No período de 21 a 24 de novembro será realizado em Bauru, o I Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, no Obeid Plaza Hotel. O evento é promovido pelo IBEAS – Instituto Brasileiro de Estudos Ambientais.
São esperados cerca de 500 congressistas, de várias partes do Brasil, para discutir as questões ambientais. Participam do evento, profissionais de nível superior e estudantes que atuam na área ambiental, além de pesquisadores de universidades que atuam na área ambiental.
O evento consistirá da apresentação de trabalhos técnicos, com apresentações orais e em posters. Também haverá a realização de mesas-redondas e palestras sobre assuntos ambientais. Para o coordenador técnico do Congresso, Eng Carlos Alberto Ferreira Rino, “trata-se de uma grande oportunidade de debatermos temas importantes, como a nova política nacional de resíduos sólidos”.
Estão previstas mesas-redondas e palestras enfocando vários temas ambientais (vide abaixo) durante o Congresso. O Eng Rino destaca as mesas-redondas sobre Gestão Ambiental, Gestão de Áreas Verdes e de Resíduos Sólidos, todas realizadas no período da tarde. Destaca também, “as palestras sobre Rotulagem Ambiental, realizada pela ABNT, sobre os programas ambientais da Petrobras e da Lwart e sobre Licenciamento Ambiental.
http://www.jcnet.com.br/detalhe_politica.php?codigo=196282
sábado, 20 de novembro de 2010
Mudança climática pode provocar invernos mais frios, afirma estudo
As mudanças climáticas poderão levar a invernos mais frios nas regiões do norte do planeta, de acordo com um estudo do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto sobre o Clima publicado nesta terça-feira (16).
O principal autor do estudo, Vladimir Petoukhov, afirma que a diminuição do gelo marinho no Ártico oriental causa aquecimento regional dos níveis inferiores da atmosfera e pode levar a anomalias nas correntes atmosféricas, deflagrando um resfriamento geral dos continentes do norte.
“Essas anomalias podem triplicar a probabilidade de extremos de inverno frio na Europa e no norte da Ásia”, disse ele. “Invernos severos recentes, como o do ano passado ou o de 2005/2006, não são conflitantes com o painel do aquecimento global, mas suplementares.”
Petoukhov, cujo estudo se chama “Um elo entre a redução do gelo marinho de Barents-Kara e os extremos frios do inverno nos continentes do norte”, disse em um comunicado que o aquecimento do ar sobre o Mar de Barents-Kara parecia levar ventos frios invernais para a Europa.
“Isso não é o que se esperaria”, afirmou Petoukhov. “Quem quer que pense que a retração de um gelo marinho distante não o afete pode estar errado.”
O painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o aumento das temperaturas globais trará mais enchentes, secas, ondas de calor e a elevação do nível dos oceanos.
(Fonte: G1)
O principal autor do estudo, Vladimir Petoukhov, afirma que a diminuição do gelo marinho no Ártico oriental causa aquecimento regional dos níveis inferiores da atmosfera e pode levar a anomalias nas correntes atmosféricas, deflagrando um resfriamento geral dos continentes do norte.
“Essas anomalias podem triplicar a probabilidade de extremos de inverno frio na Europa e no norte da Ásia”, disse ele. “Invernos severos recentes, como o do ano passado ou o de 2005/2006, não são conflitantes com o painel do aquecimento global, mas suplementares.”
Petoukhov, cujo estudo se chama “Um elo entre a redução do gelo marinho de Barents-Kara e os extremos frios do inverno nos continentes do norte”, disse em um comunicado que o aquecimento do ar sobre o Mar de Barents-Kara parecia levar ventos frios invernais para a Europa.
“Isso não é o que se esperaria”, afirmou Petoukhov. “Quem quer que pense que a retração de um gelo marinho distante não o afete pode estar errado.”
O painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que o aumento das temperaturas globais trará mais enchentes, secas, ondas de calor e a elevação do nível dos oceanos.
(Fonte: G1)
Câncer de próstata revela suas múltiplas personalidades
Câncer não é uma doença única
Cada câncer é uma doença diferente, com características totalmente peculiares. Esta é uma das principais razões pelas quais é tão difícil encontrar uma cura para o problema que afeta uma quantidade crescente de pessoas.
E a dificuldade parece ser ainda maior no caso do câncer de próstata.
Cientistas do Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos, descobriram que mesmo o câncer de próstata não é uma doença única, como se acreditava até agora.
A boa notícia é que os vários fatores que parecem influir na doença podem ser medidos e, no futuro, destruídos por terapias direcionadas especificamente a cada um deles.
Os resultados do estudo foram publicados na edição online da revista Genome Research.
Fusão de genes
A equipe liderada pelo Dr. Mark Rubin, identificou mutações secundárias que fazem com que alguns tipos de células cancerosas da próstata tornem-se letais.
A equipe acredita que sua descoberta levará a melhores exames para detecção do câncer de próstata, evitando que milhares de homens submetam-se a biópsias desnecessárias, e permitirá a criação de tratamentos mais específicos e individualizados para cada caso.
Esta pesquisa é um prosseguimento do trabalho do Dr. Arul Chinnaiyan, da Universidade de Michigan, que relatou a primeira evidência de que as fusões entre gene - genes híbridos formados a partir de dois genes anteriormente separados desempenham um papel significativo no câncer de próstata - veja Descoberta molécula associada à forma mais agressiva do câncer de próstata.
Na época, sabia-se que as fusões genéticas podiam fazer surgir cânceres no sangue, mas sua detecção em tumores sólidos era muito rara.
No novo trabalho, o Dr. Rubin e seus colegas relatam indícios de que as fusões de genes no câncer de próstata são suscetíveis a mutações secundárias.
Tratamentos personalizados
Esta nova observação dá mais sustentação à ideia de que os cânceres agressivos precisam acumular múltiplas mutações - veja Mutações genéticas individuais são lentas demais para causar câncer.
Com esta informação, os médicos podem ser capazes de diagnosticar e combater os tumores potencialmente letais.
"No futuro, essas fusões, específicas para determinados tipos de câncer de próstata, poderão ajudar os médicos a prescrever tratamentos personalizados para seus pacientes," diz o Dr. Rubin. "Este é um passo importante rumo às terapias específicas dirigidas a variantes individuais de câncer, e nossa esperança é estes resultados ajudarão os médicos a diagnosticar doenças específicas de um paciente."
Redação do Diário da Saúde
Cada câncer é uma doença diferente, com características totalmente peculiares. Esta é uma das principais razões pelas quais é tão difícil encontrar uma cura para o problema que afeta uma quantidade crescente de pessoas.
E a dificuldade parece ser ainda maior no caso do câncer de próstata.
Cientistas do Weill Cornell Medical College, nos Estados Unidos, descobriram que mesmo o câncer de próstata não é uma doença única, como se acreditava até agora.
A boa notícia é que os vários fatores que parecem influir na doença podem ser medidos e, no futuro, destruídos por terapias direcionadas especificamente a cada um deles.
Os resultados do estudo foram publicados na edição online da revista Genome Research.
Fusão de genes
A equipe liderada pelo Dr. Mark Rubin, identificou mutações secundárias que fazem com que alguns tipos de células cancerosas da próstata tornem-se letais.
A equipe acredita que sua descoberta levará a melhores exames para detecção do câncer de próstata, evitando que milhares de homens submetam-se a biópsias desnecessárias, e permitirá a criação de tratamentos mais específicos e individualizados para cada caso.
Esta pesquisa é um prosseguimento do trabalho do Dr. Arul Chinnaiyan, da Universidade de Michigan, que relatou a primeira evidência de que as fusões entre gene - genes híbridos formados a partir de dois genes anteriormente separados desempenham um papel significativo no câncer de próstata - veja Descoberta molécula associada à forma mais agressiva do câncer de próstata.
Na época, sabia-se que as fusões genéticas podiam fazer surgir cânceres no sangue, mas sua detecção em tumores sólidos era muito rara.
No novo trabalho, o Dr. Rubin e seus colegas relatam indícios de que as fusões de genes no câncer de próstata são suscetíveis a mutações secundárias.
Tratamentos personalizados
Esta nova observação dá mais sustentação à ideia de que os cânceres agressivos precisam acumular múltiplas mutações - veja Mutações genéticas individuais são lentas demais para causar câncer.
Com esta informação, os médicos podem ser capazes de diagnosticar e combater os tumores potencialmente letais.
"No futuro, essas fusões, específicas para determinados tipos de câncer de próstata, poderão ajudar os médicos a prescrever tratamentos personalizados para seus pacientes," diz o Dr. Rubin. "Este é um passo importante rumo às terapias específicas dirigidas a variantes individuais de câncer, e nossa esperança é estes resultados ajudarão os médicos a diagnosticar doenças específicas de um paciente."
Redação do Diário da Saúde
Cientistas avançam rumo a uma vacina contra o câncer
Anti-vacina
Eles ainda não descobriram uma vacina para o câncer, mas cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram uma das razões pelas quais as tentativas anteriores para aproveitar o sistema imunológico para o tratamento de tumores cancerosos falharam.
A nova pesquisa, publicada na revista Science, revela que um tipo de célula do estroma, que expressa a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP), desempenha um papel importante na supressão da resposta imunológica na presença dos tumores cancerosos.
Essas células, presentes em muitos tipos de câncer, restringem o uso de vacinas e outras terapias que dependem do sistema imunológico do corpo para contra-atacar o câncer.
Terapias imunológicas
Os cientistas confirmaram que a destruição dessas células permite que o sistema imunológico controle um tumor previamente sem controle.
"Encontrar as células específicas, dentro da complexa mistura do câncer, que impedem a reação imunológica, é um passo importante. O prosseguimento dos estudos, sobre como essas células exercem seus efeitos, pode contribuir para a melhoria das terapias imunológicas, permitindo-nos remover a barreira do câncer," explica Douglas Fearon, coordenador da pesquisa.
As vacinas criadas para induzir o sistema imunológico a atacar as células cancerosas têm mostrado certa capacidade para ativar uma resposta imunológica no corpo, mas, inexplicavelmente, elas praticamente não afetam o crescimento dos tumores.
Imunologistas que se especializaram em tumores têm suspeitas de que, dentro do microambiente tumoral, a atividade de células do sistema imunológico é suprimida de alguma forma.
Mas, até agora, eles têm sido incapazes de inverter essa supressão.
A nova pesquisa lança as primeiras luzes sobre por que a resposta imune é suprimida.
Estroma
O estudo constatou que pelo menos um componente supressor está contido dentro de células de tecido normal (chamadas de células do estroma) que o câncer usa para sua própria sobrevivência.
A célula agora estudada expressa uma proteína única, muitas vezes associada com a cicatrização de ferimentos - a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP). As células que expressam a FAP são encontradas em muitos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama e o câncer colorretal.
"Estes estudos foram feitos em camundongos e, embora haja muita sobreposição entre o sistema imunológico humano e dos camundongos, nós não sabemos a importância destas descobertas para os seres humanos até que sejamos capazes de interromper a função das células do estroma tumorais expressando FAP em pacientes com câncer," alerta o professor Fearon.
Redação do Diário da Saúde
Eles ainda não descobriram uma vacina para o câncer, mas cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriram uma das razões pelas quais as tentativas anteriores para aproveitar o sistema imunológico para o tratamento de tumores cancerosos falharam.
