quinta-feira, 19 de junho de 2014
Aumenta risco de extinção do tatu-bola, animal-símbolo da Copa
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente, informou ao G1 que o Brasil deve anunciar em novembro deste ano a piora na classificação do status de conservação do tatu-bola, que passará de “vulnerável” para “em perigo” – uma categoria mais grave e que alerta para a necessidade de mais políticas públicas para preservação da espécie.
A mudança ocorre após cientistas calcularem que entre 2002 e 2012 houve redução de 30% do total de exemplares desta espécie, distribuídos entre os biomas Caatinga e Cerrado. Ainda não se sabe o tamanho da população existente no país, pois são necessários mais estudos para se chegar a esse dado.
A espécie foi escolhida pela Fifa para ser o mascote oficial da Copa do Mundo de 2014, batizado de Fuleco. O nome, escolhido pelo público, mistura as palavras futebol + ecologia. Porém, segundo organizações ambientais, a intenção inicial do órgão máximo do futebol mundial de promover a preservação da espécie ao torná-la um dos símbolos da Copa teria sido deixada de lado.
“Não há uma interlocução simples com a entidade, que parece não ter interesse de se envolver em questões do país-sede. Houve muitas críticas da mídia internacional sobre a exploração comercial do tatu-bola sem nenhum retorno para conservação da espécie. Não é justo para a sociedade brasileira”, disse Rodrigo Castro, secretário-executivo da Associação Caatinga, organização não-governamental que sugeriu a escolha desse tatu para mascote.
Castro sugere que uma das provas da não importância dada ao tatu-bola ocorreu no último dia 12, quando o mascote não apareceu na cerimônia de abertura, realizada na Arena Corinthians, em São Paulo. Procurada pelo G1, a Fifa não enviou resposta.
‘Oferta insuficiente’ – O porta-voz da Associação Caatinga afirma que, na última semana, um representante da Fifa entrou em contato com a ONG para propor uma doação. Segundo ele, a verba foi recusada por ser insuficiente à realização de trabalhos de pesquisa e conservação da espécie.
O valor exato não foi divulgado, mas, segundo Castro, equivalia a pouco menos de 5% do investimento total necessário para executar o Plano de Ação Nacional do Tatu-bola, criado pelo Ministério do Meio Ambiente para reverter a mortalidade de espécimes. O montante exigido para este plano é de R$ 6,2 milhões, distribuídos em cinco anos.
“A proposta foi rejeitada porque não contribuiria de forma mínima para a proteção do tatu-bola. É insuficiente para as ações”, explica. De acordo com Castro, ainda haverá novas negociações com a Fifa, apesar delas terem sido travadas por enquanto.
“Nós havíamos proposto à Fifa que uma parte das vendas dos bonecos do Fuleco fosse revertida para atividades de conservação ou ainda divulgar o projeto de preservação nas redes sociais da entidade, dando a oportunidade do mundo saber quem é o tatu-bola. Mas não houve êxito”, complementa.
Bola como defesa – A relação desta espécie de tatu com o futebol é o formato de bola que adquire ao se defender de predadores. Ao perceber a presença de onças ou raposas, seu corpo se contorce e o animal esconde partes frágeis como o tronco, a cabeça e as patas no interior de uma dura carapaça – que se fecha e fica em formato de bola.
O animal consegue ficar nesta posição de defesa por mais de uma hora, até que a situação de perigo passe. Porém, o instinto de defesa do tatu-bola o deixa frágil para caçadores, que ainda procuram espécimes pelo Nordeste e Centro-Oeste do país para consumo.
De comportamento arredio, a espécie é diferente dos outros tatus porque ela não cava buracos. Assim, fica vulnerável aos humanos por não conseguir se esconder.
Plano de ação – De acordo com o ministério do Meio Ambiente, a espécie integra a lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Sua população está distribuída por nove estados brasileiros, na Caatinga e no Cerrado, que perdem vastas áreas de vegetação devido à expansão urbana, às queimadas e à produção de carvão vegetal.
Segundo informações do governo federal, o Cerrado já perdeu 48,5% de sua cobertura vegetal original, enquanto a Caatinga tem preservada apenas 54% de mata nativa.
Se nada for feito agora, Rodrigo Castro afirma que o tatu-bola pode desaparecer da natureza em até 25 anos.
Devido a isso, foi lançado em maio o Plano de Ação Nacional do Tatu-bola, que tem o objetivo de aumentar a população deste animal em cinco anos. Segundo Ugo Vercillo, coordenador-geral de manejo para conservação do ICMBio, entre as ações de preservação estão previstas o retorno do monitoramento anual do desmatamento da Caatinga e o aumento da fiscalização contra a caça. (Fonte: G1)
O que é Teste do Coraçãozinho?
Oximetria de pulso
O Ministério da Saúde incluiu nesta semana a oximetria de pulso, mais conhecida como teste do coraçãozinho, como parte dos exames neonatais realizados de forma padrão pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O exame é capaz de detectar precocemente cardiopatias graves e diminui o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas que podem levar ao óbito ainda no primeiro mês de vida.
Apesar de avaliar o funcionamento do coração do bebê, o exame é simples, rápido e indolor - e não envolve diretamente o coração.
Um aparelho digital, chamado oxímetro, usa um sensor para medir a saturação periférica de oxigênio, ou seja, o nível de oxigênio do sangue nas extremidades do corpo, longe do coração.
Para isso, o sensor do oxímetro é colocado sobre a pele, na mão e no pé do recém-nascido, e a leitura é feita imediatamente no visor do aparelho.
Se a concentração de oxigênio no sangue for menor do que 95%, ou se houver uma diferença maior do que 3% entre a medida feita na mão e aquela feita no pé, tem-se uma suspeita de cardiopatia. Nesses casos é realizado um exame mais detalhado, chamado ecocardiograma, para que o diagnóstico final seja feito.
Importância do teste do coraçãozinho
O teste do coraçãozinho deve ser realizado entre 24 e 48h após o nascimento.
"Muitas vezes a criança nasce aparentemente com normalidade, mas, no final da primeira semana ou do primeiro mês de vida, desenvolve um quadro de choque ou de hipóxia, falta de oxigênio, e não há tempo hábil para o atendimento," explica o Dr. Jorge Afiune, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SPB).
"Auscultar o bebê pode não ser o bastante. Sabemos que de 30 a 40 % dos que têm problemas cardíacos graves recebem alta das maternidades sem o diagnóstico. Temos que descobri-los no berçário e o primeiro passo é, sem dúvida, a oximetria," complementa.
O exame do coraçãozinho não é perfeito. Ele apresenta uma sensibilidade de 75% (capacidade do exame de identificar indivíduos verdadeiramente positivos, ou seja, de diagnosticar corretamente a doença) e uma especificidade de 99% (capacidade do exame de identificar os verdadeiros negativos, ou seja, diagnosticar corretamente os indivíduos sadios).
Ele não é capaz, por exemplo, de detectar alguns problemas do coração, como a coartação da aorta. Assim, mesmo realizando o teste do coraçãozinho, os pediatras deverão continuar realizando um exame físico minucioso em todos os bebês antes da alta da maternidade.
Cardiopatias e cardiopatias graves
Dados da SBP indicam que, em cada 1.000 bebês nascidos vivos, de oito a dez podem apresentar má-formações congênitas. Contudo, entre estes, apenas um ou dois vão podem apresentar cardiopatias graves, em que há a necessidade de intervenção médica rápida.
Estima-se que cerca de 30% daqueles bebês que apresentam as cardiopatias graves recebam alta da maternidade sem o diagnóstico. Com a oximetria de pulso, a intenção é que esse número tenda a zero. Diário da Saúde
O que é Ebola?
Ebola é o vírus Ebolavirus (EBOV), um género viral e a doença da febre hemorrágica Ebola (EHF), febre hemorrágica viral (VHF). Existem quatro espécies reconhecidas do género ebolavirus, que têm um número estirpes específicas. O vírus ' Zaire ' é a espécie-tipo, que é também o primeiro descoberto e mais letal. Micrografia eletrônica mostrar longos filamentos, característicos da família Filoviridae viral. O vírus interfere com as células endoteliais forro a superfície interna dos vasos sanguíneos e coagulação. Como as paredes do vaso sanguíneo danificadas e as plaquetas são incapazes de coagular, pacientes sucumbem ao choque hipovolémico. Ebola é transmitida através de fluidos corporais. Exposição de pele e conjuntiva também pode levar à transmissão, mas em menor grau. Ebola surgiu em 1976 no Zaire. Ele, no entanto, permaneceu em grande parte obscura até 1989 com um surto amplamente divulgado em Reston.
Etimologia Ebola
O vírus é uma homenagem ao vale do Rio Ebola na República Democrática do Congo (ex-Zaire), que é perto do local do primeiro foco reconhecido em 1976, em um hospital de missão dirigido por freiras flamengas.
Classificação de Ebola
Os gêneros ' Ebolavirus ' e ' Marburgvirus ' originalmente foi classificada como espécie do gênero ' Filovirus ' agora inexistente. Em Março de 1998, o Subcomitê de vírus vertebrados proposto no Comitê Internacional sobre taxonomia de vírus (ICTV) para alterar o gênero ' Filovirus ' para a ' Filoviridae ' da família com dois gêneros específicos: ' vírus de Ebola-como ' e ' vírus de Marburg, como '. Esta proposta foi implementada em Washington, D.C. como de abril de 2001 e em Paris a partir de julho de 2002. Em 2000, uma outra proposta foi feita em Washington, D.C. para alterar o "-como o vírus" para "-vírus" resultando em ' Ebolavirus ' e ' Marburgvirus ' de hoje.
As taxas de variação genética são cem vezes mais lentas do que a gripe nos seres humanos, mas sobre a mesma magnitude do que da hepatite b. usando estas taxas, Ebolavirus e Marburgvirus são estimadas divergiram vários milhares de anos atrás.
