Acontece nesta segunda-feira, dia 06 de dezembro, o Seminário Frutas Nativas do RS: coleta, beneficiamento e comercialização, na Faculdade de Economia da UFRGS. Será discutida a questão do uso e da conservação de espécies de plantas frutíferas, a partir de uma demanda prioritária dos agricultores e de técnicos preocupados em aperfeiçoar a legislação que fazem parte do DEFAP- SEMA e de pesquisadores que vislumbram o papel estratégico deste tema.
O evento é organizado por grupos de extensão de Agronomia, Biologia, mestrandos do PGDR-UFRGS, professores e técnicos de órgãos ambientais que trabalham no tema. Conforme o divulgado, a visão atual é de que o uso da biodiversidade, a partir de cuidados e técnicas de
manejo sustentável é uma das estratégias de conservação - o que é fundamental para a agrobiodiversidade e um dos passos para a superação do atual modelo de monoculturas. Contudo, destaca-se o caso da palmeira-juçara (Euterpe edulis), que ganha um espaço importante nos Sistemas Agroflorestais (SAFs) na Mata Atlântica. Espaço importante que ainda não é suficientemente percebido pelos governos e a ênfase na fiscalização sobre a coleta e a comercialização dos produtos, além da ausência de um marco legal para a área, ainda são fatores desestimulantes.
“Entende-se que a dificuldade no desenvolvimento do uso das frutas nativas não provém somente de uma legislação desatualizada, mas também de um desestímulo e ausência de pesquisas locais sobre o uso de nossa flora nativa, o que inibe um conjunto de atividades ligadas ao uso dos frutos de nossas espécies. Esta situação se soma, de forma contraditória, ao fato de que muitas espécies frutíferas nativas do RS são utilizadas por outros países, há mais de um século, destacando-se a goiabeira-serrana, conhecida mundialmente por ‘Feijoa’, ou ‘pineapple-guava’ (Acca sellowiana), (Nova Zelândia) e o araçá (Psidium cattleianum) (Austrália). Mais recentemente, verifica-se que ganha espaço o uso da cerejeira-do-mato (Eugenia involucrata) e dos tipos de butiá (Butia spp.), nos EUA e na Europa”, explicou o professor do Departamento de Botânica da UFRGS, Paulo Brack.
Os organizadores do evento acreditam que a implementação de programas de incentivo ao uso das espécies nativas pode ter papel estratégico nos aspectos ecológico e econômico, principalmente para agricultores familiares e populações locais.
Programação
Na manhã do dia 06, haverá uma explanação de agricultores agroecológicos, representantes da Rede Juçara e de técnicos representantes de órgãos estaduais e federais acerca dos reais entraves a partir de suas perspectivas de atuação.
À tarde está prevista uma dinâmica de trabalho com a formação de grupos entre os participantes que deverão identificar questões centradas nos temas: manejo de espécies frutíferas nativas, beneficiamento e comercialização das frutas nativas e seus subprodutos.
A partir das conclusões destes grupos de trabalho será elaborado um documento a ser encaminhado aos governos estadual e federal e órgãos competentes no sentido de ajudar a criar e/ou fortalecer políticas públicas para a área.
Mais informações: com os organizadores
Departamento de Botânica/UFRGS - EcoAgência
sábado, 4 de dezembro de 2010
Mundo detecta surtos de doença infecciosa mais rápido, diz estudo
O mundo está ficando mais ágil na tarefa de detectar epidemias e informar a população a respeito delas. Entre 1996 e 2009, o tempo entre o primeiro caso de uma doença infecciosa e sua detecção pelas autoridades caiu de um mês para 14 dias.
A notícia animadora está em artigo na revista científica americana “PNAS”. Uma equipe da Escola Médica de Harvard (EUA), liderada por John Brownstein, chegou à conclusão depois de examinar registros de centenas de surtos planeta afora.
Brownstein e companhia basearam suas conclusões em dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a qual, ao longo das últimas décadas, tem feito esforços para centralizar os dados internacionais sobre surtos de doenças infecciosas.
A média do período para a detecção de cada epidemia, 23 dias, esconde o fato de que, a cada ano, esse intervalo está encolhendo em 7,3%. O tempo entre a descoberta do surto e o primeiro comunicado público do problema também está mais curto: 19 dias, contra 40 dias na década de 1990.
