sexta-feira, 21 de junho de 2013
Combater fome no Brasil com insetos é ideia extrema, dizem cientistas
As Nações Unidas recomendam: o consumo de insetos e as florestas onde eles vivem são ferramentas de combate a fome. O assunto está na pauta da Conferência da FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, que começa neste sábado (15), em Roma.
Mas essa proposta esbarra em uma questão cultural e, no Brasil, a viabilidade é questionável. “O México vende gafanhotos em lata. Na China, tem churrasco de escorpião. Para nós (brasileiros) é difícil. Vai ser complicado. Vai demorar alguns anos”, comenta a bióloga Waleska Bretas, da Univale, em Minas Gerais.
A mudança de padrão no Brasil ocorreria “só mesmo em caso de necessidade extrema ou costume”, avalia Bretas. “Como em algumas populações indígenas da Amazônia, que já comem larvas de coqueiros e besouros”, adiciona.
Existem, no entanto, outras maneiras de usar a floresta como aliada para alimentar a população, defende Yeda Maria Malheiros, pesquisadora da Embrapa há 35 anos no Paraná. “E estamos perto de uma revolução”, afirma. A solução que o Brasil testa é integrar as matas e as áreas cultiváveis para produzir comida sem degradar o meio ambiente.
Agrofloresta - Para Yeda, a solução pode estar no programa Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que incentiva produtores rurais a cultivar de forma sustentável na própria terra. A lei foi sancionada em abril deste ano e passa a valer a partir de novembro. A Embrapa vai fornecer toda a tecnologia para provar que a diversificação de culturas e o replantio de florestas podem melhorar a qualidade da produção rural e gerar lucros.
O programa quer, na verdade, manter a agricultura e evitar que a mata nativa se acabe – uma forma indireta de usar as florestas no combate a fome. Na visão da Embrapa, essa é a resposta do Brasil frente à crescente demanda mundial por alimentos.
Embora reconheça muitas vantagens no método, o engenheiro agrônomo Alexandre Sylvio acha difícil conciliar floresta e lavoura. “Isso seria mais viável para pequenas comunidades, aldeias. Não dá para sustentar São Paulo num sistema agroflorestal. O que é possível fazer é aumentar a produtividade sem desmatar mais. Já desmatamos o suficiente”, pondera.
Outro problema na efetivação da agrofloresta seria a ausência de mão de obra rural. “Na década de 1950, tínhamos uma pessoa produzindo alimento para 20 pessoas. Hoje temos uma para 150. E na agrofloresta tudo tem que ser manual e você produz menos. Se você produz menos, o preço dispara”, argumenta Alexandre.
Historicamente, floresta e agricultura no Brasil têm problemas de convivência. No Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, parte da vegetação típica da região desapareceu. A paisagem foi modificada, a transformação foi nítida, mas gerou resultados econômicos para os agricultores. “O Cerrado suporta muita seca, tem frutas, bichos, só que em quantidade pequena. Como fonte de alimento, não atenderia a demanda que temos”, explica Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho).
Restam 62% de Cerrado no Mato Grosso. A atividade agrícola estaria ocupando o mínimo de território, que também é dividido com os índios. “Qualquer expansão a partir de agora vai se dar em cima de área de pastagem, sem derrubar uma árvore sequer”, prevê o diretor. O esquema de lavoura no Mato Grosso é por revezamento. Entre janeiro e fevereiro, planta-se o milho, que é colhido em meados julho. Em agosto, sobre a palha das espigas, vem a soja.
As safras seguem em volumes cada vez maiores, de acordo com a associação. Todos os anos, são cerca de 50 sacas de 60 quilos, ou seja, três toneladas por hectare, sendo que a soja já ocupa oito milhões de hectares no estado.
Potencial brasileiro – Pelas contas da União, o Brasil tem hoje 500 milhões de hectares de florestas, o que equivale a 56% do território nacional. Os biomas são diferentes, mas têm a mesma grandeza: uma variedade imensa de plantas e animais que poderiam servir de comida, principalmente para os moradores do campo. “Não tem como não olhar para a floresta com um uso importante, ainda que esse uso tenha sido convertido apenas para fins urbanos”, lembra Yeda.
Além de toda essa diversidade, a estimativa é de que existam 30 milhões de hectares de pastagens degradadas, onde poderia haver criação de gado e cultivos de todo tipo. Aos poucos, a pesquisadora da Embrapa acredita que esses espaços vão ser mais bem aproveitados e a monocultura vai deixar de ser prioridade diante de desafios maiores: matar a fome do mundo e evitar o caos do clima. (Fonte: UOL)
Manter aquecimento global em 2°C é ‘impossível’, dizem climatologistas
A comunidade internacional começa a trabalhar para alcançar em 2015 um importante acordo para conter um máximo de 2 ºC de aumento na temperatura, um desafio colossal que alguns especialistas consideram uma “missão impossível”.
O ciclo de negociações da ONU de dez dias que terminou nesta sexta-feira (14), em Bonn, na Alemanha, deu início à contagem regressiva para a cúpula de Paris, dentro de dois anos e meio, quando deverá ser adotado o mais ambicioso plano na luta contra o mudanças climáticas.
Qual será o marco obrigatório? Que compromissos vão ser tomados para reduzir as emissões de gases do efeito estufa? Devem ser mantida a flexibilidade para grandes países emergentes, como China, em nome do direito ao desenvolvimento?
As questões são muitas e complexas, mas o objetivo é conter o aquecimento em 2°C acima dos níveis pré-industriais. “Em teoria, é possível”, considera o climatologista Jean Jouzel, “mas parece muito difícil”, diz ele.
Com o aumento contínuo das emissões, a concentração de CO2 na atmosfera chegou recentemente a 400 ppm (partes por milhão), nível sem precedentes na história da humanidade.
De acordo com o grupo de referência de especialistas do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), limitar o aumento da temperatura entre 2°C e 2,4°C supõe que a concentração de CO2 não exceda 350-400 ppm. ‘Teríamos que diminuir pelo menos pela metade as emissões antes de 2050′, explica Jouzel, vice-presidente do IPCC.
A meta de 2 °C foi oficialmente adotada na Cúpula de Copenhague em dezembro de 2009. O valor foi determinado por políticos a partir de pesquisas científicas sobre o impacto de vários limiares de temperatura em corais, calotas polares da Groenlândia e na produtividade agrícola. “Os 2 °C são, possivelmente, simbólicos, mas a ideia é que, se superá-los, nós iremos correr riscos com relação à nossa capacidade de nos adaptar”, resume Jouzel.
No final de 2012, o ex-negociador da ONU para questões do clima, Yvo de Boer, havia considerado “fora do alcance” tal meta. E esta semana, um influente grupo de especialistas da alemã SWP dedicou um artigo no jornal britânico “The Guardian” ao “anunciado fracasso da meta de 2 °C, algo que ninguém quer falar realmente”.
Nos corredores do Hotel Maritim de Bonn, onde aconteceram as negociações sobre o clima, e apesar das dificuldades, ninguém quer colocar em dúvida o único objetivo tangível das negociações, por medo de abrir a caixa de Pandora.
Botes salva-vidas – Para o embaixador de Seychelles, Ronald Jumeau, cujo país é um dos muitos Estados insulares ameaçados pelo aumento do nível do mar, e que defende um objetivo de 1,5 °C, uma ambição revisada para baixo “sacrificará os mais vulneráveis”.
