quarta-feira, 15 de maio de 2013
Brasil luta para evitar extinção da onça-pintada
Na lista dos animais ameaçados de extinção, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, a onça-pintada se transformou em símbolo de ações de preservação. Considerado o maior felino do continente americano, a espécie se concentra principalmente no Brasil. O país busca trabalhar num programa internacional de conservação da espécie que abrange todos os países onde ela ocorre.
A intenção é elaborar uma estratégia de ação em conjunto com pesquisadores para envolver toda a sociedade num programa de proteção da espécie. Não é possível estimar a quantidade de indivíduos de onça-pintada no país, segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap). O tamanho da Amazônia e da população do Pantanal dificultam o trabalho. Na Mata Atlântica e na Caatinga, a espécie está criticamente ameaçada. Há uma população muito pequena do animal e a necessidade de ações urgentes para conservação.
Se não forem tomadas medidas imediatas, em 80 anos, a espécie deve estar extinta em algumas regiões da Mata Atlântica, alerta o chefe do Cenap, Ronaldo Morato. Para evitar que isso ocorra, há diferentes ações e grupos voltados à preservação da onça-pintada no Brasil. A identificação de áreas prioritárias para conservação do animal é uma das ações iniciais. O Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-Pintada inclui 25 áreas de conservação. Apesar do trabalho, “a espécie continua na categoria ameaçada de extinção. Ainda não conseguimos modificar esse status”, lamenta Morato. Proteger a espécie e diminuir os impactos sobre ela é um dos objetivos do Cenap, órgão vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo especialistas, um dos principais desafios da preservação da espécie é a perda de território e o comprometimento do habitat natural da onça-pintada, já que muitas das áreas foram afetadas pelo desmatamento. A transformação do ambiente natural da espécie em atividades agropecuárias ou pastagens nativas é crítica para o animal.
A caça predatória também se configura como um desafio a ser superado. Fatores econômicos e culturais envolvem a perseguição à onça-pintada, já que, entre os peões, a caça ao animal é vista como um ato de bravura. A educação ambiental sobre a importância da espécie torna-se um aliado do trabalho de preservação. A intenção é atingir as comunidades próximas de onde o animal ocorre. Em locais onde há criação de gado, o animal entra em conflito com produtores rurais.
“A onça acaba matando o gado para se alimentar. Muitas vezes esse conflito termina na morte do animal”, alerta. A falta de informação torna a relação com o animal conflituosa, daí a necessidade de um trabalho ambiental que mostre a importância de mantê-lo: “É um animal que ao mesmo tempo é adorado como um deus e odiado como um diabo. As pessoas têm medo, acham que ele pode atacar.” Um trabalho muito forte nesse sentido é feito pela ONG Escola da Amazônia, que trabalha para promover a relação entre homem e onças.
Equilíbrio dos ecossistemas – Os grandes predadores, no caso dos felinos, desempenham um papel ecológico considerado fundamental no equilíbrio dos ecossistemas. Eles são os chamados “topo de cadeia alimentar”, agem como “reguladores”. Esses animais atuam na regulação do tamanho populacional de outras espécies. Por isso, a ameaça de extinção da onça-pintada pode contribuir para um crescimento desenfreado da população de outros animais, como veados e porcos-do-mato por exemplo.
Em algumas regiões, são observados casos típicos de explosões da população de capivara e de doenças relacionadas a esse aumento populacional, como febre maculosa, que pode afetar humanos.
Uma alternativa de quem pesquisa o tema é usar a onça como atrativo para turistas, a exemplo do que fazem países na África, onde esta é a principal fonte de renda para diferentes comunidades. “Pregamos que o animal vale mais vivo do que morto”, define Ronaldo. Para ele, o turismo de avistamento de animais pode ser implementado no país. No Pantanal, há um projeto piloto de transformação de uma propriedade em ponto de referência para turismo de avistamento de animais. A ideia é expandir para todo o Pantanal e mostrar para os proprietários da região que se pode ter retorno econômico com a presença da onça.
Sobre o animal – A onça-pintada é considerada um símbolo da biodiversidade brasileira. O mamífero exerce fascínio sobre a população desde os tempos pré-colombianos. A cultura dos povos ancestrais esteve vinculada ao animal. Os grande felinos são símbolos onde eles ocorrem. “Os tigres na Índia e na China; os leões na África; os leopardos na África e na Ásia; A onça-pintada, em toda a extensão onde ela ocorre. São animais esteticamente muito bonitos, símbolos de força e beleza”, explica Morato.
A onça é o maior carnívoro da América do Sul. Pode medir mais de dois metros e pesar quase 160 quilos. No Brasil, é encontrada principalmente na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Além do Brasil, também está presente em praticamente toda a América do Sul, do norte da Argentina ao sul dos Estados Unidos. Em cada uma das áreas, o animal está ameaçado em algum grau de intensidade. O predador está no topo da cadeia alimentar e é exclusivamente carnívoro. É responsável por importante função ecológica, por regular espécies presas, como capivaras e jacarés. A onça é uma das 627 espécies da fauna ameaçada de extinção, segundo oLivro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. (Fonte: Terra)
OMS diz que novo vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa
A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou neste domingo (12) que parece provável que o novo coronavírus, que tirou a vida de 18 pessoas no Oriente Médio e na Europa, seja transmitido entre pessoas por meio de contato próximo. O coronavírus é da mesma família viral que protagonizou o surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) que varreu o mundo, partindo da Ásia no início de 2003, e que matou 775 pessoas.
No entanto, de acordo com informações da agência de notícias Reuters, o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda, disse a jornalistas em Riad — em pronunciamento após visita à Arábia Saudita, palco da maior série de infecções — que não há evidência de que o vírus é capaz de sustentar “transmissão generalizada em comunidades”.
Contudo, ele acrescentou: “O que mais preocupa é o fato de que as diferentes manifestações vistas em vários países, cada vez mais apoiam a hipótese de que quando há contato próximo, esse novo coronavírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa”.
Um especialista em saúde pública, que recusou-se a ser identificado devido à sensibilidade do assunto, disse que “contato próximo” nesse contexto significa compartilhar um mesmo espaço pequeno e fechado com uma pessoa infectada por um período prolongado. (Fonte: G1)
Cúpula Mundial Juvenil de Sustentabilidade reúne 30 países
O estilo de vida dos jovens de hoje refletirá sobre o futuro. Para que esses reflexos sejam positivos, Berlim está sediando, de 10 a 20 de maio de 2013, a 1ª Cúpula Mundial Juvenil de Sustentabilidade, com o tema “Juventude e sustentabilidade na vida cotidiana”. O evento reúne 160 jovens entre 15 e 20 anos de 30 países, entre os quais emergentes e em desenvolvimento, como o Brasil, a China, Índia, Nepal, Rússia, EUA e Turquia.
O projeto é iniciativa da organização ambiental internacional YouThinkGreen, e tem como objetivo convidar os jovens do mundo a procurarem respostas para aspectos do desenvolvimento sustentável, assim como a que deem sugestões para um futuro mais responsável com relação ao meio ambiente.
Jovens no papel de adultos – Na cúpula, os jovens dão suas próprias ideias quanto a desafios como as alterações climáticas, a degradação ambiental e a desigualdade social. Ciência, cultura, economia, política e mídia são alguns dos assuntos-chave da rodada de conversas. Os temas são examinados em palestras, discussões e workshops. Entre as empresas apoiadoras do projeto estão a Volkswagen e as fundações Mercator, Konrad Adenauer e Robert Bosch.
Segundo Kora Röslen, gerente de projetos da YouThinkGreen e uma das organizadoras da cúpula, unidos, os jovens têm a oportunidade de agir em parceria com os governos dos diversos países, fazendo observações capazes de acelerar ou até mesmo modificar decisões a serem tomadas por seus representantes políticos.
