sexta-feira, 27 de abril de 2012
Lixo eletrônico vira instrumento de defesa do meio ambiente
Sucatas e entulhos de computadores velhos estão sendo retirados do lixo para um trabalho pioneiro, realizado por professores e alunos do curso de Robótica, do campus do Instituto Federal de Educação de Alagoas (Ifal), na cidade de Palmeira dos Índios.
O grupo, formado também por 25 alunos de escolas públicas, aprendeu a recolher e reciclar o lixo para montagem e construção de robôs ecológicos.
O projeto começou no final de 2011, sob a coordenação dos professores Emerson Lima e Leonardo Medeiros.
As atividades fazem parte de um projeto aprovado pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e têm como tema: “Robótica como Ferramenta Educativa e Inclusiva para a Comunidade de Palmeira de Fora”.
A iniciativa ainda conta com a participação dos alunos Marília de Oliveira Belo e Hugo Telis, que ministram aulas como monitores nas dependências do campus.
O professor Emerson Lima foi, inclusive, homenageado com a Comenda Científica Doutor Samuel Cunha Filho, oferecida pelo Núcleo Tecnológico do Agreste, pelos trabalhos em favor da ciência e tecnologia com Robótica no Instituto Federal de Alagoas.
A homenagem ocorreu em abril do ano passado. A comenda é um reconhecimento do Núcleo Tecnológico a Samuel Cunha Filho, cientista pernambucano falecido em 2007 e que, dentre outras atividades, trabalhou para a Nasa, participando de projetos como o da Apollo 11, missão do homem na Lua, e Apollo 13.
A comenda é entregue de quatro em quatro anos pela cientista brasileira na Nasa, doutora Rosaly Lopes, do Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, nos Estados Unidos.
Rosaly é a única brasileira a conquistar, até o ano de 2005, a conceituada “Medalha Carl Sagan”, da prestigiada Sociedade Astronômica Americana.
Inclusão tecnológica
De acordo com o professor Emerson Lima, o projeto adotado em Palmeira dos Índios é voltado para alunos do 9º ano de escolas públicas da região.
Ele revelou que o curso de Robótica inclui a entrega de um kit com blusa e uma pasta com material escolar com bloco de anotações, lápis, caneta e borracha.
Grupo de estudantes de escolas públicas que participam do curso de robótica
O professor-cientista Emerson Lima, que é especialista em construir robôs ecológicos, feitos com sucatas de material de informática, diz que os alunos aprendem conceitos de informática básica, iniciação à Robótica, programação virtual de robôs, além de montagem e programação em robôs utilizando kits educativos.
“A robótica educativa promoverá um ambiente de aprendizagem onde os alunos poderão desenvolver a criatividade, o raciocínio e o conhecimento em diferentes áreas”, explica.
Entusiasmo
No início das aulas, os alunos estavam bastante entusiasmados com a oportunidade proporcionada pelo curso.
A jovem Iolanda Araújo, aluna do Colégio Almeida Cavalcanti, não esconde a satisfação e afirma que pretende fazer o curso de eletrotécnica. “Com essa oportunidade, vou buscar um melhor aprendizado e conhecer mais os elementos da robótica”, declara a estudante.
Por outro lado, o aluno Ruan Santos salienta que gosta de tecnologia e quer aprender algo que ele não vê na escola.
A primeira etapa do projeto foi encerrada em outubro. A ideia é repetir o mesmo processo com outros alunos e tentar formar um grupo para participar de eventos pelo país afora e até no exterior.
O grupo de Robótica é coordenado pelo professor Emerson Lima desde 2009, com a colaboração do professor Rodrigo Mero.
Fazem e já fizeram parte do grupo, alunos dos cursos técnicos em informática, edificações, eletrotécnica e tecnológico em sistemas elétricos, num total de dez alunos.
Atualmente, o grupo desenvolve três projetos de pesquisa envolvendo robótica, educação, prototipagem e educação física, além de um projeto de extensão com a comunidade de Palmeira de Fora.
Professor Emerson Lima e a equipe que participa dos projetos de robótica
Professores e alunos receberam o convite e participaram da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, com destaque nacional em reportagens do Jornal Hoje, Jornal da Record e TV Escola, tendo recebido o prêmio de Inovação Tecnológica da Empresa National Instruments, e sendo convidados a participar da Tenda Inovação durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, organizada pelo MCT no Rio de Janeiro.
Após conquistar o cenário brasileiro, com as criações elaboradas pelos alunos sobre lixo tecnológico, agora eles vão mais além.
Em agosto do ano passado, uma equipe do Ifal em Palmeira dos Índios participou do mais importante fórum juvenil científico do mundo, realizado anualmente em Londres, na Inglaterra.
O convite foi feito após a participação dos alunos na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em São Paulo.
Robô ensina a reciclar lixo
Os responsáveis pelo projeto, intitulado "Reciclabot - um robô que ensina a reciclar lixo", João Neto, Marília Belo e Emanuel Araújo, tiveram a oportunidade de visitar museus científicos, indústrias, laboratórios e participar de palestras e conferências durante 15 dias de evento, organizado pelo London International Youth Science Forum (LYSF).
O LYSF é o mais importante fórum juvenil científico do mundo, sendo organizado pelo Imperial College London, em parceria com o British Council e outras instituições.
O Imperial College London, fundado em 1907, é considerada a terceira melhor universidade da Europa.
O evento, elaborado desde 1959, reúne jovens cientista de mais de 50 países, em um encontro que envolve palestras, conferências, apresentação de trabalhos, demonstrações científicas e visitas a laboratórios, indústrias e museus científicos.
“Participar de um evento desta magnitude é de grande importância para todos nós. Primeiramente para alunos que estão a um passo da universidade, além do contato com grandes cientistas do mundo, proporcionando uma aquisição de conhecimento e experiência sem igual”, comemora o professor Emerson Lima.
A repercussão da participação do trio em um evento de grande porte já ecoa por todo o Nordeste. A troca de experiências despertou no alunado a vontade de dedicar-se ao estudo de pesquisa e extensão.
“Isso traz mais jovens para o caminho da educação e mostra à sociedade que também se desenvolvem projetos de qualidade no interior de um estado pequeno como Alagoas. Assim, também esperamos que Instituto, Município e Estado possam, cada vez mais, se tornar parceiros de atividades que valorizam o espírito científico e a consciência ecológica e de defesa do meio ambiente nas pessoas”, completa Lima, revelando que são jogados na natureza mais de 20 milhões de toneladas de detritos, citando ele uma reportagem da revista Business Week.
Acúmulo de lixo eletrônico tende a aumentar com redução da vida útil dos equipamentos
Esse acúmulo tende a aumentar nos próximos anos. Segundo dados do Greenpeace, em 1997, a vida útil de um computador pessoal era de seis anos. Em 2005, passou para dois anos. O tempo diminui devido à corrida tecnológica, oferecendo riscos ao meio ambiente e às pessoas, uma vez que existem peças com substâncias tóxicas, como chumbo, níquel, arsênico e mercúrio, que ameaçam a água, o solo e o ar.
