sábado, 8 de março de 2014
Asteroide passará entre a Terra e a Lua
Um asteroide do tamanho de um campo de futebol está prestes a passar bem perto da Terra, mas não deve se chocar ou provocar qualquer dano ao planeta, informou a Nasa nesta quarta-feira.
Chamado de 2014 DX110, o asteroide fará parte de uma classe rara de objetos que chegará mais perto do planeta do que a Lua, e passará colado à Terra por volta das 21h00 GMT (18h00 de Brasília), informou a agência espacial.
“Assim como acontece cerca de 20 vezes por ano, de acordo com os recursos de detecção disponíveis, um conhecido asteroide passará nesta quarta-feira com segurança mais perto da Terra do que a distância entre o planeta e a Lua”, declarou a Nasa em seu site.
Sua distância mínima em relação à Terra será de cerca de 350 mil quilômetros, um pouco mais perto do que a distância lunar média, de 385 mil quilômetros.
Acredita-se que o asteroide tenha 100 metros de diâmetro, ou 30 metros.
A Nasa descobriu o objeto como parte de seus esforços de monitoramento de asteroides, chamado de Near-Earth Object Observations Program. (Fonte: UOL)
Aquecimento global pode submergir 136 patrimônios mundiais, diz estudo
Pesquisadores alemães alertam que, caso emissões de gases de efeito estufa continuem no ritmo atual, um quinto dos monumentos e locais protegidos pela Unesco desapareceriam nos próximos dois mil anos.
O aumento dos níveis dos mares devido ao aquecimento global pode levar, nos próximos dois mil anos, ao desaparecimento de mais de 130 dos cerca de 750 Patrimônios Mundiais da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), alerta um estudo divulgado nesta quarta-feira (05/03).
Segundo o estudo do Instituto de Pesquisa das Consequências Climáticas de Potsdam (PIK) e da Universidade de Innsbruck, patrimônios culturais como a Estátua da Liberdade, a Torre de Londres e o Centro Histórico de Olinda serão submersos caso a temperatura continue aumentando como no século passado e leve a uma elevação de 1,8 metro do nível dos mares.
“Se não limitarmos as mudanças climáticas, no futuro os arqueólogos terão que procurar uma grande parte de nossos patrimônios culturais no mar”, afirma o pesquisador Ben Marzeion, da Universidade de Innsbruck e um dos autores do estudo.
Um aquecimento menor também já é uma ameaça para uma boa parte desses locais. O aumento de apenas 1 grau na temperatura seria suficiente para colocar em risco a existência de 40 dos Patrimônios Mundiais da Unesco.
“A temperatura global média aumentou cerca de 0,8 grau em comparação com a era pré-industrial. Se as emissões de gases do efeito estufa crescerem como ocorreu até o momento, devemos calcular um aquecimento global de até 5 graus no final do século”, aponta o pesquisador do PIK Anders Levermann, coautor do estudo.
A elevação do nível do mar também será responsável por uma diminuição considerável da superfície terrestre. Os pesquisadores acreditam que com um aumento de 3 graus 12 países perderiam mais da metade de seus territórios. A maioria deles está localizada no Sudeste Asiático.
Além disso, outros 36 países perderiam até 10% de sua área terrestre. Esse aquecimento atingiria também 7% da população mundial, afetando principalmente quem vive em China, Índia, Bangladesh, Indonésia e Vietnã.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram, com ajuda de uma simulação no computador, o aumento do nível do mar nos próximos dois mil anos, levando em consideração consequências diferentes para cada região. Um aumento tão grande no volume do oceano, como o esperado, mudará até o campo gravitacional da Terra. Dessa maneira a elevação do nível do mar não será igual em todo o planeta. (Fonte: Terra)
Uso de paracetamol na gravidez pode levar a déficit de atenção e hiperatividade nos filhos
Paracetamol (ou acetaminofeno), encontrado em diversos remédios como Excedrin e Tylenol, fornece alívio para dores de cabeça e dores musculares. Quando usado adequadamente, é considerado na sua maioria inofensivo. Nas últimas décadas, a droga tornou-se o medicamento mais comumente usado por mulheres grávidas para febres e dores.
Agora, um estudo de longo prazo feito pela Universidade da Califórnia em Los Anegeles (EUA), em colaboração com a Universidade de Aarhus, na Dinamarca, tem levantado preocupações sobre o uso do paracetamol durante a gravidez.
O estudo mostrou que tomar a droga durante a gravidez está associado a um risco maior de crianças com transtorno hiperquinético ou hipercinético, uma forma particularmente grave do transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
TDAH, um dos transtornos neurocomportamentais mais comuns em todo o mundo, é caracterizado por desatenção, hiperatividade, aumento da impulsividade e desregulação motivacional e emocional.
“As causas do TDAH e transtorno hipercinético não são bem compreendidas, mas ambos fatores ambientais e genéticos contribuem claramente”, disse Beate Ritz, uma das autores sêniores do estudo. “Sabemos que tem havido um rápido aumento em distúrbios neurológicos, incluindo TDAH, ao longo das últimas décadas, e é provável que o aumento não seja apenas atribuído a melhores diagnósticos ou sensibilização dos pais. É provável que existam componentes ambientais também”.
Por conta disso, os pesquisadores resolveram procurar causas ambientais evitáveis que poderiam desempenhar um papel na doença. Parte da neuropatologia pode já estar presente no momento do nascimento, fazendo com que a exposição durante a gravidez e/ou infância fosse de interesse particular. Como o paracetamol é o medicamento mais comumente usado para dor e febre durante a gravidez, os cientistas focaram nele.
O estudo
Os pesquisadores usaram um estudo nacional dinamarquês sobre gestações que incide especialmente sobre os efeitos colaterais dos medicamentos e infecções. Eles estudaram 64.322 crianças e mães com dados de 1996 a 2002. O uso do paracetamol durante a gravidez foi determinado por meio de entrevistas telefônicas realizadas até três vezes durante a gravidez, e seis meses após o parto.
Os pesquisadores acompanharam os pais até quando seus filhos atingiram a idade de 7 anos, perguntando sobre os problemas comportamentais das crianças através de um questionário padrão que avalia cinco domínios, incluindo sintomas emocionais, problemas de conduta, hiperatividade, relações entre pares e comportamento social.
Além disso, obtiveram diagnósticos de transtorno hipercinético entre as crianças do estudo a partir de registros de hospitais dinamarqueses.
Mais da metade de todas as mães relataram o uso de paracetamol durante a gravidez. Os pesquisadores descobriram que as crianças cujas mães usaram a droga tinham um risco 13 a 37% maior de receber um diagnóstico hospitalar de distúrbio hipercinético, ser tratado com medicamentos de TDAH ou apresentar comportamentos de TDAH aos 7 anos.
Quanto mais tempo o paracetamol foi tomado – ou seja, nos segundo e terceiro trimestres de gravidez -, mais fortes foram as associações. Os riscos foram elevados para 50% ou mais quando as mães tinham usado o analgésico comum por mais de 20 semanas na gravidez.
Conclusão
“Sabe-se a partir de dados obtidos em estudos com animais que o paracetamol é um disruptor hormonal, e exposições hormonais anormais na gravidez podem influenciar o desenvolvimento cerebral do feto”, disse Ritz.
Paracetamol pode atravessar a barreira placentária, por isso é plausível que a droga possa interromper o desenvolvimento do cérebro fetal, interferindo com hormônios maternos ou através de neurotoxicidade, como a indução de estresse oxidativo, que pode causar a morte de neurônios.
“Precisamos de mais pesquisas para verificar estes resultados, mas se eles se mostrarem verdadeiros, então o paracetamol não deve mais ser considerado uma droga segura para o uso durante a gravidez”, disse o Dr. Jørn Olsen, outro autor sênior do estudo. [ScienceDaily]
O seu óleo de cozinha usado pode ser o asfalto do futuro
Você já leu há algum tempo aqui no HypeScience que a era do petróleo parece viver seus últimos 50 anos. Se ele continuar sendo usado da forma como é hoje, que aliás vai muito além de fazer asfalto, esse recurso simplesmente irá acabar. E um indicativo de que esta previsão é correta é o preço dos combustíveis derivados que, como você pode ter reparado com o decorrer dos anos, só aumenta.