Redes – Entre os fatores por trás da melhora, os pesquisadores apontam, por exemplo, a atualização das diretrizes da OMS sobre o tema em 2005, as quais pedem que todos os países notifiquem a organização quando estiverem diante de uma emergência de saúde pública com possíveis repercussões internacionais.
Outro fator provavelmente importante: redes entre especialistas em saúde pública criadas pela internet. Uma série de iniciativas formais e informais surgiram ao longo desta década e, em alguns casos, as informações sobre o início de um surto vieram a público graças a elas.
Finalmente, não dá para desprezar o impacto da Sars (sigla inglesa de Síndrome Respiratória Aguda Grave), doença que começou na China em 2002 e quase virou uma ameaça global.
O trauma em relação à Sars teria deixado o mundo mais alerta. Mas há uma má notícia: na África, de onde vem a maior parte dos surtos, ainda há demora nas notificações.
(Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha.com)
A notícia animadora está em artigo na revista científica americana “PNAS”. Uma equipe da Escola Médica de Harvard (EUA), liderada por John Brownstein, chegou à conclusão depois de examinar registros de centenas de surtos planeta afora.
Brownstein e companhia basearam suas conclusões em dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a qual, ao longo das últimas décadas, tem feito esforços para centralizar os dados internacionais sobre surtos de doenças infecciosas.
A média do período para a detecção de cada epidemia, 23 dias, esconde o fato de que, a cada ano, esse intervalo está encolhendo em 7,3%. O tempo entre a descoberta do surto e o primeiro comunicado público do problema também está mais curto: 19 dias, contra 40 dias na década de 1990.
Redes – Entre os fatores por trás da melhora, os pesquisadores apontam, por exemplo, a atualização das diretrizes da OMS sobre o tema em 2005, as quais pedem que todos os países notifiquem a organização quando estiverem diante de uma emergência de saúde pública com possíveis repercussões internacionais.
Outro fator provavelmente importante: redes entre especialistas em saúde pública criadas pela internet. Uma série de iniciativas formais e informais surgiram ao longo desta década e, em alguns casos, as informações sobre o início de um surto vieram a público graças a elas.
Finalmente, não dá para desprezar o impacto da Sars (sigla inglesa de Síndrome Respiratória Aguda Grave), doença que começou na China em 2002 e quase virou uma ameaça global.
O trauma em relação à Sars teria deixado o mundo mais alerta. Mas há uma má notícia: na África, de onde vem a maior parte dos surtos, ainda há demora nas notificações.
(Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha.com)
Dia de Luta contra a Aids: 33 milhões vivem com a doença no mundo
Existem 33 milhões de pessoas ao redor do mundo com Aids. No ano passado, 2 milhões de pessoas morreram vítimas da doença. Porém, depois de décadas se alastrando, especialmente na África, há sinais de que a epidemia da Aids está diminuindo. De acordo com a UNAIDS (The United Nations Aids Agency), na última década, os novos infectados pelo vírus do HIV diminuíram em 20%. Em 1999, o número de novos infectados era de 3,1 milhões ,contra 2,6 milhões em 2009. Desses 33 milhões, mais de 22,5 milhões dos soropositivos vivem na África. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 630 mil pessoas vivem com o HIV.
Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo preparou uma série de ações especiais para celebrar a data. A programação envolve distribuição de 18 mil camisinhas, palestras, atividades culturais e a soltura de 2 mil balões em frente ao hospital estadual Emílio Ribas. Ainda de madrugada, a partir das 5h30, no Terminal Parque Dom Pedro II, o Programa Estadual DST/Aids, em parceria com o Sindicato dos Motoristas de Transporte Coletivo de São Paulo, distribuirá 10 mil preservativos aos usuários de linhas de ônibus.
Já às 15h30, os visitantes da Galeria do Rock poderão participar do evento "Todas as tribos unidos na luta contra a Aids", que contará com apresentações de grafite e de street dance, orientação sobre teste de sorologia e distribuição de 6 mil preservativos. Além disso, a data também marca o último dia da campanha estadual "Fique Sabendo", com testes gratuitos de HIV em 460 municípios paulistas.
Entre as 13h e 17h, mais 2 mil preservativos serão distribuídos às pessoas que forem às unidades dos Sescs Vila Mariana, Santana, Ipiranga, Pinheiros e Pompéia, onde também serão oferecidos exames para detecção do vírus da Aids.
A coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, Maria Clara Gianna, ressalta que a data reforça a solidariedade, a tolerância e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids.