Vírus do Zaire (ZEBOV): 'vírus Zaire cm, anteriormente conhecido como ' Zaire vírus Ebola cm, tem a maior taxa de fatalidade do caso, até 90% em algumas epidemias, com uma média de caso de taxa de letalidade de aproximadamente 83% mais de 27 anos. Tem havido mais focos de 'Zaire ebolavirus cm do que qualquer outra espécie. O primeiro foco ocorreu em 26 de agosto de 1976 em Yambuku. Mabalo Lokela, uma professora de 44 anos, tornou-se o primeiro caso registado. Os sintomas se assemelhava a malária e quinino subseqüentes pacientes receberam. Acredita-se que a transmissão inicial foi devida a reutilização da agulha para injeção do Lokela sem esterilização. Posterior transmissão foi também devido à falta de enfermagem de barreira e o método de preparação de enterro tradicional, que envolve a lavagem e limpeza do trato gastrointestinal.
Sudão ebolavirus (SEBOV): O vírus foi a segunda espécie de Ébola emergentes simultânea com o vírus ' Zaire '. Ele foi acreditado para ter originado entre os trabalhadores de fábrica de algodão em Nzara, no Sudão, com o primeiro caso reportado como um trabalhador exposto a um potencial reservatório natural. Os cientistas testados todos os animais e insetos em resposta a isso; no entanto, nenhum teste positivo para o vírus. A transportadora é ainda desconhecida. A falta de enfermagem barreira facilitou a propagação da doença. O mais recente surto ocorrido em Maio de 2004. 20 confirmados casos foram registrados no Condado de Yambio, Sudão, com cinco mortes resultantes. Foram as taxas médias de fatalidade para 54% em 1976, 68% em 1979 e 53% em 2000 e 2001.
Reston ebolavirus (REBOV): descoberto durante uma epidemia do vírus da febre hemorrágica Simian (SHFV) em macacos comedores de caranguejo de Hazleton Laboratories (agora Covance) em 1989. Desde o foco inicial em Reston, ele surgiu na Filipinas, Itália de Siena, Texas e entre os porcos nas Filipinas. Apesar de seu status como um organismo de nível 4, é não-patogénica para os seres humanos no entanto perigosos em macacos.
Cote d'Ivoire ebolavirus (CIEBOV): também conhecido como ' Costa do Marfim ebolavirus ' e ' Tai ebolavirus ', ele foi descoberto pela primeira vez entre os chimpanzés de Tai floresta na Costa do Marfim, África em 1 de novembro de 1994. Autópsias mostraram sangue dentro do coração para ser marcas marrons, não óbvias foram vistos em órgãos e pulmões de necropsia exibida um cheio de sangue. Estudos de tecidos retirados os chimpanzés mostraram resultados semelhantes para casos humanos durante os surtos de Ebola 1976 no Zaire e Sudão. Como mais dead chimpanzés foram descobertos, com muitos testes positivos para Ebola utilizando técnicas moleculares. Acredita-se que a fonte de contaminação foi a carne infectadas macacos Western Red Verus, sobre a qual os chimpanzés caçava. Um dos cientistas realizando as necropsias em chimpanzés infectados contraiu Ebola. Ela desenvolveu sintomas semelhantes da dengue fever aproximadamente uma semana após a autópsia e foi transportado para a Suíça para tratamento. Ela teve alta do hospital depois de duas semanas e recuperou totalmente seis semanas após a infecção.
Bundibugyo ebolavirus: em 24 de novembro de 2007, o Ministério da saúde de Uganda confirmou um surto de Ebola no distrito de Bundibugyo. Após a confirmação das amostras testadas pelos laboratórios nacionais de referência de Estados Unidos e o CDC, a Organização Mundial da saúde confirmou a presença de novas espécies. Em 20 de fevereiro de 2008, o Ministério de Uganda anunciou oficialmente o fim da epidemia em Bundibugyo com a pessoa infectada última apurado em 8 de Janeiro de 2008. Funcionários ugandenses confirmaram um total de 149 casos desta nova espécie de Ebola, com 37 mortes atribuídas a estirpe (24.83%).
Virologia Ebola
Estrutura
Micrografia eletrônica de membros do gênero ' Ebolavirus ' mostrar-lhes ter a característica thread-como a estrutura de um filovirus. EBOV VP30 é cerca de 288 aminoácidos longos. Os viriões são tubulares na forma geral mas variável em forma geral e podem aparecer como o pastor clássico crook ou parafuso com olhal, como um 'U ' ou um ' 6 ', ou em espiral, circular ou ramificada. No entanto, técnicas de purificação de laboratório, tais como a centrifugação, podem contribuir para alguns destes. Os viriões são geralmente 80 nm de diâmetro com uma bicamada lipídica ancorar a glicoproteína que projetos de 7 a 10 nm longo picos de sua superfície. Eles são de comprimento variável, normalmente por volta de 800 nm, mas maio ter até 1000 nm longo. No centro do vírion é uma estrutura chamada ' nucleocapsídeo ', que é formado pela helically-ferida genômica ARN do vírus complexado com as proteínas NP, VP35, VP30 e l. Ele tem um diâmetro de 80 nm e contém um canal central de 20 a 30 nm de diâmetro. Spikes virally codificado glicoproteína (GP) 10 nm de comprimento e 10 nm de distância são apresentam sobre o sobrescrito viral de vírion, que é derivado da membrana celular de acolhimento. Entre o envelope e obter, no espaço chamada matriz, as proteínas virais, VP40 e VP24 estão localizadas.
Genoma
Cada virion contém uma molécula de RNA linear, single-stranded, sentido negativo, nucleotídeos de 18.959 para 18.961 de comprimento. O Terminal 3 ' não é polyadenylated e o final de 5 ' não é limitado. Verificou-se que 472 nucleotídeos extremidade 3' e 731 nucleotídeos extremidade 5' são suficientes para replicação. Códigos para sete proteínas estruturais e uma proteína não estruturais. A ordem de gene é 3 - líder - NP - VP35 - VP40 - GP/PEC - VP30 - VP24 - L - reboque - 5 '; ' com o líder e reboque sendo regiões não transcrita, que transmitem sinais importantes para controlar a transcrição, replicação e empacotamento do genoma viral nos viriões novos. O genomic material por si só não é infeccioso, porque proteínas virais, entre eles o RNA-dependente RNA polimerase, são necessária para transcrever o genoma viral em mRNAs, bem como para replicação do genoma viral.
Replicação
Vírus não crescer através de divisão celular, porque eles não são células (acellular); em vez disso, eles usam as máquinas e o metabolismo de uma célula hospedeira para produzir várias cópias de si mesmos, e eles montam na célula.
Epidemiologia Ebola
Reservatórios naturais
Entre 1976 e 1998, de 30.000 mamíferos, aves, répteis, anfíbios e artrópodes que regiões surto, se obteve a amostra não foi detectado nenhum 'Ebolavirus ' para além de algum material genético encontrado em seis roedores (' Mus setulosus ' e ' Praomys ') e um domada (' Sylvisorex ollula ') recolhidos da República Centro-Africana. O vírus foi detectado em carcaças de gorilas, chimpanzés e duikers durante surtos em 2001 e 2003, que mais tarde tornou-se a fonte de infecções humanas. No entanto, a mortalidade elevada de infecção nestas espécies torna improvável como um reservatório natural. Morcegos eram conhecidos a residir na fábrica de algodão em que os casos de índice para os surtos de 1976 e 1979 foram contratados, e eles também têm sido implicados em infecções de Marburg em 1975 e 1980. A ausência de sinais clínicos nestes morcegos é característica de uma espécie de reservatório. Em um estudo de 2002-2003 de 1.030 animais que incluía 679 morcegos do Gabão e República do Congo, foram encontrados 13 morcegos frugívoros para conter ' Ebolavirus ' RNA. A partir de 2005, três espécies de morcego (' Hypsignathus monstrosus ', ' Epomops franqueti ' e ' Myonycteris torquata cm) foram identificadas como carregando o vírus, permanecendo assintomáticos. Acredita-se que ser uma espécie de hospedeiros naturais ou reservatório do vírus.
Reston ebolavirus — ao contrário dos seus pares africanos — é não patogênicos, não-letal em humanos. Tem sido documentado em chimpanzés e suína; Embora a elevada taxa de mortalidade entre macacos e seu surgimento recente em suínos, torna improváveis reservatórios naturais.
Transmissão
Morcegos soltar parcialmente comido frutas e polpa, mamíferos terrestres, como os gorilas e duikers alimentam esses frutos caídos. Essa Cadeia de eventos constitui um meio indireto possível de transmissão do host natural para populações de animais, que levaram ao surgimento de investigação no sentido de derramamento viral na saliva de morcegos. Produção de frutos, comportamento animal e outros fatores variam em diferentes momentos e lugares que podem desencadear focos entre populações animais. Transmissão entre reservatórios naturais e os seres humanos são raras, e surtos são geralmente feita com base em um único caso de índice onde um indivíduo tem Tratado a carcaça de Cephalophus, chimpanzé ou gorila. O vírus então se espalha pessoais, especialmente nas famílias, hospitais e durante alguns rituais mortuária onde o contato entre os indivíduos se torna mais provável.
O vírus foi confirmado para ser transmitido através de fluidos corporais. Transmissão através da exposição oral e através da exposição de conjuntiva é provável, que foram confirmados em primatas não-humanos. Filoviruses não são transmitidas naturalmente por aerossol. Eles são, no entanto, altamente infecciosas como respirável 0,8-1,2 gotículas mícron em condições de laboratório. devido a essa rota potencial de infecção, estes vírus foram classificados como armas biológicas de categoria A.