“Este é um momento de troca de ideias sobre como o planeta pode ficar mais sustentável, através de ações simples como: com que frequência a pessoa faz compras ou em que estilo viaja. Essas pequenas coisas podem transformar o futuro do nosso planeta para melhor ou para pior. Cabe a nós decidir como queremos viver daqui a alguns anos”, observa Röslen, em entrevista à DW Brasil.
Sustentabilidade em destaque – Além de uma exposição aberta ao público, o evento destaca ações participativas como a “Árvore da Esperança”, dando aos jovens a oportunidade de pensar sobre mudanças ecossociais e uma justiça social global que torne a vida praticável para todos. Acompanhada por música, flashmobs e outras interações, a “Árvore da Esperança” abre espaço para uma intensa troca de ideias.
À frente do bate-papo sobre o futuro dos jovens e do planeta foram escalados o cientista Ernst Ulrich von Weizsäcker, pioneiro do desenvolvimento sustentável; o professor Hans Joachim Schellnhuber, diretor do Instituto de Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam; e o ator Hannes Jaenicke.
Kora Röslen enfatizou que os organizadores do evento esperam conseguir conscientizar os jovens para que já possam adotar um estilo de vida em que haja lugar para a reflexão sobre seu comportamento de consumo.
Composta por jovens embaixadores do clima em prol do desenvolvimento sustentável, a YouThinkGreen foi criada em meados de 2008. Eles desenvolvem projetos de sustentabilidade em seus respectivos países, além de participar da Cúpula Juvenil Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável. Alguns dos participantes foram qualificados por concurso público. (Fonte: Terra)
Mudança climática deve reduzir variedade de plantas e animais
A metade das espécies comuns de plantas e animais pode sofrer um declínio significativo em seu habitat por conta das mudanças climáticas nas próximas décadas, adverte um estudo divulgado neste domingo e publicado no periódico Nature Climate Change.
Segundo a pesquisa, a biodiversidade ao redor do mundo sofrerá duramente se as temperaturas subirem acima de 2ºC. E os principais efeitos devem ser sentidos na Amazônia, na África Subsaariana, na América Central e na Austrália.
“Nossa pesquisa prevê que as mudanças climáticas vão reduzir drasticamente a diversidade até mesmo de espécies comuns encontradas na maior parte do mundo”, afirma a principal autora do estudo, Rachel Warren, da Universidade de East Anglia (Reino Unido).
“A perda de biodiversidade em escala global vai empobrecer a biosfera e os ecossistemas de forma significativa.” Para os humanos, o efeito colateral é de que “essas espécies são importantes para purificação do ar e da água, controle de enchentes, cliclo de nutrientes e ecoturismo”.
Sobrevivência – O estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, da Colômbia e da Austrália, acompanhou quase 50 mil espécies em todo o mundo, analisando temperaturas e índices pluviométricos em seus habitats. Eles mapearam as áreas que continuariam sendo aptas para a sobrevivência dessas espécies em diferentes cenários climáticos.
Se não houver esforços significativos para limitar a emissões de gases do efeito estufa, dois terços das plantas e quase a metade dos animais perderão habitat até o ano 2080.
A boa notícia, porém, é que essas perdas podem ser contidas se houver ações para mitigar as mudanças climáticas. “Ações rápidas podem reduzir essas perdas em 60% e dar mais 40 anos para que as espécies se adaptem (às mudanças)”, diz o estudo. “Ao reduzir o aquecimento global de 4ºC para 2ºC, ganhamos tempo de adaptação aos 2 graus restantes.”
Biodiversidade ameaçada – Mas, se o cenário negativo se confirmar, a biodiversidade de plantas e animais comuns vai encolher praticamente no mundo inteiro. “É preocupante, porque mesmo pequenos declínios dessas espécies podem afetar significativamente os ecossistemas”, afirma Warren. O estudo analisou o aumento das temperaturas, mas é preciso levar em consideração outros problemas, diz Warren.
“(A ocorrência de) eventos climáticos extremos, pestes e doenças significa que nossas estimativas são provavelmente conservadoras. Os animais em especial devem sofrer, porque perderão parte de seus alimentos vindos das plantas.” Répteis e anfíbios talvez sejam os mais ameaçados nesse cenário. (Fonte: Portal iG)
sábado, 11 de maio de 2013
Doença que destrói mandioca pode levar milhões à fome
“Estamos enfrentando uma tragédia humana”, diz o pesquisador Calir Hershey a respeito de uma doença que tem o potencial de ameaçar a subsistência de 300 milhões de pessoas na África.
Não se trata de uma pandemia, mas, ainda assim, é algo que pode ter consequências devastadoras à humanidade.
A doença do listrado castanho da mandioca, ou CBSD (Cassava Brown Streak Disease, em inglês), avança a taxas alarmantes no oeste da África e, segundo especialistas, pode também afetar a América Latina.
Depois do milho e do arroz, a mandioca é a fonte de energia nutritiva mais importante do mundo. Na África, alimenta e garante a renda de 300 milhões de pessoas.
Ainda que tenha origem latino-americana, seu cultivo foi promovido durante anos no continente africano como uma fonte de nutrição segura, por sua tolerância a secas e a solos pouco férteis.
“Desastroso” – Agora, porém, especialistas advertem que a doença do listrado castanho, provocada por um vírus, pode resultar em quedas de 50% na produção de mandioca na África, com consequências fatais.
“Já há estragos no leste africano, e (a doença) avança rumo ao oeste”, disse Hershey à BBC Mundo. Ele é diretor do programa de pesquisas da mandioca no Centro Internacional de Agricultura Tropical, na Colômbia. “Se (o vírus) alcançar os grandes países produtores do oeste da África, como Nigéria e Gana, será absolutamente desastroso” para milhões de famílias, agregou.
Deter esse avanço é justamente o motivo de uma conferência na Itália, nesta semana, que reuniu especialistas de todo o mundo. Mas como impedir o avanço de um inimigo quase invisível?
Um câncer sem sintomas – A doença foi descoberta em 1935, na costa leste da África, e durante várias décadas foi tratada como um problema menor. Com o tempo, a propagação de cultivos da mandioca e o desenvolvimento de novas linhagens mais agressivas do vírus, o problema foi se agravando.
Um dos grandes problemas do vírus é que os agricultores só percebem que sua plantação foi danificada quando já é tarde demais. Os sintomas só aparecem nas raízes, que é justamente o que é consumido.
“Só na colheita, quando a raiz é cortada, é possível notar partes podres. Em casos severos, toda a raiz está podre, completamente inutilizável”, afirmou Hershey.
Atualmente, nenhuma das variedades da mandioca é resistente ao listrado castanho, explicou ele. “No momento, há poucos mecanismos ou práticas conhecidas para controlar o vírus.”
Perigo para a América Latina – O vírus é transmitido por uma mosca branca, e o aumento das temperaturas globais propiciou o aumento da população desses insetos.
Segundo Hershey, os especialistas do setor estão “bastante preocupados” com a possibilidade de a doença chegar à América Latina – apesar de rígidas regras de quarentena ao transporte de sementes de mandioca, ou de qualquer outra semente.
“Mas há gente que leva sementes em malas, então nunca se sabe”, disse ele. “Isso é uma grande fonte de preocupação para nós, e queremos tomar medidas preventivas para que, se a doença chegar, estejamos preparados.”
No momento, o risco não parece alto, já que a mosca transmissora não é vista em plantações latino-americanas. Mas os especialistas detectaram a presença do inseto no Caribe, mostrando que ela tem o potencial de chegar às zonas produtivas na América do Sul, como Brasil, Paraguai e Colômbia. “Temos que supervisionar os movimentos tanto do vírus como do inseto. É preciso estar muito atento a isso”, concluiu Hershey. (Fonte: G1)
Ambientes fechados aumentam a proliferação de doenças
Ambientes fechados facilitam a proliferação de várias doenças, especialmente no inverno, quando as temperaturas mais baixas e o ar mais seco fazem com que o organismo fique mais vulnerável às infecções.