Neste 1º dezembro haverá, ainda, um ciclo de palestras no Instituto Emílio Ribas para discutir perspectivas atuais e futuras do tratamento contra HIV/Aids.
A iniciativa contará com apresentações artísticas, incluindo a participação de Nany People, mostra de comerciais e a soltura de 2.000 balões às 12h. De acordo com o diretor do Emílio Ribas, David Uip, essa é uma data emblemática para refletir sobre a importância de ações articuladas de saúde pública para combater a propagação do HIV no Brasil e no mundo. O instituto, que é referência em infectologia na América Latina, se localiza na avenida Dr. Arnaldo, 165 - Cerqueira César.
Sobre a doença
O que é Aids?
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e câncer.
Transmissão:
- O vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
- Relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
- Compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
- Transfusão de sangue contaminado;
- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
- Da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento
Atualmente a terapia com os chamados antiretrovirais, medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV, proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. Quase 34 milhões de pessoas no mundo são portadoras do HIV
Fique sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega Aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
Fontes: Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal
Neste Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo preparou uma série de ações especiais para celebrar a data. A programação envolve distribuição de 18 mil camisinhas, palestras, atividades culturais e a soltura de 2 mil balões em frente ao hospital estadual Emílio Ribas. Ainda de madrugada, a partir das 5h30, no Terminal Parque Dom Pedro II, o Programa Estadual DST/Aids, em parceria com o Sindicato dos Motoristas de Transporte Coletivo de São Paulo, distribuirá 10 mil preservativos aos usuários de linhas de ônibus.
Já às 15h30, os visitantes da Galeria do Rock poderão participar do evento "Todas as tribos unidos na luta contra a Aids", que contará com apresentações de grafite e de street dance, orientação sobre teste de sorologia e distribuição de 6 mil preservativos. Além disso, a data também marca o último dia da campanha estadual "Fique Sabendo", com testes gratuitos de HIV em 460 municípios paulistas.
Entre as 13h e 17h, mais 2 mil preservativos serão distribuídos às pessoas que forem às unidades dos Sescs Vila Mariana, Santana, Ipiranga, Pinheiros e Pompéia, onde também serão oferecidos exames para detecção do vírus da Aids.
A coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, Maria Clara Gianna, ressalta que a data reforça a solidariedade, a tolerância e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids.
Neste 1º dezembro haverá, ainda, um ciclo de palestras no Instituto Emílio Ribas para discutir perspectivas atuais e futuras do tratamento contra HIV/Aids.
A iniciativa contará com apresentações artísticas, incluindo a participação de Nany People, mostra de comerciais e a soltura de 2.000 balões às 12h. De acordo com o diretor do Emílio Ribas, David Uip, essa é uma data emblemática para refletir sobre a importância de ações articuladas de saúde pública para combater a propagação do HIV no Brasil e no mundo. O instituto, que é referência em infectologia na América Latina, se localiza na avenida Dr. Arnaldo, 165 - Cerqueira César.
Sobre a doença
O que é Aids?
Uma deficiência no sistema imunológico, associada com a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana HIV (Human Immunodeficiency Virus), provocando aumento na susceptibilidade a infecções oportunistas e câncer.
Transmissão:
- O vírus HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal, leite materno;
- Relações sexuais homo ou heterossexuais, com penetração vaginal, oral ou anal, sem proteção da camisinha, transmitem a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis e alguns tipos de hepatite;
- Compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis;
- Transfusão de sangue contaminado;
- instrumentos que cortam ou furam, não esterilizados;
- Da mãe infectada para o filho, durante a gravidez, o parto e a amamentação.
Tratamento
Atualmente a terapia com os chamados antiretrovirais, medicamentos que suprimem agressivamente a replicação do vírus HIV, proporciona melhoria da qualidade de vida, redução da ocorrência de infecções oportunistas, redução da mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. Quase 34 milhões de pessoas no mundo são portadoras do HIV
Fique sabendo:
A Aids não é transmitida pelo beijo, abraço, toque, compartilhando talheres, utilizando o mesmo banheiro, pela tosse ou espirro, praticando esportes, na piscina, praia e, antes de tudo, não se pega Aids dando a mão ao próximo, seja ele ou não soropositivo.
Fontes: Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde. Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal
A boca pode dar sinais de HIV
Problemas bucais associados ao HIV/AIDS
O HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação. AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções "oportunistas" também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.
