sábado, 11 de outubro de 2014
Aquecimento global: o mundo está esquentando mais rápido do que pensávamos
Cientistas podem ter subestimado muito a extensão do aquecimento global, porque as leituras de temperatura de mares do hemisfério sul eram imprecisas.
De acordo com um estudo publicado na revista “Nature Climate Change”, as comparações de medições diretas com dados de satélite e modelos climáticos sugerem que os oceanos do hemisfério sul têm sugado mais do que o dobro do calor aprisionado pelos nossos excesso de gases de efeito estufa do que o previamente calculado. Isto significa que podemos ter subestimado o quanto o nosso planeta tem se aquecido.
aul Durack, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, e seus colegas compararam as medições de temperatura do mar diretas e inferidas com os resultados dos modelos climáticos. Enquanto estes três tipos de medidas em conjunto sugerem que nossas estimativas de aquecimento do hemisfério norte oceano estão certas, a história é outra quando descemos um pouco mais no mapa.
A equipe estima que a extensão do aquecimento nos oceanos do hemisfério sul desde 1970 poderia ser mais do que o dobro do que foi inferido a partir das medições diretas limitadas que temos para essa região. Isto significa que, em conjunto, todos os oceanos do mundo estão absorvendo entre 24 e 58% mais energia do que foi previamente estimado por medições diretas in situ.
“A implicação é que o desequilíbrio energético – o aquecimento líquido da terra – teria que ser maior”, explica Wenju Cai, da Organização Comunitária de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO), em Melbourne, Austrália.
Segundo Durack, já haviam suspeitas que as estimativas do aquecimento do oceano do hemisfério Sul eram tendencialmente baixas. “Nosso estudo é o primeiro a tentar quantificar a magnitude do que é esta subestimação comumente reconhecida, usando o máximo de informação que está disponível”.
O estudo abrange o período de 1970 a 2003. Cai diz que, durante esse tempo, enquanto amostras do hemisfério norte tem sido colhidas por navios e projetos liderados pelos países ricos ao norte da linha do equador, muito poucas medidas diretas foram feitas no sul. Portanto, não é surpreendente que as medições in situ estivessem erradas. “Mas isso é enorme”, afirma Cai.
“Pode-se dizer que o aquecimento global é o aquecimento do oceano”, escrevem Gregory Johnson e John Lyman, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, em um comentário que acompanha o artigo de Durack. “Quantificar o quão rápido e onde os oceanos estão aquecendo é vital para entender o quanto e quão rápido o clima vai esquentar e os mares vão subir”.
Desde aproximadamente 2000, uma rede de boias chamadas flutuadores Argo têm colhido dados globais mais precisos dos oceanos, portanto as medições mais recentes do hemisfério sul são mais confiáveis. [New Scientist, Gizmodo, Science Daily]
O futuro sustentável também depende da cultura
Florença, Itália, 7/10/2014 – Os especialistas internacionais que trabalham no setor da cultura pedem aos governos que reconheçam o papel fundamental que esta desempenha no desenvolvimento e que assegurem sua integração aos objetivos de desenvolvimento pós-2015 da Organização das Nações Unidas (ONU), que serão discutidos no próximo ano.
No Terceiro Fórum Mundial da Cultura e Indústrias Culturais, que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) organizou, de 2 a 4 deste mês nesta cidade, representantes de vários países discutiram as contribuições dessas atividades para o “futuro sustentável”, por meio do estímulo ao emprego, ao crescimento econômico e à inovação.
Segundo a Unesco, o comércio mundial em produtos e serviços culturais duplicou na última década e está avaliado em mais de US$ 620 bilhões. Além do aspecto financeiro, a cultura também contribui com a inclusão social e a justiça, segundo a diretora-geral dessa agência da ONU, Irina Bokova, que abriu o fórum.
“Creio que os países devem investir na cultura com a mesma resolução que investem nos recursos energéticos, nas novas tecnologias”, afirmou Bokova, acrescentando que, “em um contexto econômico difícil, temos que buscar atividades que reforcem a coesão social, e a cultura oferece soluções neste sentido”.
Bokova explicou à IPS que o fórum pretendia mostrar que a cultura contribui com a “consecução” de vários dos objetivos de desenvolvimento, entre eles acabar com a pobreza extrema, conseguir educação primária universal e a igualdade de gênero, além de garantir a sustentabilidade ambiental.
Porém, muitos governos não investem o suficiente nos setores culturais ou criativos, embora os mesmos tenham demonstrado sua valia. Alguns países preferem construir estádios esportivos que raramente são usados em lugar de apoiar as artes, afirmou Lloyd Stanbury, advogado jamaicano no negócio da música, que participou do fórum de Florença.
“No caso da Jamaica, demonstramos que podemos competir e ganhar em nível mundial nos mais altos níveis da cultura. O reggae e o movimento rastafári colocaram o país no mapa mundial, e agora mesmo há um debate sobre o que mais o governo pode fazer para investir na cultura”, pontuou Stanbury. Para ele, deve-se ter a mesma consideração com a educação artística quanto com os planos de estudo tradicionais.
“Fala-se para os estudantes: não vai bem com matemática? Veja se desenha algo. Mas seus desenhos não são considerados de valor”, observou Stanbury. Alguns países do Sul em desenvolvimento veem as artes como algo periférico e não como um setor “real” da economia, e isso deve mudar, acrescentou. Além disso, nesses países “os segmentos da música e da comunidade de entretenimento não gozam de relações harmoniosas com as instituições governamentais, sobretudo quando os artistas, em suas obras, se manifestam contra a corrupção”, ressaltou o advogado em sua apresentação no fórum.
Para muitos governos, o investimento na cultura ocupa um lugar muito inferior diante dos serviços de saúde, saneamento, eletricidade e infraestrutura do transporte. Porém, a cultura pode ajudar na mitigação da pobreza, na criação de empregos e na consolidação da paz, segundo os especialistas presentes em Florença.
Peter N. Ives, prefeito interino da cidade norte-americana de Santa Fé, no Estado do Novo México, explicou como seu governo investiu nas artes, destinando 1% dos impostos por cama de hotel, ou taxa do hóspede, às atividades culturais, entre outras medidas. “Agora Santa Fé tem mais ativos culturais por habitante do que qualquer outra cidade dos Estados Unidos”, destacou. “A inclusão” de todos os grupos é um elemento essencial da política, na qual “todos colocam seus dons criativos à mesa”, acrescentou.
Santa Fé, denominada pela Unesco como Cidade Criativa, conta com uma Comissão das Artes, designada pelo prefeito, que “recomenda programas e políticas para desenvolver e promover a excelência artística na comunidade”, explicou Ives. O resultado é que Santa Fé recebe cada vez mais escritores e artistas visuais, bem como turistas, devido ao seu número cada vez maior de museus, espetáculos e esculturas ao ar livre.
Esses exemplos de sucesso podem parecer descabidos para muitos países pobres ou de renda média que sofrem diversas crises, como os conflitos armados. Mas os especialistas presentes à conferência descreveram planos populares como, por exemplo, quando os habitantes eram incentivados a produzir arte sobre suas próprias vidas e, como consequência, a violência diminuiu dentro das comunidades.
Outros representantes descreveram como os festivais de cinema e literários geraram uma sensação de orgulho nacional e de coesão. Em alguns países do Caribe, da África e Ásia, por exemplo, o crescimento desse tipo de acontecimento e de prêmios culturais impulsionou de maneira geral as artes, o que reflete algo que os países ricos sabem há muito tempo.
