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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Entenda as mudanças no Código Florestal

Florestas codificadas

O Plenário do Senado Federal aprovou o texto-base do polêmico novo Código Florestal, colocando na reta final um processo que se arrasta há meses e vem causando discórdia entre políticos, ambientalistas, ruralistas e acadêmicos.

O texto foi aprovado no plenário por 59 votos contra 7. O relator, Jorge Viana (PT-AC), acatou 26 das dezenas de emendas ao texto-base, também aprovadas pelo Plenário.

O projeto, modificado, volta agora para a análise da Câmara, que já havia aprovado em maio a versão do deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Depois da votação dos deputados, ele seguirá para sanção presidencial.

Enquanto muitos senadores elogiaram o projeto organizado pelos relatores Luiz Henrique da Silveira (senador PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), ambientalistas organizaram protestos em Brasília, na tentativa de pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar a lei.

O novo Código Florestal, que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país, está envolto em polêmicas. Entenda as principais delas.

O que é o Código Florestal?

Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que ela é bem de interesse comum a toda a população.

Ele estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação que deve ser oferecido por setores que usem matérias-primas, como reflorestamento, assim como as penas para responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados.

Sua elaboração, por uma equipe de técnicos, durou mais de dois anos.

Por que ele precisa ser alterado?

Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que o Código precisa ser atualizado, para se adaptar à realidade brasileira e mundial e também porque foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias.

Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vem conseguindo avançar nessa questão ambiental.

Quais as novidades do novo Código Florestal?

Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações.

As principais diferenças entre o atual projeto e o código antigo dizem respeito:

  • à área de terra em que será permitido ou proibido o desmate: uma das principais alterações eleva de 20% ou 35% para até 50% a área de conservação obrigatória em determinados cenários.
  • ao tipo de cultivo permitido em áreas protegidas: no novo código, atividades enquadradas como de "interesse social", de "utilidade pública" e de "baixo impacto" estão liberadas. Alguns setores, como o dos produtores de cacau, querem ser encaixados nesses parâmetros.
  • à recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs, leia mais abaixo): a autorização para compensar desmatamento ilegal (realizado antes de 2008) passa a ser válida também para os grandes produtores.
  • à anistia: um novo grupo de agricultores pode ficar isento de recompor áreas preservadas que desmatar, se suas propriedades tiverem até quatro módulos fiscais

Qual a avaliação que ruralistas fazem do novo Código?

Durante o processo, líderes da bancada ruralista apresentaram restrições ao texto, como a defesa de que todas as pequenas propriedades pudessem receber os benefícios previstos no Código e não apenas aquelas que se encaixam no conceito de agricultura familiar, ou seja, no qual apenas membros da família trabalham.

Apesar de tais restrições, os representantes do setor comemoraram o conteúdo do atual texto, já que acreditam que o antigo Código era obsoleto por ter sido criado quando agricultura e pecuária tinham baixa produtividade.

Em entrevista à BBC Brasil, Assuero Veronez, vice-presidente do CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), disse que a votação do novo Código foi um "calvário" e que antiga lei prejudicava o país, atrapalhando o desenvolvimento da nação.

O que dizem ambientalistas e acadêmicos?

Boa parte das ONGs de defesa do meio ambiente e especialistas na área rebate a tese dos ruralistas, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a produção, bastando para isso aumentar a eficiência das lavouras e dos pastos por meio de tecnologia sustentável.

Para os ambientalistas, o novo Código abre brechas para aumentar o desmatamento e pode pôr em risco fenômenos naturais como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Tal desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária.

Eles também acreditam que a lei não vai coibir desmatamento. Para Ricardo Ribeiro Rodrigo, pesquisador da Esalq e membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos pontos mais graves é o perdão, em vários níveis, a quem desmatou ilegalmente no passado e a autorização de atividades agropecuárias ou de turismo em Áreas de Preservação Permamente. A permissão para que produtores reponham áreas desmatadas em outras regiões do bioma também é alvo de críticas.