O tempo frio faz com que as pessoas passem mais tempo dentro de casa ou em ambientes fechados. Isso pode representar um risco a mais, uma vez que ambientes fechados dificultam a ventilação e a circulação do ar. Dessa forma, o número de agentes causadores de várias doenças presentes no ar aumenta.
A aglomeração de pessoas é outro problema que faz com que vírus e bactérias se propaguem mais rapidamente, aumentando os casos de gripes, resfriados, rinites, alergias, sinusites, bronquites e asma, e os atendimentos nos prontos-socorros. Em casos mais graves, doenças como tuberculose e meningite podem ser contraídas em locais fechados.
Gripe, resfriado e dor de garganta
A gripe é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus Influenza (A e B). É transmitida por via aérea e ocorre em surtos e epidemias em todo o mundo, a cada ano, principalmente durante os meses de inverno.
Muitos confundem o resfriado com a gripe, mas são doenças diferentes, inclusive causadas por agentes diferentes. O resfriado pode ser causado por mais de 200 vírus diferentes, sendo o principal deles o rinovírus, e como já foi dito, a gripe é causada pelo vírus Influenza. Em geral, o resfriado é uma doença mais leve que a gripe. Vai atacando gradualmente a pessoa, com tosses irritativas, dores e cansaço leves.
A dor de garganta é causada, geralmente, pela amigdalite. Essa é uma condição na qual as amígdalas palatinas se infeccionam por vírus ou bactérias.
Em caso de infecções como gripes, resfriados e dores de garganta, é fundamental que a pessoa doente não compartilhe utensílios como copos e talheres com os familiares e evitar o contato muito próximo até que a doença tenha sido curada.
Pneumonia
A pneumonia é a inflamação dos pulmões, mas especificamente dos alvéolos, local onde ocorrem às trocas gasosas, devido à infecção causada por bactérias, vírus, fungos e outros agentes infecciosos ou por substâncias químicas.
Crianças são mais suscetíveis à infecção, e, como esse é um problema que deixa muitos pais alarmados, é importante que os responsáveis fiquem atentos a sintomas como tosse, febre e dificuldade em respirar, e procurarem um especialista caso a criança apresente esse quadro. Existe vacina para pneumonia, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário do Ministério da Saúde.
Problemas respiratórios
Problemas das vias respiratórias, como asma, rinites e sinusites são mais comuns no inverno. Alergias também são agravadas com o tempo frio e seco. É possível reduzir o risco de ataques dessas com algumas medidas simples. O primeiro passo é evitar lugares onde há fumaça de cigarro ou possíveis alérgenos. Além disso, usar corretamente os medicamentos prescritos e ir ao médico regularmente são medidas que ajudam a controlar a doença.
Hábitos de higiene simples, como lavar as mãos com frequência e cobrir o nariz e a boca quando espirrar também diminuem as chances de contágio.
Fonte: Bibliomed
http://www.boasaude.com.br/
Retirado do mercado medicamento Cordaptive contra colesterol alto
O medicamento Cordaptive (ácido nicotínico/laropipranto) teve sua fabricação e comercialização suspensas pelo fabricante e está sendo recolhido em todo o mundo.
O anúncio foi feito pela fabricante de medicamentos Merck & Co, que opera no Brasil sob a marca MSD (Merck Sharp & Dohme).
O Cordaptive era indicado para controlar os níveis de colesterol "e de outras substâncias gordurosas no sangue", segundo a empresa.
Contudo, um estudo clínico internacional revelou não apenas que o medicamento não apresentava os benefícios esperados na diminuição dos principais eventos cardiovasculares, como evidenciou um aumento significativo no número de ocorrências de efeitos colaterais graves.
Os pacientes que fazem uso do Cordaptive devem procurar seu médico para reavaliação do tratamento e sua substituição por outros medicamentos.
A devolução do medicamento Cordaptive já adquirido pelos pacientes deverá ser feita diretamente à Merck. Para isso, os pacientes devem ligar para o telefone 0800 012 22 32 para receber orientações.
Efeitos negativos
A empresa já havia começado a recolher o medicamento nas farmácias em janeiro deste ano, depois de informar o problema à ANVISA.
No comunicado que emitiu aos médicos, a Merck detalha que o estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford avaliou a eficácia da adição de ácido nicotínico+laropipranto à terapia com estatina na redução do risco de morte coronária, ataques cardíacos não fatais, derrames ou revascularização, em comparação com a terapia exclusiva com estatina.
De acordo com o estudo, a adição do medicamento à terapia com estatina não apresentou redução significativa do risco de morte em nenhum dos eventos estudados. Diário da Saúde
Frio converte gordura ruim em gordura boa
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Zurique (Suíça) demonstraram pela primeira vez que as células de gordura marrom (gordura boa) e as células de gordura branca (gordura ruim) podem ser convertidas de um tipo de célula para a outra.
Isso não apenas desafia as teorias atuais sobre os dois tipos principais de gordura presentes no organismo, como abre uma rota totalmente nova para o combate à obesidade.
O corpo humano possui vários tipos de tecidos adiposos, ou gorduras: gordura branca, que pode se acumular, levando à obesidade, a gordura marrom, ou gordura boa", e a gordura bege.
O novo estudo fornece novas importantes informações sobre a origem das células de gordura marrom, hoje considerada um pré-requisito para o desenvolvimento de terapias anti-obesidade bem-sucedidas.
Energia e calor
As células de gordura branca funcionam principalmente como armazenadoras de energia, depósitos que são enchidos em tempos de abundância de calorias.
A gordura é armazenada sob a forma de gotículas de lipídios, que são usados quando o corpo precisa de energia.
Com uma função diametralmente oposta estão os chamados adipócitos marrons - estas células são especializadas na queima de energia sob a forma de gordura e açúcar para produzir calor.
Por exemplo, os recém-nascidos possuem quantidades significativas de gordura marrom, utilizando-a para manter a temperatura corporal.
Como foi demonstrado recentemente que humanos adultos também possuem adipócitos marrons, a pesquisa centrou-se na compreensão de como os adipócitos marrons são formados na idade adulta.
O objetivo final desses esforços é aumentar a quantidade e a atividade dos adipócitos marrons em pessoas obesas, permitindo que elas queimem o excesso de calorias e, portanto, reduzam o peso.
Proteção contra o frio
Sabe-se que os seres humanos - assim como os animais de laboratório - podem se adaptar a baixas temperaturas, formando células de gordura marrom dentro dos seus depósitos de gordura branca.
Essas células convertidas são mais comuns em pessoas que vivem em climas frios do que em pessoas que vivem em climas quentes.
No entanto, a origem desses adipócitos marrons especiais vinha sendo matéria de debates.
Os cientistas fizeram então experimentos com animais de laboratório demonstrando a conversão de adipócitos brancos em marrons quando as cobaias eram submetidas a temperaturas frias durante um período.
Quando elas retornaram para a temperatura ambiente, a mudança se reverteu, e a gordura marrom, não mais necessária para proteger o corpo do frio, voltou a se transformar em gordura branca.
"As terapias anti-obesidade atuais focam-se no lado da ingestão de energia, controlando o apetite e a absorção de nutrientes", diz o Dr. Christian Wolfrum, coordenador do estudo.
"Os tratamentos farmacológicos que estão disponíveis não são muito eficientes, e geralmente estão associados a efeitos colaterais. Por outro lado, esta nova abordagem para tratar a obesidade teria como alvo o outro lado da equação, o gasto de energia, promovendo a formação de gordura marrom," concluiu. http://www.diariodasaude.com.br/
Estudo indica que a água da Lua e a da Terra têm a mesma origem
Um estudo divulgado nesta quinta-feira (9) em artigo na revista Science indica que a origem da água da Lua é muito parecida com a da substância na Terra. Pesquisadores descobriram que a quantidade de deutério na água presa em pedras capturadas pelas missões Apollo indica que a água do nosso satélite natural veio do cinturão de asteroides.
