As discussões sobre a agenda que travou as negociações climáticas da ONU em Bangcoc esta semana mostram que alguns países estão tentando retroceder em relação aos acordos conquistados a duras penas em dezembro passado, disse a Rússia nesta quarta-feira (6).
O acordo fechado em Cancún em dezembro previu a criação de um Fundo Climático Verde para administrar 100 bilhões de dólares anuais em assistência a países pobres até 2020 e a limitação da alta na temperatura média mundial a menos de 2 graus Celsius em relação à época pré-industrial.
O pacto também conquistou um consenso em relação a medidas para proteger as florestas tropicais e um quadro de medidas para ajudar os países mais pobres a se adaptarem à elevação do nível dos mares e a maiores extremos climáticos, em uma série de acordos que foram vistos como salvadores das difíceis negociações climáticas da ONU.
Mas as discussões de 3 a 8 de abril em Bangcoc, a primeira grande conferência climática mundial desde Cancún, na qual se pretendia acordar um plano que levasse o trabalho adiante, partindo dos acordos de dezembro, estão atoladas em função de uma disputa sobre uma agenda apresentada pelo grupo G77 mais a China, composto de 131 membros.
Os países ricos dizem que a agenda não reflete todos os acordos fechados em Cancún e que faz pressão pela resolução até o final do ano das mais importantes questões que ficaram em aberto, em lugar de tentar estudar os problemas passo a passo, como foi acordado em Cancún.
“As esperanças e expectativas eram que, depois de Cancún, iniciaríamos um trabalho mais focado de avançar a partir do resultado de Cancún”, disse Oleg Shamanov, chefe da delegação russa.
Shamanov disse que a ideia era discutir os elementos específicos das decisões formais a serem tomadas na conferência climática principal do fim do ano em Durban, na África do Sul.
“Em lugar disso, estamos agora atolados em discussões puramente de procedimentos, sobre a agenda, coisa que poderia ter sido evitada.”
“Isso me decepciona profundamente, já que estamos retrocedendo em relação à dinâmica que alcançamos em Cancún”, disse ele em entrevista à Reuters.
O encontro em Cancún deixou sem resolver questões mais difíceis como o destino do Protocolo de Kyoto — a arma principal da ONU na luta contra as mudanças climáticas. Os países pobres querem que o destino de Kyoto seja resolvido em Durban.
A primeira fase de Kyoto, 2008-2012, obriga quase 40 países ricos a respeitar metas de emissões. Mas ainda não há em vista nenhum pacto sucessor que amplie ou substitua o de Kyoto, e os países ricos e pobres estão profundamente divididos quanto à forma que qualquer pacto novo deve ter.
Os países mais pobres querem que Kyoto continue como o acordo principal. Pelos termos do pacto, os países em desenvolvimento são obrigados a tomar medidas voluntárias para limitar suas emissões.
“Minha avaliação é que algumas partes estão um pouco assustadas com o que foi acordado em Cancún, temendo que os compromissos assumidos sejam de alcance demasiado longo, e que estejam querendo assumir uma posição de cautela”, disse Shamanov, acrescentando que a Rússia está ansiosa para ver as negociações avançar.
(Fonte: Portal iG)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Floresta amazônica perdeu 19 km² no primeiro bimestre de 2011, diz Inpe
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quarta-feira (6) que detectou 19,2 km² de desmatamento na Amazônia Legal em janeiro e fevereiro de 2011. A área equivale a cerca de 12 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou a área quase equivalente à da Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco.
A área desmatada pode ser muito maior, já que as nuvens cobriram 85% da região em janeiro e 93% em fevereiro, dificultando o monitoramento por satélites. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação no bioma, detectou apenas para o mês de fevereiro deste ano uma derrubada de 63 km² de floresta. A Amazônia Legal equivale a toda a Região Norte do país, mais Mato Grosso e parte do Maranhão.
Mato Grosso lidera a área desmatada para janeiro e fevereiro, segundo os dados do Inpe. Da derrubada observada no período, mais de 14 km² ocorreram no estado. O Maranhão teve pouco mais de 4 km² de devastação no primeiro bimestre de 2011 e o Pará, 0,52 km². Amazônia passa por sua época chuvosa e, por isso, o Inpe tem divulgado os dados da devastação bimestralmente.
O instituto, sediado em São José dos Campos (SP), ressalta que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.
A comparação do período entre agosto de 2009 a fevereiro de 2010 com os mesmos meses entre 2010 e 2011 trazem o que pode ser um indicativo de estagnação na redução da devastação da região. Entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010 o Deter observou 1354 km² de floresta desmatada ou degradada nesses meses, enquanto entre 2010 e 2011 foram 1255 km².
Comparando apenas os meses de janeiro e fevereiro de 2010 e 2011, há uma diminuição, já que no ano passado foram detectados 208 km² de devastação neste bimestre, contra os 19 km² divulgados nesta quarta. O Inpe ressalta, no entanto, que o Deter não é um sistema adequado à soma e comparação de áreas, já que não é tão preciso quando o Prodes, a aferição anual da destruição da floresta amazônica.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou os dados de desmatamento da Amazônia nesta quarta, durante evento em Brasília (DF), e disse que o governo deverá chamar, ainda no mês de abril , os governadores dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia para discutir medidas de redução de índices de desmatamento na região.
“O próximo passo é chamar os governos estaduais para discutir estes números. Daqui a duas semanas, vamos conversar sobre o que está acontecendo. Temos de ter uma estratégia conjunta para isto. Há uma preocupação em particular com esses estados. O ministério, junto com o Ibama, vai chamar o governo e tentar ser mais ativo contra o desmatamento”, disse.
(Fonte: Globo Natureza)
A área desmatada pode ser muito maior, já que as nuvens cobriram 85% da região em janeiro e 93% em fevereiro, dificultando o monitoramento por satélites. O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação no bioma, detectou apenas para o mês de fevereiro deste ano uma derrubada de 63 km² de floresta. A Amazônia Legal equivale a toda a Região Norte do país, mais Mato Grosso e parte do Maranhão.
Mato Grosso lidera a área desmatada para janeiro e fevereiro, segundo os dados do Inpe. Da derrubada observada no período, mais de 14 km² ocorreram no estado. O Maranhão teve pouco mais de 4 km² de devastação no primeiro bimestre de 2011 e o Pará, 0,52 km². Amazônia passa por sua época chuvosa e, por isso, o Inpe tem divulgado os dados da devastação bimestralmente.
O instituto, sediado em São José dos Campos (SP), ressalta que em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, os dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não representam medição exata do desmatamento mensal na região.
A comparação do período entre agosto de 2009 a fevereiro de 2010 com os mesmos meses entre 2010 e 2011 trazem o que pode ser um indicativo de estagnação na redução da devastação da região. Entre agosto de 2009 e fevereiro de 2010 o Deter observou 1354 km² de floresta desmatada ou degradada nesses meses, enquanto entre 2010 e 2011 foram 1255 km².
Comparando apenas os meses de janeiro e fevereiro de 2010 e 2011, há uma diminuição, já que no ano passado foram detectados 208 km² de devastação neste bimestre, contra os 19 km² divulgados nesta quarta. O Inpe ressalta, no entanto, que o Deter não é um sistema adequado à soma e comparação de áreas, já que não é tão preciso quando o Prodes, a aferição anual da destruição da floresta amazônica.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comentou os dados de desmatamento da Amazônia nesta quarta, durante evento em Brasília (DF), e disse que o governo deverá chamar, ainda no mês de abril , os governadores dos estados do Amazonas, Acre e Rondônia para discutir medidas de redução de índices de desmatamento na região.
“O próximo passo é chamar os governos estaduais para discutir estes números. Daqui a duas semanas, vamos conversar sobre o que está acontecendo. Temos de ter uma estratégia conjunta para isto. Há uma preocupação em particular com esses estados. O ministério, junto com o Ibama, vai chamar o governo e tentar ser mais ativo contra o desmatamento”, disse.
(Fonte: Globo Natureza)
Inpe detecta desmatamento em apenas três estados nos primeiros meses de 2011
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou ontem (6) os dados do desmatamento da Amazônia nos meses de janeiro e fevereiro de 2011, monitorados pelo sistema Deter.
Em janeiro de 2011, o instituto conseguiu monitorar apenas 15% da Amazônia, e em fevereiro, apenas 7%. Isso porque a grande quantidade de nuvens – é estação de chuvas na Amazônia – impede a visualização por satélites.
O Inpe conseguiu detectar 19,2 km2 de desmatamento no bimestre, espalhados por três Estados: Mato Grosso (14,4 km2), Maranhão (4,3 km2) e Pará (0,5 km2).
Todos os focos de desmatamento encontrados foram de corte raso, isto é, a total supressão da cobertura florestal.
A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira anunciou os dados oficialmente ontem, às 15hs, em Brasília. Além do desmatamento da Amazônia, a ministra também apresentou os dados de desmatamento do Cerrado.
Veja o relatório do Deter na íntegra.
*Publicado originalmnete no site Amazônia.org.br.
(Amazônia.org.br)
Em janeiro de 2011, o instituto conseguiu monitorar apenas 15% da Amazônia, e em fevereiro, apenas 7%. Isso porque a grande quantidade de nuvens – é estação de chuvas na Amazônia – impede a visualização por satélites.
O Inpe conseguiu detectar 19,2 km2 de desmatamento no bimestre, espalhados por três Estados: Mato Grosso (14,4 km2), Maranhão (4,3 km2) e Pará (0,5 km2).
Todos os focos de desmatamento encontrados foram de corte raso, isto é, a total supressão da cobertura florestal.
A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira anunciou os dados oficialmente ontem, às 15hs, em Brasília. Além do desmatamento da Amazônia, a ministra também apresentou os dados de desmatamento do Cerrado.
Veja o relatório do Deter na íntegra.
*Publicado originalmnete no site Amazônia.org.br.
(Amazônia.org.br)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Fundação SOS Mata Atlântica é contra pressão por aprovação do Código Florestal
A Fundação SOS Mata Atlântica disse ser contrária à manifestação promovida nesta terça-feira (5), na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional, que pressiona pela aprovação da reforma do Código Florestal.
Em bate-papo pela internet, ao vivo, o diretor de Políticas Públicas da organização não governamental (ONG), Mário Mantovani, comentou que a SOS Mata Atlântica é a favor de mudanças no código desde 1999. “A CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] rompeu com a implantação do código. A criação da Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional foi o golpe para apoiar o interesse deles, usando de massa de manobra os pequenos.”
Os pequenos citados por Mantovani são as propriedades pequenas, de até quatro módulos fiscais, que não precisariam manter a reserva legal. De acordo com a ONG, “com menos florestas, o risco de erosão, desmoronamentos e enchentes aumentaria, tanto na área urbana, quanto na rural.”
O Código Florestal estabelece a reserva legal, que é uma área de mata nativa que deve ser preservada dentro de uma propriedade rural. Hoje, todas as propriedades têm que manter a reserva legal. Caso ela tenha sido desmatada ilegalmente, no passado, tem que ser recomposta ou recompensada.
Além disso, a lei também protege áreas naturais que sustentam a vida e a economia do país. São entendidas como tal as florestas e os ecossistemas que garantem água, proteção do solo e a manutenção da biodiversidade. O código também protege áreas frágeis na beira de rios, topos de morros e encostas íngremes, que são conhecidas como áreas de preservação permanente (APPs).
Segundo a SOS Mata Atlântica, se todas as alterações previstas na reforma do código forem aprovadas, o país poderá gerar até 13 vezes mais gases de efeito estufa que emitiu em 2007, contribuindo ainda mais para o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)
Em bate-papo pela internet, ao vivo, o diretor de Políticas Públicas da organização não governamental (ONG), Mário Mantovani, comentou que a SOS Mata Atlântica é a favor de mudanças no código desde 1999. “A CNA [Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil] rompeu com a implantação do código. A criação da Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional foi o golpe para apoiar o interesse deles, usando de massa de manobra os pequenos.”
Os pequenos citados por Mantovani são as propriedades pequenas, de até quatro módulos fiscais, que não precisariam manter a reserva legal. De acordo com a ONG, “com menos florestas, o risco de erosão, desmoronamentos e enchentes aumentaria, tanto na área urbana, quanto na rural.”
O Código Florestal estabelece a reserva legal, que é uma área de mata nativa que deve ser preservada dentro de uma propriedade rural. Hoje, todas as propriedades têm que manter a reserva legal. Caso ela tenha sido desmatada ilegalmente, no passado, tem que ser recomposta ou recompensada.
Além disso, a lei também protege áreas naturais que sustentam a vida e a economia do país. São entendidas como tal as florestas e os ecossistemas que garantem água, proteção do solo e a manutenção da biodiversidade. O código também protege áreas frágeis na beira de rios, topos de morros e encostas íngremes, que são conhecidas como áreas de preservação permanente (APPs).
Segundo a SOS Mata Atlântica, se todas as alterações previstas na reforma do código forem aprovadas, o país poderá gerar até 13 vezes mais gases de efeito estufa que emitiu em 2007, contribuindo ainda mais para o aquecimento global.
(Fonte: Agência Brasil)
Cientistas brasileiros e franceses desenvolvem nervo artificial
Uma parceria entre Universidade de Montpellier, na França, e a PUC de Porto Alegre (RS) conseguiu criar um nervo artificial. O trabalho pode revolucionar o tratamento de pessoas que perderam a capacidade de movimento das mãos por algum trauma, ajudando na recuperação das funções motora e sensitiva.
