quinta-feira, 19 de junho de 2014
Membros do Movimento Empresarial pela Biodiversidade se reúnem em São Paulo
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As empresas e organizações membros do Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (MEBB) vão se reunir no dia 17 de julho de 2014, das 14h30 às 18h00, na sede da Tozzini Freire Advogados, em São Paulo.
Tendo em vista que o MEBB possui uma cadeira como convidado permanente no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), essa reunião terá como objetivo central a discussão da pauta da 114ª Reunião Plenária daquele conselho, que acontecerá nos dias 22 e 23 de julho de 2014, em Brasília.
Todas as empresas associadas ao Instituto Ethos podem participar do encontro do MEBB em São Paulo. Para isso, é necessário entrar em contato antecipadamente com Milene Almeida, coordenadora do projeto, pelo e-mail malmeida@ethos.org.br ou pelo telefone (11) 3897-2423.
Serviço
O quê: Reunião do Movimento Empresarial pela Biodiversidade – Brasil (MEBB);
Quando: 17 de julho de 2014, das 14h30 às 18h00;
Local: Sede da Tozzini Freire Advogados;
Endereço: R. Borges Lagoa 1328, 5º andar – Vila Mariana, São Paulo (SP);
Inscrições: Pelo e-mail malmeida@ethos.org.br ou pelo telefone (11) 3897-2423. Fonte: Instituto Ethos
Celular no bolso da calça reduz fertilidade masculina
Homens que mantêm o telefone celular no bolso da calça podem estar inadvertidamente prejudicando suas chances de se tornar pais.
O alerta foi divulgado por uma equipe liderada pela Dra. Fiona Mathews, da Universidade de Exeter (Reino Unido) em um artigo publicado na revista Environment International.
Segundo a equipe, as pesquisas científicas vêm sugerindo que a frequência de rádio da radiação eletromagnética (RF-EMR) emitida pelos celulares pode ter efeitos negativos sobre a fertilidade masculina.Como muitos resultados são conflitantes, a equipe decidiu realizar uma revisão sistemática dos resultados de dez estudos anteriores, incluindo 1.492 amostras, com o objetivo equalizar as metodologias e tentar chegar a uma conclusão geral.
Qualidade do sêmen
Os estudos foram incluídos na análise quando os participantes haviam sido examinados em clínicas de fertilidade ou centros de pesquisa.
A qualidade do esperma foi medida por três metodologias diferentes: motilidade (capacidade do esperma para se mover corretamente na direção de um óvulo), viabilidade (a proporção de espermatozoides que estavam vivos) e concentração (o número de espermatozoides por unidade de sêmen).
Nos grupos de controle, de 50 a 85% dos espermatozoides apresentavam movimento normal. Os pesquisadores observaram que esta proporção caiu em uma média de 8 pontos percentuais quando os homens alegavam carregar os celulares no bolso da calça.
Efeitos similares foram observados para a viabilidade espermática. Os efeitos sobre a concentração do esperma foram menos claros. No geral, dos 10 estudos analisados, nove concluíram por uma ligação entre a exposição aos telefones celulares e a queda na qualidade do esperma.
"Dada a enorme escala de uso de telefones celulares em todo o mundo, o papel potencial desta exposição ambiental precisa ser esclarecido. Isto pode ser particularmente importante para os homens já no limite da infertilidade, e mais pesquisas são necessárias para determinar as implicações clínicas completas para a população em geral," disse a Dra. Mathews.
Segundo a equipe, os resultados foram consistentes em estudos in vitro, realizados sob condições controladas de laboratório, e estudos observacionais in vivo, realizados em homens na população em geral.
Diário da Saúde
Modelos econômicos atuais subestimam riscos das mudanças climáticas, diz Nicholas Stern
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Um novo estudo do economista Nicholas Stern, autor do famoso relatório com seu nome, e de Simon Dietz, ambos do Instituto de Pesquisa Grantham sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente, sugere que os riscos econômicos relacionados às consequências das mudanças climáticas são maiores do que o estimado anteriormente. Isso porque os atuais modelos criados para isso não levam em consideração as mais novas descobertas associadas ao fenômeno e seu impacto nos ecossistemas e na sociedade.
Por “subestimar grandemente” os riscos das mudanças climáticas, Stern afirma que os atuais modelos que calculam os efeitos do aquecimento global, como o DICE (dynamic integrated climate-economy), usado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) em seus últimos relatórios, apontam para impactos menores do que os que podem realmente ocorrer.
Por exemplo, a análise indica que o modelo atual sugere que uma perda de 50% no PIB global só aconteceria caso houvesse um aumento de 18ºC nas temperaturas globais, mesmo que tal aquecimento provavelmente tornasse a Terra inabitável para muitas espécies, incluindo os seres humanos. O modelo DICE também aponta para a possibilidade de que um aquecimento de 5ºC a 6ºC causasse danos catastróficos.
Já a nova avaliação sugere que danos sérios podem ocorrer ao planeta com níveis muito menores de aquecimento global, já a partir dos 2ºC. Segundo o trabalho de Stern e Dietz, os riscos provavelmente seriam tão grandes que um preço global para o carbono de US$ 32 a US$ 103 por toneladas de emissões seria necessário já a partir de 2015 para evitar que o aumento de temperatura ultrapassasse os 2ºC.
Além disso, dentro de duas décadas, o preço do carbono teria que quase triplicar em relação a esse patamar, chegando a entre US$ 82 e US$ 260 por tonelada, declararam os dois economistas em sua pesquisa, que será publicada no periódico The Economic Journal em setembro.
Dietz afirmou que o novo modelo visa levar todas as variáveis (por exemplo, em vez de fazer uma média dos riscos globais, levar em consideração como eles atingirão cada região do planeta) em consideração. O método indica que “os riscos das mudanças climáticas são maiores do que o retratado por modelos econômicos anteriores e, portanto, reforça a necessidade de fortes cortes nas emissões de gases do efeito estufa”, comentou ele.
Stern acrescentou que o novo modelo sugere que, se medidas não forem tomadas para cortar as emissões anuais de gases do efeito estufa, como substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis, investir em eficiência energética e controlar o desmatamento, os padrões de vida atuais podem ser afetados até o final do século.
O economista, que em 2006 apresentou seu famoso relatório, que analisa o impacto econômico das mudanças climáticas, admitiu no ano passado que também havia subestimado o quão rapidamente o fenômeno teria consequências sobre a economia.
“Espero que nosso [novo] trabalho incite outros economistas a buscarem modelos muito melhores, que ajudarão os legisladores e o público a reconhecerem a imensidão dos possíveis riscos das mudanças climáticas não gerenciadas. Modelos que supõem que danos catastróficos não são possíveis não levam em conta a magnitude das questões e implicações da ciência”, concluiu. Fonte: Instituto CarbonoBrasil
terça-feira, 17 de junho de 2014
ICMBio propõe plano para conservação do tatu-bola
ICMBio propõe plano para conservação do tatu-bola
O tatu-bola-do-Nordeste (Tolypeutes tricinctus), espécie exclusivamente brasileira, tem uma imagem tão simpática que acabou escolhido como mascote da Copa do Mundo Fifa 2014 e ganhou a simpatia do mundo, além de cair nas graças dos brasileiros. O que pouca gente sabe é que o tatu-bola, que vive nos ambientes da caatinga e do cerrado, está ameaçado de extinção. O risco é tão grave que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) instituiu o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tatu-bola, o PAN Tatu-bola.
