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sábado, 10 de dezembro de 2011

Obesidade provoca perda de vasos sanguíneos

Destruição dos vasos sanguíneos

A má alimentação combinada com a falta de atividade física regular faz com que os vasos sanguíneos de indivíduos obesos se fechem com o passar dos anos.

O processo pode prosseguir até o desaparecimento parcial desses vasos, comprometendo de forma significativa a microcirculação do fluxo sanguíneo.

Dependendo do excesso de gordura, os microvasos podem entupir e "secar", gerando pane no sistema circulatório responsável pelo transporte e distribuição do sangue nos tecidos e órgãos.

A conclusão é de um estudo realizado em parceria pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Realimentação do sobrepeso

Os resultados apontam que a obesidade traz impactos para a microcirculação sanguínea da pele retroalimentando a própria condição de sobrepeso.

O alvo da investigação foi a epiderme, mais extenso órgão humano. "Verificamos essa condição na pele, que é um marcador sistêmico e que serve como uma espécie de janela para observar o que está acontecendo internamente", afirma Eduardo Tibiriçá, coordenador do estudo.

Esta rarefação microvascular leva à redução do fluxo sanguíneo nos vasos, causando doenças em órgãos essenciais como o coração, o cérebro e os rins. "No pior das hipóteses, ocasiona a apoptose que é a morte celular programada", informa o especialista.

"O mais interessante deste estudo é que essas alterações na microcirculação do sangue estão envolvidas, na origem, no que chamamos de lesões de órgãos-alvo [coração, cérebro e rins], ocasionando complicações nestes órgãos nobres do nosso organismo.

"Esta alteração pode conduzir a uma degeneração, ocasionando insuficiência cardíaca, renal e lesões cerebrais ao longo do tempo. Isto é importante do ponto de vista da prevenção epidemiológica", explica.

Síndrome metabólica

O estudo foi além: comparou os impactos da obesidade sobre a microcirculação vascular entre indivíduos que possuem e indivíduos que não possuem síndrome metabólica.

Considerada um mal moderno, assim como a obesidade, a síndrome metabólica é um quadro causado por uma associação de fatores de risco que incluem obesidade, sedentarismo e maus hábitos alimentares.

A circunferência do abdômen é a principal forma de mensuração da síndrome metabólica. Quanto maior a circunferência, maiores as chances do surgimento de doenças cardiovasculares.

"Detectamos que os pacientes obesos que tinham síndrome metabólica possuíam muito mais problemas na microcirculação do que em pessoas obesas sem a síndrome", conta Tibiriçá.

Prevenção em meio a epidemia

O especialista explica que a obesidade é considerada atualmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma epidemia mundial, incluindo países em desenvolvimento como o Brasil.

Ele afirma ainda que é uma doença associada ao desenvolvimento de outras patologias, tais como doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio), acidente vascular cerebral (derrame) e diabetes.

De acordo com o pesquisador, a rotina de exercícios físicos é fundamental para controle de peso e deve ser mantida para uma melhoria das condições de vida dos indivíduos.

"As recomendações são clássicas e incluem atividade física regular e de intensidade moderada associada a mudanças de hábitos alimentares.


Com informações do IOC/Fiocruz

Indústria do tabaco sai à caça de consumidores jovens

Manipulação

Participantes da audiência pública convocada para discutir regras mais duras para a publicidade de produtos derivados do tabaco reclamaram daquilo que chamaram de manipulação da indústria para atrair o segmento jovem da população.

Durante o debate, muitos defenderam a saúde como direito de todos e como dever do Estado brasileiro.

Entre as ideias propostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão ampliar para 60% o espaço utilizado nos maços de cigarro para a veiculação de imagens de advertência, incluir uma mensagem de advertência voltada para o público jovem e proibir a fixação de cartazes promocionais do lado de fora de pontos de venda.

