O transplante de fezes se tornou uma maneira bastante comum de tratar infecções bacterianas, como a colite pseudomembranosa, que causa diarreias persistentes e pode levar à desidratação e até a infecção generalizada.
Os transplantes – que envolvem tirar a matéria fecal de um doador e levá-la ao cólon dos pacientes através de um tubo – têm sido demonstrados em estudos como uma terapia muito eficaz para tratar a infecção bacteriana Clostridium difficile. A condição, que causa diarreia grave, é notoriamente difícil de curar.
No último mês, a Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA, na sigla em inglês) afirmou que considera o procedimento, formalmente conhecido como transplante de microbiota fecal, um produto biológico que, portanto, deve ser regulamentado pela agência. As novas regras obrigam os médicos a apresentar um pedido especial antes de serem autorizados a realizar o procedimento.
As novas regras têm como objetivo garantir que o procedimento seja seguro – por exemplo, que os doadores sejam bem selecionados e que os médicos não o realizem desnecessariamente. No entanto, alguns dizem que as regras estão prejudicando os pacientes de terem acesso ao tratamento de que necessitam.
“A regulamentação da FDA criou uma negação, ou um acesso interrompido, de atendimento aos pacientes”, disse o Dr. Johan Bakken, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Minnesota, EUA.
O processo de autorização é extenso, e os médicos podem esperar até 30 a 45 dias antes de terem a resposta da FDA, Bakken disse. “Torna-se um obstáculo muito importante, e a maioria dos médicos não vai ter tempo para fazer isso”.
Em caso de emergência (quando o paciente corre risco de morte), a FDA pode dar uma autorização especial para o procedimento por telefone, sem a necessidade da papelada. Mas os médicos ainda terão de completar o pedido eventualmente, por isso não elimina o trabalho extra, Bakken explica.
O médico ainda comenta que o grau da doença entre os pacientes que são candidatos a transplante fecal varia de diarreia recorrente, de longa duração, a complicações com risco de morte, que podem exigir a remoção do cólon.
Embora mais de 700 transplantes de fezes tenham sido realizados, a FDA ainda tem dúvidas sobre os efeitos a longo prazo do tratamento. Bakken ressalta que mais estudos são necessários, feitos com pacientes aleatoriamente designados a receber o transplante fecal ou um tratamento alternativo, para compreender melhor os efeitos colaterais.
“Uma vez que tais estudos tenham sido realizados, a FDA pode aprovar o transplante fecal como um tratamento de C. difficile, se não houver nenhum efeito adverso”, disse ele.
No Brasil, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizou em março os dois primeiros procedimentos do tipo no país. [LiveScience]
[Estadão]
domingo, 9 de junho de 2013
O que é transplante de fezes?
O transplante de fezes se tornou uma maneira bastante comum de tratar infecções bacterianas, como a colite pseudomembranosa, que causa diarreias persistentes e pode levar à desidratação e até a infecção generalizada.
Os transplantes – que envolvem tirar a matéria fecal de um doador e levá-la ao cólon dos pacientes através de um tubo – têm sido demonstrados em estudos como uma terapia muito eficaz para tratar a infecção bacteriana Clostridium difficile. A condição, que causa diarreia grave, é notoriamente difícil de curar.
No último mês, a Administração de Drogas e Alimentos americana (FDA, na sigla em inglês) afirmou que considera o procedimento, formalmente conhecido como transplante de microbiota fecal, um produto biológico que, portanto, deve ser regulamentado pela agência. As novas regras obrigam os médicos a apresentar um pedido especial antes de serem autorizados a realizar o procedimento.
As novas regras têm como objetivo garantir que o procedimento seja seguro – por exemplo, que os doadores sejam bem selecionados e que os médicos não o realizem desnecessariamente. No entanto, alguns dizem que as regras estão prejudicando os pacientes de terem acesso ao tratamento de que necessitam.
“A regulamentação da FDA criou uma negação, ou um acesso interrompido, de atendimento aos pacientes”, disse o Dr. Johan Bakken, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Minnesota, EUA.
O processo de autorização é extenso, e os médicos podem esperar até 30 a 45 dias antes de terem a resposta da FDA, Bakken disse. “Torna-se um obstáculo muito importante, e a maioria dos médicos não vai ter tempo para fazer isso”.
Em caso de emergência (quando o paciente corre risco de morte), a FDA pode dar uma autorização especial para o procedimento por telefone, sem a necessidade da papelada. Mas os médicos ainda terão de completar o pedido eventualmente, por isso não elimina o trabalho extra, Bakken explica.
O médico ainda comenta que o grau da doença entre os pacientes que são candidatos a transplante fecal varia de diarreia recorrente, de longa duração, a complicações com risco de morte, que podem exigir a remoção do cólon.
Embora mais de 700 transplantes de fezes tenham sido realizados, a FDA ainda tem dúvidas sobre os efeitos a longo prazo do tratamento. Bakken ressalta que mais estudos são necessários, feitos com pacientes aleatoriamente designados a receber o transplante fecal ou um tratamento alternativo, para compreender melhor os efeitos colaterais.
“Uma vez que tais estudos tenham sido realizados, a FDA pode aprovar o transplante fecal como um tratamento de C. difficile, se não houver nenhum efeito adverso”, disse ele.
No Brasil, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, realizou em março os dois primeiros procedimentos do tipo no país. [LiveScience]
[Estadão]
O que são “moscas volantes”?
Olhe para o céu claro ou para uma folha de papel branca e você provavelmente vai enxergar pequenas manchas como as da foto acima. Esse curioso fenômeno é causado por partículas chamadas “moscas volantes” (o termo em inglês é “eye floaters”, algo como “objetos que flutuam nos olhos”).Dentro dos nossos olhos, entre a parte externa (lente) e a retina (o tecido nervoso que decifra a luz e fica no fundo do olho), há um líquido chamado humor vítreo, composto 99% por água e 1% por outros elementos (como ácidos e colágeno). Com o passar dos anos, fibras de colágeno se acumulam ou se juntam com partículas de ácidos, formando pequenos corpos que, ao passar em frente à retina, projetam uma sombra sobre ela, fazendo com que você veja manchas.
Existem outras causas para as moscas volantes, mas essa é a mais comum. Em grande parte dos casos, elas não são motivo de preocupação e nem demandam qualquer tipo de intervenção médica ou cirúrgica. Contudo, se você de repente começar a enxergar muitas dessas manchas, procure um oftalmologista o quanto antes, pois pode ser uma indicação de descolamento de retina – algo que, se não for resolvido urgentemente, pode levar a cegueira permanente.
É mais comum enxergar as manchas em dias de sol ou quando olhamos para uma superfície iluminada porque, nessas situações, a pupila diminui bastante sua abertura (para que entre menos luz) e, com isso, a retina acaba focalizando melhor as sombras.
Em casos graves, o médico pode recomendar uma cirurgia em que o humor vítreo é substituído por uma solução salina – mas isso só é feito como último recurso, pois os riscos de complicações (catarata, descolamento de retina) são muito grandes.
