidade e a defensa do clima, evitando a degradação dos rios e dando continuidade, sustentabilidade e visibilidade às ações desenvolvidas pelo projeto. As atividades desenvolvidas em um determinado trecho do rio, localizado no município, devem se tornar modelo facilmente adaptável e/ou replicável em outras áreas. A finalidade é que a população faça usos nobres dos rios como atividades de recreação, lazer, esporte e contemplação.
Os municípios que fazem parte do projeto são: Pirapora (MG), Bom Jesus da Lapa (BA), Barreiras (BA), Xique-Xique (BA), Piranhas (AL), Propriá (SE), Januária (MG), Juazeiro/Petrolina (BA/PE) e Penedo (AL).
Água Doce – Para tentar resolver o problema de acesso à água de qualidade, o MMA vem implementando programas regionais. Um deles é o Programa Água Doce (PAD). Desde que foi lançado, em 2004, o PAD já beneficiou mais de 96 mil pessoas, de 68 localidades de sete estados do semiárido brasileiro. Até o momento, foram investidos cerca de R$ 7,2 milhões em parcerias com empresas e instituições como a Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e recursos próprios do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Carente de recursos hídricos, o Nordeste tem no programa Água Doce uma alternativa para a obtenção de água potável e para o desenvolvimento de atividades de cultura de peixes.
O Programa Água Doce é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo MMA, e está presente em 11 núcleos estaduais, tendo capacitado mais de 500 técnicos nos estados onde está presente. O programa tem por objetivo o estabelecimento de uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano. Para tanto, promove e disciplina a implantação, a recuperação e a gestão de sistemas de dessalinização ambiental para o atendimento prioritário às populações de baixa renda que residem em localidades rurais difusas do semiárido brasileiro.
Além da garantia do abastecimento de água no semiárido, no momento, estão sendo desenvolvidas pesquisas na área de nutrição animal, piscicultura e cultivo da erva sal visando o aperfeiçoamento e otimização dos sistemas produtivos. Fazem parte do semiárido os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.
O Água Doce é considerado uma medida de adaptação e mitigação dos possíveis efeitos das mudanças climáticas. Estudos indicam que a variabilidade climática na região poderá aumentar, acentuando a ocorrência de eventos extremos como estiagens mais severas e também cheias, afetando a disponibilidade hídrica na região afetada.
Águas subterrâneas - Ainda é considerado pequeno o nível de conhecimento sobre a quantidade e qualidade das águas subterrâneas no Brasil. Por isso mesmo, a SHRU com parceiros inter e intra institucionais, vem incrementando, por meio de estudos e pesquisas, o aumento do conhecimento hidrológico e implantando um sistema de monitoramento para este tipo de recurso natural. Estes estudos envolvem pesquisas específicas para um maior conhecimento e o monitoramento dos aquíferos de abrangência transfronteiriça e interestadual. Este conhecimento é fundamental para a criação de mecanismos de gestão integradas destes aquíferos.
Para ampliar os conhecimentos técnicos básicos, desenvolver a base legal e institucional para a correta gestão das águas subterrâneas, o MMA lançou o Programa Nacional de Águas Subterrâneas (PNAS).
O Plano, que faz parte do Plano Nacional de Recursos Hídricos estabelece e orienta a política para a água subterrânea. A água subterrânea é um recursos estratégico principalmente para o consumo humano e um dos principais objetivos da política é o de preservar o recurso natural do ponto de vista econômico, social e ambiental. As águas subterrâneas são de domínio dos estados e o plano traça diretrizes de cooperação entre os entes federados.
Também estão sendo realizados estudos e projetos em escala local com o objetivo de conhecer especialmente os aquíferos localizados em regiões metropolitanas onde a água subterrânea constitui relevante manancial para o abastecimento público.
De acordo com a Associação Brasileira de Água Subterrânea (Abas), a maior parte da água disponível no mundo encontra-se sob a terra. Como exemplo, é citado o caso do estado de São Paulo onde 80% dos municípios são total ou parcialmente abastecidos por águas subterrâneas. O recurso natural atende a uma população de mais de 5,5 milhões de habitantes.
Uma nova e recente descoberta vem ampliar ainda mais o poder brasileiro quando o assunto é disponibilidade de água. Trata-se do Aquífero Amazonas, um reservatório transfronteiriço de água subterrânea, que o Brasil, divide com o Equador, Venezuela, Bolívia, Colômbia, e Peru.
Sua extensão é de quase quatro milhões de quilômetros quadrados (3.950.000) sendo constituído pelas formações dos aquíferos Solimões, Içá e Alter do Chão. Com uma extensão três vezes maior que o aquífero Guarani, o Amazonas é uma conexão hidrogeológica, com grande potencialidade hídrica, mas ainda pouco conhecida.
