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terça-feira, 7 de maio de 2013

Polícia tailandesa salva 1.300 cães do tráfico de carne

Mil e trezentos cães enjaulados em péssimas condições e possivelmente destinados ao contrabando de carne para pratos exóticos foram resgatados em menos de uma semana na fronteira nordeste da Tailândia. Cerca de 300 cães foram achados na província de Bueng Kan, depois que na véspera outros 400 foram restados. Seiscentos animais foram libertados ao longo da semana passada. “Alguns cães foram abandonados, alguns foram roubados ou vendidos por seus proprietários”, afirmou uma fonte policial. Os animais resgatados foram levados para um centro de quarentena na província de Nakhon Phanom. “Trata-se de uma rede transnacional que os leva para outros países. A maioria se destina ao contrabando de carne”, afirmou o chefe do centro de quarentena, Chusak Pongpanich. Os cães são parte essencial da culinária tradicional da região, principalmente no Vietnã. (Fonte: G1)

Experiência na Amazônia vira modelo mundial para pesquisas

Um projeto científico iniciado há 35 anos em plena Floresta Amazônica gera frutos ao redor do planeta. Um experimento milionário desenvolvido por uma equipe internacional na ilha de Bornéu, na Ásia, é a mais recente pesquisa que replica e expande o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), resultado de uma cooperação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e do Smithsonian Institution, dos Estados Unidos. A história do experimento na Amazônia concebido pelo ecólogo americano Thomas Lovejoy e dos projetos “herdeiros” está detalhada em uma reportagem de quatro páginas na edição de 18 de abril da revista Nature, assinada pelo jornalista Jeff Tollefson. “Trata-se de um panorama admirável do trabalho com os fragmentos florestais e de seus vários benefícios, como por exemplo o treinamento de estudantes de pós-graduação e a inspiração para outros projetos de pesquisa sobre fragmentação”, disse Lovejoy à Agência FAPESP. Professor da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, Lovejoy recebeu em 2012 o Blue Planet Prize de 2012, considerado o “Nobel do Meio Ambiente”. Ele foi o responsável pela introdução do termo “diversidade biológica” na comunidade científica. De acordo com o Inpa, o PDBFF, que continua em andamento, tem uma dupla missão: “determinar as consequências ecológicas do desmatamento e da fragmentação de florestas sobre a fauna e a flora na Amazônia e transferir a informação gerada a diferentes setores da sociedade para favorecer a conservação e o uso racional dos recursos florestais”. A reportagem na Nature detalha como Lovejoy montou o experimento em uma área de aproximadamente mil quilômetros quadrados ao norte de Manaus, com a colaboração de pecuaristas da região. Dentro desse perímetro, ele e sua equipe e um grupo de pesquisadores brasileiros delimitaram 11 trechos de floresta de 1, 10 e 100 hectares. O WWF também apoiou a pesquisa, que hoje recebe verba da National Science Foundation, dos Estados Unidos. Após a análise da fauna e da flora dos locais demarcados, entraram em cena as serras elétricas e o fogo. Tudo o que estava de fora dos quadrados foi abaixo. Dentro deles, a floresta permaneceu intacta. Com isso, os cientistas puderam estudar no curto e no longo prazo o que acontece com os animais e as plantas quando as florestas são isoladas. “Os efeitos se espalharam como um câncer para dentro da área não cortada”, lê-se no artigo. “Grandes árvores morreram. Os macacos-aranha foram embora, assim como as colônias de formigas-de-correição e muitos dos pássaros que delas dependem.” “Ao documentar mudanças generalizadas nos fragmentos de floresta, Lovejoy e seus colegas forneceram os primeiros dados brutos que os conservacionistas precisavam para promover a preservação de áreas extensas de floresta intacta”, continua a reportagem. Na década de 1970, os ecologistas debatiam se era melhor proteger grandes áreas contínuas ou hotspots de biodiversidade menores. Em 1996, o pesquisador americano Bill Laurance, então cientista no Smithsonian, foi convocado por Lovejoy para trabalhar com os dados produzidos pelo experimento. No ano seguinte, Laurence e sua equipe relataram perda de até 36% da biomassa nos primeiros 100 metros dos fragmentos de floresta intacta em um período de isolamento de 10 a 17 anos. Os cálculos sugeriam que a perda de biomassa ao redor dos limites das florestas decorrente da fragmentação poderia produzir até 150 milhões de toneladas de emissões de carbono anualmente. A experiência, segundo a revista, também apontou para uma possível solução: a criação de corredores selvagens a partir florestas secundárias, crescidas nas regiões em que os pastos foram abandonados, permitindo a circulação dos animais. As pesquisas não pararam e continuam até hoje. Quantas espécies nas ilhas de floresta intacta estão fadadas à extinção? As variações rápidas nas populações de insetos e outros animais provocam mudanças no longo prazo na dispersão de sementes e na diversidade da fauna? Qual papel o aquecimento global terá? – são algumas perguntas que, segundo a reportagem, permanecem sem resposta. (Fonte: Agência Fapesp)

Nova tecnologia dificulta reciclagem de TVs

No ano passado, dois inspetores da agência de lixo tóxico da Califórnia visitaram uma empresa de reciclagem perto de Fresno e toparam com um depósito abarrotado com dezenas de milhares de velhos televisores e monitores de computador. A camada de vidro quebrado e a poeira carregada de chumbo eram tão espessas que os inspetores foram embora por razões de segurança. Semanas depois, o dono da empresa sumiu, deixando para trás um risco tóxico e uma custosa operação de limpeza. A reciclagem desses monitores e TVs era lucrativa há poucos anos. Os grandes funis vítreos do interior -chamados tubos de raios catódicos, ou CRTs,- eram derretidos e transformados em peças novas. Mas a tecnologia de tela plana tornou esses monitores e TVs obsoletos, dizimando a demanda pelo vidro reciclado dos CRTs e criando o que especialistas chamam de “tsunami de vidro”, pelo acúmulo de um material inútil. Estima-se que 1,9 bilhão de CRTs continuem em uso no mundo todo. Um dia, eles acabarão também sendo descartados. Os recicladores recebem dinheiro de Estados e de empresas eletrônicas para se livrarem dos velhos aparelhos. Alguns desenvolveram uma nova tecnologia para limpar o chumbo do vidro. Mas a maior parte desse refugo está sendo dispensada de uma forma que especialistas consideram ambientalmente destrutiva. “O problema agora é que a coleta desses resíduos nunca foi tão grande, mas a demanda pelo vidro que sai dele nunca foi tão baixa”, disse Neil Peters-Michaud, da empresa de reciclagem Cascade Asset Management. Cerca de 300 mil toneladas de vidro estão armazenadas em depósitos dos EUA, e sua reciclagem de forma responsável custará de US$ 85 milhões a US$ 360 milhões, segundo relatório de dezembro da entidade TransparentPlanet, que pesquisa o lixo eletrônico. Há pouco mais de uma década, havia pelo menos 12 fábricas nos EUA e outras 13 no resto do mundo usando o vidro dos CRTs para produzir novos tubos. Agora, só restam duas fábricas na Índia. Os CRTs foram, em grande parte, substituídos por painéis planos que usam luzes fluorescentes que contêm mercúrio tóxico, segundo Jim Puckett, diretor da ONG ambiental Rede de Ação de Basileia. As telas de LCD usadas em TVs e monitores, por exemplo, não têm muito valor para a reciclagem. Por isso, muitos recicladores as enviam para aterros sanitários. Nos EUA, órgãos federais têm sido incapazes de monitorar suficientemente o seu próprio lixo eletrônico, do qual grande parte acaba vendida em leilões públicos ou on-line, segundo relatório feito no ano passado pelo Departamento de Responsabilidade Governamental. O lixo geralmente é vendido a terceirizados que prometem manuseá-lo adequadamente, mas posteriormente repassam a parte mais tóxica a subcontratados. Parte do lixo é despejada ilegalmente em nações em desenvolvimento, segundo o relatório. Os recicladores dizem que ainda é possível ganhar dinheiro processando velhos monitores e TVs, desde que as empresas cobrem um preço que reflita o custo de um descarte adequado. Mas práticas como a “lavagem verde”, por meio das quais as empresas apenas fingem adotar práticas ambientalmente responsáveis, atravancam esse progresso. “Eles separam os computadores, celulares e impressoras que podem ser reciclados lucrativamente por terem mais metais preciosos”, disse Karrie Gibson, executiva-chefe da Vintage Tech Recyclers. “Aí eles armazenam os CRTs ou os despejam em lixões ou no exterior.” (Fonte: Folha.com)

