sexta-feira, 21 de junho de 2013
Pesquisadores criam Rede Brasileira de Astrobiologia
Com o objetivo de integrar a comunidade científica e partilhar os trabalhos, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da Universidade de São Paulo (NAP–Astrobio-USP) e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) criaram a Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Para viabilizar o sistema de troca de informações, instituições de diversos estados contribuíram na criação da RBA. O site www.astrobilogia.net.br está em funcionamento desde maio deste ano.
“A ideia da rede é criar um sistema, em princípio, virtual para aumentar a integração de pesquisadores e educadores na área de astrobiologia no Brasil. Como essa é uma área relativamente recente no país, tanto em pesquisa quanto em educação, as pessoas ainda não se conhecem muito bem e falta informação de quem faz o que e sobre qual assunto”, explicou Douglas Galante, pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, em Campinas, também pesquisador associado do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP e um dos fundadores da rede.
Por astrobiologia, disse Galante, entende-se uma área multidisciplinar. “Astrobiologia é uma área de pesquisa relativamente recente no país e no mundo. A ideia dessa área é entender o fenômeno da vida no universo: quais os processos que levaram à origem da vida no nosso planeta, como ela se desenvolveu e evoluiu no planeta ao longo do tempo, como esse desenvolvimento foi alterado, como a biologia está relacionada a fenômenos astronômicos e astrofísicos e como a vida se distribuiu no nosso planeta, entre outros”, disse o pesquisador.
Para incluir o trabalho de pesquisa na rede basta entrar no site, na seção chamada Associe-se. Não há cobrança de taxa de inscrição ou de mensalidade. No entanto, é necessário comprovar que o trabalho realmente exista. O pedido de associação de qualquer membro ou trabalho será avaliado pela Comissão de Implantação, que poderá ou não aceitar o pedido.
“Na seção Associe-se será preenchido um formulário no qual se informa, além dos dados básicos [do pesquisador], os dados do trabalho que está sendo desenvolvido nessa área. As informações são enviadas para a coordenação da rede, da qual faço parte, e serão analisadas. Uma vez que, de fato, elas sejam comprovadas, o cadastro será incluído e ficará disponível online”, explicou Galante, em entrevista à Agência Brasil. Segundo ele, qualquer pessoa poderá consultar o banco de dados. (Fonte: Agência Brasil)
Fenômeno das rochas deslizantes pode ter sido desvendado pela Nasa
Na superfície obscura e rachada de um lago seco no Vale da Morte, na Califórnia (Estados Unidos), pedras se movem sozinhas no deserto. Sobre a árida Racetrack Playa, as rochas – algumas pesando mais de 300 quilos – deixam rastros sobre a areia, marcando seus inexplicáveis movimentos. Algumas das trilhas têm quase 200 metros de comprimento. A força “mágica” por trás dessas “rochas deslizantes” tem sido um mistério para cientistas há quase um século. Agora, um geólogo da Nasa, a agência espacial americana, acredita ter finalmente encontrado a resposta.
O professor Ralph Lorenz, um cientista planetário, crê que essas rochas ficam envoltas em gelo durante o inverno, então quando o leito do lago derrete e se torna lamacento, o gelo permite às pedras “deslizar” sobre o barro – fazendo com que sejam facilmente levadas pelos fortes ventos dos desertos. Em uma entrevista concedida à revista Smithsonian, ele resumiu a descoberta que publicou em 2009 da seguinte maneira:
“Basicamente, uma placa de gelo se forma em torno da rocha, e o nível do líquido muda até que a pedra começa a flutuar na lama. É uma pequena camada de gelo flutuando que tem uma espécie de quilha voltada para baixo e pode cavar uma trilha no barro mole”, afirmou Lorenz.
Até hoje, nenhum cientista conseguiu gravar uma rocha se movendo. Acredita-se que ninguém tenha jamais visto uma delas deslizando. Apesar dessa nova explicação para a movimentação das rochas deslizantes, muitos visitantes do Vale da Morte continuam atribuindo propriedades mágicas às pedras de Racetrack Playa. Alguns alegam que o fenômeno é causado por magnetismo, a ação de alienígenas ou ainda campos de força misteriosos. (Fonte: Terra)
Cabecear frequentemente no futebol causa danos cerebrais
Jogadores de futebol que cabeceiam a bola com alta frequência têm pior desempenho em testes de memória, apresentando anormalidades cerebrais semelhantes àquelas encontradas em pacientes com traumatismo crânio-encefálico.
"Optamos por estudar os jogadores de futebol porque o futebol é o esporte mais popular do mundo," disse Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, em Nova Iorque. "O esporte é amplamente jogado por pessoas de todas as idades, incluindo crianças, e há uma preocupação significativa que esse movimento - um componente chave do futebol - possa causar danos ao cérebro."
Em 2011, a mesma equipe havia concluído que cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro, mas o estudo foi criticado por outros pesquisadores, cujas conclusões diferiam.
Por isso, Lipton e sua equipe ampliaram o estudo, analisando um número maior de jogadores ao longo de um período maior de tempo.
Substância branca
Segundo o levantamento inicial, os jogadores de futebol cabeceiam a bola de seis a 12 vezes durante os jogos de competições.
Embora cabecear possa levar a uma concussão e à apresentação de sintomas pós-concussão, os estudos indicam que isto não é comum.
"Cabecear uma bola de futebol não gera um impacto de magnitude que vá dilacerar as fibras nervosas no cérebro," disse o Dr. Lipton. "Mas cabecear repetitivamente pode desencadear uma cascata de respostas que podem levar à degeneração das células cerebrais ao longo do tempo."
"Os cérebros dos cabeceadores mais frequentes em nosso estudo mostraram anormalidades da substância branca semelhantes às que vimos em pacientes com concussão," acrescenta o pesquisador.
Os jogadores com mais de 1.800 cabeceadas por ano foram os mais propensos a demonstrar resultados piores nos testes de memória.
Os danos à substância branca apareceram, bem antes, sendo documentadas em atletas com relataram acima de 885 cabeceadas por ano.
Se, em média, o atleta disputar uma partida por semana ao longo do ano, isso equivalerá a algo entre 17 e 34 cabeceadas por jogo - mais do que as 12 cabeceadas que a equipe contou em seu levantamento dos jogos de campeonatos. http://www.diariodasaude.com.br/
Tamiflu pode induzir resistência ao novo vírus da gripe H7N9
Cientistas da China e de Hong Kong descobriram que vírus H7N9, da nova gripe aviária, que provocou 37 mortes em cidades chinesas, é resistente ao medicamento Tamiflu.