Há cerca de 4,5 bilhões de anos, dois enormes objetos colidiram no Sistema Solar e o resultado desse acidente de trânsito cósmico foi a formação de dois outros corpos: a Terra e a Lua. O intenso calor gerado nesse batida acabou com a água que por aqui existia. Contudo, ao longo desses bilhões de anos de jogo de bilhar astronômico, outros corpos menores se chocaram no planeta, e hoje temos evidências científicas de que a água, tão necessária à vida na terceira rocha do Sistema Solar, veio desses meteoritos. Pelo menos é o que se pensava até agora.
Os cientistas analisaram cristais que estão em pedras do nosso satélite natural que as missões Apollo trouxeram para a Terra. Como a água fica “presa” nesses cristais, eles conseguem descobrir a proporção de deutério – um isótopo de hidrogênio que tem um nêutron a mais de o hidrogênio comum – nela. A água tem mais ou menos deutério conforme o local onde ela se forma no Sistema Solar – quanto mais próximo do Sol, menos desse isótopo pode ser encontrado.
Os pesquisadores descobriram que essa proporção é compatível com condritos carbonáceos, meteoritos do Cinturão de Asteroides (aquele que fica entre Marte e Júpiter), e que se acredita que também são a origem da água no nosso planeta. Isso descartaria outra hipótese, de que cometas – que se formam nos confins do nosso sistema, na Nuvem de Oort – seriam a fonte da água da Lua.
“As medições em si são muito difíceis”, diz Erik Hauri, do Instituto Carnegie de Washington. “Mas os novos dados proveem a melhor evidência até agora de que os condritos que carregam carbono são uma fonte comum para os voláteis (substâncias como a água) na Terra e na Lua, e talvez em todo o Sistema Solar interior.”
Essa descoberta apresenta um problema para a teoria de que a Terra e a Lua foram criadas por um grande impacto: se a água dos dois corpos tem uma fonte em comum, isso sugere que ela já deveria estar por aqui quando o impacto aconteceu. Segundo os pesquisadores, contudo, o estudo não é inconsistente com essa hipótese.
“O impacto de alguma forma não causou a perda de toda a água”, diz Alberto Saal, da Universidade Brown, que também participou da pesquisa. “Mas ainda não sabemos como esse processo ocorreu.”
“Nosso trabalho sugere que elementos altamente voláteis não são completamente perdidos durante um grande impacto, diz James Van Orman da Universidade Case Western Reserve. “Nós precisamos voltar à prancheta e descobrir mais sobre que acontece nos grandes impactos, e nós precisamos também lidar melhor com os inventários voláteis da Lua.” (Fonte: Terra)
Clima: plano sai até julho
A primeira versão da revisão do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) deverá ser apresentada em julho. A previsão é que, em dois meses, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) coloque o documento em consulta pública, com o objetivo de viabilizar a participação da sociedade civil e demais interessados no processo. O assunto foi discutido, nesta quinta-feira (9), em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.
Com as contribuições da população, a estimativa é que a revisão seja concluída até o fim do ano. A diretora Karen Cope, da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do MMA, afirmou que o documento deverá fomentar ações voltadas para o combate ao efeito estufa. “A nova versão vai trazer um grande avanço em relação ao que já está proposto com o plano anterior”, afirmou. “Os planos setoriais também estão em fase avançada de implantação.”
O Plano Nacional sobre Mudança do Clima foi apresentado em 2008 e tem o objetivo de incentivar medidas de mitigação no Brasil e contribuir com o esforço mundial na redução das emissões de gases de efeito estufa. Agora, o MMA está trabalhando a atualização do PNMC. Atualmente, o documento é dividido em quatro partes: oportunidades; pesquisa e desenvolvimento; educação, capacitação e comunicação; e impactos, vulnerabilidades e adaptação. (Fonte: MMA)
A ciência explica: por que você não deve ir ao supermercado com fome
Quantas vezes você já passou no supermercado antes do horário do almoço ou da janta, com fome, e comprou mais coisas do que realmente precisava?
Os pesquisadores Aner Tal e Brian Wansink, da Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York (EUA), realizaram um estudo de laboratório com 68 pessoas, para analisar o quanto a fome influenciava na hora das compras.
Primeiramente, estas pessoas selecionadas foram convidadas a irem até o laboratório, mas com a recomendação de não comerem nada por até 5 horas antes do encontro. Chegando lá, metade do grupo recebeu bolachas, que poderiam ser consumidas a vontade, enquanto a outra metade permaneceu sem nenhuma comida.
Na sequência, todos deveriam acessar o site de um supermercado e fazer compras como bem desejassem. O resultado foi o seguinte: o grupo que comeu as bolachas antes do processo comprou, em média, 4 produtos de alto teor calórico, enquanto que as pessoas que estavam a mais tempo sem se alimentarem compraram 6 destes itens mais calóricos.
Outra pesquisa, liderada pelo diretor do Laboratório Comidas e Marcas, da Universidade Cornell, Brian Wansink, levou outro grupo, desta vez de 82 pessoas, a um supermercado, em dois horários diferentes: entre 13h e 16h (considerado um período menos propenso a fome, por ser após o almoço), e entre 16h e 19h (horário em que as pessoas começam a sentir mais fome, próximo a hora do jantar).
Nesta análise, os pesquisadores perceberam que as compras mais saudáveis, ou de alimentos de menor teor calórico, foram realizadas pelo grupo que foi ao supermercado entre 13h e 16h (foram 11 produtos contra 8 do outro grupo).
Os pesquisadores relataram que “mesmo que por um curto período, a privação alimentar pode levar a uma alteração no momento das compras, aumentando o consumo de produtos com alto teor calórico. O ideal é que as pessoas prestem atenção nas suas escolhas e, se possível, evitem fazer compras quando estão com fome”.
O endocrinologista da Faculdade Imperial de Londres, Tony Goldstone, destaca que os resultados devem ser interpretados com cautela, pois este comportamento resulta de um processo evolutivo, em que as pessoas tendem a procurar alimentos mais calóricos após um período de jejum.
“O corpo está sempre tentando se manter em equilíbrio, e faz sentido que, se você estiver há um longo período de tempo sem comida, você busque a comida que é de alto teor calórico”, disse ele. “Se nós estamos precisando de energia, nós não vamos comprar alface”.
Ele recomenda que, antes de ir às compras, as pessoas façam um lanche, nem que seja apenas uma fruta, ou até mesmo que masquem chicletes enquanto estão andando pelos corredores, como uma maneira de mascarar a fome.
Amy Yaroch, chefe do Centro de Nutrição Swanson Gretchen em Omaha, Nebraska, ressalta por fim uma preocupação importante. “Eu sinto que as pessoas não entendem a conexão entre obesidade e insegurança alimentar. Sem saber quando terá comida disponível novamente, você tende a escolher uma opção de alto teor calórico, especialmente quando é o mais barato. Há definitivamente diferentes implicações para alguém que está com fome a maior parte do tempo”, disse ela.[LiveScience]
[Reuters]
Apetite das minhocas, uma alternativa ecológica para o lixo orgânico
Quase nada escapa à sua presença: elas se movem sutilmente em meio às cascas de batata e revelam uma silhueta rosada entre restos de verduras. No entanto, na lixeira orgânica, centenas de minhocas digerem os rejeitos, reduzindo o seu volume, e produzem um fertilizante de qualidade para as plantas.
“É incrível o que comem, são hiper-vorazes!”, diz Patricia Dreano, surpresa com o apetite de 400 minhocas da espécie “Eisenia Foetida” que colonizaram uma composteira feita especialmente para elas, instalado no subsolo da sua casa, situada perto de Josselin (Morbihan, oeste da França), debaixo da mesa onde prepara suas sopas.