Pense antes de jogar fora

No Brasil, cada habitante gera em média 1,1 kg de resíduos por dia. O que fazer com ele? Pensando em conscientizar a população, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) elaborou folheto chamando a atenção para o princípio dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar). Trata-se de um conjunto de atitudes relacionadas aos hábitos de consumo que ajudam a poupar os recursos naturais, gerar menos resíduos e minimizar seu impacto sobre o meio ambiente, além de promover a geração de trabalho e renda. “Foi um trabalho de equipe.Tentamos resumir ao máximo o número de informações que iríamos disponibilizar naquela pequena publicação. Fomos desde a rota do lixo até a coleta seletiva”, afirma o gerente do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Saburo Takahashi. Segundo o folheto, os 3Rs também são objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) que prevê a extinção dos lixões até 2014. A Lei 12.305/2010, regulamenta a questão, abre caminho para que a população brasileira possa se desenvolver ainda mais e conseguir superar grandes desafios como os problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos sólidos. Recomendações - Para atingir esses objetivos, bastam atitudes simples que podem ser adotadas no dia a dia da população. Adquirir sempre produtos mais duráveis, por exemplo, procurar aqueles que utilizem menos embalagens, evitar sacos plásticos, comprar o suficiente para o consumo, aproveitar tudo o que puder dos alimentos, colocar no prato só o que for comer, além de reformar e conservar objetos. De acordo com a PNRS, a reutilização é o aproveitamento de resíduos sólidos antes da sua transformação biológica, física ou físico-química. Isso significa utilizar frente e verso do papel, usar cartuchos de impressora recarregáveis, reaproveitar vidros de geleia, maionesen e outros alimentos, doar materiais como roupas e objetos para instituições. E, por fim, a reciclagem que trata do processo de transformação dos resíduos sólidos em insumos e novos produtos. Para se ter uma ideia, no Brasil, 13% dos resíduos sólidos urbanos passam pelos processos de reciclagem, inclusive por compostagem. Atualmente são reciclados papel de escritório (28%); papel ondulado (70%); plásticos (19%); latas de alumínio (98%), latas de aço (49%), vidro (47%); pneus (92%), embalagens longa vida (25%), resíduo sólido orgânico urbano (4% por compostagem) e garrafas PET (56%). A PNRS estimula os municípios a adotar a coleta seletiva e destaca que os municípios devem priorizar a participação dos catadores de materiais recicláveis e as ações de educação ambiental. Com isso, é possível aumentar o índice de coleta seletiva e de reciclagem, e reduzir a quantidade de resíduos despejados nos aterros sanitários. (Fonte: MMA)