Se as sombras incomodarem, a melhor solução é mover os olhos para cima e para baixo, para tirar as partículas da área próxima da retina.[Today I Found Out, WebMD]
Diabetes: Perguntas e Respostas
O último estudo realizado no Brasil mostrou que a prevalência do diabetes no país é de aproximadamente 7,6%, para a população na faixa etária de 30 a 69 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes.
O Ministério da Saúde, por sua vez, trabalha com uma prevalência de 11% para a população com mais de 40 anos. De qualquer forma, é uma grande população que tem de se cuidar.
O diabetes é uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada, o que permite ao diabético levar uma vida normal.
Uma das formas de controle do diabetes é a alimentação saudável e balanceada. Nem é preciso uma dieta especial.
Nesta entrevista, a Dra Sonia Murgueytio Jurado, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, explica as bases da alimentação saudável para os diabéticos.
O diabético precisa fazer uma dieta especial por causa da doença?
Não, a pessoa que tem diabetes não precisa fazer uma dieta especial ou exclusiva para lidar com a doença. No entanto, uma dieta saudável e balanceada é importante para o controle do diabetes, bem como para evitar problemas de saúde a longo prazo.
Toda dieta saudável deve incluir uma quantidade generosa de verduras e frutas, sejam frescas ou congeladas, e quantidades moderadas de grãos integrais, carboidratos complexos e também gorduras não saturadas, que são benéficas à saúde cardiovascular.
Durante a digestão, o organismo converte os carboidratos em glicose que entra na corrente sanguínea. Portanto, é preciso prestar atenção na quantidade de carboidratos ingeridos diariamente, para mantê-la dentro dos níveis recomendados na dieta. A dieta saudável ajuda a pessoa a perder peso e a controlar os níveis de glicose (ou açúcar) no sangue.
Como o diabético deve planejar suas refeições?
Quando se é diabético, é importante comer os alimentos adequados, nas quantidades apropriadas, para manter estáveis os níveis de glicose no sangue e, ao mesmo tempo, conseguir o equilíbrio desejado de nutrientes.
Quando for escolher carboidratos, a pessoa deve ser certificar de que sejam carboidratos complexos como, por exemplo, pães, arroz e massas integrais, assim como cereais de grãos integrais.
Deve-se consumir uma quantidade de carboidratos complexos equivalente à - ou próxima da - metade do número total de calorias diárias previstas na dieta. E tentar consumir aproximadamente a mesma quantidade de carboidratos em cada refeição, todos os dias.
Quanto às proteínas e lácteos, deve-se preferir legumes, como feijão, soja, lentilha, ou carnes magras, como a do peixe, carne de aves sem pele e produtos lácteos com baixo teor de gordura ou sem gordura.
As frutas e verduras (não cozidas) formam a base de uma dieta saudável. Portanto, o consumo de uma quantidade generosa de frutas e verduras é recomendável.
Entretanto, sempre que possível, deve-se consumir mais verduras do que frutas, uma vez que a maioria das frutas contém açúcares naturais, que devem ser levados em conta na soma da ingestão total de carboidratos no dia.
Por fim, é necessário incluir na dieta uma quantidade moderada de gorduras saudáveis (monoinsaturadas e poli-insaturadas), como as encontradas nos óleos vegetais, nozes, azeitonas e pescados.
Mas pode ter algum açúcar na dieta?
No passado, recomendava-se que as pessoas diabéticas evitassem o consumo de qualquer tipo de doce. No entanto, informações mais recentes, baseadas em comprovação científica, indicam que isso não é necessário.
O importante é consumir doces ou qualquer coisa com açúcar apenas ocasionalmente, para manter uma alimentação balanceada, que esteja dentro do plano de nutrição.
Lembre-se de que, embora cada tipo de carboidrato possa afetar de maneira diferente seu nível de glicose no sangue, é a quantidade total de carboidratos consumidos nas refeições o que mais conta.
No entanto, é recomendável que o diabético meça o nível de glicose no sangue, para conferir se ele está muito alto e, se for o caso, tomar as medidas necessárias para baixá-lo.
Finalmente, leve em consideração que os doces e açúcares em geral constituem uma fonte de alimentação de alto teor calórico e sem valor nutricional. Assim, tanto quanto possível, prefira alimentos mais saudáveis para a sobremesa e limite os doces a 75 calorias por dia.
Que tipos de frutas contêm mais açúcar?
Quando consumir frutas secas, como passas, tâmaras ou maçãs secas, faça-o com moderação.
Ainda que a fruta seca seja saudável, ela contém muitas calorias em cada porção. Frutas frescas ou enlatadas (no suco ou com água), frutas congeladas sem adição de açúcar ou sucos de fruta puros (118,3 mililitros ao dia) podem ser opções mais saudáveis.
O que os diabéticos devem cortar em sua alimentação? Devem evitar carboidratos?
Uma dieta balanceada inclui todos os grupos alimentícios.
Portanto, não se recomenda as dietas com baixo conteúdo de carboidratos. Essas dietas contêm, geralmente, alto teor de gorduras saturadas e colesterol. E, ao mesmo tempo, limitam o consumo de refeições saudáveis, como frutas, vegetais e grãos integrais.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a quantidade mínima de carboidrato recomendado para consumo diário é de 130 gramas por dia.
Como posso perder peso se tenho diabetes?
A melhor forma de perder peso é manter uma dieta saudável e balanceada. E, ao mesmo tempo, praticar mais atividades físicas.
Mas não se esqueça de levar em conta as limitações físicas ou as recomendadas pelo médico, antes de iniciar qualquer tipo de prática de exercícios físicos.
Com informações da Mayo Clinic
A importância dos supermercados “verdes”
Cerca de 25 milhões de pessoas passam diariamente nos supermercados, que devem dar o exemplo de ações sustentáveis que impactem a indústria e influenciem os consumidores. “Varejo sustentável” foi o tema escolhido para fechar o clico de debates da Semana do Meio Ambiente, nesta quinta-feira (6), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mariana Meirelles, reforçou a importância de debater este tema, que faz parte do dia a dia das pessoas. Por isso, o varejo sustentável é um dos temas prioritários do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), lembrou a presidente do Jardim Botânico e mediadora do debate, Samyra Crespo. O plano foi criado pelo MMA para alterar os padrões de produção e consumo no país, por meio de parcerias e políticas. “Precisamos de todos os setores envolvidos para fazer a transformação que queremos”, destacou.
“O varejo tem o papel de ser um elo entre a indústria e o consumidor final”, enfatizou a vice-presidente de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Walmart Brasil, Daniela de Fiore. O varejo gera impactos ambientais no que diz respeito ao uso energético, transporte de produtos, práticas agrícolas, embalagens e consumo de água. Neste sentido, algumas atitudes sustentáveis já estão sendo tomadas por diversas empresas.
Alternativas - Exemplos de ações no âmbito do Brasil e do mundo: aquisição de energia renovável, construções de supermercados sustentáveis, reutilização da água, redução do uso de ar condicionado, certificações, indicadores em toda cadeia produtiva, etiquetas ambientais, estações de reciclagem, oferta de produtos orgânicos, recolhimento do óleo de cozinha usado, pilhas, baterias e medicamentos vencidos, dentre outros.