O que são as APPs, um dos principais pontos de discórdia?

As chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs) são os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas.

É o caso das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto flexibiliza a extensão e o uso dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas.

Qual a diferença entre APP e Reserva Legal?

A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural - descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área, protegendo sua fauna e flora.

Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho da propriedade na Amazônia, 35% nas áreas de cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante do território.

O que é um módulo fiscal?

É uma unidade de medida determinada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que varia de acordo com o Estado.

Ele pode medir de 5 a 110 hectares.

Em Brasília, por exemplo, um módulo fiscal equivale a 20 hectares, enquanto no Acre é de 378 hectares.


Mariana Della Barba - BBC

Os dentes exigem cuidados e segurança

Proteja a sua boca

Cuidados e segurança dos dentes

Danos aos dentes podem, muitas vezes, ser prevenidos, especialmente se você sabe os cuidados que deve ter. Esta tabela pode ajudá-lo nisso. Assinale as áreas específicas que você sabe que são perigosas.

Causa:
puxar/empurrar
Prevenção: estimule crianças a ter consideração um pelos outros e, de maneira gentil, lembre-os de esperar a vez quando apropriado.

Causa: cair da escada
Prevenção: não apresse as crianças. Lembre as crianças de usarem o corrimão.

Causa: cair da bicicleta ou de um brinquedo em parquinhos
Prevenção: reveja a regras de segurança. Ensine a usá-lo(a) de maneira segura. Certifique-se de que são apropriados para a idade e de que estão em bom estado.

Causa: correr com objetos na boca
Prevenção: façam, juntos, uma lista das únicas coisas que devem ser colocadas na boca e a ilustrem. Pendure na altura dos olhos das crianças.

Causa: cair/tropeçar
Prevenção: lembre às crianças que elas devem andar e não correr. Deixe o caminho livre de brinquedos, materiais e poças.

Causa: acidentes de carro (paradas bruscas)
Prevenção: sempre use cinto de segurança. Dê objetos para seus filhos simularem a situação.

Causa: morder objetos duros
Prevenção: façam, juntos, uma lista do que não se deve morder. Estimule as crianças a incluir itens na lista assim que lembrarem de algo.



Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2010 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

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Ninguém fez tanto quanto Brasil no clima, diz subsecretário da ONU

O secretário-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Ambiente) e subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, disse nesta quinta-feira (8) que o Brasil não deve ser criticado agora pelas mudanças no Código Florestal, porque nenhum país no planeta fez mais do que o Brasil para combater emissões de carbono nos últimos dois anos.

A aprovação da reforma do código no plenário do Senado, nesta semana, causou uma avalanche de críticas internacionais de ambientalistas e opôs as ONGs à ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que chegou a Durban nesta quinta-feira para a COP-17, a conferência do clima da África do Sul.

Steiner, nascido no Rio Grande do Sul, afirmou a jornalistas que alguns trechos da lei trazem, sim, razões para preocupação com o futuro das florestas. Mas ponderou que a lei foi aprovada num processo democrático.

"Às vezes para mim é desconcertante nestas conferências internacionais que debates nacionais controversos num parlamento democrático sejam interpretadas de formas diferentes em países diferentes. Por que o debate no congresso dos EUA?"

"Se as pessoas querem julgar o Brasil, que o julguem pelo que ele fez. Redução recorde nas emissões por desmatamento no último período de relato. O Brasil provavelmente é o maior ator de mitigação no planeta nos últimos 24 meses, excedendo as ações dos países industrializados. Esse é o ponto de partida."

Steiner afirmou ainda que há iniciativas dentro do próprio Brasil para reverter o dano causado pela reforma. "Há uma petição de 1 milhão de assinaturas questionando se algumas provisões do código são mesmo do interesse da manutenção futura das florestas do Brasil. Segundo, há alguns apelos à presidente para que ela vete alguns itens", afirmou. "Vamos ver antes o que o processo democrático nos reserva, porque o código ainda não foi promulgado."