Todas as epidemias de Ebola ocorreram em condições abaixo do ideal do hospital, onde as práticas de higiene básica e saneamento são muitas vezes quer luxos ou desconhecido para cuidadores e onde agulhas descartáveis e autoclaves são demasiado caro ou indisponível. Nos hospitais modernos com agulhas descartáveis e conhecimento de higiene básica e barreira técnicas de enfermagem, Ebola nunca se espalhou em grande escala. Em configurações isoladas como um hospital em quarentena ou uma aldeia remota, a maioria das vítimas é infectado logo após o primeiro caso de infecção está presente. O início rápido dos sintomas partir do momento em que a doença contagiosa em um indivíduo faz com que seja fácil de identificar indivíduos doentes e limita a capacidade do indivíduo para a propagação de doenças, viajando. Porque os corpos dos falecidos são ainda infecciosos, alguns médicos tinham que tomar medidas para descartar corretamente os corpos mortos de forma segura, apesar de rituais fúnebres tradicionais locais.
Prevalência
Focos de Ebola, com excepção das ebolavirus Reston, principalmente tem sido restritos a África. O vírus geralmente consome a população, governos e indivíduos respondem rapidamente para a área e a falta de estradas e transporte de quarentena — ajuda a conter a epidemia.
Vacinas com êxito protegeu primatas não-humanos, no entanto os seis meses é necessários para completar a imunização tornava impraticável em uma epidemia. Para resolver isso, em 2003 a vacina usando um vetor (ADV) adenovírus carregando o Ebola spike proteína foi testado em macacos comedores de caranguejo. Os macacos foram desafiados com o vírus vinte e oito dias depois e manteve-se resistente. Em 2005 uma vacina com base no vetor de vírus (VSV) atenuadas estomatite vesicular recombinante carregando o Ebola glicoproteína ou glicoproteína Marburg com êxito protegido primatas não-humanos, abertura de ensaios clínicos em seres humanos. Em Outubro o estudo concluído o primeiro julgamento humano, dando três vacinas mais de três meses apresentando capacidade de induzir com segurança uma resposta imunológica. As pessoas foram acompanhados por um ano, e em 2006 um estudo testando uma ação mais rápida, única tiro vacina começou. Este estudo foi concluído em 2008.
Sintomas
O período de incubação pode variar de 2 a 21 dias, mas é geralmente de 5 a 10 dias. Os sintomas são variados e muitas vezes aparecem subitamente. Os primeiros sintomas incluem febre alta (pelo menos 38,8 ° C; 101.8 ° F), dor de cabeça severa, músculo, conjunto, ou dor abdominal, grave fraqueza, cansaço, dores de garganta, náuseas, tonturas, sangramento interno e externo. Antes de você suspeitar de um surto, esses sintomas iniciais são facilmente confundido com malária, febre tifóide, disenteria, gripe ou várias infecções bacterianas, que são todos muito mais comuns e confiantemente menos fatal.
Ebola pode progredir para causar sintomas mais graves, como diarréia, fezes escuras ou sangrentas, vômito de sangue, os olhos vermelhos devido a distensão e hemorragia de arteríolas esclerótica, petéquia, erupção cutânea maculopapular e púrpura. Outros, secundários sintomas incluem taquicardia, hipovolemia e hipotensão (pressão arterial baixa). A hemorragia interior é causada por uma reação entre o vírus e as plaquetas que produz um produto químico que irá cortar o tamanho da célula buracos nas paredes da capilares.
Na ocasião, hemorragia interna e externa de orifícios, tais como o nariz e a boca, também pode ocorrer, bem como de lesões não completamente curado tais como sites de furo de agulha. Vírus Ebola podem afetar os níveis de glóbulos brancos e plaquetas, interromper a coagulação. Mais de 50% dos pacientes irá desenvolver algum grau de hemorragia.
Diagnóstico
Métodos de diagnóstico de Ebola incluem testes amostras de saliva e urina. Ebola é diagnosticado com um teste de Enzyme-Linked ImmunoSorbent Assay (ELISA). Esse método de diagnóstico tem produzido resultados potencialmente ambíguos durante situações de não-epidemia. Na sequência de Reston e em um esforço para avaliar o ensaio original, Dr. Karl Johnson do CDC testado San Blas índios da América Central, que não tenho nenhuma história de infecção de Ebola e observado um resultado positivo de 2%. Outros pesquisadores mais tarde testado soros de nativos americanos no Alasca e uma porcentagem semelhante de resultados positivos. Para lutar contra os falsos positivos, um teste mais complexo com base no sistema de ELISA foi desenvolvido por Tom Kzaisek em USAMRIID, que mais tarde foi melhorado com a análise de anticorpos imunofluorescente (IFA). No entanto não foi usado durante o serosurvey após Reston. Estes testes não são comercialmente disponíveis.
Tratamento
Não há nenhum tratamento padrão para febre hemorrágica Ebola. Tratamento é essencialmente solidário e inclui minimizando procedimentos invasivos, balanceamento de eletrólitos, e, uma vez que os pacientes freqüentemente são desidratados, substituindo coagulação perdida fatores para ajudar a parar o sangramento, mantendo os níveis de oxigênio e sangue e tratar qualquer complicação infecções. Plasma convalescente (fatores de aqueles que sobreviveram Ebola infecção) mostra a promessa como um tratamento para a doença. Ribavirina é ineficaz. Interferon também é pensado para ser ineficaz. Em macacos, administração de um inibidor da coagulação (rNAPc2) tem mostrado algum benefício, protegendo 33% dos animais infectados de uma infecção geralmente 100% (para macacos) letal por (no entanto, esta inoculação não funciona em seres humanos). No início de 2006, os cientistas da USAMRIID anunciaram uma taxa de recuperação de 75% após infectar quatro macacos rhesus com 'Ebolavirus ' e administração de drogas "antisense" Morpholino. Desenvolvimento de melhor Morpholino anti-senso conjugado com peptídeos penetrante célula está em curso.
Prognóstico
Febre hemorrágica Ebola é potencialmente letal e engloba uma variedade de sintomas como febre, vômitos, diarréia, dor generalizada ou mal-estar e sangramento, por vezes, interno e externo. O intervalo de tempo de início dos sintomas até a morte é geralmente entre 2 e 21 dias. Na segunda semana de infecção, os pacientes serão ou defervesce (a febre vai diminuir) ou sofrer falha sistêmica multi-órgãos. As taxas de mortalidade são normalmente elevadas, com a taxa de fatalidade caso humana variando de 50–89%, dependendo da espécie ou estirpe viral. A causa da morte é normalmente devido a uma falha de órgão ou choque hipovolémico.
Ebola em outros animais.
Focos de Ebola entre populações humanas geralmente resultam de manipulação de carcaças de animais selvagens infectadas. Os declínios nas populações animais geralmente precedem focos entre populações humanas. Estes levaram a em 2003 vigilância das populações animais a fim de prever e evitar focos de Ebola.
Focos de Ebola mostraram um declínio observado de 88% no chimpanzé populações em 2003.
Reston ebolavirus, que tem foco não anterior na África e é não-patogénicos nos seres humanos, recentemente têm sido reconhecidas entre as populações de suínos nas Filipinas; Essa descoberta sugere que o vírus tem circulado desde e possivelmente antes a descoberta inicial de Reston ebolavirus em 1989 entre macacos.
História de Ebola
Emergência
Ebolavirus surgiu pela primeira vez em 1976 em focos de febre hemorrágica Ebola no Zaire e Sudão. A estirpe do Ebola que eclodiu no Zaire tem uma das taxas mais elevadas de fatalidade processo de qualquer vírus patogénicos humana, aproximadamente 90%, com taxas de fatalidade caso em 88% em 1976, 59% em 1994, 81% em 1995, 73% em 1996, 80% em 2001-2002 e 90% em 2003. A tensão que eclodiu mais tarde no Sudão tem uma taxa de letalidade caso de cerca de 50%.
Enquanto investigar um surto de febre hemorrágica Simian (SHFV) em novembro de 1989, uma elétron microscopista da USAMRIID descoberto filoviruses similar em aparência a Ebola em amostras de tecido retirado comendo caranguejo Macaque importado das Filipinas para Hazleton laboratórios Reston. Devido a letalidade do vírus suspeito e anteriormente obscuro, o inquérito rapidamente atraiu a atenção.
Foram colhidas amostras de sangue de 178 manipuladores de animais durante o incidente. Desses, seis animais manipuladores eventualmente seroconverted. Quando os manipuladores não conseguiram tornar-se doente, o CDC concluiu que o vírus tinha uma muito baixa patogenicidade para os seres humanos.
As Filipinas e os Estados Unidos não tinham nenhuma anteriores casos de infecção, e mediante maior isolamento foi celebrado a ser outra espécie de Ébola ou um novo filovirus de origem asiática e nomeado cm Reston ebolavirus cm (REBOV) após o local do incidente.
Casos recentes
Em 1992, membros da seita de Aum Shinrikyo do Japão considerado usando Ebola como uma arma de terror. Seu líder, Shoko Asahara, levou cerca de quarenta Membros ao Zaire, sob o pretexto de oferecer ajuda médica para as vítimas do Ebola em uma suposta tentativa para obter uma amostra de vírus. Por causa de morbilidade elevada do vírus, ele é um agente potencial para guerra biológica.
Dada a natureza letal do Ebola e, uma vez que nenhuma vacina aprovada ou tratamento está disponível, é classificado como um agente de nível 4 de biossegurança, bem como um agente de bioterrorismo categoria a pelos centros de controle e prevenção de doenças. Ele tem o potencial para ser weaponized para uso em armas biológicas. A eficácia como arma biológica é comprometida pela sua letalidade rápida como pacientes morrem rapidamente antes que eles são capazes de espalhar efetivamente o contágio.
A atenção se reuniram desde a eclosão em Reston solicitado um aumento no interesse público, levando para a publicação de numerosas obras de ficção.