Sabendo que esse fato já tem lugar marcado na história que ainda não aconteceu, pesquisadores ao redor do mundo inteiro passaram a praticamente morar dentro de seus laboratórios para encontrar uma alternativa viável, social, prática e financeiramente, para substituir o petróleo à altura. Tanto que já ouvimos falar de coisas como combustível a partir do ar, de nanoárvores e da descoberta de alguns superinsetos que geram biocombustível. Isso tudo só prova que a máxima é verdadeira: quem procura, acha.
Se o petróleo acabar, não serão apenas os combustíveis que precisarão se adaptar. Porque, como já dissemos, a presença do petróleo em nossas vidas é mais forte do que você imagina. Poderíamos citar pelo menos 10 produtos do nosso dia a dia que são feitos com petróleo. Sendo que um deles é o asfalto.
Para resolver esse problema em particular, Haifang Wen, professor assistente de Engenharia Civil na Universidade Estadual de Washington, nos Estados Unidos, parece ter encontrado uma solução brilhante – ele desenvolveu um jeito de usar óleo de cozinha para fazer um novo tipo de asfalto, tão eficiente quanto o que conhecemos hoje.
E ainda pode tornar o processo de construção de estradas muito mais barato. “Em geral, uma estrada de 1 milha (1,61 km) em uma área rural custa pouco menos de 1 milhão de dólares (mais de R$ 2 mi) para ser construída. Com a tecnologia do óleo de cozinha usado, podemos reduzir a cobertura de asfalto para menos de 200 dólares (cerca de R$ 470), tornando a construção muito mais barata”, explica Wen.
Depois de quatro anos trabalhando com um químico e “ajustando a receita”, Wen está confiante de que seu “bioasfalto” é tão bom quanto o asfalto de petróleo, e ainda tem o bônus de ser sustentável. [phys]
Reciclagem de aerossol
Sempre dizemos que não existem materiais não recicláveis e sim não reciclados por falta de viabilidade econômica, conhecimento ou de vontade política.
O artigo, do Engenheiro Químico Marcos Galego Navarro, nos ajuda a conhecer um processo que consta em todas as tabelas de não recicláveis, a reciclagem de aerossóis
Os Aerossóis fornecem um meio prático de armazenar e dispensar uma vasta gama de produtos: pessoais, domésticos, médicos, técnicos e de uso industrial."Os aerossóis não são apenas recicláveis, mas são uma forma amigável ao consumidor de embalagens para produtos especiais."
Depois de firmar-se o Protocolo de Montreal se deixou de usar os CFC’s (clorofluorcarbonos) como gás propelente, contudo, até hoje, há aqueles que não sabem que o aerosol moderno funciona com hidrocarbonetos, Ar, Nitrogênio, acusando-o de empregar CFC’s. Por outro lado a quem afirme que por sua constituição não é possível sua reciclagem. Esta, como a ideia anterior, são estigmas sem fundamento.
Os aerossóis são iguais a outros recipientes é possível reciclá-los em condições adequadas de segurança.
Somente no Brasil, o consumo aproximado deste produto é de 415 milhões de aerossóis, sendo que apenas 1% deste total segue para o seu destino correto que é a reciclagem.
Recuperando aerossóis vazios, podemos prestar uma valiosa contribuição para a reciclagem e fazer assim, como em muitos países. Setenta e cinco por cento (75%) de todas as cidades E.U.A. agora incluem aerossóis vazios pós-consumo nos seus programas de reciclagem, abrangendo 138 milhões de pessoas.
“Sem dúvida nenhuma a industria aerossolista de primeiro mundo se distingue pela não utilização de CFCs como propelente e por reciclar envases vazios e defeituosos”.
Então, como você pode incluir seus aerossóis para reciclagem?
- Esvazie a embalagem. De maneira alguma descarte sem que tenha dispensado todo o seu conteúdo. Nos aerossóis, os conteúdos são hermeticamente embalados, não irão estragar ou evaporar, eles podem ser utilizados e armazenados durante longos períodos de tempo;
- Não fure ou amasse as latas de aerossóis;
- Se houver coleta seletiva em sua cidade, você pode remover as partes plásticas (tampa, atuador), separando o plástico do metal nos recipientes adequados. Se não houver coleta seletiva, mantenha a embalagem junto com outros recicláveis, separado-a dos resíduos orgânicos;
- Mantenha os aerossóis afastados das fontes de ignição.
Embora gases inflamáveis possam ser liberados de dentro da lata, testes mostram que qualquer atmosfera inflamável dissipa muito rapidamente no ar.
Hoje em dia existem vários equipamentos para se fazer à reciclagem de aerossóis. Um deles é um sistema unitário que perfura as latas e captura concentrado e propelentes em um tambor que retém os VOC’s (Volatile Organic Compounds ou Compostos Orgânicos Voláteis) liberando os gases para atmosfera. Requer uma área aberta para evitar qualquer fonte de ignição.
No mercado americano há outros equipamentos mais completos que consistem em máquinas automáticas compactadoras de latas de aerossol, que esvazia o conteúdo e as prensa. É a prova de explosão faz, a perfuração e esvaziamento para captação dos ingredientes, para liberação dos gases na atmosfera. Tendo previamente um sistema de retenção e filtração de partículas. Este equipamento pode processar até 250 latas por hora.
Marcos Galego Navarro é Engenheiro Químico e entusiasta da cultura aerossolista. Pode ser contatado no endereço: mgnavarro@bol.com.br
PET vira tecido
O uso do PET na reciclagem é diverso. Pode-se fazer muita coisa com essa matéria-prima, mas um dos destinos mais comuns é se transformar em fibra de poliéster
PET é o melhor e mais resistente plástico para fabricação de garrafas e embalagens.
Devido às suas características o PET mostrou ser o recipiente ideal para a indústria de bebidas em todo o mundo (as famosas garrafas de refrigerantes).
Porém, com o aumento do consumo, surgiu um grande desafio a ser resolvido: O que fazer com as embalagens já utilizadas e descartadas, que poluem de forma indiscriminada o nosso planeta?
Desde que o conceito de reciclagem surgiu, décadas atrás, a preservação do meio ambiente tornou-se o seu principal objetivo.
Nesse sentido, a coleta e a reciclagem da embalagem PET tem sido incentivada cada vez mais, permitindo o uso da matéria original para a fabricação de diversos produtos. Um dos mais interessantes é produção de fibras de poliéster.
Essas fibras estão sendo largamente utilizadas na indústria têxtil e nas confecções.
Acompanhe um pequeno passo a passo para entender como uma embalagem de garrafa se transforma em tecido:
As garrafas Pet são recolhidas por catadores, e enviadas em fardos para a reciclagem
Depois de passar por um processo de seleção, lavagem, moagem e secagem, o Pet resulta num produto chamado Flake
O Flake é fundido à 300ºC, e filtrado para eliminar resíduos sólidos, pedras e metais
Depois de resfriado com água, o Pet é granulado (chips verdes de garrafas verdes)
Chips naturais de garrafa transparente.
Depois de misturados, os chips passam por um processo de extrusão à 300ºC, transformando-se em pasta. São enviados para uma bomba, passando por microfuros, onde são lubrificados e reunidos em tambores.
Microfuros onde são determinados os títulos (espessura da fibra).
Saindo dos tambores são reunidos e passam por um processo de estiragem.
Processo de estiragem e termofixação.
Depois da termofixação, as fibras saem molhadas, passando em seguida por um secador.
Depois de secas, as fibras passam pelo processo de carda.
As fibras são embaladas em fardos, prontas para suas diversas transformações: fios, enchimentos de travesseiros, tapetes, carpetes para linha automotiva e residencial, etc.
Vírus gigante de 30 mil anos ‘volta à vida’
Um vírus que estava adormecido há 30 mil anos teria ”ganhado vida” novamente, segundo cientistas da Universidade de Aix-Marseille, na França.
Ele foi encontrado na Sibéria, em uma camada profunda de permafrost, o solo encontrado na região do Ártico formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Após ter sido descongelado, o vírus voltou a se tornar contagioso.
Os cientistas afirmam que não há risco de o contágio representar algum perigo para humanos ou animais, mas alertaram para o possível risco para humanos de outros vírus infecciosos que podem ser liberados com o eventual descongelamento do permafrost.
O estudo foi divulgado na publicação especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
”Essa é a primeira vez que vemos um vírus permanecer contagioso após tanto tempo”, disse o professor Jean-Michel Claverie, da Centro Nacional de Pequisa Científica (CNRS, na sgila orginal em francês), da Universidade de Aix-Marseile.
Enterrado – O antigo vírus foi descoberto enterrado a trinta metros do solo congelado.
