Vidas salvas
No período entre 1995 e 2008, 36 milhões de pessoas foram curadas da tuberculose, com cerca de 6 milhões de vidas salvas. Mas o cenário da doença no mundo ainda está longe do desejável, uma vez que ela ainda provoca em torno de 1,8 milhão de mortes por ano.
O impacto é maior nos países mais pobres, nos quais a tuberculose é uma das principais causas de óbito entre a população economicamente produtiva, destaca artigo publicado na The Lancet, o primeiro de uma série de oito sobre a doença a ser publicada pela revista médica.
Erradicação da tuberculose
Os pesquisadores descrevem o impacto mundial provocado pela doença e o que pode ser feito para que ela seja erradicada até 2050, um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU.
O objetivo de acabar com o crescimento da doença e reverter sua incidência foi atingido em 2004, mas, segundo os autores do artigo, ainda há muito a ser feito nas próximas décadas.
Assinado por Mario Raviglione e seus colegas do Departamento Stop TB da Organização das Nações Unidas (ONU) o texto aponta que em 2008 o mundo ainda tinha cerca de 11 milhões de casos ativos de tuberculose, dos quais 95% se encontravam em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
Remédios contra tuberculose
Segundo o artigo, os medicamentos disponíveis atualmente são capazes de curar a maior parte dos casos de tuberculose e tal intervenção é altamente eficaz com relação ao custo envolvido, levando a ganhos econômicos de até dez vezes o despendido no tratamento.
Os pesquisadores destacam que a rápida padronização no diagnóstico e no tratamento da tuberculose, conforme recomendada pela Organização Mundial de Saúde, teve um efeito altamente positivo no combate à doença.
Queda lenta
Mas o declínio atual da incidência é de menos de 1% ao ano e, caso seja mantido, a meta de diminuir pela metade, até 2015, as taxas de prevalência e morte verificadas em 1990 será atingida em algumas regiões, mas não em todas.
A conclusão é que atingir a erradicação da tuberculose em 2050 não será possível com as abordagens e tecnologias disponíveis atualmente para o combate da doença.
As taxas de diagnóstico da tuberculose precisam ser melhoradas substancialmente, com os casos sendo identificados muito antes do que ocorre atualmente.
AIDS e tuberculose
Outra medida sugerida é o aumento da sinergia do tratamento da tuberculose com o de outras doenças, como a Aids.
A coinfecção de HIV e tuberculose é um grande problema, especialmente na África, mas dos cerca de 1,4 milhão de pessoas que os cientistas estimam ser portadores dos dois, apenas 357 mil (menos de 25%) foram identificados em 2008.
A presença do HIV aumenta o risco de contrair tuberculose em mais de 20 vezes. Desnutrição, fumo, diabetes e abuso de álcool podem (cada um dos fatores) aumentar o risco em três vezes.
Ações vigorosas
Vinte e dois países, entre os quais Brasil, China, Índia e África do Sul, respondem por 80% dos casos de tuberculose no mundo.
"Acelerar o declínio atual rumo à erradicação da tuberculose exigirá ações vigorosas em quatro áreas principais: melhoria contínua do diagnóstico inicial e do tratamento apropriado em conformidade com a Estratégia Stop TB; desenvolvimento e fortalecimento de políticas arrojadas nos sistemas de saúde; estabelecimento de ligações com as agendas de desenvolvimento dos países; e promoção e intensificação da pesquisa", destacaram os autores.
Agência Fapesp
sábado, 22 de maio de 2010
Brasil é o país que causa maior impacto ao meio ambiente
Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental
Um estudo publicado na revista científica PloS One (www.plosone.org) identificou o Brasil como um dos países que mais causam danos ao meio ambiente. A pesquisa, intitulada “Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries”, foi produzida por pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, e publicada no dia 9 deste mês.
O artigo compara o estado da degradação do meio ambiente em mais de 170 países, utilizando diversos critérios, como crescimento da população de cada país, desmatamento, poluição marinha e perda da biodiversidade. O documento também apresenta dois rankings de países que mais causam impacto à natureza.
Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental, e também apontar as políticas que falharam. “Nosso objetivo aqui é apresentar métricas simples para medir os impactos ambientais – absolutos ou proporcionais – dos países”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.
Em uma das listas, a que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, isto é, sem considerar o tamanho do país ou a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil foi classificado como o país que causa mais impacto no meio ambiente.
O principal motivo para que o Brasil tenha sido considerado o pior para o meio ambiente, na lista absoluta, é o desmatamento. O país é o primeiro no critério de perda de floresta natural e o terceiro em conversão do habitat natural. O Brasil também foi classificado como quarto no total de espécies ameaçadas e na quantidade de emissões de CO2.
“De uma perspectiva global, os países mais populosos e economicamente influentes tiveram o maior impacto ambiental absoluto: Brasil, EUA, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru foram os 10 países pior classificados”, diz o artigo.
A segunda lista classifica os países levando em conta seu impacto proporcional ao total de recursos naturais presentes em cada país. Nessa classificação, o Brasil não aparece entre os 20 piores.
“Este índice classifica os seguintes países como tendo o maior impacto ambiental proporcional: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Filipinas e Holanda”, diz o estudo.
De acordo com a pesquisa, existe uma relação, indicando que os países que mais degradam o meio ambiente são aqueles com maior população e maior riqueza.
“Os resultados também mostram que a comunidade mundial deve incentivar os países menos desenvolvidos a um melhor desempenho ambiental, especialmente na Ásia”, diz o artigo.
Isso porque seis países asiáticos aparecem no topo, tanto da lista proporcional quanto daquela que avalia o impacto ambiental absoluto: China, Indonésia, Japão, Malásia, Tailândia e Filipinas.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=205494
Um estudo publicado na revista científica PloS One (www.plosone.org) identificou o Brasil como um dos países que mais causam danos ao meio ambiente. A pesquisa, intitulada “Evaluating the Relative Environmental Impact of Countries”, foi produzida por pesquisadores da Universidade de Adelaide, Austrália, e publicada no dia 9 deste mês.
O artigo compara o estado da degradação do meio ambiente em mais de 170 países, utilizando diversos critérios, como crescimento da população de cada país, desmatamento, poluição marinha e perda da biodiversidade. O documento também apresenta dois rankings de países que mais causam impacto à natureza.
Segundo os autores, o objetivo do ranking é identificar as nações mais bem sucedidas na condução de políticas para reduzir a degradação ambiental, e também apontar as políticas que falharam. “Nosso objetivo aqui é apresentar métricas simples para medir os impactos ambientais – absolutos ou proporcionais – dos países”, diz o estudo, em livre tradução do inglês.
Em uma das listas, a que considera o impacto ambiental de maneira absoluta, isto é, sem considerar o tamanho do país ou a quantidade de recursos naturais disponíveis, o Brasil foi classificado como o país que causa mais impacto no meio ambiente.
O principal motivo para que o Brasil tenha sido considerado o pior para o meio ambiente, na lista absoluta, é o desmatamento. O país é o primeiro no critério de perda de floresta natural e o terceiro em conversão do habitat natural. O Brasil também foi classificado como quarto no total de espécies ameaçadas e na quantidade de emissões de CO2.
“De uma perspectiva global, os países mais populosos e economicamente influentes tiveram o maior impacto ambiental absoluto: Brasil, EUA, China, Indonésia, Japão, México, Índia, Rússia, Austrália e Peru foram os 10 países pior classificados”, diz o artigo.
A segunda lista classifica os países levando em conta seu impacto proporcional ao total de recursos naturais presentes em cada país. Nessa classificação, o Brasil não aparece entre os 20 piores.
“Este índice classifica os seguintes países como tendo o maior impacto ambiental proporcional: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Filipinas e Holanda”, diz o estudo.
De acordo com a pesquisa, existe uma relação, indicando que os países que mais degradam o meio ambiente são aqueles com maior população e maior riqueza.
“Os resultados também mostram que a comunidade mundial deve incentivar os países menos desenvolvidos a um melhor desempenho ambiental, especialmente na Ásia”, diz o artigo.
Isso porque seis países asiáticos aparecem no topo, tanto da lista proporcional quanto daquela que avalia o impacto ambiental absoluto: China, Indonésia, Japão, Malásia, Tailândia e Filipinas.
http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=205494
Dia do Gari alerta para a consciência ambiental nas grandes cidades brasileiras
É cada vez mais alarmante a situação do excesso de lixo nas grandes cidades brasileiras. Diariamente, toneladas de detritos são produzidas e despejadas em aterros sanitários, nas ruas, em terrenos a céu aberto, colocadas à beira de estradas e até jogadas em mares e rios, prejudicando o meio ambiente e comprometendo a vida das futuras gerações.
De acordo com o IBGE, 76% do lixo das grandes cidades são jogados a céu aberto. Embora muito esteja sendo feito nesta área no Brasil, ainda são poucos os materiais aproveitados no país. Um bom exemplo são as latas de alumínio, cuja produção é 63% reciclada. O lixo industrial apresenta índices maiores de reciclagem.
“O destino do entulho e seu acondicionamento inadequado têm trazido graves problemas a todos, incluindo riscos à saúde pública. Como cada brasileiro produz, em média, um quilo de lixo doméstico por dia, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno de 25 toneladas. Multiplicando este exemplo pela população brasileira, o problema alcança dimensões inimagináveis”, alerta o arquiteto urbanista especialista em gestão ambiental, João Ricardo Magalhães Gonçalves, sócio-diretor da ECCOX Ambiental, empresa especializada em projetos e consultoria nas áreas de engenharia e arquitetura ambiental.
Risco ambiental
O chama a atenção, principalmente, para os personagens principais do trabalho de limpeza urbana, os garis, responsáveis pelo recolhimento do lixo nas cidades, cuja nobre profissão ajuda a impedir tragédias ambientais ainda maiores nas principais metrópoles do Brasil.
Ao exemplo do que ocorreu nos desabamentos provocados pelas fortes chuvas em Niterói (RJ), em março, a situação foi agravada pelo entupimento dos bueiros e saídas de água, causado pelo excesso de lixo depositado nas ruas. “Se cada um fizer a sua parte, colocando o lixo no local correto, no dia correto, da forma certa, poderíamos evitar muitas situações de risco urbano, incluindo doenças propagadas pelo lixo”, reforça João Ricardo.
Para homenagear os garis que atuam na limpeza urbana de Betim, a Viasolo Engenharia Ambiental e a ECCOX Consultoria Ambiental, maiores empresas de seus segmentos na região, promovem um café da manhã especial nesta sexta-feira, 21 de maio, às 7h, na sede da Viasolo (Avenida da Praia, n° 100, Prédio I – Riacho das Areias), em Betim (MG).
O evento é uma homenagem aos profissionais responsáveis pela limpeza urbana, que têm o dia 16 de maio consagrado à categoria. O gari recolhe o lixo das residências, lojas e empresas; capina a grama; varre, lava e desinfeta ruas e avenidas.
Em Betim
A cidade possui aproximadamente 450 mil habitantes, que geram em torno de 700 gramas de resíduos por pessoa por dia e são atendidos por um efetivo de 600 garis que atuam na limpeza urbana e coleta de resíduos do município.
O aterro sanitário de Betim é um dos poucos em Minas Gerais a possuir licença ambiental para operação, sendo um dos primeiros no Brasil na obtenção deste documento de regularidade ambiental. A cidade possui ainda o sistema de coleta seletiva, que separa o lixo seco (reciclável) do lixo úmido. O lixo seco é destinado à ASCAPEL - Associação dos Catadores de Papel gerando emprego na separação dos resíduos para a reciclagem
A Viasolo Engenharia Ambiental é uma empresa especializada em soluções práticas e eficientes nas áreas de limpeza pública e tratamento de resíduos. Em Betim, atua no fornecimento de serviços de coleta e transporte de resíduo urbano; Coleta, transporte e tratamento por esterilização de resíduos de serviços de saúde; Limpeza, varrição, lavagem de vias e outros serviços relacionados à limpeza urbana.