Popularização do carro elétrico no Brasil esbarra em IPI de 25%

Pesada carga tributária é apontada por especialistas como um dos motivos para a ausência desses veículos no mercado brasileiro. A frota de carros elétricos no país não passa de 200 unidades. Comuns no mercado internacional, os carros elétricos começam aos poucos a transitar no Brasil, mas ainda estão longe de se tornarem populares. A Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) estima que a frota desses veículos no país não passe de 200 automóveis. Apesar dos benefícios com a redução da dependência energética de combustíveis fósseis e o consequente ganho ambiental, a tecnologia enfrenta dificuldades para se popularizar no país. Um dos motivos para isso, segundo especialistas, é a elevada carga de impostos sobre o preço final. Mesmo com os entraves, o panorama sobre os carros elétricos no Brasil é positivo para quem estuda o assunto. O avanço da tecnologia de baterias e a onda do consumo sustentável são algumas das razões que explicariam o fenômeno. “A disseminação de carros elétricos no país ainda é incipiente, mas extremamente promissora”, relata o diretor-presidente da ABVE, Pietro Erber. Quando a entidade foi fundada, em 2006, carros elétricos ainda não passavam de uma curiosidade no Brasil. “O conhecimento do grande público sobre o tema limitava-se aos carrinhos de golfe, usados para patrulhamento da orla marítima pela polícia, especialmente no Rio de Janeiro”, conta Erber. A associação foi criada pelo Instituto Nacional de Eficiência Energética, que já vinha organizando seminários sobre o tema. Naquela época, a eficiência no uso da energia oferecida pelo veículo elétrico já era reconhecida. Um dos principais benefícios obtidos com a tecnologia é o controle de emissões de gases causadores do efeito estufa, como o CO2. Embora seja menos poluente, o carro elétrico ainda precisa superar alguns obstáculos para se tornar popular. “O problema dos veículos elétricos, tanto a bateria como híbridos (que funcionam a gasolina e a eletricidade), é o preço. Eles ainda custam mais caro”, avalia Erber. No Brasil, um automóvel elétrico custa em torno de R$ 120 mil a R$ 130 mil. Como são importados, os impostos pesam no valor final. Mesmo assim, os entusiastas dos veículos elétricos acreditam que haverá uma redução de custo e, por consequência, uma maior adesão a esses veículos. “A primeira coisa a ser feita é reduzir os impostos. Eu não vejo que no Brasil o governo dê grandes incentivos”, opina o presidente da ABVE. De acordo com a entidade, o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre carros elétricos é de 25%. “É o imposto que incide sobre carros de luxo e de grande potência. Em carros convencionais, [o IPI] fica na faixa de 12%”, compara. Solução ecologicamente correta – Para o Ministério do Meio Ambiente (MMA), os veículos elétricos e híbridos são uma solução viável não apenas para a melhoria do transporte, mas para a qualidade de vida da população dos grandes centros urbanos. Diante das mudanças climáticas e do esgotamento das reservas de petróleo, o uso dos automóveis com motor elétrico para o transporte de pessoas e cargas é visto como uma alternativa sustentável. O MMA também reconhece que há um mercado a ser explorado pelo segmento de carros elétricos no país. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UNERJ), o Grupo de Estudos em Veículos Elétricos (Gruve) foi criado para pesquisar o assunto. De acordo com a entidade, veículos convencionais são responsáveis por cerca de 80% das emissões de substâncias poluentes, através da queima de combustíveis fósseis. Segundo o Gruve, em média 30% de toda energia consumida no país é direcionada para o setor de transporte. Política pública mais agressiva – Em sete estados brasileiros, proprietários de veículos movidos a motor elétrico são isentos de Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe fazem parte da lista. No entanto, a ABVE defende a extensão da isenção para outros estados. Além disso, a entidade também vê a necessidade de uma política pública mais agressiva que garanta incentivos não só para carros elétricos. “Temos procurado mostrar que o veículo elétrico não é apenas o automóvel elétrico. Veículos pesados como ônibus ou caminhões para entregas urbanas também podem ser elétricos”, defende o presidente da ABVE. De acordo com a entidade, ainda não são produzidos carros elétricos no Brasil. Apenas ônibus elétricos híbridos. “O que é feito no Brasil são adaptações, como na Itaipu Binacional. A Fiat fornece um modelo – inicialmente o Fiat Palio – e a Itaipu coloca o motor elétrico, a bateria e o sistema de controle”. Segundo Erber, esses carros estão sendo vendidos exclusivamente para empresas de energia elétrica, para verificar o impacto de um carro a bateria na rede elétrica. Mudança no conceito de automóvel – O carro elétrico propõe a criação de um novo conceito de automóvel. Dispensa a necessidade de um posto para abastecimento, exige apenas uma tomada de 110V ou 220V. Como não há como prever se o motorista estará em casa quando a bateria terminar, uma das preocupações dos incentivadores desta tecnologia é criar uma rede de postos para a recarga. Em setembro do ano passado, o primeiro eletroposto de recarga rápida para carros elétricos foi inaugurado no Brasil. A unidade está localizada no Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP). Primeiros carros elétricos surgiram no século 19 – Embora sejam considerados um grande avanço tecnológico, os carros elétricos não são novidade. Os primeiros veículos elétricos surgiram já no século 19. De acordo com o professor Luiz Artur Pecorelli Peres, do Grupo de Estudos de Veículos Elétricos (Gruve) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UNERJ), em 1918, a cidade do Rio de Janeiro inaugurou a linha de ônibus elétricos entre a Praça Mauá e o então existente Palácio Monroe. Segundo ele, jornais da época referiam-se à tecnologia como “confortáveis ônibus de tração elétrica movidos a bateria, com rodas de borracha maciça, sem barulho, sem vibração, fumaça e os inconvenientes da gasolina”. Apesar de esta tecnologia não ser recente, os veículos elétricos perderam espaço para os automóveis convencionais a partir dos anos 1930. Na época, a tecnologia e a distribuição da energia elétrica ainda não acompanhavam o desenvolvimento do setor. O conceito só não desapareceu graças aos carrinhos de golfe e veículos de serviço, como empilhadeiras. O lançamento do híbrido Prius, da Toyota, em 1997, marcou uma nova fase dos automóveis híbridos e elétricos. (Fonte: Terra)

Curitiba/PR é a primeira cidade do país a produzir ônibus elétrico

A capital do Paraná, Curitiba, foi pioneira no país na produção de ônibus elétricos para transporte coletivo. No município já estão em operação 30 veículos hibribus, ônibus movidos por dois motores, um deles abastecido por energia elétrica e outro, por biodiesel. Esse é o primeiro ônibus híbrido produzido pela Volvo no Brasil, por encomenda da prefeitura de Curitiba. O investimento, porém, foi feito pelas empresas privadas do setor de transporte urbano. A operação desses veículos começou em setembro do ano passado em linhas alimentadoras, que têm muitas paradas. Segundo informou à Agência Brasil a assessoria da empresa Urbs-Urbanização de Curitiba, responsável pelas ações estratégicas de planejamento, operação e fiscalização que envolvem o serviço de transporte público na capital paranaense, o ônibus híbrido é mais eficiente quanto maior for o número de paradas, porque a cada frenagem ele recarrega a bateria. Além de ser menos poluente, o ônibus elétrico é silencioso, porque o motor elétrico é usado no arranque, etapa que provoca mais barulho nos ônibus convencionais. O silêncio é uma das vantagens que o ônibus elétrico apresenta em relação aos veículos convencionais, além do conforto que oferece ao motorista e aos passageiros, ressaltou o condutor José Osnir, da Auto Viação Marechal, que dirige um desses ônibus. “É bem melhor que os outros ônibus (convencionais) porque o sistema de câmbio é automatizado. É silencioso e confortável. Cansa menos. E o pessoal (passageiros) está gostando”, disse à Agência Brasil. O motor a biodiesel entra em funcionamento em velocidades superiores a 20 quilômetros por hora, e é desligado quando o veículo está parado. O ônibus consome 35% menos combustível e mostra redução de 35% na emissão de gás carbônico, em relação a veículos com motores Euro 3 (norma europeia para controle da poluição emitida por veículos motores). Oferece também redução de 80% de óxido de nitrogênio (NOx) e de 89% de material particulado (fumaça). O hibribus foi lançado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho de 2012 no Rio. Atualmente, os 30 ônibus híbridos percorrem cinco linhas, uma circular e quatro convencionais, bairro a bairro, que cortam toda a cidade. Essas linhas juntas transportam cerca de 20 mil passageiros/dia. Os ônibus elétricos têm capacidade para 85 passageiros cada. No Rio de Janeiro, foi publicado no Diário Oficial do dia 16 de abril decreto criando o GT Veículos Elétricos. Trata-se de um grupo de trabalho que irá avaliar a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no estado. O GT será coordenado pelo Programa Rio Capital da Energia, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeis). A próxima reunião do grupo está programada para a primeira semana de maio. Várias secretarias estaduais terão representantes nesse grupo, além empresas Nissan do Brasil, Petrobras, Light, Ampla e a Agência de Promoção de Investimentos do Rio de Janeiro (Rio Negócios). A Coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, Maria Paula Martins, informou à Agência Brasil que a ideia do grupo de trabalho é estudar a infraestrutura necessária para viabilizar o uso de carros elétricos no Rio. “A partir desse estudo é que seria viabilizada conjuntamente uma fábrica da Nissan, que vai produzir carros elétricos. A Nissan é pioneira nesse tipo de veículos no mundo. O governo do estado não teria participação nessa fábrica. O investimento é privado”, disse ela. Os investimentos se aproximam de R$ 400 milhões. Maria Paula destacou que ainda não há uma localização ideal prevista para a construir a fábrica. ”Essa localização só será identificada a partir dos estudos que demonstrarem a infraestrutura necessária a ser implementada”. Poderão ser concedidos incentivos pelo governo fluminense nos mesmos moldes dos que foram dados a outras montadoras, como o financiamento de parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) durante o período do investimento. Para a coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, a principal vantagem que o veículo elétrico apresenta é que não é poluente, não consome um combustível fóssil, não emite gases, é silencioso e pode ter um custo competitivo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia de forma diferenciada a aquisição de ônibus híbridos e elétricos produzidos no país, dentro da linha Finame, voltada para a compra de máquinas e equipamentos nacionais. Esse tipo de veículo começou a ser financiado pelo banco em 2012. De lá para cá, as operações aprovadas somam empréstimos no valor de R$ 140 milhões. Não há limite estabelecido para os financiamentos à compra desses veículos pelas empresas, informou a assessoria de imprensa do BNDES. (Fonte: Agência Brasil)

Chá verde emagrece: mito ou realidade?