Folha de S. Paulo

Descarte inadequado de pneus velhos causa problema ambiental

As Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), n° 258/99 e 416/09, que obrigam fabricantes e importadores a dar destinação adequada para pneus inservíveis, não surtiram o efeito desejado. De 2002 ao primeiro quadrimestre de 2011, as empresas brasileiras deixaram de dar destinação adequada a cerca de 425 de milhões de pneus que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões, o que corresponde a 2,1 milhões de toneladas desse artefato. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas estabelecidas; fabricantes, 47,3%; e importadores de pneus usados, 12,92%.

É o que mostra uma pesquisa feita pelo engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos, em sua tese de doutorado Reciclagem de Pneus: Análise do Impacto da Legislação Ambiental Através da Logística Reversa, defendida em outubro no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo comparou as políticas de reciclagem de pneus da Europa e do Brasil e avaliou o sistema de logística reversa, implementado pela associação que representa os fabricantes do País, e desenvolveu um modelo de logística reversa para a reciclagem.

Durante seu trabalho, Lagarinhos constatou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a solução definitiva para a destinação correta desse material. Tampouco existe um trabalho conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus do Brasil para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos, aumente a oferta de pneus servíveis (que podem rodar) para as empresas de reforma, por meio da seleção e triagem nos pontos de coleta. E não existem ações que visem aumentar a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise e queima em caldeiras.

E o consumidor?

Os consumidores também não fazem a sua parte para diminuir o problema. Segundo o engenheiro, hoje, ao fazerem a troca de pneus nas lojas e revendas, 36% dos consumidores levam os usados para casa, achando que ainda existe algum valor neles. “Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte após a troca, pela população”, diz o pesquisador. A título de exemplo, para os 6,6 milhões de veículos licenciados no município de São Paulo, há na cidade apenas quatro pontos de coleta em convênio com a prefeitura, o que dificulta a coleta sistemática dos pneus inservíveis.

Para piorar, o descarte de pneus não é uma tarefa fácil. A maior parte acaba amontoada em grandes depósitos a céu aberto, que funcionam como verdadeiros criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. “A disposição em aterros é inviável, porque são difíceis de comprimir, não sofrem biodegradação e formam um resíduo volumoso, que ocupa muito espaço”, explica o pesquisador. “Como se não bastasse, os pneus podem reter ar e gases em seu interior, fazendo com que tendam a subir para a superfície do aterro, rompendo a camada de cobertura. Com isso, os resíduos ficam expostos atraindo insetos, roedores e pássaros e permitindo que os gases escapem para a atmosfera.”

Diante desse quadro, Lagarinhos acredita que o aproveitamento dos pneus usados como componente para asfalto seria uma forma de reduzir a quantidade deles nos depósitos a céu aberto e aterros sanitários. Ele propõe que os governos, em todos os níveis, deem incentivos para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas e estradas. “A utilização do asfalto-borracha ainda é incipiente no País”, lamenta. De 2001 a 2010 foram pavimentados 4.900 km de rodovias no Brasil, com aproveitamento insignificante dos pneus descartados.

Outra medida seria o endurecimento da lei em relação à reciclagem de pneus. A Resolução do Conama nº 258/99, que, no ano de 2005, obrigava fabricantes e importadores a reciclar cinco pneus inservíveis para cada quatro pneus fabricados, foi substituída pela Resolução nº 416/09, segundo a qual os fabricantes e importadores só precisam reciclar os pneus vendidos no mercado de reposição. Ou seja, boa parte do passivo de pneus fabricados no País, continua sem destinação adequada.

“Apesar de não atingir as metas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), houve um avanço, uma vez que as metas eram muito difíceis de serem alcançadas”, pondera o pesquisador. “Criou-se, a partir da Resolução Conama n° 258/99, um sistema de logística reversa que não havia anteriormente”, acrescenta.