O H7N9 tem infectado principalmente idosos.
Foram confirmados 131 casos de infecções, com 39 mortes e outros 14 pacientes que continuam internados. Os demais já foram considerados curados e liberados.
A idade média dos infectados pelo H7N9 é 61 anos.
O tratamento com o antigripal da farmacêutica suíça Roche, utilizado em 2009 no combate ao vírus da gripe aviária H5N1, foi ineficaz em três dos 14 pacientes analisados.
Em 11 dos 14 casos estudados, o Tamiflu conseguiu reduzir a quantidade de vírus na garganta dos pacientes e ajudou a acelerar a recuperação clínica.
Segundo os especialistas, em um dos pacientes o gene do vírus responsável pela resistência apareceu ativo depois de a infecção ter-se manifestado.
Com isso, segundo eles, pode-se interpretar que a medicação estimula o desenvolvimento da resistência ao vírus.
A Roche informou que os índices mundiais de resistência ao Tamiflu são baixos. A indústria farmacêutica ressaltou que considera a conclusão preliminar e que colabora com as autoridades médicas mundiais. http://www.diariodasaude.com.br/
Criação de banco de dados científicos é discutida pelo MMA
Formas de garantir o acesso a dados científicos da fauna e flora brasileiras para todos os interessados no país foram discutidas, na manhã desta quinta-feira (13), pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A ideia é criar o Sistema de Informação de Biodiversidade, com o objetivo de integrar os bancos de dados das diversas entidades públicas e de pesquisa do país e, assim, promover a proteção ambiental.
A iniciativa foi o ponto central do seminário “Política de dados e gestão de informação sobre biodiversidade: cooperações com a ciência e experiências internacionais”. Promovido pelo MMA em cooperação técnica com a Alemanha, o evento teve o objetivo de debater experiências internacionais e o estágio do Brasil em relação ao tema, além de trocar opiniões acerca da criação do sistema nacional.
Compartilhamento - O secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Roberto Cavalcanti, destacou a importância do compartilhamento das informações coletadas, dia após dia, sobre as espécies brasileiras. “A sociedade espera que o governo tome decisões com base em situações concretas”, explicou. “Para isso, é preciso que todos tenhamos acesso às informações científicas necessárias.”
A intenção é que o sistema em discussão funcione como um portal com a compilação dos bancos de dados das pesquisas em andamento em áreas como o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e outras entidades do país. “Dessa forma, será possível, por exemplo, gerar mapas com a distribuição de uma determinada espécie pelo país”, explicou o chefe de gabinete da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Fernando Tatagiba. “Além de reduzir o risco de extinção de espécies e auxiliar na recuperação da biodiversidade, um sistema como esse melhora a eficiência no uso da informação.” (Fonte: MMA)
Cientistas sequenciam genoma da bactéria causadora da hanseníase
Uma equipe internacional de biólogos e arqueólogos sequenciou o genoma de cinco linhagens da bactéria Mycobacterium leprae, causadora da hanseníase, para tentar entender por que houve uma queda súbita na incidência da doença no fim da Idade Média e como esse micro-organismo se transformou ao longo do tempo. Os resultados do estudo estão publicados nesta quinta-feira (13) na edição online da revista “Science”.
Essa doença infecciosa, conhecida como lepra, atinge a pele, os nervos, as extremidades do corpo (braços, mãos, coxas, pernas e pés), o rosto e órgãos como olhos e fígado, podendo causar deformidades físicas se não tratada.
A hanseníase é um dos males mais antigos da humanidade, já citado na Bíblia e em registros de 600 a.C. na África e Ásia. Segundo o Ministério da Saúde, 33 mil novos casos são detectados por ano no Brasil. Em todo o mundo, a doença atinge 225 mil pessoas anualmente, apesar da existência de remédios eficazes.
No estudo, o DNA da Mycobacterium leprae foi sequenciado a partir de cinco esqueletos da Idade Média e de pacientes vivos, para compará-los e se ter uma ideia de como essa bactéria evoluiu ao longo dos séculos. Segundo os cientistas – alemães, suíços, britânicos, suecos, dinamarqueses e malineses –, coordenados por Verena Schuenemann, do Instituto de Ciências Arqueológicas da Universidade de Tübingen, na Alemanha, o micro-organismo não teve uma mudança genética importante nos últimos mil anos.
Análise de 16 genomas – Os restos mortais analisados eram de pessoas doentes que viveram entre os séculos 10 e 14 no Reino Unido, na Suécia e na Dinamarca. Também foram feitas biópsias em pessoas vivas com hanseníase ao redor do mundo.
Ao todo, os pesquisadores encontraram 16 genomas antigos e contemporâneos da Mycobacterium leprae. Os autores viram que apenas 800 mutações ocorreram nesses 16 materiais genéticos, e as diferentes cepas da bactéria que existem hoje nas Américas provavelmente se originaram na Europa.
A hanseníase era altamente prevalente no continente europeu, onde os doentes eram desprezados pela sociedade e forçados a usar sinos para informar seu paradeiro. Em certas regiões, estima-se que quase uma em cada 30 pessoas estava infectada naquela época.
Desde o século 16, porém, a doença começou a diminuir em toda a Europa, ou porque as condições sociais melhoraram, ou porque outras doenças infecciosas, como a tuberculose e a peste negra, ofuscaram a hanseníase, sugerem os autores.
Possível resistência – Muitas pistas indicam que, com o tempo, os seres humanos desenvolveram resistência à doença, apontam os cientistas. Além disso, pode ter havido um intenso processo de seleção natural, pois os indivíduos doentes eram isolados dos demais.
“Em certas situações, as vítimas poderiam simplesmente ser pressionadas a não procriar. Outros estudos também identificaram as causas genéticas que fizeram com que a maioria dos europeus fosse mais resistente à doença que o resto da população mundial, o que também dá credibilidade a essa hipótese”, explica o coautor Stewart Cole.
Os cientistas também descobriram que uma cepa medieval da Mycobacterium leprae achada na Suécia e no Reino Unido era quase idêntica à encontrada no Oriente Médio.
“Não temos dados para determinar a direção em que a epidemia se espalhou. O patógeno pode ter sido levado para a Palestina durante as Cruzadas. Mas esse processo também pode ter ocorrido na direção oposta”, diz Cole.
