segunda-feira, 1 de julho de 2013
Pesquisadores criam Rede Brasileira de Astrobiologia*++
"Astrobiologia é uma área de pesquisa relativamente recente no país e no mundo. A ideia dessa área é entender o fenômeno da vida no universo: quais os processos que levaram à origem da vida no nosso planeta, como ela se desenvolveu e evoluiu no planeta ao longo do tempo, como esse desenvolvimento foi alterado, como a biologia está relacionada a fenômenos astronômicos e astrofísicos e como a vida se distribuiu no nosso planeta, entre outros," Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, e um dos idealizadores da iniciativa.
A recém-idealizada Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA) será, a princípio, uma comunidade virtual, congregada através do site www.astrobiologia.net.br.
"A ideia da rede é criar um sistema, em princípio virtual, para aumentar a integração de pesquisadores e educadores na área de astrobiologia no Brasil. Como essa é uma área relativamente recente no país, tanto em pesquisa quanto em educação, as pessoas ainda não se conhecem muito bem e falta informação de quem faz o que e sobre qual assunto", explicou Galante.
A rede foi idealizada por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (NAP-Astrobio-USP) e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).
"Na seção Associe-se será preenchido um formulário no qual se informa, além dos dados básicos [do pesquisador], os dados do trabalho que está sendo desenvolvido nessa área. As informações são enviadas para a coordenação da rede, da qual faço parte, e serão analisadas. Uma vez que, de fato, elas sejam comprovadas, o cadastro será incluído e ficará disponível online", explicou Galante.Agência Brasil
terça-feira, 25 de junho de 2013
O BNDES dispõe de linhas e programas de financiamento para toda a cadeia de resíduos, da coleta à destinação final
Entre os principais instrumentos disponíves, estão:
Linha de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos - Para o setor público ou privado, destina-se a investimentos em infraestrutura para tratamento e/ou destinação ambientalmente adequada de resíduos e projetos de remediação de áreas degradadas, com participação do BNDES de até 80% e prazo de até 15 anos. Exemplos: implantação e modernização de Estação de Transbordo, Usinas de Triagem e Reciclagem, Usinas de Compostagem, implantação e ampliação de Aterros Sanitários e Plantas de Manufatura Reversa, entre outros. Especificamente para a implantação de aterros sanitários, a participação máxima do BNDES poderá ser ampliada para até 100% dos itens financiáveis, desde que o beneficiário arque com os custos referentes à aquisição do terreno destinado ao projeto nos 180 dias anteriores à data de protocolo da Consulta Prévia no BNDES e esteja contemplada uma solução associada de tratamento dos resíduos (compostagem, aproveitamento energético e transformação de resíduos em matéria-prima, entre outros).
Linha BNDES Estados - Linha de financiamento com participação de até 90% do BNDES e prazo de até 10 anos para apoiar a formulação e implantação de programas de desenvolvimento integrado dos Estados, ou seja, um conjunto de investimentos definidos a partir de um planejamento estratégico, de longo prazo, com caráter multissetorial, integrado e sustentável. São passíveis de financiamento as despesas de capital constantes do plano plurianual e da lei orçamentária anual do beneficiário. Catadores - Com recursos não reembolsáveis do BNDES Fundo Social, é oferecido aos governos municipais (com mais de 500 mil habitantes e capitais do país) apoio complementar a seus investimentos em projetos destinados a promover a inclusão social e produtiva de catadores e gerar benefícios ambientais a partir da coletaseletiva domiciliar (porta a porta). Uma Secretaria Municipal deve procurar o banco para saber como apresentar o projeto ao BNDES (Porto Alegre, Curitiba, Distrito Federal e Rio de Janeiro já têm projetos aprovados). Para municípios com menos de 500 mil habitantes, o BNDES oferece aos governos estaduais a mesma oportunidade. Nesse caso, o banco deve ser procurado por uma Secretaria Estadual para saber como apresentar o projeto ao BNDES (o estado do Rio de Janeiro tem um projeto em análise).
Programa Fundo Clima – Destinado a aplicar a parcela de recursos reembolsáveis do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. Para o setor de resíduos sólidos, são apoiáveis projetos de implantação, modernização e ampliação de empreendimentos para disposição de resíduos sólidos com aproveitamento energético.
FINAME – Para aquisição de máquinas e equipamentos novos, incluindo conjuntos e sistemas, produzidos no país e constantes do Credenciamento de Fabricantes Informatizado – CFI do BNDES que apresentem índices de nacionalização, em valor e peso, iguais ou superiores a 60%, calculado segundo Critérios e Instruções para Cálculo de Índice de Nacionalização, ou que cumpram o Processo Produtivo Básico – PP. Exemplo: caminhões de coleta.
No caso das operações de financiamento feitas diretamente com o BNDES, a solicitação deve ser encaminhada por meio de carta-consulta - preenchida segundo as orientações do Roteiro de Informações para Consulta Prévia, disponível em http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/ bndes/bndes_pt/Ferramentas_e_Normas/Roteiros_e_ Manuais/index.html. As consultas prévias são o primeiro passo para obter financiamento junto ao banco. Existe ainda a possibilidade de operação indireta, através de instituição financeira credenciada. Essa modalidade é utilizada, em geral, para apoio a projetos de até R$ 10 milhões. www.bndes.gov.br
Linhas de crédito Caixa Econômica Federal visando à implantação de soluções sustentáveis de saneamento ambiental e infraestrutura
A Caixa Econômica Federal disponibiliza linhas de crédito para investimentos nos setores público e privado, visando à implantação de soluções sustentáveis de saneamento ambiental e infraestrutura. Um exemplo é o Programa Saneamento para Todos que utiliza recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e contempla, entre suas diversas modalidades, o manejo de resíduos sólidos.
Os recursos destinam-se às atividades de acondicionamento, coleta, transporte, transbordo, triagem, tratamento e disposição final ambientalmente adequada de resíduos sólidos, dos serviços de limpeza pública e de saúde, de construção e demolição, além da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Estão previstas ainda a reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação e aproveitamento energético, bem como ações complementares de suporte à implantação do empreendimento, relativas à educação ambiental e promoção da participação comunitária e ao apoio à inclusão social dos catadores. A linha também financia a infraestrutura necessária à implementação de ações de redução de emissão de gases de efeito estufa em projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), no âmbito do Protocolo de Quioto.
Para solicitação de financiamento junto à Caixa, o proponente deve entregar a carta-consulta disponibilizada eletronicamente pelo Ministério das Cidades, no site www. cidades.gov.br, acompanhada dos documentos necessários à análise de risco de crédito e o projeto básico juntamente com o orçamento do empreendimento constante da carta-consulta, peças de engenharia e de trabalho
socioambiental que poderão ser entregues nas Superintendências Regionais da Caixa, nos endereços disponíveis no site www.caixa.gov.br.
Na modalidade de Resíduos Sólidos do Programa Saneamento para Todos, há também a possibilidade de financiamento dos terrenos das obras com taxa de juros final de no máximo 9% ao ano, reajustada pela TR, além de percentual financiável de até 95% do valor do investimento e prazo de financiamento alongado, com até 48 meses de carência e 180 meses de amortização.