A BBC relata que em um estudo que freqüente focos de ebola possam ter provocado a morte de 5.000 gorilas.
De 30 de agosto de 2007, 103 pessoas (100 adultos e três crianças) foram infectadas por um surto de febre hemorrágica suspeita na aldeia de Kampungu, República Democrática do Congo. O surto começou após os funerais dos dois chefes de aldeia e 217 pessoas em quatro aldeias adoeceu. A Organização Mundial da saúde enviou uma equipe para colher amostras de sangue para análise e confirmou que muitos casos são o resultado de 'Ebolavirus '. Última grande epidemia de Ebola do Congo matou 245 pessoas em 1995 em Kikwit, cerca de 200 km de origem do surto de agosto de 2007.
Em 30 de novembro de 2007, o Ministério da saúde de Uganda confirmou um surto de Ebola no distrito de Bundibugyo. Após a confirmação das amostras testadas pelos laboratórios nacionais de referência de Estados Unidos e os centros de controle de doenças, a Organização Mundial da saúde confirmou a presença de uma nova espécie de 'Ebolavirus ', que é agora provisoriamente chamado Bundibugyo. A epidemia chegou ao fim oficial em 20 de fevereiro de 2008. Enquanto durou, foram notificados 149 casos desta nova variedade e 37 daqueles levou à morte.
Um simpósio internacional para explorar o ambiente e filovirus, sistema de célula e interação de filovirus e filovirus tratamento e prevenção é realizada no Centre Culturel Français, Libreville, Gabão durante Março de 2008. O vírus apareceu no sul da província de Kasai Ocidental em 27 de novembro de 2008 e no sangue e amostras de fezes foram enviadas aos laboratórios no Gabão e África do Sul para identificação.
Uma doença misteriosa que tem onze mortos e vinte e uma pessoas infectadas no sul da República Democrática do Congo foi identificada como o vírus Ebola. Médicos sem fronteiras relata 11 mortes de segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008, na província de Kasai ocidental da República Democrática do Congo. Diz-se que mais 24 casos estão sendo tratados. Em Janeiro de 2009, Angola fechado parte sua fronteira com a RDC para impedir a propagação de ébola.
Em 12 de Março de 2009, um cientista feminino de 45-year-old não identificado da Alemanha acidentalmente picado seu dedo com uma agulha usada para injetar Ebola em ratos de laboratório. Ela foi dada uma vacina experimental nunca antes usados em seres humanos. Uma vez que o período de pico para um foco durante o período de incubação do Ebola 21 dias passou de 2 de abril de 2009, ela foi declarada segura e saudável. Ainda não está claro se ela nunca realmente foi infectada com o vírus.
http://www.news-medical.net/
Ebola mata ao menos quatro pessoas na capital da Libéria
Ao menos quatro pessoas morreram de ebola na capital da Libéria, disseram uma autoridade do governo e um funcionário da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira (17). Essas são as primeiras mortes confirmadas em Monróvia desde o início do surto regional que já dura meses.
“Há sete casos relatados em um dos subúrbios de Monróvia e quatro estão confirmados. Eles estão todos mortos”, disse o representante do país na OMS, Nestor Ndayimirije.
Ele afirmou que os novos casos em Monróvia haviam sido associados a uma mulher que chegou da vizinha Serra Leoa há cerca de 15 dias.
Um relatório do Ministério da Saúde em 11 de junho mostrou que havia então 30 casos suspeitos e confirmados na Libéria.
Thomas Nagbe, diretor da Divisão de Prevenção e Controle do Ministério da Saúde da Libéria, informou que houve quatro mortos de ebola na capital e há outras quatro mortes suspeitas.
“Nós nunca tivemos a oportunidade de confirmar os outros quatro casos porque eles morreram e foram enterrados antes de ficarmos sabendo”, disse Nagbe, acrescentando que um dos mortos era um profissional da saúde.
O surto regional do ebola, um vírus tropical que mata em torno de 90% das vítimas, começou no sul da Guiné em fevereiro.
Desde então, mais de 200 pessoas morreram na Guiné, Serra Leoa e Libéria, e novos casos ainda estão sendo reportados, apesar de alegações da Guiné de que a situação está sob controle. (Fonte: G1)
‘Pâncreas biônico’ feito com iPhone combate diabetes com eficácia
Um iPhone modificado com um sensor e conectado a uma agulha inserida no paciente mostrou-se eficaz em manter os níveis de açúcar em pessoas com diabetes tipo 1, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.
Ao contrário das bombas de infusão de insulina normalmente usadas, este novo aparelho, construído a partir de um iPhone, injeta insulina e glucagon (hormônio que eleva o nível de glicose no sangue quando necessário) quase sem intervenção do paciente. O “pâncreas biônico” tem um sensor em uma agulha inserido debaixo dele, que controla automaticamente e em tempo real os níveis de açúcar no sangue e injeta insulina ou glucagon em função da necessidade, com a ajuda de duas mini-bombas automáticas.
Este pâncreas artificial permitiu aos pacientes manter o nível correto de açúcar no sangue e, além disso, evitar variações perigosas, explicaram os cientistas do Massachusetts General Hospital em um estudo publicado este domingo na revista americana “New England Journal of Medicine”.
A diabetes juvenil, ou de tipo 1, se manifesta geralmente na infância ou entre adultos jovens. Trata-se de uma doença crônica causada pelo mau funcionamento do pâncreas, que às vezes é incapaz de produzir a quantidade necessária de insulina.
Melhor do que as bombas tradicionais – Atualmente, alguns diabéticos tratam a doença com bombas de insulina, que fornecem doses deste hormônio para manter os níveis de glicose controlados. No entanto, essas bombas não se ajustam de forma automática em função das necessidades variáveis do paciente e também não fornecem glucagon.
“O pâncreas biônico reduz o nível médio de glicose no sangue a ponto de reduzir fortemente o risco de complicações diabéticas”, afirmou Steven Russell, professor adjunto de Medicina no Hospital Geral de Massachusetts e co-autor principal do estudo.
“É extremamente difícil para os diabéticos com as tecnologias atuais manter os níveis desejáveis de açúcar no sangue”, acrescentou.
Os cientistas testaram o novo sistema durante cinco dias com 20 adultos que continuaram com suas atividades normais. Também avaliaram o “pâncreas artificial” com 32 adolescentes com diabetes tipo 1 durante cinco dias em um acampamento de férias.
No grupo de adultos, os cientistas constataram uma redução de cerca de 37% das intervenções para corrigir taxas muito baixas de açúcar (hipoglicemia) em comparação às realizadas com uma bomba tradicional. Enquanto isso, no grupo de adolescentes que usou o pâncreas biônico, a redução da hipoglicemia foi mais que o dobro.
Os participantes registraram melhoras claras de sua glicemia com o pâncreas artificial, sobretudo durante à noite. (Fonte: G1)
Larvicida contra dengue é descoberto por alunos do ensino médio
No Brasil, existem vários grupos de pesquisadores em diversas instituições trabalhando no combate à dengue, com abordagens que incluem vacinas, odores, mosquitos transgênicos e seleção de extratos de plantas.
Mas foram dois estudantes do ensino médio que revelaram a mais recente novidade na área.
Eles descobriram um extrato vegetal natural com alta eficiência para destruir as larvas do Aedes aegypti, o pernilongo transmissor da dengue.
O extrato da planta Miconia sp. nunca havia sido testado para esse fim.
Os alunos Bárbara Freitas e Gabriel Batista, que fazem curso técnico em construção civil, desenvolveram o extrato após vários testes, com o incentivo da professora Rosiane Leite, do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).
Há muitas espécies do gênero Miconia por todo o país, com nomes populares pouco conhecidos. A professora explica que, durante seu mestrado, estudou a interação das formigas com essa planta e que ela é mais conhecida entre os ecólogos, pois fornece frutos para os pássaros durante o ano todo.
Ciência caseira
Rosiane Leite conta que comprou algumas vidrarias do próprio bolso e pediu a ajuda de familiares para comprar o álcool necessário aos testes, por causa do limite por pessoa para adquirir o produto.
Outro desafio foi conseguir as larvas do Aedes aegypti. Os estudantes acabaram indo a campo e recolheram larvas pela vizinhança, conta a professora, explicando que houve dificuldade em fazer a seleção devido às diferentes espécies e estágios das larvas encontradas.
Com a apresentação do trabalho inicial em uma mostra realizado pelo Cefet, o professor Fabiano Duarte Carvalho, da Fundação Oswaldo Cruz, propôs uma parceria e forneceu larvas específicas para os testes. Além disso, em agosto, Carvalho dará um treinamento para que os alunos possam criar suas próprias larvas. Agência Brasil
Segundo a professora, será possível refazer os testes para a comprovação da eficácia do larvicida e então publicar o trabalho.
Protetor solar não oferece proteção total contra câncer de pele
Cientistas britânicos chamaram a atenção da imprensa ao anunciar que os tão recomendados protetores solares não oferecem a proteção que se acreditava contra o câncer de pele.
Para se proteger contra o melanoma, um tipo maligno de câncer de pele, o Dr. Richard Marais e seus colegas recomendam ficar na sombra nos horários de sol forte, usar chapéus e roupas folgadas.
Segundo o Dr. Marais, apesar de tudo indicar que o melanoma está associado aos raios ultravioleta do Sol, os cientistas não sabem quase nada sobre como isso acontece, ou seja, sobre o mecanismo molecular pelo qual os raios UV prejudicam o DNA em células da pele.
Fazendo experimentos em animais, ele verificou que os raios UV causaram problemas no gene p53, que se acredita ser o agente protetor da pele contra efeitos de falhas induzidas ao DNA.
Na verdade, o gene p53 - uma proteína citoplasmática produzida pela própria célula - está envolvido em aproximadamente 50% de todos os tumores humanos, o que o torna o gene mais alterado nos diversos tipos de câncer, e não apenas no câncer de pele.