Promoções para jovens

Para o representante da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Alberto Araújo, a aprovação das alterações será importante não apenas para gerar impacto no controle do tabagismo, mas também para regular aos abusos na promoção de produtos derivados do tabaco entre os jovens.

"Temos observado que a indústria faz promoções em diversos eventos de jovens, na companhia da indústria do álcool", disse. "É um direito da sociedade. A saúde pública não pode ficar refém dos interesses econômicos da indústria", completou.

Para a representante da Associação Brasileira de Álcool e Drogas, Ilana Pinsky, a consulta pública representa uma importante medida de saúde pública na prevenção ao tabagismo.

Segundo ela, propagandas de produtos derivados do tabaco em padarias, bancas de revista e supermercados acabam estimulando o consumo por parte dos jovens.

"Existem evidências científicas de que o ponto de venda é um instrumento que pode representar a mesma importância de outros tipos de publicidade", argumentou. "Do ponto de vista da saúde pública, o tabaco não é um produto qualquer. O tabaco é inegavelmente um produto danoso à população", alertou Ilana.

Inaceitável

O representante da Organização Panamericana da Saúde (Opas), Armando Peruga, destacou que o Brasil dispõe de uma legislação antitabaco avançada, mas que os estudos demonstram que as imagens e mensagens de advertência só protegem a saúde das pessoas se forem bastante abrangentes.

"A indústria argumenta que o objetivo da embalagem é incentivar os fumantes a trocar de marca, mas isso, com todo o respeito, não é verdade. A publicidade sustenta o uso do tabaco como aceitável", disse.


Paula Laboissière - Agência Brasil

Caminhada reduz consumo de chocolate pela metade

Caminhada contra o chocolate

Uma caminhada de 15 minutos por dia pode cortar o consumo de chocolate de uma pessoa pela metade.

O estudo mostrou que, mesmo em situações estressantes, trabalhadores de escritório comem apenas metade do chocolate que comeriam quando saem para dar uma voltinha.

Segundo Adrian Taylor, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, os "chocólatras" podem facilmente reduzir sua tentação afastando-se regularmente de suas mesas e dando uma pequena caminhada, ou fazendo um exercício programado diariamente.

Sem estresse

O que mais surpreendeu no estudo foi que, durante os testes, o estresse de cada pessoa não teve influência sobre a quantidade de chocolate que ela comia - embora esta seja uma desculpa recorrente.

Já aqueles que fizeram uma caminhada leve de 15 minutos antes do expediente, em uma esteira colocada no próprio escritório, comeram uma média de 15 gramas de chocolate durante o dia.

Os que não se exercitaram comeram uma média de 28 gramas no decorrer do expediente.

Os resultados se mantiveram quando os trabalhadores foram divididos em grupos e receberam tarefas diferenciadas, algumas leves e outras altamente estressantes.

Vício de beliscar

"Nós sabemos que beliscar alimentos de elevado teor calórico durante o expediente, como chocolate, pode se tornar um hábito inconsciente, e pode levar ao ganho de peso ao longo do tempo," diz o Dr. Taylor.

"As pessoas geralmente acham difícil cortar esse vício, mas nosso estudo mostra que uma simples caminhada pode ser capaz de reduzir o problema pela metade," conclui o pesquisador.

Além disso, o exercício tem benefícios conhecidos sobre o humor, o nível geralde energia do indivíduo e até mesmo para controlar vícios.

http://www.diariodasaude.com.br/

Conheça os sintomas que podem indicar a iminência de um derrame

Sintomas adicionais

Pesquisadores anunciaram a descoberta de dois sintomas adicionais que podem indicar que uma pessoa está sofrendo umderrame, ou AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Ross Naylor e seus colegas da Universidade de Leicester, no Reino Unido, demonstraram que fraqueza nas pernas e perda de visão podem ser o prenúncio de um derrame.

Até agora, os médicos recomendavam a observação de três sintomas: fraqueza facial, fraqueza nos braços e problemas de fala.

