Páginas

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Correios oferecerão e-mail criptografado gratuito à população

Os Correios vão disponibilizar um serviço de e-mail criptografado gratuito para a população brasileira. O objetivo é evitar espionagem de conteúdo. Segundo o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, a remuneração da empresa poderia ser feita por meio da venda de anúncios na página, assim como os atuais e-mails gratuitos como Gmail e Hotmail. "É uma grande oportunidade de negócios do ponto de vista dos Correios. Os correios do mundo hoje não vivem só de cartas, têm que encontrar novas formas de se sustentar," disse Lins. A ideia surgiu durante o desenvolvimento de um projeto de certificação digital de mensagens, que está sendo feito pelos Correios para oferecer a empresas e pessoas físicas, mediante pagamento. Lins disse que, apesar de o sistema ter começado a ser estudado antes das denúncias de espionagem de mensagens de brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, as notícias recentes podem acelerar o projeto. A expectativa é que o serviço de correio eletrônico gratuito criptografado esteja disponível para a população até o final deste ano O sistema está sendo desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, defende que o sistema do Serpro é mais seguro por usar infraestrutura própria e software livre, além de ser um e-mail criptografado. Software livre é a saída para fugir da espionagem oficial Segundo Mazoni, o Serpro vai fazer o trabalho técnico junto com os Correios. Caberá ao Ministério das Comunicações fazer uma articulação para potencializar uma infraestrutura capaz de atender à população do país. O e-mail será gratuito, e o projeto será custeado pelo governo. O sistema deverá ser nos mesmos moldes do serviço de e-mail expresso que já é oferecido pelo Serpro a seus clientes corporativos. Com informações da Agência Brasil

Mais da metade das empresas do Brasil têm metas de redução de emissão de carbono, diz ONG

Pouco mais da metade (55% do total) das 51 empresas brasileiras que responderam a um questionário sobre mudanças climáticas têm metas de redução de emissão de carbono. O número, embora ainda seja baixo se comparado ao de diversos outros países, representa um avanço para o Brasil considerando o ano anterior, pois, em 2012, 40% das empresas informaram ter metas de redução de emissão. O dado está no relatório CDP Brasil 100, do Programa Mudanças Climáticas 2013, que foi divulgado na tarde de quarta-feira (9) em uma cerimônia na capital paulista. O relatório é divulgado pelo Carbon Disclosure Project (CDP), uma organização internacional sem fins lucrativos que mede e incentiva que empresas e cidades divulguem informações sobre os impactos delas no meio ambiente. Para a pesquisa deste ano, 100 empresas foram convidadas para responder ao questionário, mas apenas 56 delas o fizeram, sendo que cinco foram desconsideradas porque eram multinacionais (neste caso, o CDP considerou apenas as respostas enviadas pela empresa matriz). Um relatório mais abrangente do CDP, envolvendo 500 grandes empresas em todo o mundo, foi divulgado anteriormente e está disponível no site da organização (www.cdp.net). Segundo Sue Howells, diretora de operações do CDP, o relatório mundial demonstrou que as grandes empresas precisam fazer muito mais para reduzir as emissões de carbono. “As emissões continuam a crescer e isso nos preocupa muito”, disse Sue durante a apresentação do relatório brasileiro. Segundo Luísa Guimarães Krettli, da Way Carbon, empresa que presta consultoria ambiental e que é uma das responsáveis pela elaboração e divulgação do relatório no Brasil, o mesmo fenômeno foi observado nas empresas do país. De acordo com ela, 76% das empresas instaladas aqui aumentaram suas emissões no escopo 1 [emissões diretas] e no escopo 2 [emissões indiretas provenientes do consumo de energia elétrica] em relação ao ano anterior. “Isso mostra que a efetividade dessas iniciativas [de redução das emissões] que estão sendo implantadas pelas empresas devem ser repensadas”, disse Luísa. De notas que variam entre A (a melhor nota) até E (a pior), considerando-se a performance das empresas com relação à redução da emissão de carbono, o Brasil recebeu uma média D, abaixo de países como a África do Sul e a Coreia do Sul. “As empresas brasileiras precisam analisar como podem melhorar sua performance”, disse Sue Howells. O relatório demonstrou que as empresas somaram R$ 6 bilhões de investimentos em iniciativas de redução de emissões [considerando-se somente as empresas que responderam ao questionário e que informaram ter iniciativas de redução]. Isso significou que elas investiram apenas 0,07% de suas receitas, em média, em iniciativas de redução de emissão de carbono. “A reação [das empresas] se dá justamente porque ainda não há clareza do impacto financeiro, seja ele negativo ou positivo. Há sempre a ótica do risco ou da oportunidade. A partir do momento em que elas tiverem um entendimento maior do quanto o risco representa e de que maneira elas podem converter esse risco em uma oportunidade, explorando novos modelos de negócio e reconfigurando seus processos produtivos, teremos essa trajetória [de crescimento na redução de emissão]”, disse Juliana Lopes, diretora do CDP na América Latina, em entrevista à Agência Brasil. (Fonte: Agência Brasil)

Brasil e 140 países assinam acordo para eliminação gradual do mercúrio

O Brasil e mais 140 países assinam, nesta quinta-feira (10), em Kumamoto, no Japão, a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, que define prazos para a redução, controle e eliminação do mercúrio em processos industriais e artesanais em todo o mundo. A medida não banirá o uso do metal, mas estabelecerá rigorosos protocolos internacionais de segurança, com o objetivo de reduzir os riscos na utilização de um dos elementos mais tóxicos para a natureza. Ele é capaz de poluir o ar, a água e a terra, além de causar danos irreversíveis à saúde humana, podendo levar à morte por contaminação. A validade do acordo no país depende, ainda, de aprovação pelo Congresso Nacional. O documento, que ficou pronto em fevereiro, após dois anos de negociações, será assinado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Uma vez obtidas as 50 ratificações necessárias para o protocolo entrar em vigor, os países que aderirem à convenção terão as atividades ligadas ao mercúrio vinculadas ao pacto global. O texto identifica como fontes de mercúrio no ambiente segmentos produtivos como as usinas de energia a carvão, a produção de cimento, a indústria de equipamentos hospitalares e odontológicos e a incineração de resíduos. De acordo com o tratado, até 2020, o mercúrio deverá ser eliminado de baterias, pilhas, lâmpadas, cosméticos, pesticidas e outros materiais. As normas para reduzir as emissões atmosféricas do metal incluem práticas ambientais e as melhores técnicas disponíveis para novos empreendimentos. No caso das instalações já existentes, será necessário estabelecer metas de diminuição e fazer planos nacionais para implantar medidas de adaptação. Desde o início da semana, equipes técnicas dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores participam de reuniões preparatórias com o objetivo de acordarem resoluções ligadas ao pacto global. Os principais aspectos em pauta dizem respeito ao período interino do acordo, ou seja, o tempo entre a assinatura dos países e a entrada efetiva em vigor das regras estabelecidas pela convenção. Saiba mais – Kumamoto foi escolhida para sediar a conferência porque é próxima à cidade de Minamata, palco de um desastre que culminou na contaminação da população com mercúrio na década de 1950, durante o desenvolvimento industrial da região. A estimativa é que até 150 toneladas da substância tenham sido despejadas na baía, o que infectou água, peixes e frutos do mar, base da alimentação local. As desordens fisiológicas e neurológicas causadas pelo envenenamento da população ficaram conhecidas como Doença de Minamata. Segundo a Embaixada do Japão, o governo local declarou que os níveis de mercúrio estavam seguros para consumo humano em 29 de julho de 1997. A decisão marcou a remoção por completo da rede que, por 23 anos, impedia os peixes contaminados de deixar a região, em um esforço para frear a doença ambiental. Apesar de estar presente na natureza, o mercúrio é um metal tóxico pesado, que oferece riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O desastre no Japão é o primeiro caso documentado de envenenamento humano pelo metal. Em 1968, depois de 12 anos de contaminação, a doença já havia se tornado epidêmica e grande parte da população apresentava os efeitos do envenenamento. A estimativa é de que cerca de 50 mil pessoas sofreram danos diretos na saúde. Do total, mais de 3 mil sofreram deformidades e má formação fetal, além de existirem casos registrados de morte. (Fonte: MMA)

Como ajudar um amigo com depressão?

