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quarta-feira, 13 de abril de 2011

É a economia que deve se adaptar à sustentabilidade, não o contrário

Segundo Gilles Lipovetsky, importante filósofo contemporâneo, as preocupações do porvir planetário e os riscos ambientais assumiram posição primordial no debate coletivo. Nos últimos anos, quando despertamos para as revelações alarmantes a respeito do aquecimento global, o termo sustentabilidade ganhou a importância merecida na mídia, governos e empresas. Sustentabilidade virou uma febre. As empresas são sustentáveis, o negócio é sustentável, tudo é sustentável. Mas o que é ser sustentável? Que conceitos norteiam as gestões estratégicas das organizações?

Ser sustentável hoje, provavelmente, é viabilizar o negócio desde que não impacte em mais custos, tecnologias mais caras. O que todos precisam entender é que há urgência em equilibrar a balança do tripé da sustentabilidade (triple bottom line), a economia não deve pesar mais que o social e o ambiental. Caso isso não ocorra, a natureza cobrará o seu preço. No caso do Japão, o governo gastará US$ 200 bilhões na reconstrução do país após o desastre.

Em 1987, foi publicado o relatório Nosso Futuro Comum (Our Common Future), elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que fazia duras criticas ao modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, ressaltando os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. O relatório apontava para a incompatibilidade entre o desenvolvimento e os padrões de produção e consumo vigentes. Cunhou-se a célebre frase: “Desenvolvimento sustentável é satisfazer as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Ou seja, deveríamos garantir para os nossos filhos, pelo menos, a mesma qualidade de vida que temos hoje e que já não é tão boa assim. As gerações futuras, agora com 24 anos (1987 a 2011), perguntam quais medidas foram cumpridas e se é este o futuro que construímos para eles. Devemos mesmo adotar esse conceito? A resposta é não! Os resultados mostram que falhamos e que sustentabilidade é garantir hoje a qualidade do meio ambiente, da vida, gastar o que for preciso para as gerações presentes.

Não há um limite mínimo para o bem-estar da sociedade assim como não há um limite máximo para a utilização dos recursos naturais. Como citou Jeffrey Sachs, professor de Economia e diretor do Instituto Terra da Universidade Columbia, “o mundo está rompendo os limites no uso de recursos, se a economia mundial cresce a um patamar de 5% ao ano significa, neste modelo de desenvolvimento, que continuaremos produzindo grandes impactos no meio ambiente, nosso planeta não suportará fisicamente esse crescimento econômico exponencial, se deixarmos a ganância levar vantagem, o crescimento da economia mundial já está esmagando a natureza”.

Se continuarmos com um modelo de desenvolvimento como o que temos atualmente, em 2050, quando se estima que seremos 9 bilhões de habitantes, teremos uma dívida ecológica de 24 meses, tempo necessário para ela se recompor, mesmo assim, não se tem a certeza se o planeta aguentará uma pressão deste tamanho.

Há um grande equívoco que preciso deixar claro quando se fala em desenvolvimento. É comum falar em desenvolvimento sob o prisma do crescimento da economia, e o Brasil está entre os dez países mais ricos do mundo, mas o relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mostra o Brasil na 73ª posição entre 169 países. De acordo com o relatório, aproximadamente 8,5% da população brasileira vive abaixo da linha da pobreza, ou seja, 17 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 60 por mês. Além da má distribuição de renda, doença crônica no desenvolvimento do Brasil, a saúde e a educação são o que mais pesa na pobreza do país.

Como diria o professor Sachs, “se a ganância vencer, a máquina do crescimento econômico depredará os recursos, deixará os pobres de lado e nos conduzirá a uma profunda crise social, política e econômica”. Precisamos propor uma mudança no paradigma da sustentabilidade, o desenvolvimento sustentado necessita incluir o homem nesse processo, numa gestão que inclua as pessoas, tecnologias sem o pressuposto econômico, fontes renováveis e práticas sustentáveis. Como citou Rachel Carson em seu livro Primavera Silenciosa, “o homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo… Temos pela frente um desafio como nunca a humanidade teve, de provar nossa maturidade e nosso domínio, não da natureza, mas de nós mesmos”. A mensagem está dada.

*Backer Ribeiro Fernandes é Relações Públicas e doutorando em Ciências da Comunicação. Leciona no curso de Relações Públicas da FAAP/SP e é professor conferencista da ECA/USP. É diretor da Communità, consultoria especializada em Comunicação para a Sustentabilidade.

Autor: Backer Ribeiro

Livro lista dez princípios básicos para a mobilidade sustentável

Segundo o Institute for Transportation and Development Policy (ITDP), em 2030 a expectativa é que 60% da população mundial, cerca de 5 bilhões de pessoas, viverão em áreas urbanas – e a maioria delas em países em desenvolvimento.

Como meio de minimizar os efeitos do crescimento populacional na qualidade do transporte das cidades, o programa Our Cities Ourselves do ITDP, em parceria com o urbanista dinamarquês Jan Gehl, desenvolveu um livreto (em inglês) para estimular o debate de ideias e a implantação de uma política de mobilidade pública mais inteligente.

A publicação lista dez princípios básicos para transformar qualquer cidade em um modelo de mobilidade sustentável. São eles:

> Direito de andar: Todos os indivíduos são pedestres, é essencial ter um ambiente de trânsito a pé de qualidade;
> Transporte não poluente: O melhor meio de transporte é aquele que não polui, o uso das bicicletas e de não motorizados deve ser encorajado com vias específicas;
> Mobilidade coletiva: Para maiores distâncias, a melhor alternativa é o transporte coletivo de qualidade;
> Restrição ao acesso de veículos: Em lugares de grande trânsito de pedestres e muitas construções, o acesso de veículos e coletivos deve ser reduzido;
> Serviços de entregas sustentável: As entregas delivery devem ser realizadas da maneira mais limpa e segura possível;
> Integração: Um bom bairro é aquele que integra áreas residenciais às comerciais e de lazer. Essa diversidade atrai as pessoas para trabalharem, comprar ou simplesmente aproveitar o espaço;
> Preencher espaços: Moradores e visitantes são atraídos para lugares onde podem realizar a maioria das tarefas diárias a pé. Preencher espaços baldios pode facilitar a vida da comunidade quando se busca uma feira ou posto dos correios;
> Preservação cultural: Uma comunidade se torna mais atrativa quando expõe a sua própria cultura, belezas naturais e tradições. Essas qualidades tornam o lugar único;
> Conectar espaços: Conexões entre quarteirões diminuem a distância entre os destinos e possibilitam o trânsito a pé ou em bicicletas;
> Pensar longe: Investir a longo prazo em construções de vias públicas torna o transporte mais sustentável, já que o gasto com reparações é menor e a durabilidade maior.

A publicação faz parte de uma das exposições do programa Our Cities Ourselves, que funcionará até o dia 11 de setembro, na cidade de Nova York. Até a data final serão realizadas 10 apresentações, de 10 arquitetos diferentes, sobre visões para melhorar o transporte público de 10 cidades do mundo.

Outros livros

Se você ficou interessado em adotar a prática do transporte sustentável, na biblioteca do portal é possível encontrar publicações como: De bicicleta para o trabalho, Cidades para Bicicletas e a Plataforma de Cidades Sustentáveis (um compilado das práticas sustentáveis realizadas por cidades em todo o mundo).

*Com informações da Transporte Ativo.
Fonte: EcoD

Os dilemas da geração sustentável de energia no Brasil

Especialistas reunidos em Florianópolis debateram o futuro das fontes renováveis, a necessidade de grandes projetos como a usina de Belo Monte e a adoção de novos modelos para incentivar a democratização do acesso à eletricidade.
As energias renováveis têm seu futuro garantido no Brasil, sendo que os pequenos projetos serão os mais interessantes, pois se beneficiarão de políticas de geração descentralizada e tarifas feed-in. Esta foi uma das conclusões a que chegaram representantes de ONGs, empresas e de órgãos do governo federal que estiveram em Florianópolis nesta semana discutindo o panorama e futuro das renováveis no seminário “Energia Limpa: Conhecimento, Sustentabilidade e Integração”, promovido pelo Instituto Ideal.

“As fontes alternativas deveriam buscar o 'micro' e participar do mercado através da geração descentralizada de energia. O desenvolvimento das redes elétricas inteligentes (smart grids) está acontecendo no país e já temos exemplos de pequenos criadores de suínos no interior do Paraná lucrando com biodigestores”, explicou Cícero Bley, superintendente de Energias Renováveis da Itaipu.

Para Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil, falta uma melhor estrutura regulatória para o desenvolvimento das energias limpas. “O Brasil possui um enorme potencial, principalmente solar e de biomassa, mas não existe um ambiente propício para a multiplicação de novas iniciativas. Cabe ao governo dar o suporte necessário para que sejam feitos mais investimentos no setor.”