O Dr. Naylor afirma que é necessário ficar de olho nos cinco sintomas.

"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um derrame e também precisa procurar ajuda médica com urgência", disse ele.

Sintomas do derrame

O primeiro indicador de um derrame iminente é a fraqueza facial, quando a pessoa pode não conseguir sorrir ou apresentar caimento em um dos olhos ou no canto da boca.

Já a fraqueza nos braços pode ser aferida pedindo-se que a pessoa levante os dois braços simultaneamente e observando se ambos sobem no mesmo ritmo e à mesma altura.

Os problemas na fala também podem vir na forma de uma incapacidade de entender o que outras pessoas estão falando.

O que o Dr. Naylor recomenda é que se preste atenção também no surgimento repentino de fraqueza nas pernas, eventualmente com alterações no ritmo do andar, e um turvamento repentino da visão.

No caso da observação de um ou mais desses sintomas, é essencial que se busque auxílio médico imediatamente, uma vez que a recuperação de um derrame depende de um atendimento rápido.

http://www.diariodasaude.com.br

Especialistas: mundo árabe oculta epidemia crescente de aids

No mundo árabe, dominado pelo estigma social, pela inação do governo e por um acesso frequentemente limitado à educação, especialistas alertam que uma epidemia de aids está em ascensão. "No Oriente Médio e no Norte da África, a epidemia de HIV esteve em ascensão na última década", afirmou Aleksandar Sasha Bodiroza, conselheiro de HIV e aids do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

"O número de pessoas que precisam de tratamento na região saltou de aproximadamente 45 mil em 2001 para quase 160 mil em 2010", disse Bodiroza. "Isto pôs o Oriente Médio e o Norte da África como as duas principais regiões do globo onde a epidemia de HIV cresce mais rapidamente", acrescentou.

Segundo um relatório das Nações Unidas publicado este mês, o número de pessoas infectadas com o vírus e as mortes relacionadas com a aids diminuíram em todo o mundo, à medida que o acesso ao tratamento se tornou mais difundido. Mas o mundo árabe tem sido lento em acompanhar esta tendência, pois ali as taxas de contração de HIV e de mortes relacionadas à aids aumentam enquanto a conscientização pública, a resposta do governo e o acesso a serviços médicos adequados têm tido um progresso lento.

Embora haja poucos dados confiáveis no Oriente e no Norte da África, as Nações Unidas calculam entre 350 mil e 570 mil o número de pessoas que vivem com o vírus HIV na região, cuja população é estimada em mais de 367 milhões de pessoas. Um estudo publicado recentemente em uma Biblioteca Pública de Ciência estabeleceu as taxas de infecção entre homens que fazem sexo com outros homens em 5,7% no Cairo, capital egípcia, e em 9,3% em Cartum, capital do Sudão.

E enquanto alguns países começaram a dar pequenos passos para enfrentar um problema crescente, mas silencioso, a vergonha e o estigma dão poucos sinais de ceder em uma região onde as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e o sexo antes do casamento costumam ser considerados crimes. Este estigma se tornou algo normal para um jovem de Beirute, contatado através de um grupo que oferece apoio gratuito a pessoas soropositivas e doentes de aids.

"Se fosse resumir em uma palavra, eu diria que a minha vida é um grande segredo", disse o rapaz, 29 anos, que soube ser soropositivo há três anos. "Embora tenha saído do armário com a minha família muito tempo atrás, isto é algo que não compartilhei com eles. Eu nunca poderia jogar sobre eles este peso", acrescentou.

As infecções se concentram normalmente em pessoas que pertencem a grupos de alto risco, incluindo usuários de drogas injetáveis, homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e seus clientes. "A vida para alguém que tem o vírus HIV é muito difícil. Eles sofrem com a incapacidade de falar sobre a doença livremente com pessoas próximas e nós temos casos em que indivíduos chegaram a ser expulsos da família", relatou Brigitte Khoury, psicóloga clínica do Centro Médico da Universidade Americana de Beirute.