O animal tornou-se popularmente conhecido como tatu-bola porque, sob ameaça, ele se fecha completamente em formato de bola. E esta característica fez com que a espécie fosse eleita mascote desta temporada da Copa do Mundo da Fifa, que começa nesta quinta-feira, 12/6, no Brasil.
Mas, infelizmente, a caça predatória, a destruição de seus habitats e o pouco conhecimento existente sobre a espécie têm ameaçado sua sobrevivência. Por esta razão, a espécie integra a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, classificada como “Em Perigo”, e a Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), na categoria “vulnerável”.
Vulnerabilidade - Existe, no Brasil, outra espécie de tatu-bola, do gênero Tolypeutes, que vive nas terras da região Centro-Oeste, o Tolypeutes matacus. A espécie está presente em áreas do cerrado, no pantanal em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, e também na Bolívia, Argentina e Paraguai. De acordo com os técnicos do ICMBio, o objetivo geral do PAN Tatu-bola é reduzir o risco de extinção do T. tricinctus, elevando-o pelo menos à categoria de vulnerável, e ampliar o conhecimento sobre T. matacus visando-se avaliar, adequadamente, seu estado de conservação.
A meta do Instituto Chico Mendes é alcançar este objetivo em cinco anos, a partir da prática de 38 ações contidas em seis objetivos específicos, coordenados pelos dez integrantes do Grupo de Assessoramento Estratégico. A elaboração do PAN Tatu-bola foi coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB) do ICMBio, com o apoio da Associação Caatinga e do Grupo Especialista em Tatus, Preguiças e Tamanduás (Asasg) da IUCN.
Colaboraram, também, representantes de outras 15 instituições, entre universidades, órgãos estaduais e federais de meio ambiente e Organizações Não Governamentais. O plano tem a coordenação executiva da Associação Caatinga e será acompanhado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação do Cerrado e Caatinga (Cecat) e pela Coordenação-Geral de Espécies Ameaçadas (CGesp) do ICMBio.
Ameaçados - Os tatus-bola são os menores e menos conhecidos tatus do Brasil, sendo que a espécie que habita o Nordeste e parte do cerrado só é encontrada no Brasil. A caatinga, sistema exclusivamente brasileiro, e o cerrado, um dos pontos ativos da biodiversidade mundial, estão entre os biomas mais ameaçados do mundo, sofrendo com o desmatamento e o acelerado processo de degradação, com acentuada perda de diversidade biológica e de serviços ambientais.
“No contexto dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil junto às convenções das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, Mudanças Climáticas e Combate à Desertificação, há uma necessidade urgente de se ampliar as iniciativas de conservação da biodiversidade e de se proteger as áreas naturais, onde vivem as espécies ameaçadas de extinção”, explica o coordenador-geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Eichler Vercillo.
As duas espécies de tatu-bola possuem três cintas móveis na região média do dorso, que permitem curvar sua carapaça para ficar no formato de uma bola. Esta estratégia ajuda-o a se proteger contra predadores naturais. Seu peso varia entre 1 kg e 1,8 kg, podendo medir de 40 a 43 cm. De hábitos noturnos, esses animais se alimentam, principalmente, de cupins, além de outros invertebrados e frutos. (Fonte: MMA)
O que é Esclerose Lateral Amiotrófica?
Rara, mas progressiva. E, infelizmente, sem praticamente nenhum tratamento eficaz.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa e tem o pico de incidência próximo dos 60 anos de idade.
A doença, que não tem cura, só tem um tratamento aprovado, que normalmente estende a vida do paciente por quatro a seis meses.
"É uma doença que carece muito de novos tratamento e novas medicações que possam não só ajudar a estender a sobrevida, mas também a melhorar a qualidade de vida do paciente", avalia Miguel Mitne, pesquisador do Instituto Paulo Gontijo.
Segundo ele, existem no mundo diversas pesquisas clínicas que visam aumentar a vida do paciente, mas nenhuma conclusiva.
Esclerose Lateral Amiotrófica
A esclerose lateral amiotrófica, ou ELA, para facilitar, provoca a morte dos neurônios motores, células que fazem a conexão entre o que a pessoa quer movimentar e o músculo que executa a ação.
O paciente com ELA tem uma perda progressiva da movimentação e normalmente morre por falência respiratória, geralmente depois que está acamado, sem movimento de pernas e braços. De acordo com o especialista, depois que os sintomas aparecem, é frequente que a sobrevida seja de 3 a 5 anos.
Em 90% dos casos de ELA não se sabe porque a doença se manifestou. Em cerca de 10% suspeita-se de um fator hereditário.
Os primeiros sintomas da doença são perda de força muscular, câimbras e fasciculações (espécie de tremor involuntário).
Segundo os últimos levantamentos, a incidência de ELA no Brasil é de 1 caso a cada 100 mil pessoas. Os homens têm 1,2 vez mais chances do que as mulheres de desenvolver a doença antes dos 70 anos.
Preparando-se para a doença
O paciente demora de seis meses a 11 meses conseguir um diagnóstico definitivo. "Quanto antes o paciente for diagnosticado, melhor é a qualidade de vida dele, porque ele vai conseguir fazer uma adaptação melhor aos cuidados de que vai precisar", explica.
O especialista ressalta que, atualmente, o principal tratamento de que o paciente com ELA dispõe é o cuidado multidisciplinar, com fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.
"Muitas vezes o paciente vai começar a se comunicar apenas com os olhos, é importante ter uma assistência para que ele consiga se adaptar a essa nova condição", concluiu o pesquisador.
Agência Brasil
sábado, 14 de junho de 2014
Como fazer bebês com 2 mães e 1 pai
De acordo com um painel da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA, do inglês Human Fertilisation and Embryology Authority) do Reino Unido, cientistas conseguirão criar bebês a partir de três pessoas em cerca de dois anos, caso a técnica seja legalizada.
O procedimento, usando óvulos de duas mulheres e esperma de um homem, seria usado para prevenir doenças mitocondriais fatais. O órgão regulador de fertilidade Reino Unido disse que não havia nenhuma evidência de que o método não seria seguro, mas pediu mais verificações.
Tais doenças são causadas por danos às mitocôndrias, pequenas centrais eléctricas existentes em todas as células do corpo. Um em cada 6.500 bebês nascem com doença mitocondrial grave, o que significa que elas não têm energia suficiente funcionar – o que leva a fraqueza muscular, cegueira, insuficiência cardíaca e até morte.
Considerando que as mitocôndrias são passadas apenas da mãe para o filho, o painel da HFEA apresentou duas formas avançadas de fertilização in vitro com material de três pessoas – os futuros pais e uma mulher com mitocôndrias saudáveis.
De acordo com Robin Lovell-Badge, membro do painel científico e do Conselho de Pesquisa Médica britânico, tudo indica que as técnicas são seguras, mas é recomendada um pouco de cautela. O relatório da HFEA pede uma série de testes finais antes que qualquer um dos procedimentos possa ser realizado. Isso incluiria uma avaliação mais detalhada da eficiência de ambas as técnicas propostas usando óvulos ou embriões humanos. O risco para a criança e quaisquer gerações subsequentes destas mitocôndrias modificadas sendo transferidas também precisa ser pesquisado mais detalhadamente.
