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sábado, 3 de dezembro de 2011

O que é AIDS?

O que é AIDS?

Sinônimos: hiv, síndrome da imunodeficiência adquirida, sida

É uma doença que ataca o sistema imunológico devido à destruição dos glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A Aids é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico (ataca ao mesmo tempo muitas pessoas numa mesma região) e sua gravidade.

Qual o agente envolvido?

A infecção se dá pelo HIV, vírus que ataca as células do sistema imunológico, destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por microorganismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.

Vírus HIV circulando na corrente sanguínaVírus HIV circulando na corrente sanguína

Causas

Transmissão/ Contágio

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal, pelo leite materno, ou transfusão de sangue contaminado. O portador do HIV, mesmo sem apresentar os sintomas da AIDS, pode transmitir o vírus, por isso, a importância do uso de preservativo em todas as relações sexuais.

Células infectadas pelo vírus HIVCélulas infectadas pelo vírus HIV











Sabendo disso, você pode conviver com uma pessoa portadora do HIV. Pode beijar, abraçar, dar carinho e compartilhar do mesmo espaço físico sem ter medo de pegar o vírus.

Quanto mais respeito e carinho você der a quem vive com HIV/AIDS, melhor será a resposta ao tratamento, porque o convívio social é muito importante para o aumento da auto-estima das pessoas e, consequentemente, faz com que elas cuidem melhor da saúde.

Assim pega

  • Sexo na vagina sem camisinha
  • Sexo oral sem camisinha
  • Sexo anal sem camisinha
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados

Assim não pega

  • Sexo desde que se use corretamente a camisinha
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Sabonete/ toalha/ lençóis
  • Talheres/ copos
  • Assento de ônibus
  • Piscina
  • Banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar

Perguntas frequentes

A prática da masturbação com parceiro eventual implica risco de contágio pelo HIV?

Não havendo troca de sangue, sêmen ou secreção, a prática da masturbação a dois não implica qualquer risco de infecção pelo HIV.

Qual o risco de contágio com objetos cortantes como aparelhos de barbear, brincos, alicates e piercings?

Atualmente, a maioria dos aparelhos pérfuro-cortantes fabricados, como seringas, máquinas de tatuar, aparelhos para colocar brincos ou piercings, são feitos com materiais descartáveis, que não podem ser usados mais de uma vez. Em caso de dúvida, sugerimos perguntar no local sobre os materiais utilizados. O risco de contaminação no contato do sangue com a pele e mucosa oral é menor do que a exposição percutânea (injeção), porque há maior quantidade de células-alvo suscetíveis à infecção pelo HIV na corrente sanguínea. Além disso, na pele e na mucosa oral existem barreiras imunológicas e não-imunológicas que conferem um determinado grau de proteção, uma vez que estes lugares estão em permanente contato com o meio externo e com microorganismos.

Mesmo com a ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo HIV?

Apesar de o vírus da Aids estar mais presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela secreção da vagina, por exemplo. Os fatores que aumentam o risco de transmissão do HIV, nesses casos, são: imunodeficiência avançada, relação anal receptiva, relação sexual durante a menstruação e presença de outras doenças sexualmente transmissíveis como cancro mole, sífilis e herpes genital.

O beijo, no caso de um dos parceiros ter feridas ou fissuras na boca, é uma via de contágio?

Segundo estudos, não há evidências de transmissão do HIV pelo beijo. Para que houvesse possibilidade de transmissão, seria necessário que houvesse uma lesão grave de gengiva e sangramento na boca. O HIV pode ser encontrado na saliva, porém as substâncias encontradas nela são capazes de neutralizá-lo. Práticas como beijar na boca, fumar o mesmo cigarro, tomar água no mesmo copo, não oferecem riscos.

A prática do sexo oral sem proteção implica risco de infecção pelo HIV?

Se comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco relacionado ao sexo oral é baixo. Contudo, oferece riscos maiores para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado e se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente). Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus inativo, quando deglutido. No entanto, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.

http://www.minhavida.com.br

Cabecear com frequência no futebol pode prejudicar cérebro

Semelhante a acidentes

Médicos norte-americanos alertaram que cabeceadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais nos jogadores.

Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores amadores e, nos exames, foram revelados padrões de danos parecidos com os encontrados em pacientes que sofreram concussões.

Os pesquisadores afirmam acreditar que existe um número seguro de cabeçadas - cerca de mil cabeçadas por ano ou menos.

Neste nível, o cérebro não sofreria lesões, mas os médicos afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas a respeito.

Doença degenerativa do cérebro

Um jogador britânico da década de 1960, Jeff Astle, teria morrido em 2002, aos 59 anos, devido a problemas causados por muitas cabeçadas durante sua carreira.

Astle desenvolveu problemas cognitivos depois de anos jogando pela seleção da Inglaterra e pelo time inglês West Bromwich Albion.

A autópsia determinou que a morte do jogador foi resultado de uma doença degenerativa do cérebro causada por cabeçadas contra as pesadas bolas de futebol de couro usadas na época em que Astle jogava.

O médico que chefiou a pesquisa, Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, do hospital da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova Iorque, afirma que as bolas usadas nos jogos atuais, apesar de serem bem mais leves do que as antigas, ainda podem causar danos.

Uma bola de futebol pode alcançar a velocidade de 54 quilômetros por hora em jogos recreativos e até o dobro desta velocidade em jogos profissionais.

Lesões no cérebro

Lipton e sua equipe usaram um tipo de exame especial, conhecido como imagem por tensor de difusão, que visualiza nervos e tecidos cerebrais.

Os 32 voluntários que passaram pelo exame disseram aos médicos qual a frequência com que cabeceavam a bola durante treinos e jogos.

Com os exames, os médicos descobriram que os jogadores que eram "cabeceadores frequentes" tinham sinais óbvios de lesões traumáticas leves no cérebro.

Cinco regiões do cérebro sofreram danos - áreas da frente do cérebro e na direção da parte de trás do crânio, onde ocorrem processos ligados à atenção, memória, funcionamento executivo e funções da visão.

Lesões cumulativas

Os pesquisadores avaliam que as lesões foram se acumulando com o tempo.

"Cabecear uma bola de futebol não tem um impacto que vai romper fibras nervosas no cérebro", afirmou Lipton, ao apresentar sua pesquisa, na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte.

"Mas cabeçadas repetitivas podem desencadear uma série de respostas que podem levar à degeneração das células do cérebro."

Os voluntários que tiveram seus cérebros examinados pela equipe de Lipton também fizeram testes para checar suas habilidades cognitivas como memória verbal e tempos de reação.

Eles foram mal nestes testes: os danos ocorreram em jogadores que afirmaram cabecear a bola pelo menos mil vezes por ano.

Máximo de cabeçadas

Segundo os pesquisadores, apesar de parecer um número alto, mil cabeçadas por ano significa apenas algumas cabeçadas por dia para um jogador que pratica o esporte com frequência.

Os médicos norte-americanos afirmaram que serão necessários mais estudos para determinar um número seguro de cabeçadas para os jogadores de futebol.

Controvérsia

Mas, para Andrew Rutherford, da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, na Grã-Bretanha, a pesquisa apresentada pelos médicos americanos não é convincente.

O britânico pesquisa os danos causados por cabeçadas há anos.

Para Rutherford, os médicos norte-americanos estão analisando os dados errados.

Para ele, a maioria das lesões na cabeça ocorridas no futebol se deve ao impacto entre as cabeças dos jogadores, e não ao impacto com a bola.

Michelle Roberts - BBC

Tecnologia que reanimar o coração sem ferí-lo

Deficiências dos desfibriladores

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um novo modelo de desfibrilador que pode ajudar a salvar vidas de pacientes cardíacos com menos efeitos colaterais negativos.

Cerca de 40% das paradas cardíacas súbitas são causadas pela fibrilação ventricular, um tipo potencialmente letal de arritmia.

O tratamento mais efetivo para o problema é a desfibrilação, medida que consiste na aplicação de um choque elétrico para estimular as células do coração, que voltam então a acompanhar o ritmo normal do órgão.