“Os negociadores das pequenas ilhas teriam, então, que voltar a seus países e comprar barcos salva-vidas”, comentou o embaixador.
Questionada recentemente sobre esta questão, a comissária europeia para o Clima, Connie Hedegaard, lembrou que os 2 °C foi “aceito por 120 líderes de todo o mundo há três anos e meio”. E perguntou: “devemos mudar de ambição, porque é difícil?”.
“Precisamos de vontade política e visão, e até este momento, não encontramos”, admitiu o negociador europeu. “O problema é que, se abandonarmos a meta de 2 °C, o que garante que vamos parar em 3 °C? Não podemos permitir que essa lógica prevaleça”, disse. (Fonte: Globo Natureza)
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Conheça a Horizon, uma revista de divulgação científica gratuita e em português
Para os interessados em ciência e pesquisas acadêmicas, uma nova revista gratuita acaba de chegar ao mercado: a Horizon, que foi criada pelos alunos do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
A Horizon destina-se à promoção das ciências, com especial foco na Física e competências associadas, como Astronomia, Matemática, Química, Biofísica, Biologia, História da Ciência, Filosofia, Medicina e Engenharia. O conteúdo é diverso e pode ser interessante tanto para leigos quanto para especialistas.A primeira edição da revista foi lançada no último 10 de junho e já está disponível em PDF. Neste número, você poderá ler também sobre um concurso de criação de um logotipo e mascote para a revista, e saber como participar.
A periodicidade da Horizon é trimestral. Para quem quiser mais informações, pode acessar http://horizon.fc.ul.pt/ ou página no Facebook da revista. http://hypescience.com/
O que são genes, cromossomos, DNA e genoma?
Boa parte das suas características físicas (cor dos olhos e do cabelo, formato do nariz, altura) tem origem em uma “biblioteca de genes” presente em cada uma das suas células. A seguir, você verá como essas minúsculas estruturas fazem você ser o que é.
Feitos de DNA (sigla em inglês para “ácido desoxirribonucleico”), os genes contêm “instruções” para que suas células possam produzir certas proteínas. De acordo com estimativas do Projeto Genoma, seres humanos têm entre 20 mil e 25 mil genes.Mesmo pessoas muito diferentes entre si possuem um código genético quase idêntico, e uma variação em menos de 1% dos genes é suficiente para explicar as diferentes características entre elas. Um gene é um trecho de um cromossomo que codifica para uma proteína que tem alguma função no corpo.
Cromossomos
No interior do núcleo de cada célula, o DNA está “enrolado” em torno de proteínas (histonas) e compactado em estruturas chamadas “cromossomos”, cujo formato lembra o de uma letra X. Eles só são visíveis quando a célula vai se dividir.
Normalmente, seres humanos possuem 23 pares de cromossomos, sendo que, em cada um destes pares, metade é herdada da mãe e o outra metade, do pai. Nesse conjunto, existe um par de cromossomos sexuais, que é diferente dos outros, e define o sexo da pessoa (homens têm um cromossomo X e um Y, e mulheres têm dois cromossomos X).
DNA
O DNA contém o material genético de um ser vivo e é formado, basicamente, por quatro bases químicas, açúcares e fosfato. As bases – adenina (A), guanina (G), citosina (C) e timina (T) – formam pares entre si (A com T e C com G) e, junto com moléculas de açúcar e fosfato, se organizam na forma de dupla hélice, similar a uma escada retorcida (nessa comparação, cada “degrau” seria formado por um par, e os “suportes laterais” seriam formados pelos açúcares e pelo fosfato). Estima-se que o DNA humano contenha cerca de 3 bilhões de bases.Cada gene é responsável por uma determinada característica, e pequenas diferenças na ordem das bases fazem com que essa característica se manifeste de maneira diferente (uma pessoa pode ter cabelos loiros, castanhos, ruivos, dependendo do gene que regula essa característica). Genes correspondentes, mas diferentes entre si, são chamados de “alelos”.
Uma das características mais importantes do DNA é sua capacidade de se duplicar, o que ajuda a preservar o material genético de uma célula durante sua divisão.
Boa parte do DNA de uma pessoa está contida no núcleo da célula, e o restante se encontra nas mitocôndrias (estruturas celulares que, entre outras funções, produzem “combustível” para a célula).[Genetics Home Reference (1) (2)]
Genoma
Genoma é o conjunto de todos os cromossomos de um indivíduo. No caso dos humanos, o genoma é o conjunto dos 23 pares de cromossomos que ficam no núcleo de cada célula do corpo. Estas são as instruções que formam você com as características físicas e parte das psicológicas que exibe.
Por Guilherme de Souza em 16.06.2013 as 14:00
http://hypescience.com/
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Marte: o que aprendemos nos últimos 5 anos
Marte é o planeta do nosso sistema solar que mais desperta a curiosidade das pessoas e dos cientistas – tanto que esse é o nome dado à última nave da NASA enviada ao astro avermelhado.
Quarto planeta a partir do sol, Marte, nome dado em homenagem ao deus romano da guerra, de fato lutou contra a maioria dos nossos avanços científicos por bastante tempo: mais da metade das naves espaciais enviadas para estudá-lo fracassaram, se perderam no espaço ou desmoronaram na superfície do planeta.
E o que tanto queríamos saber sobre o planeta vermelho que continuamos insistindo? Um dos mistérios mais intrigantes do universo hoje: se existe vida extraterreste.
Não há como falar sobre Marte sem levantar a questão da vida. Muitos cientistas o consideram o lugar mais provável em nosso sistema solar em que a vida extraterrestre poderia ter se desenvolvido uma vez – ou mesmo ainda existir.
Sendo assim, nos propusemos a responder se o planeta já abrigou vida; mas essa questão ainda está em aberto. O que sabemos, de fato, até agora?
Phoenix
No mês passado, no dia 25, fez cinco anos desde que a nave espacial Phoenix, da NASA, pousou no polo norte de Marte.
Segundo o Dr. Tom Pike, um dos cientistas da missão Phoenix, só agora é possível julgar o que a nave realmente alcançou em termos de progressos científicos.
Phoenix adicionou muito ao nosso conhecimento do planeta vermelho. Talvez sua conquista de maior destaque tenha sido cavar uma camada de gelo logo abaixo da superfície de Marte.
O material branco desenterrado parecia desaparecer lentamente. Esta foi a prova definitiva de que os cientistas haviam encontrado água congelada. Conforme um exame posterior de crateras de meteoritos frescos mostrou, essa camada de gelo não estava apenas onde Phoenix havia pousado, mas se estendia à direita mais ao norte do planeta.
Phoenix certamente foi a primeira missão a entrar diretamente em contato com o gelo, e derretê-lo. No entanto, já era conhecido há décadas que havia água na forma de gelo no planeta.
Apesar de menos divulgada, a mais importante descoberta de Phoenix foi, provavelmente, a presença de percloratos no solo marciano. Estes compostos químicos, ironicamente, haviam sido detectados pela adição de água trazida da Terra. Um dos instrumentos de Phoenix, MECA, foi capaz de olhar para assinaturas químicas fundamentais na sopa barrenta resultante, e a presença de perclorato ficou bastante clara.