Para este ano, o grupo está desenvolvendo vários projetos novos, dentre os quais um robô palestrante, utilizado para ensino de programação de computadores e um sistema automatizado para avaliação de atletas de karatê.
O projeto “Reciclabot - um robô que ensina a reciclar o lixo" -, desenvolvido pelo Grupo de Robótica do Ifal do campus de Palmeira dos Índios, foi convidado para participação no evento pela Rede POC (Programa de Olimpíadas do Conhecimento) em função do rigor científico apresentado e pelo impacto social, por conta da defesa do meio ambiente e da promoção da consciência ambiental gerada nas pessoas que vivem na sociedade.
http://www.tribunahoje.com
2012: o Ano da Energia Sustentável
Energia eólica cresce no Brasil impulsionada pela crise internacional.
As Nações Unidas elegeu 2012 o Ano da Energia Sustentável Para Todos. No Brasil, a bola da vez é a energia eólica, que desde 2010 vem ampliando seu peso na matriz energética graças em boa parte ao investimento de grupos estrangeiros que aportaram no país após a crise na Europa e nos EUA. A meta do Governo Federal é mais do que duplicar a participação desse tipo de fonte dos atuais 1,1% para 2,3% até o fim do ano. Parece pouco, mas é um grande avanço pela rapidez da evolução. A energia eólica começou a ser utilizada no país em 2004, e a perspectiva do Ministério de Minas e Energia é que até 2020 ela responda por 6,7% do total produzido.
Para o engenheiro mecânico Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica e presidente da Eólica Tecnologia, a perspectiva do governo ainda é tímida. Ele acredita que até 2020, a energia eólica possa representar 10% da matriz: “A energia eólica é hoje a fonte mais barata no Brasil. Não tem sentido a contratação de outra mais cara, o que geraria ônus para a população, por isso a tendência é a contratação desse tipo de fonte limpa”.
Feitosa ressalta que uma conjunção de fatores naturais e econômicos tem estimulado o crescimento da participação da energia eólica no Brasil. O país, lembra ele, tem excelentes jazidas de vento e complementaridade entre o regime de vento e de água: os meses de secas nos rios são os que têm os melhores ventos. “Esses dois fatores são presentes divinos que nós tivemos”, ressalta.
As jazidas de vento, de acordo com Feitosa, estão concentradas basicamente em cerca de 70% nos estados do Nordeste e 30% no Sul. Mas, como o sistema brasileiro é integrado, uma central eólica contribui para a geração de energia para todo o país. A chefe do Laboratório de Energia Eólica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Mila Avelino, explica que a implantação dos parques eólicos apresenta vantagens com relação à distribuição de energia: “A região costeira, além da vantagem de estar mais próxima dos centros de consumo e dos fornecedores de equipamentos, é favorecida, em termos de logística de distribuição de energia, pela infraestrutura disponível”.
Além da contribuição da natureza, a economia também deu uma força para que o Brasil passasse a investir mais na energia eólica: câmbio favorável, incentivos fiscais e a crise internacional foram fatores que ajudaram a estimular o mercado de energias renováveis, que há dez anos buscava decolar no país.
“Todo mundo falava que energia eólica era cara. Com a crise financeira no exterior, os custos de equipamentos diminuíram muito, principalmente o de turbinas eólicas. Assim, foi possível fazer com que a energia eólica competisse com todas as outras matrizes em termos de custo de geração de energia. E sem qualquer subsídio. Até mesmo em nível mundial, o preço da energia eólica no Brasil é o menor do planeta: cerca de R$ 100 por megawatts/hora (MWh)”, ressalta Feitosa.
Atualmente, existem cerca de 5.300 MW (megawatts) em projetos eólicos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mila acredita que a instalação, nos próximos anos, de cerca de 7 GW (gigawatts) de potência nova já contratada, aumente ainda mais o interesse de fabricantes e representantes de empresas estrangeiras especializadas em energia eólica em investir no Brasil: “Em uma década, temos potencial para virmos a ser o principal mercado de energia eólica da América Latina, com cerca de 30 GW de capacidade instalada”.
No início do mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 389 milhões para a construção de cinco parques eólicos na região Nordeste: quatro no Rio Grande do Norte e um na Bahia. Os projetos foram vencedores do Leilão de Fontes Alternativas de 2010 e integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o BNDES, os investimentos do país em energia eólica atingiram, no ano passado, R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões de financiamentos do banco.
A exigência do BNDES, para aprovar um financiamento, de que 60% dos materiais sejam fabricados no Brasil forçou empresas estrangeiras fabricantes de turbinas eólicas a instalarem indústrias no país, o que têm promovido também um desenvolvimento industrial e tecnológico.
“Os países que mais fazem promoção de energia limpa são os mais poluentes. Na Alemanha, por exemplo, 60% da matriz é carvão, já na Espanha 65% são combustíveis fosseis. Existiu na ultima década muita propaganda, mas todos têm uma matriz muito suja. O único país altamente limpo era, foi e será o Brasil”, aposta Feitosa.
* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.
(Opinião e Notícia)
Primeira operação da Bolsa Verde do Rio será negociar crédito de carbono emitido durante Rio+20
Rio de Janeiro – A Bolsa Verde do Rio de Janeiro (BVRio), criada para negociar créditos de ativos ambientais, terá sua primeira operação durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a primeira transação será a negociação de créditos de carbono emitidos durante o encontro internacional, que ocorrerá em junho deste ano.
“Já está sendo feito o cálculo e a primeira operação será na Rio+20, com empresas que vão comprar ações que comprovadamente abatem a totalidade das emissões geradas pela conferência, inclusive o transporte das delegações estrangeiras e todas as atividades”, disse Minc, em evento sobre a Rio+20 na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Além de créditos sobre a emissão de gases de efeito estufa (créditos de carbono), a BVRio também negociará créditos para outros problemas ambientais, como o desmatamento e a emissão de poluição em corpos hídricos. A bolsa, criada no fim do ano passado, é uma entidade sem fins lucrativos que funcionará com o apoio da prefeitura do Rio e do governo fluminense.
“A bolsa vai permitir que setores da economia que tenham custo mais alto para a redução das emissões comprem créditos de setores que tenham custos mais baixos”, disse Minc.
O mercado de crédito de carbono foi proposto pelo Protocolo de Quioto, que previu metas de redução da emissão de gases de efeito estufa para empresas e governos. O mercado permite que empresas que não emitem ou emitem menos gases de efeito estufa coloquem à venda ações na bolsa de valores.
Cada ação corresponde a um determinado volume de gases de efeito estufa que deixou de ser emitido. Empresas que emitem muitos gases de efeito estufa podem comprar essas ações para atingir as metas propostas, como se elas próprias estivessem cortando suas emissões.