É difícil ver alguém que você gosta se afundar em tristeza, e não saber o que dizer ou fazer para ajudar. Mais de 350 milhões de pessoas no mundo possuem depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, estima-se que pelo menos dez milhões de pessoas ou 18% da população sejam afetadas pela condição. Quem sofre não é apenas o doente, mas todas as pessoas próximas a ele. Para ser capaz de ajudar alguém nessa situação, no entanto, é preciso compreender, tanto quanto possível, o que seu amigo está passando. Do lado de fora, a depressão pode parecer tristeza normal, do tipo que aparece na vida de todas as pessoas. A doença, entretanto, é muito mais extrema: os sintomas duram mais tempo, as emoções são mais intensas, e a vida cotidiana é simplesmente mais difícil de se manter. De acordo com o psicólogo clínico Dr. Jeffrey DeGroat, enquanto uma pessoa triste pode não estudar por alguns dias ou evitar sair com os amigos no fim de semana, uma depressiva pode não estudar por semanas a fio e evitar passar tempo com amigos e família por semanas. Você pode ser capaz de animar um amigo triste com piadas e incentivo, mas a depressão é um distúrbio médico que pode ser devastador. Muitas vezes, as pessoas com depressão nem sabem por que têm esse sentimento esmagador de desespero, ou extrema apatia. Pode não fazer qualquer sentido. Tudo pode estar bem na vida do depressivo, mas ele ainda assim estar dominado pela tristeza. Infelizmente, é comum que as pessoas tentem esconder sua condição. Ao mesmo, é difícil até para profissionais de saúde mental diagnosticar a doença. Existem várias formas do distúrbio, das mais tradicionais a desordens sazonais e depressão pós-parto. Os sinais de depressão também variam de acordo com a pessoa e podem incluir extrema tristeza, irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de apatia. Se você acredita que seu amigo está sofrendo de depressão, a melhor coisa que você pode fazer por ele é ouvi-lo e apoiá-lo. Confira algumas dicas: Seja honesto e expresse suas preocupações. Dr. DeGroat recomenda notar quaisquer alterações significativas no comportamento, humor ou personalidade de seu amigo, e, em seguida, tentar conversar com ele sobre o assunto. As pessoas podem apresentar sintomas de depressão de muitas maneiras diferentes, como tristeza, irritabilidade, isolamento social, comportamentos autodestrutivos, perda de interesse em atividades, alterações no apetite, no sono, e assim por diante. Ao invés de determinar se seu amigo ou ente querido está deprimido com base em um sintoma ou outro, observe se há alguma mudança significativa no seu comportamento. Se houver, pergunte a ele ou ela como as coisas estão indo. Seu amigo pode estar preparado para discutir seus sentimentos, e o convite para falar pode ser apenas o que ele estava esperando. Não ofereça conselhos ou tente “consertar” a pessoa. Se o seu amigo quiser falar, reconheça e valide seus sentimentos. Por exemplo, você pode dizer “Nossa, que chato. Sinto muito que você está se sentindo dessa forma”, mas não oferecer conselhos ou chavões positivos, como “Você vai superar isso” e “Pense pelo lado positivo”. Ninguém quer morrer, mas já é difícil o suficiente querer morrer e alguém pensar que isso vai mudar com uma frase boba. Não é como se você pudesse falar “Anime-se” e a pessoa deprimida fosse responder “Sabe, você está totalmente certo. Estou animado agora!”. Entenda que você não pode resolver os problemas de seu amigo. Seu trabalho é se tornar um melhor ouvinte e apoiar a pessoa. Coisas específicas para se evitar de dizer, de acordo com a Ventre Medical Associates, incluem: “Não há nada de errado com você. Está tudo na sua cabeça”, “Sua vida é ótima, que motivos você tem para estar deprimido?” e “Será que você poderia se animar logo?”. Certifique-se de que ele saiba que você está lá por ele. Se o seu amigo nega quaisquer problemas ou não quer falar, não o force a admitir que está deprimido. Em vez disso, entre em contato com ele com frequência (e-mails, telefonemas rápidos para dizer oi) e mostre apoio, oferecendo para fazer algo juntos. Mesmo que a pessoa não tiver interesse na atividade em si, a ligação social pode ajudar a reforçar o fato de que ela não precisa sofrer sozinha. Verifique se ela está comendo bem, dormindo bem, recebendo luz solar e fazendo exercício físico. Qualquer atividade mínima pode ajudar quando uma pessoa está sentindo para baixo. Não leve a situação pro lado pessoal. Pare de se perguntar se você de alguma forma causou a depressão. Além disso, tentar ajudar alguém em sofrimento emocional pode ser desgastante e estressante, então lembre-se de cuidar de sua própria saúde emocional também. Conte com a ajuda de outros. Você pode obter orientação de um profissional (um orientador da escola, alguém que você conhece que já passou por isso) para ajudar a encontrar a melhor estratégia para ajudar um ente querido. Você também pode conversar com amigos em comum. Ajude a outra pessoa a entender sobre a depressão, se você puder. Se você já passou por isso, compartilhar esse fato poderia tirar qualquer medo que a pessoa tem de falar sobre o que está passando. Mas tenha em mente que não existe uma solução única para a depressão. O que lhe ajudou pode não ser apropriado para outra pessoa. Alguns precisam de medicação apenas para serem capazes de sair da cama de manhã, outros acham útil a psicoterapia, e assim por diante. Independentemente disso, seria ideal mostrar ao seu amigo que a depressão não é um sinal de fraqueza, algo de que ele deveria se envergonhar ou esconder. A depressão carrega um estigma terrível, e isso impede que muitas pessoas recebam a ajuda de que precisam. Mostre ao seu amigo que ele não está sozinho e que a condição é tratável. Sugira aconselhamento ou outro tipo de ajuda profissional. Se os sintomas depressivos do seu amigo estão interferindo com sua vida (por exemplo, ele falta da escola ou do trabalho com frequência, evita contato social e assim por diante), recomende que ele visite um psicólogo ou um terapeuta. Você pode ajudar o seu amigo a encontrar um profissional, incentivá-lo e acompanhá-lo. Se ele se afastar ou estiver relutante em buscar ajuda, lembre-o de que às vezes precisamos de um check-up mental, assim como de outros exames médicos. Colabore com outros amigos e familiares se a situação ficar muito séria e seu amigo ainda resistir. Ninguém evitaria o médico se tivesse dor cardíaca grave ou quebrasse uma perna; a depressão não é uma doença menos importante. Por fim, se o seu amigo mostrar sinais de que poderia se machucar ou a qualquer outra pessoa, contate as autoridades para obter ajuda, porque você não pode controlar isso sozinho. A cada 30 segundos, alguém no mundo tira a sua própria vida. Você não pode distrair e dissuadir uma pessoa da depressão ou do suicídio mais do que você poderia dissuadir alguém de ter gripe ou um ataque cardíaco. Busque ajuda. [LifeHacker]

Impacto das mudanças climáticas na saúde da população preocupa governo

As mudanças climáticas deverão provocar aumento do nível dos mares e da intensidade de eventos extremos, como secas e tempestades em todo o mundo. A previsão foi confirmada pelo último relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), em 27 de setembro. Diante de um cenário de incertezas em relação ao futuro do planeta, o governo brasileiro se prepara para reduzir os efeitos colaterais do clima na saúde da população. O tema já havia sido tratado na primeira versão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, de 2008, mas ganhou destaque ainda maior nos últimos anos. Em junho, foi lançado o Plano Setorial de Saúde para Mitigação e Adaptação para a Mudança do Clima. O plano setorial integra a versão preliminar do novo Plano Nacional de Mudanças Climáticas, que abriu para consulta pública na internet no dia 1º de outubro. De acordo com o governo brasileiro, espera-se que as mudanças no clima tenham impactos diretos (como no caso dos desastres naturais), indiretos (devido à mudança na qualidade da água, do ar e dos alimentos) e também por meio de perturbações sociais e econômicas. “A questão é como preparar o sistema de saúde para esses eventos. Dentro do sistema que já existe, temos que começar a prepará-lo para isso. Pelo que os relatórios apontam, haverá chuvas muito fortes e secas muito fortes no país”, disse o secretário nacional de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MME), Carlos Klink. Entre as preocupações do governo brasileiro, estão as doenças transmitidas por vetores como a dengue, a malária, a febre amarela e a leishmaniose, ou por água e alimentos contaminados, como diarreias agudas, leptospirose e toxoplasmose. Acredita-se que alterações climáticas, como intensas ondas de calor, tenham impacto também sobre doenças crônicas não transmissíveis, como males cardiovasculares e respiratórios. Há ainda o agravante de se unir as mudanças no clima com a poluição atmosférica (que é um dos principais fatores de aceleração do aquecimento global). Há também a preocupação com os riscos de escassez de águas e alimentos e de transtornos psicológicos como o estresse provocado pelos eventos climáticos extremos. Entre as metas do governo estão ampliar a cobertura vacinal da população, a vigilância sobre as doenças crônicas e a análise da qualidade da água, além de reduzir a incidência de doenças provocadas por vetores. (Fonte: Agência Brasil)