O problema com o perclorato na Terra é que é muito solúvel em água. Encontrá-lo em abundância na superfície de Marte sugeria fortemente que não havia muita água líquida por lá há algum tempo, ou ela teria “lavado” os percloratos.
Dois microscópios de Phoenix contaram uma história similar. Os cientistas foram capazes de aumentar o zoom para uma resolução sem precedentes e ainda não conseguiram encontrar qualquer sinal de argila, a assinatura de água líquida.
Alguns anos depois, os pesquisadores concluíram que Marte deveria ser seco. A evidência química e microscópica de MECA apontava que não havia água líquida (fator essencial para a vida) na superfície de Marte.
Phoenix também foi capaz de olhar para a atmosfera acima do planeta, onde os cientistas viram pela primeira vez neve caindo do céu marciano. Água por toda parte, mas apenas na forma de gelo – certamente nada para beber.
Após cinco meses de operações da missão, Phoenix falhou durante o inverno do norte, com temperaturas abaixo de menos 100 graus Celsius e sem luz solar. Quando as sondas marcianas circulando o planeta foram mais uma vez capazes de observar Phoenix, ficou claro que o gelo havia condenado a nave – seus painéis solares tinham sido arrancados pelo peso da queda de neve no inverno. Curiosity
Em agosto passado, a nave Curiosity chegou em Marte, pousando na cratera Gale, perto do equador do planeta. O rover carrega muito mais poder instrumental do que Phoenix, como seria de se esperar por cinco vezes mais o preço.
Os pesquisadores depositam bastante esperança no poderoso Laboratório Científico de Marte a bordo da Curiosity.
Nos últimos nove meses, no entanto, apesar da nave ter progressivamente implantado toda a sua capacidade instrumental para analisar o solo marciano, Curiosity ainda não deixou Phoenix no chinelo.
A nave também encontrou perclorato no solo – é provável que a substância cubra o planeta – e a presença do mineral forsterita sugere que a água líquida ali é muito limitada.
Como os microscópios de Phoenix, Curiosity não conseguiu encontrar argila no solo. O solo no equador parece ser tão seco quanto o solo das planícies do norte de Marte.
Phoenix deu a imagem mais conclusiva de inospitalidade da superfície de Marte até hoje. Curiosity produziu a mesma imagem, a partir de um local muito diferente do planeta.
Mas Curiosity, ao contrário de Phoenix, pode estudar rochas antigas, uma vez que é capaz de “caminhar” e atravessar a cratera Gale.
E, para alegria dos cientistas, a nave já coletou evidências mais úmidas e quentes a partir de antigas formações rochosas que mostram que o planeta pode ter sido muito diferente bilhões de anos atrás.
Até o momento, Curiosity não encontrou qualquer um dos compostos orgânicos que indicam a possibilidade de vida no planeta. Phoenix já havia dado mais do que um forte indício de que, mesmo se houvesse vida em Marte, ela não seria encontrada perto da superfície.
Se Curiosity, ou qualquer outra missão, encontrar ou não sinais de que houve uma vez, há muito tempo, vida em Marte, Phoenix pelo menos merecerá um elogio por ter indicado a direção da pesquisa. [BBC]
Aumenta preocupação com impacto da anestesia sobre o cérebro
Os pediatras já estão alertas quanto à possibilidade de que a anestesia geral pode ter efeitos duradouros sobre o cérebro das crianças.
Um novo estudo, contudo, sugere que a ameaça também pode se aplicar aos cérebros adultos.
Testes em animais de laboratório mostraram que os efeitos neurotóxicos da anestesia geral dependem da idade dos neurônios cerebrais - e não da idade dos animais submetidos à anestesia, como se pensava.
"Nós demonstramos que a morte celular nos neurônios, induzida pela anestesia, não está limitada ao cérebro imaturo, como se acreditava anteriormente," disse Andreas Loepke, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati (EUA).
"Em vez disso, a vulnerabilidade parece atingir os neurônios de uma certa idade e estágio de maturação. Esta constatação nos leva um passo mais perto de compreender o mecanismo subjacente do fenômeno," completou.
Riscos da anestesia sobre os neurônios
Novos neurônios são gerados em abundância na maioria das regiões do cérebro muito jovem, explicando por que as pesquisas anteriores centraram-se nos estágios iniciais de desenvolvimento cerebral.
Em um cérebro maduro, a formação de neurônios diminui consideravelmente, mas continua ao longo da vida, particularmente no giro denteado e no bulbo olfatório.
O giro denteado, que ajuda no controle da aprendizagem e da memória, é a região que Loepke e seus colegas centraram atenção no seu estudo.
Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar a relevância da constatação para os seres humanos, o estudo sugere possíveis implicações para a saúde de milhões de crianças e adultos que se submetem à anestesia cirúrgica, disse Andreas Loepke.
"A cirurgia é muitas vezes vital para salvar vidas ou manter a qualidade de vida e, geralmente, não pode ser realizada sem anestesia geral," reconhece o pesquisador.
"Os médicos devem discutir cuidadosamente com os pacientes, pais e cuidadores os riscos e benefícios dos procedimentos que necessitam de anestesia, bem como os riscos conhecidos de não tratar certas condições," concluiu http://www.diariodasaude.com.br/
Coronavírus Mers tem potencial para causar pandemia, diz OMS
A Organização Mundial da Saúde orientou nesta segunda-feira (10) os profissionais sanitários do mundo todo a se manterem atentos aos sintomas da síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers, na sigla em inglês), doença causada por um coronavírus e que tem potencial para se transformar em uma pandemia.
A agência da ONU, que divulgou novas diretrizes aos países a respeito da pandemia de influenza, disse que o mundo também está na mesma “fase de alerta” com relação a duas cepas da gripe aviária capazes de infectar humanos: a H5N1, que surgiu há uma década, e a H7N9, detectada inicialmente em março na China.
“Estamos tentando descobrir o máximo que pudermos e estamos preocupados com esses (três) vírus”, disse Andrew Harper, consultor especial da OMS para saúde sanitária e ambiente, em entrevista coletiva convocada para explicar a nova escala do órgão para o risco de pandemias.
A diretriz provisória, a ser finalizada ainda neste ano, incorpora lições da pandemia de 2009/10 da gripe suína H1N1, que causou cerca de 200 mil mortes, cifra compatível com as gripes sazonais comuns.
A nova escala, ajustada para incluir a noção de severidade na avaliação dos riscos, tem apenas quatro fases, em vez das seis anteriores. A intenção é permitir que os países tenham mais flexibilidade na avaliação dos riscos locais.
“A preocupação internacional com essas infecções é elevada, por que é possível que esse vírus se desloque pelo mundo. Já houve vários exemplos em que o vírus se transferiu de um país para outro por intermédio de viajantes”, disse a OMS sobre a Mers, que causa tosse, febre e pneumonia.
Viajantes já transportaram o vírus para Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália. Pessoas infectadas também foram encontradas na Jordânia, Catar, Tunísia e Emirados Árabes Unidos.
“Consequentemente, todos os países do mundo precisam assegurar que seus profissionais da saúde estejam cientes do vírus e da doença que ele pode causar, e que, quando casos inexplicados de pneumonia forem identificados, a Mers-CoV (coronavírus) seja considerada.”
