quinta-feira, 3 de maio de 2012
Degelo há 400 mil anos gerou efeito gangorra e afundou ilhas
Um problema que vinha bagunçando as estimativas de aumento do nível do mar decorrente do aquecimento global acaba de ser resolvido.
O que atrapalhava os cientistas é que um pedaço da crosta terrestre atua como gangorra: quando o gelo do Canadá derrete muito, tira peso de uma borda da placa tectônica norte-americana e faz a outra borda descer, afundando no mar ilhas como as Bahamas e as Bermudas.
Foi isso o que aconteceu 400 mil anos atrás e fez o mar avançar mais de 20 metros de altura nesses arquipélagos.
Na época, o planeta estava em uma era glacial e passou por um intervalo de aquecimento de 10 mil anos. Geólogos descobriram que o mar tinha avançado sobre as Bahamas e as Bermudas nesse período. Fósseis de animais marinhos com essa idade foram encontrados em regiões altas.
Uma elevação de 20 metros no nível dos oceanos, porém, era uma catástrofe que não estava de acordo com os cálculos dos cientistas. Para que isso acontecesse, seria preciso um derretimento completo das plataformas de gelo da Groenlândia e da Antártida.
Mas um estudo em edição recente da “Nature” mostra que o problema foi mesmo causado pelo “efeito gangorra”, que fez as ilhas afundarem mais que o previsto.
A geóloga Maureen Rayno, da Universidade Columbia (EUA), autora da pesquisa, concluiu que a inclinação tectônica afundou as Bahamas em 10 metros. Como o derretimento da Antártida Ocidental e da Groenlândia já tinham adicionado 10 metros ao nível do mar, a impressão é que a água subiu 20 metros.
Segundo Raymo, as Bahamas e as Bermudas deverão enfrentar de novo o problema com o aquecimento global. “O efeito será menor se considerarmos só o que vai acontecer neste século, pois o período de aquecimento do estudo é de 10 mil anos.”
O último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) estima que o nível do mar deve subir 60 cm até o fim deste século. Raymo diz que a tendência é que o painel revise essa previsão até para pior.
Num cenário de 1 metro de elevação da água, 145 milhões de pessoas podem ter de se deslocar, estima um relatório da ONU.
(Fonte: Rafael Garcia/ Folha.com)
Brasil participará de pesquisa mundial sobre início do tratamento contra HIV
Momento certo para início do tratamento
O Brasil vai participar de um estudo internacional START, que está comparando as diversas estratégias para tratamentos contra o vírus HIV.
Sete centros de pesquisa brasileiros vão se juntar às outras 226 instituições de de 35 países que já participam da iniciativa.
O objetivo é encontrar o momento certo para iniciar o tratamento com os antirretrovirais.
Efeitos colaterais dos antirretrovirais
A Organização Mundial da Saúde alterou as recomendações para tratamento da AIDS em 2009, passando ao que então se chamava "início precoce da terapêutica antirretroviral".
Depois disso, porém, algumas pesquisas já chegam a sugerir que os antirretrovirais podem funcionar como uma espécie de vacina contra o HIV, em alguns casos.
Remédios anti-HIV podem prevenir Aids
O objetivo do projeto START é monitorar essas novas evidências científicas, em busca de uma sintonia fina para o início dos tratamentos, além de efetuar comparativos reais entre pacientes.
Ocorre que o início muito precoce do tratamento pode levar a efeitos colaterais indesejáveis. Se o início for muito tardio, o processo inflamatório pode prejudicar algum órgão do paciente.
"O paciente, quando não está tratando o HIV, convive com um processo de atividade inflamatória. E foi-se descobrindo que essa inflamação é deletéria. Conviver com o vírus com atividade inflamatória leva a danos teciduais no pulmão, no cérebro, por exemplo. O que se tem agora em evidência é que viver com o vírus HIV pode estar associado a um envelhecimento precoce", disse o médico Luiz Carlos Pereira Junior, coordenador da pesquisa no Brasil.
Início da terapia com antirretrovirais
No Brasil, a indicação para o início da terapia anti-HIV é feita quando o CD4 (células de defesa no sangue) está abaixo de 350 células por milímetro cúbico. O risco de efeitos colaterais é maior quando o indicador está acima disso.
A pesquisa terá a participação de cerca de 500 pacientes brasileiros. Os interessados em participar como voluntários devem ter o diagnóstico do HIV e imunidade normal.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3085-7059 do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.
Redação do Diário da Saúde
Campanha de vacinação protegerá contra 3 tipos de gripe
Trivalente
Em sua 14ª edição, a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe começará no próximo sábado, dia 5 de maio.
A proposta é imunizar 80% do público-alvo de 30,1 milhões de pessoas, entre idosos, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos de idade, profissionais de saúde e indígenas.
Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também vacinará a parcela da população participante contra outros 2 tipos do vírus influenza - A (H3N2) e B.
Em 2011, quando foram incluídos gestantes, crianças e indígenas no público-alvo, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 - foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior.
Já o número de casos graves notificados teve redução de 44% - de 9.383 para 5.230.
Cuidado com crianças e reações alérgicas
A campanha está voltada para idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas e profissionais de saúde.
Como a vacina deste ano tem a mesma composição daquela distribuída no ano passado, os pais devem ficar atentos para a vacinação de crianças de 6 meses e 2 anos de idade.
As que tomaram a vacina no ano passado devem tomar apenas uma dose neste ano.
Já as que se vacinarão pela primeira vez precisam receber duas doses, com intervalo de 30 dias entre as duas.
A vacina não é recomendável para quem tem alergia à proteína do ovo - usada na sua fabricação ou para quem teve reações adversas a doses anteriores.
Em casos de doenças agudas e febris ou de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável a busca de avaliação médica.
Quem pretende doar sangue deve aguardar 48 horas após a dose para realizar a doação.
Vacinas nacionais
Entre 5 e 25 de maio, 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estarão preparados para imunizar a população.
Para a campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 31,1 milhões de doses da vacina, 96% das quais foram produzidas no Brasil.
Cerca de 240 mil profissionais do SUS estarão envolvidos na ação, que também contará com 27 mil veículos.
Vacinas na
Seleção natural afeta humanos mesmo com vida em sociedade
Um estudo publicado nesta segunda-feira (30) pela revista científica “PNAS”, da Academia Americana de Ciências, indica que o ser humano continua sendo influenciado pela evolução, mesmo com as mudanças culturais ocorridas nos últimos 10 mil anos, desde que a Revolução Agrícola levou ao surgimento das civilizações.