O fórum, organizado conjuntamente por Unesco, governo italiano, região de Toscana e município de Florença, também examinou como se pode proteger a cultura nas zonas em guerra, com ênfase na preservação de projetos do patrimônio cultural em Mali, Afeganistão e outros Estados, financiados pela Itália.
Dinamarca e Bélgica expuseram como a ajuda ao desenvolvimento das atividades culturais pode fomentar o emprego, a formação e participação dos jovens na sociedade, especialmente dentro de um contexto de direitos humanos.
“Vivemos em um ambiente muito hostil à cooperação para o desenvolvimento e também para a cultura e o desenvolvimento, mas faço um apelo para que haja mais cooperação nessa área”, afirmou Frédéric Jacquemin, diretor da Africalia, uma organização belga que vê a cultura como “um motor para o desenvolvimento humano sustentável”.
Os participantes do fórum redigiram a Declaração de Florença na qual defendem a “plena integração da cultura às políticas e estratégias de desenvolvimento sustentável nos planos internacional, regional e local”.
Isso deveria se basear em padrões que “reconheçam os princípios fundamentais dos direitos humanos, a liberdade de expressão, a diversidade cultural, a igualdade de gênero, a sustentabilidade ambiental e a abertura e o equilíbrio com outras culturas e expressões do mundo”, acrescenta a declaração. Envolverde/IPS
(IPS)
Conferência da ONU discute mudanças nos padrões globais a favor da preservação da biodiversidade
As Nações Unidas alertaram nessa segunda-feira (06) que é necessário tornar o uso da terra, da água, da energia e dos materiais muito mais eficiente para alcançar os objetivos globais referentes à biodiversidade para 2020.
O novo relatório da ONU, Panorama da Biodiversidade Global 4, enfatiza que a manutenção dos padrões atuais de comportamento, consumo, produção e incentivos econômicos não permite que os ecossistemas mundiais sejam capazes de satisfazer às necessidades humanas do futuro.
O aviso foi emitido na data de início da 12ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP-12), em Pyeongchang, na Coreia do Sul, que pretende criar uma estratégia que aumente substancialmente os recursos disponíveis para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade.
A conferência é uma oportunidade crucial para delinear os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), ao serem revistos planos e estratégias nacionais, e para dar novo impulso às 20 metas traçadas para a biodiversidade no ano de 2010 em Aichi, no Japão, disse o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner.
As Metas de Aichi contribuem significativamente para expandir prioridades globais, como a redução da pobreza e da fome, a elevação das condições de saúde humana e a garantia de suprimento sustentável de energia e de água potável.
* Publicado originalmente no site ONU Brasil.
Instituto Akatu lança campanha pelo consumo consciente e transformador
No dia 15 de outubro será comemorado o Dia do Consumo Consciente. A data, instituída pelo Ministério do Meio Ambiente, quer despertar a consciência das pessoas sobre o poder de suas escolhas na hora da compra e o impacto que esta pode ter sobre nossa sociedade.
Para marcar o mês, o Instituto Akatu lançou a Campanha #SigaOs10Caminhos, que lista dez valores necessários para tornar mais sustentável a produção de bens e o consumo.
A ideia do Instituto Akatu é que os dez caminhos para o consumo consciente e transformador sejam divulgados e compartilhados nas redes sociais durante todo o mês de outubro.
Atualmente a humanidade já consome 50% mais recursos naturais do que o planeta é capaz de regenerar. Se tivermos o estilo de vida de um típico americano, por exemplo, precisaríamos de 3,9 planetas para suprir nossa demanda. (Fonte: Planeta Sustentável)
Conferência sobre diversidade biológica tem início na Coréia
Representantes de mais de 160 países, inclusive o Brasil, iniciaram, nesta segunda-feira, reunião para avaliar o progresso na implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade Mundial. A 12ª Sessão da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 12) acontece de 6 a 17 deste mês na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul, para debater as novas medidas destinadas a proteger a biodiversidade em favor do desenvolvimento sustentável.
Com o tema “Biodiversidade para o Desenvolvimento Sustentável”, milhares de representantes de governos, organizações não governamentais (ONGs), povos indígenas, cientistas e do setor privado já estão em Pyeongchang para a COP 12. Eles querem a adoção de medidas capazes de acelerar a implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e as Metas de Aichi para Biodiversidade,que devem ser alcançados até ao final desta década.
Olho no futuro – O conjunto de decisões a serem definidas na COP12 já está sendo chamado de”Roteiro de Pyeongchang” e deverá incluir uma estratégia de mobilização e aumento dos recursos disponíveis para a conservação da biodiversidade e uso sustentável. As discussões pelos representantes das Partes da CDB também levarão em conta as propostas de desenvolvimento sustentável colocadas em pauta e a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, atualmente em curso na Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Bráulio de Souza Dias, durante três semanas, representantes de governos do mundo estão reunidos paradiscutir, planejar etomar decisões, em três reuniões distintas, paraa implantação global da convenção e seus protocolos. Trata-se da 7ª Conferência das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (COP-MOP-7), ocorrida entre 29 de setembro e 3 deste mês; a 12ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-12 ), de 6 a 17 de novembro e a 1ª Conferência das Partes do Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Derivados de sua Utilização (COP-MOP-1), previsto para ocorrer de 13 a 17 próximos.
Recursos genéticos – “Precisamos fazer um balanço da situação atual de implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e, ainda, traçar os rumos a serem seguidos pela Convenção e seus Protocolo para os próximos anos”, avalia Bráulio Dias. O acordo sobre o acesso e uso dos recursos genéticos, um dos principais temas desta COP 12, considerado inovador pelos governos, é resultado da criação, pelos países signatários, do Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição de Benefícios Justa e Equitativa Decorrentes da sua Utilização, que entrará em vigor durante a reunião.
O Protocolo de Nagoia permitirá a instituição de novos incentivos para conservar e usar de forma sustentável a biodiversidade, além de melhorar ainda mais a contribuição da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável.
CDB – A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) é um tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) e um dos mais importantes instrumentos internacionais relacionados ao meio ambiente. Foi estabelecida durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO-92), realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992, e é hoje o principal fórum mundial para questões relacionadas ao tema. Mais de 160 países já assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993.
Protocolo de Nagoia
O Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e a Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Advindos de sua Utilização (ABS, na sigla em inglês) entrará em vigor dia 12 de outubro de 2014, durante a COP 12. O tratado foi ratificado por 51 países-membros da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), condição para a entrada em vigor. Representa um passo importante para o cumprimento da 16ª Meta de Aichi, que afirma que “em 2015, o Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e a partilha justa e equitativa de benefícios decorrentes da sua utilização estará em vigor e operacional, de acordo com a legislação nacional (de cada país)”. O Brasil, país que abriga a maior biodiversidade do planeta, é signatário, mas ainda não ratificou o documento.
Metas de Aichi 2011-2020 – Reunidas em cinco objetivos estratégicos, as 20 Metas de Aichi fazem referência à conservação da biodiversidade e são a base do planejamento destinado à implantação das decisões das partes na CDB. No processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Biodiversidade 2011–2020, o Secretariado da CDB propôs que se estabelecesse um novo conjunto de metas, na forma de objetivos de longo prazo, que foram materializados em 20 proposições, todas voltadas à redução da perda da biodiversidade em âmbito mundial.