Segundo o secretário, durante a Rio+20, também será inaugurado o primeiro dos dois distritos verdes que serão criados no estado. O Distrito Verde tecnológico funcionará na Ilha de Bom Jesus, ao lado da Cidade Universitária do Rio, e terá espaço para a instalação de dez centros de pesquisas em tecnologia limpa. As duas primeiras empresas a se instalarem nesse distrito serão a L’Oreal e a GE.
O segundo Distrito Verde – industrial – só será inaugurado depois da Rio+20 e funcionará na cidade de Itaguaí, na região metropolitana do Rio. “Serão empresas também ligadas à tecnologia limpa. Nesse caso, já estão interessadas [em se instalar] uma empresa chinesa ligada à energia eólica e uma espanhola que vai fazer equipamentos para energia solar, como painéis e conversores”, disse.
* Publicado originalmente na Agência Brasil.
(Agência Brasil)
Dor de cabeça do sorvete é causada por sistema de proteção do cérebro
Dor de cabeça súbita
Cientistas apresentaram uma nova teoria para explicar a chamada "dor de cabeça do sorvete" - uma dor de cabeça súbita que ocorre quando tomamos algo muito gelado.
Até agora a principal suposição envolvia o estímulo da substância gelada sobre o nervo trigêmeo, ou trigeminal, o maior nervo do crânio.
Mas Jorge Serrador e seus colegas da Universidade Galway, na Irlanda, afirmam que a dor súbita ocorre por uma vasodilatação na artéria cerebral.
Proteção do cérebro
A explicação mais provável é que o corpo sente o frio excessivo e repentino e age imediatamente para tentar proteger o cérebro, aumentando o fluxo de sangue de forma a evitar a queda de sua temperatura.
Os pesquisadores monitoraram o cérebro dos voluntários usando um exame chamado Doppler transcraniano, conforme eles sugavam água gelada por um canudo. Depois o procedimento foi repetido com água a temperatura ambiente.
Os voluntários indicavam aos pesquisadores sempre que sentiam dor de cabeça súbita.
Os resultados mostraram que a dor de cabeça do sorvete está sempre associada com a dilatação da artéria cerebral - assim que a artéria, que fica atrás dos olhos, volta à sua dimensão normal, a dor de cabeça cessa.
Enxaqueca
Como o crânio é um espaço limitado, o aumento repentino no fluxo de sangue eleva a pressão do cérebro, causando a dor.
Os pesquisadores afirmam que o estudo fornece informações importantes para o estudo da enxaqueca e outros tipos de dores de cabeça, uma vez que podem estar ocorrendo processos similares de autodefesa do organismo.
O estudo foi apresentado neste domingo durante o congresso Experimental Biology 2012, que está acontece até quarta-feira, em San Diego, nos Estados Unidos.
http://www.diariodasaude.com.br
7º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental ocorre na Unesc
A Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) vai sediar o 7º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental, que ocorre de domingo, dia 29, a terça-feira, dia 1º de maio, na universidade. Especialistas da área ambiental, alunos, professores, bem como profissionais ligados a empresas, órgãos ambientais e ONGs (Organizações Não Governamentais) poderão participar do Simpósio. A palestra de abertura terá como tema Os desafios científicos e tecnológicos diante das mudanças climáticas globais, com o geólogo Luiz Fernando Scheibe, também professor doutor da UFSC. O evento será às 19 horas de domingo, no Auditório Ruy Hülse, na Unesc.
O evento tem o intuito de promover o intercâmbio entre os profissionais da engenharia ambiental e áreas afins, divulgar e incentivar a utilização da pesquisa para um melhor desenvolvimento e consolidação da profissão, bem como discutir iniciativas que visem à atualização da legislação, a conservação ambiental e a utilização dos recursos naturais. Para isso estão programadas palestras, mesas-redondas e minicursos, dentre outras atividades.
Confira a programação completa. Acesse: http://www.temeventos.com/viisbea/index.php/programacao
http://www.engeplus.com.br/0,,45182,7SimpiBrasileirde-Engenharia-Ambiental-re-na-Unesc-.html
domingo, 22 de abril de 2012
Dia da Terra: Porque você deve se preocupar com o mar
Hoje é o Dia da Terra, quando vários eventos pelo mundo são organizados para nos conscientizarmos sobre o meio-ambiente do nosso planeta.
Um derramamento de óleo de 1969 em Santa Barbara, CA, EUA, inspirou o senador estadunidense Gaylord Nelson a criar o Dia da Terra para ser comemorado em 22 de abril de 1970. Naquele dia 22 milhões de pessoas aderiram na primeira celebração e a cada ano mais e mais pessoas o comemoram. Hoje estima-se mais de 500 milhões de pessoas em 175 países se envolvam nas campanhas de conscientização.
No dia da Terra nós aqui do HypeScience gostaríamos paradoxalmente de dar ênfase no mar. Afinal somos um planeta azul. Temos dados sólidos de que nossos oceanos estão enfrentando mudanças que, sem a influência humana, poderiam levar milhões de anos para ocorrer:
A acidificação de nossos oceanos em 300 milhões de anos nunca esteve tão acelerada. Com isso vamos perder organismos importantes que não conseguirão se adaptar tão rápido quanto a mudança do pH das águas e isto pode causar efeitos desastrosos em todo o ecossistema. A acidificação é causada pelas nossa poluição, pois os oceanos absorvem parte do dióxido de carbono que jogamos na atmosfera.
A sobrepesca e está transformando nossos oceanos em um mar de peixinhos. Para cada tonelada de animais capturados para consumo humano com pesca industrial de arrasto 900kg são jogados novamente mortos no oceano. Portanto lembre-se que para você poder comprar um quilo de linguado na peixaria outros 9kg de animais foram desnecessarimanete mortos.
O shark finning que está acabando com os maiores e mais antigos predadores dos oceanos, os tubarões, por causa da moda chinesa de fazer sopa exclusivamente de suas barbatanas. O animal é capturado, suas barbatanas são removidas enquanto ainda está vivo e ele é jogado para definhar no fundo do mar sem a capacidade de nadar.
A imensa quantidade de lixo nos mares que envenena e mata incontáveis animais todos os dias.
Nossos mares também sofrem outras ameaças humanas e dificilmente conseguiremos matar completamente os oceanos que nos deram a vida, mas causaremos muitos estragos. Antes de aniquilarmos ao planeta e a nós mesmos como conseqüência de nossos hábitos insustentáveis devemos descobrir maneiras de coexistir ao invés de destruir.
http://hypescience.com
Aquíferos da América Latina correm risco de contaminação, diz Unesco
A América Latina está mais avançada do que outras regiões do mundo nos cuidados com suas águas subterrâneas, segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Entretanto, o órgão da ONU adverte para os riscos do aumento da população, da falta de políticas de gestão dos aquíferos, da contaminação ou da quantidade de poços sem controle.
“Nesta região estão muito mais avançados do que em outras regiões. Mas isso não quer dizer que não se tem ainda que melhorar a situação”, disse Alice Aureli, encarregada do Programa Hidrológico Internacional da Unesco.