Respondendo à pergunta da forma mais simples possível: sim, chá verde emagrece, mas com ressalvas. A bebida de fato tem propriedades que permitem a perda de peso, mas tomar pouco pode não adiantar, e ingerir em excesso pode ser problemático para pessoas obesas ou diabéticas. A substância no chá verde que auxilia o emagrecimento é um flavonóide chamado catequina. De ação antioxidante, a catequina ajuda a reduzir a concentração de glicose no sangue e a retenção de lipídios no organismo, o que ajuda na perda de peso. Segundo a maioria dos cálculos, bastaria tomar uma dose diária de chá verde para ter bons resultados na redução de gordura corporal. Mas pesquisadores da Universidade Keimyung (em Daegu, na Coreia do Sul) conduziram um novo estudo que contesta essa tese. Segundo eles, a catequina sozinha não tem ação efetiva se apenas uma dose diária de chá verde for ingerida. Seria preciso tomar muito mais, o que faria a quantidade da substância no intestino saturar e invadir a corrente sanguínea. O efeito colateral deste excesso no sangue seria aumento da resistência à insulina – um sério problema para pacientes diabéticos. O experimento dos cientistas coreanos comparou, em ratos diabéticos e normais (mas com dietas ricas em gordura), dois tipos de reação: em uma delas, os ratos ingeriam apenas o extrato de chá verde, que contém catequina. No outro, ingeriam este extrato combinado ao polietileno glicol, um componente usado em laxantes e outros fármacos. A função do polietileno glicol era reduzir a absorção de catequina pelo sangue, retendo-a no intestino dos ratos. E funcionou: enquanto os ratos que ingeriram apenas a catequina não tiveram nenhuma perda expressiva de peso, aqueles que tomaram a substância combinada ao polietileno glicol apresentaram ótimos resultados. Dessa forma, segundo este estudo, o remédio ideal para o emagrecimento seria um combinado de extrato de chá verde com polietileno glicol. Sozinho, o chá verde também ajuda, mas não de maneira tão eficaz. [Science Daily / Abril] Por Stephanie D’Ornelas

Brasil é país mais bem informado sobre biodiversidade

Os brasileiros são o povo mais bem informado a respeito de biodiversidade. O título foi dado pela pesquisa Barômetro de Biodiversidade 2013, feita pela União para o Biocomércio Ético (UEBT). Em sua quinta edição, o estudo avaliou o nível de conhecimento e preocupação da população de dez países, além do Brasil, com relação à fauna e flora. Segundo o documento, 96% dos entrevistados nascidos em solo brasileiro já ouviram falar de biodiversidade, enquanto 51% sabem definir o termo corretamente. O segundo lugar do ranking dos mais bem informados ficou com a França, seguida, respectivamente, por China, Suíça, Coréia do Sul, Inglaterra, Japão, EUA, Peru, Alemanha e Índia, onde apenas 19% da população já ouviu falar em biodiversidade. A média brasileira também foi superior à média global, que apontou que 75% dos consumidores do mundo conhecem o termo, embora só 39% saibam defini-lo corretamente. Ainda de acordo com a pesquisa, os documentários, as instituições de ensino e a publicidade são as três principais fontes que os brasileiros utilizam para se manter bem informados a respeito do assunto. Preocupação na hora das compras – No quesito consumo consciente, os brasileiros também apresentaram resultados satisfatórios: 81% dos entrevistados do país afirmam se preocupar em conhecer a origem dos ingredientes naturais usados para produzir cosméticos, alimentos e bebidas, mostrando que se preocupam com a preservação da natureza. Globalmente, 84% dos consumidores deixariam de comprar produtos de marcas que não possuem boas práticas na cadeia de abastecimento e 87% desejam que as empresas deem mais informações a respeito do assunto. No setor de beleza, por exemplo, apenas 24% das 100 companhias líderes de mercado comunicam sobre o tema, enquanto no setor de alimentos a percentagem é de 31%. “O Barômetro da Biodiversidade não só mostra uma crescente conscientização sobre o tema como também retrata que o respeito à fauna e flora representa grandes oportunidades de negócio”, afirmou Bráulio Dias, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, durante o evento de lançamento da pesquisa, que aconteceu em Paris. (Fonte: Planeta Sustentável)