Nesta linha, a diretora de sustentabilidade da Unilever, Lígia Camargo, relatou que a empresa está promovendo a sustentabilidade como modelo de negócio. Para o responsável pela área de Relações Corporativas do Grupo Pão de Açúcar, Paulo Pompilho, o desafio do varejo é ser consciente em um modelo econômico capitalista, mas que o mercado está evoluindo em diferentes patamares.
O diretor de responsabilidade do grupo Carrefour, Paulo Pianez, frisou que o objetivo do varejo também está em mostrar para o consumidor que muito do que é feito nos supermercados pode ser usado nas casas. Os debatedores reforçaram a necessidade de incentivar a promoção da educação para a sustentabilidade no varejo e da realização de campanhas de conscientização.
Compartilhamento - O presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, falou sobre o poder do varejo em puxar as transformações da indústria e dá o exemplo para o consumidor. Ele citou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) como um exemplo de política inovadora, pois traz a questão da responsabilidade compartilhada em todos os níveis. “A legislação brasileira é uma das mais avançadas neste tema, aliada à economia verde”, opinou.
O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Paulo Pompilho, discorreu sobre o pacto firmado entre a associação e o ministério, que prevê a redução de 40% do uso de sacolas plásticas – principal item para levar as compras de supermercado, até 2015. “A sacola vem sendo um ícone desse processo de transição, mudança de cultura e conscientização”, afirmou. (Fonte: MMA)
Consumo de energia cresceu 3,4% nos últimos 12 meses, aponta ONS
O país registrou, na medição de maio, um aumento de 3,4% na carga de energia dos últimos 12 meses. A informação foi divulgada na quinta-feira (6) no Boletim de Carga Mensal, do Operador Nacional do Sistema (ONS). Na comparação com maio de 2012, houve crescimento de 2,1%. Já em relação a abril passado, foi registrado decréscimo de 3,6%.
A redução pontual de abril para maio deste ano, segundo o ONS, foi influenciada pelo desempenho do subsistema das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem por 60% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). “A carga desse subsistema tem sido fortemente afetada pelo baixo desempenho do setor industrial, em especial das commodities de exportação do setor de metalurgia”, aponta o relatório do ONS.
No acumulado dos últimos 12 meses, a Região Nordeste apresentou a maior variação positiva, com 7,8%. Em seguida, aparece a Sul, com 4,3%, e a Sudeste/Centro-Oeste, com 2,6%. Já o Nordeste apresentou variação na carga de energia de -0,1%. (Fonte: Agência Brasil)
Será que utilizamos apenas 10% de nosso cérebro?
Um dos mitos mais conhecidos sobre o cérebro é o de que utilizamos apenas 10% de sua capacidade. É uma ideia atraente, pois sugere que poderíamos ser muito mais inteligentes, bem sucedidos e criativos se conseguíssemos aproveitar os outros 90% que podemos estar desperdiçando.
Infelizmente, isso não é verdade. Não é bem claro a que se referem esses tais 10% de utilização. Se a afirmação se refere a 10% de regiões cerebrais, é fácil de ser refutada.
Usando uma técnica chamada imagem de ressonância magnética funcional, neurocientistas podem identificar as partes to cérebro que são ativadas quando uma pessoa faz ou pensa em algo.
Uma simples ação, como abrir e fechar a mão ou dizer algumas poucas palavras, requer uma atividade de muito mais de uma décima parte do cérebro. Mesmo quando se supõe que a pessoa não está fazendo nada, o cérebro está trabalhando bastante, controlando funções como respiração, atividade cardíaca ou memória.
Nada ocioso - Se os 10% mencionados se referirem ao número de células do cérebro, ainda assim a afirmação não procede.
Quando qualquer célula nervosa deixa de ser utilizada ela se degenera e morre ou é colonizada por outras áreas vizinhas. Não permitimos que as células de nosso cérebro fiquem ociosas. Elas são valiosas demais.
Segundo o neurocientista Sergio Della Sala, o cérebro necessita de muitos recursos. Manter o tecido cerebral consome 20% de todo o oxigênio que respiramos.
Como pode então uma ideia sem fundamento biológico ou fisiológico ter conseguido se espalhar desse jeito?
É difícil rastrear a fonte original do mito.
O psicólogo e filósofo norte-americano William James escreveu no livro As energias do homem que “utilizamos somente uma pequena parte de nossos possíveis recursos mentais e físicos”.
Ele pensava que as pessoas podiam progredir mais, porém não se referia ao volume do cérebro nem à quantidade de células, tampouco a uma porcentagem específica.
A referência aos 10% é feita em um prólogo da edição de 1936 do popular livro de Dale Carnegie Como ganhar amigos e influenciar pessoas. Algumas pessoas dizem que Albert Einstein foi a fonte da afirmação.
Della Sala tem tentado encontrar essa citação, mas ninguém que trabalha no arquivo Albert Einstein pôde sequer confirmar que tenha existido. Parece mais um outro mito.
Zona duvidosa – Existem dois fenômenos que talvez possam explicar o mal-entendido.
Nove de cada dez células do cérebro são do tipo neuróglias ou células gliais, que são células de apoio, que provêm assistência física e nutricional. Os outros 10% das células são os neurônios, que se encarregam de “pensar”.
Assim, talvez as pessoas tenham interpretado que os 10% das células que se ocupam do trabalho duro de pensar poderiam aproveitar também as neuróglias para aumentar a capacidade cerebral pensante. Só que essas células são totalmente distintas e não podem simplesmente se transformar em neurônios para nos dar mais potência mental.
Existem os 10% que pensam, e os 90% que ajudam a pensar.
Há no entanto, um grupo de pacientes, cujas imagens do cérebro revelaram algo extraordinário.
Em 1980, um pediatra britânico chamado John Lorber mencionou na revista Science que alguns dos pacientes com hidrocefalia, que tinham muito pouco tecido cerebral, ainda assim tinham um cérebro que podia funcionar.
O caso, sem dúvida, demonstra que todos nós podemos usar nossos cérebros para fazer mais coisas do que sabemos, já que é sabido que as pessoas se adaptam a circunstâncias extraordinárias.
É certo, claro, que se nos propusermos, podemos aprender coisas novas. E cada vez há mais evidência que mostra que nosso cérebro muda. Porém, não é que estejamos explorando uma nova área do cérebro. Acredita-se que quando novas conexões entre as células nervosas são feitas, perdemos velhas conexões quando já não as necessitamos.
O que mais intriga neste mito é que ele pode ter nascido e se cristalizado com base em informação que não é correta.
Talvez falar em 10% seja uma forma atrativa porque oferece um potencial enorme para se melhorar.
Todos queremos ser melhores. E podemos, se nos cuidarmos.
Porém nunca vai acontecer de encontramos uma porção de nosso cérebro em desuso. (Fonte: Portal iG)
Lei do lixo caminha devagar, enquanto grande parte dos resíduos ainda vai para lixões
Caminha devagar a aplicação da “nova” lei de manejo do lixo. Sancionada em 2010 após quase 20 anos de tramitação no Congresso, a política de resíduos sólidos foi considerada avançada ao propor uma nova abordagem para a gestão do lixo nas cidades.
