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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desenvolvimento de superbactérias ameaça futuro da medicina

David Livermore está numa corrida contra a evolução. Em seu laboratório no Norte de Londres, segura uma placa de culturas com um cheiro ruim, lambuzada de bactérias. Esta colônia, de tom amarelo e aspecto cremoso, é o inimigo: um novo tipo de germes, resistente aos mais poderosos antibióticos já feitos pela humanidade.

Nas ruas, Steve Owen corre a mesma corrida – batendo pernas para atrair atenção para o problema das infecções resistentes às drogas.

Donald, pai de Owen, morreu há quatro anos de falência múltipla dos órgãos num hospital britânico. Ele tinha dado entrada para operar o joelho. Mas pegou Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês), uma “superbactéria” que nenhuma das drogas receitadas pelos médicos conseguiu vencer. Depois de quase 18 meses de muita dor, a infecção chegou ao sangue dele, dominou os órgãos vitais e o matou.

Owen e sua esposa Jules se comprometeram a correr 12 corridas ao longo do mesmo número de meses para angariar fundos para uma instituição que trabalha para combater a MRSA. “Isso simplesmente não deveria ter acontecido”, diz Jules, enquanto o casal cuida das pernas doloridas, depois de uma meia-maratona. “Era o joelho – não é algo que deveria tê-lo matado”.

Bem vindos a um mundo no qual as drogas não funcionam.

Depois que Alexander Fleming descobriu o primeiro antibiótico, a penicilina, rapidamente nos convencemos de que tínhamos a química para vencer as bactérias. É claro, elas evoluem e desenvolvem resistência. Mas por décadas os cientistas conseguiram desenvolver medicamentos para estar pelo menos um passo à frente do inimigo sempre mutante.

Agora, contudo, nossa estrada pode estar perto do fim. Estima-se que somente a MRSA mate cerca de 19 mil pessoas por ano nos EUA – bem mais que o HIV e a Aids – e um número semelhante na Europa. Outras superbactérias estão se espalhando. A tuberculose “com resistência abrangente às drogas” cresceu como uma praga nos últimos anos. Uma nova onda de “super superbactérias”, com uma mutação chamada NDM 1, que surgiu inicialmente na Índia, já está em todo o mundo, da Grã-Bretanha à Nova Zelândia.

É NDM 1 que está crescendo nas placas que Livermore segura com as mãos vestidas com luvas. “Não dá para vencer a evolução”, diz o cientista, que passa os dias monitorando a emergência de superbactérias num laboratório de referência nacional na Agência Britânica de Proteção à Saúde. “Tudo o que se pode tentar fazer é estar um passo à frente”.

Isso não está acontecendo no momento por uma série de razões. De início, as bactérias estão em todos os lugares, dando às bactérias incontáveis oportunidades de desenvolver rotas de escape. As drogas podem ser pegas sem prescrição por centavos em países como Tailândia, Índia e partes da América Latina. Embora o uso seja controlado no Ocidente, o sistema estimula os médicos a atirar nas bactérias primeiro e perguntar depois. Talvez mais preocupante seja o fato de que as duas maiores companhias farmacêuticas do mundo, deparadas com um retorno cada vez menor e com uma ciência cada vez mais cara e difícil, não só diminuíram seus esforços no desenvolvimento de antibióticos, como também estão abandonando esse campo.

Hoje, apenas duas grandes companhias – GlaxoSmithKline e AstraZeneca – ainda têm pesquisas e programas de desenvolvimento fortes e ativos em relação aos antibióticos, segundo a Sociedade de Doenças Infecciosas dos EUA. Nos anos 1990, havia cerca de 20.

O impacto sobre o modo como tratamos nossas doenças pode ser profundo. “Se alguns dos mais potentes tipos multirresistentes que conhecemos hoje se acumularem, então a medicina moderna – desde transplantes até tratamento de câncer, e mesmo cirurgias mais comuns – se torna insustentável”, diz Livermore. “Você precisa da capacidade de tratar infecções em pacientes vulneráveis. Perca isso e uma faixa da medicina moderna se torna instável”.

Estaríamos em via de começar a ir para trás, para uma era antes dos antibióticos, na qual próteses, quimioterapia e terapia intensiva eram simplesmente impossíveis? O medo é grande o suficiente para que Organização Mundial da Saúde dedicasse o Dia Mundial da Saúde deste ano (7 de abril) à resistência antimicrobial, numa tentativa de salvaguardar as drogas as futuras gerações.

“A medicina moderna não funciona sem antibióticos eficazes”, diz Derek Butler, presidente da instituição “MRSA Action UK”, para a qual Owen está angariando fundos. “Se perdermos essas balas mágicas, a medicina regredirá em mais de 80 anos”.

Um aspecto da corrida contra as bactérias mudou pouco desde a época de Fleming. A higiene hospitalar é o trabalho básico, mal pago e sem glamour que forma a primeira linha de defesa, vital contra os patógenos. Quando feita corretamente, diminui a demanda pelas drogas. Ainda assim, Steve Owen se lembra do pai contando que viu um rato correndo pela enfermaria – um choque para um hospital de um país desenvolvido.

(Fonte: G1)

Especialistas alertam para o perigo dos agrotóxicos para a saúde humana e o meio ambiente

Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília, da Empresa Brasil de Comunicação, para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras, alertaram para a importância de substituir os defensivos agrícolas por produtos de menor toxicidade e também para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.

Eles observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.

Por isso, segundo ele, “é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos”.

O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga “onde vai parar todo esse volume” e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente.

Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos. Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.

O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, “o alimento mais puro que existe”, o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. “A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo”.

Ele lembrou ainda há resolução do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.

O professor Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas. “A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada”.

O professor José Luiz Santana ressalva que há, no país, propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Ele, no entanto, denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.

Para ele, apesar da seriedade do assunto, “não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos”, já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um “trabalho de apoio importante por parte de organizações não governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.

(Fonte: Lourenço Canuto/ Agência Brasil)

Número de acidentes com animais peçonhentos dobra em dez anos

Em dez anos, o número de ataques de animais peçonhentos aumentou 112,4% no estado de São Paulo. Em 2010, foram 14,6 mil acidentes contra 6,8 mil registrados no ano 2000. Quase a metade dos casos do ano passado foi causada por escorpiões, 6,7 mil.

O principal motivo do aumento da ocorrência de acidentes é a degradação dos ambientes naturais, o habitat de animais como escorpiões, aranhas e cobras. “Hoje em dia, com o avanço da urbanização, o escorpião está perdendo o ambiente natural dele”, explica João Gustavo Eisenberger, biólogo do Instituto Butantan.

Ele conta que a espécie que tem causado mais problemas é o escorpião-amarelo – Tityus serrulatus. As fêmeas dessa espécie são capazes de se reproduzir sem parceiro, necessitando apenas de um ambiente propício.

Montes de lixo e entulho servem de casa para os escorpiões, além de atraírem baratas, uma das principais presas do bicho. “Se [o animal] tiver alimento e abrigo, você está dando o ambiente perfeito”, explica Eisenberger.

Uma picada do escorpião-amarelo pode até matar no caso de uma vítima frágil, como um idoso ou uma criança. “O adulto vai sentir muita dor, espasmos musculares na região, náusea e febre”, explica o biólogo.

Para prevenir o problema, Eisenberger recomenda que a população evite acumular lixo e entulho. E, em caso de acidente, deve-se procurar atendimento médico o mais rápido possível.

(Fonte: Daniel Mello/ Agência Brasil)

VAMOS MENTALIZAR SEMPRE O BEM!

TANTO PARA A SAÚDE,ESPIRITO,MEIO AMBIENTE E ATÉ MESMO NAS CATASTROFES.
RECEBI E-MAIL claudiomar barcellos

EIS AQUI UMA MENSAGEM QUE DEVE CIRCULAR SEMPRE PELA INTERNET. DE PREFERÊNCIA TODOS OS DIAS, PARA NOS LEMBRARMOS A TODO MOMENTO DE QUE NOSSOS PENSAMENTOS DEVEM SER VIGIADOS.

O Centésimo Macaco

Nota:

Para pesquisar o assunto, consulte a obra do biólogo inglês Rupert Sheldrake sobre campos morfogenéticos

O macaco japonês Macaca Fuscata vinha sendo observado há mais de trinta anos em estado natural.
Em 1952, os cientistas jogaram batatas-doces cruas nas praias da ilha de Kochima para os macacos.

Eles apreciaram o sabor das batatas-doces, mas acharam desagradável o da areia.
Uma fêmea de um ano e meio, chamada Imo, descobriu que lavar as batatas num rio próximo resolvia o problema. E ensinou o truque à sua mãe.


Seus companheiros também aprenderam a novidade e a ensinaram às respectivas mães.
Aos olhos dos cientistas, essa inovação cultural foi gradualmente assimilada por vários macacos.

Entre 1952 e 1958 todos os macacos jovens aprenderam a lavar a areia das batatas-doces para torná-las mais gostosas.
Só os adultos que imitaram os filhos aprenderam este avanço social.
Outros adultos continuaram comendo batata-doce com areia. Foi então que aconteceu uma coisa surpreendente.

No outono de 1958, na ilha de Kochima, alguns macacos – não se sabe ao certo quantos – lavavam suas batatas-doces.
Vamos supor que, um dia, ao nascer do sol, noventa e nove macacos da ilha de Kochima já tivessem aprendido a lavar as batatas-doces. Vamos continuar supondo que, ainda nessa manhã, um centésimo macaco tivesse feito uso dessa prática.