A Mers-CoV, parente distante da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) surgida no ano passado na Arábia Saudita, já foi confirmada em 55 pessoas no mundo todo, das quais 31 morreram. Quarenta casos ocorreram na Arábia Saudita, principalmente em um hospital na província de Al Ahsa (leste).
“O número total de casos é limitado, mas o vírus causa a morte em cerca de 60 por cento dos pacientes”, disse a OMS, apresentando os resultados de uma missão de especialistas internacionais que passou uma semana na Arábia Saudita, até domingo.
Até agora, a OMS não apresentou orientações específicas para viajantes que participem do haj, peregrinação que leva milhões de muçulmanos anualmente à Arábia Saudita, e que neste ano cai em outubro. (Fonte: Terra)
Cientistas sequenciam genoma do pato para tentar vencer gripe aviária
Um consórcio internacional de cientistas sequenciou o genoma do pato-real (Anas platyrhynchos), o principal hospedeiro natural do vírus influenza A, que causa uma nova epidemia de gripe aviária na China desde fevereiro. Os resultados, publicados na revista “Nature Genetics” de domingo (9), podem ajudar a combater o vírus H7N9, responsável pela morte de 36 pessoas e por uma perda de quase R$ 14 bilhões à economia chinesa.
Segundo os autores – de instituições da China, Coreia do Sul, Canadá, EUA e vários países da Europa –, a descoberta contribui para desvendar o processo de interação entre o vírus da gripe e seu hospedeiro.
Os pesquisadores, liderados por Ning Li, da Universidade Agrícola da China, em Pequim, sequenciaram o conjunto de genes de uma pata de dez semanas de idade e estudaram dois animais infectados. Essas aves muitas vezes têm a doença, mas não manifestam nenhum sintoma. Além disso, funcionam como “reservatório” de outros tipos de gripe aviária, como o H5N1.
Ao comparar a expressão gênica (processo pelo qual uma informação hereditária é processada) nos pulmões dos patos contaminados por um vírus H5N1 mais forte ou mais fraco, a equipe identificou genes cujos padrões de expressão foram alterados em resposta à gripe aviária. Foram identificados, ainda, fatores que podem estar envolvidos na resposta imune do pato à doença.
Os dados obtidos indicam que o pato, assim como a galinha e um pássaro chamado mandarim (Taeniopygia guttata), tem um repertório menor de genes de imunidade em relação aos mamíferos. Outro ponto observado é que os patos também apresentam genes que não estão presentes em aves como galinhas, mandarins e perus.
Daqui para frente, “os cientistas serão capazes de explorar mais profundamente os mecanismos de disseminação e infecção da gripe aviária”, destacou o gerente do Instituto de Genômica de Pequim (BGI), Jianwen Li, um dos autores do trabalho. (Fonte: G1)
Plástico poderá ser substituído por… fungos?
Mofos e cogumelos normalmente não são vistos com bons olhos, mas, se depender da empresa Ecovative, algum dia serão usados em larga escala em construções e embalagens.
Tudo começou quando os jovens estudantes Eben Bayer e Gavin McIntyre fizeram experimentos com fungos para um trabalho escolar. Anos mais tarde, fundaram a Ecovative, sediada em Nova York (EUA). A empresa cultiva micélio, aquele conjunto de filamentos que fungos multicelulares usam para absorver nutrientes e que adere a outros materiais.O processo dura de cinco a sete dias e é interrompido (por meio de calor) antes que o fungo comece a soltar esporos – que vêm do “corpo” do fungo.
Maleável, o material pode preencher moldes de diversos formatos e, além disso, cresce em pouco tempo, o que aumenta o leque de possibilidades de uso. “Nós vemos um futuro em que os materiais serão encontrados no para-choque do seu carro, nas paredes da sua casa e no interior de sua mesa”, conta Sam Harrington, funcionário da Ecovative.
Contudo, empresas como a Ecovative ainda precisam lidar com uma percepção pública negativa a respeito de produtos feitos com fungos, e também com um certo receio por parte de empresas de logística – o que, de acordo com Harrington, deve ser uma questão de tempo.
“Nós testamos os materiais em câmaras sob condições extremas, bem como em anos de remessas e envios, e não encontramos problema algum”, garante. Além disso, nesse ano, eles fizeram uma parceria com a Sealed Air Corporation (a empresa que começou a produzir plástico-bolha), para aumentar a produção de embalagens de micélio.[Gizmodo]
domingo, 9 de junho de 2013
O que é transplante de fezes?
O transplante de fezes se tornou uma maneira bastante comum de tratar infecções bacterianas, como a colite pseudomembranosa, que causa diarreias persistentes e pode levar à desidratação e até a infecção generalizada.
Os transplantes – que envolvem tirar a matéria fecal de um doador e levá-la ao cólon dos pacientes através de um tubo – têm sido demonstrados em estudos como uma terapia muito eficaz para tratar a infecção bacteriana Clostridium difficile. A condição, que causa diarreia grave, é notoriamente difícil de curar.
No último mês, a Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA, na sigla em inglês) afirmou que considera o procedimento, formalmente conhecido como transplante de microbiota fecal, um produto biológico que, portanto, deve ser regulamentado pela agência. As novas regras obrigam os médicos a apresentar um pedido especial antes de serem autorizados a realizar o procedimento.
As novas regras têm como objetivo garantir que o procedimento seja seguro – por exemplo, que os doadores sejam bem selecionados e que os médicos não o realizem desnecessariamente. No entanto, alguns dizem que as regras estão prejudicando os pacientes de terem acesso ao tratamento de que necessitam.
“A regulamentação da FDA criou uma negação, ou um acesso interrompido, de atendimento aos pacientes”, disse o Dr. Johan Bakken, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Minnesota, EUA.
O processo de autorização é extenso, e os médicos podem esperar até 30 a 45 dias antes de terem a resposta da FDA, Bakken disse. “Torna-se um obstáculo muito importante, e a maioria dos médicos não vai ter tempo para fazer isso”.
Em caso de emergência (quando o paciente corre risco de morte), a FDA pode dar uma autorização especial para o procedimento por telefone, sem a necessidade da papelada. Mas os médicos ainda terão de completar o pedido eventualmente, por isso não elimina o trabalho extra, Bakken explica.
O médico ainda comenta que o grau da doença entre os pacientes que são candidatos a transplante fecal varia de diarreia recorrente, de longa duração, a complicações com risco de morte, que podem exigir a remoção do cólon.
Embora mais de 700 transplantes de fezes tenham sido realizados, a FDA ainda tem dúvidas sobre os efeitos a longo prazo do tratamento. Bakken ressalta que mais estudos são necessários, feitos com pacientes aleatoriamente designados a receber o transplante fecal ou um tratamento alternativo, para compreender melhor os efeitos colaterais.
“Uma vez que tais estudos tenham sido realizados, a FDA pode aprovar o transplante fecal como um tratamento de C. difficile, se não houver nenhum efeito adverso”, disse ele.
No Brasil, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizou em março os dois primeiros procedimentos do tipo no país. [LiveScience]
[Estadão]
O que são “moscas volantes”?