Chamado Pithovirus sibericum, ele pertence a uma categoria de vírus descoberta há dez anos.
Eles são tão grandes que, diferentemente de outros vírus, podem ser vistos ao microscópio. E este, que mede 1,5 micrômetros de comprimento, é o maior já encontrado.
A última vez que ele infectou um organismo foi há mais de 30 mil anos, mas no laboratório ele foi ‘reativado’.
Os testes mostraram que o vírus ataca amebas, que são organismos monocelulares, mas não infecta humanos ou animais.
”Ele entra na célula, se multiplica e, por fim, mata a célula. Ele é capaz de matar a ameba, mas não infecta uma célula humana”, afirmou Chantal Abergel, co-autora do estudo e também integrante do CNRS.
Mas os pesquisadores acreditam que outros agentes patogênicos mortais possam ter ficado presos no permafrost da Sibéria.
”Estamos estudando isso por meio de sequenciamento do DNA que está presente nessas camadas. Essa é a melhor maneira de descobrir o que existe de perigoso nessas camadas”, afirmou Abergel.
Ameaça – Os pesquisadores dizem dizem que essa região está ameaçada. Desde a década de 70, o permafrost vem perdendo sua espessura e projeções de mudanças climáticas sugerem que ele irá recuar ainda mais.
Como ele vem se tornando mais acessível, o permafrost já está sendo, inclusive, visado como fonte de recursos, devido aos ricos recursos naturais que possui.
Mas o professor Claverie adverte que expor camadas profundads poderá criar novas ameaças de vírus.
”É uma receita para o desastre”, afirmou. Segundo ele, a mineração e a perfuração farão com que as antigas camadas sejam penetradas ”e é daí que vem o perigo”.
Ele disse à BBC que antigas variantes de varíola, que foi erradicada há 30 anos, poderiam se tornar ativas novamente.
”Se for verdade que esses vírus sobrevivem da mesma maneira que vírus da ameba sobrevivem, então a varíola pode não ter sido erradicada do planeta, apenas de sua superfície”, afirmou Claverie.
Mas ainda não está claro se todos os vírus podem se tornar ativos novamente, após terem permanecido congelados por milhares ou mesmo milhões de anos. (Fonte: G1)
Isopor na construção civil
O isopor é formado por pérolas de espuma de EPS com diâmetros que variam de 1 a 8 mm aproximadamente. Todo isopor descartado poderá ser moído e reaproveitado com facilidade.
Usando isopor com cimento, areia e água em proporções e numa sequência específica de mistura, pode-se obter concreto leve para uso na construção civil, desde que não haja exigência de resistência a grandes esforços.
Esse tipo de concreto pode ser usado com boa redução de peso em elementos das edificações. Além do baixo peso, suas qualidades isolantes ampliam sua utilização dando um grande passo a caminho da industrialização de componentes da construção civil.
O fato do EPS praticamente não absorver água e ter um acabamento homogêneo, possibilita o uso do concreto leve em outros elementos arquitetônicos e de paisagismo, abrindo inúmeras possibilidades de uso do concreto com isopor. Hoje a mais comum é na regularização de lajes, que em alguns casos, pela espessura necessária, não poderia ser feito com outro material.
Para quem tem fácil acesso ao isopor descartado, o "concreto leve", além de versátil, é economicamente vantajoso.
Prefeituras que contam com coleta seletiva de lixo podem utilizar o EPS moído na produção de concreto leve para calçadas, quadras esportivas, bancos de jardim, vasos, balaústres, casas pré-fabricadas, enfim, quase tudo que se faz com concreto, exceto estruturas. http://www.setorreciclagem.com.br/
terça-feira, 4 de março de 2014
CAMPANHA DE VACINAÇÃO - O que é o HPV
O que é o HPV ?
HPV ou Papilomavírus humano (Human papillomavirus) é um vírus de transmissão preferencialmente sexual, considerado como a DST (doença sexualmente transmissível) mais freqüente no mundo.
São vírus da família Papilomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente por ação do sistema imunológico. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, dos quais cerca de 45 infectam a área ano-genital masculina e feminina.
Qual sua importância no trato genital ?
A infecção genital ou anal pelos HPV pode causar lesões benignas (condilomas acuminados ou verrugas genitais ou cavalo de crista) tanto em homens quanto mulheres e lesões pré-cancerosas e câncer propriamente dito, principalmente do colo uterino. O grupo de vírus que causa a lesão benigna é diferente do grupo que causa a doença maligna. Estudos desde a década de 80 comprovaram que o HPV é o agente causador do câncer do colo uterino. Mas para a mulher ter este tipo de câncer, além da presença do vírus, necessita de outros fatores (imunológicos, hormonais, dietéticos e ambientais) que irão propiciar o crescimento e a evolução das lesões HPV induzidas.
Qual o percentual de mulheres infectadas ?
É variável, dependendo da região que se estuda. Em média consideramos que 20-50% das mulheres sexualmente ativas estejam infectadas de alguma forma pelo vírus (infecção latente ou produtiva). As infecções latentes (mais freqüentes) são assintomáticas e passam a se manifestar no momento em que há uma diminuição no sistema de defesa (imunológico) do indivíduo. Já a infecção produtiva tem várias formas de manifestação, indo desde pequenas lesões praticamente imperceptíveis (lesões sub-clínicas) até lesões gigantes (Tumor de Buschke-Loewenstein) .
Estudos epidemiológicos estimam que a infecção HPV venha atingir mais de 85% da população nos próximos 10 anos e se nada for feito para modificar esta tendência, todas as pessoas poderão se infectar em alguma fase de suas vidas.
Quais são os tipos de HPV ?
Atualmente existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 45 deles apresentam a capacidade de infectar o trato ano-genital, tanto do homem quanto da mulher. Os diferentes tipos são denominados por números (exemplo HPV 1, HPV 6, etc.), de acordo com sua descoberta e sequenciamento genético. Destes 45, há 2 grupos importantes que denominamos Grupo de Alto Risco Oncogênico, ou seja, estão associados ao câncer genital e o Grupo de Baixo Risco Oncogênico que causam apenas as lesões benignas. Do grupo de alto risco, os HPV 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo uterino. Do grupo de baixo risco, os HPV 6 e 11 são responsáveis por mais de 90% dos caso de condilomas.
Os HPV são facilmente transmitidos ?
A taxa de transmissibilidade depende tanto dos fatores virais quanto do hospedeiro, mas de uma forma geral, o risco de transmissão é de 65% para as lesões verrucosas e 25% para as lesões sub-clínicas. Como nas infecções latentes não há expressão viral, estas infecções não são transmissíveis. Porém, a maioria das infecções são transitórias. Na maioria das vezes, o sistema imune consegue combater de maneira eficiente esta infecção, alcançando a cura, com eliminação completa do vírus, principalmente entre as pessoas mais jovens. A maioria das pessoas infectadas com o HPV desenvolvem anticorpos que poderão ser detectados no organismo, mas nem sempre estes são suficientemente competentes para proteger contra uma nova infecção.
Como os HPV são transmitidos?
A transmissão do HPV se faz por contato direto com a pele ou mucosa infectada. A maioria das vezes (95%) são transmitidos através da relação sexual, mas em 5% das vezes poderá ser através das mãos contaminadas pelo vírus, objetos, toalhas e roupas, desde que haja secreção com vírus vivo em contato com pele ou mucosa não íntegra.
Há alguma diferença na transmissão entre homens e mulheres?
A transmissão da infecção pelo HPV independe do sexo, sendo facilmente transmitidas do homem para a mulher e vice-versa e até mesmo nas relações homossexuais. Entretanto, devido às características genitais diferentes, as manifestações e complicações desta infecção são mais freqüentes nas mulheres.
A transmissão só ocorre na presença de verrugas?
Não. A presença de lesões planas, não visíveis a olho nu também são transmissíveis. Muitas vezes estas lesões são visualizadas apenas por métodos mais sofisticados no consultório médico ou através de exames como colpocitologia oncótica (preventivo ou exame de Papanicolaou) ou biópsias.
Em que locais do corpo são encontrados os HPV?
As lesões clínicas mais comuns ocorrem nas regiões ano-genitais como vulva, vagina, ânus e pênis. Porém, esta infecção pode aparecer em qualquer parte do nosso corpo, bastando ter o contato do vírus com a pele ou mucosa com alguma lesão (não íntegra). Manifestações extra-genitais mais freqüentes são observadas na cavidade oral e trato aéro-digestivo, tanto benignas quanto malignas. Uma lesão particularmente agressiva ocorre em crianças ou adolescentes que foram contaminados no momento do parto, desenvolvendo lesões verrucosas nas cordas vocais e laringe (papilomatose laringéia recorrente), sendo necessário inúmeros tratamentos cirúrgicos.