Importada da Austrália e dos Estados Unidos, a composteira de minhocas permite “reciclar naturalmente até 30% do conteúdo da nossa lixeira” mais rápido e facilmente do que a composteira clássica colocada em um canto do jardim, conta Gwénola Picard, de 42 anos.
Ao lado do marido, criador de perus, ele fundou a fazenda de minhocas de Pays de Josselin, um criadouro de milhões de minhocas, que se nutrem de excrementos de cavalos, vacas, aves de criação e restos de comida recuperados dos restaurantes.
Usado por particulares, o princípio é simples: cada minhoca devora diariamente entre a metade e uma vez o seu peso em resíduos orgânicos (cascas, pó de café…), materiais carbonados (papelão, jornais) e até a poeira varrida com a vassoura.
À medida que o volume dos dejetos se reduz, acumula-se o de excrementos de lombrigas na composteira de minhocas, uma espécie de torre composta de bandeiras sobrepostas e buracos, para permitir o deslocamento das minhocas.
Só falta recolher a composteira de minhocas, um fertilizante com a consistência da terra, destinado a nutrir o solo e revitalizar as plantas. “Depois de dois meses, de cada 10 quilos de dejetos, são recuperados cinco quilos”, diz Gwénola Picard.
Sem odores, sem moscas e sem possibilidade de que as minhocas escapem. O único problema é recolher regularmente o “chá de minhoca”, um adubo líquido procedente da água da matéria em decomposição, para evitar que as minhocas se afoguem.
“Abrir a composteira na minha casa já é uma prova”, admite, sorridente, Patricia Ros-Chilias, diretora do centro de lazer de Josselin. O que não a impede de receber, encantada, uma composteira de minhocas cor-de-rosa nova em folha no refeitório das crianças. “É muito prática porque não precisa ir à rua” nos dias de chuva ou frio.
“Estão ali do lado, sabemos que temos que alimentar nossas minhocas”, explica. “É um gesto automático: comemos e, em vez de jogarmos fora os restos, antes perguntamos se é possível reciclá-los”, disse.
Embora o método seduza quase todos, “a demanda aumenta nas comunidades”, constata Frédéric Raveaud, da empresa Collavet-Plastiques, e criador do Eco-Worms, único modelo de composteira de minhocas francês, muito colorido. “Há quatro anos, quando começamos, era um produto para engajados”, mas agora vendemos entre “3.000 e 3.500″.
No município de Saint-Jean-Brévelay, perto de Vannes, onde são vendidos a partir de 40 euros a peça, vinte particulares já estão em filas de espera.
“Os dejetos orgânicos que deveriam ir para as composteiras representam entre 15% e 20% do conteúdo das lixeiras”, diz Maxime Lohézic, do serviço ambiental desta comunidade.
“O potencial (destas minhocas) é enorme”, pois estes animais são menores e mais discretos do que as tradicionais, que vão se tornar os “novos bichos de estimação”, após o pedido das autoridades competentes para reciclar os dejetos de consumo privado. (Fonte: Terra)
Mais 80 países discutem controle de lixo tóxico em reunião da ONU
Ministros de mais de 80 países estão reunidos nas COPs (Conferências das Partes) para discutir formas para regulamentar e controlar substâncias tóxicas para o meio ambiente. O debate sobre regulamentação e controle de poluidores termina sexta-feira em Genebra.
O encontro engloba três conferências sobre questões relacionadas a agentes poluidores, a da Basileia, de Estocolmo e de Roterdã. A reunião foi organizada pelo Pnuma, Programa da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Meio Ambiente.
“Eles pretendem discutir em mesas redondas o tema sinergias e a implementação das convenções sobre substâncias químicas e resíduos tóxicos nos níveis nacionais, regionais e globais”, explica Carla Valle-Klann, a gerente de programa, à rádio ONU. “O objetivo principal desse encontro, o resultado desse encontro pretende-se adotar uma declaração ministerial cobrindo todos esses temas.”
Os representantes dos países vão discutir, também, a realização de uma nova conferência para lidar com o perigo do mercúrio, chamada Convenção Minamata.
Substâncias perigosas – Carla explicou ainda que a Convenção da Basileia trata da regulamentação do lixo tóxico. A de Estocolmo, cuida da obrigação dos países para implementar medidas de controle sobre substâncias químicas conhecidas como poluentes orgânicos persistentes ou POPs. E, finalmente, a Convenção de Roterdã trata do comércio de agrotóxicos e de substâncias químicas perigosas feito entre as nações.
O Brasil é signatário das três convenções. O mesmo acontece com Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Já Angola e São Tomé e Príncipe firmaram a Convenção de Estocolmo. Das nações lusófonas, apenas Timor-Leste não é signatário de nenhuma delas. (Fonte: UOL)
Cientistas identificam núcleo de átomo com formato de pera
Cientistas identificaram pela primeira vez um núcleo de átomo com o formato que se assemelha ao de uma pera. Embora a forma já tivesse sido prevista na teoria, ainda não havia evidências de nenhum átomo com esse formato – apenas de núcleos esféricos ou ovalados, com um formato que lembra uma bola de rúgbi.
Tudo que existe no Universo é feito de átomos, e eles são pequenos demais para que possamos vê-los. Para identificar o formato dos átomos, os cientistas usaram um acelerador de partículas e mediram os padrões da radiação eletromagnética.
O formato do núcleo de um átomo é determinado pela interação entre as partículas que o compõem – os prótons e os nêutrons. Quando a relação entre eles é bem equilibrada, o núcleo assume suas formas mais típicas – a esférica e a ovalada.
O núcleo em forma de pera, de acordo com a teoria, só ocorreria em átomos pesados e instáveis – como os de alguns elementos radioativos. É o caso dos elementos que foram usados na atual pesquisa: os isótopos de radônio-220 e de rádio-224.
A descoberta é importante para a física teórica, pois melhora a compreensão dos cientistas sobre a estrutura dos átomos. Segundo Christopher Lister, pesquisador da Universidade de Massachusetts, nos EUA, que escreveu um artigo comentando o avanço para a revista científica “Nature”, a evolução nos aceleradores e detectores de partículas deve levar a medições cada vez mais precisas dos átomos.
O estudo foi feito usando o acelerador Isolde, do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), e liderado por Liam Gaffney e Peter Butler, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Os resultados foram publicados pela revista científica “Nature”. (Fonte: G1)
Referência internacional em botânica
A ideia de transformar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) em centro de referência internacional em botânica foi defendida pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na manhã de terça-feira (7), durante anúncio do novo perímetro da instituição. O projeto cumpre determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e tem como prioridade a preservação do meio ambiente, o patrimônio histórico tombado e a eliminação das situações de risco na área do parque.
Para atingir estes objetivos, segundo a ministra, são necessárias iniciativas de fortalecimento ao parque, que vão desde o cuidado com a realocação das 620 famílias que hoje habitam a área até melhorias educacionais, culturais e estruturais. Essas medidas foram consolidadas em estudo realizado por grupo do governo federal, com representantes da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Justiça social - “A partir desse estudo definimos o novo perímetro do JBRJ, que ficaria com área de 132,5 hectares e como será a interlocução com os moradores que hoje habitam o local”, explicou Izabella. O cuidado com essas pessoas e a visão do governo em buscar soluções para cada uma das famílias, seguindo suas particularidades e nos termos da legislação, fazem parte de todo o processo de transformação do Jardim Botânico. “O nosso objetivo com essas iniciativas é preservar o meio ambiente e cuidar das pessoas, de forma igualitária e socialmente justa”, acrescentou.
A ministra informou, ainda, que será feito o recadastramento das famílias nos próximos 30 dias, com atendimento pessoal a cada um dos moradores, por meio de um escritório de apoio, montado dentro do próprio Jardim Botânico. “Todos os órgãos federais envolvidos participarão desse apoio e, no escritório, cada família poderá se informar sobre sua situação, caso a caso, e técnicos explicarão as etapas do processo e soluções propostas para cada caso”, salientou. O objetivo é assegurar o atendimento de todos, considerando a situação socioeconômica e as possibilidades previstas em lei.