"Portanto, embora algumas famílias deem apoio, trata-se de uma vida dominada pelo segredo, pelo engano e pelo medo do pior", emendou. Este medo, segundo especialistas, é o que costuma afastar os soropositivos da procura de um tratamento. "O estigma e a discriminação estão entre as razões primárias pelas quais as pessoas que vivem com HIV ou populações chave com maior risco de infecção por HIV não têm acesso a serviços essenciais para portadores de HIV", disse Bodiroza.

"Estes dois fatores também limitam a habilidade de governos e sociedade civil de fornecer serviços", acrescentou. Muitos países do mundo árabe exigem que os estrangeiros façam exames de HIV para conceder vistos ou carteiras de residência. Recentemente, os jornais noticiaram o caso de um jornalista sul-africano, deportado do Qatar após ter sido diagnosticado com HIV e demitido da emissora de TV Al-Jazeera.

A organização Section27, um grupo legal de interesse público radicado na África do Sul, pediu à delegação do país na Organização Internacional do Trabalho (OIT) para formalizar uma queixa contra o Qatar. Mas alguns países mais liberais da região começaram a noticiar o problema, e Egito e Líbano lançaram uma campanha de mídia.

A campanha "Let's Talk" (Vamos conversar), no ar até o fim de dezembro, é organizada pelo UNFPA em parceria com os ministérios da Saúde dos dois países, e encoraja as pessoas a fazerem o exame. A campanha, que no Líbano é estrelada por uma ex-miss e a superpopular banda Mashrou3 Leila, também disponibiliza uma lista de centros de exames gratuitos e anônimos nos dois países.

Mas apesar destes esforços, especialistas afirmam que os governos são menos propensos do que nunca a voltar sua atenção à epidemia crescente em uma região afetada por uma revolta política. "O fio condutor que liga todos os países da região é o impacto do estigma e da discriminação, que estão (entre) as razões principais pelas quais as pessoas que vivem com HIV ou populações em risco não têm acesso a serviços essenciais", afirmou Bodiroza. "Sem uma liderança forte, é improvável que estas questões sejam atendidas completa e adequadamente", concluiu.

Uso de inseticida contra mosquito da dengue é contestado por Ministério da Saúde


O uso de sprays inseticidas para matar o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, não é eficaz no combate à doença, alertou o Ministério da Saúde (MS) ao contestar a medida adotada pela prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. “A estratégia do município de Foz de Iguaçu de distribuição de inseticidas para a população é desprovida de qualquer evidência científica de que funcione para evitar surtos de dengue, não sendo, portanto, recomendada pelo Ministério da Saúde”, diz nota técnica. Segundo o órgão, o uso inadequado e indiscriminado de inseticidas pode interferir na eficácia dos programas de controle da doença, uma vez que o produto pode ajudar o mosquito a desenvolver resistência ao veneno. O prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald, questionou o posicionamento do MS. “Pergunta para a população de Foz o resultado dos inseticidas”, sugeriu. Segundo ele, a medida é eficiente e não cria resistência. O alcaide destacou ainda que a campanha orientou a população a aplicar o inseticida em locais específicos e em doses suficientes para matar o Aedes aegypti.

Informações do G1.

Proibição de emagrecedores pela Anvisa já está valendo

Entrou em vigor dia (09) a proibição da venda de três inibidores de apetite elaborados a base de anfetamina.

São eles: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.

A decisão já havia sido divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro, mas passa a valer agora devido ao prazo de 60 dias para adaptação.

Passam a valer também as restrições à venda de outra substância usada como emagrecedora: a sibutramina. Todo e qualquer medicamento ou fórmula que contenham sibutramina não poderão ser receitadas com dose diária acima de 15mg/dia. Além disso, a Anvisa apresentou um modelo de termo de responsabilidade que deve ser assinado pelo médico ao indicar o uso da substância.

