Rio de Janeiro, Brasil, 7/4/2011 – Cientistas brasileiros traçaram, na cidade de São Paulo, o primeiro mapa de resistência a um antibiótico do Brasil, e confirmaram que o abuso gera resistência, abrindo portas para orientar políticas públicas de venda e prescrição desse tipo de medicamento. O “Mapa de Probabilidade de Risco de Resistência ao Antibiótico Ciprofloxacina em Bactérias Escherichia coli” foi realizado pelo projeto Eureqa (Epidemiologia do Uso e da Resistência Bacteriana a Quimioterápicos e Antibióticos na População). O estudo foi publicado no dia 28 de fevereiro na revista científica International Journal of Health Geographics.
A pesquisa identificou 4.372 infecções do trato urinário por bactéria E. coli, registradas em 2002 em dois centros de saúde da capital paulista, das quais 723 resultaram ser resistentes à ciprofloxacina. Cada caso foi georreferenciado em um mapa digital, segundo o domicílio do paciente. Esses dados e a delimitação de zonas de influência de cada ponto de venda do medicamento permitiram obter a densidade de consumo do medicamento.
Um modelo estatístico e o sistema de informação geográfica permitiram vincular a resistência ao antibiótico com a densidade de seu consumo e detectar as zonas da cidade com maiores e menores riscos de resistência. O estudo confirmou que com esse antibiótico, indicado para infecções urinárias femininas, e para essa bactéria “há um grau de consumo populacional que desencadeia o surgimento e a agregação à resistência à ciprofloxacina na cidade de São Paulo”, explicaram à IPS os coordenadores do estudo.
Os cientistas Antônio de Monteiro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; Antônio Carlos Campos Pignatari, da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, e Carlos Kiffer, do Laboratório Especial de Microbiologia Clínica do Instituto Fleury explicaram que o resultado deve ser referendado por outros estudos e em outros ambientes.
Contudo, a pesquisa “aponta com bastante certeza” que, quando um determinado antibiótico é muito consumido por uma população, os integrantes dessa comunidade em uma determinada área de consumo estão mais sujeitos a se contagiarem com bactérias resistentes. Assim, “se muitos de nossos vizinhos ou pessoas próximas estiverem usando determinado antibiótico, é possível que tenhamos uma infecção por uma bactéria mais resistente, embora não tenhamos utilizado antibióticos nos últimos tempos”, acrescentaram.
A iniciativa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp), do Estado de São Paulo, tomou por base uma campanha da Organização Mundial da Saúde para combater a resistência aos antimicrobianos, a “principal arma contra as doenças infecciosas”. A OMS, que dedica ao tema este 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, define essa resistência como o processo pelo qual um micro-organismo deixa de ser afetado por antimicrobiano ao qual antes era sensível.
“É consequência da capacidade de certos micro-organismos (por exemplo, bactérias e vírus) de neutralizar o efeito dos medicamentos, como os antibióticos. A resistência surge pela mutação do micro-organismo ou pela aquisição do gene da resistência”, explica um documento da OMS. O Eureqa busca exatamente combater esse risco. Segundo a OMS, mais de 50% das receitas de antibióticos no mundo são inadequadas. Mas é um grande negócio. Somente no Brasil, a venda de antibióticos gerou em 2009 cerca de US$ 1 bilhão.
Os autores do estudo disseram à IPS que não há muitas pesquisas com uma metodologia semelhante para avaliar a relação entre consumo da população e surgimento de resistência bacteriana a antibióticos. Embora não menos importante, a maioria dos estudos está dirigida a aspectos da “mecânica” da resistência bacteriana, acrescentaram.
“Fazendo uma comparação bem genérica, pode-se dizer que se os estudos da mecânica respondem às perguntas ‘como’ e ‘por que’ da resistência bacteriana, os estudos epidemiológicos quantitativos baseados no espaço temporal, com o Eureqa, podem responder ‘quando’, ‘onde’ e ‘quanto’ das resistências”, resumiu Antônio.
Essas perguntas ajudarão a compreender as relações entre o consumo coletivo de antibióticos e o surgimento de resistência em bactérias causadoras de doenças humanas. Aprofundar esta linha de pesquisa “com outros mapas quantitativos” pode ser útil para orientar “políticas de venda ou prescrição de antibióticos”, acrescentam os pesquisadores.
A resistência a antibióticos é um problema de saúde pública há dez ou 15 anos. No Brasil, com 190 milhões de habitantes segundo o censo de 2010, é considerada alta em comparação com nações industrializadas, disse à IPS o infectologista Alberto Chebabo, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, do Rio de Janeiro. Existe uma “resistência elevada” tanto nas bactérias encontradas nos hospitais como nas infecções na comunidade.
“Embora não existam dados nacionais tabulados, os dados locais mostram que de 20% a 30% das bactérias que causam infecção urinária na comunidade são resistentes a pelo menos um dos antibióticos indicados para seu tratamento”, disse Alberto, chefe do serviço de doenças infecciosas e parasitárias do hospital. Nos hospitais a situação é mais grave e, segundo o médico, várias publicações documentam focos infecciosos em unidades de tratamento intensivo de todos os Estados do país, causados por bactérias sensíveis a um único antibiótico.
Isto não só aumenta a mortalidade, como também o custo dos tratamentos e o tempo de internação do paciente. Para Alberto, a causa mais importante deste problema no Brasil foi a automedicação. “Era muito comum o uso de antibióticos comprados sem receita médica e utilizados indiscriminadamente, inclusive para tratar infecções virais”, afirmou.
No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a venda de antibióticos. Desde novembro é obrigatório apresentar na farmácia receita com duas cópias, uma é devolvida ao paciente e outra fica no estabelecimento. A Anvisa tomou essa medida depois que vários focos da superbactéria KPC (Llebsiella Pneumoniae Carbapenemase), que é resistente a quase todos os antibióticos. Somente em Brasília, foram registrados 183 casos, com 18 mortes. Segundo Alberto, também é preciso conscientizar os médicos, responsáveis, em muitos casos, por receitar antibióticos que não são necessários. Envolverde/IPS
http://envolverde.com.br/saude/pesquisa/primeiro-mapa-de-resistencia-a-antibioticos-2/
domingo, 10 de abril de 2011
A saúde dos paulistanos
Além de causar destruição e desastres, as mudanças climáticas vão afetar a nossa saúde, quase sempre de maneira negativa. O recém-lançado relatório sobre “Vulnerabilidades das Megacidades Brasileiras às Mudanças Climáticas” traz um resumo detalhado de como será esse impacto para os paulistanos. Embora os pesquisadores não tenham conseguido ainda quantificar os danos, eles desenharam um cenário bem preocupante:
- aumento da concentração de poluentes – a fumaça dos carros e caminhões enche o ar de substâncias tóxicas. Além disso, essas partículas microscópicas flutuando no ar impedem a formação de nuvens e diminuem as chuvas – daí a garoa, que já foi marca registrada da cidade, estar desaparecendo. Sem garoas, o ar não limpa, e a concentração de poluentes aumenta mais ainda. A situação fica crítica nas estações mais frias, quando as condições meteorológicas da cidade impedem que os poluentes se dispersem. A mistura de frio com alta concentração de poluentes é especialmente letal, principalmente para pessoas mais frágeis, como bebês e idosos. Os mais pobres também tendem a ser mais impactados que os mais ricos, porque têm resistência mais baixa e, por usar transporte público, ficam mais expostos aos poluentes. “Quem emite mais é quem é menos impactado”, diz Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP. Espera-se que milhares de pessoas a mais morram de pnemonia, bronquite e outras doenças respiratórias (mais sobre poluição e saúde aqui).
- variações bruscas de temperatura – pessoas abaixo dos 5 anos e acima dos 65 são mais vulneráveis a variações de temperatura, quando saem da “zona de conforto térmico”. Essa “zona” não é fixa para todos os humanos: depende da temperatura com a qual se está acostumado. Um dos efeitos das mudanças climáticas é que teremos variações mais bruscas e imprevisíveis na temperatura. Isso afeta a arquitetura do sono, desregula a produção de hormônios, afeta a pressão arterial e aumenta o estresse. No limite, pode matar – geralmente por enfarte. A cidade de Santos, a 80 quilômetros de São Paulo, enfrentou em fevereiro uma onda de calor letal: a temperatura chegou a 39 graus e 32 idosos morreram. Espera-se que episódios assim tornem-se cada vez mais comuns.
- chuvas e tempestades – além de provocar invernos mais secos (e poluídos), as mudanças climáticas estão tornando os verões mais chuvosos, com maior ocorrência de grandes tempestades. Os efeitos mais óbvios à saúde são os imediatos: mortes por afogamento, impactos de árvores que desabam e, principalmente, soterramento. Há também um outro risco grave que a cidade ainda não aprendeu a medir com precisão: o aumento nos atropelamentos, quedas de motocicletas, batidas de carros, tombos.
- doenças infecciosas – outro efeito das enchentes é a mair probabilidade de contrair doenças de veiculação hídrica nas semanas após as chuvas. Parasitoses intestinais, hepatites virais, leptospirose e enteroviroses devem se tornar mais frequentes. Além disso, a chuva e o calor criam condições perfeitas para a reprodução de mosquitos, que podem transmitir febre amarela, dengue e malária.
– alergias – o aumento na concentração de CO2 aumenta a liberação de pólen pelas plantas e a proliferação de fungos, fatores que disparam as alergias. As partículas provenientes do diesel, cuja concentração é cada vez maior no ar paulistano, agrava o problema, porque elas se ligam ao pólen e aos fungos e os levam aos pulmões. É de se esperar um aumento considerável nos casos de rinite alérgica e asma e na intensidade como essas doenças se manifestam.
– escassez e migrações – as mudanças climáticas deverão aumentar a aridez de várias regiões do Brasil, inclusive a do sertão nordestino, cuja precipitação pode cair abaixo do mínimo para sustentar vida. Quando isso acontecer, é de se esperar uma retomada das migrações para as periferias das grandes cidades, inclusive São Paulo (embora as capitais nordestinas devam ser mais afetadas). A chegada de uma população vulnerável deve colocar pressão no sistema de saúde de São Paulo.
Os autores do estudo também apontam para o fato de que a baixa qualidade do espaço público – muito trânsito, tempo demais se deslocando, falta de convívio, alto risco de desastres – podem afetar a saúde psicológica da população, aumentando a incidência de alcoolismo, depressão e suicídios.