Como são essas infecções?
As lesões clínicas mais comuns na região genital masculina e feminina são as verrugas genitais ou condilomas acuminados, popularmente conhecidas como "crista de galo" ou “cavalo de crista”. Já as lesões sub-clínicas não apresentam qualquer sintomatologia, podendo progredir para o genital caso não sejam diagnosticadas e tratadas precocemente.
Qual é o risco de desenvolver câncer do colo de útero?
Estudos epidemiológicos têm mostrado que, apesar da infecção pelo papilomavírus ser muito comum ( média de 25% das mulheres brasileiras estão infectadas pelo vírus), somente uma pequena fração (1%) das mulheres infectadas com um tipo de HPV de alto risco oncogênico irá desenvolver o câncer do colo de útero.
Há algum fator que aumenta o risco de desenvolver câncer do colo de útero?
Sim. Fatores que estarão associados à alteração da resposta imune em nosso organismo, tais como múltiplas gestações, uso de contraceptivos orais de alta dose por tempo prolongado, tabagismo, infecção pelo HIV, quimioterapia, radioterapia, tratamento com imunossupressores e outras doenças sexualmente transmitidas (como herpes simples e chlamydia).???
Como se faz o diagnóstico da Infecção HPV?
O diagnóstico depende do tipo de manifestação do vírus. Nos casos de infecção clínica podemos fazer diagnóstico a olho nu, ou seja, as lesões verrucosas são facilmente diagnosticadas, não sendo necessário nenhum outro tipo de exame Nas infecções subclínicas necessitamos de exames complementares como a citologia (exame de Papanicolaou ou Preventivo), histologia (biópsia) ou colposcopia (ampliação das imagens com auxílio de um aparelho especial denominado colposcópio) para o diagnóstico. ??
Nas infecções latentes todos os exames anteriores são normais. O diagnóstico pode ser realizado apenas pelos métodos de hibridização molecular do DNA viral. A positividade deste exame não quer dizer que a mulher irá manifestar a infecção, pois o organismo poderá eliminar o vírus antes mesmo dele se manifestar clinicamente.
Como se previne esta infecção ?
Como a forma mais freqüente de aquisição da infecção é sexual, as medidas de prevenção das DST são as mais importantes, tais como:
Uso do preservativo (camisinha) nas relações sexuais.
Evitar ter muitos parceiros ou parceiras sexuais.
Realizar exame ginecológico periódico (ideal a cada 6 meses).
Realizar o exame de Papanicolaou pelo menos uma vez por ano.
É importante ressaltar que o uso do preservativo, apesar de prevenir a maioria das DST, não impede totalmente a contaminação pelo HPV, pois, freqüentemente as lesões estão presentes em áreas não protegidas pela camisinha (raiz da coxa, perianal, etc).
Qual a perspectiva do uso de uma vacina ?
Uma vez que as infecções pelo HPV nem sempre são corretamente diagnosticadas, existe uma alta frequência de recidiva após tratamento adequado e uma impossibilidade de prevenção em 100% dos casos com uso de preservativo, os pesquisadores começaram a estudar outras possíveis formas de prevenção. A exemplo do que aconteceu com outras infecções virais (sarampo, rubéola, poliomielite, hepatite B) o desenvolvimento de uma vacina contra a infecção HPV se mostrou promissor. Estudos em animais mostraram excelente eficácia. Vários ensaios clínicos tem demonstrado uma eficácia na prevenção das doenças genitais associadas aos HPV 6, 11, 16 e 18, tanto nos estudos da vacina monovalente (anti-HPV 16), bivalente (HPV 16 e 18) e quadrivalente (HPV 6, 11, 16 e 18) que variam de 95-100% para as lesões pré-cancerosas de colo uterino, vulva e vagina e para as lesões verrucosas (condilomas acuminados) em mulheres de 16 a 45 anos.
Estudo em adolescentes (meninos e meninas de 9 a 15 anos) demonstraram uma excelente resposta imunológica com altas concentrações de anticorpos por tempo duradouro, indicando sua provável eficácia também neste grupo.
Estudo em homens de 16 a 26 anos tem completado 3 anos de avaliação e em breve teremos os resultados de sua eficácia na prevenção dos condilomas e lesões pré-cancerosas e câncer da área ano-genital.
Vários centros de pesquisa no mundo estão avaliando a eficácia desta vacina. No Brasil existem também alguns centros e em Santa Catarina, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina desenvolve estas pesquisas desde 2002 (Centro de Pesquisa Clínica “Projeto HPV”).
O que é a vacina contra o HPV?
A vacina anti-HPV é um produto manufaturado pelas técnicas atuais de engenharia genética. Produzida através do gen do HPV que sintetiza a cápsula do vírus em laboratório, a vacina anti-HPV (monovalente, bivalente ou quadrivalente) nada mais é do que a cápsula do vírus sem o conteúdo genético (portanto, incapaz de induzir infecção) que é inoculado no indivíduo para estimular a produção de anticorpos que irão proteger contra a infecção no momento do contato com o vírus.
Como ela funciona?
Estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV. A proteção contra a infecção vai depender da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado, presença destes anticorpos no local da infecção e a sua persistência durante um longo período de tempo.
Como ela é feita? Existe risco de infecção pela vacina?
Não, este risco não existe. No desenvolvimento da vacina conseguiu-se identificar a parte principal do DNA do HPV que o codifica para a fabricação do capsídeo viral (cápsula viral - parte que envolve o genoma do vírus). Depois, usando-se células vivas como um fungo (Sacaromices cerevisiae),insetos ou bactérias obtem-se apenas a “capa” do vírus, que em testes preliminares mostrou induzir fortemente a produção de anticorpos quando administrada em seres humanos. Essa “capa” viral, sem qualquer gen em seu interior, é chamada de partícula semelhante a vírus ( em inglês, vírus like particle – VLP). O passo seguinte foi estabelecer a melhor quantidade de VLP e testá-la em humanos, capaz de prevenir as lesões induzidas pelos diferentes tipos de HPV.
Qual a garantia de proteção após a vacinação?
A produção de anticorpos foi de 100% em mais de 20.000 mulheres testadas. No entanto, a presença dos anticorpos não significa proteção, apesar disso ser quase certo. A grande maioria das muheres que não estavam infectadas pelo HPV (98-100%) tiveram uma proteção contra as lesões causadas pelos vírus contidos na vacina. A duração da imunidade conferida pela vacina ainda não está completamente definida, pois o tempo de estudo até o momento é de 6 anos. Até este momento ela continua com a mesma eficácia. Os estudos continuam para ter esta resposta. As evidências imunológicas são de que provavelmente sua eficácia seja por muitos anos, semelhante à Hepatite B, que após as três doses, continua eficaz por mais de 20 anos.
Onde é possível fazer os exames preventivos do câncer do colo do útero?
Postos de Coleta de exames preventivos ginecológicos do Sistema Único de Saúde (SUS) estão disponíveis em todos os estados da Federação e os exames são gratuitos. Procure o Posto de Saúde mais próximo de sua casa para obter informações onde você poderá realiza-los.
Quais os riscos da infecção por HPV em mulheres grávidas?
A infecção HPV não interfere na formação do feto nem impede o parto vaginal (parto normal). A via de parto (normal ou cesariana) deverá ser determinada pelo médico após a análise individual de cada caso. As mulheres infectadas pelos HPV que causam verrugas genitais (principalmente HPV 6 e 11) apresentam um risco mínimo de transmissão destes vírus para seu bebê que poderá desenvolver estas lesões no trato respiratório (papilomatose respiratória recorrente).
É necessário que o parceiro sexual também faça os exames preventivos?
O fato de ter mantido relação sexual com uma mulher com infecção por papilomavírus não significa que obrigatoriamente ocorrerá transmissão da infecção. A infectividade deste vírus é em média de 65%. Obviamente, a continuidade da exposição irá aumentar progressivamente este risco. De qualquer forma, em caso de dúvida, recomenda-se procurar um médico para um exame mais detalhado.
Que fatores podem acelerar a progressão da infecção HPV para uma lesão tumoral?