Fortalecimento - Como parte das medidas de fortalecimento ao JBRJ, foi identificada nos estudos uma área adicional de Mata Atlântica que se busca ampliar dentro do parque. “Vamos conversar com os proprietários dessa área para verificar se é possível a doação”, afirmou Izabella. “Assim, nós estaríamos ampliando com quase 3,5% a área além da definida no perímetro”. Além disso, ela também citou a necessidade da expansão da coleção de plantas brasileiras de Mata Atlântica, incentivos à Escola Nacional de Botânica Tropical, expansão na área de biotecnologia, estruturação de laboratório para sequenciamento molecular, expansão de viveiros de espécies nativas e consolidação do complexo sociocultural do parque.
O ministro-chefe da Advocacia Geral da União, Luis Inácio Adams, reforçou que o novo perímetro do JBRJ é o reconhecimento de uma área do século passado e que é patrimônio histórico. “Estamos apenas reconhecendo o que está consolidado historicamente, o que nos levará a inúmeras negociações”. Já a secretária nacional do Patrimônio da União, Cassandra Nunes, destacou o cuidado por parte do governo dessas pessoas que vivem na área do parque há anos. “Precisamos ter um compromisso com cada família, dialogar e buscar soluções para todos”, explicou. Segundo ela, ainda não foram definidas quais as possibilidades de solução para as famílias, mas ela garante que serão adequadas às necessidades econômicas e culturais.
Também participaram do anúncio o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, e a presidenta do Jardim Botânico, Samyra Crespo. (Fonte: MMA)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Operação Leite Compensado identifica lotes adulterados com formol
Uma ação deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) para desarticular um esquema de adulteração de leite identificou que cinco empresas de transporte de leite adulteraram o produto cru entregue para a indústria.
A operação constatou que uma das formas de fraude é a da adição de uma substância semelhante à ureia, e que tem formol em sua composição, na proporção de 1 kg deste produto para 90 litros de água e mil litros de leite. A adulteração consiste no crime hediondo de corrupção de produtos alimentícios.
A fraude foi comprovada após análises químicas do leite cru, nas quais foi possível identificar a presença do formol, que mesmo depois dos processos de pasteurização, persiste no produto final. Com o aumento do volume do leite transportado, os "leiteiros" lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite, em média R$ 0,95 por litro.
As empresas investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. Desse montante, estima-se que 1 milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados. Amostras coletadas no decorrer da investigação em supermercados de Porto Alegre apontaram fraude em 14 lotes de leite UHT.
Veja abaixo a lista das marcas e lotes adulterados:
Italac Integral
Lotes L05KM3, L13KM3, L18KM3, L22KM4 e L23KM1
Italac Semidesnatado
L12KM1,
Líder UHT Integral
Lote TAP1MB,
Mumu UHT Integral
Lote 3ARC,
Latvida UHT Desnatado
Lote 37/661,
Latvida UHT Semidesnatado
Lote 48/661,
Latvida UHT Integral
Lote 36/661,
Latvida Semidesnatado
Lote 48/661 e
Latvida Integral
Lote 24/661
http://noticias.r7.com/
Formol traz risco à saúde mesmo em pequena concentração, diz Anvisa
Operação Leite Compensado investiga fraude no leite no Rio Grande do Sul.
Nove pessoas foram presas desde quarta; transportadoras são suspeitas.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos do consumo de leite com presença de formol. O informe técnico foi publicado após a Operação Leite Compensado ser deflagrada no Rio Grande do Sul. Ministério da Agricultura e Ministério Público investigam a adição de água e ureia no leite por parte de transportadoras. Nove pessoas foram presas pela fraude desde quarta-feira (8), duas delas já liberadas após depoimento.
"Mesmo em pequenas concentrações, o formol representa um risco à saúde, pois a substância não possui uma dose segura de exposição", afirma Denise Resende, gerente-geral de Alimentos da Anvisa.
Segundo a agência, o formol ou formaldeído é toxico se ingerido, inalado ou se tiver contato com a pele e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) desde junho de 2004. Os tipos de câncer associados à substância são os de nasofaringe, nasossinusal e leucemia. O formol é encontrado na ureia usada pelos fraudadores. Por outro lado, o informe técnico apontou que a ureia, em doses razoáveis, causa pouca ou nenhuma toxicidade para seres humanos. "A ureia não é considerada uma substância de preocupação para a saúde humana, mas é usada para mascarar a quantidade de proteína no leite", explica Denise.
Segundo o MP, cinco empresas de transporte de leite adulteraram o produto cru entregue para a indústria. Nove pessoas foram presas - uma se apresentou à polícia nesta quinta-feira e duas já foram liberadas -, e três postos de refrigeração de leite foram interditados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O MP ainda interditou uma empresa de laticínios em Estrela, no Vale do Taquari.
De acordo com a investigação, os suspeitos compraram 98 toneladas de ureia, quantidade suficiente para adulterar 100 milhões de litros de leite em um ano.
Durante o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, foram recolhidos diversos caminhões utilizados no transporte do leite, cerca de 60 sacos de ureia, R$ 100 mil em dinheiro, uma régua com a fórmula utilizada para medir a mistura adicionada ao leite, revólveres e pistolas com respectivas munições, soda cáustica, corantes, coagulantes líquidos e emulsão para obtenção de consistência, entre outros produtos e documentos.
Marcas foram notificadas pelo Ministério da Justiça
A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon) notificou as empresas Italac, Mu-mu, Líder e Latvida para prestarem esclarecimentos sobre o envolvimento na operação. Elas terão prazo de 10 dias, a partir do recebimento da notificação, para apresentar a documentação técnica e laboratorial necessária ou o recall imediato dos produtos envolvidos, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.
Multas de R$ 15 mil reais foram destinadas às empresas. "O consumidor realmente tem que cobrar dos órgãos de fiscalização para que as indústrias passem a fazer as análises de forma rotineira para prevenir a entregada de produtos nessas condições ao mercado", disse o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos Filho.
Em nota, a Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) tranquilizou a população e afirmou que todos os produtos disponíveis no mercado atualmente estão em "perfeitas condições de consumo". O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, divulgou uma nota técnica com orientações sobre a intoxicação por formaldeído, substância encontrada nos lotes não recomendados para consumo.
Segundo o CEVS, a intoxicação por formaldeído por ocorrer por inalação, ingestão e contato com pele e olhos. O órgão orienta quem apresentar os sintomas a procurar atendimento médico, contatar a Vigilância em Saúde do município onde mora ou ligar para o Disque-Vigilância do CEVS pelo telefone 150, e manter o produto na embalagem original na geladeira. Quem tiver embalagens fechadas dos produtos dos lotes não recomendados para consumo deve guarda-los e comunicar Ministério Público pelo e-mail consumidor@mp.rs.gov.br.
Lotes não recomendados para o consumo, segundo o MP
Leite Líder - UHT Integral
SIF 4182 - Fabricação: 17/12/12
Lote: TAP 1 MB
Leite Italac - UHT Integral
Goiás Minas - SIF 1369
Fabricação: 30/10/12 - Lote: L05 KM3
Fabricação: 5/11/12 - Lote: L13 KM3
Fabricação: 7/11/12 - Lote: L18 KM3
Fabricação: 8/11/12 - Lote: L22 KM4
Fabricação: 9/11/12 - Lote: L23 KM1
Leite Italac - UHT semidesnatado
Goiás Minas - SIF 1369 Fabricação: 5/11/12 - Lote: L12 KM1
Leite Mu-Mu - UHT Integral
Vonpar - SIF 1792
Fabricação: 18/01/13
Lote: 3 ARC
Leite Latvida - UHT Desnatado
VRS - Latvida - CISPOA 661
Fabricação: 16/2/2013 Validade: 16/6/2013
O MP não divulgou o número do lote
O que dizem as empresas
Mu-Mu
Em nota, a empresa afirmou que "atende a todos os requisitos e protocolos de testes de matéria prima exigidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento". No texto constam outros esclarecimentos: "A investigação do Ministério Público está concentrada no transporte entre o produtor leiteiro e os postos de resfriamento, onde o produto fica armazenado antes da entrada em nossa fábrica. A empresa permanece à disposição do MP e MAPA, no que for solicitado". A Mu-Mu também informa aos consumidores que tenham produtos do lote citado ou que tenham dúvidas entrem em contato com o SAC, pelo número 0800 51 7542, de segunda a sexta, das 7h30 às 18h30 e, aos sábados, das 7h30 às 13h30.
