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sexta-feira, 12 de abril de 2013

OMS diz que surto de gripe aviária na China não é motivo para pânico

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta segunda-feira (8) que o surto de gripe aviária que já infectou 21 pessoas e matou seis no leste da China não é motivo para pânico. A entidade elogiou o governo chinês por mobilizar recursos em nível nacional para combater a gripe H7N9, o que inclui o abate de milhares de aves e o monitoramento de centenas de pessoas próximas aos contaminados. “Até agora, realmente só temos casos esporádicos de uma doença rara, e talvez continue assim. Então, esta não é hora de uma reação exagerada ou de pânico”, disse o representante da OMS na China, Michael O’Leary. A diretora da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar da China, Li Bin, disse no domingo estar confiante de que as autoridades conterão o vírus. “É um número relativamente pequeno de casos sérios com implicações médicas e de saúde pessoal, mas não há neste estágio implicações conhecidas para a saúde pública”, disse O’Leary a jornalistas numa entrevista coletiva conjunta com o governo chinês. Mas ele alertou que as informações sobre o vírus continuam incompletas. “Realmente não podemos depender das informações de outros vírus. O H7N9 é um vírus novo em humanos, e o padrão que ele segue não pode ser previsto pelos padrões que temos de outros vírus da influenza”, disse O’Leary. Não foram relatados casos do novo vírus fora da China, segundo ele. Ao todo, 621 pessoas que tiveram contato próximo com os 21 contaminados estão sendo monitoradas, sem demonstrar por enquanto sintomas de infecção, segundo o diretor do departamento de prevenção e controle do H7N9, Liang Wannian. “Nos últimos anos, tem havido enormes mudanças no nosso sistema nacional de epidemias, especialmente na nossa capacidade de reação a emergências sanitárias”, disse Liang. O surto da gripe aviária gerou preocupação global, e alguns jornais e usuários da internet chineses questionaram por que o governo demorou tanto para anunciar novos casos, especialmente porque duas das vítimas adoeceram em fevereiro. Ações de companhias aéreas caíram na Europa e em Hong Kong por causa do temor de que o novo vírus leve a uma epidemia como a da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), que surgiu em 2002 na China e matou um décimo das 8 mil pessoas contaminadas no mundo todo. Na época, as autoridades chinesas inicialmente tentaram acobertar o surto de Sars. O governo diz que, no caso do H7N9, levou tempo até identificar corretamente o vírus. (Fonte: G1)

Incidência de dengue no mundo pode ser o triplo do estimado, diz estudo

Um estudo publicado neste domingo estima que o número de pessoas infectadas com dengue por ano em todo o mundo seja mais de três vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acreditava. Neste artigo, publicado na versão online da revista “Nature”, a equipe internacional de pesquisadores reuniu dados de vários países afetados pela doença e criou um modelo de computador para estimar o número de pessoas infectadas. Eles concluíram que cerca de 96 milhões apresentam sintomas claros da doença, mas que até 300 milhões podem adquiri-la sem terem o diagnóstico confirmado por médicos. O total ficaria em aproximadamente 390 milhões de casos por ano, bem acima dos 100 milhões estimados pela OMS. O levantamento mostrou ainda onde ocorrem esses casos. A Ásia é o continente mais atingido, com 70% dos casos – a Índia sozinha reúne 34% das infecções. Outros 14% dos casos estão nas Américas, com destaque para o Brasil e para o México. O restante está na África, o que serve como um alerta. Geralmente, a doença não é considerada uma ameaça tão grande no continente porque os médicos não conseguem fazer muitos diagnósticos – em boa parte das vezes, a dengue é confundida com outras doenças que têm sintomas parecidos. A equipe de Samir Bhatt, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, afirmou que a descoberta deve ajudar na coordenação na prevenção da dengue, principalmente depois que os cientistas conseguirem elaborar uma vacina contra o vírus. Outro objetivo dos autores é ampliar a discussão sobre o impacto global da doença – apesar de presente no cotidiano brasileiro, a dengue não é muito conhecida na Europa e nos Estados Unidos. (Fonte: G1)

Calor liberado por oceanos pode agravar efeito estufa, diz estudo

Os efeitos da mudança climática podem se intensificar rapidamente se grandes quantidades de calor absorvidas pelos oceanos forem liberadas de volta para a atmosfera, afirmaram cientistas, depois de apresentarem uma nova pesquisa, apontando que os oceanos têm ajudado a mitigar os efeitos do aquecimento global desde o ano 2000. Gases de efeito estufa vêm sendo emitidos para a atmosfera em ritmo cada vez mais rápido. E os dez anos mais quentes desde que os registros de temperatura começaram a ser realizados ocorreram todos de 1998 em diante. Mas a taxa na qual a superfície da Terra está se aquecendo diminuiu um pouco desde o ano 2000, levando os cientistas a procurarem uma explicação para o fenômeno. Especialistas de França e Espanha afirmaram no domingo que os oceanos absorveram mais calor da atmosfera em torno do ano 2000. Isso ajudaria explicar a desaceleração do aquecimento global, ao mesmo tempo que sugere que a pausa pode ser apenas temporária. “A maior parte desse excesso de energia foi absorvida na camada submarina que vai até os 700 metros de profundidade na fase inicial desta pausa de aquecimento, 65% tendo sido absorvidos nas regiões tropicais dos oceanos Pacífico e Atlântico”, escreveram os pesquisadores na revista Nature Climate Change. A chefe da equipe de pesquisa, Virginie Guemas, do Instituto Catalão de Ciências de Clima, disse que o calor absorvido pode voltar à atmosfera na próxima década, acelerando novamente o aquecimento do planeta. “Se depender apenas das variações naturais, a taxa de aquecimento logo poderá aumentar”, alertou. Caroline Katsman, do Instituto Real de Meteorologia da Holanda, especialista que não esteve envolvida no estudo, afirmou que o calor absorvido pelo oceano vai voltar para a atmosfera como parte dos ciclos dos oceanos, como os fenômenos de aquecimento e de resfriamento do Pacífico, respectivamente chamados de “El Niño” e “La Niña”. Implicações econômicas – Ela ressalta que o estudo confirmou pesquisas anteriores realizadas por seu instituto, mas que é improvável que seja a única explicação para a pausa do aquecimento, já que só se aplica ao período inicial da desaceleração, em torno do ano 2000. O ritmo da mudança climática tem grandes implicações econômicas, já que quase 200 Estados concordaram em 2010 em limitar o aquecendo global para menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais, principalmente através de medidas para limitar a queima de combustíveis fósseis. As temperaturas já subiram 0,8ºC. Dois graus já são amplamente reconhecidos como um limite que poderá causar mudanças perigosas,como mais secas, deslizamentos de terra, inundações e elevação dos mares. Alguns governos e os céticos do clima argumentam que a desaceleração da tendência de aquecimento é uma prova de que há menos urgência em agir. Os governos concordaram em cooperar para fechar até o final de 2015 um acordo global para combater as mudanças climáticas. O ano passado foi o nono mais quente desde que os registros começaram, em 1850, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial da ONU, e 2010 foi o mais quente, à frente de 1998. Fora 1998, os dez anos mais quentes ocorreram todos a partir de 2000. O estudo, baseado em observações e modelos de computador, demonstrou que os eventos climáticos naturais do fenômeno “La Niña” no Pacífico por volta do ano 2000 levaram águas frias à superfície que absorveram mais o calor do ar. Num outro conjunto de variações naturais, o Atlântico também absorveu mais calor. Turbulências – Outra pesquisa, realizada por cientistas britânicos, indica que as alterações do clima poderão provocar um aumento de turbulências em viagens transatlânticas. Segundo escrevem Paul Williams (University of Reading) e Manoj Joshi (University of East Anglia), na edição online da revista Nature Climate Change, a partir de meados deste século pode aumentar a ocorrência das chamadas “turbulências de ar claro”, ou seja, aquelas que ocorrem em um céu sem nuvens. Ao contrário das ocorridas perto de zonas atingidas por tempestades, tais turbulências são muito difíceis de serem previstas. Elas são causadas por correntes opostas de vento, através das quais até aviões de grande porte podem ser puxados abruptamente para cima ou para baixo. Em sua análise, os pesquisadores se limitaram à zona de voo sobre a metade norte do Atlântico Norte nos meses de inverno de dezembro a fevereiro. Usando simulações de modelos climáticos, eles calcularam que a ocorrência de turbulências na região poderá aumentar de 40% a 170% nos próximos 40 anos. Além de poderem se tornar de 10% a 40% mais fortes. Como consequência, empresas aéreas podem ser obrigadas a planejar novas rotas para seus voos, aumentando o consumo de combustíveis e a duração das viagens. (Fonte: Terra)