A Eccox Consultoria Ambiental atua com projetos e consultoria em meio ambiente e sustentabilidade, buscando gerar adequações ambientais em diversas empresas, conciliando o desenvolviento ao atendimento à legislacao, regularização ambiental e práticas de sustentabilidade com a redução de custos operacionais.
As empresas atuam de forma complementar, difundindo o respeito ao meio ambiente através da conscientização da comunidade, criando e incentivando a adoção de práticas de responsabilidade sócio-ambiental em prol do desenvolvimento sustentável da cidade e do planeta.
Reciclagem como negócio
O crescimento desordenado das cidades e o excesso de lixo acumulado nos grandes centros urbanos incentivaram uma nova atividade profissional, a de catador de lixo, que proporciona emprego e renda a uma boa parcela da população. Estima-se que existam 150 mil trabalhadores nas atividades de reciclagem em todo o Brasil.
O surgimento das cooperativas de reciclagem do lixo é uma alternativa do segmento à modernidade, gerando sustentabilidade econômica e contribuindo para um meio ambiente ecologicamente correto. Hoje, modernas técnicas já permitem que todo o lixo seja reciclado de forma economicamente viável. A política dos três R’s – Reduzir, Reciclar e Reutilizar - se popularizada, poderia ajudar a resolver um dos problemas graves na questão ambiental.
“As soluções regionalizadas são uma importante saída para evitar possíveis colapsos em termos de destinação do lixo, de acordo com uma tendência nacional. Ao médio e longo prazo, a falta de áreas adequadas para receber os resíduos de origem urbana exigirá a estruturação de um consistente projeto de reciclagem, com ação conjunta das lideranças municipais, da iniciativa privada e da população”, completa João Ricardo.
Dia do Gari
A atividade é antiga e o nome gari surgiu como forma de homenagear o empresário francês Pedro Aleixo Gari que, em 1876, assinou contrato com o Ministério dos Negócios do Império para executar os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Ele costumava reunir seus funcionários para limpar as ruas após a passagem de cavalos, o que era muito comum na época. Os cariocas se acostumaram com esse trabalho e sempre mandavam chamar a ‘turma do Gari’ para executá-lo. A data foi instituída em 1962, através da Lei 212, sancionada pelo então Governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e comemorada pela primeira vez em 16 de maio de 1963, batizado como Dia do Gari.
http://www.segs.com.br
De acordo com o IBGE, 76% do lixo das grandes cidades são jogados a céu aberto. Embora muito esteja sendo feito nesta área no Brasil, ainda são poucos os materiais aproveitados no país. Um bom exemplo são as latas de alumínio, cuja produção é 63% reciclada. O lixo industrial apresenta índices maiores de reciclagem.
“O destino do entulho e seu acondicionamento inadequado têm trazido graves problemas a todos, incluindo riscos à saúde pública. Como cada brasileiro produz, em média, um quilo de lixo doméstico por dia, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno de 25 toneladas. Multiplicando este exemplo pela população brasileira, o problema alcança dimensões inimagináveis”, alerta o arquiteto urbanista especialista em gestão ambiental, João Ricardo Magalhães Gonçalves, sócio-diretor da ECCOX Ambiental, empresa especializada em projetos e consultoria nas áreas de engenharia e arquitetura ambiental.
Risco ambiental
O chama a atenção, principalmente, para os personagens principais do trabalho de limpeza urbana, os garis, responsáveis pelo recolhimento do lixo nas cidades, cuja nobre profissão ajuda a impedir tragédias ambientais ainda maiores nas principais metrópoles do Brasil.
Ao exemplo do que ocorreu nos desabamentos provocados pelas fortes chuvas em Niterói (RJ), em março, a situação foi agravada pelo entupimento dos bueiros e saídas de água, causado pelo excesso de lixo depositado nas ruas. “Se cada um fizer a sua parte, colocando o lixo no local correto, no dia correto, da forma certa, poderíamos evitar muitas situações de risco urbano, incluindo doenças propagadas pelo lixo”, reforça João Ricardo.
Para homenagear os garis que atuam na limpeza urbana de Betim, a Viasolo Engenharia Ambiental e a ECCOX Consultoria Ambiental, maiores empresas de seus segmentos na região, promovem um café da manhã especial nesta sexta-feira, 21 de maio, às 7h, na sede da Viasolo (Avenida da Praia, n° 100, Prédio I – Riacho das Areias), em Betim (MG).
O evento é uma homenagem aos profissionais responsáveis pela limpeza urbana, que têm o dia 16 de maio consagrado à categoria. O gari recolhe o lixo das residências, lojas e empresas; capina a grama; varre, lava e desinfeta ruas e avenidas.
Em Betim
A cidade possui aproximadamente 450 mil habitantes, que geram em torno de 700 gramas de resíduos por pessoa por dia e são atendidos por um efetivo de 600 garis que atuam na limpeza urbana e coleta de resíduos do município.
O aterro sanitário de Betim é um dos poucos em Minas Gerais a possuir licença ambiental para operação, sendo um dos primeiros no Brasil na obtenção deste documento de regularidade ambiental. A cidade possui ainda o sistema de coleta seletiva, que separa o lixo seco (reciclável) do lixo úmido. O lixo seco é destinado à ASCAPEL - Associação dos Catadores de Papel gerando emprego na separação dos resíduos para a reciclagem
A Viasolo Engenharia Ambiental é uma empresa especializada em soluções práticas e eficientes nas áreas de limpeza pública e tratamento de resíduos. Em Betim, atua no fornecimento de serviços de coleta e transporte de resíduo urbano; Coleta, transporte e tratamento por esterilização de resíduos de serviços de saúde; Limpeza, varrição, lavagem de vias e outros serviços relacionados à limpeza urbana.
A Eccox Consultoria Ambiental atua com projetos e consultoria em meio ambiente e sustentabilidade, buscando gerar adequações ambientais em diversas empresas, conciliando o desenvolviento ao atendimento à legislacao, regularização ambiental e práticas de sustentabilidade com a redução de custos operacionais.
As empresas atuam de forma complementar, difundindo o respeito ao meio ambiente através da conscientização da comunidade, criando e incentivando a adoção de práticas de responsabilidade sócio-ambiental em prol do desenvolvimento sustentável da cidade e do planeta.
Reciclagem como negócio
O crescimento desordenado das cidades e o excesso de lixo acumulado nos grandes centros urbanos incentivaram uma nova atividade profissional, a de catador de lixo, que proporciona emprego e renda a uma boa parcela da população. Estima-se que existam 150 mil trabalhadores nas atividades de reciclagem em todo o Brasil.
O surgimento das cooperativas de reciclagem do lixo é uma alternativa do segmento à modernidade, gerando sustentabilidade econômica e contribuindo para um meio ambiente ecologicamente correto. Hoje, modernas técnicas já permitem que todo o lixo seja reciclado de forma economicamente viável. A política dos três R’s – Reduzir, Reciclar e Reutilizar - se popularizada, poderia ajudar a resolver um dos problemas graves na questão ambiental.
“As soluções regionalizadas são uma importante saída para evitar possíveis colapsos em termos de destinação do lixo, de acordo com uma tendência nacional. Ao médio e longo prazo, a falta de áreas adequadas para receber os resíduos de origem urbana exigirá a estruturação de um consistente projeto de reciclagem, com ação conjunta das lideranças municipais, da iniciativa privada e da população”, completa João Ricardo.
Dia do Gari
A atividade é antiga e o nome gari surgiu como forma de homenagear o empresário francês Pedro Aleixo Gari que, em 1876, assinou contrato com o Ministério dos Negócios do Império para executar os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Ele costumava reunir seus funcionários para limpar as ruas após a passagem de cavalos, o que era muito comum na época. Os cariocas se acostumaram com esse trabalho e sempre mandavam chamar a ‘turma do Gari’ para executá-lo. A data foi instituída em 1962, através da Lei 212, sancionada pelo então Governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e comemorada pela primeira vez em 16 de maio de 1963, batizado como Dia do Gari.
http://www.segs.com.br
Pesquisadores desenvolvem ferramenta de denúncia de problemas ambientais
Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz desenvolveram uma ferramenta na internet para receber denúncias de problemas ambientais em todo o país.
O Mapa da Injustiça Ambiental já tem 297 casos levantados a partir de 2006. Muitas denúncias estão ligadas a obras de infraestrutura, como a construção de hidrelétricas, a transposição de rios e a poluição química.
As regiões Norte e Nordeste juntas têm 50% dos casos. Mas as principais áreas de conflito estão na Região Sudeste: em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O objetivo do trabalho é apresentar a visão de comunidades atingidas por problemas de saúde causados por danos ao meio ambiente. É o caso de um bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Os moradores de Cidade dos Meninos foram contaminados por produtos químicos feitos numa fábrica. Em 1989, a denúncia veio a público, mas até hoje os moradores não receberam indenização nem tratamento médico especializado.
A fábrica, desativada há quase 50 anos, pertencia ao Ministério da Saúde e produzia inseticidas para combater doenças como a malária.
A contaminação dos residentes nesse local se deu principalmente pela ingestão de alimentos cultivados no solo.
"A vida dessas pessoas, como a os seus descendentes, tem que ser acompanhada, porque a contaminação passa para o filho, pode gerar crianças com problemas de má formação, problemas de tireóide, problemas neurológicos, o câncer, são doenças que têm que ser acompanhadas", disse a presidente da Associação de Moradores, Zeni Ferreira.
Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia, que vai ser avaliada pela equipe da Fiocruz.
"Você pode ter um conflito ambiental que não envolve uma situação de injustiça ambiental. O problema da injustiça e da justiça ambiental é o direito legítimo de defender a sua saúde e os seus direitos fundamentais", declarou Marcelo Firto Porto, pesquisador da Fiocruz.
http://gazetaonline.globo.com
O Mapa da Injustiça Ambiental já tem 297 casos levantados a partir de 2006. Muitas denúncias estão ligadas a obras de infraestrutura, como a construção de hidrelétricas, a transposição de rios e a poluição química.
As regiões Norte e Nordeste juntas têm 50% dos casos. Mas as principais áreas de conflito estão na Região Sudeste: em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
O objetivo do trabalho é apresentar a visão de comunidades atingidas por problemas de saúde causados por danos ao meio ambiente. É o caso de um bairro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Os moradores de Cidade dos Meninos foram contaminados por produtos químicos feitos numa fábrica. Em 1989, a denúncia veio a público, mas até hoje os moradores não receberam indenização nem tratamento médico especializado.
A fábrica, desativada há quase 50 anos, pertencia ao Ministério da Saúde e produzia inseticidas para combater doenças como a malária.
A contaminação dos residentes nesse local se deu principalmente pela ingestão de alimentos cultivados no solo.
"A vida dessas pessoas, como a os seus descendentes, tem que ser acompanhada, porque a contaminação passa para o filho, pode gerar crianças com problemas de má formação, problemas de tireóide, problemas neurológicos, o câncer, são doenças que têm que ser acompanhadas", disse a presidente da Associação de Moradores, Zeni Ferreira.
Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia, que vai ser avaliada pela equipe da Fiocruz.
"Você pode ter um conflito ambiental que não envolve uma situação de injustiça ambiental. O problema da injustiça e da justiça ambiental é o direito legítimo de defender a sua saúde e os seus direitos fundamentais", declarou Marcelo Firto Porto, pesquisador da Fiocruz.
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Caminhada no parque favorece humor e autoestima, diz estudo
Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.
Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em atividades ao ar livre, como caminhada, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.
Os maiores benefícios relatados pelos pesquisadores ocorriam entre os mais jovens e aqueles que já tinham problemas mentais. Ainda não se sabe o motivo exato da melhora da saúde, mas os benefícios foram comprovados pelos cientistas, que alertaram para o fato de que os políticos deveriam desenvolver mais projetos de áreas verdes nas grandes cidades e encorajar a população a passar mais tempo se exercitando em parques e praças.