“Eu acho que [dois anos] não é uma estimativa ruim. [Isto considerando] os outros tipos de experimentos que nós acreditamos serem necessários”, afirma Lovell-Badge.
Andy Greenfield, que presidiu a análise do painel científico, disse que a segurança “não era uma questão simples”, já que não saberemos se estas técnicas são seguras para humanos até que realmente sejam feitos testes em seres humanos. “Até que um bebê saudável nasça, não podemos dizer com 100% de certeza que estas técnicas são seguras”.
Três pais
Como as mitocôndrias têm seu próprio minúsculo conjunto de DNA, todas as crianças resultantes deste método terão material genético de três pessoas. Os tratamentos poderiam ser classificados como terapia germinal, causando mudanças que seriam transmitidas através das gerações. O termo “germinal” diz respeito às células germinativas, que podem dar origem aos gametas – no caso dos animais, o espermatozoide e o óvulo.
Preocupações éticas foram levantadas e alguns grupos acham que esta poderia ser a linha mais fina já cruzada na modificação genética de pessoas.
O governo do Reino Unido, à princípio, apoia bebês provindos de três pessoas. A diretora-geral da Saúde da Inglaterra, Dame Sally Davies, disse no ano passado: “É justo que nós estudemos a introdução deste tratamento salvador de vidas o mais rapidamente possível”.
A avaliação científica presidida por Greenfield foi encomendada pelo governo como parte de uma consulta mais ampla. O Ministério da Saúde deve publicar, nos próximos meses, a sua resposta à consulta, quando uma escala de tempo definitiva para as alterações regulamentares será revelada.
“A doação mitocondrial vai dar às mulheres que carregam doença mitocondrial grave a oportunidade de ter filhos sem transmitir doenças genéticas devastadoras. E também irá manter o Reino Unido na vanguarda do desenvolvimento científico nesta área”, declarou um porta-voz do órgão.
Sarah Norcross, diretora do Fundo Progress Educational (entidade que busca auxiliar famílias e indivíduos inférteis ou com problemas genéticos que desejam ter filhos), considera que o comitê de análise científica deu um grande incentivo para permitir que as técnicas para evitar a transmissão da doença mitocondrial hereditária possam ser aplicadas. “Estamos, portanto, exortando o governo a avançar e passar regulamentos para permitir que as famílias atingidas pela doença mitocondrial se beneficiem o mais rápido possível”, declarou. [Progress Educational Fund, BBC, Counsel & Heal]
Plantas brasileiras podem ajudar a enfrentar mudanças climáticas
A seriguela e o umbuzeiro, árvores comuns do Semiárido nordestino, e a sucupira-preta, do Cerrado, fazem parte de um grupo de plantas brasileiras que poderão desempenhar um papel importante para a agricultura no enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.
Elas estão entre as espécies do país com grande capacidade adaptativa, tolerantes à escassez hídrica e a temperaturas elevadas.
De acordo com Eduardo Assad, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura (CNPTIA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o estudo do genoma dessas espécies pode ajudar a tornar culturas como soja, milho, arroz e feijão tão resistentes quanto elas aos extremos climáticos.
"O Cerrado já foi muito mais quente e seco e árvores como pau-terra, pequi e faveiro, além da sucupira-preta, sobreviveram. Precisamos estudar o genoma dessas árvores, identificar e isolar os genes que as tornam tão adaptáveis. Isso pode significar, um dia, a chance de melhorar geneticamente culturas como soja e milho, tornando-as igualmente resistentes", disse. "Não é fácil, mas precisamos começar."
Assad destaca que o Brasil é líder em espécies resistentes. "O maior armazém do mundo de genes tolerantes ao aquecimento global está aqui, no Cerrado e no Semiárido Nordestino".
Outras plantas do Cerrado com grande capacidade adaptativa lembradas pelo pesquisador são a árvore pacari e os frutos do baru e da cagaita. No Semiárido Nordestino, árvores como a seriguela, o umbuzeiro e a cajazeira foram apontadas como opções importantes não só para estudos genéticos como também para programas voltados à geração de renda pela população local.
"Em vez de produzir culturas exóticas à região, é preciso investir naquelas que já fazem parte da biodiversidade nordestina e têm potencial de superar as consequências do aquecimento global", adiantou Assad.
Para o melhoramento de espécies, para que se tornem tolerantes ao estresse abiótico, a Embrapa planeja lançar, em 2015, uma soja resistente à deficiência hídrica, produzida a partir de um gene existente em uma planta do Japão. "Testamos essa variedade este ano no Paraná, em um período sem chuvas. Ainda há estudos a serem feitos, mas ela está se saindo muito bem", disse o pesquisador.
Assad também citou avanços empreendidos pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), que já lançou quatro cultivares de feijão com tolerância a temperaturas elevadas, além de pesquisas feitas no município de Varginha (MG) em busca de variáveis mais tolerantes para o café.
Agência Fapesp
Spray nasal poderá substituir comprimidos
Remédios são bons, mas poderiam ser melhores: eles poderiam, por exemplo, ter menos efeitos colaterais.
Toda vez que temos uma infecção ou uma dor de cabeça, por exemplo, e tomamos um comprimido, nosso corpo recebe uma quantidade da droga muito maior do que realmente precisa.
A razão para isso é que apenas uma fração do princípio ativo do medicamento contido no comprimido chega aos lugares certos do corpo. Assim, é necessário tomar uma quantidade grande para que a quantidade que chega ao lugar certo seja suficiente para fazer efeito.
O resto nunca chega ao destino, espalhando-se pelo corpo e eventualmente causando efeitos colaterais indesejáveis, antes de serem descartados pelo organismo.
Esse tipo de sobredosagem é especialmente sério no caso das doenças do cérebro, porque o cérebro possui uma barreira natural de proteção que não é fácil de transpor.
"Pessoas com doenças cerebrais muitas vezes recebem grandes quantidades de medicamentos desnecessários. Durante uma vida longa, ou se você tem uma doença crônica, isso pode tornar-se problemático para a sua saúde," explica o Dr. Massimiliano Di Cagno, da Universidade do Sul da Dinamarca.
Inspiração nos viciados em cocaína
Para encontrar maneiras mais eficientes de levar os medicamentos até o cérebro, Massimiliano e seus colegas voltaram sua atenção para o nariz - especificamente para a parede nasal e a mucosa viscosa que a recobre.
Segundo ele, sabemos muito bem, com base nos viciados em cocaína, por exemplo, que as substâncias podem ser assimiladas de forma extremamente rápida através do nariz, chegando ao cérebro sem demora.
Com tal inspiração, a equipe voltou-se para um polímero natural de açúcar que não só é capaz de transportar as moléculas do medicamento através da parede nasal, como também - e mais importante - levar a droga até onde ela é necessária.
"Nós resolvemos o problema de inserir a droga através do nariz, e nós resolvemos o problema de liberar a droga uma vez que ela tenha entrado no cérebro. Agora há um terceiro grande desafio restante: garantir um fornecimento estável dos medicamentos por um longo período. Isto é especialmente importante se você é um paciente crônico e precisa da droga a cada hora ou algo parecido," disse Massimiliano, acrescentando que é nisso que sua equipe está trabalhando agora.