Denominadas de Metas de Aichi para a Biodiversidade, elas estão organizadas em cinco grandes objetivos estratégicos: tratar das causas fundamentais de perda de biodiversidade, fazendo com que as preocupações com a biodiversidade permeiem governo e sociedade; reduzir as pressões diretas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável; melhorar a situação da biodiversidade, protegendo ecossistemas, espécies e diversidade genética; aumentar os benefícios de biodiversidade e serviços ecossistêmicos para todos e aumentar a implantação, por meio de planejamento participativo, da gestão de conhecimento e capacitação.
Diversidade biológica – É usada para descrever o número e a variedade dos organismos vivos. Existem, atualmente, cerca de 1,7 milhões de espécies identificadas, mas as estimativas apontam para um mínimo de 5 milhões e um máximo de 100 milhões. (Fonte: MMA)
Tatuagem: você vai desistir de fazer a sua depois de ler este artigo
A tatuagem é uma forma de arte incrível – quando bem feita. Ela é uma ferramenta de expressão, de ideias e de estilo realmente fantástica. Mas, temos que concordar, não é a coisa menos dolorida do mundo. Para fazer as imagens ficarem definitivamente na pele, os tatuadores esfregam um conjunto de agulhas BEM afiadas na pele da pessoa.
Mas falar não é tão legal quanto ver. E é exatamente isso que Destin, que explora o mundo através da ciência em seu canal do Youtube chamado Smarter Every Day (“Cada dia mais esperto”, em tradução livre), mostra no vídeo que você vai ver aqui. Como uma tatuagem é feita
Com uma sequência em câmera lenta, ele mostra detalhes de uma tatuagem sendo feita e faz a gente sentir na pele a dor desse momento. O que não deixa também de ter um tom poético. A cerejinha do bolo, no entanto, é o ângulo em close que mostra a pele sendo alfinetada e coberta pela tinta preta.
Embora o vídeo não seja exatamente sangrento, as imagens têm um efeito estranhamente hipnótico e fascinante. Eu poderia jurar que meu olhar ficou completamente amarrado a esse vídeo e aos gifs por alguns bons segundos quando os vi pela primeira vez. A tatuagem é uma arte e os tatuadores, consequentemente, são seus artistas. A única coisa que a gente continua concordando, e que realmente não dá para não estigmatizar, é que elas de fato são doloridas. Os adeptos, porém, garantem que vale o sacrifício. [Bored Panda] Se você tem uma tatuagem, cuidado ao fazer uma ressonância magnética Muitas pessoas conhecem alguns dos riscos de se ter uma tatuagem, como doenças infecciosas ou reações alérgicas, mas poucos sabem do perigo que elas causam quando você precisa fazer uma ressonância magnética.
Tatuagens podem dificultar uma ressonância magnética, dependendo dos ingredientes utilizados na tinta e do tamanho da tatuagem. Especialistas dizem que algumas cores de tinta causam mais reação do que outras. Por exemplo, o corante utilizado em tinta de tatuagem vermelha contém ferro, que é magnético e muito sensível aos campos magnéticos usados em aparelhos de ressonância magnética. Máquinas de ressonância magnética são usadas para localizar tumores e outras anormalidades no corpo humano usando ímãs extremamente fortes. Junto com estes ímãs, o aparelho utiliza frequência de ondas de rádio para fazer com que os prótons nas células do organismo reajam.
Sendo que o ferro da tinta vermelha pode conduzir eletricidade, circuitos de corrente são induzidos quando os campos magnéticos estão mudando rapidamente durante o processo de imagem. Esse fluxo de corrente pode esquentar o metal presente na tinta, talvez o suficiente para queimar.
A tatuagem também pode agir como uma antena, e ficar cada vez mais quente de acordo com a energia que os pigmentos de tinta peguem dos ímãs. A reação pode resultar em inchaço da pele tatuada e da área do redor, assim como uma sensação de calor e irritação mais profunda, na carne. As reações mais graves já relatadas resultaram em queimaduras de primeiro e de segundo grau.
Tatuagens perto dos olhos são particularmente preocupantes, já que a área é muito sensível ao excesso de calor. E isso vale para as tatuagens faciais permanentes como delineador, sobrancelha, entre outros.
Embora qualquer substância metálica represente um risco para a saúde dentro das máquinas de ressonância magnética (até por isso as pessoas com marca-passo cardíaco e implantes de ouvido internos que contém peças de metal não fazem ressonância), o risco de se queimar por causa de tatuagem ainda parece ser baixo e raro.
Ainda assim, os pesquisadores dizem que o melhor conselho é não fazer uma tatuagem. Se você já tem uma e precisa de uma ressonância magnética, informe o seu médico e os técnicos que cuidam do aparelho de ressonância para que eles possam avaliar o risco. Se a tinta da sua tatuagem não contiver ferro, você provavelmente está bastante seguro. [Lifeslittlemysteries] Quais os riscos de fazer uma tatuagem? Hoje em dia, é muito fácil fazer uma tatuagem. Mas não deveria ser tão simples assim: a tatuagem é uma marca permanente feita sobre a nossa pele, marca que é muito difícil de ser retirada em caso de arrependimento.
Portanto, antes de você correr modificar seu corpo, pense bem e considere todos os riscos e consequências envolvidos em se fazer uma tatuagem. Garanto que tem muita coisa que você ainda não sabia. O que é tatuagem?
Uma tatuagem é um desenho feito com pigmentos inseridos através de picadas na camada superior da pele. Tipicamente, o tatuador usa uma máquina pequena de mão que atua muito como uma máquina de costura, usando uma ou mais agulhas para perfurar a pele repetidamente.
A cada furo, as agulhas inserem na pele minúsculas gotas de tinta. O processo, feito geralmente sem anestésicos, causa pequeno sangramento e dor, que pode variar de leve a forte.
Maior de idade
O primeiro passo para se considerar fazer uma tatuagem é ser maior de idade. O Brasil ainda não tem uma lei federal, ou seja, única, sobre tatuagem em crianças e adolescentes, mas muitos estados a proíbem.
Por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus proíbem menores de 18 anos de fazer tatuagem, mesmo com autorização dos pais. Em Santa Catarina e em Porto Alegre, com 16 anos e autorização dos pais, os menores podem fazer tatuagem. Em Curitiba, Juiz de Fora, Recife e Cuiabá, se a família permitir, não tem restrição de idade.
Se informe no seu estado qual a lei vigente. Mas, acima de tudo, não custa esperar até ter 18 anos. As chances são de que você estará mais maduro e seguro de que é isso que você quer. Bem melhor do que desenhar uma folha de maconha no braço ou tatuar “Seu nome” no peito e depois ter que viver com isso para sempre (exemplos de casos reais que chegaram até a polícia em São Paulo e em Minas Gerais; no primeiro caso, o tatuador da menina de 11 anos foi preso, e no segundo, a família do garoto de 14 anos recebeu indenização do tatuador).
Permanente
O segundo fator a se considerar é: o quanto você deseja uma tatuagem? Antes de fazer uma, pergunte-se se você realmente quer investir em arte corporal permanente.
Se você está inseguro ou preocupado de que possa se arrepender um dia, espere e leve mais tempo para pensar sobre isso. Não se permita ser pressionado para fazer uma tatuagem, e não faça uma tatuagem se você estiver sob a influência de álcool ou drogas.