Mesmo em uma sociedade monógama, os humanos estão sujeitos à seleção sexual, um aspecto essencial na teoria da evolução de Charles Darwin. Por esse conceito, o sucesso de um indivíduo é medido pela quantidade de descendentes que ele deixa. Assim, suas características genéticas são deixadas para as gerações seguintes e tendem a se perpetuar na espécie.
“É como um livro. Se ele é bom, é reeditado várias e várias vezes”, comparou Alexandre Courtiol, pesquisador do Instituto Wissenschaftskolleg de Berlim, na Alemanha, um dos autores do estudo.
Segundo ele, o estudo serve como uma evidência contra a suposição de que a vida em sociedade teria deixado os humanos “imunes” à evolução.
A pesquisa foi feita com base em dados de cerca de 6 mil finlandeses que viveram entre os anos de 1760 e 1849. As informações mantidas pela Igreja dizem respeito a mortes, nascimentos, casamentos e situação econômica de cada um.
Foi o suficiente para que a equipe internacional de pesquisadores investigasse o efeito da seleção sexual, analisando o número de filhos de cada indivíduo.
A equipe de Courtiol chegou à conclusão de que os principais fatores que levaram à variação no sucesso reprodutivo dos indivíduos foram a sobrevivência aos primeiros anos de vida e a fertilidade. A riqueza não provocou diferenças significativas neste aspecto.
De forma geral, a possibilidade de seleção detectada nesta população humana está de acordo com medições feitas em outras espécies.
Courtiol afirmou, no entanto, que ainda não é prever como evolução pode afetar o futuro dos seres humanos.
(Fonte: G1)
sábado, 28 de abril de 2012
Seu celular é mais contaminado que um vaso sanitário. Que tal um carregador que mate as bactérias?
Sabia que você carrega uma cultura de bactérias e vírus ambulante? Os smartphones se tornaram locais de reprodução piores que muitas partes de seu toalete. Eles têm 18 vezes mais bactérias nocivas que a maçaneta de um banheiro público.
A solução para esterilizá-los: “PhoneSoap” (“sabonete para telefones”, em tradução livre). É um dispositivo – com o formato de uma pequena caixa de metal prateada – que esteriliza a ralé invisível de micro-organismos através de uma luz ultravioleta, enquanto carrega seu telefone.
Dentro de um período que varia de 3 a 5 minutos, qualquer bactéria ou vírus presente na superfície do seu celular será morta. Mas não se preocupe, pois o dispositivo não gera nenhum calor extra e não danificará seu telefone.
O aparelho ainda está em estágio de desenvolvimento inicial e deverá custar 39 dólares (o equivalente a 72 reais).
Para provar a necessidade desse aparato, os inventores coletaram amostras de diversos banheiros e compararam com os celulares. A figura fala por si.
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A “história do mundo” está escondida em rochas brasileiras
Apesar da maioria achar que só servimos para jogar futebol e fazer caipirinhas, o Brasil também é um importante centro de coleta de fósseis e análise de rochas e solos antigos. Um grupo de pesquisadores de diversos países está nessa semana na bacia da Paraíba, perto da cidade de Pastos Bons, analisando a história por trás da nossa natureza.
Essa área é onde o primeiro espécime do Prionosuchus foi encontrado. Ele é um anfíbio arcaico que viveu na época em que a formação geológica da cidade de Pedras de Fogo estava sendo depositada. E a análise dessas rochas sedimentares também nos dá uma noção histórica das mudanças ambientais.
Muita evidência encontrada sugere que as rochas dessa região se formaram quando havia água ali, mas com o clima muito seco (lembrando que, hoje, essa não é uma parte litorânea). Conforme a água foi saindo, as rachaduras se formaram e foram preenchidas com sedimentos. Também estão presentes rochas derivadas de dunas de areia.
De acordo com os pesquisadores, essa região provavelmente era um sabkha, um tipo geológico geralmente encontrado nas margens oceânicas. E apesar de parecer um ambiente um tanto hostil, vários fósseis já foram encontrados. A maior parte são fragmentos de peixes, mas os pesquisadores encontraram também o que parece ser uma parte da coluna vertebral de um animal terrestre. Ainda é incerto se é um anfíbio, réptil ou mamífero. Isso dá esperança de encontrar um tetrápode no local.
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Conheça os perigos do açúcar
Robert Lustig é um médico americano da Universidade da Califórnia (San Francisco, EUA), especialista em obesidade. Recentemente, ele tem promovido uma campanha para que haja leis restritivas de consumo de açúcar semelhantes às existentes para o álcool e tabaco, o que limitaria especialmente o acesso das crianças a produtos açucarados. Será que existe motivo para tanta preocupação?
O endocrinologista, que lançou um vídeo no Youtube no qual fala sobre o assunto (que já ultrapassou 2 milhões de visualizações), cita como exemplo uma série de doenças. Ele defende que o número de problemas de saúde como pressão alta, doenças do coração e vícios alimentares eram muito menores há 30 anos, e o responsável pelo salto nos índices foi o açúcar.
Como exemplo, o médico cita diabetes. Em 2011, havia 366 milhões de diabéticos no mundo (o equivalente a 5% da população), mais do que o dobro em 1980. Mais ou menos nessa época, o mundo começou a se preocupar e eliminar a quantidade excessiva de gordura na alimentação. Mas ninguém sabia que alguns lipídios são bons para o organismo: a ordem era cortar o máximo de gordura possível.
De lá para cá, fomos substituindo a gordura por açúcar. No Reino Unido, por exemplo, os índices são alarmantes: desde 1990, o consumo de açúcar cresceu 35%. Entre as crianças, a ingestão de glicose representa 17% do total de calorias diárias. Como é que chegamos a esse ponto?
A resposta do médico americano está nos produtos industrializados. Nos últimos anos, conforme ele explica, todos já sabem que açúcar em excesso pode fazer mal. Por isso, substituímos o açucareiro pelo adoçante, por exemplo, e tentamos cortar o açúcar dos alimentos que nós mesmos preparamos.
O problema é que o “açúcar invisível”, já embutido no alimento que vem da fábrica, atinge uma quantidade cada vez maior de produtos. Se você examinar o rótulo dos produtos que colocou em seu carrinho de supermercado, vai descobrir que existe açúcar em coisas que você nem imaginava.