Exercícios são melhores que remédios para coração e AVC

Os exercícios físicos podem ser tão eficazes - e eventualmente até melhores - do que alguns medicamentos para reduzir o risco de morte em pessoas com derrame cerebral ou doenças cardíacas. Os pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, da Universidade de Stanford e da Escola de Economia de Londres analisaram centenas de testes que envolveram quase 340 mil pacientes. O objetivo era comparar o efeito dos exercícios físicos e dos medicamentos em pessoas com problemas no coração, história de acidente vascular cerebral, pré-diabetes e insuficiência cardíaca. As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas. Já os remédios chamados diuréticos tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate às doenças cardíacas. Os exercícios também são mais eficazes do que os medicamentos no caso das pessoas que tiveram acidente vascular cerebral. No caso de derrames, as atividades físicas tiveram eficácia superior à dos remédios. Os cientistas recomendam a realização de mais estudos específicos para avaliar os resultados, dada a escassez de informações sobre o tema. Defenderam, no entanto, que, as atividades físicas "sejam consideradas uma alternativa viável ou acompanhe o uso dos medicamentos". Especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devam abandonar o uso de remédios, em prol de exercícios. Eles recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças. http://www.diariodasaude.com.br/

Você ingere vitamina K suficiente?

O déficit de vitamina K pode levar, entre outras possibilidades, a problemas de coagulação. "O papel clássico da vitamina K está relacionado com o mecanismo de coagulação sanguínea, mas estudos epidemiológicos mostram que ela tem outros papéis no organismo, como a manutenção da saúde óssea," explica Simone Aparecida Faria, pesquisadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Além disso, estudos têm indicado a falta desta vitamina em pessoas que ingerem constantemente anti-inflamatórios e anticoagulantes. Recomendação de ingestão da vitamina K A recomendação para a ingestão diária de vitamina K é de 90 µg/dia para mulheres e 120 µg/dia para homens Mas a vitamina é tão desconhecida que, até agora, não havia uma tabela brasileira de sua presença nos alimentos. Foi o que Simone e Marilene Penteado se dispuseram a fazer. Elas mediram a quantidade de vitamina K para as principais hortaliças consumidas pelos brasileiros. Dos valores encontrados, destacam-se o espinafre cru (404,57 microgramas (µg)/100 g), o repolho verde cru (336,05 µg/100 g) e a rúcula (319,20 µg/100 g). Os dados indicaram também que a ingestão diária da vitamina K pelos brasileiros está abaixo do recomendado, com 88 µg/dia entre os jovens, 98 µg/dia entre os adultos e 104 µg/dia entre as pessoas com mais de 60 anos. Vitamina K em hortaliças As pesquisadoras também compararam as quantidades desta vitamina encontradas em hortaliças cultivadas em São Paulo e nos EUA. Enquanto a alface americana plantada no Brasil apontou 77,79 µg/100 g de vitamina K, nos EUA ela alcança 102,30 µg/100 g. A couve cultivada aqui tem 245,52 µg/100 g e a cultivada lá, 817,00 µg/100 g. Já a rúcula brasileira é mais rica nessa vitamina: são 259,11 µg/100 g contra 108,60 µg/100 g da norte-americana. Isto mostra a importância do levantamento de dados referentes aos alimentos cultivados no Brasil, sobretudo para o trabalho dos nutricionistas. A utilização apenas de dados internacionais, como é mais comum, não é adequada porque "as composições nos alimentos mudam conforme o tipo de solo do cultivo, quantidade de luz recebida, dados pluviométricos," explica Simone. Agência USP

Quais ecossistemas são mais vulneráveis às mudanças climáticas?

Uma nova pesquisa, publicada no periódico Nature Climate Change, é a primeira a combinar os impactos esperados das mudanças climáticas com a degradação das ações humanas para criar uma lista das mais vulneráveis regiões do planeta. Entre as áreas em maior perigo estão o sul e sudeste da Ásia, o oeste e a parte central da Europa, o centro-leste da América do Sul e o sul da Austrália. James Watson, principal autor do estudo, afirma que a pesquisa busca indicar “onde os recursos limitados [financiamentos climáticos] podem fazer mais diferença” para proteger os mais vulneráveis ecossistemas em um mundo em aquecimento. “Precisamos perceber que as mudanças climáticas vão impactar ecossistemas de forma direta e indireta em uma grande variedade de maneiras e que não podemos continuar presumindo que todas as ações de adaptação são cabíveis em todos os lugares. O fato é que temos apenas fundos limitados e precisamos começar a pensar de forma inteligente em como utilizá-los ao redor do mundo”, disse Watson, que é diretor do programa de mudanças climáticas da Sociedade de Conservação da Vida Selvagem (WCS). Para chegar às conclusões do estudo, Watson e sua equipe avaliaram a estabilidade dos ecossistemas sob cenários futuros de mudanças climáticas, uma vez que certos ecossistemas devem sofrer transformações mais drásticas do que outros. Por exemplo, o Ártico deverá ser uma das regiões mais afetadas pelo aquecimento global. Depois, os pesquisadores combinaram esses dados com informações relativas à área ainda preservada em cada ecossistema, contando com o fato de que regiões mais intactas serão capazes de se adaptar melhor. Dessa forma, o estudo observa que entre os locais menos vulneráveis, levando em conta os impactos climáticos e a atual degradação, estão o sul da América do Sul, o Oriente Médio, o norte da Austrália e a costa atlântica no sul da África. As regiões mais vulneráveis aparecem na cor creme, enquanto as menos vulneráveis em cinza escuro/preto. Regiões que são muito degradadas, mas que deverão ter clima estável estão em laranja escuro, enquanto aquelas relativamente intactas, mas que são sensíveis às mudanças climáticas estão em verde escuro. Citação: James E. M. Watson, Takuya Iwamura& Nathalie Butt. (2013) Mapping vulnerability and conservation adaptation strategies under climate change. Nature Climate Change. doi:10.1038/nclimate2007 Fonte: Mongabay