A progressão da infecção HPV para lesões pré-cancerosas e câncer está condicionada a fatores relacionados ao vírus (tipo do vírus, quantidade viral, persistência da infecção) e fatores relacionados ao hospedeiro, relacionados principalmente à imunidade (tabagismo, uso de contraceptivos orais de alta concentração hormonal par muitos anos, multiparidade, imunossupressão).
Qual o tratamento para erradicar a infecção HPV ?
A maioria das infecções é assintomática ou inaparente e de caráter transitório. Cerca de 80% das infecções serão eliminadas do organismo num perídodo de 1 ano. Diversas modalidades de tratamento podem ser oferecidas, entretanto, cada caso deve ser avaliado pelo médico responsável que adotará a conduta mais adequada. A verdadeira cura, com eliminação do vírus ocorre na maioria dos casos e está na dependência do nosso sistema imune.http://www.hu.ufsc.br/
sábado, 1 de março de 2014
Teste de ácido nucleico agora é obrigatório em todos os bancos de sangue
Passou a ser obrigatória a realização do Teste de Ácido Nucleico (NAT) em todas as bolsas de sangue coletadas pelos bancos de sangue públicos e privados do país.
O kit NAT já era oferecido em 100% dos bancos públicos brasileiros e agiliza a identificação dos vírus HIV e da hepatite C no sangue de doadores.
O exame reduz em média de 35 para 12 dias a janela imunológica - tempo em que o vírus permanece indetectável - no caso da hepatite C e de 22 dias para dez dias, no caso do HIV.
Para o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), Dimas Tadeu Covas, é importante que os órgãos responsáveis garantam a aplicação do teste em todo sangue a ser usado em transfusões.
"Agora a Vigilância Sanitária, por meio dos órgãos municipais, deve observar essa necessidade. Não seria admissível haver sangue com e sangue sem NAT, após essa portaria. Quem não respeitar a normativa estará fora da lei", disse o médico.
O próximo passo é que o NAT passe a incluir também o vírus HBV, da hepatite B, doença transmissível por relações sexuais, contato com sangue e materiais cortantes infectados.
A estimativa é de que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo tenham hepatite B e 300 milhões apresentem infecção crônica por este vírus, sendo 600 mil o número das mortes decorrentes direta ou indiretamente desta infecção. No Brasil, a estimativa é de que cerca de 800 mil pessoas tenham o vírus tipo B. http://www.diariodasaude.com.br/
Anvisa proíbe venda de quatro suplementos alimentares para atletas
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a distribuição e a venda, em todo o território nacional, de quatro suplementos alimentares para atletas.
O primeiro deles, Alimento para Atletas da marca ISOFAST-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por apresentar BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e por não se enquadrar em nenhuma das classificações previstas pela agência.
Já o Suplemento de Cafeína para atletas, marca ALERT 8-HOUR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Macroex Comercial Importadora e Exportadora Ltda, foi suspenso por conter taurina em sua composição.
O produto Carnivor, fabricado por MuscleMeds e distribuído por Nutrition Import Comércio Atacadista de Suplemento Ltda, foi suspenso por apresentar teores de vitamina B12 e B6 acima da ingestão diária recomendada e por apresentar as substâncias glutamina alfa-cetoglutarato (GKC), ornitina alfa-cetoglutarato (OKG), alfa-cetoisocaproato (KIC), que não foram avaliadas quanto à segurança de consumo como alimentos.
Por fim, o produto Probolic-SR-MHP, fabricado por Maximum Human Performance Inc. e importado por Commar Comércio Internacional Ltda, foi suspenso por não haver comprovação de segurança de uso.
Paula Laboissière - Agência Brasil
Conheça cinco alimentos que escondem açúcar
Todos sabem que a ingestão excessiva de açúcar é extremamente prejudicial para a saúde - e pode até emburrecer.
Porém, o que não são tantos os que sabem é que alimentos geralmente vendidos como saudáveis podem conter altas doses de açúcar.
O consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer - mais de 60% dos brasileiros consomem açúcar acima do recomendado.
Para ajudar a evitar o excesso de doce, a ONG Action on Sugar elaborou uma lista de alimentos que "escondem" grandes quantidades de açúcar.
O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade da substância em seus produtos.
1 - Alimentos com 0% de gordura
Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter até 20 gramas de açúcar - o equivalente a cinco colheres de chá.
Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
"O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura", afirma a nutricionista Sarah Schenker.
"Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente", acrescenta Schenker.
2 - Polpa de tomate
Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida.
Uma lata de 150 gramas dessas polpas, por exemplo, pode ter até 40 gramas de açúcar, valor equivalente a nove colheres de chá.
3 - Maionese
Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar.
Uma colher de maionese pode conter até quatro gramas de açúcar.
"Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar", afirma Schenker.
4 - Pão
O pão é um dos alimentos que mais "escondem" açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
"Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar", lembra Schenker.
5 - Água
Até a água? Pois é, nem sempre a "água mineral" que você compra em garrafinhas é água pura.
Isso depende do tipo do produto: alguns tipos de "águas vitaminadas" têm adição de açúcar.
Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá.
Com informações da BBC
Substância do alho destrói bactérias resistentes a antibióticos
Ajoena
Cientistas encontraram no alho uma substância capaz de exterminar algumas das mais perigosas cepas de bactérias que desenvolvem resistência aos antibióticos.
"Há um potente composto químico no alho que neutraliza as bactérias resistentes paralisando seu sistema de comunicação," conta o Dr. Tim Holm Jakobsen, da Universidade de Copenhague (Dinamarca).
"A ajoena, a substância presente no alho, evita que as bactérias segreguem a toxina ramnolipídeo, que destrói os glóbulos brancos do sangue no corpo," explica Jakobsen.
Quando as bactérias se agregam, formando o que é conhecido como biofilme, elas se tornam resistentes aos antibióticos.
Pesquisadores de todo o mundo têm dedicado especial atenção à bactéria Pseudomonas aeruginosa, que provoca infecções em pacientes com úlceras, por exemplo, ou nos pulmões de pacientes que sofrem de fibrose cística.
A nova substância extraída do alho entra no biofilme - que é uma enorme e densa colônia de bactérias - e destrói seu sistema de comunicação, permitindo a ação dos antibióticos convencionais.
"A ajoena reforça e melhora o tratamento com os antibióticos convencionais. Nós demonstramos claramente isso em biofilmes cultivados em laboratório e em ensaios envolvendo cobaias. Quando injetamos antibióticos no biofilme, eles têm muito pouco efeito, e a ajoena sozinha faz pouca diferença. É apenas quando os dois são combinados que algo significativo acontece," explica Jakobsen.
O tratamento combinado de antibiótico com ajoena matou mais de 90% das bactérias resistentes nos biofilmes.
A expectativa agora é que a indústria farmacêutica possa dar apoio à pesquisa para extração da ajoena ou sua fabricação sintética - isso porque são necessários pelo menos 50 dentes de alho para extrair a ajoena necessária para fazer uma dose do tratamento.
"A natureza é um excelente ponto de partida para o desenvolvimento de medicamentos - dois terços de todos os novos fármacos são à base de substâncias naturais," concluiu Jakobsen.
Redação do Diário da Saúde
O que influencia o desmatamento na Amazônia?
Todo fim de ano, lá por outubro ou novembro, o ritual se repete. Os ambientalistas, o governo e os ruralistas se entrincheiram, a mídia se aguça e, finalmente, ocorre o grande evento: o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) lança os números oficiais do desmatamento na Amazônia para o período de julho do ano anterior a junho daquele ano .
O que se segue à divulgação é um roteiro sem muita originalidade, embora mantenha lugar de destaque na agenda amazônica. Se os números forem positivos (isto é, se apresentarem tendência de queda do desmatamento) logo surgem grupos clamando por crédito: governos das diferentes esferas, entidades não-governamentais, agências de cooperação internacional e daí por diante. Se os números tiverem tendência inversa, de alta do desmatamento, o roteiro transforma-se facilmente em troca-troca de acusações sobre o porquê do ocorrido, e de proposições – muitas delas bonitas, porém sem bases de realidade – sobre o que deve ser feito e por quem.
A precisa atribuição das tendências de alta e baixa do desmatamento é tarefa complexa, que demanda pesquisa multidisciplinar. E não é necessariamente uma pesquisa exata – ela possui margens de subjetividade e é sujeita a interpretações de acordo com interesses individuais. É preciso considerar que influenciam no desmatamento fatores como o nível de aquecimento da economia nacional e internacional, a capacidade e a vontade de aplicação das leis por parte dos governos, as ações de responsabilidade corporativa – práticas ou puramente marqueteiras -, o estabelecimento de alianças ou explosões de conflitos por terra, o desenvolvimento de projetos de infraestrutura, entre outros fatores.