O uso e venda de sibutramina no Brasil já era restrito desde 2010, quando o remédio foi incluído na lista de medicamento ‘B2’, que precisam de receitas especiais para indicação de uso. A mudança agora é a necessidade do termo de responsabilidade, assinado pelo médico e paciente.

A Anvisa afirmou que os laboratórios que fabricam e/ou comercializam sibutramina terão que fazer acompanhamento de possíveis efeitos colaterais e comunicar a Agência. As medidas serão acompanhadas por 12 meses e após isso, a comercialização do produto será discutida novamente.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

DICAS PRÁTICAS PARA VOCÊ ECONOMIZAR ENERGIA E PROTEGER O PLANETA

1. TAMPE SUAS PANELAS ENQUANTO COZINHA. Parece obvio, não é? E é mesmo! Ao
tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no
ar.

2. USE UMA GARRAFA TÉRMICA COM ÁGUA GELADA. Compre daquelas garrafas
térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma
bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abrefecha da geladeira toda vez que alguém quiser beber um copo d ' água.
3. APRENDA A COZINHAR EM PANELA DE PRESSÃO. Acredite... dá pra cozinhar
tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc... Muito mais rápido e
economizando 70% de gás.

4. COZINHE COM FOGO MÍNIMO. Se você não faltou às aulas de física no 2º grau
você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais
depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai
é queimar sua comida.

5. ANTES DE COZINHAR, RETIRE DA GELADEIRA TODOS OS INGREDIENTES DE
UMA SÓ VEZ. Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma
cebola, uma cenoura, etc...

6. COMA MENOS CARNE VERMELHA. A criação de bovinos é um dos maiores
responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando
você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável,
poluente, e mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma
quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia: Para produzir 1 kg de carne vermelha
são necessários 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.

7. NÃO TROQUE O SEU CELULAR. Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje
em dia qualquer Zé mane tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se
importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em
bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la
adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade
à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em
suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra
barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles,
lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.

8. COMPRE UM VENTILADOR DE TETO. Nem sempre faz calor suficiente pra ser
preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para
refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma
boa idéia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.

9. USE SOMENTE PILHAS E BATERIAS RECARREGÁVEIS. É certo que são caras,
mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser
recarregadas em média 1000 vezes.

10. LIMPE OU TROQUE OS FILTROS O SEU AR CONDICIONADO. Um ar
condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.

11. TROQUE SUAS LÂMPADAS INCANDESCENTES POR FLUORESCENTES.
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você
economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.

12. ESCOLHA ELETRODOMÉSTICOS DE BAIXO CONSUMO ENERGÉTICO. Procure
por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de
importados).

13. NÃO DEIXE SEUS APARELHOS EM STANDBY. Simplesmente desligue ou tire da
tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um
aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.

14. MUDE SUA GELADEIRA OU FREEZER DE LUGAR. Ao colocá-los próximos ao
fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenhaos afastados pelos menos 15 cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar
roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!

15. DESCONGELE GELADEIRAS E FREEZERS ANTIGOS A CADA 15 OU 20 DIAS. O
excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia
para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem
até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico
a médio/longo prazo.

16. USE A MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS/LOUÇA SÓ QUANDO ESTIVEREM
CHEIAS. Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os
modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água
quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.

17. RETIRE IMEDIATAMENTE AS ROUPAS DA MÁQUINA DE LAVAR QUANDO
ESTIVEREM LIMPAS. As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas,
exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia
elétrica.

18. TOME BANHO DE CHUVEIRO. E de preferência, rápido. Um banho de banheira
consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.
19. USE MENOS ÁGUA QUENTE. Aquecer água consome muita energia. Para lavar a
louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.

20. PENDURE AO INVÉS DE USAR A SECADORA. Você pode economizar mais de 317
quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a
secadora.