FINISA - A Caixa lançou no final de 2012 o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA) que, assim como o Programa Saneamento para Todos, é dirigido aos setores público e privado, mas com o diferencial de análise e enquadramento da operação concentradas na própria instituição. O FINISA permite financiar até 100% do valor de investimento, podendo ser celebrado contrato com prazo máximo de 20 anos, já incluído o período de carência de até cinco anos. Cabe ressaltar que a contratação de programas de financiamento junto ao setor público depende da existência de limite de endividamento autorizado pelo Conselho Monetário Nacional, ou do enquadramento do ente nas excepcionalidades da Resolução CMN No 2.827/01. www.cempre.org.br
Investigação na Anvisa encontra irregularidade em 23 agrotóxicos
Além dos seis agrotóxicos autorizados irregularmente pela Anvisa em 2012, a sindicância da estatal nos demais processos concluiu que outros 23 produtos começaram a ser vendidos sem passar por todas as etapas da análise regulamentar, que identificam, por exemplo, se o defensivo representa risco à saúde dos consumidores.
Segundo a Anvisa, a auditoria criada a pedido de seu diretor-presidente para auditar os processos da agência relativos aos Informes de Avaliação Toxicológica avaliou 205 processos, sendo que em 23 foram identificados problemas relativos à incorreção processual, além dos seis detectados no fim do ano passado.
À época, o então gerente-geral de Toxicologia, Luiz Cláudio Meirelles, denunciou que seis agrotóxicos receberam autorização para serem comercializados mesmo sem receberem todos os pareceres exigidos pela área.
A Anvisa informou que o relatório foi encaminhado para a Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público Federal (MPOF) e Polícia Federal. O nome dos produtos ou os fabricantes não serão divulgados neste momento até deliberação da diretoria da Anvisa. (Fonte: Valor Online)
Rio ganha centro global de pesquisa sobre desenvolvimento sustentável
Um ano após a Rio+20, o Rio de Janeiro ganhou nesta segunda-feira (24) o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, que vai ser responsável por criar projetos voltados a estabelecer uma “economia verde” no mundo, ou seja, como desenvolver a economia, auxiliando também as questões ambiental e social.
Um seminário realizado na cidade, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deu início aos trabalhos do “Centro Rio+”. Ele vai servir de base para iniciativas sustentáveis e renováveis que vão contemplar todos os países, desenvolvidos e em desenvolvimento.
A sede do Centro Rio+, que vai funcionar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vai receber cientistas, pesquisadores e acadêmicos do mundo para apresentar ideias que ajudem as populações a se desenvolver, sem perder o foco na preservação.
De acordo com a ministra, abre-se um canal internacional de discussão e trabalho. Segundo ela, a expectativa é de trabalhar este modelo inovador e integrar sociedades e governos na busca de soluções que visam o bem-estar das pessoas e do planeta.
“A riqueza deste centro está em buscar a diversidade de pensamentos, construir uma convergência de ideias e projetos, e influenciar todos aqueles que tomam decisões em torno do bem-estar da população. Esta é uma grande oportunidade de integração mundial”, disse a ministra.
Ela ressaltou também que os quatro primeiros temas que serão discutidos são as questões do clima, a erradicação da pobreza, a concepção de cidades e o desenvolvimento sustentável, sempre de olho nas agendas sociais e econômicas.
De acordo com o coordenador do Centro Rio+, o brasileiro Rômulo Paes, o grupo já conta com 30 integrantes, que terão como objetivo produzir e promover conhecimento para as boas práticas públicas e privadas para a sustentabilidade dos países.
O Centro Rio+ teve um financiamento de US$ 4,5 milhões oriundos da Conferência Rio+20. O Rio foi escolhido entre várias cidades estrangeiras pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que também fez a seleção e a contratação do pessoal. A nova instituição conta ainda com o apoio de 25 parceiros, como o BNDES e a Fundação Getúlio Vargas.
Metas sustentáveis – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável aconteceu de 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro, e reuniu mais de cem chefes de Estado no Riocentro, onde debateram como o mundo pode se desenvolver sem impactar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, reduzindo a pobreza.
Esperados como um dos principais trunfos da Rio+20, o que não aconteceu, os ODS seriam metas perseguidas pelos países para avançar ambiental, política e socialmente, reduzindo a disparidade entre nações ricas e pobres.
O documento “O futuro que queremos”, gerado na conferência, determinou a abertura do processo de discussão para criar essas metas. O primeiro rascunho dos objetivos terá que ser apresentado até setembro de 2013. Os ODS devem ser definidos para entrarem em vigor em 2015, quando terminam os prazos dos Objetivos do Milênio.
Um grupo de especialistas de várias partes do mundo, coordenado pelo economista norte-americano Jeffrey Sachs, lançou em maio o primeiro rascunho com os dez Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) que as sociedades civil e científica acham necessários para nortear a criação de políticas ambientais, sociais e econômicas a partir de 2015.
O relatório apresentado classificou diversos temas como prioritários, alguns não tão novos – mas que ainda precisam de políticas para resolver problemas relacionados a eles -, como o combate à pobreza e à fome, igualdade entre homens e mulheres ou a proteção à criança e ao jovem.
Porém, desta vez, questões ambientais foram classificadas como assuntos importantes, como o uso sustentável da água e da energia, redução das emissões dos gases causadores do efeito estufa – com metas de corte previstos para os anos de 2020, 2030 e 2050 -, além de reforçar a proteção das florestas por meio da valoração dos serviços ambientais.
Outras metas previstas na conferência – O documento produzido na Rio+20 prevê a criação de um fórum político de alto nível para o desenvolvimento sustentável dentro das Nações Unidas, além de reafirmar um dos Princípios do Rio, criado em 1992, sobre as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.
Este princípio significa que os países ricos devem investir mais no desenvolvimento sustentável por terem degradado mais o meio ambiente durante séculos.
Outra medida aprovada é o fortalecimento do Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente (Pnuma) e o estabelecimento de um mecanismo jurídico dentro da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Unclos, na sigla em inglês) que estabelece regras para conservação e uso sustentável dos oceanos.
Pobreza – O texto estabelece a erradicação da pobreza como o maior desafio global do planeta e recomenda que “o Sistema da ONU, em cooperação com doadores relevantes e organizações internacionais”, facilite a transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento.
Esse sistema atuaria para facilitar o encontro entre países interessados e potenciais parceiros, ceder ferramentas para a aplicação de políticas de desenvolvimento sustentável, fornecer bons exemplos de políticas nessas áreas e informar sobre metodologias para avaliar essas políticas. (Fonte: G1)
5 invenções que estão revolucionando a biotecnologia
Biologia e tecnologia estão progredindo em rápida sinergia, trazendo avanços surpreendentes em diversas áreas como medicina, neurociência e computação. Cientistas, futurólogos e transumanistas se reuniram no Congresso Internacional do Futuro Global para 2045, em Nova York, realizado nos dias 15 e 16 de junho, para discutir como essas tecnologias estão abrindo um caminho para a imortalidade digital.
Separamos cinco tecnologias incríveis que estão colocando a humanidade mais perto dessas inovações, ao ponto em que a tecnologia vai ultrapassar a inteligência humana e a “superinteligência” surgirá. Confira:
5. Androides surpreendentes
Em “2001: Uma Odisséia no Espaço”, robôs conquistaram muito a imaginação do público. Mas a imaginação está dando lugar à realidade, com o desenvolvimento de androides cada vez mais realistas. O roboticista japonês Hiroshi Ishiguro, diretor do Laboratório de Robótica Inteligente da Universidade de Osaka, no Japão, demonstrou um clone avançado androide de si mesmo.