*Publicado originalmente no site !sso Não é Normal
http://envolverde.com.br/saude/pesquisa/a-saude-dos-paulistanos/
- aumento da concentração de poluentes – a fumaça dos carros e caminhões enche o ar de substâncias tóxicas. Além disso, essas partículas microscópicas flutuando no ar impedem a formação de nuvens e diminuem as chuvas – daí a garoa, que já foi marca registrada da cidade, estar desaparecendo. Sem garoas, o ar não limpa, e a concentração de poluentes aumenta mais ainda. A situação fica crítica nas estações mais frias, quando as condições meteorológicas da cidade impedem que os poluentes se dispersem. A mistura de frio com alta concentração de poluentes é especialmente letal, principalmente para pessoas mais frágeis, como bebês e idosos. Os mais pobres também tendem a ser mais impactados que os mais ricos, porque têm resistência mais baixa e, por usar transporte público, ficam mais expostos aos poluentes. “Quem emite mais é quem é menos impactado”, diz Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP. Espera-se que milhares de pessoas a mais morram de pnemonia, bronquite e outras doenças respiratórias (mais sobre poluição e saúde aqui).
- variações bruscas de temperatura – pessoas abaixo dos 5 anos e acima dos 65 são mais vulneráveis a variações de temperatura, quando saem da “zona de conforto térmico”. Essa “zona” não é fixa para todos os humanos: depende da temperatura com a qual se está acostumado. Um dos efeitos das mudanças climáticas é que teremos variações mais bruscas e imprevisíveis na temperatura. Isso afeta a arquitetura do sono, desregula a produção de hormônios, afeta a pressão arterial e aumenta o estresse. No limite, pode matar – geralmente por enfarte. A cidade de Santos, a 80 quilômetros de São Paulo, enfrentou em fevereiro uma onda de calor letal: a temperatura chegou a 39 graus e 32 idosos morreram. Espera-se que episódios assim tornem-se cada vez mais comuns.
- chuvas e tempestades – além de provocar invernos mais secos (e poluídos), as mudanças climáticas estão tornando os verões mais chuvosos, com maior ocorrência de grandes tempestades. Os efeitos mais óbvios à saúde são os imediatos: mortes por afogamento, impactos de árvores que desabam e, principalmente, soterramento. Há também um outro risco grave que a cidade ainda não aprendeu a medir com precisão: o aumento nos atropelamentos, quedas de motocicletas, batidas de carros, tombos.
- doenças infecciosas – outro efeito das enchentes é a mair probabilidade de contrair doenças de veiculação hídrica nas semanas após as chuvas. Parasitoses intestinais, hepatites virais, leptospirose e enteroviroses devem se tornar mais frequentes. Além disso, a chuva e o calor criam condições perfeitas para a reprodução de mosquitos, que podem transmitir febre amarela, dengue e malária.
– alergias – o aumento na concentração de CO2 aumenta a liberação de pólen pelas plantas e a proliferação de fungos, fatores que disparam as alergias. As partículas provenientes do diesel, cuja concentração é cada vez maior no ar paulistano, agrava o problema, porque elas se ligam ao pólen e aos fungos e os levam aos pulmões. É de se esperar um aumento considerável nos casos de rinite alérgica e asma e na intensidade como essas doenças se manifestam.
– escassez e migrações – as mudanças climáticas deverão aumentar a aridez de várias regiões do Brasil, inclusive a do sertão nordestino, cuja precipitação pode cair abaixo do mínimo para sustentar vida. Quando isso acontecer, é de se esperar uma retomada das migrações para as periferias das grandes cidades, inclusive São Paulo (embora as capitais nordestinas devam ser mais afetadas). A chegada de uma população vulnerável deve colocar pressão no sistema de saúde de São Paulo.
Os autores do estudo também apontam para o fato de que a baixa qualidade do espaço público – muito trânsito, tempo demais se deslocando, falta de convívio, alto risco de desastres – podem afetar a saúde psicológica da população, aumentando a incidência de alcoolismo, depressão e suicídios.
*Publicado originalmente no site !sso Não é Normal
http://envolverde.com.br/saude/pesquisa/a-saude-dos-paulistanos/
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Lixo extraordinário
Em Borås, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.
Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.
“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borås, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional “Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais”, realizado em 30 de março, em São Paulo.
Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.
De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.
Para atender à legislação, a cidade implantou um sistema de coleta seletiva de lixo em que os moradores separam os resíduos em diferentes categorias e os descartam em coletores espalhados em diversos pontos na cidade.
Dos pontos de coleta, os resíduos seguem para uma usina onde são separados por um processo ótico e encaminhados para reciclagem, compostagem ou incineração.
“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de aterros sanitários. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirmou Taherzadeh.
Plano de gestão – Em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro, que estabelece a meta de erradicar os aterros sanitários no país até 2015 e tipifica a gestão inadequada de resíduos sólidos como crime ambiental.
Com a promulgação da lei, os especialistas presentes no evento esperam que o Brasil dê um salto em questões como a compostagem e a coleta seletiva do lixo, ainda muito incipiente no país.
De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 18% dos 5.565 municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. Mas não se sabe exatamente o percentual da coleta seletiva de lixo em cada um desses municípios.
“Acredito que a coleta seletiva de lixo nesses municípios não atinja 3% porque, em muitos casos, são programas pontuais realizados em escolas ou pontos de entrega voluntária, que não funcionam efetivamente e que são interrompidos quando há mudanças no governo municipal”, avaliou Gina Rizpah Besen, que defendeu uma tese de doutorado sobre esse tema na Faculdade de Saúde Publica da USP em fevereiro.
Na região metropolitana de São Paulo, que é responsável por mais de 50% do total de resíduos sólidos gerados no estado e por quase 10% do lixo produzido no país, estima-se que o percentual de coleta seletiva e reciclagem do lixo seja de apenas 1,1%.
“É um absurdo que a cidade mais importante e rica do Brasil tenha um percentual de coleta seletiva de lixo e reciclagem tão ínfimo. Isso se deve a um modelo de gestão baseado na ideia de tratar os resíduos como mercadoria, como um campo de produção de negócios, em que o mais importante é que as empresas que trabalham com lixo ganhem dinheiro. Se tiver reciclagem, terá menos lixo e menor será o lucro das empresas”, disse Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
Nesse sentido, para Raquel, que é relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos de moradia adequada, a questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil não é de natureza tecnológica ou financeira, mas uma questão de opção política.
“Nós teríamos, claramente, condições de realizar a reciclagem e reaproveitamento do lixo, mas não estamos fazendo isso por incapacidade técnica ou de gestão e sim por uma opção política que prefere tratar o lixo como uma fonte de negócios”, afirmou.
A pesquisadora também chamou a atenção para o fato de que, apesar de estar claro que não será possível viver, em escala global, com uma quantidade de produtos tão gigantesca como a que a humanidade está consumindo atualmente, as políticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil não tratam da redução do consumo.
“O modelo de redução da pobreza adotado pelo Brasil hoje é por meio da expansão da capacidade de consumo, ou seja: integrar a população ao mercado para que elas possam cada vez mais comprar objetos. E como esses objetos serão tratados depois de descartados não é visto como um problema, mas como um campo de geração de negócios”, disse.
Na avaliação de Raquel, os chamados produtos verdes ou reciclados, que surgiram como alternativas à redução da produção de resíduos, agravaram a situação na medida em que se tornaram novas categorias de produtos que se somam às outras. “São mais produtos para ir para o lixo”, disse.
Incineração – Uma das alternativas tecnológicas para diminuir o volume de resíduos sólidos urbanos apresentada pelos participantes do evento foi a incineração em gaseificadores para transformá-los em energia, como é feito em Borås.
No Brasil, a tecnologia sofre resistência porque as primeiras plantas de incineração instaladas em estados como de São Paulo apresentaram problemas, entre os quais a produção de compostos perigosos como as dioxinas, além de gases de efeito estufa.
Entretanto, de acordo com José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, grande parte desses problemas técnicos já foi resolvida.
“Até então, não se sabia tratar e manipular o material orgânico dos resíduos sólidos para transformá-lo em combustível fóssil. Mas, hoje, essa tecnologia já está bem desenvolvida e poderia ser utilizada para transformar a matéria orgânica do lixo brasileiro, que é maior do que em outros países, em energia renovável e alternativa ao petróleo”, destacou.
(Fonte: Elton Alisson/ Agência Fapesp)
Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.
“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borås, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional “Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais”, realizado em 30 de março, em São Paulo.
Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.
De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.
Para atender à legislação, a cidade implantou um sistema de coleta seletiva de lixo em que os moradores separam os resíduos em diferentes categorias e os descartam em coletores espalhados em diversos pontos na cidade.
Dos pontos de coleta, os resíduos seguem para uma usina onde são separados por um processo ótico e encaminhados para reciclagem, compostagem ou incineração.
“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de aterros sanitários. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirmou Taherzadeh.
Plano de gestão – Em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro, que estabelece a meta de erradicar os aterros sanitários no país até 2015 e tipifica a gestão inadequada de resíduos sólidos como crime ambiental.
Com a promulgação da lei, os especialistas presentes no evento esperam que o Brasil dê um salto em questões como a compostagem e a coleta seletiva do lixo, ainda muito incipiente no país.
De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 18% dos 5.565 municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. Mas não se sabe exatamente o percentual da coleta seletiva de lixo em cada um desses municípios.
“Acredito que a coleta seletiva de lixo nesses municípios não atinja 3% porque, em muitos casos, são programas pontuais realizados em escolas ou pontos de entrega voluntária, que não funcionam efetivamente e que são interrompidos quando há mudanças no governo municipal”, avaliou Gina Rizpah Besen, que defendeu uma tese de doutorado sobre esse tema na Faculdade de Saúde Publica da USP em fevereiro.
Na região metropolitana de São Paulo, que é responsável por mais de 50% do total de resíduos sólidos gerados no estado e por quase 10% do lixo produzido no país, estima-se que o percentual de coleta seletiva e reciclagem do lixo seja de apenas 1,1%.
“É um absurdo que a cidade mais importante e rica do Brasil tenha um percentual de coleta seletiva de lixo e reciclagem tão ínfimo. Isso se deve a um modelo de gestão baseado na ideia de tratar os resíduos como mercadoria, como um campo de produção de negócios, em que o mais importante é que as empresas que trabalham com lixo ganhem dinheiro. Se tiver reciclagem, terá menos lixo e menor será o lucro das empresas”, disse Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.
Nesse sentido, para Raquel, que é relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos de moradia adequada, a questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil não é de natureza tecnológica ou financeira, mas uma questão de opção política.
“Nós teríamos, claramente, condições de realizar a reciclagem e reaproveitamento do lixo, mas não estamos fazendo isso por incapacidade técnica ou de gestão e sim por uma opção política que prefere tratar o lixo como uma fonte de negócios”, afirmou.
A pesquisadora também chamou a atenção para o fato de que, apesar de estar claro que não será possível viver, em escala global, com uma quantidade de produtos tão gigantesca como a que a humanidade está consumindo atualmente, as políticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil não tratam da redução do consumo.
“O modelo de redução da pobreza adotado pelo Brasil hoje é por meio da expansão da capacidade de consumo, ou seja: integrar a população ao mercado para que elas possam cada vez mais comprar objetos. E como esses objetos serão tratados depois de descartados não é visto como um problema, mas como um campo de geração de negócios”, disse.