Muitas pessoas engordam, por exemplo, porque o açúcar é um inibidor natural da leptina, o hormônio através do qual o estômago diz ao corpo que “já está bom, pode parar de comer”. Algo como uma trava natural. Este e outros efeitos nocivos indiretos à saúde por parte do açúcar também são objeto de estudo do endocrinologista americano.
O caminho para a restrição de tais produtos, conforme o próprio Robert Lustig afirma, é complicado. A indústria alimentícia resiste às tentativas de baixar os índices de açúcar nos produtos por que acreditam – provavelmente com razão – que o consumo vai cair significativamente se os alimentos nas formas em que as pessoas estão acostumadas mudarem. A vontade de mudar, dessa forma, deve partir primeiramente do consumidor.
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Dieta rica em potássio diminui o risco de derrame
Segundo um novo estudo, pessoas que comem muitas frutas, verduras e produtos lácteos ricos em potássio são menos propensas a sofrer um acidente vascular cerebral (AVC, ou derrame).
Os pesquisadores analisaram 10 estudos internacionais, envolvendo mais de 200.000 adultos de meia-idade e mais velhos.
O risco de derrame diminuiu conforme a ingestão de potássio das pessoas aumentou. Cada aumento de 1.000 miligramas (mg) de potássio por dia levou a uma queda de 11% na probabilidade de sofrer um derrame nos próximos 5 a 14 anos.
Das quase 270.000 pessoas do estudo, 8.695 (cerca de uma em 30) sofreram derrame. A queda no risco de AVC vista com cada aumento de 1.000 mg de potássio ocorreu mesmo com fatores como idade, hábitos de exercício e tabagismo levados em conta.
O potássio foi especificamente ligado a um risco reduzido de AVCs isquêmicos, causados por um bloqueio em uma artéria que alimenta o cérebro – que representam cerca de 80% de todos os derrames cerebrais.
O mineral não estava ligado, porém, a um menor risco de AVC hemorrágico, que ocorre quando há sangramento no cérebro. Os cientistas não sabem explicar o fato, pois apenas alguns estudos analisados haviam dividido os derrames em subtipos.
Segundo a pesquisadora Susanna Larsson, as descobertas não provam que o potássio em si é o que produz o efeito positivo, mas fortalece evidências existentes de que poderia ser.
“Como alimentos ricos em potássio são geralmente mais saudáveis, incluindo feijão, uma variedade de frutas e legumes, e laticínios de baixo teor de gordura, os resultados oferecem um motivo a mais para as pessoas comerem mais o mineral”, diz Larsson.
O potássio é um eletrólito necessário para manter o equilíbrio de fluidos no corpo. Também está envolvido no controle do nervo e dos músculos, e na regulação da pressão arterial.
Estudos têm sugerido que dietas ricas em potássio ajudam a manter uma pressão sanguínea saudável e, possivelmente, protegem contra doenças cardíacas e derrames.
As conclusões do novo estudo estão em linha com uma pesquisa recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, sigla em inglês) dos EUA, que acompanhou mais de 12.000 adultos por 15 anos.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas que consumiam muito sódio e pouco potássio tinham mais probabilidade de morrer de qualquer causa durante o período de estudo.
O potássio ajuda a equilibrar os efeitos do sódio, mantendo a pressão arterial para baixo e ajudando o organismo a excretar o excesso de líquidos.
Assim, a combinação de muito sódio e pouco potássio pode ser especialmente prejudicial – uma combinação comum na dieta dos EUA, com cerca de 90% das pessoas consumindo mais sódio do que o recomendado.
De acordo com o CDC, o adulto médio não deve obter mais do que 2.300 mg de sódio por dia. Para alguns, como pessoas com mais de 50, com diabetes, pressão sanguínea alta, doença renal, etc., recomenda-se limitar a 1.500 mg por dia.
Sobre o potássio, o CDC aconselha os adultos a obterem 4.700 mg por dia. Mas as pessoas com doença renal ou sob medicamentos para pressão precisam de ser cuidadosas
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Fungos limpam solo e água
Fungos têm uma péssima reputação. Mas agora é melhor rever esse estereótipo. Pesquisadores alemães do Centro Helmholtz para Pesquisas Ambientais, em Leipzig, estão desenvolvendo maneiras de utilizar fungos para limpar solo e água.
A habilidade destrutiva de alguns fungos deriva de enzimas poderosas, como a lacase, que quebram a lignina (também conhecida por lenhina), molécula encontrada na parece celular de muitas plantas, cuja função é conferir rigidez e resistência a ataques microbiológicos e mecânicos.
Esmiuçando as propriedades dessas enzimas, os cientistas encontraram maneiras de decompor toxinas, incluindo-as em estações de tratamento de esgoto e em solos.
O poder celeste das superestrelas
Segundo o biólogo Dietmar Schlosser, um dos membros da pesquisa, as lacases não são exigentes. “Essas enzimas não fazem distinção entre as estruturas químicas”, conta Schlosser.
Por esse motivo, algumas lacases quebram hidrocarbonetos e dióxidos – deixando para trás apenas água e gás carbônico –, e outras alteram as ligações químicas e transformam substâncias tóxicas em moléculas orgânicas menos perigosas, que podem ser quebradas por bactérias.
No que diz respeito à ação no solo, Schlosser explica que os fungos estendem suas hifas (longas células cilíndricas e filamentosas) no solo. As superfícies úmidas das hifas dão a algumas bactérias a habilidade de percorrer longas distâncias.
Segundo o biólogo alemão, o solo tem poros preenchidos por ar, que as bactérias não conseguem atravessar, já que não podem se mover através de umidade. Contudo, os fungos podem ajudá-las com as hifas, que servem de ponte para as bactérias atravessarem.
Dessa maneira, o fungo também pode limpar o solo, pois crescem tanto para cima quanto para baixo. Esse é o caso do cogumelo Marasmius oreades, vulgo roda das bruxas, cujo micélio pode crescer e se espalhar por vários metros, embora pareçam estar separados na superfície.
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Orégano mata células de câncer de próstata
Pizza com ou sem orégano? A partir de hoje, aposto que muitos homens vão fazer questão de comer esse tempero.
Pesquisadores da Universidade de Long Island, nos Estados Unidos, descobriram que essa erva amplamente empregada na cozinha do Mediterrâneo pode ser utilizada para ajudar a tratar o câncer de próstata.
No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens – atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo, o que representa cerca de 10% dos casos totais de cânceres. Só neste ano, estima-se que sejam diagnosticados mais de 60 mil novos casos de câncer de próstata. E vale ressaltar que sua taxa de incidência é seis vezes maior nos países desenvolvidos que nos países em desenvolvimento.