Então aconteceu!

Nessa tarde, quase todo o bando já lavava as batatas-doces antes de comer.
O acréscimo de energia desse centésimo macaco rompeu, de alguma forma, uma barreira ideológica!

Mas veja só:

Os cientistas observaram uma coisa deveras surpreendente:
O hábito de lavar as batatas-doces havia atravessado o mar. Bandos de macacos de outras ilhas, além dos grupos do continente, em Takasakiyama, também começaram a lavar suas batatas-doces. Assim, quando um certo número crítico atinge a consciência. Essa nova consciência pode ser comunicada de uma mente a outra.
O número exato pode variar, mas o Fenômeno do Centésimo Macaco significa que, quando só um número limitado de pessoas conhece um caminho novo, ele permanece como patrimônio da consciência dessas pessoas. Mas há um ponto em que, se mais uma pessoa se sintoniza com a nova percepção, o campo se alarga de modo que essa percepção é captada por quase todos!

Você pode ser o centésimo macaco!

Essa experiência nos proporciona uma reflexão sobre a direção de nossos pensamentos.
De certo modo, já sabemos que para onde vai o nosso pensamento segue a nossa energia.
Grupos pensando e agindo numa mesma freqüência em várias partes do Planeta têm as mesmas sensações e acabam fazendo as mesmas coisas sem nunca terem se comunicado.
Isso vale tanto para aqueles que praticam o bem como para aqueles que usam de suas faculdades para o mal.

O acréscimo de energia, neste caso, pode ser aquela que você está enviando com o seu pensamento sintonizado na freqüência do crime noticiado que gera comoção geral.
Parece coincidência, mas sempre que um crime choca e comove multidões, de imediato outros fatos semelhantes pipocam em diversos lugares.

Será isso o efeito do centésimo macaco às avessas?

Ao invés de indignar-se diante do crime noticiado, direcionando inconscientemente seu pensamento e sua energia para essas pessoas ou grupos que se aproveitam dessa energia toda para materializar mais crimes, neutralize com pensamentos conscientes de amor e perdão.

Mude de canal na TV, vire a página do jornal, saia da freqüência e não alimente ainda mais a insanidade daqueles que tendem para o crime, e, também, daqueles que lucram com as desgraças alheias.

São todos igualmente insanos, tanto aquele que pratica o crime quanto aquele esbraveja palavrões de indignação por horas diante das câmeras, criando comoção e levantando a energia que se materializará nas mãos daquele que está com a arma já engatilhada.

Gerar material para construir um mundo melhor não requer tanto de grandes ações, quanto essencialmente grandes blocos de consciência.
É preciso que mais gente se sintonize na freqüência e coloque aquele acréscimo de energia que pode gerar uma nova consciência em outros grupos, em outras partes do Planeta.

Se cada um de nós dedicarmos alguns minutos todos os dias para meditar, entrando em sintonia com a freqüência do amor, basta para mudar muitas coisas desagradáveis acontecendo em nosso Planeta e criar uma nova consciência.

Seja você também um “macaco”
para o bem!
centésimo!
Paz !


http://www.neventon.net/2011/04/eis-aqui-uma-mensagem-que-deve-circular.html

Acidente nuclear de Fukushima: veja resumo da situação atual

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, o estado atual da segurança na central nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, continua classificado como "muito grave".

Água contaminada

Foi encontrada água contaminada acumulada em valas localizadas próximas aos edifícios da turbina das Unidades 1 a 3.

Taxas de dose na superfície da água atingiram 0,4 millisieverts/hora para a Unidade 1 e mais de 1.000 millisieverts/hora para a Unidade 2, às 18:30 UTC, em 26 de março.

A Comissão de Segurança Nuclear do Japão sugere que a maior atividade radioativa na água descoberta no edifício da turbina da Unidade 2 deve ter sido causada pela água que tem estado em contato por algum tempo com barras derretidas de combustível nuclear e diretamente liberadas para a construção da turbina através de alguns caminhos ainda não identificados.

Uma investigação está em andamento a respeito de como a água ficou acumulada nas trincheiras. As medições não puderam ser realizadas na Unidade 3, devido à presença de detritos.

Resfriamento dos reatores

Água doce tem sido continuamente injetada no vaso de pressão do reator (Reator Pressure Vessels - RPVs) das unidades 1, 2 e 3.

A partir de hoje, na Unidade 1, o bombeamento de água potável através da linha de água de alimentação já não será realizado por caminhões de bombeiros, mas por bombas elétricas com um gerador a diesel. A mudança para o uso de tais bombas já foi feita nas Unidades 2 e 3.

Na unidade 3, a água doce está sendo injetada através da linha de extinção de incêndio.

Na Unidade 1 houve um aumento da temperatura no bocal da água de alimentação da RPV, de 273,8° C para 299° C. A temperatura no fundo do RPV permaneceu estável em 135° C.

As temperaturas na Unidade 2 parecem relativamente estáveis nos pontos de medição.

Na Unidade 3, a temperatura do bocal da água de alimentação do RPV é de cerca de 61,5° C e 120,9° C na parte inferior da RPV. A validade da medição da temperatura RPV no bocal de água de alimentação ainda está sob investigação.

Com o aumento da temperatura na Unidade 1, houve um aumento correspondente na pressão do poço seco (Drywell). No Drywell da Unidade 2, a pressão indicada desceu ligeiramente e está pouco acima da pressão atmosférica.

As Unidades 5 e 6 permanecem em desligamento frio.

Monitoramento de Radiação

Em 28 de Março, a deposição do iodo-131 foi detectada em 12 províncias, e deposição de césio-137 em nove províncias.

Os maiores valores foram observados na província de Fukushima, com 23.000 becquerel por metro quadrado de iodo-131 e 790 becquerel por metro quadrado de césio-137.

Em outras províncias onde a deposição do iodo-131 foi medida, o intervalo foi de 1,8 a 280 becquerel por metro quadrado. Para césio-137, o intervalo foi de 5,5 a 52 becquerel por metro quadrado.

Os limites japoneses para a ingestão de água potável por crianças são de 100 becquerel por litro.

No distrito de Shinjyuku de Tóquio, a deposição diária de ambos, iodo-131 e césio-137, estava abaixo de 50 becquerel por metro quadrado. Nenhuma mudança significativa foi relatada em 45 províncias nas taxas de dose gama em relação a ontem.

Desde 28 de março, informações sobre a radioatividade na água potável coletadas principalmente no Ministério Japonês da Saúde, Trabalho e Previdência indicam que as recomendações de restrições baseadas na concentração de I-131 continuam em vigor somente em quatro localidades da província de Fukushima. Até o momento, não existem recomendações para as restrições que foram feitas com base em Cs-137.

Cinco amostras de solo, coletadas em distâncias entre 500 e 1.000 metros da chaminé das Unidades 1 e 2 da central nuclear de Fukushima de 21 a 22 de março, foram analisadas para o plutônio-238 e para a soma de plutônio-239 e plutônio-240.

Foi detectado plutônio-238 em 2 das 5 amostras, enquanto o plutônio-239/240 foi detectado em todas as amostras, conforme o esperado.

As concentrações relatadas para ambos, plutônio-238 e plutônio-239/240, são similares às depositadas no Japão, como resultado dos testes de armas nucleares no passado.

A relação entre as concentrações de plutônio-238 e plutônio-239/240 em duas das amostras indicam que pequenas quantidades de plutônio poderia ter sido lançada durante o acidente de Fukushima, mas isso precisa ser melhor avaliado.

Radiação em alimentos

No que diz respeito à contaminação de alimentos, 63 amostras de vários vegetais foram colhidas entre 24 e 29 de março: frutas (morango), cogumelos, ovos, marisco e leite pasteurizado em oito províncias (Chiba, Fukushima, Gunma, Ibaraki, Miyagi, Niigata, Tochigi e Yamagata).

A coleta mostrou que os resultados de iodo-131, césio-134 e césio-137 não foram detectados ou estavam abaixo dos valores fixados como limite máximo pelas autoridades japonesas.

O Comitê Misto FAO/AIEA sobre Segurança Alimentar se reuniu com autoridades do governo municipal na província de Ibaraki na segunda-feira e prestou consultoria relacionada à contaminação dos alimentos e do meio ambiente, em temas como mecanismos e persistência da contaminação, exemplos de estratégias de remediação, normas internacionais, plano de amostragem e transferência de radionuclídeos a partir do solo para as plantas, particularmente em relação à produção de arroz na área.

As autoridades do governo local informaram ao Comitê FAO/IAEA sobre a extensão da contaminação em Ibaraki, os principais produtos agrícolas afetados, zonas de produção e métodos de produção (como de estufa, ou ao ar livre) e os níveis de contaminação encontrados.

Radiação na água do mar

Nenhum resultado de novas estações de monitoramento do meio marinho até 30 km do litoral foram relatados em 27 ou 28 de março.

No entanto, novas análises na água do mar a 330 metros para leste do ponto de descarga da central nuclear de Fukushima (unidades 1-4) foram disponibilizadas em 27 de março.

Estas concentrações mostram uma diminuição significativa entre os dias 26 e 27 de Março, passando de 74.000 para 11.000 Becquerel por litro de iodo-131 e de 12.000 para 1.900 Becquerel por litro de césio-137.