2012 foi um dos dez anos mais quentes já registrados

Organização Meteorológica Mundial afirma que a temperatura em 2012 ficou 0,45°C acima da média histórica e alerta que o degelo do Ártico é um sinal claro e alarmante das mudanças climáticas. Os representantes dos 195 países reunidos em Bonn, na Alemanha, para mais uma rodada das negociações climáticas sob as Nações Unidas receberam nesta quinta-feira (2) um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) que traça um retrato bastante preocupante sobre o clima no planeta. Segundo o documento, 2012 foi o nono ano mais quente desde que as medições começaram, em 1850, e o 27o ano consecutivo com temperaturas acima da média entre 1961 e 1990, marcando 14,45°C quando a média é de 14°C. A NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) já haviam afirmado que 2012 teria sido um dos dez anos mais quentes. A OMM destacou que nem mesmo sendo influenciado pelo La Niña, fenômeno nas águas do Pacífico que tem como consequência o resfriamento das temperaturas, 2012 desmentiu a tendência atual de aquecimento global. Os anos entre 2001 e 2012 estão todos entre os mais quentes já registrados “Apesar de a taxa de aquecimento variar anualmente conforme fatores naturais, como o ciclo do El Niño e erupções vulcânicas, o aquecimento sustentado na baixa atmosfera é bastante preocupante”, afirmou Michel Jarraud, secretário-geral da OMM. O relatório destaca ainda como o gelo do Ártico está desaparecendo devido a esse aumento nas temperaturas, com a extensão do gelo marinho tendo alcançado apenas 3,41 milhões de quilômetros quadrados no verão de 2012, um recorde de baixa. “A perda massiva de gelo marinho no Ártico entre agosto e setembro, 18% a menos do que o recorde anterior de 4,17 milhões de quilômetros quadrados em 2007, é um sinal perturbante das mudanças climáticas”, declarou Jarraud. A Groenlândia também vem sentido os efeitos do aquecimento global; em julho do ano passado 97% da superfície de gelo da região derreteu. Foi a primeira vez em 34 anos de monitoramento de satélite que um degelo tão grande foi visto. A OMM aponta que a precipitação em 2012 ficou acima da média entre 1961 e 1990, mas que sua distribuição foi extremamente desigual. A maior parte dos Estados Unidos, México, Rússia central e o centro sul australiano experimentaram secas severas. O Nordeste brasileiro também está nessa lista, e ainda sofre com a falta de chuvas. Eventos Extremos O relatório destaca que é muito difícil apontar todas as causas por trás de fenômenos climáticos, mas a OMM reconhece que na teoria um mundo aquecido tende a sofrer mais eventos extremos. “A variabilidade climática natural sempre resultou em eventos extremos, mas as características desses fenômenos têm sido cada vez mais moldadas pelas mudanças climáticas”, apontou Jarraud. Um exemplo disso foi a super tempestade Sandy, que provavelmente teria sido muito mais fraca e adotado um trajeto diferente se não fosse pelo aquecimento das águas do Atlântico. Outro fator que tornou o Sandy tão poderoso para a OMM foi o aumento do nível do mar. “Como o nível dos oceanos está agora cerca de 20cm acima do que era em 1880, tempestades como o Sandy estão resultando em mais inundações do que no passado”, explicou Jarraud. Entre os eventos extremos marcantes de 2012, a OMM destacou ainda as enchentes na África oriental e no Paquistão, o tufão Bopha, que matou mais de 600 pessoas nas Filipinas, e as ondas de calor e de frio intenso que afetaram diversos continentes em períodos diferentes do ano. A relação entre as mudanças climáticas e os eventos extremos está cada vez mais evidente. Em fevereiro, o Instituto Potsdam para Pesquisas de Impacto Climático (PIK) afirmou, depois de analisar 32 anos de dados, que as alterações nos padrões de fluxos atmosféricos, responsáveis pelas correntes de ar, ventos e deslocamento de umidade e calor pela Terra, são a causa comum que pode estar ocasionando esses fenômenos extremos. Também reforçando essa relação, a Comissão Climática do governo da Austrália publicou em março o relatório Angry Summer (Verão Furioso), no qual destaca que as mudanças climáticas são a principal força por trás de uma série de eventos de secas e enchentes que atingiram grande parte do país nos últimos meses. “As mudanças climáticas já se transformaram em uma fonte de incerteza para diversos setores econômicos, como a agricultura e a energia. É vital que continuemos a investir nas observações e pesquisas que melhorem nosso conhecimento sobre a variabilidade climática”, concluiu Jarraud. * Publicado originalmente no site CarbonoBrasil. (CarbonoBrasil)

Nova gripe aviária é "ameaça séria", dizem especialistas

H7N9 O surgimento de um novo tipo de gripe aviária na China representa uma ameaça séria à saúde humana, mas ainda é cedo para prever se a doença poderá se espalhar em escala global, afirmam especialistas. Desde março, quando o vírus H7N9 foi identificado, 126 pessoas foram contaminadas. Entre elas, 24 morreram e outras dezenas estão internadas em estado crítico. Pesquisadores dizem estar monitorando de perto o ritmo e a seriedade da epidemia, mas esclarecem que até agora não há evidências de que o H7N9 possa ser transmitido entre humanos, levando a uma possível pandemia. Pesquisas recentes sugerem que, para que isto ocorra, é necessário que o vírus sofra entre quatro e cinco mutações, mudando de um organismo hospedado por aves para um que se espalhe facilmente pelo ar. "Até agora as pessoas que foram contaminadas tiveram contato direto com aves, provavelmente frangos comprados em um mercado chinês", afirma a pesquisadora Wendy Barclay, do Imperial College de Londres. "Mas o que nos preocupa é saber que o vírus H7N9 já sofreu ao menos duas mutações, ficando mais perto de se tornar um vírus que pode se espalhar pelo contato humano", alerta Barclay. H5N1 O professor John McCauley, diretor de um centro de saúde que colabora com a Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que a organização está levando a ameaça da nova gripe a sério. Ele diz que entre os sintomas da doença estão pneumonia, envenenamento do sangue - caracterizado pela presença de bactérias na corrente sanguínea - e falência dos órgãos. A última gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, se espalhou rapidamente para humanos em 1997 e já matou mais de 300 pessoas. Vírus inédito O professor Jeremy Farrar, especialista em gripe aviária e diretor de uma das maiores fundações de pesquisa no mundo, a Wellcome Trust, disse que o H7N9 deve ser tratado com atenção: "Se um vírus influenza pula de seu habitat natural (aves) para humanos, é razão para preocupação". Em casos de gripe aviária, geralmente as pessoas mais velhas não contraem o vírus porque seu sistema imunológico criou mecanismos de defesa contra vírus semelhantes ao longo da vida. No entanto, na epidemia mais recente, as idades das pessoas afetadas variam entre dois e 81 anos. "Isso sugere que não há imunidade em nenhuma faixa etária e que, como humanos, nunca vimos este vírus antes", afirma o professor. "A resposta tem de ser calma e calculada, mas ao mesmo tempo firme". Estudo publicado na revista médica britânica Lancet sugere que o vírus influenza H7N9 é uma mistura de pelo menos quatro vírus provenientes de patos e frangos. Diferentemente da epidemia do H5N1, o novo vírus não é letal para as aves, o que torna mais difícil rastrear a extensão da epidemia. BBC

Comer pode realmente se tornar um vício?

Cientistas que se debruçam sobre as pesquisas em torno dos vícios estão divididos quanto ao problema das pessoas que comem demais. Comer é realmente um vício? E se for, como essa dependência poderia ser tratada? Mais ainda: se a compulsão por se alimentar excessivamente realmente existe, seria ela a causa do aumento da obesidade em todo o mundo? Tentar controlar um vício pode ser algo extremamente penoso, como qualquer pessoa que já tentou parar de fumar ou beber pode testemunhar. Uma das técnicas mais usadas é evitar o objeto do vício, abandonando visitas a bares ou parando de estocar cigarros em casa, por exemplo. Mas medidas como essas nem sempre são bem-sucedidas e, muito frequentemente, são seguidas por recaídas. E o que fazer quando a pessoa é viciada em algo que precisa ter em casa e que, pior ainda, precisa consumir pelo menos três vezes ao dia? Vício de comer À medida que os níveis de obesidade aumentam, a comunidade científica debate se o hábito de comer de forma compulsiva pode ser definido como um vício. A União Europeia financiou um projeto chamado NeuroFAST para reunir todas as evidências encontradas. Eles são cautelosos. Até agora há apenas um tipo de distúrbio alimentar que pode envolver vício: a compulsão alimentar, um problema caracterizado pelo consumo exagerado de alimentos, uma condição geralmente associada à obesidade. O ato de comer de forma compulsiva causa danos psicológicos e físicos, assim como outros tipos de vício. Estudos já mostraram que o mecanismo molecular que leva os indivíduos ao vício em drogas é o mesmo que está por trás da compulsão pela comida. Compulsão por comida usa mesma rota molecular do vício em drogas Mas nem todos os cientistas concordam. A professora Jane Ogden, psicóloga da Universidade de Surrey, na Grã-Bretanha, acredita que o rótulo de vício pode ser prejudicial para quem tem compulsão por comida porque isenta a responsabilidade pessoal e dificulta a recuperação. "O mundo dos vícios transmite a narrativa de que você não tem controle, de que componentes do seu cérebro estão pedindo por mais açúcar ou chocolate", diz ela. Comer menos No geral, tratamentos para vícios têm como objetivo criar abstinência ou reduzir os danos, por exemplo, ao receitar metadona ou chiclete de nicotina. No caso da comida, não há substitutos - apenas deve-se comer menos. Mas existe pelo menos uma técnica mais radical. No caso da compulsão alimentar, o corpo pode ser alterado pela cirurgia bariátrica, que consiste em instalar um anel gástrico para restringir o volume do estômago. Um estudo norueguês recente mostra que a questão pode ser ainda mais complicada: segundo Brynjar Foss e Sindre Dyrstad, a obesidade pode não ser apenas uma consequência, mas igualmente uma causa de algo: http://www.diariodasaude.com.br/