Entre os especialistas presentes no evento, pareceu ser um consenso de que as energias renováveis irão de um jeito ou de outro aumentar sua participação no Brasil, mas o papel do governo ainda causa divergências, principalmente com relação às políticas de subsídios.

“Todos os países que estimularam o setor de energias limpas com subsídios hoje enfrentam problemas. Crises econômicas fazem que essa ajuda diminua e as empresas de renováveis, muitas vezes sem capacidade de competir, fiquem à beira da falência. É o caso da Espanha e Portugal”, disse Bley.

Panorama atual

O Brasil vem crescendo rapidamente e isso faz com que a demanda por eletricidade fique ainda mais voraz. Essa é a principal razão para que o governo opte por grandes projetos como as hidroelétricas na Amazônia.

Segundo Américo Tunes, diretor de Florestas e Vice-Presidente do IBAMA, o Brasil está muito à frente da maioria dos países, ricos e em desenvolvimento, na questão da geração de energia limpa. Considerando as hidroelétricas como renováveis, o país possui 48% de sua matriz energética com essa qualidade, contra uma média mundial de 13%.

“Existe um discurso muito ruim para o desenvolvimento do país que quer transformar o Brasil em um vilão global e isto não é verdadeiro”, afirmou Tunes.

Bley concorda com essa posição e diz que seria péssimo se o Brasil deixasse passar esse bom momento econômico sem melhorar as condições de vida da sociedade. “Milhões de pessoas estão começando a usufruir os benefícios de terem energia em casa, como um chuveiro elétrico e geladeira. Seria desumano parar esse movimento de democratização por causa de paradigmas como uma noção abstrata de 'sustentabilidade'.”

Com essa postura, o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu quis passar que o desenvolvimento social não pode ser vítima de um conceito que por si só ainda não é ‘sólido’. Segundo ele, não há país no mundo que possua uma geração tão limpa que possa criticar o Brasil e que a sustentabilidade também deve passar pela melhora da condição de vida das pessoas.

O vice-presidente do IBAMA justificou a necessidade da construção de Belo Monte e que a usina está sendo criticada por causa de uma guerra de interesses. “A eficiência de Belo Monte – a relação entre a área alagada e a geração de energia – está entre as melhores do mundo. Muito se fala nos povos indígenas, mas nenhum índio terá que sair de suas terras e os ribeirinhos que precisam ser retirados receberão casas de alvenaria que são muito melhores que as atuais palafitas onde vivem. Muita mentira está sendo dita sobre Belo Monte porque alguns grupos empresarias e de mídia não tiveram seus interesses atendidos.”

Para o Greenpeace, a situação é muito complexa e deveria ter sido discutida com antecedência. Além disso, os impactos de uma hidroelétrica do porte de Belo Monte são impossíveis de serem calculados. “Ninguém questiona que o Brasil precisa de energia, mas a escolha dos projetos deveria ser mais transparente e contar com a participação da sociedade. É necessário que planos de longo prazo, que aí sim possam favorecer as energias limpas, sejam elaborados”, disse Baitelo.

Sobre um maior debate e as consequências dos projetos, Tunes fez um desabafo. “O IBAMA está cumprindo um papel para o qual não foi criado e está tendo que analisar os impactos sociais dos projetos. Portanto, hoje estamos emitindo licenças que vão além das questões de meio ambiente. É preciso rever os procedimentos para que as licenças sejam realmente sócio-ambientais”, declarou.

A necessidade de expandir a geração de energia no Brasil é um consenso e os especialistas afirmam que é hora do governo decidir pelos modelos que irão guiar esse crescimento.

“A construção das hidroelétricas é necessária hoje, até para atender os grandes eventos dos próximos anos, a Copa do Mundo e as Olímpiadas. Mas é possível já se planejar para as décadas que virão e nessa tendência eu aposto em geração descentralizada com múltiplas fontes renováveis, eficiência energética e em hidroelétricas mais modernas sem a necessidade de grandes áreas alagadas”, afirmou Bley.

Outro consenso entre os especialistas é que a opção nuclear deveria ser descartada de uma vez pelo Brasil. “Nosso país não precisa das usinas nucleares, temos um grande potencial eólico, solar e de biomassa. Até hoje não se inventou uma maneira segura de se lidar com o lixo atômico e mesmo que improvável, um acidente qualquer em uma usina toma proporções gigantescas. O desastre no Japão está aí para nos lembrar disso”, salientou Baitelo.

Para Tunes, também seria hora de repensar o modelo privado de geração de energia. “Questões como a exploração econômica da eletricidade, patentes de novas tecnologias e democratização devem ser reavaliadas. A eletricidade é um bem que todos devem ter acesso e não algo para ser motivo de especulação e lucro.”

Quem conclui bem esse assunto é Regina Migliori, consultora em Cultura de Paz da Unesco e coordenadora do Núcleo de pesquisas do Cérebro e da Consciência vinculado ao Instituto Migliori, que afirma que até pouco tempo atrás a discussão sobre modelo energético era um segredo de Estado e que se pensar em desenvolvimento sustentável era coisa de hippie.

“A abertura que temos hoje só pode ser positiva e levará a uma melhora na situação geral. A responsabilidade é também da sociedade, que deve adotar um consumo mais sensato da eletricidade e cobrar do governo o estabelecimento de modelos mais adequados para o país”, explicou Regina.

Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil

IMC alto na adolescência está ligado à diabetes na vida adulta

Um estudo feito por pesquisadores israelenses e norte-americanos, publicado no New England Journal of Medicine, mostra que o aumento do Índice de Massa Corpórea (IMC) na adolescência está diretamente ligado ao risco de desenvolver diabetes e a incidência de doenças do coração na vida adulta.

A pesquisa foi feita ao decorrer de 17 anos, usando 37000 jovens israelenses, e demonstrou que, neste período, o IMC dos participantes aumentou de 0.2 a 0.3 por ano, enquanto a média de peso ganho foi de aproximadamente 13,6kg. Nesse período, 1173 novos casos de diabetes e 327 de doenças do coração foram diagnosticados.

Segundo os pesquisadores, o estudo sugere que a questão da obesidade na infância e adolescência é apenas a ponta do iceberg no aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças coronárias em idade adulta.

Mesmo considerando fatores como idade, índice glicêmico, gorduras no sangue, pressão sanguínea, tabagismo e histórico familiar, os pesquisadores perceberam que, aos 17 anos, mesmo IMCs considerados normais podem indicar a incidência de diabetes e problemas no coração. Assim, até mesmo o aumento de 1 ponto no índice pode aumentar em até 10% o risco de desenvolver diabetes tipo 2 na idade adulta e em 12% o de doenças coronárias.

Aos 17 anos, um adolescente tem risco elevado de desenvolver diabetes com IMC de 23,4kg/m² ou mais, enquanto, para os males do coração, 20,9kg/m² (valores correspondentes a adolescentes do sexo masculino que pesam, aproximadamente, 66kg e medem 1m78).

Os responsáveis pelo estudo, ainda, ressaltam a importância de cuidar dos hábitos nutricionais dos jovens, visto que, além de impedir a progressão da aterosclerose (inflamação crônica que forma placas de gordura dentro dos vasos sanguíneos) e do processo das doenças cardíacas, também pode revertê-los.

Controle seu IMC com hábitos simples

Para manter o IMC na faixa indicada, uma boa dieta é fundamental. No entanto, fica difícil cuidar da alimentação, ainda mais quando rotinas cada vez mais pesadas exigem de adolescentes e adultos tempo demais para se preocuparem com essas questões.

A endocrinologista Cláudia Cozer, integrante da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), ensina que para quem não consegue fazer cinco refeições ao dia, realizá-las apenas três vezes é válido, desde que os alimentos ingeridos sejam de qualidade e sem exageros.

Pra quem não gosta muito versões integrais de alimentos, investir em outras fontes de fibras (como maçã, morango, aveia, cevada, centeio e leguminosas como feijão e lentilha) é uma boa dica.

Se você só consegue jantar tarde da noite, pelo motivo que for, opte por refeições leves e balanceadas, que ajudam no processo de emagrecimento. Nem os fãs de doce ficam de fora.

O importante é ponderar, já que algumas sobremesas são menos calóricas que barrinhas de cereais.

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Exercício físico durante a gravidez faz bem para o coração do bebê

Para as futuras mamães que ainda não se sentiram motivadas a praticar exercícios físicos, uma nova pesquisa aponta um resultado que poderá fazer pender a balança: a atividade física é a primeira intervenção estratégica para beneficiar a saúde do coração do bebê, durante e após a gravidez.