A abordagem, porém, não está livre de efeitos colaterais.

Da mesma forma que excita um dado número de células cardíacas, a corrente elétrica aplicada pode lesar e até mesmo provocar a morte de outras tantas.

Acertando o coração

Atentos a esta consequência indesejada, cientistas do Laboratório de Pesquisa Cardiovascular (LPCv) da Unicamp desenvolveram estudos com o objetivo de tornar o procedimento mais eficiente e seguro.

Os pesquisadores descobriram que o campo elétrico necessário para estimular as células cardíacas, quando orientado no sentido do eixo longitudinal das células, é cerca de metade daquele quando a orientação é transversal.

Todavia, também ficou comprovado que, à medida que aumenta o campo elétrico, não só mais células podiam ser "recrutadas", mas também mais células eram lesadas ou mortas pelo efeito do choque.

Ou seja, a posição em que ocorre a estimulação exerce papel importante no resultado do procedimento.

Esse conhecimento foi incorporado em dois novos equipamentos, um estimulador e um desfibrilador multidirecional.

Ensaios realizados com os equipamentos em nível celular e em modelo animal apresentaram resultados tão animadores que a Universidade já depositou um pedido de patente.

Estimulador multidirecional

O estimulador multidirecional baseia-se no princípio de que, se numa direção preferencial já ocorria a excitação das células, a variação da direção do campo possivelmente proporcionaria um maior recrutamento.

"Quando estimulamos nas três direções, conseguimos recrutar cerca de 80% das células com uma intensidade do campo que recruta apenas 40% em uma só direção.

"Além disso, também constatamos que a abordagem multidirecional possibilita a redução de 50% da potência empregada para se obter o mesmo recrutamento", detalha Alexandra Valenzuela da Fonseca, que desenvolveu o equipamento.

O conceito de recrutar e ao mesmo tempo proteger o maior número de células possível é importante para tornar os procedimentos de estimulação e desfibrilação mais eficientes e seguros.

Desfibrilador multidirecional

Com estes resultados, os pesquisadores partiram então para o desenvolvimento de um desfibrilador multidirecional.

O desafio ficou a cargo de Marcelo Viana, que construiu um protótipo utilizando componentes tradicionais, os mesmos empregados nos desfibriladores convencionais: duas pás, com três eletrodos cada uma, são acopladas ao equipamento para aplicação do choque.

Segundo Marcelo, o "pulo do gato" do instrumento é o seu sistema de chaveamento, que permite a aplicação muito rápida de choques sequenciais - menos que um décimo de segundo para a conclusão do processo - em três direções diferentes.

"Com o equipamento, conseguimos reduzir a potência em 20% mesmo para uma probabilidade de 90% de índice desfibrilatório. Ou seja, a estimulação multidirecional demonstrou ser uma importante inovação para a realização de uma abordagem mais eficiente e segura", assinala Marcelo.

Indústrias já se mostraram interessadas no licenciamento da nova tecnologia para fabricação dos aparelhos em escala comercial.

Jornal da Unicamp

Tecnologia que reanimar o coração sem ferí-lo

Deficiências dos desfibriladores

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um novo modelo de desfibrilador que pode ajudar a salvar vidas de pacientes cardíacos com menos efeitos colaterais negativos.

Cerca de 40% das paradas cardíacas súbitas são causadas pela fibrilação ventricular, um tipo potencialmente letal de arritmia.

O tratamento mais efetivo para o problema é a desfibrilação, medida que consiste na aplicação de um choque elétrico para estimular as células do coração, que voltam então a acompanhar o ritmo normal do órgão.

A abordagem, porém, não está livre de efeitos colaterais.

Da mesma forma que excita um dado número de células cardíacas, a corrente elétrica aplicada pode lesar e até mesmo provocar a morte de outras tantas.

Acertando o coração

Atentos a esta consequência indesejada, cientistas do Laboratório de Pesquisa Cardiovascular (LPCv) da Unicamp desenvolveram estudos com o objetivo de tornar o procedimento mais eficiente e seguro.