Vírus geneticamente modificado vai tratar problemas do coração

Terapia genética Médicos e cientistas vão testar um vírus geneticamente modificado para tratar a insuficiência cardíaca em pacientes humanos. Pesquisadores do Imperial College de Londres chegaram à conclusão de que os níveis da proteína SERCA2a são mais baixos em pacientes com insuficiência cardíaca. Eles então modificaram geneticamente um vírus para que este insira no paciente um gene que o torna capaz de produzir uma maior quantidade da proteína. A técnica é conhecida como terapia genética, por induzir alterações nos genes do paciente. O vírus será liberado no músculo cardíaco de 200 pacientes por meio de um tubo inserido pela perna. "Nós acreditamos que este é um tratamento que pode melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas", diz Sian Harding, coordenador do estudo. O médico Alexander Lyon, cardiologista no Royal Brompton Hospital, onde alguns pacientes vão receber o vírus modificado, disse que este é o primeiro teste de terapia genética para tratar insuficiência cardíaca. "Nosso objetivo é lutar contra insuficiência cardíaca revertendo algumas mudanças moleculares que ocorrem quando o coração falha", disse o médico cardiologista Alexander Lyon, membro da equipe. Apesar de existirem tratamentos, não existem medicamentos capazes de restaurar a função cardíaca de pacientes que sofrem de problemas graves no coração. http://www.diariodasaude.com.br/

Para especialistas, nova gripe aviária é ‘ameaça séria’

O surgimento de um novo tipo de gripe aviária na China representa uma ameaça séria à saúde humana, mas ainda é cedo para prever se a doença poderá se espalhar em escala global, afirmam especialistas ouvidos pela BBC. Desde março, quando o vírus H7N9 foi identificado, 126 pessoas foram contaminadas. Entre elas, 24 morreram e outras dezenas estão internadas em estado crítico. Pesquisadores dizem estar monitorando de perto o ritmo e a seriedade da epidemia, mas esclarecem que até agora não há evidências de que o H7N9 pode ser transmitido entre humanos, levando a uma possível pandemia. Pesquisas recentes sugerem que, para que isto ocorra, é necessário que o vírus sofra entre quatro e cinco mutações, mudando de um organismo hospedado por aves para um que se espalhe facilmente pelo ar. “Até agora as pessoas que foram contaminadas tiveram contato direto com aves, provavelmente frangos comprados em um mercado chinês”, afirma a pesquisadora Wendy Barclay, do Imperial College London. “Mas o que nos preocupa é saber que o vírus H7N9 já sofreu ao menos duas mutações, ficando mais perto de se tornar um vírus que pode se espalhar pelo contato humano”, alerta Barclay. O professor John McCauley, diretor de um centro de saúde que colabora com a Organização Mundial de Saúde (OMS), diz que a organização está levando a ameaça da nova gripe a sério. Ele diz que entre os sintomas da doença estão pneumonia, envenenamento do sangue – caracterizado pela presença de bactérias na corrente sanguínea – e falência dos órgãos. A última gripe aviária, causada pelo vírus H5N1, se espalhou rapidamente para humanos em 1997 e já matou mais de 300 pessoas. Vírus inédito – O professor Jeremy Farrar, especialista em gripe aviária e diretor de uma das maiores fundações de pesquisa no mundo, a Wellcome Trust, disse que o H7N9 deve ser tratado com atenção. “Se um vírus influenza pula de seu habitat natural (aves) para humanos, é razão para preocupação”. Em casos de gripe aviária, geralmente as pessoas mais velhas não contraem o vírus porque seu sistema imunológico criou mecanismos de defesa contra vírus semelhantes ao longo da vida. No entanto, na epidemia mais recente, as idades das pessoas afetadas variam entre dois e 81 anos. “Isso sugere que não há imunidade em nenhuma faixa etária e que, como humanos, nunca vimos este vírus antes”, afirma o professor. “A resposta tem de ser calma e calculada, mas ao mesmo tempo firme”, diz Farrar. Estudo publicado na revista médica britânica “Lancet” sugere que o vírus influenza H7N9 é uma mistura de pelo menos quatro vírus provenientes de patos e frangos. Diferentemente da epidemia do H5N1, o novo vírus não é letal para as aves, o que torna mais difícil rastrear a extensão da epidemia. (Fonte: G1)

Chapecó registra o 13º caso de dengue e número chega a 16 em SC

A Prefeitura de Chapecó confirmou o 13º caso de dengue na cidade. Um novo caso foi descoberto na tarde desta quinta-feira (2), no Bairro Santo Antônio. A vítima é uma mulher de 20 anos. Com outros três casos registrados em Itapema, no Litoral Norte, o número chega a 16 no estado. Além deste Bairro em Chapecó, outros também foram infectados nos bairros Palmital e Quedas do Palmital. Nesta quinta-feira (2), 11 pessoas com suspeita ainda aguardam resultados de exames no Oeste. Após o decreto de emergência, mais 50 agentes foram contratados para visitarem as casas e orientarem a população na cidade. Segundo a Prefeitura, eles tiveram aulas de treinamento na segunda (22) e terça (23) e já estão atuando nesta quarta (24), juntamente com outros 300 agentes. No Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen, são analisadas as amostras colhidas de pacientes do estado inteiro. As amostras são analisadas uma a uma. Se o líquido ficar colorido, é porque o resultado é positivo. Só em abril. o Lacen recebeu 330 amostras, quase 20% de Chapecó. “Estamos utilizando os servidores que temos, e solicitamos um aporte maior de kits para o Ministério da Saúde”, explica o diretor do laboratório Gilberto Alves. (Fonte: G1)