A nova pesquisa, publicada na revista Science, revela que um tipo de célula do estroma, que expressa a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP), desempenha um papel importante na supressão da resposta imunológica na presença dos tumores cancerosos.
Essas células, presentes em muitos tipos de câncer, restringem o uso de vacinas e outras terapias que dependem do sistema imunológico do corpo para contra-atacar o câncer.
Terapias imunológicas
Os cientistas confirmaram que a destruição dessas células permite que o sistema imunológico controle um tumor previamente sem controle.
"Encontrar as células específicas, dentro da complexa mistura do câncer, que impedem a reação imunológica, é um passo importante. O prosseguimento dos estudos, sobre como essas células exercem seus efeitos, pode contribuir para a melhoria das terapias imunológicas, permitindo-nos remover a barreira do câncer," explica Douglas Fearon, coordenador da pesquisa.
As vacinas criadas para induzir o sistema imunológico a atacar as células cancerosas têm mostrado certa capacidade para ativar uma resposta imunológica no corpo, mas, inexplicavelmente, elas praticamente não afetam o crescimento dos tumores.
Imunologistas que se especializaram em tumores têm suspeitas de que, dentro do microambiente tumoral, a atividade de células do sistema imunológico é suprimida de alguma forma.
Mas, até agora, eles têm sido incapazes de inverter essa supressão.
A nova pesquisa lança as primeiras luzes sobre por que a resposta imune é suprimida.
Estroma
O estudo constatou que pelo menos um componente supressor está contido dentro de células de tecido normal (chamadas de células do estroma) que o câncer usa para sua própria sobrevivência.
A célula agora estudada expressa uma proteína única, muitas vezes associada com a cicatrização de ferimentos - a proteína alfa de ativação dos fibroblastos (FAP). As células que expressam a FAP são encontradas em muitos tipos de câncer, incluindo o câncer de mama e o câncer colorretal.
"Estes estudos foram feitos em camundongos e, embora haja muita sobreposição entre o sistema imunológico humano e dos camundongos, nós não sabemos a importância destas descobertas para os seres humanos até que sejamos capazes de interromper a função das células do estroma tumorais expressando FAP em pacientes com câncer," alerta o professor Fearon.
Redação do Diário da Saúde
Por que alguns medicamentos não funcionam?
Polimorfismos
Um dos maiores gargalos da indústria farmacêutica está no controle dos polimorfismos nos medicamentos, a tendência de uma substância se cristalizar em diferentes estados.
A sua presença em um mesmo fármaco pode alterar algumas propriedades físico-químicas da substância, como a solubilidade, afetando o seu perfil de dissolução.
Quando não controlados, os polimorfismos podem interferir no efeito terapêutico, não produzindo a ação esperada.
Mas uma pesquisa realizada no Instituto de Química da Unicamp propõe uma nova metodologia que, com a ajuda da espectroscopia Raman, é capaz de identificar os polimorfos, ou tipo de cristais, presentes nos fármacos, de maneira a melhorar a etapa de controle de qualidade.
Quimiometria
O método, que também utiliza a quimiometria - o uso de conceitos matemáticos e computacionais para extrair informação da técnica espectroscópica que usa luz - se mostrou mais eficiente e mais simples que os disponíveis no mercado.
O químico Werickson Fortunato de Carvalho Rocha realizou a parte experimental de sua pesquisa com dois fármacos fornecidos pelo SUS, a carbamazepina, um antipsicótico epilético, e o piroxicam, um anti-inflamatório.
O trabalho teve orientação de Ronei Jesus Poppi, que coordena linha de pesquisa sobre controle de qualidade de fármacos e quimiometria.
Os primeiros resultados se mostraram encorajadores. A expectativa é de que essa metodologia em breve entre em escala comercial, uma vez que ela se mostrou eficaz no controle desse problema reincidente da indústria farmacêutica brasileira.
Por que alguns remédios não funcionam
Se controlados os polimorfismos, enfatiza Rocha, eles podem possibilitar insumos com características diferenciadas, modificações necessárias no processo produtivo e fabricação de medicamentos de melhor qualidade.
Em geral, o polimorfismo ocorre quando o comprimido é sintetizado, expõe Rocha, e quando é produzido. Dependendo de sua cristalização - como essa estrutura está organizada - ele pode, ou não, desencadear o efeito desejado. Se variar a pressão ao longo da sua confecção, por exemplo, poderão ser criadas moléculas diferentes do ponto de vista de polimorfismo, limitando a ação terapêutica.
Supondo-se que haja uma mesma molécula e o seu polimorfo A, que faz o efeito esperado para curar determinada doença, quando este fármaco está sendo produzido e é feita a compressão para torná-lo comprimido, pode acontecer que esse polimorfo se transforme em um polimorfo B. Se isso ocorrer, talvez ele não promova o efeito desejado.
Poppi afirma que se o cristal tiver a forma indesejada, ao invés de agulha, prisma, ou vice-versa, isso significa que o fármaco não surtirá efeito, mesmo contendo o princípio ativo.
Nem sempre, diz, o comprimido está na forma cristalina almejada: agulha, quando os cristais são bem fininhos; prismática, quando assumem a forma de prisma; ou metagulha, quando têm uma forma intermediária entre agulha e prismática. "Em outras palavras, o efeito do remédio depende da sua forma.
"Ainda não se encontrou uma maneira de driblar de vez o problema do polimorfismo. As empresas, quando compram matéria-prima para o fármaco, se veem às voltas com esta questão, daí o mérito de empregar esta nova metodologia. "Seria uma contribuição social, no sentido de melhorar o padrão do remédio no mercado, e econômica, por representar redução do tempo das análises", acredita Rocha.
O seu estudo, salienta, contribui para verificar a distribuição dos polimórficos nas diferentes formulações farmacêuticas e gerou até agora publicações de peso em duas revistas internacionais - no Microchemical Journal e no Chemometrics and Intelligent Laboratory Systems (Chemolab).
A carbamazepina, por exemplo, tem quatro formas polimórficas, ou seja, ela pode se cristalizar de quatro maneiras distintas. A forma 3, prismática, conta Rocha, é a mais desejada no produto final que vai para o consumidor. É ela que dá o efeito do remédio. "Mas, quando retém umidade, começa a se transformar e então o prisma se torna uma agulha. Assim é preciso controlar o processo para que a umidade do ambiente não seja responsável por esta transformação, prejudicando o consumidor", adverte Poppi.
Fracionamento dos medicamentos
Outra questão, sobre a qual Rocha também se debruçou em sua pesquisa, igualmente importante, é que existem muitas pessoas que precisam fracionar o medicamento, dividindo-o em partes.
Para isso, é preciso ter certeza de que o polimorfo esteja distribuído por igual em todo medicamento. Se não estiver, o princípio ativo ficará consolidado somente de um lado.
Dessa forma, quando a pessoa toma o medicamento, ela pode correr o risco de ingerir uma alta dosagem, por consumir a parte que concentrou o princípio ativo. Se ingerir outra parte, pode não estar tomando nada, deixando de gozar das benesses do fármaco.
Assim foi realizado um mapeamento das formas polimórficas no medicamento utilizando a espectroscopia de imagem, que fornece informações sobre a distribuição de cada composto na sua superfície.
Com o uso dessa metodologia, pôde-se verificar se o polimorfo está distribuído uniformemente, pois mediante a visualização química desses cristais observa-se se de fato o medicamento está em condições ideais de consumo, principalmente quando prescrito o seu fracionamento pelo médico.
Espectroscopia Raman
A espectroscopia Raman tem como base medir o espalhamento de luz (laser) que, incidida sobre a amostra do medicamento, proporciona informações acerca dos compostos presentes no comprimido, avaliando se estão na forma desejada.
É necessário, neste caso, aliar o tratamento de dados usando a quimiometria, constata o pesquisador.
O efeito Raman baseia-se no espalhamento de luz e foi descoberto por um físico indiano que recebeu, em 1930, o Nobel da Física por sua descoberta.
Rocha utilizou-se desse efeito para realizar o estudo de polimorfismo em medicamentos distribuídos na rede de saúde pública. Uma das sacadas do método proposto por Rocha e seu orientador é que ele não usa solventes tóxicos ou outros tipos de materiais para a sua análise.
Simplesmente o comprimido é levado até o espectrômetro e avalia-se a sua interação com o espalhamento da luz. "Também não é preciso comprar reagentes para fazer este trabalho", informa Rocha.
Frutos do trabalho
Em decorrência do estudo de Rocha, ele conseguiu ingressar como pesquisador no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmetro), no Rio de Janeiro. Lá ele pretende desenvolver materiais de referência certificados (MRC) para o polimorfismo desses fármacos, provendo laboratórios no Brasil na área farmacêutica.
A ideia é ter materiais que possam ser usados como padrão, além de garantir a qualidade de processos. "Estes itens são fundamentais para assegurar a confiabilidade metrológica dos polimorfos nos medicamentos nacionais. Além disso, é bem possível que a metodologia gere uma patente no Brasil", sinaliza.
A tese resultou, há pouco, na concessão do prêmio de primeiro colocado para Rocha na sessão de pôsteres do Congresso Chimiometrie2009, realizado em Paris, França, conferido pelo Centre de Competence em Chimie et Toxicologie Analytiques. O pesquisador recebeu uma importância em dinheiro e um software comercial para ser utilizado no Laqqa.
Para Poppi, a importância do estudo do seu orientando está no seu ineditismo, pois cada vez mais são fabricados medicamentos genéricos no país, e a inserção de novas metodologias para melhorar o controle de qualidade de fármacos vem sendo uma busca constante.
"A metodologia também pode ser útil para o estudo do tamanho de partículas e detecção de interferências em processo de qualidade na indústria farmacêutica", assinala Poppi. Por outro lado, ele ressalva que a cristalização só serve para medicamentos sólidos.
Isabel Gardenal - Jornal da Unicamp
Um dos maiores gargalos da indústria farmacêutica está no controle dos polimorfismos nos medicamentos, a tendência de uma substância se cristalizar em diferentes estados.
A sua presença em um mesmo fármaco pode alterar algumas propriedades físico-químicas da substância, como a solubilidade, afetando o seu perfil de dissolução.
Quando não controlados, os polimorfismos podem interferir no efeito terapêutico, não produzindo a ação esperada.
Mas uma pesquisa realizada no Instituto de Química da Unicamp propõe uma nova metodologia que, com a ajuda da espectroscopia Raman, é capaz de identificar os polimorfos, ou tipo de cristais, presentes nos fármacos, de maneira a melhorar a etapa de controle de qualidade.
Quimiometria
O método, que também utiliza a quimiometria - o uso de conceitos matemáticos e computacionais para extrair informação da técnica espectroscópica que usa luz - se mostrou mais eficiente e mais simples que os disponíveis no mercado.
O químico Werickson Fortunato de Carvalho Rocha realizou a parte experimental de sua pesquisa com dois fármacos fornecidos pelo SUS, a carbamazepina, um antipsicótico epilético, e o piroxicam, um anti-inflamatório.
O trabalho teve orientação de Ronei Jesus Poppi, que coordena linha de pesquisa sobre controle de qualidade de fármacos e quimiometria.