Na avaliação de Raquel, os chamados produtos verdes ou reciclados, que surgiram como alternativas à redução da produção de resíduos, agravaram a situação na medida em que se tornaram novas categorias de produtos que se somam às outras. “São mais produtos para ir para o lixo”, disse.
Incineração – Uma das alternativas tecnológicas para diminuir o volume de resíduos sólidos urbanos apresentada pelos participantes do evento foi a incineração em gaseificadores para transformá-los em energia, como é feito em Borås.
No Brasil, a tecnologia sofre resistência porque as primeiras plantas de incineração instaladas em estados como de São Paulo apresentaram problemas, entre os quais a produção de compostos perigosos como as dioxinas, além de gases de efeito estufa.
Entretanto, de acordo com José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, grande parte desses problemas técnicos já foi resolvida.
“Até então, não se sabia tratar e manipular o material orgânico dos resíduos sólidos para transformá-lo em combustível fóssil. Mas, hoje, essa tecnologia já está bem desenvolvida e poderia ser utilizada para transformar a matéria orgânica do lixo brasileiro, que é maior do que em outros países, em energia renovável e alternativa ao petróleo”, destacou.
(Fonte: Elton Alisson/ Agência Fapesp)
Água potável indiana contém gene ligado a bactéria resistente
Análise de amostras de água potável de Nova Délhi, na Índia, revela a presença do gene NDM-1, que afeta as bactérias e as torna altamente resistentes à maioria dos antibióticos.
A notícia, publicada na última edição da revista “The Lancet” em um suplemento sobre doenças infecciosas, alude à necessidade urgente de uma ação global diante da proliferação mundial do NDM-1.
O governo indiano condenou a publicação do estudo nesta quinta-feira (7) e emitiu um comunicado dizendo que o gene NDM-1 “não é um problema significativo no país”.
Uma autoridade informou que as bactérias podem ser encontradas no ambiente de qualquer país e ressaltou que a Índia iniciará programas de investigação a longo prazo e tomará as ações apropriadas para combater o NDM-1.
“O potencial de proliferação é real e não deveria ser ignorado”, adverte Mohd Shahid, do hospital Jawaharlal Nehru, na Índia, em um comentário que acompanha o estudo dirigido pelo professor Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.
Em torneiras e piscinas – Os pesquisadores dirigidos por Walsh recolheram amostras de água potável da torneira e de água suja que se acumula em piscinas em um raio de 12 quilômetros em torno do centro de Nova Délhi, e encontraram o gene NDM-1 em duas das 50 amostras de água potável e em 51 das 171 amostras das piscinas.
Também descobriram diversos tipos de bactérias contaminadas pela enzima do gene que as torna mais resistentes aos antibióticos, entre elas a Shigella boydii e a Vibrio cholerae, causadoras da disenteria e da cólera, respectivamente.
A temperatura “ideal” em que o NDM-1 se transmite de uma bactéria para outra está acima dos 30 graus centígrados, condição que se reproduz facilmente na Índia durante sete meses do ano, especialmente na época das monções.
“Neste período se produzem inundações e os esgotos transbordam, o que poderia disseminar as bactérias resistentes”, advertem os especialistas.
“A transmissão da bactéria por via fecal e oral é um problema global, mas seu risco varia de acordo com os padrões de higiene”, acrescentaram os pesquisadores, que ressaltaram sua preocupação pela situação na Índia. O país tem pelo menos 650 milhões de cidadãos sem acesso a água potável ou a um vaso sanitário.
“A vigilância internacional destas bactérias resistentes (…) há de ser uma prioridade, especialmente no Paquistão e em Bangladesh, já que o problema pode chegar a estes países”, concluíram.
(Fonte: Folha.com)
A notícia, publicada na última edição da revista “The Lancet” em um suplemento sobre doenças infecciosas, alude à necessidade urgente de uma ação global diante da proliferação mundial do NDM-1.
O governo indiano condenou a publicação do estudo nesta quinta-feira (7) e emitiu um comunicado dizendo que o gene NDM-1 “não é um problema significativo no país”.
Uma autoridade informou que as bactérias podem ser encontradas no ambiente de qualquer país e ressaltou que a Índia iniciará programas de investigação a longo prazo e tomará as ações apropriadas para combater o NDM-1.
“O potencial de proliferação é real e não deveria ser ignorado”, adverte Mohd Shahid, do hospital Jawaharlal Nehru, na Índia, em um comentário que acompanha o estudo dirigido pelo professor Timothy Walsh, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.
Em torneiras e piscinas – Os pesquisadores dirigidos por Walsh recolheram amostras de água potável da torneira e de água suja que se acumula em piscinas em um raio de 12 quilômetros em torno do centro de Nova Délhi, e encontraram o gene NDM-1 em duas das 50 amostras de água potável e em 51 das 171 amostras das piscinas.
Também descobriram diversos tipos de bactérias contaminadas pela enzima do gene que as torna mais resistentes aos antibióticos, entre elas a Shigella boydii e a Vibrio cholerae, causadoras da disenteria e da cólera, respectivamente.
A temperatura “ideal” em que o NDM-1 se transmite de uma bactéria para outra está acima dos 30 graus centígrados, condição que se reproduz facilmente na Índia durante sete meses do ano, especialmente na época das monções.
“Neste período se produzem inundações e os esgotos transbordam, o que poderia disseminar as bactérias resistentes”, advertem os especialistas.
“A transmissão da bactéria por via fecal e oral é um problema global, mas seu risco varia de acordo com os padrões de higiene”, acrescentaram os pesquisadores, que ressaltaram sua preocupação pela situação na Índia. O país tem pelo menos 650 milhões de cidadãos sem acesso a água potável ou a um vaso sanitário.
“A vigilância internacional destas bactérias resistentes (…) há de ser uma prioridade, especialmente no Paquistão e em Bangladesh, já que o problema pode chegar a estes países”, concluíram.
(Fonte: Folha.com)
Dependência a cafeína se processa no fígado e não no cérebro
Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgado nesta quinta-feira (7) revela que a dependência a cafeína está mais vinculada ao fígado e à capacidade do órgão para processar a substância que ao efeito que o consumo da substância provoca no cérebro.
Os autores da pesquisa, publicada na revista “Public Library of Science”, encontraram variantes dos dois genes que intervêm na decomposição da cafeína no fígado, e que são determinantes no momento de fazer com que uma pessoa seja mais propensa ou não a tomar café.
O estudo minimiza a importância do efeito da cafeína no cérebro, o que até agora se considerava um fator decisivo na dependência, e aponta que a quantidade da substância consumida pelas pessoas é determinada por sua maior ou menor tolerância a seu componente ativo.
Tanto o fígado quanto o cérebro influenciam no consumo, mas o pesquisador Neil Caporaso, um dos participantes do trabalho, afirma: “Talvez as pessoas pensem que tomam cafeína para se sentirem bem ou para não se sentirem mal, mas a verdade é que o nível de consumo é determinado pela rapidez com que o fígado decompõe a cafeína.”
“Se seu fígado a decompõe muito rápido, você provavelmente beberá mais café”, acrescentou.
De acordo com o Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura, o consumo de café nos EUA atingiu o auge em 1946, com cerca de 170 litros por pessoa, e diminuiu gradualmente até chegar a cerca de 95 litros em 2005.
Mas essa diminuição foi acompanhada por um aumento no consumo de bebidas gaseificadas, muitas das quais têm cafeína: de 41 litros por pessoa em 1947, passou para 195 litros em 2005.
Consumida com moderação, a cafeína pode combater a diminuição cognitiva, por cansaço, doença ou envelhecimento, mas se tomada em excesso, também pode prejudicar a função cognitiva, interferir no sono e causar alucinações.
(Fonte: Folha.com)
Os autores da pesquisa, publicada na revista “Public Library of Science”, encontraram variantes dos dois genes que intervêm na decomposição da cafeína no fígado, e que são determinantes no momento de fazer com que uma pessoa seja mais propensa ou não a tomar café.
O estudo minimiza a importância do efeito da cafeína no cérebro, o que até agora se considerava um fator decisivo na dependência, e aponta que a quantidade da substância consumida pelas pessoas é determinada por sua maior ou menor tolerância a seu componente ativo.
Tanto o fígado quanto o cérebro influenciam no consumo, mas o pesquisador Neil Caporaso, um dos participantes do trabalho, afirma: “Talvez as pessoas pensem que tomam cafeína para se sentirem bem ou para não se sentirem mal, mas a verdade é que o nível de consumo é determinado pela rapidez com que o fígado decompõe a cafeína.”
“Se seu fígado a decompõe muito rápido, você provavelmente beberá mais café”, acrescentou.
De acordo com o Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura, o consumo de café nos EUA atingiu o auge em 1946, com cerca de 170 litros por pessoa, e diminuiu gradualmente até chegar a cerca de 95 litros em 2005.
Mas essa diminuição foi acompanhada por um aumento no consumo de bebidas gaseificadas, muitas das quais têm cafeína: de 41 litros por pessoa em 1947, passou para 195 litros em 2005.
Consumida com moderação, a cafeína pode combater a diminuição cognitiva, por cansaço, doença ou envelhecimento, mas se tomada em excesso, também pode prejudicar a função cognitiva, interferir no sono e causar alucinações.
(Fonte: Folha.com)
Austrália anuncia novas medidas contra o cigarro
O governo australiano vai reforçar ainda mais a legislação sobre o cigarro, que já é uma das mais rígidas do mundo, com a imposição da mesma cor para os pacotes, que também serão cobertos por advertências.
Os pacotes terão cor verde oliva, menos sugestiva para os fumantes segundo um estudo, anunciou a ministra da Saúde, Nicola Roxon.
Além disso, 75% da frente do pacote e a totalidade da parte posterior serão cobertos por avisos sobre os perigos para os fumantes.
“A legislação restringirá os logotipos da indústria do tabaco, o uso de imagens, cores e textos impressos nos pacotes”, declarou Nicola Roxon.
“As únicas coisas que diferenciarão um maço do outro serão a marca e o nome do produto, que sempre terão o mesmo tipo de letra”.
Caso a legislação seja aprovada, entrará em vigor em 2012.
A Austrália já proíbe a publicidade de cigarro e o fumo na maioria dos espaços públicos fechados.
(Fonte: Yahoo!)
Os pacotes terão cor verde oliva, menos sugestiva para os fumantes segundo um estudo, anunciou a ministra da Saúde, Nicola Roxon.
Além disso, 75% da frente do pacote e a totalidade da parte posterior serão cobertos por avisos sobre os perigos para os fumantes.
“A legislação restringirá os logotipos da indústria do tabaco, o uso de imagens, cores e textos impressos nos pacotes”, declarou Nicola Roxon.