Ameaças à Amazônia vão muito além das queimadas

Há outros tipos de ameaças à conservação da Amazônia, além do desmatamento, que ocorrem em pequena escala e em áreas de várzea da região – como a extração inadequada de madeira e o manejo inapropriado de recursos pesqueiros –, que podem gerar transformações tão importantes na floresta nas próximas décadas quanto as queimadas. Esses fenômenos, contudo, são menos perceptíveis e não são facilmente detectáveis na paisagem por imagens aéreas, como são as próprias queimadas, por acontecerem no interior da floresta e fora do chamado “Arco do desmatamento amazônico” (região de borda do bioma que corresponde ao sul e ao leste da Amazônia Legal e abrange todos os estados da região Norte, mais Mato Grosso e uma parte do Maranhão). Por isso, podem passar despercebidos e não merecer a mesma atenção recebida pelos desmatamentos pelos órgãos fiscalizadores. O alerta foi feito por Hélder Queiroz, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 19 de setembro em São Paulo. “A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Queiroz. “Também há um grupo grande de ameaças, composto por transformações de habitat em pequena escala realizadas exatamente da mesma forma nos últimos 50 anos e de difícil detecção, mas que geram mudanças importantes na composição e na estrutura da floresta e cujos efeitos serão prolongados por muitas décadas”, estimou. A extração inadequada de madeira da Floresta Amazônica, por exemplo, pode alterar o número de espécies de animais que vivem em uma determinada área da selva. Isso porque, de acordo com o pesquisador, algumas espécies de árvore cuja madeira tem grande valor comercial – e, por isso, são mais visadas – também podem ser importantes para alimentação da fauna. A retirada dessas espécies de árvore de forma desordenada pode alterar a composição florística e, consequentemente, de espécies de animais de uma área da floresta, ressaltou Queiroz. “A abertura de pequenas clareiras para remoção específica dessas espécies de madeira não é detectada pelas imagens de satélite porque, geralmente, elas têm poucos metros quadrados”, disse Queiroz. “Ao final de três décadas, todas as espécies dessas árvores e, consequentemente, a fauna que dependia delas podem desaparecer da região”, alertou. Pesca e caça inadequadas – Outra ameaça que está se tornando um problema na Amazônia, de acordo com o pesquisador, é a pesca desordenada da piracatinga (Calophysus macropterus) – espécie de peixe sem escama, apreciada para consumo, conhecida popularmente como “urubu d´água”, por ser carnívora e se alimentar de restos de peixe e outros animais. Para a pesca do peixe na região amazônica está sendo utilizada como isca a carne de jacaré e de boto cor-de-rosa. Por causa disso, o número de botos cor-de-rosa – também conhecidos como botos-vermelhos (Inia geofrrensis) – diminuiu em diversas regiões da Amazônia, indicam dados de monitoramento da espécie na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “A carcaça de um jacaré ou de boto cor-de-rosa vale, no máximo, R$ 100,00 na região amazônica e gera aproximadamente entre 200 e 300 quilos dessa espécie de peixe”, disse Queiroz. “Além de uma crise pesqueira, esse problema representa um sistema de valoração da biodiversidade que está profundamente desequilibrado”, avaliou. Já em terra, segundo o pesquisador, a caça desordenada de determinadas espécies de animais tem resultado no surgimento do que alguns autores denominaram no início da década de 1990 de “florestas vazias” – áreas de floresta em pé, mas nas quais as principais espécies de animais responsáveis pela reprodução, polinização e dispersão de sementes desaparecem em razão da caça desenfreada. “A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou. Florestas alagadas – Em geral, a maior parte dessas ameaças “imperceptíveis” ocorre nas chamadas florestas alagadas ou de várzea – que representam quase um quarto de toda a extensão da Amazônia, ressaltou o pesquisador. Submetidas ao regime de alagamento diário, sazonal ou imprevisível – de acordo com o regime de chuvas –, essas regiões de baixas altitudes são alagadas por águas brancas, de origem andina, escoadas, principalmente, pelos rios Solimões e Madeira. Como são muito produtivos – por suas águas receberem grandes cargas de nutrientes e sedimentos –, os recursos naturais das florestas de várzea da Amazônia são abundantes. Por isso, são densamente ocupadas desde o período pré-colombiano. “Praticamente 75% da população amazônica [cerca de 8 milhões de pessoas] está diretamente inserida nesses ambientes de várzea ou em suas proximidades, vivendo, trabalhando e transformando essas regiões”, disse Queiroz. “Isso significa que esses ambientes são mais ameaçados do que os localizados no ‘arco do desmatamento’, porque recebem maior impacto diário das populações, ainda que não sejam detectados na paisagem, como o desmatamento”, comparou. Justamente por terem grande densidade populacional, é difícil criar Áreas Prioritárias para Conservação (Arpa) nessas regiões de floresta alagada, contou Queiroz. “Existem poucas áreas protegidas e muitas propostas de criação de Arpas em florestas alagadas da Amazônia”, afirmou. Algumas delas são as RDS de Mamirauá e Amanã, que, juntas, somam quase 3,5 milhões de hectares da Amazônia. Criada no início dos anos de 1980 com intuito de proteger o macaco uacari-branco (Cacajao calvus), a Reserva de Mamirauá começou a ser gerida no final dos anos 1990 pelo Instituto Mamirauá, que tem o objetivo de realizar pesquisa de conservação da biodiversidade. Os pesquisadores da instituição fazem pesquisas voltadas principalmente para o manejo sustentável dos recursos naturais. E, mais recentemente, começaram a desenvolver tecnologias sociais voltadas ao tratamento de água e ao saneamento ambiental, entre outras finalidades. “Desde 2010 estamos expandindo nossas ações. Atualmente elas atingem 150 mil pessoas. Mas esperamos chegar, nos próximos anos, a 1,5 milhão de pessoas”, contou Queiroz. Redução do desmatamento – O evento na FAPESP também contou com a participação de Maria Lucia Absy, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Em sua palestra, Absy destacou a queda das taxas anuais de desflorestamento da Amazônia Legal, que, no total, caíram 84% no período de 2004 a 2012, segundo dados do Projeto Prodes, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). “As ações de fiscalização e redução dos índices de desmatamento da Amazônia contam com o suporte fundamental dessa ferramenta e do Deter [Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, realizado pelo Inpe]”, ressaltou. “Não é que seja errado desmatar uma área – desde que não seja grande – para fins produtivos. O errado é fazer isso aleatoriamente, sem metodologia e técnicas de manejo florestal”, avaliou Absy. O próximo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota Educação será realizado no dia 24 de outubro, quando será abordado o tema “Ambientes marinhos e costeiros”. Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”. Organizado pelo Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP), o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. (Fonte: Agência Fapesp)

Painel da ONU confirma efeitos alarmantes das mudanças climáticas

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) iniciou nesta segunda-feira (23) uma conferência em Estocolmo, na Suécia, confirmando as alarmantes consequências das mudanças climáticas. “As provas científicas das (…) mudanças climáticas se reforçaram a cada ano, deixando pouca incerteza, salvo sobre suas graves consequências”, declarou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a abertura do evento. O IPCC, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2007, revelará nesta sexta-feira (27), após quatro dias de debates, o primeiro volume de um relatório completo sobre as mudanças climáticas, suas consequências e os meios para combater o problema, confirmou Pachauri. Este será o quinto relatório do painel da ONU – que reúne milhares de cientistas – desde sua criação, em 1988. Segundo uma versão provisória do texto obtida pela AFP, o relatório confirmará a responsabilidade do ser humano no aquecimento da Terra e apontará a intensificação de alguns eventos extremos. Os delegados – cientistas e representantes de governos – divulgarão o documento depois de examinar as novas evidências das mudanças climáticas e suas consequências. O presidente do painel lembrou que o objetivo da reunião é validar a primeira parte do relatório sobre o aquecimento global, que deixará em evidência a responsabilidade do homem e a grave situação que o planeta enfrenta. Pachauri ressaltou que o texto será aprovado “linha por linha” antes do fim da reunião em Estocolmo. O relatório, que conta com a colaboração de 520 autores, também ressaltará a intensificação de alguns fenômenos extremos, entre eles o aumento do nível do mar, segundo a versão do documento obtida pela AFP. O texto destacará, ainda, a urgência de tomar medidas para poder conter o aquecimento da Terra em 2° C, objetivo adotado por 195 países, mas que parece cada vez mais distante, segundo cientistas. Pachauri prometeu que o diagnóstico contido no informe será inquestionável. “Não conheço um documento que tenha sido submetido a esse tipo de análise minuciosa e que tenha envolvido tantas pessoas com espírito crítico, que ofereceram sua perspicácia e seus conselhos”, afirmou o co-presidente do grupo de trabalho que assinou o documento, Thomas Stocker. O relatório “se baseou em milhares de medições na atmosfera, na terra, no gelo, no espaço”, afirmou o cientista suíço, que é professor da Universidade de Berna. Ele ressaltou que essas medidas permitem ter uma visão sem precedentes e imparcial do estado do sistema climático. “A mudança climática é um dos grandes desafios de nossa época”, disse o especialista, destacando que “essa mudança ameaça nossos recursos primários, a terra e a água”. “E como ameaça nossa única residência, devemos enfrentá-la”, ressaltou o especialista, acrescentando que isso exige “as melhores informações para tomar as medidas mais eficazes”. O último IPCC, de 2007, gerou uma mobilização sem precedentes a respeito do clima, o que lhe rendeu a atribuição do prêmio Nobel da Paz, ao lado do ex-vice-presidente americano Al Gore. (Fonte: Globo Natureza)

Biofármacos: mercado de US$ 45 bilhões espera capacitação nacional

Patentes de vários biofármacos consumidos no Brasil expiraram recentemente ou vão vencer entre 2014 e 2018, o que equivale a um mercado de US$ 45 bilhões. Esse cenário, que à primeira vista indica uma boa perspectiva de negócios para os laboratórios brasileiros, revela, na verdade, um quadro preocupante. Barreira tecnológica Como não dominam a produção do princípio ativo dos biofármacos, empresas e instituições de pesquisa nacionais que atuam no setor biofarmacêutico têm pela frente o desafio de desenvolver tecnologia para que o Brasil possa produzir esse tipo de medicamento, cujo princípio ativo é obtido a partir de células vivas modificadas geneticamente. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam que o Brasil gasta cerca de R$ 4 bilhões por ano na importação desses produtos. Esse valor representa 32% dos gastos com medicamentos, embora os biofármacos representem apenas 3% das unidades adquiridas, o que demonstra a distorção provocada pelo seu alto custo. De acordo com o chefe do Departamento de Produtos Químicos e Farmacêuticos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pedro Palmeira, o fenômeno ocorrido após o vencimento das patentes dos medicamentos de referência, que estimulou a produção dos medicamentos genéricos, não se repetirá com os biofármacos, já que esses são produtos mais difíceis de copiar. "Existe uma barreira tecnológica que precisa ser ultrapassada", afirmou Palmeira. Segundo Pedro Palmeira, a área de biotecnologia é prioritária para o Brasil e por conta disso o BNDES não medirá esforços para apoiar projetos nesse segmento. Desde 2009, o Banco vem ampliando sua atuação no setor, de modo a viabilizar a estruturação de grupos nacionais. A expectativa do BNDES é de que até 2017 ou 2018 o Brasil consiga produzir o seu primeiro fármaco biossimilar, ou seja, um medicamento biológico com eficácia e segurança comparáveis às do produto de referência. Produção nacional de biofármacos "O Brasil por muitos anos não investiu na área de biofármacos e tem hoje duas décadas de atraso nesta área. Esta realidade mudou bastante nos últimos anos e o nosso desafio agora é buscar esse desenvolvimento no menor tempo possível", afirmou a professora Leda Castilho, responsável pelo Laboratório de Engenharia de Cultivos Celulares da UFRJ/Coppe. Em parceria com a Hemobras, a equipe da Coppe está desenvolvendo tecnologia para produção de três biofármacos: dois destinados a pacientes com hemofilia e um para ser administrado em pessoas em tratamento quimioterápico. Os projetos contam com financiamento de R$ 7,2 milhões do BNDES. Outras iniciativas também estão em andamento. A Bio-Manguinhos/Fiocruz está em processo de implantação de estrutura para produção de outros três biofármacos por meio de transferência de tecnologia adquirida de países como Cuba e Estados Unidos.Com informações da Coppe