Uma das pesquisadoras do estudo, publicado na Environmental Sciente & Technology, disse que pode haver grande benefício potencial para indivíduos, para a sociedade e para os custos dos serviços de saúde se todos os grupos de pessoas se automedicassem com mais "exercícios verdes".
De acordo com os autores, todos os grupos sociais e faixas etárias podem se beneficiar desse tipo de atividade. E todos os ambientes naturais apresentaram efeitos positivos para os participantes, embora as áreas verdes tenham apresentado as maiores vantagens para a saúde mental.
http://www.minhavida.com.br
Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em atividades ao ar livre, como caminhada, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.
Os maiores benefícios relatados pelos pesquisadores ocorriam entre os mais jovens e aqueles que já tinham problemas mentais. Ainda não se sabe o motivo exato da melhora da saúde, mas os benefícios foram comprovados pelos cientistas, que alertaram para o fato de que os políticos deveriam desenvolver mais projetos de áreas verdes nas grandes cidades e encorajar a população a passar mais tempo se exercitando em parques e praças.
Uma das pesquisadoras do estudo, publicado na Environmental Sciente & Technology, disse que pode haver grande benefício potencial para indivíduos, para a sociedade e para os custos dos serviços de saúde se todos os grupos de pessoas se automedicassem com mais "exercícios verdes".
De acordo com os autores, todos os grupos sociais e faixas etárias podem se beneficiar desse tipo de atividade. E todos os ambientes naturais apresentaram efeitos positivos para os participantes, embora as áreas verdes tenham apresentado as maiores vantagens para a saúde mental.
http://www.minhavida.com.br
Problemas intestinais podem aumentar risco de fraturas
Intestino comprometido diminui a absorção de cálcio, vitamina D e nutrientes.
Um estudo feito pela equipe de cientistas dos hospitais universitários de Genebra e Laussane, na Suíça, demonstrou que jovens com doenças inflamatórias intestinais têm menor massa óssea e pior constituição do esqueleto, em comparação a jovens que não tem esse tipo de problema.
Em apresentação no Congresso Mundial sobre Osteoporose, realizado no final de abril, os pesquisadores disseram que as doenças inflamatórias intestinais, incluindo úlceras e doenças de Crohn, quando aparecem durante a infância e adolescência, comprometem o pico de aquisição de massa óssea.
Isso ocorre, de acordo com os cientistas, devido a uma variedade de fatores, incluindo menor absorção de nutrientes, como cálcio, vitamina D e proteína, por causa do intestino prejudicado e do tratamento com medicações específicas.
A análise de 107 jovens pacientes com doença inflamatória intestinal e 389 jovens saudáveis indicou que o maior risco de fraturas entre os pacientes durante o crescimento ocorre não apenas por causa de sua menor densidade mineral óssea, mas também devido a mudanças na microarquitetura do tecido ósseo esponjoso - a parte menos densa e rígida do osso.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem que os médicos que tratam das doenças inflamatórias intestinais incluam medidas de prevenção a fraturas ósseas nos cuidados a esses pacientes, incluindo ingestão ideal de cálcio e vitamina D por meio da dieta ou suplementos. Além disso, os pacientes devem ser encorajados a serem fisicamente ativos para combater a obesidade e fortalecer ossos e músculos.
http://www.minhavida.com.br
Um estudo feito pela equipe de cientistas dos hospitais universitários de Genebra e Laussane, na Suíça, demonstrou que jovens com doenças inflamatórias intestinais têm menor massa óssea e pior constituição do esqueleto, em comparação a jovens que não tem esse tipo de problema.
Em apresentação no Congresso Mundial sobre Osteoporose, realizado no final de abril, os pesquisadores disseram que as doenças inflamatórias intestinais, incluindo úlceras e doenças de Crohn, quando aparecem durante a infância e adolescência, comprometem o pico de aquisição de massa óssea.
Isso ocorre, de acordo com os cientistas, devido a uma variedade de fatores, incluindo menor absorção de nutrientes, como cálcio, vitamina D e proteína, por causa do intestino prejudicado e do tratamento com medicações específicas.
A análise de 107 jovens pacientes com doença inflamatória intestinal e 389 jovens saudáveis indicou que o maior risco de fraturas entre os pacientes durante o crescimento ocorre não apenas por causa de sua menor densidade mineral óssea, mas também devido a mudanças na microarquitetura do tecido ósseo esponjoso - a parte menos densa e rígida do osso.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem que os médicos que tratam das doenças inflamatórias intestinais incluam medidas de prevenção a fraturas ósseas nos cuidados a esses pacientes, incluindo ingestão ideal de cálcio e vitamina D por meio da dieta ou suplementos. Além disso, os pacientes devem ser encorajados a serem fisicamente ativos para combater a obesidade e fortalecer ossos e músculos.
http://www.minhavida.com.br
Problemas intestinais podem aumentar risco de fraturas
Intestino comprometido diminui a absorção de cálcio, vitamina D e nutrientes.
Um estudo feito pela equipe de cientistas dos hospitais universitários de Genebra e Laussane, na Suíça, demonstrou que jovens com doenças inflamatórias intestinais têm menor massa óssea e pior constituição do esqueleto, em comparação a jovens que não tem esse tipo de problema.
Em apresentação no Congresso Mundial sobre Osteoporose, realizado no final de abril, os pesquisadores disseram que as doenças inflamatórias intestinais, incluindo úlceras e doenças de Crohn, quando aparecem durante a infância e adolescência, comprometem o pico de aquisição de massa óssea.
Isso ocorre, de acordo com os cientistas, devido a uma variedade de fatores, incluindo menor absorção de nutrientes, como cálcio, vitamina D e proteína, por causa do intestino prejudicado e do tratamento com medicações específicas.
A análise de 107 jovens pacientes com doença inflamatória intestinal e 389 jovens saudáveis indicou que o maior risco de fraturas entre os pacientes durante o crescimento ocorre não apenas por causa de sua menor densidade mineral óssea, mas também devido a mudanças na microarquitetura do tecido ósseo esponjoso - a parte menos densa e rígida do osso.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem que os médicos que tratam das doenças inflamatórias intestinais incluam medidas de prevenção a fraturas ósseas nos cuidados a esses pacientes, incluindo ingestão ideal de cálcio e vitamina D por meio da dieta ou suplementos. Além disso, os pacientes devem ser encorajados a serem fisicamente ativos para combater a obesidade e fortalecer ossos e músculos.
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Um estudo feito pela equipe de cientistas dos hospitais universitários de Genebra e Laussane, na Suíça, demonstrou que jovens com doenças inflamatórias intestinais têm menor massa óssea e pior constituição do esqueleto, em comparação a jovens que não tem esse tipo de problema.
Em apresentação no Congresso Mundial sobre Osteoporose, realizado no final de abril, os pesquisadores disseram que as doenças inflamatórias intestinais, incluindo úlceras e doenças de Crohn, quando aparecem durante a infância e adolescência, comprometem o pico de aquisição de massa óssea.
Isso ocorre, de acordo com os cientistas, devido a uma variedade de fatores, incluindo menor absorção de nutrientes, como cálcio, vitamina D e proteína, por causa do intestino prejudicado e do tratamento com medicações específicas.
A análise de 107 jovens pacientes com doença inflamatória intestinal e 389 jovens saudáveis indicou que o maior risco de fraturas entre os pacientes durante o crescimento ocorre não apenas por causa de sua menor densidade mineral óssea, mas também devido a mudanças na microarquitetura do tecido ósseo esponjoso - a parte menos densa e rígida do osso.
Baseados nos resultados, os especialistas defendem que os médicos que tratam das doenças inflamatórias intestinais incluam medidas de prevenção a fraturas ósseas nos cuidados a esses pacientes, incluindo ingestão ideal de cálcio e vitamina D por meio da dieta ou suplementos. Além disso, os pacientes devem ser encorajados a serem fisicamente ativos para combater a obesidade e fortalecer ossos e músculos.
http://www.minhavida.com.br
Como os pré-adolescentes tornam-se reféns do consumismo
Como os pré-adolescentes tornam-se reféns do consumismo: "Os itweens/i têm conquistado maior autonomia e possuem o seu próprio dinheiro. Apesar disso, o seu maior desejo ainda é estar mais tempo com suas famílias."
Click no título para ler toda a matéria.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
GIGOGAS
Alguns dias atrás me perguntaram sobre as Gigogas (conhecida aqui no sul como marrequinha) que estavam tomando conta da represa de abastece de água a cidade de Canguçu, me perguntaram se era poluição se fazia algum mal a saúde, vamos conhecer um pouco da planta.
As Gigogas são também conhecidas como iguapé, aguapé, baronesa, lírio d’água, orelha de jegue, jacinto d’água e miriru, marrequinha dentre outros, a gigoga ambientalmente auxilia na alimentação e reprodução de diversas espécies aquáticas. (macrófitas aquáticas (macro= grande; fita= planta).
Elas são flutuantes e preferem os rios de fluxos lentos, os lagos e lagoas, mas também habitam brejos e densos esgotos. As espécies mais comuns no Brasil são cientificamente conhecidas como Eichornia crassipes e Eichornia azurea e poderíamos chamá-las de “vegetal-água”, pois aproximadamente 95% de sua massa são compostos de água.
As gigogas são originalmente da América Central e no Brasil, seu habitat original são os rios da Amazônia, onde possuem extrema importância, como abrigo natural para microrganismos, moluscos, insetos, peixes, anfíbios, répteis e até aves e, ainda servir de alimento para peixes, peixe-boi e alguns mamíferos aquáticos herbívoros.
Sua reprodução torna-se exponencial na ausência de seus predadores e, principalmente nos ambientes aquáticos ricos em fósforo e nitrogênio, presentes em grandes quantidades nos ambientes poluídos.
As macrófitas aquáticas, em sua grande maioria, apresentam características de vegetais terrestres que ao longo do processo evolutivo se adaptaram ao meio ambiente aquático. São verdadeiras esponjas sugando os nutrientes presentes nos esgotos e formando gigantescas comunidades ao se entrelaçarem e ocuparem a superfície dos rios e lagos. São capazes de se duplicarem em aproximadamente duas semanas neste ambiente de águas poluídas por esgoto in natura.
Sua estrutura é formada de folhas subaquáticas longas e estreitas, raízes com uma infinidade de pêlos e rizomas. As folhas encontradas acima da superfície da água são geralmente largas e quase redondas. Ambos os tipos de folhas são verdes e brilhantes e crescem de uma coroa central em forma de rosa. A pétala superior de cada flor é ampliada e tem um amarelo em seu centro. Possui uma grande quantidade de pecíolos cheios de cavidades de ar, isso explica a sua capacidade de flutuar. Apresenta grande capacidade de regeneração, mesmo quando quebradas ou trituradas, pois o rizoma regenera nova planta, dependendo do tamanho do fragmento. A espécie E. crassipes possui raízes que podem medir até 1 metro e sua reprodução ocorre por meio de sementes e por brotações laterais.
Danos Benefícios
É considerada uma planta daninha em canais de irrigação, represas de abastecimentos e hidroelétricas, rios e lagoas.
Embora não sejam tóxicas, mas com a grande massa produzida em suas desenfreadas proliferações, podem causar danos ambientais e prejudicar a vida aquática. Ao cobrirem as superfícies de lagos e lagoas impedem a entrada da luz solar, comprometendo a realização da fotossíntese ou em sua putrefação podendo ocasionar baixa oxigenação da água o que desencadeia uma série de danos à micro e macro biota aquática (plânctons e peixes).
É também cultivada como planta ornamental por apresentar repetidas floradas exuberantes coloridas o ano inteiro.
Suas raízes com pelos são altamente eficientes na retenção de partículas, possibilitando a remoção de sólidos em suspensão, metais pesados e micropoluentes orgânicos.