Se você decidir ir em frente com a tatuagem, considere coisas como escolher o local da tatuagem com cuidado. Lembre-se que ela pode até mesmo atrapalhar a conquista de uma vaga de emprego. Considere se você quer que ela seja visível ou possivelmente escondida sob a roupa. Lembre-se também que o ganho de peso, incluindo gravidez, pode distorcer a tatuagem ou afetar sua aparência.
Riscos
Quer mesmo mesmo mesmo fazer uma tatuagem? Tudo bem. Mas considere também os riscos que você estará correndo, por mais baixos que alguns sejam:
Reações alérgicas: corantes usados em tatuagem, especialmente vermelhos, verdes, amarelos e azuis, podem causar reações alérgicas na pele, como uma comichão no local da tatuagem. Isso pode ocorrer até mesmo anos depois de fazer a tatuagem.
Infecções na pele: infecções que podem causar vermelhidão, inchaço, dor e pus são possíveis após uma tatuagem.
Outros problemas de pele: em alguns casos, granulomas podem se formar em torno da tinta da tatuagem. Você também estará sujeito à formação de quelóides, áreas elevadas causadas por um crescimento excessivo da pele da cicatriz.
Doenças transmitidas pelo sangue: se o equipamento utilizado para criar a sua tatuagem estiver contaminado com sangue infectado, você pode contrair várias doenças transmissíveis pelo sangue, como tétano, hepatite B e hepatite C. Isto pode ocorrer quando o tatuador utiliza o mesmo potinho de tinta para mais de um cliente ou caso não esterilize o equipamento em autoclave.
Complicações em caso de ressonância magnética: raramente, tatuagens ou maquiagem permanente podem causar inchaço ou ardor nas áreas tatuadas durante exames de ressonância magnética. Em alguns casos, os pigmentos de tatuagem podem interferir com a qualidade da imagem, dificultando o diagnóstico de alguma condição de saúde.
Medicação ou outro tratamento, incluindo possível remoção da tatuagem, pode ser necessário se você experimentar uma reação alérgica à tinta da tatuagem, ou se você desenvolver uma infecção ou outro problema de pele perto de uma tatuagem.
Precauções
Entende os riscos e as consequências de se fazer uma tatoo, e quer mesmo assim? Então tome certas precauções, como escolher bem o tatuador. Não tente fazer a tatuagem ou permitir que um amigo não treinado a faça. Vá a um estúdio de tatuagem respeitável que empregue somente funcionários devidamente treinados.
No caso do Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estabeleceu um “guia” de recomendação técnica quanto a estúdios de tatuagem e piercing. Considerando todos os riscos envolvidos, a Anvisa aprovou uma Norma Técnica para o funcionamento dos estabelecimentos que realizam procedimentos de pigmentação artificial permanente da pele e colocação de adornos, que incluem ter uma alvará sanitário/licença sanitária, possuir local adequado e salubre e usar artigos descartáveis e esterilizados (consulte esse documento completo aqui). Antes de fazer uma tatuagem, verifique se o seu estúdio possui essa licença e obedece a essas recomendações.
Além disso, fique de olho no tatuador: mesmo que aparentemente ele cumpra as recomendações, veja se ele as está aplicando em você, ou seja, verifique se o tatuador lavou as mãos antes de tocar em você, se está usando um novo par de luvas para cada procedimento, se está usando equipamento adequado, se removeu a agulha de um pacote fechado, se esterilizou equipamentos não descartáveis usando uma máquina de esterilização por calor (autoclave), se gavetas, mesas e pias estão desinfetadas, etc.
Se arrependeu ou teve complicações?
Se você acha que sua tatuagem pode estar infectada ou se está preocupado que sua tatuagem não está sarando corretamente (por exemplo, está formando quelóides), contate um médico.
Se você estiver interessado em remoção da tatuagem, pergunte a um dermatologista sobre cirurgia a laser ou outras opções.[MayoClinic]
Aids surgiu no Congo nos anos 20, concluem investigadores
A Aids surgiu em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, nos anos 1920, antes de se espalhar pelo mundo em plena mutação do HIV, concluíram investigadores que reconstituíram o caminho do vírus responsável pela morte de 36 milhões de pessoas.
Os virólogos já sabiam que o HIV foi transmitido de macacos para o homem, mas agora as análises de pesquisadores das universidades de Oxford e de Lovaina (Bélgica) sugerem que entre os anos 20 e 50 uma série de fatores – como a urbanização rápida, a construção de ferrovias na República Democrática do Congo (então Congo belga) e mudanças no negócio do sexo – favoreceu a propagação da Aids a partir de Kinshasa.
“Nossa investigação sugere que (…) houve um pequeno momento na época do Congo belga que permitiu a esta cepa do HIV em particular emergir e se propagar”, diz o professor Oliver Pybus, do departamento de Zoologia de Oxford e um dos principais autores do estudo.
“As informações dos arquivos coloniais indicam que no final dos anos 40 mais de um milhão de pessoas passaram anualmente por Kinshasa via ferrovia”, destaca Nuno Faria, da Universidade de Oxford, também responsável pela pesquisa.
“Os dados genéticos nos dizem também que o HIV se propagou muito rapidamente através do Congo, de uma superfície equivalente à Europa Ocidental, deslocando-se com as pessoas pelas ferrovias e hidrovias”.
Assim, o HIV chegou a Mbuji-Mayi e Lubumbashi, no extremo sul do país, e a Kisangani, no norte, entre o final dos anos 30 e início dos anos 50.
Estas migrações permitiram ao vírus estabelecer os primeiros focos secundários de infecção em regiões que dispunham de boa rede de comunicação com países do sul e do leste da África, afirmam os pesquisadores.
“Acreditamos que mudanças na sociedade se deram no momento da independência do Congo, em 1960, e, provavelmente, o vírus pôde escapar em pequenos grupos de pessoas soropositivas para infectar populações mais amplas, antes de se propagar pelo mundo no final dos anos 70″, revela Faria.
O HIV foi identificado pela primeira vez em 1981.
Além do desenvolvimento dos transportes, algumas mudanças sociais, especialmente envolvendo os profissionais do sexo, que tinham um grande número de clientes, e um maior acesso a seringas, compartilhadas por usuários de drogas, fizeram expandir a epidemia. (Fonte: G1)
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Por que algumas pessoas têm mais dificuldade para perder peso?
17 de julho de 2013 (Bibliomed). Tem quem diga que o emagrecimento depende, basicamente, da força de vontade e que, quando uma pessoa ganha peso, ela precisa se esforçar mais. Contudo, uma equipe internacional de pesquisadores afirma que fatores genéticos podem interferir nesse processo.
De acordo com os pesquisadores, pessoas com uma variação do gene FTO são 70% mais propensas a serem obesas. Para chegar a tal conclusão, a equipe realizou um estudo que envolveu 359 voluntários saudáveis do sexo masculino para examinar os efeitos do dia-a-dia.
Eles estudaram dois grupos de participantes - aqueles com duas cópias do variante de alto risco de obesidade FTO (grupo AA), e aqueles com a versão de baixo risco de obesidade (grupo TT).
Os pesquisadores analisaram o peso corporal, a distribuição de gordura e os fatores sociais do indivíduo. Os participantes foram submetidos, também, a exames de sangue para medir a concentração de grelina, um hormônio liberado pelo estômago que estimula o apetite.
Publicado no Journal of Investigation Clinical, o estudo mostrou que nos homens sem alterações no FTO (grupo TT), os níveis de grelina diminuíram após a refeição, o que não ocorreu com os participantes com alteração FTO (grupo AA).