Quinto relatório do IPCC mostra intensificação das mudanças climáticas

Caso as emissões de gases do efeito estufa continuem crescendo às atuais taxas ao longo dos próximos anos, a temperatura do planeta poderá aumentar até 4,8 graus Celsius neste século – o que poderá resultar em uma elevação de até 82 centímetros no nível do mar e causar danos importantes na maior parte das regiões costeiras do globo. O alerta foi feito pelos cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas (ONU), que divulgaram no dia 27 de setembro, em Estocolmo, na Suécia, a primeira parte de seu quinto relatório de avaliação (AR5). Com base na revisão de milhares de pesquisas realizadas nos últimos cinco anos, o documento apresenta as bases científicas da mudança climática global. De acordo com Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e um dos seis brasileiros que participaram da elaboração desse relatório, foram simulados quatro diferentes cenários de concentrações de gases de efeito estufa, possíveis de acontecer até o ano de 2100 – os chamados “Representative Concentration Pathways (RCPs)”. “Para fazer a previsão do aumento da temperatura são necessários dois ingredientes básicos: um modelo climático e um cenário de emissões. No quarto relatório (divulgado em 2007) também foram simulados quatro cenários, mas se levou em conta apenas a quantidade de gases de efeito estufa emitida. Neste quinto relatório, nós usamos um sistema mais completo, que leva em conta os impactos dessas emissões, ou seja, o quanto haverá de alteração no balanço de radiação do sistema terrestre”, explicou Artaxo, que está em Londres para a Fapesp Week London, onde participou de um painel sobre mudança climática. O balanço de radiação corresponde à razão entre a quantidade de energia solar que entra e que sai de nosso planeta, indicando o quanto ficou armazenada no sistema terrestre de acordo com as concentrações de gases de efeito estufa, partículas de aerossóis emitidas e outros agentes climáticos. O cenário mais otimista prevê que o sistema terrestre armazenará 2,6 watts por metro quadrado (W/m2) adicionais. Nesse caso, o aumento da temperatura terrestre poderia variar entre 0,3 °C e 1,7 °C de 2010 até 2100 e o nível do mar poderia subir entre 26 e 55 centímetros ao longo deste século. “Para que esse cenário acontecesse, seria preciso estabilizar as concentrações de gases do efeito estufa nos próximos 10 anos e atuar para sua remoção da atmosfera. Ainda assim, os modelos indicam um aumento adicional de quase 2 °C na temperatura – além do 0,9 °C que nosso planeta já aqueceu desde o ano 1750”, avaliou Artaxo. O segundo cenário (RCP4.5) prevê um armazenamento de 4,5 W/m2. Nesse caso, o aumento da temperatura terrestre seria entre 1,1 °C e 2,6 °C e o nível do mar subiria entre 32 e 63 centímetros. No terceiro cenário, de 6,0 W/m2, o aumento da temperatura varia de 1,4 °C até 3,1 °C e o nível do mar subiria entre 33 e 63 centímetros. Já o pior cenário, no qual as emissões continuam a crescer em ritmo acelerado, prevê um armazenamento adicional de 8,5 W/m2. Em tal situação, segundo o IPCC, a superfície da Terra poderia aquecer entre 2,6 °C e 4,8 °C ao longo deste século, fazendo com que o nível dos oceanos aumente entre 45 e 82 centímetros. “O nível dos oceanos já subiu em média 20 centímetros entre 1900 e 2012. Se subir outros 60 centímetros, com as marés, o resultado será uma forte erosão nas áreas costeiras de todo o mundo. Rios como o Amazonas, por exemplo, sofrerão forte refluxo de água salgada, o que afeta todo o ecossistema local”, disse Artaxo. Segundo o relatório AR5 do IPCC, em todos os cenários, é muito provável (90% de probabilidade) que a taxa de elevação dos oceanos durante o século 21 exceda a observada entre 1971 e 2010. A expansão térmica resultante do aumento da temperatura e o derretimento das geleiras seriam as principais causas. O aquecimento dos oceanos, diz o relatório, continuará ocorrendo durante séculos, mesmo se as emissões de gases-estufa diminuírem ou permanecerem constantes. A região do Ártico é a que vai aquecer mais fortemente, de acordo com o IPCC. Segundo Artaxo, o aquecimento das águas marinhas tem ainda outras consequências relevantes, que não eram propriamente consideradas nos modelos climáticos anteriores. Conforme o oceano esquenta, ele perde a capacidade de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Se a emissão atual for mantida, portanto, poderá haver uma aceleração nas concentrações desse gás na atmosfera. “No relatório anterior, os capítulos dedicados ao papel dos oceanos nas mudanças climáticas careciam de dados experimentais. Mas nos últimos anos houve um enorme avanço na ciência do clima. Neste quinto relatório, por causa de medições feitas por satélites e de observações feitas com redes de boias – como as do Projeto Pirata que a FAPESP financia no Atlântico Sul –, a confiança sobre o impacto dos oceanos no clima melhorou muito”, afirmou Artaxo. Acidificação dos oceanos Em todos os cenários previstos no quinto relatório do IPCC, as concentrações de CO2 serão maiores em 2100 em comparação aos níveis atuais, como resultado do aumento cumulativo das emissões ocorrido durante os séculos 20 e 21. Parte do CO2 emitido pela atividade humana continuará a ser absorvida pelos oceanos e, portanto, é “virtualmente certo” (99% de probabilidade) que a acidificação dos mares vai aumentar. No melhor dos cenários – o RCP2,6 –, a queda no pH será entre 0,06 e 0,07. Na pior das hipóteses – o RCP8,5 –, entre 0,30 e 0,32. “A água do mar é alcalina, com pH em torno de 8,12. Mas quando absorve CO2 ocorre a formação de compostos ácidos. Esses ácidos dissolvem a carcaça de parte dos microrganismos marinhos, que é feita geralmente de carbonato de cálcio. A maioria da biota marinha sofrerá alterações profundas, o que afeta também toda a cadeia alimentar”, afirmou Artaxo. Ao analisar as mudanças já ocorridas até o momento, os cientistas do IPCC afirmam que as três últimas décadas foram as mais quentes em comparação com todas as anteriores desde 1850. A primeira década do século 21 foi a mais quente de todas. O período entre 1983 e 2012 foi “muito provavelmente” (90% de probabilidade) o mais quente dos últimos 800 anos. Há ainda cerca de 60% de probabilidade de que tenha sido o mais quente dos últimos 1.400 anos. No entanto, o IPCC reconhece ter havido uma queda na taxa de aquecimento do planeta nos últimos 15 anos – passando de 0,12 °C por década (quando considerado o período entre 1951 e 2012) para 0,05°C (quando considerado apenas o período entre 1998 e 2012). De acordo com Artaxo, o fenômeno se deve a dois fatores principais: a maior absorção de calor em águas profundas (mais de 700 metros) e a maior frequência de fenômenos La Niña, que alteram a taxa de transferência de calor da atmosfera aos oceanos. “O processo é bem claro e documentado em revistas científicas de prestígio. Ainda assim, o planeta continua aquecendo de forma significativa”, disse. Há 90% de certeza de que o número de dias e noites frios diminuíram, enquanto os dias e noites quentes aumentaram na escala global. E cerca de 60% de certeza de que as ondas de calor também aumentaram. O relatório diz haver fortes evidências de degelo, principalmente na região do Ártico. Há 90% de certeza de que a taxa de redução da camada de gelo tenha sido entre 3,5% e 4,1% por década entre 1979 e 2012. As concentrações de CO2 na atmosfera já aumentaram mais de 20% desde 1958, quando medições sistemáticas começaram a ser feitas, e cerca de 40% desde 1750. De acordo com o IPCC, o aumento é resultado da atividade humana, principalmente da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento, havendo uma pequena participação da indústria cimenteira. Para os cientistas há uma “confiança muito alta” (nove chances em dez) de que as taxas médias de CO2, metano e óxido nitroso do último século sejam as mais altas dos últimos 22 mil anos. Já mudanças na irradiação solar e a atividade vulcânica contribuíram com uma pequena fração da alteração climática. É “extremamente provável” (95% de certeza) de que a influência humana sobre o clima causou mais da metade do aumento da temperatura observado entre 1951 e 2010. “Os efeitos da mudança climática já estão sendo sentidos, não é algo para o futuro. O aumento de ondas de calor, da frequência de furacões, das inundações e tempestades severas, das variações bruscas entre dias quentes e frios provavelmente está relacionado ao fato de que o sistema climático está sendo alterado”, disse Artaxo. Impacto persistente Na avaliação do IPCC, muitos aspectos da mudança climática vão persistir durante muitos séculos mesmo se as emissões de gases-estufa cessarem. É “muito provável” (90% de certeza) que mais de 20% do CO2 emitido permanecerá na atmosfera por mais de mil anos após as emissões cessarem, afirma o relatório. “O que estamos alterando não é o clima da próxima década ou até o fim deste século. Existem várias publicações com simulações que mostram concentrações altas de CO2 até o ano 3000, pois os processos de remoção do CO2 atmosférico são muito lentos”, contou Artaxo. Para o professor da USP, os impactos são significativos e fortes, mas não são catastróficos. “É certo que muitas regiões costeiras vão sofrer forte erosão e milhões de pessoas terão de ser removidas de onde vivem hoje. Mas claro que não é o fim do mundo. A questão é: como vamos nos adaptar, quem vai controlar a governabilidade desse sistema global e de onde sairão recursos para que países em desenvolvimento possam construir barreiras de contenção contra as águas do mar, como as que já estão sendo ampliadas na Holanda. Quanto mais cedo isso for planejado, menores serão os impactos socioeconômicos”, avaliou. Os impactos e as formas de adaptação à nova realidade climática serão o tema da segunda parte do quinto relatório do IPCC, previsto para ser divulgado em janeiro de 2014. O documento contou com a colaboração de sete cientistas brasileiros. Outros 13 brasileiros participaram da elaboração da terceira parte do AR5, que discute formas de mitigar a mudança climática e deve sair em março. De maneira geral, cresceu o número de cientistas vindos de países em desenvolvimento, particularmente do Brasil, dentro do IPCC. “O Brasil é um dos países líderes em pesquisas sobre mudança climática atualmente. Além disso, o IPCC percebeu que, se o foco ficasse apenas nos países desenvolvidos, informações importantes sobre o que está acontecendo nos trópicos poderiam deixar de ser incluídas. E é onde fica a Amazônia, um ecossistema-chave para o planeta”, disse Artaxo. No dia 9 de setembro, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) divulgou o sumário executivo de seu primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1). O documento, feito nos mesmos moldes do relatório do IPCC, indica que no Brasil o aumento de temperatura até 2100 será entre 1 ° e 6 °C, em comparação à registrada no fim do século 20. Como consequência, deverá diminuir significativamente a ocorrência de chuvas em grande parte das regiões central, Norte e Nordeste do país. Nas regiões Sul e Sudeste, por outro lado, haverá um aumento do número de precipitações. “A humanidade nunca enfrentou um problema cuja relevância chegasse perto das mudanças climáticas, que vai afetar absolutamente todos os seres vivos do planeta. Não temos um sistema de governança global para implementar medidas de redução de emissões e verificação. Por isso, vai demorar ainda pelo menos algumas décadas para que o problema comece a ser resolvido”, opinou Artaxo. Para o pesquisador, a medida mais urgente é a redução das emissões de gases de efeito estufa – compromisso que tem de ser assumido por todas as nações. “A consciência de que todos habitamos o mesmo barco é muito forte hoje, mas ainda não há mecanismos de governabilidade global para fazer esse barco andar na direção certa. Isso terá que ser construído pela nossa geração”, concluiu. * Publicado originalmente no site Agência Fapesp. (Agência Fapesp)