O aumento do desmatamento em 2013
Feita a observação de que a análise do desmatamento precisa ser cuidadosa, em novembro de 2013, os números do Inpe revelaram uma ruptura na tendência de queda do desmatamento, que já durava praticamente oito anos. O aumento do desmatamento foi de 28% em relação ao período anterior, com um total de 5.843 km2 de florestas cortadas. Apesar de se mostrar em alta, esse índice representa ainda o segundo menor índice já registrado desde o início das medições, em 1988/89. Um vilão do período mais recente, para alguns municípios, foram as grandes e médias propriedades, dado que o aumento de aberturas de floresta se deu principalmente em polígonos com 25 hectares ou mais. Como comparação, as propriedades da agricultura familiar abrem em média áreas de dois hectares ao ano para suas roças, com uma contribuição histórica relativamente estável, um pouco abaixo dos 6 mil km2/ano.
Outro vilão certo foram as grandes obras de infraestrutura promovidas pelo governo federal e pela iniciativa privada. Belo Monte certamente é um deles – Altamira aparece lá em cima, na lista de maiores desmatadores – porém, a usina não está sozinha: portos graneleiros em Itaituba, no médio Tapajós, somados às obras de asfaltamento e à previsão de novas hidrelétricas já aquecem a especulação de terra na região, resultando em taxas altas já há alguns anos e, mais marcadamente, no último período de medição.
Um suspeito ainda não condenado é o Novo Código Florestal. Há aqueles que o acusam de ser o grande bandido do período, especialmente pela anistia dada aos desmatadores pré-2008, que sinalizaria que novas infrações à lei também seriam passíveis de futuras anistias. A ver.
Por que o desmatamento estava em queda antes de 2013? E o que vem em 2014?
A importante queda do desmatamento registrada desde 2004 tem origem numa combinação dos seguintes fatores: i. vontade política em resposta às pressões internas e externas e associadas às ambições do país no cenário internacional, resultando em ii. aprimoramento e aplicação de ferramentas de monitoramento e controle (notadamente o Cadastro Ambiental Rural – CAR), com base em experiências piloto de sucesso, iii. campanhas de difamação públicas de empresas, por causa de irresponsabilidades cometidas ao longo de cadeias de produção relacionadas à atividades rurais (soja e carne, principalmente), iv. co-responsabilização criminal de empresas que compram produtos com origem em áreas ilegalmente desmatadas, v. estabelecimento de sanções econômicas (restrição ao crédito rural e à venda de produtos) aplicadas a propriedades e municípios inteiros.
Nessa lista, o que dá para notar é a ausência de incentivos positivos. Ou seja, que retorno econômico o produtor – que ao fim e ao cabo é quem toma a decisão de abrir uma nova área – recebe quando mantém uma floresta em pé? A pergunta é relevante porque no campo, assim como na cidade, o dinheiro se impõe. Incentivos para quem conserva estão previstos no Artigo 41 do novo Código Florestal, que ainda aguarda regulamentação. A ausência desses incentivos pode ter contribuído para o recente aumento do desmatamento, porém, esse fato sozinho não explica toda a equação. Os próprios fatores que levaram ao anterior decréscimo do desmate precisam ainda ser consolidados: a capacidades de atribuição do desmatamento e consequentes sanções sobre os responsáveis, embora tenham apresentado desenvolvimento notável, são ainda incipientes no Brasil e precisam ser fortalecidos urgentemente.
Para completar o quadro, estamos em ano eleitoral, o que o torna particularmente interessante no que se refere a esse roteiro. A temática ambiental vem se aprofundando na agenda brasileira e o desmatamento na Amazônia ganha as primeiras páginas de jornais. Sabendo disso, a quem um novo e maior aumento das taxas beneficiaria nesse ano eleitoral? Quais as concessões que os políticos dos estados da Amazônia Legal estariam dispostos a fazer a aliados detentores de terras em troca de apoio político, nesse mesmo ano eleitoral? São novos fatores para engrossar ainda mais esse caldo. 2014 promete…
Autor: Marcio Sztutman* - Fonte: Mercado Ético
WWF convida brasileiros para a Hora do Planeta 2014
Pelo sexto ano consecutivo, a organização ambientalista WWF-Brasil promove a campanha “Hora do Planeta”. Desta vez, as luzes vão se apagar entre 20h30 e 21h30 no dia 29 de março.
Com o slogan “Use seu poder para salvar o planeta”, o movimento aposta no poder de cada um para a mudança, seja o cidadão brasileiro ou o Homem-Aranha, primeiro embaixador global do movimento. Paralelamente, a Rede WWF promove a Hora do Planeta: Desafio das Cidades, que irá premiar iniciativas rumo ao desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG) são finalistas do desafio.
“Como maior ato simbólico mundial contra o aquecimento global, a Hora do Planeta abre espaço para a reflexão da postura de cidades, empresas e cidadãos. Com o Desafio das Cidades vamos além da hora, com o objetivo de estimular a criação e disseminação de melhores práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas por meio de planos ambiciosos, inspiradores e factíveis para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono”, afirma a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, lembrando que na edição de 2013 mais de sete mil em 153 países apagaram as suas luzes por sessenta minutos.
No Brasil, Belo Horizonte foi a primeira cidade a aderir à Hora do Planeta. Também já aderiram à campanha municípios como Macapá (AP), Campinas (SP), Erechim (RS) e Joinville (SC). No total, já são quinze cidades brasileiras confirmadas no movimento global. Em 2013, a Hora do Planeta contabilizou 113 cidades no Brasil, que juntas apagaram mais de 627 ícones (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos).
As cidades brasileiras interessadas em participar devem solicitar o Termo de Adesão Hora do Planeta 2014 que oficializa a participação. Já empresas, organizações e pessoas podem se cadastrar online e acessar peças como banners, imagens de capa para mídias sociais, entre outros. As redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) também são canais oficiais de comunicação da campanha.
Fonte: Ciclovivo
Renováveis podem sofrer com falta de matérias-primas
Relatório afirma que a escassez de alguns materiais usados na fabricação de infraestrutura de fontes alternativas pode prejudicar o setor, mas indica que economia, reciclagem e substituição são a solução
Há alguns materiais que são utilizados largamente pela indústria de energias renováveis para a fabricação de sua infraestrutura, mas que também dividem sua função servindo de matéria-prima para celulares, TVs de tela plana, computadores e baterias. E segundo um novo estudo do WWF e da Ecofys, a extensa utilização desses materiais pode levar à sua escassez, tornando mais difícil a produção de equipamentos para o setor renovável.
O relatório Critical Materials for the transition to a 100% sustainable energy future (algo como Materiais Essenciais para a transição para um futuro com energia 100% sustentável) afirma que a crescente demanda das chamadas terras-raras – grupo de 17 elementos químicos utilizados sobretudo em equipamentos eletrônicos – pode fazer surgirem lacunas no suprimento desses materiais.
Por isso, o documento ressalta a importância da economia, reciclagem e substituição dessas matérias-primas, alegando que, assim, será possível abastecer o mundo com energias renováveis, superando os obstáculos das mudanças climáticas e possibilitando um futuro sem combustíveis fósseis e em que o aquecimento global possa ser limitado em 1,5ºC.
“A conservação de energia e eficiência energética, assim como uma melhoria substantiva na reciclagem e reuso de materiais chave, são as condições básicas exigidas para garantir que o mundo tenha uma oferta abundante desses minerais”, observou Samantha Smith, líder da Iniciativa Global de Clima e Energia do WWF.
O texto cita que os materiais que correm maior risco de escassez são o lítio e o cobalto, que são usados para baterias de veículos elétricos, mas afirma que essa falha na oferta pode ser aliviada com a reciclagem do lítio, a substituição dele em outros setores e a redução no uso de cátodos intensos em cobalto.
Já outros materiais, como o índio, o gálio e o telúrio, usados na indústria solar fotovoltaica, não devem sofrer tanto com a escassez, já que podem ser substituídos por tecnologias que utilizam matérias-primas mais abundantes, como o silício.