Os androides ainda não podem se passar completamente por seres humanos, mas, no futuro, podem perfeitamente se misturar com a população. Alguns podem ter o propósito de ser amigos para crianças, e até de ser parceiros conjugais.
4. Interfaces cérebro-computador
Interfaces cérebro-computador ou interfaces cérebro-máquina evoluíram significativamente nos últimos anos. Alguns visam restaurar a mobilidade para as pessoas que ficaram paralisadas por lesão medular, acidente vascular cerebral ou doença cerebral, outros auxiliam a restaurar sentidos como visão ou audição, e os pesquisadores estão ainda estão tentando desenvolver interfaces para restaurar a memória.
Eles são implantados em áreas motoras do cérebro e podem gravar os sinais elétricos que representam movimentos particulares. Um computador decodifica os sinais e os usa para controlar um cursor de computador ou prótese. Os engenheiros José Carmena e Michel Maharbiz da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) descreveram, durante o congresso em Nova York, o trabalho que estão desenvolvendo para criar interfaces completamente sem fio.
Também na conferência, o engenheiro neural Theodore Berger, da Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles (EUA), falou sobre o desenvolvimento de uma memória da prótese. O dispositivo poderia substituir a parte do hipocampo do cérebro, na qual a memória a curto prazo é convertida para a memória de longo prazo. Até agora, Berger teve sucesso em ratos e macacos, e está testando o dispositivo em seres humanos.
3. Membros biônicos
O corpo robótico do Darth Vader, personagem de Star Wars, pode estar mais perto da realidade do que as pessoas pensam. Os membros protéticos atuais estão extremamente avançados. O chamado braço Luke – em homenagem a prótese de braço de Luke Skywalker em “Star Wars” e fabricado por Dean Kamen – é um dos membros biônicos mais sofisticados disponíveis. O braço é controlado através de um joystick e permite que a mão tenha força e possa segurar objetos.
No congresso, o inglês Nigel Ackland demonstrou sua mão artificial, chamada de Bebionic 3, que rivaliza com o braço de Luke na medida em que utiliza sinais diretamente dos músculos do braço para controlá-lo, ao contrário de um joystick. Ackland, que perdeu sua mão em um acidente industrial, disse que a Bebionic melhorou sua vida tremendamente.
Graças às interfaces cérebro-computador, alguns braços biônicos agora podem ser controlados diretamente pelo cérebro. O próximo desafio é ter resposta sensorial na prótese, dizem os cientistas.
2. Optogenética
Optogenética é uma técnica recentemente desenvolvida para controlar a atividade dos neurônios individuais. Um dos primeiros pesquisadores da área é Ed Boyden, que descreveu como funciona o processo em uma palestra durante o congresso.
Os sinais neurais são desencadeados pelo movimento de átomos ou íons carregados, através de canais nas suas membranas celulares. Alguns tipos de algas e outros organismos possuem proteínas sensíveis à luz, codificadas no seu DNA por genes específicos. Usando métodos do campo da terapia genética, os cientistas podem injetar esses genes em neurônios de um animal, fazendo com que as células “liguem” ou “desliguem” em resposta à luz. Usando optogenética, os pesquisadores podem, além de observar a atividade do cérebro, manipulá-lo ativamente.
1.Computadores moleculares
Os computadores do futuro podem não ser feitos de silício, mas sim de DNA. Os computadores de DNA já são muito melhores do que os tradicionais, disse George Church, geneticista da Escola Médica de Harvard (EUA).
O DNA é uma molécula rica em informação. Chips de computador são construídos usando portas lógicas que executam funções matemáticas em determinados serviços. Da mesma forma, estas portas podem ser construídas a partir de DNA, que pode ser conectado para executar cálculos dentro das células.[LiveScience]
Superbactérias proliferam enquanto produção e pesquisa de antibióticos diminui
Dois anos após a publicação de um manifesto sobre disseminação de superbactérias no mundo, na revista médica The Lancet, o cenário não é animador, apesar de alguns avanços.
O manifesto, feito por profissionais e institutos de medicina, em 2011, chamava a atenção para o uso indiscriminado de antibióticos, o que pode levar a um quadro em que os medicamentos existentes tornem-se obsoletos.
"Nós estamos perdendo essas drogas", declarou a médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Comitê de Imunização do Ministério da Saúde.
Resistência rápida
Richtmann destaca que basta pouco tempo para que se tenham relatos de resistência mesmo a antibióticos mais novos. "Eles [mecanismos de resistência] estão cada vez mais rápidos. Falo de questão de seis meses a um ano", informou.
Ela explica que, com isso, os investimentos industriais estão mais voltados para doenças crônicas, como hipertensão. "Mesmo em relação a doenças infecciosas, desenvolver drogas contra hepatite ou fungos parece ser mais interessante, porque não tem o mesmo mecanismo de resistência da bactéria", avaliou.
O último caso registrado no país ocorreu em maio deste ano, quando foi identificada a presença do gene tipo Carbapenemase New Delhi metallobetalactamase (NDM) em cinco pacientes do Hospital Conceição, em Porto Alegre.
Em 2010, foram pelo menos 35 casos de contaminação pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) no Recife.
A médica infectologista destaca, no entanto, que, para a grande maioria das bactérias existentes no Brasil, os antibióticos existentes são eficientes.
Infecções urinárias
Essa característica faz com que algumas infecções comuns, como a urinária, exijam drogas mais potentes das que eram utilizadas anteriormente.
"É uma infecção banal, principalmente entre mulheres, mas a gente está vendo que bactérias que eram sensíveis a antibióticos básicos já não dá mais para usar, tem um grau de ineficiência avançado", explicou Richtmann.
Outro exemplo destacado pela médica são as infecções provocadas pelo pneumococo, como meningite e pneumonia. "A gente sempre tratou com penicilina e agora estamos vendo que têm tipos menos sensíveis".
Por outro a indústria farmacêutica mundial reduziu a pesquisa de novos medicamentos que seriam capazes de conter essas bactérias multirresistentes.
"[Produzir antibióticos] não tem sido um bom negócio. Gasta-se, por exemplo, R$ 1 bilhão de dólares para pesquisar 10 mil novos compostos e chegar a um. Quando ele chega no mercado, a bactéria ficou resistente", explicou o médico Marcos Antonio Cyrillo, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Em 2008, por exemplo, nenhum novo antibiótico chegou ao mercado, informou o infectologista.
A resistência das bactérias ocorre porque elas, diferentemente de outras doenças, são microrganismos vivos capazes de transmitir o gene de resistência.
"Se temos dez bactérias no corpo, por exemplo, e nove são sensíveis ao antibiótico e uma é resistente, você toma o remédio e uma ficou. De 20 em 20 minutos ela se multiplica e vai transmitindo gene de resistência às filhas", explicou Cyrillo.
Por isso é fundamental que os pacientes fazem uso do remédio no período e na dosagem prescrita pelo médico.
Agência Brasil
Alecrim é a mais nova esperança contra infartos
Um famoso ingrediente de pratos e perfumes poderá no futuro ajudar o tratamento de vítimas de infarto do miocárdio, a parede do coração.