“Na região há especialistas de altíssimo nível, mas também há situações onde ainda falta conhecimento e leis e capacidade de por em andamento o que é o desenvolvimento sustentável econômico e social de um país”, acrescentou Aureli, lembrando que cerca de 70% da água usada nas cidades é subterrânea.
“É o recurso hídrico que todos utilizamos e do qual todos dependemos”, enfatizou, defendendo a importância de conscientizar em todos os níveis sobre a necessidade de preservar os aquíferos, com uma perspectiva de longo prazo.
Governança – Aureli participa até esta sexta-feira (20), em Montevidéu, no Uruguai, da primeira consulta regional no âmbito do Projeto Governança de Águas subterrâneas, desenvolvido pela Unesco junto com o Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Associação Internacional de Hidrogeólogos (AIH) e o Banco Mundial (Bird).
A especialista avaliou que em questão de risco, o aumento da população é mais importante do que a mudança climática, mas é preciso somar também a contaminação, a falta de políticas de gestão das águas subterrâneas e a quantidade de poços, muitos sem nenhum tipo de controle.
“É um problema muito complexo porque o acesso à água não pode ser caro”, afirmou Aureli. “Se a pessoa que precisa de recursos hídricos antes de pensar em si próprio pensa em como o que está fazendo pode prejudicar seu entorno, as coisas mudariam. As leis não servem para mudar o mundo. Um usuário que queira esconder um poço o fará, sempre. (…) Quando se compreenda que se compartilha, os benefícios afinal são maiores, as coisas irão melhor, mas não estamos lá ainda, falta muito”.
A contaminação é mais difícil de detectar no caso das águas subterrâneas e também é maior o tempo para se recuperar o aquífero, se for possível fazê-lo. “O perigo é muito maior”, assegurou, destacando que “é muito difícil descontaminar um aquífero”.
Tema central de discussão na Rio+20 – Aureli destacou um exemplo bem sucedido no Chile, no qual diante do esgotamento de alguns aquíferos começou-se a trabalhar com os usuários até o nível governamental.
Mas “também é um exemplo que nos diz outra vez até que o homem não enfrente um problema, não procura um remédio. Não precisamos chegar a situações de aquíferos já comprometidos para começar a aprovar legislações ou tentar remediar o problema. Há países onde os aquíferos ainda não têm problemas mas se não os estudamos, não os gerirmos, os problemas virão dentro de 10 ou 20 anos”, alertou.
Segundo a alta funcionária da Unesco, apesar da importância das águas subterrâneas, o tema não terá destaque na conferência sobre sustentabilidade Rio+20, que será celebrada em meados do ano.
“Fala-se de ‘green economy’ (nr: economia verde), mas (…) sem uma sociedade que se comprometeu e age na defesa de valores ambientais, nunca se alcançará a economia sustentável para o futuro e para todo mundo”, acrescentou.
O encontro em Montevidéu é o primeiro de cinco que serão celebrados em Quênia, Jordânia, China e Holanda entre 2012 e 2013.
(Fonte: G1)
África tem reservas subterrâneas gigantes de água, dizem cientistas
Cientistas dizem que o continente africano, conhecido pelo clima seco, tem enormes reservas subterrâneas de água.
No mais completo mapa já feito da escala e distribuição da água existente embaixo do deserto do Saara e em outras partes da África, os especialistas dizem que esses reservatórios subterrâneos poderiam fornecer água suficiente para o consumo e agricultura em todo o continente, mas admitem que o processo de extração pode ser complexo.
O trabalho, publicado na revista científica “Environmental Research Letters”, diz ainda que muitos dos antigos aquíferos africanos foram preenchidos pela última vez 5 mil anos atrás.
Escassez – Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas na África não tenham acesso a água potável e a demanda deve aumentar consideravelmente nas próximas décadas, devido ao crescimento populacional e à necessidade de irrigação para plantações.
Rios e lagos estão sujeitos a enchentes e secas sazonais, que podem limitar a disponibilidade da água. Atualmente, apenas 5% das terras cultiváveis africanas são irrigadas.
Agora, os cientistas da British Geological Survey (BGS) e da University College London (UCL) esperam que o novo mapeamento chame atenção para o potencial dos reservatórios subterrâneos.
“As maiores reservas de água subterrâneas ficam no norte da África, em grandes bacias sedimentares, na Líbia, Argélia e Chade”, diz Helen Bonsor, da BGS. “A quantidade armazenada nessas bacias é equivalente a 75 metros de água sobre aquela área. É uma quantidade enorme”.
Estratégia – Devido a mudanças climáticas que transformaram o Saara em um deserto ao longo dos séculos, muitos dos aquíferos subterrâneos receberam água pela última vez há mais de 5 mil anos.
Os cientistas basearam suas análises em mapas de governos dos países africanos, assim como em 283 estudos de aquíferos.
Eles afirmam que muitas das nações que enfrentam escassez de água têm, na verdade, reservas consideráveis embaixo do solo.
No entanto, os pesquisadores alertam que a perfuração de poços tubulares profundos pode não ser a melhor maneira de extrair a água, já que poderiam esgotar a fonte rapidamente.
“Poços profundos não devem ser perfurados sem que haja um conhecimento detalhado das condições das reservas locais. Poços simples e bombas manuais, desenvolvidos de forma cuidadosa e nos locais certos, têm mais chance de ser bem-sucedidos”, disse à BBC Alan McDonald, principal autor do estudo.
Helen Bonsor concorda que meios de extração mais lentos podem ser mais eficientes.
“Muitos aquíferos de baixo volume estão presentes na África subsaariana. No entanto, nosso trabalho mostra que, com exploração e construção cuidadosas, há água subterrânea suficiente na África para fins de consumo e irrigação comunitária”, diz ela, acrescentando que as reservas poderiam contrabalançar os problemas causados pela mudança climática.
“Mesmo nos menores aquíferos em áreas semi-áridas, com baixíssimo índice de chuvas, as reservas subterrâneas ainda durariam algo entre 20 e 70 anos”, afirma Bonsor.
“Então, nos índices atuais de extração para consumo e irrigação em pequena escala, os reservatórios fornecem e continuarão a fornecer proteção contra as variações do clima”.
(Fonte: G1)
Brasil quer produzir células-tronco em escala comercial
Tecnologia celular
O Ministério da Saúde vai investir R$ 15 milhões em terapia celular em 2012.
A maior parte do recurso - R$ 8 milhões - será voltada para concluir a estruturação de oito Centros de Terapia Celular, que ficarão responsáveis pela produção nacional de pesquisas com células-tronco.
Atualmente, grande parte dos insumos utilizados nas pesquisas com células-tronco realizadas no Brasil é importada.
"O objetivo é incentivar a independência tecnológica do País e proporcionar autonomia produtiva e know-how numa das áreas mais inovadoras da saúde", explicou o ministro Alexandre Padilha.
Os outros R$ 7 milhões serão aplicados em editais de pesquisa abertos ainda este ano.
Pesquisas com células-tronco
Com esta ação, o governo quer buscar o uso da medicina regenerativa na recuperação de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), em tratamentos como regeneração do coração, movimento das articulações ou tratamentos da esclerose múltipla - todos "tratamentos" ainda em fase de pesquisa.