Entre as opções de tratamento, merecem destaque as cirurgias, quimioterapias, terapias hormonais e terapias imunes. Mas, infelizmente, todos esses tratamentos estão associados a complicações ou a efeitos colaterais graves.
Coordenadora da pesquisa, a médica Supriya Bavadekar testou um dos componentes do orégano – a substância carvacrol – em células cancerosas de próstata. Resultado: o carvacrol induziu apoptose (termo científico para morte celular programada, que é um tipo de autodestruição celular ordenada) nas células doentes.
Agora, Bavadekar tentará entender como a substância faz isso. “Sabíamos que o orégano possuía propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias, mas seus efeitos sobre células cancerosas eleva seu status”, conta a médica.
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VETA TUDO, DILMA!
Infelizmente, as notícias não são nada boas no país anfitrião da próxima grande Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.
Como vocês sabem, quarta-feira à noite, foram votadas e aprovadas as mudanças do Código Florestal na Câmara dos Deputados. Essas mudanças implicarão em mais desmatamento, redução das áreas de proteção permanente, como as margens de rio, e a concessão de anistia aos que desmataram ilegalmente a floresta. Ou seja, um grupo localizado da sociedade formado por grandes proprietários de terra e pelas empresas do agronegócio conseguiram permissão para derrubar as nossas florestas sem serem presos ou sofrerem qualquer tipo de punição.
Você não precisa ser nenhum especialista em florestas para ligar os pontos:
Novo Código florestal -> menos florestas e mais desmatamento -> mais CO2 na atmosfera -> maior desequilíbrio climático -> aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos (secas, tempestades, etc.) -> milhões de pessoas afetadas
Esse episódio demonstra, entre outras coisas, como poucas pessoas com muita influência política e muito dinheiro podem prejudicar o futuro de muitos para defender seus interesses. Para brecar essa lógica perversa, nós temos 15 dias, período que a Presidente Dilma tem para sancionar (aprovar) ou vetar o novo código.
Esse é um dos motivos pelos quais, no dia 5/5/12, o Brasil será um dos países onde as pessoas vão se reunir para protestar e ligar os pontos sobre a ameaça das mudanças climáticas ao nosso futuro.
O que você pode fazer?
Reúna seus amigos e faça uma foto ligando os pontos no dia 5/5
Faça ações criativas na sua comunidade pedindo: “VETA TUDO, DILMA!”
Ligue, mande e-mail, envie carta para os endereços abaixo!
Presidenta
Dilma Rousseff
Telefone: 61. 3411-1200 / 3411-1201
E-mail: gabinetepessoal@presidencia.gov.br
Endereço: Palácio do Planalto, 3. Andar
Brasília DF
CEP: 70.150-900
MINISTRO DE ESTADO
Gilberto Carvalho (PT/SP)
Telefone: 61. 3411-1226/3411-1227
E-mail: sg@planalto.gov.br
MINISTRA DE ESTADO
Gleisi Helena Hoffmann
Telefone: 61. 3411-1573/ 3411-1935
E-mail: casacivil@presidencia.gov.br
Como bem apontou Bill McKibben, co-fundador da 350.org: “A Rio+20 deveria ser a ocasião para uma verdadeira celebração de tudo o que foi realizado nos últimos vinte anos desde a Rio-92, tendo o Brasil como um dos poucos exemplos mundiais de progresso. Em vez disso, se o novo Código Florestal entrar em vigor, esta será uma reunião muito triste, uma reunião para lembrar com que rapidez, mesmo os países progressistas, podem sucumbir e regressar às práticas econômicas atuais.”
Com muita pressão, criatividade e união podemos dar o apoio necessário para Dilma representar a população brasileira.
Só juntos venceremos essa!
Juliana e Paula por toda a equipe da 350.org
Mais informações:
“Veta tudo, Dilma” http://act.350.org/go/1481?akid=1810.547028.RDRPmU&t=4
“Aprovação do Código Florestal esmatamento” deve desencadear uma onde de http://act.350.org/go/1482?akid=1810.547028.RDRPmU&t=6
“A escolha de Dilma” http://act.350.org/go/1483?akid=1810.547028.RDRPmU&t=8
Projeto florestal brasileiro é o primeiro a receber certificados de redução de emissões de CO2
O projeto florestal do Grupo Plantar, de Minas Gerais, foi o primeiro a receber certificados temporários de redução da emissão de carbono pela Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto. Em parceria com o Bando Mundial, o projeto recompensou um montante de quatro milhões e setenta e duas mil toneladas de CO2.
O Plantar atua nas áreas de reflorestamento e siderurgia e lidera a mudança de caminho desse setor por meio do estabelecimento de 11.600 hectares de plantios de eucalipto manejados de forma sustentável, que sequestram dióxido de carbono da atmosfera e fornecem uma fonte de carvão vegetal renovável e neutro em carbono, ao mesmo tempo que contribuem para a proteção de florestas nativas e da biodiversidade.
Desse modo, a empresa brasileira consegue superar a falta de madeira renovável para suprir sua indústria. A iniciativa também estimula o setor a usar áreas previamente degradadas e a conservar grandes áreas de florestas nativas do Cerrado.
Para Geraldo Alves de Moura, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Plantar, este é um momento histórico e salienta que o mais importante é saber que a emissão desses créditos consolida oficialmente o reconhecimento do papel das florestas plantadas, bem manejadas, em termos de combate ao aquecimento global e de promoção do desenvolvimento sustentável.
“Estamos realmente honrados em ter alcançado um marco tão importante depois de mais de uma década de um árduo trabalho em equipe. Mais gratificante ainda é saber que o trabalho pioneiro do projeto também contribuiu para o avanço de políticas e arranjos institucionais mais amplos para mitigação das mudanças climáticas no país”, disse Fábio Marques, Superintendente da Plantar Carbon, empresa de consultoria sobre mudanças climáticas do Grupo Plantar.
A Convenção Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC) emitiu mais de quatro milhões de Certificados Temporários de Redução de Emissões (tCERs) para o projeto de reflorestamento da Plantar, fazendo deste caso o primeiro no mundo. Projetos de Reflorestamento no MDL somente podem emitir créditos por cada período de compromisso. Assim, diversos projetos estão esperando o final do primeiro período (2012) para aumentarem o número de créditos emitidos. Até o momento, esse é o primeiro projeto florestal no mundo a emitir esses tipos de créditos.