Os primeiros resultados se mostraram encorajadores. A expectativa é de que essa metodologia em breve entre em escala comercial, uma vez que ela se mostrou eficaz no controle desse problema reincidente da indústria farmacêutica brasileira.
Por que alguns remédios não funcionam
Se controlados os polimorfismos, enfatiza Rocha, eles podem possibilitar insumos com características diferenciadas, modificações necessárias no processo produtivo e fabricação de medicamentos de melhor qualidade.
Em geral, o polimorfismo ocorre quando o comprimido é sintetizado, expõe Rocha, e quando é produzido. Dependendo de sua cristalização - como essa estrutura está organizada - ele pode, ou não, desencadear o efeito desejado. Se variar a pressão ao longo da sua confecção, por exemplo, poderão ser criadas moléculas diferentes do ponto de vista de polimorfismo, limitando a ação terapêutica.
Supondo-se que haja uma mesma molécula e o seu polimorfo A, que faz o efeito esperado para curar determinada doença, quando este fármaco está sendo produzido e é feita a compressão para torná-lo comprimido, pode acontecer que esse polimorfo se transforme em um polimorfo B. Se isso ocorrer, talvez ele não promova o efeito desejado.
Poppi afirma que se o cristal tiver a forma indesejada, ao invés de agulha, prisma, ou vice-versa, isso significa que o fármaco não surtirá efeito, mesmo contendo o princípio ativo.
Nem sempre, diz, o comprimido está na forma cristalina almejada: agulha, quando os cristais são bem fininhos; prismática, quando assumem a forma de prisma; ou metagulha, quando têm uma forma intermediária entre agulha e prismática. "Em outras palavras, o efeito do remédio depende da sua forma.
"Ainda não se encontrou uma maneira de driblar de vez o problema do polimorfismo. As empresas, quando compram matéria-prima para o fármaco, se veem às voltas com esta questão, daí o mérito de empregar esta nova metodologia. "Seria uma contribuição social, no sentido de melhorar o padrão do remédio no mercado, e econômica, por representar redução do tempo das análises", acredita Rocha.
O seu estudo, salienta, contribui para verificar a distribuição dos polimórficos nas diferentes formulações farmacêuticas e gerou até agora publicações de peso em duas revistas internacionais - no Microchemical Journal e no Chemometrics and Intelligent Laboratory Systems (Chemolab).
A carbamazepina, por exemplo, tem quatro formas polimórficas, ou seja, ela pode se cristalizar de quatro maneiras distintas. A forma 3, prismática, conta Rocha, é a mais desejada no produto final que vai para o consumidor. É ela que dá o efeito do remédio. "Mas, quando retém umidade, começa a se transformar e então o prisma se torna uma agulha. Assim é preciso controlar o processo para que a umidade do ambiente não seja responsável por esta transformação, prejudicando o consumidor", adverte Poppi.
Fracionamento dos medicamentos
Outra questão, sobre a qual Rocha também se debruçou em sua pesquisa, igualmente importante, é que existem muitas pessoas que precisam fracionar o medicamento, dividindo-o em partes.
Para isso, é preciso ter certeza de que o polimorfo esteja distribuído por igual em todo medicamento. Se não estiver, o princípio ativo ficará consolidado somente de um lado.
Dessa forma, quando a pessoa toma o medicamento, ela pode correr o risco de ingerir uma alta dosagem, por consumir a parte que concentrou o princípio ativo. Se ingerir outra parte, pode não estar tomando nada, deixando de gozar das benesses do fármaco.
Assim foi realizado um mapeamento das formas polimórficas no medicamento utilizando a espectroscopia de imagem, que fornece informações sobre a distribuição de cada composto na sua superfície.
Com o uso dessa metodologia, pôde-se verificar se o polimorfo está distribuído uniformemente, pois mediante a visualização química desses cristais observa-se se de fato o medicamento está em condições ideais de consumo, principalmente quando prescrito o seu fracionamento pelo médico.
Espectroscopia Raman
A espectroscopia Raman tem como base medir o espalhamento de luz (laser) que, incidida sobre a amostra do medicamento, proporciona informações acerca dos compostos presentes no comprimido, avaliando se estão na forma desejada.
É necessário, neste caso, aliar o tratamento de dados usando a quimiometria, constata o pesquisador.
O efeito Raman baseia-se no espalhamento de luz e foi descoberto por um físico indiano que recebeu, em 1930, o Nobel da Física por sua descoberta.
Rocha utilizou-se desse efeito para realizar o estudo de polimorfismo em medicamentos distribuídos na rede de saúde pública. Uma das sacadas do método proposto por Rocha e seu orientador é que ele não usa solventes tóxicos ou outros tipos de materiais para a sua análise.
Simplesmente o comprimido é levado até o espectrômetro e avalia-se a sua interação com o espalhamento da luz. "Também não é preciso comprar reagentes para fazer este trabalho", informa Rocha.
Frutos do trabalho
Em decorrência do estudo de Rocha, ele conseguiu ingressar como pesquisador no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmetro), no Rio de Janeiro. Lá ele pretende desenvolver materiais de referência certificados (MRC) para o polimorfismo desses fármacos, provendo laboratórios no Brasil na área farmacêutica.
A ideia é ter materiais que possam ser usados como padrão, além de garantir a qualidade de processos. "Estes itens são fundamentais para assegurar a confiabilidade metrológica dos polimorfos nos medicamentos nacionais. Além disso, é bem possível que a metodologia gere uma patente no Brasil", sinaliza.
A tese resultou, há pouco, na concessão do prêmio de primeiro colocado para Rocha na sessão de pôsteres do Congresso Chimiometrie2009, realizado em Paris, França, conferido pelo Centre de Competence em Chimie et Toxicologie Analytiques. O pesquisador recebeu uma importância em dinheiro e um software comercial para ser utilizado no Laqqa.
Para Poppi, a importância do estudo do seu orientando está no seu ineditismo, pois cada vez mais são fabricados medicamentos genéricos no país, e a inserção de novas metodologias para melhorar o controle de qualidade de fármacos vem sendo uma busca constante.
"A metodologia também pode ser útil para o estudo do tamanho de partículas e detecção de interferências em processo de qualidade na indústria farmacêutica", assinala Poppi. Por outro lado, ele ressalva que a cristalização só serve para medicamentos sólidos.
Isabel Gardenal - Jornal da Unicamp
Brasil usará satélite japonês para monitorar Amazônia
Gilberto Câmara e Keiji Tachikawa assinaram em Tóquio, nesta semana, uma carta de intenções para a utilização de dados do satélite japonês ALOS (Advanced Land Observing Satellite).
Gilberto é diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e Tachikawa é presidente da Agência Aeroespacial do Japão (Jaxa).
Vendo através das nuvens
O satélite ALOS, ou DAICHI, em japonês, foi lançado em 2006, e tem como característica de destaque a capacidade de observar o solo mesmo em dias nublados.
Isto é possível graças ao seu principal instrumento, o radar PALSAR (phased array type L-band synthetic aperture radar), com uma antena de 8,9 x 3,1 metros.
A parceria vai agregar a tecnologia de observação através das nuvens à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo Inpe.
Observação da Amazônia
Os dados do ALOS serão utilizados sobretudo no monitoramento para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento (REDD).
O Inpe já vem utilizando dados do PALSAR em estudos na Amazônia. Com o novo acordo, o Brasil receberá as imagens de alta resolução captadas pelo PALSAR e os cruzará com dados coletados localmente, na superfície, para checar a precisão da observação do satélite.
Além do encontro com o presidente da Jaxa, o diretor do Inpe cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Redação do Site Inovação Tecnológica
Gilberto é diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT) e Tachikawa é presidente da Agência Aeroespacial do Japão (Jaxa).
Vendo através das nuvens
O satélite ALOS, ou DAICHI, em japonês, foi lançado em 2006, e tem como característica de destaque a capacidade de observar o solo mesmo em dias nublados.
Isto é possível graças ao seu principal instrumento, o radar PALSAR (phased array type L-band synthetic aperture radar), com uma antena de 8,9 x 3,1 metros.
A parceria vai agregar a tecnologia de observação através das nuvens à experiência brasileira no monitoramento de florestas tropicais, que está sendo levada a outros países por meio dos cursos de capacitação técnica oferecidos pelo Inpe.
Observação da Amazônia
Os dados do ALOS serão utilizados sobretudo no monitoramento para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação em Países em Desenvolvimento (REDD).
O Inpe já vem utilizando dados do PALSAR em estudos na Amazônia. Com o novo acordo, o Brasil receberá as imagens de alta resolução captadas pelo PALSAR e os cruzará com dados coletados localmente, na superfície, para checar a precisão da observação do satélite.
Além do encontro com o presidente da Jaxa, o diretor do Inpe cumpre em Tóquio compromissos com representantes do Ministério das Relações Exteriores do Japão para debater assuntos como mudanças climáticas e políticas espaciais.
Redação do Site Inovação Tecnológica
Bactérias viram minifábricas de vacinas e biocombustíveis
Cientistas das universidades de Kent e da College Cork, no Reino Unido, usaram a engenharia genética para forçar bactérias simples a criaram compartimentos internos que as tornam capazes de produzir virtualmente qualquer composto químico que se deseje, de biocombustíveis a vacinas.
Os microcompartimentos chegam a ocupar quase 70 por cento do espaço disponível em uma célula de bactéria, possibilitando a segregação das atividades metabólicas - potencialmente, o organismo torna-se especializado em produzir um determinado composto.
Biologia sintética do bem
Esta é a chamada biologia sintética que, se de um lado, é altamente promissora, de outro tem levantado sérias preocupações sobre o que o homem pode fazer manipulando a vida em tal intensidade. Tanto que a maioria dos cientistas da área já se apressa em se enquadrar em uma pretensa categoria de "biologia sintética do bem".
"A biologia sintética é realmente excitante porque nós podemos produzir alguns produtos importantes e úteis que podem ser difíceis e caros demais para se fabricar usando as técnicas tradicionais da química," afirma o professor Martin Warren, coordenador da pesquisa.
"As bactérias podem produzir essas coisas com muita facilidade e em grandes quantidades se desenvolvermos bactérias com as características certas para fazer tudo de forma eficiente.
"O que nós frequentemente fazemos é nos certificarmos de que o produto desejado seja feito dentro de um ou mais compartimentos minúsculos que já existem no interior das bactérias. Isso significa que o processo não será interrompido ou retardado pelo que está acontecendo [normalmente] na célula, e assim o processo é muito mais eficiente," explica o cientista.
Biofábricas
Já os microcompartimentos nas bactérias geneticamente modificadas poderão ser projetados para a síntese do etanol ou até do hidrogênio, o que poderia reduzir a necessidade de muitos produtos derivados do petróleo, incluindo certos medicamentos.
A equipe do professor Warren está atualmente desenvolvendo formas de produzir novos antibióticos dentro destes compartimentos.
"Usando esses compartimentos, as bactérias E.coli podem criar produtos químicos que normalmente seriam letais para elas. As bactérias são parcialmente protegidas porque os produtos químicos estão sendo feitos no interior de compartimentos dentro de suas células. Estamos trabalhando em maneiras de usar essas 'fábricas' para produzir substâncias que irão matar outras bactérias nocivas," diz Michael Prentice, coautor da pesquisa.
http://www.inovacaotecnologica.com.br
Os microcompartimentos chegam a ocupar quase 70 por cento do espaço disponível em uma célula de bactéria, possibilitando a segregação das atividades metabólicas - potencialmente, o organismo torna-se especializado em produzir um determinado composto.