Fonte: UPI, 16 de julho de 2013
O tempo para responder ao maior desafio do nosso Planeta é agora
A edição de setembro de 2014 da Eco21, uma das principais publicações sobre meio ambiente e sustentabilidade no Brasil, traz excelentes textos. Veja abaixo o editorial e o índice.
No domingo 21 deste mês, milhões de pessoas saíram para a rua em todo o mundo se manifestando por ações mais contundentes em relação às mudanças climáticas; somente em Nova Iorque foram mais de 400 mil indignados marchando sob o lema “Inundemos Wall-Street”. O evento aconteceu poucas horas antes da Cúpula do Clima convocada pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon no mais alto nível político internacional. Estiveram presentes os mais importantes líderes políticos do mundo e o resultado foi numa verdadeira e boa surpresa: um a um os mais de 120 Chefes de Estado e de Governo, empresários e representantes da sociedade civil anunciaram compromissos para reduzir as emissões de carbono, aumentar a luta contra a mudança do clima e financiar ações efetivas para lutar contra essas alterações. A ONU espera arrecadar entre 10 a 15 bilhões de dólares após a Cúpula que serão destinados ao Fundo Verde para o Clima criado para apoiar os países em desenvolvimento na sua implementação de uma economia de baixo carbono. Muitos dos líderes ou representantes de governos presentes se manifestaram publicamente pela primeira vez. Um exemplo desse sucesso foi o anúncio da China, que é o maior poluidor da atmosfera do Planeta, de que estabelecerá em breve uma data limite para reduzir as suas emissões. Também houve pronunciamentos extraordinariamente otimistas, como o de Al Gore, ao fazer ênfase na acessibilidade das energias renováveis na atualidade, afirmando na abertura do “Climate Summit”, que se houvesse vontade política, em apenas seis anos, mais de 80% da população mundial poderia viver em regiões com energia limpa, livre da pegada de carbono, com preços iguais ou mais baratos do que a gerada por combustíveis fósseis. Outro exemplo das conquistas da Cúpula foi o anúncio do grupo petroleiro Rockefeller cujos herdeiros anunciaram que retirarão 860 milhões de dólares dos fundos de investimentos ligados aos combustíveis fósseis. Esta iniciativa faz parte de una coalizão nos EUA de más de cem instituições e milionários que se somaram a um movimento liderado por universitários, para excluir de suas carteiras de investimentos as ações vinculadas a empresas de combustíveis fósseis para, investir em fontes limpas. Nesse clima de empolgação pela luta contra as mudanças climáticas, a Presidenta Dilma disse no seu discurso “Reafirmo que o novo acordo climático precisa ser universal, ambicioso e legalmente vinculante, respeitando os princípios e os dispositivos da Convenção do Clima, em particular os princípios de equidade e das responsabilidades comuns, porém diferenciadas. Este acordo deverá ser robusto em termos de mitigação, adaptação e meios de implementação. O Brasil almeja um acordo climático global, que promova o desenvolvimento sustentável. O crescimento das nossas economias é compatível com a redução de emissões”. Palavras que confirmam o verdadeiro objetivo da Cúpula promovida por Ban Ki-Moon: assinar em Paris, em 2015, a versão definitiva do Protocolo de Kyoto, envolvendo todos os países, inclusive os EUA, a China, Austrália e a Rússia. No meio das inúmeras reuniões paralelas ao avento, um grupo de empresas multinacionais como a Cargill, Mc Donalds, MKellogg’s, Procter & Gamble, etc., lançaram uma “Declaração de Nova Iorque sobre Florestas” sem nenhum valor institucional e sem o aval de nenhuma instância da ONU. Foi assinada informalmente por 28 dos 122 países presentes à Cúpula e por inusitados “Estados Subnacionais”, como foi considerado o Acre, no caso do Brasil. A Ministra Izabella Teixeira, ao esclarecer os motivos que levaram o Brasil a não assinar o documento, disse: “Não houve acordo, não houve negociação, mas apenas uma declaração”. Esta iniciativa visa regularizar o desmatamento realizado principalmente pelo agronegócio ligado ao óleo de palma nos países do Sudeste da Ásia e foi utilizado politicamente durante a campanha eleitoral no Brasil. Ban Ki-Moon, nos dias do eventos afirmou: “A mudança climática é uma questão definidora de nossa época; não existe um “Plano B” para deter o avanço das alterações climáticas, pois não existe um “Planeta B”. E, no encerramento da Cúpula do Clima 2014, ele declarou:“Hoje foi um grande dia. Um dia histórico. Nunca antes, tantos líderes se reuniram para se comprometer e agir contra a mudança climática; será lembrado como o dia em que decidimos, como uma família humana, colocar nossa casa em ordem para torná-la habitável para as gerações futuras; esta Cúpula mostrou que podemos enfrentar o desafio do clima”. Já Leonardo DiCaprio resumiu a voz das ruas ao pronunciar na Cúpula estas palavras:”As pessoas fizeram ouvir as suas vozes no domingo 21 em todo o mundo e esse movimento não vai parar. Agora é a vez de vocês. O tempo para responder ao maior desafio de nossa existência neste Planeta é agora”.
(Eco21)
Alimentos geneticamente modificados e as alterações encontradas no gado e no leite de animais que os comem há 30 anos
Vermont, um dos 50 estados dos Estados Unidos, aprovou recentemente uma lei que torna obrigatória a colocação de etiquetas que discriminam alimentos geneticamente modificados (OGM) em todo o estado. Contudo, alguns grupos ficaram de fora dessa exigência, por exemplo, alimentos feitos com leite de vacas que se alimentaram por anos e anos de alimentos geneticamente modificados. Em outras palavras, é como se essa tal lei fosse muito superficial.
Pão orgânico feito de trigo que foi moído não é considerado “natural”, mas o leite de vacas que comeram ração geneticamente modificada ainda pode ser considerado “orgânico”? Animais com dieta de alimentos geneticamente modificados produzem alimentos “piores”?
Não. Aliás, longe disso.
Uma nova análise feita pela Universidade da Califórnia (EUA) revisou quase 30 anos de estudos de alimentação pecuária cobrindo mais de 100 bilhões de animais e constatou que, embora a biologia moderna confunda os consumidores de alimentos integrais, o gado se dá muito bem com eles: depois de 18 anos comendo só alimentos geneticamente modificados, os animais não sofreram consequência alguma.
As vacas são idênticas, o leite produzido por elas é idêntico, a carne é idêntica. Os transgênicos não alteraram nada em nada. Para que não ficassem dúvidas, os pesquisadores usaram uma amostra de tamanho enorme, com cerca de 9 bilhões de animais produtores de alimentos por ano, sendo 95% deles consumidores constantes de ingredientes geneticamente modificados. A avaliação constatou também que o desempenho e a saúde dos animais que consumiram alimentos geneticamente modificados, introduzidos em sua dieta regular pela primeira vez há 18 anos, não tem sido diferente do que dos animais que consomem alimentos não transgênicos. O estudo também não encontrou diferenças na composição nutricional da carne ou leite de animais que comeram só transgênicos nos últimos anos.
“Estudos têm mostrado continuamente que o leite, carne e ovos provenientes de animais que consomem alimentos geneticamente modificados são indistinguíveis dos produtos derivados de animais alimentados com uma dieta embasada em alimentos não transgênicos”, afirmou o Dr. Alison Van Eenennaam, da Universidade da Califórnia e um dos responsáveis pelo levantamento em questão.