Além da importância histórica, a pesquisa pode melhorar a compreensão sobre a hanseníase e a forma como a bactéria age. A Mycobacterium leprae também tem uma resistência muito grande, provavelmente por causa de suas paredes celulares grossas, o que abre a possibilidade de rastrear seu caminho em um passado ainda mais remoto em estudos posteriores, destaca a equipe.
Tipos de hanseníase – Existem dois tipos básicos de hanseníase. Em um deles, os pacientes desenvolvem resistência à bactéria e a doença é mais localizada – a cura consiste no uso de dois medicamentos por seis meses. Na outra forma, que é mais disseminada, os pacientes não têm resistência e transmitem a infecção. Nesse caso, o tratamento é feito com três drogas, ao longo de um ano.
A hanseníase pode ser passada de uma pessoa para outra pelo contato com alguém sem tratamento, por meio das vias respiratórias (tosse ou espirro). Apesar disso, a maioria dos indivíduos tem resistência natural para combater a doença, portanto não adoece. Além disso, o contágio só acontece quando há um convívio muito próximo e prolongado – cerca de dois anos – com um doente que não esteja sendo tratado. (Fonte: G1)
Educação ambiental sem fronteiras
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) participou do 7º Congresso Mundial de Educação Ambiental, em Marrakesh, no Marrocos. O evento teve como tema este ano “Educação ambiental em cidades e áreas rurais – buscando maior harmonia”, reunindo 2 mil educadores, pesquisadores e gestores de todo o mundo.
O diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA), Nilo Diniz, apresentou o Programa de Educação Ambiental e Agricultura Familiar (PEAAF), que desenvolve, no Brasil, ações educativas, buscando a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento da problemática socioambiental rural. Em outra mesa do congresso, o analista ambiental Alex Bernal apresentou o projeto de Boas Práticas em Educação Ambiental e Agricultura Familiar, como uma das principais iniciativas do PEAAF. A iniciativa selecionou 25 experiências em educação ambiental na agricultura familiar, premiadas no ano passado.
Agentes populares - Diniz também reforçou o lançamento de um edital do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), que prevê R$ 5 milhões para formação de agentes populares de educação ambiental na agricultura familiar e implementação de projetos comunitários de educação ambiental. “O projeto aprovado contará com apoio financeiro para formação em educação ambiental, agroecologia e regularização ambiental, além de poder implantar projetos de formação a outros agricultores em sua própria comunidade”, destacou.
“Foi muito interessante o intercâmbio entre os mais de 100 educadores e pesquisadores do Brasil presentes, porque esses estão entre aqueles que levam as ações de educação ambiental do nosso país, a serem conhecidas no mundo, sempre despertando boa repercussão sobre a experiência avançada de nossa legislação e das iniciativas de movimentos, comunidades e governos”, avaliou Nilo Diniz.
Segundo ele, a delegação brasileira estava entre as maiores e contou com apresentações de pesquisadores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Itaipu Binacional e universidades públicas.
O congresso foi encerrado com palestra da ativista Vandana Shiva, que destacou a importância da preservação das sementes nativas e do enfrentamento do êxodo rural, com fortalecimento da agricultura familiar, para se assegurar o futuro da humanidade. Ficou decidido que o próximo WEEC acontecerá em 2015 na Suécia.
Esta sétima edição contou com o apoio da realeza marroquina, que tem patrocionado importantes eventos internacionais. O próprio Processo de Marrakesh, chamado assim por ter resultado de importante reunião nesta cidade do Marrocos, foi concebido para dar aplicabilidade ao conceito de Produção e Consumo Sustentáveis. Ele estimula que cada país membro das Nações Unidas, e participante do processo, desenvolva seu plano de ação.
O Ministério do Meio Ambiente lançou o seu Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) em novembro de 2011, com o objetivo de promover políticas, programas e ações que envolvam a produção e o consumo sustentáveis no país. (Fonte: MMA)
Aquecimento dos mares provoca derretimento de gelo na Antártida
O aquecimento dos oceanos faz derreter as plataformas glaciares em torno da Antártida e é o responsável pelas maiores perdas da massa de gelo, tradicionalmente atribuídas à formação de icebergs, afirma a Nasa em um estudo publicado esta quinta-feira (13).
Cientistas estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano, que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de quilômetros quadrados.
Este primeiro estudo realizado sobre as plataformas de gelo em torno da Antártida revela que o derretimento de sua base respondeu por 55% da perda total de sua massa de 2003 a 2008, um volume muito mais importante do que o previamente calculado.
A Antártida contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escorregamento das geleiras para o oceano.
Determinar como elas derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos oceanos.
Segundo estes cientistas, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártida.
Para esta pesquisa, publicada na edição desta sexta-feira da revista Science, os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento.
Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs.
“O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártida é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg”, explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia, oeste), principal autor deste trabalho.
“Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártida contribui de forma muito mais importante”, afirmou. (Fonte: Terra)
Economia de consumo, Brasil despenca em competitividade
"O país possui uma economia mais baseada no consumo do que na produção. Como resultado, deixou de priorizar investimentos em setores em que poderia ser se tornar competitivo."
Esse foi o veredito dado por Stéphane Garelli, diretor do centro de competitividade mundial do instituto suíço IMD, que publica anualmente o relatório World Competitiveness Yearbook (Livro Anual da Competitividade Mundial).
De 2012 para 2013, o Brasil caiu do 46º para o 51º lugar entre 60 nações. Entre o ano passado e 2011, o Brasil já havia recuado duas posições no ranking.
O relatório analisa o gerenciamento das competências de cada país na busca por mais prosperidade.
"A competitividade de uma economia não pode ser reduzida apenas a PIB e produtividade; cada país ou empresa também tem que lidar com dimensões políticas, sociais e culturais", diz o documento. "Cada nação tem que criar um ambiente que tenha a estrutura, as instituições e as políticas mais eficientes para encorajar a competitividade dos negócios".
O ranking avaliou o desempenho de cada país em quatro áreas: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.
A liderança da lista foi ocupada pelos Estados Unidos, que desbancaram Hong Kong e voltaram ao topo, enquanto que a Venezuela foi considerado o menos competitivo dos países pesquisados.
O Brasil foi um dos que mais perderam posições desde que o ranking global de competitividade, incluindo países desenvolvidos e emergentes, começou a ser compilado pelo instituto, em 1997 - aquele ano, o país ocupava a 34º colocação entre 46 países.