Biologia sintética do bem
Esta é a chamada biologia sintética que, se de um lado, é altamente promissora, de outro tem levantado sérias preocupações sobre o que o homem pode fazer manipulando a vida em tal intensidade. Tanto que a maioria dos cientistas da área já se apressa em se enquadrar em uma pretensa categoria de "biologia sintética do bem".
"A biologia sintética é realmente excitante porque nós podemos produzir alguns produtos importantes e úteis que podem ser difíceis e caros demais para se fabricar usando as técnicas tradicionais da química," afirma o professor Martin Warren, coordenador da pesquisa.
"As bactérias podem produzir essas coisas com muita facilidade e em grandes quantidades se desenvolvermos bactérias com as características certas para fazer tudo de forma eficiente.
"O que nós frequentemente fazemos é nos certificarmos de que o produto desejado seja feito dentro de um ou mais compartimentos minúsculos que já existem no interior das bactérias. Isso significa que o processo não será interrompido ou retardado pelo que está acontecendo [normalmente] na célula, e assim o processo é muito mais eficiente," explica o cientista.
Biofábricas
Já os microcompartimentos nas bactérias geneticamente modificadas poderão ser projetados para a síntese do etanol ou até do hidrogênio, o que poderia reduzir a necessidade de muitos produtos derivados do petróleo, incluindo certos medicamentos.
A equipe do professor Warren está atualmente desenvolvendo formas de produzir novos antibióticos dentro destes compartimentos.
"Usando esses compartimentos, as bactérias E.coli podem criar produtos químicos que normalmente seriam letais para elas. As bactérias são parcialmente protegidas porque os produtos químicos estão sendo feitos no interior de compartimentos dentro de suas células. Estamos trabalhando em maneiras de usar essas 'fábricas' para produzir substâncias que irão matar outras bactérias nocivas," diz Michael Prentice, coautor da pesquisa.
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Médicos testam células-tronco para tratar derrame
Médicos escoceses injetaram células-tronco no cérebro de um paciente como parte do primeiro teste clínico para testar a segurança desse tratamento em pessoas que sofreram derrame.
O pesquisador Keith Muir, do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, disse que a cirurgia, feita em um homem de 60 anos, foi bem-sucedida. O paciente já deixou o hospital.
De acordo com a universidade, ele será acompanhado por dois anos, assim como as outras 12 pessoas que ainda vão participar do teste.
O procedimento envolve a injeção de células-tronco no cérebro de pacientes para reparar áreas lesadas por um derrame isquêmico – causado pelo bloqueio do fluxo de sangue no cérebro.
Assim, espera-se melhorar funções mentais e físicas.
As células usadas nesse teste são de fetos humanos, o que suscitou críticas à pesquisa.
(Fonte: Folha.com)
O pesquisador Keith Muir, do Instituto de Neurociência e Psicologia da Universidade de Glasgow, disse que a cirurgia, feita em um homem de 60 anos, foi bem-sucedida. O paciente já deixou o hospital.
De acordo com a universidade, ele será acompanhado por dois anos, assim como as outras 12 pessoas que ainda vão participar do teste.
O procedimento envolve a injeção de células-tronco no cérebro de pacientes para reparar áreas lesadas por um derrame isquêmico – causado pelo bloqueio do fluxo de sangue no cérebro.
Assim, espera-se melhorar funções mentais e físicas.
As células usadas nesse teste são de fetos humanos, o que suscitou críticas à pesquisa.
(Fonte: Folha.com)
EUA conduzem primeiro teste em humanos de vacina contra malária
Cientistas do Exército americano estão conduzindo os primeiros testes em seres humanos de uma vacina para a forma mais comum de malária, causada pelo protozoário Plasmodium vivax.
A vacina, desenvolvida no Instituto de Pesquisa Walter Reed do Exército americano, nas proximidades de Washington, consiste em uma proteína que estimula o sistema imunológico do organismo, ativando suas defesas naturais contra a doença, uma das mais mortíferas do mundo.
Vinte e oito voluntários receberam doses da vacina por meses e, no início de novembro, foram infectados pelo mosquito transmissor da doença. Os cientistas acreditam que em uma semana poderão avaliar se o teste foi um sucesso.
Até hoje não foi possível encontrar uma vacina para a doença por causa da capacidade do parasita de se modificar rapidamente para se adaptar aos hospedeiros humanos.
Motivação – Os voluntários recebem alguns milhares de dólares para participar dos testes, mas muitos dizem que a motivação principal é ajudar no desenvolvimento da ciência.
‘Meu pai era médico e sempre soube que, para avançar, a ciência necessita de testes em humanos’, disse uma das voluntárias, a médica Mengee Shan.
“Sendo uma pessoa da ciência, sentia que precisaria repensar minha carreira se não pudesse me dedicar a algo como isto, especialmente se pretendo pedir para que outros participem em meus projetos médicos”, completa.
Essa forma de malária infecta cerca de 300 milhões de pessoas anualmente.
Outra variante da malária, o Plasmodium falciparum, endêmica na África, é mais mortal, mas menos comum.
Mosquitos – Para o teste, os voluntários foram picados por mosquitos com malária trazidos da Tailândia.
Cerca de 10 dias após as picadas, alguns começaram a apresentar sintomas da doença.
“Começou com uma dor de cabeça, depois um mal estar generalizado durante o dia. Passei a sentir dor em meus globos oculares e a ter uma grande sensibilidade para o frio ou o calor. Eu suava e tinha calafrios à noite. Era como uma gripe muito forte”, disse o médico do Exército americano Joseph Civitello.
Ele faz parte de outro grupo de voluntários. Estes não receberam a vacina, mas foram picados pelos mosquitos para garantir que todos os participantes do estudo fossem infectados.
Contrair de propósito uma das doenças mais letais do mundo foi “sem dúvida, uma loucura”, diz ele.
“Foi estranho porque sabia que ficaria doente. Felizmente estou em um quarto de hotel com médicos e enfermeiros próximos e não em alguma missão ao ar livre”, afirma.
Os voluntários são monitorados 24 horas por dia em um hotel no Estado de Maryland, próximo de Washington.
Os cientistas dizem que levará outra semana ainda antes que possam dizer se o teste foi um sucesso ou fracasso. A vacina pode ser completamente eficiente em alguns casos ou oferecer proteção parcial em outros.
De qualquer modo, os resultados devem ser usados para o aprimoramento de vacinas no futuro.
(Fonte: G1)
A vacina, desenvolvida no Instituto de Pesquisa Walter Reed do Exército americano, nas proximidades de Washington, consiste em uma proteína que estimula o sistema imunológico do organismo, ativando suas defesas naturais contra a doença, uma das mais mortíferas do mundo.
Vinte e oito voluntários receberam doses da vacina por meses e, no início de novembro, foram infectados pelo mosquito transmissor da doença. Os cientistas acreditam que em uma semana poderão avaliar se o teste foi um sucesso.
Até hoje não foi possível encontrar uma vacina para a doença por causa da capacidade do parasita de se modificar rapidamente para se adaptar aos hospedeiros humanos.
Motivação – Os voluntários recebem alguns milhares de dólares para participar dos testes, mas muitos dizem que a motivação principal é ajudar no desenvolvimento da ciência.
‘Meu pai era médico e sempre soube que, para avançar, a ciência necessita de testes em humanos’, disse uma das voluntárias, a médica Mengee Shan.
“Sendo uma pessoa da ciência, sentia que precisaria repensar minha carreira se não pudesse me dedicar a algo como isto, especialmente se pretendo pedir para que outros participem em meus projetos médicos”, completa.
Essa forma de malária infecta cerca de 300 milhões de pessoas anualmente.
Outra variante da malária, o Plasmodium falciparum, endêmica na África, é mais mortal, mas menos comum.
Mosquitos – Para o teste, os voluntários foram picados por mosquitos com malária trazidos da Tailândia.
Cerca de 10 dias após as picadas, alguns começaram a apresentar sintomas da doença.
“Começou com uma dor de cabeça, depois um mal estar generalizado durante o dia. Passei a sentir dor em meus globos oculares e a ter uma grande sensibilidade para o frio ou o calor. Eu suava e tinha calafrios à noite. Era como uma gripe muito forte”, disse o médico do Exército americano Joseph Civitello.
Ele faz parte de outro grupo de voluntários. Estes não receberam a vacina, mas foram picados pelos mosquitos para garantir que todos os participantes do estudo fossem infectados.
Contrair de propósito uma das doenças mais letais do mundo foi “sem dúvida, uma loucura”, diz ele.
“Foi estranho porque sabia que ficaria doente. Felizmente estou em um quarto de hotel com médicos e enfermeiros próximos e não em alguma missão ao ar livre”, afirma.
Os voluntários são monitorados 24 horas por dia em um hotel no Estado de Maryland, próximo de Washington.
Os cientistas dizem que levará outra semana ainda antes que possam dizer se o teste foi um sucesso ou fracasso. A vacina pode ser completamente eficiente em alguns casos ou oferecer proteção parcial em outros.
De qualquer modo, os resultados devem ser usados para o aprimoramento de vacinas no futuro.
(Fonte: G1)
PEC que inclui Pampa na lista de biomas protegidos pela Constituição é aprovada
Foi aprovada nesta quarta-feira (17) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal a PEC nº 05/ 2009, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que inclui a região do Pampa na lista de biomas protegidos pela Constituição. Agora a matéria será encaminhada à discussão pelo plenário da casa e deve passar ainda por dois turnos de votação.
No início do ano, o Senado também aprovou a PEC que inclui o Cerrado e a Caatinga como áreas prioritárias para conservação em âmbito constitucional. A PEC do Cerrado/Caatinga já está tramitando na Câmara dos Deputados.
(Fonte: MMA)
No início do ano, o Senado também aprovou a PEC que inclui o Cerrado e a Caatinga como áreas prioritárias para conservação em âmbito constitucional. A PEC do Cerrado/Caatinga já está tramitando na Câmara dos Deputados.
(Fonte: MMA)
200 milhões de refugiados ambientais até 2050
Conselho Português para os Refugiados dedica congresso aos deslocados pelas alterações climáticas. É hoje, na Gulbenkian.
O clima está a mudar: cheias, vagas de calor, secas, subidas do nível do mar. E obriga as pessoas a deixarem as suas casas, na maioria em África e na mais extrema pobreza. A ONU calcula que existirão 200 milhões de "refugiados ambientais" até 2050. Portugal é um país de acolhimento e não está livre das secas.
O Conselho Português para os Refugiados (CPR) dedica o IX Congresso hoje na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, ao debate do impacto das mudanças do clima nas populações. No encontro "Refugiados e deslocados ambientais: o lado humano das alterações climáticas" participam ambientalistas, cientistas, peritos nas ciências sociais e organizações não governamentais de direitos humanos.