Poluição do ar reduz raios solares sobre o mar e afeta corais, diz estudo

Um estudo publicado neste domingo (7) aponta que a poluição do ar pode ter influência direta sobre os recifes de corais porque reduz a incidência de raios solares sobre o oceano, o que desequilibra os ecossistemas marinhos. A pesquisa foi liderada por Lester Kwiatkowski, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, e publicada na edição online da revista “Nature Geoscience”. Pequenas partículas de carbono suspensas no ar, que podem vir tanto de erupções vulcânicas quanto da queima de combustíveis fósseis, refletem de volta a luz solar. Desta forma, as nuvens ficam mais brilhantes, mas menos luz do sol chega ao mar. Com menos luz, as algas que fazem fotossíntese acabam produzindo menos energia, o que afeta a cadeia alimentar marinha. Isso começa pelos corais, que, apesar de formarem estruturas fixas no fundo do mar, são animais e dependem da energia produzida pelas algas. Dessa forma, a redução da quantidade de luz no mar enfraquece os corais. Os recifes de corais servem de abrigos para vários outros animais marinhos e proporcionam diversos ecossistemas no oceano. Assim, tudo que os afeta também pode pôr em xeque todo o equilíbrio da vida marinha. Esta não é a única maneira como as emissões de carbono ameaçam os corais. Quando a concentração de CO2 aumenta na atmosfera, a água do mar tende a ficar mais ácida, o que torna os esqueletos dos corais quebradiços, conforme já mostraram estudos anteriores. (Fonte: G1)