Trata-se de um tipo de plástico (polímero), acrescido de um fator de crescimento, substância que faz com que os tecidos se regenerem. Dentro do corpo, eles se transformam num novo nervo, capaz de transmitir os sinais normalmente. Em um ano, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo e deixa de existir.
O tubo é bastante fino, menor que um palito de fósforo e é formado por cavidades invisíveis a olho nu, onde ficam os fatores de crescimento. “É uma dimensão 300 vezes menor que um vírus”, afirmou Roberto Hübler, físico que participou do desenvolvimento do material.
Jefferson Braga da Silva, cirurgião que liderou a pesquisa, disse que o nervo desenvolveu uma estrutura muito parecida com a dos naturais e está animado pelo potencial da nova técnica. “A gente obteve resultados muito bons sob o ponto de vista funcional”, disse o médico – nas pesquisas com ratos, mais de 90% dos movimentos foram recuperados.
Hoje, a forma mais comum de se recuperar um nervo é fazendo um enxerto. Nesta técnica, um pedaço de nervo é retirado da perna e implantado na parte do corpo onde se deseja – a lógica é a mesma de uma cirurgia de ponte de safena, usada em alguns pacientes cardíacos. O nervo artificial tende a ser mais eficiente e seguro para os pacientes.
A previsão é de que, em setembro, a técnica seja testada em pacientes do SUS. No campo das pesquisas, o próximo passo é utilizar os polímeros para tentar recuperar lesões ainda mais graves.
“Nós já estamos começando a fazer para o osso, para o músculo e para o tendão, só que daí são outros fatores de crescimento, são outros fatores que vão aumentar a regeneração destes outros tecidos”, apontou Jefferson Braga da Silva.
(Fonte: G1)
Trata-se de um tipo de plástico (polímero), acrescido de um fator de crescimento, substância que faz com que os tecidos se regenerem. Dentro do corpo, eles se transformam num novo nervo, capaz de transmitir os sinais normalmente. Em um ano, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo e deixa de existir.
O tubo é bastante fino, menor que um palito de fósforo e é formado por cavidades invisíveis a olho nu, onde ficam os fatores de crescimento. “É uma dimensão 300 vezes menor que um vírus”, afirmou Roberto Hübler, físico que participou do desenvolvimento do material.
Jefferson Braga da Silva, cirurgião que liderou a pesquisa, disse que o nervo desenvolveu uma estrutura muito parecida com a dos naturais e está animado pelo potencial da nova técnica. “A gente obteve resultados muito bons sob o ponto de vista funcional”, disse o médico – nas pesquisas com ratos, mais de 90% dos movimentos foram recuperados.
Hoje, a forma mais comum de se recuperar um nervo é fazendo um enxerto. Nesta técnica, um pedaço de nervo é retirado da perna e implantado na parte do corpo onde se deseja – a lógica é a mesma de uma cirurgia de ponte de safena, usada em alguns pacientes cardíacos. O nervo artificial tende a ser mais eficiente e seguro para os pacientes.
A previsão é de que, em setembro, a técnica seja testada em pacientes do SUS. No campo das pesquisas, o próximo passo é utilizar os polímeros para tentar recuperar lesões ainda mais graves.
“Nós já estamos começando a fazer para o osso, para o músculo e para o tendão, só que daí são outros fatores de crescimento, são outros fatores que vão aumentar a regeneração destes outros tecidos”, apontou Jefferson Braga da Silva.
(Fonte: G1)
Cientistas brasileiros e franceses desenvolvem nervo artificial
Uma parceria entre Universidade de Montpellier, na França, e a PUC de Porto Alegre (RS) conseguiu criar um nervo artificial. O trabalho pode revolucionar o tratamento de pessoas que perderam a capacidade de movimento das mãos por algum trauma, ajudando na recuperação das funções motora e sensitiva.
Trata-se de um tipo de plástico (polímero), acrescido de um fator de crescimento, substância que faz com que os tecidos se regenerem. Dentro do corpo, eles se transformam num novo nervo, capaz de transmitir os sinais normalmente. Em um ano, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo e deixa de existir.
O tubo é bastante fino, menor que um palito de fósforo e é formado por cavidades invisíveis a olho nu, onde ficam os fatores de crescimento. “É uma dimensão 300 vezes menor que um vírus”, afirmou Roberto Hübler, físico que participou do desenvolvimento do material.
Jefferson Braga da Silva, cirurgião que liderou a pesquisa, disse que o nervo desenvolveu uma estrutura muito parecida com a dos naturais e está animado pelo potencial da nova técnica. “A gente obteve resultados muito bons sob o ponto de vista funcional”, disse o médico – nas pesquisas com ratos, mais de 90% dos movimentos foram recuperados.
Hoje, a forma mais comum de se recuperar um nervo é fazendo um enxerto. Nesta técnica, um pedaço de nervo é retirado da perna e implantado na parte do corpo onde se deseja – a lógica é a mesma de uma cirurgia de ponte de safena, usada em alguns pacientes cardíacos. O nervo artificial tende a ser mais eficiente e seguro para os pacientes.
A previsão é de que, em setembro, a técnica seja testada em pacientes do SUS. No campo das pesquisas, o próximo passo é utilizar os polímeros para tentar recuperar lesões ainda mais graves.
“Nós já estamos começando a fazer para o osso, para o músculo e para o tendão, só que daí são outros fatores de crescimento, são outros fatores que vão aumentar a regeneração destes outros tecidos”, apontou Jefferson Braga da Silva.
(Fonte: G1)
Trata-se de um tipo de plástico (polímero), acrescido de um fator de crescimento, substância que faz com que os tecidos se regenerem. Dentro do corpo, eles se transformam num novo nervo, capaz de transmitir os sinais normalmente. Em um ano, o polímero é totalmente absorvido pelo organismo e deixa de existir.
O tubo é bastante fino, menor que um palito de fósforo e é formado por cavidades invisíveis a olho nu, onde ficam os fatores de crescimento. “É uma dimensão 300 vezes menor que um vírus”, afirmou Roberto Hübler, físico que participou do desenvolvimento do material.
Jefferson Braga da Silva, cirurgião que liderou a pesquisa, disse que o nervo desenvolveu uma estrutura muito parecida com a dos naturais e está animado pelo potencial da nova técnica. “A gente obteve resultados muito bons sob o ponto de vista funcional”, disse o médico – nas pesquisas com ratos, mais de 90% dos movimentos foram recuperados.
Hoje, a forma mais comum de se recuperar um nervo é fazendo um enxerto. Nesta técnica, um pedaço de nervo é retirado da perna e implantado na parte do corpo onde se deseja – a lógica é a mesma de uma cirurgia de ponte de safena, usada em alguns pacientes cardíacos. O nervo artificial tende a ser mais eficiente e seguro para os pacientes.
A previsão é de que, em setembro, a técnica seja testada em pacientes do SUS. No campo das pesquisas, o próximo passo é utilizar os polímeros para tentar recuperar lesões ainda mais graves.
“Nós já estamos começando a fazer para o osso, para o músculo e para o tendão, só que daí são outros fatores de crescimento, são outros fatores que vão aumentar a regeneração destes outros tecidos”, apontou Jefferson Braga da Silva.
(Fonte: G1)
Ministério garante ter distribuído antirretroviral a todos os estados
Atazanavir
O Ministério da Saúde informou que todas as 700 unidades dispensadoras de medicamento do país já estão abastecidas com o antirretroviral atazanavir de 300 miligramas (mg), que estava em falta.
A distribuição foi concluída no último fim de semana.
O remédio é um dos 20 antirretrovirais usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de 33.250 portadores do vírus da aids. O medicamento é prescrito principalmente para pacientes adultos que estão começando o tratamento.
O lote adquirido, cerca de 2 mihões de cápsulas, garante o abastecimento até junho, de acordo com a pasta. Há ainda 2,9 milhões de cápsulas, também do primeiro lote, que aguardam certificação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e que devem ser entregues nas próximas semanas.
A segunda remessa, de 4,9 milhões de cápsulas, está prevista para chegar ao país até o fim de abril. O terceiro e quarto lotes do medicamento, também com 4,9 milhões de cápsulas cada, deverão ser entregues em agosto e em dezembro, respectivamente.
Antirretrovirais
A previsão do ministério é que sejam distribuídas mais 14,7 milhões de cápsulas até o final do ano. Cada remessa garante quatro meses de fornecimento.
Por meio de nota, o ministério ressaltou que o atazanavir 200mg está com estoque regularizado em todo o país. Aproximadamente 7,5 mil pacientes usam o medicamento.
No início de março, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde emitiu nota técnica orientando os serviços de saúde a adotar medidas como o fracionamento da medicação ou mesmo a substituição, quando necessário, do atazanavir 300mg. Atualmente, 200 mil pessoas fazem uso dos antirretrovirais fornecidos pelo governo.
Paula Laboissière - Agência Brasil
O Ministério da Saúde informou que todas as 700 unidades dispensadoras de medicamento do país já estão abastecidas com o antirretroviral atazanavir de 300 miligramas (mg), que estava em falta.
A distribuição foi concluída no último fim de semana.
O remédio é um dos 20 antirretrovirais usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de 33.250 portadores do vírus da aids. O medicamento é prescrito principalmente para pacientes adultos que estão começando o tratamento.
O lote adquirido, cerca de 2 mihões de cápsulas, garante o abastecimento até junho, de acordo com a pasta. Há ainda 2,9 milhões de cápsulas, também do primeiro lote, que aguardam certificação do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde e que devem ser entregues nas próximas semanas.
A segunda remessa, de 4,9 milhões de cápsulas, está prevista para chegar ao país até o fim de abril. O terceiro e quarto lotes do medicamento, também com 4,9 milhões de cápsulas cada, deverão ser entregues em agosto e em dezembro, respectivamente.
Antirretrovirais
A previsão do ministério é que sejam distribuídas mais 14,7 milhões de cápsulas até o final do ano. Cada remessa garante quatro meses de fornecimento.
Por meio de nota, o ministério ressaltou que o atazanavir 200mg está com estoque regularizado em todo o país. Aproximadamente 7,5 mil pacientes usam o medicamento.
No início de março, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde emitiu nota técnica orientando os serviços de saúde a adotar medidas como o fracionamento da medicação ou mesmo a substituição, quando necessário, do atazanavir 300mg. Atualmente, 200 mil pessoas fazem uso dos antirretrovirais fornecidos pelo governo.
Paula Laboissière - Agência Brasil
Técnica devolve movimentos a pacientes com lesão medular
Lesões na medula
Apesar da intensificação de campanhas na mídia, os acidentes de trânsito continuam fazendo vítimas, que, quando não-fatais, podem apresentar quadros irreversíveis, como é o caso de pacientes com lesões medulares.
"É preciso empregar leis mais incisivas para evitar esses acidentes, pois eles mudam totalmente a vida desses pacientes, causando graves danos emocionais e financeiros para a família, para o governo e para o próprio paciente", diz a cirurgiã em pés e tornozelos Cíntia Kelly Bittar, da Unicamp.
Ela afirma que a maioria dos pacientes medulares acaba entrando em depressão, pois não tem estrutura familiar, financeira e emocional para se reabilitar.
Estimulação elétrica neuromuscular
Em sua pesquisa, Cíntia avaliou um grupo de 60 pacientes submetidos à técnica de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) que busca melhorar as condições de vida de pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
A nova técnica, testada no Laboratório de Biomecânica de Reabilitação, coordenado pelo bioengenheiro Alberto Cliquet Júnior, orientador de Cíntia, já teve sucesso no tratamento de dois pacientes, que voltaram a andar.
De acordo com os resultados da pesquisa de Cíntia, além de permitir a locomoção, a técnica de estimulação elétrica melhorou o sistema músculo-esquelético e sistema gastrointestinal de pacientes avaliados pela cirurgiã.
Benefícios para os pacientes
Os pacientes avaliados durante a pesquisa melhoraram a posição do pé, a qualidade óssea, o equilíbrio, o sistema respiratório e cardíaco, segundo a médica.
Ela esclarece que a posição ortostática e a movimentação permitida pela técnica beneficiam principalmente o sistema músculo-esquelético.
"Ocorre melhora da rigidez articular, das deformidades nos pés e nos tornozelos e da osteoporose, o que possibilita a estes pacientes manterem seus pés e tornozelos na posição plantígrada, auxiliando novas técnicas de reabilitação, evitando complicações frequentes como úlceras por sobrecarga, artropatia de Charcot (consequente a microtraumas repetitivos), acentuação de deformidades pelos desequilíbrios musculares e fraturas pela baixa densidade óssea destes pacientes," explica a médica.
Com os estímulos, o espasmo que geralmente o paciente tem nos pés diminuiu e a sensibilidade dos membros inferiores ao toque melhorou, segundo Cíntia.
De acordo com Cíntia, que restringiu sua pesquisa à análise de pés e tornozelos, o tratamento mostra-se melhor em relação à cirurgia, pois os pacientes medulares apresentam uma osteoporose intensa, o que obriga a retirada óssea em maior quantidade para corrigir os pés, sendo que a chance de não consolidar é grande.
"Por isso os pacientes sem deformidades não necessitam de cirurgias ortopédicas em seus pés, pois se apresentam plantígrados pela eletroestimulação. Se forem desenvolvidas técnicas para voltar a andar, estes pacientes estão aptos, não necessitando de cirurgias para correção dos pés".
Apesar de oferecer novas possibilidades ao paciente medular, infelizmente a técnica não se aplica a todos os casos.
Contra-indicações
Para realizar o tratamento, o paciente não pode ter problema cardíaco, respiratório e nem sequela de fraturas, pois quando há deformidades associadas em membros inferiores, o paciente não tem como aproveitar a reabilitação para ficar de pé. "Eles precisam ter boas condições clínica e músculo-esquelética. É necessária uma triagem prévia", acrescenta Cíntia.