Usando o protetor solar, os animais tiveram uma menor incidência de falhas no gene p53, mas não uma eliminação total dos danos induzidos pelos raios ultravioleta.
"Acima de tudo, este estudo traz provas de que os protetores solares não nos oferecem uma proteção completa contra os efeitos prejudiciais dos raios UV," disse o pesquisador em uma nota emitida pela Universidade de Manchester, onde o estudo foi realizado.
Sem surpresas
Na verdade, o alerta feito pelo cientista já consta das recomendações feitas pelo INCA (Instituto Nacional do Câncer).
Segundo o órgão, além de evitar a exposição ao Sol no horário das 10h às 16h, "recomenda-se a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior".
O INCA também esclarece outros fatores de risco para o câncer de pele: "história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas)".
Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no País, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas da pele, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase. Diário da Saúde
Os verdadeiros inimigos do clima, segundo Paul Krugman
No começo do mês, o governo americano anunciou, enfim, sua primeira grande estratégia nacional de combate às emissões de gases efeito estufa. A investida atraiu críticas vorazes de oposicionistas e negacionistas do clima. A indústria esbravejou, argumentando que as novas regras, que incidem sobre termelétricas a carvão, causariam perdas econômicas. Os ambientalistas julgaram-na tardia, apesar de bem-vinda.
E aí vem a pergunta: por que é tão difícil avançar no combate às mudanças climáticas? O Nobel da economia Paul Krugman pensou muito nisso e concluiu que os verdadeiros inimigos do clima vão muito além de interesses econômicos e influências privadas.
“O que torna a ação racional sobre o clima tão difícil é outra coisa – uma mistura tóxica de ideologia e anti-intelectualismo”, afirma Krugman em seu mais recente artigo publicado no jornal americano The New York Times.
Antes de chegar aí, no entanto, ele faz colocações importantes sobre o imenso temor à perda de empregos e prejuízos econômicos que podem advir das restrições às emissões.
“Na década de 1980 os conservadores alegaram que qualquer tentativa de limitar a chuva ácida podia ter consequências econômicas devastadoras; na realidade, o sistema de cap-and-trade para o dióxido de enxofre foi muito bem sucedido a um custo mínimo”, diz.
Ele acrescenta que os estados do Nordeste americano, que mantém um mercado de carbono bem ativo desde 2009, viram suas emissões caírem drasticamente, enquanto suas economias cresceram mais rapidamente do que o resto do país.
“O ambientalismo não é o inimigo do crescimento econômico”, defende.
Krugman pondera que proteger o meio ambiente impõe, sim, custos para alguns setores. Mas, esses custos seriam menores do que costuma-se pensar.
Segundo ele, hoje, se toda a indústria da mineração e carvão fosse varrida do mapa nos Estados Unidos, o país perderia um dezesseis avos de 1 por cento do seu total de empregos.
“A verdadeira guerra ao carvão, ou pelo menos aos trabalhadores de carvão, ocorreu uma geração atrás, travada não por ambientalistas, mas pela própria indústria do carvão. E os trabalhadores de carvão perderam”, afirma, referindo-se à queda brusca na quantidade de empregos no setor por conta de avanços nas técnicas de extração.
“Então, por que a oposição política ao clima é tão intensa?”, questiona.
“Pense sobre o aquecimento global a partir do ponto de vista de alguém que cresceu levando Ayn Rand (uma das mais ferozes defensoras do liberalismo econômico) a sério, acreditando que a busca desenfreada do auto-interesse é sempre bom e que o governo é sempre o problema, nunca a solução”, ele escreve.
E continua: “Ao largo disso, alguns cientistas vêm declarando que a busca irrestrita do interesse próprio irá destruir o mundo, e que a intervenção do governo é a única resposta. Não importa o quão amigável ao mercado é a intervenção proposta; este é um desafio direto à visão de mundo libertário”.
Tal desafio, de acordo com Krugman, inspira “negação e pura raiva” daqueles que acreditam que a mudança climática provocada pela ação humana é essencialmente uma conspiração ou um mito.
E o fato de que a ação climática depende de um consenso científico torna as coisas ainda piores, diz ele, porque pende para o “anti-intelectualismo que sempre foi uma força poderosa na vida norte-americana, principalmente no lado direito”.
Assim, conclui Krugman: “O obstáculo real, à medida que tentamos enfrentar o aquecimento global, é a ideologia econômica reforçada pela hostilidade à ciência”. Para o Nobel de economia, o mais difícil é superar o orgulho e a ignorância deliberada. (Fonte: Exame.com)
Nós temos o poder de proteger o oceano
O conteúdo do Instituto CarbonoBrasil possui direitos reservados, porém é liberado para organizações sem fins lucrativos desde que seja citada a fonte e incluída a URL para o portal. Em caso de dúvida, entre em contato. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=737405#ixzz353ES8htn
No último domingo, 8 de junho, foi dia de comemorarmos uma data importante, mas que, entra ano e sai ano, passa quase desapercebida no Brasil – o Dia Mundial dos Oceanos. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), teve neste ano o tema “Juntos nós temos o poder de proteger o oceano”.
Os oceanos cobrem 71% da superfície do nosso planeta e são fundamentais para nossa sobrevivência, já que fornecem energia, água, sal e alimentos, entre outras matérias-primas. No Brasil, com seus mais de 8.600 quilômetros de costa, esta relação fica ainda mais clara, já que nosso país, na forma que conhecemos hoje, nasceu e se desenvolveu a partir do litoral.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% da população brasileira vive na faixa situada a até 200 km do litoral. Os municípios da zona costeira abrigam 26,9% da população brasileira, ou 50,7 milhões de pessoas. Dessas, cerca de 4 milhões utilizam seus recursos naturais para sobreviver. Dados do Ministério da Pesca apontam a existência de quase 1 milhão de pescadores no país, responsáveis pela oferta anual de 1,24 milhão de toneladas de pescados que abastecem as casas de milhões de brasileiros.
O que pouca gente sabe é que, apesar dessa abundância, muitas espécies no Brasil estão ameaçadas de extinção e outras precisam obedecer, na comercialização, um período de defeso, que é quando a pesca da espécie é proibida para garantir sua reprodução.
Para verificar quais espécies de pescado – entre peixes, moluscos e crustáceos – são mais encontradas na cidade de São Paulo (maior centro consumidor de pescados do país), a Fundação SOS Mata Atlântica fez, no ano passado, um levantamento em feiras livres, peixarias e supermercados da cidade para observar se as espécies estavam identificadas de forma correta e se as normas existentes, como o defeso e a proibição de captura, eram conhecidas e estavam sendo respeitadas.
Considerando todos os locais pesquisados, a grande maioria de peixes encontrada no levantamento foi de água salgada (80,6%), com o salmão e a sardinha presentes em 92,2% dos estabelecimentos. Infelizmente, poucos sabem que a sardinha (Sardinella brasiliensis) encontra-se na lista dos ameaçados de extinção e que, devido sua alta procura pelo mercado consumidor, a pesca desse animal continua intensa, levando os estoques de sardinha à iminência de colapso.
Nas feiras-livres, em um total de 52 espécies diferentes, a sardinha esteve presente em 100% das barracas, o cação em 97% e o salmão, importado das águas frias chilenas, esteve presente na maioria das feiras (87,5% das barracas). Já nos mercados e peixarias, das 68 espécies, o salmão esteve presente em 97% dos estabelecimentos.
O salmão, tão apreciado na culinária japonesa e mais consumido nos últimos anos, vem de fazendas de cultivo do Chile e é exportado diretamente aos mercados brasileiros. Com ele recebemos um produto com alta pegada ecológica, devido seu transporte ser carregado de emissões de gás carbônico. Além disso, o que poucas pessoas sabem é que esse salmão tem pouco ômega 3, pois somente o salmão selvagem, livre, e não de cultivo em fazendas, possui essa gordura tão procurada.
Peixes de água doce e os camarões-cinza foram citados como provenientes de fazendas de carcinicultura. Esta é uma prática que necessita de grandes extensões de terra próximas a uma fonte de água salobra. Assim, grandes áreas de manguezais são destruídas para a instalação e construção de tanques para essas criações.
Em todos os pontos de comercialização a constação é que, além da origem do pescado ser difícil de ser determinada, há problemas sérios com a identificação do produto. Muitos consumidores não sabem, por exemplo, que o cação na verdade é um tubarão. Vendidos em filé ou postas, fica ainda mais difícil identificá-los. Das 88 espécies de tubarões brasileiros, 12 estão na lista das ameaçadas de extinção.
Para este ano, a Fundação está preparando uma nova versão desse levantamento, incluindo a cidade do Rio de Janeiro, e desenvolvendo material informativo para comerciantes e consumidores, com um resumo sobre períodos de defeso e sobre os tamanhos mínimos de captura, visando facilitar a adoção de boas práticas na venda e compra de pescado.
Compartilhar essas informações, além de auxiliar na conservação das espécies, evitará o comércio indevido e ilegal. Precisamos saber a origem do que estamos consumindo. Portanto, na próxima vez que você for escolher um pescado que vem do mar, informe-se. É também a sua saúde que está em jogo. Como bem lembrou a ONU nesse último domingo, “juntos nós temos o poder de proteger o oceano”.
*Diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica. Artigo originalmente publicado no Blog do Planeta. Fonte: SOS Mata Atlântica
Membros do Movimento Empresarial pela Biodiversidade se reúnem em São Paulo
O conteúdo do Instituto CarbonoBrasil possui direitos reservados, porém é liberado para organizações sem fins lucrativos desde que seja citada a fonte e incluída a URL para o portal. Em caso de dúvida, entre em contato. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=737412#ixzz353E0TtTj
As empresas e organizações membros do Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (MEBB) vão se reunir no dia 17 de julho de 2014, das 14h30 às 18h00, na sede da Tozzini Freire Advogados, em São Paulo.