Entre outros pontos, a lei obriga os municípios a abolirem os lixões até 2014 e prevê que todos tenham responsabilidade pelos resíduos que geram: indústria, comércio, prefeituras e consumidores.
Mas, por ser complexo, o cumprimento da lei exige muita negociação. A destinação correta de resíduos como lâmpadas e eletroeletrônicos ao fim de sua vida útil, embalagens e medicamentos depende de acordos entre a indústria, o varejo e o governo que, passados três anos, ainda estão sendo formulados.
Na prática, não há um plano de abrangência nacional para o descarte de resíduos.
“Os acordos setoriais estão ainda em negociação entre as partes envolvidas. É um processo válido, mas que tem se mostrado muito lento”, afirma Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, associação que reúne empresas de limpeza pública e tratamento de resíduos.
Os setores que estão mais avançados na formulação dos acordos para gestão dos resíduos são lâmpadas e embalagens. A indústria de eletroeletrônicos apresenta até 13 de junho sua proposta ao governo. Na lanterna está o setor de medicamentos, que ainda não possui um plano.
No caso das embalagens, uma das quatro propostas enviadas ao governo reúne 22 associações e grandes empresas de bens de consumo. Defende que empresas, cooperativas de catadores e recicladoras já estão aptas a cumprir a lei, sem que seja preciso estruturar um novo modelo para a reciclagem no país.
Mas propõe a meta de aumentar a taxa de reciclagem de embalagens em 20% até 2015 – hoje esse índice varia conforme o tipo de resíduo. O plástico PET chega a 57%; embalagens longa vida, 27%.
“A coleta seletiva deve ser intensificada nas regiões metropolitanas das 12 cidades -sede da Copa de 2014, que respondem por 38% dos resíduos gerados no país”, diz André Vilhena, diretor do Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), que coordenou a proposta encaminhada ao governo.
Entre os fabricantes de lâmpadas, a preocupação é com os custos da logística reversa – que é o recolhimento dos materiais pelo fabricante após o fim de sua vida útil.
“A logística reversa de uma lâmpada pode custar tanto ou mais do que o próprio produto”, afirma Isac Roizenblatt, diretor técnico da Abilux, associação que representa a indústria de iluminação. A proposta do setor prevê a criação de pontos de coleta nas lojas.
O varejo também deverá receber os eletroeletrônicos, segundo o plano que o setor apresentará ao governo. As lojas serão responsáveis por armazenar o lixo eletrônico e encaminhá-lo à indústria.
A má notícia para o consumidor é que ele deverá pagar parte dessa conta.
“Uma forma de viabilizar economicamente o sistema é a adoção de uma taxa, a ser paga pelo consumidor no ato da compra, em vez de o custo ficar embutido no preço dos produtos”, diz Vanderlei Niehues, diretor da Abree (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos).
A fabricante de computadores HP mantém um programa de recolhimento de equipamentos que abrange 200 pontos em todo o país. O plástico coletado já entra como insumo na fabricação de novas impressoras, mas o sistema é oneroso. “Esta é uma equação que ainda não fechamos”, diz Kami Saidi, diretor de sustentabilidade da HP.
Fim dos lixões – Outro ponto da lei que parece longe de se concretizar é a meta imposta às prefeituras de eliminar os lixões até 2014. Hoje, mais de 3 mil municípios continuam descartando em locais inadequados um volume de 24 milhões de toneladas de lixo por ano.
“Há prefeitos falando em estender esse prazo, mas o governo não trabalha com a hipótese do adiamento”, diz Zilda Veloso, diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente. (Fonte: Folha.com)
O que é gravidade?
A gravidade é a força que atrai dois corpos um para o outro. Por causa dela, maçãs caem em direção ao solo, e os planetas do nosso sistema orbitam o sol. Quanto maior a massa de um objeto, mais forte sua atração gravitacional.A gravidade é o que nos faz ter peso. Quando nos pesamos, a balança indica o quanto a gravidade está agindo em nosso corpo. A fórmula para determinar o peso de qualquer objeto ou pessoa é: peso é igual a massa vezes a gravidade. Na Terra, a gravidade é uma constante de 9,8 metros por segundo ao quadrado, ou 9,8 m/s².
Historicamente, filósofos como Aristóteles pensavam que objetos mais pesados aceleravam em direção ao chão mais rápido. Experimentos posteriores, no entanto, mostraram que este não era o caso. A razão pela qual uma pluma cai mais lentamente do que uma bola de boliche é por causa da resistência do ar, que atua na direção oposta à da aceleração devido à gravidade.
Newton, pai da gravidade
Sir Isaac Newton foi o físico que desenvolveu a Teoria da Gravitação Universal, na década de 1680. Ele descobriu que a gravidade atua sobre toda a matéria e é uma função de massa e distância.
Todo objeto atrai todos os outros objetos com uma força que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre elas. A equação é geralmente expressa como:
“Fg = G (m1 ∙ m2) / r2” sendo que
Fg é a força gravitacional;
m1 e m2 são as massas dos dois objetos;
r é a distância entre os dois objetos;
G é a constante gravitacional universal.
A equação de Newton funciona muito bem para prever de que maneira objetos como os planetas do sistema solar se comportam.
Einstein, generalizador da gravidade
Newton publicou seu trabalho sobre a gravitação em 1687. Suas ideias reinaram como a melhor explicação até que Albert Einstein veio com a sua Teoria Geral da Relatividade, em 1915.
Na teoria de Einstein, a gravidade não é uma força, mas sim a consequência do fato de que deforma o espaço-tempo da matéria. Uma previsão da relatividade geral é que a luz se desvia em torno de objetos maciços.
Com sua brilhante ideia de que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados, Einstein acabou redefinindo a teoria de Newton, ligando massa e gravidade ao espaço-tempo.
Segundo a Teoria Geral da Relatividade, em alguns tipos de brinquedo comuns em parques de diversões, a rotação da máquina mantém as pessoas grudadas na cadeira pela força centrífuga, como se houvesse uma “gravidade artificial”. A gravidade real também funciona assim – o sol curva tanto o espaço ao seu redor que mantém a Terra em sua órbita, como se ela estivesse “grudada na cadeira” (a mesma ideia explica porque estamos “presamos” ao chão do planeta e não “caímos” para o espaço profundo – por causa da curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor).
Einstein também descobriu que, quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo. Por isso, ele chamou essa força de “curvatura no tecido espaço-tempo”.
Curiosidades
A gravidade na lua é cerca de 16% do que na Terra, Marte tem cerca de 38% da atração da Terra, enquanto o maior planeta do sistema solar, Júpiter, tem 2,5 vezes a gravidade da Terra.
Embora ninguém tenha “descoberto” a gravidade, reza a lenda que o famoso astrônomo Galileu Galilei fez alguns dos primeiros experimentos com gravidade, derrubando bolas da Torre de Pisa para ver quão rápido elas caíam.