“As únicas coisas que diferenciarão um maço do outro serão a marca e o nome do produto, que sempre terão o mesmo tipo de letra”.
Caso a legislação seja aprovada, entrará em vigor em 2012.
A Austrália já proíbe a publicidade de cigarro e o fumo na maioria dos espaços públicos fechados.
(Fonte: Yahoo!)
Rio: pesquisa mostra que obras precisam estar preparadas para mudanças climáticas
Megaempreendimentos governamentais e da iniciativa privada no Rio de Janeiro precisam com urgência investir na prevenção aos efeitos das mudanças climáticas. É o alerta do estudo divulgado na quinta-feira (7) Vulnerabilidade das MegaCidades Brasileiras às Mudanças Climáticas: Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A pesquisa aponta que investimentos como o Arco Rodoviário Metropolitano (obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que interliga a orla oriental da Baía da Guanabara), o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), o Porto de Itaguaí e as grandes implantações minero-siderúrgicas da Baía de Sepetiba estimularam e vêm estimulando a expansão de loteamentos e o crescimento populacional em áreas com risco de inundações pela elevação do nível do mar.
Um dos coordenadores da pesquisa, o economista Sergio Besserman, do Instituto Pereira Passos, explicou que a presença desses projetos é importante economicamente para o Estado e que pode ser muito positiva para o Rio, se houver um plano de adaptação às mudanças climáticas.
“Estamos falando de empresas com grande capacidade logística, e os recursos de compensação ambiental são vultosos. Basta que parte dos recursos das empresas seja destinada à adaptação dos impactos das mudanças climáticas, sobretudo à proteção dos manguezais.”
O estudo mostra que a instalação do Comperj e a construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro podem prejudicar severamente os manguezais da zona oeste, na Bahia de Sepetiba, e de Guapimirim, sobretudo por causa das ocupações do solo de forma desordenada e irregular. “Sem a manutenção dos mangues e o desenvolvimento sustentável a vida e a competitividade das próprias empresas serão prejudicadas”, completou o pesquisador.
Os municípios localizados na parte leste da bacia da Baía de Guanabara combinam, simultaneamente áreas situadas na zona de risco de alagamentos (abaixo de 10 metros em relação ao nível médio atual do mar); com taxas de crescimento econômico e populacional acima da média dos municípios metropolitanos; e que abrigam o megainvestimento Comperj (com um orçamento de cerca de U$ 8,7 bilhões).
A pesquisa faz parte de um projeto desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Universidade de Campinas (Unicamp), com financiamento da Embaixada Britânica. Participaram da pesquisa 29 colaboradores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fiocruz, do Instituto Pereira Passos e da Fundação GeoRio.
(Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)
A pesquisa aponta que investimentos como o Arco Rodoviário Metropolitano (obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que interliga a orla oriental da Baía da Guanabara), o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), o Porto de Itaguaí e as grandes implantações minero-siderúrgicas da Baía de Sepetiba estimularam e vêm estimulando a expansão de loteamentos e o crescimento populacional em áreas com risco de inundações pela elevação do nível do mar.
Um dos coordenadores da pesquisa, o economista Sergio Besserman, do Instituto Pereira Passos, explicou que a presença desses projetos é importante economicamente para o Estado e que pode ser muito positiva para o Rio, se houver um plano de adaptação às mudanças climáticas.
“Estamos falando de empresas com grande capacidade logística, e os recursos de compensação ambiental são vultosos. Basta que parte dos recursos das empresas seja destinada à adaptação dos impactos das mudanças climáticas, sobretudo à proteção dos manguezais.”
O estudo mostra que a instalação do Comperj e a construção do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro podem prejudicar severamente os manguezais da zona oeste, na Bahia de Sepetiba, e de Guapimirim, sobretudo por causa das ocupações do solo de forma desordenada e irregular. “Sem a manutenção dos mangues e o desenvolvimento sustentável a vida e a competitividade das próprias empresas serão prejudicadas”, completou o pesquisador.
Os municípios localizados na parte leste da bacia da Baía de Guanabara combinam, simultaneamente áreas situadas na zona de risco de alagamentos (abaixo de 10 metros em relação ao nível médio atual do mar); com taxas de crescimento econômico e populacional acima da média dos municípios metropolitanos; e que abrigam o megainvestimento Comperj (com um orçamento de cerca de U$ 8,7 bilhões).
A pesquisa faz parte de um projeto desenvolvido pelo Centro de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Universidade de Campinas (Unicamp), com financiamento da Embaixada Britânica. Participaram da pesquisa 29 colaboradores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fiocruz, do Instituto Pereira Passos e da Fundação GeoRio.
(Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)
Dia Mundial da Saúde tem como tema a resistência microbiana
Bactérias resistentes
A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas.
É com esse alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado hoje (7).
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos.
Além disso, a resistência microbiana deixa as pessoas doentes por mais tempo, eleva o risco de morte e torna os tratamentos caros. No ano passado, foram registrados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.
Uso de antibióticos
O uso indiscriminado dos antibióticos é apontado como a causa principal para o surgimento das superbactérias.
Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina contra as doenças causadas por bactérias. Com o uso intenso e frequente desse tipo de remédio, as bactérias criaram mecanismos para contornar a ação do remédio, que passa a ser incapaz de matá-la, como explica o imunologista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Glacus Brito.
"Os antibióticos estão cada vez mais incompetentes no sentido de eliminá-las", disse ele. As superbactérias circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Por isso, pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com saúde muito debilitada ficam mais suscetíveis à infecção.
Alho tem atividade antimicrobiana semelhante à dos antibióticos
Educação dos médicos
Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde.
No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adota o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico.
As justificativas são as mais variadas, como falta de tempo, estrutura ou intolerância aos produtos de assepsia.
O álcool em gel tem sido uma opção de higienização dentro dos hospitais. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatório o uso do produto em unidades de saúde públicas e particulares.
Resistência a antibióticos vai além da ingestão incorreta dos medicamentos
Bactérias não voam
O diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, Julival Ribeiro, conta que os suportes com álcool gel podem ser afixados nos corredores, leitos e enfermarias, facilitando o acesso aos profissionais, visitantes e acompanhantes.
"A bactéria não voa. Eu brinco que ela pode voar por meio das mãos, podendo ser levada de um paciente para o outro. É um ato simples e que salva vidas [higienizar as mãos]", destaca o diretor.
Para enfrentar a resistência microbiana, o ozônio pode ser uma alternativa. O imunologista Glacus Brito desenvolveu uma pesquisa em que já conseguiu matar dez tipos de bactérias resistentes depois de ficarem cinco minutos expostas ao ozônio.
"O ozônio pode ser uma grande alternativa no controle dessas bactérias. A ação do ozônio é diferente do antibiótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria", explicou. Dentro de dois meses, o pesquisador e sua equipe devem iniciar os testes de desinfecção de salas de cirurgia e leitos com vaporização de ozônio.
Carolina Pimentel - Agência Brasil
A proliferação das bactérias e de outros microorganismos resistentes à maior parte dos medicamentos requer atenção por parte dos governos e das autoridades médicas.
É com esse alerta que a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência microbiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, comemorado hoje (7).
Para a Organização das Nações Unidas (ONU), o avanço desses microorganismos ameaça a eficácia de vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos.
Além disso, a resistência microbiana deixa as pessoas doentes por mais tempo, eleva o risco de morte e torna os tratamentos caros. No ano passado, foram registrados, pelo menos, 440 mil casos de tuberculose multirresistente e 150 mil mortes em mais de 60 países.
Uso de antibióticos
O uso indiscriminado dos antibióticos é apontado como a causa principal para o surgimento das superbactérias.
Desde a descoberta da penicilina, o antibiótico é a grande arma da medicina contra as doenças causadas por bactérias. Com o uso intenso e frequente desse tipo de remédio, as bactérias criaram mecanismos para contornar a ação do remédio, que passa a ser incapaz de matá-la, como explica o imunologista e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Glacus Brito.
"Os antibióticos estão cada vez mais incompetentes no sentido de eliminá-las", disse ele. As superbactérias circulam, principalmente, dentro dos hospitais. Por isso, pacientes internados em unidades de terapia intensiva ou com saúde muito debilitada ficam mais suscetíveis à infecção.
Alho tem atividade antimicrobiana semelhante à dos antibióticos
Educação dos médicos
Para a OMS, o combate passa pelo controle da prescrição de antibióticos, o desenvolvimento de novas drogas e a higienização das mãos, principalmente por parte dos profissionais de saúde.
No entanto, estudos internacionais mostram que grande parte dos profissionais não segue a orientação, ou seja, não adota o hábito de lavar as mãos com água e sabão antes e após atender um paciente ou de algum procedimento cirúrgico.
As justificativas são as mais variadas, como falta de tempo, estrutura ou intolerância aos produtos de assepsia.
O álcool em gel tem sido uma opção de higienização dentro dos hospitais. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tornou obrigatório o uso do produto em unidades de saúde públicas e particulares.
Resistência a antibióticos vai além da ingestão incorreta dos medicamentos
Bactérias não voam
O diretor-geral do Hospital de Base do Distrito Federal, Julival Ribeiro, conta que os suportes com álcool gel podem ser afixados nos corredores, leitos e enfermarias, facilitando o acesso aos profissionais, visitantes e acompanhantes.
"A bactéria não voa. Eu brinco que ela pode voar por meio das mãos, podendo ser levada de um paciente para o outro. É um ato simples e que salva vidas [higienizar as mãos]", destaca o diretor.
Para enfrentar a resistência microbiana, o ozônio pode ser uma alternativa. O imunologista Glacus Brito desenvolveu uma pesquisa em que já conseguiu matar dez tipos de bactérias resistentes depois de ficarem cinco minutos expostas ao ozônio.
"O ozônio pode ser uma grande alternativa no controle dessas bactérias. A ação do ozônio é diferente do antibiótico. Ele rompe, fura, queima e destrói a parede da bactéria", explicou. Dentro de dois meses, o pesquisador e sua equipe devem iniciar os testes de desinfecção de salas de cirurgia e leitos com vaporização de ozônio.
Carolina Pimentel - Agência Brasil
11 benefícios da caminhada para o corpo e a mente
Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. O Minha Vida reuniu 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se:
1.Melhora a circulação
Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.
Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia.
2.Deixa o pulmão mais eficiente
O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.
"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica.
3. Combate a osteoporose
O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.
"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.
4. Afasta a depressão
Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.
Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.
5. Aumenta a sensação de bem-estar
Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.
Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.
6. Deixa o cérebro mais saudável
Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia.
Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.
7. Diminui a sonolência
A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.
"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp.
8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece
Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.
E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.
A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado.
9. Controla a vontade de comer
Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.
Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.
"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.
10. Protege contra derrames e infartos
Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.
A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.
11. Diabetes
A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.
Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.
"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.
http://www.minhavida.com.br
1.Melhora a circulação
Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.
Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia.
2.Deixa o pulmão mais eficiente
O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.