Estrago causado por meteorito na Rússia poderia ser muito pior

Usando uma variedade de vídeos colaborativos, informações provenientes do Google Earth e dados de sensores que servem para a interdição de testes nucleares, cientistas obtiveram uma imagem muito mais precisa da queda do meteorito perto da cidade russa de Chelyabinsk em 15 de fevereiro. O que fica mais claro, porém, é que mesmo que Chelyabinsk não tenha conseguido exatamente escapar do meteorito, a cidade teve sorte de ter sido atingida apenas de raspão por ele. “O povo de Chelyabinsk teve muita sorte”, disse Edward Lu, ex-astronauta que atualmente chefia a Fundação B612, uma iniciativa privada dedicada a detectar asteroides desse mesmo tipo, em uma audiência realizada na semana passada no Congresso dos Estados Unidos sobre as ameaças vindas do espaço. O meteorito russo – que, de acordo com as últimas estimativas, tinha cerca de 18 metros de diâmetro e chegou ao espaço aéreo sem ser detectado a cerca de 67 mil quilômetros por hora – estava a quase 25 quilômetros de altura quando explodiu. Não houve mortes, e a maioria das 1.500 pessoas machucadas se feriu com pedaços de vidro, quando janelas se quebraram após uma onda de choque atingir a cidade 88 segundos depois. “Se ele tivesse explodido mais perto da terra, teria sido pior”, disse Margaret Campbell-Brown, membro de uma equipe de pesquisadores da Universidade do Oeste de Ontario que analisou a órbita do meteoro e as características da explosão. O que também ajudou foi o fato de que o meteoro era pedregoso – o que os cientistas chamam de condrito ordinário – e não um mais raro de ligas de ferro e níquel, caso em que ele poderia ter chegado ao solo antes de explodir. A explosão envolveu a maior bola de fogo vista desde o evento de Tunguska, ocorrido em 1908, e à medida que vídeos provenientes de sistemas de vigilância, de câmeras montadas em automóveis e gravados por celulares começaram a ser rapidamente publicados na Internet, ficou evidente que essa explosão seria estudada como nenhuma outra, com cientistas e blogueiros amadores se apressando para analisar as imagens. O evento de Tunguska ficou marcado pela explosão do que geralmente se acredita ser um meteorito sobre uma parte remota da Sibéria central. Esse objeto pode ter entrado na atmosfera em um ângulo mais inclinado que o de Chelyabinsk – que ficou a um ângulo de menos de 20 graus em relação à horizontal – e explodiu a cerca de oito quilômetros acima do solo. A altitude mais baixa, assim como a maior dimensão da rocha de Tunguska, ajuda a explicar por que ela teve um impacto muito maior, aplainando árvores em uma área do tamanho da região metropolitana de Washington. A equipe canadense calculou que a energia liberada na explosão de Chelyabinsk teve o equivalente a cerca de 440 quilotons de TNT, ou cerca de 30 vezes a potência da bomba de Hiroshima. Esse cálculo foi feito com a ajuda de dados de uma rede de sensores acústicos criados para monitorar o cumprimento do tratado de interdição dos testes de armas nucleares. Há cerca de 45 desses sensores em todo o mundo, detectando os chamados infrassons a frequências bem abaixo das captadas pela audição humana. Thomas Muetzelburg, porta-voz da Comissão Preparatória da Organização do Tratado de Interdição Completa de Testes Nucleares, sediada em Viena, disse que a explosão foi detectada por mais de 20 dos sensores, incluindo um baseado na Antártica, a cerca de 16 mil quilômetros de Chelyabinsk. Sons de baixa frequência não se dissipam facilmente, motivo pelo qual alguns dos detectores captaram a explosão mais de uma vez, já que o som deu a volta ao mundo várias vezes. Com o conhecimento da energia e informações sobre o quão rápido o meteoro estava se deslocando, os pesquisadores puderam calcular a massa do meteoro: cerca de 11 mil toneladas. “Tudo se resume à energia cinética desse corpo”, que está relacionada com sua massa e velocidade, disse Richard P. Binzel, cientista planetário do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). O meteoro tem certa quantidade de energia ao entrar na atmosfera, disse Binzel. Assim que ele atinge o ar, começa a desacelerar rapidamente e, em seguida, o diferencial de pressão entre o ar superpressurizado na frente e o ar menos pressurizado na parte de trás faz com que a rocha se parta violentamente. “Toda essa energia cinética tem de ser liberada”, disse ele. Apenas pequenos fragmentos do meteoro atingiram a terra, e alguns foram levados para laboratórios nos Estados Unidos, incluindo o Instituto de Magnetismo de Rochas da Universidade de Minnesota, onde um cientista russo está estudando suas propriedades magnéticas. Como outras equipes, os pesquisadores canadenses usaram imagens em vídeo do percurso que o meteoro seguiu de leste a oeste sobre Chelyabinsk, a fim de ajudar a calcular sua trajetória e órbita. Como a explosão ocorreu à luz do dia, Campbell-Brown disse que eles pediram a um colega que estava na área para tirar fotos noturnas dos mesmos locais. Ao sobrepor as imagens da trajetória do meteoro às imagens da noite estrelada, os pesquisadores devem conseguir traçar com ainda mais precisão o caminho que ele percorreu. Por enquanto, porém, essa e outras equipes, incluindo uma da Universidade de Antioquia, em Medellín, na Colômbia, concordam que o meteoro se originou na parte interna do cinturão de asteroides, em uma órbita regular e inofensiva ao redor do sol, entre Marte e Júpiter. Não se sabe como ele veio a assumir uma órbita irregular, que cruzou a Terra, mas como outros objetos que passam pela Terra, ele provavelmente sofreu influência da gravidade de Júpiter ou outro planeta em algum momento. Em seguida, circundou o Sol por completo a cada 18 meses em uma órbita altamente excêntrica – mais de 2 1/2 vezes a distância da Terra ao Sol em seu ponto mais afastado, perto da órbita de Vênus em seu ponto mais próximo – antes de atingir a atmosfera da Terra. Jorge Zuluaga, membro do grupo colombiano, disse que foi inspirado pelo trabalho feito logo após o evento por Stefan Geens, um blogueiro de Estocolmo. Geens utilizou vários vídeos – incluindo um feito com uma câmera na Praça da Revolução, no centro de Chelyabinsk – para triangular a trajetória. O vídeo não mostra a explosão diretamente, mas sim as sombras dos postes de luz (e de uma enorme estátua de Lênin) que se moviam assim como a sombra de um relógio de sol à medida que a bola de fogo cruzava o céu. Usando o Google Earth, é fácil identificar as coordenadas da câmera que estava na Praça da Revolução e de outras. Zuluaga disse que sua equipe, que incluiu Geens como coautor em sua mais recente publicação, está trabalhando para aprimorar seus cálculos por meio, entre outras coisas, do conhecimento da ótica das câmeras de vídeo. “Estamos tentando entender a distorção com a qual estamos lidando”, disse ele. Zuluaga acredita que mais cedo ou mais tarde será possível reconstruir a órbita da rocha com tanta precisão que os pesquisadores podem conseguir detectá-la retroativamente, debruçando-se sobre imagens de telescópios que mapeiam o céu, feitas na última vez que ele transitou nas proximidades da Terra. “Poderemos então atribuir-lhe um nome”, disse ele. “Como se trata de um asteroide morto, ele ainda não tem nome”. Além de ajudar os cientistas a identificarem o percurso do meteoro, os vídeos que foram postados na Internet contribuíram para aumentar o interesse em projetos de detecção de asteroides antes que eles atinjam a Terra. Em entrevista realizada após seu depoimento ao Congresso, Lu disse que a sua fundação, que quer colocar em órbita um telescópio financiado pela iniciativa privada dentro de cinco anos, passou a receber bem mais doações desde a explosão. “Foi um evento que tornou a queda de meteoros mais real para as pessoas”, disse ele. “Nada como uma centena de vídeos do YouTube para fazer isso.” (Fonte: Portal iG)

Embrapa e UFRJ pesquisam cura para doenças na biodiversidade brasileira

Respostas para muitas doenças podem ser encontradas na biodiversidade brasileira. Para tentar descobri-las, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), testam plantas de vários biomas. Alguns exemplares já se mostraram eficazes contra bactérias e fungos causadores de infecções. O coordenador do projeto no Rio, o químico Humberto Ribeiro Bizzo estuda as propriedades de espécies de plantas em laboratório desde 2012. Neste período, constatou que a sacaca (planta de origem amazônica) deu resultados positivos contra uma bactéria que é encontrada em infecções em hospitais e contra a candidíase, doença predominante em mulheres. “Nossa orientação é achar novas substâncias ou novos extratos que tenham atividade contra bactérias ou fungos ou com alguma resistência a antibióticos ou, então, contra doenças, como é o caso da candidíase, que afeta grande parte da população em países quentes e úmidos”, explicou Ribeiro Buzzo. Segundo ele, esse é um dos primeiros passos para criar medicamentos. “Terminada a pesquisa, pegaremos as plantas que têm atividade no laboratório e aumentaremos esses testes para verificar se os extratos são tóxicos na concentração utilizada e se têm atividade em cobaia”, disse. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). (Fonte: Agência Brasil)

Projeto ambiental lança documentário sobre a biodiversidade de arquipélago do litoral carioca

Universidades, escolas, museus e bibliotecas do Rio de Janeiro estão recebendo, gratuitamente, um DVD que explica a biodiversidade das Ilhas Cagarras, arquipélago desabitado que é a primeira e única unidade de conservação marinha do litoral carioca na proximidade da Praia de Ipanema. Lançado em janeiro deste ano, o documentário Ilhas Cagarras – Monumento Carioca foi produzido pelo projeto Ilhas do Rio, que conta com o patrocínio do programa Petrobras Ambiental. Juntamente com o DVD, foi lançado um livro com 300 páginas de imagens e resultados científicos do projeto. “A ideia principal é apresentar as atividades de pesquisas que vêm sendo feitas nas ilhas e que já revelaram a existência no arquipélago de espécies até então desconhecidas pela ciência”, disse o biólogo Carlos Rangel, coordenador do projeto ambiental. Segundo ele, as Cagarras abrigam o segundo maior ninhal de fragatas da América Latina, com cerca de 5 mil aves da espécie. De acordo com o levantamento, foram registradas 140 espécies de peixes na costa das Ilhas Cagarras, que com uma vegetação semelhante à de restinga têm 175 espécies de ervas e árvores, entre elas a gymnanthes nervosa, que não é registrada no município do Rio de Janeiro desde a década de 1940. No cume de uma das ilhas, a Redonda, foi descoberto um sítio arqueológico com artefatos dos índios tupis-guaranis. Toda esta biodiversidade está no documentário de cerca de 3 minutos, que inclui imagens subaquáticas em três dimensões (3 D). Segundo Rangel, o filme vem sendo exibido em sessões na Colônia de Pescadores do Posto 6, em Copacabana, onde o projeto criado pela organização não governamental (ONG) Instituto Mar Adentro promove cursos e palestras. “Os cursos de educação ambiental são destinados principalmente aos pescadores da colônia, já que eles se aproximam com seus barcos do arquipélago”, disse Carlos Rangel. (Fonte: Agência Brasil)