Isaac Newton tinha apenas 23 anos e estava voltando da universidade quando percebeu uma maçã caindo em seu jardim e começou a desvendar os mistérios da gravidade (no entanto, é provavelmente um mito que a maçã tenha caído na sua cabeça – é mais possível que o acontecimento tenha apenas despertado a ideia no físico).
Uma das primeiras medidas da Teoria da Relatividade de Einstein foi o desvio da luz das estrelas perto do sol durante um eclipse solar em 29 de maio de 1919.
Buracos negros são estrelas maciças colapsadas com uma gravidade tão forte que nem a luz consegue escapar deles.
A Teoria Geral da Relatividade de Einstein é incompatível com a mecânica quântica, o conjunto de leis bizarras que governa o comportamento das partículas minúsculas, como fótons e elétrons, que compõem o universo.[LiveScience, UFRGS, Abril]
Lavar mãos várias vezes ao dia é essencial para evitar gripe
Com a chegada do inverno, época de maior transmissão do vírus da gripe, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de cuidados básicos de higiene para afastar a doença.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explica que lavar as mãos várias vezes ao dia é a melhor maneira de evitar a gripe. “É muito comum a pessoa cobrir com a mão infelizmente a tosse ou o espirro depois a pessoa toca numa maçaneta, num botão de elevador, num corre mão de escada, na barra do ônibus, ou do metrô onde ela segura e a outra pessoa que toca naquela mesma superfície pode se contaminar com o vírus da influenza. Então, lavar as mãos várias vezes ao dia é a mais básica e mais eficiente maneira de se proteger contra a gripe ou influenza”, comenta.
Jarbas Barbosa fala também sobre outros cuidados importantes para evitar a contaminação pela gripe. “Proteger a tosse ou o espirro com o lenço descartável e não com a mão, se a pessoa não tiver um lenço descartável é melhor proteger com a dobra do braço porque pelo menos ele não está contaminando a própria mão e não vai transmitir pra outras pessoas. A terceira medida é evitar o contato com pessoas doentes, se tem alguém doente na família, um vizinho que está com febre, tosse deve evitar visitar aquelas pessoas”, explica.
Este ano, o Ministério da Saúde já enviou para os estados mais de um milhão de caixas de Tamiflu, principal medicamento para tratar a gripe.
* Publicado originalmente no site Blog da Saúde.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Municípios brasileiros precisam acabar com lixões até 2014
Cada brasileiro produz em média 1,1 kg de lixo por dia. São coletadas quase 200 toneladas por ano. Considerada uma revolução em termos ambientais, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em 2010, quer mudar a logística do lixo no Brasil. Depois de 21 anos de discussões no Congresso Nacional, um dos maiores desafios propostos pela lei é que até 2014 o País não tenha mais lixões.
Outro avanço proposto por ela é que fabricantes, distribuidores e consumidores de limpeza pública sejam obrigados a implantar um sistema de logística reversa, ou seja, uma vez descartadas, as embalagens são de responsabilidade dos próprios fabricantes, que devem criar um sistema para reciclar o produto.
A sensibilização dos prefeitos para o cumprimento da lei é considerada um dos desafios, especialmente no que se refere ao fim dos lixões. “As ações não estão acontecendo no ritmo desejado. Cumprir integralmente com essa meta provavelmente seja difícil”, vislumbra a Coordenadora Executiva do Instituto Pólis, que compõe a Coordenação do Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, Elisabeth Grimberg.
Pela política nacional de resíduos sólidos, todos os municípios devem oferecer a coleta seletiva à população. Além disso, a nova lei também disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais.
“A lei é inovadora. Ela traz obrigações desde o consumidor até o empresário, passando pelo governo e organizações de classe, atinge toda a sociedade”, considera a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso.
Para ela, o primeiro grande desafio é acabar com os lixões no país. Por isso, há a necessidade de uma mudança de cultura, do comportamento de enterrar o lixo. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mais da metade dos municípios brasileiros possuem lixões. São ao todo 2.906 lixões, que devem ser fechados até o próximo ano. Dos 5.564 municípios brasileiros, somente 766 fazem coleta seletiva do lixo.
Mudança na forma de tratar o lixo – Na avaliação da professora Emília Wanda Rutkowski, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a nova lei trouxe avanços importantes. Para ela, a questão dos resíduos sólidos passou a ser vista de forma diferenciada.
“Ela vai para a agenda pública de outra maneira. Até então era colocada pelos prefeitos como a maior despesa e se resumia a isso. Com a lei, passou a ser uma discussão da sociedade”, defende.
Na avaliação da professora, a nova lei ainda não levou a uma mudança de comportamento. “Mas as prefeituras estão mudando sua postura em relação aos resíduos”, observa. Como exemplo ela cita o estado de São Paulo, que tenta fazer acordos com a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) para a execução da política da logística reversa. “O destino mais nobre para o lixo é não ser lixo. É poder pensar o que é passível de ser reciclado, reutilizado ou compostado”, analisa a professora.
Logística reversa – Um dos aspectos considerados inovadores da lei, na avaliação dos especialistas, é o que se chama de logística reversa. A intenção é instituir a responsabilidade de reciclagem dos produtos para fabricantes. Segundo o conceito, eles seriam obrigados a implantar sistemas de retorno para a indústria de materiais como eletroeletrônicos e pneus.
Mas a aplicação do novo sistema ainda precisa ser viabilizada. De acordo com Grimberg, há um acordo setorial encaminhado para questão de embalagens junto ao MMA que poderia ser considerado um avanço. “Mas, na minha opinião, não é, porque o empresariado não quer arcar com o custeio desse sistema”, conclui. (Fonte: Terra)
Sete medicamentos do SUS têm alíquota de importação zerada
Sete medicamentos utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS), e sem concorrentes fabricados no Brasil, tiveram o Imposto de Importação zerado.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a diminuição das tarifas vai contribuir para a redução das despesas do SUS, porque os medicamentos são caros e provocam grande impacto no orçamento do Ministério da Saúde.
A medida abrange três medicamentos usados no tratamento da artrite reumatoide (Abatacepte, Cetolizumabe Pegol e Golimumabe), dois remédios para a hepatite C (Telaprevir e Boceprevir), um medicamento indicado para prevenção de infecções respiratórias (Palivizumabe) e o hemoderivado Fator 8, usado no tratamento de hemofílicos.
Para os medicamentos contra a hepatite C, o Imposto de Importação caiu de 8% para 0%. Nos demais casos, a tarifa passou de 2% para 0%.
Para não descumprir as políticas comerciais do Mercosul, que limitam o número de produtos que podem ter tarifas diferentes do restante do bloco, a Camex teve de aumentar o Imposto de Importação dos congeladores blast freezers, utilizados no congelamento de plasma sanguíneo.
Esse equipamento foi retirado da lista de exceções à tarifa externa comum e voltou a pagar 20% para entrar no país, mesma tarifa cobrada no restante do Mercosul. http://www.diariodasaude.com.br/
Exame detecta câncer de mama pela urina
Os primeiros resultados em laboratório indicam que o exame da urina determina a gravidade do câncer, além de apontar o surgimento da doençaantes que ela possa ser detectada por uma mamografia.[Imagem: MST]
Um estudante de graduação descobriu um novo exame de urina que pode revolucionar o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Além disso, os primeiros resultados em laboratório indicam que o exame da urina também determina a gravidade do câncer, além de apontar o surgimento da doença antes que ela possa ser detectada por uma mamografia.