IBGE: 27 milhões de residências não têm rede de esgoto

Pouco mais da metade das residências no Brasil estão ligadas à rede coletora de esgoto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 35,8 milhões domicílios que contam com esse serviço, o correspondente a 57,1% de todo o universo investigado. O dado está presente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2012), divulgada nesta sexta-feira. Em relação a 2011, houve avanço de 2,1 pontos percentuais na proporção de casas com rede coletora de esgoto. Na região Sul, 42,3% das casas tinham essa característica. Por outro lado, do total de domicílios da região Norte, 13% estavam ligados à rede de esgoto.​ Ao todo, o IBGE identificou 62,8 milhões de domicílios particulares em 2012. Isso significou um avanço de 2,5% frente aos dados observados no ano anterior. Na região Norte, foi constatada a existência de 4,6 milhões de domicílios, aumento de 3,3% na comparação com 2011. No Nordeste, o total de domicílios cresceu 2,9%, chegando a 16,4 milhões de unidades. A maior parte se concentra no Sudeste. São 27,4 milhões de domicílios, incremento de 2,2% sobre o volume notado no ano anterior. Do total pesquisado, o instituto identificou que 74,8% eram próprios, percentual semelhante ao que fora observado em 2011. Nesse universo, 69,9% já estavam quitados, e 4,9% em fase de quitação. Outros 17,7% eram alugados, e 7,1% deles estavam cedidos. O IBGE constatou ainda que 85,4% dos domicílios brasileiros tinham rede de abastecimento de água. Na comparação com 2011, houve um acréscimo de 1,8 milhão de unidades com essas características. Os serviços de coleta de lixo atendem a 88,8% dos domicílios brasileiros pesquisados pelo IBGE. Na região Sudeste, a coleta de lixo chegava a 96% das residências. Já no Nordeste, essa proporção fica em 76,6%. Quanto aos serviços de iluminação elétrica, 99,5% dos domicílios brasileiros contavam com tal serviço em 2012, totalizando 62,5 milhões de casas atendidas. Em 2011, tal proporção era de 99,3%. Na região Norte, 97,3% dos domicílios tinham energia elétrica. (Fonte: Terra)

