17 de abril, Dia Nacional da Botânica, o Conselho Regional de Biologia da 3ª Região RS/SC destaca o trabalho de duas personalidades que estimularam muita gente a se dedicar às plantas: o botânico Bruno Irgang, falecido em 2006, e o advogado Augusto Carneiro, que com seus 87 anos segue militando em defesa do meio ambiente. O conselheiro Adriano Salvaterra destaca a importância da trajetória de Carneiro e Irgang. “Eles disseminaram conhecimentos, influenciaram muito para a consolidação da legislação ambiental gaúcha, vanguarda em vários aspectos”.
A bióloga Andréia Carneiro, filha do ambientalista, revelou ao CRBio 3 a importância dessas duas figuras para a conservação da biodiversidade gaúcha. Cada um com seu jeito peculiar, tanto Irgang quanto Carneiro, motivaram centenas de pessoas a enxergar a natureza, os ambientes com um olhar mais atento. Se hoje ela é curadora das coleções do Jardim Botânico de Porto Alegre, muito se deve a motivação dos dois.
“Neste dia da Botânica acho que é fundamental homenagear essas duas figuras, meu pai e o professor Bruno. Não tenho ideia de quantas pessoas eles influenciaram, principalmente meu pai que até hoje vende livros e distribui textos sobre ecologia na feira de agricultura orgânica aos sábados, na Av. José Bonifácio, em Porto Alegre, mesmo com seus 87 anos”, conta Andréia.
Carneiro que convidou José Lutzenberger para criar a primeira entidade do Sul do Brasil em 1972, a Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural). Ele é uma pessoa de vital importância para a conservação no Rio Grande do Sul. Carneiro e Lutz tiveram uma atuação decisiva na criação de diversas unidades de conservação, como o Parque Estadual de Itapuã, em Viamão, Reserva Biológica do Lami, em Porto Alegre, Parque Estadual do Delta do Jacuí, Estação Ecológica Aracuri, em Esmeralda, Parque Turístico da Guarita, em Torres e Estação Ecológica do Taim. Carneiro também teve uma atuação muito forte na defesa da arborização de Porto Alegre. Até hoje combate as podas indiscriminadas, o corte de árvores e o ato de “matar por matar” os animais, principalmente os passarinhos, hábito usual em décadas passadas.
Quanto ao seu professor, Bruno Irgang, Andréia guarda com carinho as lembranças da atenção com os alunos, a humildade e o vasto conhecimento. ”Também penso no grande número de alunos que ele orientou e que teve grande contribuição na formação, não só no conhecimento, mas também no modo de encarar a natureza”, observa.
Irgang era pesquisador do Departamento de Botânica da UFRGS. Foi um grande promotor da taxonomia (classificação) de plantas das diversas regiões do Estado e do Sul do Brasil. Seu trabalho ofereceu subsídios para pesquisadores da área da saúde, arquitetos e paisagistas. A coleta que fazia com prazer e a classificação das plantas também originaram publicações, hoje fontes de referência para técnicos, biólogos e população em geral.
Bruno Edgar Irgang também era professor do Programa de Pós-graduação em Botânica da UFRGS e suas linhas de pesquisa eram principalmente Taxonomia de plantas vasculares (especialmente plantas aquáticas) e Etnobotânica (plantas medicinais e alimentícias). Desde 1967, ele desenvolvia suas atividades na universidade. Muito querido pelos alunos, seu nome foi escolhido para batizar o Diretório Acadêmico do Instituto de Biociências da UFRGS.
Para a botânica, é essencial neste dia valorizar o trabalho dos dois, pois “está cada vez mais difícil preservar a natureza”. Andréia avalia que a natureza está sendo vista, novamente, como algo que impede o progresso. “E a população não parece se tocar muito com isso. Os interesses econômicos de poucos sobrepujam os interesses coletivos. No dia da Botânica, acho que precisamos refletir sobre tudo isso, pois as plantas não tem voz para reivindicar sua sobrevivência”, resume.
EcoAgência
sábado, 17 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Após apreensão, Anvisa alerta contra vacinas falsas da nova gripe
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta contra vacinas falsas da nova gripe. Na última sexta-feira (9), a Polícia Federal apreendeu em farmácias de Minas Gerais doses falsificadas contra o H1N1, a gripe sazonal e tétano. Elas imitavam medicamentos fabricados por um laboratório francês.
Segundo a Anvisa, as vacinas contra a nova gripe não podem ser compradas em farmácias ou drogarias. Quem não estiver nas faixas etárias cobertas pela campanha de vacinação, pode tomar a dose somente em hospitais ou clínicas particulares autorizadas pelo órgão.
As vacinas apreendidas haviam sido distribuídas às farmácias, segundo o órgão, por uma empresa fantasma da cidade de Governador Valadares (MG). Quem recebeu as doses falsificadas deve procurar um médico para monitorar reações adversas. A agência diz desconhecer a composição das vacinas.
(Fonte: G1)
Segundo a Anvisa, as vacinas contra a nova gripe não podem ser compradas em farmácias ou drogarias. Quem não estiver nas faixas etárias cobertas pela campanha de vacinação, pode tomar a dose somente em hospitais ou clínicas particulares autorizadas pelo órgão.
As vacinas apreendidas haviam sido distribuídas às farmácias, segundo o órgão, por uma empresa fantasma da cidade de Governador Valadares (MG). Quem recebeu as doses falsificadas deve procurar um médico para monitorar reações adversas. A agência diz desconhecer a composição das vacinas.
(Fonte: G1)
IV Congresso Brasileiro de Oceanografia será em Rio Grande
Em maio de 2010 será realizado em Rio Grande, RS, Brasil, o IV Congresso Brasileiro de Oceanografia (www.cbo2010.com), mais um de uma série de eventos bianuais que vem se fortalecendo e se firmando como um dos mais importantes congressos nacionais relacionados à Oceanografia e suas grandes áreas. Neste ano, também serão comemorados durante o CBO’2010 os 40 anos do curso de Oceanografia no Brasil, representando uma oportunidade única de encontro de alunos, egressos e outros pesquisadores que também se dedicam às Ciências do Mar.
Concomitantemente ao CBO’2010 será realizado o I Workshop Brasileiro sobre Lixo Marinho, uma iniciativa inédita que visa reunir os principais pesquisadores da área para exposição e debate de diferentes tópicos diretamente relacionados ao tema. Também está prevista a geração de um documento relacionado à realização, nos próximos anos, de um Encontro no Brasil inteiramente voltado ao tema, englobando as intenções de pesquisadores, alunos e interessados.
Global Garbage/EcoAgência
Concomitantemente ao CBO’2010 será realizado o I Workshop Brasileiro sobre Lixo Marinho, uma iniciativa inédita que visa reunir os principais pesquisadores da área para exposição e debate de diferentes tópicos diretamente relacionados ao tema. Também está prevista a geração de um documento relacionado à realização, nos próximos anos, de um Encontro no Brasil inteiramente voltado ao tema, englobando as intenções de pesquisadores, alunos e interessados.
Global Garbage/EcoAgência
Brasil vai criar 10 milhões de hectares de unidades de conservação
Em reunião com os presidentes dos parlamentos da Noruega, Dag Tarje Andersen, e do Povo Sami, Egil Olli, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse, nesta segunda-feira (12) que ações como o Fundo Amazônia podem mostrar ao mundo que o Brasil é capaz de assumir seus compromisso e reduzir o desmatamento da Floresta Amazônica.
Ela falou à comitiva norueguesa que o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) faz parte da estratégia brasileira para criar novas unidades de conservação (UC), e adiantou também que serão criados 10 milhões de hectares de UC na Amazônia nos próximos 10 anos, na segunda fase do Arpa. O Brasil foi responsável pela criação de 70% de todas as unidades de conservação criadas no mundo , nos últimos sete anos. Para a ministra, o Fundo Amazônia é a base para a implementação do Arpa.
A Noruega foi o primeiro país a fazer doação para o Fundo Amazônia. No primeiro ano, foram doados US$ 140 milhões. O governo norueguês anunciou, no entanto, que suas doações podem totalizar US$ 1 bilhão até 2015, condicionadas à redução do desmatamento nos anos anteriores. A ministra disse que o governo brasileiro trabalha na capacitação social para que todos os grupos possam enviar seus projetos e requerer recursos do fundo.
A ministra Izabella Teixeira destacou a redução de 51% do desmatamento da Amazônia de agosto de 2009 a fevereiro de 2010, comparado ao mesmo período anterior. "É uma queda sobre o menor desmatamento da história", salientou a ministra, ao lembrar que entre agosto de 2008 e julho de 2009 Brasil registrou o menor desmatamento da história, com 7 km² de floresta desmatada.
Ela explicou ao presidente Dag Tarje Andersen que isso é resultado das ações de repressão ao crime ambiental da Comissão Interministerial de Combate ao Crimes de Infrações Ambientais (Ciccia), que conta com Ibama, Polícia Federal e Força Nacional, com as alternativas sustentáveis aos municípios e povos da floresta.
Dentre as alternativas, estão as políticas para a sociobiodiversidade, que garante preço mínimo para produtos da floresta, como açaí, babaçu, borracha, carnaúba, castanha, pequi e piaçava . Para este ano, Teixeira adiantou que 10 novos produtos serão incluídos nessa lista. A garantia de preço mínimo para esse produtos garante renda para as comunidades tradicionais e amplia a proteção da floresta, uma vez que as árvores em pé garantem o sustento da população.
A ministra também citou a operação Arco Verde, que leva alternativas desenvolvimento sustentáveis para os 43 municípios que mais desmataram a Amazônia em 2008.
Para a ministra, o Macrozoneamento Ecológico Econômico da Amazônia Legal vai permitir o desenvolvimento sustentável da região, tanto na área urbana quanto na rural. "É preciso incluir todos no debate", afirmou.
Mudança Climática
A ministra Izabella Teixeira ainda pediu apoio dos noruegueses à convenção do clima, que acontece em dezembro em Cancún. Segundo ela, o Brasil vai trabalhar forte pelo diálogo entre os países para alcançar um bom resultado na convenção do clima.
www.ecoagencia.com.br
Ela falou à comitiva norueguesa que o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) faz parte da estratégia brasileira para criar novas unidades de conservação (UC), e adiantou também que serão criados 10 milhões de hectares de UC na Amazônia nos próximos 10 anos, na segunda fase do Arpa. O Brasil foi responsável pela criação de 70% de todas as unidades de conservação criadas no mundo , nos últimos sete anos. Para a ministra, o Fundo Amazônia é a base para a implementação do Arpa.