Por isso, a proposta de rotulagem de produtos de origem animal de gado e aves que tenham comido ração transgênica exigiria segregação da cadeia de suprimentos e de rastreabilidade, pois os próprios produtos desses animais não diferem de qualquer forma que pudesse ser detectada.
Ou seja: não criemos pânico. [Science20]
Califórnia é o primeiro estado a proibir sacolas plásticas nos EUA
A Califórnia se tornou, nesta terça-feira (30), o primeiro estado americano a proibir o uso de sacolas plásticas descartáveis, depois que o governador democrata Jerry Brown promulgou a lei.
A medida vai entrar em vigor em 1º de julho de 2015 em supermercados e farmácias e no prazo de um ano em lojas e estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.
“Esta lei é um passo rumo à boa direção: reduzirá a enorme quantidade de plástico que contamina nossas praias, nossos parques e uma grande parte dos oceanos”, disse Brown, citado em um comunicado.
“Somos os primeiros a proibir estas bolsas, mas não seremos os últimos”, afirmou o político democrata.
A medida, aprovada no começo de setembro pelo Parlamento da Califórnia, permitirá às lojas cobrar 10 centavos pelo uso de sacolas de papel ou reutilizáveis.
Cerca de 120 cidades californianas, entre elas Los Angeles e San Francisco, já tinham aprovado iniciativas similares para reduzir os dejetos plásticos e proteger o meio ambiente.
O partido republicano se opôs ao projeto, ao alegar que vai afetar as pequenas e médias empresas, enquanto os fabricantes asseguraram que provocará a perda de postos de trabalho.
A lei contempla a liberação de até US$ 2 milhões em empréstimos gerenciados pela empresa estatal CalRecycle para estabelecimentos que ofereçam bolsas reutilizáveis. (Fonte: G1)
Inaugurado em Amsterdã primeiro zoológico de micróbios do mundo
O primeiro “zoo interativo de micróbios” do mundo abriu as portas em Amsterdã nesta terça-feira (30), lançando nova luz sobre as minúsculas criaturas que compõem dois terços de toda matéria viva e são vitais para o futuro do nosso planeta.
Orçado em 10 milhões de euros (US$ 13 milhões), o Museu Micropia fica perto do zoológico real Artis, em Amsterdã, cujo diretor teve, há 12 anos, a ideia de expor um arranjo de micróbios vivos em um “microzoo”.
“Tradicionalmente, os zoológicos tendiam a mostrar apenas uma pequena parte da natureza, especificamente os animais maiores”, declarou Haig Balian à AFP.
“Hoje, nós queremos exibir a micronatureza”, disse Balian, que acredita que a importância dos micróbios nos nossos dias atuais tem sido subestimada desde que o cientista holandês Antonie van Leeuwenhoek viu as criaturas microscópicas no século XVII.
Frequentemente, os micróbios são associados a doenças, provocadas por vírus, bactérias, fungos e algas, mas eles também são essenciais para nossa sobrevivência e desempenharão um papel cada vez mais importante no futuro da humanidade e do planeta – acrescentou Balian.
“Os micróbios estão em toda parte. Portanto, precisamos de microbiologistas que sejam capazes de trabalhar em qualquer setor: nos hospitais, na produção de alimentos, nas indústrias petrolífera e farmacêutica, por exemplo”, afirmou.
Eles já são usados na produção de biocombustíveis, no desenvolvimento de novos tipos de antibióticos e no melhoramento da produtividade agrícola.
Experiências têm demonstrado seu potencial futuro em campos diversos, da geração de energia ao reforço de fundações de prédios, passando pela cura do câncer.
“Se deixarmos a ciência da microbiologia no escuro, relegada a alguns poucos especialistas, o interesse por ela nunca vai se desenvolver”, alegou Balian.
“Queremos mostrar aos visitantes como tudo na natureza está interconectado e como os micróbios, fundamentalmente, são parte dessa conexão”, acrescentou.
Cada humano adulto carrega no corpo cerca de 1,5 quilo de micróbios, e nós morreríamos sem eles.
Grande parte do museu – que alega ser o primeiro do mundo – se parece com um laboratório, com fileiras de microscópios conectados a enormes telões.
Os visitantes podem observar por uma janela um laboratório em tamanho real, onde diferentes tipos de micróbios se reproduzem em placas de Petri e tubos de ensaio.
Entrando em um elevador, é possível ver a imagem superaproximada de uma câmera no olho de alguém, revelando as minúsculas criaturas que vivem em nossos cílios. A câmera, em seguida, aproxima-se de uma bactéria no cílio e, finalmente, de um vírus dentro da bactéria.
Os visitantes podem ver a reprodução microbiana por um microscópio tridimensional, especialmente desenvolvido e construído para o Micropia, ou observar um modelo em escala gigante do vírus Ebola, que está devastando o oeste da África.
Um “scanner” microbiano contará instantaneamente quantos micróbios vivem no corpo do visitante e onde.
Os visitantes mais corajosos poderão testar o “Beijômetro” (“Kiss-o-Meter”, em inglês) e saber quantos micróbios são trocados quando um casal se beija.
“Você sabia, por exemplo, que existem 700 espécies de micróbios vivendo na sua boca? Ou 80 tipos de fungos em seu calcanhar?”, perguntou Balian, com um sorriso nos lábios.
“Uma visita ao Micropia mudará para sempre a forma como você vê o mundo”, concluiu. (Fonte: Terra)
Amapá decreta emergência devido à febre chikungunya
Depois de quatro casos confirmados de chikungunya e suspeita de outros 147, o município de Oiapoque, no Amapá, decretou situação de emergência.
Isto significa que o município de cerca de 35 mil habitantes está pedindo ajuda do estado e do Ministério da Saúde para enfrentar a situação.
A capital do estado, Macapá, está com suspeita de 16 casos e a cidade de Santana suspeita que duas pessoas estão com o vírus.
Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do estado, Iracilda Costa da Silva, profissionais de saúde das três cidades receberam treinamento do Ministério da Saúde para identificar e tratar a doença.
Segundo Iracilda, na maioria dos casos, os pacientes não precisam ser internados, passam apenas por consulta médica.
O tratamento é feito para combater os sintomas, com analgésico (paracetamol), hidratação adequada e repouso.
Assim como a dengue, a febre chikungunya é transmitida pelos pernilongos Aedes aegypti e Aedes albopictus, mas só tem um sorotipo, ou seja, cada pessoa só pega a doença uma vez.
Os sintomas também são os mesmos da dengue: dor de cabeça, febre, dores musculares e nas articulações e podem durar de três a dez dias.
Agência Brasil
Cientistas buscam alternativas para combater esquistossomose
Cientistas da USP estão trilhando caminhos alternativos para tentar eliminar a esquistossomose.
A doença é transmitida pelo Schistosoma mansoni, verme hematófago transmitido por caramujos Biomphalaria, que vive nas águas de rios, e que todos os anos causa milhares de mortes no mundo.
A pesquisadora Ana Carolina Mafud está fazendo a bioprospecção de produtos naturais - a busca por produtos naturais que tenham atividade contra a doença.
"Em relação à bioprospecção, três candidatos já apresentaram resultados satisfatórios: jaborandi, louro e uchi-amarelo", conta a cientista.