Gelo de 1.600 anos nos Andes ‘desapareceu’ em 25 anos, diz cientista

Cientistas da Universidade Estadual de Ohio estudaram uma geleira na região dos Andes, no Peru, e obtiveram detalhes impressionantes sobre a história climática da Terra, segundo um estudo publicado nesta semana na revista “Science Express”. Chamada de Quelccaya, a geleira tem mais de 6 mil anos, segundo os cientistas. Ela está passando por um processo de derretimento constante e perdeu parte da cobertura de gelo acumulada em quase dois milênios num período de 25 anos (as imagens acima refletem um período de 30 anos), segundo um dos autores do estudo, professor Lonnie Thompson, em entrevista ao “New York Times”. O degelo foi tão grande que um trecho congelado na região de Qori Kalis “desapareceu” e deu lugar a um lago. Blocos de gelo que contam a “história congelada da área” foram guardados em freezers a -30º C para análises posteriores, disse Thompson, em nota da universidade. Ele afirmou ao “New York Times” que restos de plantas expostos nas margens da geleira com o derretimento também estão sendo analisados pelos cientistas. Algumas plantas chegam a ter 6,3 mil anos, diz Thompson. Ao estudar o decaimento do carbono nos restos de vegetais, os pesquisadores descobriram que eles “envelheceram” pouco no período, o que indica que o gelo existente ali é milenar. “Se em algum momento dos últimos 6 mil anos estas plantas estivessem sido expostas por um período de cinco anos, por exemplo, haveria decaimento”, disse Thompson. A explicação mais simples, segundo ele, é que o gelo acumulado nos últimos 1,6 mil anos derreteu em não mais que 25 anos. O aquecimento global está tendo efeitos maiores em regiões de grande altitude e de grande latitude, ponderam os cientistas. Segundo eles, o Quelccaya “parece ser muito sensível” às mudanças climáticas que vêm ocorrendo no planeta. Blocos de gelo – Os pesquisadores dataram dois grandes blocos de gelo extraídos da região, que têm uma riqueza de detalhes “formidável”, dizem. Os blocos podem ser usados como “ferramentas” detalhadas para estudar o passado climático da Terra, principalmente na região tropical. Os objetos têm grandes semelhanças com outros blocos de gelo extraídos do Himalaia e do Tibete, diz a pesquisa. “Padrões na química de algumas camadas dos blocos são idênticos, mesmo que os dois ‘núcleos’ gelados tenham sido extraídos de lados opostos do globo”, afirma uma nota da instituição. (Fonte: G1)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Frasco com vírus mortal desaparece de laboratório nos EUA

Armas biológicas A Universidade do Texas (EUA), mantenedora do Laboratório Nacional Galveston, anunciou ter perdido um de seus frascos contendo amostras de um vírus mortal. O laboratório, especializado em bioterrorismo e combate a doenças emergentes, mantém amostras dos vírus mais perigosos conhecidos pela humanidade em uma instalação de segurança máxima, onde os vírus ficam congelados. Mesmo a segurança máxima, contudo, não foi capaz de evitar a perda de um dos cinco frascos contendo vírus do guanarito, uma febre hemorrágica que causou mortes na Venezuela. O guanarito ocorre naturalmente em roedores, e foi transmitido para agricultores por meio de poeira do solo contaminada com excreções de ratos. Cerca de um terço dos infectados com o vírus morreram de febre hemorrágica. A falta do frasco foi detectada em um levantamento de rotina - todos os cinco frascos foram inspecionados no inventário anterior, feito em Novembro do ano passado. Sumiços comuns Segundo Scott Weaver, diretor científico do laboratório, não foram encontrados indícios de violação do freezer com acesso restrito e nem problemas técnicos no sistema de segurança. Isso o leva a suspeitar de que o frasco possa ter-se quebrado dentro do próprio laboratório. O evento está sendo apurado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e pelo FBI. Segundo Weaver, os próprios agentes do CDC consideram a hipótese de roubo do frasco com o vírus mortal como "extremamente improvável". Esta não é nem de longe a primeira vez que um evento desse tipo ocorre nos Estados Unidos. Segundo estatísticas do CDC, o órgão recebeu 88 relatórios de perda de vírus, germes e toxinas de alta periculosidade entre 2004 e 2010 - apenas um dos casos não foi esclarecido, e o material continua desaparecido. http://www.diariodasaude.com.br/

O que causa alergias?