São ótimas absorvedoras de nitrogênio e fósforo do sistema, embora se recomende atenção, pois na sua decomposição, ela realimenta o ciclo. Devido às características citadas, as gigogas podem ser utilizadas como um filtro natural, pois têm a capacidade de incorporar em seus tecidos uma grande quantidade de nutrientes, metais pesados e compostos orgânicos, além de retenção das partículas.
É um bioindicador de lançamentos de esgotos sem tratamento nos corpos d’água. Alguns comparam a proliferação das gigogas com uma digestão mal feita.
Estudos revelaram que os aguapés quando cultivados de forma correta podem despoluir 1 ha., diariamente os esgotos brutos correspondentes a uma população aproximada de 2.500 habitantes. Então manejo adequado, pode ser um agente de despoluição, porém quando o manejo é inadequado, pode se transformar em um problema ambiental.
Podem ser utilizadas como adubo (simples ou em misturas com produtos químicos ou estrumes) beneficiando os solos principalmente os arenosos, elevando os teores de cálcio, nitrogênio, carbono e magnésio. Utiliza-se também como matéria prima nas indústrias de papel e plástico; como fontes de proteínas, gás e álcool combustíveis; como forragem no complemento nutricional de suínos e bovinos.
Os índios se beneficiavam das gigogas como uma planta medicinal. Suas folhas úmidas eram utilizadas contra a febre e insolação. Aproveitadas ainda em infusões, serviam como um poderoso sedativo para dores em geral.
Devo frisar em um sistema onde não há um monitoramento administrativo da poluição pode causar reprodução desenfreada da espécie causando um desequilíbrio ambiental serio, mais prejudicando que ajudando o meio.
José Carlos da Fonseca Maciel
Biólogo
Solo degradado pode ser recuperado com plantas nativas
O Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, conta com duas pesquisas de mestrado sobre o uso de plantas nativas para a recuperação de áreas degradadas ou contaminadas por metais.
A bióloga Sarah Caroline Ribeiro de Souza avaliou a tolerância de espécies arbóreas utilizadas em cercas-vivas, eritrina, guapuruvu e sansão do campo, à exposição de metais pesados como chumbo e zinco.
De acordo com ela, as plantas apresentaram tolerância aos metais e propriedades fitoestabilizadoras do solo. A concentração de determinados metais em suas raízes, evitou a contaminação de plantas mais sensíveis e até mesmo das partes aéreas da própria planta.
As espécies apresentaram sensibilidade a um ou outro metal, segundo Souza, mas estão dentro do padrão de tolerância utilizado em pesquisas. “Já que trabalhamos com plantas na fase estádio de muda, que é uma etapa do desenvolvimento mais sensível, elas são relativamente tolerantes, se considerarmos o padrão que temos”, disse.
Em ambientes contaminados as plantas podem apresentar distúrbios fisiológicos e nutricionais, como a alteração no balanço hídrico, inibição da fotossíntese e diminuição da produção de biomassa. A contaminação do solo por metais pesados tanto pela ação humana, quanto por processo naturais, é um grave problema ambiental e pode afetar diretamente a qualidade dos ecossistemas e o desenvolvimento agrícola.
O pesquisador Lucas Anjos de Souza analisou o comportamento de fungos micorrízicos arbusculares, que se associam às raízes, para o desenvolvimento e a recuperação de espécies leguminosas herbáceas.
A pesquisa revelou tolerância de calopogônio à contaminação por chumbo, mas, a técnica não teve efeito relevante em espécies como feijão espada, Canavalia gladiata, e mucuna preta, Stizolobium.
O processo utilizado na atualidade para a descontaminação, segundo o pesquisador, é caro e ineficiente, pois não garante a retirada completa dos metais contaminantes.
Apesar de desenvolverem estudos distintos, os pesquisadores realizaram um trabalho conjunto de cooperação, uma vez que o processo de preparação foi semelhante. “É uma oportunidade importante de desenvolvermos nossas pesquisas com a colaboração de outros pesquisadores envolvidos em projetos relacionados. Isso possibilita a ampliação de conhecimentos”, destacou Souza.
A coorientadora das pesquisas, Sara Adrián, que desenvolve pós-doutorado na instituição, ressaltou a importância dos estudos e lembrou que a ação de cada metal foi avaliada individualmente. “Ainda não sabemos qual seria a tolerância das plantas em solo multicontaminado. Um metal pode interferir na absorção ou na toxicidade de outro, mudando completamente as respostas das plantas”, disse. “E essa é a situação encontrada normalmente em solos contaminados, a coexistência de vários metais ou elementos potencialmente tóxicos em níveis excessivos”, explicou.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
A bióloga Sarah Caroline Ribeiro de Souza avaliou a tolerância de espécies arbóreas utilizadas em cercas-vivas, eritrina, guapuruvu e sansão do campo, à exposição de metais pesados como chumbo e zinco.
De acordo com ela, as plantas apresentaram tolerância aos metais e propriedades fitoestabilizadoras do solo. A concentração de determinados metais em suas raízes, evitou a contaminação de plantas mais sensíveis e até mesmo das partes aéreas da própria planta.
As espécies apresentaram sensibilidade a um ou outro metal, segundo Souza, mas estão dentro do padrão de tolerância utilizado em pesquisas. “Já que trabalhamos com plantas na fase estádio de muda, que é uma etapa do desenvolvimento mais sensível, elas são relativamente tolerantes, se considerarmos o padrão que temos”, disse.
Em ambientes contaminados as plantas podem apresentar distúrbios fisiológicos e nutricionais, como a alteração no balanço hídrico, inibição da fotossíntese e diminuição da produção de biomassa. A contaminação do solo por metais pesados tanto pela ação humana, quanto por processo naturais, é um grave problema ambiental e pode afetar diretamente a qualidade dos ecossistemas e o desenvolvimento agrícola.
O pesquisador Lucas Anjos de Souza analisou o comportamento de fungos micorrízicos arbusculares, que se associam às raízes, para o desenvolvimento e a recuperação de espécies leguminosas herbáceas.
A pesquisa revelou tolerância de calopogônio à contaminação por chumbo, mas, a técnica não teve efeito relevante em espécies como feijão espada, Canavalia gladiata, e mucuna preta, Stizolobium.
O processo utilizado na atualidade para a descontaminação, segundo o pesquisador, é caro e ineficiente, pois não garante a retirada completa dos metais contaminantes.
Apesar de desenvolverem estudos distintos, os pesquisadores realizaram um trabalho conjunto de cooperação, uma vez que o processo de preparação foi semelhante. “É uma oportunidade importante de desenvolvermos nossas pesquisas com a colaboração de outros pesquisadores envolvidos em projetos relacionados. Isso possibilita a ampliação de conhecimentos”, destacou Souza.
A coorientadora das pesquisas, Sara Adrián, que desenvolve pós-doutorado na instituição, ressaltou a importância dos estudos e lembrou que a ação de cada metal foi avaliada individualmente. “Ainda não sabemos qual seria a tolerância das plantas em solo multicontaminado. Um metal pode interferir na absorção ou na toxicidade de outro, mudando completamente as respostas das plantas”, disse. “E essa é a situação encontrada normalmente em solos contaminados, a coexistência de vários metais ou elementos potencialmente tóxicos em níveis excessivos”, explicou.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Café para a imprensa marca lançamento da VI Semana do Alimento Orgânico no dia 20
Rio Grande do Sul tem se notabilizado na promoção da Semana, estando programados mais 150 eventos em 30 municípios, entre palestras, cursos, oficinas, degustação e visitas de campo.
A Comissão Estadual da Produção Orgânica no Rio Grande do Sul oferece um café da manhã para a imprensa nesta quinta-feira (20), às 8h30, na Tortaria Café Brasserie, localizada na Rua Fernando Gomes, 114, Moinhos de Vento.
O objetivo do encontro é divulgar a VI Semana do Alimento Orgânico, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul, juntamente com a Comissão Estadual da Produção Orgânica no Rio Grande do Sul.
O Estado tem se notabilizado na promoção da Semana, estando programados mais 150 eventos em 30 municípios do Rio Grande do Sul, entre palestras, cursos, oficinas, degustação e visitas de campo. A atividade conta com parceiros governamentais, da iniciativa privada e do terceiro setor, como supermercados, escolas, universidades e entidades associativas de moradores e trabalhadores.
A VI Semana do Alimento Orgânico ocorre de 23 a 30 de maio em todo o Brasil.
NEJ/RS
A partir de hoje, a EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais e o programa Sintonia da Terra, que vai ao ar todas as quintas-feiras, a partir das 10h, na Rádio da Universidade (www.ufrgs.br/radio) estarão acompanhando as principais atividades da VI Semana do Alimento Orgânico. O Sintonia da Terra vai sortear cestas de produtos orgânicos para seus ouvintes. Assim, o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul se insere na campanha que visa mostrar que os alimentos orgânicos são fundamentais para a nossa saúde e para o equilíbrio ambiental.
http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRVVONlUsRmcXxmVaN2aKVVVB1TP
A Comissão Estadual da Produção Orgânica no Rio Grande do Sul oferece um café da manhã para a imprensa nesta quinta-feira (20), às 8h30, na Tortaria Café Brasserie, localizada na Rua Fernando Gomes, 114, Moinhos de Vento.
O objetivo do encontro é divulgar a VI Semana do Alimento Orgânico, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Superintendência Federal de Agricultura no Rio Grande do Sul, juntamente com a Comissão Estadual da Produção Orgânica no Rio Grande do Sul.
O Estado tem se notabilizado na promoção da Semana, estando programados mais 150 eventos em 30 municípios do Rio Grande do Sul, entre palestras, cursos, oficinas, degustação e visitas de campo. A atividade conta com parceiros governamentais, da iniciativa privada e do terceiro setor, como supermercados, escolas, universidades e entidades associativas de moradores e trabalhadores.
A VI Semana do Alimento Orgânico ocorre de 23 a 30 de maio em todo o Brasil.
NEJ/RS
A partir de hoje, a EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais e o programa Sintonia da Terra, que vai ao ar todas as quintas-feiras, a partir das 10h, na Rádio da Universidade (www.ufrgs.br/radio) estarão acompanhando as principais atividades da VI Semana do Alimento Orgânico. O Sintonia da Terra vai sortear cestas de produtos orgânicos para seus ouvintes. Assim, o Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul se insere na campanha que visa mostrar que os alimentos orgânicos são fundamentais para a nossa saúde e para o equilíbrio ambiental.
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Biocombustíveis responderão por 70% da demanda veicular até 2018
O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, disse que os biocombustíveis responderão por cerca de 70% da demanda veicular entre 2017 e 2018.
Ele fez a afirmação ao participar, nesta quinta-feira (13/5), da divulgação do Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2010. O relatório apresenta dados consolidados do consumo de combustíveis em 2009, que apontam para um aumento da demanda de 5,4% em relação a 2008, apesar da crise econômica mundial.
A expansão de apenas 0,2% no consumo de óleo diesel em 2009, em relação a 2008 (25,2 bilhões de litros), foi compensada, em grande parte, pela expansão do consumo de etanol, que em 2009 passou de 13,3 bilhões para 16,5 bilhões de litros – um aumento de 23,9%. A expansão do consumo de gasolina ficou em apenas 0,9% (25,4 bilhões de litros).
O presidente da Fecombustíveis disse que as perspectivas do setor para 2010 são as melhores, com expansão igual ou superior às projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto do país (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos, estimado pelos analistas em torno de 6% para este ano.
“As nossas perspectivas são muito boas. A gente tem aí as descobertas fantásticas do pré-sal, há sem dúvida alguma uma perspectiva de crescimento econômico e o setor de combustível – levando em conta que o transporte no Brasil é feito em cima do caminhão – tende a acompanhar o comportamento da economia, com incremento na demanda de óleo diesel no mesmo patamar.