Antes da aprovação da Resolução Conama n° 258/99, somente 10% dos pneus inservíveis eram reciclados. Em 2010, foram montados 469 pontos de coleta pelos fabricantes. Atualmente são 1.884 pontos de coleta montados pelos fabricantes e importadores de pneus, sendo que 73,04% estão instalados em municípios com população acima de 100 mil habitantes. A quantidade de pontos de coleta representa 47,1% das revendas e distribuidores de pneus no Brasil. Em 2010, existiam 124 empresas cadastradas no Ibama para as atividades de reciclagem e valorização energética de pneus inservíveis.

(Agência USP)

Após COP, Itália quer reforçar cooperação ambiental com Brasil

O ministro de Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, afirmou neste domingo que a Itália se compromete agora a reforçar sua cooperação em temas ambientais com o Brasil e outros países emergentes, após o acordo obtido na 17ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-17). "A Itália está no grupo líder dos países que quiseram o acordo de Durban e agora nos comprometemos a executar o acordo com as políticas nacionais, com nossa participação nas decisões europeias e no reforço de nossa colaboração com Brasil, China, Índia, México e África do Sul", indicou Clini mediante uma declaração divulgada em Roma.

"O acordo de Durban supera os limites do Protocolo de Kyoto e tem dimensão global. Oferece à Europa a possibilidade de constituir com as grandes economias emergentes do Brasil, China, Índia, México e África do Sul a plataforma para o desenvolvimento e a difusão das tecnologias e dos sistemas que possam garantir o crescimento econômico e menores emissões", afirmou.

O ministro destacou ainda que o primeiro compromisso do atual governo italiano - de caráter tecnocrata - com este acordo busca conseguir a rápida aprovação das diretrizes europeias sobre eficiência energética, garantindo assim "condições favoráveis de mercado para o desenvolvimento e a expansão" de tecnologias não poluentes. "O segundo compromisso é a revisão do plano nacional para a redução das emissões e da estratégia italiana para o desenvolvimento sustentável. Entre janeiro e março, já tenho missões programadas no Brasil e China para reforçar a cooperação já em curso", comentou Clini.

Ele também ressaltou que vai promover o mais rápido possível uma iniciativa para avaliar os recursos que o Ministério de Meio Ambiente da Itália destinou nos últimos anos a programas comuns com o Banco Mundial - verbas consideradas estratégicas ao país.

O acordo de Durban, obtido após longas negociações, determina um roteiro para um pacto global sobre corte de emissões de gases do efeito estufa, mas posterga as medidas necessárias para combater o aquecimento do planeta.


http://noticias.terra.com.br

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ações ambientais.

Muitos pesquisadores colocam que enquanto existir uma consciência de consumo amplamente difundida, a produção de lixo e poluentes será muito maior do que se pode reduzir o impacto.


No corrente mundo existem diversas ações realizadas para que o impacto dessas mudanças sejam de fato atenuadas ou mesmo neutralizadas dentro do que é possível. O que se deve ter em mente, segundo pesquisadores é que tais mudanças não são precisamente algo referente unicamente ao processo que se seguiu junto a revolução industrial e por conseguinte, mas também a todo um comportamento humano.

Em parte, tal situação se deve ao constante crescimento do consumo de energia que gerou grandes quantidades de carbono além de todas as outras formas de consumo. O acelerado processo industrial trouxe consigo uma produção massiva de poluentes e além disso tal energia produtora é bastante anterior a consciência “ecologicamente correta” por assim dizer.

Uma das grandes novidades de nossos tempos é, seguramente a preocupação com produtos que tenham uma origem ambientalmente correta, conceito esse que surgiu primeiramente com força na Alemanha, onde a preocupação com o meio ambiente atingiu níveis institucionais consideravelmente fortes.