A Noruega foi o primeiro país a fazer doação para o Fundo Amazônia. No primeiro ano, foram doados US$ 140 milhões. O governo norueguês anunciou, no entanto, que suas doações podem totalizar US$ 1 bilhão até 2015, condicionadas à redução do desmatamento nos anos anteriores. A ministra disse que o governo brasileiro trabalha na capacitação social para que todos os grupos possam enviar seus projetos e requerer recursos do fundo.
A ministra Izabella Teixeira destacou a redução de 51% do desmatamento da Amazônia de agosto de 2009 a fevereiro de 2010, comparado ao mesmo período anterior. "É uma queda sobre o menor desmatamento da história", salientou a ministra, ao lembrar que entre agosto de 2008 e julho de 2009 Brasil registrou o menor desmatamento da história, com 7 km² de floresta desmatada.
Ela explicou ao presidente Dag Tarje Andersen que isso é resultado das ações de repressão ao crime ambiental da Comissão Interministerial de Combate ao Crimes de Infrações Ambientais (Ciccia), que conta com Ibama, Polícia Federal e Força Nacional, com as alternativas sustentáveis aos municípios e povos da floresta.
Dentre as alternativas, estão as políticas para a sociobiodiversidade, que garante preço mínimo para produtos da floresta, como açaí, babaçu, borracha, carnaúba, castanha, pequi e piaçava . Para este ano, Teixeira adiantou que 10 novos produtos serão incluídos nessa lista. A garantia de preço mínimo para esse produtos garante renda para as comunidades tradicionais e amplia a proteção da floresta, uma vez que as árvores em pé garantem o sustento da população.
A ministra também citou a operação Arco Verde, que leva alternativas desenvolvimento sustentáveis para os 43 municípios que mais desmataram a Amazônia em 2008.
Para a ministra, o Macrozoneamento Ecológico Econômico da Amazônia Legal vai permitir o desenvolvimento sustentável da região, tanto na área urbana quanto na rural. "É preciso incluir todos no debate", afirmou.
Mudança Climática
A ministra Izabella Teixeira ainda pediu apoio dos noruegueses à convenção do clima, que acontece em dezembro em Cancún. Segundo ela, o Brasil vai trabalhar forte pelo diálogo entre os países para alcançar um bom resultado na convenção do clima.
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Melhor saúde urbana exige mobilização política e da sociedade
Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pede ação para tornar cidades mais acolhedoras; Dia Mundial da Saúde foi celebrado nesta quarta-feira, 7 de abril.
Melhorar a saúde urbana exige políticas em todas as áreas do governo e sensibilização de todos os setores da sociedade.
A afirmação é do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo Dia Mundial da Saúde, celebrado 7 de abril.
Ameaças
Ban lembrou que pela primeira vez na história da humanidade existem mais habitantes nas cidades do que nas zonas rurais e que também há uma tendência de migração da pobreza para os centros urbanos.
Segundo ele, sete em cada dez pessoas viverão em zonas urbanas até a metade do século, com grande parte do crescimento acelerado em países em desenvolvimento.
Por isso, de acordo com o Secretário-Geral, existem múltiplas ameaças para a rápida urbanização sem planejamento, como saneamento, poluição, circulação e propagação de doenças provocadas pela miséria, tabagismo, crime e violência.
Esforço
Ban Ki-moon ressaltou que a ONU está envolvida no esforço para melhorar a saúde urbana e que, apesar das várias preocupações, há motivos para otimismo.
Ele disse que as causas dos problemas de saúde nas zonas urbanas são conhecidas e citou medidas que vem dando resultado, como estímulo da atividade física e comunidades que trabalham em conjunto para ajudar na redução da violência. Ban pediu ao mundo ação para tornar as cidades mais acolhedoras.
Fonte: Radio ONU
Melhorar a saúde urbana exige políticas em todas as áreas do governo e sensibilização de todos os setores da sociedade.
A afirmação é do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pelo Dia Mundial da Saúde, celebrado 7 de abril.
Ameaças
Ban lembrou que pela primeira vez na história da humanidade existem mais habitantes nas cidades do que nas zonas rurais e que também há uma tendência de migração da pobreza para os centros urbanos.
Segundo ele, sete em cada dez pessoas viverão em zonas urbanas até a metade do século, com grande parte do crescimento acelerado em países em desenvolvimento.
Por isso, de acordo com o Secretário-Geral, existem múltiplas ameaças para a rápida urbanização sem planejamento, como saneamento, poluição, circulação e propagação de doenças provocadas pela miséria, tabagismo, crime e violência.
Esforço
Ban Ki-moon ressaltou que a ONU está envolvida no esforço para melhorar a saúde urbana e que, apesar das várias preocupações, há motivos para otimismo.
Ele disse que as causas dos problemas de saúde nas zonas urbanas são conhecidas e citou medidas que vem dando resultado, como estímulo da atividade física e comunidades que trabalham em conjunto para ajudar na redução da violência. Ban pediu ao mundo ação para tornar as cidades mais acolhedoras.
Fonte: Radio ONU
Cientistas querem criar índice de biodiversidade
O plano é mobilizar milhares de pesquisadores para coletar informações sobre 160 mil espécies representativas, de grandes mamíferos a fungos, e com isso estabelecer a maior lista já feita sobre a situação da vida no planeta
Um diagnóstico completo da biodiversidade. É isso que sugere o artigo “The Barometer of Life” publicado nesta semana na revista Science e que tem entre seus autores o renomado ecologista Edward Wilson, da Universidade de Harvard. A idéia é utilizar uma rede de parcerias e assim triplicar o número de espécies que são analisadas pela Lista Vermelha, que reúne os animais em risco de extinção, produzida anualmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
O projeto estabeleceu 160 mil espécies representativas, de peixes a pássaros, de corais a fungos, e dessa forma pretende dar um panorama da situação atual da biodiversidade. O custo estimado para a elaboração da lista é de US$ 60 milhões. Mas “seria um dos melhores investimentos já feitos pela humanidade” esclarece o artigo.
“O quanto mais nós aprendermos sobre as espécies, mais saberemos sobre o meio ambiente que nos sustenta. Espécies ameaçadas, em especial, precisam ser identificadas para possibilitar melhores políticas de conservação”, explicou Wilson.
Atualmente, 48 mil espécies aparecem na Lista Vermelha, que custa anualmente US$ 4 milhões para ser produzida. Mas a lista é voltada a apenas alguns grupos de animais – principalmente mamíferos, pássaros e anfíbios -, e não representaria um quadro global do ecossistema. Apenas metade dos vertebrados e uma pequena proporção de plantas, invertebrados e fungos são analisados.
A maior parte do trabalho da Lista Vermelha é feita por voluntários da IUCN, a sugestão agora é ampliar essa rede de pessoas e instituições parceiras para que a lista seja mais completa.
“Nós precisamos urgentemente aumentar os esforços para catalogar nossa vasta biodiversidade, enquanto ainda podemos fazer isso. Devemos nos focar nas áreas de grande risco de extinção”, afirmou Russel Mittemeier, presidente do IUCN.
Os dados coletados serão úteis também para que empresas consigam avaliar seus impactos e ações ambientais, além de facilitar a identificação de áreas que precisem de mais recursos e atenção do setor público. “Essas informações irão ajudar os governos e comunidades a pensar em respostas apropriadas para as mudanças climáticas e outros desafios ecológicos”, disse Mittemeier.
Os pesquisadores destacam o grande custo beneficio da iniciativa. “Com apenas US$ 60 milhões, uma ninharia perto do que é gasto hoje em dia para salvar bancos ou manter guerras, podemos ter o melhor quadro já realizado sobre a saúde da biodiversidade”, resumiu Simon Stuart, presidente da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN.
As 160 mil espécies sugeridas ainda é um número provisório, se a iniciativa receber apoio da comunidade internacional, a quantidade de espécies pode ficar muito maior. O “barômetro da vida” pode vir a ser o grande marco de 2010, data que a ONU escolheu como “Ano Internacional da Biodiversidade”.
CarbonoBrasil
Um diagnóstico completo da biodiversidade. É isso que sugere o artigo “The Barometer of Life” publicado nesta semana na revista Science e que tem entre seus autores o renomado ecologista Edward Wilson, da Universidade de Harvard. A idéia é utilizar uma rede de parcerias e assim triplicar o número de espécies que são analisadas pela Lista Vermelha, que reúne os animais em risco de extinção, produzida anualmente pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
O projeto estabeleceu 160 mil espécies representativas, de peixes a pássaros, de corais a fungos, e dessa forma pretende dar um panorama da situação atual da biodiversidade. O custo estimado para a elaboração da lista é de US$ 60 milhões. Mas “seria um dos melhores investimentos já feitos pela humanidade” esclarece o artigo.
“O quanto mais nós aprendermos sobre as espécies, mais saberemos sobre o meio ambiente que nos sustenta. Espécies ameaçadas, em especial, precisam ser identificadas para possibilitar melhores políticas de conservação”, explicou Wilson.
Atualmente, 48 mil espécies aparecem na Lista Vermelha, que custa anualmente US$ 4 milhões para ser produzida. Mas a lista é voltada a apenas alguns grupos de animais – principalmente mamíferos, pássaros e anfíbios -, e não representaria um quadro global do ecossistema. Apenas metade dos vertebrados e uma pequena proporção de plantas, invertebrados e fungos são analisados.
A maior parte do trabalho da Lista Vermelha é feita por voluntários da IUCN, a sugestão agora é ampliar essa rede de pessoas e instituições parceiras para que a lista seja mais completa.
“Nós precisamos urgentemente aumentar os esforços para catalogar nossa vasta biodiversidade, enquanto ainda podemos fazer isso. Devemos nos focar nas áreas de grande risco de extinção”, afirmou Russel Mittemeier, presidente do IUCN.
Os dados coletados serão úteis também para que empresas consigam avaliar seus impactos e ações ambientais, além de facilitar a identificação de áreas que precisem de mais recursos e atenção do setor público. “Essas informações irão ajudar os governos e comunidades a pensar em respostas apropriadas para as mudanças climáticas e outros desafios ecológicos”, disse Mittemeier.