Casey Burton estuda química na Universidade de Ciência e Tecnologia de Missouri (EUA).
Ele utilizou um aparelho, chamado P-scan, para detectar a concentração de determinados metabólitos, chamados pteredinas, em amostras de urina.
Pteridina
O exame rastreia seis pteridinas e um composto específico, chamado oncopterina.
Estes biomarcadores estão presentes na urina de todos os seres humanos, mas concentrações anormalmente elevadas podem indicar a presença de câncer.
O professor Yinfa Ma, orientador de Burton e criador do aparelho P-scan, acredita que os níveis dessas substâncias continuam a aumentar à medida que o câncer avança, permitindo a criação de um exame mais preciso.
"A tecnologia da mamografia não é sensível," disse Ma. "Alguns cânceres precoces não podem ser detectados por uma mamografia. Se esta tecnologia P-Scan funcionar, será muito fácil incorporá-la nos rastreios físicos regulares.
"A paciente entrega a urina e, 10 minutos depois, eu tenho um resultado. Se isso funcionar, será uma ferramenta de diagnóstico incrível," entusiasma-se o pesquisador.
Estudo cego
Os bons resultados foram obtidos em testes limitados, mas a equipe já está expandindo a avaliação para um estudo maior envolvendo um comparativo entre mulheres com câncer de mama e mulheres sem a doença.
O estudo cego - quando os pesquisadores não sabem quais amostras estão testando - faz parte do processo de validação exigido pelas autoridades de saúde para que, eventualmente, o P-Scan possa ser disponibilizado como um exame de rotina.
O professor Ma afirma esperar concluir o estudo dentro de um ano. http://www.diariodasaude.com.br/
Brasileiros estão comendo carne além do recomendável
Mais da metade da população consome carne de forma excessiva.
A informação é de um estudo realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, com moradores da cidade de São Paulo.
o alto consumo de carne resulta em má qualidade na dieta, aumento no risco de doenças cardiovasculares e em maior incidência de câncer.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a ingestão ideal de carnes, vermelha ou branca, seria de uma porção, correspondente em média a 100 gramas (g) por dia.
O World Cancer ResearchFund, órgão norte-americano voltado à prevenção do câncer, recomenda o consumo de 500 g semanais de carne vermelha e processada (grupo que envolve hambúrguer, salsicha, nuggets, etc).
Os dados da pesquisa revelaram que 75% da população da capital paulista consome quantidades muito acima dessas recomendações.
Excesso de carne na dieta
A nutricionista Aline Martins de Carvalho verificou o consumo dos diversos tipos de carne e as tendências, comparando os dados do Inquérito de Saúde de São Paulo (ISA) nos anos de 2003 e 2008.
Foi constatado um aumento de 25% no consumo de carne entre os dois períodos, que passou de 143 g para 179 g/dia.
A principal carne consumida é a bovina, seguida pelas aves.
Também foi possível detectar um aumento no consumo da carne vermelha e processada, principalmente entre os jovens - o consumo aumentou de 108 g para 135 g/dia.
Segundo a pesquisadora, é alarmante perceber a ingestão excessiva de carnes processadas entre os jovens, pois eles passarão mais tempo de sua vida consumindo esse alimento e ficarão mais tempo expostos aos riscos de doenças.
O consumo excessivo de carnes processadas foi relacionado inversamente à qualidade da dieta, principalmente dentre os homens. "Quem tem uma melhor qualidade da dieta, consome menos carne vermelha processada", diz Aline.
Grelhando a saúde
O modo pelo qual a carne é preparada é outro fator a ser observado.
Nas carnes bem passadas feitas na grelha, forno ou churrasqueira, são formadas crostas com colorações que vão do marrom ao preto.
Essas crostas possuem substâncias potencialmente carcinogênicas, ou seja, que podem causar câncer. Por esse motivo é recomendado o consumo de carnes cozidas, pois não são adicionadas gorduras na sua preparação e não ficam queimadas.
"Carne é saudável, mas é preciso consumir com moderação, sempre observando os tipos, o melhor método de preparo, a quantidade que deve ser consumida ao longo do dia e ao longo da semana", recomenda a nutricionista. Agência USP
Açúcar é realmente ruim para nós?
Precisamos de você, açúcar
“Nós na verdade precisamos de açúcar – é o combustível preferido do nosso corpo”, diz o Dr. David Katz, da Universidade de Yale (EUA). “O problema é que comemos muito”.
Existem vários tipos de açúcar, como a glucose e a sacarose. Nosso corpo adora a glucose. Nossas células a usam como fonte primária de energia – seu consumo estimula o pâncreas a produzir insulina. O cérebro percebe o aumento da substância, entende que é preciso metabolizar o que você acabou de comer e manda a mensagem que você já está satisfeito.
Alguns açúcares, como o açúcar de ocorrência natural, que dá a frutas, alguns legumes e o leite seu sabor doce, são perfeitamente saudáveis, conforme explica Katz. É com o açúcar adicionado (adoçantes colocados durante o processamento e preparação de alimentos) que precisamos tomar cuidado.
Isso significa nunca mais fazer aquele bolo de chocolate que pede uma quantidade absurda de açúcar? De acordo com Katz, não há necessidade de cortar sobremesas. O segredo é comer de forma estratégica.
Felizmente, algumas empresas do ramo alimentício estão começando a entender os problemas de saúde e de obesidade recentes, e estão dispostas a nos ajudar. Nos últimos quatro anos, algumas marcas de cereais cortaram o açúcar de seus produtos, e outros pequenos avanços foram feitos na direção de garantir que menos alimentos não saudáveis fossem disponíveis nos mercados.
Claro que, em última instância, o controle do que comemos é de responsabilidade nossa. Para não precisar desistir dos doces, Katz diz que a chave é ficar de olho e comer apenas o recomendado por dia.
Menos, bem menos, quase nada
A Associação Americana do Coração recomenda que mulheres comam não mais do que 24 gramas de açúcar por dia. Isso é cerca de seis colheres de chá, ou 100 calorias – um pouco menos do que o valor encontrado em uma lata de refrigerante. O problema é que a mulher americana média consome cerca de 18 colheres de chá de diariamente – 3 vezes mais.
O nosso pior problema é que o açúcar está escondido até mesmo em alimentos improváveis, de molhos de salada a biscoitos, fazendo-nos consumir bem mais do que achamos que consumimos.
A dica aqui é pensar bem no que vai comer, e ler rótulos: se há adoçante nos ingredientes de um produto, deve estar escrito na sua embalagem. Estes podem aparecer como suco de cana evaporado, xarope de milho de alta frutose, suco concentrado de frutas, néctar de agave, frutose, dextrose e xarope, por exemplo. Procure marcas ou opções com baixo ou nenhum açúcar.