"O Brasil deixou de fazer reformas importantes que, se postas em prática, poderiam aumentar a competitividade do país frente a outras nações do globo", afirmou Stéphane Garelli.
Carlos Arruda, professor de Inovação e Competitividade da Fundação Dom Cabral (FDC) e coordenador no Brasil dos estudos do World Competitiveness Yearbook do IMD, concorda.
"Entre essas ações, estão o investimento em infraestrutura e em educação. Essas são algumas áreas que claramente não estão acompanhando o grau de sofisticação da nossa economia, puxando o nosso crescimento para baixo", disse.
Os dados divulgados pelo IBGE nesta semana, apontando um modesto crescimento de 0,3% no PIB, por exemplo, escondem uma queda de 1,4% na produção industrial brasileira.
"No final, as regras de ouro da competitividade são simples: produzir, diversificar, exportar, investir em infraestrutura, dar apoio a pequenas e médias empresas, incrementar disciplina fiscal e manter coesão social", diz Garelli.
O pesquisador também lembrou que medidas de austeridade fiscal em geral reduzem a competitividade dos países que as implantaram para conter gastos. http://www.inovacaotecnologica.com.br/
Gestão integrada das águas
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) participa de evento internacional sobre gestão integrada de recursos hídricos. Será a reunião do Grupo de Trabalho sobre Participação Pública, Comunicação e Educação (PPCE), do Programa Marco para a Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos da Bacia do Prata, que acontece de 17 a 19 de junho, em Sucre, na Bolívia.
Além do Brasil e Bolívia, também participam representantes da Argentina, Paraguai e Uruguai. O objetivo da reunião é avaliar e consolidar conjuntamente um plano que atenda as especificidades de cada país, envolvendo atividades de participação pública, comunicação e educação na gestão compartilhada dos recursos hídricos, por meio da troca de experiências dos países.
Participação social – A experiência brasileira de participação social na gestão integrada de recursos hídricos é referencial importante para o desenvolvimento das atividades do plano. Representando o Ministério do Meio Ambiente brasileiro irá o gerente de projetos da Secretária de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Franklin de Paula Júnior, e a analista ambiental do Departamento de Educação Ambiental, Nadja Janke.
O grupo de trabalho já realizou reuniões e oficinas ao longo de 2012. Uma delas aconteceu em Cuiabá, durante o XIV Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (ENCOB), em novembro do ano passado. O encontro envolveu membros de comitês de bacia e conselhos de recursos hídricos atuantes na bacia platina para discutir soluções para a sustentabilidade da gestão das águas.
As atividades desenvolvidas também estão alinhadas ao Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), no que diz respeito à inserção geopolítica da gestão integrada de recursos hídricos e cooperação com os países fronteiriços e transfronteiriços, assim como atividades de capacitação, educação ambiental, comunicação, mobilização e participação social. O plano é um dos instrumentos que orienta a gestão das águas no Brasil.
Contexto - O Programa Marco para a Gestão Sustentável dos Recursos Hídricos da Bacia do Prata foi criado com o objetivo de fortalecer a cooperação transfronteiriça entre os governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. A meta é garantir a gestão dos recursos hídricos compartilhados da Bacia de maneira integrada e sustentável, levando em consideração o impacto da mudança do clima e gerando, assim, oportunidades para o desenvolvimento.
A Bacia do Prata abrange uma área de 3,5 milhões de km² e uma população de aproximadamente 130 milhões de habitantes, compreendendo partes dos territórios de cinco países sul-americanos: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai. A porção brasileira da Bacia Platina é composta por três Regiões Hidrográficas (Paraguai, Paraná e Uruguai) e integra áreas do Distrito Federal e mais oito estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (Fonte: MMA)
Uzbequistão e Cazaquistão apelam à ONU por ‘guerra da água’
Os presidentes do Uzbequistão e do Cazaquistão apelaram nesta sexta-feira (14) à arbitragem das Nações Unidas sobre projetos de usinas hidrelétricas dos dois países, que provocam regularmente conflitos e despertam temores de uma “guerra da água” na Ásia Central.
Os uzbeques e os cazaques dependem dos vizinhos Tadjiquistão e Quirguistão, duas ex-repúblicas soviéticas pobres da Ásia Central, para se abastecer de água.
No centro do conflito estão dois projetos gigantescos de usinas hidrelétricas, concebidos há várias décadas, ainda na era soviética, suspensos depois da queda da URSS, mas que foram retomados após alguns anos.
Desta forma, o Tadjiquistão, que enfrenta a cada inverno severas quedas de energia que impõem um racionamento drástico na capital Duchambe, iniciou após alguns anos a construção da barragem de Rogun, no rio Vakhsh, abandonada nos anos 1990 devido a uma guerra civil.
Com altura projetada de 335 metros, se for concluída, a obra será a maior do tipo no mundo.
O Quirguistão, por sua vez, quer construir outra barragem concebida na época da União Soviética, a de Kambarata-1 sobre o rio Naryn, com 275 metros de altitude.
Essas duas obras são muito mal vistas pelo vizinho Uzbequistão, que teme consequências para sua indústria algodoeira, dependente da irrigação, assim como um impacto negativo em seu meio ambiente.
Tachkent, além disso, adverte para os riscos sismológicos à região.
“Precisamos nos convencer de que nada ameace nosso meio ambiente e que Uzbequistão e Cazaquistão recebam os mesmos volumes de água que recebem atualmente”, declarou o presidente uzbeque, Islam Karimov, depois de ter pedido um parecer das Nações Unidas sobre as possíveis consequências destes dois projetos, em acordo com os países beneficiados pelo rio.
“Nós queremos enviar uma mensagem amistosa a nossos vizinhos: que nós devemos solucionar estes problemas sozinhos”, afirmou o presidente cazaque Nursultan Nazarbayev, em visita ao Uzbequistão. (Fonte: G1
Combater fome no Brasil com insetos é ideia extrema, dizem cientistas
As Nações Unidas recomendam: o consumo de insetos e as florestas onde eles vivem são ferramentas de combate a fome. O assunto está na pauta da Conferência da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, que começa neste sábado (15), em Roma.
Mas essa proposta esbarra em uma questão cultural e, no Brasil, a viabilidade é questionável. “O México vende gafanhotos em lata. Na China, tem churrasco de escorpião. Para nós (brasileiros) é difícil. Vai ser complicado. Vai demorar alguns anos”, comenta a bióloga Waleska Bretas, da Univale, em Minas Gerais.