Latvida
Em contato com o G1 por telefone, a empresa Latvida informou que está operando normalmente. Segundo a assessoria de comunicação, a ação é direcionada exclusivamente aos transportadores do leite no estado. Em relação a esse aspecto, a marca disse que "está sendo eficiente até o momento". A Latvida ainda afirmou que o problema ocorreu no lote 196 do leite UHT desnatado e que todos os outros estão liberados para o consumo. "Estamos vendo essa ação do MP com naturalidade. Nossos laboratórios funcionam 24 horas por dia e temos um laboratório móvel que percorre as regiões dos 1,6 mil produtores que temos no estado", disse o assessor de comunicação da empresa, Paulo Pereira.
Italac
Em e-mail enviado no início da tarde, a Italac informou que "o problema foi pontual, ocorrido no Rio Grande do Sul, e aconteceu no transporte do leite cru, entre a fazenda e o laticínio, antes de ser industrializado". Ainda segundo a nota, "os lotes identificados com problema foram retirados do mercado e não se encontram mais à disposição do consumidor. Todo o leite Italac encontra-se em perfeitas condições de consumo com total segurança e qualidade".
Líder
A empresa diz ter retirado do mercado ainda em fevereiro deste ano o lote não recomendado para o consumo, "tão logo a companhia tomou conhecimento da possibilidade de existir um problema de qualidade". A nota diz que cinco transportadoras de leite cru foram descredenciadas e um dos postos de resfriamento no estado foi fechado "por causa da ação de fraudadores". "Além disso, a Líder faz dupla checagem, nos postos de resfriamento e na fábrica, e desde janeiro não detectou nenhuma adulteração no leite destinado à produção. O leite Líder disponível no mercado está apto, portanto, para ser consumido com segurança", diz a empresa. http://g1.globo.com/
terça-feira, 7 de maio de 2013
Mamografia não serve para todas as mulheres
Além da mamografia
Embora a mamografia, o padrão-ouro dos exames preventivos do câncer da mama, reduza a mortalidade pela doença, ela tem limitações importantes.
Os críticos da mamografia apontam para a baixa sensitividade do exame em mulheres com mamas densas, uma alta taxa de falsos positivos que levam a biópsias excessivas, e preocupações sobre efeitos a longo prazo das repetidas doses de radiação advindas dos exames bianuais.
Para consolidar as diversas pesquisas científicas feitas sobre o assunto nos últimos anos, uma equipe de médicos norte-americanos acaba de realizar um estudo de revisão, publicado no The American Journal of Medicine, com o título: "Além da Mamografia: Novas Fronteiras no Rastreamento do Câncer de Mama".
Com uma maior compreensão da estratificação dos riscos, os autores desta revisão vislumbram uma reformulação do paradigma típico do câncer de mama para incluir novas tecnologias, que permitam uma abordagem mais individualizada, integrando métricas específicas de cada paciente, tais como a idade, a densidade da mama e as preferências pessoais.
"Dada a heterogeneidade da população humana, uma tecnologia de imagem 'perfeita' para o rastreamento do câncer de mama provavelmente nunca será descoberta. Na verdade, por causa dessa heterogeneidade, o próprio conceito de 'uma estratégia que sirva para todas' pode estar ultrapassada," disse a Dra Jennifer S. Drukteinis, coordenadora da revisão.
Novas tecnologias para exames de mama
Os autores discutem os prós e contras de várias novas tecnologias para o rastreamento do câncer de mama.
Por exemplo, "a tomossíntese digital da mama é uma técnica de imagem que visa eliminar as ciladas da sobreposição do tecido mamário. Ela tem o potencial de reduzir as taxas de repetição de mamografias e reduzir os falsos negativos devido ao tecido mamário denso," disse Drukteinis.
A ressonância magnética, que oferece maior sensibilidade, mas uma menor especificidade, é apropriada para pacientes de alto risco.
Outras tecnologias discutidas pelos médicos são a mamografia de alto contraste, mamografia de baixa dose [de radiação], ecografia mamária integral automatizada e mamografia por emissão de pósitrons.
Mudança de paradigma
O Dr. Robert G. Stern, da Universidade do Arizona, publicou no mesmo exemplar da revista um editorial comentando a revisão dos estudos científicos com o título "Rastreamento do Câncer de Mama: A Mudança de Paradigma (Finalmente)".
"O desenvolvimento de uma abordagem personalizada, centrada na paciente individual para o rastreamento do câncer de mama, espelha a evolução das estratégias semelhantes em outros aspectos da medicina," escreve o Dr. Stern.
"Provavelmente nunca haverá uma tecnologia definitivamente nova para substituir a mamografia; em vez disso, abordagens inovadoras específicas para cada paciente, que incorporem novas tecnologias auxiliares e complementares na triagem do câncer de mama, váo melhorar a especificidade e a sensibilidade, reduzir a exposição à radiação e eliminar uma quantidade significativa de ansiedade na vida de nossas pacientes," completou.
Citando os meandros de cada modalidade dos exames, o Dr. Stern destaca um ponto muito crítico: a necessidade de uma relação muito mais próxima entre os médicos responsáveis pelos exames e os clínicos para garantir que cada mulher passe por uma triagem do câncer de mama sob medida para ela. http://www.diariodasaude.com.br/
Cientistas geram temor ao criar vírus mutante da gripe aviária
Enquanto o mundo expressa temor sobre o risco de que o vírus H7N9 da nova gripe aviária venha produzir uma epidemia global, cientistas chineses fizeram em laboratório o que o mundo inteiro rezava para que não acontecesse.
Ying Zhang e seus colegas da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas criaram em laboratório uma cepa do vírus H5N1 - que continua fazendo vítimas na Ásia e no Egito - que é capaz de se transmitir entre mamíferos.
O H5N1 é a versão anterior mais temida da gripe aviária, que leva à morte quase dois terços das pessoas que pegam a gripe.
Estima-se que sejam necessárias cinco mutações naturais do vírus para que ele deixe de ser transmitido apenas das aves para humanos - como acontece hoje - e se torne transmissível de uma pessoa para outra.
Especialistas afirmem que, se o H5N1 ou o H7N9 se tornarem transmissíveis entre humanos, isso poderia gerar uma pandemia que mataria entre 100 mil e 100 milhões de pessoas.
Falta de segurança nos laboratórios
Embora ainda não haja indícios de que a natureza tenha feito isto, o grupo de pesquisadores chineses se antecipou e criou em laboratório os vírus mutantes capazes de causar a epidemia global.
Os vírus mutantes estão guardados em um laboratório refrigerado, mas a história mostra que estes laboratórios estão longe de ser seguros.
Recentemente, um frasco com um vírus mortal desapareceu de um laboratório nos EUA - entre 2004 e 2010 foram 88 casos de desaparecimento de amostras apenas nos laboratórios dos EUA.
Em outro caso, um pesquisador foi preso ao roubar uma amostra do laboratório onde fazia estágio - a ação judicial ocorreu não por ameaças à saúde da população, mas porque a amostra estava protegida por uma patente.
Há seis anos, um vazamento em um laboratório de pesquisas sobre a febre aftosa causou um surto da doença na Grã-Bretanha.