Olhe para o céu claro ou para uma folha de papel branca e você provavelmente vai enxergar pequenas manchas como as da foto acima. Esse curioso fenômeno é causado por partículas chamadas “moscas volantes” (o termo em inglês é “eye floaters”, algo como “objetos que flutuam nos olhos”).Dentro dos nossos olhos, entre a parte externa (lente) e a retina (o tecido nervoso que decifra a luz e fica no fundo do olho), há um líquido chamado humor vítreo, composto 99% por água e 1% por outros elementos (como ácidos e colágeno). Com o passar dos anos, fibras de colágeno se acumulam ou se juntam com partículas de ácidos, formando pequenos corpos que, ao passar em frente à retina, projetam uma sombra sobre ela, fazendo com que você veja manchas.
Existem outras causas para as moscas volantes, mas essa é a mais comum. Em grande parte dos casos, elas não são motivo de preocupação e nem demandam qualquer tipo de intervenção médica ou cirúrgica. Contudo, se você de repente começar a enxergar muitas dessas manchas, procure um oftalmologista o quanto antes, pois pode ser uma indicação de descolamento de retina – algo que, se não for resolvido urgentemente, pode levar a cegueira permanente.
É mais comum enxergar as manchas em dias de sol ou quando olhamos para uma superfície iluminada porque, nessas situações, a pupila diminui bastante sua abertura (para que entre menos luz) e, com isso, a retina acaba focalizando melhor as sombras.
Em casos graves, o médico pode recomendar uma cirurgia em que o humor vítreo é substituído por uma solução salina – mas isso só é feito como último recurso, pois os riscos de complicações (catarata, descolamento de retina) são muito grandes.
Se as sombras incomodarem, a melhor solução é mover os olhos para cima e para baixo, para tirar as partículas da área próxima da retina.[Today I Found Out, WebMD]
Diabetes: Perguntas e Respostas
O último estudo realizado no Brasil mostrou que a prevalência do diabetes no país é de aproximadamente 7,6%, para a população na faixa etária de 30 a 69 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes.
O Ministério da Saúde, por sua vez, trabalha com uma prevalência de 11% para a população com mais de 40 anos. De qualquer forma, é uma grande população que tem de se cuidar.
O diabetes é uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada, o que permite ao diabético levar uma vida normal.
Uma das formas de controle do diabetes é a alimentação saudável e balanceada. Nem é preciso uma dieta especial.
Nesta entrevista, a Dra Sonia Murgueytio Jurado, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, explica as bases da alimentação saudável para os diabéticos.
O diabético precisa fazer uma dieta especial por causa da doença?
Não, a pessoa que tem diabetes não precisa fazer uma dieta especial ou exclusiva para lidar com a doença. No entanto, uma dieta saudável e balanceada é importante para o controle do diabetes, bem como para evitar problemas de saúde a longo prazo.
Toda dieta saudável deve incluir uma quantidade generosa de verduras e frutas, sejam frescas ou congeladas, e quantidades moderadas de grãos integrais, carboidratos complexos e também gorduras não saturadas, que são benéficas à saúde cardiovascular.
Durante a digestão, o organismo converte os carboidratos em glicose que entra na corrente sanguínea. Portanto, é preciso prestar atenção na quantidade de carboidratos ingeridos diariamente, para mantê-la dentro dos níveis recomendados na dieta. A dieta saudável ajuda a pessoa a perder peso e a controlar os níveis de glicose (ou açúcar) no sangue.
Como o diabético deve planejar suas refeições?
Quando se é diabético, é importante comer os alimentos adequados, nas quantidades apropriadas, para manter estáveis os níveis de glicose no sangue e, ao mesmo tempo, conseguir o equilíbrio desejado de nutrientes.
Quando for escolher carboidratos, a pessoa deve ser certificar de que sejam carboidratos complexos como, por exemplo, pães, arroz e massas integrais, assim como cereais de grãos integrais.
Deve-se consumir uma quantidade de carboidratos complexos equivalente à - ou próxima da - metade do número total de calorias diárias previstas na dieta. E tentar consumir aproximadamente a mesma quantidade de carboidratos em cada refeição, todos os dias.
Quanto às proteínas e lácteos, deve-se preferir legumes, como feijão, soja, lentilha, ou carnes magras, como a do peixe, carne de aves sem pele e produtos lácteos com baixo teor de gordura ou sem gordura.
As frutas e verduras (não cozidas) formam a base de uma dieta saudável. Portanto, o consumo de uma quantidade generosa de frutas e verduras é recomendável.
Entretanto, sempre que possível, deve-se consumir mais verduras do que frutas, uma vez que a maioria das frutas contém açúcares naturais, que devem ser levados em conta na soma da ingestão total de carboidratos no dia.
Por fim, é necessário incluir na dieta uma quantidade moderada de gorduras saudáveis (monoinsaturadas e poli-insaturadas), como as encontradas nos óleos vegetais, nozes, azeitonas e pescados.
Mas pode ter algum açúcar na dieta?
No passado, recomendava-se que as pessoas diabéticas evitassem o consumo de qualquer tipo de doce. No entanto, informações mais recentes, baseadas em comprovação científica, indicam que isso não é necessário.
O importante é consumir doces ou qualquer coisa com açúcar apenas ocasionalmente, para manter uma alimentação balanceada, que esteja dentro do plano de nutrição.
Lembre-se de que, embora cada tipo de carboidrato possa afetar de maneira diferente seu nível de glicose no sangue, é a quantidade total de carboidratos consumidos nas refeições o que mais conta.
No entanto, é recomendável que o diabético meça o nível de glicose no sangue, para conferir se ele está muito alto e, se for o caso, tomar as medidas necessárias para baixá-lo.
Finalmente, leve em consideração que os doces e açúcares em geral constituem uma fonte de alimentação de alto teor calórico e sem valor nutricional. Assim, tanto quanto possível, prefira alimentos mais saudáveis para a sobremesa e limite os doces a 75 calorias por dia.
Que tipos de frutas contêm mais açúcar?
Quando consumir frutas secas, como passas, tâmaras ou maçãs secas, faça-o com moderação.
Ainda que a fruta seca seja saudável, ela contém muitas calorias em cada porção. Frutas frescas ou enlatadas (no suco ou com água), frutas congeladas sem adição de açúcar ou sucos de fruta puros (118,3 mililitros ao dia) podem ser opções mais saudáveis.
O que os diabéticos devem cortar em sua alimentação? Devem evitar carboidratos?
Uma dieta balanceada inclui todos os grupos alimentícios.
Portanto, não se recomenda as dietas com baixo conteúdo de carboidratos. Essas dietas contêm, geralmente, alto teor de gorduras saturadas e colesterol. E, ao mesmo tempo, limitam o consumo de refeições saudáveis, como frutas, vegetais e grãos integrais.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a quantidade mínima de carboidrato recomendado para consumo diário é de 130 gramas por dia.
Como posso perder peso se tenho diabetes?
A melhor forma de perder peso é manter uma dieta saudável e balanceada. E, ao mesmo tempo, praticar mais atividades físicas.
Mas não se esqueça de levar em conta as limitações físicas ou as recomendadas pelo médico, antes de iniciar qualquer tipo de prática de exercícios físicos.