Os pesquisadores descobriram que o campo elétrico necessário para estimular as células cardíacas, quando orientado no sentido do eixo longitudinal das células, é cerca de metade daquele quando a orientação é transversal.

Todavia, também ficou comprovado que, à medida que aumenta o campo elétrico, não só mais células podiam ser "recrutadas", mas também mais células eram lesadas ou mortas pelo efeito do choque.

Ou seja, a posição em que ocorre a estimulação exerce papel importante no resultado do procedimento.

Esse conhecimento foi incorporado em dois novos equipamentos, um estimulador e um desfibrilador multidirecional.

Ensaios realizados com os equipamentos em nível celular e em modelo animal apresentaram resultados tão animadores que a Universidade já depositou um pedido de patente.

Estimulador multidirecional

O estimulador multidirecional baseia-se no princípio de que, se numa direção preferencial já ocorria a excitação das células, a variação da direção do campo possivelmente proporcionaria um maior recrutamento.

"Quando estimulamos nas três direções, conseguimos recrutar cerca de 80% das células com uma intensidade do campo que recruta apenas 40% em uma só direção.

"Além disso, também constatamos que a abordagem multidirecional possibilita a redução de 50% da potência empregada para se obter o mesmo recrutamento", detalha Alexandra Valenzuela da Fonseca, que desenvolveu o equipamento.

O conceito de recrutar e ao mesmo tempo proteger o maior número de células possível é importante para tornar os procedimentos de estimulação e desfibrilação mais eficientes e seguros.

Desfibrilador multidirecional

Com estes resultados, os pesquisadores partiram então para o desenvolvimento de um desfibrilador multidirecional.

O desafio ficou a cargo de Marcelo Viana, que construiu um protótipo utilizando componentes tradicionais, os mesmos empregados nos desfibriladores convencionais: duas pás, com três eletrodos cada uma, são acopladas ao equipamento para aplicação do choque.

Segundo Marcelo, o "pulo do gato" do instrumento é o seu sistema de chaveamento, que permite a aplicação muito rápida de choques sequenciais - menos que um décimo de segundo para a conclusão do processo - em três direções diferentes.

"Com o equipamento, conseguimos reduzir a potência em 20% mesmo para uma probabilidade de 90% de índice desfibrilatório. Ou seja, a estimulação multidirecional demonstrou ser uma importante inovação para a realização de uma abordagem mais eficiente e segura", assinala Marcelo.

Indústrias já se mostraram interessadas no licenciamento da nova tecnologia para fabricação dos aparelhos em escala comercial.

Jornal da Unicamp

Tecnologia que reanimar o coração sem ferí-lo

Deficiências dos desfibriladores

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um novo modelo de desfibrilador que pode ajudar a salvar vidas de pacientes cardíacos com menos efeitos colaterais negativos.

Cerca de 40% das paradas cardíacas súbitas são causadas pela fibrilação ventricular, um tipo potencialmente letal de arritmia.

O tratamento mais efetivo para o problema é a desfibrilação, medida que consiste na aplicação de um choque elétrico para estimular as células do coração, que voltam então a acompanhar o ritmo normal do órgão.

A abordagem, porém, não está livre de efeitos colaterais.

Da mesma forma que excita um dado número de células cardíacas, a corrente elétrica aplicada pode lesar e até mesmo provocar a morte de outras tantas.

Acertando o coração

Atentos a esta consequência indesejada, cientistas do Laboratório de Pesquisa Cardiovascular (LPCv) da Unicamp desenvolveram estudos com o objetivo de tornar o procedimento mais eficiente e seguro.

Os pesquisadores descobriram que o campo elétrico necessário para estimular as células cardíacas, quando orientado no sentido do eixo longitudinal das células, é cerca de metade daquele quando a orientação é transversal.

Todavia, também ficou comprovado que, à medida que aumenta o campo elétrico, não só mais células podiam ser "recrutadas", mas também mais células eram lesadas ou mortas pelo efeito do choque.

Ou seja, a posição em que ocorre a estimulação exerce papel importante no resultado do procedimento.

Esse conhecimento foi incorporado em dois novos equipamentos, um estimulador e um desfibrilador multidirecional.