Os créditos emitidos são temporários e as regras da ONU exigem que os certificados sejam reavaliados a cada cinco anos para garantir que o estoque florestal plantado permaneça.
(Fonte: Amda)
Publicada lista de 10 produtos químicos suspeitos de causar autismo
Químicos tóxicos suspeitos
Um grupo internacional de cientistas divulgou hoje um manifesto pedindo mais pesquisas para identificar as possíveis causas ambientais do autismo e outras desordens do desenvolvimento neurológico em crianças.
O documento também apresenta uma lista de 10 produtos químicos suspeitos, aqueles que são considerados altamente susceptíveis de contribuir para essas condições.
O documento foi publicado juntamente com quatro artigos científicos - cada um sugerindo uma ligação entre produtos químicos tóxicos e autismo - na revista científica Environmental Health Perspectives
Causas ambientais das desordens neurológicas
A Academia Nacional de Ciências dos EUA afirma que 3% de todos os transtornos neurocomportamentais em crianças, incluindo o transtorno do espectro do autismo (ASD) e déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), são causados por substâncias tóxicas no meio ambiente, e que outros 25% são causados por interações entre fatores ambientais e genéticos.
Mas as causas ambientais e seus mecanismos de ação no organismo ainda não são conhecidos.
Os pesquisadores elaboraram uma lista de 10 produtos químicos encontrados em produtos de consumo que são suspeitos de contribuir para a deficiência do autismo e de aprendizagem, de forma a orientar uma estratégia de pesquisas para descobrir causas ambientais potencialmente evitáveis.
Produtos químicos suspeitos
Os dez produtos químicos são:
Chumbo
Metilmercúrio
PCBs - Bifenilas Policloradas
Inseticidas ou pesticidas organofosforados
Inseticidas ou pesticidas organoclorados
Desreguladores endócrinos
Gases do escapamento de automóveis
Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos
Antichamas bromados
Compostos perfluorados
O primeiro dos quatro artigos, escrito por uma equipe da Universidade de Wisconsin, encontrou indícios que ligam fumar durante a gravidez com a desordem de Asperger e outras formas de autismo de alto grau.
Dois artigos, escritos por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis, mostram que os PCBs (bifenilas policloradas) atrapalham as primeiras etapas do desenvolvimento cerebral.
O último artigo, da mesma universidade, sugere uma ligação entre a exposição a pesticidas e o autismo.
http://www.diariodasaude.com.br
Brasil precisa erradicar 2.906 lixões até 2014, afirma estudo do Ipea
Comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira (25) sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) aponta que o Brasil ainda tem 2.906 lixões distribuídos por 2.810 municípios que precisam ser erradicados até 2014, segundo a lei publicada em 2010.
Entre as prioridades do PNRS estão a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, acoplada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões até o fim de 2014, com a implantação de aterros sanitários.
Para técnicos do instituto, o prazo é apertado e será difícil cumprir a meta nos próximos dois anos sem que haja a criação de políticas públicas que incentivem mais a reciclagem nas cidades e a coleta seletiva na área urbana.
Segundo o documento do Ipea, a região Nordeste abriga o maior número de municípios com lixões: são 1.598, o equivalente a 89% do total de cidades da região.
Para o Ipea, a criação de consórcios públicos para gestão de resíduos sólidos, que agrupariam pequenas cidades com poucos recursos financeiros, poderia ser uma forma de resolver esta questão.
Atendimento – Segundo o comunicado, a coleta regular de resíduos sólidos alcançava em 2009 quase 90% dos domicílios, sendo que na área urbana o atendimento supera 98% das moradias.
Entretanto, na zona rural, 67% das casas não recebe visitas periódicas de caminhões recolhendo o lixo.
Sobre a coleta seletiva de materiais reciclados, o Ipea afirma que 2008 o número de cidades com programas de coleta seletiva passou a ser 994 – ou seja, apenas 18% dos municípios brasileiros. A maioria está localizada no Sul e Sudeste do país.
“A coleta seletiva ainda é incipiente e está concentrada nas regiões ricas”, disse Jorge Hargrave, técnico de Planejamento e Pesquisa do instituto.
Desperdício – O comunicado afirma que muita matéria orgânica tem sido desperdiçada ao encaminhá-la diretamente aos aterros e lixões, já que poderiam passar por tratamento para gerar energia elétrica. Das 94,3 mil toneladas de lixo orgânico recolhidas diariamente no país, somente 1,6% (1.509 toneladas) são encaminhadas para reaproveitamento.
De acordo com o documento, “esta forma de destinação gera despesas que poderiam ser evitadas caso a matéria orgânica fosse separada na fonte e encaminhada para um tratamento específico, como a compostagem”.
No setor agrosilvopastoril (agricultura, silvicultura e pecuária), o Ipea afirma que, anualmente, são geradas 291 milhões de toneladas de resíduos sólidos nas agroindústrias que podem ser melhor aproveitados na produção de fertilizantes naturais ou para geração de energia elétrica.
O estudo do Ipea diz, por exemplo, que se todos os resíduos secos da produção de cana no Brasil fossem encaminhados para geração de energia, a potência instalada seria de 16,6 GW (mais que a potência da usina de Itaipu, com 14 GW).
“Mas para isso, são necessários incentivos do governo. Além disso, esse aproveitamento energético diminuiria o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera”, afirma Regina Sambuichi, do Ipea.
(Fonte: Globo Natureza)
Mudança climática leva mosquito da dengue ao norte da Europa
O clima no noroeste da Europa e nos Bálcãs se tornou propício para abrigar o mosquito-tigre asiático, uma espécie disseminadora de doenças, como a febre do Nilo e a dengue, entre outras, alertaram cientistas nesta quarta-feira (25). O alerta foi emitido por pesquisadores da Universidade de Liverpool, noroeste da Inglaterra, para os quais as duas regiões têm registrado, progressivamente, invernos mais amenos e verões mais quentes.
Estas condições de temperatura favorecem o mosquito, que chegou à Albânia em 1979 e agora está presente em mais de 15 países do sul da Europa. “Ao longo das últimas duas décadas, as condições climáticas se tornaram mais propícias na parte central do noroeste da Europa – Benelux e oeste da Alemanha – e nos Bálcãs”, afirmaram os estudiosos.
Segundo eles, ao mesmo tempo, condições mais secas no sul da Espanha tornaram a região menos aprazível para o inseto. O mosquito-tigre asiático (Aedes albopictus), nativo de regiões tropicais e subtropicais, pode transmitir vírus que causam febre do Nilo, febre amarela, dengue, encefalopatite de Saint Louis e a encefalopatia japonesa, entre outras doenças.