ONU adverte que gelo do Ártico derreteu em ritmo recorde em 2012

O gelo do Oceano Ártico derreteu em ritmo recorde em 2012, o nono ano mais quente desde o início dos registros, anunciou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma agência da ONU. No relatório sobre o ano de 2012, a OMM afirma que, em agosto e setembro do ano passado, as zonas geladas do Ártico cobriam apenas 3,4 milhões de quilômetros quadrados, 18% a menos que em 2007, quando havia sido registrado o recorde anterior. Para o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, este é um “preocupante sinal da mudança climática”. “O ano de 2012 também registrou outros extremos, como secas e ciclones tropicais. A variabilidade natural do clima sempre resultou em extremos deste tipo, mas a mudança climática determina cada vez mais as características físicas dos acontecimentos meteorológicos e climáticos extremos”, disse. “Por exemplo, dado que os níveis globais do mar são atualmente 20 centímetros maiores que o que eram em 1880, tempestades como o furacão Sandy estão produzindo mais inundações costeiras”, completou. A OMM afirma que a temperatura global média de terras e superfícies marinhas é estimada 0,45 grau centígrado acima da média do período que vai de 1961 a 1990, que é de 14 graus Celsius. Este foi o nono ano mais quente desde 1850, primeiro do qual se tem registro, e o 27º ano consecutivo no qual a temperatura de terras e superfícies marinhas supera a média de 1961-1990. “A tendência continua de alta das concentrações atmosféricas de gases do efeito estufa confirma que o aquecimento prosseguirá”, disse Jarraud. Temperaturas elevadas – Temperaturas superiores à média foram registradas em quase todo o planeta, particularmente na América do Norte, Europa meridional, Rússia ocidental, partes do norte da África e América do Sul meridional, destacou a OMM. Paralelamente, foram registradas temperaturas inferiores à média no Alasca, partes do norte e leste da Austrália e Ásia Central. As precipitações também mudaram, com condições mais secas que a média em grande parte do centro dos Estados Unidos, México setentrional, nordeste do Brasil, centro da Rússia e centro-sul da Austrália. A umidade aumentou no norte da Europa, oeste da África, centro-norte da Argentina, oeste do Alasca e na maior parte do norte da China. O furacão Sandy afetou primeiro o Caribe e depois a costa leste dos Estados Unidos no fim de outubro. Pelo menos 300 pessoas morreram na região e foram registradas perdas materiais de mais de 75 bilhões de dólares apenas nos Estados Unidos. A destruição provocada pelo Sandy levou a OMM a retirar este nome da lista rotativa de nomes de tempestades, informou a agência da ONU. “Sandy” será substituída por “Sara”, depois que os meteorologistas decidiram que o uso futuro do nome poderia gerar tristeza. “Sandy” é o 77º nome retirado da lista de tempestades tropicais do Atlântico, como já havia acontecido nos casos “Irene” (2011), Igor e Tomás (2010), Gustav e Paloma (2008) e Denis, Katrina, Rita e Wilma (2005). (Fonte: Terra)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Herbicida usado na soja e cana é cancerígeno

Uma pesquisa realizada na Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou o modo de ação do diuron, um herbicida amplamente utilizado nas culturas de soja e cana-de-açúcar, que provocou câncer na bexiga. O estudo foi realizado em animais de laboratório. "Mostramos que, quando eliminados pela urina, o diuron ou seus metabolitos provocam necrose em múltiplos focos do urotélio, o revestimento da bexiga. Em resposta, esse revestimento prolifera para substituir as áreas lesadas. A proliferação celular contínua, se mantida durante muito tempo, acaba levando a erros nas sucessivas cópias do DNA, alguns deles predispondo ao desenvolvimento de tumores", disse o médico João Lauro Viana de Camargo, coordenador do estudo. Segundo o pesquisador, esse modo de ação evidencia que o diuron atua de forma não genotóxica, isto é, não provoca, de início ou diretamente, lesão de DNA. Tal lesão tende a ocorrer em momentos posteriores, se a exposição for mantida por tempo longo. O potencial cancerígeno desse herbicida para a espécie humana já havia sido alertado pela agência de proteção ambiental do governo dos Estados Unidos (EPA - Environmental Protection Agency). O estudo brasileiro - que contou com a participação de pesquisadores da própria EPA e da Universidade de Nebraska - confirmou o potencial cancerígeno do diuron para os ratos e mostrou que tal condição pode ocorrer mesmo com doses cinco vezes menores do que aquelas antes consideradas nocivas. "As alterações provocadas pelo diuron na bexiga do rato ocorrem segundo uma relação dose-resposta, isto é, quanto maior a dose, mais alterações moleculares, ultraestruturais e histológicas acontecem", explicou Camargo. "Nesta linha, identificamos a chamada 'dose limiar' - uma quantidade abaixo da qual o herbicida não é cancerígeno, mesmo se o animal for exposto a ele por tempo prolongado." De acordo com o pesquisador, a toxicidade do produto manifesta-se bem cedo, já no primeiro dia de exposição a altas doses. "Avaliada por sua expressão gênica, a resposta do urotélio é aparentemente adaptativa, sugerindo que, se a exposição for interrompida, a bexiga voltará ao normal. O problema existirá se as doses forem altas e a exposição mantida por longo tempo", afirmou. As descobertas constituem um alerta importante para autoridades sanitárias e também para os consumidores. Pois, embora de forma ainda incipiente, a preocupação em consumir alimentos livres de resíduos químicos vem aumentando no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o mercado de produtos orgânicos cresce de 15% a 20% ao ano no país, abastecido por cerca de 90 mil produtores, dos quais aproximadamente 85% são agricultores familiares. Agência Fapesp

A tecnologia pode destruir a raça humana?

Instituto do Futuro da Humanidade - este é o nome escolhido por uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos que decidiu investigar quais são os maiores perigos contra a humanidade. E, segundo seu primeiro relatório, chamado Riscos Existenciais como Prioridade Global, os autores de políticas públicas deveriam atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana. Seguindo uma onde crescente dos cada vez mais comuns apocalipses científicos, os pesquisadores se espantam que, no ano passado, tenham sido publicados mais textos acadêmicos a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana. O diretor da organização, o sueco Nick Bostrom, eventualmente preocupado em buscar recursos para manter seu nascente instituto, montado na Universidade de Oxford, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade. Ele precisa de argumentos, já que compete com o também fatalista Centro para o Estudo do Risco Existencial, da Universidade de Cambridge, atualmente mais preocupado com uma "singularidade tecnológica" e uma revolução dos robôs. Apocalipses descartados Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sobreviver. Isso porque nossa espécie já sobreviveu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor. E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteroides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno". Até mesmo as perdas sem precedentes do século 20, com duas guerras mundiais e a epidemia de gripe espanhola, não foram capazes de impedir o crescimento da população humana global. Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue. Apocalipses da vez Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados? Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido", diz ele - uma constatação um tanto óbvia, já que a atual onda tecnológica é inédita na história. O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências. Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e do imprevisível. A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana. Muitos concordam com ele, já que, recentemente, nada menos do que 111 entidades pediram uma moratória nas pesquisas com a Biologia Sintética. Como evitar um desastre na Biologia Sintética A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Segundo o pesquisador, os governos futuros terão um grande desafio para controlar e restringir usos inapropriados. Nanofibras e nanotubos afetam homem e meio ambiente Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou inteligência de máquina, possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental. Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações. Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, podem ter efeitos diretos e destrutivos sobre economias reais e pessoas de verdade, argumenta ele, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro". Máquinas morais: programas poderão decidir questões de vida e morte? Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmantelar e reconstruir estruturas genéticas. Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos. O pesquisador Daniel Dewey fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável. "A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma. Nick Bostrom finaliza afirmando que o risco existencial enfrentado pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados. "Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nossa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar," vaticina ele. Para acalmar o tão preocupado cientista, talvez seja recomendável não esquecer que uma única tempestade solar forte o bastante, com a que aconteceu em 1859, poderia desligar todo o nosso "amedrontador" parque tecnológico. E então nossas preocupações seriam bem outras - como não voltar à barbárie, por exemplo. http://www.inovacaotecnologica.com.br/