Mas, se a ONU fala em 200 milhões de "refugiados ambientais" até 2050, a verdade é que ainda se discute este conceito. "O conceito surgiu, sobretudo, numa discussão política. O termo refugiado está associado a perseguições políticas e aos conflitos armados. Discute-se se não deverá ser alargado aos problemas decorrentes das alterações climáticas", começa por explicar o sociólogo Francisco Costa. "Outra questão é saber se podemos falar em refugiados ambientais nas deslocações internas ou se apenas devemos usar essa designação nos fluxos internacionais", interroga. E, no seu entender, não se pode utilizar a palavra quando se trata de migrações internas.
A discussão em torno dos refugiados ambientais é, também, uma forma de alertar as pessoas para os impactos das alterações climáticas no futuro das populações. E há territórios que vão deixar de existir se o aquecimento global não for travado.
"Há certas regiões particularmente vulneráveis e há pessoas que estão a deslocar-se das suas casas, nomeadamente nas ilhas do Pacífico. São muito baixas e correm o risco de ficarem submersas com a subida do nível do mar. O fenómeno também provoca deslocações no Bangladesh e no delta do Nilo", diz Filipe Duarte Santos, investigador na área do ambiente e das alterações climáticas, um dos intervenientes no congresso.
O cientista sublinha que sempre existiram fenómenos climáticos, nomeadamente inundações; o que começa a ser mais frequente são os fenómenos climáticos extremos. Ondas de calor, como aconteceu este Verão na Rússia, ou inundações, como recentemente na Tailândia.
E só há duas formas de responder às alterações climáticas, diz Filipe Duarte Santos, a mitigação - redução das emissões de gás e do efeito de estufa; ou a adaptação a um clima que está a mudar, nomeadamente, para garantir condições de sobrevivência às populações mais vulneráveis.
Cátia Silva, da Amnistia Internacional Portugal, participará no painel "Desenvolvimento de estratégias de mitigação das alterações climáticas" para falar na perspectiva do apoio que pode ser dado às populações.
"Estes problemas ocorrem nos países menos desenvolvidos e com pessoas que já vivem numa situação de pobreza, agravando a situação. E, muitas vezes, as associações humanitárias não conseguem chegar a essas pessoas, a não ser as catástrofes mediatizadas como a do Haiti", explica Cátia Silva. "É importante questionar o que provoca essas alterações e o que é responsável pelo facto de as pessoas viverem nessa situação", argumenta.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1711685
O clima está a mudar: cheias, vagas de calor, secas, subidas do nível do mar. E obriga as pessoas a deixarem as suas casas, na maioria em África e na mais extrema pobreza. A ONU calcula que existirão 200 milhões de "refugiados ambientais" até 2050. Portugal é um país de acolhimento e não está livre das secas.
O Conselho Português para os Refugiados (CPR) dedica o IX Congresso hoje na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, ao debate do impacto das mudanças do clima nas populações. No encontro "Refugiados e deslocados ambientais: o lado humano das alterações climáticas" participam ambientalistas, cientistas, peritos nas ciências sociais e organizações não governamentais de direitos humanos.
Mas, se a ONU fala em 200 milhões de "refugiados ambientais" até 2050, a verdade é que ainda se discute este conceito. "O conceito surgiu, sobretudo, numa discussão política. O termo refugiado está associado a perseguições políticas e aos conflitos armados. Discute-se se não deverá ser alargado aos problemas decorrentes das alterações climáticas", começa por explicar o sociólogo Francisco Costa. "Outra questão é saber se podemos falar em refugiados ambientais nas deslocações internas ou se apenas devemos usar essa designação nos fluxos internacionais", interroga. E, no seu entender, não se pode utilizar a palavra quando se trata de migrações internas.
A discussão em torno dos refugiados ambientais é, também, uma forma de alertar as pessoas para os impactos das alterações climáticas no futuro das populações. E há territórios que vão deixar de existir se o aquecimento global não for travado.
"Há certas regiões particularmente vulneráveis e há pessoas que estão a deslocar-se das suas casas, nomeadamente nas ilhas do Pacífico. São muito baixas e correm o risco de ficarem submersas com a subida do nível do mar. O fenómeno também provoca deslocações no Bangladesh e no delta do Nilo", diz Filipe Duarte Santos, investigador na área do ambiente e das alterações climáticas, um dos intervenientes no congresso.
O cientista sublinha que sempre existiram fenómenos climáticos, nomeadamente inundações; o que começa a ser mais frequente são os fenómenos climáticos extremos. Ondas de calor, como aconteceu este Verão na Rússia, ou inundações, como recentemente na Tailândia.
E só há duas formas de responder às alterações climáticas, diz Filipe Duarte Santos, a mitigação - redução das emissões de gás e do efeito de estufa; ou a adaptação a um clima que está a mudar, nomeadamente, para garantir condições de sobrevivência às populações mais vulneráveis.
Cátia Silva, da Amnistia Internacional Portugal, participará no painel "Desenvolvimento de estratégias de mitigação das alterações climáticas" para falar na perspectiva do apoio que pode ser dado às populações.
"Estes problemas ocorrem nos países menos desenvolvidos e com pessoas que já vivem numa situação de pobreza, agravando a situação. E, muitas vezes, as associações humanitárias não conseguem chegar a essas pessoas, a não ser as catástrofes mediatizadas como a do Haiti", explica Cátia Silva. "É importante questionar o que provoca essas alterações e o que é responsável pelo facto de as pessoas viverem nessa situação", argumenta.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1711685
“Garimpeiros urbanos” buscam ouro no lixo eletrônico
Melhores tecnologias e regras ambientais mais exigentes reduziram o ciclo de vida de muitos aparelhos eletrônicos – e geraram uma indústria de lixo eletrônico que deve triplicar para US$ 15 bilhões nos próximos cinco anos.
Para as maiores empresas de gestão de resíduos – Waste Management, Waste Connections, Republic Services e IESI-BFC -o lixo eletrônico é apenas uma fração dos resíduos sólidos com que lidam.
Mas muitas estão se esforçando para crescer no setor.
“É uma parte pequena do negócio, mas pode crescer ao longo do tempo”, disse o analista da Morningstar Bradley Meeks.
A Waste Management, maior empresa do setor nos EUA, opera 200 centros de coleta de reciclagem de produtos eletrônico e planeja ter pontos de coleta em todo o país. Dos 8 centros que opera, três vêm de aquisições da companhia.
“Esperamos crescer ativamente neste setor e continuamos avaliando ambas as oportunidades orgânicas e de aquisição”, disse o vice-presidente de reciclagem e marketing da Waste Management, Matt Coz.
Neste momento em que a China – que produz mais de 90% dos metais de terras-raras do mundo, usados em lasers, supercondutores, computadores e muito mais – tem dificultado acordos sobre exportações, aumentou o interesse pela extração de metais preciosos de lixo eletrônico – algo conhecido como garimpo urbano.
Metais recuperados do lixo eletrônico são desde ouro, prata, cobre e alumínio até metais mais raros, como platina, gálio, índio e paládio.
Os metais mais preciosos são encontrados em CPUs, celulares e servidores, segundo John Shegerian, presidente-executivo da Electronic Recyclers International, uma das maiores recicladoras privadas de produtos eletrônicos.
(Fonte: Folha.com)
Para as maiores empresas de gestão de resíduos – Waste Management, Waste Connections, Republic Services e IESI-BFC -o lixo eletrônico é apenas uma fração dos resíduos sólidos com que lidam.
Mas muitas estão se esforçando para crescer no setor.
“É uma parte pequena do negócio, mas pode crescer ao longo do tempo”, disse o analista da Morningstar Bradley Meeks.
A Waste Management, maior empresa do setor nos EUA, opera 200 centros de coleta de reciclagem de produtos eletrônico e planeja ter pontos de coleta em todo o país. Dos 8 centros que opera, três vêm de aquisições da companhia.
“Esperamos crescer ativamente neste setor e continuamos avaliando ambas as oportunidades orgânicas e de aquisição”, disse o vice-presidente de reciclagem e marketing da Waste Management, Matt Coz.
Neste momento em que a China – que produz mais de 90% dos metais de terras-raras do mundo, usados em lasers, supercondutores, computadores e muito mais – tem dificultado acordos sobre exportações, aumentou o interesse pela extração de metais preciosos de lixo eletrônico – algo conhecido como garimpo urbano.
Metais recuperados do lixo eletrônico são desde ouro, prata, cobre e alumínio até metais mais raros, como platina, gálio, índio e paládio.
Os metais mais preciosos são encontrados em CPUs, celulares e servidores, segundo John Shegerian, presidente-executivo da Electronic Recyclers International, uma das maiores recicladoras privadas de produtos eletrônicos.
(Fonte: Folha.com)
Sedentarismo eleva casos de mortes, alerta OMS
A tendência ao sedentarismo aumenta no mundo e já é responsável pela quarto maior fator de risco de mortalidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A ausência de uma disciplina de atividades físicas como causa mortis só perde para as doenças relacionadas ao aumento da pressão arterial, ao fumo e à glicemia elevada. Estudos mostram que várias doenças são atribuídas à falta de exercícios físicos regulares.
De acordo com os estudos, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas. As pesquisas foram feitas com três grupos distintos: crianças e adolescentes com idade de 5 a 17 anos, jovens e adultos com idade de 18 a 64 anos e homens e mulheres com mais de 65 anos.
Os pesquisadores concluíram que a tendência ao sedentarismo aumenta de forma global tanto nos países de renda elevada, quanto nos emergentes e pobres. Para a OMS, é fundamental alertar as populações sobre os benefícios dos exercícios físicos regulares. O ideal para quem não faz atividades físicas é começar de forma gradual e frequente.
A Organização Mundial da Saúde apelou ainda para que seja feita uma parceria entre os diversos setores e níveis dentro dos governos, da sociedade civil, das organizações não governamentais e do setor privado em favor da promoção e do estímulo das atividades físicas. De acordo com os especialistas, todas essas áreas têm “papel vital a desempenhar na construção de ambientes saudáveis” para garantia da qualidade de vida das sociedades.
(Fonte: Agência Brasil)
De acordo com os estudos, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como por 27% dos registros de diabetes e 30% das queixas de doenças cardíacas. As pesquisas foram feitas com três grupos distintos: crianças e adolescentes com idade de 5 a 17 anos, jovens e adultos com idade de 18 a 64 anos e homens e mulheres com mais de 65 anos.
Os pesquisadores concluíram que a tendência ao sedentarismo aumenta de forma global tanto nos países de renda elevada, quanto nos emergentes e pobres. Para a OMS, é fundamental alertar as populações sobre os benefícios dos exercícios físicos regulares. O ideal para quem não faz atividades físicas é começar de forma gradual e frequente.
A Organização Mundial da Saúde apelou ainda para que seja feita uma parceria entre os diversos setores e níveis dentro dos governos, da sociedade civil, das organizações não governamentais e do setor privado em favor da promoção e do estímulo das atividades físicas. De acordo com os especialistas, todas essas áreas têm “papel vital a desempenhar na construção de ambientes saudáveis” para garantia da qualidade de vida das sociedades.
(Fonte: Agência Brasil)
Novo exame de sangue prevê risco cardíaco
Pesquisadores americanos informaram nesta segunda-feira (15) que desenvolveram um exame de sangue capaz de prever risco cardíaco em adultos que parecem gozar de boa saúde.
O exame é uma versão mais avançada do teste já realizado em salas de emergência para determinar se um paciente com dor no peito está sofrendo um ataque do coração ou algum outro problema.