Alguns mitos se criaram em relação a isso e geraram uma enorme discussão. O primeiro ponto de incongruência em relação a isso é o fato de ser ecologicamente correto é um processo que não é realizado em uma escala grande como são as linhas de produção chinesas, em modelo muito mais antigo e bem assentado e portanto está bastante distante a ser uma forma economicamente acessível. Outro fator que gera grandes discussões é que ser ecologicamente acessível está muito mais em ter uma consciência a esse fator que necessariamente em uma atitude relacionada a uma mega estrutura de eventos.

Muitos pesquisadores colocam que enquanto existir uma consciência de consumo amplamente difundida, a produção de lixo e poluentes será muito maior do que se pode reduzir o impacto.

Outro grande diferencial de nossos tempos é a mudança pela economia, se outrora era mais barato ser poluente como antigamente agora, ambas as formas estão equiparadas e isso não se trata de forma alguma em uma tomada de consciência coletiva mas sim por que também em breve não haverá mais humanidade para negociar, como em outros tempos disse Carl Sagan em “Pálido Ponto Azul”. Um desses mecanismos é o comércio de créditos de carbono, que visa negociar a emissão que uma determinada empresa pode poluir e outro é o o uso das MDL (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) que são projetos claramente definidos quanto a sua produção, metodologia, matéria prima e finalização de acordo com o que consta no Protocolo de Quioto, bem como o mercado de carbono.

por Marcelo Hammoud

Impactos resultantes das mudanças climáticas.

Os tornados que ocorrem no sul do país bem como os processos de desertificação são efeitos diretos que causam impactos perceptíveis como áreas em que a habitação seja bastante rudimentar ou mesmo inviável, além da destruição de estradas e meios de ligação.


Os impactos resultantes das mudanças climáticas são, da mesma forma que a adaptação do planeta inevitável, de efeitos catastróficos para toda civilização humana a curto e longo prazo.

Naturalmente que com o aquecimento global as geleiras nos polos e topos de cordilheiras tendem a derreter e com isso de imediato temos a redução de áreas costeiras como as que se localizam na beira do mar e dos rios, ou seja, cidades de impacto social e econômico vitais (Rio de Janeiro, Londres, Nova York entre outras).

Além do aumento do nível do mar sempre há ainda os fatores de desiquilíbrio colaterais resultante desses fatores, pois como se trata de um evento adaptativo toda uma cadeia de mudanças tende a acontecer e portanto o surgimento de novos furacões resultante de mudanças de correntes de vento e surgimento de novas áreas de alagamentos, nevascas, desertificação e secas prolongadas tendem a deixar a vida no planeta mais difícil trazendo crises econômicas em setores estratégicos como o agro-pecuário e o imobiliário. Com o passar do tempo o número de áreas ecúmenas tendem a diminuir e com isso países que já não contam com muita, mas de influência econômica poderosa tendem a entrar em grandes crises como a China e Japão.

Possivelmente tais impactos ainda, sob uma perspectiva prática seja de fato bastante sutis para se sentir aqui, mas outros de consequências bem mais práticas e locais fossem (e possivelmente já o sejam) mais perceptíveis. Os tornados que ocorrem no sul do país bem como os processos de desertificação são efeitos diretos que causam impactos perceptíveis como áreas em que a habitação seja bastante rudimentar ou mesmo inviável, além da destruição de estradas e meios de ligação. Além disso o microclima em ambientes urbanos tendem também a subir.

Essa mudança nos microclimas urbanos causam efeitos secundários como deterioração do sistema sanitário e aumento de diversas doenças respiratórias, cardíacas bem como um consumo acelerado do consumo de recursos hídricos

Por Marcelo Hammoud

Grupos de Trabalho - IPCC

O trabalho do IPCC é dividido entre três grupos de trabalho, uma Força-Tarefa e um Grupo de Trabalho de Suporte aos Cenários. As atividades de cada Grupo de Trabalho e da Força-Tarefa são coordenadas e administradas por uma Unidade de Apoio Técnico.


O Grupo de Trabalho I (WG I) do IPCC avalia os aspectos físicos científicos do sistema climático e as alterações climáticas.