A terapia celular ainda não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro, e seu uso em pacientes só é permitido no âmbito das pesquisas clínicas.
A exceção é o uso das células-tronco derivadas da medula óssea humana, que já vêm sendo empregadas com sucesso no tratamento de pacientes com doenças hematológicas, como leucemias e anemias.
"O know-how de produção de suas próprias células-tronco, embrionárias e adultas, vai baratear as pesquisas na área e possibilitar a produção em escala para uso comercial", explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Carlos Gadelha. "A intenção é tornar esses centros aptos a subsidiar hospitais públicos e privados na recuperação de órgãos de pacientes", afirma o secretário.
Centros de Tecnologia Celular
Os oito Centros de Tecnologia Celular estão localizados em sete municípios do país: três na Universidade de São Paulo na capital paulista (USP), um na USP de Ribeirão Preto, um na Universidade do Rio Grande do Sul, um na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba, um no Instituto Nacional de Cardiologia do Rio de Janeiro e um no Hospital San Rafael, em Salvador.
Três deles já estão em atividade - o de Curitiba, o de Salvador e o de Ribeirão Preto -, com recursos do Ministério da Saúde. Os outros cinco estão em fase de construção.
O mais avançado é o da PUC-Paraná, que tem pesquisas concluídas, já produz células-tronco adultas e aguarda autorização da Anvisa para ampliar a produção para escala comercial.
Células-tronco para o coração e diabetes
O Centro já deu suporte a cinco pesquisas clínicas envolvendo 80 pacientes cardíacos.
O centro já começou a produzir célula-tronco para uso em cartilagem, os chamados condrócitos, e aguarda liberação do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para realizar pesquisas envolvendo a regeneração de articulações de joelho e do quadril.
A USP Ribeirão Preto está desenvolvendo pesquisas na área de diabetes. No Hospital San Rafael, em Salvador, os estudos são em traumatismo de medula óssea e fígado.
Redação do Diário da Saúde
Descobertos novos efeitos da aspirina
Salgueiro
Cientistas descobriram uma nova forma de atuação da aspirina no corpo humano.
Depois de digerida, a aspirina se decompõe em salicilato, um composto encontrado na casca do salgueiro, que tem sido utilizado como medicamento desde o tempo de Hipócrates.
Simon Hawley e seus colegas da Escócia, Austrália e Canadá agora descobriram que altas concentrações de salicilato ativam a enzima AMPK.
Aspirina e diabetes
A enzima AMPK é considerada um medidor de combustível celular, sendo ligada por exercícios físicos ou pela metformina, medicamento comumente usado contra o diabetes.
Como monitora o armazenamento de energia pelas células, ela regula uma variedade de processos importantes, incluindo o crescimento celular e o metabolismo.
Estudos anteriores sugerem que a ativação da AMPK pode ser um tratamento eficaz contra o câncer diabetes e outras doenças.
Hawley e colegas verificam que, em camundongos sem a AMPK, alguns, mas não todos, os efeitos benéficos de altas doses de salicilato sobre o metabolismo desapareceram.
"Nós mostramos que o salicilato aumenta a queima de gordura e reduz a gordura hepática em ratos obesos, e que isso não ocorre em camundongos geneticamente modificados que não possuem a subunidade beta 1 da AMPK,", disse ele.
Efeitos benéficos da aspirina
Eles puderam então descrever o mecanismo molecular preciso pelo qual o salicilato ativa a AMPK.
"Nós demonstramos que, ao contrário dos exercícios ou da metformina, que aumentam a atividade da AMPK alterando o equilíbrio energético das células, os efeitos do salicilato são totalmente dependentes de um único aminoácido Ser108, da subunidade beta 1," conta o pesquisador.
Isso sugere que alguns dos efeitos benéficos da aspirina, envolvendo o metabolismo - ou seja, separado de seus efeitos analgésicos - podem se dar a partir da ativação da AMPK.
Salicilato
Essas descobertas são importantes porque está em andamento um grande ensaio clínico testando se o salsalato, um derivado da aspirina, pode prevenir o diabetes tipo 2.
No entanto, estudos adicionais serão necessários, já que as concentrações de salicilato usadas neste estudo foram maiores, por exemplo, do que as doses testadas para avaliar os efeitos da aspirina contra o câncer.
Redação do Diário da Saúde
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Coração artificial brasileiro começará a ser testado
Coração brasileiro
Corações artificiais desenvolvidos no Brasil devem começar a ser testados em seres humanos dentro de dois meses.
Pacientes da fila de espera do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, serão os primeiros a receber o equipamento.
Segundo o instituto, cada coração artificial custará por volta de R$60.000,00.
Coração auxiliar
O coração artificial não é definitivo e não substituirá o órgão natural. Ele funciona como um auxiliar ao coração do paciente.
Seu objetivo é estabilizar a função cardiológica do doente, dando-lhe uma sobrevida para que ele aguarde pelo transplante do órgão.
O aparelho é indicado para pacientes que não respondem mais ao tratamento clínico.
O projeto de desenvolvimento do aparelho começou em 1998 e foi idealizado pelo engenheiro Aron José Pazin de Andrade, responsável pelo centro de bioengenharia do instituto.
"A gente criou um dispositivo para ser um auxiliar ao coração porque, se o aparelho falhar, o paciente ainda terá o seu coração funcionando e terá tempo de ser socorrido", diz Andrade.
Coração externo
A pesquisa foi liberada pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início dos testes em humanos.
O primeiro teste clínico em humanos será realizado em dez pacientes.
O coração artificial foi feito para ser implantado no paciente e conectado ao coração natural. Ele funciona com uma bateria que fica presa ao corpo, do lado de fora.
Os primeiros pacientes, no entanto, não terão o aparelho implantado. Por questões de segurança, eles ficarão internados e o dispositivo ficará preso do lado de fora do corpo para poder ser monitorado pela equipe. Os testes deverão durar dois meses.
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Medicamento para tratar derrame passa a ser fornecido pelo SUS
Alteplase
O Alteplase, medicamento usado para o tratamento de emergência de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico - ou derrame - passou a fazer parte da lista de medicamentos disponibilizados pela rede pública de saúde.
O medicamento já é usado por hospitais da rede particular para estes casos, e pelo sistema público para casos de infarto agudo do miocárdio.
Em fevereiro, decisão da Justiça Federal havia determinado que o Sistema Único de Saúde (SUS) passasse a disponibilizar o medicamento, e deu prazo de 30 dias para que o Ministério da Saúde tomasse as providências.
Na ação que originou a decisão, o Ministério Público Federal (MPF) disse que vem solicitando desde 2009 explicações do Ministério da Saúde sobre por que o Alteplase não é fornecido pela rede pública.
Em casos de AVC isquêmico, quando uma obstrução de um vaso interrompe o fluxo sanguíneo para o cérebro, o Alteplase dissolve o coágulo e normaliza a passagem do sangue.