O novo exame pode ajudar a avaliar o risco de morte entre pessoas com mais de 65 anos que não apresentam sintomas de problemas cardíacos.
O teste mede o nível de troponina T, um marcador do processo biológico de morte celular ligado ao ataque cardíaco, destaca o estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).
O exame foi concebido após um longo estudo, no qual amostras de sangue de pacientes foram analisadas por mais de 18 anos. O marcador apareceu em dois terços das pessoas sem sintomas e com 65 anos ou mais.
“Acreditamos que quanto maior o nível de troponina, maior é o risco do indivíduo sofrer problema cardíaco ou óbito por causa cardiovascular nos próximos 10 a 15 anos”, disse Christopher de Filippi, da escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.
(Fonte: G1)
O exame é uma versão mais avançada do teste já realizado em salas de emergência para determinar se um paciente com dor no peito está sofrendo um ataque do coração ou algum outro problema.
O novo exame pode ajudar a avaliar o risco de morte entre pessoas com mais de 65 anos que não apresentam sintomas de problemas cardíacos.
O teste mede o nível de troponina T, um marcador do processo biológico de morte celular ligado ao ataque cardíaco, destaca o estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA).
O exame foi concebido após um longo estudo, no qual amostras de sangue de pacientes foram analisadas por mais de 18 anos. O marcador apareceu em dois terços das pessoas sem sintomas e com 65 anos ou mais.
“Acreditamos que quanto maior o nível de troponina, maior é o risco do indivíduo sofrer problema cardíaco ou óbito por causa cardiovascular nos próximos 10 a 15 anos”, disse Christopher de Filippi, da escola de Medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.
(Fonte: G1)
"Precisamos aprender a pressionar", diz ambientalista
Costa-riquenho Randall Arauz fala sobre a sua luta para acabar com a caça descontrolada de tubarões e critica a ausência de governança e as barbaridades cometidas nos oceanos diariamente Randall Arauz é um importante ativista contra a prática do finning (extração de barbatanas de tubarão), ganhador do prêmio Goldman Environmental Prize em São Francisco, na Califórnia, além de ser presidente do Programa Restauración de Tortugas Marinas (PRETOMA).
A questão do finning é um tema relativamente novo no Brasil, com muitas pessoas desconhecendo que essa prática cruel causa danos irreversíveis não apenas no país como ao redor do mundo nas decrescentes populações de tubarões.
Randall está na luta há mais de dez anos para conscientizar a população sobre o finning. Já em 2000, o ambientalista e a sua ONG costa-riquenha Pretoma fizeram um filme chocante sobre a prática, que ajudou muito para trazer a população para o seu lado em diversos protestos nos anos seguintes.
No contexto internacional ele também é extremamente ativo contribuindo para regulamentações importantes no âmbito das Nações Unidas que tentam controlar a pesca do tubarão. Uma das medidas mais difundidas chama-se ‘aletas aderidas’ em espanhol, ou barbatanas aderidas, que tanta evitar que os tubarões sejam capturados apenas pela barbatana e jogados no oceano para a morte certa.
Geralmente as pessoas enxergam os tubarões como predadores violentos, com muitos mitos irreais. Na realidade eles são uma das espécies marinhas mais ameaçadas de extinção e têm uma importância ecológica essencial no controle de outras espécies.
Um exemplo de conseqüência que se pensaria ser inusitada na extinção dos tubarões é o caso do desaparecimento dos mexilhões que acabou com a pesca artesanal na costa leste dos Estados Unidos. Descobriu-se que com o início da pesca do tubarão na década de 1980, e o seu colapso cinco ou seis anos depois, a população de arraias cresceu absurdamente. O principal alimento das arraias são os mexilhões.
Assim como as tartarugas, os tubarões são frágeis, pois vivem muito tempo (mais de 30 anos) e a sua maturação é tardia e quando se reproduzem as crias são em número reduzido. Assim, a próxima geração depende muito das condições dos adultos.
O finning é praticado ao redor do mundo, direcionado especialmente para o mercado asiático que vê a sopa de barbatanas como símbolo de prosperidade. Um kilo de barbatana chega a valer US$ 70 ao contrário do kilo da carne de tubarão que custa cerca de US$ 0,50, estimulando os pescadores a descartar o corpo do animal, segundo Randall.
A pesca do tubarão é discutida sob a UNCPOLOS (Informal Consultative Process on Oceans and the Law of the Sea), a Convenção sobre Espécies Migratórias, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) na e a Convenção Interamericana do Atum Tropical (CIAT). Esta última tem dados que demonstram que o finning vem crescendo com o passar dos anos, porém nunca fez nada para banir a prática.
Governança Global
Randall comentou que atualmente na Costa Rica o finning está teoricamente sendo controlado, porém que os barcos de Hong Kong apenas migram para os países vizinhos que não tem legislação adequada. Ele defende que é importante tratar do assunto a nível global, especialmente por que os tubarões são espécies migratórias e não ficam dentro das fronteiras de um determinado país.
Em uma época na qual os danos ambientais não respeitam fronteiras, como os recentes acidentes do vazamento de petróleo da BP no Golfo do México e da lama tóxica na Hungria, fica evidente que a política internacional é uma arma elementar na governança ambiental.
A população precisa se conscientizar da importância de exigir de seus governantes que seja representada de forma competente e acima de tudo transparente nas convenções e conferências internacionais, como na UNCPOLOS e na CIAT.
Randall esteve em Florianópolis na primeira semana de novembro para o II Simpósio Internacional de Direito Ambiental organizado pelo Instituto Justiça Ambiental (IJA).
José Truda Palazzo, um dos ambientalistas mais importantes e respeitados do Brasil, representante na Comissão Internacional da Baleia (CIB) até 2009, fundador e ex-diretor do Projeto Baleia Franca, enfatizou a necessidade de governança mundial dos oceanos.
A partir da Convenção do Mar em 1982, os oceanos passaram a ser regidos pela divisão entre as Zonas Econômicas Exclusivas, em princípio, uma linha situada a 200 milhas marítimas da costa, e grandes extensões sem jurisdição, ocupadas por tem poder de fogo.
Desta forma, a governança dos oceanos fica submetida às políticas de cada um dos países, ou de absolutamente ninguém e todos ao mesmo tempo. Esta bagunça generalizada resulta em um prejuízo enorme para a biodiversidade e em pouco tempo pode causar o colapso dos recursos pesqueiros, como já está acontecendo com espécies como o atum azul.
Para Truda, a situação do atum e do tubarão é igual a da baleia na época da caça generalizada do imenso mamífero. As estatísticas, inclusive da FAO, sobre as populações destes animais são presumidas, não demonstrando a realidade, o que torna impossível se saber o suficiente para determinar cotas de pesca. O panorama é desastroso.
Captura incidental
Outra questão preocupante, que precisa muito da colaboração da indústria pesqueira para funcionar, é o uso de instrumentos que impedem o bycatch, ou a captura incidental de animais que não são o foco da pesca.
“Cerca de 40% de todos os organismos vivos capturados na pesca são postos no lixo”, alerta Truda citando como exemplo a pesca marinha do camarão onde 80% do que é capturado são outros animais.
A fiscalização sobre o bycatch é insipiente e a colaboração do setor pesqueiro é menor ainda, segundo ele.
O que fazer?
Tanto Truda como Randall ressaltam que o que se tem a fazer é criar áreas marinhas protegidas para dar uma chance para que as populações se recuperem da pesca excessiva.
Grandes países oceânicos, como o arquipélago das Ilhas Kiribati no sudoeste do Oceano Pacífico, na Micronésia, estão aproveitando as vantagens do ecoturismo para proteger as suas águas. A República da Palau, um pequeno país insular da Micronésia, criou um Santuário de tubarões e mamíferos marinhos apesar da pressão japonesa para que o país o apóie nas discussões pesqueiras internacionais.
O Japão é o grande vilão mundial dos oceanos, sendo palco de escândalos e cenas de horror como o massacre dos Golfinhos em uma baía na cidade de Taiji demonstrado no documentário The Cove, vencedor em 2009 do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem.
No Brasil, nos últimos oito anos a criação de unidades de conservação se restringiu a categoria de uso sustentável ‘Reserva Extrativista’ (RESEX) e o país ainda possui menos de 1% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida.
“A governança global dos oceanos não existe, é um mito. Nós temos que pressionar os governos a atuarem”, enfatizou Truda.
A sociedade brasileira não tem cultura de pressão política para conservação do que nos é mais rico, a biodiversidade, e precisa acordar para o caminho sem volta que está tomando. Quem está no poder, lá está por que nós colocamos e além de tudo pagamos para que esteja, exija que o seu meio e a sua vida estejam sendo bem cuidados.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=726350
A questão do finning é um tema relativamente novo no Brasil, com muitas pessoas desconhecendo que essa prática cruel causa danos irreversíveis não apenas no país como ao redor do mundo nas decrescentes populações de tubarões.
Randall está na luta há mais de dez anos para conscientizar a população sobre o finning. Já em 2000, o ambientalista e a sua ONG costa-riquenha Pretoma fizeram um filme chocante sobre a prática, que ajudou muito para trazer a população para o seu lado em diversos protestos nos anos seguintes.
No contexto internacional ele também é extremamente ativo contribuindo para regulamentações importantes no âmbito das Nações Unidas que tentam controlar a pesca do tubarão. Uma das medidas mais difundidas chama-se ‘aletas aderidas’ em espanhol, ou barbatanas aderidas, que tanta evitar que os tubarões sejam capturados apenas pela barbatana e jogados no oceano para a morte certa.
Geralmente as pessoas enxergam os tubarões como predadores violentos, com muitos mitos irreais. Na realidade eles são uma das espécies marinhas mais ameaçadas de extinção e têm uma importância ecológica essencial no controle de outras espécies.
Um exemplo de conseqüência que se pensaria ser inusitada na extinção dos tubarões é o caso do desaparecimento dos mexilhões que acabou com a pesca artesanal na costa leste dos Estados Unidos. Descobriu-se que com o início da pesca do tubarão na década de 1980, e o seu colapso cinco ou seis anos depois, a população de arraias cresceu absurdamente. O principal alimento das arraias são os mexilhões.
Assim como as tartarugas, os tubarões são frágeis, pois vivem muito tempo (mais de 30 anos) e a sua maturação é tardia e quando se reproduzem as crias são em número reduzido. Assim, a próxima geração depende muito das condições dos adultos.
O finning é praticado ao redor do mundo, direcionado especialmente para o mercado asiático que vê a sopa de barbatanas como símbolo de prosperidade. Um kilo de barbatana chega a valer US$ 70 ao contrário do kilo da carne de tubarão que custa cerca de US$ 0,50, estimulando os pescadores a descartar o corpo do animal, segundo Randall.
A pesca do tubarão é discutida sob a UNCPOLOS (Informal Consultative Process on Oceans and the Law of the Sea), a Convenção sobre Espécies Migratórias, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) na e a Convenção Interamericana do Atum Tropical (CIAT). Esta última tem dados que demonstram que o finning vem crescendo com o passar dos anos, porém nunca fez nada para banir a prática.