Tendo em vista que o MEBB possui uma cadeira como convidado permanente no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), essa reunião terá como objetivo central a discussão da pauta da 114ª Reunião Plenária daquele conselho, que acontecerá nos dias 22 e 23 de julho de 2014, em Brasília.
Todas as empresas associadas ao Instituto Ethos podem participar do encontro do MEBB em São Paulo. Para isso, é necessário entrar em contato antecipadamente com Milene Almeida, coordenadora do projeto, pelo e-mail malmeida@ethos.org.br ou pelo telefone (11) 3897-2423.
Serviço
O quê: Reunião do Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (MEBB);
Quando: 17 de julho de 2014, das 14h30 às 18h00;
Local: Sede da Tozzini Freire Advogados;
Endereço: R. Borges Lagoa 1328, 5º andar – Vila Mariana, São Paulo (SP);
Inscrições: Pelo e-mail malmeida@ethos.org.br ou pelo telefone (11) 3897-2423. Fonte: Instituto Ethos
Celular no bolso da calça reduz fertilidade masculina
Homens que mantêm o telefone celular no bolso da calça podem estar inadvertidamente prejudicando suas chances de se tornar pais.
O alerta foi divulgado por uma equipe liderada pela Dra. Fiona Mathews, da Universidade de Exeter (Reino Unido) em um artigo publicado na revista Environment International.
Segundo a equipe, as pesquisas científicas vêm sugerindo que a frequência de rádio da radiação eletromagnética (RF-EMR) emitida pelos celulares pode ter efeitos negativos sobre a fertilidade masculina.Como muitos resultados são conflitantes, a equipe decidiu realizar uma revisão sistemática dos resultados de dez estudos anteriores, incluindo 1.492 amostras, com o objetivo equalizar as metodologias e tentar chegar a uma conclusão geral.
Qualidade do sêmen
Os estudos foram incluídos na análise quando os participantes haviam sido examinados em clínicas de fertilidade ou centros de pesquisa.
A qualidade do esperma foi medida por três metodologias diferentes: motilidade (capacidade do esperma para se mover corretamente na direção de um óvulo), viabilidade (a proporção de espermatozoides que estavam vivos) e concentração (o número de espermatozoides por unidade de sêmen).
Nos grupos de controle, de 50 a 85% dos espermatozoides apresentavam movimento normal. Os pesquisadores observaram que esta proporção caiu em uma média de 8 pontos percentuais quando os homens alegavam carregar os celulares no bolso da calça.
Efeitos similares foram observados para a viabilidade espermática. Os efeitos sobre a concentração do esperma foram menos claros. No geral, dos 10 estudos analisados, nove concluíram por uma ligação entre a exposição aos telefones celulares e a queda na qualidade do esperma.
"Dada a enorme escala de uso de telefones celulares em todo o mundo, o papel potencial desta exposição ambiental precisa ser esclarecido. Isto pode ser particularmente importante para os homens já no limite da infertilidade, e mais pesquisas são necessárias para determinar as implicações clínicas completas para a população em geral," disse a Dra. Mathews.
Segundo a equipe, os resultados foram consistentes em estudos in vitro, realizados sob condições controladas de laboratório, e estudos observacionais in vivo, realizados em homens na população em geral.
Diário da Saúde
Modelos econômicos atuais subestimam riscos das mudanças climáticas, diz Nicholas Stern
O conteúdo do Instituto CarbonoBrasil possui direitos reservados, porém é liberado para organizações sem fins lucrativos desde que seja citada a fonte e incluída a URL para o portal. Em caso de dúvida, entre em contato. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=737411#ixzz353DVWtYB
Um novo estudo do economista Nicholas Stern, autor do famoso relatório com seu nome, e de Simon Dietz, ambos do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, sugere que os riscos econômicos relacionados às consequências das mudanças climáticas são maiores do que o estimado anteriormente. Isso porque os atuais modelos criados para isso não levam em consideração as mais novas descobertas associadas ao fenômeno e seu impacto nos ecossistemas e na sociedade.
Por “subestimar grandemente” os riscos das mudanças climáticas, Stern afirma que os atuais modelos que calculam os efeitos do aquecimento global, como o DICE (dynamic integrated climate-economy), usado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) em seus últimos relatórios, apontam para impactos menores do que os que podem realmente ocorrer.
Por exemplo, a análise indica que o modelo atual sugere que uma perda de 50% no PIB global só aconteceria caso houvesse um aumento de 18ºC nas temperaturas globais, mesmo que tal aquecimento provavelmente tornasse a Terra inabitável para muitas espécies, incluindo os seres humanos. O modelo DICE também aponta para a possibilidade de que um aquecimento de 5ºC a 6ºC causasse danos catastróficos.
Já a nova avaliação sugere que danos sérios podem ocorrer ao planeta com níveis muito menores de aquecimento global, já a partir dos 2ºC. Segundo o trabalho de Stern e Dietz, os riscos provavelmente seriam tão grandes que um preço global para o carbono de US$ 32 a US$ 103 por toneladas de emissões seria necessário já a partir de 2015 para evitar que o aumento de temperatura ultrapassasse os 2ºC.
Além disso, dentro de duas décadas, o preço do carbono teria que quase triplicar em relação a esse patamar, chegando a entre US$ 82 e US$ 260 por tonelada, declararam os dois economistas em sua pesquisa, que será publicada no periódico The Economic Journal em setembro.
Dietz afirmou que o novo modelo visa levar todas as variáveis (por exemplo, em vez de fazer uma média dos riscos globais, levar em consideração como eles atingirão cada região do planeta) em consideração. O método indica que “os riscos das mudanças climáticas são maiores do que o retratado por modelos econômicos anteriores e, portanto, reforça a necessidade de fortes cortes nas emissões de gases do efeito estufa”, comentou ele.
Stern acrescentou que o novo modelo sugere que, se medidas não forem tomadas para cortar as emissões anuais de gases do efeito estufa, como substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis, investir em eficiência energética e controlar o desmatamento, os padrões de vida atuais podem ser afetados até o final do século.
O economista, que em 2006 apresentou seu famoso relatório, que analisa o impacto econômico das mudanças climáticas, admitiu no ano passado que também havia subestimado o quão rapidamente o fenômeno teria consequências sobre a economia.
“Espero que nosso [novo] trabalho incite outros economistas a buscarem modelos muito melhores, que ajudarão os legisladores e o público a reconhecerem a imensidão dos possíveis riscos das mudanças climáticas não gerenciadas. Modelos que supõem que danos catastróficos não são possíveis não levam em conta a magnitude das questões e implicações da ciência”, concluiu. Fonte: Instituto CarbonoBrasil
terça-feira, 17 de junho de 2014
ICMBio propõe plano para conservação do tatu-bola
ICMBio propõe plano para conservação do tatu-bola
O tatu-bola-do-Nordeste (Tolypeutes tricinctus), espécie exclusivamente brasileira, tem uma imagem tão simpática que acabou escolhido como mascote da Copa do Mundo Fifa 2014 e ganhou a simpatia do mundo, além de cair nas graças dos brasileiros. O que pouca gente sabe é que o tatu-bola, que vive nos ambientes da caatinga e do cerrado, está ameaçado de extinção. O risco é tão grave que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) instituiu o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tatu-bola, o PAN Tatu-bola.
O animal tornou-se popularmente conhecido como tatu-bola porque, sob ameaça, ele se fecha completamente em formato de bola. E esta característica fez com que a espécie fosse eleita mascote desta temporada da Copa do Mundo da Fifa, que começa nesta quinta-feira, 12/6, no Brasil.
Mas, infelizmente, a caça predatória, a destruição de seus habitats e o pouco conhecimento existente sobre a espécie têm ameaçado sua sobrevivência. Por esta razão, a espécie integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “Em Perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), na categoria “vulnerável”.
Vulnerabilidade - Existe, no Brasil, outra espécie de tatu-bola, do gênero Tolypeutes, que vive nas terras da região Centro-Oeste, o Tolypeutes matacus. A espécie está presente em áreas do cerrado, no pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e também na Bolívia, Argentina e Paraguai. De acordo com os técnicos do ICMBio, o objetivo geral do PAN Tatu-bola é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o pelo menos à categoria de vulnerável, e ampliar o conhecimento sobre T. matacus visando-se avaliar, adequadamente, seu estado de conservação.
A meta do Instituto Chico Mendes é alcançar este objetivo em cinco anos, a partir da prática de 38 ações contidas em seis objetivos específicos, coordenados pelos dez integrantes do Grupo de Assessoramento Estratégico. A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (Asasg) da IUCN.
Colaboraram, também, representantes de outras 15 instituições, entre universidades, órgãos estaduais e federais de meio ambiente e Organizações Não Governamentais. O plano tem a coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas (CGesp) do ICMBio.
Ameaçados - Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil, sendo que a espécie que habita o Nordeste e parte do cerrado só é encontrada no Brasil. A caatinga, sistema exclusivamente brasileiro, e o cerrado, um dos pontos ativos da biodiversidade mundial, estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, sofrendo com o desmatamento e o acelerado processo de degradação, com acentuada perda de diversidade biológica e de serviços ambientais.
“No contexto dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil junto às convenções das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, Mudanças Climáticas e Combate à Desertificação, há uma necessidade urgente de se ampliar as iniciativas de conservação da biodiversidade e de se proteger as áreas naturais, onde vivem as espécies ameaçadas de extinção”, explica o coordenador-geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Eichler Vercillo.
As duas espécies de tatu-bola possuem três cintas móveis na região média do dorso, que permitem curvar sua carapaça para ficar no formato de uma bola. Esta estratégia ajuda-o a se proteger contra predadores naturais. Seu peso varia entre 1 kg e 1,8 kg, podendo medir de 40 a 43 cm. De hábitos noturnos, esses animais se alimentam, principalmente, de cupins, além de outros invertebrados e frutos. (Fonte: MMA)
O que é Esclerose Lateral Amiotrófica?