Com informações da Mayo Clinic
A importância dos supermercados “verdes”
Cerca de 25 milhões de pessoas passam diariamente nos supermercados, que devem dar o exemplo de ações sustentáveis que impactem a indústria e influenciem os consumidores. “Varejo sustentável” foi o tema escolhido para fechar o clico de debates da Semana do Meio Ambiente, nesta quinta-feira (6), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mariana Meirelles, reforçou a importância de debater este tema, que faz parte do dia a dia das pessoas. Por isso, o varejo sustentável é um dos temas prioritários do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), lembrou a presidente do Jardim Botânico e mediadora do debate, Samyra Crespo. O plano foi criado pelo MMA para alterar os padrões de produção e consumo no país, por meio de parcerias e políticas. “Precisamos de todos os setores envolvidos para fazer a transformação que queremos”, destacou.
“O varejo tem o papel de ser um elo entre a indústria e o consumidor final”, enfatizou a vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Walmart Brasil, Daniela de Fiore. O varejo gera impactos ambientais no que diz respeito ao uso energético, transporte de produtos, práticas agrícolas, embalagens e consumo de água. Neste sentido, algumas atitudes sustentáveis já estão sendo tomadas por diversas empresas.
Alternativas - Exemplos de ações no âmbito do Brasil e do mundo: aquisição de energia renovável, construções de supermercados sustentáveis, reutilização da água, redução do uso de ar condicionado, certificações, indicadores em toda cadeia produtiva, etiquetas ambientais, estações de reciclagem, oferta de produtos orgânicos, recolhimento do óleo de cozinha usado, pilhas, baterias e medicamentos vencidos, dentre outros.
Nesta linha, a diretora de sustentabilidade da Unilever, Lígia Camargo, relatou que a empresa está promovendo a sustentabilidade como modelo de negócio. Para o responsável pela área de Relações Corporativas do Grupo Pão de Açúcar, Paulo Pompilho, o desafio do varejo é ser consciente em um modelo econômico capitalista, mas que o mercado está evoluindo em diferentes patamares.
O diretor de responsabilidade do grupo Carrefour, Paulo Pianez, frisou que o objetivo do varejo também está em mostrar para o consumidor que muito do que é feito nos supermercados pode ser usado nas casas. Os debatedores reforçaram a necessidade de incentivar a promoção da educação para a sustentabilidade no varejo e da realização de campanhas de conscientização.
Compartilhamento - O presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, falou sobre o poder do varejo em puxar as transformações da indústria e dá o exemplo para o consumidor. Ele citou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) como um exemplo de política inovadora, pois traz a questão da responsabilidade compartilhada em todos os níveis. “A legislação brasileira é uma das mais avançadas neste tema, aliada à economia verde”, opinou.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Paulo Pompilho, discorreu sobre o pacto firmado entre a associação e o ministério, que prevê a redução de 40% do uso de sacolas plásticas – principal item para levar as compras de supermercado, até 2015. “A sacola vem sendo um ícone desse processo de transição, mudança de cultura e conscientização”, afirmou. (Fonte: MMA)
Consumo de energia cresceu 3,4% nos últimos 12 meses, aponta ONS
O país registrou, na medição de maio, um aumento de 3,4% na carga de energia dos últimos 12 meses. A informação foi divulgada na quinta-feira (6) no Boletim de Carga Mensal, do Operador Nacional do Sistema (ONS). Na comparação com maio de 2012, houve crescimento de 2,1%. Já em relação a abril passado, foi registrado decréscimo de 3,6%.
A redução pontual de abril para maio deste ano, segundo o ONS, foi influenciada pelo desempenho do subsistema das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por 60% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). “A carga desse subsistema tem sido fortemente afetada pelo baixo desempenho do setor industrial, em especial das commodities de exportação do setor de metalurgia”, aponta o relatório do ONS.
No acumulado dos últimos 12 meses, a Região Nordeste apresentou a maior variação positiva, com 7,8%. Em seguida, aparece a Sul, com 4,3%, e a Sudeste/Centro-Oeste, com 2,6%. Já o Nordeste apresentou variação na carga de energia de -0,1%. (Fonte: Agência Brasil)
Será que utilizamos apenas 10% de nosso cérebro?
Um dos mitos mais conhecidos sobre o cérebro é o de que utilizamos apenas 10% de sua capacidade. É uma ideia atraente, pois sugere que poderíamos ser muito mais inteligentes, bem sucedidos e criativos se conseguíssemos aproveitar os outros 90% que podemos estar desperdiçando.
Infelizmente, isso não é verdade. Não é bem claro a que se referem esses tais 10% de utilização. Se a afirmação se refere a 10% de regiões cerebrais, é fácil de ser refutada.
Usando uma técnica chamada imagem de ressonância magnética funcional, neurocientistas podem identificar as partes to cérebro que são ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo.
Uma simples ação, como abrir e fechar a mão ou dizer algumas poucas palavras, requer uma atividade de muito mais de uma décima parte do cérebro. Mesmo quando se supõe que a pessoa não está fazendo nada, o cérebro está trabalhando bastante, controlando funções como respiração, atividade cardíaca ou memória.
Nada ocioso - Se os 10% mencionados se referirem ao número de células do cérebro, ainda assim a afirmação não procede.
Quando qualquer célula nervosa deixa de ser utilizada ela se degenera e morre ou é colonizada por outras áreas vizinhas. Não permitimos que as células de nosso cérebro fiquem ociosas. Elas são valiosas demais.
Segundo o neurocientista Sergio Della Sala, o cérebro necessita de muitos recursos. Manter o tecido cerebral consome 20% de todo o oxigênio que respiramos.
Como pode então uma ideia sem fundamento biológico ou fisiológico ter conseguido se espalhar desse jeito?
É difícil rastrear a fonte original do mito.
O psicólogo e filósofo norte-americano William James escreveu no livro As energias do homem que “utilizamos somente uma pequena parte de nossos possíveis recursos mentais e físicos”.
Ele pensava que as pessoas podiam progredir mais, porém não se referia ao volume do cérebro nem à quantidade de células, tampouco a uma porcentagem específica.
A referência aos 10% é feita em um prólogo da edição de 1936 do popular livro de Dale Carnegie Como ganhar amigos e influenciar pessoas. Algumas pessoas dizem que Albert Einstein foi a fonte da afirmação.
Della Sala tem tentado encontrar essa citação, mas ninguém que trabalha no arquivo Albert Einstein pôde sequer confirmar que tenha existido. Parece mais um outro mito.
Zona duvidosa – Existem dois fenômenos que talvez possam explicar o mal-entendido.
Nove de cada dez células do cérebro são do tipo neuróglias ou células gliais, que são células de apoio, que provêm assistência física e nutricional. Os outros 10% das células são os neurônios, que se encarregam de “pensar”.
Assim, talvez as pessoas tenham interpretado que os 10% das células que se ocupam do trabalho duro de pensar poderiam aproveitar também as neuróglias para aumentar a capacidade cerebral pensante. Só que essas células são totalmente distintas e não podem simplesmente se transformar em neurônios para nos dar mais potência mental.
Existem os 10% que pensam, e os 90% que ajudam a pensar.
Há no entanto, um grupo de pacientes, cujas imagens do cérebro revelaram algo extraordinário.
Em 1980, um pediatra britânico chamado John Lorber mencionou na revista Science que alguns dos pacientes com hidrocefalia, que tinham muito pouco tecido cerebral, ainda assim tinham um cérebro que podia funcionar.