Depois de misturar folhas de alecrim à ração de ratos infartados, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) constataram que o consumo da planta atenuou os efeitos dessa complicação.
Este é mais um benefício na longa lista de efeitos benéficos à saúde promovidos pelo alecrim.
"Nos baseamos em outros estudos sobre alecrim e decidimos testar seus benefícios para ratos induzidos a infarto", explica Bruna Paola Murino Rafacho, que fez o estudo orientada pelo professor Sérgio Paiva.
Alecrim para o coração
Na segunda etapa do estudo, novos testes identificaram os possíveis mecanismos com que o alecrim atua no coração.
Foram avaliados o estresse oxidativo, relacionado ao envelhecimento precoce e surgimento de certas doenças, e o metabolismo de energia, isto é a transformação da energia no coração.
"Vimos que o alecrim diminuiu a oxidação de lipídeos e melhorou as defesas antioxidantes, atuando nas enzimas glutationa peroxidase, superóxido dismutase, melhorando assim o estresse oxidativo cardíaco", explica Bruna.
"Em relação ao metabolismo, a suplementação de alecrim melhorou a utilização de energia no coração dos ratos infartados, atuando em enzimas como citrato sintase e enzimas do complexo I e II da cadeia respiratória. A próxima etapa do estudo é analisar as proteínas e marcadores específicos do coração de ratos infartados, que podem explicar os resultados positivos com a ingestão do alecrim," explicou.
Segundo a autora, os resultados apontam para a possibilidade de o estudo evoluir para a fase clínica - envolvendo seres humanos. O professor Paiva, porém, acrescenta que, por enquanto, não é possível recomendar o uso desse produto em tratamentos cardíacos. "Ainda é preciso saber, por exemplo, em quais doses é seguro inserir o alecrim na dieta", observa. http://www.diariodasaude.com.br/
Pesquisa brasileira revela impacto do efeito estufa na agricultura
Um dos principais produtos vendidos pelo Brasil no exterior, a carne bovina, que coloca o país no topo mundial dos fornecedores desse alimento, pode ser afetada pelo gradativo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera. Os primeiros resultados de um estudo que faz parte do projeto Climapest da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.
O estudo será apresentado no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, que vai até o dia 26 de junho, em Dublin, na Irlanda.
Com base na quantidade presumível de dióxido de carbono no meio ambiente daqui a 30 anos, pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, nessas condições, a gramínea brachiaria, mais utilizada na alimentação do gado no país, cresce com mais força, porém, com menos nutrientes.
“Com mais fibras indigeríveis, em vez de se ter mais produção de carne – porque o boi vai ter mais pasto para comer, nós poderemos ter um problema porque a queda na qualidade dessa comida levará o pecuarista a ter de investir mais”, ponderou o coordenador da pesquisa, Adibe Luiz Abdalla, professor do Cena.
Os trabalhos foram desenvolvidos em um campo experimental da Embrapa, em Jaguariúna, na região de Campinas, a cerca de 125 quilômetros da capital paulista. Nesse local foi criado um ambiente que se prevê como realidade no ano de 2040. Nele foram instalados 12 círculos de 10 metros quadrados nos quais foi injetado dióxido de carbono que ampliou a quantidade encontrada atualmente na atmosfera de algo em torno de 370 a 390 para cerca de 590 a 600 partes por milhão (ppm).
O gás carbônico tem o papel de auxiliar no desenvolvimento das plantas por meio da fotossíntese. O professor Adibe estima que com mais fotossíntese haverá um aumento da biomassa. “Esse aumento da produção de biomassa no caso de forragens é interessante porque vai produzir mais e mais capim, só que esse capim pelas informações que a gente está obtendo até agora é de pior qualidade, tem mais fibra, mais componentes indigeríveis”, explicou ele.
Isso poderia comprometer, igualmente, supõe o pesquisador, outras culturas como as de algodão, arroz, feijão, milho e trigo. Mas, segundo ele, ainda não se sabe ao certo o real impacto do efeito estufa sobre essas culturas. (Fonte: Agência Brasil)
Comer várias vezes ao dia acelera o metabolismo e ajuda a emagrecer: mito ou realidade?
Reza a lenda que, se você fizer várias refeições por dia, ao invés de apenas três, seu metabolismo vai acelerar, gastando mais energia e fazendo com que você perca peso. O que a ciência tem a dizer sobre isso?
Em janeiro deste ano, o nutricionista Dylan Klein, do site Calories in Context, reuniu uma série de estudos sobre o tema. A conclusão: não há fortes evidências para sugerir que aumentar a frequência de refeições acelera o metabolismo.Fatores de peso
Ao longo do dia, seu corpo precisa de energia para todo tipo de atividade, seja metabólica, física ou mental. O gasto total depende de quatro fatores: metabolismo basal; efeito térmico do alimento; termogênese de atividade física; e termogênese de atividade não física. Assim, para que a frequência de refeições aumente o gasto de energia, ela deve afetar um ou mais desses fatores.“É claro que fazer mais refeições não vai afetar diretamente os fatores relacionados a exercícios físicos ou a atividade não física (…), o que nos deixa com o metabolismo basal e com o efeito térmico do alimento como possíveis fatores modificáveis”, resume Klein.
De acordo com os estudos reunidos, a frequência de refeições não leva o corpo a gastar mais energia, nem para seu metabolismo, nem para processos ligados a alimentação (absorção, digestão e armazenamento).Isso não significa, porém, que não haja qualquer efeito benéfico. “De um ponto de vista prático”, explica Klein, “aumentar a frequência de refeições é uma boa maneira de aumentar a ingestão de calorias de um atleta, ou possivelmente reduzir a sensação de fome em uma dieta hipercalórica”.
Ele lembra que há evidências de que o corpo “antecipa” refeições com base no padrão adotado pela pessoa. “Isso é manifestado pela grelina (um hormônio que causa a sensação de fome), sinalizando ao cérebro que você está com fome porque está ‘esperando’ uma refeição”. Esse fenômeno deve ser levado em conta ao se alterar a rotina de alimentação, seja para aumentar, seja para diminuir o número de refeições.
No fim das contas, o ideal é ter uma rotina alimentar e de exercícios baseadas nos limites e particularidades do corpo, e, claro, uma dieta saudável.[Calories in Context]
O que é mais importante: duração ou frequência de exercícios?
Muitas pessoas que iniciam (ou pretendem iniciar) uma rotina de exercícios passam por um dilema: fazer atividades todo dia, ou escolher dias específicos para se exercitar? De acordo com estudo recente, feito por uma dupla de pesquisadores da Queen’s University (Canadá), não há por que sofrer com essa dúvida, contanto que você acumule pelo menos 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos. Os autores reuniram 2.324 adultos no Canadá que cumpriam essa meta e os dividiram em dois grupos (um que se exercitava cinco a sete vezes por semana, e outro que se exercitava uma a cinco vezes por semana). Em seguida, avaliaram ao longo de sete dias o nível de atividade física que eles realizavam, para depois analisar fatores de risco de diabetes, derrame e doenças cardíacas.“Os resultados indicam que a maneira como adultos escolhem acumular seus 150 minutos semanais de atividade física não importa”, explica o pesquisador Ian Janssen. “Por exemplo, uma pessoa que não fez atividades físicas de segunda a sexta, mas esteve ativa por 150 minutos no fim-de-semana, teria os mesmos benefícios dessa atividade do que alguém que acumulou os 150 minutos ao longo da semana com atividades diárias de 20-25 minutos”.