Miranda Soares destacou o setor de etanol, que deverá continuar em franca expansão tendo em vista que a maioria dos carros novos sai hoje da fábrica consumindo tanto gasolina quanto álcool.
“A expectativa de crescimento do etanol é muito grande, porque a indústria automobilística está batendo todos os recordes de produção e tem como carro-chefe os carros flex fluel” (que utilizam os dois tipos de combustíveis), disse o presidente da Fecombustíveis. Para ele, o consumo de gasolina tende a se estabilizar e até a cair, em razão da demanda pelo álcool, cujos preços estão voltando a ser competitivos.
“A gasolina, realmente, tem tendência de estabilização do consumo e até de queda. No planejamento estratégico da Fecombustíveis, nós imaginamos que em 2017-2018 o Brasil esteja consumindo 70% de biocombustíveis e apenas 30% de combustíveis fósseis”.
Miranda disse ainda que basta observar o comportamento do mercado em 2009 para se ter essa compreensão: “Com toda a crise mundial, o etanol cresceu quase 24% no Brasil, então é difícil prever a expansão deste ano no caso do consumo do álcool, porque agora nós temos a indústria automobilística vendendo cada vez mais carro flex fuel”.
O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Alan Kardec, disse que a gasolina hoje no Brasil já é um combustível alternativo. Segundo ele, depois de fechar em queda de 17% no consumo entre janeiro e fevereiro deste ano, o etanol voltou a puxar a expansão da demanda. “O mercado de etanol está se recuperando bem agora em 2010, já tendo inclusive ultrapassado o consumo da gasolina em vários estados. O país já vem consumindo mais etanol do que gasolina desde 2008″.
Em sua opinião, dentro de mais um mês o consumo de etanol já terá retomado os níveis de consumo anteriores ao processo de retração, em razão da alta dos preços provocada pela entressafra da cana-de-açúcar.
Biodiesel já tem produtividade para aumentar adição ao diesel
O diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel, Sérgio Beltrão, garantiu que o setor já tem capacidade para atender a uma decisão governamental de aumentar de imediato a adição do biodiesel ao óleo diesel mineral, de 5% para 10% (do B5, atualmente em vigência no país, para o B10).
Sergio Beltrão participou nessa quinta-feira (13/5), na Confederação Nacional do Comércio, da divulgação do balanço consolidado do setor em 2009.
“Obviamente que, na linha que vem sendo adotada pelo governo desde que o programa foi implantado, o ideal é o gradualismo, ou seja, sem saltos, de forma que a cadeia como um todo se adapte de modo a não produzir nenhum sobressalto no abastecimento nacional. Agora, é fato que nós já teríamos capacidade de produção para atender a uma decisão pelo B10”, disse.
A expectativa do setor, segundo Beltrão, é que o governo mantenha a trajetória de progressão do percentual de adição: “Primeiro pulando para o B6, daqui a seis meses o B7 e assim sucessivamente, até atingirmos o B10 em um horizonte de dois anos”.
O diretor informou que a capacidade instalada do país hoje já é de cerca de 5 bilhões de litros/ano, “o que nos permitiria atender a uma decisão até um pouco superior ao B10. Ou seja, a indústria já tem capacidade instalada para atender ao B10”.
Para o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Alan Kardec, que também participou da divulgação do balanço, a ANP ainda não trabalha com essa possibilidade.
“A gente ainda não trabalha com a perspectiva de antecipação da adoção da mistura do biodiesel ao diesel mineral do B5 para o B10. Há aí a questão da qualidade a ser verificada, da consolidação do mercado, dos grandes players (agentes). Nós temos aí um mercado em consolidação e estamos agora apostando é no B20, a ser utilizado nas frotas de ônibus nos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, os ônibus já rodam com o B20. Em São Paulo, estamos trabalhando para iniciar um grande programa com a adoção também do B20. Então, estamos vendo como o mercado vai se comportando, para depois decidirmos o que fazer”.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725154
Ele fez a afirmação ao participar, nesta quinta-feira (13/5), da divulgação do Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2010. O relatório apresenta dados consolidados do consumo de combustíveis em 2009, que apontam para um aumento da demanda de 5,4% em relação a 2008, apesar da crise econômica mundial.
A expansão de apenas 0,2% no consumo de óleo diesel em 2009, em relação a 2008 (25,2 bilhões de litros), foi compensada, em grande parte, pela expansão do consumo de etanol, que em 2009 passou de 13,3 bilhões para 16,5 bilhões de litros – um aumento de 23,9%. A expansão do consumo de gasolina ficou em apenas 0,9% (25,4 bilhões de litros).
O presidente da Fecombustíveis disse que as perspectivas do setor para 2010 são as melhores, com expansão igual ou superior às projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto do país (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos, estimado pelos analistas em torno de 6% para este ano.
“As nossas perspectivas são muito boas. A gente tem aí as descobertas fantásticas do pré-sal, há sem dúvida alguma uma perspectiva de crescimento econômico e o setor de combustível – levando em conta que o transporte no Brasil é feito em cima do caminhão – tende a acompanhar o comportamento da economia, com incremento na demanda de óleo diesel no mesmo patamar.
Miranda Soares destacou o setor de etanol, que deverá continuar em franca expansão tendo em vista que a maioria dos carros novos sai hoje da fábrica consumindo tanto gasolina quanto álcool.
“A expectativa de crescimento do etanol é muito grande, porque a indústria automobilística está batendo todos os recordes de produção e tem como carro-chefe os carros flex fluel” (que utilizam os dois tipos de combustíveis), disse o presidente da Fecombustíveis. Para ele, o consumo de gasolina tende a se estabilizar e até a cair, em razão da demanda pelo álcool, cujos preços estão voltando a ser competitivos.
“A gasolina, realmente, tem tendência de estabilização do consumo e até de queda. No planejamento estratégico da Fecombustíveis, nós imaginamos que em 2017-2018 o Brasil esteja consumindo 70% de biocombustíveis e apenas 30% de combustíveis fósseis”.
Miranda disse ainda que basta observar o comportamento do mercado em 2009 para se ter essa compreensão: “Com toda a crise mundial, o etanol cresceu quase 24% no Brasil, então é difícil prever a expansão deste ano no caso do consumo do álcool, porque agora nós temos a indústria automobilística vendendo cada vez mais carro flex fuel”.
O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Alan Kardec, disse que a gasolina hoje no Brasil já é um combustível alternativo. Segundo ele, depois de fechar em queda de 17% no consumo entre janeiro e fevereiro deste ano, o etanol voltou a puxar a expansão da demanda. “O mercado de etanol está se recuperando bem agora em 2010, já tendo inclusive ultrapassado o consumo da gasolina em vários estados. O país já vem consumindo mais etanol do que gasolina desde 2008″.
Em sua opinião, dentro de mais um mês o consumo de etanol já terá retomado os níveis de consumo anteriores ao processo de retração, em razão da alta dos preços provocada pela entressafra da cana-de-açúcar.
Biodiesel já tem produtividade para aumentar adição ao diesel
O diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel, Sérgio Beltrão, garantiu que o setor já tem capacidade para atender a uma decisão governamental de aumentar de imediato a adição do biodiesel ao óleo diesel mineral, de 5% para 10% (do B5, atualmente em vigência no país, para o B10).
Sergio Beltrão participou nessa quinta-feira (13/5), na Confederação Nacional do Comércio, da divulgação do balanço consolidado do setor em 2009.
“Obviamente que, na linha que vem sendo adotada pelo governo desde que o programa foi implantado, o ideal é o gradualismo, ou seja, sem saltos, de forma que a cadeia como um todo se adapte de modo a não produzir nenhum sobressalto no abastecimento nacional. Agora, é fato que nós já teríamos capacidade de produção para atender a uma decisão pelo B10”, disse.
A expectativa do setor, segundo Beltrão, é que o governo mantenha a trajetória de progressão do percentual de adição: “Primeiro pulando para o B6, daqui a seis meses o B7 e assim sucessivamente, até atingirmos o B10 em um horizonte de dois anos”.
O diretor informou que a capacidade instalada do país hoje já é de cerca de 5 bilhões de litros/ano, “o que nos permitiria atender a uma decisão até um pouco superior ao B10. Ou seja, a indústria já tem capacidade instalada para atender ao B10”.
Para o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Alan Kardec, que também participou da divulgação do balanço, a ANP ainda não trabalha com essa possibilidade.
“A gente ainda não trabalha com a perspectiva de antecipação da adoção da mistura do biodiesel ao diesel mineral do B5 para o B10. Há aí a questão da qualidade a ser verificada, da consolidação do mercado, dos grandes players (agentes). Nós temos aí um mercado em consolidação e estamos agora apostando é no B20, a ser utilizado nas frotas de ônibus nos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, os ônibus já rodam com o B20. Em São Paulo, estamos trabalhando para iniciar um grande programa com a adoção também do B20. Então, estamos vendo como o mercado vai se comportando, para depois decidirmos o que fazer”.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725154
Aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos
O aquecimento global pode deixar até metade do planeta sem condições de ser habitado nos próximos três séculos, segundo estudo elaborado pelas universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos. Para essa conclusão foram considerados os piores cenários de modelos climáticos. As informações são da BBC Brasil.
O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, informa, no entanto, que é improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é possível que no século 22 várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.
“Descobrimos que um aquecimento médio de 7 graus Celsius (°C) faria com que algumas regiões ultrapassassem o limite do termômetro úmido [equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada], e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável”, disse o pesquisador Peter Huber, da Universidade de Purdue.
Segundo os cientistas, ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é necessário considerar os piores cenários, como os previstos no estudo. Ao mencionar um aquecimento médio de 12ºC, Huber disse que isso significaria até 35ºC no chamado termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.
Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nessa medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobreaquecimento).
Huber comparou a escolha a um jogo de roleta-russa, em que "às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder". O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.
"Mas, quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso", afirmou o professor Steven Sherwood, da Universidade de New South Wales.
Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medido por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725140
O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, informa, no entanto, que é improvável que isso ocorra ainda neste século. Mas é possível que no século 22 várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.
“Descobrimos que um aquecimento médio de 7 graus Celsius (°C) faria com que algumas regiões ultrapassassem o limite do termômetro úmido [equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada], e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável”, disse o pesquisador Peter Huber, da Universidade de Purdue.
Segundo os cientistas, ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é necessário considerar os piores cenários, como os previstos no estudo. Ao mencionar um aquecimento médio de 12ºC, Huber disse que isso significaria até 35ºC no chamado termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.
Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nessa medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobreaquecimento).
Huber comparou a escolha a um jogo de roleta-russa, em que "às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder". O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.
"Mas, quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso", afirmou o professor Steven Sherwood, da Universidade de New South Wales.
Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medido por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725140
Estudo mostra que 81 maiores cidades do Brasil só tratam 36% do esgoto
Todos os dias, 5,9 bilhões de litros de esgotos sem qualquer tipo de tratamento são despejados em rios e praias brasileiras - e isso apenas nas cidades com mais de 300 mil habitantes (81 municípios em todo o país, onde vivem 72 milhões de habitantes). Essa quantidade de esgoto sem tratamento equivale a 2.360 piscinas olímpicas, todos os dias.
Os dados nacionais sobre saneamento estão em estudo, divulgado domingo, 9, do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), e foram reunidos com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Em março último, o órgão federal atualizou o sistema com as informações mais recentes disponíveis, fornecidos por concessionárias de água e esgoto em todo o País, referentes ao ano de 2008. Reportagem da Agência Estado, no Jornal Pequeno, MA.
Segundo o Instituto, que tem o apoio de órgãos como a Agencia Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outros órgãos, apenas cerca de 36% do esgoto gerado nas 81 maiores cidades brasileiras (o total é de 9,3 bilhões de litros por dia) recebem algum tipo de tratamento - um índice considerado longe do ideal.