Algumas condições sociais também afastam alguns pacientes do tratamento, segundo Cíntia. "Não são todos que têm condições de vir semanalmente para seguir o tratamento corretamente. Muitos abandonam o tratamento porque não apresentam disponibilidade para alguém acompanhá-los.
Eletroestimulação
A eletroestimulação, segundo a cirurgiã, consiste no estímulo do nervo, o que possibilita que pacientes que não tenham uma lesão completa dos nervos possam voltar a andar, como foi o caso dos dois pacientes do ambulatório. As atividades realizadas duas vezes por semana fazem com que a pessoa diminua as contraturas musculares dos pés.
De forma mais didática, ela acrescenta que um estimulador principal faz conexões dos músculos quadrícepes e tibial anterior, estimulando os pacientes a iniciarem alguns movimentos de passos. Segundo a cirurgiã, os pacientes paraplégicos usam andador e os tetraplégicos, suporte de suspensão para poderem fazer a locomoção com esteira.
Poucos são os ambulatórios de reabilitação no Brasil e, segundo Cíntia, entre esses, poucos utilizam a eletroestimulação como tratamento. O tratamento deve ser contínuo para que nos primeiros meses os pacientes apresentem só o estímulo e depois de seis meses comecem a ficar de pé, segundo a cirurgiã.
O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar composta de fisioterapeutas, psicólogos e urologistas, pois muitos pacientes, segundo Cíntia, usam sonda permanentemente.
Jornal da Unicamp
Apesar da intensificação de campanhas na mídia, os acidentes de trânsito continuam fazendo vítimas, que, quando não-fatais, podem apresentar quadros irreversíveis, como é o caso de pacientes com lesões medulares.
"É preciso empregar leis mais incisivas para evitar esses acidentes, pois eles mudam totalmente a vida desses pacientes, causando graves danos emocionais e financeiros para a família, para o governo e para o próprio paciente", diz a cirurgiã em pés e tornozelos Cíntia Kelly Bittar, da Unicamp.
Ela afirma que a maioria dos pacientes medulares acaba entrando em depressão, pois não tem estrutura familiar, financeira e emocional para se reabilitar.
Estimulação elétrica neuromuscular
Em sua pesquisa, Cíntia avaliou um grupo de 60 pacientes submetidos à técnica de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) que busca melhorar as condições de vida de pacientes paraplégicos e tetraplégicos.
A nova técnica, testada no Laboratório de Biomecânica de Reabilitação, coordenado pelo bioengenheiro Alberto Cliquet Júnior, orientador de Cíntia, já teve sucesso no tratamento de dois pacientes, que voltaram a andar.
De acordo com os resultados da pesquisa de Cíntia, além de permitir a locomoção, a técnica de estimulação elétrica melhorou o sistema músculo-esquelético e sistema gastrointestinal de pacientes avaliados pela cirurgiã.
Benefícios para os pacientes
Os pacientes avaliados durante a pesquisa melhoraram a posição do pé, a qualidade óssea, o equilíbrio, o sistema respiratório e cardíaco, segundo a médica.
Ela esclarece que a posição ortostática e a movimentação permitida pela técnica beneficiam principalmente o sistema músculo-esquelético.
"Ocorre melhora da rigidez articular, das deformidades nos pés e nos tornozelos e da osteoporose, o que possibilita a estes pacientes manterem seus pés e tornozelos na posição plantígrada, auxiliando novas técnicas de reabilitação, evitando complicações frequentes como úlceras por sobrecarga, artropatia de Charcot (consequente a microtraumas repetitivos), acentuação de deformidades pelos desequilíbrios musculares e fraturas pela baixa densidade óssea destes pacientes," explica a médica.
Com os estímulos, o espasmo que geralmente o paciente tem nos pés diminuiu e a sensibilidade dos membros inferiores ao toque melhorou, segundo Cíntia.
De acordo com Cíntia, que restringiu sua pesquisa à análise de pés e tornozelos, o tratamento mostra-se melhor em relação à cirurgia, pois os pacientes medulares apresentam uma osteoporose intensa, o que obriga a retirada óssea em maior quantidade para corrigir os pés, sendo que a chance de não consolidar é grande.
"Por isso os pacientes sem deformidades não necessitam de cirurgias ortopédicas em seus pés, pois se apresentam plantígrados pela eletroestimulação. Se forem desenvolvidas técnicas para voltar a andar, estes pacientes estão aptos, não necessitando de cirurgias para correção dos pés".
Apesar de oferecer novas possibilidades ao paciente medular, infelizmente a técnica não se aplica a todos os casos.
Contra-indicações
Para realizar o tratamento, o paciente não pode ter problema cardíaco, respiratório e nem sequela de fraturas, pois quando há deformidades associadas em membros inferiores, o paciente não tem como aproveitar a reabilitação para ficar de pé. "Eles precisam ter boas condições clínica e músculo-esquelética. É necessária uma triagem prévia", acrescenta Cíntia.
Algumas condições sociais também afastam alguns pacientes do tratamento, segundo Cíntia. "Não são todos que têm condições de vir semanalmente para seguir o tratamento corretamente. Muitos abandonam o tratamento porque não apresentam disponibilidade para alguém acompanhá-los.
Eletroestimulação
A eletroestimulação, segundo a cirurgiã, consiste no estímulo do nervo, o que possibilita que pacientes que não tenham uma lesão completa dos nervos possam voltar a andar, como foi o caso dos dois pacientes do ambulatório. As atividades realizadas duas vezes por semana fazem com que a pessoa diminua as contraturas musculares dos pés.
De forma mais didática, ela acrescenta que um estimulador principal faz conexões dos músculos quadrícepes e tibial anterior, estimulando os pacientes a iniciarem alguns movimentos de passos. Segundo a cirurgiã, os pacientes paraplégicos usam andador e os tetraplégicos, suporte de suspensão para poderem fazer a locomoção com esteira.
Poucos são os ambulatórios de reabilitação no Brasil e, segundo Cíntia, entre esses, poucos utilizam a eletroestimulação como tratamento. O tratamento deve ser contínuo para que nos primeiros meses os pacientes apresentem só o estímulo e depois de seis meses comecem a ficar de pé, segundo a cirurgiã.
O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar composta de fisioterapeutas, psicólogos e urologistas, pois muitos pacientes, segundo Cíntia, usam sonda permanentemente.
Jornal da Unicamp
Chineses criam vacas que produzem leite materno humano
Cientistas de uma universidade chinesa modificaram geneticamente embriões de bezerros para que os animais fossem capazes de produzir a proteína lisozima, encontrada no leite materno humano.
Os pesquisadores – coordenados por Bin Yang, do laboratório de agrobiotecnologia da Universidade Agrícola da China – criaram os embriões até a fase adulta e checaram a qualidade do leite de quatro vacas que participaram do estudo.
Os resultados mostraram que, além da gordura, proteínas e lactose, a lisozima produzida pelas vacas transgênicas era idêntica à encontrada no leite humano.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo site LiveScience.com e publicada na edição de 16 de março do jornal “PloS One”, salienta que o desenvolvimento de uma fonte alternativa de lisozima poderia beneficiar a saúde infantil, suprindo casos em que a mãe não pode amamentar.
A lisozima é uma substância abundante no leite materno e age sobre algumas bactérias, protegendo os bebês contra infecções.
(Fonte: Folha.com)
Os pesquisadores – coordenados por Bin Yang, do laboratório de agrobiotecnologia da Universidade Agrícola da China – criaram os embriões até a fase adulta e checaram a qualidade do leite de quatro vacas que participaram do estudo.
Os resultados mostraram que, além da gordura, proteínas e lactose, a lisozima produzida pelas vacas transgênicas era idêntica à encontrada no leite humano.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo site LiveScience.com e publicada na edição de 16 de março do jornal “PloS One”, salienta que o desenvolvimento de uma fonte alternativa de lisozima poderia beneficiar a saúde infantil, suprindo casos em que a mãe não pode amamentar.
A lisozima é uma substância abundante no leite materno e age sobre algumas bactérias, protegendo os bebês contra infecções.
(Fonte: Folha.com)
Conheça causas e tratamentos contra a caspa
A dermatite seborreica é uma condição bastante comum, que faz com que a pele fique aparentemente mais oleosa, com escamas e descamada. Geralmente, ela afeta o couro cabeludo: nos adultos e adolescentes é conhecida como caspa e nos bebês é chamada de crosta láctea. Mas, este distúrbio também pode afetar a pele de outras partes do corpo, tais como rosto e peito, pernas e virilha.
Esse distúrbio pode ser transmitido de pai para filho, mas estresse, fadiga, situações de clima extremo, pele oleosa, falta de higiene, uso de loções que contêm álcool, obesidade, além de outros transtornos da pele (como acne) podem incrementar o risco de incidência. De acordo com a dermatologista Mei Zoo Chen, a causa da dermatite seborreica ainda é desconhecida e pode ser diferente nos lactantes e nos adultos. Mas está sempre relacionada ao aumento da secreção sebácea pelo couro cabeludo, seja por predisposição familiar ou por estímulo hormonal, uma vez que o transtorno aparece na infância e desaparece antes da puberdade. "A caspa pode ainda ser agravada pela colonização por fungos e bactérias", afirma a médica.
Incidência
A dermatite seborreica pode ocorrer em muitas áreas diferentes do corpo e, de maneira geral, se forma onde a pele costuma ser mais oleosa: couro cabeludo, sobrancelhas, cílios, parte posterior das orelhas, ouvido externo e outras dobras da pele.
Algumas enfermidades favorecem e agravam o quadro de dermatite seborreica, como doença de Parkinson, diabetes e obesidade. "Além disso, a tensão emocional (ansiedade e estresse) também pode desencadear e agravar esse quadro", lembra Chen. Portanto. Esqueça a ideia de que só tem caspa quem é sujo, descuidado ou doente. Qualquer pessoa pode, por algum período de vida, sofrer com essa disfunção das glândulas sebáceas.
Nos bebês é uma infecção inofensiva e temporal. Aparece no couro cabeludo da criança em forma de escamas cafés ou amarelas, grossas e crostosas. Também podem se formar escamas similares nas pálpebras, ouvidos, ao redor do nariz e na virilha. Assim, como a caspa, a crosta láctea não é contagiosa, nem causada por falta de higiene.
Tratamento
Existem vários produtos disponíveis no mercado para o tratamento da dermatite seborreica. "Para formas leves da patologia, o xampu anticaspa comercial (vendido em supermercados) funciona bem e pode ser utilizado todo dia até obter melhora. Depois, pode-se espaçar o uso para dias alternados ou até uma vez por semana, para manutenção", afirma a dermatologista.
Para casos mais graves, inclusive com coceira e vermelhidão, é melhor usar os xampus medicamentosos, que exigem receita médica indicada por um especialista. Entretanto, segundo Chen, não é possível ficar livre para sempre de dermatite seborreica, ainda mais no dia a dia estressante e poluído das grandes cidades. Mas é possível ter períodos de remissão com o tratamento adequado, completa.
Para aplicar o xampu, espalhe pelo couro cabeludo dividido em pequenas seções, por áreas pequenas, pouco a pouco, sempre massageando a pele. É recomedável esfregar as áreas afetadas durante, pelo menos, cinco minutos antes de enxaguar completamente. Isso dará tempo necessário para o produto atuar.
http://www.minhavida.com.br
Esse distúrbio pode ser transmitido de pai para filho, mas estresse, fadiga, situações de clima extremo, pele oleosa, falta de higiene, uso de loções que contêm álcool, obesidade, além de outros transtornos da pele (como acne) podem incrementar o risco de incidência. De acordo com a dermatologista Mei Zoo Chen, a causa da dermatite seborreica ainda é desconhecida e pode ser diferente nos lactantes e nos adultos. Mas está sempre relacionada ao aumento da secreção sebácea pelo couro cabeludo, seja por predisposição familiar ou por estímulo hormonal, uma vez que o transtorno aparece na infância e desaparece antes da puberdade. "A caspa pode ainda ser agravada pela colonização por fungos e bactérias", afirma a médica.
Incidência
A dermatite seborreica pode ocorrer em muitas áreas diferentes do corpo e, de maneira geral, se forma onde a pele costuma ser mais oleosa: couro cabeludo, sobrancelhas, cílios, parte posterior das orelhas, ouvido externo e outras dobras da pele.
Algumas enfermidades favorecem e agravam o quadro de dermatite seborreica, como doença de Parkinson, diabetes e obesidade. "Além disso, a tensão emocional (ansiedade e estresse) também pode desencadear e agravar esse quadro", lembra Chen. Portanto. Esqueça a ideia de que só tem caspa quem é sujo, descuidado ou doente. Qualquer pessoa pode, por algum período de vida, sofrer com essa disfunção das glândulas sebáceas.
Nos bebês é uma infecção inofensiva e temporal. Aparece no couro cabeludo da criança em forma de escamas cafés ou amarelas, grossas e crostosas. Também podem se formar escamas similares nas pálpebras, ouvidos, ao redor do nariz e na virilha. Assim, como a caspa, a crosta láctea não é contagiosa, nem causada por falta de higiene.
Tratamento
Existem vários produtos disponíveis no mercado para o tratamento da dermatite seborreica. "Para formas leves da patologia, o xampu anticaspa comercial (vendido em supermercados) funciona bem e pode ser utilizado todo dia até obter melhora. Depois, pode-se espaçar o uso para dias alternados ou até uma vez por semana, para manutenção", afirma a dermatologista.