Amostras de água do mar também foram coletadas diariamente em um local a 30 metros do ponto de descarga comum para as unidades 5-6. Estes resultados mostram um aumento nas concentrações de radionuclídeos em 26 de março. As amostras de água do mar em 27 de março mostram, porém, uma diminuição da concentração de radionuclídeos.

Organismos Marinhos

Foram divulgadas as primeiras análises em peixes, realizadas pelo Instituto Nacional de Investigação da Pesca.

Cinco amostras de peixes foram coletadas a partir do porto de Choshi (província de Chiba) e 4 apresentaram concentrações de Césio-137 abaixo do limite de detecção.

Em uma amostra de Césio-137 foi encontrado 3 Bq/kg (peso fresco), pouco acima do limite de detecção.

Essa concentração é muito abaixo de qualquer limite que cause preocupação com o consumo de peixe.

Ainda é muito cedo para tirar conclusões para as concentrações previstas em alimentos marinhos, porque a situação pode mudar rapidamente. No entanto, espera-se que as concentrações detectadas inicialmente na água do mar em breve irão cair devido à diluição.

Os níveis de radiação nos alimentos marinhos, muito provavelmente não deverão atingir o limite determinado para o consumo (presumindo que as descargas de água do mar contaminados do reator não continuem).

Não se espera que peixes ou outros alimentos marinhos sejam coletados em uma área perto da central nuclear de Fukushima na situação atual.

Informações da Agência Internacional de Energia Atômica

CICLO DO URÂNIO



O governo brasileiro planeja construir a usina nuclear Angra III e mais sete novas usinas nucleares nos próximos 20 anos. Mesmo após os acidentes nucleares no Japão, Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica, declarou que irá apenas rever as normas de licenciamento de nossas usinas. Ou seja, o projeto de construir Angra III continua.

Diante disto, o Greenpeace decidiu pedir à Justiça a suspensão da licença de operação concedida à Angra III em 2010. Assine esta petição e peça à presidente Dilma que pare Angra III.

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Pare-Angra-III/

Descaso com a população‏ - Tokyo

Greenpeace Brasil

Olá, ciberativista

No começo desta semana, uma equipe de ativistas e cientistas do Greenpeace foi à região próxima a Fukushima, no Japão, para investigar os reais níveis de radiação decorrentes do acidente nuclear. O resultado não é nada bom. Jacob Namminga, um dos integrantes de nossa equipe, mandou seu relato via Skype no dia 26 de março:

“Estamos em Yonezawa, 45 km a noroeste de Fukushima. Trouxemos bastante comida de Osaka para evitar os alimentos produzidos por aqui, especialmente o leite, por conta do alto teor de contaminação. Ontem estivemos em um abrigo onde estão 500 pessoas, 300 delas refugiadas da radiação. Durante o dia os aparelhos de medição de radiação ficam ligados e o alarme soa o tempo todo avisando de níveis altos de radiação. As paisagens montanhosas deste lado do Japão são muito bonitas, pena que o olhar sempre se desvia para o medidor de contaminação”.

Dias depois, nossa equipe trouxe os primeiros resultados do trabalho. Na cidade de Iitate, a 40 km da usina, eles detectaram níveis de radiação acima do que é considerado seguro para seres humanos. O alerta foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no dia 31 de março, porém o governo mantém a área de evacuação somente a 20 km da usina, colocando a saúde de seus cidadãos em risco grave. O Greenpeace continuará na área avaliando os impactos do acidente.

Aparentemente o descaso com a população é comum na realidade japonesa tanto quanto é na brasileira. Aqui, o governo se recusa a repensar o programa nuclear brasileiro e mantém comunidades próximas das usinas Angra 1 e 2 sob ameaça – além de continuar o plano de construir ali uma terceira usina e outras no Nordeste. Isso no país com um dos maiores potenciais de geração de energia renovável do mundo.

Mais de 18 mil pessoas já assinaram a petição pedindo à presidente Dilma que pare o investimento em energia nuclear e opte por fontes renováveis, como vento e sol. Precisamos fortalecer nossa mensagem e dizer a ela que nós, brasileiros, não precisamos de nuclear.

Assine a petição.

Endereço:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Participe/Ciberativista/Pare-Angra-III/

Abraços,

Ricardo Baitelo
Coordenador de campanha de energia
Greenpeace Brasil

sábado, 2 de abril de 2011

O que é doença beribéri?

O beribéri é uma doença provocada pela falta de vitamina B1 no organismo, o que provoca fraqueza muscular e dificuldades respiratórias. Uma de suas causas: o fungo Penicillium citreonigrum, que através da liberação da toxina citreoviridina inibe sua absorção. Outras enzimas, encontradas em peixes de rio, também podem causar deficiência de B1.

A doença pode afetar o coração, dando origem a uma cardiomiopatia por deficiência nutricional chamada de beribéri cardíaco.

A cura da doença se dá pela administração da vitamina B1, corrigindo assim a sua carência. São alimentos ricos em tiamina: cereais em grão, leite, legumes, ovos, peixes e plantas e na redução da ingestão do álcool, já que este dificulta a absorção da vitamina. O beribéri é um tipo específico de polineurite.

No tratamento desta doença, vemos a importância de uma intervenção fisioterapêutica cardiorrespiratória, já que o paciente apresenta dificuldades respiratórias devido a alterações musculares, levando o indivíduo a um grande encurtamento muscular que ainda acarreta grandes dificuldades de deambulação e realização das atividades da vida diária.

Exames para quem quer começar a malhar.

Saiba os principais exames que devem ser feitos antes de iniciar uma atividade física

Exames para quem quer começar a malhar

Cada vez mais percebemos que as atividades físicas são diretamente relacionadas à nossa saúde, tanto por conseqüências futuras, como imediatas. Isso porque todos o nosso corpo sofre modificações quando nos exercitamos e não só a parte externa, como costumamos pensar.

Essas mudanças internas podem ocorrer para o bem ou para o mal e é por isso que todas as pessoas que querem iniciar uma atividade física têm como primeiro passo uma visita ao médico. “Serão solicitados por ele diferentes tipos de exames. Alguns serão feitos em laboratórios de análise e diagnósticos e outros serão feitos em clínicas especializadas em medicina Cardiológica”, explica Dr. Hélio Magarinos Torres Filho, patologista e diretor médico do Laboratório Richet.

Os principais exames feitos no laboratório são:

Hemograma – Indica se há anemia (carência de ferro)

Glicemia – Indica se há diabetes, que pode causar doenças do coração

Colesterol e triglicérides – Indica qual é o nível de gordura que existe no sangue, que também pode causar doenças do coração

Os exames feitos em clínicas especiais são:

Eletrocardiograma – Verifica se o coração está trabalhando corretamente, bombeando o sangue no ritmo certo.

Ergoespirometria – é feito junto com o ergométrico (eletrocardiograma) e verifica qual é sua freqüência cardíaca.

De acordo com o Dr. Hélio, a detecção dos chamados fatores de risco para doenças cardiovasculares e de distúrbios metabólicos, é de suma importância para que a pessoa não seja pega de surpresa durante uma sessão de exercício.

Cada um desses exames tem uma função específica na decisão de como e qual exercício fazer. Os exames feitos no laboratório mostram como sua saúde está no momento, para saber com qual intensidade você poderá iniciar suas atividades. O Ergoespirometria pode ajudar ao médico a indicar qual tipo de atividade você está apto a fazer. Além disso, a anemia, que pode ser diagnosticada no Hemograma, diminui o fôlego, indicando que exercícios como o surfe e corridas devem ser evitados até que ela seja curada. Nesse caso são sugeridos exercícios mais leves.

www.saude.com.br

Você sabe identificar os primeiros sinais de anorexia?

Muitas vezes as pessoas ouvem falar sobre anorexia e pensam tratar-se de uma realidade muito distante de seus lares. No entanto, a anorexia, uma doença comum entre adolescentes do sexo feminino, muitas vezes não atinge proporções suficientemente alarmantes para chamar a atenção da família. É preciso ficar atento para os primeiros sinais de um transtorno alimentar que pode acarretar graves problemas de subnutrição.

As causas da doença podem ser as mais variadas, desde genéticas até psicológicas. A anorexia nervosa - perda de apetite ou recusa de se alimentar por razões nervosas - geralmente acomete meninas que se sentem insatisfeitas com seu próprio corpo, considerando-se gordas mesmo estando abaixo do peso normal. A doença é mais freqüente em classes sociais mais elevadas, surgindo após uma dieta alimentar (45% dos casos) ou por uma situação competitiva (40%). Algumas profissões são consideradas de risco, pois relacionam a magreza ao sucesso: é o caso das bailarinas e das modelos.

As pessoas com tendência à anorexia geralmente demonstram um comportamento especial que pode ser detectado desde cedo. Têm o hábito de fazer dieta mesmo quando o peso é proporcional à estatura, criticam constantemente algumas partes do corpo (especialmente abdômen, nádegas e coxas), fazem exercícios por mais de uma hora por dia e diminuem suas atividades sociais. É preciso ter muito cuidado na avaliação de um adolescente, pois a prática moderada de alguns desses hábitos faz parte da chamada "síndrome da adolescência normal".