Governança Global
Randall comentou que atualmente na Costa Rica o finning está teoricamente sendo controlado, porém que os barcos de Hong Kong apenas migram para os países vizinhos que não tem legislação adequada. Ele defende que é importante tratar do assunto a nível global, especialmente por que os tubarões são espécies migratórias e não ficam dentro das fronteiras de um determinado país.
Em uma época na qual os danos ambientais não respeitam fronteiras, como os recentes acidentes do vazamento de petróleo da BP no Golfo do México e da lama tóxica na Hungria, fica evidente que a política internacional é uma arma elementar na governança ambiental.
A população precisa se conscientizar da importância de exigir de seus governantes que seja representada de forma competente e acima de tudo transparente nas convenções e conferências internacionais, como na UNCPOLOS e na CIAT.
Randall esteve em Florianópolis na primeira semana de novembro para o II Simpósio Internacional de Direito Ambiental organizado pelo Instituto Justiça Ambiental (IJA).
José Truda Palazzo, um dos ambientalistas mais importantes e respeitados do Brasil, representante na Comissão Internacional da Baleia (CIB) até 2009, fundador e ex-diretor do Projeto Baleia Franca, enfatizou a necessidade de governança mundial dos oceanos.
A partir da Convenção do Mar em 1982, os oceanos passaram a ser regidos pela divisão entre as Zonas Econômicas Exclusivas, em princípio, uma linha situada a 200 milhas marítimas da costa, e grandes extensões sem jurisdição, ocupadas por tem poder de fogo.
Desta forma, a governança dos oceanos fica submetida às políticas de cada um dos países, ou de absolutamente ninguém e todos ao mesmo tempo. Esta bagunça generalizada resulta em um prejuízo enorme para a biodiversidade e em pouco tempo pode causar o colapso dos recursos pesqueiros, como já está acontecendo com espécies como o atum azul.
Para Truda, a situação do atum e do tubarão é igual a da baleia na época da caça generalizada do imenso mamífero. As estatísticas, inclusive da FAO, sobre as populações destes animais são presumidas, não demonstrando a realidade, o que torna impossível se saber o suficiente para determinar cotas de pesca. O panorama é desastroso.
Captura incidental
Outra questão preocupante, que precisa muito da colaboração da indústria pesqueira para funcionar, é o uso de instrumentos que impedem o bycatch, ou a captura incidental de animais que não são o foco da pesca.
“Cerca de 40% de todos os organismos vivos capturados na pesca são postos no lixo”, alerta Truda citando como exemplo a pesca marinha do camarão onde 80% do que é capturado são outros animais.
A fiscalização sobre o bycatch é insipiente e a colaboração do setor pesqueiro é menor ainda, segundo ele.
O que fazer?
Tanto Truda como Randall ressaltam que o que se tem a fazer é criar áreas marinhas protegidas para dar uma chance para que as populações se recuperem da pesca excessiva.
Grandes países oceânicos, como o arquipélago das Ilhas Kiribati no sudoeste do Oceano Pacífico, na Micronésia, estão aproveitando as vantagens do ecoturismo para proteger as suas águas. A República da Palau, um pequeno país insular da Micronésia, criou um Santuário de tubarões e mamíferos marinhos apesar da pressão japonesa para que o país o apóie nas discussões pesqueiras internacionais.
O Japão é o grande vilão mundial dos oceanos, sendo palco de escândalos e cenas de horror como o massacre dos Golfinhos em uma baía na cidade de Taiji demonstrado no documentário The Cove, vencedor em 2009 do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem.
No Brasil, nos últimos oito anos a criação de unidades de conservação se restringiu a categoria de uso sustentável ‘Reserva Extrativista’ (RESEX) e o país ainda possui menos de 1% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida.
“A governança global dos oceanos não existe, é um mito. Nós temos que pressionar os governos a atuarem”, enfatizou Truda.
A sociedade brasileira não tem cultura de pressão política para conservação do que nos é mais rico, a biodiversidade, e precisa acordar para o caminho sem volta que está tomando. Quem está no poder, lá está por que nós colocamos e além de tudo pagamos para que esteja, exija que o seu meio e a sua vida estejam sendo bem cuidados.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=726350
Ano Internacional da Biodiversidade é comemorado em São Paulo
Conferência sobre Ano Internacional da Biodiversidade acontece dia 23 de novembro com apoio da ONU e presença de autoridades, empresários, imprensa e acadêmicos.
O Instituto Humanitare realiza, no próximo dia 23 de novembro de 2010, a Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade 2010. O evento, que acontecerá no Clube Hebraico (Sala Marc Chagall), tem a cooperação do HSBC e da VALE, é voltado para autoridades, empresários, imprensa e acadêmicos e tem o apoio da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas.
A Conferência traz o olhar sobre sustentabilidade de empresas como Bosch, HSBC, Siemens e VALE, de entidades como o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), de consultorias como a McKinsey e do setor acadêmico (Universidade de São Paulo).
Estarão presentes no evento do dia 23 palestrantes como o Dr. Thomas Lovejoy, especialista em biodiversidade do Banco Mundial; a Embaixadora Vera Machado, Subsecretária Geral Política do Ministério das Relações Exteriores do Governo Brasileiro; a Sra. Cecília Martinez, Diretora Regional para América Latina e Caribe do ONU-HABITAT, entre outros. O patrono da Conferência é o Professor Emérito da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Paulo Nogueira-Neto.
A Conferência contará ainda com uma palestra do Professor John Malin, Presidente do Comitê do Ano Internacional da Química, que será comemorado em 2011. Além das palestras, o evento terá mesas redondas e poderá ser acompanhado em tempo real pelo sitewww.humanitare.org/biodiversidade.
A Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade 2010 será encerrada com o lançamento do livro “Uma Trajetória Ambientalista – Diário de Paulo Nogueira-Neto” e o lançamento da Cátedra da ONU-HABITAT “Cidades Inovadoras e Sustentáveis”.
A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo. O Ano busca, entre outros objetivos, evidenciar a importância da biodiversidade para nossa qualidade de vida; refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o momento, reconhecendo as organizações atuantes; e promover e dinamizar todas as iniciativas de trabalho para reduzir a perda da biodiversidade.
O programa do Ano Internacional da Biodiversidade no Brasil possui o apoio institucional do Governo Brasileiro, do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT). Nesse contexto, o Instituto Humanitare programou ações de conscientização, educação, reconhecimento e incentivo à preservação da diversidade biológica.
Todas as informações sobre a Conferência estão disponíveis em http://www.humanitare.org/biodiversidade
www.institutocarbonobrasil.org.br
O Instituto Humanitare realiza, no próximo dia 23 de novembro de 2010, a Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade 2010. O evento, que acontecerá no Clube Hebraico (Sala Marc Chagall), tem a cooperação do HSBC e da VALE, é voltado para autoridades, empresários, imprensa e acadêmicos e tem o apoio da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas.
A Conferência traz o olhar sobre sustentabilidade de empresas como Bosch, HSBC, Siemens e VALE, de entidades como o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), de consultorias como a McKinsey e do setor acadêmico (Universidade de São Paulo).
Estarão presentes no evento do dia 23 palestrantes como o Dr. Thomas Lovejoy, especialista em biodiversidade do Banco Mundial; a Embaixadora Vera Machado, Subsecretária Geral Política do Ministério das Relações Exteriores do Governo Brasileiro; a Sra. Cecília Martinez, Diretora Regional para América Latina e Caribe do ONU-HABITAT, entre outros. O patrono da Conferência é o Professor Emérito da Universidade de São Paulo (USP), Dr. Paulo Nogueira-Neto.
A Conferência contará ainda com uma palestra do Professor John Malin, Presidente do Comitê do Ano Internacional da Química, que será comemorado em 2011. Além das palestras, o evento terá mesas redondas e poderá ser acompanhado em tempo real pelo sitewww.humanitare.org/biodiversidade.
A Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade 2010 será encerrada com o lançamento do livro “Uma Trajetória Ambientalista – Diário de Paulo Nogueira-Neto” e o lançamento da Cátedra da ONU-HABITAT “Cidades Inovadoras e Sustentáveis”.
A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo. O Ano busca, entre outros objetivos, evidenciar a importância da biodiversidade para nossa qualidade de vida; refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o momento, reconhecendo as organizações atuantes; e promover e dinamizar todas as iniciativas de trabalho para reduzir a perda da biodiversidade.
O programa do Ano Internacional da Biodiversidade no Brasil possui o apoio institucional do Governo Brasileiro, do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT). Nesse contexto, o Instituto Humanitare programou ações de conscientização, educação, reconhecimento e incentivo à preservação da diversidade biológica.
Todas as informações sobre a Conferência estão disponíveis em http://www.humanitare.org/biodiversidade
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Mortes por diabetes podem dobrar na próxima década, alerta OMS
Mais de 200 milhões de pessoas no mundo têm diabetes e cerca de um milhão morrem a cada ano por causa da doença, número que pode dobrar na próxima década se não forem tomadas medidas urgentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os números foram divulgados por ocasião do Dia Mundial do Diabetes no próximo domingo, 14 de novembro.
Em comunicado, a OMS ressalta as consequências da doença, sobretudo, na população de países menos desenvolvidos.
“A maioria das pessoas com diabetes vive em países de renda baixa ou média e têm entre 45 e 64 anos”, destaca a organização.
Nestes países, os meios para controlar e detectar a tempo a doença são insuficientes devido à elevada despesa que representa para seu sistema sanitário.
Devido a estas precárias condições, cerca de 80% das mortes por diabetes são registradas em países de renda baixa e média.
O efeito do diabetes não controlado é a hiperglicemia (aumento das taxas de açúcar no sangue), que com o tempo afeta gravemente muitos órgãos e sistemas.
Segundo a OMS, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e não fumar são algumas das medidas que ajudam a prevenir o diabetes.
A Assembleia Geral da ONU pediu aos chefes de Estado que realizem uma cúpula para tratar sobre a prevenção e o controle do diabetes e de outras doenças.
(Fonte: Portal Terra)
Os números foram divulgados por ocasião do Dia Mundial do Diabetes no próximo domingo, 14 de novembro.
Em comunicado, a OMS ressalta as consequências da doença, sobretudo, na população de países menos desenvolvidos.
“A maioria das pessoas com diabetes vive em países de renda baixa ou média e têm entre 45 e 64 anos”, destaca a organização.
Nestes países, os meios para controlar e detectar a tempo a doença são insuficientes devido à elevada despesa que representa para seu sistema sanitário.
Devido a estas precárias condições, cerca de 80% das mortes por diabetes são registradas em países de renda baixa e média.
O efeito do diabetes não controlado é a hiperglicemia (aumento das taxas de açúcar no sangue), que com o tempo afeta gravemente muitos órgãos e sistemas.
Segundo a OMS, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e não fumar são algumas das medidas que ajudam a prevenir o diabetes.
A Assembleia Geral da ONU pediu aos chefes de Estado que realizem uma cúpula para tratar sobre a prevenção e o controle do diabetes e de outras doenças.
(Fonte: Portal Terra)
Pequim vai derreter neve para combater falta de água
O governo chinês vai recolher gelo e neve neste inverno e transformá-los em estado líquido.
A medida, anunciada pela imprensa local, será adotada para cobrir a falta de água que atinge a capital do país, Pequim, há anos. Especialistas dizem que a seca é provada pelo aquecimento global.