Segundo dados da Gerência de Apoio ao Sistema de Água Subterrânea do Ministério do Meio Ambiente, a formação Alter do Chão participa no abastecimento das cidades brasileiras de Manaus, Belém, Santarém e da Ilha de Marajó. A utilização do Solimões é principalmente para o abastecimento doméstico, sendo fonte importante para a cidade de Rio Branco, no Acre. A formação Içá abastece a cidade de Caracaraí, no sul de Roraima.
Os estudos até agora realizados atestam que a qualidade química da água do Sistema Aquífero Amazonas é boa. Entretanto vem correndo risco de contaminação devido ao fato de em alguns locais ser raso o nível da água e pelo alto potencial de contaminação provocada por poços mal construídos, ausência/inadequação de proteção sanitária e carência de saneamento básico.
Além do Amazonas e do Guarani, o Brasil possui inúmeros outros sistemas transfronteiriços, todos eles com pouca ou, às vezes, nenhuma informação sobre eles. O mais estudado até o momento é o Aquífero Guarani com uma extensão de mais de um milhão de quilômetros quadrados, que o País divide com a Argentina, Paraguai e Uruguai.
(Fonte: MMA)
Desastres naturais mudam percepção sobre ambiente, diz estudo
O resultado já era esperado, mas até agora os cientistas não tinham pesquisas suficientes para provar isso.
Quem já sofreu com eventos climáticos extremos tem maior tendência a se preocupar com o aquecimento global e a poupar energia.
Foi o que concluiu uma pesquisa feita com 1.822 pessoas em várias partes do Reino Unido, publicada esta semana na revista “Nature Climate Change”.
Segundo ela, as pessoas que enfrentaram enchentes e outros desastres naturais comumente associados ao aquecimento global ficam mais inclinadas a tentar evitá-lo, tomando medidas ativas, como a redução do uso de energia.
Inimigo íntimo – De acordo com vários cientistas sociais, a visão das consequências do aquecimento global como algo que acontece em locais muito distantes, ou mesmo daqui a muitos anos, acaba não motivando as pessoas a agir.
“Viver eventos climáticos extremos tem o potencial de mudar a maneira como as pessoas veem as mudanças climáticas, tornando-as mais reais e tangíveis e, finalmente, motivando-as a agir de forma mais sustentável”, diz Alexa Spence, da Universidade de Nottingham, chefe do trabalho.
Na última década, o Reino Unido enfrentou uma série de fortes tempestades, seguidas de grandes enchentes. Das pessoas que responderam ao questionário, 20% tinham vivido essa experiência recentemente.
O estudo revela que quem teve contato direto com as enchentes percebe o aquecimento global de forma significativamente diferente daqueles que nunca viveram essa realidade.
Em um resultado quase inesperado, essas pessoas também se mostraram mais confiantes em relação ao impacto de suas atitudes para evitar futuros desastres.
Assim, elas se disseram mais dispostas a realizar ações como diminuir a temperatura do termostato e evitar deixar aparelhos eletrônicos ligados quando não estivessem sendo usados.
Várias pesquisas semelhantes feitas em outras partes do mundo falharam em demonstrar essa ligação.
De acordo com um artigo crítico na mesma revista, isso aconteceu devido ao universo de pessoas avaliadas, que não teria sido amplo e representativo o suficiente. No caso da atual pesquisa, isso não aconteceria, o que tornaria o atual resultado bastante confiável.
Cientistas das universidades de Nottingham e de Cardiff, que conduziram o trabalho, dizem esperar que as novas informações descobertas no trabalho possam ser usadas para criar campanhas e estratégias de engajamento mais eficazes contra o aquecimento global.
(Fonte: Folha.com)
Quem já sofreu com eventos climáticos extremos tem maior tendência a se preocupar com o aquecimento global e a poupar energia.
Foi o que concluiu uma pesquisa feita com 1.822 pessoas em várias partes do Reino Unido, publicada esta semana na revista “Nature Climate Change”.
Segundo ela, as pessoas que enfrentaram enchentes e outros desastres naturais comumente associados ao aquecimento global ficam mais inclinadas a tentar evitá-lo, tomando medidas ativas, como a redução do uso de energia.
Inimigo íntimo – De acordo com vários cientistas sociais, a visão das consequências do aquecimento global como algo que acontece em locais muito distantes, ou mesmo daqui a muitos anos, acaba não motivando as pessoas a agir.
“Viver eventos climáticos extremos tem o potencial de mudar a maneira como as pessoas veem as mudanças climáticas, tornando-as mais reais e tangíveis e, finalmente, motivando-as a agir de forma mais sustentável”, diz Alexa Spence, da Universidade de Nottingham, chefe do trabalho.
Na última década, o Reino Unido enfrentou uma série de fortes tempestades, seguidas de grandes enchentes. Das pessoas que responderam ao questionário, 20% tinham vivido essa experiência recentemente.