A mudança de padrão no Brasil ocorreria “só mesmo em caso de necessidade extrema ou costume”, avalia Bretas. “Como em algumas populações indígenas da Amazônia, que já comem larvas de coqueiros e besouros”, adiciona.
Existem, no entanto, outras maneiras de usar a floresta como aliada para alimentar a população, defende Yeda Maria Malheiros, pesquisadora da Embrapa há 35 anos no Paraná. “E estamos perto de uma revolução”, afirma. A solução que o Brasil testa é integrar as matas e as áreas cultiváveis para produzir comida sem degradar o meio ambiente.
Agrofloresta - Para Yeda, a solução pode estar no programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que incentiva produtores rurais a cultivar de forma sustentável na própria terra. A lei foi sancionada em abril deste ano e passa a valer a partir de novembro. A Embrapa vai fornecer toda a tecnologia para provar que a diversificação de culturas e o replantio de florestas podem melhorar a qualidade da produção rural e gerar lucros.
O programa quer, na verdade, manter a agricultura e evitar que a mata nativa se acabe – uma forma indireta de usar as florestas no combate a fome. Na visão da Embrapa, essa é a resposta do Brasil frente à crescente demanda mundial por alimentos.
Embora reconheça muitas vantagens no método, o engenheiro agrônomo Alexandre Sylvio acha difícil conciliar floresta e lavoura. “Isso seria mais viável para pequenas comunidades, aldeias. Não dá para sustentar São Paulo num sistema agroflorestal. O que é possível fazer é aumentar a produtividade sem desmatar mais. Já desmatamos o suficiente”, pondera.
Outro problema na efetivação da agrofloresta seria a ausência de mão de obra rural. “Na década de 1950, tínhamos uma pessoa produzindo alimento para 20 pessoas. Hoje temos uma para 150. E na agrofloresta tudo tem que ser manual e você produz menos. Se você produz menos, o preço dispara”, argumenta Alexandre.
Historicamente, floresta e agricultura no Brasil têm problemas de convivência. No Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, parte da vegetação típica da região desapareceu. A paisagem foi modificada, a transformação foi nítida, mas gerou resultados econômicos para os agricultores. “O Cerrado suporta muita seca, tem frutas, bichos, só que em quantidade pequena. Como fonte de alimento, não atenderia a demanda que temos”, explica Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho).
Restam 62% de Cerrado no Mato Grosso. A atividade agrícola estaria ocupando o mínimo de território, que também é dividido com os índios. “Qualquer expansão a partir de agora vai se dar em cima de área de pastagem, sem derrubar uma árvore sequer”, prevê o diretor. O esquema de lavoura no Mato Grosso é por revezamento. Entre janeiro e fevereiro, planta-se o milho, que é colhido em meados julho. Em agosto, sobre a palha das espigas, vem a soja.
As safras seguem em volumes cada vez maiores, de acordo com a associação. Todos os anos, são cerca de 50 sacas de 60 quilos, ou seja, três toneladas por hectare, sendo que a soja já ocupa oito milhões de hectares no estado.
Potencial brasileiro – Pelas contas da União, o Brasil tem hoje 500 milhões de hectares de florestas, o que equivale a 56% do território nacional. Os biomas são diferentes, mas têm a mesma grandeza: uma variedade imensa de plantas e animais que poderiam servir de comida, principalmente para os moradores do campo. “Não tem como não olhar para a floresta com um uso importante, ainda que esse uso tenha sido convertido apenas para fins urbanos”, lembra Yeda.
Além de toda essa diversidade, a estimativa é de que existam 30 milhões de hectares de pastagens degradadas, onde poderia haver criação de gado e cultivos de todo tipo. Aos poucos, a pesquisadora da Embrapa acredita que esses espaços vão ser mais bem aproveitados e a monocultura vai deixar de ser prioridade diante de desafios maiores: matar a fome do mundo e evitar o caos do clima. (Fonte: UOL)
Manter aquecimento global em 2°C é ‘impossível’, dizem climatologistas
A comunidade internacional começa a trabalhar para alcançar em 2015 um importante acordo para conter um máximo de 2 ºC de aumento na temperatura, um desafio colossal que alguns especialistas consideram uma “missão impossível”.
O ciclo de negociações da ONU de dez dias que terminou nesta sexta-feira (14), em Bonn, na Alemanha, deu início à contagem regressiva para a cúpula de Paris, dentro de dois anos e meio, quando deverá ser adotado o mais ambicioso plano na luta contra o mudanças climáticas.
Qual será o marco obrigatório? Que compromissos vão ser tomados para reduzir as emissões de gases do efeito estufa? Devem ser mantida a flexibilidade para grandes países emergentes, como China, em nome do direito ao desenvolvimento?
As questões são muitas e complexas, mas o objetivo é conter o aquecimento em 2°C acima dos níveis pré-industriais. “Em teoria, é possível”, considera o climatologista Jean Jouzel, “mas parece muito difícil”, diz ele.
Com o aumento contínuo das emissões, a concentração de CO2 na atmosfera chegou recentemente a 400 ppm (partes por milhão), nível sem precedentes na história da humanidade.
De acordo com o grupo de referência de especialistas do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), limitar o aumento da temperatura entre 2°C e 2,4°C supõe que a concentração de CO2 não exceda 350-400 ppm. ‘Teríamos que diminuir pelo menos pela metade as emissões antes de 2050′, explica Jouzel, vice-presidente do IPCC.
A meta de 2 °C foi oficialmente adotada na Cúpula de Copenhague em dezembro de 2009. O valor foi determinado por políticos a partir de pesquisas científicas sobre o impacto de vários limiares de temperatura em corais, calotas polares da Groenlândia e na produtividade agrícola. “Os 2 °C são, possivelmente, simbólicos, mas a ideia é que, se superá-los, nós iremos correr riscos com relação à nossa capacidade de nos adaptar”, resume Jouzel.
No final de 2012, o ex-negociador da ONU para questões do clima, Yvo de Boer, havia considerado “fora do alcance” tal meta. E esta semana, um influente grupo de especialistas da alemã SWP dedicou um artigo no jornal britânico “The Guardian” ao “anunciado fracasso da meta de 2 °C, algo que ninguém quer falar realmente”.