Um estudo realizado em 2008 pela Universidade de Medicina e Biociências de Kansas City, nos Estados Unidos, já havia indicado que grávidas que praticavam exercícios por pelo menos 30 minutos, três vezes por semana, tinham fetos com menor frequência cardíaca durante as últimas semanas de desenvolvimento, um sinal da saúde do coração.

Agora, a mesma equipe mostrou que mães ativas podem ter bebês com uma melhoria cardíaca que é mantida depois do nascimento. Foram analisadas 61 grávidas, que tiveram os seus corações e do feto monitorados quatro vezes ao longo do estudo. Os níveis de atividade aeróbica das mulheres variavam entre caminhada, corrida e algumas participantes também levantaram pesos e praticaram ioga.

vida e, como resultado, continuaram a ter um coração mais saudável mesmo depois do nascimento. Segundo os pesquisadores, o sistema que controla a função cardíaca melhorou com o exercício aeróbico regular, ajudando tanto na saúde das mães quanto na continuidade de uma vida saudável para os filhos depois do parto.

Alívio de dores e desconfortos

Além de fazer bem para o coração, a prática regular de atividade física ajuda a diminuir a formação de varizes, as dores nas costas e articulações e os músculos doloridos durante a gestação. "Cerca de metade das grávidas têm dor na parte lombar da coluna - aquela mais baixa próxima ao quadril -, desconforto que pode persistir no pós-parto", afirma o fisioterapeuta Thomas Wildeisen, especialista em cursos posturais para gestantes. Esse problema, assim como a flacidez abdominal e da pelve, pode ser minimizado com exercícios corretos.

Até a postura, que é afetada com o crescimento da barriga, pode ser melhorada. "Fortalecendo os músculos das nádegas, costas, ombros e barriga, você mantém o corpo alinhado e reduz o desconforto associado à má postura, diminuindo até as dificuldades de respiração", explica o especialista. No entanto, é importante lembrar que é preciso praticar exercícios sempre com orientação médica, principalmente durante a gravidez.

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terça-feira, 12 de abril de 2011

OMS pode destruir últimos exemplares do vírus da varíola

Uma das grandes assassinas da história, a varíola é, desde 1980, considerada extinta pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Todas as amostras de seu vírus foram destruídas, exceto em dois laboratórios. Agora, cientistas se dividem sobre o que fazer com elas.

Após sucessivos adiamentos desde a década de 1990, está previsto que a OMS decida o futuro das amostras do Orthopoxvirus variolae em uma assembleia em maio.

Em 2007, EUA e Rússia, países onde ficam os laboratórios de segurança máxima que abrigam os últimos exemplares do vírus, usaram a ameaça de possíveis ataques de bioterroristas para convencer a organização a postergar a destruição.

Segundo eles, só com amostras do vírus vivo seria possível desenvolver novas vacinas e tratamentos eficazes em caso de uma epidemia provocada por terroristas.

O argumento convenceu os países-membros, mas a pressão para a destruição tem aumentado consideravelmente, com direito a manifestações públicas nesses próprios países.

“Por que correr o risco de os vírus escaparem e a doença ressurgir?” manifestou o pesquisador do “Third World Network” Lin Li Ching ao “Washington Post”.

O risco de contaminação acidental em laboratório é, aliás, um dos principais argumentos a favor da destruição das amostras.

Na década de 1970, houve um caso de contaminação dessa forma em Birmingham, no Reino Unido. Embora o episódio tenha causado uma morte, ele foi logo contornado.

“Nós sentimos que o mundo ficaria mais seguro sem a existência desses estoques de vírus”, completou Lin.

Cantar vitória – O grupo que é contra a destruição do O. variolae diz que acabar com as amostras seria cantar vitória sobre a doença antes do tempo.

“Sou radicalmente contra a destruição. Comemorar uma vitória de três décadas diante de algo que tem milhares de anos é muita pretensão”, avalia Erna Kroon, coordenadora do Laboratório de Vírus da Universidade Federal de Minas Gerais.

Segundo Kroon, é possível que haja amostras clandestinas do vírus. Além disso, haveria formas de recuperá-lo em cadáveres congelados, por exemplo.

“Destruir os exemplares oficiais do vírus dificultaria imensamente a reação em caso do retorno da doença”, avalia a cientista.

Responsável por 500 milhões de mortes só no século 20, a varíola foi erradicada com um esforço mundial de vacinação em massa.

Com o declínio da doença, os governos interromperam as imunizações e, atualmente, boa parte da população está desprotegida.

Apesar de muitos países, especialmente os EUA, terem estoques significativos da vacina, seria improvável que o vírus fosse controlado com a rapidez de antes.

A imunização tem efeitos colaterais sérios e também não pode ser usada por pessoas com baixa imunidade. Caso de quem já passou por transplantes, é portador do HIV, entre outros.

No papel - Mesmo que os países-membros da OMS decidam pela destruição das amostras remanescentes do vírus da varíola, a organização não tem poder para impor a decisão aos EUA e à Rússia.

Ainda assim, se desobedecessem uma determinação da OMS, que é da ONU (Organização das Nações Unidas), os dois países estariam sujeitos a uma ampla condenação internacional. Por isso, a importância de uma vitória no plano diplomático.

(Fonte: Giuliana Miranda/ Folha.com)

Mais de 2 toneladas de latinhas são recolhidas na Expo

Em apenas quatro dias de trabalho, os quarenta e sete agentes ambientais da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Coopersil) já retiraram do Parque de Exposições Governador Ney Braga duas toneladas e sessenta quilos de latinhas de alumínio.

Nesta edição da Expo Londrina, os agentes ambientais recebem o apoio e treinamento dos profissionais do Instituto de Compromisso com o Desenvolvimento Humano (ICDH), através do Projeto Adere ao Universo Bem Me Quer, que tem a finalidade de difundir a consciência de preservação em feiras agropecuárias e gerar oportunidades para o desenvolvimento humano de profissionais que coletam material reciclável nestes grandes eventos.

Esta é a primeira vez que o Projeto Adere ao Universo Bem Me Quer participa da Expo Londrina. Renata Molezin, superintendente da Adere, conta que o projeto nasceu em 2007 na Festa de Peão de Barretos, e já recolheu mais de 100 toneladas de material reciclável em diversas feiras espalhadas pelo Brasil. "Além de diminuir o impacto ambiental causado nestes eventos, estamos resgatando a auto-estima dos profissionais que realizam a coleta. Oferecemos corte de cabelo, massagem, uniforme, equipamentos de segurança e um espaço digno de descanso para os nossos agentes". Também são oferecidas palestras sobre economia familiar, consumo de álcool e drogas, qualidade de vida e valorização profissional.

Para Gustavo Lopes de Andrade, presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), o sucesso da Expo Londrina passa também pelo bem-estar dos agentes ambientais. "É muito importante que entidades como ICDH venham somar forças conosco. Este é um trabalho inovador e não podia ficar de fora. Esta é a primeira vez que trabalhamos juntos e acredito que a nossa parceria durará muitos anos. Os agentes ambientais devem receber todo o nosso apoio e um bom tratamento. O sucesso da feira passa por eles".

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Produção do etanol gera impactos ambientais ainda sem monitoramento

É o que indica a dissertação defendida por Maiara Melo no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da UFPE.

Nos últimos anos, a discussão em torno dos biocombústiveis vem se acentuando. Eles se apresentam como uma opção renovável e menos agressiva ao meio ambiente que os combustíveis fósseis. O Brasil se destaca nesse cenário como um grande produtor de bioetanol de cana-de-açúcar. No entanto, mesmo aparecendo como uma melhor escolha, ainda há impactos ambientais que devem ser debatidos em torno do fomento da produção sucroalcooleira. É o que indica a dissertação Gestão Ambiental no setor sucroalcooleiro de Pernambuco: Entre a inesgotabilidade dos recursos naturais e os mecanismos de regulação defendida por Maiara Melo no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da UFPE, no início de 2011. O trabalho foi orientado pela professora Maria do Carmo Sobral, do Departamento de Engenharia Civil da UFPE e co-orientado pela professora Christine Rufino Dabat.

Pernambuco tem uma relação histórica com o cultivo da cana-de-açúcar e a produção de seus derivados. A atividade marcou profundamente a história, paisagem e relações sociais da zona da mata do Estado. A pesquisadora Maiara Melo parte do principio do paradigma da inesgotabilidade dos recursos naturais para realizar sua argumentação. “É a ideia, que vem desde o período colonial, que sempre se pode plantar cana sem pensar no desgaste ambiental, que é grande. Desde o início da cultura canavieira se observa problemas como o desmatamento e o desgaste do solo. É um modelo econômico que nega e explora a natureza”, explica. Para a pesquisadora a atual empolgação com o bioetanol se encaixa nesse padrão secular.