O cobre também é um material que deve sofrer com a escassez, uma vez que é usado para redes de distribuição de eletricidade, transformadores e motores, e cada vez mais para aparelhos com alta eficiência. Mas reciclá-lo a partir de infraestruturas antigas e explorar as possibilidades de sua substituição– pelo plástico, no caso das telecomunicações, e pelo alumínio, em infraestrutura elétrica – pode evitar a falta do material no mercado.
Outro problema apontado é que o desafio não é apenas da escassez dos materiais, mas também da localização destes no mundo. A China, por exemplo, detém 90% das reservas globais de terras-raras, e suas decisões de mercado podem afetar toda a disponibilidade mundial dessas matérias-primas. Por isso, eliminar as restrições geopolíticas pode ser difícil, mas é possível e necessário. O documento também enfatiza a necessidade de se encontrar novas fontes desses materiais.
Kornelis Blok, diretor de ciência da Ecofys e responsável pela pesquisa para o relatório, acredita que lacunas na oferta dessas matérias-primas provavelmente ocorrerão, mas que, com as tecnologias certas, isso pode ser evitado na maior parte das vezes.
“O relatório oferece um guia importante para fornecedores de tecnologia e sistemas. Isso pode ajudá-los a fazer as escolhas certas para tornarem seus produtos à prova [das dificuldades] do futuro”, comentou ele.
O documento também sugere que os governos criem fortes incentivos e regulamentações para melhorar a reciclagem e o reuso desses materiais.
“Uma nova legislação política é necessária em todas as principais economias para promover a reciclagem de materiais e levar a um desenvolvimento tecnológico substancial para garantir que os materiais essenciais exigidos para fazer as tecnologias de energias renováveis continuem disponíveis”, declarou Stephan Singer, diretor de Políticas Energéticas Globais do WWF.
“Em paralelo, pesquisa e desenvolvimento devem ser promovidos para novos materiais e para melhorar a sua eficiência”, concluiu ele. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/
“Encontros e Caminhos” propõe educação ambiental transformadora
“A educação tem que incluir duas novas dimensões: a do cuidado e da responsabilidade”, instigou frei Leonardo Boff, um dos autores do terceiro volume da publicação colaborativa “Encontros e Caminhos”, coletânea de artigos sobre temas socioambientais lançada nesta terça-feira (25), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O livro traz vários artigos e experiências de um grupo renomado de educadores.
Boff discorreu sobre os atuais desafios e problemas enfrentados pelo planeta. Citando “eventos extremos”, como o aquecimento global e a devastação da biodiversidade, defendeu que a educação ambiental é uma das portas de entrada mais importante para o tema ecológico e para uma transformação social. “O destino comum nos conclama a um novo começo e isso requer uma nova mente, um novo coração e uma nova visão das coisas”, afirmou, chamando a atenção para a responsabilidade coletiva e um novo modo de vida realmente sustentável.
Revolução - A socióloga e militante feminista Moema Viezzer também corroborou que o homem precisa se colocar como parte da natureza e trabalhar em prol de um mundo mais igualitário. “A grande revolução da educação é quando todos nós nos consideramos aprendizes e educadores”, disse. Em seu artigo, que também faz parte do livro, aborda as relações de gênero associadas à educação socioambiental.
A roda de conversa do lançamento do livro também contou com a participação do psicólogo Ricardo Burg, que escreveu sobre a questão indígena, do ambientalista Franklin de Paula Júnior, que falou sobre governança hídrica, e da gerente da Divisão de Educação Ambiental na Itaipu Binacional Silvana Vitorassi que mostrou o programa de educação ambiental da empresa.
A publicação é fruto da parceria do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), composto pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Educação, com o apoio da Itaipu Binacional. Na ocasião, o diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Nilo Diniz, também lançou a quarta edição do livro do Programa Nacional de Educação Ambiental, formada por marcos legais e normativos. Em breve, os livros estarão disponíveis no site do MMA. (Fonte: MMA)
Pesquisadores brasileiros desenvolvem modelo sobre a origem da água na Terra
Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá, em colaboração com colegas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto de Astrobiologia da agência espacial norte-americana (Nasa), desenvolveram um modelo mais preciso para determinar a origem da água e da vida na Terra.
Realizado no âmbito do projeto de pesquisa “Dinâmica orbital de pequenos objetos”, apoiado pela FAPESP, o modelo foi descrito em um artigo publicado no The Astrophysical Journal, da Sociedade Americana de Astronomia, e apresentado nesta segunda-feira (24) no UK-Brazil-Chile Frontiers of Science.
Organizado pela Royal Society, do Reino Unido, em conjunto com a FAPESP e as Academias Brasileira e Chilena de Ciências, o evento ocorre até quarta-feira (26) em uma propriedade da Royal Society em Chicheley, vilarejo do condado de Buckinghamshire, no sul da Inglaterra. E tem como objetivo fomentar a colaboração científica e interdisciplinar entre jovens pesquisadores brasileiros, chilenos e do Reino Unido em áreas de fronteira do conhecimento.
“Desenvolvemos um modelo em que analisamos todas as possíveis fontes espaciais de água e estipulamos qual seria a provável contribuição de cada uma delas na quantidade total de água existente hoje na Terra”, disse à Agência FAPESP Othon Cabo Winter, pesquisador do Grupo de Dinâmica Orbital & Planetologia da Unesp de Guaratinguetá e coordenador do estudo.
De acordo com Winter, até recentemente se acreditava que os cometas, ao colidir com a Terra durante a formação do Sistema Solar, haviam trazido a maior parte da água existente hoje no planeta.
Simulações computacionais da quantidade de água que esses objetos celestes compostos de gelo podem ter fornecido para a Terra – baseadas em medições da quantidade de deutério (o hidrogênio mais pesado) da água deles – revelaram, no entanto, que os cometas não foram as maiores fontes. E que eles não poderiam ter contribuído com uma fração tão significativa de água para o planeta como se estimava, explicou Winter.
“Pelas simulações, a contribuição dos cometas no fornecimento de água para a Terra seria de, no máximo, 30%”, disse o pesquisador. “Mais do que isso é pouco provável”, afirmou Winter.
No início dos anos 2000, segundo o pesquisador, foram publicados estudos internacionais que sugeriram que, além dos cometas, outros objetos planetesimais (que deram origem aos planetas), como asteroides carbonáceos – o tipo mais abundante de asteroides no Sistema Solar –, também poderiam ter água e fornecê-la para a Terra por meio da interação com planetas e embriões planetários durante a formação do Sistema Solar.
A hipótese foi confirmada nos últimos anos por observações de asteroides feitas a partir da Terra e de meteoritos (pedaços de asteroides) que entraram na atmosfera terrestre.
Outras possíveis fontes de água da Terra, também propostas nos últimos anos, são grãos de silicato (poeira) da nebulosa solar (nuvem de gás e poeira do cosmos relacionada diretamente com a origem do Sistema Solar), que encapsularam moléculas de água durante o estágio inicial de formação do Sistema Solar.
Essa “nova” fonte, no entanto, ainda não tinha sido validada e incluída nos modelos de distribuição de água por meio de corpos celestes primordiais, como os asteroides e os cometas.
“Incluímos esses grãos de silicato da nebulosa solar, com os cometas e asteroides, no modelo que desenvolvemos e avaliamos qual a contribuição de cada uma dessas fontes para a quantidade de água que chegou à Terra”, detalhou Winter.
Simulações computacionais – Segundo Winter, a água de cada uma dessas possíveis fontes para a Terra possui uma quantidade diferente de deutério – que pode ser utilizado como um indicador de origem da água.
O pesquisador e seus colaboradores conseguiram estimar a contribuição de cada um desses objetos celestes com base nesse “certificado de origem” da água encontrada na Terra, por meio de simulações computacionais. Além disso, conseguiram determinar qual o volume de água que cada uma dessas fontes forneceu e em que momento fizeram isso durante a formação do planeta terrestre, uma vez que a contribuição de cada uma delas foi feita em períodos diferentes.
“A maior parte veio dos asteroides, que deram uma contribuição de mais de 50%. Uma pequena parcela veio da nebulosa solar, com 20% de participação, e os 30% restantes dos cometas”, detalhou Winter.
Os resultados das simulações feitas pelos pesquisadores também indicaram que grandes planetas, com grandes quantidades de água, como a Terra, podem ter sido formados entre 0,5 e 1,5 unidade astronômica – entre 75 milhões e 225 milhões de quilômetros de distância do Sol.
“Essa faixa de distância do Sol, que nós chamamos de ‘zona habitável’, permite ter água no estado líquido”, disse Winter. “Fora dessa região é muito frio e a água ficaria congelada. Já mais próximo do Sol é muito quente e a água seria vaporizada”, explicou.