Para casos mais graves, inclusive com coceira e vermelhidão, é melhor usar os xampus medicamentosos, que exigem receita médica indicada por um especialista. Entretanto, segundo Chen, não é possível ficar livre para sempre de dermatite seborreica, ainda mais no dia a dia estressante e poluído das grandes cidades. Mas é possível ter períodos de remissão com o tratamento adequado, completa.
Para aplicar o xampu, espalhe pelo couro cabeludo dividido em pequenas seções, por áreas pequenas, pouco a pouco, sempre massageando a pele. É recomedável esfregar as áreas afetadas durante, pelo menos, cinco minutos antes de enxaguar completamente. Isso dará tempo necessário para o produto atuar.
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IBAMA/RS propõe rastreabilidade ambiental para indústria do tabaco
A indústria fumageira do sul do país deverá implementar um sistema de rastreabilidade ambiental na sua cadeia produtiva, comprovando que as plantações de fumo não utilizam áreas de mata nativa no cultivo e secagem de fumo. A cadeia produtiva do fumo envolve 730 municípios nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A proposta foi apresentada pela Superintendência do IBAMA/RS aos representantes da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA) e do Sindicato da Indústria do Tabaco da Região Sul (SindiTabaco), em reunião realizada no dia 08/02, em Porto Alegre. A primeira das sete reuniões previstaa para o Grupo de Trabalho do Tabaco, com representantes da indústria, sindicato e IBAMA, para detalhar como será feita a implantação da rastreabilidade ambiental foi realizada na sede da Superintendência do IBAMA/RS em Porto Alegre, no dia 15 março.
A medida visa evitar ações de desmatamento como as comprovadas pelo escritório regional do IBAMA de Santa Maria (em ações de fiscalização e sobrevôos realizados em novembro de 2010) em áreas localizadas nos municípios de Segredo, Arroio do Tigre e Ibarama, onde foram constatados desmatamentos na Floresta Estacional Decidual, vegetação natural típica do Bioma Mata Atlântica gaúcho, protegido por lei federal. Inclusive espécies protegidas, como o Pinheiro-brasileiro (/Araucaria angustifolia/) e a Corticeira-da-Serra (/Erythrina falcata/) foram abatidas e transformadas em lenha, utilizada pelos fumicultores para a secagem do fumo nas estufas. Foram lavrados 21 Autos de infração totalizando R$ 362.820,00 em multas aplicadas; embargados 19 hectares de áreas desmatadas e apreendidos mil metros cúbicos de lenha de mata nativos, que seriam transportados até as estufas além de caminhões, tratores e outros equipamentos.
Proposta para o bioma Mata Atlântica e Cadeia Produtiva do Tabaco
A proposta de rastreabilidade ambiental do fumo apresentada pela Superintendência do IBAMA/RS poderá ser implementada utilizando como base um programa já existente de controle dos níveis de agrotóxicos pela indústria do fumo, uma exigência para a comercialização do produto no exterior. Dessa forma, o Sindicato e as empresas envolvidas, poderão inserir a rastreabilidade do produto no seu local de seu cultivo, verificando a produção da cultura e sua vinculação a eventuais desmatamentos ilegais.
Fiscalização
O reforço na fiscalização das áreas embargadas foi realizado segundo o chefe do escritório Regional do IBAMA em Santa Maria, Tarso Isaía, depois que eles receberam denúncias (no primeiro semestre de 2010) sobre ocorrências de desmatamentos na região da Serra Geral. Em especial nos municípios de Ibarama, Sobradinho, Arroio do Tigre, Segredo, Passa-Sete, Herveiras e Sinimbú, municípios do Vale do Rio Pardo (tradicionalmente conhecido pela intensa atividade relacionada ao cultivo, beneficiamento e industrialização do fumo).
Depois de sobrevoar as áreas em ações de fiscalização por terra os agentes
do IBAMA constaram desmatamentos a corte raso, com as áreas de vegetação natural convertidas diretamente em lavouras de fumo.Os desmatamentos abrangiam matas nativas primárias, e em menor proporção vegetação secundária em avançado estágio de regeneração.
Segundo os fiscais, os desmatamentos eram praticados há cerca de dois anos em sua maioria, em áreas de vegetação natural, convertidas diretamente em lavouras de fumo e atingiam matas nativas primárias, e em menor proporção, vegetação secundária em avançado estágio de regeneração. Muitas das lavouras de fumo embargadas estavam implantadas entre os troncos e lenhas de vegetação, que sequer foram retirados do local.
Bioma Mata Atlântica
Em maio de 2010 foram divulgados os dados parciais do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (período 2008-2010) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e Fundação SOS Mata Atlântica, demonstrando que pelo menos 20.867 hectares da cobertura florestal nativa do Bioma Mata Atlântica, em diferentes unidades da Federação, foram suprimidos naquele período. O Rio Grande do Sul aparece na 4ª posição entre os maiores desmatadores (atrás de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o Atlas, de 2008 até maio de 2010 desapareceram 1.897 hectares de cobertura florestal nativa da porção gaúcha do Bioma Mata Atlântica, quase 10% de todo o desmatamento ocorrido no país (para se ter uma idéia da extensão, pode-se calcular um campo de futebol por hectare suprimido).
O Rio Grande do Sul, que originalmente possuía 48,5% de seu território coberto por vegetação natural integrante do Bioma (cerca de 13.759.380 hectares), em 2008 contava com apenas 1.005.625 hectares, área reduzida para 1.003.728 hectares ao início do ano de 2010. Ainda segundo os dados, a taxa de desmatamento anual do Estado, que no período de 2005 a 2008 significava 1.039 hectares/ano, cresceu quase 83% entre 2008 e os primeiros meses de 2010: passou para 1.897 hectares/ano. Da área originalmente ocupada pelo Bioma Mata Atlântica restavam, no primeiro semestre de 2010, apenas 7,31%. O Bioma Mata Atlântica do bioma brasileiro com menor porcentagem de cobertura vegetal natural. Apesar disso, a Mata Atlântica ainda possui uma importante parcela da diversidade biológica do país, com várias espécies endêmicas (mais de 20.000 espécies de plantas, 261 espécies de mamíferos, 688 espécies de pássaros e os seus recursos hídricos abastecem população que ultrapassa 120 milhões de brasileiros).
Fonte: IBAMA/RS
A proposta foi apresentada pela Superintendência do IBAMA/RS aos representantes da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA) e do Sindicato da Indústria do Tabaco da Região Sul (SindiTabaco), em reunião realizada no dia 08/02, em Porto Alegre. A primeira das sete reuniões previstaa para o Grupo de Trabalho do Tabaco, com representantes da indústria, sindicato e IBAMA, para detalhar como será feita a implantação da rastreabilidade ambiental foi realizada na sede da Superintendência do IBAMA/RS em Porto Alegre, no dia 15 março.
A medida visa evitar ações de desmatamento como as comprovadas pelo escritório regional do IBAMA de Santa Maria (em ações de fiscalização e sobrevôos realizados em novembro de 2010) em áreas localizadas nos municípios de Segredo, Arroio do Tigre e Ibarama, onde foram constatados desmatamentos na Floresta Estacional Decidual, vegetação natural típica do Bioma Mata Atlântica gaúcho, protegido por lei federal. Inclusive espécies protegidas, como o Pinheiro-brasileiro (/Araucaria angustifolia/) e a Corticeira-da-Serra (/Erythrina falcata/) foram abatidas e transformadas em lenha, utilizada pelos fumicultores para a secagem do fumo nas estufas. Foram lavrados 21 Autos de infração totalizando R$ 362.820,00 em multas aplicadas; embargados 19 hectares de áreas desmatadas e apreendidos mil metros cúbicos de lenha de mata nativos, que seriam transportados até as estufas além de caminhões, tratores e outros equipamentos.
Proposta para o bioma Mata Atlântica e Cadeia Produtiva do Tabaco
A proposta de rastreabilidade ambiental do fumo apresentada pela Superintendência do IBAMA/RS poderá ser implementada utilizando como base um programa já existente de controle dos níveis de agrotóxicos pela indústria do fumo, uma exigência para a comercialização do produto no exterior. Dessa forma, o Sindicato e as empresas envolvidas, poderão inserir a rastreabilidade do produto no seu local de seu cultivo, verificando a produção da cultura e sua vinculação a eventuais desmatamentos ilegais.
Fiscalização
O reforço na fiscalização das áreas embargadas foi realizado segundo o chefe do escritório Regional do IBAMA em Santa Maria, Tarso Isaía, depois que eles receberam denúncias (no primeiro semestre de 2010) sobre ocorrências de desmatamentos na região da Serra Geral. Em especial nos municípios de Ibarama, Sobradinho, Arroio do Tigre, Segredo, Passa-Sete, Herveiras e Sinimbú, municípios do Vale do Rio Pardo (tradicionalmente conhecido pela intensa atividade relacionada ao cultivo, beneficiamento e industrialização do fumo).
Depois de sobrevoar as áreas em ações de fiscalização por terra os agentes
do IBAMA constaram desmatamentos a corte raso, com as áreas de vegetação natural convertidas diretamente em lavouras de fumo.Os desmatamentos abrangiam matas nativas primárias, e em menor proporção vegetação secundária em avançado estágio de regeneração.
Segundo os fiscais, os desmatamentos eram praticados há cerca de dois anos em sua maioria, em áreas de vegetação natural, convertidas diretamente em lavouras de fumo e atingiam matas nativas primárias, e em menor proporção, vegetação secundária em avançado estágio de regeneração. Muitas das lavouras de fumo embargadas estavam implantadas entre os troncos e lenhas de vegetação, que sequer foram retirados do local.
Bioma Mata Atlântica
Em maio de 2010 foram divulgados os dados parciais do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (período 2008-2010) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais-INPE e Fundação SOS Mata Atlântica, demonstrando que pelo menos 20.867 hectares da cobertura florestal nativa do Bioma Mata Atlântica, em diferentes unidades da Federação, foram suprimidos naquele período. O Rio Grande do Sul aparece na 4ª posição entre os maiores desmatadores (atrás de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o Atlas, de 2008 até maio de 2010 desapareceram 1.897 hectares de cobertura florestal nativa da porção gaúcha do Bioma Mata Atlântica, quase 10% de todo o desmatamento ocorrido no país (para se ter uma idéia da extensão, pode-se calcular um campo de futebol por hectare suprimido).
O Rio Grande do Sul, que originalmente possuía 48,5% de seu território coberto por vegetação natural integrante do Bioma (cerca de 13.759.380 hectares), em 2008 contava com apenas 1.005.625 hectares, área reduzida para 1.003.728 hectares ao início do ano de 2010. Ainda segundo os dados, a taxa de desmatamento anual do Estado, que no período de 2005 a 2008 significava 1.039 hectares/ano, cresceu quase 83% entre 2008 e os primeiros meses de 2010: passou para 1.897 hectares/ano. Da área originalmente ocupada pelo Bioma Mata Atlântica restavam, no primeiro semestre de 2010, apenas 7,31%. O Bioma Mata Atlântica do bioma brasileiro com menor porcentagem de cobertura vegetal natural. Apesar disso, a Mata Atlântica ainda possui uma importante parcela da diversidade biológica do país, com várias espécies endêmicas (mais de 20.000 espécies de plantas, 261 espécies de mamíferos, 688 espécies de pássaros e os seus recursos hídricos abastecem população que ultrapassa 120 milhões de brasileiros).
Fonte: IBAMA/RS
Pesquisa avalia conhecimento de brasileiros sobre energia solar
Um conjunto de pesquisas sobre energia solar divulgados nesta segunda-feira (05) pelo Instituto Ideal e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, GIZ no Brasil, mostra que o sol como fonte de energia é uma ideia valorizada e bem vista entre os brasileiros, independentemente do nível de conhecimento técnico sobre o tema.
Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações.
“O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores.
Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos.
Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética.
“O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo.
Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração fotovoltaica, seja entre a população em geral quanto entre gestores, o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética.
Geração elétrica ou aquecimento de água?
A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar, que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem).
No Brasil, projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp, ou 0,0001% da geração elétrica do país. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte, como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul, chamado projeto Megawatt Solar, que terá um potencial de 1MWp.
Gestores empresariais apostam na ideia
Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa, a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas, em particular a solar, mesmo que isto represente custos para a empresa. Isto porque, na opinião deles, tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo.
Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo, porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo, os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano.
Dentre os gestores, 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética. Dentre eles, a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética.
O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia, porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais, de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica.
Por esta razão, a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e, assim, levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país.
As duas pesquisas estão disponíveis para download em http://www.americadosol.org/estudos/
Autor: Paula Scheidt - Fonte: Instituto Ideal
Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações.
“O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores.
Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos.
Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética.
“O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo.
Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração fotovoltaica, seja entre a população em geral quanto entre gestores, o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética.
Geração elétrica ou aquecimento de água?
A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar, que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem).
No Brasil, projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp, ou 0,0001% da geração elétrica do país. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte, como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul, chamado projeto Megawatt Solar, que terá um potencial de 1MWp.
Gestores empresariais apostam na ideia
Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa, a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas, em particular a solar, mesmo que isto represente custos para a empresa. Isto porque, na opinião deles, tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo.
Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo, porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo, os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano.
Dentre os gestores, 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética. Dentre eles, a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética.
O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia, porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais, de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica.
Por esta razão, a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e, assim, levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país.
As duas pesquisas estão disponíveis para download em http://www.americadosol.org/estudos/
Autor: Paula Scheidt - Fonte: Instituto Ideal
Pesquisa avalia conhecimento de brasileiros sobre energia solar
Um conjunto de pesquisas sobre energia solar divulgados nesta segunda-feira (05) pelo Instituto Ideal e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento, GIZ no Brasil, mostra que o sol como fonte de energia é uma ideia valorizada e bem vista entre os brasileiros, independentemente do nível de conhecimento técnico sobre o tema.
Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações.
“O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores.
Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos.
Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética.
“O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo.
Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração fotovoltaica, seja entre a população em geral quanto entre gestores, o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética.
Geração elétrica ou aquecimento de água?
A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar, que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem).
No Brasil, projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp, ou 0,0001% da geração elétrica do país. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte, como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul, chamado projeto Megawatt Solar, que terá um potencial de 1MWp.
Gestores empresariais apostam na ideia
Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa, a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas, em particular a solar, mesmo que isto represente custos para a empresa. Isto porque, na opinião deles, tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo.
Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo, porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo, os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano.
Dentre os gestores, 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética. Dentre eles, a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética.
O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia, porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais, de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica.
Por esta razão, a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e, assim, levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país.
As duas pesquisas estão disponíveis para download em http://www.americadosol.org/estudos/
Autor: Paula Scheidt - Fonte: Instituto Ideal
Os estudos de mercado, um com consumidores e outro com gestores empresariais, foram realizados com o objetivo de avaliar a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações.
“O selo solar não é o que agrega valor a empresa, mas é a forma pela qual a empresa apresenta uma escolha reconhecida pela sociedade, cada vez mais, como importante. Esta escolha sim é o que agrega valor e torna a empresa importante e admirável”, aponta a pesquisa com os consumidores.
Esta pesquisa, do tipo qualitativa, foi realizada com dois grupos de discussão, cada um composto por 8 indivíduos de ambos os sexos (homens e mulheres), engajados e interessados no tema da responsabilidade socioambiental corporativa, com idades entre 24 e 62 anos.
Além de apontarem que um selo solar seria um meio importante e eficaz de comprovação de uso da energia alternativa, as pesquisas conduzidas pelo Instituto Market Analysis também serviram para verificar qual o entendimento dos brasileiros sobre esta opção energética.
“O uso da energia solar aumenta a credibilidade da empresa perante o consumidor e isto pode resultar na premiação da empresa por parte deste consumidor, ou seja, na compra do produto ou serviço da empresa ou na propaganda boca a boca positiva da mesma”, afirma o estudo.
Contudo, as empresas precisarão também investir em educação, já que as pesquisas apontaram que ainda existe muita desinformação sobre a geração fotovoltaica, seja entre a população em geral quanto entre gestores, o que acaba gerando mitos e barreiras a esta opção energética.
Geração elétrica ou aquecimento de água?
A principal confusão identificada é entre geração elétrica e aquecimento solar, que vem acompanhando da falsa idéia de os coletores solares que hoje já começam a ganhar mais espaço nos telhados residenciais do país estariam gerando eletricidade e não aquecimento de água (função que eles de fato exercem).
No Brasil, projetos de geração fotovoltaica conectados a rede existem apenas em pequenos projetos ligados a centros de pesquisas e somam menos de 200 kWp, ou 0,0001% da geração elétrica do país. Somente neste ano devem ser instalados projetos de maior porte, como a usina no edifício sede da Eletrobras Eletrosul, chamado projeto Megawatt Solar, que terá um potencial de 1MWp.
Gestores empresariais apostam na ideia
Entre os 68 gestores de empresas entrevistados na pesquisa quantitativa, a maior surpresa foi a disposição em investir em energias alternativas, em particular a solar, mesmo que isto represente custos para a empresa. Isto porque, na opinião deles, tal investimento traria benefícios para a reputação da organização a longo prazo.
Uma das principais barreiras vistas pelas empresas à adoção de geração fotovoltaica vinha sendo o alto custo, porém sendo a tecnologia energética que mais se expande no mundo, os preços de instalação de usinas solares vem caindo substancialmente a cada ano.
Dentre os gestores, 62% deles acreditam que a sua empresa pagaria um preço mais elevado pela energia solar fotovoltaica do que o pago pela atual principal fonte energética. Dentre eles, a metade (49%) acredita que suas empresas pagariam até 10% mais caro pela nova matriz energética.
O consumo de energia fotovoltaica é aprovado especialmente por conta do caráter renovável e pró-ambiental da energia, porém ainda há inseguranças com a ocorrência de problemas operacionais, de suprimento e com a produtividade da energia fotovoltaica.
Por esta razão, a educação também de gestores foi apontada pelo estudo como um ponto importante para serem trabalhados para aumentar a confiança e, assim, levar a adoção de novos projetos de geração fotovoltaica no país.
As duas pesquisas estão disponíveis para download em http://www.americadosol.org/estudos/
Autor: Paula Scheidt - Fonte: Instituto Ideal
Caixa entrega primeiro selo casa azul categoria ouro
A Caixa Econômica Federal entregou, nesta quarta-feira (30), em Joinville (SC), o primeiro selo Casa Azul CAIXA - Nível Ouro para o empreendimento Residencial Bonelli, da Rôgga Construtora e Incorporadora. O Selo, lançado em junho de 2010, é o primeiro sistema de classificação da sustentabilidade de projetos, ofertado no Brasil, desenvolvido para a realidade da construção habitacional brasileira. “Ao conceder o Selo, a Caixa reconhece, publicamente, as medidas adotadas na concepção do projeto de um empreendimento habitacional mais sustentável, e que contribui para melhorar a relação do indivíduo com o meio ambiente em que vive”, afirma o gerente nacional de Meio Ambiente da Caixa, Jean Benevides.
O Residencial Bonelli contempla 32 critérios da metodologia de avaliação da sustentabilidade. Localizado em Joinville, possui 45 unidades habitacionais e conta com bicicletário, local para coleta e armazenamento de materiais recicláveis, áreas de lazer e áreas verdes, sistemas economizadores de água e energia, e processos para a redução e controle da qualidade dos materiais construtivos. Além disso, o local do empreendimento não apresenta riscos à saúde do morador e o projeto é inserido em malha urbana, com serviços essenciais próximos, podendo o morador acessar, à pé, áreas de lazer, comércio e outros.
O projeto atendeu aos requisitos para o desempenho térmico da edificação, considerando o clima do local, e prevê a flexibilidade com opções de apartamentos variados, adequados às necessidades dos usuários, iluminação e ventilação natural de banheiros e adequação às condições físicas do terreno.
O projeto vai realizar a educação ambiental dos empregados, capacitação para a gestão dos resíduos de construção e demolição (RCD), e a orientação aos moradores, para garantir o bom uso dos componentes e equipamentos previstos.
Ao criar o Selo Casa Azul, a Caixa pretendeu incentivar o uso racional de recursos naturais na construção de empreendimentos habitacionais, reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as despesas mensais de seus usuários, bem como promover a conscientização, de empreendedores e moradores, sobre as vantagens das construções sustentáveis.
O Selo se aplica a todos os tipos de projetos de empreendimentos habitacionais, propostos à CAIXA para financiamento, ou nos programas de repasse. Empresas construtoras, poder público, empresas públicas de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais podem se candidatar a receber o Selo.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=727208
O Residencial Bonelli contempla 32 critérios da metodologia de avaliação da sustentabilidade. Localizado em Joinville, possui 45 unidades habitacionais e conta com bicicletário, local para coleta e armazenamento de materiais recicláveis, áreas de lazer e áreas verdes, sistemas economizadores de água e energia, e processos para a redução e controle da qualidade dos materiais construtivos. Além disso, o local do empreendimento não apresenta riscos à saúde do morador e o projeto é inserido em malha urbana, com serviços essenciais próximos, podendo o morador acessar, à pé, áreas de lazer, comércio e outros.
O projeto atendeu aos requisitos para o desempenho térmico da edificação, considerando o clima do local, e prevê a flexibilidade com opções de apartamentos variados, adequados às necessidades dos usuários, iluminação e ventilação natural de banheiros e adequação às condições físicas do terreno.
O projeto vai realizar a educação ambiental dos empregados, capacitação para a gestão dos resíduos de construção e demolição (RCD), e a orientação aos moradores, para garantir o bom uso dos componentes e equipamentos previstos.
Ao criar o Selo Casa Azul, a Caixa pretendeu incentivar o uso racional de recursos naturais na construção de empreendimentos habitacionais, reduzir o custo de manutenção dos edifícios e as despesas mensais de seus usuários, bem como promover a conscientização, de empreendedores e moradores, sobre as vantagens das construções sustentáveis.
O Selo se aplica a todos os tipos de projetos de empreendimentos habitacionais, propostos à CAIXA para financiamento, ou nos programas de repasse. Empresas construtoras, poder público, empresas públicas de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais podem se candidatar a receber o Selo.
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/?id=727208
Coleta e destinação de pneus atinge mais de 310 mil toneladas
Volume foi 25% superior em relação a 2009
A indústria pneumática coletou e destinou 311.554 toneladas de pneus inservíveis em 2010, o que representou um volume 25% superior em relação ao ano anterior. O total do ano passado representa 20,23% do montante acumulado desde 1999 (1,54 milhão de toneladas), quando teve início o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que hoje é administrado pela Reciclanip, entidade sem fins lucrativos criada pelas fabricantes de pneus, com o objetivo de fortalecer os esforços de coleta e destinação. A Pirelli, empresa líder do setor, com cinco fábricas instaladas no Brasil, colabora com o financiamento da instituição, que é considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo.
Em 2011 a Pirelli e os demais fabricantes de pneus irão destinar US$ 41 milhões à Reciclanip, quantia 20% maior em relação ao total aplicado no ano passado, e que representa 33% de todo o aporte financeiro acumulado nos últimos 11 anos, que é de US$ 124 milhões. Estes dados apontam o crescimento dos esforços de um setor que praticamente liquidou todo o seu passivo ambiental.
No momento que a sociedade inicia a discussão sobre a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o setor de pneus é um bom exemplo, pois possui um grande know-how em coleta de produtos inservíveis, logística de transporte e destinação ambientalmente correta. No final do mês de fevereiro o governo federal criou o Comitê Orientador de Logística Reversa, formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Fazenda, Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para definir e regulamentar as regras para devolução de produtos usados por parte dos consumidores, primeiramente de seis setores: pneus, pilhas e baterias, embalagens de agrotóxicos, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos.
Atualmente a Reciclanip tem 620 pontos de coleta em todo o País em parceria com prefeituras, que cobrem praticamente todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. O número destes postos também cresceu 32% em 2010. Os pneus inservíveis chegam a esses locais provenientes de diversas origens: das revendas de pneus; das prefeituras; das borracharias; ou da própria população. Muitos consumidores não sabem, mas o ideal é deixar os pneus usados na loja após a troca, para que sejam recolhidos e recebam a destinação ambiental correta. Com a PNRS a devolução do produto velho passará a ser obrigatória.
Do total de pneus inservíveis coletados pela ANIP, 64% é reaproveitado como combustível alternativo para as indústrias de cimento e papel e celulose. Os demais 36% são reutilizados na fabricação de asfalto borracha, solados de sapato, dutos pluviais, pisos industriais e tapetes para automóveis. Todas estas destinações são aprovadas pelo Ibama como ambientalmente adequadas. Porém, as possibilidades de reutilização de pneus inservíveis são bem mais amplas, pois trata-se de material 100% reciclável, por isso novas destinações estão em estudo para ser submetidas à aprovação do órgão governamental.
Com 139 anos de tradição, a Pirelli é uma multinacional italiana consagrada na indústria de pneus, com 20 unidades industriais em 12 países e atividades comerciais em mais de 160 países dos cinco continentes. Na América Latina, possui sete unidades produtivas, cinco delas no Brasil: Gravataí (RS), Campinas, Santo André e Sumaré (SP) e Feira de Santana (BA), além de uma na Argentina (Merlo) e outra na Venezuela (Guacara). A empresa emprega mais de 27 mil pessoas no mundo, sendo cerca de 11 mil na América Latina, das quais mais de nove mil estão nas unidades brasileiras.
A Pirelli Pneus Ltda., no Brasil, conta com uma ampla rede de revendedores oficiais presentes em todo o território nacional, com mais de 600 pontos de venda e cerca de 8.500 profissionais, que são treinados diretamente nas fábricas para oferecer os produtos originais que equipam os veículos das principais montadoras do mercado, além dos importados das principais marcas presentes no mundo.
Em Sumaré, no estado de São Paulo, está localizado o Campo Provas Pneus Pirelli, pioneiro na América Latina, que completou 20 anos em 2008 e compõe um dos mais importantes Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no mundo: o de Santo André. Com perfeita integração, em tempo real, aos demais Centros que a empresa possui na Itália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, a unidade de estudos brasileira está capacitada a desenvolver, receber e aplicar as mais avançadas tecnologias na produção de pneus para uma gama completa de aplicações: caminhões e ônibus; automóveis e camionetas; tratores e máquinas para uso fora de estrada; motocicletas e bicicletas; além de câmaras de ar, protetores, materiais para a reconstrução de pneus e cordas metálicas.
Autor: Edson Gushiken - Fonte: Envolverde
A indústria pneumática coletou e destinou 311.554 toneladas de pneus inservíveis em 2010, o que representou um volume 25% superior em relação ao ano anterior. O total do ano passado representa 20,23% do montante acumulado desde 1999 (1,54 milhão de toneladas), quando teve início o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que hoje é administrado pela Reciclanip, entidade sem fins lucrativos criada pelas fabricantes de pneus, com o objetivo de fortalecer os esforços de coleta e destinação. A Pirelli, empresa líder do setor, com cinco fábricas instaladas no Brasil, colabora com o financiamento da instituição, que é considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo.