Critérios para liberar transgênicos ainda causam polêmica no Brasil

A forma como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avalia as propostas de transgênicos é alvo de críticas por especialistas, que apontam inexistência de pesquisas para examinar os efeitos a longo prazo da tecnologia no meio ambiente e na saúde humana. Doenças como câncer, deformações genéticas e problemas hormonais poderiam ser associados ao consumo dos alimentos modificados. A crítica vem de membros que participam da votação no CTNBio. “Em muitos casos, são testes com pequeno número de animais, com pequeno número de repetições. Isso faz com que a possibilidade de encontrar falsos negativos seja muito grande. Além disso, testes de consumo, testes nutricionais de curto prazo são relevantes para alguns tipos de informação, mas são insuficientes para outros. Problemas subcrônicos e alterações hormonais não aparecem nestes casos”, analisa Leonardo Melgarejo, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na comissão. Em geral, as análises apresentadas à comissão acompanham os efeitos da ingestão dos transgênicos em animais, como ratos e galinhas, durante o período de 45 a 90 dias. O problema é que, de acordo com alguns especialistas, certos tumores aparecem apenas após 120 dias da ingestão contínua do produto. Segundo Flávio Finardi, presidente da CTNBio,a recente existência dos transgênicos inviabilizaria estas análises. “Não podemos fazer uma análise a longo prazo. O que nós fazemos é uma previsão desse longo prazo. Qual é o histórico de liberação de transgênicos que temos? Não mais do que vinte anos.” De acordo com informações disponíveis no site da CTNBio, a comissão aprovou todas as solicitações para liberação comercial de transgênicos apresentadas desde 2007. Para Finardi, isso se deve às respostas satisfatórias que as empresas apresentaram aos questionamentos levantados. Ele afirma que as críticas feitas às aprovações da comissão vêm de “quatro ou cinco membros que são sempre contrários”. Lacunas na legislação – A legislação brasileira aborda a questão de forma inespecífica. Na Resolução Normativa 05, do Regimento da CTNBio, que dispõe sobre normas para liberação comercial dos transgênicos e seus derivados, consta que os proponentes devem esclarecer os “possíveis efeitos na cadeia alimentar humana e animal pela ingestão de OGM (organismos geneticamente modificados) e seus derivados” e os efeitos cancerígenos e genéticos. Mas, em nenhum dos casos, está especificado por quanto tempo a análise deve ser feita. De acordo com o regimento, cabe à empresa solicitante apresentar pesquisas que respondam às exigências da legislação de acordo com as descobertas científicas atuais. Entretanto, Leonardo Melgarejo, representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na CTNBio, afirma que, em geral, as análises não levam em consideração estudos independentes publicados em revistas científicas que avaliem o mesmo item. Melgarejo critica também o sigilo dos estudos: “O grave é que, como os estudos são realizados pelos interessados em não identificar problemas, e como existem mecanismos que fazem os testes tenderem a não encontrar problemas, seria honesto e relevante que todos disponibilizassem os dados e os testes. Como isto não é feito, se torna coerente perguntar: Qual o motivo? Se os estudos provam a tese da inocuidade, o que justifica sua ocultação?”. Membros e relatórios da Comissão já apontaram que algumas pesquisas de transgênicos aprovados não analisaram os efeitos em animais em gestação, conforme exigido na Normativa. De acordo com um dos relatórios da CTNBio, as pesquisas para a aprovação da soja LibertyLink da Bayer S.A. não analisaram este fator, porque a empresa argumenta que os estudos apresentados já eram suficientes “não se justificando a realização específica deste tipo de análise”. No caso do milho TC1507 x DAS-59122-7 das empresas Dow AgroSciences Sementes & Biotecnologia Brasil e a Du Pont do Brasil, um dos pareceres apontam que o dossiê apresentado pela Dow e Dupoint também não inclui estudos nutricionais acompanhando duas gerações dos animais, conforme previsto no regulamento da CTNBio. Apesar das objeções da própria comissão, as duas sementes foram liberadas com a maioria dos votos. Outro ponto questionado é a avaliação de organismos modificados que resultem do cruzamento de dois ou mais transgênicos já aprovados no Brasil. Eles passam por uma “análise simplificada”, podendo ser mesmo dispensados da emissão de novos pareceres. Segundo o biólogo francês, Gillers Ferment, consultor da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Cultura (FAO) e do Núcleo de Estudos Agrários e de Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o risco está nas consequências imprevisíveis da interação das espécies: “Na biologia estes ‘atalhos’ não funcionam”, alerta. Na União Europeia, são exigidos testes que analisem a toxicidade dos transgênicos em animais por no mínimo 90 dias, de acordo com as regras da Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (EFSA, sigla em inglês). Nos Estados Unidos, atualmente o maior produtor de transgênicos do mundo, não existe também especificação de período. É preciso comprovar a equivalência entre a planta transgênica e a não modificada. No entanto, parte da comunidade científica mundial considera essa definição sem base científica. Sociedade civil e órgãos do governo se manifestam – Representantes de grupos de pesquisa de universidades, sindicatos, ONGs e do governo também já tentaram interferir nas aprovações. Em 2012, diversas entidades, encabeçadas pelo Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor, solicitaram à CTNBio o cancelamento da liberação do milho NK603, da Monsanto. Em reunião de 18 abril de 2013, a CTNBio recusou, por 14 votos a 4, uma possível suspensão ou reavaliação da liberação – ou seja, a semente poderia continuar no mercado. Na ocasião, Marijane Vieira Lisboa, membro da comissão especialista em Defesa do Consumidor, descreveu a recusa como “lamentável, considerando a insuficiência gritante das pesquisas que fundamentaram sua liberação comercial e os resultados preocupantes de pesquisas recentes que vieram revelar eventos adversos sérios”. Também o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já apresentaram recursos questionando a liberação dos milhos T25, MON810 e Bt 11. Os recursos foram considerados improcedentes pelo Conselho Nacional de Biosegurança, órgão responsável pela homologação das decisões da CTNBio. Recentemente, também o Conselho Federal de Nutricionistas recomendou a não utilização de organismos geneticamente modificados e seus derivados até que “estudos independentes e conclusivos garantam sua inocuidade”. Segundo o CFN, “as metodologias atualmente empregadas levam a uma subestimação dos efeitos potenciais adversos sobre a saúde, decorrentes do consumo de produtos transgênicos”. Interação com agrotóxicos – No Brasil, 25 das 31 plantas transgênicas aprovadas têm como alteração a resistência a agrotóxicos, o que significa, na prática, que as sementes receberão o tratamento dos químicos quando forem plantadas. Por isso, a interação dos transgênicos com agrotóxicos também preocupa especialistas. Ferment afirma que existe um viés ideológico por parte da comissão ao realizar as avaliações de risco. “Parte majoritária da CTNBio concorda em não avaliar os riscos associados ao herbicida para qual a planta é tolerante. Na prática, isto se traduz pela apresentação de estudos pelas empresas que não representam os riscos reais da tecnologia.” Para Finardi, a obrigação da comissão é fazer uma avaliação do produto isolado, independente de seu uso ou consequências socioeconômicas. “Nós fazemos a avaliação do produto. Ele é considerado seguro para as condições ideias de plantio. Se ele vai ser ou não utilizado ou liberado, isso fica para outra instância”, afirma. Adriana Brondani, bióloga diretora-executiva do Centro de Informações sobre Biotecnologia (CIB), afirma que as aprovações realizadas no Brasil se fundamentam em uma biotecnologia que preza pela segurança. “O Brasil tem um sistema regulatório muito bem construído, consolidado, que é estável, preconiza pela ciência e realmente analisa dados que são técnico-científicos, e que não há uma aprovação sem segurança.” Para ela, a fase das sementes resistentes a agrotóxicos será superada por uma segunda geração onde haverá melhoras nutritivas nas plantas e resistências a condições ambientais extremas, como, por exemplo, o alface enriquecido em ácido fólico e a cana-de-açucar e o milho tolerantes à seca, que já estariam sendo pesquisados. Brasil é o que mais cresce na plantação de transgênicos – Segundo dados do CIB, o Brasil é o país que mais cresce na produção de transgênicos, sendo atualmente o segundo maior produtor mundial, com cerca de 36,6 milhões de hectares plantados. A soja é campeã tanto na adoção dos transgênicos como no uso de agrotóxicos: no Brasil, 90% de toda soja plantada é transgênica e 50% dos agrotóxicos utilizados vão para plantações de soja. No mundo, são 170 milhões de hectares de lavouras transgênicas. Os maiores produtores são Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá, Índia e China. (Fonte: Terra)

Biólogo explica sobre cuidados com escorpiões após caso de Natividade/TO

Depois que uma professora denunciou uma ‘invasão’ de escorpiões no setor Aeroporto II, em Natividade, o biólogo Jorge Luiz explicou durante uma entrevista à TV Anhanguera sobre os cuidados que se deve ter com o animal. Segundo o biólogo os escorpiões gostam de locais escuros e ficam escondidos durante o dia, saindo a noite para caçar insetos. “O alimento dos escorpiões é barata, grilo, entre outros. Eles comem insetos, então se eles saem e não encontram comida, eles passam a sair mais vezes e é quando as pessoas notam a presença deles”. Ainda de acordo com o biólogo existem mais de 500 espécies de escorpiões e as pessoas não devem se preocupar com a cor do animal. “Se a pessoa for picada por um escorpião, ela deve tomar alguns cuidados, mas tudo depende de cada pessoa. Tem umas que não vão ficar doentes, e outras vão apresentar um quadro de alergia. Só que a pessoa só vai saber [se tem alergia] se ela for picada”, explica Jorge Luiz que completa afirmando que o maior perigo são para os idosos e para as crianças, por causa da baixa imunidade do organismo. O cupinzeiro é um dos locais preferidos para escorpiões, cobras, lacraias e aranhas se esconderem, disse o biólogo. Jorge Luiz também explicou que não se pode fazer dedetização como no caso da professora de Natividade. “Produto químico não vai resolver [o problema], não vai matar todos os escorpiões, pelo contrário, vai deixá-los irritados [o que pode ser perigoso]“. (Fonte: G1)