O caso, sem dúvida, demonstra que todos nós podemos usar nossos cérebros para fazer mais coisas do que sabemos, já que é sabido que as pessoas se adaptam a circunstâncias extraordinárias.
É certo, claro, que se nos propusermos, podemos aprender coisas novas. E cada vez há mais evidência que mostra que nosso cérebro muda. Porém, não é que estejamos explorando uma nova área do cérebro. Acredita-se que quando novas conexões entre as células nervosas são feitas, perdemos velhas conexões quando já não as necessitamos.
O que mais intriga neste mito é que ele pode ter nascido e se cristalizado com base em informação que não é correta.
Talvez falar em 10% seja uma forma atrativa porque oferece um potencial enorme para se melhorar.
Todos queremos ser melhores. E podemos, se nos cuidarmos.
Porém nunca vai acontecer de encontramos uma porção de nosso cérebro em desuso. (Fonte: Portal iG)
Lei do lixo caminha devagar, enquanto grande parte dos resíduos ainda vai para lixões
Caminha devagar a aplicação da “nova” lei de manejo do lixo. Sancionada em 2010 após quase 20 anos de tramitação no Congresso, a política de resíduos sólidos foi considerada avançada ao propor uma nova abordagem para a gestão do lixo nas cidades.
Entre outros pontos, a lei obriga os municípios a abolirem os lixões até 2014 e prevê que todos tenham responsabilidade pelos resíduos que geram: indústria, comércio, prefeituras e consumidores.
Mas, por ser complexo, o cumprimento da lei exige muita negociação. A destinação correta de resíduos como lâmpadas e eletroeletrônicos ao fim de sua vida útil, embalagens e medicamentos depende de acordos entre a indústria, o varejo e o governo que, passados três anos, ainda estão sendo formulados.
Na prática, não há um plano de abrangência nacional para o descarte de resíduos.
“Os acordos setoriais estão ainda em negociação entre as partes envolvidas. É um processo válido, mas que tem se mostrado muito lento”, afirma Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, associação que reúne empresas de limpeza pública e tratamento de resíduos.
Os setores que estão mais avançados na formulação dos acordos para gestão dos resíduos são lâmpadas e embalagens. A indústria de eletroeletrônicos apresenta até 13 de junho sua proposta ao governo. Na lanterna está o setor de medicamentos, que ainda não possui um plano.
No caso das embalagens, uma das quatro propostas enviadas ao governo reúne 22 associações e grandes empresas de bens de consumo. Defende que empresas, cooperativas de catadores e recicladoras já estão aptas a cumprir a lei, sem que seja preciso estruturar um novo modelo para a reciclagem no país.
Mas propõe a meta de aumentar a taxa de reciclagem de embalagens em 20% até 2015 – hoje esse índice varia conforme o tipo de resíduo. O plástico PET chega a 57%; embalagens longa vida, 27%.
“A coleta seletiva deve ser intensificada nas regiões metropolitanas das 12 cidades -sede da Copa de 2014, que respondem por 38% dos resíduos gerados no país”, diz André Vilhena, diretor do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), que coordenou a proposta encaminhada ao governo.
Entre os fabricantes de lâmpadas, a preocupação é com os custos da logística reversa – que é o recolhimento dos materiais pelo fabricante após o fim de sua vida útil.
“A logística reversa de uma lâmpada pode custar tanto ou mais do que o próprio produto”, afirma Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux, associação que representa a indústria de iluminação. A proposta do setor prevê a criação de pontos de coleta nas lojas.
O varejo também deverá receber os eletroeletrônicos, segundo o plano que o setor apresentará ao governo. As lojas serão responsáveis por armazenar o lixo eletrônico e encaminhá-lo à indústria.
A má notícia para o consumidor é que ele deverá pagar parte dessa conta.
“Uma forma de viabilizar economicamente o sistema é a adoção de uma taxa, a ser paga pelo consumidor no ato da compra, em vez de o custo ficar embutido no preço dos produtos”, diz Vanderlei Niehues, diretor da Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos).
A fabricante de computadores HP mantém um programa de recolhimento de equipamentos que abrange 200 pontos em todo o país. O plástico coletado já entra como insumo na fabricação de novas impressoras, mas o sistema é oneroso. “Esta é uma equação que ainda não fechamos”, diz Kami Saidi, diretor de sustentabilidade da HP.
Fim dos lixões – Outro ponto da lei que parece longe de se concretizar é a meta imposta às prefeituras de eliminar os lixões até 2014. Hoje, mais de 3 mil municípios continuam descartando em locais inadequados um volume de 24 milhões de toneladas de lixo por ano.
“Há prefeitos falando em estender esse prazo, mas o governo não trabalha com a hipótese do adiamento”, diz Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente. (Fonte: Folha.com)
O que é gravidade?
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro. Por causa dela, maçãs caem em direção ao solo, e os planetas do nosso sistema orbitam o sol. Quanto maior a massa de um objeto, mais forte sua atração gravitacional.A gravidade é o que nos faz ter peso. Quando nos pesamos, a balança indica o quanto a gravidade está agindo em nosso corpo. A fórmula para determinar o peso de qualquer objeto ou pessoa é: peso é igual a massa vezes a gravidade. Na Terra, a gravidade é uma constante de 9,8 metros por segundo ao quadrado, ou 9,8 m/s².
Historicamente, filósofos como Aristóteles pensavam que objetos mais pesados aceleravam em direção ao chão mais rápido. Experimentos posteriores, no entanto, mostraram que este não era o caso. A razão pela qual uma pluma cai mais lentamente do que uma bola de boliche é por causa da resistência do ar, que atua na direção oposta à da aceleração devido à gravidade.
Newton, pai da gravidade
Sir Isaac Newton foi o físico que desenvolveu a Teoria da Gravitação Universal, na década de 1680. Ele descobriu que a gravidade atua sobre toda a matéria e é uma função de massa e distância.
Todo objeto atrai todos os outros objetos com uma força que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. A equação é geralmente expressa como:
“Fg = G (m1 ∙ m2) / r2” sendo que
Fg é a força gravitacional;
m1 e m2 são as massas dos dois objetos;
r é a distância entre os dois objetos;
G é a constante gravitacional universal.
A equação de Newton funciona muito bem para prever de que maneira objetos como os planetas do sistema solar se comportam.
Einstein, generalizador da gravidade
Newton publicou seu trabalho sobre a gravitação em 1687. Suas ideias reinaram como a melhor explicação até que Albert Einstein veio com a sua Teoria Geral da Relatividade, em 1915.
Na teoria de Einstein, a gravidade não é uma força, mas sim a consequência do fato de que deforma o espaço-tempo da matéria. Uma previsão da relatividade geral é que a luz se desvia em torno de objetos maciços.
Com sua brilhante ideia de que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados, Einstein acabou redefinindo a teoria de Newton, ligando massa e gravidade ao espaço-tempo.
Segundo a Teoria Geral da Relatividade, em alguns tipos de brinquedo comuns em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na cadeira pela força centrífuga, como se houvesse uma “gravidade artificial”. A gravidade real também funciona assim – o sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita, como se ela estivesse “grudada na cadeira” (a mesma ideia explica porque estamos “presamos” ao chão do planeta e não “caímos” para o espaço profundo – por causa da curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor).
Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de “curvatura no tecido espaço-tempo”.