Os pesquisadores destacam o grande custo beneficio da iniciativa. “Com apenas US$ 60 milhões, uma ninharia perto do que é gasto hoje em dia para salvar bancos ou manter guerras, podemos ter o melhor quadro já realizado sobre a saúde da biodiversidade”, resumiu Simon Stuart, presidente da Comissão de Sobrevivência de Espécies da IUCN.
As 160 mil espécies sugeridas ainda é um número provisório, se a iniciativa receber apoio da comunidade internacional, a quantidade de espécies pode ficar muito maior. O “barômetro da vida” pode vir a ser o grande marco de 2010, data que a ONU escolheu como “Ano Internacional da Biodiversidade”.
CarbonoBrasil
Rio Grande do Sul registra mais de 4 mil casos de dengue
Mais de 4 mil casos de dengue foram registrados no Rio Grande do Sul desde o início do ano até esta segunda-feira (12), segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com boletim divulgado pelo governo, foram notificados 4.010 casos da doença.
Segundo a Secretaria, Ijuí (RS) é o município que tem o maior número de casos, com 3.161 notificações. A cidade de Santo Ângelo (RS) teve 170 notificações e a cidade de Santa Rosa (RS) registrou 155 casos. As outras 524 notificações estão distribuídas em diversos municípios do estado.
(Fonte: G1)
Segundo a Secretaria, Ijuí (RS) é o município que tem o maior número de casos, com 3.161 notificações. A cidade de Santo Ângelo (RS) teve 170 notificações e a cidade de Santa Rosa (RS) registrou 155 casos. As outras 524 notificações estão distribuídas em diversos municípios do estado.
(Fonte: G1)
Fuja das dores no ciático
Sentir dores latejantes para andar ou simplesmente permanecer sentado pode ser culpa do nervo ciático. O maior nervo do corpo humano começa nos últimos espaços entre as vértebras da coluna lombar e se ramifica até os membros inferiores, passando pela bacia. E esse é o caminho por onde a dor se irradia. Em geral, o desconforto é tanto que alguns movimentos, como levantar, por exemplo, ficam travados. Caminhar também fica complicado já que fica difícil jogar o peso das pernas sobre os pés durante uma crise.
"A dor é resultado da compressão do nervo, como no caso de hérnias de disco ou por ficar com a postura errada", explica o ortopedista do Hospital São Luiz, Francisco Arquimedes Tintori. "A dor no ciático piora ou melhora com alguns movimentos e ou posições, diferente da cólica renal que é constante e não melhora nas mudanças de posições", completa.
Não há uma causa específica para as dores no nervo ciático . Ela pode ser resultado da obesidade, do sedentarismo, da má postura, de desvios posturais e até de uma artrose degenerativa.
O exame
Para identificar o problema, em primeiro lugar é feito o teste de Lasegue, em que o paciente fica deitado e um dos membros inferiores (perna) é levantado. A dor surge quando o membro atinge um ângulo de 30° com a maca. "Há também a possibilidade de um exame radiográfico para verificar o nível de compressão do nervo, mas o principal exame é a Ressonância Nuclear Magnética", diz Tintori.
Tratamentos
Qualquer método que tenha como finalidade melhorar as dores no ciático envolve a descompressão do nervo. Para dar fim ao drama, há a possibilidade de tratamentos cirúrgicos e não-cirúrgicos. O método cirúrgico, com melhor evolução do paciente após o procedimento, é o chamado artrodese, que consiste em fixações com parafusos e hastes para abrir espaço na região da compressão do nervo.
A escolha pelo melhor método depende de cada caso. Quando as hérnias de disco são de grande volume e apertam o nervo, o método mais recomendado é a cirurgia. Porém, mesmo que a operação seja o melhor caminho, ainda assim há restrições. Nos casos de obesidade mórbida, pessoas com problemas de coagulação ou quando há contra-indicação clínica, do ponto de vista cardiológico, o tratamento não-cirúrgico é o mais indicado.
Para quem não precisa e nem quer encarar o bisturi, o pilates é um dos métodos mais procurados e eficientes. Mas a prática é um pouco diferente da que é feita nas academias. "O exercício deve ser acompanhado por profissionais fisioterapeutas e direcionado para resolver esse problema", explica o ortopedista. A recuperação é lenta e os resultados aparecem cerca de um mês após o início do tratamento. Já o tratamento cirúrgico apresenta um resultado mais rápido, porque ocorre a descompressão total da hérnia discal.
Previna-se da dor
Segundo o especialista, há a possibilidade de amenizar as dores no nervo - antes que elas fiquem insuportáveis. Vale apostar em reeducação alimentar (para evitar o sobrepeso) e exercícios físicos para eliminar a sobrecarga e não prejudicar a postura. Os melhores exercícios incluem o pilates, além do reforço das musculaturas do abdômen, lombar e glúteos. O especialista ainda dá a dica da cadeira de trabalho ideal para manter a dor longe: evite cadeiras que permitam movimentos exagerados, como aquelas que arcam demais para atrás. A cadeira ideal não precisa ser a mais desconfortável da loja, mas tem assento firme e o encosto reto. Na hora de dormir, opte por ficar de barriga para cima. "Separe também um apoio, como uma almofada, para ser colocado atrás dos joelhos e não forçar o nervo", sugere o especialista.
Fonte: www.minhavida.com.br
"A dor é resultado da compressão do nervo, como no caso de hérnias de disco ou por ficar com a postura errada", explica o ortopedista do Hospital São Luiz, Francisco Arquimedes Tintori. "A dor no ciático piora ou melhora com alguns movimentos e ou posições, diferente da cólica renal que é constante e não melhora nas mudanças de posições", completa.
Não há uma causa específica para as dores no nervo ciático . Ela pode ser resultado da obesidade, do sedentarismo, da má postura, de desvios posturais e até de uma artrose degenerativa.
O exame
Para identificar o problema, em primeiro lugar é feito o teste de Lasegue, em que o paciente fica deitado e um dos membros inferiores (perna) é levantado. A dor surge quando o membro atinge um ângulo de 30° com a maca. "Há também a possibilidade de um exame radiográfico para verificar o nível de compressão do nervo, mas o principal exame é a Ressonância Nuclear Magnética", diz Tintori.
Tratamentos
Qualquer método que tenha como finalidade melhorar as dores no ciático envolve a descompressão do nervo. Para dar fim ao drama, há a possibilidade de tratamentos cirúrgicos e não-cirúrgicos. O método cirúrgico, com melhor evolução do paciente após o procedimento, é o chamado artrodese, que consiste em fixações com parafusos e hastes para abrir espaço na região da compressão do nervo.
A escolha pelo melhor método depende de cada caso. Quando as hérnias de disco são de grande volume e apertam o nervo, o método mais recomendado é a cirurgia. Porém, mesmo que a operação seja o melhor caminho, ainda assim há restrições. Nos casos de obesidade mórbida, pessoas com problemas de coagulação ou quando há contra-indicação clínica, do ponto de vista cardiológico, o tratamento não-cirúrgico é o mais indicado.
Para quem não precisa e nem quer encarar o bisturi, o pilates é um dos métodos mais procurados e eficientes. Mas a prática é um pouco diferente da que é feita nas academias. "O exercício deve ser acompanhado por profissionais fisioterapeutas e direcionado para resolver esse problema", explica o ortopedista. A recuperação é lenta e os resultados aparecem cerca de um mês após o início do tratamento. Já o tratamento cirúrgico apresenta um resultado mais rápido, porque ocorre a descompressão total da hérnia discal.
Previna-se da dor
Segundo o especialista, há a possibilidade de amenizar as dores no nervo - antes que elas fiquem insuportáveis. Vale apostar em reeducação alimentar (para evitar o sobrepeso) e exercícios físicos para eliminar a sobrecarga e não prejudicar a postura. Os melhores exercícios incluem o pilates, além do reforço das musculaturas do abdômen, lombar e glúteos. O especialista ainda dá a dica da cadeira de trabalho ideal para manter a dor longe: evite cadeiras que permitam movimentos exagerados, como aquelas que arcam demais para atrás. A cadeira ideal não precisa ser a mais desconfortável da loja, mas tem assento firme e o encosto reto. Na hora de dormir, opte por ficar de barriga para cima. "Separe também um apoio, como uma almofada, para ser colocado atrás dos joelhos e não forçar o nervo", sugere o especialista.
Fonte: www.minhavida.com.br
Cãibras sinalizam desequilíbrio de nutrientes no organismo
Alongar e manter dieta equilibrada ajudam a prevenir o problema
Você pode estar parado, andando, praticando esportes ou até dormindo, não importa! Basta uma oportunidade e lá vem a danada da cãibra para te incomodar.
A dor intensa, que parece uma fisgada, pega qualquer um de surpresa. Caracterizada pela contração dolorosa e involuntária dos músculos, a cãibra é um problema comum que apesar de não sinalizar nenhuma doença grave, funciona como um termômetro que mede o equilíbrio de água e nutrientes no nosso organismo.
"Quando ela surge, é sinal de alguma deficiência", explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo. Para prevenir o incômodo, medidas simples como alongamento e dieta equilibrada são fundamentais.
"Ela é involuntária e dolorosa, porém, se você tomar cuidados como alongar antes de qualquer exercício e usar o sapato adequado, por exemplo, já consegue evitar o problema", afirma o fisiologista.
O que acontece na hora da cãibra?
A cãibra é uma contração parcialmente involuntária dos músculos que ocorre em função do desequilíbrio hidroeletrolítico da área onde a dor aparece, ou seja, quando sentimos cãibra, nosso organismo está dando sinais de que é preciso repor a água e os sais minerais, como potássio e sódio, nesta região.
Por isso sua incidência é comum durante ou após a prática de exercícios físicos, após muitas horas em pé e até na hora do sexo. "Como não se caracteriza como doença, a cãibra não causa complicações graves e seus sintomas são basicamente dor e forte contração do local", explica Raul Santo.
Por que ela aparece mais nos pés, dedos e batata da perna?
Embora possa acontecer em outras partes do corpo, a cãibra atinge mais os dedos e toda a superfície dos pés e batata da perna em função do desgaste maior que estas áreas sofrem.
Como são regiões em constante movimento, acabam perdendo seus nutrientes com maior rapidez, daí o fato de serem o foco. "Como usamos pernas e pés com frequência, gastamos todo o combustível disponível ali, fazendo o corpo reagir mandando sinais de que é preciso repor os nutrientes", explica o fisiologista.