A pesquisa, baseada nos estudos de Manoel Correia de Andrade, relata que durante toda a história da região a produção canavieira foi fomentada pelo Estado. “Nós costumamos dizer que o Estado promoveu a devastação ambiental da Mata Atlântica”, declara a gestora ambiental. Maiara Melo aponta a década de 1930 com a industrialização do setor e, principalmente, o ano de 1975 com o Programa Nacional do Álcool (Proálcool) como marcos na relação do Estado com o setor sucroalcooleiro. “Em 1975, quando foi criado o Proálcool, já se tinha no Brasil o Código Florestal e a Secretaria Especial de Meio Ambiente, mesmo assim nenhum item relativo a questão ambiental foi contemplado no programa”. Apenas em 1981 com a promulgação da Política Nacional de Meio Ambiente é que, se submeteu atividades econômicas a parâmetros ambientais.

O estudo analisa 18 empreendimentos sucroalcooleiros localizados na Zona da Mata do Estado, todos filiados ao Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar). Foram observados mecanismos de regulação formal e informal. Os mecanismos de regulação formal são os instrumentos das políticas ambientais. Maiara Melo priorizou os seguintes instrumentos: estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; estabelecimento de espaços territoriais legalmente protegidos; e as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção de degradação ambiental.

Além destes, foram trabalhados os termos de outorga pelo uso da água, descritos como instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos. A pesquisadora teve acesso ao arquivo da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) ficando a sua disposição todas a documentação da agência relativas ao setor sucroalcooleiro de 1978 a 2010. “É a primeira vez que uma pesquisa tem acesso a esses documentos”, destaca Maiara Melo. O ineditismo do trabalho garantiu que a banca examinadora o indicasse a ser publicado como livro.

Por sua vez, os mecanismos de regulação informal são as pressões do mercado e da sociedade, principalmente os moradores das regiões próximas as propriedades, explica a pesquisadora. Dentre estes destaca-se o certificado ISO 14001. Na opinião da mestre, alguns instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente ainda não estão consolidadas e as que estão não são suficientes para evitar os danos ambientais. “Muitas empresas conseguem seu licenciamento sem comprovação dos itens da Política. É muito comum, por exemplo, que não se especifique o tamanho das áreas de preservação nas propriedades, que segundo o Código Florestal deve ser de 20% da área total para domínios de Mata Atlântica”, exemplifica. A pesquisadora ainda ressalta que nenhuma empresa do Estado possui o certificado ISO 14001, nem demonstra interesse em adquiri-lo a curto e médio prazo.

Foram analisados no trabalho quatro resíduos característicos da produção sucroalcooleira – o bagaço, a torta de filtro, o vinhoto e a palha de cana. Segundo a pesquisadora, baseada em dados dos Inventários de Resíduos Sólidos de Pernambuco, o setor é responsável pelo expressivo número de 92% de todos os resíduos produzidos no Estado. Dentre estes destaca-se o vinhoto. Diretamente relacionado à produção do etanol, o vinhoto é um resíduo tóxico comumente despejado nas bacias fluviais das regiões produtoras. “Para se ter uma idéia, para cada litro de álcool produzido são originados de 10 a 18 litros de vinhoto”, esclarece a pesquisadora. Maiara Melo explica que mesmo as empresas que não despejam o resíduo nos rios, acabam por armazená-los em espécies de açudes de vinhoto e reaproveitar o material como fertilizante para o cultivo da cana. “Mesmo assim, ainda não se sabe a capacidade de penetração do vinhoto no solo e como isso afeta os mananciais subterrâneos”, diz.

A pesquisadora confessa ainda que tem uma relação especial com o estudo da palha de cana. “É simplesmente aceito que queimar palha de cana faz parte do processo. Muita gente nem a considera como resíduo. É impressionante”, relata. A estudiosa não considera que falte legislação para gestão ambiental. O problema é a aplicação das leis já existentes. Para ela, a natureza contraditória da relação do Estado com o setor sucroalcooleiro é determinante nessa situação. “O Estado que incentiva a produção é o mesmo que aplica as leis ambientais, a corrente acaba arrebentando no elo mais fraco”, analisa. Outro problema apontado é a falta de estrutura e recursos das Agências Estaduais de Meio Ambiente para realização de operações de fiscalização, por exemplo.

Baseada nesse cenário de negligência as questões ambientais, Maiara Melo teme que a possível expansão do setor para novos mercados, com a força do bioetanol, represente apenas mais uma “modernização sem mudança”. A pesquisadora indica que o processo de modernização não pode ser apenas nas etapas produtivas, mas também no que se refere à atenção ambiental, para que o etanol seja realmente “verde” como se vende nos discursos.

Agência de Notícias da UFPE/EcoAgência

DEBATE SOBRE A LEI DA POLÍTICA DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA OAB/RS



http://www.burmann.adv.br/2011/04/debate-sobre-lei-da-politica-de.html

domingo, 10 de abril de 2011

Projetos ambientais para a Copa de 2014 já somam R$ 24 bilhões

Já existem 86 projetos ambientais aprovados em diversos níveis de governo como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, com investimentos que somam R$ 24 bilhões. Doze estão vinculados a obras nos estádios das cidades-sede, 53 são de mobilidade urbana, 14 para aeroportos e sete para portos. A informação é do coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa, Cláudio Langone, que participou da Primeira Oficina de Licenciamento Ambiental dos Empreendimentos Prioritários para a Copa de 2014, que ocorreu na última sexta (28) em Brasília e que contou com a participação de representantes do governo federal, dos estados e dos municípios.

Durante os debates, o representante do Amazonas, Emanuel Guerra, defendeu a tese de que os investimentos feitos pelos estados e municípios em meio ambiente sejam recompensados com algum tipo de benefício fiscal, a exemplo das isenções de impostos concedidas pelo governo federal para a Fifa, empresas associadas e para gastos com material nas obras dos estádios.

Segundo Emanuel Guerra, esses custos são altos e não há previsão de reembolso pelo governo federal. “A minha proposta é que, em vez dessa conta ficar para o estado ou o município, haja uma fórmula para que eles possam receber de volta esses recursos, que são muito grandes. Só o projeto ambiental do Amazonas para o novo estádio que será construído para a Copa, a Arena do Amazonas, vai custar R$ 6 milhões”.

Na oficina foram discutidos os procedimentos para licenciamento ambiental dos projetos que serão executados nas 12 cidades-sede do evento: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.

O coordenador da Câmara de Meio Ambiente da Copa de 2014 do Ministério do Esporte, Cláudio Langone, informou que a oficina vai produzir um documento com no máximo dez sugestões ao governo federal sobre as questões envolvendo licenciamento ambiental para a Copa. Ele disse que o objetivo é evitar que eventuais divergências entre os responsáveis pelas obras e os órgãos ligados ao meio ambiente ou o Ministério Público acabem na justiça e atrasem o cronograma determinado pela Fifa.

Fonte: Agência Brasil

Reciclagem e Reaproveitamento

Por que segregar os resíduos sólidos urbanos?
Quando falamos em resíduos sólidos, estamos nos referindo a algo resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada.
Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

Ao segregarmos os resíduos, estamos promovendo os primeiros passos para sua destinação adequada. Permitimos assim, várias frentes de oportunidades como: a reutilização; a reciclagem; o melhor valor agregado ao material a ser reciclado; a melhores condições de trabalho dos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; a compostagem; menor demanda da natureza; o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.



E o que é a Coleta Seletiva?
Tem como um entendimento básico a coleta dos resíduos orgânicos e inorgânicos ou secos e úmidos ou recicláveis e não recicláveis, que foram previamente separados na fonte geradora. Materiais não recicláveis são aqueles compostos por matéria orgânica e/ou que não possuam, atualmente, condições favoráveis para serem reciclados.

Trata-se de um tipo de tratamento dado ao resíduo, que começa na fonte geradora com a segregação ou separação dos materiais em orgânicos e inorgânicos; e em seguida com a sua disposição para a sua destinação, que poderá ser disposta na porta de sua residência, estabelecimento comercial ou indústria, para posterior coleta porta-a-porta realizada pelo poder público ou por catadores, ou por entrega voluntária a pontos de entrega voluntária ou a cooperativas de catadores. Posteriormente esse material será separado ou triado nas centrais de triagem, em papel (papelão; jornal; papel branco...), plástico (pet; pvc; pp...), metal (alumínio; flandre; cobre...), embalagens compostas etc, os quais serão organizados e enfardados, e vendidos para serem reciclados, tornando-se um outro produto ou insumo, na cadeia produtiva.

A coleta seletiva é também uma maneira de sensibilizar as pessoas para questão do tratamento dispensado aos resíduos sólidos produzidos no dia-a-dia, quer seja nos ambientes públicos quanto nos privados.