Procedimentos para atendimento de AVC
Os hospitais deverão solicitar o credenciamento do medicamento às secretarias de Saúde nos estados, que encaminharão a demanda para autorização do Ministério da Saúde.
Para o credenciamento, os hospitais deverão disponibilizar um conjunto de procedimentos destinados ao tratamento desses pacientes, desde o atendimento básico, com a aplicação do medicamento, até a oferta de leitos e a infraestrutura para a reabilitação.
Em casos de AVC isquêmico, quando a obstrução de um vaso interrompe o fluxo sanguíneo para o cérebro, o Alteplase dissolve o coágulo e normaliza a passagem do sangue.
170 mil beneficiados
De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), o AVC é a segunda maior causa de morte e a principal causa de incapacidade no mundo.
Com base nas informações do DataSUS, de 2005 a 2009, foram registrados no Brasil cerca de 170 mil internações por AVC ao ano, com um percentual de óbitos de 17%.
Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo esse último o mais frequente, representando em torno de 85% dos casos. A aterosclerose de pequenas e grandes artérias cerebrais é responsável pela maioria dos AVCs, sejam hemorrágicos ou isquêmicos.
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Médicos querem aprender como diagnosticar anencefalia do feto
Aprender a diagnosticar
Após decisão do Supremo Tribunal Federal, de autorizar o aborto por anencefalia do feto, o Conselho Federal de Medicina anunciou a criação de uma comissão para definir os critérios de diagnóstico da condição.
O trabalho da comissão deve ser concluído em 60 dias.
Segundo a entidade, é preciso definir os critérios médicos para o diagnóstico da malformação.
A decisão final sempre caberá à mulher, mas presume-se que estas recebam uma avaliação segura do médico a respeito da condição de seu bebê.
O problema é que, para isso, segundo o Conselho Federal de Medicina, será necessário voltar aos livros, consultando a "literatura médica" a respeito do assunto.
Segurança
Segundo o CFM, a ideia é que, com o estabelecimento desses pontos, "os médicos tenham mais segurança" para o diagnóstico dos casos, "facilitando a interrupção mais precoce de gestações".
A nota da entidade não se refere à segurança das mães para tomar uma decisão com base em um diagnóstico médico que sempre se crê essencialmente acertado e confiável - mas que não está de forma alguma garantido nestes casos, como demonstra a necessidade de criação de uma comissão que trabalhará durante dois meses sobre a questão.
Farão parte da Comissão representantes do próprio CFM, das sociedades médicas de pediatria, neurologia, ginecologia e obstetrícia, do Ministério da Saúde, além de especialistas em ultrassonografia fetal.
Também poderão dar suas contribuições especialistas de algumas das principais universidades e escolas médicas do país.
De volta aos livros
Segundo a entidade, a definição dos critérios para o diagnóstico da anencefalia fetal "deverão se inspirar na análise de extensa literatura técnica, de dados científicos e na experiência da prática médica".
"Com o estabelecimento desses critérios, os médicos terão mais segurança para o diagnóstico destes casos, facilitando a interrupção mais precoce de gestações, em coerência com a decisão das mulheres que se enquadrem nestas circunstâncias," afirmou o CFM em nota à imprensa.
Na realidade, é a decisão das mães que deverá ser tomada em coerência com o diagnóstico médico, uma vez que apenas no caso de anencefalias reais é que o aborto estará ao abrigo da Justiça.
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Projeto florestal no Brasil recebe 1º certificado de carbono
A Organização das Nações Unidas emitiu 4,1 milhões de créditos de carbono na sexta-feira para um projeto de reflorestamento no Brasil, o que fez dele o primeiro projeto florestal no mundo a receber Certificados de Reduções de Emissões temporários (tCERs, em inglês), informou o Banco Mundial.
O Fundo BioCarbon, um fundo público-privado administrado pelo Banco Mundial, vai comprar os créditos de carbono em nome de seus participantes, que incluem alguns governos europeus e grandes companhias emissoras de gases estufa em países como Japão.
Certificados de Reduções de Emissões temporários são emitidos a participantes em projetos de reflorestamento enquadrados sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM, em inglês) da ONU para representar a não permanência desses tipos de atividades.
Há pouca demanda por esses créditos devido ao fato de expirarem no fim do período de compromisso de Kyoto no qual foram emitidos e precisarem ser substituídos no registro do UNFCC (Diretrizes para a Convenção sobre Mudança Climática as Nações Unidas) por outros créditos.
O projeto Plantar gera CERs para reduções de emissões produzidas a partir do corte no uso de combustíveis fósseis na indústria de ferro e aço do Brasil e com o uso de plantações de eucalipto como escoadouros de carbono.
O projeto de reflorestamento, que tem sido apoiado por fundos do Banco Mundial desde 2001, enfrentou uma longa jornada antes de alcançar a fase de emissão de certificados.
“Temos trabalhado com o grupo Plantar por uma década e o fato de que eles são a primeira companhia no mundo a gerar tCERs é um testumunho à inovação e dedicação deles”, disse Joelle Chassard, do Banco Mundial.
Após vários atrasos no processo de registro junto ao CDM, o projeto recebeu aprovação da ONU em setembro de 2010.
(Fonte: Portal iG)
Espécie de arara pode entrar em extinção na Caatinga, diz estudo
Um alerta que vem da Caatinga, bioma brasileiro que abrange todos os estados do Nordeste e parte de Minas Gerais: a arara-maracanã-verdadeira (Ara maracana) pode entrar em extinção na região devido ao desmatamento e ao comércio ilegal de animais.
A espécie, que já é classificada como vulnerável na natureza pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), sofre com o avanço da devastação da vegetação e com a caça predatória, que foca principalmente nos filhotes de aves, vendidos em feiras clandestinamente.
Esse é o resultado de um estudo feito entre 2009 e 2011, liderado pelo pesquisador Mauro Pichorim, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A redução da vegetação, principalmente da quantidade de mulungus, árvore típica do bioma, afetaria a reprodução da espécie.
“A reprodução dessas aves é feita dentro do tronco oco do mulungu. Entretanto, essa vegetação tem sido derrubada devido ao aumento da atividade pecuária”, disse o professor da UFRN.
Dados divulgados no ano passado pelo ministério do Meio Ambiente mostram que a Caatinga já perdeu quase 46% de sua vegetação original. Mais de 376 mil km² foram destruídos, de uma área original de 826.411 km².
Distribuição pelo país – De acordo com Pichorim, essa espécie, que pertence à família dos papagaios, era possível ser encontrada em quase todos os estados brasileiros. Mas desde a década de 1970, de acordo com o estudo, não há notícias de exemplares da arara-maracanã-verdadeira no Sul e foi constatada a redução de animais no Sudeste.
Já no Nordeste, restariam aproximadamente 500 indivíduos, sendo que cerca de 50 estariam na região da Serra de Santana (RN). O levantamento foi feito pela equipe da UFRN, com apoio da Fundação Boticário.