Nos corredores do Hotel Maritim de Bonn, onde aconteceram as negociações sobre o clima, e apesar das dificuldades, ninguém quer colocar em dúvida o único objetivo tangível das negociações, por medo de abrir a caixa de Pandora.
Botes salva-vidas – Para o embaixador de Seychelles, Ronald Jumeau, cujo país é um dos muitos Estados insulares ameaçados pelo aumento do nível do mar, e que defende um objetivo de 1,5 °C, uma ambição revisada para baixo “sacrificará os mais vulneráveis”.
“Os negociadores das pequenas ilhas teriam, então, que voltar a seus países e comprar barcos salva-vidas”, comentou o embaixador.
Questionada recentemente sobre esta questão, a comissária europeia para o Clima, Connie Hedegaard, lembrou que os 2 °C foi “aceito por 120 líderes de todo o mundo há três anos e meio”. E perguntou: “devemos mudar de ambição, porque é difícil?”.
“Precisamos de vontade política e visão, e até este momento, não encontramos”, admitiu o negociador europeu. “O problema é que, se abandonarmos a meta de 2 °C, o que garante que vamos parar em 3 °C? Não podemos permitir que essa lógica prevaleça”, disse. (Fonte: Globo Natureza)
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Conheça a Horizon, uma revista de divulgação científica gratuita e em português
Para os interessados em ciência e pesquisas acadêmicas, uma nova revista gratuita acaba de chegar ao mercado: a Horizon, que foi criada pelos alunos do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
A Horizon destina-se à promoção das ciências, com especial foco na Física e competências associadas, como Astronomia, Matemática, Química, Biofísica, Biologia, História da Ciência, Filosofia, Medicina e Engenharia. O conteúdo é diverso e pode ser interessante tanto para leigos quanto para especialistas.A primeira edição da revista foi lançada no último 10 de junho e já está disponível em PDF. Neste número, você poderá ler também sobre um concurso de criação de um logotipo e mascote para a revista, e saber como participar.
A periodicidade da Horizon é trimestral. Para quem quiser mais informações, pode acessar http://horizon.fc.ul.pt/ ou página no Facebook da revista. http://hypescience.com/
O que são genes, cromossomos, DNA e genoma?
Boa parte das suas características físicas (cor dos olhos e do cabelo, formato do nariz, altura) tem origem em uma “biblioteca de genes” presente em cada uma das suas células. A seguir, você verá como essas minúsculas estruturas fazem você ser o que é.
Feitos de DNA (sigla em inglês para “ácido desoxirribonucleico”), os genes contêm “instruções” para que suas células possam produzir certas proteínas. De acordo com estimativas do Projeto Genoma, seres humanos têm entre 20 mil e 25 mil genes.Mesmo pessoas muito diferentes entre si possuem um código genético quase idêntico, e uma variação em menos de 1% dos genes é suficiente para explicar as diferentes características entre elas. Um gene é um trecho de um cromossomo que codifica para uma proteína que tem alguma função no corpo.
Cromossomos
No interior do núcleo de cada célula, o DNA está “enrolado” em torno de proteínas (histonas) e compactado em estruturas chamadas “cromossomos”, cujo formato lembra o de uma letra X. Eles só são visíveis quando a célula vai se dividir.
Normalmente, seres humanos possuem 23 pares de cromossomos, sendo que, em cada um destes pares, metade é herdada da mãe e o outra metade, do pai. Nesse conjunto, existe um par de cromossomos sexuais, que é diferente dos outros, e define o sexo da pessoa (homens têm um cromossomo X e um Y, e mulheres têm dois cromossomos X).
DNA
O DNA contém o material genético de um ser vivo e é formado, basicamente, por quatro bases químicas, açúcares e fosfato. As bases – adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T) – formam pares entre si (A com T e C com G) e, junto com moléculas de açúcar e fosfato, se organizam na forma de dupla hélice, similar a uma escada retorcida (nessa comparação, cada “degrau” seria formado por um par, e os “suportes laterais” seriam formados pelos açúcares e pelo fosfato). Estima-se que o DNA humano contenha cerca de 3 bilhões de bases.Cada gene é responsável por uma determinada característica, e pequenas diferenças na ordem das bases fazem com que essa característica se manifeste de maneira diferente (uma pessoa pode ter cabelos loiros, castanhos, ruivos, dependendo do gene que regula essa característica). Genes correspondentes, mas diferentes entre si, são chamados de “alelos”.
Uma das características mais importantes do DNA é sua capacidade de se duplicar, o que ajuda a preservar o material genético de uma célula durante sua divisão.
Boa parte do DNA de uma pessoa está contida no núcleo da célula, e o restante se encontra nas mitocôndrias (estruturas celulares que, entre outras funções, produzem “combustível” para a célula).[Genetics Home Reference (1) (2)]
Genoma
Genoma é o conjunto de todos os cromossomos de um indivíduo. No caso dos humanos, o genoma é o conjunto dos 23 pares de cromossomos que ficam no núcleo de cada célula do corpo. Estas são as instruções que formam você com as características físicas e parte das psicológicas que exibe.
Por Guilherme de Souza em 16.06.2013 as 14:00
http://hypescience.com/
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Marte: o que aprendemos nos últimos 5 anos
Marte é o planeta do nosso sistema solar que mais desperta a curiosidade das pessoas e dos cientistas – tanto que esse é o nome dado à última nave da NASA enviada ao astro avermelhado.
Quarto planeta a partir do sol, Marte, nome dado em homenagem ao deus romano da guerra, de fato lutou contra a maioria dos nossos avanços científicos por bastante tempo: mais da metade das naves espaciais enviadas para estudá-lo fracassaram, se perderam no espaço ou desmoronaram na superfície do planeta.
E o que tanto queríamos saber sobre o planeta vermelho que continuamos insistindo? Um dos mistérios mais intrigantes do universo hoje: se existe vida extraterreste.
Não há como falar sobre Marte sem levantar a questão da vida. Muitos cientistas o consideram o lugar mais provável em nosso sistema solar em que a vida extraterrestre poderia ter se desenvolvido uma vez – ou mesmo ainda existir.
Sendo assim, nos propusemos a responder se o planeta já abrigou vida; mas essa questão ainda está em aberto. O que sabemos, de fato, até agora?
Phoenix
No mês passado, no dia 25, fez cinco anos desde que a nave espacial Phoenix, da NASA, pousou no polo norte de Marte.