O que é Coleta Seletiva Multi-Seletiva?
Compreende-se como a coleta efetuada por diferentes tipologias dos resíduos sólidos, normalmente aplicada nos casos em que os resultados de programas de coleta seletiva implementados tenham sido satisfatórios.

Neste sentido, existe a Resolução CONAMA nº275 de 25 de abril de 2001, que estabelece o código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a coleta seletiva.

Azul: papel/ papelão

Laranja: resíduos perigosos;

Vermelho: plástico;

Branco: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde;

Verde: vidro;

Roxo: resíduos radioativos;

Amarelo: metal;

Marrom: resíduos orgânicos;

Preto: madeira;

Cinza: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.



O que é uma Central de Triagem?
É o local onde são armazenados os resíduos coletados, os quais serão separados de acordo com as suas tipologias, prensados, enfardados para posteriormente serem comercializados e seguirem para as industrias recicladoras.



O papel dos catadores de materiais recicláveis
Os catadores de materiais recicláveis ou podemos chamar de classificadores são grandes parceiros para a promoção da reciclagem. São trabalhadores que atuam há muitos anos, desde os tempos dos garrafeiros, com a coleta, classificação e destinação dos resíduos, permitindo o seu retorno à cadeia produtiva. O trabalho desenvolvido por eles reduz os gastos públicos com o sistema de limpeza pública, aumenta a vida útil dos aterros sanitários, diminui a demanda por recursos naturais, e fomenta a cadeia produtiva das indústrias recicladoras com geração de trabalho.

Em janeiro de 2007, foi sancionada a Lei nº 11.445 que traz no Art. 57, modificando a lei de licitações e contratos - Lei 8666/93, a previsão de dispensa de licitação para associações ou cooperativas formadas exclusivamente por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis.

O MMA em parceria com o IPEA está desenvolvendo o Programa de pagamento por serviços ambientais urbanos. No primeiro momento, o Programa está sendo desenvolvido com foco na reciclagem e nos serviços prestados pelos Catadores de materiais recicláveis. Nesse contexto, tem-se como objetivo: desenvolvimento de metodologia para valoração dos serviços ambientais prestados pela reciclagem , como subsídio para formulação de políticas públicas e reduzir a volatilidade dos preços dos materiais recicláveis, com alcance social para os catadores.

Quando falamos em resíduos sólidos, estamos nos referindo a algo resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada.
Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.

Ao segregarmos os resíduos, estamos promovendo os primeiros passos para sua destinação adequada. Permitimos assim, várias frentes de oportunidades como: a reutilização; a reciclagem; o melhor valor agregado ao material a ser reciclado; a melhores condições de trabalho dos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; a compostagem; menor demanda da natureza; o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=125&idConteudo=8046

Consumidores brasileiros estão entre os mais 'verdes'

Pesquisa avalia hábitos de alimentação, transporte, habitação e aquisição de bens de consumo ao redor do mundo e aponta os países em desenvolvimento como os mais ecologicamente conscientes.

Pelo segundo ano seguido consumidores da Índia, Brasil e China foram os que mais se mostraram preocupados com questões ligadas ao meio ambiente quando compram um produto ou serviço, revelou a pesquisa Greendex 2009: Consumer Choice and the Environment – A Worldwide Tracking Survey, realizada pelo National Geographic Society e pela GlobeScan.

A pesquisa mediu o comportamento de 17 mil consumidores referente a 65 áreas relacionadas com habitação, alimentação, transporte e bens de consumo em 17 países.

Como em 2008, os países em desenvolvimento se saíram melhor, liderados pela Índia e Brasil. Europeus e japoneses apresentaram piores notas principalmente por causa do consumo de energia e da alimentação mais industrializada. Os norte-americanos terminaram o estudo em último lugar.

Panorama

O item habitação buscou medir o tamanho da residência em relação a número de pessoas da família, o uso eficiente de energia, o apoio às renováveis e o desperdício de água.

Brasileiros, indianos e mexicanos ficaram no topo nessa categoria. Porém, a própria pesquisa destaca que isso pode ser resultado da menor riqueza das famílias desses países, que vivem em espaços pequenos simplesmente por serem obrigadas. Também não haveria necessidade de aquecimento nessas nações.

Mas os Brasileiros foram ainda líderes no que diz respeito ao interesse por energias renováveis, como o etanol. Indianos e mexicanos também apresentaram grande vontade de ter acesso a uma energia mais limpa.

Com relação ao transporte, a pesquisa perguntou quantos carros uma família possui, o quanto ele é usado e sua eficiência de combustível. Também foi avaliado o transporte público e o uso de bicicletas.

Novamente os países em desenvolvimento se destacaram por apresentar uma população mais disposta a caminhar, ir de bicicleta ou ainda morar perto do lugar de trabalho. Russos, chineses e sul-coreanos são os que mais utilizam o transporte público, enquanto os australianos, canadenses e norte-americanos são os que menos procuram ônibus, metrô ou trens.

O item alimentação incluiu a freqüência de consumo de alimentos produzidos nas próprias comunidades e o tipo de refeição mais adotada; carne, peixes, vegetais etc. Indianos, australianos e sul-coreanos apresentaram as melhore notas nesse quesito.

Também foram pesquisados os hábitos na compra de bens de consumo, principalmente o quanto o impacto ambiental de um determinado produto afeta na sua escolha. Destaque mais uma vez para os indianos. O Brasil registrou uma queda recorde em relação à nota de 2008, mas ainda assim terminou à frente de diversos países desenvolvidos.

De uma maneira geral, a pesquisa registrou um aumento das notas com relação à primeira edição e isso foi apontado pelo National Geographic como um grande avanço. Mesmo se levando em conta o impacto da crise econômica no consumo, o Greendex teria comprovado um grande crescimento da consciência ambiental das pessoas ao redor do mundo.

Os resultados sugerem ainda que está mais fácil do que nunca aplicar políticas públicas para o meio ambiente e que as empresas que não estão se adaptando para diminuir os danos que causam à natureza já estão perdendo clientes.

O ranking dos consumidores mais “verdes”:

1-Indianos

2-Brasileiros

3-Chineses

4-Argentinos

5-Sul-coreanos

6-Mexicanos

7-Hungáros

8-Russos

9-Espanhóis

10-Alemães

11-Suecos

12-Australianos

13-Franceses

14-Britânicos

15-Japoneses

16-Canadenses

17- Norte-americanos


Disponível em: envolverde.ig.com.br/#

Pesquisa comprova lucratividade e benefícios ambientais da produção de soja orgânica

Os bons ventos da produção de soja orgânica chamam a atenção de agricultores interessados neste nicho de mercado, estudantes e pesquisadores.

O produtor rural Valdir Bologhnini não se arrepende de ter reservado uma parte de sua propriedade, em São Pedro do Ivaí, para produzir soja sem adubo químico e sem pesticida. “Convertido” ao cultivo orgânico há 10 anos, Bologhnini contabiliza lucros financeiros e benefícios ao meio ambiente, somando-se às 7.527 propriedades paranaenses que já abriram espaço para este tipo de cultura. A cada ano, desde 2002, elas aumentam em 20% a produção total de orgânicos do Paraná, destinada a um mercado cujo potencial é muito grande.

De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Paraná colheu 124.323 toneladas de produtos orgânicos em 2009, em 12.821,51 hectares. Parceiro da Emater e um pioneiro no estudo da viabilidade da soja orgânica biodinâmica, Valdir Bologhnini é um entusiasta do assunto. De acordo com o agricultor, o custo de produção de soja orgânica é equivalente ao da soja convencional, mas o preço de mercado chega a ser até 50% maior. “É lucro certo”, comemora Bologhnini. Mesmo em dias de alta de preços da soja convencional, a matemática continua favorável à orgânica. A cotação da primeira, na última sexta-feira (4) chegou a R$ 46,70, enquanto que a orgânica permanecia estável a R$ 64,00 – 37% a mais.

Valdir Bologhnini é parceiro da Emater e um pioneiro no estudo da viabilidade da soja orgânica biodinâmica. Dos 210 hectares da propriedade da família, 50 hectares abrigam a cultura e, há oito anos, são um laboratório de experimentos ao ar livre, onde são avaliadas as variedades de soja que melhor se adaptam ao sistema orgânico, as formas mais eficazes de combate a pragas e doenças e os índices de produtividade. A previsão para este ano é de que sejam colhidas em torno de 65 sacas por hectare cultivado, 11 a mais do que no ano passado.