Rara, mas progressiva. E, infelizmente, sem praticamente nenhum tratamento eficaz.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa e tem o pico de incidência próximo dos 60 anos de idade.
A doença, que não tem cura, só tem um tratamento aprovado, que normalmente estende a vida do paciente por quatro a seis meses.
"É uma doença que carece muito de novos tratamento e novas medicações que possam não só ajudar a estender a sobrevida, mas também a melhorar a qualidade de vida do paciente", avalia Miguel Mitne, pesquisador do Instituto Paulo Gontijo.
Segundo ele, existem no mundo diversas pesquisas clínicas que visam aumentar a vida do paciente, mas nenhuma conclusiva.
Esclerose Lateral Amiotrófica
A esclerose lateral amiotrófica, ou ELA, para facilitar, provoca a morte dos neurônios motores, células que fazem a conexão entre o que a pessoa quer movimentar e o músculo que executa a ação.
O paciente com ELA tem uma perda progressiva da movimentação e normalmente morre por falência respiratória, geralmente depois que está acamado, sem movimento de pernas e braços. De acordo com o especialista, depois que os sintomas aparecem, é frequente que a sobrevida seja de 3 a 5 anos.
Em 90% dos casos de ELA não se sabe porque a doença se manifestou. Em cerca de 10% suspeita-se de um fator hereditário.
Os primeiros sintomas da doença são perda de força muscular, câimbras e fasciculações (espécie de tremor involuntário).
Segundo os últimos levantamentos, a incidência de ELA no Brasil é de 1 caso a cada 100 mil pessoas. Os homens têm 1,2 vez mais chances do que as mulheres de desenvolver a doença antes dos 70 anos.
Preparando-se para a doença
O paciente demora de seis meses a 11 meses conseguir um diagnóstico definitivo. "Quanto antes o paciente for diagnosticado, melhor é a qualidade de vida dele, porque ele vai conseguir fazer uma adaptação melhor aos cuidados de que vai precisar", explica.
O especialista ressalta que, atualmente, o principal tratamento de que o paciente com ELA dispõe é o cuidado multidisciplinar, com fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.
"Muitas vezes o paciente vai começar a se comunicar apenas com os olhos, é importante ter uma assistência para que ele consiga se adaptar a essa nova condição", concluiu o pesquisador.
Agência Brasil
sábado, 14 de junho de 2014
Como fazer bebês com 2 mães e 1 pai
De acordo com um painel da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA, do inglês Human Fertilisation and Embryology Authority) do Reino Unido, cientistas conseguirão criar bebês a partir de três pessoas em cerca de dois anos, caso a técnica seja legalizada.
O procedimento, usando óvulos de duas mulheres e esperma de um homem, seria usado para prevenir doenças mitocondriais fatais. O órgão regulador de fertilidade Reino Unido disse que não havia nenhuma evidência de que o método não seria seguro, mas pediu mais verificações.
Tais doenças são causadas por danos às mitocôndrias, pequenas centrais eléctricas existentes em todas as células do corpo. Um em cada 6.500 bebês nascem com doença mitocondrial grave, o que significa que elas não têm energia suficiente funcionar – o que leva a fraqueza muscular, cegueira, insuficiência cardíaca e até morte.
Considerando que as mitocôndrias são passadas apenas da mãe para o filho, o painel da HFEA apresentou duas formas avançadas de fertilização in vitro com material de três pessoas – os futuros pais e uma mulher com mitocôndrias saudáveis.
De acordo com Robin Lovell-Badge, membro do painel científico e do Conselho de Pesquisa Médica britânico, tudo indica que as técnicas são seguras, mas é recomendada um pouco de cautela. O relatório da HFEA pede uma série de testes finais antes que qualquer um dos procedimentos possa ser realizado. Isso incluiria uma avaliação mais detalhada da eficiência de ambas as técnicas propostas usando óvulos ou embriões humanos. O risco para a criança e quaisquer gerações subsequentes destas mitocôndrias modificadas sendo transferidas também precisa ser pesquisado mais detalhadamente.
“Eu acho que [dois anos] não é uma estimativa ruim. [Isto considerando] os outros tipos de experimentos que nós acreditamos serem necessários”, afirma Lovell-Badge.
Andy Greenfield, que presidiu a análise do painel científico, disse que a segurança “não era uma questão simples”, já que não saberemos se estas técnicas são seguras para humanos até que realmente sejam feitos testes em seres humanos. “Até que um bebê saudável nasça, não podemos dizer com 100% de certeza que estas técnicas são seguras”.
Três pais
Como as mitocôndrias têm seu próprio minúsculo conjunto de DNA, todas as crianças resultantes deste método terão material genético de três pessoas. Os tratamentos poderiam ser classificados como terapia germinal, causando mudanças que seriam transmitidas através das gerações. O termo “germinal” diz respeito às células germinativas, que podem dar origem aos gametas – no caso dos animais, o espermatozoide e o óvulo.
Preocupações éticas foram levantadas e alguns grupos acham que esta poderia ser a linha mais fina já cruzada na modificação genética de pessoas.
O governo do Reino Unido, à princípio, apoia bebês provindos de três pessoas. A diretora-geral da Saúde da Inglaterra, Dame Sally Davies, disse no ano passado: “É justo que nós estudemos a introdução deste tratamento salvador de vidas o mais rapidamente possível”.
A avaliação científica presidida por Greenfield foi encomendada pelo governo como parte de uma consulta mais ampla. O Ministério da Saúde deve publicar, nos próximos meses, a sua resposta à consulta, quando uma escala de tempo definitiva para as alterações regulamentares será revelada.
“A doação mitocondrial vai dar às mulheres que carregam doença mitocondrial grave a oportunidade de ter filhos sem transmitir doenças genéticas devastadoras. E também irá manter o Reino Unido na vanguarda do desenvolvimento científico nesta área”, declarou um porta-voz do órgão.
Sarah Norcross, diretora do Fundo Progress Educational (entidade que busca auxiliar famílias e indivíduos inférteis ou com problemas genéticos que desejam ter filhos), considera que o comitê de análise científica deu um grande incentivo para permitir que as técnicas para evitar a transmissão da doença mitocondrial hereditária possam ser aplicadas. “Estamos, portanto, exortando o governo a avançar e passar regulamentos para permitir que as famílias atingidas pela doença mitocondrial se beneficiem o mais rápido possível”, declarou. [Progress Educational Fund, BBC, Counsel & Heal]
Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar mudanças climáticas
A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.
Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos.
"O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes", disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. "O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino".
Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.
"Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global", adiantou Assad.
Para o melhoramento de espécies, para que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. "Testamos essa variedade este ano no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem", disse o pesquisador.
Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.
Agência Fapesp
Spray nasal poderá substituir comprimidos
Remédios são bons, mas poderiam ser melhores: eles poderiam, por exemplo, ter menos efeitos colaterais.
Toda vez que temos uma infecção ou uma dor de cabeça, por exemplo, e tomamos um comprimido, nosso corpo recebe uma quantidade da droga muito maior do que realmente precisa.
A razão para isso é que apenas uma fração do princípio ativo do medicamento contido no comprimido chega aos lugares certos do corpo. Assim, é necessário tomar uma quantidade grande para que a quantidade que chega ao lugar certo seja suficiente para fazer efeito.
O resto nunca chega ao destino, espalhando-se pelo corpo e eventualmente causando efeitos colaterais indesejáveis, antes de serem descartados pelo organismo.
Esse tipo de sobredosagem é especialmente sério no caso das doenças do cérebro, porque o cérebro possui uma barreira natural de proteção que não é fácil de transpor.
"Pessoas com doenças cerebrais muitas vezes recebem grandes quantidades de medicamentos desnecessários. Durante uma vida longa, ou se você tem uma doença crônica, isso pode tornar-se problemático para a sua saúde," explica o Dr. Massimiliano Di Cagno, da Universidade do Sul da Dinamarca.
Inspiração nos viciados em cocaína
Para encontrar maneiras mais eficientes de levar os medicamentos até o cérebro, Massimiliano e seus colegas voltaram sua atenção para o nariz - especificamente para a parede nasal e a mucosa viscosa que a recobre.
Segundo ele, sabemos muito bem, com base nos viciados em cocaína, por exemplo, que as substâncias podem ser assimiladas de forma extremamente rápida através do nariz, chegando ao cérebro sem demora.
Com tal inspiração, a equipe voltou-se para um polímero natural de açúcar que não só é capaz de transportar as moléculas do medicamento através da parede nasal, como também - e mais importante - levar a droga até onde ela é necessária.
"Nós resolvemos o problema de inserir a droga através do nariz, e nós resolvemos o problema de liberar a droga uma vez que ela tenha entrado no cérebro. Agora há um terceiro grande desafio restante: garantir um fornecimento estável dos medicamentos por um longo período. Isto é especialmente importante se você é um paciente crônico e precisa da droga a cada hora ou algo parecido," disse Massimiliano, acrescentando que é nisso que sua equipe está trabalhando agora.
Redação do Diário da Saúde
domingo, 8 de junho de 2014
Cientistas fazem apelo à OMS em defesa dos cigarros eletrônicos
Em carta aberta, mais de 50 pesquisadores e profissionais de saúde estão apelando à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que “resista à ânsia de controlar e suprimir o uso de cigarros eletrônicos”.
A carta diz que os aparelhos “podem ser uma “inovação significativa para a saúde”.
Mas instituições ligadas à saúde, entre elas a Faculty of Public Health – a Faculdade de Saúde Pública da Grã-Bretanha – dizem que ainda é cedo demais para sabermos se os benefícios da tecnologia superam os possíveis riscos.
A OMS disse que ainda não decidiu que recomendações fazer a governos sobre a questão.