"O registro de retenção nos mais importantes laboratórios de contenção não é bom. Tem havido repetidos vazamentos", confirmou Robert May, ex-presidente da Royal Society of Science britânica, em entrevista à agência AFP.
Cientistas criam vírus mutante
Não é a primeira vez que os cientistas manipulam os vírus geneticamente para torná-los mais perigosos para o homem.
Em 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu um duro puxão de orelhas nos cientistas que criaram um vírus mutante da gripe aviária.
Na época, dois estudos que chegaram ao mesmo resultado causaram polêmica até mesmo entre os cientistas, com duas revistas científicas de renome internacional se recusando a publicá-los. Depois de muitas controvérsias e uma moratória de um ano, os estudos foram finalmente divulgados.
A pergunta que se coloca é: por que ficar testando em laboratório as probabilidades de mutações que poderão nunca ocorrer naturalmente, apenas para criar vírus letais para a humanidade?
A resposta dos cientistas é que esses estudos são necessários "para conhecermos melhor como os vírus sofrem mutações na natureza".
Se o argumento fosse bem fundamentado, então seria o caso de perguntar se, agora que eles já "conhecem melhor" o processo, como esse conhecimento pode ajudar a lidar com o vírus H7N9 da nova gripe aviária?
Indignação
O novo estudo causou indignação mundial justamente por isso, pelos riscos certos, sem qualquer benefício, seja imediato, seja de longo prazo.
"Você não faz estas coisas a menos que exista algum apelo de emergência extrema," afirmou o professor de virologia Simon Wain-Hobson, do Instituto Pasteur, da França. "Estamos enfrentando um perigo presente e real com benefícios extremamente dúbios para o público".
Segundo ele, qualquer descoberta gerada por uma pesquisa desse tipo tem pouco valor para a criação de uma vacina ou de um medicamento para combater os vírus, enquanto uma epidemia causada pelo vírus geneticamente modificado em laboratório pode ser imediata.
"Eu acredito que esta pesquisa é crítica para a nossa compreensão da influenza. Mas um trabalho como este, em qualquer lugar no mundo, precisa ser estritamente regulamentado e conduzido nas instalações mais seguras, que sejam registradas e certificadas segundo um padrão internacional", afirmou Jeremy Farrar, diretor da Unidade de Pesquisa Clínica da Universidade de Oxford, em entrevista à revista Nature.
Estas polêmicas recentes talvez apontem para uma outra necessidade de regulamentação - uma regulamentação que a sociedade precise impor ao trabalho dos próprios cientistas.
Redação do Diário da Saúde
Água da torneira pode ser mais limpa que água mineral em garrafão
Pesquisadores da UNESP de Araraquara (SP) avaliaram a qualidade de três "modelos" de água mineral e detectaram níveis preocupantes de contaminação em galões de 20 litros.
Todos os garrafões analisados estavam dentro do período de validade.
Nunca se vendeu tanta água mineral no mundo, o que em parte é resultado de uma bem-sucedida promoção do produto engarrafado como alternativa mais limpa, mais pura e mais segura àquela que nos chega pelas torneiras.
Mas o estudo realizado por Maria Fernanda Falcone Dias e seus colegas, e publicado na revista Food Control, sugere que não é bem assim.
Na verdade, em alguns casos, pode ser o contrário. 1.000 vezes pior
Em várias amostras analisadas foram encontrados níveis preocupantes de bactérias nos garrafões de água mineral antes do vencimento do prazo de validade indicado no rótulo das garrafas.
Em alguns casos, isso ocorreu já nos primeiros dias após o envase.
Em dois terços dos 60 galões a contagem de microrganismos ficou acima do limite aceitável para a água da torneira.
Em certos casos, o valor obtido era 1.000 vezes maior que esse padrão. Uma bactéria oportunista foi encontrada em pelo menos duas amostras.
Proveniente de fontes naturais, a água mineral não passa por nenhum tipo de tratamento. Ela deve ser livre de contaminação na origem e preservar suas características originais, o que inclui a presença de diversos sais e de uma fauna microbiana considerada benéfica à saúde humana.
Geralmente em posse da iniciativa privada, as fontes de água mineral devem ter sua qualidade certificada pelo Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM).
Já a água de abastecimento público (vulgarmente conhecida como "torneiral"), além de passar por tratamento químico e físico, tem sua qualidade obrigatoriamente verificada por análises microbiológicas antes de ser distribuída nas cidades.
A principal análise é chamada CHP, sigla para Contagem de [microrganismos] Heteretróficos em Placa. Embora esse teste seja feito também na água engarrafada, antes do envase, a legislação só estabelece um valor máximo aceitável - de 500 UFC/ml (unidades formadoras de colônia por mililitro de água) - para o líquido que vai para as torneiras.
"Esse é o padrão internacional, que é seguido pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]", explica Maria Fernanda.
Mas já existe uma tendência mundial de adotar o mesmo limite máximo também para a água de garrafa, acrescenta ela.
Contaminação na água mineral
Maria Fernanda analisou o conteúdo de garrafas de meio litro e de 1,5 litro em 11 ocasiões ao longo de um ano, que é o prazo recomendado para seu consumo. Já os garrafões de 20 litros passaram por cinco testes, realizados ao longo dos 60 dias de validade do produto. Ao todo foram 324 amostras de seis marcas diferentes.
Além da CHP, outras análises procuraram detectar a presença de coliformes fecais e totais e de bactérias como a Escherichia coli e a Pseudomonas aeruginosa, que podem causar diarreia e infecções, principalmente em crianças, gestantes e idosos.
Os resultados mostraram que, dos três tipos de garrafa d'água, o garrafão de 20 litros foi o que apresentou mais problemas de contaminação.
Em dois terços dos 60 garrafões analisados foi encontrada contagem superior a 500 UFC/ml - às vezes chegando a incríveis 560.000 UFC/ml, mais de mil vezes acima do padrão aceitável para a água de abastecimento.
Revista Unesp Ciência
Cientistas anunciam cura para cabelos brancos e vitiligo
Cientistas europeus afirmam ter encontrado uma forma de reverter o aparecimento dos cabelos brancos e até mesmo a perda de cabelo.
Mais do que isso, o composto agora descoberto conseguiu reverter a descoloração da pele ocasionada pelo vitiligo.
Karin Schallreuter e seus colegas da Universidade Arndt (Alemanha) divulgaram a descoberta do composto, chamado pseudocatalase, na revista científica The FASEB Journal.
Segundo os pesquisadores, o embranquecimento dos cabelos é precedido por um estresse oxidativo maciço nos folículos, que resulta no acúmulo de peróxido de hidrogênio na raiz do cabelo.
Cabelos brancos são de fato sinal de estresse, dizem cientistas
Cura para cabelos brancos e vitiligo
Essa acumulação de peróxido de hidrogênio foi revertida com o uso de um composto tópico, aplicado localmente, ativado pelos raios ultravioleta B (UVB).
O composto, chamado PC-KUS, uma pseudocatalase modificada, já foi patenteado e deverá ser comercializado em breve.
Os testes mostraram que o mesmo tratamento funcionou para alguns tipos de vitiligo - uma condição marcada por uma descoloração da pele.
"Durante gerações, muitos remédios têm tentado esconder os cabelos brancos. Agora, pela primeira vez, um tratamento real que age na raiz do problema foi desenvolvido," comentou o Dr. Gerald Weissmann, editor da revista científica que publicou o artigo.
"Mesmo sendo uma notícia espetacular, o que é ainda mais interessante é que o tratamento também funciona para o vitiligo. Esta condição, embora tecnicamente seja apenas estética, pode ter graves efeitos socioemocionais para as pessoas. O desenvolvimento de um tratamento eficaz para esta condição tem o potencial para melhorar radicalmente a vida de muitas pessoas," concluiu Weissmann. Redação do Diário da Saúde
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