Plano de conservação – O trabalho sugere a criação de um plano de conservação que contaria com ações de fiscalização na região para combater o comércio ilegal e o desmate nas áreas consideradas importantes para a espécie.
“A proposta inicial abrangeria a região da Serra de Santana. Queremos focar nesta área e depois expandir para o restante do bioma”, disse o professor.
O projeto do plano, segundo ele, já foi entregue para a superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) do RN e será apresentada também ao ministério do Meio Ambiente.
(Fonte: Eduardo Carvalho/ Globo Natureza)
2012: o Ano da Energia Sustentável
Energia eólica cresce no Brasil impulsionada pela crise internacional.
As Nações Unidas elegeu 2012 o Ano da Energia Sustentável Para Todos. No Brasil, a bola da vez é a energia eólica, que desde 2010 vem ampliando seu peso na matriz energética graças em boa parte ao investimento de grupos estrangeiros que aportaram no país após a crise na Europa e nos EUA. A meta do Governo Federal é mais do que duplicar a participação desse tipo de fonte dos atuais 1,1% para 2,3% até o fim do ano. Parece pouco, mas é um grande avanço pela rapidez da evolução. A energia eólica começou a ser utilizada no país em 2004, e a perspectiva do Ministério de Minas e Energia é que até 2020 ela responda por 6,7% do total produzido.
Para o engenheiro mecânico Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica e presidente da Eólica Tecnologia, a perspectiva do governo ainda é tímida. Ele acredita que até 2020, a energia eólica possa representar 10% da matriz: “A energia eólica é hoje a fonte mais barata no Brasil. Não tem sentido a contratação de outra mais cara, o que geraria ônus para a população, por isso a tendência é a contratação desse tipo de fonte limpa”.
Feitosa ressalta que uma conjunção de fatores naturais e econômicos tem estimulado o crescimento da participação da energia eólica no Brasil. O país, lembra ele, tem excelentes jazidas de vento e complementaridade entre o regime de vento e de água: os meses de secas nos rios são os que têm os melhores ventos. “Esses dois fatores são presentes divinos que nós tivemos”, ressalta.
As jazidas de vento, de acordo com Feitosa, estão concentradas basicamente em cerca de 70% nos estados do Nordeste e 30% no Sul. Mas, como o sistema brasileiro é integrado, uma central eólica contribui para a geração de energia para todo o país. A chefe do Laboratório de Energia Eólica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Mila Avelino, explica que a implantação dos parques eólicos apresenta vantagens com relação à distribuição de energia: “A região costeira, além da vantagem de estar mais próxima dos centros de consumo e dos fornecedores de equipamentos, é favorecida, em termos de logística de distribuição de energia, pela infraestrutura disponível”.
Além da contribuição da natureza, a economia também deu uma força para que o Brasil passasse a investir mais na energia eólica: câmbio favorável, incentivos fiscais e a crise internacional foram fatores que ajudaram a estimular o mercado de energias renováveis, que há dez anos buscava decolar no país.
“Todo mundo falava que energia eólica era cara. Com a crise financeira no exterior, os custos de equipamentos diminuíram muito, principalmente o de turbinas eólicas. Assim, foi possível fazer com que a energia eólica competisse com todas as outras matrizes em termos de custo de geração de energia. E sem qualquer subsídio. Até mesmo em nível mundial, o preço da energia eólica no Brasil é o menor do planeta: cerca de R$ 100 por megawatts/hora (MWh)”, ressalta Feitosa.
Atualmente, existem cerca de 5.300 MW (megawatts) em projetos eólicos autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Mila acredita que a instalação, nos próximos anos, de cerca de 7 GW (gigawatts) de potência nova já contratada, aumente ainda mais o interesse de fabricantes e representantes de empresas estrangeiras especializadas em energia eólica em investir no Brasil: “Em uma década, temos potencial para virmos a ser o principal mercado de energia eólica da América Latina, com cerca de 30 GW de capacidade instalada”.
No início do mês, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 389 milhões para a construção de cinco parques eólicos na região Nordeste: quatro no Rio Grande do Norte e um na Bahia. Os projetos foram vencedores do Leilão de Fontes Alternativas de 2010 e integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o BNDES, os investimentos do país em energia eólica atingiram, no ano passado, R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,4 bilhões de financiamentos do banco.
A exigência do BNDES, para aprovar um financiamento, de que 60% dos materiais sejam fabricados no Brasil forçou empresas estrangeiras fabricantes de turbinas eólicas a instalarem indústrias no país, o que têm promovido também um desenvolvimento industrial e tecnológico.
“Os países que mais fazem promoção de energia limpa são os mais poluentes. Na Alemanha, por exemplo, 60% da matriz é carvão, já na Espanha 65% são combustíveis fosseis. Existiu na ultima década muita propaganda, mas todos têm uma matriz muito suja. O único país altamente limpo era, foi e será o Brasil”, aposta Feitosa.
* Publicado originalmente no site Opinião e Notícia.
(Opinião e Notícia)
Ambientalistas querem rei da Espanha fora da WWF após caçada de elefantes
Uma petição on-line com mais de 70 mil assinaturas exige que o rei da Espanha, Juan Carlos, 74, deixe a presidência de honra do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) espanhol, após a revelação de uma viagem do monarca à Botsuana, na África, para caçar elefantes.
O caso veio a tona após Juan Carlos se acidentar na viagem, na última sexta-feira. Ele fraturou o quadril durante a caçada e teve de retornar à Espanha às pressas para passar por uma cirurgia.
Muitos jornais e canais de televisão divulgaram uma imagem do rei posando com uma arma ao lado de um elefante morto em 2006, numa viagem ao país.
Angel Villamor, cirurgião responsável, disse que o rei tem previsão de alta nesta semana. “O rei continua com um programa de reabilitação intensivo. A fisioterapia segue satisfatoriamente. Ele consegue levantar e sentar por conta própria”, afirmou o hospital San Jose, em nota.
Posicionamento - Após receber centenas de mensagens via redes sociais sobre o caso, o secretário-geral do WWF na Espanha, Juan Carlos del Olmo, publicou na segunda-feira (16) no site da ONG uma carta solicitando uma reunião com a Casa Real. Abaixo, a tradução:
“Escrevo para transmitir o profundo mal-estar e a preocupação do WWF pelos últimos acontecimentos relacionados com a participação do rei em uma caçada de elefantes na África, o que provocou uma enorme rejeição entre nossos sócios e a opinião pública, em geral contrária à caça de elefantes, mesmo quando esta é realizada de forma legal.
Parte dessas manifestações solicita que o rei não continue mais ostentando o título de presidente de honra da WWF espanhola.
Esse acontecimento mundialmente conhecido implica em um grave prejuízo à credibilidade da WWF e ao trabalho árduo que tem sido desenvolvido ao longo de 50 anos para a proteção dos elefantes e de outras espécies.
Dessa forma, considero urgente a realização de uma reunião para analisar a situação e dar uma resposta a essas pessoas.”