Segundo o Dr. Tom Pike, um dos cientistas da missão Phoenix, só agora é possível julgar o que a nave realmente alcançou em termos de progressos científicos.
Phoenix adicionou muito ao nosso conhecimento do planeta vermelho. Talvez sua conquista de maior destaque tenha sido cavar uma camada de gelo logo abaixo da superfície de Marte.
O material branco desenterrado parecia desaparecer lentamente. Esta foi a prova definitiva de que os cientistas haviam encontrado água congelada. Conforme um exame posterior de crateras de meteoritos frescos mostrou, essa camada de gelo não estava apenas onde Phoenix havia pousado, mas se estendia à direita mais ao norte do planeta.
Phoenix certamente foi a primeira missão a entrar diretamente em contato com o gelo, e derretê-lo. No entanto, já era conhecido há décadas que havia água na forma de gelo no planeta.
Apesar de menos divulgada, a mais importante descoberta de Phoenix foi, provavelmente, a presença de percloratos no solo marciano. Estes compostos químicos, ironicamente, haviam sido detectados pela adição de água trazida da Terra. Um dos instrumentos de Phoenix, MECA, foi capaz de olhar para assinaturas químicas fundamentais na sopa barrenta resultante, e a presença de perclorato ficou bastante clara.
O problema com o perclorato na Terra é que é muito solúvel em água. Encontrá-lo em abundância na superfície de Marte sugeria fortemente que não havia muita água líquida por lá há algum tempo, ou ela teria “lavado” os percloratos.
Dois microscópios de Phoenix contaram uma história similar. Os cientistas foram capazes de aumentar o zoom para uma resolução sem precedentes e ainda não conseguiram encontrar qualquer sinal de argila, a assinatura de água líquida.
Alguns anos depois, os pesquisadores concluíram que Marte deveria ser seco. A evidência química e microscópica de MECA apontava que não havia água líquida (fator essencial para a vida) na superfície de Marte.
Phoenix também foi capaz de olhar para a atmosfera acima do planeta, onde os cientistas viram pela primeira vez neve caindo do céu marciano. Água por toda parte, mas apenas na forma de gelo – certamente nada para beber.
Após cinco meses de operações da missão, Phoenix falhou durante o inverno do norte, com temperaturas abaixo de menos 100 graus Celsius e sem luz solar. Quando as sondas marcianas circulando o planeta foram mais uma vez capazes de observar Phoenix, ficou claro que o gelo havia condenado a nave – seus painéis solares tinham sido arrancados pelo peso da queda de neve no inverno. Curiosity
Em agosto passado, a nave Curiosity chegou em Marte, pousando na cratera Gale, perto do equador do planeta. O rover carrega muito mais poder instrumental do que Phoenix, como seria de se esperar por cinco vezes mais o preço.
Os pesquisadores depositam bastante esperança no poderoso Laboratório Científico de Marte a bordo da Curiosity.
Nos últimos nove meses, no entanto, apesar da nave ter progressivamente implantado toda a sua capacidade instrumental para analisar o solo marciano, Curiosity ainda não deixou Phoenix no chinelo.
A nave também encontrou perclorato no solo – é provável que a substância cubra o planeta – e a presença do mineral forsterita sugere que a água líquida ali é muito limitada.
Como os microscópios de Phoenix, Curiosity não conseguiu encontrar argila no solo. O solo no equador parece ser tão seco quanto o solo das planícies do norte de Marte.
Phoenix deu a imagem mais conclusiva de inospitalidade da superfície de Marte até hoje. Curiosity produziu a mesma imagem, a partir de um local muito diferente do planeta.
Mas Curiosity, ao contrário de Phoenix, pode estudar rochas antigas, uma vez que é capaz de “caminhar” e atravessar a cratera Gale.
E, para alegria dos cientistas, a nave já coletou evidências mais úmidas e quentes a partir de antigas formações rochosas que mostram que o planeta pode ter sido muito diferente bilhões de anos atrás.
Até o momento, Curiosity não encontrou qualquer um dos compostos orgânicos que indicam a possibilidade de vida no planeta. Phoenix já havia dado mais do que um forte indício de que, mesmo se houvesse vida em Marte, ela não seria encontrada perto da superfície.
Se Curiosity, ou qualquer outra missão, encontrar ou não sinais de que houve uma vez, há muito tempo, vida em Marte, Phoenix pelo menos merecerá um elogio por ter indicado a direção da pesquisa. [BBC]
Aumenta preocupação com impacto da anestesia sobre o cérebro
Os pediatras já estão alertas quanto à possibilidade de que a anestesia geral pode ter efeitos duradouros sobre o cérebro das crianças.
Um novo estudo, contudo, sugere que a ameaça também pode se aplicar aos cérebros adultos.
Testes em animais de laboratório mostraram que os efeitos neurotóxicos da anestesia geral dependem da idade dos neurônios cerebrais - e não da idade dos animais submetidos à anestesia, como se pensava.
"Nós demonstramos que a morte celular nos neurônios, induzida pela anestesia, não está limitada ao cérebro imaturo, como se acreditava anteriormente," disse Andreas Loepke, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati (EUA).
"Em vez disso, a vulnerabilidade parece atingir os neurônios de uma certa idade e estágio de maturação. Esta constatação nos leva um passo mais perto de compreender o mecanismo subjacente do fenômeno," completou.
Riscos da anestesia sobre os neurônios
Novos neurônios são gerados em abundância na maioria das regiões do cérebro muito jovem, explicando por que as pesquisas anteriores centraram-se nos estágios iniciais de desenvolvimento cerebral.
Em um cérebro maduro, a formação de neurônios diminui consideravelmente, mas continua ao longo da vida, particularmente no giro denteado e no bulbo olfatório.
O giro denteado, que ajuda no controle da aprendizagem e da memória, é a região que Loepke e seus colegas centraram atenção no seu estudo.
Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar a relevância da constatação para os seres humanos, o estudo sugere possíveis implicações para a saúde de milhões de crianças e adultos que se submetem à anestesia cirúrgica, disse Andreas Loepke.
"A cirurgia é muitas vezes vital para salvar vidas ou manter a qualidade de vida e, geralmente, não pode ser realizada sem anestesia geral," reconhece o pesquisador.