Redação do Diário da Saúde
domingo, 8 de junho de 2014
Cientistas fazem apelo à OMS em defesa dos cigarros eletrônicos
Em carta aberta, mais de 50 pesquisadores e profissionais de saúde estão apelando à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que “resista à ânsia de controlar e suprimir o uso de cigarros eletrônicos”.
A carta diz que os aparelhos “podem ser uma “inovação significativa para a saúde”.
Mas instituições ligadas à saúde, entre elas a Faculty of Public Health – a Faculdade de Saúde Pública da Grã-Bretanha – dizem que ainda é cedo demais para sabermos se os benefícios da tecnologia superam os possíveis riscos.
A OMS disse que ainda não decidiu que recomendações fazer a governos sobre a questão.
O cigarro eletrônico é uma engenhoca que substitui a combustão do tabaco e de outras substâncias pela queima de nicotina líquida, transformando-a em vapor. O usuário pode escolher o nível de concentração da substância e os ingredientes que quer misturar ao produto.
No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária, Anvisa, proíbe, desde 2009, a venda e importação do cigarro eletrônico. A proibição se baseia na ausência de comprovação científica a respeito da qualidade e dos possíveis efeitos do produto sobre a saúde.
Carta Aberta – A carta foi divulgada em antecipação a importantes negociações internacionais sobre políticas em relação ao tabaco que devem acontecer neste ano.
Grupos favoráveis ao cigarro eletrônico argumentam que o produto oferece uma opção de baixo risco para fumantes. Eles temem que os aparelhos sejam alvo de controle excessivo e que sejam excluídos de campanhas publicitárias.
Na Grã-Bretanha, houve grande crescimento no mercado de cigarros eletrônicos, mas autoridades de saúde no país dizem que eles não são isentos de riscos.
Um relatório encomendado recentemente pela Saúde Pública da Inglaterra disse que cigarros eletrônicos requerem “monitoramento cuidadoso e controle de riscos” para que seus benefícios sejam maximizados.
A carta foi assinada por 53 pesquisadores – entre eles, especialistas em políticas de saúde pública e especialistas como Robert West.
West publicou um estudo na semana passada que concluiu que cigarros eletrônicos têm mais probabilidades de ajudar uma pessoa a abandonar o fumo do que alguns métodos convencionais.
Outros especialistas que assinam a carta trabalham em pesquisas sobre a ciência do tabaco e a supressão do hábito de fumar.
‘Efeito perverso’ – A carta diz: “Estes produtos podem estar entre as mais significativas inovações para a saúde do século 21 – salvando, talvez, milhões de vidas”.
“Se os reguladores tratarem produtos de nicotina de baixo risco da mesma forma como tratam produtos de nicotina tradicionais (…) estarão, erroneamente, definindo esses produtos como parte do problema”.
“Os reguladores deveriam evitar dar apoio a medidas que poderiam ter o efeito perverso de prolongar o consumo de cigarros”.
“A classificação desses produtos como tabaco nos preocupa bastante e pode trazer mais danos do que benefícios”.
“O potencial de produtos que diminuem os efeitos danosos do tabaco na redução do do fardo de doenças associadas ao fumo é muito grande”.
Os envolvidos na elaboração da carta citam um documento interno da OMS que se refere a cigarros eletrônicos como uma “ameaça (…) que pode resultar em uma nova onda da epidemia de tabaco”.
O tratado da OMS para o controle do tabaco cobre atualmente 178 países e 90% da população.
Cigarros eletrônicos são movidos a bateria e tentam imitar a experiência do fumar convencional. Os usuários inalam vapor de um líquido aquecido que contém uma concentração de nicotina.
West, professor da University College London, em Londres, disse à BBC que esses produtos deveriam ser “regulamentados de maneira apropriada” e explicou que são muito mais seguros do que os cigarros convencionais.
Ele pediu “regulamentação sob medida”, o que incluiria proibição de venda para menores de 18 anos e publicidade direcionada para os que já são fumantes.
Críticos – Um porta-voz da OMS disse que a organização “está trabalhando atualmente nas recomendações sobre regulamentação e marketing de cigarros eletrônicos”.
“Também estamos trabalhando com órgãos nacionais de regulamentação para considerar as opções regulatórias e com especialistas em toxicologia para compreendermos melhor o possível impacto dos cigarros eletrônicos e aparelhos similares sobre a saúde”.
A British Medical Association (Associação Médica Britânica, BMA, na sigla em inglês) pediu que os aparelhos sejam melhor regulamentados na Grã-Bretanha.
A diretora da entidade, Vivienne Nathanson, disse à BBC que há evidências de que crianças que nunca fumaram estão começando a usar cigarros eletrônicos, influenciadas por campanhas de marketing.
“Como os cigarros na década de 50 e 60, realmente precisamos ficar atentos a isso e, eu acredito, proibir (a propaganda) para impedir que sejam anunciados de uma forma que atraia as crianças”, ela acrescentou.
Outro especialista, o professor Martin McKee da London School of Hygiene and Tropical Medicine, disse que seria “prematuro” advogar o uso de cigarros eletrônicos até que sua segurança tenha sido estabelecida. (Fonte: Terra)
Pesquisa apura que brasileiro mantém nível de desperdício de recursos naturais
Na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta quinta-feira (5), pesquisa nacional sobre consumo consciente, feita pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), em parceria com o Instituto Ipsos, revela que o desperdício dos recursos naturais, em especial de água, segue sendo uma atitude comum dos brasileiros. A pesquisa, divulgada na quarta-feira (4) no Rio de Janeiro, ouviu mil entrevistados em 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas. A sondagem é feita todos os anos, desde 2007.
Os pesquisadores observaram que hábitos simples e de uso consciente da água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, continuam quase iguais aos de 2007, com leve piora. Um em cada dez brasileiros (10,3%) não fecha a torneira durante a escovação. No ano passado, esse percentual atingiu 8,8% e, em 2007, era 9%. “Se ele não fecha a torneira quando escova os dentes, por extensão, a brasileira não fecha quando retira a maquiagem, ou o homem quando faz a barba”, observou, em entrevista à Agência Brasil, o economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos.
Para ele, o número não é positivo, porque permanece estagnado em uma realidade em que a necessidade de utilização racional do recurso hídrico se tornou muito presente no noticiário. Nesse cenário, a perspectiva era que houvesse uma melhora no indicador. “Estatisticamente, o fato é que não houve variação significativa”, disse ele.
Travassos destacou que é importante o brasileiro perceber que o desperdício não está só na rua. Está também dentro de casa. Ele chamou a atenção ainda para o fato de os recursos naturais serem limitados, “e boa parte das vezes [seu gasto] incide sobre o bolso das pessoas”.
O economista salientou que ao mesmo tempo em que as questões ambientais se tornaram mais frequentes hoje em dia, “principalmente entre os jovens”, integrando inclusive as grades curriculares, os hábitos culturais dos brasileiros permanecem os mesmos em relação à água, cujo abastecimento é muito importante para estados como São Paulo e Rio de Janeiro e outras localidades.