O que causa alergias todo mundo sabe: partículas de pólen, picadas de abelha, pelos de animais, certos tipos de alimentos (como frutos do mar, amendoim, etc). Quando essas partículas ou comidas entram no nosso corpo, são chamadas de antígenos. Porém, se você ingerir uma substância da qual seu organismo tem sensibilidade, ela será confundida com um elemento invasor perigoso – nesse caso, embora inofensiva, ela se tornará o que chamamos de alérgeno. Vale lembrar que apenas a sensibilidade a uma substância não garante que você irá desenvolver uma alergia. Alérgenos fazem com que o nosso corpo produza imunoglobulina E, ou anticorpos IgE. Os anticorpos são usados para identificar e destruir invasores perigosos. Infelizmente, os anticorpos IgE também liberam histamina e outras substâncias químicas que podem causar uma reação alérgica. Tudo isso os cientistas já descobriram há um tempo. A pergunta crucial que ainda está sem resposta, no entanto, é porque certas pessoas se tornam sensíveis a esses antígenos, enquanto outras passam pela vida felizes com os olhos e narizes secos. O que determina quais substâncias são potencialmente alergênicas e quais não são? O que torna algumas pessoas alérgicas a uma determinada substância, e outras não? Por que a resposta alérgica existe? Qual seu propósito evolutivo? Fatores de risco e genética A Dra. Christine Cole Johnson vem estudando alergias desde o início de 1980. Sua equipe de pesquisa no Hospital Henry Ford (EUA) foi a primeira a mostrar que ter um animal de estimação em casa durante o primeiro ano de vida de seu filho pode protegê-lo de desenvolver alergias, uma descoberta que já foi confirmada por outros estudos. Sua mais recente pesquisa sugere que o desenvolvimento de alergias começa mesmo antes disso. Johnson analisou dados de um grupo de mais de 1.200 recém-nascidos do Michigan (EUA) entre 2003 e 2007, avaliados pelos pesquisadores com 1 mês, 6 meses, 1 ano e 2 anos de idade. Ela descobriu que bebês nascidos por cesariana têm seis vezes mais probabilidade de ser sensíveis a ácaros (alérgicos a poeira) do que bebês nascidos naturalmente. Resultados semelhantes foram vistos com a exposição à alérgenos de pelo de gato e cão. Isso porque os bebês que nascem de cesariana têm um microbioma diferente em seu trato gastrointestinal. Microbioma são as comunidades de bactérias que residem em humanos, seja em nossas bocas, pele ou sistema digestivo. Essas células bacterianas superam as células humanas na proporção de 10 para 1, e podem ser muito úteis para nós. No útero, os bebês são estéreis. Quando passam pelo parto natural, ficam expostos à população inteira de bactérias vaginais e gastrointestinais de sua mãe. Através desta exposição, seu próprio sistema imunológico aprende a diferença entre bactérias boas e más – ou seja, quais combater e quais usar. Os bebês nascidos através de cesárea, por sua vez, têm bactérias que se assemelham mais ao microbioma da pele de sua mãe. Eventualmente, suas bactérias digestivas normalizam, mas esse atraso pode dar tempo para que a exposição à alérgenos se transforme em uma sensibilidade. Claro, isso é apenas uma possível causa de alergias – ou apenas uma possível causa de muitas causas possíveis. O Dr. Haejin Kim, também do Hospital Henry Ford, está investigando como a genética pode desempenhar um papel em alergias. Seu estudo mais recente descobriu que crianças afro-americanas são três vezes mais sensíveis a alérgenos alimentares do que crianças caucasianas. Além disso, uma criança afro-americana com um pai alérgico é duas vezes mais propensa a um alérgeno ambiental do que um afro-americano sem um pai alérgico. Como esses resultados não se alteram com a ordem de nascimento (outro possível fator de risco) nem com o sexo da criança, apenas com a raça, o Dr. Kim sugere que as alergias podem ser genéticas. Mas a alergia não funciona da mesma maneira que uma doença genética, que é 100% herdada. “Não há um gene para alergias ou asma. Provavelmente é uma combinação de vários genes que interagem de alguma forma com o meio ambiente”, disse. Meio ambiente: culpado Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% da população mundial sofrem algum tipo de alergia. Dados de 2004 do Ministério da Saúde revelam que entre 10% e 20% da população brasileira têm asma, e de 10% a 25% rinite alérgica. 50 milhões de americanos têm algum tipo de alergia. Jonathan Silverberg, dermatologista do St. Luke’s-Roosevelt Hospital Center, em Nova York (EUA), analisou recentemente dados de mais de 91.000 crianças para determinar se as nascidas fora dos Estados Unidos eram tão propensas quanto às americanas a desenvolver alergias. Ele descobriu que os nascidos no exterior que residem nos Estados Unidos têm metade do risco de desenvolver alergias do que os que nasceram lá. Isso era verdade para todos os tipos de alergias, incluindo alergias alimentares, embora a associação tenha sido mais forte para a asma. As crianças nascidas no estrangeiro que viviam nos Estados Unidos há mais de 10 anos tinham uma maior prevalência de alergias do que as crianças que estavam no país apenas por dois anos. Os cientistas já sabiam que as exposições ambientais desempenhavam um papel na alergia, afinal, não se pode ser sensível a algo ao qual nunca se foi exposto. Porém, as últimas pesquisas se concentraram em outros fatores ambientais, que podem estar relacionados ao clima, dieta ou geografia, que podem aumentar a probabilidade de alergias. É difícil tirar conclusões práticas desses tipos de estudos, segundo Silverberg, mas, eventualmente, saber de onde vêm alergias poderia ajudar os cientistas a descobrir uma maneira de impedi-las, ou pelo menos tratá-las de forma mais eficaz. Hipóteses Como já falamos lá em cima, muitos dos elementos envolvidos na resposta alérgica também ajudam a defender o organismo contra vermes parasitas, chamados de helmintos. Infecções helmínticas levam à produção de níveis elevados de imunoglobulina E (IgE), portanto, a sabedoria predominante tem sido a de que alergias resultam de um “erro de alvo” das respostas imunes que evoluíram para nos defender contra vermes parasitas. Em outras palavras, as alergias são o preço que pagamos para ter uma defesa eficaz contra parasitas multicelulares. Porém, alguns cientistas questionam se esta hipótese é suficiente para explicar até mesmo os recursos mais básicos da resposta alérgica. Por exemplo, enquanto as infecções por helmintos induzem anticorpos IgE, os IgE por si só não são fundamentais para se livrar da maioria destas infecções. Uma teoria alternativa para explicar a resposta alérgica foi proposta em 1991 por Margie Profet da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA). Ela especulou que a resposta alérgica evoluiu para permitir que o sistema imunitário nos protegesse de toxinas ambientais, como os fitoquímicos encontrados em plantas nocivas e venenos. De fato, enquanto os alérgenos são considerados pela maioria como inofensivos, um olhar mais atento revela que muitos são na verdade tóxicos. Assim, em vez de visualizar a resposta alérgica como uma resposta “mal direcionada” a helmintos, ela pode ser vista como uma resposta intencional, e geralmente benéfica, que nos protege contra substâncias nocivas do ambiente. A hipótese da toxina permanece em grande parte ignorada pela comunidade biomédica. Porém, os especialistas têm boas razões para confirmar sua validade, como o fato de reações alérgicas serem imediatas (uma resposta mais consistente com a defesa contra as toxinas, que podem causar danos imediatos, em comparação com a infecção por helmintos, que leva algum tempo para se desenvolver). E por que o corpo, às vezes, cria uma resposta anafilática tão grave e potencialmente letal mesmo a apenas vestígios de um alérgeno no ambiente? Cientistas sugerem que essa resposta pode ter um propósito muito útil, especialmente para os nossos antepassados. Como qualquer pessoa que sofre de alergias sabe, a melhor maneira de tratá-la é ficar longe do elemento ou ambiente que a causa. Então, se muitos alérgenos são tóxicos, em seguida, a resposta alérgica pode ser interpretada como o condicionamento de uma pessoa para evitar ambientes que contêm toxinas potencialmente prejudiciais a ela. Assim, as alergias podem ter evoluído para nos fazer sentir desagradáveis e nos encorajar a evitar ambientes, animais ou alimentos que contêm substâncias que podem nos fazer mal.[CNN, Boehringer] http://hypescience.com/