"Calçados impróprios para caminhar ou praticar exercícios e uma dieta desregulada podem tornar o problema mais frequente".
E quando ela aparece no meio da noite?
Se a cãibra é uma consequência do esforço muscular de determinadas regiões, porque ela aparece quando dormimos, e portanto, num momento de relaxamento?
Isso acontece porque na hora do sono nosso corpo relaxa e faz um balanço de tudo o que gastou e repôs ao longo do dia e, quando há falta de algum nutriente, ele reage mesmo se estamos dormindo. Outra situação provável durante o sono é o relaxamento brusco do músculo contraído durante todo o dia.
"O corpo está reagindo ao que não apresenta equilíbrio ou sofreu o impacto do relaxamento brusco provocado pelo sono depois de um dia inteiro de contrações", explica.
Se a cãibra surgir, dê uma puxadinha no dedão Banana sim, mas sem exageros
Quem já não ouviu dizer que comer banana ajuda a evitar cãibras? Mas será que é verdade? O fisiologista Raul Santo explica que como é rica em potássio, um dos principais minerais responsáveis pelo equilíbrio hidroeletrolítico, ela ajuda bastante na prevenção da contração, porém, se não houver a reposição dos demais nutrientes e sais minerais, a medida não é suficiente.
"A fruta é excelente para cãibra, mas seu efeito se torna ainda mais poderoso, se aliado a reposição das demais substâncias necessárias para se alcançar o equilíbrio hidroeletrolítico, inclusive a água", diz Raul.
Tratamento
O melhor tratamento para a cãibra é alongar a área na hora da contração. Segundo o fisiologista, esta prática estimula a circulação no local e promove a irrigação das veias e a reposição dos nutrientes perdidos, acabando com a dor. "Quando damos aquela puxadinha na ponta dos dedos, principalmente o dedão, ou esticamos a batata da perna, estamos alongando os músculos desnutridos e proporcionado a reposição de vitaminas e sais minerais através da irrigação do sangue no local, daí a dor ir embora. Mas perceba o sinal de alerta. Quando as cãibras se tornam frequentes e contínuas, é melhor procurar um ortopedista e um fisiologista, pois, o problema pode estar relacionado a outros problemas de postura ou articulação", diz Raul.
Cuidados que ajudam a evitar a dor
A cãibra está diretamente ligada aos nossos hábitos de vida e é por isso que medidas simples conseguem diminuir a frequência do problema.
"A combinação para afastar a cãibra é manter alimentação equilibrada, hidratação e condicionamento físico", explica o fisiologista da Unifesp.
- Usar calçados adequados e confortáveis para práticas esportivas ou para quem fica muito tempo em pé
-Manter uma dieta equilibrada com as vitaminas e sais minerais necessários para nossa saúde
-Tomar muita água
-Fazer alongamento e aquecimento sempre que for fazer exercícios físicos e antes e depois da rotina pesada do dia a dia.
-Procurar ajuda médica se as dores persistirem por muito tempo
-Respeitar seu limite físico para não causar dores por exaustão
-Evitar alimentos e bebidas diuréticas para amenizar a perda de nutrientes
Fonte: http://www.minhavida.com.br
Você pode estar parado, andando, praticando esportes ou até dormindo, não importa! Basta uma oportunidade e lá vem a danada da cãibra para te incomodar.
A dor intensa, que parece uma fisgada, pega qualquer um de surpresa. Caracterizada pela contração dolorosa e involuntária dos músculos, a cãibra é um problema comum que apesar de não sinalizar nenhuma doença grave, funciona como um termômetro que mede o equilíbrio de água e nutrientes no nosso organismo.
"Quando ela surge, é sinal de alguma deficiência", explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo. Para prevenir o incômodo, medidas simples como alongamento e dieta equilibrada são fundamentais.
"Ela é involuntária e dolorosa, porém, se você tomar cuidados como alongar antes de qualquer exercício e usar o sapato adequado, por exemplo, já consegue evitar o problema", afirma o fisiologista.
O que acontece na hora da cãibra?
A cãibra é uma contração parcialmente involuntária dos músculos que ocorre em função do desequilíbrio hidroeletrolítico da área onde a dor aparece, ou seja, quando sentimos cãibra, nosso organismo está dando sinais de que é preciso repor a água e os sais minerais, como potássio e sódio, nesta região.
Por isso sua incidência é comum durante ou após a prática de exercícios físicos, após muitas horas em pé e até na hora do sexo. "Como não se caracteriza como doença, a cãibra não causa complicações graves e seus sintomas são basicamente dor e forte contração do local", explica Raul Santo.
Por que ela aparece mais nos pés, dedos e batata da perna?
Embora possa acontecer em outras partes do corpo, a cãibra atinge mais os dedos e toda a superfície dos pés e batata da perna em função do desgaste maior que estas áreas sofrem.
Como são regiões em constante movimento, acabam perdendo seus nutrientes com maior rapidez, daí o fato de serem o foco. "Como usamos pernas e pés com frequência, gastamos todo o combustível disponível ali, fazendo o corpo reagir mandando sinais de que é preciso repor os nutrientes", explica o fisiologista.
"Calçados impróprios para caminhar ou praticar exercícios e uma dieta desregulada podem tornar o problema mais frequente".
E quando ela aparece no meio da noite?
Se a cãibra é uma consequência do esforço muscular de determinadas regiões, porque ela aparece quando dormimos, e portanto, num momento de relaxamento?
Isso acontece porque na hora do sono nosso corpo relaxa e faz um balanço de tudo o que gastou e repôs ao longo do dia e, quando há falta de algum nutriente, ele reage mesmo se estamos dormindo. Outra situação provável durante o sono é o relaxamento brusco do músculo contraído durante todo o dia.
"O corpo está reagindo ao que não apresenta equilíbrio ou sofreu o impacto do relaxamento brusco provocado pelo sono depois de um dia inteiro de contrações", explica.
Se a cãibra surgir, dê uma puxadinha no dedão Banana sim, mas sem exageros
Quem já não ouviu dizer que comer banana ajuda a evitar cãibras? Mas será que é verdade? O fisiologista Raul Santo explica que como é rica em potássio, um dos principais minerais responsáveis pelo equilíbrio hidroeletrolítico, ela ajuda bastante na prevenção da contração, porém, se não houver a reposição dos demais nutrientes e sais minerais, a medida não é suficiente.
"A fruta é excelente para cãibra, mas seu efeito se torna ainda mais poderoso, se aliado a reposição das demais substâncias necessárias para se alcançar o equilíbrio hidroeletrolítico, inclusive a água", diz Raul.
Tratamento
O melhor tratamento para a cãibra é alongar a área na hora da contração. Segundo o fisiologista, esta prática estimula a circulação no local e promove a irrigação das veias e a reposição dos nutrientes perdidos, acabando com a dor. "Quando damos aquela puxadinha na ponta dos dedos, principalmente o dedão, ou esticamos a batata da perna, estamos alongando os músculos desnutridos e proporcionado a reposição de vitaminas e sais minerais através da irrigação do sangue no local, daí a dor ir embora. Mas perceba o sinal de alerta. Quando as cãibras se tornam frequentes e contínuas, é melhor procurar um ortopedista e um fisiologista, pois, o problema pode estar relacionado a outros problemas de postura ou articulação", diz Raul.
Cuidados que ajudam a evitar a dor
A cãibra está diretamente ligada aos nossos hábitos de vida e é por isso que medidas simples conseguem diminuir a frequência do problema.
"A combinação para afastar a cãibra é manter alimentação equilibrada, hidratação e condicionamento físico", explica o fisiologista da Unifesp.
- Usar calçados adequados e confortáveis para práticas esportivas ou para quem fica muito tempo em pé
-Manter uma dieta equilibrada com as vitaminas e sais minerais necessários para nossa saúde
-Tomar muita água
-Fazer alongamento e aquecimento sempre que for fazer exercícios físicos e antes e depois da rotina pesada do dia a dia.
-Procurar ajuda médica se as dores persistirem por muito tempo
-Respeitar seu limite físico para não causar dores por exaustão
-Evitar alimentos e bebidas diuréticas para amenizar a perda de nutrientes
Fonte: http://www.minhavida.com.br
Orientação aos pequenos (e médios)
Orientação aos pequenos (e médios)Não faltam recursos, nem pressão, para que grandes empresas adotem boas práticas com relação às pessoas e ao planeta. Mais difícil é o quadro dos pequenos e médios empresários. Para dar uma mãozinha a eles, agora existe o Portal Ecoradar Brasil para Gestão Ambiental.
O projeto, coordenado por Kátia Madruga, é inspirado no alemão Oekoradar. Kátia começou a desenvolver a ideia em seu pós-doutorado em Gestão Ambiental na Universidade de Hohenheim em Stuttgart, na Alemanha. O Ecoradar Brasil oferece, de forma didática, informações para que as empresas se adequem aos padrões ambientais. As dicas vão desde a redução do consumo de água até a necessidade de estar atento ao surgimento de novas fontes de energia.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2868832.xml&template=3898.dwt&edition=14474§ion=1913
O projeto, coordenado por Kátia Madruga, é inspirado no alemão Oekoradar. Kátia começou a desenvolver a ideia em seu pós-doutorado em Gestão Ambiental na Universidade de Hohenheim em Stuttgart, na Alemanha. O Ecoradar Brasil oferece, de forma didática, informações para que as empresas se adequem aos padrões ambientais. As dicas vão desde a redução do consumo de água até a necessidade de estar atento ao surgimento de novas fontes de energia.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2868832.xml&template=3898.dwt&edition=14474§ion=1913
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Mais de 18 milhões de pessoas já tomaram a vacina contra a gripe suína
O Ministério da Saúde informou no final da tarde de sábado (10) que 18,31 milhões de pessoas já tomaram a vacina contra a influenza A (H1N1) – gripe suína desde o início da campanha, em 8 de março, até as 18h deste sábado, quando foi realizado o Dia Nacional de Vacinação contra a doença, destinado exclusivamente a jovens de 20 a 29 anos, gestantes, pacientes crônicos com menos de 60 anos e crianças de 6 meses a 2 anos de idade.
O resultado foi considerado satisfatório, com destaque para o bom desempenho obtido em São Paulo, onde somente no sábado foram vacinadas 1 milhão de pessoas.