Destacou também que 25% de brasileiros, ou seja, um em cada quatro, varrem ou lavam a calçada com jato d’água de mangueira. “Isso é preocupante”. Um em cada cinco (20,5%) lavam o carro também com o uso de mangueira. “É outro caso de desperdício em um momento em que o uso racional da água está em evidência”, acrescentou.
Na avaliação de Travassos, isso sinaliza que as campanhas de economia devem dar maior ênfase ao bolso do consumidor: “Porque, quando há a questão do preço, é mais fácil a adesão. Se está estagnada há muitos anos em 10%, a proporção dos brasileiros que não fecham a torneira, para a gente trazer essa parcela para fechar a torneira ou não varrer a rua com jato d’água é necessária uma ação no sentido de reduzir a conta”.
Em relação ao lixo, a pesquisa evidencia que existe uma fração aquém do ideal. Christian Travassos destacou que menos da metade dos brasileiros separa o lixo em casa. “Desde 2007, nunca passamos de 50% na separação do lixo. Ano passado, estávamos com 44% e, este ano, estamos com 48%”. Isso ocorre, segundo o economista, porque quando indagados a respeito do que acontece com o lixo recolhido na rua, 64,6% dos brasileiros asseguram que o lixo é misturado na coleta, sem separação entre o que é material reciclável e lixo orgânico.
“Ele não separa em casa porque acredita que, depois, é tudo misturado. E isso ocorre em um momento em que toda a questão dos resíduos sólidos está em evidência, há necessidade de acabar com os lixões, de ter uma agenda ambiental efetiva, e não apenas no discurso”, e a pesquisa indica a necessidade e importância de se ter coleta seletiva no país, comentou. (Fonte: Agência Brasil)
Mundo está à beira de uma extinção em massa, diz estudo
Espécies de plantas e animais são extintas mil vezes mais rápido do que acontecia antes dos seres humanos existirem. E o problema não acaba por aí. Segundo cientistas, o mundo está à beira de sua sexta extinção em massa.
Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Science. O estudo analisou as taxas de extinção passadas e presentes.
Então, descobriu que a taxa era mais baixa no passado do que o imaginado.
O ritmo de extinção era de uma espécie a cada 10 milhões por ano. Hoje, são de 100 a cada 1000 por ano.
“Estamos à beira da sexta extinção”, disse o biólogo da Universidade de Duke Stuart Pimm, um dos líderes do estudo.
“Se nós vamos conseguir evitar o fenômeno ou não vai depender de nossas ações”.
Segundo os pesquisadores, a combinação de vários fatores fazem as espécies desaparecerem muito mais rápido do que antes. A principal é a perda de habitat.
Isso significa que as espécies não encontram lugar onde viver por causa das alterações feitas pelos humanos no meio ambiente.
Há também outros fatores, como as mudanças climáticas, que interferem nos locais onde as espécies podem sobreviver.
O sagui é um bom exemplo. Seu habitat diminuiu por causa do desenvolvimento do Brasil. Agora, ele está na lista internacional das espécies vulneráveis.
O tubarão branco também costumava ser um dos predadores mais abundantes na Terra. Mas a espécie foi tão caçada que agora são raramente é encontrada.
Até agora, a grande maioria da vida do mundo acabou cinco vezes nas chamadas extinções em massa, muitas vezes associadas com ataques de meteoritos gigantes.
Cerca de 66 milhões de anos atrás, um dessas extinções matou os dinossauros e três em cada quatro espécies na Terra. Cerca de 252 milhões anos atrás, um evento apagou cerca de 90% das espécies do mundo.
Mas os cientistas envolvidos no estudo acreditam que há esperança. O uso de smartphones e aplicativos podem ajudar pessoas comuns e biólogos em busca de espécies em perigo.
Uma vez que os biólogos sabem onde espécies ameaçadas de extinção estão eles podem tentar salvar habitats e usar a reprodução em cativeiro e outras técnicas para salvá-las. (Fonte: Info Online)
Refrigerante zero: amigo ou inimigo da dieta?
Não raro nós ouvimos que um estudo descobriu que um alimento que nós achávamos que fazia bem para a saúde, na verdade, faz mal. O ovo, por exemplo, uma hora é vilão e outra é herói. A bola da vez é o refrigerante diet – ou o rebatizado recentemente refrigerante zero.
Um novo estudo publicado na revista “Obesity”, da Sociedade da Obesidade (EUA), confirma que o consumo de bebidas dietéticas, como o refrigerante zero, pode ajudar as pessoas a perder peso.
Refrigerante zero ajuda a emagrecer ou é um tiro pela culatra?
Então refrigerante zero emagrece?
É o que os estudos mostram. James O. Hill, diretor executivo do Centro Anschutz de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Colorado e coautor do estudo, explica que a descoberta contraria mitos surgidos nos últimos anos que afirmam exatamente o contrário – o aumento de peso. “Na verdade, aqueles que beberam refrigerante zero perderam mais peso e relataram sentir significativamente menos fome do que aqueles que beberam apenas água. Isso reforça que, se você está tentando perder peso, você pode desfrutar de bebidas diet”.
O estudo durou 12 semanas, contou com 303 participantes e é o primeiro ensaio clínico prospectivo e randomizado para comparar diretamente os efeitos de água e bebidas diet na perda de peso dentro de um programa comportamental focado no emagrecimento.
Realizada simultaneamente por pesquisadores da Universidade do Colorado e do Centro de Pesquisa em Obesidade e Educação da Universidade de Temple (EUA), a pesquisa mostra que os indivíduos que consumiram bebidas dietéticas perderam uma média de 6 quilos – 44% a mais do que o grupo de controle, que perdeu uma média de 4 quilos.
5 maneiras pelas quais sua dieta saudável pode estar te deixando cansado
Além disso, 64% dos participantes do grupo das bebidas dietéticas perdeu pelo menos 5% do seu peso corporal, em comparação com apenas 43% do grupo de controle. Foi comprovado que esta redução em 5% do peso corporal melhora significativamente a saúde, incluindo a redução do risco de doença cardíaca, pressão arterial elevada e diabetes do tipo 2. O estudo foi apoiado por uma concessão educacional irrestrita da Associação Americana de Bebidas.
Para John C. Peters, coautor do estudo e diretor de estratégia do Centro Anschutz, há muita desinformação a respeito do refrigerante zero, especialmente na internet. “Esta pesquisa permite que pessoas em dieta sintam-se confiantes de que as bebidas açucaradas de baixa ou nenhuma caloria podem desempenhar um papel importante e útil como parte de uma estratégia eficaz e abrangente perda de peso”.
Refrigerantes diet viciam?
Os participantes do estudo foram aleatoriamente designados para um dos dois grupos: um podia tomar bebidas dietéticas, como refrigerante zero, chás e águas aromatizadas, o outro apenas água. Com a exceção das opções de bebidas, os dois grupos seguiram um programa de dieta e exercício idêntico ao longo do estudo. Ambos os grupos notaram reduções na circunferência da cintura e na pressão arterial.
Porém, além de perder 44% mais peso do que o grupo controle, o grupo que consumia as bebidas dietéticas também relatou sentir significativamente menos fome, mostrou melhorias significativamente maiores nos níveis colesterol “ruim”, e viu uma redução significativa nos níveis de triglicerídeos. [Science Daily]
Antigripal Resfenol é proibido pela Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a distribuição, o comércio e o uso, em todo o país, do medicamento Resfenol, solução oral gotas, fabricado pela empresa Kley Hertz S.A. Indústria e Comércio.