21. NUNCA É DEMAIS LEMBRAR: RECICLE NO TRABALHO E EM CASA. Se a sua
cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Existem vários
na rede Pão de Açúcar. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de
plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).

22. FAÇA COMPOSTAGEM. Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa
é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o
problema, você terá um jardim saudável e bonito.

23. REDUZA O USO DE EMBALAGENS. Embalagem menor é sinônimo de desperdício
de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com
refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.

24. COMPRE PAPEL RECICLADO. Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos
energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.

25. UTILIZE UMA SACOLA PARA AS COMPRAS. Sacolinhas plásticas descartáveis
são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e
metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado,
leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.

26. PLANTE UMA ÁRVORE. Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico
durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS
Mata Atlântica ou Iniciativa Verde.

27. COMPRE ALIMENTOS PRODUZIDOS NA SUA REGIÃO. Fazendo isso, além de
economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.

28. COMPRE ALIMENTOS FRESCOS AO INVÉS DE CONGELADOS. Comida congelada
além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma
praticidade que nem sempre vale a pena.

29. COMPRE ORGÂNICOS. Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros,
pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar
agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima
absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a
produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás
carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para
que os preços possam cair com o tempo.
30. ANDE MENOS DE CARRO. Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus,
metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana,
deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.

31. NÃO DEIXE O BAGAGEIRO VAZIO EM CIMA DO CARRO. Qualquer peso extra
no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais
de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.

32. MANTENHA SEU CARRO REGULADO. Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma
revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante.
Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos
mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.

33. LAVE O CARRO A SECO. Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas
até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada
lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping.

34. QUANDO FOR TROCAR DE CARRO, ESCOLHA UM MODELO MENOS POLUENTE.
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios
de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de
açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo,
onde no horário de pico anda-se a 10 km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e
potentes para ficar parados nos congestionamentos.
35. USE O TELEFONE OU A INTERNET. A quantas reuniões de 15 minutos você já
compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para
voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom
dinheiro e poupar a atmosfera.

36. VOE MENOS, REÚNA-SE POR VIDEOCONFERÊNCIA. Reuniões por
videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz
uma diferença significativa para a atmosfera.
37. ECONOMIZE CDS E DVDS. CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e
baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser
incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias
regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar
seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados
virtualmente ao invés de em mídias físicas.

38. PROTEJA AS FLORESTAS. Por anos os ambientalistas foram vistos como "ecochatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do
que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás
carbônico controlada na atmosfera.

39. CONSIDERE O IMPACTO DE SEUS INVESTIMENTOS. O dinheiro que você
investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou
países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o
impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se
com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.

40. INFORME-SE SOBRE A POLÍTICA AMBIENTAL DAS EMPRESAS QUE VOCÊ
CONTRATA. Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas
as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a
prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem
institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a
empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será
mesmo que eles estão colaborando tanto assim?

41. DESLIGUE O COMPUTADOR. Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o
computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads,
às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais
de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.

42. CONSIDERE TROCAR SEU MONITOR. O maior responsável pelo consumo de
energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam
menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo?
Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.

43. NO ESCRITÓRIO, DESLIGUE O AR CONDICIONADO UMA HORA ANTES DO
FINAL DO EXPEDIENTE. Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia
diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do
expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. NÃO PERMITA QUE AS CRIANÇAS BRINQUEM COM ÁGUA. Banho de
mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem
dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito,
justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus
filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.

45. NO HOTEL, ECONOMIZE TOALHAS E LENÇOIS. Use o bom senso... Você
realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o
hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e
energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os
lençóis, a não ser que você mije na cama...

46. PARTICIPE DE AÇÕES VIRTUAIS. A Internet é uma arma poderosa na
conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta
árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!

47. INSTALE UMA VÁLVULA NA SUA DESCARGA. Instale uma válvula para regular a
quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos
para o número 1!