“São dados públicos, que estão na internet, e que utilizamos para cobrar as prefeituras por mais investimentos e políticas públicas para a área”, disse Raul Pinho, conselheiro do Trata Brasil.
De acordo com ele, a situação da capital paulista e de cidades do Estado de São Paulo foi, em geral, de avanço nos últimos anos, com ganhos na questão do tratamento de esgotos. “Entre 2007 e 2008, a Sabesp fez muitos investimentos e melhorou o índice de tratamento na capital”, afirmou. Hoje, cerca de 68% do esgoto paulistano é tratado; e os municípios de Jundiaí, Franca, Santos, Ribeirão Preto e Sorocaba aparecem entre as 10 primeiras cidades no ranking nacional das que mais tratam esgotos.
Os destaques negativos, disse ele, vão para municípios do norte do país, como Belém (PA), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). A capital paraense trata 6% de seu esgoto, enquanto a acreana atinge 3% do volume tratado. Já a capital de Rondônia, com 379 mil habitantes, não trata esgotos - joga tudo em rios.
Cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, também aparecem com índices baixíssimos de tratamento, não superiores a 5%. “O Rio de Janeiro também caminhou para trás: declarou tratar 60% de seu esgoto em 2007 e 48% em 2008″, disse. Todos esses municípios acabam lançando uma grande quantidade de esgoto in natura na Baía de Guanabara, que deve sediar as competições de iatismo nas Olimpíadas de 2016.
Segundo Pinho, os avanços no setor foram “evidentes” desde 2003, mas ainda muito lentos. Para assegurar a universalização dos serviços de tratamento de esgotos, seriam necessários, diz ele, investimentos anuais de no mínimo R$ 10 bilhões por ano. Com isso, 100% dos esgotos do país poderiam ser tratados, já em 2027.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725138
Os dados nacionais sobre saneamento estão em estudo, divulgado domingo, 9, do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), e foram reunidos com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Em março último, o órgão federal atualizou o sistema com as informações mais recentes disponíveis, fornecidos por concessionárias de água e esgoto em todo o País, referentes ao ano de 2008. Reportagem da Agência Estado, no Jornal Pequeno, MA.
Segundo o Instituto, que tem o apoio de órgãos como a Agencia Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe), Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outros órgãos, apenas cerca de 36% do esgoto gerado nas 81 maiores cidades brasileiras (o total é de 9,3 bilhões de litros por dia) recebem algum tipo de tratamento - um índice considerado longe do ideal.
“São dados públicos, que estão na internet, e que utilizamos para cobrar as prefeituras por mais investimentos e políticas públicas para a área”, disse Raul Pinho, conselheiro do Trata Brasil.
De acordo com ele, a situação da capital paulista e de cidades do Estado de São Paulo foi, em geral, de avanço nos últimos anos, com ganhos na questão do tratamento de esgotos. “Entre 2007 e 2008, a Sabesp fez muitos investimentos e melhorou o índice de tratamento na capital”, afirmou. Hoje, cerca de 68% do esgoto paulistano é tratado; e os municípios de Jundiaí, Franca, Santos, Ribeirão Preto e Sorocaba aparecem entre as 10 primeiras cidades no ranking nacional das que mais tratam esgotos.
Os destaques negativos, disse ele, vão para municípios do norte do país, como Belém (PA), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO). A capital paraense trata 6% de seu esgoto, enquanto a acreana atinge 3% do volume tratado. Já a capital de Rondônia, com 379 mil habitantes, não trata esgotos - joga tudo em rios.
Cidades da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu e Duque de Caxias, também aparecem com índices baixíssimos de tratamento, não superiores a 5%. “O Rio de Janeiro também caminhou para trás: declarou tratar 60% de seu esgoto em 2007 e 48% em 2008″, disse. Todos esses municípios acabam lançando uma grande quantidade de esgoto in natura na Baía de Guanabara, que deve sediar as competições de iatismo nas Olimpíadas de 2016.
Segundo Pinho, os avanços no setor foram “evidentes” desde 2003, mas ainda muito lentos. Para assegurar a universalização dos serviços de tratamento de esgotos, seriam necessários, diz ele, investimentos anuais de no mínimo R$ 10 bilhões por ano. Com isso, 100% dos esgotos do país poderiam ser tratados, já em 2027.
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Comprar, usar e devolver para reciclagem: o futuro sustentável do closed loop
O mundo está em mudança na sua essência e o investimento em inovação sustentável será o diferencial entre aquelas empresas que vão sobreviver e as que desaparecerão. Mas não somente das empresas ou organizações devem partir atitudes inovadoras de sustentabilidade. O consumidor final também pode e deve contribuir com pequenas atitudes que, se não são suficientes para salvar o planeta, ao menos estimulam um uso mais racional dos recursos naturais. Os desafios das empresas para se antecipar à ruptura da atual ordem econômica e descobrir novos nichos de negócios sustentáveis, e as conquistas já obtidas no campo da inovação foram discutidos no painel “Inovação e Tecnologia. Sustentabilidade em Produtos, Processos e no Modelo de Negócios: Desafios e Avanços”, na quinta-feira, 13 de maio, segundo dia da Conferência Internacional 2010 do Instituto Ethos.
O painel foi moderado pelo presidente e CEO da Business for Social Responsability, Aron Cramer, e teve como expositores o diretor executivo da SustainAbility, Mark Lee, a diretora de Mobilização de Stakeholders e Sustentabilidade da Nike, Sarah Severn, e William Blackburn, presidente da consultoria que leva seu nome. O público teve contato com conceitos como loop fechado (closed loop), troca verde e plataforma de cooperação, que começam a se disseminar entre as empresas, principalmente estrangeiras, e que prometem ser as estrelas em termos de atitudes sustentáveis nos próximos anos.
Cramer apresentou diversos cases de inovação, como o da cadeia varejista americana Best Buy, que, sem tirar o foco da venda de eletroeletrônicos, vem investindo no gerenciamento à distância de energia em residências por meio de controles remotos. Outro case de destaque foi o projeto Little Black Dress, criado por uma consumidora norte-americana, considerado exemplo de redução de consumo. Durante um ano, ela se propõe a usar apenas sete vestidos, todos iguais, variando apenas de acessórios.
Fabricar-usar-devolver-reciclar. Este é o foco da Nike. A empresa criou três áreas de inovação sustentável: troca verde, que prevê o compartilhamento de know how e propriedade intelectual, envolvendo várias empresas, o loop fechado, que prevê um ciclo de uso para o produto e sua posterior devolução para reciclagem, e o considered produto, que agrega material reciclado aos produtos. Cada camisa de poliéster das equipes que participarão da Copa da África do Sul agrega oito garrafas pet. Com isso, 13 milhões de garrafas foram tiradas do meio ambiente.
Mark Lee e Willian Blackburn defenderam a necessidade de as empresas adotarem novos modelos de negócios que agreguem mais valor aos produtos que já fabricam. Para Blackburn, a ISO 26000, que definirá novos padrões de responsabilidade social, obrigará as empresas a terem um entendimento maior acerca de suas responsabilidades.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725159
O painel foi moderado pelo presidente e CEO da Business for Social Responsability, Aron Cramer, e teve como expositores o diretor executivo da SustainAbility, Mark Lee, a diretora de Mobilização de Stakeholders e Sustentabilidade da Nike, Sarah Severn, e William Blackburn, presidente da consultoria que leva seu nome. O público teve contato com conceitos como loop fechado (closed loop), troca verde e plataforma de cooperação, que começam a se disseminar entre as empresas, principalmente estrangeiras, e que prometem ser as estrelas em termos de atitudes sustentáveis nos próximos anos.
Cramer apresentou diversos cases de inovação, como o da cadeia varejista americana Best Buy, que, sem tirar o foco da venda de eletroeletrônicos, vem investindo no gerenciamento à distância de energia em residências por meio de controles remotos. Outro case de destaque foi o projeto Little Black Dress, criado por uma consumidora norte-americana, considerado exemplo de redução de consumo. Durante um ano, ela se propõe a usar apenas sete vestidos, todos iguais, variando apenas de acessórios.
Fabricar-usar-devolver-reciclar. Este é o foco da Nike. A empresa criou três áreas de inovação sustentável: troca verde, que prevê o compartilhamento de know how e propriedade intelectual, envolvendo várias empresas, o loop fechado, que prevê um ciclo de uso para o produto e sua posterior devolução para reciclagem, e o considered produto, que agrega material reciclado aos produtos. Cada camisa de poliéster das equipes que participarão da Copa da África do Sul agrega oito garrafas pet. Com isso, 13 milhões de garrafas foram tiradas do meio ambiente.
Mark Lee e Willian Blackburn defenderam a necessidade de as empresas adotarem novos modelos de negócios que agreguem mais valor aos produtos que já fabricam. Para Blackburn, a ISO 26000, que definirá novos padrões de responsabilidade social, obrigará as empresas a terem um entendimento maior acerca de suas responsabilidades.
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Detalhes da Lei Climática norte-americana revelados
A nova legislação do clima que será apresentada nesta quarta-feira em Washington traz a meta de reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação aos níveis de 2005 e estabelece um preço para o carbono lançado por grandes emissores.
O Senado dos Estados Unidos vem sendo há meses um obstáculo na aprovação de um novo conjunto de leis que visam estabelecer regras para lidar com as emissões de gases do efeito estufa e com a geração de energia. Depois de muito impasse, os senadores John Kerry e Joseph Lieberman resolveram assumir a responsabilidade de alterar alguns pontos das leis para que fosse possível alcançar um consenso. Essa nova proposta climática será apresentada no decorrer desta quarta-feira (12), mas já está circulando um sumário dos principais elementos do projeto de lei da lei.
A nova legislação possui a meta de reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação aos níveis de 2005 e em 80% até 2050. Além disso, se for aprovada a proposta, pela primeira vez nos Estados Unidos os grandes poluidores, como as termelétricas alimentadas a carvão, terão que pagar pela emissão de carbono.
A princípio será cobrado um valor entre US$ 12 a US$ 25 por tonelada, variando conforme os preços do mercado. Essa medida só terá efeito a partir de 2013 para geradoras de energia e transportes. As indústrias só se submeterão ao esquema em 2016.
Para as companhias elétricas serão distribuídas permissões, uma forma de amenizar o impacto inicial da lei. Também serão fornecidos recursos para que as famílias de baixa renda não sofram com possíveis aumentos no valor da conta de energia.
Segundo Kerry e Lieberman, a nova legislação irá focar nos grandes emissores e afetará muito pouco o setor agrícola e pequenas e médias empresas.
Também serão dados incentivos de até US$ 2 bilhões para o desenvolvimento de tecnologias de “carvão limpo”, incluindo métodos de captura e armazenagem de carbono (CCS).
A lei promete grande ajuda para incentivar a energia nuclear com empréstimos de US$ 54 bilhões para o setor. Além disso, descontos fiscais de até 10% serão fornecidos para despesas de construção de novas usinas.
Muito provavelmente levando em conta os impactos do vazamento da plataforma da BP no Golfo do México, a nova lei climática permite que os estados vetem a perfuração de poços de petróleo a uma distância de até 120 km da costa.
Para os estados que aceitarem receber as plataformas será destinada uma parte dos lucros da exploração. Já existe a previsão de que essa medida gere muita discussão no Senado, de maneira semelhante a que ocorre aqui no Brasil com relação aos royalties do pré-sal.
A nova legislação será chamada de American Power Act e segundo Kerry vai criar empregos, fortalecer a segurança nacional e proteger o meio ambiente.
Depois de apresentado, o projeto entrará numa fase de debates e ainda existem duvidas de que possa ser aprovado em 2010.
http://www.carbonobrasil.com/?id=725129
O Senado dos Estados Unidos vem sendo há meses um obstáculo na aprovação de um novo conjunto de leis que visam estabelecer regras para lidar com as emissões de gases do efeito estufa e com a geração de energia. Depois de muito impasse, os senadores John Kerry e Joseph Lieberman resolveram assumir a responsabilidade de alterar alguns pontos das leis para que fosse possível alcançar um consenso. Essa nova proposta climática será apresentada no decorrer desta quarta-feira (12), mas já está circulando um sumário dos principais elementos do projeto de lei da lei.