Em suma, o importante é encontrar (e seguir) uma rotina de exercícios que possa ser adequada a seu planejamento semanal – mas sem exagero, é claro.[MedicalXpress; Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism]
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Governo anuncia que vacina da gripe H1N1 terá produção 100% nacional
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (18), em Brasília, que a vacina contra a gripe H1N1 terá produção 100% nacional. A medida foi possível por meio da transferência tecnológica do laboratório francês Sanofi Pasteur para o Instituto Butantan, em São Paulo.
Segundo o governo, até 2015, o Butantan atenderá toda a demanda nacional de doses da vacina contra o vírus influenza. Até hoje, o instituto distribuiu 6,5 milhões de doses, e a meta para os próximos dois anos é chegar a 44 milhões de unidades.
“Quando o Brasil tem tecnologia própria, nenhuma crise econômica, nenhuma variação do dólar, nenhuma decisão unilateral de empresas coloca em risco o tratamento dos pacientes aqui. Hoje, só conseguimos ampliar o calendário de vacinação contra a gripe porque mais de 90% das doses já são produzidas no Brasil”, destacou o ministro Alexandre Padilha.
Ele reforçou, ainda, que essas parcerias representam mais autonomia ao país, pois, se houver alguma pandemia de gripe, haverá uma maior segurança para aumentar a produção da vacina.
Medicamentos biológicos – Nesta terça, também foram anunciadas 27 novas parcerias com oito laboratórios públicos e 17 privados para a fabricação nacional de 14 medicamentos biológicos – produtos feitos a partir de células vivas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais, por não conterem conservantes. Esses remédios são geralmente indicados para o tratamento de doenças crônicas.
Entre os medicamentos biológicos que serão produzidos, estão seis para câncer (como de mama e leucemia), quatro para artrite reumatoide, um para diabetes, um cicatrizante, um hormônio do crescimento e uma vacina para alergia.
Com a medida, o Brasil passa a fabricar 25 drogas desse tipo, que representam 43% dos gastos do Ministério da Saúde. De acordo com Padilha, um único tratamento com medicamento biológico custa até R$ 20 mil por mês, mas o governo tem oferecido os produtos à população de forma gratuita.
“Há dois anos, o país não produzia insulina nem fazia parte do grupo de menos de dez países que produzem algum medicamento biológico para câncer e doenças inflamatórias”, disse Padilha. De acordo com o ministro, em dois anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) também passou de 500 para mais de 800 remédios oferecidos à população.
Para impulsionar a área dos biológicos, o governo anunciou a instalação de uma fábrica no Ceará para produção de medicamentos com base vegetal, já aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela FDA, que regula remédios e alimentos nos EUA.
Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, vários outros estados – como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais – estão montando parques tecnológicos próprios. A aposta nesse mercado, que movimenta R$ 90 milhões no país, poderá reduzir preços, afirmou Gadelha.
“As parcerias refletem essa fase moderna, competitiva, de focar no futuro e não apenas pagar nossas dívidas com o passado”, ressaltou.
O secretário também afirmou que, até 2014, haverá um investimento de R$ 2 bilhões em infraestrutura de laboratórios públicos, o dobro dos últimos dez anos. Gadelha explicou que essas ações cooperativas envolvem 15 ministérios e agências, como os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Também participam a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), entre outros. (Fonte: G1)
Um quarto das garotas entre 10 e 15 anos já usou a pílula do dia seguinte
Levantamento da Casa da Adolescente, em São Paulo, mostrou que 23% das garotas atendidas já usaram a pílula do dia seguinte para evitar uma gravidez indesejada.
Foram ouvidas 600 delas, entre 10 e 15 anos de idade.
De acordo com a pesquisa, 75% das meninas e 60% dos garotos já conheciam o medicamento para impedir a gestação.
A preocupação é que as adolescentes estão deixando de lado a prevenção contínua - o uso de pílulas anticoncepcionais e do preservativo - para usarem a contracepção de emergência.
"Para eles, a pílula de emergência é como uma varinha mágica. Virou a pílula do fim de semana, está sendo usada como se fosse anticoncepcional, porque algumas meninas chegam a tomar seis, sete vezes em um mês". disse a coordenadora do Programa Estadual de Saúde do Adolescente, Albertina Duarte.
Segundo ela, a pílula de emergência é indicada em casos de estupro, quando o preservativo estoura, sai do lugar ou fica preso no corpo da mulher, ou até mesmo quando a mulher esqueceu de tomar o anticoncepcional rotineiramente.
A segurança também não é garantida: De cada 20 garotas que tomam a pílula do dia seguinte, três engravidam, segundo Albertina.
Entre os riscos de abusar desse método, além da possibilidade de gravidez, está o desequilíbrio hormonal, pois uma pílula do dia seguinte equivale a meia cartela do anticoncepcional comum.
"É um bombardeio porque uma dose que tomaria em 15 dias, ela toma de uma vez. Pode ter hemorragia e não reconhecer mais seu organismo, podendo achar que está menstruada e que não tem risco de engravidar," diz Albertina.
A pílula do dia seguinte usa os mesmos hormônios utilizados no anticoncepcional convencional, porém com dosagem maior. O uso é recomendado até 72 horas após a relação sexual.
Excesso de sal engorda?
Muitos processos do organismo requerem sal, ou sódio, um mineral essencial. O sal ajuda a equilibrar os açúcares no sangue, auxilia no desempenho das células, ajuda o intestino a absorver nutrientes e regula o equilíbrio de fluidos e eletrólitos em nossos corpos, para citar apenas algumas de suas funções.
No entanto, o excesso de sal pode desequilibrar muitas das nossas funções corporais também, resultando em uma série de consequências adversas, incluindo ganho de peso.Muito sal sinaliza para o corpo reter água. A água ajuda o corpo a absorver o excesso de sódio e nivela a quantia da substância no organismo ao despachá-la. No entanto, a ingestão elevada e constante de sal nunca permite que este mecanismo natural de “despacho” aconteça, ou, pelo menos, o diminui significativamente.
Isto resulta num ganho de peso sob a forma de acúmulo de líquidos (fluidos), não gordura. Uma pessoa pode aumentar cerca de 1,5 kg – em casos extremos, mais – de peso da água extra no seu corpo devido a ingestão exagerada de sódio.
Há mais desvantagens para a saúde em se ingerir muito sal. O alto teor salino pode causar aumento da pressão arterial. Isto resulta em hipertensão, que por sua vez estressa o sistema cardiovascular do corpo.
Muito sal também pode interferir com a função renal e digestiva, resultando em ainda mais o ganho de peso e, possivelmente, graves problemas de saúde por excesso de acúmulo de toxinas no corpo.
A ingestão de sal diária máxima recomendada para adultos é de cerca de 2.300 mg, ou uma colher de chá. Pessoas que precisam controlar seu consumo de sal devem ingerir significativamente menos do que isso. Consulte o seu médico para saber a quantidade exata de sal que você deve consumir.
Reduzir a ingestão de sal quase sempre exige mudanças na dieta e estilo de vida. Evite alimentos processados, especialmente os de fast food. Estes alimentos geralmente contêm uma grande quantidade de sódio.