Outros aspectos alarmantes são as pesagens excessivas, as medições de partes do corpo e o histórico médico familiar. Parentes biológicos de pessoas que tiveram anorexia têm uma pré-disposição para a doença, principalmente gêmeos idênticos. Estas pessoas também podem desenvolver um interesse peculiar pelos alimentos, colecionando receitas e cozinhando para a família, mas este interesse é inversamente proporcional ao consumo de alimentos.

O desenvolvimento da doença também pode se dar a partir de uma alteração psicológica devido a uma situação estressante, como a perda de um ente querido, rompimento conjugal, adaptação profissional ruim, relacionamento complicado com a mãe, entre outros.

A perda de peso nas pessoas anoréxicas ocorre geralmente através da redução da alimentação, limitada a frutas e verduras e por vezes chegando a um jejum total. Nos casos mais graves são adotados métodos adicionais de perda de peso, como a auto-indução de vômito, o uso indevido de laxantes ou diuréticos e a prática de exercícios excessivos.

Quando seriamente abaixo do peso, muitas pessoas apresentam sintomas depressivos como insônia, irritabilidade e perda do desejo sexual. No corpo as mudanças são facilmente percebidas: os cabelos ficam fracos, as unhas quebradiças, a pele seca e as extremidades do corpo geralmente ficam frias. Exames médicos podem indicar queda na pressão arterial, arritmias cardíacas, hipotermia, supressão da menstruação, intestino preso e diminuição na secreção de vários hormônios. Nos casos mais sérios as alterações orgânicas e metabólicas, devido à subnutrição, podem levar à morte. Estima-se que cerca de 10% das pacientes com anorexia nervosa vêm a falecer.

A primeira dificuldade do tratamento é convencer a pessoa anoréxica de que ela precisa de ajuda. Geralmente esses pacientes não têm consciência da gravidade do caso, e a idéia de ganhar peso lhes causa horror. A família deve tentar compreender a situação e fazer com que o ambiente se torne agradável ao paciente, ao invés de simplesmente obrigá-lo a comer. Os primeiros passos para a cura podem ser dados por um médico generalista ou um pediatra, acompanhado por um psicólogo que tentará modificar as idéias do paciente sobre seu corpo e alimentação. O médico deverá encorajar hábitos alimentares normais e metas para ganho de peso, sem que este seja o único foco do tratamento.

Se uma internação se tornar necessária, é feita uma dieta hipercalórica, correção de alterações metabólicas e utilização de antidepressivos, geralmente que tenham como efeito colateral o estímulo do apetite. Algumas pessoas recuperam-se completamente após um único episódio, mas na maioria dos casos as recaídas são freqüentes e um acompanhamento psicológico contínuo faz-se necessário.

Após o reestabelecimento do peso ideal, o paciente deverá manter uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo um mínimo de 1200 calorias por dia, distribuídas entre carboidratos, proteínas, frutas e legumes.

Elen Cuña

Antraz: conheça a arma do terrorismo biológico

A possibilidade de uma epidemia causada por um ataque biológico tem assustado a população de todo o mundo. Isto porque o misterioso "pó branco", que supostamente carrega o Bacillus Anthacis, tem se espalhado por nações de todos os continentes, sendo a primeira vez que os correios são utilizados como instrumento de um ataque biológico. Dizemos "supostamente" porque a grande maioria do material analisado demonstrou ser apenas alarme falso: talco, mistura para bolo, água com detergente e até mesmo papel picado causaram pânico nas pessoas que temem ser infectadas por esta doença que já existe há dezenas de milhares de anos.

Histórico do Antraz
Historiadores acreditam que uma das pragas descritas no Velho Testamento por ter atingido o Antigo Egito é o antraz. Isto só é possível porque a bactéria é muito resistente ao ambiente, podendo permanecer no solo por muito tempo mesmo sob condições desfavoráveis como o calor e a seca. O nome da doença vem do grego anthrax, que significa carvão e refere-se às manchas negras deixadas na pele quando a infecção é cutânea.

O recente uso como arma biológica deixa claro que os bacilos do antraz foram modificados em laboratório, para ficarem sob a forma de um pó e poderem ser inspirados mais facilmente. A forma natural da doença é mais freqüente em animais ruminantes, como ovelhas, gado, cavalos e cabras, e a contaminação humana dá-se pelo contato com animais infectados ou suas carcaças, bem como a ingestão de carne crua ou muito mal-passada. A contaminação humana natural é em sua grande maioria cutânea, tendo sido reportada apenas 224 vezes nos EUA entre 1944 e 1994. Já a nação africana de Zimbabwe apresentou uma grave epidemia da doença, registrando mais de 10 mil infecções cutâneas entre 1979 e 1985. Já a versão respiratória da doença é raramente encontrada em sua forma natural, não tendo sido registrado nenhum caso no Brasil e apenas 18 casos nos EUA entre 1900 e 1978.

Durante a segunda guerra mundial o exército britânico fez testes com uma concha explosiva cheia de esporos de antraz, contaminando o solo de uma ilha perto da Escócia durante 36 anos. Nos anos 40 o Japão utilizou o antraz como arma biológica contra a China, e em 1979 pelo menos 68 pessoas morreram na União Soviética em um acidente com o antraz em um laboratório.

No Brasil o uso de armas biológicas já matou milhares de índios durante a colonização, quando eram oferecidos às tribos cobertores com o vírus da varíola. Ao contrário do antraz, a varíola se propaga pelo contato entre os seres humanos, e mata até 30% dos infectados. Segundo especialistas, a varíola é a segunda opção de arma biológica a ser usada pelos terroristas, devido à facilidade para se conseguir e se espalhar o vírus.

Sintomas
Os sintomas da doença dependem da maneira como a pessoa foi infectada. A contaminação pode se dar através do contato com a pele, da ingestão ou da inalação de bacilos do antraz, esta última sendo a forma mais perigosa e fatal.

Quando a contaminação é cutânea, os primeiros sintomas são coceira (como uma picada de mosquito), seguido de uma espécie de furúnculo com um tecido escuro na parte central. Esta versão não apresenta muito risco de ser fatal. Já a forma digestiva causa perda de apetite, náusea e vômitos, seguidos de dor abdominal, febre, diarréia e inflamações, podendo ser fatal em até 60% dos casos não-tratados. A forma mais severa da doença ocorre quando os bacilos do antraz são inalados e infectam o sistema respiratório. Os sintomas iniciais são parecidos com os de uma gripe, causando mal-estar e febre nos seis primeiros dias. Pode evoluir para uma grave infecção respiratória, o que causa dificuldade para respirar, suor intenso e pele azulada. Se não for tratada a tempo, em cerca de dez dias a doença leva à morte quase a totalidade dos casos.

Tratamento
O tratamento pode ser feito com penicilina ou com antibióticos que tenham o princípio ativo ciprofloxacina, facilmente encontrado no mercado brasileiro também em sua forma genérica. Estatísticas demonstraram que a venda deste antibiótico disparou nos EUA, superando até mesmo o Viagra. No entanto, a automedicação não é recomendada por vários motivos: cada tipo de infecção deve ter um acompanhamento específico, e o antibiótico não deve ser tomado caso a doença ainda não tenha sido identificada. O uso de antibióticos de forma indiscriminada pode causar graves danos à saúde, além de tornar os bacilos no organismo mais resistentes aos tratamentos. Se uma pessoa tem apenas gripe e toma antibióticos pensando se tratar de antraz, quando a gripe passar ela vai deixar de tomar esses antibióticos e os outros germes do organismo vão criar resistência a esses medicamentos importantes, podendo não fazer efeito no caso de uma real necessidade.

Quando for comprovado que o paciente esteve exposto ao antraz, o médico indicará o início do tratamento com antibiótico, que deve durar até 60 dias, visto que os bacilos permanecem escondidos no corpo por muito tempo após o controle dos sintomas. Existe uma vacina que é administrada apenas às pessoas expostas a alto risco de contaminação, como os trabalhadores rurais e as forças armadas americanas. Por possuir inúmeros efeitos colaterais e por ser administrada em várias doses ao longo de 18 meses, a Organização Mundial de Saúde não aconselha uma vacinação em massa.

Como se informar
As pessoas que desejam ter mais informações ou saber como proceder em casos de suspeita de contaminação podem ligar para o Disque Saúde (0800-611997), do Ministério da Saúde. As atenções devem ser redobradas ao receber uma correspondência sem o endereço do remetente, com o envelope irregular ou com peso excessivo.

Elen Cuña

Energias renováveis, uma necessidade

As facilidades que as inovações tenológicas nos proporcionam nos dias atuais são tão grandes que, por muitas vezes, esquecemos de como funcionam. Não é simplesmente apertar um botão e pronto. Não é mágica. Necessitam de uma fonte de energia, mas de onde ela vem? Será que vai durar para sempre? A sorte é que tem pessoas que se preocupam com isso por você.

A vida moderna tem sido movida a custa de recursos esgotáveis, de característica efêmera, os chamados combustíveis fósseis, carvão, petróleo e gás natural. Além do mais, essa base energética que suportou nosso crescimento nestas últimas décadas é altamente poluente desde a sua extração e com grande impacto ambiental. Outro tipo de energia não renovável, a nuclear, nos alerta para o perigo dos resíduos radioativos. O uso desenfreado desses combustíveis tem mudado substancialmente a composição da atmosfera e o equilíbrio térmico do planeta, provocando o aquecimento global, degelo nos pólos, chuvas ácidas e o envenenamento de todo meio ambiente.