A Anvisa cancelou o registro do medicamento, vendido como antigripal, sob a alegação de que o produto não apresenta estudos clínicos que comprovem sua eficácia.
A empresa fabricante fica responsável pelo recolhimento de todo o estoque existente no mercado.
Também foi suspenso pela Anvisa o Lote 09411231 do antibiótico Cefalexina 500mg comprimido, fabricado pelo Laboratório Teuto Brasileiro e com validade até janeiro de 2016, por apresentar oito comprimidos na embalagem que deveria ter dez.
O Lote 46199 do antiácido Kollangel 100ml suspensão oral (hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio), produzido pela empresa Natulab Laboratório S.A, foi suspenso pela agência por apresentar resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e de contagem do número total de microrganismos mesófilos.
O produto CAMOMILAbaby C (suplemento de vitaminas C e D em cápsulas) também teve suspensas pela Anvisa a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização. O suplemento vitamínico estava sendo fabricado irregularmente pela D.S. Rodrigues Alimentos-ME, que não tem autorização de funcionamento para produção de medicamentos. A venda do produto era feita pela empresa Brascom Home Telemarketing Ltda. A empresa fabricante é responsável pelo recolhimento do produto. http://www.diariodasaude.com.br/
Veja o que muda com a regulamentação da Lei Antifumo
Foi regulamentada a Lei Antifumo, que estabelece ambientes fechados de uso coletivo 100% livres de tabaco.
O objetivo é proteger a população do fumo passivo e contribuir para diminuição do tabagismo entre os brasileiros.
De acordo com a nova regra, está proibido o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos derivados do tabaco em locais de uso coletivo, públicos ou privados, incluindo corredores de condomínios, restaurantes e clubes, mesmo que o ambiente esteja só parcialmente fechado por uma parede, divisória, teto ou até toldo. Os narguilés também estão vetados.
A norma também extingue os fumódromos e acaba com a possibilidade de propaganda comercial de cigarros até mesmo nos pontos de venda, permitindo somente a exposição dos produtos, acompanhada por mensagens sobre os malefícios provocados pelo fumo. A legislação anterior permitia as propagandas no display.
Outra obrigatoriedade prevista é o aumento dos espaços para os avisos sobre os danos causados pelo tabaco, que deverão aparecer em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. A partir de 2016, deverá ser incluído ainda texto de advertência adicional em 30% da parte frontal dos maços dos cigarros.
Veja abaixo as diferenças advindas da regulamentação da Lei Antifumo:
ANTES DA REGULAMENTAÇÃO
DEPOIS DA REGULAMENTAÇÃO
Não havia definição sobre o que poderia ser considerado local coletivo fechado, onde é proibido fumar.
O fumo é proibido em locais fechados de uso coletivo, mesmo que total ou parcialmente fechado em qualquer de seus lados, por uma parede, divisória, teto, toldo ou telhado.
Permitia áreas para fumantes ou fumódromos em ambientes fechados, públicos ou privados.
O fumo, em qualquer circunstância, está proibido em local coletivo fechado, abolindo áreas para fumantes ou fumódromos.
Não estabelecia condições para comercialização.
Os produtos devem ficar expostos no interior do estabelecimento comercial e 20% do mostruário visível ao público devem ser ocupados por mensagens de advertências sobre os males do fumo, a proibição da venda a menores de 18 anos, e a tabela de preços.
Eram permitidas propagandas comerciais de produtos fumígenos no display.
Fica proibida a propaganda comercial de produtos fumígenos em todo o território nacional. Será permitido apenas a exposição dos produtos nos locais de vendas.
Não fazia referência a situações de exceção com relação a cultos religiosos, locais de venda, em tratamentos de saúde, produções artísticas e pesquisa.
O fumo em lugares fechados é permitido em cinco situações, desde que adotadas condições de isolamento, ventilação e exaustão do ar, além de medidas de proteção ao trabalhador exposto:
- Em cultos religiosos caso faça parte do ritual;
- Em tabacarias sinalizadas;
- Em estúdios e locais de filmagem quando necessário à produção da obra;
- Em locais destinados à pesquisa e desenvolvimento de produtos fumígenos;
- Instituições de tratamento de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico que os assista.
Estabelecia que as embalagens deveriam conter advertências, especificando como local uma das laterais dos maços, carteiras ou pacotes.
As embalagens devem ter mensagens de advertência em 100% da face posterior das embalagens e de uma de suas laterais. E a partir de 2016, será incluído texto de advertência adicional sobre os malefícios do fumo em 30% da parte frontal das embalagens.
http://www.diariodasaude.com.br/
Governo proíbe fumo em locais fechados e amplia alerta nos maços
O Ministério da Saúde anunciou no sábado (31), Dia Mundial Sem Tabaco, novas regras de combate ao fumo, que incluem o fim da propaganda de cigarros, a extinção dos fumódromos em ambientes coletivos e a ampliação de mensagens de alerta em maços de cigarro vendidos no país.
A regulamentação da lei antifumo será publicada nesta segunda-feira (2) no “Diário Oficial da União” e as regras passarão a valer em até seis meses.
Segundo o governo, os fumantes não serão fiscalizados. Poderá ser punido somente o estabelecimento que desobedecer as normas. Locais de comércio e restaurantes, por exemplo, deverão orientar os clientes sobre a lei e pedir para que não fumem, podendo chamar a polícia quando alguém se recusar a apagar o cigarro.
A lei antifumo foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2011, após ter sido aprovada no Congresso Nacional, e desde então estava sem regulamentação, que define como e quando deve ser aplicada.
Conforme a lei, fica proibido o fumo em locais coletivos fechados em todo o país, com exceção das tabacarias e dos cultos religiosos.
Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o ponto principal da regulamentação é a definição de quais são os locais onde não poderá haver consumo e venda de tabaco. As regras preveem que as pessoas não poderão fumar em lugares públicos ou privados (acessíveis ao público) que possuam cobertura, teto, parede, divisórias ou toldos. Em varandas de restaurante com toldo, por exemplo, não será permitido o fumo, bem como na área coberta de pontos de ônibus. As normas também valem para narguilés ou qualquer tipo de fumígeno, mas não abrangem cigarros eletrônicos, pois, segundo Chioro, eles não são legais no Brasil.
Propaganda e embalagens – De acordo com as regras, qualquer propaganda de cigarro será proibida. Segundo Chioro, com a proibição de qualquer propaganda, inclusive em “displays” (painéis para anúncios), como ocorre hoje. A única forma de exibição dos maços deverá ser em locais de venda, mas, ainda assim, com 20% do espaço ocupado pela mensagem de alerta.
“É importante deixar claro que toda e qualquer propaganda de tabaco no Brasil, em relação a todos os produtos fumígenos, está proibida. Tudo em termos de propaganda sobre o que é fumável e legal no nosso país está proibido”, disse Chioro.
A partir de agora, 100% da face de trás da embalagem e uma das faces laterais terão que ter imagem e mensagem sobre os problemas relacionados ao fumo. A partir de janeiro de 2016, na parte frontal da embalagem, 30% do espaço será destinado a mensagens de alerta. Atualmente, este tipo de mensagem só é estampada na parte de trás dos maços de cigarro.