Perigos reais e mitos
Açúcar adicionado pode contribuir com doenças como obesidade, diabetes tipo II e doenças cardiovasculares. Em poucas palavras, comer muito açúcar pode causar acúmulo de gordura no fígado, que pode levar a esses problemas. Ou seja, restrinja seu consumo desses açúcares ao recomendado por dia.
“Já os açúcares que ocorrem naturalmente em frutas, verduras e laticínios de baixa gordura não há necessidade de evitar”, diz Rachel K. Johnson, professora de nutrição da Universidade de Vermont em Burlington (EUA).
Mesmo que tenham gosto muito doce, esses alimentos contêm quantidades relativamente pequenas de açúcar. Além disso, vêm recheados com vitaminas e minerais essenciais, juntamente com água e fibras, que retardam a liberação de açúcares no sangue e evitam picos de insulina.
Açúcar em estado bruto (cru) não é melhor do que o açúcar comum. Néctar de agave, infelizmente, também não faz bem: seu principal constituinte, frutose, tende a ficar mais tempo no fígado do que outros tipos de açúcar.
Alguns tipos de adoçantes, como o mel cru, têm nutrientes essenciais, mas são o mesmo que o açúcar branco em termos de calorias; alguns contêm até mais.
E, apesar dos boatos de que fazem mal, a Administração de Drogas e Alimentos dos EUA considera adoçantes sem calorias, como estévia e aspartame, seguros. “A curto prazo, os dados sugerem que são mais seguros do que o açúcar granulado”, diz Kimber Stanhope, bióloga nutricional da Universidade da Califórnia-Davis (EUA).[CNN] http://hypescience.com/
Maior hidrelétrica do mundo será construída na África
A maior hidrelétrica do mundo será construída no Rio Congo, o maior rio do mundo depois do Amazonas.
A hidrelétrica Inga, que será construída na República Democrática do Congo, terá uma capacidade de geração de eletricidade duas vezes maior do que a maior hidrelétrica do mundo atualmente, a usina de Três de Gargantas, na China.
Hidrelétrica sem barragem
Mas, além da potência, ela terá uma vantagem imbatível: a hidrelétrica será construída sem a necessidade de construir uma represa.
Isso será possível porque, nas chamadas Cataratas Inga, cerca de 42.000 metros cúbicos de água por segundo descem uma sucessão de corredeiras única na Terra.
Assim, as turbinas da usina de 40 GW serão acionadas pelo próprio fluxo normal do rio Congo, sem represa, sem terras inundadas e sem desalojamento da população.
Hidrelétrica submersa guarda energia no fundo do mar
Aliás, assim que foi anunciado, o projeto já recebeu inúmeras críticas porque, segundo algumas organizações não-governamentais, não irá beneficiar a população do Congo: metade da energia será usada nas minas de cobre do país, cujo metal é exportado para o primeiro mundo, e a outra metade será comprada pela África do Sul.
Segundo seus defensores, com a instalação da infraestrutura adequada de transmissão, a energia gerada na usina de Inga poderá abastecer a Nigéria, o Egito e até a Europa.
O Banco Mundial, que está financiando o projeto, não vê sentido na polêmica, afirmando em nota que a usina vai "catalisar benefícios de larga escala para melhorar o acesso aos serviços de infraestrutura na África.
Segundo o Banco, a usina de Inga terá um dos custos de energia mais baixos do mundo, de cerca de US$0,02/kWh.
As obras deverão começar em 2015.
http://www.inovacaotecnologica.com.br/
domingo, 2 de junho de 2013
Mais de 100 estudos mostram relação entre agrotóxicos e mal de Parkinson
Uma meta-análise realizada por pesquisadores italianos mostrou que mais de 100 estudos relacionam a exposição a pesticidas, herbicidas e solventes com maior risco de Mal de Parkinson.
Os pesquisadores utilizaram 104 estudos que avaliaram a proximidade da exposição a agentes agrotóxicos, em diversas formas, e o desenvolvimento da doença. Publicado na revista Neurology, a análise mostrou que a exposição a pesticidas, herbicidas e solventes aumenta o risco de Mal de Parkinson entre 33% e 80%.
Entre as formas de contato com esses produtos químicos estão a inalação, absorção pela pele e ingestão de alimentos ou água contaminados.
Leia mais em UPI no site abaixo (em inglês)
http://www.upi.com/Health_News/2013/05/28/More-than-100-studies-show-link-of-pesticides-and-Parkinsons/UPI-71381369718840/#ixzz2UaShzvk4
Boletim Informativo de boaSAÚDE
Açúcar faz vírus H1N1 ficar mais resistente à defesa do organismo
Cientistas descobriram que moléculas grossas de açúcar podem proteger o vírus Influenza A (H1N1) da resposta imunológica do organismo, mostra novo estudo publicado nesta quarta-feira (29) na Science Translational Medicine.
A descoberta pode melhorar futuras vacinas contra a gripe, ressalta equipe liderada por Rafael Medina, da Escola de Medicina de Monte Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos.
Um jeito de a gripe tentar vencer a defesa do corpo humano é criando uma virose com antígenos levemente modificados, processo conhecido como deriva antigênica. Uma dessas mutações é a formação de uma espécie de capacete de açúcar na cabeça da proteína hemaglutinina, que o H1N1 usa para se fixar nas células humanas.
Diante da infecção, o corpo produz rapidamente anticorpos capazes de reconhecer e de se ligar na hemaglutinina, especialmente na sua cabeça globular, o que neutraliza imediatamente a ação do vírus. Só que esse capacete de açúcar não deixa os anticorpos ficarem grudados no topo da proteína, dando mais resistência ao vírus da Influenza. (Fonte: UOL)
Atividade agrícola impactou florestas brasileiras, revela estudo na ‘Science’
O grande desaparecimento de aves frugívoras (que comem frutos) das florestas tropicais brasileiras, em decorrência da agricultura, tem causado um impacto sobre as árvores da região, que têm produzido sementes menores e mais fracas ao longo do último século. A conclusão é de uma equipe de pesquisadores brasileiros, mexicanos e espanhóis, cujo estudo será publicado na revista “Science” desta sexta-feira (31).
O trabalho foi liderado pelo especialista em ciências biológicas Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro. Segundo ele, os resultados fornecem evidências de que a atividade humana pode desencadear mudanças evolucionárias rápidas nas populações naturais.
Os autores coletaram mais de 9 mil sementes de diferentes populações da palmeira Euterpe edulis – espécie nativa da Mata Atlântica, também chamada de içara ou palmito-juçara, e ameaçada de extinção – em áreas de floresta preservadas e outras devastadas por plantações de café e cana-de-açúcar no século 19.
A equipe usou dados estatísticos, genéticos e modelos evolucionários para chegar às conclusões. Segundo os cientistas, também foi considerada a influência de vários fatores ambientais, como clima, fertilidade do solo e cobertura florestal. Apesar disso, apenas a ausência das aves que comem frutos e espalham sementes já explicaria a diminuição do tamanho dos grãos das palmeiras.