Ensaios realizados com os equipamentos em nível celular e em modelo animal apresentaram resultados tão animadores que a Universidade já depositou um pedido de patente.

Estimulador multidirecional

O estimulador multidirecional baseia-se no princípio de que, se numa direção preferencial já ocorria a excitação das células, a variação da direção do campo possivelmente proporcionaria um maior recrutamento.

"Quando estimulamos nas três direções, conseguimos recrutar cerca de 80% das células com uma intensidade do campo que recruta apenas 40% em uma só direção.

"Além disso, também constatamos que a abordagem multidirecional possibilita a redução de 50% da potência empregada para se obter o mesmo recrutamento", detalha Alexandra Valenzuela da Fonseca, que desenvolveu o equipamento.

O conceito de recrutar e ao mesmo tempo proteger o maior número de células possível é importante para tornar os procedimentos de estimulação e desfibrilação mais eficientes e seguros.

Desfibrilador multidirecional

Com estes resultados, os pesquisadores partiram então para o desenvolvimento de um desfibrilador multidirecional.

O desafio ficou a cargo de Marcelo Viana, que construiu um protótipo utilizando componentes tradicionais, os mesmos empregados nos desfibriladores convencionais: duas pás, com três eletrodos cada uma, são acopladas ao equipamento para aplicação do choque.

Segundo Marcelo, o "pulo do gato" do instrumento é o seu sistema de chaveamento, que permite a aplicação muito rápida de choques sequenciais - menos que um décimo de segundo para a conclusão do processo - em três direções diferentes.

"Com o equipamento, conseguimos reduzir a potência em 20% mesmo para uma probabilidade de 90% de índice desfibrilatório. Ou seja, a estimulação multidirecional demonstrou ser uma importante inovação para a realização de uma abordagem mais eficiente e segura", assinala Marcelo.

Indústrias já se mostraram interessadas no licenciamento da nova tecnologia para fabricação dos aparelhos em escala comercial.

Jornal da Unicamp

Santo Daime pode ser opção para tratar dependentes químicos

Ritual xamânico

Grupos que agem no centro de São Paulo vêm utilizando o ritual-religioso Ayahuasca, mais conhecido como Santo Daime, como terapia de tratamento para a recuperação de moradores de rua dependentes químicos.

A prática foi verificada e analisada pelo pesquisador Bruno Ramos Gomes, em um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Composto por uma mistura de plantas amazônicas, o chá do Santo Daime é o elemento central de um ritual xamânico herdado da cultura indígena.

Após verificar o uso da bebida por diferentes grupos e associações, o psicólogo iniciou, em 2009, um acompanhamento das ações da Unidade de Resgate Flor das Águas Padrinho Sebastião, que focava suas ações na recuperação de moradores de rua que faziam uso intenso de álcool e crack.

Psicoterapia do chá

O cotidiano e o processo de recuperação e um morador de rua alcoólatra, que havia descoberto há pouco tempo que era soropositivo, foi acompanhado de perto por Gomes.

Segundo o psicólogo, os relatos deste morador de rua revelaram que ele estava consciente de que não se curaria do HIV e que a terapia não o iria fazer parar de beber. Mas, ao mesmo tempo, foi graças à terapia que o homem entendeu o que o fazia beber e o que o levou àquela situação. "Cabia a ele, a partir disso, se livrar ou não do uso problemático".

Para Gomes, este tipo de relato demonstra que o efeito terapêutico do chá do Santo Daime não é o aspecto principal do tratamento, não podendo ser considerado efetivo de forma isolada, mas, apenas a partir da experiência simbólica dos rituais.

"É importante ressaltar que os efeitos da terapia estão menos ligados aos efeitos da substância no organismo. O elemento central desta modalidade terapêutica está nos rituais e no elemento religioso e sagrado", afirma.

De acordo com as experiências relatadas pelos participantes do tratamento, o ritual age na construção de ideais morais de cada pessoa e, com isso, indica em que sentido cada um deve agir para modificar sua situação.