Vírus H7N9 que só infectava aves sofre mutação e pode contaminar humanos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que o vírus H7N9, que até então só afetava aves, sofreu mutações para uma forma capaz de infectar as pessoas. "Foi detectada uma mutação do vírus que permite a infecção em mamíferos", disse o porta-voz da OMS, Gregory Hartl. "Aparentemente a mutação facilita a infecção em humanos." Já são nove os casos confirmados pelas autoridades chinesas de pessoas infectadas pelo vírus H7N9, com três mortes. No entanto, o porta-voz da ONU disse que "não há qualquer prova" de contágio entre pessoas. Segundo ele, uma das probabilidades é que a infecção "seja ambiental". Se este for o caso, há uma chance de que a doença possa se esgotar e nunca sofrer mutação total para uma forma humana de gripe. Por outro lado, o porta-voz considerou de "moderada a alta" a possibilidade de novas infecções de humanos. As autoridades sanitárias chinesas não conseguiram estabelecer relações epidemiológicas entre os infectados associando os casos às áreas geográficas. Há estudos sobre dois casos de pessoas que mantiveram contatos com aves e dois com porcos. A possibilidade de os suínos serem a fonte de contágio não foi confirmada. O especialista Ab Osterhaus, do Erasmus Medical Centre (Holanda), que está analisando o DNA do H7N9, afirmou que as sequências genômicas mostram mutações genéticas que devem colocar as autoridades em alerta, justificando maior vigilância em animais e humanos. "O vírus de certa forma já se adaptou a espécies mamíferas e a seres humanos, então desse ponto de vista é preocupante", disse ele à agência Reuters. Os primeiros dados indicam que o H7N9 produz sintomas brandos nas aves, o que pode dificultar sua detecção. Contudo, segundo os especialistas, isto não significa que, ao atingir os humanos, o vírus produza apenas uma gripe leve - na verdade, os primeiros casos apresentam uma taxa de mortalidade muito elevada (30%). Outras cepas de gripe aviária, como a H5N1, têm circulado por muitos anos e podem ser transmitidas de ave para ave, e das aves para o ser humano, mas não de humano para humano. No ano passado, uma polêmica internacional envolveu o trabalho de dois grupos de cientistas que induziram mutações genéticas em laboratório que tornaram o vírus H5N1 transmissível entre mamíferos. Não há registro de trabalhos semelhantes com a nova cepa H7N9. http://www.diariodasaude.com.br/

Vacina contra Doença de Chagas mostra elevada eficácia

Armas biológicas A Universidade do Texas (EUA), mantenedora do Laboratório Nacional Galveston, anunciou ter perdido um de seus frascos contendo amostras de um vírus mortal. O laboratório, especializado em bioterrorismo e combate a doenças emergentes, mantém amostras dos vírus mais perigosos conhecidos pela humanidade em uma instalação de segurança máxima, onde os vírus ficam congelados. Mesmo a segurança máxima, contudo, não foi capaz de evitar a perda de um dos cinco frascos contendo vírus do guanarito, uma febre hemorrágica que causou mortes na Venezuela. O guanarito ocorre naturalmente em roedores, e foi transmitido para agricultores por meio de poeira do solo contaminada com excreções de ratos. Cerca de um terço dos infectados com o vírus morreram de febre hemorrágica. A falta do frasco foi detectada em um levantamento de rotina - todos os cinco frascos foram inspecionados no inventário anterior, feito em Novembro do ano passado. Sumiços comuns Segundo Scott Weaver, diretor científico do laboratório, não foram encontrados indícios de violação do freezer com acesso restrito e nem problemas técnicos no sistema de segurança. Isso o leva a suspeitar de que o frasco possa ter-se quebrado dentro do próprio laboratório. O evento está sendo apurado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e pelo FBI. Segundo Weaver, os próprios agentes do CDC consideram a hipótese de roubo do frasco com o vírus mortal como "extremamente improvável". Esta não é nem de longe a primeira vez que um evento desse tipo ocorre nos Estados Unidos. Segundo estatísticas do CDC, o órgão recebeu 88 relatórios de perda de vírus, germes e toxinas de alta periculosidade entre 2004 e 2010 - apenas um dos casos não foi esclarecido, e o material continua desaparecido. http://www.diariodasaude.com.br/

Cientistas debatem possível vacina para novo vírus da gripe aviária

Pesquisadores, médicos e especialistas do mundo todo estão envolvidos em debates diários sobre a ameaça do vírus da gripe aviária H7N9, uma nova cepa da doença surgida na China, incluindo discussões sobre se e quando começar a produzir uma vacina. Qualquer decisão para produzir em massa vacinas contra a gripe H7N9 não será tomada rapidamente, já que isso significa sacrificar a produção de vacinas sazonais. Cientistas advertem pode levar meses para que um modelo final da vacina chegue ao mercado. Amostras do vírus foram compartilhadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com centros de pesquisa em Atlanta, nos EUA; Pequim, na China; Londres, na Grã-Bretanha; Melbourne, na Austrália; e Tóquio, no Japão. Estes grupos estão analisando as amostras para identificar o melhor candidato a ser utilizado na manufatura da vacina, se isso for necessário. Ainda é um grande “se”, ressaltam os pesquisadores, mesmo supondo que a nova doença vai continuar a se disseminar. Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, até agora 14 casos de infecção com a gripe foram registrados no país, sendo seis em Xangai e quatro em Jiangsu. Cinco mortes foram confirmadas pela agência estatal. “É uma decisão incrivelmente difícil [produzir a vacina], porque assim que ela for tomada, teremos que deixar de produzir fazer sazonais e começar a produzir para este vírus”, disse Jeremy Farrar, especialista em doenças infecciosas e diretor de uma unidade de pesquisa da Universidade de Oxford instalada no Vietnã. A produção de uma nova vacina pode significar a falta de imunização contra a gripe comum, que, embora não seja grave na maioria das pessoas, ainda causa milhares de mortes pelo mundo. Maior fabricante de vacinas da gripe do mundo, o Sanofi Pasteur afirma estar em contínuo contato com a OMS, através da Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticos, mas que ainda é cedo para tomar qualquer decisão. Outros importantes fabricantes de vacina da gripe incluem as empresas GlaxoSmithKline e a Novartis. Resultados de testes preliminares sugerem que a nova cepa da gripe responde ao tratamento com os medicamentos Tamiflu e Relenza, segundo a OMS. Ainda não há evidências de transmissão da gripe H7N9 de pessoas para pessoas, e cientistas não sabem qual o potencial da cepa para se desenvolver em uma pandemia humana. Wendy Barclay, virologista do Imperial College London, disse que um importante argumento contra agir cedo demais é o financeiro. “Existe a possibilidade de que pesquisadores da gripe corram para trabalhar no H7N9, e que subsídios sejam concedidos para pesquisa intensiva para desenvolver vacinas. Isso poderia significar jogar dinheiro pelo ralo”, disse ele, refletindo que os atuais mecanismos de combate ao vírus podem ser eficientes “o suficiente para que não tenhamos que nos preocupar com isso”. Barclay disse que os cientistas deveriam primeiro se concentrar em obter “a biologia prática e a análise sequencial” do vírus antes de decidirem agir. (Fonte: G1)

SC: cientistas fazem expedição às profundezas do oceano Atlântico

Pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina, integrarão a equipe de cientistas que participará do cruzeiro Iata-piuna, entre os dias 9 de abril e 27 de maio, para exploração da margem continental brasileira. O grupo da Univali fará estudos biológicos e geológicos de mar profundo na Bacia de Santos, Elevação do Rio Grande e Dorsal de São Paulo. A iniciativa será a primeira exploração da margem continental brasileira utilizando um submersível tripulado. José Angel Alvarez Perez, um dos cientistas da Univali, explica que os objetivos da pesquisa levam em conta a necessidade de suprir a escassez de conhecimento da biodiversidade de ambientes profundos no centro do Atlântico Sul. “Este conhecimento é importante uma vez que pode revelar as possíveis conexões entre a diversidade das regiões profundas, desde a margem do nosso continente até a cadeia de montanhas meso-oceânicas”. Outro ponto importante, segundo o pesquisador, é o fato de montanhas submarinas de grande dimensão como a Elevação do Rio Grande poderem concentrar vida profunda não apenas sobre sua superfície, mas também na coluna de água centenas de metros sobre seu topo. “Como está localizada sobre uma vasta área oceânica pobre em nutrientes e produção biológica, essas áreas podem funcionar como um verdadeiro oásis marinho”, aponta. Durante a expedição será utilizado o submersível Shinkai 6500, atualmente um dos poucos no mundo capaz de levar até três tripulantes seis mil metros abaixo da superfície do oceano, produzir imagens em alta resolução das áreas pesquisadas, além de coletar, por meio de braços robotizados, organismos de diferentes tamanhos e amostras de água e solo marinho. Os resultados obtidos alimentarão o conjunto de informações já publicadas pelo grupo da Univali na área do projeto Mar-Eco Atlântico Sul, que têm atividades apoiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). (Fonte: Terra)