Além disso, evite o uso de sal ao cozinhar e não adicione sal a alimentos já cozidos. Preste atenção aos rótulos dos produtos que você come, e opte por opções de baixo teor de sódio. Mais importante ainda pode ser ingerir alimentos integrais e naturais, como frutas, legumes, cereais e proteínas magras.
Fazer exercício físico regularmente e beber bastante água também ajudam a liberar o excesso de sal do sistema.[ehow] http://hypescience.com/
Cientistas usam vírus modificado para curar cegueira
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) pode tornar mais seguro o uso de vírus para tratar doenças genéticas que levam à cegueira – o vírus atua como “mensageiro”, levando genes modificados até células específicas e fazendo com que eles substituam os defeituosos.
Embora sofisticado, o método não é simples. “Introduzir uma agulha através da retina e injetar atrás dela o vírus modificado é um procedimento cirúrgico arriscado”, explica o professor David Schaffer, um dos responsáveis pela pesquisa. Para aumentar o leque de opções, Schaffer e sua equipe geraram cerca de 100 milhões de variantes de um vírus (cada uma carregando diferentes proteínas em sua superfície) e, após diversos testes com cobaias, escolheram cinco capazes de penetrar a retina com eficiência.“Com base em 14 anos de pesquisa, nós conseguimos criar um vírus que você precisa apenas injetar no humor vítreo [o líquido que preenche o globo ocular] para que eles levem genes a um grupo difícil de alcançar de células delicadas, de modo cirúrgico, seguro e não invasivo”, resume. “É um procedimento de 15 minutos, e você poderá ir pra casa no mesmo dia”.Os testes foram realizados em cobaias com retinosquinose (doença que provoca buracos na retina e compromete a visão) e atrofia óptica de Leber (que faz a pessoa perder gradualmente a visão) e tiveram bons resultados. Agora, a equipe procura colaborar com médicos para que, em alguns anos, a técnica possa ser usada clinicamente.[Sci-news, Science Translational Medicine]
Adesivos podem substituir agulhas em vacina do futuro, dizem cientistas
Um adesivo que é colocado na pele para aplicar vacinas de forma barata e eficaz foi apresentado durante a conferência TEDGlobal em Edimburgo, na Escócia. Substituir a agulha por um nanoadesivo pode transformar a prevenção de doenças mundo afora, disse o inventor da tecnologia, o pesquisador Mark Kendall, da University of Queensland, em Brisbane, Austrália.
Segundo ele, o novo método abre caminho para vacinas de uso fácil para doenças como a malária, por exemplo. Outros especialistas deram boas vindas à novidade, mas disseram que o método pode não ser apropriado para todos os pacientes.
A série de conferências TEDGlobal (a sigla inglesa TED quer dizer “Think, Exchange, Debate” ou “Pense, Troque, Debata”) é realizada anualmente em diferentes partes do mundo. Ela é financiada pela fundação privada sem fins lucrativos Sapling Foundation, que promove a circulação de grandes ideias pelo mundo.
Método antigo – A palestra de Kendall em Edimburgo teve uma simbologia histórica: há 160 anos, na capital escocesa, Alexander Wood pediu a primeira patente para a agulha e a seringa. “A patente era quase idêntica às agulhas que usamos hoje. É uma tecnologia de 160 anos”, disse Kendall.
Aliada à água limpa e saneamento, ela cumpriu um papel fundamental no aumento da longevidade em todo o mundo, acresentou. Mas para Kendall, talvez tenha chegado a hora de atualizarmos essa tecnologia.
O nanoadesivo é baseado na nanotecnologia – que permite manipular a matéria em escala atômica e molecular, ou seja, em dimensões infinitamente pequenas. Ele supera algumas das desvantagens mais óbvias de vacinas convencionais, como o medo da agulha e a possibilidade de contaminação provocada pelo uso de agulhas sujas. Mas há outras razões pelas quais o método pode ser transformador, disse o professor.
Milhares de minúsculas saliências no adesivo perfuram a pele e liberam a vacina, que é aplicada, seca, sobre a pele.
“As saliências no adesivo trabalham com o sistema imunológico da pele. Nosso alvo são essas células, situadas a um fio de cabelo de distância da superfície da pele”, disse Kendall. “Talvez estejamos errando na mira e deixando de atingir o ponto imunológico exato, que pode estar na pele e não no músculo, que é onde as agulhas tradicionais vão”.
Em testes feitos no laboratório de Kendall na University of Queensland, o adesivo foi usado para administrar a vacina contra gripe. A equipe australiana disse ter notado que as respostas para vacinas aplicadas por meio do nanoadesivo foram completamente diferentes daquelas aplicadas com o uso da seringa tradicional.
“Isso significa que nós podemos trazer uma ferramenta completamente diferente para a vacinação”, disse o pesquisador.
A quantidade de vacina necessária, por exemplo, é muito menor – até um centésimo da dose normal. O preço de “uma vacina que custa US$ 10 pode ser reduzido para US$ 0,10, o que é muito importante no mundo em desenvolvimento”, acrescentou.
Vacinas sem efeito – Outro ponto fraco das vacinas tradicionais é que, por serem líquidas, precisam ser mantidas no refrigerador, desde o laboratório até a clínica onde é feita a vacinação. “Metade das vacinas aplicadas na África não estão funcionando direito por causa de falhas na refrigeração em algum momento”.
Quando Kendall disse, durante a conferência, que a vacina nanoadesiva poderia ser mantida a 23ºC durante um ano, a plateia respondeu com aplausos calorosos. Um representante da Brithish Society for Immunology, a sociedade britânica de imunologia, deu boas vindas à tecnologia, mas fez algumas ressalvas.
“Essa abordagem traz esperanças de vacinação fácil e em grande escala, já que ela tem como alvo um tipo de célula imunológica chamada célula Langerhans, que existe em abundância na pele”, disse Diane Williamson. “Essas células absorvem avidamente a vacina e são capazes de desencadear a resposta imunológica”.
“Porém, um dos problemas em potencial na aplicação (da vacina) sobre a pele é o tempo de aplicação e como garantir a administração da quantidade adequada de vacina. Além disso, talvez haja problemas de tolerância do adesivo em alguns pacientes. Mas se esses problemas puderem ser superados, o nanoadesivo tem o potencial de substituir a aplicação convencional, baseada em aplicação intramuscular por agulha”.
O nanoadesivo começará a ser testado em breve na Papua Nova Guiné, onde suprimentos de vacina são escassos. Kendall disse que acha difícil imaginar um mundo sem agulhas e seringas tradicionais, mas espera que o novo método possa ser utilizado em grande escala. (Fonte: Terra)
Alternativas à desertificação
Será realizado nesta quarta-feira (19), de 9 às 16 horas, o Seminário de Sistema de Alerta para a Seca e Desertificação, na sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. O encontro, promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com Inmet, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional do Semiárido (Insa) e Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), integra as atividades comemorativas da Semana Nacional de Combate à Desertificação, Mitigação dos Efeitos da Seca e Convivência com a Semiaridez.
O diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA e secretário-executivo da CNCD, Francisco Campello, explica que a desertificação é c, para o atendimento às demandas socioeconômicas da região. “Diferente das secas, que são fenômenos naturais, a desertificação pode ser evitada, por isso a importância de ações de convivência sustentável com a semiaridez para combater a desertificação”. afirma.