Em 2011 a Pirelli e os demais fabricantes de pneus irão destinar US$ 41 milhões à Reciclanip, quantia 20% maior em relação ao total aplicado no ano passado, e que representa 33% de todo o aporte financeiro acumulado nos últimos 11 anos, que é de US$ 124 milhões. Estes dados apontam o crescimento dos esforços de um setor que praticamente liquidou todo o seu passivo ambiental.
No momento que a sociedade inicia a discussão sobre a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o setor de pneus é um bom exemplo, pois possui um grande know-how em coleta de produtos inservíveis, logística de transporte e destinação ambientalmente correta. No final do mês de fevereiro o governo federal criou o Comitê Orientador de Logística Reversa, formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Fazenda, Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para definir e regulamentar as regras para devolução de produtos usados por parte dos consumidores, primeiramente de seis setores: pneus, pilhas e baterias, embalagens de agrotóxicos, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos.
Atualmente a Reciclanip tem 620 pontos de coleta em todo o País em parceria com prefeituras, que cobrem praticamente todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. O número destes postos também cresceu 32% em 2010. Os pneus inservíveis chegam a esses locais provenientes de diversas origens: das revendas de pneus; das prefeituras; das borracharias; ou da própria população. Muitos consumidores não sabem, mas o ideal é deixar os pneus usados na loja após a troca, para que sejam recolhidos e recebam a destinação ambiental correta. Com a PNRS a devolução do produto velho passará a ser obrigatória.
Do total de pneus inservíveis coletados pela ANIP, 64% é reaproveitado como combustível alternativo para as indústrias de cimento e papel e celulose. Os demais 36% são reutilizados na fabricação de asfalto borracha, solados de sapato, dutos pluviais, pisos industriais e tapetes para automóveis. Todas estas destinações são aprovadas pelo Ibama como ambientalmente adequadas. Porém, as possibilidades de reutilização de pneus inservíveis são bem mais amplas, pois trata-se de material 100% reciclável, por isso novas destinações estão em estudo para ser submetidas à aprovação do órgão governamental.
Com 139 anos de tradição, a Pirelli é uma multinacional italiana consagrada na indústria de pneus, com 20 unidades industriais em 12 países e atividades comerciais em mais de 160 países dos cinco continentes. Na América Latina, possui sete unidades produtivas, cinco delas no Brasil: Gravataí (RS), Campinas, Santo André e Sumaré (SP) e Feira de Santana (BA), além de uma na Argentina (Merlo) e outra na Venezuela (Guacara). A empresa emprega mais de 27 mil pessoas no mundo, sendo cerca de 11 mil na América Latina, das quais mais de nove mil estão nas unidades brasileiras.
A Pirelli Pneus Ltda., no Brasil, conta com uma ampla rede de revendedores oficiais presentes em todo o território nacional, com mais de 600 pontos de venda e cerca de 8.500 profissionais, que são treinados diretamente nas fábricas para oferecer os produtos originais que equipam os veículos das principais montadoras do mercado, além dos importados das principais marcas presentes no mundo.
Em Sumaré, no estado de São Paulo, está localizado o Campo Provas Pneus Pirelli, pioneiro na América Latina, que completou 20 anos em 2008 e compõe um dos mais importantes Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa no mundo: o de Santo André. Com perfeita integração, em tempo real, aos demais Centros que a empresa possui na Itália, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido, a unidade de estudos brasileira está capacitada a desenvolver, receber e aplicar as mais avançadas tecnologias na produção de pneus para uma gama completa de aplicações: caminhões e ônibus; automóveis e camionetas; tratores e máquinas para uso fora de estrada; motocicletas e bicicletas; além de câmaras de ar, protetores, materiais para a reconstrução de pneus e cordas metálicas.
Autor: Edson Gushiken - Fonte: Envolverde
Biodiversidade para garantir a saúde
Experiências de agricultores no norte de Minas Gerais mostram que garantia do direito à terra para produzir de forma diversificada e em sintonia com o bioma natural é uma receita eficaz para promover a saúde.
A saúde de uma população não se mede apenas pela quantidade de doenças ou número de vezes que estas pessoas precisam consultar um médico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é um "estado de completo bem-estar físico, mental e social". A oitava Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília, em 1986, avança ainda mais e define que a saúde é a resultante das condições de "alimentação, habitação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde". Para camponeses da região norte de Minas Gerais, a saúde se conquista com o acesso à terra, a produção agrícola diversificada e a preservação do cerrado, que é o bioma típico da região e que eles garantem se tratar de uma "verdadeira farmácia".
Em visita ao assentamento Americana, no município de Grão Mogol, pesquisadores, estudantes e militantes de diversos movimentos sociais puderam ver na prática como as condições de alimentação, acesso à terra, trabalho, meio ambiente, entre outras condicionantes, de fato interferem na saúde. A visita fez parte da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas Gerais, uma das etapas que antecedem o ‘Encontro Nacional Diálogos e Convergências: Agroecologia, Saúde e Justiça Ambiental, Soberania Alimentar e Economia Solidária'.
Em Americana, parte dos assentados desenvolve um tipo de agricultura baseada na agroecologia, sem utilização de agrotóxicos, e aliando a plantação de várias espécies de alimentos com o extrativismo no Cerrado, que resulta em frutos, óleos e outros tipos de produtos alimentícios e com funções medicinais.
Os assentados também estão construindo uma agroindústria com o objetivo de processar mais e melhor os frutos do Cerrado e, consequentemente, alcançar mais condições de comercialização. Planeja-se que da agroindústria saiam óleos, geléias, doces e também que o espaço abrigue um banco de sementes. Quando os moradores do assentamento foram perguntados se a saúde deles estava melhor com esse modelo de produção, eles responderam que sim, pois hoje têm uma vida digna, com alimentação adequada.. "Isso expressa um grande nível de consciência desses trabalhadores de que a saúde faz parte de uma discussão mais ampla sobre vida digna. E a vida digna também significa uma relação de não subordinação aos grandes interesses econômicos que destroem a natureza, exploram e expulsam trabalhadores rurais e populações tradicionais desses territórios. Além disso, significa ter uma relação de respeito e convivência com a natureza, com um aproveitamento dos recursos que ela oferecem, de forma harmônica entre a saúde dos ecossistemas e a saúde das pessoas", analisa o pesquisador da Fiocruz e da Rede Brasileira da Justiça Ambiental Marcelo Firpo, presente à oficina
Um médico visita o assentamento Americana uma vez por mês, mas os moradores se orgulham de não precisarem procurá-lo. Firpo ressalta, no entanto, que eles têm consciência de que para problemas mais graves será preciso recorrer aos hospitais ou postos de saúde e que esses serviços precisam ser melhorados. Marcelo ressalta como as experiências em Americana - tanto de consumo e produção de uma alimentação saudável, quanto de organização dos trabalhadores - resultam em uma boa condição de saúde. "O fato de não trabalharem com agrotóxicos, de se alimentarem com alimentos de grande qualidade e acima de tudo terem um sentido de vida que dá a essa comunidade uma completude do ponto de vista da ação política, da existência, do resgate da continuidade da cultura dessas populações, dá um sentido de vida que fortalece essas comunidades e permite que elas tenham uma compreensão de saúde ampliada", afirma.
"Vivemos numa farmácia natural"
O óleo de rufão, um fruta típica do Cerrado, é eficaz contra dores no estômago, gastrite e reumatismo; o chá de unha danta é um bom remédio para ajudar a digerir; e a carqueja é diurética, além de ajudar a combater problemas no fígado. Quem conta as propriedades medicinais das plantas é João Altino, morador do assentamento Americana. Não é difícil encontrar na região os chamados "raizeiros", pessoas com vasto conhecimento sobre as potencialidades medicinais da flora típica do Cerrado. "Muitos declararam que no Cerrado eles não passam fome, a cada estação surgem novos frutos, mas isso é parte de um conhecimento ancestral. Esse também é mais um lugar do conceito ampliado de saúde , pois a saúde também está determinada pelo grau de cultura e conhecimento que a pessoa tem do seu território", comenta o professor do departamento de saúde coletiva da Universidade de Brasília (Unb) e do GT Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), Fernando Carneiro.
Marcelo completa que a utilização de fármacos naturais pelos geraizeiros , combinada ao consumo de alimentos saudáveis, e à atuação política que dá sentido a essas comunidades, provoca vitalidade e promove a saúde das populações. Ele acredita que a prática agroecológica é central neste processo. "O projeto da agroecologia não somente se refere à não utilização dos agrotóxicos, à maximização dos recursos dos ecossistemas, às formas de combinar e maximizar a rotatividade de produtos adequados e naturais aos ecossistemas, ou que neles possam se reproduzir de forma mais harmônica, mas também está relacionada a essa ideia de autonomia, de organização social, que veja também a própria produção agrícola no processo de democratização e justiça da sociedade. Então, não é possível falar de agroecologia dissociada de um projeto de sociedade democrático", reforça.
Modelo de desenvolvimento
Na comunidade de Vereda Funda, próxima ao município de Rio Pardo de Minas, também visitada pelos participantes da oficina, os moradores conseguiram retomar a terra que o governo estadual havia cedido a empresas para plantação de eucalipto. Os estragos da monocultura da espécie, plantada em quase todo o território, foram logo notados pelos agricultores que, após várias mobilizações, conseguiram reaver a terra que era deles há muitas gerações. Agora, os moradores de Verenda Funda estão em outra batalha - pela regeneração do Cerrado, o bioma nativo do local.
Para Fernando Carneiro, as duas experiências - a de Americana e de Vereda Funda - mostram a relação de saúde com o desenvolvimento. "Muitas vezes a agenda da saúde é muito voltada para questões muito setoriais, ligadas à questão direta da doença, e não priorizamos questões que são estruturais e determinantes para as populações. O que pudemos perceber nesses dias é que o modelo concentrador de terras e que nega a história dessas comunidades não só destruiu o ambiente, secou nascentes e afetou a dinâmica do ecossistema, como fez com que essas pessoas perdessem as perspectivas de pensar no próprio território, e um exemplo disso é que muitas pessoas migraram", observa.
Marcelo lembra ainda que, no caso da comunidade Vereda Funda, houve também uma utilização intensa de agrotóxicos, cujos prejuízos para a saúde da população ainda não estão mensurados, até pelo fato de a monocultura do eucalipto ainda cercar a comunidade. "A cinco quilômetros da comunidade é possível encontrar plantios de eucalipto da empresa Gerdau, e os impactos dos últimos 30 anos do uso de agrotóxicos nesses eucaliptais sobre os ecossistemas e a vida das pessoas, principalmente as que aplicaram[os agrotóxicos], permanece uma incógnita", alerta.
Conferência Nacional de Saúde
Para Fernando, o tema do modelo de desenvolvimento para o país, e, consequentemente para a agricultura, precisa ser discutido sempre que se pensar em saúde. Ele lembra que 2011 é ano de Conferência Nacional e que este debate precisa acontecer. "A saúde não pode se furtar a debater que projeto de país nós queremos. Não podemos ter a saúde apenas para atender e contar os mortos e lesionados pelo processo de desenvolvimento, como no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e outros. A saúde tem que ser componente estratégico para pensarmos projetos que gerem vida e não morte. Então, a perspectiva é a de que não se pode ficar apenas no discurso da atenção, embora ele também seja fundamental. Se não ficaremos enxugando gelo em vez de atuar nas verdadeiras causas do processo", alerta.
EPSJV-Fiocruz/EcoAgência
Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
A saúde de uma população não se mede apenas pela quantidade de doenças ou número de vezes que estas pessoas precisam consultar um médico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a saúde é um "estado de completo bem-estar físico, mental e social". A oitava Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília, em 1986, avança ainda mais e define que a saúde é a resultante das condições de "alimentação, habitação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde". Para camponeses da região norte de Minas Gerais, a saúde se conquista com o acesso à terra, a produção agrícola diversificada e a preservação do cerrado, que é o bioma típico da região e que eles garantem se tratar de uma "verdadeira farmácia".
Em visita ao assentamento Americana, no município de Grão Mogol, pesquisadores, estudantes e militantes de diversos movimentos sociais puderam ver na prática como as condições de alimentação, acesso à terra, trabalho, meio ambiente, entre outras condicionantes, de fato interferem na saúde. A visita fez parte da Oficina Territorial de Diálogos e Convergências do Norte de Minas Gerais, uma das etapas que antecedem o ‘Encontro Nacional Diálogos e Convergências: Agroecologia, Saúde e Justiça Ambiental, Soberania Alimentar e Economia Solidária'.
Em Americana, parte dos assentados desenvolve um tipo de agricultura baseada na agroecologia, sem utilização de agrotóxicos, e aliando a plantação de várias espécies de alimentos com o extrativismo no Cerrado, que resulta em frutos, óleos e outros tipos de produtos alimentícios e com funções medicinais.