Sendo assim, a melhor solução para a continuação da evolução tecnológica e a segurança do meio ambiente é a utilização de novos tipos de energia. E elas já existem. São as chamadas energias renováveis, aquelas obtidas de fontes naturais, conhecidas pela imensa quantidade de energia que contêm e porque são capazes de se regenerar por meios naturais, sendo, portanto, virtualmente inesgotáveis. As mais conhecidas são: energia solar, obtida através da luz do Sol, podendo ser captada com painéis solares, que a transformam em energia térmica; energia eólica, obtida pela ação do vento, ou seja, através da utilização da energia cinética gerada pelas correntes aéreas; energia hidráulica, que se produz em barragens construídas em cursos de água. As centrais hidroelétricas aproveitam a energia dos rios para acionar uma turbina que move um gerador elétrico; biomassa, energia que se obtém durante a transformação de produtos de origem animal e vegetal para a produção de energia calorífica e eléctrica. Na transformação de resíduos orgânicos é possível obter biocombustíveis, como o biogás, o bioálcool e o biodiesel.

Outros tipos de energia menos conhecidos são a energia geotérmica, que consiste no aproveitamento de águas quentes e vapores para a produção de eletricidade e calor; energia maremotriz, que se obtém a partir do movimento das ondas, das marés ou da diferença de temperatura entre os níveis da água do mar; energia do hidrogênio, obtida da combinação do hidrogênio com o oxigênio, produzindo vapor de água e libertando energia que é convertida em eletricidade.

O grande problema é que as energias renováveis ainda são consideradas como alternativas ao modelo energético tradicional, mas o mundo parece estar voltando as suas atenções para esse assunto. O Brasil já demonstrou, em foros internacionais, a sua intenção em aprimorar o uso de energias renováveis e diversificar as fontes de geração de energia. O compromisso reduz o risco de um novo déficit hidrológico, que geralmente leva à crise e ao racionamento, como sucedido nos verões de 2001 e 2002.

Outros países se mobilizam para essa mudança de mentalidade. A Alemanha, por exemplo, provou como o uso das fontes renováveis pode ser útil ao Estado, à população e ao meio-ambiente. O país é responsável por cerca de um terço de toda a energia eólica instalada no mundo, representando metade da potência gerada em toda a Europa. O investimento em tecnologia também permitiu aos germânicos se destacarem na utilização de combustíveis de origem vegetal (biomassa). O investimento em energia alternativa é um fenômeno mundial. De acordo com um relatório das Nações Unidas, o investimento em empresas desse tipo atingiu um recorde de US$100 bilhões em 2006. Embora essas fontes de energia respondam por somente 2% da energia mundial, 18% do dinheiro investido em geração de energia atualmente estão aplicados em tecnologias de energia renovável como a eólica, solar e os biocombustíveis.

As energias alternativas têm o potencial de atender a maior parte da demanda crescente por energia, independentemente da origem, seja para a eletricidade, para o aquecimento ou mesmo para o transporte. Há três aspectos importantes que devem ser salientados: a sua viabilidade econômica, a sustentabilidade dessas fontes e a disponibilidade de recursos renováveis para a sua geração, o que varia nas diferentes regiões do globo.
Quaisquer que sejam as fontes de energia que venham a predominar em um futuro próximo terão que ter características que permitam baixíssima emissão de gases poluentes e grande capacidade de renovação.

www.saude.com.br

Aprenda a diferenciar produtos light, diet e zero.

Quando os alimentos light surgiram depois da febre dos diet, a confusão para os consumidores teve início. Nos últimos tempos, os chamados produtos zero passaram a atrapalhar ainda mais a população. A legislação brasileira até obriga que os rótulos das embalagens tragam todas as informações necessárias. A obrigatoriedade, no entanto, ainda não é suficiente para esclarecer as pessoas que chegam até as prateleiras dos supermercados preocupadas com a saúde. Nem todo mundo consegue decifrar as informações impressas na embalagem dos produtos industrializados, por exemplo. Sem a devida orientação, os consumidores sofrem para selecionar aquilo que considera mais adequado ao seu perfil.

“Pelos relatos que nós ouvimos dos pacientes, muitos ainda tem dificuldades em entender os rótulos. Eles não consideram as embalagens tão esclarecedoras”, relata a nutricionista Karine Zortea. De acordo com a profissional, existe até um risco caso a pessoa engane-se em trocar um produto. “Um diabético pode trocar por engano um produto dietético por um light por achar que é a mesma coisa”, diz.

Entenda os rótulos

Diet: Tem isenção de açúcar e/ou proteína e/ou gorduras. Normalmente é indicado para portadores de doenças metabólicas como diabetes. Alimentos diet podem ter valor calórico maior que aqueles que contêm açúcar e nem sempre são úteis para perda de peso.

Light: Possui redução de calorias ou açúcares ou gorduras ou sódio ou outro nutriente em relação ao produto original. É indicado para pessoas que desejam reduzir o teor de açúcares, gorduras ou sal na alimentação. Nem todo alimento light é próprio para perda de peso. A redução calórica em certos alimentos é muito pequena.

Zero: Promete isenção de açúcar com redução de calorias ou isenção de nutrientes em relação ao produto original. De modo geral as indicações são semelhantes aos dos alimentos light. Quando o alimento é zero por isenção de açúcares também pode ser consumido por diabéticos.

Cuidado com as embalagens

Os consumidores devem estar muito atentos para não tomarem como referência o número de calorias exibido nas embalagens de alimentos. Segundo especialistas, as informações contidas nos rótulos podem estar até 25% acima do total de energia realmente fornecida pelo produto. A notícia é até animadora para quem vive lutando contra a balança, mas o sistema de contagem de calorias utilizado como referência atualmente é ultrapassado e também pouco eficaz.

Karine explica também uma outra pegadinha que estamos sujeitos a esbarrar nas hora das compras: “O alimento diet isento de açúcar pode ser ao mesmo tempo rico em gorduras. Para quem quer perder peso, por exemplo, o recomendável é buscar um alimento light”.

Em outro exemplo, no caso de refrigerantes, os produtos diet, light e zero não contêm açúcar e apresentam nenhuma ou menos que 4 kcal por 100 ml. A mudança da terminologia não implica em diferenças nutricionais significativas e a diferença entre os produtos está no tipo e quantidade de adoçantes utilizados.

Nos refrigerantes a base de cola, uma lata de 350 ml, nas versões diet, light e zero, apresenta zero kcal (calorias) e zero grama de açúcar. Já a versão comum possui 148 kcal e 37g de açúcar.

O importante é que o consumidor compreenda as diferenças nas nomenclaturas utilizadas na rotulagem dos alimentos é um direito do consumidor e mais uma ferramenta para escolhas corretas e saudáveis, mas na hora de comprar evite se impressionar com os termos em destaque. Leia a embalagem, verifique as informações nutricionais e compare os produtos.

Fonte:dicasdoprofessor.wordpress.com/

Bebidas energéticas

Os energéticos são bebidas não-alcóolicas que estimulam o metabolismo humano fornecendo a energia a quem bebe através da ingestão de taurina.

As bebidas energéticas têm em sua composição basicamente taurina e cafeína. Algumas contêm guaraná, e todas contém inositol e glucoronolactona. Não foi encontrado em nenhum dos produtos do mercado, até então, componentes considerados droga ou com qualquer poder de alteração da consiciência, como álcool.

O principal ingrediente ativo das bebidas energéticas é a taurina, que é um ácido 2-aminoetanosulfónico, orgânico, que contém enxofre, e é naturalmente originário na bílis. A taurina é um dos aminoácidos não-essenciais mais abundantes no organismo humano, encontrado especialmente no sistema nervoso central, nos músculos esqueléticos, no coração e no cérebro. A taurina atua como emulsionante dos lípidos, no intestino delgado e também funciona como transmissor metabólico fortalecendo as contrações cardíacas.

Os energéticos desintoxicam o organismo humano, e podem facilitar a eliminação de substâncias excedentes do corpo pelo fígado. A taurina não é incorporada em enzimas e proteínas, mas ajuda no metabolismo dos ácidos da bílis.

Não é recomendável o consumo com bebida alcoólica, nem o consumo por crianças, gestantes, idosos e portadores de enfermidades.

O consumo do energético simultâneo ao consumo de bebida alcoólica é muito perigoso, pois o energético tende a suavizar a sensação de embriaguez na pessoa, fazendo-a se sentir capaz de dirigir, mesmo tendo suas habilidades motoras comprometidas. E, além disso, a cafeína contida nestes produtos, aliada ao álcool, pode acelerar a morte de células cerebrais, podendo aumentar o risco de doenças como o mal de Parkinson ou o mal de Alzheimer.

Gabriella Porto

Gorduras entenda mais sobre o assunto.

As gorduras interesterificadas são óleos quimicamente modificados.

Os efeitos nocivos dos ácidos graxos trans (AGT) à saúde humana são conhecidos. Deste modo, se fez necessária a produção de um novo composto para substituí-lo na indústria alimentícia. A alternativa encontrada foi um processo altamente industrializado, denominado interesterificação, que apresenta como o principal método para produção de gorduras com baixos teores ou nenhum de gordura trans.