"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica.
3. Combate a osteoporose
O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose.
"Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.
4. Afasta a depressão
Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.
Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia.
5. Aumenta a sensação de bem-estar
Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.
Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.
6. Deixa o cérebro mais saudável
Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia.
Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais.
7. Diminui a sonolência
A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.
"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp.
8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece
Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia.
E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.
A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado.
9. Controla a vontade de comer
Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária.
Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.
"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.
10. Protege contra derrames e infartos
Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.
A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom.
11. Diabetes
A insulina, substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo, é produzida em maior quantidade durante a prática da caminhada, já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.
Outro ponto importante é que o treinamento aeróbico intenso produzido pela caminhada é capaz de reverter a resistência à insulina, um fator importante para o desenvolvimento de diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.
"Quanto maior a quantidade de insulina no sangue, maior a capacidade das células absorverem a glicose. Quando esse açúcar está circulando livremente no sangue, pode causar diabetes", explica o fisiologista da Unifesp.
http://www.minhavida.com.br
Coma cinco variedades de frutas todos os dias
Um estudo publicado no Journal of Clinical Nutrition mostra que consumir cinco variedades de frutas todos os dias diminui as taxas de colesterol, os riscos de problemas vasculares, prolonga a vida e ainda melhora o pique para fazer as tarefas do dia a dia. Quer mais motivos para ir à feira?
A nutricionista Daniela Jobst afirma que as frutas em geral, por conter fibras e fitoquímicos, são capazes de reduzir os riscos de diversos tipos de câncer, além de constituírem importantes aliadas na luta contra o envelhecimento, já que têm ação antioxidante, agentes que combatem os radicais livres.
Por que os radicais livres são tão temidos?
A nutricionista Márcia Curzio explica que as células precisam de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia.
"A queima desse oxigênio libera radicais livres. Esse processo danifica as células sadias, podendo atingir e prejudicar o DNA e até desencadear doenças", afirma a especialista.
Os alimentos com propriedade antioxidante anulam a ação dos radicais livres. Uma alimentação rica em frutas, legumes, vegetais, hortaliças e cereais garantem esta proteção extra ao organismo.
Dentre tantas excelentes opções, Antônio Carlos do Nascimento, endocrinologista da clinica Montenegro, ressalta a importância do consumo de frutas ricas em vitamina C.
"As frutas cítricas protegem o corpo contra gripes e outras infecções. A concentração desta vitamina é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico".
No entanto, o hábito de comer frutas ainda é pequeno no Brasil. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 18,9 % da população consome cinco porções diárias - o equivalente aos 400 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
http://www.minhavida.com.br/
A nutricionista Daniela Jobst afirma que as frutas em geral, por conter fibras e fitoquímicos, são capazes de reduzir os riscos de diversos tipos de câncer, além de constituírem importantes aliadas na luta contra o envelhecimento, já que têm ação antioxidante, agentes que combatem os radicais livres.
Por que os radicais livres são tão temidos?
A nutricionista Márcia Curzio explica que as células precisam de oxigênio para converter os nutrientes absorvidos dos alimentos em energia.
"A queima desse oxigênio libera radicais livres. Esse processo danifica as células sadias, podendo atingir e prejudicar o DNA e até desencadear doenças", afirma a especialista.
Os alimentos com propriedade antioxidante anulam a ação dos radicais livres. Uma alimentação rica em frutas, legumes, vegetais, hortaliças e cereais garantem esta proteção extra ao organismo.
Dentre tantas excelentes opções, Antônio Carlos do Nascimento, endocrinologista da clinica Montenegro, ressalta a importância do consumo de frutas ricas em vitamina C.
"As frutas cítricas protegem o corpo contra gripes e outras infecções. A concentração desta vitamina é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico".
No entanto, o hábito de comer frutas ainda é pequeno no Brasil. Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, apenas 18,9 % da população consome cinco porções diárias - o equivalente aos 400 gramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
http://www.minhavida.com.br/
Talidomida continua fazendo vítimas no Brasil
Má-formação fetal
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai limitar o uso da talidomida a partir de maio.
O medicamento é responsável pela má-formação de fetos quando usado por gestantes e é usado no tratamento de quatro doenças: câncer, DST/AIDS (úlceras aftóide idiopática), lúpus eritematoso sistêmico e hanseníase.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa, vai preparar cartilhas, a fim de orientar os municípios onde foram registrados mais casos, sobre o risco do uso discriminado do sedativo.
Cuidados com a talidomida
Entre as ações, estão previstas a modificação da embalagem do medicamento, que virá com a imagem de uma criança acometida pela talidomida no cartucho e a inclusão da informação sobre a tarja preta do remédio na bula, com alertas para o uso.
Segundo José Agenor, diretor da Anvisa, os profissionais de saúde receberão orientações para controlar o uso do medicamento. "Não temos pernas para fazer uma grande campanha, mas essa parceria com o ministério será fundamental para dar o primeiro passo."
Entre as principais modificações na distribuição do medicamento estão:
a obrigatoriedade de notificação de reações adversas, o que atualmente não é exigido;
a criação de cadastro de prescritores e usuários, pois, atualmente, somente existe o cadastro de serviços públicos de saúde;
a concessão do receituário pelas vigilâncias sanitárias, o que trará um maior controle;
orientações sobre devolução e descarte;
a responsabilização criminal por uso indevido.
Vítimas da talidomida no Brasil
No ano passado, foram registrados dois casos de crianças atingidas pelos efeitos da talidomida, no estado do Maranhão: o de um bebê que nasceu em dezembro e o de uma criança de 12 anos de idade. Com esses casos, sobe para sete o número de vítimas no país desde 1997.
Segundo a presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida, Claúdia Maximino, o Brasil está atrasado no combate ao uso indiscriminado do medicamento.
"O país é o único a apresentar casos [síndrome] de talidomida, enquanto isso, em outros países, é um fator [o controle do uso do medicamento] pré-histórico." Cláudia ressaltou, ainda, que toda a sociedade deve se integrar nessa ação. "É papel de todos combater a talidomida."
Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai limitar o uso da talidomida a partir de maio.
O medicamento é responsável pela má-formação de fetos quando usado por gestantes e é usado no tratamento de quatro doenças: câncer, DST/AIDS (úlceras aftóide idiopática), lúpus eritematoso sistêmico e hanseníase.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa, vai preparar cartilhas, a fim de orientar os municípios onde foram registrados mais casos, sobre o risco do uso discriminado do sedativo.
Cuidados com a talidomida
Entre as ações, estão previstas a modificação da embalagem do medicamento, que virá com a imagem de uma criança acometida pela talidomida no cartucho e a inclusão da informação sobre a tarja preta do remédio na bula, com alertas para o uso.
Segundo José Agenor, diretor da Anvisa, os profissionais de saúde receberão orientações para controlar o uso do medicamento. "Não temos pernas para fazer uma grande campanha, mas essa parceria com o ministério será fundamental para dar o primeiro passo."
Entre as principais modificações na distribuição do medicamento estão:
a obrigatoriedade de notificação de reações adversas, o que atualmente não é exigido;
a criação de cadastro de prescritores e usuários, pois, atualmente, somente existe o cadastro de serviços públicos de saúde;
a concessão do receituário pelas vigilâncias sanitárias, o que trará um maior controle;
orientações sobre devolução e descarte;
a responsabilização criminal por uso indevido.
Vítimas da talidomida no Brasil
No ano passado, foram registrados dois casos de crianças atingidas pelos efeitos da talidomida, no estado do Maranhão: o de um bebê que nasceu em dezembro e o de uma criança de 12 anos de idade. Com esses casos, sobe para sete o número de vítimas no país desde 1997.
Segundo a presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome da Talidomida, Claúdia Maximino, o Brasil está atrasado no combate ao uso indiscriminado do medicamento.
"O país é o único a apresentar casos [síndrome] de talidomida, enquanto isso, em outros países, é um fator [o controle do uso do medicamento] pré-histórico." Cláudia ressaltou, ainda, que toda a sociedade deve se integrar nessa ação. "É papel de todos combater a talidomida."
Agência Brasil
Biologia e eletrônica juntam-se para monitorar células individuais
Bio-eletrônica
Pesquisadores dinamarqueses deram um passo na união entre a tecnologia e a biologia que, há poucos anos, pertencia ao reino da ficção científica.
Os cientistas combinaram materiais em nanoescala e tecnologias que são tradicionalmente usadas na fabricação de equipamentos eletrônicos com células vivas individuais.
A equipe da professora Karen Martinez, da Universidade de Copenhague, demonstrou que as células podem crescer e desempenhar suas funções quando colocadas sobre um tapete de minúsculas agulhas feitas de materiais semicondutores.
Cultura sobre nanofios
Esses chamados nanofios, que, postos lado a lado, se parecem mais com uma cama de faquir, na verdade não exigem nenhum sacrifício das células.
As células crescem e podem ser controladas e monitoradas com a ajuda dos nanofios, que funcionam como eletrodos, o que transforma o carpete de nanofios em um meio de cultura onde as células individuais podem ser controladas e monitoradas individualmente.
As nanoagulhas - ou nanofios - têm um diâmetro de aproximadamente 100 nanômetros - 10.000 vezes menores do que 1 milímetro - o que lhes permite tocar pontos individuais das células.
"[O nanocarpete] poderá ser usado pela indústria farmacêutica para testar novas drogas para uma grande variedade doenças, incluindo problemas neurológicos, câncer e doenças do coração," diz Martinez.
A pesquisadora acrescenta que a tecnologia deverá estar totalmente pronta para ser distribuída a outros laboratórios dentro de dois anos.
Redação do Diário da Saúde
Pesquisadores dinamarqueses deram um passo na união entre a tecnologia e a biologia que, há poucos anos, pertencia ao reino da ficção científica.
Os cientistas combinaram materiais em nanoescala e tecnologias que são tradicionalmente usadas na fabricação de equipamentos eletrônicos com células vivas individuais.
A equipe da professora Karen Martinez, da Universidade de Copenhague, demonstrou que as células podem crescer e desempenhar suas funções quando colocadas sobre um tapete de minúsculas agulhas feitas de materiais semicondutores.
Cultura sobre nanofios
Esses chamados nanofios, que, postos lado a lado, se parecem mais com uma cama de faquir, na verdade não exigem nenhum sacrifício das células.
As células crescem e podem ser controladas e monitoradas com a ajuda dos nanofios, que funcionam como eletrodos, o que transforma o carpete de nanofios em um meio de cultura onde as células individuais podem ser controladas e monitoradas individualmente.
As nanoagulhas - ou nanofios - têm um diâmetro de aproximadamente 100 nanômetros - 10.000 vezes menores do que 1 milímetro - o que lhes permite tocar pontos individuais das células.
"[O nanocarpete] poderá ser usado pela indústria farmacêutica para testar novas drogas para uma grande variedade doenças, incluindo problemas neurológicos, câncer e doenças do coração," diz Martinez.