"Os médicos devem discutir cuidadosamente com os pacientes, pais e cuidadores os riscos e benefícios dos procedimentos que necessitam de anestesia, bem como os riscos conhecidos de não tratar certas condições," concluiu http://www.diariodasaude.com.br/
Coronavírus Mers tem potencial para causar pandemia, diz OMS
A Organização Mundial da Saúde orientou nesta segunda-feira (10) os profissionais sanitários do mundo todo a se manterem atentos aos sintomas da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), doença causada por um coronavírus e que tem potencial para se transformar em uma pandemia.
A agência da ONU, que divulgou novas diretrizes aos países a respeito da pandemia de influenza, disse que o mundo também está na mesma “fase de alerta” com relação a duas cepas da gripe aviária capazes de infectar humanos: a H5N1, que surgiu há uma década, e a H7N9, detectada inicialmente em março na China.
“Estamos tentando descobrir o máximo que pudermos e estamos preocupados com esses (três) vírus”, disse Andrew Harper, consultor especial da OMS para saúde sanitária e ambiente, em entrevista coletiva convocada para explicar a nova escala do órgão para o risco de pandemias.
A diretriz provisória, a ser finalizada ainda neste ano, incorpora lições da pandemia de 2009/10 da gripe suína H1N1, que causou cerca de 200 mil mortes, cifra compatível com as gripes sazonais comuns.
A nova escala, ajustada para incluir a noção de severidade na avaliação dos riscos, tem apenas quatro fases, em vez das seis anteriores. A intenção é permitir que os países tenham mais flexibilidade na avaliação dos riscos locais.
“A preocupação internacional com essas infecções é elevada, por que é possível que esse vírus se desloque pelo mundo. Já houve vários exemplos em que o vírus se transferiu de um país para outro por intermédio de viajantes”, disse a OMS sobre a Mers, que causa tosse, febre e pneumonia.
Viajantes já transportaram o vírus para Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália. Pessoas infectadas também foram encontradas na Jordânia, Catar, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.
“Consequentemente, todos os países do mundo precisam assegurar que seus profissionais da saúde estejam cientes do vírus e da doença que ele pode causar, e que, quando casos inexplicados de pneumonia forem identificados, a Mers-CoV (coronavírus) seja considerada.”
A Mers-CoV, parente distante da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) surgida no ano passado na Arábia Saudita, já foi confirmada em 55 pessoas no mundo todo, das quais 31 morreram. Quarenta casos ocorreram na Arábia Saudita, principalmente em um hospital na província de Al Ahsa (leste).
“O número total de casos é limitado, mas o vírus causa a morte em cerca de 60 por cento dos pacientes”, disse a OMS, apresentando os resultados de uma missão de especialistas internacionais que passou uma semana na Arábia Saudita, até domingo.
Até agora, a OMS não apresentou orientações específicas para viajantes que participem do haj, peregrinação que leva milhões de muçulmanos anualmente à Arábia Saudita, e que neste ano cai em outubro. (Fonte: Terra)
Cientistas sequenciam genoma do pato para tentar vencer gripe aviária
Um consórcio internacional de cientistas sequenciou o genoma do pato-real (Anas platyrhynchos), o principal hospedeiro natural do vírus influenza A, que causa uma nova epidemia de gripe aviária na China desde fevereiro. Os resultados, publicados na revista “Nature Genetics” de domingo (9), podem ajudar a combater o vírus H7N9, responsável pela morte de 36 pessoas e por uma perda de quase R$ 14 bilhões à economia chinesa.
Segundo os autores – de instituições da China, Coreia do Sul, Canadá, EUA e vários países da Europa –, a descoberta contribui para desvendar o processo de interação entre o vírus da gripe e seu hospedeiro.
Os pesquisadores, liderados por Ning Li, da Universidade Agrícola da China, em Pequim, sequenciaram o conjunto de genes de uma pata de dez semanas de idade e estudaram dois animais infectados. Essas aves muitas vezes têm a doença, mas não manifestam nenhum sintoma. Além disso, funcionam como “reservatório” de outros tipos de gripe aviária, como o H5N1.
Ao comparar a expressão gênica (processo pelo qual uma informação hereditária é processada) nos pulmões dos patos contaminados por um vírus H5N1 mais forte ou mais fraco, a equipe identificou genes cujos padrões de expressão foram alterados em resposta à gripe aviária. Foram identificados, ainda, fatores que podem estar envolvidos na resposta imune do pato à doença.
Os dados obtidos indicam que o pato, assim como a galinha e um pássaro chamado mandarim (Taeniopygia guttata), tem um repertório menor de genes de imunidade em relação aos mamíferos. Outro ponto observado é que os patos também apresentam genes que não estão presentes em aves como galinhas, mandarins e perus.
Daqui para frente, “os cientistas serão capazes de explorar mais profundamente os mecanismos de disseminação e infecção da gripe aviária”, destacou o gerente do Instituto de Genômica de Pequim (BGI), Jianwen Li, um dos autores do trabalho. (Fonte: G1)
Plástico poderá ser substituído por… fungos?
Mofos e cogumelos normalmente não são vistos com bons olhos, mas, se depender da empresa Ecovative, algum dia serão usados em larga escala em construções e embalagens.
Tudo começou quando os jovens estudantes Eben Bayer e Gavin McIntyre fizeram experimentos com fungos para um trabalho escolar. Anos mais tarde, fundaram a Ecovative, sediada em Nova York (EUA). A empresa cultiva micélio, aquele conjunto de filamentos que fungos multicelulares usam para absorver nutrientes e que adere a outros materiais.O processo dura de cinco a sete dias e é interrompido (por meio de calor) antes que o fungo comece a soltar esporos – que vêm do “corpo” do fungo.
Maleável, o material pode preencher moldes de diversos formatos e, além disso, cresce em pouco tempo, o que aumenta o leque de possibilidades de uso. “Nós vemos um futuro em que os materiais serão encontrados no para-choque do seu carro, nas paredes da sua casa e no interior de sua mesa”, conta Sam Harrington, funcionário da Ecovative.
Contudo, empresas como a Ecovative ainda precisam lidar com uma percepção pública negativa a respeito de produtos feitos com fungos, e também com um certo receio por parte de empresas de logística – o que, de acordo com Harrington, deve ser uma questão de tempo.
“Nós testamos os materiais em câmaras sob condições extremas, bem como em anos de remessas e envios, e não encontramos problema algum”, garante. Além disso, nesse ano, eles fizeram uma parceria com a Sealed Air Corporation (a empresa que começou a produzir plástico-bolha), para aumentar a produção de embalagens de micélio.[Gizmodo]
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