Em 2005 e 2006, provocou uma epidemia de febre do Chikungunya, uma doença que ataca as articulações, na Ilha Reunião, território francês no Oceano Índico.
Um ano depois, provocou um surto da doença na província italiana de Ravena. Em 2010, foi apontado como o transmissor do vírus da dengue na França e na Croácia.
Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), em dezembro do ano passado, o mosquito estava presente em mais de 15 países da região, do sul da Espanha a algumas regiões de Grécia e Turquia.
Em artigo publicado no jornal da Royal Society Interface, os cientistas de Liverpool reportaram ter observado os registros climáticos europeus entre 1950-2009 e empregado um modelo de computador amplamente utilizado para simular tendências climáticas para 2030-2050.
“Tendências similares são prováveis no futuro, com um risco aumentado simulado no norte da Europa e levemente reduzido no sul da Europa”, destacou o estudo. “Estas mudanças de distribuição se relacionam com condições climáticas mais úmidas e quentes”, acrescentou.
O artigo alerta que o clima sozinho não significa que a espécie vá se disseminar ali. Também aponta que o estudo não considerou a vegetação ou tipos de solo que determinam se o mosquito será capaz de procriar. Além disso, ondas de frio e calor também podem ajudar a limitar a sobrevivência do mosquito, e estes fatores tampouco foram incluídos na pesquisa.
Em meados dos anos 1960, o mosquito-tigre asiático estava limitado a algumas partes de Ásia, Índia e um punhado de ilhas do Pacífico. Desde então, se disseminou pelas Américas do Norte e do Sul, Caribe, África e Oriente Médio, bem como pela Europa, sobretudo viajando de carona em produtos importados.
(Fonte: Portal Terra)
Cientistas descobrem vírus da família do sarampo em morcegos
Morcego é hospedeiro de 66 novas espécies de paramixovírus, grupo viral que causa o sarampo e a caxumba
Cientistas que estudam morcegos encontraram dezenas de novos membros de uma família viral relacionada com doenças que afetam os humanos, e alertou para uma possível exposição, uma vez que os mamíferos cada vez mais perdem espaço nas florestas, sendo empurrados para as cidades.
Sessenta e seis novas espécies de paramixovírus, grupo viral que causa o sarampo e a caxumba e está por trás de três doenças que afetam o gado, tem o morcego como hospedeiro natural, afirmaram.
No entanto, desconhece-se se quaisquer dos vírus recém-descobertos representam uma ameaça ou sequer são transmitidos aos humanos, mas os especialistas pedem cautela.
O virologista Christian Drosten, da Universidade de Bonn, na Alemanha, e uma equipe de cientistas internacionais usaram modelagem matemática para rastrear a raiz dos paramixovírus entre animais selvagens.
Eles encontraram “a maior probabilidade” de que os morcegos sejam os hospedeiros originais e ancestrais, um reservatório onde estes vírus hibernam, disse Drosten a respeito das descobertas publicadas na revista Nature Communications.
A pesquisa descobriu 66 novas espécies que podem ser somadas ao clã do paramixovírus.
“O espectro genético dobrou”, disse Drosten. “Agora conhecemos a fonte, o ponto de onde vieram os vírus”, acrescentou.
Segundo o cientista, as descobertas têm implicações importantes para rastrear surtos de doença ou para campanhas de vacinação.
“Se você quer investigar quando o próximo vírus de pandemia (irá surgir), como ele vai se parecer, você precisa olhar no reservatório, na fonte dos vírus”, afirmou.
O estudo descobriu, ainda, “um espectro muito amplo e uma diversidade” de vírus relacionados com o patógeno que causa a peste bovina, uma doença fatal para o gado declarada erradicada no ano passado, disse Drosten.
Os mortais vírus Hendra e Nipah, que são transmitidos a animais de criação e, então, aos humanos, também fazem parte desta família e podem ter se originado na África.
Drosten explicou que as pessoas têm cada vez mais contato com morcegos e que os hábitats dos animais estão se esgotando, especialmente na África, e que por este motivo eles entram em áreas urbanas.
(Fonte: Portal iG)
Governo faz campanha de vacinação antigripe entre 5 e 25 de maio
O governo federal lançou nesta terça-feira (24) a 14ª edição da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe, que ocorrerá entre 5 e 25 de maio nos postos de saúde de todo o país, além de postos móveis que serão instalados para a campanha.
A meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% de 30,1 milhões de pessoas consideradas dentro da população vulnerável à manifestação grave da gripe.
Além de idosos, indígenas, crianças com idade entre 6 meses e dois anos, gestantes e profissionais de saúde, que formavam o público-alvo da campanha no ano passado, o governo também prevê vacinar 500 mil detentos do sistema prisional.
“A vacina visa a proteger os grupos mais vulneráveis para reduzir casos graves e óbitos”, disse o Secretário de Vigiância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo o Ministério da Saúde, foram investidos R$ 260,3 milhões na aquisição de 33,9 milhões de doses de vacina contra gripe. Outros R$ 24,7 miilhões foram repassados a estados e municípios para custear, por exemplo, a infaestrutura das campanhas e e o deslocamento de equipes para vacinação.
Em 2011, 25,2 milhões de pessoas foram vacinadas durante a campanha de vacinação. O número equivale a 84% dos 29,9 milhões de pessoas consideradas público-alvo da campanha do ano passado. Este ano, a vacina protege contra três tipos do vírus Influenza – H1N1, H3N2 e influenza B.
“É uma vacina diferente das outras, feita exclusivamente para uso em campanha com base nos tipos de gripe de maior transmissão no ano anterior”, disse Barbosa.
H1N1 – Em 2011, o Ministério da Saúde registrou redução de 64,1% no número de mortes (53) causadas pelo agravamento da gripe do tipo H1N1 na comparação com o ano anterior, quando 148 pessoas morreram. Já o s casos graves notificados diminuíram de 9.383 para 5.230, o que equivale a uma queda de 44%.
“A gripe H1N1 não é mais considerada pandêmica pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas é um tipo de vírus que ainda circula. Se a população se proteger ao se vacinar e se os profissionais de saúde prescreverem corretamente a população, nós podemos reduzir cada vez mais os óbitos nesses casos”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Prevenção – O Ministério da Saúde recomenda como medida de prevenção para evitar a gripe que se mantenham cuidados básicos de higiene. Entre eles está a lavagem frequente das mãos com água e sabão.