O perigo das canetas e apontadores laser

Luz que cega Pesquisadores de um dos laboratórios de metrologia mais respeitados do mundo emitiram um parecer preocupante sobre os apontadores e canetas laser vendidos no mercado. O Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos testou 122 apontadores laser e descobriu que quase 90% das canetas laser de cor verde, e 44% das canetas laser de cor vermelha, estão fora dos limites de segurança impostos internacionalmente. Os apontadores laser foram projetados para serem utilizados por professores e palestrantes para indicar informações na lousa ou em apresentações eletrônicas. Contudo, eles são hoje mais conhecidos pelo seu mau uso, incomodando jogadores nos estádios e quadras e até pilotos de avião. Como são muitos baratos e largamente disponíveis no comércio, muitos pais dão esses instrumentos aos filhos como se fossem brinquedos - negligenciando o fato de que a luz laser intensa pode causar danos irreversíveis à visão. Perigo das canetas laser A legislação norte-americana estabelece uma potência máxima para os lasers portáteis de 5 miliwatts na porção visível do espectro, e 2 miliwatts na porção infravermelha. Contudo, cerca de metade de todos os aparelhos testados emite pelo menos duas vezes mais do que a norma estabelecida - no pior caso, uma caneta laser emitiu 66,5 miliwatts, mais de 13 vezes acima do limite. Os lasers verdes geram luz na cor verde a partir da luz infravermelha. Em termos ideais, o dispositivo deve ser projetado e fabricado de forma a confinar a luz infravermelha do laser no interior do invólucro. A luz infravermelha é essencialmente calor, podendo provocar desde um ligeiro aquecimento, até queimaduras graves, por exemplo, se a luz atingir os olhos. No entanto, de acordo com os resultados da medição realizada pela NIST, mais de 75% das canetas laser testadas emitem luz infravermelha acima dos limites permitidos. Preocupado com a questão em nível internacional, o pesquisador Joshua Hadler, responsável pelo teste, projetou um equipamento simples, que poderá ser facilmente replicado por órgãos de metrologia dos demais países - no Brasil, esses testes são realizados pelo INMETRO. http://www.diariodasaude.com.br/

A incrível bactéria que transforma hospedeiros machos em fêmeas e os permitem se reproduzirem assexuadamente

A ciência ainda tem muito a aprender sobre doenças transmitidas por mosquitos, carrapatos e similares. Os mecanismos com o qual eles chegam ao ser humano são conhecidos, mas pouco se sabe da relação entre eles, na condição de hospedeiros, e os verdadeiros agentes – as bactérias ou vírus que eles carregam. Na busca para aprender mais sobre o assunto, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) fez uma descoberta incrível: uma bactéria que muda até o sexo do hospedeiro! O nome da fera é Wolbachia. Trata-se de um gênero de bactérias relativamente comum e conhecido dos cientistas há quase 90 anos. A Wolbachia é dona de uma “versatilidade” imensa, capaz de infectar mais de um milhão de espécies de insetos, artrópodes e vermes pelo mundo afora. Mas infectar é pouco para ela. A bactéria altera a vida reprodutiva do hospedeiro em questão. Algumas matam apenas os hospedeiros machos. Outras transformam os machos em fêmeas desativando certos hormônios. Há as que tornam as hospedeiras fêmeas capazes de se reproduzir assexuadamente. E algumas permitem que apenas os embriões de fêmeas infectadas consigam sobreviver, matando os embriões machos. Os meios com os quais elas fazem tudo isso ainda não estão claros para os cientistas. Há até poucos anos, acreditava-se que uma bactéria infectante não sofria mais evolução depois de entrar na célula de um hospedeiro. Esta crença foi derrubada com estudos recentes, que provaram que as bactérias Wolbachia podem se mover de uma célula a outra dentro do hospedeiro, e mais: carregam dentro de si um vírus que pode inserir elementos genéticos novos a elas. Entender melhor o que acontece com as bactérias Wolbachia pode ser a chave para controlar um sem-número de doenças pelo mundo. Elefantíase e dengue são exemplos de males altamente disseminados pelo mundo, transmitidos por vermes e mosquitos – respectivamente – que têm uma relação estreita com tais bactérias. Os cientistas pretendem, dessa maneira, usar a Wolbachia a favor da saúde pública. [Live Science / Immortality Medicine]

Transístor biológico leva computação para interior de células vivas

Caminhos da computação Quando Charles Babbage idealizou sua primeira máquina computacional, ele imaginou usar engrenagens e travas para controlar e armazenar a informação. Mas os primeiros computadores viáveis, os eletrônicos, usam não a força mecânica, mas a eletricidade - eles começaram com as válvulas, e depois migraram para os semicondutores de estado sólido atuais. Conforme as limitações da abordagem microeletrônica vão ficando claras, os cientistas estão atuando em duas frentes: ir ainda mais fundo no reino da miniaturização, com os computadores, ou dar uma guinada radical, rumo ao reino da biologia. Há poucos dias, engenheiros da IBM apresentaram um transístor iônico líquido, cujo projeto foi inspirado nas sinapses entre os neurônios. Jerome Bonnet e seus colegas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foram mais radicais. Eles construíram um transístor biológico no qual material genético - DNA e RNA - substitui o trabalho feito pelos elétrons na eletrônica. Transcriptor A equipe batizou seu transístor biológico de transcriptor. "Transcriptores são o componente chave por trás da lógica genética, de forma similar àquilo que os transistores fazem na eletrônica," disse Bonnet. A equipe já havia gravado danos binários em moléculas de DNA, mas agora eles foram além dos dados, criando uma forma de efetuar computações no interior de células vivas. Uma lógica biológica baseada nos transcriptores poderá permitir, por exemplo, gravar quando uma célula foi exposta a um determinado estímulo externo ou fator ambiental, ou mesmo ter suas funções ligadas ou desligadas, o que inclui sua capacidade de se multiplicar. "Os computadores biológicos poderão ser usados para estudar e reprogramar sistemas vivos, monitorar ambientes e melhorar a terapêutica celular," disse Drew Endy, orientador do trabalho. Computador biológico Na eletrônica, um transístor controla o fluxo de elétrons ao longo de um circuito. Do mesmo modo, em biologia, um transcriptor - ou transcritor - controla o fluxo de uma proteína específica, a RNA polimerase, à medida que ela viaja ao longo de uma cadeia de DNA. "Reprogramamos um grupo de proteínas naturais, chamadas integrases, para realizar o controle digital do fluxo da RNA polimerase ao longo do DNA, o que por sua vez permitiu que controlássemos a lógica genética," disse Endy. Usando os transcriptores, o grupo criou o que é conhecido como portas lógicas, que podem dar respostas do tipo verdadeiro ou falso (1 ou 0) para qualquer questão que possa ser colocada na forma de uma combinação bioquímica. Eles batizaram suas portas lógicas de "BIL gates" (Boolean Integrase Logic), ou seja, portas baseadas em lógica booleana da integrase. O experimento ainda não produziu um computador biológico legítimo, mas é o passo imediatamente anterior a isso - agora é só montar as portas de forma a criar um circuito que realize os cálculos e armazene as informações. Bibliografia: Amplifying Genetic Logic Gates Jerome Bonnet, Peter Yin, Monica E. Ortiz, Pakpoom Subsoontorn, Drew Endy Science Vol.: ScienceXpress Reports DOI: 10.1126/science.1232758 http://www.inovacaotecnologica.com.br/