O cigarro eletrônico é uma engenhoca que substitui a combustão do tabaco e de outras substâncias pela queima de nicotina líquida, transformando-a em vapor. O usuário pode escolher o nível de concentração da substância e os ingredientes que quer misturar ao produto.
No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico. A proibição se baseia na ausência de comprovação científica a respeito da qualidade e dos possíveis efeitos do produto sobre a saúde.
Carta Aberta – A carta foi divulgada em antecipação a importantes negociações internacionais sobre políticas em relação ao tabaco que devem acontecer neste ano.
Grupos favoráveis ao cigarro eletrônico argumentam que o produto oferece uma opção de baixo risco para fumantes. Eles temem que os aparelhos sejam alvo de controle excessivo e que sejam excluídos de campanhas publicitárias.
Na Grã-Bretanha, houve grande crescimento no mercado de cigarros eletrônicos, mas autoridades de saúde no país dizem que eles não são isentos de riscos.
Um relatório encomendado recentemente pela Saúde Pública da Inglaterra disse que cigarros eletrônicos requerem “monitoramento cuidadoso e controle de riscos” para que seus benefícios sejam maximizados.
A carta foi assinada por 53 pesquisadores – entre eles, especialistas em políticas de saúde pública e especialistas como Robert West.
West publicou um estudo na semana passada que concluiu que cigarros eletrônicos têm mais probabilidades de ajudar uma pessoa a abandonar o fumo do que alguns métodos convencionais.
Outros especialistas que assinam a carta trabalham em pesquisas sobre a ciência do tabaco e a supressão do hábito de fumar.
‘Efeito perverso’ – A carta diz: “Estes produtos podem estar entre as mais significativas inovações para a saúde do século 21 – salvando, talvez, milhões de vidas”.
“Se os reguladores tratarem produtos de nicotina de baixo risco da mesma forma como tratam produtos de nicotina tradicionais (…) estarão, erroneamente, definindo esses produtos como parte do problema”.
“Os reguladores deveriam evitar dar apoio a medidas que poderiam ter o efeito perverso de prolongar o consumo de cigarros”.
“A classificação desses produtos como tabaco nos preocupa bastante e pode trazer mais danos do que benefícios”.
“O potencial de produtos que diminuem os efeitos danosos do tabaco na redução do do fardo de doenças associadas ao fumo é muito grande”.
Os envolvidos na elaboração da carta citam um documento interno da OMS que se refere a cigarros eletrônicos como uma “ameaça (…) que pode resultar em uma nova onda da epidemia de tabaco”.
O tratado da OMS para o controle do tabaco cobre atualmente 178 países e 90% da população.
Cigarros eletrônicos são movidos a bateria e tentam imitar a experiência do fumar convencional. Os usuários inalam vapor de um líquido aquecido que contém uma concentração de nicotina.
West, professor da University College London, em Londres, disse à BBC que esses produtos deveriam ser “regulamentados de maneira apropriada” e explicou que são muito mais seguros do que os cigarros convencionais.
Ele pediu “regulamentação sob medida”, o que incluiria proibição de venda para menores de 18 anos e publicidade direcionada para os que já são fumantes.
Críticos – Um porta-voz da OMS disse que a organização “está trabalhando atualmente nas recomendações sobre regulamentação e marketing de cigarros eletrônicos”.
“Também estamos trabalhando com órgãos nacionais de regulamentação para considerar as opções regulatórias e com especialistas em toxicologia para compreendermos melhor o possível impacto dos cigarros eletrônicos e aparelhos similares sobre a saúde”.
A British Medical Association (Associação Médica Britânica, BMA, na sigla em inglês) pediu que os aparelhos sejam melhor regulamentados na Grã-Bretanha.
A diretora da entidade, Vivienne Nathanson, disse à BBC que há evidências de que crianças que nunca fumaram estão começando a usar cigarros eletrônicos, influenciadas por campanhas de marketing.
“Como os cigarros na década de 50 e 60, realmente precisamos ficar atentos a isso e, eu acredito, proibir (a propaganda) para impedir que sejam anunciados de uma forma que atraia as crianças”, ela acrescentou.
Outro especialista, o professor Martin McKee da London School of Hygiene and Tropical Medicine, disse que seria “prematuro” advogar o uso de cigarros eletrônicos até que sua segurança tenha sido estabelecida. (Fonte: Terra)
Pesquisa apura que brasileiro mantém nível de desperdício de recursos naturais
Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta quinta-feira (5), pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela que o desperdício dos recursos naturais, em especial de água, segue sendo uma atitude comum dos brasileiros. A pesquisa, divulgada na quarta-feira (4) no Rio de Janeiro, ouviu mil entrevistados em 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas. A sondagem é feita todos os anos, desde 2007.
Os pesquisadores observaram que hábitos simples e de uso consciente da água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, continuam quase iguais aos de 2007, com leve piora. Um em cada dez brasileiros (10,3%) não fecha a torneira durante a escovação. No ano passado, esse percentual atingiu 8,8% e, em 2007, era 9%. “Se ele não fecha a torneira quando escova os dentes, por extensão, a brasileira não fecha quando retira a maquiagem, ou o homem quando faz a barba”, observou, em entrevista à Agência Brasil, o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos.
Para ele, o número não é positivo, porque permanece estagnado em uma realidade em que a necessidade de utilização racional do recurso hídrico se tornou muito presente no noticiário. Nesse cenário, a perspectiva era que houvesse uma melhora no indicador. “Estatisticamente, o fato é que não houve variação significativa”, disse ele.
Travassos destacou que é importante o brasileiro perceber que o desperdício não está só na rua. Está também dentro de casa. Ele chamou a atenção ainda para o fato de os recursos naturais serem limitados, “e boa parte das vezes [seu gasto] incide sobre o bolso das pessoas”.
O economista salientou que ao mesmo tempo em que as questões ambientais se tornaram mais frequentes hoje em dia, “principalmente entre os jovens”, integrando inclusive as grades curriculares, os hábitos culturais dos brasileiros permanecem os mesmos em relação à água, cujo abastecimento é muito importante para estados como São Paulo e Rio de Janeiro e outras localidades.
Destacou também que 25% de brasileiros, ou seja, um em cada quatro, varrem ou lavam a calçada com jato d’água de mangueira. “Isso é preocupante”. Um em cada cinco (20,5%) lavam o carro também com o uso de mangueira. “É outro caso de desperdício em um momento em que o uso racional da água está em evidência”, acrescentou.
Na avaliação de Travassos, isso sinaliza que as campanhas de economia devem dar maior ênfase ao bolso do consumidor: “Porque, quando há a questão do preço, é mais fácil a adesão. Se está estagnada há muitos anos em 10%, a proporção dos brasileiros que não fecham a torneira, para a gente trazer essa parcela para fechar a torneira ou não varrer a rua com jato d’água é necessária uma ação no sentido de reduzir a conta”.
Em relação ao lixo, a pesquisa evidencia que existe uma fração aquém do ideal. Christian Travassos destacou que menos da metade dos brasileiros separa o lixo em casa. “Desde 2007, nunca passamos de 50% na separação do lixo. Ano passado, estávamos com 44% e, este ano, estamos com 48%”. Isso ocorre, segundo o economista, porque quando indagados a respeito do que acontece com o lixo recolhido na rua, 64,6% dos brasileiros asseguram que o lixo é misturado na coleta, sem separação entre o que é material reciclável e lixo orgânico.
“Ele não separa em casa porque acredita que, depois, é tudo misturado. E isso ocorre em um momento em que toda a questão dos resíduos sólidos está em evidência, há necessidade de acabar com os lixões, de ter uma agenda ambiental efetiva, e não apenas no discurso”, e a pesquisa indica a necessidade e importância de se ter coleta seletiva no país, comentou. (Fonte: Agência Brasil)
Mundo está à beira de uma extinção em massa, diz estudo
Espécies de plantas e animais são extintas mil vezes mais rápido do que acontecia antes dos seres humanos existirem. E o problema não acaba por aí. Segundo cientistas, o mundo está à beira de sua sexta extinção em massa.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Science. O estudo analisou as taxas de extinção passadas e presentes.
Então, descobriu que a taxa era mais baixa no passado do que o imaginado.
O ritmo de extinção era de uma espécie a cada 10 milhões por ano. Hoje, são de 100 a cada 1000 por ano.
“Estamos à beira da sexta extinção”, disse o biólogo da Universidade de Duke Stuart Pimm, um dos líderes do estudo.
“Se nós vamos conseguir evitar o fenômeno ou não vai depender de nossas ações”.
Segundo os pesquisadores, a combinação de vários fatores fazem as espécies desaparecerem muito mais rápido do que antes. A principal é a perda de habitat.
Isso significa que as espécies não encontram lugar onde viver por causa das alterações feitas pelos humanos no meio ambiente.
Há também outros fatores, como as mudanças climáticas, que interferem nos locais onde as espécies podem sobreviver.
O sagui é um bom exemplo. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento do Brasil. Agora, ele está na lista internacional das espécies vulneráveis.
O tubarão branco também costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra. Mas a espécie foi tão caçada que agora são raramente é encontrada.
Até agora, a grande maioria da vida do mundo acabou cinco vezes nas chamadas extinções em massa, muitas vezes associadas com ataques de meteoritos gigantes.
Cerca de 66 milhões de anos atrás, um dessas extinções matou os dinossauros e três em cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, um evento apagou cerca de 90% das espécies do mundo.
Mas os cientistas envolvidos no estudo acreditam que há esperança. O uso de smartphones e aplicativos podem ajudar pessoas comuns e biólogos em busca de espécies em perigo.
Uma vez que os biólogos sabem onde espécies ameaçadas de extinção estão eles podem tentar salvar habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para salvá-las. (Fonte: Info Online)
Assinar:
Postagens (Atom)