Os assentados também estão construindo uma agroindústria com o objetivo de processar mais e melhor os frutos do Cerrado e, consequentemente, alcançar mais condições de comercialização. Planeja-se que da agroindústria saiam óleos, geléias, doces e também que o espaço abrigue um banco de sementes. Quando os moradores do assentamento foram perguntados se a saúde deles estava melhor com esse modelo de produção, eles responderam que sim, pois hoje têm uma vida digna, com alimentação adequada.. "Isso expressa um grande nível de consciência desses trabalhadores de que a saúde faz parte de uma discussão mais ampla sobre vida digna. E a vida digna também significa uma relação de não subordinação aos grandes interesses econômicos que destroem a natureza, exploram e expulsam trabalhadores rurais e populações tradicionais desses territórios. Além disso, significa ter uma relação de respeito e convivência com a natureza, com um aproveitamento dos recursos que ela oferecem, de forma harmônica entre a saúde dos ecossistemas e a saúde das pessoas", analisa o pesquisador da Fiocruz e da Rede Brasileira da Justiça Ambiental Marcelo Firpo, presente à oficina
Um médico visita o assentamento Americana uma vez por mês, mas os moradores se orgulham de não precisarem procurá-lo. Firpo ressalta, no entanto, que eles têm consciência de que para problemas mais graves será preciso recorrer aos hospitais ou postos de saúde e que esses serviços precisam ser melhorados. Marcelo ressalta como as experiências em Americana - tanto de consumo e produção de uma alimentação saudável, quanto de organização dos trabalhadores - resultam em uma boa condição de saúde. "O fato de não trabalharem com agrotóxicos, de se alimentarem com alimentos de grande qualidade e acima de tudo terem um sentido de vida que dá a essa comunidade uma completude do ponto de vista da ação política, da existência, do resgate da continuidade da cultura dessas populações, dá um sentido de vida que fortalece essas comunidades e permite que elas tenham uma compreensão de saúde ampliada", afirma.
"Vivemos numa farmácia natural"
O óleo de rufão, um fruta típica do Cerrado, é eficaz contra dores no estômago, gastrite e reumatismo; o chá de unha danta é um bom remédio para ajudar a digerir; e a carqueja é diurética, além de ajudar a combater problemas no fígado. Quem conta as propriedades medicinais das plantas é João Altino, morador do assentamento Americana. Não é difícil encontrar na região os chamados "raizeiros", pessoas com vasto conhecimento sobre as potencialidades medicinais da flora típica do Cerrado. "Muitos declararam que no Cerrado eles não passam fome, a cada estação surgem novos frutos, mas isso é parte de um conhecimento ancestral. Esse também é mais um lugar do conceito ampliado de saúde , pois a saúde também está determinada pelo grau de cultura e conhecimento que a pessoa tem do seu território", comenta o professor do departamento de saúde coletiva da Universidade de Brasília (Unb) e do GT Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), Fernando Carneiro.
Marcelo completa que a utilização de fármacos naturais pelos geraizeiros , combinada ao consumo de alimentos saudáveis, e à atuação política que dá sentido a essas comunidades, provoca vitalidade e promove a saúde das populações. Ele acredita que a prática agroecológica é central neste processo. "O projeto da agroecologia não somente se refere à não utilização dos agrotóxicos, à maximização dos recursos dos ecossistemas, às formas de combinar e maximizar a rotatividade de produtos adequados e naturais aos ecossistemas, ou que neles possam se reproduzir de forma mais harmônica, mas também está relacionada a essa ideia de autonomia, de organização social, que veja também a própria produção agrícola no processo de democratização e justiça da sociedade. Então, não é possível falar de agroecologia dissociada de um projeto de sociedade democrático", reforça.
Modelo de desenvolvimento
Na comunidade de Vereda Funda, próxima ao município de Rio Pardo de Minas, também visitada pelos participantes da oficina, os moradores conseguiram retomar a terra que o governo estadual havia cedido a empresas para plantação de eucalipto. Os estragos da monocultura da espécie, plantada em quase todo o território, foram logo notados pelos agricultores que, após várias mobilizações, conseguiram reaver a terra que era deles há muitas gerações. Agora, os moradores de Verenda Funda estão em outra batalha - pela regeneração do Cerrado, o bioma nativo do local.
Para Fernando Carneiro, as duas experiências - a de Americana e de Vereda Funda - mostram a relação de saúde com o desenvolvimento. "Muitas vezes a agenda da saúde é muito voltada para questões muito setoriais, ligadas à questão direta da doença, e não priorizamos questões que são estruturais e determinantes para as populações. O que pudemos perceber nesses dias é que o modelo concentrador de terras e que nega a história dessas comunidades não só destruiu o ambiente, secou nascentes e afetou a dinâmica do ecossistema, como fez com que essas pessoas perdessem as perspectivas de pensar no próprio território, e um exemplo disso é que muitas pessoas migraram", observa.
Marcelo lembra ainda que, no caso da comunidade Vereda Funda, houve também uma utilização intensa de agrotóxicos, cujos prejuízos para a saúde da população ainda não estão mensurados, até pelo fato de a monocultura do eucalipto ainda cercar a comunidade. "A cinco quilômetros da comunidade é possível encontrar plantios de eucalipto da empresa Gerdau, e os impactos dos últimos 30 anos do uso de agrotóxicos nesses eucaliptais sobre os ecossistemas e a vida das pessoas, principalmente as que aplicaram[os agrotóxicos], permanece uma incógnita", alerta.
Conferência Nacional de Saúde
Para Fernando, o tema do modelo de desenvolvimento para o país, e, consequentemente para a agricultura, precisa ser discutido sempre que se pensar em saúde. Ele lembra que 2011 é ano de Conferência Nacional e que este debate precisa acontecer. "A saúde não pode se furtar a debater que projeto de país nós queremos. Não podemos ter a saúde apenas para atender e contar os mortos e lesionados pelo processo de desenvolvimento, como no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e outros. A saúde tem que ser componente estratégico para pensarmos projetos que gerem vida e não morte. Então, a perspectiva é a de que não se pode ficar apenas no discurso da atenção, embora ele também seja fundamental. Se não ficaremos enxugando gelo em vez de atuar nas verdadeiras causas do processo", alerta.
EPSJV-Fiocruz/EcoAgência
Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
Reciclagem vai saltar em qualidade e quantidade
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) traz uma regulamentação pela qual o setor de resíduos ansiava há anos. Nesta entrevista, o diretor do Compromisso Empresarial com a Reciclagem (CEMPRE), André Vilhena, conta os benefícios do PNRS para a reciclagem no Brasil e o que o setor espera daqui para frente.
Para Vilhena a maior vantagem que a PNRS traz é acabar com o conflito entre leis locais, pois até então “em cada lugar se dizia uma coisa”. Ele aponta que boa parte das empresas brasileiras se relaciona de alguma forma com a questão dos resíduos, portanto há muito que comemorar com esse ordenamento.
A reciclagem há tempos faz do Brasil um exemplo para os países em desenvolvimento, não só pelos números de resíduos coletados, como também por promover a inclusão social de famílias de baixa renda, cada vez mais organizadas em cooperativas de catadores. André Vilhena conclui daí que “o modelo brasileiro é ajustado ao triple bottom line da sustentabilidade”, afinal reduz o impacto dos materiais ao ambiente, através de uma atividade econômica que gera inclusão social. O tripé da economia, sociedade e ambiente “faz do Brasil uma referência intercional”, frisa Vilhena. “Mas ainda falta organizar essa cadeia”, ressalva.
Ele explica que a as alternativas para a logística reversa são as cooperativas e os pontos de entregar voluntária (PEV), mas destaca que esse último é só um adendo ao cenário, pois “a solução passa pela coleta da prefeitura e o apoio às cooperativas”. Afinal, “é no investimento em cooperativas que as empresas fortalecem a perninha social lá do tripé”, justifica.
E as empresas parecem ter recebido com bons olhos a chegada de novas obrigações decorrentes da PNRS. “A recepção foi a melhor possível, inclusive muitas empresas já atuavam com a logística reversa. A aprovação da lei referendou muito do que já havia sendo feito”, cita Vilhena. Para ele, “o ambiente está mais claro e pode ampliar os investimentos, pois a PNRS dá os caminhos para a gente avançar.”
O diretor do CEMPRE aposta que “as empresas com visão mais proativa vão influenciar todos os setores”. Segundo ele, ainda resta um grande gargalo hoje, que é a conscientização de cada cidadão para a separação do lixo. Mas a esperança parece maior que o gargalo: “esperamos um salto de qualidade na cadeia de reciclagem e a ampliação do volume de materiais corretamente destinados.”
A Política em debate
A Envolverde realiza, em parceria com a Tetra Pak e o CEMPRE, o evento “Diálogos – Política Nacional de Resíduos Sólidos – Embalagens pós-consumo e responsabilidade compartilhada”. O debate, que será realizado no próximo dia 13/04, das 8h às 13h, contará com a presença de representantes de empresas, governo e entidades sociais, além de renomados jornalistas e a mediação do editor da Envolverde, Dal Marcondes. A programação já está disponível no site do evento: www.envolverde.com.br/dialogos.
(Agência Envolverde)
Para Vilhena a maior vantagem que a PNRS traz é acabar com o conflito entre leis locais, pois até então “em cada lugar se dizia uma coisa”. Ele aponta que boa parte das empresas brasileiras se relaciona de alguma forma com a questão dos resíduos, portanto há muito que comemorar com esse ordenamento.
A reciclagem há tempos faz do Brasil um exemplo para os países em desenvolvimento, não só pelos números de resíduos coletados, como também por promover a inclusão social de famílias de baixa renda, cada vez mais organizadas em cooperativas de catadores. André Vilhena conclui daí que “o modelo brasileiro é ajustado ao triple bottom line da sustentabilidade”, afinal reduz o impacto dos materiais ao ambiente, através de uma atividade econômica que gera inclusão social. O tripé da economia, sociedade e ambiente “faz do Brasil uma referência intercional”, frisa Vilhena. “Mas ainda falta organizar essa cadeia”, ressalva.
Ele explica que a as alternativas para a logística reversa são as cooperativas e os pontos de entregar voluntária (PEV), mas destaca que esse último é só um adendo ao cenário, pois “a solução passa pela coleta da prefeitura e o apoio às cooperativas”. Afinal, “é no investimento em cooperativas que as empresas fortalecem a perninha social lá do tripé”, justifica.
E as empresas parecem ter recebido com bons olhos a chegada de novas obrigações decorrentes da PNRS. “A recepção foi a melhor possível, inclusive muitas empresas já atuavam com a logística reversa. A aprovação da lei referendou muito do que já havia sendo feito”, cita Vilhena. Para ele, “o ambiente está mais claro e pode ampliar os investimentos, pois a PNRS dá os caminhos para a gente avançar.”
O diretor do CEMPRE aposta que “as empresas com visão mais proativa vão influenciar todos os setores”. Segundo ele, ainda resta um grande gargalo hoje, que é a conscientização de cada cidadão para a separação do lixo. Mas a esperança parece maior que o gargalo: “esperamos um salto de qualidade na cadeia de reciclagem e a ampliação do volume de materiais corretamente destinados.”
A Política em debate
A Envolverde realiza, em parceria com a Tetra Pak e o CEMPRE, o evento “Diálogos – Política Nacional de Resíduos Sólidos – Embalagens pós-consumo e responsabilidade compartilhada”. O debate, que será realizado no próximo dia 13/04, das 8h às 13h, contará com a presença de representantes de empresas, governo e entidades sociais, além de renomados jornalistas e a mediação do editor da Envolverde, Dal Marcondes. A programação já está disponível no site do evento: www.envolverde.com.br/dialogos.
(Agência Envolverde)
terça-feira, 5 de abril de 2011
Licenças de Angra 3 criam polêmica
RIO e SÃO PAULO - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, negou na segunda-feira que tenha sido retirada da licença de instalação da usina nuclear de Angra 3 a obrigação de a Eletronuclear arcar com o custeio do Parque Nacional da Bocaina e da Estação Ecológica Tamoios. A alteração foi revelada na segunda-feira pelo GLOBO. A ministra alegou que a exigência continua a ser contemplada em outro item do documento sobre as compensações ambientais da Lei 9.985/2000.
— A exigência da licença de Angra 3 permanece. Ela nunca deixou de existir — afirmou.
Segundo a ministra, de acordo com o Ibama, o item 2.43 já abrange as despesas com as unidades, previstas na licença prévia e que desapareceram. Mas especialistas em direito ambiental discordam. Segundo eles, o novo item é diferente e nem precisaria constar da licença porque prevê um repasse obrigatório por lei para todo empreendimento com impacto ambiental. Para eles, ao retirar a menção ao parque e à estação, o Ibama impediu que mais recursos fossem destinados ao meio ambiente.
Paraty-Cunha também chegou a sair da licença
Apesar de ter emitido as duas licenças, cujos textos geraram polêmica, o Ibama só se pronunciou na segunda-feira por nota assinada pelo presidente do órgão, Curt Trennepohl. Ao falar das mudanças relativas às unidades de conservação, o órgão informou que outra condicionante — a construção da Estrada Parque da Bocaina (trecho Paraty-Cunha), considerada importante pelos moradores da região — também chegou a ser retirada da licença de instalação a pedido do Conselho Consultivo do Mosaico da Bocaina, em 2008.
Na mesma nota, o órgão diz, sem explicar o motivo, que a condicionante foi reintroduzida na retificação da licença de instalação em dezembro de 2009.
Ao tomar conhecimento do caso pelo GLOBO na semana passada, o ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, atual secretário da pasta no estado, ficou surpreso. Ele disse que, na época em que era ministro, percebeu a subtração do item sobre as unidades e exigiu retificação. O que não foi feito. Na segunda-feira, Minc disse que espera ver os compromissos mantidos:
— Se a explicação oficial é que a exigência está valendo, vamos aguardar para ver se a Eletronuclear vai liberar os recursos para as unidades e para a estrada Paraty-Cunha.
Especialista em direito ambiental, o advogado Rogério Zouein vê alteração.
— O item representava um acréscimo em relação ao que a lei já prevê. Ele poderia ser aperfeiçoado para contemplar melhorias em vez do simples custeio. Mas nunca subtraído.
Professor da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Paulo Affonso Leme Machado diz que os textos da licença prévia e da licença de instalação são diferentes:
— A menção ao parque e à estação era uma condicionante, uma obrigação de fazer que nada tem a ver com compensação ambiental prevista em lei.