48. NÃO PEÇA COMIDA PARA VIAGEM. Se você já foi até o restaurante ou à
lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem?
Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49. REGUE AS PLANTAS À NOITE Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você
impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem
agredir suas plantas.
50. FREQÜENTE RESTAURANTES NATURAIS/ORGÂNICOS, Com o aumento da
consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais,
orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja
vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim
estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos
agressivos ao meio-ambiente.

51. VÁ DE ESCADA. Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada?
Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.

DIVULGUE ESTA LISTA!
ORGANIZAÇÃO DE RENOVAÇÃO AMBIENTAL - ORA
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O MEIO AMBIENTE AGRADECE

Pimentão é o novo campeão de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de divulgar seu último estudo sobre contaminação de alimentos por agrotóxicos, baseado em pesquisa feita durante 2010. O trabalho envolveu amostras de 18 alimentos em todos os estados da federação, com exceção de São Paulo, que se recusou a participar. De um total de 2.488 amostras coletadas, 28% foram consideradas insatisfatórias.

Entenda o resultado através das tabelas abaixo. A Anvisa classifica as amostras problemáticas de alimentos em 3 categorias:

  • Na coluna 1 (% que usa o agrotóxico errado) aponta o número de amostras e seu percentual relativo àqueles alimentos que foram tratados com substâncias indevidas, isto é, que não deveriam ser usadas na sua cultura
  • A coluna 2 (% que usa agrotóxico acima do nível permitido) mostra o número e o percentual de amostras que usaram agrotóxico demais, embora do tipo permitido para essa cultura
  • A coluna 3 mostra a interseção das duas primeiras, isto é, o número de amostras e percentual de alimentos que usaram agrotóxico do tipo errado e em quantidade excessiva

Por fim a última coluna dá um resultado geral. Mostra a soma das 3 colunas, indicando a chance de um dos alimentos estudados ter um dos problemas acima. Como se vê na tabela abaixo, no caso do pimentão essa chance é de 91,8%, para o morango é de 63,4%, e, para o pepino, de 57,4%, só para ficar nos três primeiros.



A coisa fica melhor quando olhamos apenas para a contaminação excessiva, na tabela a seguir, que mostra níveis de contaminação das amostras abaixo de 10%. Nessa lista, o campeão foi o abacaxi, com 8,2%.

De acordo com matéria de Vanessa Correa, publicada hoje na Folha de São Paulo, apesar de grande produtor, o estado de São Paulo foi o único a não participar dessa pesquisa nacional. A ausência foi explicada pelas autoridades locais pelo fato de São Paulo fazer seu próprio levantamento. Mas, continua a Folha, São Paulo acompanha apenas 3 produtos, arroz, feijão e laranja. É mesmo duro de engolir pois o estado é grande produtor de morango, por exemplo.

O estudo apresenta resultados ruins como os do ano passado e indica que o Brasil ainda tem chão pela frente até construir uma fiscalização que garanta alimentos mais seguros. Nessa lista, pepino e abacaxi, além de alimentos, também carregam seu significado metafórico: são um problemão.




Eduardo Pegurier

Estudo de Harvard comprova que consumo de enlatados eleva o nível de Bisfenol-A (BPA) no corpo

Químico é encontrado em embalagens de plástico e está associado a doenças como puberdade precoce, câncer, infertilidade e obesidade.

Um estudo realizado pela Universidade Harvard, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos e do mundo, revelou que o consumo de alimentos enlatados aumenta o nível de bisfenol A (BPA) no corpo humano. A pesquisa analisou a urina de pessoas divididas em dois grupos. O resultado mostra que os voluntários que comeram sopa enlatada durante cinco dias apresentaram um nível de bisfenol A superior a 1.000%, em comparação aos participantes que comeram sopas preparadas com vegetais frescos.