A pesquisadora acrescenta que a tecnologia deverá estar totalmente pronta para ser distribuída a outros laboratórios dentro de dois anos.
Redação do Diário da Saúde
Cabras transgênicas brasileiras produzem leite com medicamento
Fábricas ambulantes
Cientistas brasileiros estão usando cabras transgênicas para produzir o equivalente mais eficiente de um medicamento que custa R$500,00 cada ampola.
Os animais geneticamente modificados funcionam como uma espécie de "fábrica biológica" para os medicamentos - os cientistas as chamam de biorreatores.
A transgênese em mamíferos para produção de biorreatores é mais eficiente do que o método tradicional - cultivo de bactéria ou células de mamíferos - porque os animais produzem uma proteína mais similar à natural e de maneira mais econômica.
"De forma geral, os medicamentos assim produzidos seriam mais eficientes e mais baratos", afirma o pesquisador Vicente Freitas, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ).
Proteína hG-CSF
O foco do trabalho de Vicente e sua equipe, em parceria com cientistas da Rússia, é o uso de biotecnologias na reprodução dos animais para a multiplicação de caprinos transgênicos capazes de secretar a proteína hG-CSF.
A proteína hG-CSF é um medicamento importado amplamente utilizado devido à sua comprovada eficiência contra diferentes formas de neutropenia e leucopenia, induzidas por quimioterapia.
Existem no mercado duas apresentações do remédio: o Filgrastim e o Lenograstim, ambos custando em média R$ 500,00 a ampola.
Geração das cabras transgênicas
Pesquisas com animais transgênicos são alternativas viáveis no desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento de diversas doenças em humanos.
A transgênese em grandes animais, sobretudo em ruminantes, é uma importante aplicação biotecnológica para a produção de proteínas recombinantes em escala comercial.
"De uma maneira resumida, cabras doadoras de embriões são induzidas para superovular com uso de hormônios. Essas cabras são cobertas por bodes férteis e algumas horas após a fecundação faz-se a colheita cirúrgica dos embriões recém-fecundados. Os embriões são levados a um microscópio, acoplado a um micromanipulador, aonde é realizada a microinjeção. Após este procedimento, os embriões são transferidos para cabras receptoras que levarão a gestação até o parto. Após o nascimento, um teste de DNA irá detectar os animais transgênicos", explica Vicente.
Cabras transgênicas produzem medicamentos
A cabra geneticamente modificada é submetida a uma lactação induzida (sem a necessidade de uma gestação) e produz aproximadamente 630 microgramas de hG-CSF por mililitro (ml) de leite.
Isto equivale a quase duas ampolas do medicamento disponível no mercado. Cada paciente normalmente é submetido a um tratamento completo de 14 ampolas.
"Na hipótese de uma recuperação de 100% da proteína no leite, somente sete mililitros do leite de nossa cabra seriam suficientes para um tratamento. Imagine que esta cabra pode produzir até um litro de leite por dia e ter uma lactação que dura em torno de 150 dias. Dessa forma, acreditamos que um pequeno rebanho transgênico pode atender à necessidade de hG-CSF do Brasil" ressalta Vicente.
Após a colheita do leite e purificação da proteína é que o medicamento poderá ser produzido.
Rebanho transgênico
Contudo, antes da comercialização virá uma etapa longa, que consiste na validação do medicamento, com a realização de testes pré-clínicos, clínicos etc.
Para a produção da proteína em escala comercial será necessário um número adequado de cabras lactando e secretando a proteína recombinante em seu leite.
Para este objetivo estão sendo utilizadas duas estratégias: utilização do sêmen do macho transgênico para fecundação de cabras não transgênicas; e produção de embriões da fêmea transgênica (após fecundação com sêmen de macho não transgênico), com sua posterior transferência para cabras receptoras.
As estratégias têm-se mostrado eficientes: em menos de um ano de projeto o grupo já obteve descendentes tanto para o macho como para a fêmea transgênica.
Redação do Diário da Saúde
Cientistas brasileiros estão usando cabras transgênicas para produzir o equivalente mais eficiente de um medicamento que custa R$500,00 cada ampola.
Os animais geneticamente modificados funcionam como uma espécie de "fábrica biológica" para os medicamentos - os cientistas as chamam de biorreatores.
A transgênese em mamíferos para produção de biorreatores é mais eficiente do que o método tradicional - cultivo de bactéria ou células de mamíferos - porque os animais produzem uma proteína mais similar à natural e de maneira mais econômica.
"De forma geral, os medicamentos assim produzidos seriam mais eficientes e mais baratos", afirma o pesquisador Vicente Freitas, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (UFRJ).
Proteína hG-CSF
O foco do trabalho de Vicente e sua equipe, em parceria com cientistas da Rússia, é o uso de biotecnologias na reprodução dos animais para a multiplicação de caprinos transgênicos capazes de secretar a proteína hG-CSF.
A proteína hG-CSF é um medicamento importado amplamente utilizado devido à sua comprovada eficiência contra diferentes formas de neutropenia e leucopenia, induzidas por quimioterapia.
Existem no mercado duas apresentações do remédio: o Filgrastim e o Lenograstim, ambos custando em média R$ 500,00 a ampola.
Geração das cabras transgênicas
Pesquisas com animais transgênicos são alternativas viáveis no desenvolvimento de novos medicamentos para o tratamento de diversas doenças em humanos.
A transgênese em grandes animais, sobretudo em ruminantes, é uma importante aplicação biotecnológica para a produção de proteínas recombinantes em escala comercial.
"De uma maneira resumida, cabras doadoras de embriões são induzidas para superovular com uso de hormônios. Essas cabras são cobertas por bodes férteis e algumas horas após a fecundação faz-se a colheita cirúrgica dos embriões recém-fecundados. Os embriões são levados a um microscópio, acoplado a um micromanipulador, aonde é realizada a microinjeção. Após este procedimento, os embriões são transferidos para cabras receptoras que levarão a gestação até o parto. Após o nascimento, um teste de DNA irá detectar os animais transgênicos", explica Vicente.
Cabras transgênicas produzem medicamentos
A cabra geneticamente modificada é submetida a uma lactação induzida (sem a necessidade de uma gestação) e produz aproximadamente 630 microgramas de hG-CSF por mililitro (ml) de leite.
Isto equivale a quase duas ampolas do medicamento disponível no mercado. Cada paciente normalmente é submetido a um tratamento completo de 14 ampolas.
"Na hipótese de uma recuperação de 100% da proteína no leite, somente sete mililitros do leite de nossa cabra seriam suficientes para um tratamento. Imagine que esta cabra pode produzir até um litro de leite por dia e ter uma lactação que dura em torno de 150 dias. Dessa forma, acreditamos que um pequeno rebanho transgênico pode atender à necessidade de hG-CSF do Brasil" ressalta Vicente.
Após a colheita do leite e purificação da proteína é que o medicamento poderá ser produzido.
Rebanho transgênico
Contudo, antes da comercialização virá uma etapa longa, que consiste na validação do medicamento, com a realização de testes pré-clínicos, clínicos etc.
Para a produção da proteína em escala comercial será necessário um número adequado de cabras lactando e secretando a proteína recombinante em seu leite.
Para este objetivo estão sendo utilizadas duas estratégias: utilização do sêmen do macho transgênico para fecundação de cabras não transgênicas; e produção de embriões da fêmea transgênica (após fecundação com sêmen de macho não transgênico), com sua posterior transferência para cabras receptoras.
As estratégias têm-se mostrado eficientes: em menos de um ano de projeto o grupo já obteve descendentes tanto para o macho como para a fêmea transgênica.
Redação do Diário da Saúde
Produtos "verdes" não cumprem o que prometem
Insustentáveis
Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando "sustentabilidade" e "verde" em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.
As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.
Propaganda enganosa
Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.
Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações "verdes", afirmando usar matérias-primas sustentáveis.
As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.
Nos produtos que alegam ser "de fontes naturais" ou "à base de plantas", os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.
Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação "Isento de Petroquímicos", teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.
Carbono fóssil
O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.
Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis - carbono ou gás natural.
Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.
Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações "verdes", alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.
Boas notícias
Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.
Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal, renovável.
Redação do Diário da Saúde
Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando "sustentabilidade" e "verde" em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.
Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.
As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.
Propaganda enganosa
Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.
Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações "verdes", afirmando usar matérias-primas sustentáveis.
As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.
Nos produtos que alegam ser "de fontes naturais" ou "à base de plantas", os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.
Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação "Isento de Petroquímicos", teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.
Carbono fóssil
O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.
Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis - carbono ou gás natural.
Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.
Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações "verdes", alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.
Boas notícias
Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.
Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal, renovável.
Redação do Diário da Saúde
Coração artificial brasileiro está pronto para ser usado em pacientes
Coração auxiliar
O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia aguarda o aval do Ministério da Saúde para implantar o primeiro coração artificial brasileiro em pacientes.
O aparelho foi desenvolvido ao longo de dez anos, usando bezerros como cobaias.
O modelo nacional não substitui o coração natural, funcionando como órgão auxiliar.
Por isso, segundo o coordenador do Centro de Engenharia do instituto, Aron José Pazin de Andrade, "a cirurgia de implantação é mais simples, uma vez que não tem que tirar o coração do paciente. E a adaptação do paciente ao aparelho é mais fácil, porque o controle da frequência cardíaca do artificial é mais fácil".
Coração artificial brasileiro
Como toda a pesquisa foi financiada por órgãos públicos, o coração artificial brasileiro deverá custar apenas um quinto dos equivalentes fabricados no exterior, variando entre US$ 30 mil e US$ 60 mil.
O aparelho permite aumentar o bem-estar e dar uma sobrevida aos pacientes. "Toda a carga de bombeamento é o artificial que faz. O natural bombeia para dentro do artificial e o artificial bombeia para fora", detalha Andrade.
Apesar do incômodo causado aos pacientes pela parte do órgão que fica fora do corpo, ele garante que o equipamento trará uma melhora significativa na qualidade vida dos pacientes.
Uma caixa um pouco maior que um maço de cigarros contendo a bateria do coração fica sobre a pele do usuário. "Lógico que não vai ter uma vida normal, porque tem o aparelho pendurado, mas vai ter uma condição de sobrevida muito melhor enquanto espera o transplante".
Implante gratuito
Assim que for aprovado pelo ministério, o coração artificial deverá passar a ser implantado gratuitamente nos pacientes do Dante Pazzanese. De acordo com Andrade, a expectativa é que em seguida o procedimento possa ser realizado também na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
O desenvolvimento do coração artificial foi financiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo(Fapesp), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Ministério da Saúde.
Daniel Mello - Agência Brasil
O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia aguarda o aval do Ministério da Saúde para implantar o primeiro coração artificial brasileiro em pacientes.