Curiosidades
A gravidade na lua é cerca de 16% do que na Terra, Marte tem cerca de 38% da atração da Terra, enquanto o maior planeta do sistema solar, Júpiter, tem 2,5 vezes a gravidade da Terra.
Embora ninguém tenha “descoberto” a gravidade, reza a lenda que o famoso astrônomo Galileu Galilei fez alguns dos primeiros experimentos com gravidade, derrubando bolas da Torre de Pisa para ver quão rápido elas caíam.
Isaac Newton tinha apenas 23 anos e estava voltando da universidade quando percebeu uma maçã caindo em seu jardim e começou a desvendar os mistérios da gravidade (no entanto, é provavelmente um mito que a maçã tenha caído na sua cabeça – é mais possível que o acontecimento tenha apenas despertado a ideia no físico).
Uma das primeiras medidas da Teoria da Relatividade de Einstein foi o desvio da luz das estrelas perto do sol durante um eclipse solar em 29 de maio de 1919.
Buracos negros são estrelas maciças colapsadas com uma gravidade tão forte que nem a luz consegue escapar deles.
A Teoria Geral da Relatividade de Einstein é incompatível com a mecânica quântica, o conjunto de leis bizarras que governa o comportamento das partículas minúsculas, como fótons e elétrons, que compõem o universo.[LiveScience, UFRGS, Abril]
Lavar mãos várias vezes ao dia é essencial para evitar gripe
Com a chegada do inverno, época de maior transmissão do vírus da gripe, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de cuidados básicos de higiene para afastar a doença.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que lavar as mãos várias vezes ao dia é a melhor maneira de evitar a gripe. “É muito comum a pessoa cobrir com a mão infelizmente a tosse ou o espirro depois a pessoa toca numa maçaneta, num botão de elevador, num corre mão de escada, na barra do ônibus, ou do metrô onde ela segura e a outra pessoa que toca naquela mesma superfície pode se contaminar com o vírus da influenza. Então, lavar as mãos várias vezes ao dia é a mais básica e mais eficiente maneira de se proteger contra a gripe ou influenza”, comenta.
Jarbas Barbosa fala também sobre outros cuidados importantes para evitar a contaminação pela gripe. “Proteger a tosse ou o espirro com o lenço descartável e não com a mão, se a pessoa não tiver um lenço descartável é melhor proteger com a dobra do braço porque pelo menos ele não está contaminando a própria mão e não vai transmitir pra outras pessoas. A terceira medida é evitar o contato com pessoas doentes, se tem alguém doente na família, um vizinho que está com febre, tosse deve evitar visitar aquelas pessoas”, explica.
Este ano, o Ministério da Saúde já enviou para os estados mais de um milhão de caixas de Tamiflu, principal medicamento para tratar a gripe.
* Publicado originalmente no site Blog da Saúde.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Municípios brasileiros precisam acabar com lixões até 2014
Cada brasileiro produz em média 1,1 kg de lixo por dia. São coletadas quase 200 toneladas por ano. Considerada uma revolução em termos ambientais, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, quer mudar a logística do lixo no Brasil. Depois de 21 anos de discussões no Congresso Nacional, um dos maiores desafios propostos pela lei é que até 2014 o País não tenha mais lixões.
Outro avanço proposto por ela é que fabricantes, distribuidores e consumidores de limpeza pública sejam obrigados a implantar um sistema de logística reversa, ou seja, uma vez descartadas, as embalagens são de responsabilidade dos próprios fabricantes, que devem criar um sistema para reciclar o produto.
A sensibilização dos prefeitos para o cumprimento da lei é considerada um dos desafios, especialmente no que se refere ao fim dos lixões. “As ações não estão acontecendo no ritmo desejado. Cumprir integralmente com essa meta provavelmente seja difícil”, vislumbra a Coordenadora Executiva do Instituto Pólis, que compõe a Coordenação do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, Elisabeth Grimberg.
Pela política nacional de resíduos sólidos, todos os municípios devem oferecer a coleta seletiva à população. Além disso, a nova lei também disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais.
“A lei é inovadora. Ela traz obrigações desde o consumidor até o empresário, passando pelo governo e organizações de classe, atinge toda a sociedade”, considera a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso.
Para ela, o primeiro grande desafio é acabar com os lixões no país. Por isso, há a necessidade de uma mudança de cultura, do comportamento de enterrar o lixo. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mais da metade dos municípios brasileiros possuem lixões. São ao todo 2.906 lixões, que devem ser fechados até o próximo ano. Dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva do lixo.
Mudança na forma de tratar o lixo – Na avaliação da professora Emília Wanda Rutkowski, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a nova lei trouxe avanços importantes. Para ela, a questão dos resíduos sólidos passou a ser vista de forma diferenciada.
“Ela vai para a agenda pública de outra maneira. Até então era colocada pelos prefeitos como a maior despesa e se resumia a isso. Com a lei, passou a ser uma discussão da sociedade”, defende.
Na avaliação da professora, a nova lei ainda não levou a uma mudança de comportamento. “Mas as prefeituras estão mudando sua postura em relação aos resíduos”, observa. Como exemplo ela cita o estado de São Paulo, que tenta fazer acordos com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para a execução da política da logística reversa. “O destino mais nobre para o lixo é não ser lixo. É poder pensar o que é passível de ser reciclado, reutilizado ou compostado”, analisa a professora.
Logística reversa – Um dos aspectos considerados inovadores da lei, na avaliação dos especialistas, é o que se chama de logística reversa. A intenção é instituir a responsabilidade de reciclagem dos produtos para fabricantes. Segundo o conceito, eles seriam obrigados a implantar sistemas de retorno para a indústria de materiais como eletroeletrônicos e pneus.
Mas a aplicação do novo sistema ainda precisa ser viabilizada. De acordo com Grimberg, há um acordo setorial encaminhado para questão de embalagens junto ao MMA que poderia ser considerado um avanço. “Mas, na minha opinião, não é, porque o empresariado não quer arcar com o custeio desse sistema”, conclui. (Fonte: Terra)
Sete medicamentos do SUS têm alíquota de importação zerada
Sete medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), e sem concorrentes fabricados no Brasil, tiveram o Imposto de Importação zerado.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a diminuição das tarifas vai contribuir para a redução das despesas do SUS, porque os medicamentos são caros e provocam grande impacto no orçamento do Ministério da Saúde.
A medida abrange três medicamentos usados no tratamento da artrite reumatoide (Abatacepte, Cetolizumabe Pegol e Golimumabe), dois remédios para a hepatite C (Telaprevir e Boceprevir), um medicamento indicado para prevenção de infecções respiratórias (Palivizumabe) e o hemoderivado Fator 8, usado no tratamento de hemofílicos.
Para os medicamentos contra a hepatite C, o Imposto de Importação caiu de 8% para 0%. Nos demais casos, a tarifa passou de 2% para 0%.
Para não descumprir as políticas comerciais do Mercosul, que limitam o número de produtos que podem ter tarifas diferentes do restante do bloco, a Camex teve de aumentar o Imposto de Importação dos congeladores blast freezers, utilizados no congelamento de plasma sanguíneo.
Esse equipamento foi retirado da lista de exceções à tarifa externa comum e voltou a pagar 20% para entrar no país, mesma tarifa cobrada no restante do Mercosul. http://www.diariodasaude.com.br/
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