O Ministério também sugere que se evite tocar olhos, boca e nariz depois de contato com superfície e que não se compartilhe objetos de uso pessoal. Ao tossir ou espirrar, a boca e o nariz devem ser cobertos com um lenço.
(Fonte: Felipe Néri/ G1)
“IPCC da biodiversidade” tem criação aprovada
A Plataforma Intergovernamental para Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês) teve sua criação aprovada no sábado (21), na Cidade do Panamá, depois de vários anos de intensas discussões internacionais.
O IPBES é um painel intergovernamental que terá a função de fazer com que o conhecimento científico acumulado sobre biodiversidade seja sistematizado para dar subsídios a decisões políticas em nível internacional. A cidade de Bonn (Alemanha) foi escolhida para sediar o secretariado do IPBES.
O novo órgão teve sua implantação definida em junho de 2010 em uma reunião em Busan (Coreia do Sul) e sua criação foi ratificada em outubro de 2010, durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP10), realizada em Nagoia (Japão) e posteriormente referendada na Reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em outubro de 2011, a primeira sessão plenária IPBES foi realizada em Nairóbi (Quênia), na sede do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
De acordo com o coordenador do encontro no Panamá, Robert Watson, que é conselheiro científico do Departamento para o Meio Ambiente, Alimentos e Negócios Rurais do Reino Unido, embora várias organizações e iniciativas contribuam para melhorar o diálogo entre gestores e comunidade científica no campo da biodiversidade, o IPBES se estabelecerá como uma nova plataforma, reconhecida tanto por cientistas como por gestores, a fim de enfrentar as lacunas existentes e fortalecer a interface entre ciência e poder público em relação aos serviços ecológicos.
“Hoje, a biodiversidade venceu. Mais de 90 governos estabeleceram com sucesso a interface entre a ciência e a política pública para todos os países. A biodiversidade e os serviços ecológicos são essenciais para o bem-estar da humanidade. Essa plataforma irá gerar conhecimento e nos dará capacidade de protegê-los para as gerações futuras”, afirmou Watson.
A plataforma foi aprovada por 91 países que participaram da reunião. Apenas Bolívia, Egito e Venezuela deixaram de assinar o acordo. Segundo Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a criação do IPBES algumas semanas antes da Conferência Rio+20 é um forte sinal de que há um progresso significativo no que diz respeito à conservação da biodiversidade.
“Espero que esse órgão permita que a biodiversidade seja levada em conta nas estratégias de desenvolvimento sustentável, assim como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o IPCC, tem feito nos últimos 20 anos em relação às alterações do clima. A perda de biodiversidade é um indicador importante das mudanças que estão afetando o planeta”, afirmou.
Segundo o documento assinado no Panamá, as funções centrais do IPBES consistirão em: identificar e priorizar informação científica necessária para as políticas públicas e para catalisar esforços na geração de novo conhecimento; realizar avaliações regulares do conhecimento sobre a biodiversidade e os serviços ecológicos e suas interligações; apoiar a formulação e a implementação de políticas ao identificar ferramentas e metodologias relevantes; e priorizar a capacitação para o aprimoramento da interface entre ciência e política e fornecer financiamento e apoio para as necessidades de alta prioridade ligadas a suas atividades imediatas.
(Fonte: Agência Fapesp)
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Ambientalistas festejam Dia da Terra com protesto contra alterações no Código Florestal e construção de Belo Monte
Rio de Janeiro – Um grupo de ambientalistas promoveu no fim da manhã de hoje (22), no Rio de Janeiro, um ato simbólico para marcar o Dia da Terra. Eles estenderam faixas e cartazes na areia da Praia de Copacabana em protesto contra a proposta de alteração do Código Florestal Brasileiro e a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.
Organizada pelo Comitê Fluminense pelas Florestas, com apoio do Grupo de Trabalho do Rio de Janeiro de Mobilização para a Cúpula dos Povos (GT Rio) e da organização não governamental (ONG) Greenpeace, a manifestação seria uma passeata pela orla de Copacabana. Mas, por causa da chuva que atinge a capital fluminense neste domingo, no entanto, o grupo decidiu transferir o protesto para a área em frente ao Hotel Copacabana Palace e marcar um novo dia para promover a Marcha pelo Meio Ambiente. A data da marcha ainda será definida.
Para uma das organizadoras do movimento, Elzimar Gomes da Silva, apesar de a chuva ter atrapalhado os planos iniciais do grupo, o protesto foi importante para alertar os cidadãos sobre essas questões. “Precisamos continuar a luta para mobilizar a população e mostrar que queremos um Código Florestal melhor, que respeite o campo. As manobras políticas e a maneira como o meio ambiente está sendo desconsiderado são questões relevantes. Do jeito que está, o código autoriza a ocupação em manguezal, em topo de morro e várias outras questões que são prejudiciais ao meio ambiente”, explicou.
A coordenadora do grupo de voluntários do Greenpeace no Rio, Vânia Stolze, que também participou do protesto, criticou a decisão do relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), de retirar do texto aprovado pelo Senado o Artigo 62, referente às áreas de preservação permanente (APPs) às margens de rios, que, segundo o deputado, trata-se de um assunto que deve ser abordado em outro momento, por meio de projeto de lei ou medida provisória.
“É escandaloso ter a margem dos rios desprotegida. O Brasil precisa da sua água, toda a nossa geração de energia é feita praticamente a partir de hidrelétricas. As alterações propostas no relatório geram um retrocesso muito grande”, opinou. Vânia Stolze disse ainda que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte é “muito preocupante” pelo impacto ambiental “sem medida” que gera.
“A energia elétrica que será gerada não vai favorecer o Sudeste, que é quem mais precisa no país, mas as siderúrgicas que estão instaladas lá perto. Além disso, há questões como o desvio do Rio Xingu e a retirada de um enorme volume de terra para a sua construção, que vão gerar desmatamentos e outras consequências sobre as quais nem temos noção”.
Vânia lamentou ainda que o Brasil não tenha resolvido essas questões antes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. “Os ambientalistas estão muito desanimados porque, com a realização da conferência, o mundo todo vira os olhos para cá. O país pode se desenvolver, mas sem agredir tanto o meio ambiente”, disse.
Também foram programados protestos em outras cidades do país. Em Brasília, a organização não governamental ambientalista WWF programou um voo do balão da ONG na Esplanada dos Ministérios, no coração da capital do país. O balão é famoso por estampar um urso-panda, logomarca da WWF. A esplanada concentra a programação do aniversário de 52 anos de Brasília.