Segundo ele, a partir de estratégicas e métodos específicos, muitas vezes já utilizados por pequenos agricultores, é possível enfrentar e conviver, de forma sustentável, em regiões semiáridas. “Como exemplo temos a construção de cisternas de baixo custo para armazenamento de água por maiores períodos e adoção de práticas corretas de irrigação (água em excesso causa o acúmulo de sais mineiras que também em excesso fazem mal ao solo e causam a degradação do solo) como práticas de convívio com a semiaridez.
O diretor do Ministério do Meio Ambiente mostra que, no Brasil, o processo de desertificação é consequência do uso inadequado dos recursos florestais da Caatinga e do Cerrado principalmente para fornecimento de biomassa florestal para o atendimento de 30% da matriz energética do Nordeste e de outras regiões, por meio de desmatamentos. Além de práticas agropecuárias sem manejo adequado dos solos, provocando os processo erosivos e esgotando os solos, superpastejo (sobre carga) animal na pecuária extensiva comprometendo a regeneração de espécies e pelo manejo inadequado dos sistemas de irrigação, salinizando os solos.
Programação - A abertura do seminário será às 9 horas com palestra do diretor do Inmet, Antônio Divino Moura, sobre aprofundamento metodológico para sistemas de alerta. Em seguida, os pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Alvalá e Javier Tomasela, falarão sobre a construção e os resultados do Sistema de Alerta Precoce de Secas e Desertificação. O diretor do MMA, Francisco Camepello, abordará, ainda, a convivência com a desertificação no semiárido.
No período da tarde, a analista ambiental do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Luciana Valadares, fará um breve relato do Guia de Boas práticas para o Combate da Degradação de Terras e Desertificação e o diretor do Insa, Ignácio Salcedo, falará sobre o Projeto Desertwatch: Uma alternativa metodológica para um sistema de informação para avaliação e monitoramento da degradação do solo nos espaços semiáridos. O seminário será realizado no Auditório Maurílio Sampaio, na sede do Inmet, em Brasília, localizada no Eixo Monumental Sul Via S1, Setor Sudoeste. (Fonte: MMA)
Pesticidas causam impacto na fronteira agrícola da Amazônia
Os pequenos produtores estabelecidos na fronteira agrícola amazônica brasileira estão utilizando pesticidas em doses maiores, com maior frequência do que as recomendações agronômicas e, em alguns casos, de maneira inadequada para as pragas que pretendem controlar. Já os grandes produtores de soja e cana-de-açúcar da região seguem mais as recomendações agronômicas e até mesmo substituem compostos mais tóxicos para a saúde humana por outros menos danosos.
O balanço entre esses distintos padrões de uso parece ser negativo: uma pesquisa indica que os riscos de impactos de pesticidas sobre espécies aquáticas, como os peixes, aumentou significativamente. Isso porque, com a intensificação da agricultura na fronteira agrícola amazônica, elas estão sendo aplicadas em doses maiores e, apesar de serem menos tóxicas para os humanos e outras espécies de mamíferos, podem ser mais maléficas para organismos menores.
O trabalho foi feito por pesquisadores da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com colegas do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Departamento de Ciências Biomédicas da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, na Áustria, e do Instituto Alterra, da Holanda.
Os resultados da pesquisa, desenvolvida no âmbito de um projeto com apoio da FAPESP, foram publicados em um volume temático especial sobre a fronteira agrícola amazônica publicado pela Philosophical Transactions of The Royal Society.
“Observamos que os pequenos produtores na fronteira agrícola amazônica fazem uso grosseiro e descontrolado de pesticidas e, apesar de alguns grandes produtores da região seguirem as recomendações técnicas e terem substituído voluntariamente defensivos tóxicos por outros menos danosos, a ‘pegada ecológica’ desses compostos aumentou ao longo do tempo”, disse Luís César Schiesari, professor da EACH e primeiro autor do estudo, à Agência FAPESP, referindo-se ao impacto ecológico do uso inadequado de pesticida.
Os pesquisadores analisaram os padrões de uso de pesticidas por produtores de diferentes perfis na fronteira agrícola amazônica e os potenciais riscos de seu uso sobre a biodiversidade da região.
Para isso, realizaram, a partir de 2005, entrevistas com 220 pequenos produtores de frutas e verduras de quatro cidades na região central da Amazônia, na várzea do rio Solimões, e com administradores de uma fazenda de cultivo de soja de 80 mil hectares, localizada no Mato Grosso, na borda da Amazônia, e de outra propriedade, com 60 mil hectares, em processo de conversão para plantio de cana-de-açúcar, situada na região do rio Negro.
Os dados de aplicação de pesticidas, fornecidos pelos próprios produtores, revelaram que 96% dos pequenos agricultores aplicam as substâncias em suas lavouras em dose e frequência maiores do que a recomendação técnica.
Já os grandes produtores seguem mais de perto as recomendações técnicas e até mesmo diminuíram o uso de compostos mais danosos à saúde humana e ao meio ambiente, conforme a classificação de risco toxicológico e ambiental adotada pelos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.
Por outro lado, aumentaram o arsenal e a dose de pesticidas utilizados – o que elevou os riscos de danos a espécies de animais, conforme os pesquisadores observaram por meio de uma série de cálculos feitos para medir o impacto do uso inadequado dos pesticidas na biodiversidade da região.
“Constatamos que o aumento da dose e da diversidade de pesticidas utilizados pelos grandes produtores causou uma queda no risco para os mamíferos que habitam esses ambientes”, contou Schiesari.
“Em contrapartida, o risco para os organismos aquáticos aumentou até 135 vezes, conforme verificamos por meio de cálculos baseados em dados de toxicidade dos pesticidas utilizados para algas, peixes e zooplâncton [animais microscópicos que vivem em suspensão no ambiente aquático]”, afirmou.
De acordo com Schiesari, uma das explicações para essa diferença é que a categorização desses compostos segundo seus possíveis impactos à saúde humana é feita utilizando como modelo ratos de laboratório. Dessa forma, o sistema de classificação de riscos só é válido para os mamíferos.
“O risco de toxicidade apresentado por um determinado pesticida, no entanto, pode variar muito de um organismo para outro. Um composto menos danoso para ratos não apresenta, necessariamente, menor risco para peixes, aves e insetos”, comparou.
Áreas mais suscetíveis – Segundo Schiesari, as fronteiras agrícolas (regiões de conversão de habitats naturais para a agricultura) são as áreas mais suscetíveis aos impactos ambientais. Isso porque, como estão concentradas hoje em florestas tropicais – caracterizadas por grande biodiversidade –, são ambientes onde há um número maior de espécies que até então não tinham sido expostas aos riscos de práticas de manejo da terra potencialmente danosas, como o uso indiscriminado de pesticidas. São, portanto, espécies mais vulneráveis à contaminação ambiental, por exemplo.
“Em paisagens agrícolas tradicionais, muitas espécies já foram perdidas e as remanescentes podem apresentar algum nível de evolução de tolerância à contaminação ambiental não só por pesticidas, mas também por metais pesados”, disse Schiesari. “No caso das fronteiras agrícolas isso não acontece, porque há fauna e flora mais diversa, sem contato prévio com práticas agrícolas danosas.”
Os pesquisadores defendem que as fronteiras agrícolas recebam uma atenção maior de ações voltadas a promover práticas de manejo mais sustentáveis, como a regulamentação e o controle do uso de substâncias.