Críticas generalizadas – Além dos ambientalistas, políticos e jornais espanhóis também atacaram o rei por sua viagem, considerada extravagante em tempos de recessão, com o país sofrendo pelo alto nível de desemprego e submetido a medidas de austeridade dolorosas. Alguns comentaristas pedem que ele se desculpe ou até mesmo abdique, deixando o trono para seu filho, Felipe.
“Foi uma viagem irresponsável, no pior momento possível”, afirmou o jornal “El Mundo” em editorial. “A imagem de um monarca caçando elefantes na África num momento em que crise econômica cria tantos problemas para os espanhóis é um exemplo muito ruim”, emendou.
Tomas Gomez, líder do partido socialista, disse à imprensa que o rei “precisa escolher entre as obrigações públicas, ou uma abdicação que o permitira aproveitar a vida de modo diferente”.
Juan Carlos, que supervisionou a transição do país para a democracia, ganhou o respeito de muitos espanhóis em 1981, quando ele condenou publicamente uma tentativa de golpe militar.
Recentemente, sua família foi alvo de críticas quando seu genro, Inaki Urdangarin, foi processado por fraude e peculato. Na última semana, o neto de 13 anos do rei se machucou ao atirar no próprio pé e levantou questionamentos sobre o uso de uma arma por um menor de idade.
(Fonte: Luis Corvini/ Folha.com)
Programa Patentes Verdes acelera registros de inovações relacionadas a tecnologias limpas
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) deu início na terça-feira (17) ao programa piloto Patentes Verdes, cujo obetivo é reduzir o tempo de espera do registro de patentes que apresentem tecnologias que diminuam os efeitos das mudanças climáticas globais.
A ideia é acelerar o exame desses pedidos de patentes, de modo a reduzir o tempo de espera dos atuais cinco anos e quatro meses para dois anos. São consideradas patentes verdes as tecnologias referentes a energias alternativas, transportes, conservação de energia, gerenciamento de resíduos e agricultura.
Nesse piloto, só participarão, inicialmente, depósitos de patentes nacionais, de residentes ou não residentes no país, cujos pedidos deram entrada no Inpi a partir do dia 2 de janeiro de 2011.
Os requerentes já podem preencher o formulário, obtido na página do Inpi na internet a partir de hoje, solicitando a participação no programa e publicação antecipada. Segundo o gerente adjunto do Patentes Verdes, Douglas Santos, uma comissão integrada por técnicos do programa fará uma avaliação da documentação e verificará se o pedido atende aos critérios exigidos.
O programa piloto englobará os 500 primeiros pedidos validados pela comissão técnica do Inpi como patentes verdes. “Ele vai para o exame e segue o trâmite normal de avaliação de atividade inventiva, de novidade”, esclareceu Santos.
De acordo com ele, o mais importante é que a parte da tecnologia se enquadre dentro das chamadas tecnologias limpas. “Aí, sim, ele tem um assento na fila para o exame acelerado. O tempo de espera dele será mais curto”.
De acordo com o Inpi, o programa atende a dois objetivos: identificar as tecnologias verdes e estimular o seu licenciamento, de maneira a levar a inovação para quem precisa dessa ferramenta.
(Fonte: Alana Gandra/ Agência Brasil)
Saúde investirá R$ 15 milhões em pesquisas de células-tronco em 2012
O Ministério da Saúde pretende investir R$ 15 milhões em pesquisas com células-tronco ao longo de 2012. A ideia é aumentar o uso da tecnologia no tratamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) contra doenças específicas, como a esclerose múltipla.
Uma parte do dinheiro – R$ 8 milhões – será usada para terminar a estruturação de oito centros de pesquisa na área espalhados pelo Brasil. Três já estão em funcionamento – um em Curitiba, um em Salvador e outro em Ribeirão Preto (SP) – e outros cinco ainda serão concluídos – um em Porto Alegre, um no Rio de Janeiro e três em São Paulo.
O restante dos recursos – R$ 7 milhões – será investido em editais de pesquisa que devem ser abertos ainda em 2012.
O anúncio do investimento foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma reunião com pesquisadores, em Brasília. “O objetivo é incentivar a independência tecnológica do país e proporcionar autonomia produtiva e ‘know how’ em uma das áreas mais inovadoras da saúde”, disse Padilha, citado em material divulgado pelo Ministério.
(Fonte: G1)
Basta vontade política para atingir 100% de energia renovável até 2050, diz estudo
Caso haja vontade política, até 2050 toda a energia consumida no planeta poderá ser originada de fontes renováveis, segundo estima um estudo norte-americano, publicado no Energy Policy. Segundo os autores, toda geração de energia poderia ser suprida por energias renováveis até 2030 e, vinte anos depois, todo o consumo pré-existente também. A conclusão é mais otimista do que a divulgada em 2011 em um relatório da WWF, que estimou o atendimento de 95% da demanda por essas fontes de energia em 2050, meta já considerada ambiciosa à época.
Para tanto, seriam necessários a construção de cerca de quatro milhões de turbinas eólicas de 5 MW, 1,7 bilhão de sistemas solares fotovoltaicos, e 90 mil plantas solares de 300 MW. Para se ter ideia, existe atualmente apenas 1% da energia eólica que a demanda pede e um pouco menos do que isso em energia solar.
O estudo objetiva demonstrar, segundo um dos autores, Mark Delucchi, que viver em um mundo movido a energia renovável é possível, sendo que esta supriria a demanda indefinidamente a partir de 2050.
Delucchi, da Universidade de Stanford, e seu colega Mark Jacobson, da Universidade da Califórnia-Davis, deram ênfase em fontes eólica, solar, ondas do mar e geotérmicas de energia. Os pesquisadores não incluíram no estudo a biomassa, devido à poluição e questões de uso da terra, nem a energia nuclear, responsável por 6% da energia planetária no momento.
Eles deixaram de lado também os combustíveis fósseis, que representam, atualmente, 80% do fornecimento mundial de energia. Segundo eles, os veículos automotivos, por exemplo, podem ser movidos a eletricidade ou hidrogênio.
Concretização
Mais do que vontade política, a realização do cenário construído pelos norte-americanos são os investimentos. Embora já tenham sido construídas turbinas eólicas com potência de 5MW na Alemanha e na China, a maioria das turbinas atuais tem de duas a três vezes menos capacidade que a necessária.
As plantas solares também são parcamente utilizadas – existem menos de dez com as características propostas pelos autores (misto de fotovoltaicas e de energia solar concentrada).
Os pesquisadores garantem que os principais recursos (dinheiro e tecnologia) estão disponíveis, e que o único gargalo está na obtenção de materiais de terras raras, como o neodímio, usado frequentemente na fabricação de magnetos.
O problema seria superado caso a mineração fosse ampliada em cerca de cinco vezes, houvesse processos de reciclagem destes materiais, ou fossem criadas novas tecnologias que evitassem o uso de terras raras. “Nós realmente precisamos decidir coletivamente qual a direção que a nossa sociedade quer seguir”, enfatizou Jacobson a Stanford.
* Publicado originalmente no EcoD.
(EcoD)
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