A nova legislação possui a meta de reduzir as emissões em 17% até 2020 em relação aos níveis de 2005 e em 80% até 2050. Além disso, se for aprovada a proposta, pela primeira vez nos Estados Unidos os grandes poluidores, como as termelétricas alimentadas a carvão, terão que pagar pela emissão de carbono.
A princípio será cobrado um valor entre US$ 12 a US$ 25 por tonelada, variando conforme os preços do mercado. Essa medida só terá efeito a partir de 2013 para geradoras de energia e transportes. As indústrias só se submeterão ao esquema em 2016.
Para as companhias elétricas serão distribuídas permissões, uma forma de amenizar o impacto inicial da lei. Também serão fornecidos recursos para que as famílias de baixa renda não sofram com possíveis aumentos no valor da conta de energia.
Segundo Kerry e Lieberman, a nova legislação irá focar nos grandes emissores e afetará muito pouco o setor agrícola e pequenas e médias empresas.
Também serão dados incentivos de até US$ 2 bilhões para o desenvolvimento de tecnologias de “carvão limpo”, incluindo métodos de captura e armazenagem de carbono (CCS).
A lei promete grande ajuda para incentivar a energia nuclear com empréstimos de US$ 54 bilhões para o setor. Além disso, descontos fiscais de até 10% serão fornecidos para despesas de construção de novas usinas.
Muito provavelmente levando em conta os impactos do vazamento da plataforma da BP no Golfo do México, a nova lei climática permite que os estados vetem a perfuração de poços de petróleo a uma distância de até 120 km da costa.
Para os estados que aceitarem receber as plataformas será destinada uma parte dos lucros da exploração. Já existe a previsão de que essa medida gere muita discussão no Senado, de maneira semelhante a que ocorre aqui no Brasil com relação aos royalties do pré-sal.
A nova legislação será chamada de American Power Act e segundo Kerry vai criar empregos, fortalecer a segurança nacional e proteger o meio ambiente.
Depois de apresentado, o projeto entrará numa fase de debates e ainda existem duvidas de que possa ser aprovado em 2010.
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Compulsão por comida gordurosa tem mecanismo semelhante ao vício em cocaína
mecanismo molecular responsável pelo vício em drogas pesadas - como cocaína e heroína, por exemplo - é semelhante ao que leva à compulsão por comidas gordurosas e calóricas. O estudo realizado em camundongos mostra que a compulsão por esse tipo de alimento coincide com a deterioração progressiva do equilíbrio químico em circuitos de recompensa do cérebro e comprova que a ingestão contínua de alimentos gordurosos causa mudanças neuroquímicas semelhantes às encontradas em dependentes químicos, sendo muito difícil de ser combatida. Os resultados são do artigo publicado recentemente na Nature Neuroscience coordenado por Paul Kenny do Instituto de Pesquisa Scripps, na Flórida (Estados Unidos).
Embora realizado em modelos animais, o estudo fornece uma explicação científica para algo que é verificado na prática por pacientes obesos há muito tempo: assim como ocorre com a dependência em outras substâncias, controlar o vício por comida não saudável é algo extremamente difícil. Os resultados mostraram que as partes do cérebro que lidam com o prazer, além de superestimuladas, deterioraram-se gradualmente à medida que o consumo dos alimentos gordurosos aumentaram. Essas regiões passaram a responder cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, perdendo o controle da fome.
Os animais foram submetidos a uma dieta modelada a partir do típico cardápio que contribui para a obesidade humana – com calorias de fácil obtenção e alta gordura – como crostas de açúcar, salsichas, bacon e cheese-cakes. Logo após o início dos experimentos, os animais começaram a comer em grande quantidade e ingeriram o dobro das calorias dos ratos do grupo de controle. Quando a dieta foi substituída por outra, mais balanceada, eles simplesmente se recusaram a comer. Os animais que apresentaram um colapso nos circuitos cerebrais de recompensa foram justamente aqueles que mudaram a dieta mais profundamente, buscando a comida mais saborosa e menos saudável. Esses mesmos animais também foram os que se mantiveram comendo, mesmo quando levavam choques elétricos.
Depois de mostrar que os ratos obesos tinham em relação à comida um comportamento semelhante ao do vício em drogas, Kenny e sua equipe investigaram o mecanismo molecular subjacente que explica a modificação. Eles se concentraram em um receptor específico no cérebro, conhecido por ter um importante papel na vulnerabilidade à dependência química e à obesidade – o receptor de dopamina D2. O estudo mostra que os ratos com comportamento compulsivo tinham menos receptores de dopamina D2 no cérebro. Uma quantidade baixa desses receptores, nos humanos, está associada a uma propensão maior ao vício e à obesidade.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas. Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Isso leva eventualmente a mudanças físicas na maneira como o cérebro responde à droga. O estudo verificou que um processo semelhante também acontece com dietas gordurosas.
Esses resultados comprovam o que os especialistas desconfiavam há muito tempo. Ingerir dietas hipercalóricas em grandes quantidades modifica o sistema de recompensas do cérebro e estimula a compulsão. O consumo exagerado deste tipo de comida é um gatilho para uma resposta neuroadaptativa, semelhante ao vício, nos circuitos de recompensa do cérebro, o que leva ao desenvolvimento da obesidade e à dependência de drogas, e pode levar a um quadro irreversível.
Por Cristiane Paião
http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=3¬icia=629
Embora realizado em modelos animais, o estudo fornece uma explicação científica para algo que é verificado na prática por pacientes obesos há muito tempo: assim como ocorre com a dependência em outras substâncias, controlar o vício por comida não saudável é algo extremamente difícil. Os resultados mostraram que as partes do cérebro que lidam com o prazer, além de superestimuladas, deterioraram-se gradualmente à medida que o consumo dos alimentos gordurosos aumentaram. Essas regiões passaram a responder cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, perdendo o controle da fome.
Os animais foram submetidos a uma dieta modelada a partir do típico cardápio que contribui para a obesidade humana – com calorias de fácil obtenção e alta gordura – como crostas de açúcar, salsichas, bacon e cheese-cakes. Logo após o início dos experimentos, os animais começaram a comer em grande quantidade e ingeriram o dobro das calorias dos ratos do grupo de controle. Quando a dieta foi substituída por outra, mais balanceada, eles simplesmente se recusaram a comer. Os animais que apresentaram um colapso nos circuitos cerebrais de recompensa foram justamente aqueles que mudaram a dieta mais profundamente, buscando a comida mais saborosa e menos saudável. Esses mesmos animais também foram os que se mantiveram comendo, mesmo quando levavam choques elétricos.
Depois de mostrar que os ratos obesos tinham em relação à comida um comportamento semelhante ao do vício em drogas, Kenny e sua equipe investigaram o mecanismo molecular subjacente que explica a modificação. Eles se concentraram em um receptor específico no cérebro, conhecido por ter um importante papel na vulnerabilidade à dependência química e à obesidade – o receptor de dopamina D2. O estudo mostra que os ratos com comportamento compulsivo tinham menos receptores de dopamina D2 no cérebro. Uma quantidade baixa desses receptores, nos humanos, está associada a uma propensão maior ao vício e à obesidade.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas. Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Isso leva eventualmente a mudanças físicas na maneira como o cérebro responde à droga. O estudo verificou que um processo semelhante também acontece com dietas gordurosas.
Esses resultados comprovam o que os especialistas desconfiavam há muito tempo. Ingerir dietas hipercalóricas em grandes quantidades modifica o sistema de recompensas do cérebro e estimula a compulsão. O consumo exagerado deste tipo de comida é um gatilho para uma resposta neuroadaptativa, semelhante ao vício, nos circuitos de recompensa do cérebro, o que leva ao desenvolvimento da obesidade e à dependência de drogas, e pode levar a um quadro irreversível.
Por Cristiane Paião
http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=3¬icia=629
Economia melhor não garante avanços sociais e ambientais na Amazônia
Apesar do crescimento econômico, os estados que compõem a chamada Amazônia Legal - composta pelo Acre, Pará, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins - ainda apresentam problemas sociais, ambientais e de saúde, contrariando o pensamento comum de que a melhora na economia traz, conseqüentemente, mudanças positivas nestas áreas. Isso é o que confirma a pesquisa recém-divulgada “Indicadores de sustentabilidade ambiental e de saúde na Amazônia Legal, Brasil”, realizada em 2006 por Leandro Luiz Giatti, doutor em saúde pública pelo Departamento de Saúde ambiental da Universidade de São Paulo (USP), e Carlos Machado de Freitas, também doutor nesta área pela Fundação Oswaldo Cruz.
Para reunir e levantar dados, os pesquisadores utilizaram o modelo “Forças Motrizes, Pressão, Situação, Exposição, Efeito e Ação” (FMPSEEA) proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi adotado por apresentar a possibilidade de analisar a relação entre saúde e ambiente de modo sistêmico, identificando as causas que geram pressões e mudanças no estado ambiental. O que, segundo Giatti, permite utilizar a seguinte analogia: “a composição de algo similar a uma foto composta por partes de fotos tiradas do mesmo objeto em distintos momentos”.
A pesquisa salienta que a relação entre crescimento econômico e desigualdades, naquela macroregião, se dá de maneira heterogênea, assim como são distintos os modelos de desenvolvimento, apropriação do espaço e da natureza e as políticas vigentes em cada estado que a compõem. “Nesse sentido, ressaltamos bastante as diferenças entre os estados de Mato Grosso e Amazonas, ambos vem crescendo muito economicamente. O primeiro tem melhores indicadores sociais, mas é o que mais desmata. E o segundo, conserva significativamente o patrimônio natural, porém, apresenta sérios problemas de distribuição de renda e de desemprego”, explica Giatti.
Para o pesquisador, “há diferenças nos modelos adotados entre os estados, mas alguns dos que mais crescem economicamente são também os que mais desmatam (Pará, Rondônia e Mato Grosso), por processos de desenvolvimento fortemente dependentes de recursos naturais, como no caso da soja, do comércio de produtos florestais (madeireiros) e da agropecuária de modo geral”. Esses dados permitem apontar para o desenvolvimento insustentável da região, pois ao mesmo tempo em que se consegue obter bons indicadores de crescimento econômico, redução da mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida, o desmatamento e os processos de apropriação desenfreada de recursos naturais vão se intensificando.
O estudo relembra ainda o estreito relacionamento entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e saúde humana. Em vista está o bem estar e não somente a ausência de doenças, pois isso tudo gera o crescimento, não apenas a economia, e esses fatores são dependentes uns dos outros. “Assim, julgamos primordial, que para a adoção de estratégias de desenvolvimento econômico que tenham, enquanto pré-requisitos, a saúde do ambiente e a saúde da população, que também é determinada pela melhoria de indicadores socio-econômicos”, afirma Giatti. Logo, o crescimento econômico não é garantia de igualdade social e de qualidade de vida.
Ao analisarem os índices de saúde da região, os pesquisadores se deparam com um quadro sanitário bastante delicado. “Prevalecem doenças infecciosas diretamente associadas às radicais mudanças ambientais, como malária, leishmaniose e dengue. Mas também recrudescem problemas como mortes por violência (associadas a tensões sociais e conflitos por terras), mortes por acidentes de trânsito (associadas à urbanização, precário planejamento de vias, etc.) e problemas relacionados ao precário saneamento básico na região. Além disso, algumas doenças fortemente relacionadas à pobreza ainda têm grande importância na região, tais como tuberculose e hanseníase”, complementa. Para o pesquisador, os resultados deixam claro que o desenvolvimento econômico, associado às profundas mudanças ambientais e pouca ação para mitigar desigualdades, não é o melhor caminho para desenvolver a Amazônia em uma perspectiva integral, considerando um objetivo primordial que deve ser a qualidade de vida de seus habitantes.