Reconhecidos como ferramentas importantes para a agricultura, por possibilitarem o aumento da produtividade agrícola, os pesticidas são formulados para terem efeito biológico sobre pragas agrícolas, mas podem causar danos a outras espécies, agindo sobre mecanismos fisiológicos basais e comuns a diversos organismos, conta Schiesari.
“Muitos pesticidas têm mecanismos de ação que consistem em agir sobre processos fisiológicos comuns a um vasto número de organismos – na respiração celular, transmissão de impulsos neuronais ou formação de fusos que separam os cromossomos na divisão celular, por exemplo. Dessa forma, podem ter impactos sobre diversos organismos sem nenhuma relação com a praga que o defensivo pretende controlar”, disse.
O pesquisador avalia que a minimização do risco de contaminação ambiental por pesticidas só pode ser efetivamente feita com o envolvimento de múltiplos atores, como organizações governamentais e ambientais, entre outras.
“É preciso uma regulamentação mais adequada, que leve em consideração particularidades de regiões tropicais megadiversas e, ao mesmo tempo, maior rigor no controle de uso dos pesticidas”, afirmou Schiesari.
“Os produtores têm que ter amplo acesso à educação e aos serviços de extensão rural e serem recompensados pelo governo ou pelo mercado por adotarem de forma voluntária de melhores práticas agrícolas”, disse.
“Há espaço para melhora no uso de pesticidas tanto entre os pequenos agricultores, cuja produção é familiar e voltada para abastecer a demanda por alimentos de Manaus, quanto entre os grandes produtores que, mesmo adotando práticas que não só atendem, mas até ultrapassam a legislação, ainda que possivelmente movidos por interesses econômicos, causam impactos substanciais pela escala e intensidade de produção”, avaliou Schiesari. (Fonte: Agência FAPESP)
Solo congelado do Ártico pode derreter em até 30 anos, diz estudo
O permafrost, solo permanentemente congelado do Ártico, pode começar a derreter entre 10 e 30 anos, liberando gases de efeito estufa na atmosfera e agravando o aquecimento global, indicou um estudo divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Ciências da Terra na Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.
O permafrost poderia começar a derreter a partir de uma elevação das temperaturas globais de 1,5 °C, em comparação com níveis pré-industriais, antecipa este estudo realizado a partir de estalagmites antigas e que será publicado em 27 de junho na revista “Geological Society”.
A temperatura global média já aumentou 0,8 ºC após a Revolução Industrial e se a tendência atual se mantiver, limite poderá ser alcançando de “10 a 30 anos”, calcula a equipe chefiada por Gideon Henderson.
“É necessário fazer um esforço urgente para reduzir os gases de efeito estufa”, alertaram os cientistas, que realizaram o estudo sobre estalagmites e estalagmites encontradas em uma gruta perto de Lensk, no leste da Sibéria.
Estes espeleotemas se formam quando a água da superfície se infiltra no teto da gruta, onde a temperatura ambiente é a mesma da superfície. Por isso, são testemunhos preciosos de uma época em que a região não era congelada.
Graças a vestígios de urânio e isótopos de chumbo, foi possível estabelecer que eles se formaram, em média, há 945 mil anos, depois novamente há 400 mil anos. Estes períodos de degelo do permafrost coincidem com os períodos em que a superfície da Terra era 1,5 ºC mais quente do que a era pré-industrial, com uma margem de erro de 0,5 ºC.
Estoque de carbono – Também chamado de “pergelissolo”, o permafrost representa, em média, um quarto da superfície das terras no hemisfério norte. Em nível mundial, encerra 1,7 trilhão de toneladas de carbono, ou seja, cerca do dobro do CO2 já presente na atmosfera.
Se esta matéria orgânica congelada derreter, ela liberará lentamente todo o carbono acumulado e “neutralizado” com o passar dos séculos. Este excesso de devolvido à atmosfera não foi até agora levado em conta nas projeções sobre o aquecimento global que são objeto de negociações em nível mundial.
A comunidade internacional se colocou como meta limitar o aquecimento a 2 °C e conseguir alcançar um acordo global e ambicioso de limitação dos gases-estufa em 2015 durante a conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) prevista para ser celebrada em Paris. De outra forma, as ações realizadas até o presente colocam o planeta numa trajetória de 3 ºC a 5 ºC. (Fonte: G1)
Mais da metade dos parques nacionais ainda estão irregulares
Mais da metade dos 68 parques nacionais (Parnas) continuam irregulares, quase oito décadas depois da criação da primeira unidade de conservação (UC) com as regras vigentes. A falta de regularização fundiária dessas áreas tem sido uma das cobranças mais frequentes feitas pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em reuniões com autoridades ambientais federais.
Ainda assim, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), criado em agosto de 2007 para coordenar os parques, não conseguiu resolver o problema. A situação que se prolonga por décadas é apontada como um dos sinais da deficiente política de Estado para a área, criticada tanto por especialistas do próprio governo quanto por organizações não governamentais.
A falta de investimentos nessas unidades é um dos principais problemas constatados. No orçamento do ICMBio não existe uma destinação específica para as unidades de conservação.
“Alguns estudos já mostravam que com 10% dos recursos usados em Belo Monte seria possível regularizar os parques nacionais. Com R$ 2 bilhões, [o governo] regularizaria todo o sistema, não apenas os parques”, disse a engenheira agrônoma Maria Tereza Pádua, presidente do site ECO e integrante da Comissão de Parques Nacionais da União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN).
Falta de investimento: Sem estrutura, 21% de parques e unidades de conservação do Brasil estão fechados
O valor estimado já considera a realidade do atual mercado imobiliário. Além de negociar com proprietários rurais, o governo terá que chegar a preços adequados em regiões próximas aos centros urbanos, onde o preço da terra é cada vez mais valorizado, como os casos de unidades próximas das capitais São Paulo e Rio de Janeiro.
Enquanto não há orçamento claramente definido, Maria Tereza Pádua aponta outras fontes que poderiam ser utilizadas para essa regularização.
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Ecológico (ICMS Ecológico), por exemplo, foi criado para compensar os municípios pela restrição de uso de áreas protegidas, estimular a criação de outras e melhorar áreas já protegidas como forma de aumentar a arrecadação.
Em Minas Gerais, ficaram definidos “índices de qualidade ambiental” para balizar os cálculos do imposto. Segundo a agrônoma, algumas cidades pequenas chegam a arrecadar R$ 2,7 milhões por ano com esse imposto.
Para a especialista, esses recursos deveriam compor o esforço financeiro pela regularização dos parques nacionais. O Parna do Itatiaia, no Rio de Janeiro, foi o primeiro criado no país e, até hoje, está irregular. Como outras unidades, o parque aguarda uma solução para que possa cumprir o papel de conservação de espécies identificadas na região.
Quando o parque está implementado, como é o caso da Serra do Cipó, em Minas Gerais, ou o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, os municípios percebem o valor do local e ganham dinheiro com o ecoturismo e as concessões, disse a agrônoma.
Maria Tereza acrescentou que todo ano há desmatamento em algumas regiões porque a sociedade não compreende o valor dessas áreas. Ela disse ainda que quando percebem os benefícios econômicos que essas unidades podem trazer, elas passam a ser bem vistas pela comunidade local. (Fonte: Agência Brasil)
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