Orientado pelo pesquisador do Iapar Ademir Calegari, especialista em plantas de cobertura para sistemas agroecológicos, seo Valdir optou pela produção de soja orgânica por plantio direto com rotação de culturas. “É o produtor que faz a validação tecnológica das pesquisas. E a propriedade do seo Valdir comprova como a rotação ajuda a enriquecer a vida no solo e evita o desperdício de insumos e de dinheiro”, avalia. Para a produção de soja e milho, Calegari recomenda intercalar com o plantio de leguminosas, como a ervilhaca peluda e o nabo forrageiro, e gramíneas, como a aveia e o centeio. “Essas culturas proporcionam boa cobertura, enriquecem o solo e aumentam a fixação do nitrogênio, fundamental para manter a fertilidade”, diz.

SOS natureza – Para combater pragas e doenças, o socorro vem da própria natureza. Um dos maiores vilões da cultura de soja é o percevejo. Em lavouras convencionais, os agricultores chegam a fazer nove aplicações de veneno para combatê-lo. A alternativa adotada na produção orgânica é colocar armadilhas feitas de garrafa pet com uma mistura de urina de vaca, sal e água. Usada desde o início da cultura, ela atrai os insetos, que entram na garrafa e acabam morrendo. Para detectar a chegada da temível ferrugem asiática e permitir que o agricultor aja a tempo de evitar perdas, a Embrapa desenvolveu e está testando um coletor de esporos. O aparelho monitora a intensidade da presença do fungo e sinaliza a hora certa de iniciar a aplicação dos defensivos naturais.

Um deles é a calda bordalesa, feita de sulfato de cobre, cal e água limpa. A lagarta da soja também é combatida com seu inimigo natural – o baculovirus, também aplicado em calda, que garante a sanidade da soja. “A divulgação dos resultados que vêm sendo obtidos na propriedade do seo Valdir são importantes para ajudar a mudar a mentalidade dos agricultores. Obter o controle de pragas sem herbicidas era inimaginável para o produtor que estava habituado a seguir as prescrições feitas para o cultivo tradicional”, avalia o agrônomo Vagner Mazeto, da Emater.

Desperdício – Pesquisas comprovam que a falta de avaliação das condições do solo antes do plantio está resultando em desperdício de fertilizantes e gasto desnecessário de dinheiro. “O agricultor está acostumado a aplicar o fertilizante de acordo com um calendário padronizado pela indústria. Mas as avaliações que fazemos individualmente nas propriedades mostram que, em grande parte delas, o solo já está muito rico em nutrientes e que a adubação para cumprir calendário resulta em desperdício e em gastos desnecessários”, afirma o coordenador da área de grãos da Emater, Nelson Harger.

Onde e como vender

Os bons ventos da produção de soja orgânica chamam a atenção de agricultores interessados neste nicho de mercado, estudantes e pesquisadores. O Dia de Campo realizado pelo Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) na fazenda São Luiz, em São Pedro do Ivaí, região norte do Paraná, na última semana de fevereiro, reuniu mais de 150 pessoas. Um dos participantes foi o empresário Roberto Perini, proprietário da Agroorgânica, um dos pioneiros no cultivo e na comercialização de orgânicos no Paraná. Ele reforça que a soja orgânica é uma boa alternativa mesmo para o pequeno produtor, desde que ele se reúna em associações que viabilizem a logística necessária para o atendimento das exigências dos clientes internacionais com quem negocia.

Os maiores consumidores de soja orgânica estão na América do Norte, Europa e Ásia, que compram 95% da produção. “Pequenos produtores podem juntar-se para fazer o transporte dos grãos de forma segura, sem contaminação, até o ponto do embarque nos contêineres que levam a soja para o exterior”, diz Perini. A produção paranaense é rastreada e cada lote de soja exportado está identificado com o nome do produtor e tem certificação de origem. A turma foi acompanhar os estudos feitos em parceria pelo Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Revolução natural

Uma cirurgia na coluna colocou o agricultor Valdir Bologhinini “de molho” dez anos atrás. Com as férias forçadas, o produtor de soja convencional se distraiu em casa lendo sobre a agricultura orgânica. Um curso com a duração de um ano realizado tempos depois em São Pedro do Ivaí ampliou seus conhecimentos e reforçou a curiosidade. Único sojicultor a terminar o curso, ele logo encontrou informação complementar para agregar ainda mais valor ao seu produto e trabalhar em sintonia com a natureza: preparou parte da propriedade de acordo com as normas para orgânicos e decidiu seguir a linha da agricultura biodinâmica. Aprendeu seus princípios, o uso do calendário lunar, as melhores horas do dia para cada tipo de atividade.

A família estava descrente e ria quando ele começou a adotar as novas técnicas e abriu mão da aplicação de defensivos. “O pessoal achava que o Valdir era um visionário, mas teve que reconhecer que a persistência dele deu resultados. Na safra 2005-2006, quando o preço da soja convencional estava muito baixo, foi o bom preço da orgânica que garantiu a cobertura dos prejuízos”, lembra o agrônomo da Emater Vagner Mazeto. “Dá mais trabalho, mas os resultados compensam. A adoção dos princípios da biodinâmica aumenta entre 10 e 15% o preço da soja orgânica, e os ganhos para o meio ambiente são a melhor recompensa: água e ar puro, com mais saúde para a família toda”, argumenta Valdir Bologhnini.

Com a persistência no método, o ambiente da plantação vai ganhando mais equilíbrio e as infestações são de menor intensidade, facilmente controladas com o uso de produtos extraídos da própria natureza para evitar as perdas. “Para cultivar uma área de dois hectares de soja, basta trabalhar em média uma hora por dia, o suficiente para manter a lavoura limpa e o mato controlado”, ensina o agricultor.

Agência de Notícias-PR/EcoAgência

Refrigerantes "magros" também afetam o peso

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?

O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, o MinhaVida conversou com a nutricionista Daniella Camargo, que aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu e ajudam na dieta.

Refrigerante na refeição
Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.

É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".

Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.

Zero, diet ou light
Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.

A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.

Ocasiões especiais
De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. "Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem", diz a nutri.

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Alimentos light: será que eles são mesmo a melhor opção na dieta?

É só começar a dieta que muita gente não hesita em encher o carrinho de compras com alimentos lights. Só para ter uma ideia do peso dessa turma no cardápio dos brasileiros, um levantamento feito pela Indústria Brasileira de Alimentos Dietéticos (Abiad) mostrou que esses produtos estão presentes em mais de 35% dos lares da população. A grande preferência por eles está relacionada à ideia de que eles aumentam as chances de perder peso ao fazer dieta para emagrecer.

É aí que muita gente erra a mão, ignorando até mesmo as quantidades das porções. Os "lights" também têm calorias e, quando ingeridos em excesso, contribuem tanto quanto a versão convencional para o ganho de peso. Conversamos com as nutricionistas Camila Abreu e Ana Paula Souza que esclarecem as dúvidas a respeito desses alimentos.

É light ou diet?

Os termos ainda confundem, mas a diferença entre os dois é grande. Entretanto, diet é aquele produto que indica em sua embalagem a ausência total de algum nutriente ou ingrediente, que pode ser o açúcar, o sal, a gordura, a lactose, entre outros.

Segundo a nutricionista Camila Abreu, a escolha do "diet" deve variar conforme a necessidade de cada pessoa. "Produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar, por exemplo. Para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura e assim por diante", completa a profissional.

Já os alimentos classificados como "light" têm uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado elemento de sua composição em relação ao alimento tradicional. "São aqueles com baixo teor de componentes - sódio, açúcares, gorduras, colesterol - e/ou calorias, ou seja, não são isentos totalmente como os diet", explica Camila.

O produto Light faz mal?

Na verdade, não é que eles fazem mal. "É que muitos produtos light têm adoçante e essa substância, quando consumida em excesso, pode fazer mal no futuro", esclarece a nutricionista Ana Paula Souza. Apesar de existirem muitas pesquisas sobre o assunto, os malefícios do adoçante não são comprovados.

Como o adoçante é químico, a substituição por mel ou açúcar mascavo pode ser feita. "Eu indico a substituição pelo açúcar Demerara que é ainda mais saudável do que o açúcar mascavo, por conter mais nutrientes", recomenda Ana Paula.

É light mesmo?

A informação deve estar impressa nas embalagens. Se você identificar uma redução de, pelo menos, 25% de nutrientes ou calorias num alimento, ele pode ser considerado light. Apesar disso, a própria tabela nutricional pode confundir o consumidor. Ás vezes, um pão normal tem uma tabela em que se avalia 30 gramas do produto, enquanto o pão light possui uma que considera a porção de 20 gramas. Por isso, deve-se ficar atento ao rótulo e verificar a proporcionalidade entre eles.

A nutricionista Camila Abreu enfatiza que não é preciso consumir apenas alimentos diet ou light. O importante são os conceitos de bom-senso e moderação. "Mesmo se o alimento for light fique atento às quantidades ingeridas. Não só a escolha dos alimentos certos, mas também a quantidade é o que faz alguém engordar ou emagrecer", aponta a nutricionista.