Para tomar a vacina, o cidadão deve levar documento de identidade e carteira de vacinação (os que tiverem). Em caso de dúvida sobre calendário e locais de vacinação, a população pode buscar informação nos sites da prefeitura e do Ministério da Saúde ou ligar para o Telessaúde: 3523-4025.
De 24 de abril a 7 de maio será a vez dos idosos participarem da campanha. A quinta e última etapa de vacinação, para adultos de 30 a 39 anos, será de 10 a 21 de maio. Essa faixa etária concentrou 15% dos casos de doença respiratória grave e 22% dos óbitos causados pelo vírus Influenza H1N1 em 2009.
Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra gripe pandêmica. A partir da semana que vem, os laboratórios particulares já poderão comercializar a vacina, segundo informou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele garantiu que serão tomadas todas as medidas necessárias para que todos os grupos vulneráveis sejam imunizados.
(Fonte: Radiobrás)
O resultado foi considerado satisfatório, com destaque para o bom desempenho obtido em São Paulo, onde somente no sábado foram vacinadas 1 milhão de pessoas.
Para tomar a vacina, o cidadão deve levar documento de identidade e carteira de vacinação (os que tiverem). Em caso de dúvida sobre calendário e locais de vacinação, a população pode buscar informação nos sites da prefeitura e do Ministério da Saúde ou ligar para o Telessaúde: 3523-4025.
De 24 de abril a 7 de maio será a vez dos idosos participarem da campanha. A quinta e última etapa de vacinação, para adultos de 30 a 39 anos, será de 10 a 21 de maio. Essa faixa etária concentrou 15% dos casos de doença respiratória grave e 22% dos óbitos causados pelo vírus Influenza H1N1 em 2009.
Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 113 milhões de doses para vacinar 91 milhões de pessoas contra gripe pandêmica. A partir da semana que vem, os laboratórios particulares já poderão comercializar a vacina, segundo informou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Ele garantiu que serão tomadas todas as medidas necessárias para que todos os grupos vulneráveis sejam imunizados.
(Fonte: Radiobrás)
Telhado inteligente economiza energia em todas as estações
Pintura do telhado
Cubra a sua casa com um telhado claro, capaz de refletir a luz solar, e você terá efeitos opostos conforme a estação. A casa ficará fria no verão, diminuindo a necessidade do ar condicionado, mas ficará gelada no inverno, aumentando o uso do aquecedor.
Escolha telhas pretas e o resultado será inverso, com uma casa quentinha no inverno mas tórrida no verão.
Ou seja, mesmo querendo aderir a uma construção mais ambientalmente correta, será difícil escapar do consumo de energia numa ou noutra estação. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.
"Telhado inteligente"
Mas essa situação se refere apenas aos telhados "burros" atuais, cuja única propriedade variável é a capacidade de absorção ou reflexão da luz solar dadas pela sua cor.
Um grupo de engenheiros dos Estados Unidos lançou agora o conceito de "telhado inteligente", capaz de "ler" um termômetro e ajustar suas propriedades de acordo com a temperatura.
Fabricado com um material derivado do óleo de cozinha usado, o revestimento muda automaticamente de característica, passando para a reflexão ou para a absorção do calor solar quando a temperatura exterior atinge um valor específico predeterminado, que pode ser ajustado às condições climáticas locais.
Telhados revestidos com o novo material serão capazes de refletir a abrasadora luz do Sol do verão, diminuindo os gastos com ar condicionado. Durante o inverno, o material passa a absorver o calor, ajudando a aquecer o interior da residência e diminuindo os gastos com aquecimento.
Biorrevestimento
"Este é um dos materiais de revestimento de coberturas mais inovadores e práticos desenvolvidos até hoje," afirma o Dr. Ben Wen, líder do projeto de pesquisa.
"Este biorrevestimento de telhado inteligente, em comparação com um telhado tradicional, é capaz de reduzir os custos de aquecimento e de refrigeração ao mesmo tempo, uma vez que ele responde ao ambiente externo. Além disso, proporcionará um novo uso para milhões de litros de óleo usado," diz ele.
Os testes mostraram que revestir um telhado com a cobertura à base de óleo reciclado pode reduzir a temperatura das telhas de 50 a 80% nos meses mais quentes do ano.
Durante o inverno, o revestimento pode aumentar a temperatura do telhado em até 80 por cento em comparação com os telhados tradicionais.
"Mesmo que a temperatura do teto seja reduzida ou aumentada em uns poucos graus, dependendo da temperatura exterior, essa mudança pode fazer uma grande diferença na conta de energia", argumenta Wen.
Processamento do óleo de cozinha
Para fabricar o revestimento, o óleo de cozinha usado é transformado em um polímero líquido que endurece após a aplicação. Ao contrário do óleo descartado, que pode trazer consigo o cheiro das frituras, o polímero resultante é praticamente inodoro.
Os fabricantes poderão produzi-lo em qualquer tonalidade, variando do claro ao preto, dependendo dos aditivos usados. Segundo Wen, mesmo sendo um plástico, o material é não-inflamável e atóxico.
Wen adverte contra tentativas de jogar óleo de cozinha usado sobre o telhado na tentativa de conseguir um efeito similar. Isso porque o óleo de cozinha comum não irá se transformar em um polímero e não irá endurecer, além de não conter o ingrediente para controlar os níveis de luz infravermelha e ainda representar um risco de incêndio para a casa.
O próximo passo da pesquisa é monitorar a durabilidade do material. Embora falem em "vários anos", os pesquisadores afirmam que a cobertura poderá ser reaplicada se deteriorar.
Eles esperam ter o produto pronto para comercialização dentro de três anos.
Redação do Site Inovação Tecnológica
Cubra a sua casa com um telhado claro, capaz de refletir a luz solar, e você terá efeitos opostos conforme a estação. A casa ficará fria no verão, diminuindo a necessidade do ar condicionado, mas ficará gelada no inverno, aumentando o uso do aquecedor.
Escolha telhas pretas e o resultado será inverso, com uma casa quentinha no inverno mas tórrida no verão.
Ou seja, mesmo querendo aderir a uma construção mais ambientalmente correta, será difícil escapar do consumo de energia numa ou noutra estação. Não dá para ter as duas coisas ao mesmo tempo.
"Telhado inteligente"
Mas essa situação se refere apenas aos telhados "burros" atuais, cuja única propriedade variável é a capacidade de absorção ou reflexão da luz solar dadas pela sua cor.
Um grupo de engenheiros dos Estados Unidos lançou agora o conceito de "telhado inteligente", capaz de "ler" um termômetro e ajustar suas propriedades de acordo com a temperatura.
Fabricado com um material derivado do óleo de cozinha usado, o revestimento muda automaticamente de característica, passando para a reflexão ou para a absorção do calor solar quando a temperatura exterior atinge um valor específico predeterminado, que pode ser ajustado às condições climáticas locais.
Telhados revestidos com o novo material serão capazes de refletir a abrasadora luz do Sol do verão, diminuindo os gastos com ar condicionado. Durante o inverno, o material passa a absorver o calor, ajudando a aquecer o interior da residência e diminuindo os gastos com aquecimento.
Biorrevestimento
"Este é um dos materiais de revestimento de coberturas mais inovadores e práticos desenvolvidos até hoje," afirma o Dr. Ben Wen, líder do projeto de pesquisa.
"Este biorrevestimento de telhado inteligente, em comparação com um telhado tradicional, é capaz de reduzir os custos de aquecimento e de refrigeração ao mesmo tempo, uma vez que ele responde ao ambiente externo. Além disso, proporcionará um novo uso para milhões de litros de óleo usado," diz ele.
Os testes mostraram que revestir um telhado com a cobertura à base de óleo reciclado pode reduzir a temperatura das telhas de 50 a 80% nos meses mais quentes do ano.
Durante o inverno, o revestimento pode aumentar a temperatura do telhado em até 80 por cento em comparação com os telhados tradicionais.
"Mesmo que a temperatura do teto seja reduzida ou aumentada em uns poucos graus, dependendo da temperatura exterior, essa mudança pode fazer uma grande diferença na conta de energia", argumenta Wen.
Processamento do óleo de cozinha
Para fabricar o revestimento, o óleo de cozinha usado é transformado em um polímero líquido que endurece após a aplicação. Ao contrário do óleo descartado, que pode trazer consigo o cheiro das frituras, o polímero resultante é praticamente inodoro.
Os fabricantes poderão produzi-lo em qualquer tonalidade, variando do claro ao preto, dependendo dos aditivos usados. Segundo Wen, mesmo sendo um plástico, o material é não-inflamável e atóxico.
Wen adverte contra tentativas de jogar óleo de cozinha usado sobre o telhado na tentativa de conseguir um efeito similar. Isso porque o óleo de cozinha comum não irá se transformar em um polímero e não irá endurecer, além de não conter o ingrediente para controlar os níveis de luz infravermelha e ainda representar um risco de incêndio para a casa.
O próximo passo da pesquisa é monitorar a durabilidade do material. Embora falem em "vários anos", os pesquisadores afirmam que a cobertura poderá ser reaplicada se deteriorar.
Eles esperam ter o produto pronto para comercialização dentro de três anos.
Redação do Site Inovação Tecnológica
Gato-do-mato é encontrado entre Bento Gonçalves e Monte Belo do Sul/RS
Um filhote de gato-do-mato foi encontrado por uma moradora de Bento Gonçalves na última segunda-feira (5). O animal estava na RS-444, entre Monte Belo do Sul e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
Funcionários da Associação Bento-Gonçalvense de Proteção ao Ambiente Natural (Abepan), prestaram os primeiros cuidados. Lá, o filhote recebeu leite e carne moída.
“Ele estava bem fraquinho”, diz Luiz Augusto Signor, presidente da entidade.
O gato-do-mato foi encaminhado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A espécie está ameaçada de extinção.
(Fonte: Zero Hora/RS)
Funcionários da Associação Bento-Gonçalvense de Proteção ao Ambiente Natural (Abepan), prestaram os primeiros cuidados. Lá, o filhote recebeu leite e carne moída.
“Ele estava bem fraquinho”, diz Luiz Augusto Signor, presidente da entidade.
O gato-do-mato foi encaminhado ao zoológico da Universidade de Caxias do Sul (UCS). A espécie está ameaçada de extinção.