* Edição: Lana Cristina
** Publicado originalmente na Agência Brasil.
(Agência Brasil)
7 coisas que nunca deveriam ter sido inventadas
1. Plástico
Imagine uma área enorme, no meio do oceano Pacífico, que pode ser duas vezes o tamanho do território dos Estados Unidos. Não se trata de uma ilha, mas de uma imensa “sopa de lixo” chamada de “Grande Porção de Lixo do Pacífico”. Segundo o jornal britânico The Independent, nada menos do que 100 milhões de toneladas de lixo podem estar boiando nessa região, sendo que a esmagadora maioria é composta por plástico.
O plástico constitui 90% de todo o lixo que boia nos oceanos do mundo. Seu inventor, Alexander Parques, criou o material indestrutível para substituir uma dezena de outros, mas não considerou seus malefícios: câncer, resíduos tóxicos contaminando o ambiente e uma quantidade gigantesca de lixo jogada no mar.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pois nenhum processo natural consegue eliminá-lo. Especialistas apontam que a durabilidade que torna o plástico tão útil às pessoas é também o que o torna tão prejudicial à natureza.
2. Armas de destruição em massa
A Chama da Paz fica localizada em um monumento dentro do Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, no Japão. Ela é uma chama “de verdade” que fica acesa o tempo todo e que permanecerá assim até que “a ameaça de aniquilação nuclear deixe o planeta”.
Hiroshima foi devastada em 1945 por um ataque nuclear que matou entre 70 e 80 mil pessoas instantaneamente, além de milhares de outras nos anos seguintes — devido aos efeitos da radiação. Nagasaki, outra cidade japonesa vítima de bomba nuclear, perdeu aproximadamente 80 mil habitantes. Em ambas as localidades, a esmagadora maioria de mortos era civil.
O uso das armas de destruição em massa foi classificado como bárbaro, visto que mais de 150 mil pessoas foram mortas em Hiroshima e Nagasaki, e as áreas atingidas eram altamente povoadas por civis. Nos dias anteriores ao lançamento das bombas, vários cientistas americanos tentavam convencer as autoridades que o poder destrutivo da bomba poderia ser demonstrado sem causar mortes. Em vão.
3. Junk Food
O junk food – literalmente traduzido como “comida-lixo” – é praticamente sinônimo de fast food, mas vai além do que é oferecido nas cadeias de comida-rápida. Esse tipo de alimento contém altos níveis de gordura saturada, sal e açúcar, além de diversos aditivos alimentares. Ao mesmo tempo, ele é carente de proteínas, vitaminas e fibras dietéticas.
O produto popularizou-se entre os fabricantes por ser relativamente barato de produzir. Também é popular entre os consumidores de todo mundo porque é fácil de encontrar e requer um mínimo ou nenhum preparo antes do consumo — que é associado à obesidade, a doenças coronarianas, diabetes tipo 2, hipertensão e cáries.
Hambúrgueres, pizzas, salgadinhos e doces são exemplos clássicos de junk foods. Mas para a Agência de Normas Alimentares do Reino Unido, qualquer alimento rico em gordura, sal ou açúcar pode ser considerado como pertencente a essa categoria.
4. SPAM
O SPAM é um pesadelo que povoa nossas contas de email. Estima-se que 90% das mensagens que chegam a nossas caixas de entrada são SPAMs. Esse tipo de email é usado para os piores fins, como boatos (hoaxes), correntes (chain letters), propagandas indesejadas, golpes (scam), estelionato (phishing) e infestação por programas maliciosos (vírus, worms e cavalos de troia).
O SPAM surgiu na época em que internet ainda era conhecida como ARPANet (que interligava apenas as bases militares e departamentos de pesquisa do governo americano). Na época, a questão não foi considerada por todos como sendo de relevante importância.
Os responsáveis pela ARPANet acreditavam que as consequências de tal comportamento eram pequenas e não justificavam a criação de um sistema de controle. Como todos nós sabemos, foi um terrível engano. Hoje, o SPAM é considerado um dos maiores problemas da internet.
5. Cigarros
A maioria das pessoas conhece os malefícios do cigarro. Mesmo assim, uma grande parcela da sociedade ainda fuma. O custo social do tabagismo para o governo é gigantesco: o Sistema Único de Saúde (SUS) é obrigado a arcar com o ônus das doenças provocadas pelo uso do cigarro.
É por isso que o Estado realiza uma campanha muito forte contra o fumo: impostos mais elevados para os fabricantes de cigarros, proibição do fumo em determinados locais e criação de peças publicitárias condenando o seu uso são algumas das medidas tomadas.
A fumaça do cigarro é extremamente danosa tanto para quem fuma quanto para quem fica perto de um fumante. Ela prejudica a circulação entre o coração e o pulmão, causa inúmeros danos aos dois órgãos, como infarto e câncer, e diminui a oxigenação dos tecidos.
6. CFC
Os clorofluorcarbonos (CFCs) são compostos químicos utilizados em unidades de refrigeração e aerossóis. Eles devastam o meio ambiente, pois se combinam com o ozônio atmosférico, neutralizando o composto molecular e enfraquecendo a camada de ozônio – uma importante barreira ambiental que protege a superfície terrestre da radiação ultravioleta do sol.
Embora a regulamentação tenha aumentado desde a década de 1970 e seu uso tenha diminuído, o CFC pode permanecer na atmosfera por quase um século, tornando-se um erro de longa duração.
7. Microsoft Bob
Lembra-se do Clippy? O odiado assistente do Office era um recurso presente nas versões 97 e 2003 do programa e foi muito criticado por ser intrusivo e irritante. Se o pequeno clipe já foi um incômodo apenas dentro do Office, imagine em um sistema operacional inteiro, auxiliando você em todas as suas tarefas no PC, como acessar a internet, ouvir música ou ver um vídeo. Este era o Microsoft Bob.
A interface gráfica foi projetada para ser uma versão mais facilitada do Windows 95. Bob considerava o seu computador como uma casa, e você(sem) como um convidado. Desenhos animados guiavam as pessoas na realização de tarefas simples. O software era caro e não conseguiu competir com o Macintosh, da Apple, considerado muito mais amigável.
O Microsoft Bob é considerado o maior fracasso da história da empresa, mas deixou um legado permanente para o mundo: a fonte Comic Sans, considerada por muitos como a pior fonte de todos os tempos. Ela foi criada exclusivamente para o Bob.
Tec Mundo
http://www.paraiba.com.br
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