Substituições inteligentes

Em alguns casos, a escolha do alimento light é, de fato, a mais saudável para sua alimentação. Troque sempre o leite integral, que possui muita gordura, pelo desnatado. Se achar que o gosto é muito diferente, opte pelo semi-desnatado. "Essa dica também vale para outros produtos lácteos, como os iogurtes", diz Camila Abreu.

Para os fãs de chocolate, a boa notícia é que as versões meio-amarga e com 75% de cacau têm ação antioxidante e são mais saudáveis que a tradicional ou a diet, que possui mais gordura em sua formulação.

Trocar a famosa manteiga do pãozinho francês por uma margarina light em um pão integral também compensa. "Além da redução de gordura e calorias, é uma opção de lanche mais saudável, pois os alimentos integrais contêm mais fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino e na saciedade", afirma a nutricionista.

As geleias e achocolatados também podem (e devem!) ser substituídos pelas versões light, pois realmente se diferenciam nas calorias das versões tradicionais. Já os refrigerantes, mesmo os "lights", devem ser consumidos com moderação por causa do adoçante, do sódio e do gás. Prefira os sucos naturais, que carregam todos os nutrientes das frutas.

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Belas cerâmicas escondem perigo de contaminação

No verão passado, quando o Dr. Gerald F. O’Malley começou a trabalhar no setor de emergência do Jefferson Medical College, na cidade de Filadélfia, ele caminhou pelo bairro de Chinatown, ali perto, e notou a grande variedade de cerâmica adornada à venda.

Num trabalho anterior que desempenhou no Colorado, ele soube que as coloridas cerâmicas mexicanas eram uma fonte significativa de contaminação por chumbo. Ele se perguntou se o mesmo era verdade para as porcelanas vendidas em Chinatown.

Como ele e um grupo de pesquisadores descobriram, a resposta é sim. Embora as origens das cerâmicas não sejam conhecidas, nem a extensão de sua distribuição, a contaminação encontrada por O’Malley e sua equipe em utensílios de cozinha e mesa pareceu ser grave o suficiente para causar problemas de saúde.

“Demonstramos que existe um problema na Chinatown da Filadélfia”, disse O’Mailley. “Mostramos isso de forma conclusiva. Se isso ocorre na Filadélfia, está acontecendo em outras Chinatowns de outras cidades”.

Para realizar a pesquisa, O’Mailley, de 48 anos, convocou quatro estudantes de medicina e um colega, o Dr. Thomas J. Gilmore, residente do segundo ano da Jefferson, para comprar amostras de cerâmica e testá-las. Eles acabaram obtendo uma coleção vendida em 32 locais, com 87 peças compradas em Chinatown e 49, em bairros vizinhos.

Usando um dispositivo de varredura normalmente usado para pinturas, os pesquisadores examinaram cada peça, em busca de conteúdo de chumbo. Mais de um quarto das amostras teve resultado positivo.

A equipe de O’Mailley realizou testes laboratoriais adicionais em 25 das peças para confirmar as descobertas, estabelecer o grau de contaminação e determinar se o chumbo pode sofrer lixiviação – isto é, se pode ser ingerido com os alimentos. Descobriu-se que três pratos e duas colheres sofriam lixiviação de chumbo em quantidades que excediam, e muito, os limites estabelecidos pela Food and Drug Administration (FDA). Um dos pratos tinha chumbo lixiviado em mais de 145 partes por milhão. O limite da agência americana é de 2 partes por milhão.

O’Mailley e seu grupo enviaram os dados para a FDA e Michael E. Kashtock, do departamento de segurança ao consumidor da agência, confirmou ter recebido a informação.

“Nós coletamos nossas próprias amostras e fazemos nossos próprios testes”, disse Kashtock. “Devemos ter completa confiança de que os resultados de testes que temos são totalmente sustentáveis, se surgir qualquer tipo de processo administrativo. Estamos no processo de acompanhamento”.

Gilmore afirmou que a agência “estava muito aberta e prestativa, e espero que eles façam a coisa certa”. Ele enfatizou que a culpa não é das lojas.

“Os vendedores devem ter a garantia de que estão comprando de origens que estejam em conformidade”, disse ele. “As lojas estão ganhando má reputação aqui, mas queremos que sejam ajudadas, não prejudicadas, por isso. Espero que a FDA faça uma investigação formal e consiga rastrear esse problema até as origens”.

O’Mailley tem seus próprios planos para acompanhamento. Ele pedirá que os pacientes tragam seus próprios utensílios à clínica para testes. Se os resultados forem positivos para chumbo, ele testará os níveis de chumbo no sangue dos pacientes.

“Até onde eu sei”, afirmou, “não há estudos que tenham observado se existe uma correlação entre os utensílios de cozinha e mesa e níveis elevados de chumbo no sangue”.

A Academia Americana de Pediatria geralmente recomenda que crianças sejam testadas duas vezes para o chumbo, antes dos 2 anos de idade, com algumas variações dependendo das condições locais. O’Mailley disse estar preocupado, pois trabalha com uma população que não passa por exame algum.

“Se temos crianças de 4 ou 5 anos ou uma mulher grávida comendo com esses utensílios, elas estão ingerindo chumbo”, disse. “Ninguém está observando esses pacientes”.

(Fonte: Portal iG)

Governo assina acordo para diminuir sódio em alimentos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e as associações que representam os produtores de alimentos processados, assinaram, na quinta-feira (7), um termo de compromisso com o objetivo de reduzir gradualmente a quantidade de sódio em 16 produtos industrializados.

“Este acordo com a indústria alimentícia representa um passo fundamental para que seja atingida a recomendação de consumo máximo da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de menos de 5 gramas de sal diários por pessoa, até 2020”, disse o ministro.

O documento estabelece um teor máximo de sódio para cada 100 gramas de alimento, que varia de acordo com o tipo de produto. No caso das massas instantâneas, esse teor ficaria limitado a 1,9 grama, o que representaria uma diminuição anual de 30% nos valores atuais.

Além disso, o acordo estabelece que algumas das metas apresentadas devem ser cumpridas pelo setor produtivo até 2012 e aprofundadas até 2014.

Representando os produtores, participaram da negociação a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).

“É um fomento à alimentação saudável, equilibrada e nutricionalmente adequada. Desta forma, a indústria se propõe a reduzir gradualmente o uso do sódio em seus produtos a fim de promover melhor qualidade de vida ao à população”, completa o presidente da Abia, Edmundo Klotz.

(Fonte: G1)

Novo estudo prevê fim das geleiras de verão no Ártico em 2016

Cientistas que haviam previsto que geleiras se derreteriam durante os verões no Ártico em 2013 agora projetam que isso talvez demore mais alguns anos, mas ainda deve ocorrer nesta década – provavelmente em 2016.

A previsão original, feita em estudo de 2007, rendeu uma onda de críticas ao autor, o cientista Wieslaw Maslowski. Agora, Maslowski e sua equipe trabalham com um novo modelo de computador – feito parcialmente por causa da onda de críticas – que identificou a data ‘estimada’ como sendo 2016.

Seu estudo foi apresentado no encontro anual da União Europeia de Geociências (EGU, na sigla em inglês).

O novo modelo foi projetado para reproduzir interações do mundo real, ou ‘cruzamentos’, entre o oceano Ártico, a atmosfera, o gelo e os rios que deságuam no mar.

‘No passado (…), estávamos projetando o futuro presumindo que tendências poderiam persistir, como foi observado em tempos recentes’, disse Maslowski, que trabalha na Escola de Pós-Graduação Naval, em Monterey, na Califórnia.

‘Agora, estamos tentando ser mais sistemáticos e desenvolvemos um modelo regional do clima do Ártico que é muito parecido com os modelos de mudança climática do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC)’, disse à BBC News.

‘Podemos fazer um modelo completo de cruzamentos para o passado e o presente e ver o que o modelo vai prever para o futuro quanto ao gelo do mar e o clima ártico.’

E uma das projeções identificou que o derretimento de verão pode deixar os mares do Ártico sem a presença de gelo por volta de 2016, ‘com margem de erro de três anos a mais ou a menos’.

Provas – Um dos ingredientes mais importantes do novo modelo é a informação relativa à grossura do gelo que flutua no mar.

Satélites são cada vez mais capazes de detectar essa grossura, geralmente a partir da medição de quão acima da superfície marítima está a geleira. A medição também indica a profundidade desse gelo.

A inclusão dessa estimativa no modelo de Maslowski foi um dos fatores que o forçou a rever a projeção de 2013, que levantou suspeitas e críticas quando foi anunciada em uma reunião ocorrida quatro anos atrás.