(Fonte: Zero Hora/RS)
Spielberg fará série na TV sobre o futuro da Terra
A Discovery Channel anunciou na quinta-feira (9) a produção de uma nova minissérie em parceria com o cineasta Steven Spielberg. A informação é da CNN.
O programa, chamado “Future Earth”, tentará mostrar o futuro da Terra em 25, 50 e 100 anos.
A produção usará como modelo as minisséries “Planeta Terra” e “Vida”, ambos da Discovery. Serão entrevistados futuristas e grandes pensadores que ajudarão a explicar como a tecnologia, a medicina, a economia e a mídia atual irão refletir nos próximos anos.
Em 2002, no filme de ficção científica “Minority report”, Spielberg mostrou um futuro repleto de telas sensíveis ao toque.
(Fonte: G1)
O programa, chamado “Future Earth”, tentará mostrar o futuro da Terra em 25, 50 e 100 anos.
A produção usará como modelo as minisséries “Planeta Terra” e “Vida”, ambos da Discovery. Serão entrevistados futuristas e grandes pensadores que ajudarão a explicar como a tecnologia, a medicina, a economia e a mídia atual irão refletir nos próximos anos.
Em 2002, no filme de ficção científica “Minority report”, Spielberg mostrou um futuro repleto de telas sensíveis ao toque.
(Fonte: G1)
Rio tem 18 favelas que cresceram sobre lixões
RIO - Um levantamento preliminar feito por pesquisadores revela que o Rio tem hoje pelo menos oito bairros e 18 favelas que cresceram sobre lixões, exatamente como o morro do bumba , onde 50 casas foram soterradas num deslizamento de terra nesta terça-feira. No estado, são agora 226 mortos (em números atualizados neste domingo).
A reportagem de Elenilce Bottari publicada no jornal O Globo deste domingo mostra que, preocupado em levantar a extensão do risco do passivo ambiental no Rio, que agora vem à tona com as chuvas, o secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, solicitou ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle. Dezenas deles foram, possivelmente, ocupados de forma irregular, dentro de processos que favelização que resultaram em comunidades como a do Morro do Bumba.
- O Rio tem hoje um passivo ambiental muito grande que precisa ser objeto de estudos. Precisamos identificá-lo para depois analisar os riscos para a população e, então, criar projetos de remediação. É uma tarefa difícil, pois, em muitos casos, pode ter havido ocupação irregular onde havia lixões desativados. Isso porque a vegetação cresce por cima dos dejetos e, com o tempo, as pessoas esquecem o que havia ali e ocupam. E isso pode representar um risco grande para a população - explicou o secretário de Ciência e Tecnologia.
Segundo Luiz Edmundo, que é engenheiro especialista em recursos hídricos, o risco não está restrito aos aterros que viraram morros.
- Um lixão onde passa o lençol freático também é risco para a saúde pública, devido à contaminação da água - lembrou.
A primeira reunião multidisciplinar para o mapeamento das comunidades erguidas sobre esses passivos ambientais acontece nesta semana. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, participarão especialistas em geologia, engenharia sanitária e história, além do Departamento de Recursos Minerais do Estado e de outras instituições. Para Vieiralves, a meta inicial será identificar a situação na área metropolitana, mas depois o levantamento deverá seguir para outras regiões do estado, como Serrana, Sul e Norte Fluminense.
O Globo
A reportagem de Elenilce Bottari publicada no jornal O Globo deste domingo mostra que, preocupado em levantar a extensão do risco do passivo ambiental no Rio, que agora vem à tona com as chuvas, o secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, solicitou ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle. Dezenas deles foram, possivelmente, ocupados de forma irregular, dentro de processos que favelização que resultaram em comunidades como a do Morro do Bumba.
- O Rio tem hoje um passivo ambiental muito grande que precisa ser objeto de estudos. Precisamos identificá-lo para depois analisar os riscos para a população e, então, criar projetos de remediação. É uma tarefa difícil, pois, em muitos casos, pode ter havido ocupação irregular onde havia lixões desativados. Isso porque a vegetação cresce por cima dos dejetos e, com o tempo, as pessoas esquecem o que havia ali e ocupam. E isso pode representar um risco grande para a população - explicou o secretário de Ciência e Tecnologia.
Segundo Luiz Edmundo, que é engenheiro especialista em recursos hídricos, o risco não está restrito aos aterros que viraram morros.
- Um lixão onde passa o lençol freático também é risco para a saúde pública, devido à contaminação da água - lembrou.
A primeira reunião multidisciplinar para o mapeamento das comunidades erguidas sobre esses passivos ambientais acontece nesta semana. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, participarão especialistas em geologia, engenharia sanitária e história, além do Departamento de Recursos Minerais do Estado e de outras instituições. Para Vieiralves, a meta inicial será identificar a situação na área metropolitana, mas depois o levantamento deverá seguir para outras regiões do estado, como Serrana, Sul e Norte Fluminense.
O Globo
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Especialistas preveem formação de 15 tempestades e 8 furacões no Atlântico
O meteorologista William Gray, conhecido como “o guru dos furacões” nos Estados Unidos, previu hoje uma ativa temporada dos fenômenos no Atlântico, com a formação de 15 tempestades tropicais e oito furacões, quatro deles de maior intensidade, com ventos acima de 170 km/h.
Gray e o meteorologista Philip Klotzbach, da Universidade do Colorado, disseram que um fraco fenômeno climático El Niño combinado com um forte e “anormal” aquecimento no Atlântico serão os fatores principais para a formação de ciclones e sua intensificação.
A temporada de furacões no Atlântico começa no dia 1º de junho e termina em 30 de novembro.
Gray e Klotzbach disseram que a temporada será significativamente mais ativa que a registrada no ano passado, quando nove tempestades tropicais e três furacões se formaram, dos quais dois se transformaram em ciclones de categoria 3 e 4, as maiores na escala de intensidade Saffir-Simpson, de um máximo de 5.
O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami, informou que a temporada de 2009 foi histórica, como a de menor formação de tempestades na bacia atlântica desde 1997.
Em uma temporada média são formados 11 tempestades e seis furacões e destes, dois costumam ser de categoria maior.
Os especialistas da Universidade do Colorado também previram uma possibilidade de 69% de que um furacão intenso chegue às costas dos EUA.
Essa previsão inclui 45% de probabilidade de que um ciclone de grande intensidade chegue à terra ao longo da costa leste dos EUA, 44% para a costa do Golfo do México e 58% para o Caribe.
(Fonte: Yahoo!)
Gray e o meteorologista Philip Klotzbach, da Universidade do Colorado, disseram que um fraco fenômeno climático El Niño combinado com um forte e “anormal” aquecimento no Atlântico serão os fatores principais para a formação de ciclones e sua intensificação.
A temporada de furacões no Atlântico começa no dia 1º de junho e termina em 30 de novembro.
Gray e Klotzbach disseram que a temporada será significativamente mais ativa que a registrada no ano passado, quando nove tempestades tropicais e três furacões se formaram, dos quais dois se transformaram em ciclones de categoria 3 e 4, as maiores na escala de intensidade Saffir-Simpson, de um máximo de 5.
O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami, informou que a temporada de 2009 foi histórica, como a de menor formação de tempestades na bacia atlântica desde 1997.
Em uma temporada média são formados 11 tempestades e seis furacões e destes, dois costumam ser de categoria maior.
Os especialistas da Universidade do Colorado também previram uma possibilidade de 69% de que um furacão intenso chegue às costas dos EUA.
Essa previsão inclui 45% de probabilidade de que um ciclone de grande intensidade chegue à terra ao longo da costa leste dos EUA, 44% para a costa do Golfo do México e 58% para o Caribe.
(Fonte: Yahoo!)
Curitiba/PR é eleita a cidade mais sustentável do mundo
Curitiba desbancou outras cidades da Europa, Ásia e Oceania, e conquistou o prêmio Globe Award Sustainable City, que todo ano elege a cidade mais sustentável do mundo. Organizado pelo Globe Fórum, da Suécia, o prêmio será entregue oficialmente no dia 29 de abril, em cerimônia na cidade sueca de Estocolmo. Este é o segundo prêmio mundial vencido por Curitiba neste ano. Em janeiro, a cidade ganhou o Sustainable Transport Award, em Washington, pela implantação da Linha Verde.
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).
O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.
Em nota oficial, o júri elogiou a “abordagem holística” com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade, “numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”.
Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.
O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.
Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.
O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.
Pizzi, no entanto, alerta que é preciso melhorar alguns problemas tidos como estruturais, especialmente no que se refere à qualidade da água. Ele aponta que Curitiba ainda apresenta baixa taxa de saneamento e esgotos ambientais, e que é preciso ampliar a fiscalização a empresas e a agricultores.
(Fonte: Felippe Aníbal/Gazeta do Povo/PR)
O objetivo do prêmio é destacar cidades com excelência em desenvolvimento urbano sustentável e torná-las exemplos positivos para outras cidades. Para conquistar o Globe Award, Curitiba superou as outras finalistas Sidney (Austrália), Malmö (Suécia), Murcia (Espanha), Songpa (Coreia do Sul) e Stargard Szczecinski (Polônia).
O juri – que por unanimidade apontou Curitiba como vencedora – avaliou itens como preservação de recursos naturais, bem-estar e relação social nas cidades, inteligência e inovação nos projetos e programas, cultura e lazer, transporte, confiança no setor público e gerenciamento financeiro e patrimonial. “Eu parabenizo Curitiba por este prestigiado prêmio de cidade mais sustentável de 2010. É uma vencedora muito sólida, com um plano holístico que integra todos os recursos estratégicos conectados com inovação e sustentabilidade futura”, disse Jan Sturesson, presidente do comitê de jurados do Globe Award, segundo divulgado em nota pela assessoria de imprensa da prefeitura.
Em nota oficial, o júri elogiou a “abordagem holística” com que a cidade encarou os desafios da sustentabilidade, “numa clara demonstração de forte e saudável participação da comunidade e integração da dimensão ambiental com as dimensões intelectual, cultural, econômica e social”.
Com a conquista do prêmio, Curitiba garantiu participação especial na Conferência Mundial de Sustentabilidade Globe Forum, que acontecerá em Estocolmo, nos dias 28 e 29 de abril. A capital paranaense também será membro especial do Globe Fórum por um período de dois anos.