É produzida por meio de uma mistura de óleo químico com óleo completamente hidrogenado. Ocorre uma quebra concomitante de ligações ésteres presentes e construção de novas ligações nas moléculas glicerídicas. Existem dois tipos de interesterificações: as químicas e as enzimáticas.

Na enzimática, são utilizados biocatalisadores responsáveis por ocasionar a migração acila nas moléculas acilgliderídicas. Já na química, o catalisador mais comumente usado é o método de sódio.

Na natureza, os ácidos graxos habitualmente encontram-se configurados como triglicerídeos, apresentando três ácidos graxos ligados a uma molécula de glicerol. O processo de interesterificação é responsável por reposicionar esses ácidos graxos, de tal modo que a gordura apresenta qualidades diferentes de derretimento e cozimento.

Inicialmente, a interesterificação foi aplicada em gorduras naturais, como banha de porco e óleo da palma. Na banha natural, por exemplo, aproximadamente 2% de triglicerídeos apresentam três ácidos graxos saturados e cerca de 24% possuem três ácidos graxos insaturados. Os triglicerídeos que sobraram são uma combinação de ácidos graxos insaturados e saturados. Depois de realizada a interesterificação, a quantidade de triglicerídeos com três saturados e três insaturados cresce, ao passo que o número de triglicerídeos com combinações de ácidos graxos saturados e insaturados reduz. O produto disso é uma temperatura maior de fusão e qualidade de cozimento aprimorada.

O setor alimentício espera que esse tipo de gordura não seja maléfico à saúde. Todavia, um estudo publicado na Nutrition and Metabolism, no ano de 2007, evidenciou motivos para preocupação. O resultado mostrou que o HDL (colesterol bom) apresentou relativa queda, bem como os níveis de insulina, o que resultou em um aumento de, aproximadamente, 20% de açúcar no sangue.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_interesterificada
http://www.emforma.net/nutricao/gordura-interesterificada/
http://www.melnex.net/semtrans.pdf
http://www.diabetes.org.br/colunistas-da-sbd/nutricao-e-ciencia/470


Gordura Monoinsaturada

De acordo com a nutrição, as gorduras monoinsaturadas são ácidos graxos que apresentam apenas uma dupla ligação em sua molécula.

Este tipo de gordura é considerada benéfica, pois ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL, sigla de lipoproteína de baixa densidade) no sangue. A modificação oxidativa ocorrida com este tipo de colesterol apresenta um significativo papel no desenvolvimento de arteriosclerose. As alterações na alimentação que levam ao aumento da resistência da LDL em oxidar, reduzem o risco do surgimento dessa afecção. No entanto, tanto o ácido graxo monoinsaturado como o ácido graxo poliinsaturado auxiliam na redução da taxa de colesterol sanguíneo, quando há a substituição do ácido graxo saturado da dieta.

Pesquisas têm mostrado que a LDL enriquecida com ácidos graxos monoinsaturados são menos propensos a oxidar, do que quando enriquecida com ácidos graxos poliinsaturados. Uma alimentação farta em ácidos graxos monoinsaturados é uma alternativa para ajudar a reduzir a taxa de colesterol ruim no sangue. Este tipo de gordura deve representar uma taxa de 50% dos lipídios ingeridos diariamente.

Normalmente, à temperatura ambiente, este tipo de gordura encontra-se no estado líquido, sendo que o principal alimento representante desse grupo é o azeite de oliva; óleo de palma, abacate e amendoim também são ricos em gordura monoinsaturada. O fato de serem gorduras estáveis possibilita seu uso na culinária em temperaturas elevadas sem alterarem suas características, pois não oxidam facilmente.

Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/gorduras.html
http://laranjalimao.wordpress.com/2008/06/05/gordura-monoinsaturada/
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/14398
http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=673
http://www.nutricaoclinica.com.br/201012141069/alimentos-funcionais-azeite-de-oliva/azeite-de-oliva-gordura-monoinsaturada
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_monoinsaturada
http://www.vivasaudavel.pt/gca/index.php?id=28

Gordura Poliinsaturada

Nutricionalmente falando, a gordura poliinsaturada é um ácido graxo que apresenta mais de uma ligação dupla em sua molécula.

O consumo de gorduras (especialmente da saturada) é um importante fator para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Contudo, é importante enfatizar que a gordura é um dos componentes essenciais de uma dieta. Esta, além de transmitir sabor aos alimentos, também participa do transporte e na absorção intestinal das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.

O termo “gordura” abrange duas categorias, a do glicerol e a dos ácidos graxos. Ambas são as principais integrantes do grupo dos lipídios que, após entrar no corpo, caminha por ele ligada a uma lipoproteína.

O LDL, que é uma lipoproteína conhecida também como colesterol ruim, quando presente em altas concentrações na circulação sanguínea eleva o risco de ocorrência de ataques cardíacos. Já o HDL, que é outro tipo de lipoproteína conhecida como colesterol bom, é responsável por retirar o excedente de colesterol dos tecidos.

Certos tipos de gorduras poliinsaturadas, o ômega-3 e o ômega-6, são essenciais para um sistema imunológico resistente e uma pele saudável. O primeiro é encontrado em peixes de água fria, como salmão, sardinhas, hareng, entre outros e no óleo de linhaça. Esta gordura não é sintetizada pelo organismo humano, sendo que suas necessidades devem ser supridas por meio da dieta. Já os alimentos que contém ômega-6 são o óleo de girassol, de soja e sementes oleginosas.

O habitual consumo de gorduras poliinsaturadas diminui os níveis de LDL e triglicerídeos sanguíneos, além de diminuir a pressão arterial.

Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/gorduras.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_poliinsaturada
http://www.nupel.uem.br/importancia-gordura-saude.pdf
http://www.saudevidaonline.com.br/ale_colesterol.htm

Gordura Insaturada

Gordura insaturada é a gordura ou ácido graxo que apresenta uma ou mais ligações duplas em suas cadeias. Quando em temperatura ambiente, encontra-se no estado líquido.

Existem dois tipos de gordura insaturada:

•Monoinsaturada: apresenta apenas uma ligação dupla de carbono;
•Poliinsaturada: apresenta mais de uma ligação dupla de carbono.

As gorduras insaturadas são consideradas boas, pois auxiliam na prevenção de doenças cardiovasculares, uma vez que possuem a aptidão de reduzir os níveis de triglicerídeos e o colesterol sanguíneo, elevando o HDL (conhecido como colesterol bom) e diminuindo o nível do LDL (conhecido como colesterol ruim). Como consequência, há a redução da formação e/ou manutenção de placas de gordura no interior dos vasos sanguíneos, que podem levar à hipertensão arterial, infarto e derrame cerebral.

Este tipo de gordura é encontrado no azeite de oliva, castanhas, óleo de canola, abacate, semente de linhaça e determinados peixes, como atum, salmão, truta e cavala.

Ingerir a quantidade mínima diária recomendada de gordura insaturada é fácil. A utilização de óleos de origem vegetal no preparo das refeições, já supre as necessidades diárias. Todavia, devem ser usadas quantidades adequadas de calorias e de gordura total, compatíveis com uma alimentação saudável, para não levar a problemas de sobrepeso e obesidade.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_insaturada
http://mundoestranho.abril.com.br/alimentacao/pergunta_287884.shtml
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gordura-insaturada-pode-ajudar-na-perda-de-peso-em-pessoas-obesas
http://www.nutricaosadia.com.br/2011/01/gordura-saturada-e-gordura-insaturada.html
http://www.nutrociencia.com.br/upload_files/arquivos/oleos%20vegetais.pdf

Gordura Saturada

A gordura saturada é composta por triglicerídeos, cujos ácidos graxos são saturados. A ligação entre carbonos é do tipo simples e, quanto na temperatura ambiente, é encontrada no estado sólido.

Este tipo de gordura é sintetizada por animais e certos vegetais, como o côco e a palma, que apresentam um tipo de ácido graxo de cadeia média (entre 8 a 12 carbonos) e que não levam ao aumento de colesterol ruim no sangue. Está presente na manteiga, banha, bacon, queijos curados, toucinho e carne.

Esta é a principal gordura associada a problemas de obesidade, arteriosclerose, colesterol alto e diversos tipos de cancro. A gordura saturada é responsável por elevar a taxa de colesterol ruim (LDL) na corrente sanguínea, resultando em uma maior produção de placas de gordura, sendo que estas acumulam-se nas artérias, obstruindo-as.

Não há um quadro clínico de carência com relação a esse tipo de gordura, pois esta não é necessária para o organismo, sendo que quanto menor for sua ingestão, melhor é para o organismo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_saturada
http://www.dietaesaude.org/artigos/tipos-de-gorduras-nos-alimentos.php
http://www.alimentacaosaudavel.org/Gordura-Saturada.html
http://resumododia.com/gordura-saturada.html
http://www.sitemedico.com.br/site/qualidade-de-vida/bemestar/6634-nao-e-dificil-reduzir-a-gordura-saturada-de-sua-dieta
http://www.copacabanarunners.net/gorduras.html


Débora Carvalho Meldau

Temperaturas voltam a subir em boa parte do Brasil no fim de semana

As temperaturas voltam a subir neste fim de semana, na maior parte do Brasil. Em São Paulo, o sábado começa com 18°C e a máxima chega aos 27°C. Deve fazer calor de 32°C no Rio de Janeiro, de 34°C em Goiânia e de 35°C em Boa Vista.