O aparelho foi desenvolvido ao longo de dez anos, usando bezerros como cobaias.
O modelo nacional não substitui o coração natural, funcionando como órgão auxiliar.
Por isso, segundo o coordenador do Centro de Engenharia do instituto, Aron José Pazin de Andrade, "a cirurgia de implantação é mais simples, uma vez que não tem que tirar o coração do paciente. E a adaptação do paciente ao aparelho é mais fácil, porque o controle da frequência cardíaca do artificial é mais fácil".
Coração artificial brasileiro
Como toda a pesquisa foi financiada por órgãos públicos, o coração artificial brasileiro deverá custar apenas um quinto dos equivalentes fabricados no exterior, variando entre US$ 30 mil e US$ 60 mil.
O aparelho permite aumentar o bem-estar e dar uma sobrevida aos pacientes. "Toda a carga de bombeamento é o artificial que faz. O natural bombeia para dentro do artificial e o artificial bombeia para fora", detalha Andrade.
Apesar do incômodo causado aos pacientes pela parte do órgão que fica fora do corpo, ele garante que o equipamento trará uma melhora significativa na qualidade vida dos pacientes.
Uma caixa um pouco maior que um maço de cigarros contendo a bateria do coração fica sobre a pele do usuário. "Lógico que não vai ter uma vida normal, porque tem o aparelho pendurado, mas vai ter uma condição de sobrevida muito melhor enquanto espera o transplante".
Implante gratuito
Assim que for aprovado pelo ministério, o coração artificial deverá passar a ser implantado gratuitamente nos pacientes do Dante Pazzanese. De acordo com Andrade, a expectativa é que em seguida o procedimento possa ser realizado também na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
O desenvolvimento do coração artificial foi financiado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo(Fapesp), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e pelo Ministério da Saúde.
Daniel Mello - Agência Brasil
Design inteligente: Criada proteína que impede HIV de entrar nas células
Proteína defensora
Naquilo que pode se tornar um marco na batalha contra a AIDS e uma nova ferramenta para o desenvolvimento racional de novos medicamentos, cientistas sintetizaram uma nova proteína que impede que os vírus entrem nas células.
Esta proteína sintética é baseada em uma proteína que ocorre naturalmente no corpo humano, e que protege as células dos vírus.
A vantagem é que a proteína sintética não causa inflamação e outros efeitos colaterais induzidos pelas altas dosagens de medicamentos necessárias para inibir a AIDS.
A descoberta será publicada no exemplar de Abril do prestigiado The FASEB Journal.
Ficção científica que vira realidade
"Isto é ficção científica se tornando realidade. Esses pesquisadores pegaram uma proteína e removeram sua parte que causa danos, então estabilizaram e modificaram a seção que tem um efeito terapêutico," afirma o editor da revista científica, Gerald Weissmann.
"Isto não é uma notícia boa apenas para as pessoas com AIDS, é uma notícia boa para todos nós, na medida que essa pesquisa abre caminho para trabalhos similares para muitas, muitas outras doenças," escreve o editor.
O fragmento de proteína é baseado em uma proteína natural chamada RANTES, que é parte do sistema imunológico.
A RANTES defende naturalmente o corpo contra o HIV/AIDS, mas não pode ser usada como droga porque ela tem vários outros efeitos biológicos, podendo causar inflamações sérias.
Projeto inteligente
Depois de examinar precisamente a estrutura molecular da RANTES, os cientistas descobriram que apenas um pequeno fragmento da proteína é realmente responsável por bloquear a entrada do HIV nas células.
A partir daí, eles dissecaram a porção desejada da proteína e desenvolveram uma forma de estabilizá-la sem comprometer seus efeitos protetores.
Depois de vários passos de refinamento molecular e modelagem virtual, os pesquisadores criaram um peptídeo com altíssimo potencial contra o HIV e com possíveis benefícios para o tratamento de doenças inflamatórias, como a artrite e o lúpus, assim como para a prevenção da rejeição de transplantes.
"Da mesma forma que os escultores da Renascença escavavam arte no mármore cru, os engenheiros moleculares de hoje estão usando o design inteligente para criar obras-primas químicas que salvam vidas," concluiu Weissmann.
http://www.diariodasaude.com.br
Naquilo que pode se tornar um marco na batalha contra a AIDS e uma nova ferramenta para o desenvolvimento racional de novos medicamentos, cientistas sintetizaram uma nova proteína que impede que os vírus entrem nas células.
Esta proteína sintética é baseada em uma proteína que ocorre naturalmente no corpo humano, e que protege as células dos vírus.
A vantagem é que a proteína sintética não causa inflamação e outros efeitos colaterais induzidos pelas altas dosagens de medicamentos necessárias para inibir a AIDS.
A descoberta será publicada no exemplar de Abril do prestigiado The FASEB Journal.
Ficção científica que vira realidade
"Isto é ficção científica se tornando realidade. Esses pesquisadores pegaram uma proteína e removeram sua parte que causa danos, então estabilizaram e modificaram a seção que tem um efeito terapêutico," afirma o editor da revista científica, Gerald Weissmann.
"Isto não é uma notícia boa apenas para as pessoas com AIDS, é uma notícia boa para todos nós, na medida que essa pesquisa abre caminho para trabalhos similares para muitas, muitas outras doenças," escreve o editor.
O fragmento de proteína é baseado em uma proteína natural chamada RANTES, que é parte do sistema imunológico.
A RANTES defende naturalmente o corpo contra o HIV/AIDS, mas não pode ser usada como droga porque ela tem vários outros efeitos biológicos, podendo causar inflamações sérias.
Projeto inteligente
Depois de examinar precisamente a estrutura molecular da RANTES, os cientistas descobriram que apenas um pequeno fragmento da proteína é realmente responsável por bloquear a entrada do HIV nas células.
A partir daí, eles dissecaram a porção desejada da proteína e desenvolveram uma forma de estabilizá-la sem comprometer seus efeitos protetores.
Depois de vários passos de refinamento molecular e modelagem virtual, os pesquisadores criaram um peptídeo com altíssimo potencial contra o HIV e com possíveis benefícios para o tratamento de doenças inflamatórias, como a artrite e o lúpus, assim como para a prevenção da rejeição de transplantes.
"Da mesma forma que os escultores da Renascença escavavam arte no mármore cru, os engenheiros moleculares de hoje estão usando o design inteligente para criar obras-primas químicas que salvam vidas," concluiu Weissmann.
http://www.diariodasaude.com.br
Japão se desculpa por não avisar países sobre vazamento radioativo
O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, pediu desculpas nesta quarta-feira (6) aos países vizinhos do Japão por não ter notificado com antecedência sobre o vazamento de água radioativa ao Oceano Pacífico iniciado na segunda-feira (4) na usina nuclear de Fukushima, seriamente afetada pelos desastres naturais do dia 11 de março.
As declarações de Edano ocorrem pouco depois do governos sul-coreano ter demonstrado descontentamento pelo lançamento de água de baixa radiação ao mar para permitir o armazenamento de líquido com mais radiação procedente dos reatores de Fukushima Daiichi.
Na terça (5), um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que “eventos que causam ansiedade entre países vizinhos devem ser notificados anteriormente”.
Seul chegou a afirmar que a liberação de água radioativa ao mar por parte da Tokyo Electric Power Compan (Tepco), a operadora da central atômica, “poderia representar um problema com relação às leis internacionais”, algo que o Ministério das Relações Exteriores japonês negou.
Edano disse nesta quarta que a liberação de 11.500 toneladas de água com baixa radioatividade (cerca de 100 vezes acima dos limites legais) é necessária para seguir armazenando líquido com maior concentração de radiação e retomar as tarefas de resfriamento dos reatores mais afetados.
O porta-voz do governo japonês também afirmou que o vazamento de água radioativa ao mar perto de Fukushima Daiichi, através de uma rachadura em um poço, foi controlado graças à injeção de silicato de sódio.
No entanto, Edano pediu cautela, já que ainda deve ser confirmado se não há outros focos de vazamento
O porta-voz disse que o governo japonês trabalhará para explicar aos pescadores da região os problemas causados pela contaminação das águas próximas à central nuclear com materiais radioativos como o iodo e o césio. Segundo a televisão pública “NHK”, a maior parte das cooperativas de pescadores da vizinha província de Ibaraki deixou de trabalhar voluntariamente, após serem detectados níveis de césio superiores ao permitido em um peixe similar à enguia.
(Fonte: G1)
As declarações de Edano ocorrem pouco depois do governos sul-coreano ter demonstrado descontentamento pelo lançamento de água de baixa radiação ao mar para permitir o armazenamento de líquido com mais radiação procedente dos reatores de Fukushima Daiichi.
Na terça (5), um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores sul-coreano disse que “eventos que causam ansiedade entre países vizinhos devem ser notificados anteriormente”.
Seul chegou a afirmar que a liberação de água radioativa ao mar por parte da Tokyo Electric Power Compan (Tepco), a operadora da central atômica, “poderia representar um problema com relação às leis internacionais”, algo que o Ministério das Relações Exteriores japonês negou.
Edano disse nesta quarta que a liberação de 11.500 toneladas de água com baixa radioatividade (cerca de 100 vezes acima dos limites legais) é necessária para seguir armazenando líquido com maior concentração de radiação e retomar as tarefas de resfriamento dos reatores mais afetados.
O porta-voz do governo japonês também afirmou que o vazamento de água radioativa ao mar perto de Fukushima Daiichi, através de uma rachadura em um poço, foi controlado graças à injeção de silicato de sódio.
No entanto, Edano pediu cautela, já que ainda deve ser confirmado se não há outros focos de vazamento
O porta-voz disse que o governo japonês trabalhará para explicar aos pescadores da região os problemas causados pela contaminação das águas próximas à central nuclear com materiais radioativos como o iodo e o césio. Segundo a televisão pública “NHK”, a maior parte das cooperativas de pescadores da vizinha província de Ibaraki deixou de trabalhar voluntariamente, após serem detectados níveis de césio superiores ao permitido em um peixe similar à enguia.
(Fonte: G1)
Ministra nega adiamento de decreto que determina regularização ambiental
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, voltou atrás e negou nesta quarta-feira (6) que o governo cogite adiar a edição do decreto que determina um prazo para a regularização ambiental de propriedades rurais como solução imediata para os impasses entre os ruralistas e ambientalistas sobre mudanças no Código Florestal.
Na terça (5), após reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia, a ministra disse que a prorrogação do decreto era uma das possibilidades para ganhar tempo na discussão do novo Código Florestal.
“A discussão sobre decreto não está na mesa como solução imediata. Estamos discutindo, avançando na discussão para promover a regularização ambiental. Não se quer adiar nada, queremos ter regras claras e fazer com que seja objetiva a aplicação do novo Código Florestal no Brasil”, disse nesta quarta-feira (6) após apresentar novos dados de desmatamento do Cerrado e da Amazônia.