Por Carolina Octaviano
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=633
Para reunir e levantar dados, os pesquisadores utilizaram o modelo “Forças Motrizes, Pressão, Situação, Exposição, Efeito e Ação” (FMPSEEA) proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que foi adotado por apresentar a possibilidade de analisar a relação entre saúde e ambiente de modo sistêmico, identificando as causas que geram pressões e mudanças no estado ambiental. O que, segundo Giatti, permite utilizar a seguinte analogia: “a composição de algo similar a uma foto composta por partes de fotos tiradas do mesmo objeto em distintos momentos”.
A pesquisa salienta que a relação entre crescimento econômico e desigualdades, naquela macroregião, se dá de maneira heterogênea, assim como são distintos os modelos de desenvolvimento, apropriação do espaço e da natureza e as políticas vigentes em cada estado que a compõem. “Nesse sentido, ressaltamos bastante as diferenças entre os estados de Mato Grosso e Amazonas, ambos vem crescendo muito economicamente. O primeiro tem melhores indicadores sociais, mas é o que mais desmata. E o segundo, conserva significativamente o patrimônio natural, porém, apresenta sérios problemas de distribuição de renda e de desemprego”, explica Giatti.
Para o pesquisador, “há diferenças nos modelos adotados entre os estados, mas alguns dos que mais crescem economicamente são também os que mais desmatam (Pará, Rondônia e Mato Grosso), por processos de desenvolvimento fortemente dependentes de recursos naturais, como no caso da soja, do comércio de produtos florestais (madeireiros) e da agropecuária de modo geral”. Esses dados permitem apontar para o desenvolvimento insustentável da região, pois ao mesmo tempo em que se consegue obter bons indicadores de crescimento econômico, redução da mortalidade infantil e aumento da expectativa de vida, o desmatamento e os processos de apropriação desenfreada de recursos naturais vão se intensificando.
O estudo relembra ainda o estreito relacionamento entre desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e saúde humana. Em vista está o bem estar e não somente a ausência de doenças, pois isso tudo gera o crescimento, não apenas a economia, e esses fatores são dependentes uns dos outros. “Assim, julgamos primordial, que para a adoção de estratégias de desenvolvimento econômico que tenham, enquanto pré-requisitos, a saúde do ambiente e a saúde da população, que também é determinada pela melhoria de indicadores socio-econômicos”, afirma Giatti. Logo, o crescimento econômico não é garantia de igualdade social e de qualidade de vida.
Ao analisarem os índices de saúde da região, os pesquisadores se deparam com um quadro sanitário bastante delicado. “Prevalecem doenças infecciosas diretamente associadas às radicais mudanças ambientais, como malária, leishmaniose e dengue. Mas também recrudescem problemas como mortes por violência (associadas a tensões sociais e conflitos por terras), mortes por acidentes de trânsito (associadas à urbanização, precário planejamento de vias, etc.) e problemas relacionados ao precário saneamento básico na região. Além disso, algumas doenças fortemente relacionadas à pobreza ainda têm grande importância na região, tais como tuberculose e hanseníase”, complementa. Para o pesquisador, os resultados deixam claro que o desenvolvimento econômico, associado às profundas mudanças ambientais e pouca ação para mitigar desigualdades, não é o melhor caminho para desenvolver a Amazônia em uma perspectiva integral, considerando um objetivo primordial que deve ser a qualidade de vida de seus habitantes.
Por Carolina Octaviano
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=633
Indústria define agenda ambiental para o Brasil
Acontece em Salvador entre quarta e sexta-feira (19 e 21) a 2ª Conferência da Indústria Brasileira para o Meio Ambiente (Cibma). A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, participam da abertura.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, participam da abertura do evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresários, representantes das federações, sindicatos e associações setoriais industriais consolidarão as propostas do setor produtivo para as políticas ambientais e de recursos hídricos. As sugestões vão compor um documento que será entregue aos candidatos à Presidência da República.
Os participantes da Conferência serão divididos em cinco grupos de trabalho, que debaterão propostas para biodiversidade e florestas, gestão ambiental, mudanças climáticas, responsabilidade ambiental compartilhada e recursos hídricos.
Os preparativos para a 2ª Cibma incluíram também eventos com especialistas internacionais. No dia 4 de maio, o economista franco-polonês Ignacy Sachs, fundador do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris, esteve em São Paulo para falar sobre as oportunidades para a indústria na economia de baixo carbono. Sachs, um dos formuladores do conceito de desenvolvimento sustentável, defende o desenvolvimento de soluções específicas para cada bioma, o que foi proposto nos encontros regionais preparatórios da 2ª Cibma.
Mais informações: http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF80808127A1657D0127D1219EDA407C.htm
http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=228015&id_secao=151
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, participam da abertura do evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresários, representantes das federações, sindicatos e associações setoriais industriais consolidarão as propostas do setor produtivo para as políticas ambientais e de recursos hídricos. As sugestões vão compor um documento que será entregue aos candidatos à Presidência da República.
Os participantes da Conferência serão divididos em cinco grupos de trabalho, que debaterão propostas para biodiversidade e florestas, gestão ambiental, mudanças climáticas, responsabilidade ambiental compartilhada e recursos hídricos.
Os preparativos para a 2ª Cibma incluíram também eventos com especialistas internacionais. No dia 4 de maio, o economista franco-polonês Ignacy Sachs, fundador do Centro de Pesquisas do Brasil Contemporâneo na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais, em Paris, esteve em São Paulo para falar sobre as oportunidades para a indústria na economia de baixo carbono. Sachs, um dos formuladores do conceito de desenvolvimento sustentável, defende o desenvolvimento de soluções específicas para cada bioma, o que foi proposto nos encontros regionais preparatórios da 2ª Cibma.
Mais informações: http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF80808127A1657D0127D1219EDA407C.htm
http://ibahia.globo.com/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=228015&id_secao=151
Despoluição da Baía de Guanabara completa 16 anos com poucos avanços
Dezesseis anos depois do primeiro contrato assinado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o início do processo de despoluição, os dejetos industriais e de cidades da Baixada Fluminense continuam desaguando na Baía de Guanabara. Assinado em março de 1994, o contrato do governo estadual do Rio de Janeiro com o BID e participação do Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC) para a implantação do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) não tem prazo para ser concluído.
O projeto prevê atuação em várias vertentes, como a racionalização do uso e abastecimento da água, a melhoria dos serviços de coleta de lixo e o controle de inundações. Um dos problemas, segundo o Centro de Informação da Baía de Guanabara é que não há um sistema rígido de fiscalização.
O orçamento original do PDBG era de US$ 793 milhões, mas a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que coordena e executa o programa, já investiu cerca de US$ 1 bilhão. As obras de primeira fase, devido a irregularidades, sofreram atrasos e parte foi malfeita, informa a Superintendência de Instrumentos de Gestão Ambiental. Dos investimentos previstos para a primeira fase, de US$ 1,2 bilhão, já foram gastos US$ 989,3 milhões, mas ainda há uma série de obras por terminar.
Segundo as informações oficiais, este é o maior conjunto de obras de saneamento básico dos últimos 30 anos no estado do Rio de Janeiro. A Cedae disse que, a partir de 2007, foram concluídas as obras que estavam inacabadas há anos.
“A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Caju [zona portuária do Rio], que por mais de 10 anos ficou abandonada às margens da Linha Vermelha, foi concluída. É a obra mais importante do PDBG, pois está reduzindo em 98% a carga poluidora dos 2,5 mil litros por segundo do esgoto tratado pela estação. Até o final de 2011, a Cedae também coloca em operação as estações de Tratamento de Esgotos de Sarapuí, Pavuna e São Gonçalo que, somadas, tratarão cerca de 2.500 litros de esgotos por segundo”, informou a Cedae.
Sérgio Ricardo, ambientalista e membro da Organização Não Governamental Verdejar, acompanha desde o início o PDBG e afirma que para conseguir o financiamento do BID o programa se comprometeu com metas extremamente ousadas que até hoje não foram atingidas. “O governo prometeu a despoluição das 53 praias da Baía de Guanabara, e não ocorreu. Você tem na Ilha do Governador, em Paquetá e Magé praias impróprias ao banho e, mesmo assim, com número grande de banhistas no fim de semana, principalmente crianças. Não é uma questão ambiental, é problema de saúde pública. Esse programa é uma obra ineficaz, extremamente limitada, e não resolverá o problema”, critica o ambientalista.
O controle industrial também não ocorreu, de acordo com Sérgio Ricardo, porque existem aproximadamente 10 mil empresas na Baía de Guanabara e a maioria das suas grandes representantes não são obrigadas a apresentar os requisitos ambientais, ou as que apresentam não são analisadas.
O ambientalista denuncia ainda que “há um enorme superfaturamento das obras, que chegou a ser comprovado em CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro [Alerj], cujas conclusões foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual e nada foi feito para apurar as responsabilidades e devolver o dinheiro desviado dos cofres públicos”.
(Fonte: Agência Brasil)
O projeto prevê atuação em várias vertentes, como a racionalização do uso e abastecimento da água, a melhoria dos serviços de coleta de lixo e o controle de inundações. Um dos problemas, segundo o Centro de Informação da Baía de Guanabara é que não há um sistema rígido de fiscalização.
O orçamento original do PDBG era de US$ 793 milhões, mas a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que coordena e executa o programa, já investiu cerca de US$ 1 bilhão. As obras de primeira fase, devido a irregularidades, sofreram atrasos e parte foi malfeita, informa a Superintendência de Instrumentos de Gestão Ambiental. Dos investimentos previstos para a primeira fase, de US$ 1,2 bilhão, já foram gastos US$ 989,3 milhões, mas ainda há uma série de obras por terminar.
Segundo as informações oficiais, este é o maior conjunto de obras de saneamento básico dos últimos 30 anos no estado do Rio de Janeiro. A Cedae disse que, a partir de 2007, foram concluídas as obras que estavam inacabadas há anos.
“A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Caju [zona portuária do Rio], que por mais de 10 anos ficou abandonada às margens da Linha Vermelha, foi concluída. É a obra mais importante do PDBG, pois está reduzindo em 98% a carga poluidora dos 2,5 mil litros por segundo do esgoto tratado pela estação. Até o final de 2011, a Cedae também coloca em operação as estações de Tratamento de Esgotos de Sarapuí, Pavuna e São Gonçalo que, somadas, tratarão cerca de 2.500 litros de esgotos por segundo”, informou a Cedae.
Sérgio Ricardo, ambientalista e membro da Organização Não Governamental Verdejar, acompanha desde o início o PDBG e afirma que para conseguir o financiamento do BID o programa se comprometeu com metas extremamente ousadas que até hoje não foram atingidas. “O governo prometeu a despoluição das 53 praias da Baía de Guanabara, e não ocorreu. Você tem na Ilha do Governador, em Paquetá e Magé praias impróprias ao banho e, mesmo assim, com número grande de banhistas no fim de semana, principalmente crianças. Não é uma questão ambiental, é problema de saúde pública. Esse programa é uma obra ineficaz, extremamente limitada, e não resolverá o problema”, critica o ambientalista.
O controle industrial também não ocorreu, de acordo com Sérgio Ricardo, porque existem aproximadamente 10 mil empresas na Baía de Guanabara e a maioria das suas grandes representantes não são obrigadas a apresentar os requisitos ambientais, ou as que apresentam não são analisadas.
O ambientalista denuncia ainda que “há um enorme superfaturamento das obras, que chegou a ser comprovado em CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro [Alerj], cujas conclusões foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual e nada foi feito para apurar as responsabilidades e devolver o dinheiro desviado dos cofres públicos”.
(Fonte: Agência Brasil)
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