Fiscalização e punição – Os estabelecimentos que desrespeitarem as regras poderão receber advertência, multa, ser interditados e ter a autorização de funcionamento cancelada. As multas irão variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão, de acordo com a infração. As vigilâncias sanitárias dos estados serão responsáveis pela fiscalização.
Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, a pessoa que estiver em um restaurante e se incomodar com o fato de alguém fumar deverá, primeiro, pedir ao estabelecimento que tome providências. Caso o responsável pelo restaurante se negue, a orientação é que a pessoa, então, denuncie o caso à Vigilância Sanitária.
Consumo e riscos – Pesquisa divulgada neste sábado pelo Ministério da Saúde diz que 11,3% dos adultos que vivem nas capitais do Brasil fumam. Em 2006, o índice era de 15,7%. Os homens são os que mais fumam, com índice de 14,4%. O percentual entre as mulheres é de 8,6%. Os fumantes passivos têm 30% a mais de chance de ter complicações respiratórias.
No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1,4 milhão de diárias por internação relacionada ao tabagismo, ao custo de R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos. A estimativa do governo é que, neste ano, sejam registrados 16,4 mil novos casos de câncer de pulmão.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou durante entrevista coletiva neste sábado que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes no Brasil por ano. Além disso, está relacionado a 90% dos casos de câncer de pulmão; 85% das mortes por bronquite; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio; 25% das doenças vasculares e 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer.
Entenda os males do cigarro – Segundo especialistas, o cigarro está associado a 26% das mortes por todos os tipos de câncer. No caso de tumores no pulmão, esse índice aumenta para 84%. Além desta doença, o cigarro pode causar alterações na voz, principalmente das mulheres, que podem adquirir uma voz grossa e totalmente diferente por infecção nas cordas vocais.
Em apenas um dia sem fumar, já é possível ter benefícios para a saúde, segundo a cardiologista Jaqueline Issa. É preciso ainda prestar atenção em outros sintomas de problemas na garganta, como dor, dificuldade para engolir ou respirar e sensação de caroço na região.
Segundo os médicos, o cigarro pode também afetar a tireoide, causando hipotireoidismo e levando ao ganho de peso, especialmente na região abdominal. Mulheres fumantes com mais de 50 anos, por exemplo, têm entre três a quatro vezes mais chances de ter hipotireoidismo que a população em geral.
Fora a alteração na voz e a rouquidão, o cigarro pode ainda causar também perda óssea nos dentes. Isso acontece porque a nicotina e outros componentes agridem a gengiva e a raiz dos dentes. (Fonte: G1)
Fusca elétrico criado por engenheiro pode rodar 100 km com apenas R$ 3,50
Os carros elétricos emitem menos gases de efeito estufa do que os convencionais, cujos motores são abastecidos por combustíveis fósseis. Contudo, esses veículos menos poluentes não são para qualquer bolso. Ao pensar nisso, o engenheiro paraguaio Mario Vernazza, de 25 anos, desenvolveu um fusca elétrico com tecnologia acessível a partir da busca de peças simples ao redor do mundo.
Com um investimento de aproximadamente US$ 15 mil em peças e testes, o modelo Fusca 85 do engenheiro se tornou, finalmente, elétrico. A ideia então foi fomentada em produtos já existentes e de baixo custo, comparados com outros carros elétricos. Com 12 baterias de 170 amperes e oito volts, capazes de mover o veículo a 120 km/h, o carregamento completo em uma tomada convencional varia entre oito e dez horas.
14 300x183 Fusca elétrico criado por engenheiro pode rodar 100 km com apenas R$ 3,50Em termos de consumo, do qual um litro de etanol equivale 100 km rodados, Vernazza afirmou ao jornal Gazeta do Povo que sua conta de luz subiu R$ 35 ao percorrer 800 km em um mês. Ou seja, se rodar 100 km, gasta apenas R$ 3,50.
O valor para transformar um carro comum em um modelo elétrico pode parecer elevado, mas o motorista certamente teria economia em longo prazo e ainda colaboraria com a redução da poluição.
* Publicado originalmente no site EcoD.
Como evitar hipertensão arterial durante a gravidez
Durante a gravidez, algumas mulheres ficam vulneráveis à pré-eclâmpsia, hipertensão arterial que pode aparecer geralmente a partir da 20ª semana de gestação.
O problema pode evoluir para a eclâmpsia, quando ocorre um descontrole da pressão arterial, colocando em risco a vida da mãe e a do feto.
De acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, a pré-eclâmpsia é a primeira causa de morte materna no Brasil.
Esther explica que o problema é mais comum durante a primeira gravidez.
"Por isso, as mulheres devem ficar atentas e acompanhar bem o pré-natal, em todas as consultas devem medir a pressão, ficar atenta a algum sintoma de dor de cabeça, a perna muito inchada ao levantar, estrelinhas na vista... Os profissionais de saúde do pré-natal vão orientar a mulher para que ela possa procurar os serviços de saúde caso ela apareça com alguns desses sintomas," explica ela.
Recentemente, cientistas da Noruega anunciaram uma descoberta que poderá se transformar no primeiro exame para detectar a pré-eclâmpsia.
Contudo, antes que este novo exame esteja disponível, e possa fazer parte da rotina do pré-natal, as grávidas devem tomar cuidados preventivos.
Dicas para as grávidas
Além de comparecer a todas as consultas do pré-natal, outra dica é manter bons hábitos alimentares durante a gestação, para evitar não apenas a pré-eclâmpsia, mas também outras complicações que podem surgir durante a gestação.
"A gravidez saudável depende de exercício físico e uma boa alimentação a base de frutas, legumes, proteínas, redução das frituras, das gorduras e do açúcar; usar o sal de forma comedida, lembrando que refrigerante tem sal, que bolacha, inclusive de doce tem sal, tudo que tem conservante tem sal; redução do café e, principalmente, álcool, drogas e cigarro," destaca Esther.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral às gestantes, como acesso ao pré-natal de alto risco, acesso rápido aos resultados, vinculação ao local em que será realizado o parto, além de orientar as mulheres sobre saúde sexual e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.
Agência Saúde
Brasileiro fumante consome 17 cigarros ao dia e 89% lamentam vício
Um estudo internacional feito em 20 países sobre políticas de controle de tabaco, conduzido pelo Canadá e que analisa dados do Brasil, aponta que o brasileiro fumante consome, em média, 17 cigarros por dia e que, se pudesse, não teria começado a fumar.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30). O Instituto Nacional de Câncer, o Inca, foi o responsável pela coleta de dados.
O levantamento foi feito em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre com 1.200 fumantes e 600 não fumantes. Dividida em duas fases, a primeira coleta de informações foi em 2009 e a segunda, entre 2012 e 2013.
De acordo com a pesquisa, 89% dos brasileiros que se declararam fumantes lamentam ter começado a fumar. O índice é o mesmo da Escócia e Austrália. No entanto, o maior percentual é o da Tailândia (96%).
Segundo o estudo, 80% dos brasileiros usuários de cigarro declararam que já tentaram parar de fumar e 54% dos fumantes alegaram ser dependentes do cigarro.