Os principais temas avaliados pelo Grupo de Trabalho I incluem: mudanças nos gases do efeito estufa e aerossóis na atmosfera, as mudanças observadas no ar, terra e nas temperaturas do oceano, as chuvas, as geleiras e camadas de gelo, os oceanos e o nível do mar; perspectiva histórica e paleoclimáticas sobre as alterações climáticas; biogeoquímica, ciclo de carbono, gases e aerossóis, dados de satélite e outros dados, os modelos climáticos; projeções climáticas, causas e atribuição das mudanças climáticas.

O Grupo de Trabalho II (WG II) do IPCC avalia a vulnerabilidade dos sistemas naturais e sócio-econômicos frente às mudanças climáticas, consequências negativas e positivas das mudanças climáticas, e opções para se adaptar a ela.

Ele também leva em consideração a inter-relação entre vulnerabilidade, adaptação e desenvolvimento sustentável. As informações avaliadas são considerada por setores de recursos (água, ecossistemas, alimentos e florestas; sistemas costeiros, a indústria, a saúde humana) e regiões (África, Ásia, Austrália e Nova Zelândia, Europa, América Latina, América do Norte, Regiões Polares; Pequenas Ilhas ).

O Grupo de Trabalho III do IPCC (WG III) avalia as opções para mitigar a mudança climática através limitação ou mitigação das emissões de gases com efeito de estufa e aumento das atividades que removem esses gases da atmosfera.

Os principais setores econômicos são levados em conta, tanto numa perspectiva de curto prazo como de longo prazo. Os setores inclusos são de energia, dos transportes, construção, indústria, agricultura, silvicultura, gestão de resíduos. Este grupo de trabalho analisa os custos e benefícios das diferentes abordagens para a mitigação, considerando também os instrumentos e medidas políticas. A abordagem é cada vez mais orientada.

A Força-Tarefa para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa (TFI) foi estabelecida pelo IPCC para supervisionar o IPCC National Greenhouse Gas Inventories Programme (IPCC-NGGIP). A atividade principal é desenvolver e aperfeiçoar uma metodologia internacionalmente acordada e softwares para o cálculo e comunicação de emissões e remoções de GEE nacionais, e incentivar a sua utilização pelos países participantes do IPCC e das partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC). O NGGIP também estabeleceu e mantém um banco de dados dos fatores de emissão.

O Grupo de Trabalho dos dados e suporte aos cenários de impactos e Análise Climática (TGICA) foi criado para facilitar a cooperação entre a modelagem climática e as comunidades avaliação dos impactos do clima. Ele visa facilitar a ampla disponibilidade de dados relativos às alterações climáticas e cenários para a análise do clima e impactos, adaptação e vulnerabilidade, mitigação e pesquisa.

O TGICA não desenvolve quaisquer emissões, o clima, ou outros tipos de cenários, não faz qualquer decisão quanto à escolha de cenários para a preparação dos relatórios do IPCC. Também não assume qualquer modelagem ou investigação. Uma de suas principais atividades é a coordenação e supervisão do IPCC –Centro de Distribuição de Dados, que fornece informação oportuna e de dados para a comunidade científica internacional, em particular, dos conjuntos de dados e material de orientação.

http://www.ipcc.ch/working_groups/working_groups.htm

Ecologistas iniciam campanha contra os baleeiros na Antártida

O grupo ecologista Sea Shepherd termina os preparativos para inicias nas águas da Antártida uma intensa campanha contra os baleeiros japoneses, na tentativa de acabar com a temporada de caça às baleias.

Os navios da organização vão ter a missão de impedir que a frota japonesa capture cerca de 900 baleias para supostos “fins científicos”.

Esta será a oitava campanha da organização e pode ser uma das mais extremas até agora, já que os navios japoneses reforçaram a segurança. A ação é chamada de “Operação Vento Divino”, como a dos pilotos suicidas japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

(Fonte: Folha.com)