Cientistas acham novo caminho para vacina universal contra gripe

O vírus influenza, causador da doença, é extremamente mutável, fazendo com que as vacinas para as gripes sazonais precisem ser alteradas constantemente. Contudo, novos estudos, publicados na revista científica Nature Medicine, trazem a esperança de que, em breve, será possível fabricar uma vacina universal contra a gripe. O vírus influenza é capaz de mudar as proteínas da sua superfície tão facilmente como se trocasse de roupas. No entanto, o material localizado no seu interior é comum a várias de suas mutações, levando os cientistas a acreditar que se concentrar no núcleo do vírus pode ser a chave para desenvolver uma vacina universal, que funcione contra todos os tipos de gripe. Acredita-se que uma parte específica do sistema imunológico, conhecida como células-T, seja capaz de reconhecer as proteínas que ficam no centro do vírus. Miolo mole Para examinar como essas células-T reagem diante da presença do vírus, pesquisadores do Imperial College, de Londres, analisaram 342 funcionários e estudantes que contraíram gripe suína. Eles estimam que ter-se deparado com a "casca" do novo vírus deve ter sido uma experiência completamente diferente para o sistema imunológico, mas acreditam que o material localizado no seu núcleo não deve ter causado espanto às defesas do corpo humano. A equipe analisou os níveis de um tipo de células-T no início da infecção dos pacientes analisados e constatou que, quanto mais células-T eles tinham, mais amenos eram os sintomas. Os pesquisadores então isolaram a parte do sistema imunológico que oferecia algum tipo de proteção à pandemia e a parte do vírus que estava sendo atacada, provavelmente comum a várias de suas mutações. "Esta é a base para uma vacina", resumiu Ajit Lalvani, líder da pesquisa. "Nós agora conhecemos exatamente o subgrupo do sistema imunológico que defende o organismo e identificamos os fragmentos-chave no núcleo do vírus que são atacados. Eles devem ser incluídos em uma vacina," completou. Esperançosos e céticos O pesquisador avalia que, se as conclusões do estudo estiverem corretas, deverá ser possível fabricar uma vacina universal contra a gripe em cerca de cinco anos. Já o professor John Oxford, da Universidade Queen Mary, está cético em relação à criação de uma vacina universal. "Seu efeito não poderá ser tão poderoso. Não vai resolver todos os problemas de pandemias de gripe, mas pode se somar às opções atuais de vacinas", avalia. Com informações da BBC

Planta híbrida produz tomate e batata ao mesmo tempo

Uma empresa da Grã-Bretanha desenvolveu uma planta capaz de produzir simultaneamente tomates e batatas. O vegetal híbrido foi batizado de TomTato uma combinação das palavras "tomato" e "potato" (tomate e batata, respectivamente, em inglês). A companhia responsável pelo produto, chamada Thompson and Morgan, afirmou que as plantas híbridas não foram geneticamente modificadas. Plantas híbridas não são exatamente uma novidade, mas a empresa disse que é a primeira vez que elas foram produzidas em escala comercial. Guy Barter, da Sociedade Real de Horticultura, explica que já foram criadas muitas dessas plantas a partir de uma técnica conhecida como enxertia, mas que o sabor dos seus frutos sempre foi um problema. "No passado, nunca botamos fé nessas plantas - não eram muito boas -, mas a enxertia vem funcionando a trancos e barrancos nos últimos anos", disse ele. "(Mas) a Thompson and Morgan é uma companhia de reputação e tem muito a perder; não descartaria que (a planta híbrida) possa ser valiosa para eles. Muitas pessoas não têm muito espaço em seus jardins, e imagino que o produto desperte seu interesse." Paul Hansord, diretor da Thompson and Morgan, disse que os tomates da planta híbrida são mais saborosos do que muitos dos comprados nos supermercados e afirmou que a planta exigiu uma década de trabalho. "Foi muito difícil desenvolver essa planta porque o caule do tomate e o caule da batata são muito grossos para que a enxertia funcione", explicou. "É uma operação que exige bastante qualificação. Nós já vimos produtos similares no mercado. No entanto, ao observarmos mais detalhadamente, percebemos que muitos dos nossos concorrentes são, na verdade, uma batata plantada em um vaso com um tomate plantado no mesmo vaso. Já a nossa planta é única e não produz folhagem de batata." A empresa diz que as plantas duram uma estação e, quando os tomates estão maduros para serem colhidos, as batatas também podem ser desenterradas. A Thompson and Morgan acrescentou que ambas as extremidades das plantas foram testadas para o composto alfa-solanina - um veneno que pode ser produzido dependendo das condições de crescimento e armazenamento do vegetal - e foram consideradas seguras por autoridades alimentares. Um produto similar, batizado de "Potato Tom", foi lançado em jardins da Nova Zelândia nesta semana. Com informações da BBC

Estilo de vida altera DNA e influencia metabolismo

Outrora visto como um registro definitivo a guiar o que acontece ou não com o corpo humano, hoje o DNA já é encarado com outros olhos por um crescente número de cientistas. Já está bem estabelecido, por exemplo, que o estilo de vida induz alterações no DNA. Seja feliz: seus genes agradecem e retribuem Essas alterações podem ter efeitos específicos sobre o metabolismo, sendo benéficos ou causando danos nos órgãos ou doenças, dependendo do estilo de vida. No decurso da vida, as influências ambientais e fatores de estilo de vida - como a dieta, o tabagismo ou a ingestão de bebidas alcoólicas - ou processos como o envelhecimento, induzem alterações bioquímicas no DNA. Frequentemente, essas alterações levam à metilação do DNA, um processo no qual grupos metílicos são adicionados a segmentos específicos do DNA, sem alterar sua sequência. Esses processos podem influenciar a função do gene, sendo conhecidos como epigenética. Epigenética e metabolismo Cientistas do Centro Médico Helmholtz (Alemanha) identificaram agora 28 alterações no DNA associadas a características metabólicas. Este é o primeiro estudo de larga escala associando o epigenoma com metabólitos e genes modificados pelo estilo de vida. O grupo analisou mais de 457 mil locais no DNA em busca de alterações bioquímicas, e comparou-as com as concentrações de 649 metabólitos diferentes. A análise revelou que a metilação de 28 segmentos de DNA altera uma série de processos metabólicos importantes. "Este estudo nos dá novas informações sobre como os fatores de estilo de vida podem influenciar o metabolismo através das alterações resultantes no DNA", afirmam Melanie Waldenberger e Christian Gieger. "Agora podemos usar estes resultados para desenvolver novas abordagens diagnósticas e terapêuticas para doenças relacionadas com o estilo de vida, tais como o diabetes," concluíram Há outros grupos procurando associações mais específicas no epigenoma, procurando descobrir, por exemplo, como a epigenética altera os genes ligados ao câncer. Redação do Diário da Saúde

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Reciclar é Brincadeira

Na escola La Salle é desenvolvido o Projeto: "Reciclar é Brincadeira", pelo professor José Carlos da Fonseca Maciel. O projeto é uma forma de ensinar, de maneira divertida os alunos a preservarem o meio ambiente através da reciclagem. Dentro do projeto são feitas instruções a respeito do assunto, bem como conscientização e também confecção de vários objetos, brinquedos com material reciclado. Veja em detalhes sobre o que se trata o projeto: "O mundo atualmente vive num processo extremamente acelerado e competitivo. Vivemos numa sociedade em que a mídia nos leva a consumir cada vez mais. Faz-se necessária uma reestruturação progressiva das culturas que ao longo da história, investiram em processos que implicaram no empobrecimento do aumento dos recursos e das fontes básicas da vida. O projeto faz refletir sobre a estrutura do consumo, sobre os indivíduos movidos pelos estímulos originários da cultura que todos preservam e reproduzem se preparando ao longo da vida para consumir, competir e atingir o progresso. É na escola que o aluno vai ter a chance de ter essa experiência ambientalmente correta. Uma delas e talvez a principal seja: Por que reciclar? Neste trabalho tratamos a educação ambiental, vinculada à reciclagem e ao reaproveitamento de resíduos, de maneira lúdica, para que as crianças aprendam, a sua maneira, que reciclar é importante. A Escola Municipal de Ensino Fundamental São João Batista de La Salle está situada na Glória, no município de Canguçu, com 110 alunos matriculados que frequentam a escola diariamente. O principal objetivo é conscientizar nosso aluno que o Meio Ambiente é único, não há substituição. Existem na mídia várias campanhas de sensibilização, que a qualidade da vida na terra está acabando também por um problema cultural das pessoas. A linguagem proposta esta sendo desenvolvida com crianças dos anos iniciais e teve como característica a produção de artesanatos e brinquedos, com a finalidade de despertar na criança o sentido de preservação e conscientização." MACIEL, José Carlos da Fonseca BARRETO, Lucia Helena Nachtigall

Blog meio ambiente e saúde de volta apos vários dias em manutenção!

Depois de vários dias em manutenção em meu blog, a noite postarei novamente informações atualizadas sobre saúde e meio ambiente. Desculpe o transtorno.