O grupo de Ana Carolina também estuda o reposicionamento de fármacos, que consiste pesquisar medicamentos para qualquer doença e observar suas atividades no combate à esquistossomose.
Sinergia
No reposicionamento de fármacos, os resultados iniciais foram obtidos com medicamentos bem conhecidos, como o diclofenaco e o praziquantel, que apresentaram uma surpreendente sinergia, produzindo resultados muito melhores do que cada medicamento isoladamente.
Criado em 1975 num esforço conjunto das indústrias farmacêuticas Bayer e Merryck, o praziquantel foi um medicamento desenvolvido para atuar na cura da esquistossomose, mas não apresentou os resultados esperados, além de apresentar várias outras deficiências, como a não eliminação definitiva do Schistosoma mansoni, o surgimento de casos de resistência ao medicamento, o elevado custo, as doses muito fortes etc.
A principal interrogação que surgiu era como o diclofenaco e o praziquantel, de classes químicas tão diferentes, podem atacar uma mesma doença?
Partindo de estruturas cristalográficas e utilizando técnicas de bioinformática, Ana Carolina conseguiu resolver a dúvida: a ação se dá graças a uma região comum na composição eletrônica da estrutura dos dois fármacos.
Entusiasmo e cautela
O estudo da estrutura cristalina também está sendo utilizado na bioprospecção dos princípios ativos das plantas.
Embora animada com todos os resultados alcançados até o momento, Ana Carolina faz uma ressalva.
"Entre a descoberta de produtos naturais com ação contra a esquistossomose e sua transformação em fármaco leva-se cerca de 15 anos," alertou ela.
Outra barreira a ser vencida, também referente à bioprospecção, é a criação de uma técnica capaz de tornar solúveis os elementos de interesse extraídos dos produtos naturais.
Porém, por sua baixa toxicidade e elevada aceitação no organismo - testes in vivo já realizados em ratos trouxeram resultados promissores -, os produtos naturais parecem ser a melhor alternativa para produção de um fármaco contra a esquistossomose.
E, mais do que isso, podem se mostrar úteis para cura de outras doenças negligenciadas.
Agência USP
Aprenda a diagnosticar primeiros sinais de um derrame
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou derrame, é uma das principais causas de mortalidade e incapacitação no Brasil.
A identificação precoce dos sintomas é determinante para evitar danos ao cérebro - até 3 horas depois de ocorrido, é possível reverter a maior parte dos danos causados pelo AVC.
Depois disso, no entanto, as lesões cerebrais dificilmente podem ser tratadas. Por isso, saber identificar os sintomas iniciais e acionar prontamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo telefone 192 pode salvar a vida ou evitar sequelas graves ao paciente.
Conheça alguns sintomas do AVC
Alteração da força muscular ou formigamento, principalmente dos braços, pernas ou de um lado do corpo;
assimetria facial;
dificuldade na fala;
movimentação da língua;
outros sinais, como cor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente, perda da visão de um olho ou dos dois e vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos também podem indicar a presença de um derrame.
Exame básico
Uma avaliação superficial das funções motoras pode revelar um derrame cerebral.
Para saber se alguém pode ter sofrido um AVC, peça para a pessoa levantar os braços, sorrir, repetir uma frase e colocar a língua para fora e para os lados.
Caso a pessoa apresente dificuldades nestas tarefas, ela deve ser levada imediatamente a um hospital.
Tipos de AVC
O AVC é uma alteração na circulação sanguínea do cérebro, que pode ser de dois tipos: isquêmico, o mais comum, ou hemorrágico.
O AVC isquêmico é provocado pela obstrução de uma ou mais artérias e geralmente ocorre em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado ou hipertensão.
O AVC hemorrágico é mais grave, ocorre com a ruptura de uma artéria. O derramamento de sangue na caixa craniana oferece danos muito mais graves e pode ocorrer até em pessoais mais jovens.
Em áreas mais importantes do cérebro, o derrame é mais prejudicial. Lesões mínimas nesses locais são mais graves. Em áreas cerebrais menos utilizadas, os efeitos são menores.
No caso de indivíduos destros, lesões no hemisfério esquerdo do cérebro são mais prejudiciais, pois esse é o lado que comanda o lado direito do corpo. E vice-versa para canhotos.
Prevenção do AVC
Muitos fatores de risco contribuem para o seu aparecimento.
Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo.
Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), o diabetes, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade.
A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.
Ministério da Saúde
Sistema de Alimentação Sustentável é lançado por agências das Nações Unidas
Uma parceria assinada entre o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO) vai garantir maior apoio à conservação de ecossistemas essenciais para a segurança alimentar no mundo.
A produção de alimentos depende da proteção ambiental, já que somente com recursos naturais saudáveis e em abundância, como água, por exemplo, é possível assegurar o cultivo agrícola.
O acordo entre as duas agências das Nações Unidas foi assinado no último dia 24/09, em Nova York, pelo diretor-executivo do PNUMA e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, e o diretor geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva. “Ecossistemas saudáveis são a alma da segurança alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento, onde muitas pessoas têm seu sustento ligado diretamente a terra, mares e oceanos”, disse Steiner.
Segundo as entidades, as competências diferentes e complementares das duas agências tornarão mais eficiente a restauração e gestão sustentável de ecossistemas. Entre as prioridades do plano de parceria estão:
- colocar em prática iniciativas para manter e melhorar a sustentabilidade e a produtividade dos ecossistemas e garantir a sobrevivências das funções ecossistêmicas críticas;
- melhorar e garantir o acesso a dados, estatísticas e indicadores para monitorar o uso de recursos naturais e progressos para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS);
- disponibilizar informações e estudos que fortalecem a interface entre ciência e política e;
- oferecer suporte comum para o desenvolvimento e implementação de instrumentos legais, especialmente aqueles que promovem mecanismos de governança que apoiem a dimensão social dos sistemas de alimentação sustentável e gestão de ecossistemas.
Atualmente um dos principais desafios da agricultura é produzir mais para alimentar uma população mundial que deve chegar a 9 bilhões de habitantes até 2050, mas sem aumentar a área de plantio e ainda, conservando solo, água e florestas. Dois bilhões de pessoas trabalham no campo no mundo, 40 milhões só no Brasil. (Fonte: Planeta Sustentável)
Fazenda vertical é solução para desafios enfrentados pela agricultura
O conceito de fazendas verticais, ou o cultivo de alimentos em prédios, surgiu com a necessidade de ampliar a produção agrícola perante o crescimento populacional e de adaptar a agricultura para as mudanças climáticas. O modelo, já presente em alguns países, ainda é uma realidade distante no Brasil devido aos elevados custos de construção e produção, que acabam encarecendo o produto final.
Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2050 a produção mundial de alimentos precisaria aumentar em cerca de 70%, em relação à safra de 2005, para alimentar os mais de 9 bilhões de habitantes que o planeta deverá ter até lá. Mas isso significaria também ampliar a área cultivada.
Segundo o criador do conceito de fazendas verticais, Dickson Despommier, para expandir a produção de alimentos nessa proporção seria necessário ampliar a atual área plantada em uma região quase do tamanho do Brasil. Além da escassez de áreas cultiváveis, a agricultura enfrentará nos próximos anos ainda desafios criados pelas mudanças climáticas.
“O aspecto da vida humana mais afetado pelo aquecimento global é a habilidade de produzir alimentos. Em muitos locais, a agricultura já está falhando em larga escala. Então precisamos de um meio de produzir alimentos que independa das condições climáticas”, afirmou Despommier, que é professor emérito da Universidade Columbia, à DW Brasil.