Pelo decreto em vigor, no dia 11 de junho deste ano termina o prazo para averbação da reserva legal ou adesão ao programa de regularização ambiental do governo. Após esta data, as propriedades irregulares poderão ser multadas e embargadas. Os ruralistas argumentam que menos de 10% dos produtores rurais do país estão em dia com a legislação ambiental, por isso querem a aprovação rápida do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que flexibiliza as exigências e pode tirar parte dos agricultores da ilegalidade.
Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, reuniu Izabella Teixeira e os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e o do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, para afinar a posição do governo sobre as mudanças no código previstas no relatório de Rebelo.
“O governo segue em processo de diálogo. Estamos discutindo para chegar a uma proposta que dê segurança jurídica a todos. Estamos discutindo dentro do governo e com o Congresso Nacional medidas de aprimoramento do texto. Estamos trabalhando para chegar a melhor proposta possível”, disse a ministra.
Após a manifestação de ruralistas, que na terça-feira reuniu cerca de 20 mil produtores em Brasília para pressionar pela votação do relatório de Rebelo, nesta quinta-feira (7) será a vez dos ambientalistas tomarem a Esplanada dos Ministérios para uma manifestação contra a flexibilização do código. A marcha está sendo organizada por organizações não governamentais (ONG) como o Greenpeace e o Instituto Socioambiental, além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
Na terça (5), após reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia, a ministra disse que a prorrogação do decreto era uma das possibilidades para ganhar tempo na discussão do novo Código Florestal.
“A discussão sobre decreto não está na mesa como solução imediata. Estamos discutindo, avançando na discussão para promover a regularização ambiental. Não se quer adiar nada, queremos ter regras claras e fazer com que seja objetiva a aplicação do novo Código Florestal no Brasil”, disse nesta quarta-feira (6) após apresentar novos dados de desmatamento do Cerrado e da Amazônia.
Pelo decreto em vigor, no dia 11 de junho deste ano termina o prazo para averbação da reserva legal ou adesão ao programa de regularização ambiental do governo. Após esta data, as propriedades irregulares poderão ser multadas e embargadas. Os ruralistas argumentam que menos de 10% dos produtores rurais do país estão em dia com a legislação ambiental, por isso querem a aprovação rápida do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que flexibiliza as exigências e pode tirar parte dos agricultores da ilegalidade.
Mais cedo, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, reuniu Izabella Teixeira e os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e o do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, para afinar a posição do governo sobre as mudanças no código previstas no relatório de Rebelo.
“O governo segue em processo de diálogo. Estamos discutindo para chegar a uma proposta que dê segurança jurídica a todos. Estamos discutindo dentro do governo e com o Congresso Nacional medidas de aprimoramento do texto. Estamos trabalhando para chegar a melhor proposta possível”, disse a ministra.
Após a manifestação de ruralistas, que na terça-feira reuniu cerca de 20 mil produtores em Brasília para pressionar pela votação do relatório de Rebelo, nesta quinta-feira (7) será a vez dos ambientalistas tomarem a Esplanada dos Ministérios para uma manifestação contra a flexibilização do código. A marcha está sendo organizada por organizações não governamentais (ONG) como o Greenpeace e o Instituto Socioambiental, além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
(Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)
China nega existência de nova variedade do vírus HIV
O Ministério da Saúde da China rejeitou na terça-feira (5) a possibilidade de que uma nova variedade do vírus da Aids tenha surgido no sul e no leste do país.
A especulação surgiu depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos.
No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.
O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong “Oriental Daily News”, que relatou a existência de chineses com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste – incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a ilha de Taiwan- e até mesmo fora da China, em Cingapura.
O porta-voz do Ministério da Saúde chinês, Deng Haihua, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como “fobia da Aids”, sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.
Sintomas - Os pacientes relataram inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua, mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.
O ministério disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum dos que se disseram doentes e ordenou estudos sobre os casos nas cidades afetadas.
Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da “fobia da Aids”. Eles estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.
(Fonte: Folha.com)
A especulação surgiu depois que diversas pessoas começaram a relatar sintomas inusitados após terem tido relações sexuais sem preservativos.
No entanto, os testes de infecção pelo HIV deram negativo nessas pessoas, gerando temores de que houvesse surgido uma nova variedade do vírus.
O caso foi levantado pelo jornal de Hong Kong “Oriental Daily News”, que relatou a existência de chineses com doenças não esclarecidas em partes do sul e do leste – incluindo a capital, Pequim, as cidades de Xangai e Cantão e a ilha de Taiwan- e até mesmo fora da China, em Cingapura.
O porta-voz do Ministério da Saúde chinês, Deng Haihua, disse à imprensa estatal que essas pessoas parecem estar com problemas psicológicos, aos quais se referiu como “fobia da Aids”, sugerindo que os sintomas físicos são decorrentes de uma doença imaginária.
Sintomas - Os pacientes relataram inchaço nas glândulas linfáticas, sangramentos, suor excessivo, dormência nos pés e nas mãos e até mesmo a presença de estranhos pelos na língua, mas nenhum obteve um diagnóstico conclusivo dos médicos.
O ministério disse que repetidos testes não indicaram a presença de HIV em nenhum dos que se disseram doentes e ordenou estudos sobre os casos nas cidades afetadas.
Apesar das explicações oficiais, muitos dos portadores dos sintomas dizem não estar convencidos da “fobia da Aids”. Eles estão se reunindo em fóruns pela internet para discutir seus estados de saúde.
(Fonte: Folha.com)
Biodiversidade melhora qualidade das águas dos rios
Ambientes com maior variedade de algas (também conhecidas como fitoplâncton) se mostraram beneficiados pela limpeza mais rápida de poluentes da água, segundo um estudo divulgado na quarta-feira (6) pela Universidade de Michigan. Os cientistas descobriram que oito espécies de algas removeram em conjunto nitrato 4,5 vezes mais rápido que em ambientes com apenas uma espécie. A pesquisa sugere que uma eventual extinção destas algas pode comprometer também a qualidade da água.
O estudo comprova o “princípio da divergência” de Charles Darwin, na qual ele propunha que comunidades complementares podem aumentar em todos os sentidos a capacidade de captura de recursos e produtividade. “Conseguimos mostrar que a natureza funciona como um time de futebol, onde cada um tem funções diferentes, mas complementares”, disse Bradley Cardinale, que publicou o estudo na edição desta semana do periódico científico Nature.
Cardinale utilizou 150 modelos de ecossistema em miniatura, onde ele reconstituiu ao processo de circulação da água nos rios. Ele germinou entre uma e oito espécies de alga nas amostras e mediu a capacidade de cada comunidade de alga em absorver nitratos, compostos de nitrogênio que são muito usados em fertilizantes e altamente poluentes.
“O estudo reflete que é preciso uma maior preocupação com a preservação das espécies. A conservação está preocupada com a perda das grandes espécies, mas outras também são muito importantes para a humanidade e podem também entrar em extinção”.
Nas últimas duas décadas, outras pesquisas mostraram que ecossistemas mais variados são mais eficientes em remover nutrientes do solo e da água. Mas até então os mecanismos específicos biológicos desta diferença não haviam sido identificados.
Nas simulações em laboratório foi possível observar como diferentes algas dominavam cada habitat aquático. Habitats onde a água se movia com alta velocidade, por exemplo, foram dominados por pequenas diatomáceas unicelulares que trancaram o leito do rio de forma resistente para que o nitrato pudesse ser absorvido. Habitats de águas mais calmas foram dominados por algas com grandes filamentos para captar o nitrato. Quando a simulação do ecossistema do riacho continha apenas um tipo de habitat, os efeitos da diversidade de algas sobre a absorção de nitrato desapareceu, confirmando que as diferenças de nicho entre as espécies foram responsáveis pelos resultados.
“O estudo mostrou quantas espécies nós precisamos conservar para limpar a água, além de mostrar porque riachos que têm mais espécies são melhores para a remoção desses poluentes nutrientes da água”, disse. E, inclusive, acredita que no longo prazo elas podem ajudar o sistema de tratamento de maneira mais eficiente: “Todos nós sabemos que não precisamos da biodiversidade para limpar a água, mas ela é mais eficiente e faria este serviço para você de graça”.
De acordo com Bradley, o seu estudo agora será direcionado para o entendimento do que acontece com os nitratos e compostos de nitrogênio depois que as algas os absorvem. “Vão para a cadeia alimentar? Ainda não sabemos”, disse.
(Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG)
O estudo comprova o “princípio da divergência” de Charles Darwin, na qual ele propunha que comunidades complementares podem aumentar em todos os sentidos a capacidade de captura de recursos e produtividade. “Conseguimos mostrar que a natureza funciona como um time de futebol, onde cada um tem funções diferentes, mas complementares”, disse Bradley Cardinale, que publicou o estudo na edição desta semana do periódico científico Nature.
Cardinale utilizou 150 modelos de ecossistema em miniatura, onde ele reconstituiu ao processo de circulação da água nos rios. Ele germinou entre uma e oito espécies de alga nas amostras e mediu a capacidade de cada comunidade de alga em absorver nitratos, compostos de nitrogênio que são muito usados em fertilizantes e altamente poluentes.
“O estudo reflete que é preciso uma maior preocupação com a preservação das espécies. A conservação está preocupada com a perda das grandes espécies, mas outras também são muito importantes para a humanidade e podem também entrar em extinção”.
Nas últimas duas décadas, outras pesquisas mostraram que ecossistemas mais variados são mais eficientes em remover nutrientes do solo e da água. Mas até então os mecanismos específicos biológicos desta diferença não haviam sido identificados.
Nas simulações em laboratório foi possível observar como diferentes algas dominavam cada habitat aquático. Habitats onde a água se movia com alta velocidade, por exemplo, foram dominados por pequenas diatomáceas unicelulares que trancaram o leito do rio de forma resistente para que o nitrato pudesse ser absorvido. Habitats de águas mais calmas foram dominados por algas com grandes filamentos para captar o nitrato. Quando a simulação do ecossistema do riacho continha apenas um tipo de habitat, os efeitos da diversidade de algas sobre a absorção de nitrato desapareceu, confirmando que as diferenças de nicho entre as espécies foram responsáveis pelos resultados.
“O estudo mostrou quantas espécies nós precisamos conservar para limpar a água, além de mostrar porque riachos que têm mais espécies são melhores para a remoção desses poluentes nutrientes da água”, disse. E, inclusive, acredita que no longo prazo elas podem ajudar o sistema de tratamento de maneira mais eficiente: “Todos nós sabemos que não precisamos da biodiversidade para limpar a água, mas ela é mais eficiente e faria este serviço para você de graça”.
De acordo com Bradley, o seu estudo agora será direcionado para o entendimento do que acontece com os nitratos e compostos de nitrogênio depois que as algas os absorvem. “Vão para a cadeia alimentar? Ainda não sabemos”, disse.
(Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG)
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