Mortandade de animais devido a incêndio no Taim preocupa ecologistas

O incêndio que devastou mais de 3 mil hectares da Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul, deve afetar direta ou indiretamente a vida de diversas espécies que vivem no local. Aprisionados em meio ao fogo que se alastrou durante seis dias em uma das principais reservas brasileiras – destacada pela grande biodiversidade que abriga -, muitos animais e plantas serão afetados pela destruição do ambiente, apontam especialistas ouvido pelo Terra. Além do controle das chamas, uma das principais preocupações de ecologistas é a mortandade da fauna e da flora. Pesquisadores estimam que aves e répteis sejam os principais atingidos, porém anfíbios, mamíferos e a vegetação da área também devem sofrer com o impacto do incêndio. Mesmo entre os animais que sobreviverem, os danos causados ao ambiente devem modificar os hábitos das espécies e alterar seu comportamento pelas próximas semanas. “A curto prazo, muitos animais vão morrer”, estima o professor de Zoologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Daniel Loebmann, especialista em répteis. “A mobilidade dessas espécies é baixa, e os répteis devem ser bastante afetados. Já os anfíbios têm a tendência de fugir para a água, e ali a mortandade deve ser bem menor”, avalia o pesquisador. As aves também devem sofrer com os prejuízos causados pelo incêndio de grandes proporções. “Estimamos que as aves de pequeno porte que vivem no meio do junco (palha), principalmente os pássaros, possam ser as mais afetadas”, afirma Leandro Bugoni, professor de Ecologia da Furg. Os danos podem ocorrer tanto de maneira direta (animais morrendo cercados pelo fogo) quanto indireta (pela capacidade reduzida de deslocamento), alertam os ambientalistas. Até os animais que continuam vivos nos arredores da área atingida inspiram cuidados: o ambiente, afinal, ficou comprometido ao longo de uma vasta área. “O mais preocupante é a destruição do ambiente em si, onde elas (as aves) têm abrigo, buscam comida, se escondem dos predadores. Mesmo que sobrevivam, não há para onde retornar. Existe agora a dificuldade de encontrar refúgio, e o ambiente onde elas são protegidas do vento frio, das chuvas, pode deixar de existir”, pondera Bugoni. Perspectivas – Os especialistas estimam que a época em que o incêndio ocorreu contribui para que os danos não sejam tão graves. As grandes colônias de aves, principalmente marinhas – pelas quais o Taim é reconhecido -, receberam pouco impacto. O prejuízo ao ambiente seria muito maior se a devastação tivesse ocorrido no período de reprodução das espécies. Nesta época, porém, a possibilidade de recolonização é alta, e a perspectiva é que a variedade e quantidade de animais permanece estável ou se recupere em um curto período. “Se o incêndio tivesse atingido colônias grandes (de aves), o impacto seria muito maior; se ocorresse época de reprodução (primavera e verão), impediria o nascimento de diversas aves naquele ano”, disse Bugoni. Para Loebmann, o impacto das chamas é muito local, e o ambiente deve se recuperar em breve. “As áreas afetadas provavelmente serão recuperadas. Com o tempo, os animais vão recolonizar o ambiente. Esse é o cenário que a gente espera.” Quanto à flora, também há otimismo por parte dos responsáveis pelo parque. O chefe da Estação, Henrique Ilha, do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), estima que a vegetação deve se recuperar rápido, pois o local atingido é coberto por água. “O que está queimando é a palha seca por cima, que se recupera em pouco tempo”, afirmou ele. Ele reforça que o maior impacto deve ser sentido pela fauna: “o maior prejuízo é para pequenos animais, como anfíbios, répteis e roedores, que têm mais dificuldade para se locomover, já que o fogo avança muito rápido”. (Fonte: Terra)

Núcleo de laboratórios vai pesquisar sobre exploração do pré-sal

Com o objetivo de reduzir os custos da exploração de petróleo, especialmente na área do pré-sal, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) inaugurou o Núcleo Interdisciplinar de Dinâmica dos Fluidos, no Centro de Tecnologia 2, na Cidade Universitária. O núcleo é o primeiro do país a reunir, em um só local, um conjunto de laboratórios que estudam de forma integrada e complementar o processo de escoamento de óleo e gás. A perfuração de poços na camada do pré-sal requer cerca de US$ 2 milhões por dia, incluindo pessoal e equipamentos, estima a Coppe. Nos três laboratórios, que ocupam área total de 5.400 metros quadrados, serão feitos estudos e ensaios sobre perfuração, intervenção de poços de petróleo, elevação artificial e separação primária do óleo. A iniciativa visa a desenvolver técnicas e equipamentos capazes de contribuir para aumentar a produção da Petrobras, como, por exemplo, processo para reduzir o tempo de separação do petróleo da água. A maior parte do investimento veio da própria Petrobras e os recursos adicionais foram repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

EUA analisam efeito de celulares sobre a saúde humana

Autoridades reguladoras dos EUA estão examinando como as frequências de rádio emitidas por celulares e outros equipamentos sem fio afetam as pessoas, em meio a persistentes preocupações sobre os riscos dessas radiações. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) disse na sexta-feira (29) que está solicitando pareceres de outras agências e especialistas em saúde a respeito da necessidade de atualizar seus padrões sobre a exposição aos campos eletromagnéticos dos telefones, já que eles se aplicam particularmente a crianças. A última revisão dos padrões da FCC aconteceu em 1996, antes do uso praticamente universal dos equipamentos de telefonia celular. Mas os funcionários da agência dizem não ter razão concreta para acreditar que os atuais padrões sejam inadequados, e qualificaram como rotineiro esse procedimento, anunciado em documentos divulgados na sexta-feira pela internet. Os cientistas ainda não foram capazes de determinar se as ondas de rádio emitidas por dispositivos móveis constituem ameaças ao cérebro e a outras partes do corpo humano, mas os estudos continuam, já que o número de dispositivos sem fio em poder dos norte-americanos, já na casa das centenas de milhões, continua crescendo. (Fonte: G1)