Este efeito está diretamente relacionado com a terapia, segundo Gomes. "Os rituais e o ambiente inédito de retiro espiritual em um sítio do interior de São Paulo contribuíram para uma experiência significativa para estas pessoas. Esta experiência foi capaz de as fazer refletir sobre a causa de sua situação e o que fazer para alterá-la", diz.

Riscos do uso do Santo Daime

O estudo, no entanto, pondera sobre os riscos do uso do chá.

"Pouco se conhece sobre as substâncias presentes no chá. Existe o risco de interação medicamentosa. Ou seja, caso o chá seja ingerido por um paciente que se medica com antidepressivos e outros medicamentos, a bebida pode interagir negativamente com estes remédios, mas pouco se conhece sobre isso", avalia o psicólogo. Além disso, a ingestão do chá implica em fortes náuseas.

Para contornar estas reações e adaptar o organismo à bebida, os grupos submetiam os pacientes a dietas e a um retiro espiritual, em uma área arborizada no interior do estado de São Paulo. Ainda assim, Gomes relata que a ingestão do chá xamânico dependia do aval dos membros da Unidade.

"Existia uma relação de confiança entre os moradores de rua e os realizadores do projeto. Por conta disso e por acreditarem que nem todas as pessoas estavam prontas para a terapia, nem sempre todos os pacientes podiam ingerir a bebida", explica.

O uso ritual-religioso do Santo Daime foi regulamentado no Brasil em 2006. Contudo, seu uso terapêutico necessita de comprovações científicas para constatar a legitimidade e efetividade do tratamento para que seja permitido, de acordo com o estudo.

Agência USP

Infertilidade afeta marido e mulher de formas diferentes

Estresses diferentes

Quando o casal enfrenta problemas de infertilidade, as preocupações e os níveis de estresse diferem entre homens e mulheres.

O marido tende a ficar mais estressado no relacionamento conjugal e sexual e na dificuldade em ter uma vida sem filhos.

Já para a mulher, o relacionamento com família e amigos, e a impossibilidade de gerar filhos, são os motivos que mais vêm à tona.

Os resultados surpreenderam Silvia Mayumi e Maria José Martins, pesquisadores da Unicamp, uma vez que se considerava que os casais passassem por dificuldades emocionais semelhantes ao buscar tratamentos para a infertilidade.

Acompanhante

Segundo as pesquisadoras, o estudo sugere que homens e mulheres passem por intervenções psicológicas de forma diferenciada quando estão em tratamento para tentar ter filhos.

"Ficou claro que o estresse ocorre em níveis e maneiras diferentes entre os homens e as mulheres e isto causou surpresa, pois se imaginava que o casal tinha sentimentos semelhantes. Por isso, a intervenção psicológica seria primordial para trabalhar aspectos específicos de cada situação", destaca Maria José.

As pesquisadoras observaram também que, mesmo sendo um problema comum ao casal, ao longo do tratamento, apenas as mulheres retornavam para as consultas com frequência. "O homem, quando aparecia, era na condição de acompanhante" explica Silvia.

Quando a dificuldade em gerar filhos era ocasionada por um distúrbio do homem, os pacientes eram encaminhados para outros setores específicos e o retorno ficava ainda mais difícil.

Sempre a mulher é quem participava das consultas com assiduidade. "Apenas na primeira consulta era exigida a presença masculina. Por este aspecto, o homem sempre se colocava como acompanhante e não como parte importante do problema," esclarece.

Reconhecimento da infertilidade

Outro dado interessante apontado na pesquisa diz respeito ao tempo médio em que os casais permaneciam sem filhos.

Pelo estudo, a maioria dos casais tinha mais de quatro anos de união.

Silvia acredita que muitos, depois do casamento, demoram a se dar conta de que são inférteis e, por isso, a busca pelo tratamento também ocorre tardiamente.

"Outros, primeiramente, buscam ajuda em suas cidades e, quando não conseguem solucionar o caso, recorrem ao serviço no Caism [hospital especializado na saúde da mulher, na Unicamp]. A resistência em realizar os exames para o diagnóstico também pode ser uma das justificativas para a demora em buscar o tratamento", argumenta.


Jornal da Unicamp