Dois veículos equipados com aquecedores, com capacidade para derreter cem metros cúbicos de gelo e neve por hora, serão enviados à praça Tiananmen.
A neve limpa recolhida de três rios também será drenada e usada na limpeza de estradas, irrigação e em rios com nível de água baixo do normal.
A população de Pequim, formada aproximadamente por 20 milhões de pessoas, consumiu 3,55 bilhões de metros cúbicos de água em 2009. O índice ficou bem acima do suprimento, que é de 2,18 bilhões de metros cúbicos.
(Fonte: Folha.com)
A medida, anunciada pela imprensa local, será adotada para cobrir a falta de água que atinge a capital do país, Pequim, há anos. Especialistas dizem que a seca é provada pelo aquecimento global.
Dois veículos equipados com aquecedores, com capacidade para derreter cem metros cúbicos de gelo e neve por hora, serão enviados à praça Tiananmen.
A neve limpa recolhida de três rios também será drenada e usada na limpeza de estradas, irrigação e em rios com nível de água baixo do normal.
A população de Pequim, formada aproximadamente por 20 milhões de pessoas, consumiu 3,55 bilhões de metros cúbicos de água em 2009. O índice ficou bem acima do suprimento, que é de 2,18 bilhões de metros cúbicos.
(Fonte: Folha.com)
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Infecção HPV – Papilomavírus Humano
Faça o preventivo (PAPANICOLAU)PODE SALVAR SUA VIDA!
No Brasil, o câncer de colo de útero é a principal causa de morte entre todos os tipos de câncer, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2009, na faixa etária de 15 anos aos 44 anos. Cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero são causados pelos tipos 16 e 18 do papilomavírus humano (HPV), que é a doença sexualmente transmissível viral (DST) mais frequente — atinge mais de 630 milhões de pessoas no mundo.
Certos tipos de HPV são relacionados ainda com outros tipos de doença. Estima-se que os tipos 16 e 18 do vírus causem também de 40% a 50% dos cânceres vulvares e 70% dos cânceres vaginais, bem como 85% dos casos de câncer anal. Os tipos 6 e 11 causam 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões iniciais do colo do útero. Para se ter uma ideia, oito em cada dez indivíduos sexualmente ativos entrarão em contato com o vírus no decorrer de suas vidas.
Ao longo da vida, mulheres de todas as idades ficam continuamente expostas ao risco de contrair infecções e doenças relacionadas ao HPV. Acima de 25 anos, observa-se avanço da infecção pelo HPV, além de aumentarem as chances de contrair infecção persistente pelos vários tipos do vírus.
O que infecção por HPV
A infecção genital por HPV é uma doença sexualmente transmissível cuja causa é o papilomavírus humano (HPV), que é o nome de um grupo de vírus que inclui mais de 100 variedades diferentes. Mais de 30 desses vírus são transmitidos sexualmente e podem infectar a área genital de homens e mulheres incluindo a pele do pênis, vulva (área de exterior da vagina) ou ânus, e o revestimento da vagina, cérvix ou reto. A maioria das pessoas infectadas com HPV não apresenta sintomas e serão curadas por si mesmas. Alguns desses vírus são do tipo de "alto-risco" e podem ocasionar câncer no cérvix, vulva, vagina, ânus ou pênis. Outros são chamados de "baixo risco" e podem causar verrugas nos genitais.
Como as pessoas contraem infecção de HPV?
Os tipos de HPV que infectam a área genital são espalhados principalmente pelo contato genital. A maioria das infecções de HPV não apresenta sinais ou sintomas, desta forma a maioria das pessoas não sabe que está infectada mas pode passar o vírus ao parceiro sexual. Em raros casos a mulher grávida pode passar HPV ao bebê durante o parto natural.
Quais são os sintomas de infecção genital por HPV?
A maioria das pessoas com infecção genital de HPV não sabe que está infectadas. O vírus vive na pele ou membranas mucosas e geralmente não causa sintomas. Algumas pessoas apresentam verrugas visíveis na área dos genitais ou têm alterações pré-cancerígenas no cérvix, vulva, ânus ou pênis. Em casos raros a infecção por HPV pode ocasionar câncer no ânus ou genitais.
Como é feito o diagnóstico do HPV?
A maioria das mulheres tem o diagnóstico de HPV baseado em teste papanicolau anormal. O teste de papanicolau é a principal ferramenta para diagnosticar câncer cervical ou alterações pré-cancerígenas no cérvix relacionadas ao HPV. Também há um teste específico para detectar o DNA do HPV em mulheres. Não há teste de HPV para homens.
Existe cura para o HPV? Como é o tratamento?
Não existe "cura" para a infecção de HPV, embora na maioria das mulheres ela desapareça por si mesma. O tratamento é direcionado às alterações na pele ou membrana mucosa causadas pela infecção de HPV, como as verrugas e alterações pré-cancerígenas no cérvix.
Como reduzir os riscos de contrair infecção genital por HPV?
O meio mais seguro de eliminar o risco de infecção de HPV é evitar contato genital com outras pessoas. Para aqueles sexualmente ativos, o relacionamento mutuamente monogâmico com um parceiro não infectado é a forma mais segura de prevenir infecções por HPV. Porém, é difícil determinar se o parceiro que esteve sexualmente ativo no passado não esteja infectado.
Para aqueles sexualmente ativos que não têm relação monogâmica de longo prazo, reduzir a quantidade de parceiros sexuais e escolher parceiro de menor risco diminui a probabilidade de contrair infecção por HPV. Parceiros de menor risco são aqueles que têm menos chances de estarem infectados por terem poucos parceiros sexuais anteriores.
A infecção por HPV pode ocorrer em áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex, de modo que a eficiência deste para prevenir a infecção não está determinada. Porém, o uso de preservativos tem sido associado a uma menor taxa de câncer cervical, uma doença relacionada à infecção por HPV.
Sobre a vacina
A vacina quadrivalente contra o HPV é a única que protege contra quatro tipos do papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18). Os estudos em mulheres jovens têm demonstrado uma eficácia na prevenção das lesões associadas a esses quatro vírus de 99% a 100%.
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/vacina+contra+hpv+para+adultas/n1237544381217.html
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Segundo%20Caderno&newsID=a3113145.xml
José Carlos da Fonseca Maciel
Biólogo
No Brasil, o câncer de colo de útero é a principal causa de morte entre todos os tipos de câncer, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2009, na faixa etária de 15 anos aos 44 anos. Cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero são causados pelos tipos 16 e 18 do papilomavírus humano (HPV), que é a doença sexualmente transmissível viral (DST) mais frequente — atinge mais de 630 milhões de pessoas no mundo.
Certos tipos de HPV são relacionados ainda com outros tipos de doença. Estima-se que os tipos 16 e 18 do vírus causem também de 40% a 50% dos cânceres vulvares e 70% dos cânceres vaginais, bem como 85% dos casos de câncer anal. Os tipos 6 e 11 causam 90% das verrugas genitais e cerca de 10% das lesões iniciais do colo do útero. Para se ter uma ideia, oito em cada dez indivíduos sexualmente ativos entrarão em contato com o vírus no decorrer de suas vidas.
Ao longo da vida, mulheres de todas as idades ficam continuamente expostas ao risco de contrair infecções e doenças relacionadas ao HPV. Acima de 25 anos, observa-se avanço da infecção pelo HPV, além de aumentarem as chances de contrair infecção persistente pelos vários tipos do vírus.
O que infecção por HPV
A infecção genital por HPV é uma doença sexualmente transmissível cuja causa é o papilomavírus humano (HPV), que é o nome de um grupo de vírus que inclui mais de 100 variedades diferentes. Mais de 30 desses vírus são transmitidos sexualmente e podem infectar a área genital de homens e mulheres incluindo a pele do pênis, vulva (área de exterior da vagina) ou ânus, e o revestimento da vagina, cérvix ou reto. A maioria das pessoas infectadas com HPV não apresenta sintomas e serão curadas por si mesmas. Alguns desses vírus são do tipo de "alto-risco" e podem ocasionar câncer no cérvix, vulva, vagina, ânus ou pênis. Outros são chamados de "baixo risco" e podem causar verrugas nos genitais.
Como as pessoas contraem infecção de HPV?
Os tipos de HPV que infectam a área genital são espalhados principalmente pelo contato genital. A maioria das infecções de HPV não apresenta sinais ou sintomas, desta forma a maioria das pessoas não sabe que está infectada mas pode passar o vírus ao parceiro sexual. Em raros casos a mulher grávida pode passar HPV ao bebê durante o parto natural.
Quais são os sintomas de infecção genital por HPV?
A maioria das pessoas com infecção genital de HPV não sabe que está infectadas. O vírus vive na pele ou membranas mucosas e geralmente não causa sintomas. Algumas pessoas apresentam verrugas visíveis na área dos genitais ou têm alterações pré-cancerígenas no cérvix, vulva, ânus ou pênis. Em casos raros a infecção por HPV pode ocasionar câncer no ânus ou genitais.
Como é feito o diagnóstico do HPV?
A maioria das mulheres tem o diagnóstico de HPV baseado em teste papanicolau anormal. O teste de papanicolau é a principal ferramenta para diagnosticar câncer cervical ou alterações pré-cancerígenas no cérvix relacionadas ao HPV. Também há um teste específico para detectar o DNA do HPV em mulheres. Não há teste de HPV para homens.
Existe cura para o HPV? Como é o tratamento?
Não existe "cura" para a infecção de HPV, embora na maioria das mulheres ela desapareça por si mesma. O tratamento é direcionado às alterações na pele ou membrana mucosa causadas pela infecção de HPV, como as verrugas e alterações pré-cancerígenas no cérvix.
Como reduzir os riscos de contrair infecção genital por HPV?
O meio mais seguro de eliminar o risco de infecção de HPV é evitar contato genital com outras pessoas. Para aqueles sexualmente ativos, o relacionamento mutuamente monogâmico com um parceiro não infectado é a forma mais segura de prevenir infecções por HPV. Porém, é difícil determinar se o parceiro que esteve sexualmente ativo no passado não esteja infectado.
Para aqueles sexualmente ativos que não têm relação monogâmica de longo prazo, reduzir a quantidade de parceiros sexuais e escolher parceiro de menor risco diminui a probabilidade de contrair infecção por HPV. Parceiros de menor risco são aqueles que têm menos chances de estarem infectados por terem poucos parceiros sexuais anteriores.
A infecção por HPV pode ocorrer em áreas genitais de homens e mulheres não cobertas pelo preservativo de látex, de modo que a eficiência deste para prevenir a infecção não está determinada. Porém, o uso de preservativos tem sido associado a uma menor taxa de câncer cervical, uma doença relacionada à infecção por HPV.
Sobre a vacina
A vacina quadrivalente contra o HPV é a única que protege contra quatro tipos do papilomavírus humano (6, 11, 16 e 18). Os estudos em mulheres jovens têm demonstrado uma eficácia na prevenção das lesões associadas a esses quatro vírus de 99% a 100%.
http://delas.ig.com.br/saudedamulher/vacina+contra+hpv+para+adultas/n1237544381217.html
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Segundo%20Caderno&newsID=a3113145.xml
José Carlos da Fonseca Maciel
Biólogo
terça-feira, 16 de novembro de 2010

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José Carlos da Fonseca Maciel
Biólogo
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