O bisfenol A é usado na fabricação do plástico e no revestimento interno de latas de bebidas e de alimentos. Segundo pesquisas, pode provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade. De acordo com a autora da pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard, Jenny Carwile, “já sabíamos que bebidas armazenadas em certos plásticos poderiam aumentar o nível de BPA no corpo. Esse estudo sugere que alimentos enlatados podem ser ainda mais preocupantes, especialmente devido ao fato de serem consumidos em grande quantidade”.

Setenta e cinco voluntários foram recrutados para o estudo. Durante cinco dias, um grupo consumiu 340 g de sopa vegetariana enlatada e outro grupo consumiu 340 g de sopa preparada com vegetais frescos. Depois de dois dias os grupos trocaram de sopa e foram testados posteriormente. Os pesquisadores observaram que as amostras de urina coletadas do grupo de sopa enlatada tiveram um aumento de 1.221% quando comparados ao grupo que comeu a sopa fresca.

A sopa utilizada na pesquisa foi da marca Progresso, mas os pesquisadores disseram que a marca não interessa e que o problema está nas latas. Os pesquisadores explicaram que os altos níveis de BPA podem ser transitórios e que mais pesquisas devem ser feitas. Também expressaram que está na hora de retirar o BPA de latas. Karin Michels, professora do departamento de epidemiologia de Harvard, declarou que “ um bom conselho para os produtores seria a consideração da eliminação do bisfenol A em enlatados”.

Uma representante da General Mills, a empresa que produz a sopa Progresso não concordou. “Cientistas e entidades governamentais no mundo todo avaliaram pesquisas e concluíram que as evidências são a favor do bisfenol A”, disse Kirstie Foster, porta-voz da General Mills.
Apesar da controvérsia a utilização do bisfenol A em mamadeiras já foi proibida no Brasil, União Europeia, China, Malásia, Costa Rica e em 11 estados americanos.

A pesquisa foi publicada no dia 21 de novembro na revista científica Journal of the American Medical Association.


Fontes:
CBS – Journal of the American Medical Association

Planeta segue rumo a aquecimento superior a níveis seguros, diz estudo

Enquanto negociadores de quase 200 países tentam chegar a um acordo climático para redução de emissões de gases do efeito estufa, um estudo divulgado nesta terça-feira (6) em Durban, na África do Sul, indica que, mesmo cumprindo as metas atualmente propostas pelos principais poluidores, o planeta deve ter um aquecimento de 3,5ºC até o fim do século.

Nos Acordos de Cancún, além de prometer metas de redução de emissões voluntárias, os países assumiram o compromisso de manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, patamar considerado seguro pela ciência atual.

Acima desta elevação de temperatura, as consequências para o planeta podem ser potencialmente catastróficas, segundo os cientistas.

O estudo Rastreador de Ação Climática, uma iniciativa alemã da consultoria Ecofys em parceria com o Instituto de Pesquisas sobre o Impacto do Clima de Potsdam e a organização não-governamental Climate Analytics, também recomenda a tomada de ações mais ambiciosas para manter mais baixos os custos de redução de emissões.

‘Quanto mais esperarmos, mais caro vai ficar. Se as metas só forem revisadas em 2015 ou mais tarde, as oportunidades de mitigação caem drasticamente’, afirmou o diretor de Política Climática e Energética da Ecofys, Niklas Höhne.

Com outras pesquisas recentes indicando um salto na emissão de dióxido de carbono, (CO2), nos últimos anos, seriam necessárias medidas urgentes para seguir as recomendações dos estudiosos.

De acordo com o diretor da Climate Analytics, Bill Hare, o mundo teria que atingir o seu pico de emissões antes de 2020 para então entrar em um caminho seguro.

‘Atualmente, emitimos cerca de 50 gigatoneladas de carbono equivalente (GtCO2-eq) – medida que leva em consideração todos os gases que provocam o efeito estufa – por ano. Em 2020, teríamos que estar em 44 GtCO2-eq ‘, afirmou Hare.

Mudan