O presidente do instituto Ideia Ambiental, Fernando Ramos, espera que o prêmio ajude a ampliar o debate sobre a sustentabilidade em Curitiba. Ele apontou a coleta eficiente de lixo e a arborização urbana como pontos positivos.
Para Ramos, a capital paranaense é uma das cidades mais sustentáveis do país, mas está longe de estar no topo do ranking mundial. “É preciso resolver problemas urgentes, como a destinação do lixo e o tratamento de resíduos sólidos. Além disso, a preservação dos rios também é um ponto que preocupa”, avaliou.
O presidente da ONG Mater Natura, Paulo Aparecido Pizzi, parabenizou Curitiba pela conquista e ressaltou que a sustentabilidade da capital paranaense é fruto de uma política histórica no município, conquistada pelo trabalho contínuo de décadas. Ele destacou também a eficácia da estratégia da cidade em disseminar as práticas sustentáveis adotadas pelo município.
Pizzi, no entanto, alerta que é preciso melhorar alguns problemas tidos como estruturais, especialmente no que se refere à qualidade da água. Ele aponta que Curitiba ainda apresenta baixa taxa de saneamento e esgotos ambientais, e que é preciso ampliar a fiscalização a empresas e a agricultores.
(Fonte: Felippe Aníbal/Gazeta do Povo/PR)
Sede de quê?
Água engarrafada é um dos mercados que mais crescem no planeta, mas além de pouco acessível tem fortes impactos ambientais na produção e no descarte
Responda rápido: qual é o mais dinâmico setor da indústria de alimentos e bebidas e que tem crescido firmemente nos últimos anos? É o de água engarrafada. O mercado de garrafinhas de água, fáceis de carregar e mais disponíveis que bebedouros públicos, cresce em média 12% ao ano, segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas), apesar de o preço do litro engarrafado chegar a 2.000 vezes o litro da boa e velha água “torneiral” tratada e potável.
E a cada nova garrafa aberta, o impacto não é só na sede de quem bebe, mas nos recursos e energia gastos na captação, industrialização, distribuição e no acúmulo de garrafas plásticas descartadas.
A mesma quantidade de água bebida do filtro ou da torneira, nas cidades com tratamento eficiente, além de muito mais barata, polui menos por não passar por industrialização, gasta menos energia e emite menos gases de efeito de estufa, já que o plástico é feito de petróleo e as garrafas viajam, em geral, centenas de quilômetros até chegar ao consumidor. Você já analisou o rótulo da sua água mineral?...
Dados da ONU divulgados em 2003, no Ano Internacional da Água, apontavam que a água engarrafada no mundo movimentava 89 bilhões de litros e 22 bilhões de dólares por ano.
Em média, cada um dos 6 bilhões de habitantes do planeta toma 15 litros de água engarrafada por ano. Isso é só uma média, porque mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a nenhuma água potável, mais de 10 milhões só no Brasil. Segundo a ONU, os europeus ocidentais são os principais consumidores: quase metade da água da água engarrafada no planeta é consumida na Europa Ocidental, algo como 85 litros por pessoa a cada ano.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimento e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de certas águas minerais serem úteis na oferta de micro-nutrientes essenciais, como cálcio, não há diretrizes indicando a recomendação de concentrações mínimas de minerais. Há também incerteza ao redor do fator nutricional mineral da água engarrafada em relação à água da torneira, contendo, ambas, certas quantidades de minerais.
A água de torneira vem em sua maior parte de fontes disponíveis, como rios e lagos, já a água engarrafada se origina de fontes protegidas (75% vêm de aquíferos no subsolo e nascentes).
Enquanto se expande no planeta o consumo engarrafado, a ONU lembra que a qualidade da água em todo o mundo é ameaçada pelo crescimento populacional e pela expansão das atividades industrial e agrícola e que as sociedades e governos precisam equacionar as questões relacionadas a manutenção de fontes limpas e ao acesso universal a esse bem.
“Se o planeta de 6 bilhões de pessoas deve chegar a 9 bilhões até 2050, precisamos ser mais inteligentes coletivamente sobre como gerenciamos nosso lixo, incluindo resíduos líquidos", disse Achim Steiner, subsecretário-geral e diretor-executivo do programa de meio ambiente da ONU.
Impactos
Cerca de um quarto da água engarrafada no mundo, é consumido fora do país de origem, o que impacta nas emissões de dióxido de carbono de efeito estufa, além do transporte dentro dos territórios nacionais. O plástico é feito de petróleo e gás natural, e mais de 1,5 milhão de toneladas de plástico são usados para fabricar a garrafas PET para a água.
A garrafa PET gasta menos energia na reciclagem do que o vidro ou alumínio e libera menos emissões na atmosfera. O problema é que os índices de reciclagem de garrafas de água são muito baixos. A maior parte das garrafas plásticas vai parar nos aterros sanitários pelo mundo. Só nos EUA são descartadas 50 bilhões de embalagens plásticas de água por ano. Menos de 10% são recicladas. São cinco minutos para matar a sede e centenas de anos para se decompor nos aterros ou pior: jogadas na natureza.
Comparadas à água da torneira as águas engarrafadas não são uma alternativa sustentável. O consumidor responsável pode, no entanto, tomar algumas medidas com as garrafinhas para reduzir seus impactos de consumo. Como todo produto industrializado, a primeira medida para economia de recursos e energia é reduzir o consumo. Reusar as garrafas de água é fundamental para diminuir o descarte; se o reuso não for possível, reciclar deve ser a alternativa.
Pessoalmente, cada consumidor já ajuda a reduzir impactos; coletivamente, é possível exigir aos governos locais programas públicos de reciclagem, além da chamada logística reversa, tendência mundial de gestão de resíduos, pela qual os fabricantes devem se obrigar a recuperar as embalagens de seus produtos, a exemplo do que já acontece com óleos lubrificantes e tintas para construção civil.
Para apimentar as discussões sobre o engarrafamento de água, o filme The Story of Bottled Water, lançado no último Dia Mundial da Água (22 de março) critica o processo de produção da água engarrafada e como isso pode afetar o meio ambiente. A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por empresas transnacionais, e o filme culpa essas corporações por criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares que têm rede de água e de boa qualidade.
Água de beber
Água Mineral Natural
Essa é uma água do subsolo protegida contra poluição e caracterizada por um constante nível de minerais e elementos peculiares. Essa água não pode ser tratada, nem ser acrescida de minerais ou quaisquer elementos exógenos, tais como sabor ou aditivos.
Água de mina
Água engarrafada derivada de uma formação subterrânea, da qual a água corre naturalmente para a superfície da Terra. Águas de nascentes precisam ser coletadas apenas na fonte ou através de canos que penetram a formação subterrânea. A água de diferentes minas pode ser vendida com a mesma marca.
Água purificada
Água subterrânea ou de superfície que foi tratada para ficar adequada para o consumo humano. Difere da água de torneira apenas pela maneira em que é distribuída (em garrafas e não por tubulações) e por seu preço.
Água artesiana
Água de poços que chegam ao aqüífero, nos quais o nível da água é mais alto do que o topo do aqüífero.
Água gasosa
Depois de tratada e possível aplicação de dióxido de carbono, contém a mesma quantidade de dióxido de carbono que teria na fonte (não confunda com soda, água ´seltzer´ ou tônica).
Água de poço
Água de um poço pouco profundo, que toca a água do aqüífero.
Fonte: ONU (http://www.wateryear2003.org)
Responda rápido: qual é o mais dinâmico setor da indústria de alimentos e bebidas e que tem crescido firmemente nos últimos anos? É o de água engarrafada. O mercado de garrafinhas de água, fáceis de carregar e mais disponíveis que bebedouros públicos, cresce em média 12% ao ano, segundo a ONU (Organizações das Nações Unidas), apesar de o preço do litro engarrafado chegar a 2.000 vezes o litro da boa e velha água “torneiral” tratada e potável.
E a cada nova garrafa aberta, o impacto não é só na sede de quem bebe, mas nos recursos e energia gastos na captação, industrialização, distribuição e no acúmulo de garrafas plásticas descartadas.
A mesma quantidade de água bebida do filtro ou da torneira, nas cidades com tratamento eficiente, além de muito mais barata, polui menos por não passar por industrialização, gasta menos energia e emite menos gases de efeito de estufa, já que o plástico é feito de petróleo e as garrafas viajam, em geral, centenas de quilômetros até chegar ao consumidor. Você já analisou o rótulo da sua água mineral?...
Dados da ONU divulgados em 2003, no Ano Internacional da Água, apontavam que a água engarrafada no mundo movimentava 89 bilhões de litros e 22 bilhões de dólares por ano.
Em média, cada um dos 6 bilhões de habitantes do planeta toma 15 litros de água engarrafada por ano. Isso é só uma média, porque mais de um bilhão de pessoas não têm acesso a nenhuma água potável, mais de 10 milhões só no Brasil. Segundo a ONU, os europeus ocidentais são os principais consumidores: quase metade da água da água engarrafada no planeta é consumida na Europa Ocidental, algo como 85 litros por pessoa a cada ano.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimento e Agricultura (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de certas águas minerais serem úteis na oferta de micro-nutrientes essenciais, como cálcio, não há diretrizes indicando a recomendação de concentrações mínimas de minerais. Há também incerteza ao redor do fator nutricional mineral da água engarrafada em relação à água da torneira, contendo, ambas, certas quantidades de minerais.
A água de torneira vem em sua maior parte de fontes disponíveis, como rios e lagos, já a água engarrafada se origina de fontes protegidas (75% vêm de aquíferos no subsolo e nascentes).
Enquanto se expande no planeta o consumo engarrafado, a ONU lembra que a qualidade da água em todo o mundo é ameaçada pelo crescimento populacional e pela expansão das atividades industrial e agrícola e que as sociedades e governos precisam equacionar as questões relacionadas a manutenção de fontes limpas e ao acesso universal a esse bem.
“Se o planeta de 6 bilhões de pessoas deve chegar a 9 bilhões até 2050, precisamos ser mais inteligentes coletivamente sobre como gerenciamos nosso lixo, incluindo resíduos líquidos", disse Achim Steiner, subsecretário-geral e diretor-executivo do programa de meio ambiente da ONU.
Impactos
Cerca de um quarto da água engarrafada no mundo, é consumido fora do país de origem, o que impacta nas emissões de dióxido de carbono de efeito estufa, além do transporte dentro dos territórios nacionais. O plástico é feito de petróleo e gás natural, e mais de 1,5 milhão de toneladas de plástico são usados para fabricar a garrafas PET para a água.