De acordo com as análises genéticas, o encolhimento das sementes na região pode ter ocorrido dentro um século após algum tipo de perturbação local. Além desses fatores, longos períodos de seca e um clima cada vez mais quente na América do Sul podem ter prejudicado ainda mais essas populações de palmeiras, alertam os pesquisadores.
Ao lado da Unesp, participaram cientistas da Universidade Federal do Oeste do Pará, em Santarém, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFFRJ), da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade de São Paulo (USP) na capital paulista e em Piracicaba, da Rede de Biologia Evolutiva do México, em Veracruz, e da Estação Biológica de Doñana, em Sevilha, na Espanha. (Fonte: G1)
A imagem acima mostra o exato momento em que átomos fazem uma ligação covalente. É a primeira vez que este processo complexo de transformação de uma molécula foi capturado em flagrante – e por pura sorte.
Felix Fischer e sua equipe do Departamento de Energia do Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley (EUA) tinham a intenção de fazer o que qualquer químico molecular está fazendo estes dias: criar nanoestruturas de grafeno, o “material maravilha” dos últimos tempos.
O grafeno é composto de átomos de carbono dispostos em um padrão hexagonal repetido, criando uma substância com propriedades quase mágicas (a camada única é extremamente fina, transparente, forte e ótima condutora de eletricidade).
Esse padrão exige a reorganização de átomos de uma cadeia linear a formas de seis lados – no entanto, reordenar átomos pode ser complicado e o processo pode produzir várias moléculas diferentes.
Assim, a equipe do Lawrence Berkeley decidiu dar uma olhada mais de perto nesse procedimento para se certificar de que tinha feito a coisa certa. Para tanto, eles usaram um microscópio de força atômica, uma técnica capaz de “visualizar” as forças elétricas produzidas por moléculas, gerando imagens ao nível de átomos e ligações sendo alinhados.
Eis que surgiu a imagem inédita de átomos de carbono e as ligações entre eles, criadas por elétrons compartilhados. As ligações atômicas individuais tinham, cada uma, alguns dez milionésimos de um milímetro de comprimento. O resultado final mostrou três produtos inesperados, além de uma molécula que os cientistas haviam previsto.
Enquanto as próprias imagens foram uma surpresa, o que elas mostraram não foi nada surpreendentemente. Antes da fotografia acidental, os cientistas só tinham sido capazes de inferir estruturas moleculares. No entanto, os diagramas se parecem exatamente com o que os aprendemos em aulas de química. Ou seja, é notável o fato de que eles tinham sido, até agora, baseados em estimativas e premissas (claro, com a toda lógica científica aplicada).
Os pesquisadores publicaram a descoberta na edição de 30 de maio da revista Science.[Gizmodo, Wired]
Apêndice humano: Sim, o apêndice tem uma função
Em conversa com meus alunos, sobre o apêndice, vimos aqui que ele não é só um causador de problemas como todos o acham!
Se você pensa que o apêndice não serve para nada e só causa problemas - já que pode inflamar e acabar mandando você para um centro cirúrgico -, é melhor começar a mudar de idéia. Em setembro de 2007, um grupo de cirurgiões e imunologistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, publicou um trabalho que mostra o contrário: o apêndice tem uma função, sim: ele promove o crescimento populacional de bactérias benéficas para o nosso organismo e facilita o repovoamento dessas bactérias no cólon.
O apêndice humano
O apêndice faz parte do sistema digestivo e está localizado logo no início do intestino grosso, conectado ao ceco (um divertículo natural com que se inicia o intestino grosso, e onde se abrem o íleo, o cólon e o apêndice). O apêndice é uma estrutura tubular fechada na extremidade posterior e mede cerca de 5 a 10 cm de comprimento e 0,5 a 1 cm de largura. Na maioria das pessoas, o apêndice encontra-se no quadrante inferior direito do abdome.
Teorias que explicam a função do apêndice humano
Apesar das evidências contrárias, baseadas em estudos de anatomia comparada em primatas, o apêndice foi considerado por muito tempo como uma estrutura vestigial, isto é, uma estrutura que, ao longo da evolução, perdeu sua função original.
Hoje em dia existem algumas teorias que explicam a função do apêndice humano. Uma delas argumenta que o apêndice humano auxilia o sistema imunológico. Ao examinarem microscopicamente o apêndice, os pesquisadores encontraram uma quantidade significativa de tecido linfóide, um tecido que apresenta uma quantidade abundante de linfócitos - tipo de glóbulo branco responsável por defender o corpo contra microorganismos. O tecido linfóide está presente também em outras áreas do sistema digestivo. A função desse tecido ainda não é muito precisa, mas está claro que ele reconhece substâncias estranhas presentes nos alimentos ingeridos.
Em setembro de 2007, o grupo liderado pelo dr. William Parker, da Universidade de Duke, nos EUA, publicou uma nova teoria. Segundo o dr. Parker e seus colaboradores, o apêndice funciona como um "lugar seguro" para bactérias que auxiliam na digestão. De acordo com os pesquisadores, as bactérias vivem no apêndice sem serem perturbadas, até que sejam necessárias nos locais onde ocorrem os processos de digestão. De acordo com o dr. Parker, a forma do apêndice é perfeita para armazenar as bactérias benéficas. Ele possui um fundo cego e uma abertura estreita, impedindo assim o influxo dos conteúdos intestinais.
O sistema digestivo é povoado por diferentes microorganismos que auxiliam na digestão dos alimentos. Em troca, os micróbios recebem nutrição e um lugar seguro para viver. O dr. Parker acredita que as células do sistema imunológico encontradas no apêndice estão lá para proteger, e não para atacar, as bactérias benéficas.
O papel do apêndice no repovoamento da flora intestinal
Doenças como disenteria ou cólera contaminam o intestino. A única saída é se livrar dos micróbios maus. É aí que a diarréia ocorre. Em casos de diarréia severa, não só os micróbios maus são perdidos, mas tudo o que se encontra no interior do intestino, inclusive o que é conhecido como biofilme (uma camada fina e delicada, constituída de micróbios, muco e moléculas do sistema imunológico).
Quando ocorre perda do conteúdo intestinal, as bactérias benéficas escondidas no apêndice emergem e repovoam a camada de biofilme do intestino, antes que bactérias maléficas se instalem.
Segundo o dr. Parker, pessoas que, porventura, tiveram seu apêndice extraído e vivem em locais onde as incidências de doenças como cólera e disenteria são altas, têm menos chances de sobreviver, pois não têm mais um lugar seguro para armazenar as bactérias benéficas.
Deve-se evitar a retirada do apêndice?
Apesar da importante função proposta pela equipe de cientistas da Universidade de Duke, não se deve esquecer que o apêndice tem o seu lado vilão. Ao sofrer inflamação, ele pode levar à obstrução dos intestinos, causando a apendicite aguda, que pode levar à morte.
Portanto, nesse caso, ele deve, sim, ser retirado. Mas não se preocupe, pois as infecções severas, por cólera ou disenteria, são raras em nações ou regiões industrializadas. As pessoas que habitam esses locais podem viver normalmente sem o apêndice.
Cynthia Santos é doutora em Ciências e pesquisadora do Smithsonian Institution (EUA).
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