As simulações também sugeriram que o modelo desenvolvido parece mais eficiente para determinar a quantidade e o momento da entrega de água para a Terra por esses corpos planetários do que modelos que indicam que a água foi transferida meramente por meio de meras colisões entre corpos celestes em início de formação (protoplanetários), afirmou Winter.
“As informações parciais da possível contribuição de cada uma dessas fontes já existiam. Mas, até então, não tinham sido reunidas em um único modelo e não havia sido determinado quando e quanto contribuíram para a formação da massa de água na Terra”, disse.
Importância de corpos menores – Winter destacou em sua palestra na Inglaterra a importância da exploração de corpos menores, como asteroides e cometas, pelas missões espaciais. A última missão espacial para a exploração de asteroides, realizada pela agência espacial japonesa (Jaxa, na sigla em inglês) com a sonda Hayabusa para tirar amostras do asteroide Itokawa, resultou em diversos artigos em revistas como a Science e a Nature.
O país oriental planeja lançar este ano a sonda espacial Hayabusa-2, para extrair amostras do subsolo do asteroide “1999JU3” em 2018 e trazê-las para a Terra em 2020.
Por sua vez a agência espacial europeia (ESA) mantém no espaço a sonda Rosetta, que deve ser o primeiro objeto a pousar em um cometa, o 67P/Churyumov-Gerasimenko. E a Nasa também pretende realizar uma missão para captura de asteroide próximo da Terra.
Já o Brasil pretende desenvolver e lançar em 2017 a sonda espacial Áster, para orbitar em 2019 um asteroide triplo, o 2001-SN263, formado por um objeto central, com 2,8 quilômetros de diâmetro, e outros dois menores com 1,1 quilômetro e 400 metros de diâmetro.
“Nunca foi realizada uma missão para um sistema de asteroides desse tipo”, disse Winter. “Todas as missões foram feitas para observar um único asteroide”, afirmou.
Ao explorar asteroides e cometas, em missões como essas, é possível explicar melhor as condições de formação da Terra e a aparição da vida no planeta, explicou o pesquisador.
“Como são corpos celestes primordiais, os cometas e os asteroidespreservam informações sobre como era o Sistema Solar durante seu estágio de formação”, disse Winter.
Um dos desafios para disponibilizar esses preciosos materiais geológicos para estudos científicos, contudo, é não apenas coletar, mas realizar uma curadoria cuidadosa das amostras, assegurando a gravação e o arquivamento de diversas informações relacionados a cada uma das espécimes, tais como as circunstâncias nas quais foram coletadas e os resultados de análises, destacou Caroline Smith, curadora da coleção de meteoritos do Museu de História Natural de Londres, na palestra que proferiu após Winter.
De acordo com Smith, os meteoritos começaram a ser estudados cientificamente no final do século XVIII por cientistas como o físico alemão Ernest Chladni (1756-1827).
O Museu Britânico começou a sua coleção de meteoritos 50 anos após ser fundado, em 1753, contou Smith.
Desde então, com as amostras colhidas por missões realizadas por agências espaciais de diversos países, as coleções de instituições, como a do Museu de História Natural de Londres, têm se expandido muito rapidamente.
“Em 1961 havia, aproximadamente, 2.100 meteoritos conhecidos, dos quais 40% possuíam o registro do momento e do lugar onde caíram”, disse Smith. “Em contrapartida, hoje, há 48 mil meteoritos conhecidos e apenas 2,4% têm o registro da queda”, contou Smith.
O número cada vez maior de amostras de meteoritos coletadas e os estudos científicos realizados a partir deles têm imposto grandes desafios às equipes de curadoria desses objetos dos museus, avaliou a pesquisadora.
“Alguns dos nossos atuais dilemas é manter o acesso à coleção e, ao mesmo tempo, preservar os meteoritos para as futuras gerações”, afirmou. (Fonte: Agência FAPESP)
Ratos gigantes dominariam a Terra após extinção provocada pelo homem
Se a Terra passasse por um novo processo de extinção em massa, como o que culminou com o fim dos dinossauros há 65 milhões de anos, um animal seria, segundo pesquisador da Universidade de Leicester, no Reino Unido, o mais apto a manter-se vivo em condições inóspitas.
Esse animal é o rato, e os cientistas dizem que a espécie mudaria e, com tempo, tornaria-se bem maior do que é hoje. Esses mega-ratos poderiam chegar a ter o tamanho de uma capivara, por exemplo, e até de uma vaca.
Na história do planeta, em ao menos cinco vezes ocorreram processos de extinção em massa, sendo o mais recente o que dizimou dinossauros. Nesse cenário, mamíferos aproveitaram o novo espaço disponível e o ecossistema favorável e popularam o planeta.
Dessa forma, o pesquisador britânico acredita que um novo processo desses deva acontecer na Terra daqui a um intervalo entre 3 e 10 bilhões de anos, graças à destruição ambiental feita pelo homem.
A extinção de diversas espécies de animais, dizem eles, é um sinal da probabilidade de uma nova dizimação massiva.
A ideia de que nesse contexto o rato seria o mais apto a sobreviver chegou aos cientistas após análise de diversas espécies que apontou que os roedores iriam se dar bem devido à sua comprovada capacidade de se infiltrar na maior parte do território terrestre e em sua persistência ao longo dos anos, mesmo com todos os esforços em exterminá-los.
Gatos, coelhos e cabras também chegaram a ser cogitados, quase pelas mesmas características, mas foram descartados por não serem tão populosos ao redor da Terra como os ratos.
Maiores, bem maiores – O mundo sem outras espécies competidoras, então, permitiria aos ratos crescer muito de tamanho, já que ao passo que animais dominam um ecossistema tendem a ficar maiores, explicam os pesquisadores, usando como exemplo os mamíferos, que cresceram após o fim dos dinossauros.
Os ratos que se proliferariam após esse apocalipse chegariam, então, a ter o tamanho de capivaras (o maior roedor vivo hoje) e até de uma vaca.
Um dos pesquisadores que liderou a análise comentou a probabilidade de que a previsão se torne realidade. “O estudo é um exemplo que chama a atenção para outro grande problema: a velocidade com que nós, humanos, estamos alterando as condições na Terra”, disse ao site LiveScience o pesquisador Jan Zalasiewicz.
“Claro que se trata de uma suposição, mas é algo baseado na forma como o planeta operou no passado e no tipo de criaturas que foram bem-sucedidas em termos de sobrevivência”, explicou. (Fonte: UOL)
Doença similar à paralisia infantil emerge nos EUA
Médicos norte-americanos deram um alerta sobre a emergência de uma doença similar à poliomielite, que já infectou cerca de 20 crianças no estado da Califórnia.
"Embora o poliovírus tenha sido erradicado da maior parte do mundo, outros vírus podem também prejudicar a coluna vertebral, levando a uma síndrome tipo poliomielite," disse a Dra. Keith Van Haren, que analisou o caso de cinco crianças atingidas pela doença ainda desconhecida.
As crianças foram tratadas, mas os sintomas não melhoraram e elas continuam sem movimentos nos membros seis meses depois do aparecimento dos primeiros sintomas.
Todas as crianças eram vacinadas contra a poliomielite. Graças aos programas de vacinação, hoje apenas três países ainda não erradicaram a pólio: Afeganistão , Nigéria e Paquistão.
Doença tipo poliomielite
Segundo a Sociedade Americana de Neurologia, não se espera uma epidemia dessa nova doença principalmente pelo baixo número de casos. As ocorrências por enquanto estão restritas a uma área de 160 quilômetros.
Contudo, os especialistas fazem a ressalva de que o vírus pode estar mais disseminado e apenas um pequeno número de infectados tenha apresentado os sintomas agudos - isso também ocorre na poliomielite, onde o vírus invade o sistema nervoso e causa paralisia em 1 em cada 200 infectados.
Nos últimos anos, já houve casos de contaminações dessa doença, que os cientistas chamam de "doença tipo poliomielite", na Ásia e na Austrália.
Segundo a Dra Van Haren, duas das cinco crianças que ela estudou apresentaram contaminação pelo enterovírus-68, que apresenta semelhanças com o vírus da poliomielite.
Contudo, com apenas dois em cinco casos, não é possível estabelecer uma relação causal entre o enterovírus e a nova doença. Redação do Diário da Saúde
Assinar:
Postagens (Atom)