As razões mais comuns para os fumantes pensarem em desistir de fumar são a preocupação com a saúde, dar exemplo aos filhos, preocupação com o efeito da fumaça em não fumantes e as advertências sanitárias encontradas nos maços de cigarro.
Propaganda e políticas públicas – O relatório apontou ainda que, além do cigarro, outros produtos derivados do tabaco utilizados com maior frequência são os cigarros de cravo (13%), charutos (10%) e narguilé/cachimbos d’água (8%).
Os resultados mostram também que as leis aprovadas no Brasil, que proíbem a publicidade de cigarros nos pontos de venda, ainda não são cumpridas. Paralelamente, de acordo com o estudo, cresceu a exibição de cigarros em displays atraentes e iluminados em lojas, restaurantes e outros locais onde são vendidos, sem as advertências de saúde obrigatórias.
Uma alta porcentagem de fumantes (85%) e não fumantes (92%) concordou que o governo deveria fazer mais para combater os danos causados pelo tabagismo, incluindo ações para ajudar quem usa o cigarro a deixar o vício.
Os achados mostram também que os cigarros tornaram-se economicamente menos acessíveis entre 2009 e 2013, com uma redução média anual de 2%, considerando o número de cigarros fumados por dia, o preço pago na compra de cigarros, a renda familiar e o número de adultos na residência do fumante.
Dados Vigitel 2013 – O governo brasileiro havia divulgado em abril dados sobre fumantes no país. Segundo a pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, 11% da população brasileira se declarou fumante em 2013, 1% a menos que o índice Vigitel de 2012.
Além disso, entre 2006 e 2013, caiu em 28% o número de fumantes entre pessoas com idade acima de 18 anos. A redução da taxa foi ainda maior entre aqueles que fumam 20 ou mais cigarros por dia. Em 2006, o percentual era de 4,6% e em 2013, caiu para 3,4%.
Outro dado importante mostra que o consumo de cigarro é maior entre os homens do que entre as mulheres. Enquanto eles correspondem a 14,4%, elas, a 8,6%. (Fonte: G1)
Quase 90% dos brasileiros fumantes lamentam ter consumido primeiro cigarro
A maioria dos brasileiros fumantes (85% – 89%) lamenta ter dado início ao hábito. Os dados fazem parte da Pesquisa Internacional de Tabagismo (ITC, na sigla em inglês), apresentado hoje (30), em razão do Dia Mundial sem Tabaco, lembrado amanhã (31).
A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, é uma das brasileiras que compõem essa estatística. Ela diz que começou a fumar aos 15 anos, por modismo, que se arrepende da decisão e tem medo das consequências.
“Cigarro é minha válvula de escape. Se eu estou estressada ou tenho um problema grave eu fumo e me acalmo. Aos 15 anos, quando comecei, era moda adolescente. Hoje me arrependo de ter começado a fumar, principalmente, por trabalhar na área de saúde. E tenho receio de ter um câncer de pulmão ou algo assim”, lamenta.
De acordo com a pesquisa, 54% dos brasileiros relatam um alto grau de dependência à nicotina.
Os dados mostram que mais de dois terços dos brasileiros fumantes têm uma opinião negativa em relação ao tabagismo e que 80% deles já tentou parar de fumar.
Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos fumantes brasileiros não quer fumar, mas está presa pela dependência e apoia o fortalecimento de ações de combate ao tabagismo.
1018 Quase 90% dos brasileiros fumantes lamentam ter consumido primeiro cigarro
A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, diz que começou a fumar por modismo, aos 15 anos. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar das dificuldades de largar o cigarro, o engenheiro de sistemas Cleto Praia, 63 anos, mostra que é possível parar.
“Comecei a fumar na adolescência parei e voltei a fumar várias vezes. Agora já tem nove anos que não fumo e não sinto vontade. Pode fumar do meu lado que não me incomodo”, disse.
“Depois que parei de fumar, tudo melhorou. Se eu não tivesse parado estaria morto, eu tinha muitos problemas respiratórios, fumava três maços num só dia e agora caminho duas horas por dia”, conta.
O estudo foi coordenado pela Universidade de Waterloo, no Canadá, e desenvolvida em 20 países. No Brasil, foram ouvidas 1.830 pessoas de três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
Edição: Lílian Beraldo
* Publicado originalmente no site Agência Brasil.
Corações e aspirinas
Considerado o documento mais completo da medicina egípcia, o Papiro de Ebers, escrito em 1534 a.C., já descrevia um tônico para controlar os sintomas da malária, preparado com a casca de uma árvore, a salix, conhecida entre nós como salgueiro.
O tônico da salix foi uma panaceia receitada durante séculos para abaixar a febre e aliviar dores nas juntas e em outras partes do corpo. A partir dos anos 200 d.C., por meio do comércio e das expedições militares, seu uso espalhou-se pelo mundo civilizado.
Em 1894, o químico Felix Hoffman, contratado pela alemã Bayer, conseguiu sintetizar o ácido acetilsalicílico, patenteado com o nome de aspirina.
Embora aceito universalmente como antitérmico e anti-inflamatório, seu mecanismo de ação só se tornou conhecido a partir dos anos 1970. Nessa época, foi identificada outra de suas propriedades: a de inibir a agregação das plaquetas. Graças a isso, passou a ser indicado na prevenção de doenças cardiovasculares.
Nos anos 1990, dezenas de ensaios com milhares de pacientes demonstraram que administrar doses baixas de ácido acetilsalicílico, depois de derrames cerebrais ou ataques cardíacos, reduz o risco de um segundo episódio (prevenção secundária).Por analogia, os médicos começaram a receitá-lo para pessoas que nunca tiveram doenças cardiovasculares, para diminuir o risco de desenvolvê-las.
No início deste mês, a agência americana que regula alimentos e medicamentos, a Food and Drug Administration (FDA), emitiu o seguinte parecer a respeito da prevenção primária: “Depois de exame cuidadoso dos grandes estudos, a FDA concluiu que os dados científicos não justificam o emprego de aspirina como medicação preventiva em pessoas que nunca tiveram ataque cardíaco, derrame cerebral ou outros problemas cardiovasculares, uso conhecido como prevenção primária”. E, acrescentou: “O benefício não está estabelecido, mas os riscos – como hemorragias gástricas e cerebrais – são evidentes”.
Para que os termos prevenção primária e prevenção secundária não provoquem confusões, é importante deixar claro que a contraindicação do ácido acetilsalicílico para pessoas saudáveis fica restrita apenas às que nunca apresentaram doenças cardiovasculares. Aquelas que já tiveram infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou obstruções arteriais devem ser mantidas em regimes de doses baixas diárias, para reduzir o risco de recidivas.
Ao lado da prevenção secundária, o ácido acetilsalicílico tem outra indicação importantíssima em cardiologia: quando administrado nas primeiras 24 horas depois de um infarto do miocárdio, reduz pela metade o risco de morte ou de ocorrer um segundo infarto.
Em caso de não haver médico por perto de alguém com dores no peito sugestivas de ataque cardíaco, não hesite: 2 a 3 comprimidos de 100 mg de ácido acetilsalicílico, imediatamente. Só fará mal se a pessoa for alérgica.
* Drauzio Varella é médico oncologista, cientista e escritor brasileiro, formado pela Universidade de São Paulo.
** Publicado originalmente no site Carta Capital.
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