Série de vantagens – Partindo do conceito de estufas, o modelo desenvolvido por ele prevê o cultivo de alimentos em prédios construídos próximos aos centros urbanos. O cultivo fechado possibilita a produção durante todo o ano, sem depender do clima. Além disso, economiza água, pois a hidroponia requer apenas 30% da quantidade de água necessária na produção convencional.
Esse modelo também reduz a incidência de pragas e o uso de defensivos agrícolas. Mas, nos planos de Despommier, a fazenda vertical ideal vai além. Ela é sustentável e totalmente integrada ao ambiente urbano.
O lixo das cidades seria usado para produzir a energia para a iluminação e manter a temperatura interna. A água para a produção de alimentos viria da reciclagem da chamada água cinza, ou seja, a água residual gerada em casas. O pesquisador afirma também que o modelo permite o cultivo de qualquer tipo de vegetal.
Realidade distante – Para o chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Hortaliças Ítalo Guedes, o cultivo de alimentos perto dos centros consumidores é uma das grandes vantagens desse modelo. Isso reduz custos de transporte e perdas na produção, diminuindo o preço final dos produtos. No Brasil, por exemplo, perdas após a colheita chegam a 40% em algumas culturas, afirma Guedes.
O especialista afirma que o modelo, além de economizar água, requer menos espaço, otimiza e maximiza a produção, e no Brasil ainda pode contribuir para reduzir o desmatamento.
Além de sustentáveis, as fazendas verticais também têm um potencial turístico. “Elas podem ser uma excelente ferramenta para o agroturismo urbano, envolvendo políticas sociais de preservação ambiental e valorização da saúde”, disse o especialista em agronegócio Leandro Pessoa de Lucena, da Universidade Federal do Mato Grosso.
Apesar de inovador, os altos custos de construção e produção ainda são as grandes barreiras para a expansão das fazendas verticais. Segundo Lucena, que avaliou o modelo em sua tese de doutorado, as principais desvantagens são o alto consumo de energia, a baixa escala de produção, além da falta de mão de obra especializada e a dificuldade de comercialização da produção, que tem custo mais elevado.
Modelo se propaga no mundo – Apesar das barreiras, aos poucos as fazendas verticais estão conquistando espaço. Já há projetos em Singapura, no Japão, na China, no Oriente Médio e nos Estados Unidos. Para especialistas, o modelo, no entanto, ainda deve demorar para chegar ao Brasil.
“Ainda temos vários passos para caminhar até chegar num ponto em que a fazenda vertical seja uma saída tecnológica viável. Ainda estamos lutamos para convencer a população brasileira a adquirir mais frutas e hortaliças. Não podemos esperar que essas pessoas comprem produtos mais caros, provenientes de fazendas verticais”, diz Guedes.
Lucena concorda que o modelo ainda precisa de muitos estudos para reduzir os custos de produção e assim se tornar acessível.
Mas Despommier diz ter certeza de que as fazendas verticais podem se tornar uma alternativa confiável e barata na produção de alimentos. “A tecnologia inicial é cara, mas se o público realmente a quiser, a indústria encontrará um meio de torná-la acessível. A mesma coisa aconteceu com os primeiros celulares e televisões de plasmas”, afirma. (Fonte: Terra)
Empresas que usam produtos recicláveis poderão ter imposto reduzido
Empresas que utilizam produtos reciclados ou recicláveis para inserção na cadeia produtiva como insumo poderão ganhar benefício fiscal. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 147/2014, do senador Alfredo Nascimento (PR-AM), prevê a dedução em dobro dos custos com esses bens, relativa ao Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Para o senador, o projeto está alinhado com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, que reconhece o resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania.
Além de incentivar as grandes empresas a utilizarem esses produtos, o projeto pretende fomentar a indústria de recicláveis e permitir a redução, ao longo do tempo, da quantidade de rejeitos que precisam ser enviados aos aterros sanitários.
“Com isso, são minimizados os impactos ambientais decorrentes da atividade empresarial e do consumo”, destaca Alfredo Nascimento.
O texto esclarece que as deduções do incentivo fiscal não poderão reduzir o valor devido do imposto e da contribuição social em mais de 4%. Além disso, a concessão do benefício deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo, que também definirá quais bens poderão ser considerados reciclados ou recicláveis.
A matéria aguarda designação de relator na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). Depois, seguirá para a decisão final da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
* Publicado originalmente no site Agência Senado.
(Agência Senado)
Munique planeja ter 100% de energia limpa até 2025
Autoridades de Munique, terceira maior cidade da Alemanha, anunciaram nos últimos dias que assumiram o desafio de suprir a demanda de eletricidade com energia 100% renovável até 2025.
Se atingida, a meta ambiciosa daria à cidade o título de metrópole líder em sustentabilidade no planeta.
A Stadtwerke München, or SWM, empresa municipal de eletricidade, terá que produzir cerca de 7,5 bilhões de kilowatts hora de energia verde para uma população de mais de um milhão de habitantes.
Entre os diversos projetos já em andamento para alcançar a meta proposta pela prefeitura, está a instalação de uma usina hidrelétrica instalada no Rio Isar.
O funcionamento da planta garantiu o abastecimento de energia de fonte limpa a 4 mil residências da cidade alemã. E no zoológico de Munique, esterco de elefante é convertido em biocombustível.
A Stadtwerke München também tem investido em projetos renováveis em outros países europeus, como uma planta solar em Andalusia, na Espanha, e em fazendas eólicas no Mar do Norte, entre Inglaterra e Escandinávia.
A eletricidade produzida nestes lugares alimenta o grid integrado da Europa. Muitas empresas e comerciantes locais também estão fazendo sua parte ao optar por energia limpa junto às suas companhias de eletricidade.
O Parlamento da Comunidade Europeia já tinha definido como objetivo para as nações membro ter pelo menos 20% da energia proveniente de fontes limpas, como vento, sol ou biomassa.
A Alemanha é um dos países mais avançados no mundo em iniciativas e desenvolvimento de tecnologias alternativas. (Fonte: Planeta Sustentável)
Doença rara pode ter inspirado mito da sereia na Antiguidade
Uma doença congênita rara pode ter servido de inspiração para a criação do mito da sereia, criatura meio peixe, meio humana, que ocupa o mundo da fantasia, dos contos de fada e do folclore. As informações são do Daily Mail.
A sirenomelia consiste na malformação nas pernas, que se mostram unidas por uma membrana, como se fosse um membro só. A doença, que atinge um bebê em cada 100 mil crianças, costuma ocorrer em casos de gêmeos idênticos.
Especialistas chegaram à conclusão de que a doença chegou a afetar alguns bebês na antiguidade. Essas crianças teriam servido como inspiração para a criação do mito da sereia.
Crianças que nascem com sirenomelia não costumam viver por muitos dias. Se não forem submetidas a uma cirurgia de separação dos membros pouco depois do nascimento, a ameaça de sérios problemas nos rins e na bexiga se torna perigosa.
A mulher mais velha que já teve a doença é Tiffany Yorks, uma americana que nasceu em 1988. Ela passou pela cirurgia antes de completar seu primeiro ano de vida e ainda sofre com problemas de mobilidade. Aos 26 anos, usa cadeira de rodas e muletas para se locomover, devido aos seus ossos frágeis. (Fonte: Terra)
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