Nem a Eletronuclear entendeu. A empresa, que vai operar Angra 3, informou que, em fevereiro questionou o Ibama sobre a alteração na licença. Com isso, até agora não repassou os R$ 13 milhões para as unidades.
Carla Rocha e Marcelle Ribeiro
http://extra.globo.com
— A exigência da licença de Angra 3 permanece. Ela nunca deixou de existir — afirmou.
Segundo a ministra, de acordo com o Ibama, o item 2.43 já abrange as despesas com as unidades, previstas na licença prévia e que desapareceram. Mas especialistas em direito ambiental discordam. Segundo eles, o novo item é diferente e nem precisaria constar da licença porque prevê um repasse obrigatório por lei para todo empreendimento com impacto ambiental. Para eles, ao retirar a menção ao parque e à estação, o Ibama impediu que mais recursos fossem destinados ao meio ambiente.
Paraty-Cunha também chegou a sair da licença
Apesar de ter emitido as duas licenças, cujos textos geraram polêmica, o Ibama só se pronunciou na segunda-feira por nota assinada pelo presidente do órgão, Curt Trennepohl. Ao falar das mudanças relativas às unidades de conservação, o órgão informou que outra condicionante — a construção da Estrada Parque da Bocaina (trecho Paraty-Cunha), considerada importante pelos moradores da região — também chegou a ser retirada da licença de instalação a pedido do Conselho Consultivo do Mosaico da Bocaina, em 2008.
Na mesma nota, o órgão diz, sem explicar o motivo, que a condicionante foi reintroduzida na retificação da licença de instalação em dezembro de 2009.
Ao tomar conhecimento do caso pelo GLOBO na semana passada, o ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, atual secretário da pasta no estado, ficou surpreso. Ele disse que, na época em que era ministro, percebeu a subtração do item sobre as unidades e exigiu retificação. O que não foi feito. Na segunda-feira, Minc disse que espera ver os compromissos mantidos:
— Se a explicação oficial é que a exigência está valendo, vamos aguardar para ver se a Eletronuclear vai liberar os recursos para as unidades e para a estrada Paraty-Cunha.
Especialista em direito ambiental, o advogado Rogério Zouein vê alteração.
— O item representava um acréscimo em relação ao que a lei já prevê. Ele poderia ser aperfeiçoado para contemplar melhorias em vez do simples custeio. Mas nunca subtraído.
Professor da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), Paulo Affonso Leme Machado diz que os textos da licença prévia e da licença de instalação são diferentes:
— A menção ao parque e à estação era uma condicionante, uma obrigação de fazer que nada tem a ver com compensação ambiental prevista em lei.
Nem a Eletronuclear entendeu. A empresa, que vai operar Angra 3, informou que, em fevereiro questionou o Ibama sobre a alteração na licença. Com isso, até agora não repassou os R$ 13 milhões para as unidades.
Carla Rocha e Marcelle Ribeiro
http://extra.globo.com
“Diálogos – Política Nacional de Resíduos Sólidos
Você é nosso convidado para o evento : “Diálogos – Política Nacional de Resíduos Sólidos – Embalagem pós consumo e responsablidade compartilhada” juntamente com a Tetra Pak e CEMPRE.

Dia 13/04 quarta feira das 08:00 as 13:00 na APAS Rua Pio XI, 1200 Alto da Lapa São Paulo - SPSegue o programa abaixo e anexado ou através do hot site www.envolverde.com.br/dialogos
Para confirmações favor enviar email para contato@pegaeventos.com.br ou ligue para 11-5082-2906
Contamos com vocês lá
Um Grande Abraço
Fabio Salama e Equipe Envolverde

Dia 13/04 quarta feira das 08:00 as 13:00 na APAS Rua Pio XI, 1200 Alto da Lapa São Paulo - SPSegue o programa abaixo e anexado ou através do hot site www.envolverde.com.br/dialogos
Para confirmações favor enviar email para contato@pegaeventos.com.br ou ligue para 11-5082-2906
Contamos com vocês lá
Um Grande Abraço
Fabio Salama e Equipe Envolverde
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Desenvolvimento de superbactérias ameaça futuro da medicina
David Livermore está numa corrida contra a evolução. Em seu laboratório no Norte de Londres, segura uma placa de culturas com um cheiro ruim, lambuzada de bactérias. Esta colônia, de tom amarelo e aspecto cremoso, é o inimigo: um novo tipo de germes, resistente aos mais poderosos antibióticos já feitos pela humanidade.
Nas ruas, Steve Owen corre a mesma corrida – batendo pernas para atrair atenção para o problema das infecções resistentes às drogas.
Donald, pai de Owen, morreu há quatro anos de falência múltipla dos órgãos num hospital britânico. Ele tinha dado entrada para operar o joelho. Mas pegou Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês), uma “superbactéria” que nenhuma das drogas receitadas pelos médicos conseguiu vencer. Depois de quase 18 meses de muita dor, a infecção chegou ao sangue dele, dominou os órgãos vitais e o matou.
Owen e sua esposa Jules se comprometeram a correr 12 corridas ao longo do mesmo número de meses para angariar fundos para uma instituição que trabalha para combater a MRSA. “Isso simplesmente não deveria ter acontecido”, diz Jules, enquanto o casal cuida das pernas doloridas, depois de uma meia-maratona. “Era o joelho – não é algo que deveria tê-lo matado”.
Bem vindos a um mundo no qual as drogas não funcionam.
Depois que Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, rapidamente nos convencemos de que tínhamos a química para vencer as bactérias. É claro, elas evoluem e desenvolvem resistência. Mas por décadas os cientistas conseguiram desenvolver medicamentos para estar pelo menos um passo à frente do inimigo sempre mutante.
Agora, contudo, nossa estrada pode estar perto do fim. Estima-se que somente a MRSA mate cerca de 19 mil pessoas por ano nos EUA – bem mais que o HIV e a Aids – e um número semelhante na Europa. Outras superbactérias estão se espalhando. A tuberculose “com resistência abrangente às drogas” cresceu como uma praga nos últimos anos. Uma nova onda de “super superbactérias”, com uma mutação chamada NDM 1, que surgiu inicialmente na Índia, já está em todo o mundo, da Grã-Bretanha à Nova Zelândia.
É NDM 1 que está crescendo nas placas que Livermore segura com as mãos vestidas com luvas. “Não dá para vencer a evolução”, diz o cientista, que passa os dias monitorando a emergência de superbactérias num laboratório de referência nacional na Agência Britânica de Proteção à Saúde. “Tudo o que se pode tentar fazer é estar um passo à frente”.
Isso não está acontecendo no momento por uma série de razões. De início, as bactérias estão em todos os lugares, dando às bactérias incontáveis oportunidades de desenvolver rotas de escape. As drogas podem ser pegas sem prescrição por centavos em países como Tailândia, Índia e partes da América Latina. Embora o uso seja controlado no Ocidente, o sistema estimula os médicos a atirar nas bactérias primeiro e perguntar depois. Talvez mais preocupante seja o fato de que as duas maiores companhias farmacêuticas do mundo, deparadas com um retorno cada vez menor e com uma ciência cada vez mais cara e difícil, não só diminuíram seus esforços no desenvolvimento de antibióticos, como também estão abandonando esse campo.
Hoje, apenas duas grandes companhias – GlaxoSmithKline e AstraZeneca – ainda têm pesquisas e programas de desenvolvimento fortes e ativos em relação aos antibióticos, segundo a Sociedade de Doenças Infecciosas dos EUA. Nos anos 1990, havia cerca de 20.
O impacto sobre o modo como tratamos nossas doenças pode ser profundo. “Se alguns dos mais potentes tipos multirresistentes que conhecemos hoje se acumularem, então a medicina moderna – desde transplantes até tratamento de câncer, e mesmo cirurgias mais comuns – se torna insustentável”, diz Livermore. “Você precisa da capacidade de tratar infecções em pacientes vulneráveis. Perca isso e uma faixa da medicina moderna se torna instável”.
Estaríamos em via de começar a ir para trás, para uma era antes dos antibióticos, na qual próteses, quimioterapia e terapia intensiva eram simplesmente impossíveis? O medo é grande o suficiente para que Organização Mundial da Saúde dedicasse o Dia Mundial da Saúde deste ano (7 de abril) à resistência antimicrobial, numa tentativa de salvaguardar as drogas as futuras gerações.
“A medicina moderna não funciona sem antibióticos eficazes”, diz Derek Butler, presidente da instituição “MRSA Action UK”, para a qual Owen está angariando fundos. “Se perdermos essas balas mágicas, a medicina regredirá em mais de 80 anos”.
Um aspecto da corrida contra as bactérias mudou pouco desde a época de Fleming. A higiene hospitalar é o trabalho básico, mal pago e sem glamour que forma a primeira linha de defesa, vital contra os patógenos. Quando feita corretamente, diminui a demanda pelas drogas. Ainda assim, Steve Owen se lembra do pai contando que viu um rato correndo pela enfermaria – um choque para um hospital de um país desenvolvido.
(Fonte: G1)
Nas ruas, Steve Owen corre a mesma corrida – batendo pernas para atrair atenção para o problema das infecções resistentes às drogas.
Donald, pai de Owen, morreu há quatro anos de falência múltipla dos órgãos num hospital britânico. Ele tinha dado entrada para operar o joelho. Mas pegou Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês), uma “superbactéria” que nenhuma das drogas receitadas pelos médicos conseguiu vencer. Depois de quase 18 meses de muita dor, a infecção chegou ao sangue dele, dominou os órgãos vitais e o matou.
Owen e sua esposa Jules se comprometeram a correr 12 corridas ao longo do mesmo número de meses para angariar fundos para uma instituição que trabalha para combater a MRSA. “Isso simplesmente não deveria ter acontecido”, diz Jules, enquanto o casal cuida das pernas doloridas, depois de uma meia-maratona. “Era o joelho – não é algo que deveria tê-lo matado”.
Bem vindos a um mundo no qual as drogas não funcionam.
Depois que Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, rapidamente nos convencemos de que tínhamos a química para vencer as bactérias. É claro, elas evoluem e desenvolvem resistência. Mas por décadas os cientistas conseguiram desenvolver medicamentos para estar pelo menos um passo à frente do inimigo sempre mutante.
Agora, contudo, nossa estrada pode estar perto do fim. Estima-se que somente a MRSA mate cerca de 19 mil pessoas por ano nos EUA – bem mais que o HIV e a Aids – e um número semelhante na Europa. Outras superbactérias estão se espalhando. A tuberculose “com resistência abrangente às drogas” cresceu como uma praga nos últimos anos. Uma nova onda de “super superbactérias”, com uma mutação chamada NDM 1, que surgiu inicialmente na Índia, já está em todo o mundo, da Grã-Bretanha à Nova Zelândia.
É NDM 1 que está crescendo nas placas que Livermore segura com as mãos vestidas com luvas. “Não dá para vencer a evolução”, diz o cientista, que passa os dias monitorando a emergência de superbactérias num laboratório de referência nacional na Agência Britânica de Proteção à Saúde. “Tudo o que se pode tentar fazer é estar um passo à frente”.
Isso não está acontecendo no momento por uma série de razões. De início, as bactérias estão em todos os lugares, dando às bactérias incontáveis oportunidades de desenvolver rotas de escape. As drogas podem ser pegas sem prescrição por centavos em países como Tailândia, Índia e partes da América Latina. Embora o uso seja controlado no Ocidente, o sistema estimula os médicos a atirar nas bactérias primeiro e perguntar depois. Talvez mais preocupante seja o fato de que as duas maiores companhias farmacêuticas do mundo, deparadas com um retorno cada vez menor e com uma ciência cada vez mais cara e difícil, não só diminuíram seus esforços no desenvolvimento de antibióticos, como também estão abandonando esse campo.
Hoje, apenas duas grandes companhias – GlaxoSmithKline e AstraZeneca – ainda têm pesquisas e programas de desenvolvimento fortes e ativos em relação aos antibióticos, segundo a Sociedade de Doenças Infecciosas dos EUA. Nos anos 1990, havia cerca de 20.
O impacto sobre o modo como tratamos nossas doenças pode ser profundo. “Se alguns dos mais potentes tipos multirresistentes que conhecemos hoje se acumularem, então a medicina moderna – desde transplantes até tratamento de câncer, e mesmo cirurgias mais comuns – se torna insustentável”, diz Livermore. “Você precisa da capacidade de tratar infecções em pacientes vulneráveis. Perca isso e uma faixa da medicina moderna se torna instável”.
Estaríamos em via de começar a ir para trás, para uma era antes dos antibióticos, na qual próteses, quimioterapia e terapia intensiva eram simplesmente impossíveis? O medo é grande o suficiente para que Organização Mundial da Saúde dedicasse o Dia Mundial da Saúde deste ano (7 de abril) à resistência antimicrobial, numa tentativa de salvaguardar as drogas as futuras gerações.
“A medicina moderna não funciona sem antibióticos eficazes”, diz Derek Butler, presidente da instituição “MRSA Action UK”, para a qual Owen está angariando fundos. “Se perdermos essas balas mágicas, a medicina regredirá em mais de 80 anos”.
Um aspecto da corrida contra as bactérias mudou pouco desde a época de Fleming. A higiene hospitalar é o trabalho básico, mal pago e sem glamour que forma a primeira linha de defesa, vital contra os patógenos. Quando feita corretamente, diminui a demanda pelas drogas. Ainda assim, Steve Owen se lembra do pai contando que viu um rato correndo pela enfermaria – um choque para um hospital de um país desenvolvido.
(Fonte: G1)
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