A garrafa PET gasta menos energia na reciclagem do que o vidro ou alumínio e libera menos emissões na atmosfera. O problema é que os índices de reciclagem de garrafas de água são muito baixos. A maior parte das garrafas plásticas vai parar nos aterros sanitários pelo mundo. Só nos EUA são descartadas 50 bilhões de embalagens plásticas de água por ano. Menos de 10% são recicladas. São cinco minutos para matar a sede e centenas de anos para se decompor nos aterros ou pior: jogadas na natureza.
Comparadas à água da torneira as águas engarrafadas não são uma alternativa sustentável. O consumidor responsável pode, no entanto, tomar algumas medidas com as garrafinhas para reduzir seus impactos de consumo. Como todo produto industrializado, a primeira medida para economia de recursos e energia é reduzir o consumo. Reusar as garrafas de água é fundamental para diminuir o descarte; se o reuso não for possível, reciclar deve ser a alternativa.
Pessoalmente, cada consumidor já ajuda a reduzir impactos; coletivamente, é possível exigir aos governos locais programas públicos de reciclagem, além da chamada logística reversa, tendência mundial de gestão de resíduos, pela qual os fabricantes devem se obrigar a recuperar as embalagens de seus produtos, a exemplo do que já acontece com óleos lubrificantes e tintas para construção civil.
Para apimentar as discussões sobre o engarrafamento de água, o filme The Story of Bottled Water, lançado no último Dia Mundial da Água (22 de março) critica o processo de produção da água engarrafada e como isso pode afetar o meio ambiente. A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por empresas transnacionais, e o filme culpa essas corporações por criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares que têm rede de água e de boa qualidade.
Água de beber
Água Mineral Natural
Essa é uma água do subsolo protegida contra poluição e caracterizada por um constante nível de minerais e elementos peculiares. Essa água não pode ser tratada, nem ser acrescida de minerais ou quaisquer elementos exógenos, tais como sabor ou aditivos.
Água de mina
Água engarrafada derivada de uma formação subterrânea, da qual a água corre naturalmente para a superfície da Terra. Águas de nascentes precisam ser coletadas apenas na fonte ou através de canos que penetram a formação subterrânea. A água de diferentes minas pode ser vendida com a mesma marca.
Água purificada
Água subterrânea ou de superfície que foi tratada para ficar adequada para o consumo humano. Difere da água de torneira apenas pela maneira em que é distribuída (em garrafas e não por tubulações) e por seu preço.
Água artesiana
Água de poços que chegam ao aqüífero, nos quais o nível da água é mais alto do que o topo do aqüífero.
Água gasosa
Depois de tratada e possível aplicação de dióxido de carbono, contém a mesma quantidade de dióxido de carbono que teria na fonte (não confunda com soda, água ´seltzer´ ou tônica).
Água de poço
Água de um poço pouco profundo, que toca a água do aqüífero.
Fonte: ONU (http://www.wateryear2003.org)
domingo, 4 de abril de 2010
5,7 milhões de pessoas tomaram a vacina contra a gripe suína no Brasil
Ao menos 5,7 milhões de pessoas no Brasil já tomaram a vacina contra a gripe A (H1N1), conhecida como suína, de acordo com dados do Ministério da Saúde computados até as 16h desta terça-feira (30). O número leva em conta as duas primeiras fases da campanha de imunização, que começou no último dia 8.
De acordo com o ministério, o público-alvo para a primeira fase da vacinação, que incluía profissionais de saúde ligados ao combate à doença e a população indígena, era de 2,481 milhões de pessoas. Na segunda etapa, que começou no último dia 22 e vai até sexta-feira (2), o grupo é composto por 20,3 milhões de indivíduos. Ou seja, até agora, as doses foram dadas para cerca de 25% do total de pessoas que compõem esses grupos.
A meta é vacinar ao menos 80% de cada uma dessas parcelas da população (profissionais de saúde, indígenas, grávidas, portadores de doenças crônicas e crianças que tenham entre seis meses e dois anos de idade).
O governo ressalva que o dado, atualizado segundo informações das secretarias estaduais de saúde, "varia a cada minuto". O ministério diz, em comunicado, que "isso acontece porque a campanha ainda está em andamento e os dados não são registrados no mesmo momento da vacinação".
– Portanto, é importante manter a população mobilizada, sobretudo para esta segunda fase da campanha: doentes crônicos, gestantes (em qualquer fase da gravidez) e crianças entre seis meses e dois anos de idade.
É importante ressaltar que, apesar de o pavor por causa da doença ter passado, pessoas ainda morrem por causa da gripe no Brasil. Até o último dia 20 foram registradas 36 mortes por causa da gripe A (H1N1) só neste ano no país. Em 2009, foram registradas 2.051 mortes no Brasil devido à doença, a partir de abril, quando teve início a pandemia. No mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao menos 16.931 pessoas perderam a vida por causa da doença.
O Ministério da Saúde diz que "a vacina é eficaz, segura e protege a população". E-mails circulam na internet recomendando que as pessoas não tomem a dose, mas especialistas consultados pelo R7 dizem que, de fato, a vacina contra a gripe suína apresenta boa margem de segurança. Um dos motivos para isso é que o novo produto foi feito de um modo similar ao que já é usado na vacina contra a gripe comum.
(Fonte: Portal R7)
De acordo com o ministério, o público-alvo para a primeira fase da vacinação, que incluía profissionais de saúde ligados ao combate à doença e a população indígena, era de 2,481 milhões de pessoas. Na segunda etapa, que começou no último dia 22 e vai até sexta-feira (2), o grupo é composto por 20,3 milhões de indivíduos. Ou seja, até agora, as doses foram dadas para cerca de 25% do total de pessoas que compõem esses grupos.
A meta é vacinar ao menos 80% de cada uma dessas parcelas da população (profissionais de saúde, indígenas, grávidas, portadores de doenças crônicas e crianças que tenham entre seis meses e dois anos de idade).
O governo ressalva que o dado, atualizado segundo informações das secretarias estaduais de saúde, "varia a cada minuto". O ministério diz, em comunicado, que "isso acontece porque a campanha ainda está em andamento e os dados não são registrados no mesmo momento da vacinação".
– Portanto, é importante manter a população mobilizada, sobretudo para esta segunda fase da campanha: doentes crônicos, gestantes (em qualquer fase da gravidez) e crianças entre seis meses e dois anos de idade.
É importante ressaltar que, apesar de o pavor por causa da doença ter passado, pessoas ainda morrem por causa da gripe no Brasil. Até o último dia 20 foram registradas 36 mortes por causa da gripe A (H1N1) só neste ano no país. Em 2009, foram registradas 2.051 mortes no Brasil devido à doença, a partir de abril, quando teve início a pandemia. No mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), ao menos 16.931 pessoas perderam a vida por causa da doença.
O Ministério da Saúde diz que "a vacina é eficaz, segura e protege a população". E-mails circulam na internet recomendando que as pessoas não tomem a dose, mas especialistas consultados pelo R7 dizem que, de fato, a vacina contra a gripe suína apresenta boa margem de segurança. Um dos motivos para isso é que o novo produto foi feito de um modo similar ao que já é usado na vacina contra a gripe comum.
(Fonte: Portal R7)
Agricultura deve aderir à proposta do Desenvolvimento Agrário no novo código florestal
O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse na terça-feira (30) que a sua pasta vai aderir a proposta do Ministério do Desenvolvimento Agrário sobre as mudanças no Código Florestal Brasileiro. Para Stephanes, a proposta é a mais conciliadora entre o que pretendem os ministérios do Meio Ambiente, Agricultura e o Desenvolvimento Agrário.
“A proposta é de que em riachos de até 6 metros de largura, a margem tenha 10 metros de florestamento. De 6 a 8 metros, a margem seria de 15 metros e, num rio acima de 8 metros, teríamos 30 metros de margem”.
Segundo Stephanes, se a legislação atual for aplicada que exige 30 metros de mata ciliar independente da largura do riacho, poderia ocorrer uma “reforma agrária ao inverso”, porque inviabilizaria as pequenas propriedades às margens de rios, forçando sua venda para produtores rurais maiores.
Stephanes disse que em um encontro curto que manteve na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele disse que trataria do assunto com a Casa Civil, que concentra as informações e propostas sobre o único ponto em que ainda há divergência entre agricultura e meio ambiente que é o da metragem de mata ciliar nas margens de rios. Nos outros quatro itens, haveria concordância entre os ministérios.
O tema deveria ter sido tratado ontem por Lula e Stephanes, mas a reunião foi cancelada.
O ministro disse que as mudanças no Código Florestal, que provavelmente virão por meio de medida provisória, precisam ser feitas logo, sob o risco de ocorrerem iniciativas estaduais, como aconteceu em Santa Catarina, que estabeleceu uma legislação ambiental própria. “O Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul já estão com códigos próprios para serem aprovados”.
(Fonte: Agência Brasil)
“A proposta é de que em riachos de até 6 metros de largura, a margem tenha 10 metros de florestamento. De 6 a 8 metros, a margem seria de 15 metros e, num rio acima de 8 metros, teríamos 30 metros de margem”.
Segundo Stephanes, se a legislação atual for aplicada que exige 30 metros de mata ciliar independente da largura do riacho, poderia ocorrer uma “reforma agrária ao inverso”, porque inviabilizaria as pequenas propriedades às margens de rios, forçando sua venda para produtores rurais maiores.
Stephanes disse que em um encontro curto que manteve na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele disse que trataria do assunto com a Casa Civil, que concentra as informações e propostas sobre o único ponto em que ainda há divergência entre agricultura e meio ambiente que é o da metragem de mata ciliar nas margens de rios. Nos outros quatro itens, haveria concordância entre os ministérios.
O tema deveria ter sido tratado ontem por Lula e Stephanes, mas a reunião foi cancelada.
O ministro disse que as mudanças no Código Florestal, que provavelmente virão por meio de medida provisória, precisam ser feitas logo, sob o risco de ocorrerem iniciativas estaduais, como aconteceu em Santa Catarina, que estabeleceu uma legislação ambiental própria. “O Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul já estão com códigos próprios para serem aprovados”.
(Fonte: Agência Brasil)
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