Desde um derretimento particularmente expressivo ocorrido em 2007, uma grande proporção do Ártico tem sido coberta por uma camada de gelo fino, que é formada durante uma única estação e é mais vulnerável a mudanças sutis de temperatura do que o gelo grosso.

Mesmo levando isso em consideração, a data projetada por Maslowski é anterior à prevista por outros cientistas.

Mas um deles – Walt Meier, do Centro de Informações de Neve e Gelo dos EUA, no Colorado – diz que o comportamento do gelo marinho se torna menos previsível à medida que se torna mais fino.

‘O modelo (de Maslowski) é bastante bom, tem bastante precisão e captura detalhes que estão perdidos em modelos climáticos globais’, disse. ‘Mas 2019 é daqui a apenas oito anos. Há modelos mostrando que (as datas prováveis do derretimento são por volta de) 2040 ou 2050, e ainda tendo a acreditar nisso.’

Ele agrega: ‘Ficaria muito surpreso (se o derretimento de verão) ocorresse em 2013. Menos surpreso se ocorresse em 2019′.

Método – O derretimento drástico de 2007 foi o maior já registrado pelos satélites, ainda que nos anos seguintes a perda de gelo foi inferior à média de longo prazo.

Mas alguns pesquisadores acreditam que o derretimento de 2010 foi tão marcante quanto o de 2007, já que as condições climáticas foram no ano passado mais favoráveis à durabilidade do gelo.

Ainda que muitos cientistas do clima e ambientalistas estejam seriamente preocupados com o futuro do gelo ártico, para outras partes da sociedade e dos governos o derretimento traz desafios e oportunidades.

Os governos da Rússia e do Canadá, por exemplo, estão de olho nas oportunidades de mineração que vão despontar no pólo Norte, e o Exército dos EUA expressou preocupação em perder parte de sua defesa na sua fronteira do norte durante uma parte do ano.

‘Não estou tentando ser alarmista nem dizer que ‘prevemos o futuro porque temos uma bola de cristal”, disse Maslowski. ‘Estamos tentando fazer os políticos e as pessoas perceberem que o gelo de verão (do Ártico) pode sumir até o fim da década.’

(Fonte: G1)

Porto de Rio Grande deve fazer licitação em seis meses

A Justiça determinou, por meio de liminar, que a Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG) faça uma licitação dentro de seis meses para executar os serviços de emergência ambiental. Em caso de descumprimento, de acordo com a decisão da 2ª Vara Cível de Rio Grande, será suspenso o contrato da empresa que presta o serviço atualmente — a Ecosorb Tecnologia de Proteção Ambiental. O pedido foi feito em Ação Civil Pública proposta pelo promotor José Alexandre Zachia Alan, do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A ação foi ajuizada depois que o MP-RS recebeu informações da Ouvidoria do Governo do Rio Grande do Sul, em meados de 2008, de que a base de prontidão ambiental 24 horas foi instalada sem o processo licitatório, a partir de mera pesquisa de preços. A SUPRG assumiu o compromisso de providenciar a publicação do edital do processo. No entanto, passados mais de dois anos, a licitação não ocorreu. Ainda de acordo com a ação, um processo administrativo que trata do tema está estagnado desde fevereiro de 2010.

Na decisão, o juiz da 2ª Vara Cível do Rio Grande, Bento Fernandes de Barros Júnior, destacou o entendimento de que transcorreu tempo suficiente para realização do procedimento licitatório. “Há fundado receio da ineficácia do provimento final, tendo em vista o transcurso temporal e o serviço público prestado, implicando em encargo financeiro ao ente público, quando da prestação do serviço público pela empresa privada”, destacou. A determinação judicial é que o processo seja realizado num prazo de seis meses. Com informações da Assessoria de Imprensa do MP-RS.

http://www.conjur.com.br/2011-abr-09/porto-rio-grande-licitacao-servicos-ambientais

No Fundo, o Banco Mundial não é verde

Bangcoc, Tailândia, 8/4/2011 – O Banco Mundial sofre uma crescente oposição de uma ampla rede de ambientalistas por seu papel no Fundo Verde para o Clima, criado para ajudar os países do Sul em desenvolvimento a combaterem os estragos causados pela mudança climática. “Apesar das crises climáticas e econômicas, o Banco Mundial continua financiando projetos de combustíveis fósseis a um ritmo alarmante, prometendo soluções falsas para a crise climática e usando instrumentos de financiamento que aumentam o endividamento dos países em desenvolvimento”, denunciou uma coalizão de quase cem organizações da sociedade civil.

Esta aliança divulgou uma carta durante as negociações em Bangcoc, onde acontece a primeira de três reuniões prévias à 17ª Conferência das Partes (COP 17) da Convenção Marco da Organização das Nações Unidas sobre Mudança Climática, marcada para novembro na cidade sul-africana de Durban. “O Banco Mundial não é apropriado para aconselhar sobre o projeto de um fundo que deve garantir um financiamento justo e efetivo no longo prazo sobre os princípios da integridade ambiental, equidade, desenvolvimento sustentável e democracia”, diz a carta de duas páginas.

ActionAid, International Rivers, Aliança Pan-Africana por Justiça Climática e a Plataforma Boliviana sobre Mudança Climática foram algumas das organizações internacionais e locais que assinaram a carta, que era dirigida a Patricia Espinosa, ministra de Relações Exteriores do México, e a Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática.

Durante a COP 16, em dezembro no balneário mexicano de Cancún, foi apresentado um rascunho para criar o Fundo Verde, destinado a financiar esforços para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa e ajudar as comunidades do Sul a adaptarem-se aos efeitos do aquecimento planetário. O Banco foi designado fiduciário interino para os primeiros três anos, até que seja construída uma arquitetura financeira permanente que administre a tão necessitada ajuda às nações pobres do planeta, que são as mais afetadas pela mudança climática.

Um informe do grupo assessor da Secretaria Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre financiamento contra o aquecimento global, apresentado às vésperas da conferência do México, estimou que são necessários US$ 100 bilhões em iniciativas para o Sul. Outras estimativas elevam o valor para US$ 400 bilhões ao ano, segundo o Movimento Jubileu da Ásia Meridional e do Pacífico sobre Dívida e Desenvolvimento, uma rede regional de ativistas. O Fundo Verde tem o mandato de começar a desembolsar em 2020 os novos recursos que, segundo a Convenção, terão a forma de subsídios ou empréstimos.

Entretanto, o histórico do Banco Mundial em matéria de programas para o desenvolvimento não o convertem na opção ideal para desempenhar um papel permanente na administração do Fundo Verde, disse Victoria Tauli-Corpuz, coordenadora da Rede de Mulheres Indígenas Asiáticas, com sede em Manila. “Não é uma instituição que transmite confiança no Sul em desenvolvimento”, afirmou. “Há um temor entre ativistas e alguns governos de países em desenvolvimento de que o Banco assuma para si a aprovação das operações diárias do Fundo”, disse à IPS Victoria. “Isso derivará em mais obstruções para os pobres e as vítimas da mudança climática”, acrescentou.

“O financiamento é parte dos reparos da dívida climática que os países ricos e industrializados devem aos povos e países do Sul”, afirmou Ahmed Swapan, do Jubileu. “A dívida climática deve ser reunida, administrada e entregue por uma instituição que seja democrática, responsável, transparente e governada por uma junta que tenha maioria do Sul”, acrescentou.

Os ativistas também estão preocupados por um potencial conflito de interesses se o Banco Mundial assumir o papel de administrador do Fundo, já que o organismo multilateral de crédito com sede em Washington também financiará e executará os projetos. Igualmente preocupante é o histórico do Banco nos mecanismos de financiamento contra a mudança climática já existentes, como o Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF), criado em 1991 para ajudar as nações em desenvolvimento a se adaptarem aos desafios do aquecimento global.

“Para obter recursos do GEF, os países tinham que ir às agências que o implementavam, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e, ainda, o Banco Mundial”, explicou Matthew Stilwell, assessor de políticas no Instituto para Governança e Desenvolvimento Sustentável, centro de estudos com sede em Genebra. “Tinham que saltar as barreiras. Dificultavam o acesso aos fundos”, afirmou. Como consequência, os países em desenvolvimento agora “exigem acesso mais direto aos recursos do GEF. Aprenderam lições do passado”, disse Matthew à IPS.

Nas salas do centro de conferências da ONU em Bangcoc, onde negociadores da mudança climática de 190 países se reúnem até hoje para preparar um novo acordo internacional, o tema do Fundo está sobre a mesa. “Haverá novas fontes de financiamento”, prometeu Jozsef Feiler, negociador-chefe de mudança climática da Hungria. Envolverde/IPS

http://envolverde.com.br/noticias/no-fundo-o-banco-mundial-nao-e-verde-2/