População não leva dengue a sério

Quase 30 anos depois de a dengue ter-se instalado no Brasil e apesar de todo o conhecimento sobre o ciclo do mosquito transmissor - o Aedes aegypti -, a doença ainda é um problema de saúde pública. Até meados de março já foram registradas 132 mortes e mais de 714 mil casos da doença em todo o país. Em 2012, no mesmo período, as notificações chegaram a 190 mil. Para os gestores da saúde, a população subestima a gravidade da doença. "Não tem quem não saiba o que é e o que deve fazer para prevenir [a dengue]. Mas as pessoas ainda estão subestimando o poder dessa doença, [e] ela mata", alertou Gilsa Rodrigues, coordenadora da vigilância epidemiológica da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, estado que registrou a maior incidência da doença na Região Sudeste, com 1.171 casos até o fim de março. Segundo a pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, Denise Valle, um modelo de combate à doença que deve ser seguido é o adotado em Cingapura, no Sudeste Asiático. "Cingapura conseguiu praticamente zerar a epidemia de dengue basicamente com uma campanha de mobilização, estimulando as pessoas a eliminar os criadouros uma vez por semana. Cerca de 16 mil voluntários [para uma população de cerca de 5 milhões de pessoas], durante seis finais de semana seguidos, ficaram estimulando e orientando a sociedade a eliminar todos os criadouros. Eles conseguiram eliminar a epidemia no pico, o que é muito difícil", conta a pesquisadora. Baseado nisso, o Instituto Oswaldo Cruz lançou a campanha 10 Minutos contra a Dengue, para que as pessoas façam a limpeza dos principais criadouros do mosquito em suas casas. O instituto ainda lançou vídeos explicativos para informar a população sobre o ciclo da doença e como evitá-la. Em dezembro de 2012, o Ministério da Saúde anunciou o repasse de R$ 173,3 milhões para ações de qualificação das atividades de prevenção e controle da dengue. Em 2011, foram R$ 92,8 milhões. O ministério também orienta os agentes de saúde a visitarem as residências a cada dois meses para checar se há focos do mosquito e para alertar a população sobre os riscos da doença. Agência Brasil

Tipo específico de HPV pode proteger contra câncer de colo de útero

O vírus do papiloma humano é um problema crescente entre as mulheres, embora o HPV também afete os homens. Por isso pode soar estranha a descoberta feita por cientistas da Universidade de Manchester (Reino Unido). Segundo eles, certos tipos de vírus do papiloma podem na verdade prevenir o câncer do colo do útero, com o qual o vírus tipicamente tem sido associado. Mas a estranheza se dissipa quando se leva em conta que existem mais de 100 tipos diferentes de vírus do HPV. Sabe-se que o câncer cervical, ou câncer do colo do útero, é causado pela infecção com aproximadamente 14 tipos chamados de "alto risco" deste vírus. Os pesquisadores decidiram analisar os diferentes tipos de HPV nas mulheres mais suscetíveis à doença, as HIV positivas, e compararam-nas com mulheres HIV negativas. Eles decidiram fazer o estudo no Quênia porque 85% das 270 mil mortes por câncer de colo do útero no mundo ocorrem em países de baixa renda. HPV contra o câncer cervical Os pesquisadores encontraram uma alta concentração de um tipo específico de HPV (Tipo 53) nas mulheres HIV positivas, que raramente está presente nas mulheres HIV negativas. Este subtipo também nunca foi encontrado em cânceres cervicais, seja de mulheres HIV positivas ou negativas. "É bem sabido que o HIV aumenta o número de diferentes tipos de HPV em qualquer paciente, o que implica que o HIV abre a porta para a infecção por múltiplos tipos de HPV. "Se apenas os tipos de alto risco estão presentes, isto vai, sem nenhuma dúvida, acelerar a progressão do câncer, enquanto se outros tipos, por exemplo, o tipo 53, também estiverem presentes, eles podem competir com os tipos de alto risco e inibir a progressão para o câncer cervical," explica o Dr. Ian Hampson, coordenador do estudo. O médico acrescenta que o estudo sugere uma possível explicação para o fato de que, apesar de um grande aumento no número de infecções por HPV nas mulheres africanas HIV positivas, não houve um aumento correspondente no número de casos de câncer cervical. O efeito protetor do HPV-53 também poderia explicar por que um outro estudo recente demonstrou que o risco de desenvolver um tipo específico de câncer do colo do útero caiu nas mulheres HIV-positivas. http://www.diariodasaude.com.br/

Secretários de Meio Ambiente são presos por fraudes em licenças ambientais no Rio Grande do Sul

Os secretários de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Carlos Niedersberg, e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia, foram presos na madrugada de segunda-feira (29), durante operação deflagrada pela Polícia Federal (PF). Até as 10h, 16 pessoas também haviam sido detidas, em caráter temporário, pela mesma operação. Entre os presos está o ex-secretário estadual de Meio Ambiente e ex-deputado estadual, Berfran Rosado. Segundo a PF, o grupo criminoso identificado durante as investigações iniciadas em junho de 2012 é formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Eles são acusados de atuar em órgãos de controle ambiental estaduais e municipais para obter ou conceder, ilegalmente, licenças ambientais e autorizações para exploração mineral. A operação contra os crimes ambientais e contra a administração pública, além de lavagem de dinheiro, foi chamada de Concutare – termo latim que significa concussão: prática de exigir dinheiro indevido ou vantagens, valendo-se da função ocupada. A pena para esse tipo de crime varia entre dois e oito anos de prisão e multa. Os 29 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região estão sendo cumpridos por 150 policiais federais nas cidades gaúchas de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, além da capital de Santa Catarina, Florianópolis. Já nas primeiras hora do dia, o governo estadual e a prefeitura de Porto Alegre anunciaram o afastamento de Niedersberg e Záchia dos cargos de secretário estadual e municipal. O governador gaúcho, Tarso Genro, se encontra em viagem oficial a Israel, onde concedeu entrevista a jornalistas que acompanham a comitiva. “Não apenas o secretário será afastado. Se soubermos de qualquer outro nome envolvido do governo, ele também será igualmente afastado. Esta é uma medida preventiva”. Em nota, a prefeitura de Porto Alegre informou que o prefeito, José Fortunati (PDT), determinou o afastamento de todos os servidores municipais apontados na investigação. “Não se trata de qualquer julgamento prévio, mas de uma iniciativa para preservar e garantir a total transparência ao processo”, afirmou Fortunati, que, segundo sua assessoria, foi informado das suspeitas contra Záchia pelo próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada. (Fonte: Agência Brasil)