O tempo volta a abrir no norte do Rio de Janeiro. Aliás, vai dar praia na área toda que vai até Sergipe. São Paulo ainda terá um dia bonito, mas no fim da tarde pode chover.

No Sul do país, o tempo fica dividido. Sol em boa parte do Rio Grande do Sul e muita chuva nas outras regiões, principalmente em Santa Catarina. A responsável é uma frente fria que vai chegar do Uruguai, intensificando a umidade por lá. Já o Rio Grande do Sul vai estar sob o efeito do ar seco.

Os temporais em Belém podem se repetir no sábado, e não só lá, mas também entre o Acre, Goiás e o Rio Grande do Norte. A chuva pode vir com raios e ventania.

(Fonte: G1)

ONGs pedem que governo alemão desista de financiar Angra 3

Organizações ambientais pediram ao governo alemão que desista do acordo que prevê um subsídio de 1,3 bilhão de euros (cerca de R$ 3 bilhões) para a construção da usina nuclear de Angra 3, no município de Angra dos Reis (RJ). A partir dos anos 70, a Alemanha passou a colaborar com o programa nuclear brasileiro.

No caso de Angra 3, o país se comprometeu em subsidiar a empresa alemã Siemens, que forneceria equipamentos e insumos para a construção da usina.

Este tipo de subsidio do governo alemão serve para proteger as empresas do país, caso um empreendimento em outro país fracasse. Em 2010, a Alemanha reafirmou seu compromisso com Angra 3, mas nenhum contrato de financiamento nem de fornecimento de materiais chegou a ser assinado.

A ONG ambiental Urgewald e outras dez instituições assinaram uma carta enviada à chanceler Angela Merkel e aos ministros da Economia, das Finanças e das Relações Exteriores do país, pedindo que o país desista da parceria.

Na carta, as organizações argumentam que a situação da usina Angra 2, que funciona há dez anos sem uma licença permanente e que também foi resultado de uma parceria com a Alemanha, comprova que o Brasil é um país com “baixos padrões de segurança e sem uma fiscalização nuclear independente”.

Os ambientalistas argumentam também que o projeto de Angra 3, feito nos anos 80, é ultrapassado e apresenta sérios problemas relativos à segurança das pessoas e do ecossistema da região.

A carta chegou às mãos dos ministros antes de um debate sobre a questão no parlamento alemão, na última semana. Após a discussão, o governo disse que voltará a discutir as condições da construção de Angra 3 com o governo brasileiro.

Segurança – A especialista em instituições financeiras da ONG Urgewald, Barbara Happe, disse que a crise nuclear na usina de Fukushima, no Japão, deve fazer com que o governo alemão repense não só sua política nuclear interna, mas também a ajuda aos projetos nucleares de outros países.

“Entre 2001 e 2009, conseguimos que a Alemanha não aprovasse nenhum financiamento na área de energia nuclear. Mas, desde que o governo mudou, usinas da China, do Vietnã, da França e de outros países receberam financiamentos. Nós só ficamos sabendo depois”, disse.

Segundo Happe, uma das autoras da carta aos ministros alemães, a verba prevista para a usina de Angra 3 é a maior que todas as que Alemanha concedeu recentemente.

A especialista, que já morou no Brasil e analisou o projeto da nova usina, apontou diversos argumentos contra a construção, como os problemas de segurança do local previsto e a falta de um depósito seguro para os resíduos nucleares. Atualmente, eles são armazenados dentro do próprio complexo nuclear, em frente ao mar.

“Sabemos que aquela região sofre fortes chuvas e está sujeita a deslizamentos. Em casos como estes, a rota principal de fuga, que é a BR-101 (Rio-Santos), geralmente fica interditada”, disse Barbara Happe.

“Em caso de acidentes, seria preciso retirar cerca de 170 mil pessoas dali. Sem a rodovia, fica difícil.”
As instalações da usina Angra 3 já estão sendo construídas no complexo em Angra dos Reis.

A Eletronuclear, empresa que opera as usinas nucleares brasileiras, anunciou ao longo da última semana uma série de medidas de segurança como a construção de quatro píeres nas imediações de Angra 1, 2 e 3 para aumentar o número de rotas de fuga da região e facilitar a evacuação em navios.

Um porta-voz da empresa anunciou também o plano de contratar uma consultoria para avaliar o risco de deslizamentos nas encostas da BR-101.

Ele disse também que a Eletronuclear estuda a possibilidade de construir uma pequena central hidrelétrica nas bacias dos Rios Mambucaba e Bracuí, para resfriar os reatores das usinas caso os geradores existentes falhem, como ocorreu em Fukushima.

Exemplo japonês – A crise provocada pelo vazamento de radiação da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo tsunami e terremoto que atingiram no Japão no início do mês de março, fizeram com que diversos países europeus anunciassem mudanças em seus programas nucleares.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel decidiu voltar atrás em sua decisão de estender a vida útil das usinas do país após protestos populares contra o uso da energia nuclear.

Segundo a agência estatal alemã Deutsche Welle, o ministério da Economia divulgou uma nota em que prometeu consultar o governo brasileiro para saber “em que medida os acontecimentos no Japão terão efeito nos próximos procedimentos e nos padrões a serem utilizados na futura usina”.

(Fonte: Portal iG)

Morte de golfinhos preocupa ambientalistas no sul da Bahia

O aparecimento de golfinhos mortos da Costa do Descobrimento, no sul do estado preocupa os ambientalistas. Nos últimos dois meses, já foram encontrados 11 animais sem vida. O último foi em Porto Seguro.

Um golfinho adulto de quase dois metros foi encontrado morto na praia das Pitangueiras, no Centro de Porto Seguro. No bico e em várias partes do corpo, as provas da causa da morte: marcas de rede de pesca.

Este não foi o primeiro caso. Nos últimos dois meses, 11 golfinhos da espécie sotália guainazes, mais conhecida como boto-cinza, foram encontrados mortos em praias de três cidades da Costa do Descobrimento. A maioria deles com marcas de rede no corpo. O coordenador da ONG Pat Ecosmar, criada há 15 anos, acredita que a maioria das mortes foram acidentais.

Outros dois golfinhos morreram depois de tentativas de captura por pescadores. Furos de arpão foram encontrados nos animais.

Especialistas alertam que o aumento na quantidade de golfinhos mortos na Costa do Descobrimento pode comprometer a cadeia alimentar dos peixes e prejudicar o ecossistema marinho da região.

A ONG Pat Ecomar, que também atua na proteção de tartarugas marinhas, tem convênio com o projeto Tamar e com o Ibama. Mesmo tendo estes parceiros, a organização conta apenas com a doação e o trabalho de voluntários que trabalham diariamente na preservação da fauna marinha da Costa do Descobrimento.

(Fonte: G1)

Cogumelo do sol é eficaz contra leishmaniose

Leishmanioses

Formulações farmacêuticas produzidas com substâncias do extrato purificado do cogumelo do sol poderão tornar-se um recurso diferenciado no tratamento das leishmanioses.

A informação vem de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da cooperativa Minasfungi do Brasil que, em parceria, estão testando as novas formulações in vitro e em camundongos infectados pela doença.

"Após o tratamento por via oral, animais infectados com a espécie Leishmania amazonensis apresentaram, em vários órgãos, redução mais acentuada do número de parasitas do que quando receberam medicamentos convencionais, como a anfotericina B", diz o professor Eduardo Antonio Ferraz Coelho, um dos responsáveis pela pesquisa.

Sem efeitos colaterais

Além da eficácia verificada nos experimentos iniciais, as substâncias demonstraram benefício adicional em relação aos fármacos disponíveis no mercado: a ausência de efeitos colaterais.

"Os testes indicam que não há prejuízos para células de mamíferos", revela o professor. O resultado já era esperado, uma vez que a formulação é extraída de fungo aprovado pelo Ministério da Saúde como complemento alimentar humano.

Como explica o professor Carlos Alberto Pereira Tavares, coautor da pesquisa, outra particularidade observada nos testes in vitro é que a medicação à base do cogumelo preserva o macrófago - a principal célula parasitada pela leishmânia no hospedeiro mamífero.

"O produto consegue agir diretamente sobre os parasitas dentro da célula hospedeira, sem que ocorra a ativação dos macrófagos parasitados", diz.

Tratamento das leishmanioses

De modo geral, o tratamento das leishmanioses é feito com os chamados antimoniais pentavalentes, que causam toxicidade cardíaca, renal e hepática.

"É um protocolo doloroso para o paciente", esclarece Eduardo Coelho. As aplicações do medicamento são feitas por via endovenosa ou intramuscular. "O tratamento é longo, durante o qual tem sido constatado aumento no número de casos de recidiva (recaída). O paciente pode até apresentar cura clínica, porém, após algum tempo, volta a desenvolver a doença", relata.

As formulações em teste na UFMG pelo pesquisador Diogo Valadares não apresentam essa toxicidade e destinam-se ao uso oral, menos traumático para quem deve lidar com o problema.

A estratégia também pode reduzir os níveis de abandono do tratamento, causa importante do aumento da resistência do parasito a fármacos em uso. O objetivo do grupo é desenvolver produtos para humanos e, sobretudo, cães, importante fonte de transmissão da doença - as estatísticas mostram que, para cada caso de infecção sistêmica entre pessoas, há dez mil ocorrências entre cães.