O estudo revela que quem teve contato direto com as enchentes percebe o aquecimento global de forma significativamente diferente daqueles que nunca viveram essa realidade.
Em um resultado quase inesperado, essas pessoas também se mostraram mais confiantes em relação ao impacto de suas atitudes para evitar futuros desastres.
Assim, elas se disseram mais dispostas a realizar ações como diminuir a temperatura do termostato e evitar deixar aparelhos eletrônicos ligados quando não estivessem sendo usados.
Várias pesquisas semelhantes feitas em outras partes do mundo falharam em demonstrar essa ligação.
De acordo com um artigo crítico na mesma revista, isso aconteceu devido ao universo de pessoas avaliadas, que não teria sido amplo e representativo o suficiente. No caso da atual pesquisa, isso não aconteceria, o que tornaria o atual resultado bastante confiável.
Cientistas das universidades de Nottingham e de Cardiff, que conduziram o trabalho, dizem esperar que as novas informações descobertas no trabalho possam ser usadas para criar campanhas e estratégias de engajamento mais eficazes contra o aquecimento global.
(Fonte: Folha.com)
Histórico do Código Florestal
Desde que foi criado, durante o governo de Getúlio Vargas, o Código Florestal Brasileiro já passou por sete alterações. Por meio do Decreto 23.793/34, o primeiro código instituído estabeleceu, entre outros pontos, o conceito de florestas protetoras. Embora semelhante ao atual conceito das Áreas de Preservação Permanente (APPs), o decreto não previa as distâncias mínimas para a proteção dessas áreas.
A atual legislação, Lei 4.771/65, estabeleceu limitações ao direito de propriedade no que se refere ao uso e exploração do solo e das florestas. O texto criou a previsão para Áreas de Preservação Permanente (APPs.) E, posteriormente, após alteração feita em 1986, para áreas de Reserva Legal (RL.).
Medidas provisórias Em 1996, a primeira de uma série de medidas provisórias editadas para alterar o código restringiu a abertura de novas áreas em florestas. As Mps, embora não tenham aumentado a área de reserva legal, passaram a permitir o desmatamento de apenas 20% nas regiões de floresta. E, a partir da MP 2.080/00, a reserva legal em áreas de floresta passou a ser de 80%.
Dois anos depois, o código passa a incorporar a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), transformando diversas infrações administrativas em crimes. A mudança permitiu que os órgãos de fiscalização ambiental pudessem aplicar pesadas multas aos infratores.
Reserva legal e APPs A última alteração no atual código foi feita em 2001 e redefiniu os conceitos de reserva legal e de área de preservação permanente. Pelo texto, o tamanho mínimo da reserva legal passou a depender do tipo de vegetação existente e da localização da propriedade. No bioma Amazônia, o mínimo é de 80%. No Cerrado Amazônico, 35%. Para as demais regiões e biomas, 20%.
No caso das APP’s, o novo texto passou a considerar a faixa marginal dos cursos d’água cobertos ou não por vegetação e, nas pequenas propriedades ou posse rural familiar, ficou definido que podem ser computados no cálculo da área de reserva legal os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br
A atual legislação, Lei 4.771/65, estabeleceu limitações ao direito de propriedade no que se refere ao uso e exploração do solo e das florestas. O texto criou a previsão para Áreas de Preservação Permanente (APPs.) E, posteriormente, após alteração feita em 1986, para áreas de Reserva Legal (RL.).
Medidas provisórias Em 1996, a primeira de uma série de medidas provisórias editadas para alterar o código restringiu a abertura de novas áreas em florestas. As Mps, embora não tenham aumentado a área de reserva legal, passaram a permitir o desmatamento de apenas 20% nas regiões de floresta. E, a partir da MP 2.080/00, a reserva legal em áreas de floresta passou a ser de 80%.
Dois anos depois, o código passa a incorporar a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98), transformando diversas infrações administrativas em crimes. A mudança permitiu que os órgãos de fiscalização ambiental pudessem aplicar pesadas multas aos infratores.
Reserva legal e APPs A última alteração no atual código foi feita em 2001 e redefiniu os conceitos de reserva legal e de área de preservação permanente. Pelo texto, o tamanho mínimo da reserva legal passou a depender do tipo de vegetação existente e da localização da propriedade. No bioma Amazônia, o mínimo é de 80%. No Cerrado Amazônico, 35%. Para as demais regiões e biomas, 20%.
No caso das APP’s, o novo texto passou a considerar a faixa marginal dos cursos d’água cobertos ou não por vegetação e, nas pequenas propriedades ou posse rural familiar, ficou definido que podem ser computados no cálculo da área de reserva legal os plantios de árvores frutíferas ornamentais ou industriais.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br
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