Cogumelo do sol

O cogumelo do sol, antigo Agaricus blazei, atual Agaricus brasiliensis, é um fungo típico da biodiversidade brasileira. Diz a tradição que foi descoberto por uma comunidade japonesa na década de 1970, em São Paulo, que vivia na Serra da Piedade e apresentava maior longevidade e baixo índice de doenças crônico-degenerativas, em decorrência de seu consumo.

Estudos sobre seu potencial biológico foram iniciados na UFMG em 2008, pelo então aluno de pós-doutorado do ICB Wiliam César Bento Régis, atual diretor científico da Minasfungi do Brasil, cooperativa de produtores mineiros que realiza bioprospecção para comprovar efeitos fisiológicos do fungo que comercializa.

Em convênio com a UFMG, o grupo promove a purificação de extratos, que são testados posteriormente em laboratórios da instituição.

"Já obtivemos diferentes purificações e caracterizamos muitas moléculas do cogumelo do sol, mostrando que ele é uma verdadeira farmácia viva", sintetiza Wiliam Régis.

Conhecido do público brasileiro, o produto disponível comercialmente tem consumo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas como alimento. A parceria com a Minasfungi levou à criação de grupo de pesquisa no CNPq destinado à investigação de princípios ativos do fungo com finalidades farmacêuticas.

Leishmânia

Causada pelo protozoário leishmânia, a doença circula principalmente na tríade inseto-cão-homem e se manifesta nas formas cutânea (tegumentar) e visceral (sistêmica).

"Na leishmaniose visceral, há infiltração do parasito em diversos órgãos; eles se reproduzem e aumentam numericamente até causar falência no funcionamento desses órgãos", explica Eduardo Coelho.

O tratamento no Brasil privilegia a manifestação visceral, devido à capacidade do parasito de migrar para diversos órgãos do corpo. Casos da doença na forma cutânea estariam, assim, abarcados pelo protocolo. Rude e silencioso

Em seu ciclo de vida, a leishmânia apresenta forma flagelada (espécie de cauda) ou não - os termos técnicos são promastigota e amastigota, respectivamente. A forma sem o flagelo se multiplica dentro das células de defesa - macrófagos do organismo animal - que funcionam como reservatórios da leishmânia.

A transmissão ocorre por meio do mosquito palha, que suga o sangue do animal infectado e posteriormente transmite o parasito ao homem. No inseto, o protozoário assume a forma flagelada.

Organismo bastante rudimentar, ele obtém sucesso em sua infestação também porque atua em espécie de silêncio. "Como tem duas formas morfológicas bem distintas, postula-se que a amastigota, que vive no homem e no cão, lhe permite manter-se silencioso, exatamente para não perturbar nem ser perturbado", observa Eduardo Coelho.

Decorre daí a dificuldade em se obter o diagnóstico rápido da leishmaniose humana. "Os casos humanos são poucos, proporcionalmente, em relação a outras doenças mais comuns em nosso meio, porém mais fatais. Isso ocorre porque, quando se descobre a doença, ela já está em fase avançada, comprometendo o funcionamento de diversos órgãos do corpo", acrescenta o professor. Os principais sintomas são febre, emagrecimento, palidez e aumento do volume do fígado e do baço.

Incidência da leishmaniose

A leishmaniose é endêmica em 88 países, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Distintas espécies do parasito predominam nos países afetados. Na UFMG, os testes para a formulação farmacêutica foram feitos até o momento para a L. amazonensis - considerada bastante agressiva - e a L. chagasi, principal causadora da doença no país.

Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking do número de casos no Brasil. Entre 2009 e 2010, foram 1.232 ocorrências em humanos, com 132 mortes - 41%, ou 55 delas, registradas em Belo Horizonte e Região Metropolitana. Farmácia viva Manuscrito

Um pedido de patente para a nova formulação foi depositado pela UFMG. Não há previsão, no entanto, para o início de sua comercialização. Atualmente, os pesquisadores estão finalizando acordos para a realização de testes clínicos em cães.

Informações da Univ. Fed. Minas Gerais

Alho tem atividade antimicrobiana semelhante à dos antibióticos

Tipos de alho

A utilização do alho nos alimentos e como medicamento se perde nos tempos. Segundo algumas evidências, seu emprego em várias culturas começou há pelo menos seis mil anos.

Hoje se conhecem cerca de 600 espécies de alho e o gênero Allium é frequentemente referência em estudos e utilizado em medicina devido às propriedades antimicrobiana e antiviral, entre outras.

Com base no Allium sativum, comumente consumido no Brasil, e no Allium tuberosum, o conhecido alho nirá, que compõe a culinária japonesa, o professor de química do Cotil (Colégio Técnico de Campinas), da Unicamp, Paulo César Venancio, pesquisou as atividades antimicrobianas dessas espécies em ratos, comparando-as com o conhecido antibiótico amoxicilina.

Alho contra infecções

Segundo o pesquisador, o trabalho foi orientado na busca de uma alternativa para combater as infecções bacterianas mais incidentes hoje. "Os antibióticos utilizados são específicos para cada tipo de cepa de bactérias, observando-se cada vez mais o aumento de suas resistências a eles. A ideia foi então a de buscar alternativas junto à natureza que possam vir a somar como possibilidades a mais no controle das infecções bacterianas", afirmou.

Para Venancio, o resultado das análises dos extratos revelou a presença de compostos orgânicos e organossulfurados responsáveis pela ação antimicrobiana e provavelmente resultantes da degradação da alicina presente no alho.

Os testes in vitro confirmaram a ação antimicrobiana do A. sativum, mas surpreendentemente mostraram que esse efeito não se manifesta no caso do A. tuberosum.

No modelo utilizado para os ratos, os extratos dos dois alhos mencionados nas diferentes concentrações utilizadas foram capazes de diminuir de maneira eficaz e comparável à amoxicilina a infecção estafilocócica.

Alho como antibiótico

Para chegar à escolha do alho, Venancio pesquisou inicialmente quais as plantas que apresentavam melhor eficácia contra infecção, mais especificamente no combate aos Staplylococcus aureus, frequentemente isolado na pele, glândulas cutâneas e em mucosas.

Ao justificar a seleção da bactéria, o pesquisador esclarece que ela, que faz parte da microbiota humana, ao encontrar condições favoráveis, pode entrar na corrente sanguínea e se alojar em vários órgãos ou tecidos e causar efeitos devastadores. Esta bactéria é uma das maiores responsáveis pelas infecções hospitalares.

Moveu-o, ainda, o fato de a Anvisa ter lançado em 2010 uma relação de plantas medicinais em que o alho, tradicionalmente considerado antisséptico, tem esse efeito destacado.

O pesquisador enfatiza que o estudo teve por objetivo principal avaliar in vivo a atividade antimicrobiana de extratos dos dois alhos mencionados sobre a infecção estafilocócica em ratos. Paralelamente, determinou as mesmas atividades in vitro, ou seja, com bactérias cultivadas em laboratório. A comparação dos resultados obtidos nos dois estudos permitiu aventar eventuais efeitos fisiológicos sobre os animais.

Mais ainda: para estabelecer parâmetros com outros trabalhos desenvolvidos, Venancio determinou a composição química dos extratos, ou seja, a qualidade e a quantidade de substâncias neles presentes, o que possibilitaria confirmar aquelas responsáveis pelo princípio ativo.

Suco de alho

Entusiasmado com os efeitos benéficos do alho, o autor enfatiza que qualquer pessoa pode fazer um extrato de alho.

Basta pegar um dente de alho que pesa cerca de 500mg (meio grama), triturá-lo, colocar a massa macerada em meia xícara de água e deixar por 20 minutos.

Segundo ele, ao tomar o suco nas refeições, a pessoa está ingerindo um excelente antimicrobiano.

"Fizemos um estudo que pudesse resultar em algo útil e com resultados práticos que podem prontamente ser utilizados pela população", concluiu.

Receita de alho

Paulo Cesar Venancio defende que, se o médico não desejar prescrever apenas o alho nos casos de infecção, pode associá-lo ao antimicrobiano de forma a alcançar sinergismo. Para ele, a idéia do uso simultâneo é melhorar a ação dos antimicrobianos e quem sabe futuramente recuperar antibióticos que não fazem mais efeito.

A análise química da composição dos extratos se justifica porque o alho é constituído por muitas substâncias, daí a importância de determinar quais estavam presentes nos extratos. Porque, afirma Venâncio, "hoje importa na medicina conhecer isoladamente os compostos presentes para poder isolá-los e identificar os responsáveis pelos princípios ativos". Ele, entretanto, esclarece que seu objetivo foi o de apenas identificar os compostos para poder estabelecer uma comparação com os estudos já existentes.

Diz ele que esse parâmetro precisava ser dado à comunidade científica para que pudessem ser comparadas as composições dos alhos aqui cultivados com os já estudados. Os estudos prévios por ele realizados mostram que os componentes mais ativos são os sulfurados, compostos orgânicos à base de enxofre, provavelmente resultantes da degradação da alicina. O estudo permitiu constatar que esses compostos também são preponderantes nos alhos utilizados.

A ação do alho japonês é pouco conhecida e existem poucos estudos sobre ele. Segundo o autor, o que diferencia seu trabalho dos já existentes é a escolha das bactérias Staplylococcus aureus, as maiores responsáveis pelas infecções hospitalares.

Jornal da Unicamp