Como saber se estou com HIV/Aids?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde. Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos. Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:
- Perda de peso acelerada
- Tosse seca
- Febre constante ou sudorese noturna intensa
- Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço
- Diarreia que dura mais de uma semana
- Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta
- Pneumonia
- Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras
- Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas
Problemas bucais associados ao HIV/AIDS
O HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação. AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções "oportunistas" também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.
Como saber se estou com HIV/Aids?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde. Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos. Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:
- Perda de peso acelerada
- Tosse seca
- Febre constante ou sudorese noturna intensa
- Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço
- Diarreia que dura mais de uma semana
- Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta
- Pneumonia
- Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras
- Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas
O HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação. AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções "oportunistas" também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.
Como saber se estou com HIV/Aids?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde. Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos. Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:
- Perda de peso acelerada
- Tosse seca
- Febre constante ou sudorese noturna intensa
- Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço
- Diarreia que dura mais de uma semana
- Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta
- Pneumonia
- Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras
- Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas
Problemas bucais associados ao HIV/AIDS
O HIV (vírus de imunodeficiência humana) é o vírus que causa a AIDS. Este vírus é transmitido de uma pessoa para outra através do contato com o sangue (transfusões de sangue, agulhas infectadas com HIV) e relação sexual. Além disso, uma mulher grávida que esteja infectada pode transmitir o HIV para o seu bebê durante a gestação ou parto, como também através da amamentação. AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) ocorre quando a infecção pelo HIV enfraquece o sistema imunológico da pessoa até o ponto em que ela não consegue combater certas doenças e infecções. Infecções "oportunistas" também podem ocorrer, aproveitando-se da fraqueza do sistema imunológico.
Como saber se estou com HIV/Aids?
Problemas dentários como gengivas machucadas e sangrando, feridas de herpes na boca e infecções por fungos (sapinho), podem ser os primeiros sinais clínicos de AIDS. No entanto, se você tiver alguns destes sintomas não deve concluir que está infectado pelo vírus, uma vez que eles ocorrem também na população em geral. A única forma de se saber ao certo se está infectado é fazendo o teste de HIV. Consulte seu médico ou qualquer outro profissional da área de saúde. Um teste de HIV positivo não significa que você tenha AIDS. A AIDS é um diagnóstico feito pelo médico, com base em critérios específicos. Também não se pode confiar nos sintomas para saber se está ou não infectado pelo HIV. Muitas pessoas que estão infectadas pelo vírus não apresentam nenhum sintoma durante muitos anos. Os sinais abaixo podem servir como alerta para a infecção pelo HIV:
- Perda de peso acelerada
- Tosse seca
- Febre constante ou sudorese noturna intensa
- Glândulas linfáticas inchadas nas axilas, virilha e pescoço
- Diarreia que dura mais de uma semana
- Manchas brancas ou manchas estranhas na língua, na boca ou na garganta
- Pneumonia
- Manchas vermelhas, marrons, rosas ou púrpuras na pele, ou dentro da boca, nariz ou pálpebras
- Perda de memória, depressão e outras alterações neurológicas
Aumenta incidência de HIV entre jovens de 17 a 20 anos
Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º) pelo Ministério da Saúde revela que os jovens têm elevado conhecimento sobre a prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), mas a tendência é de aumento de casos.
O levantamento foi feito com 35 mil jovens de 17 a 20 anos e aponta que a prevalência do HIV entre jovens de 17 a 20 anos passou de 0,09% para 0,12%. Quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus (prevalência de 0,17% entre os que têm ensino fundamental incompleto e de 0,1% entre os que têm ensino fundamental completo).
Um estudo feito em 2008 indica que 97 dos jovens de 15 a 24 anos sabem que o preservativo é a melhor alternativa de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a relação se torna estável. O percentual de uso de preservativo na primeira relação é de 61%, mas cai para apenas 30,7% entre parceiros fixos.
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada nesta quarta-feira pelo ministério para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
(Fonte: Paula Laboissière/ Agência Brasil)
O levantamento foi feito com 35 mil jovens de 17 a 20 anos e aponta que a prevalência do HIV entre jovens de 17 a 20 anos passou de 0,09% para 0,12%. Quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus (prevalência de 0,17% entre os que têm ensino fundamental incompleto e de 0,1% entre os que têm ensino fundamental completo).
Um estudo feito em 2008 indica que 97 dos jovens de 15 a 24 anos sabem que o preservativo é a melhor alternativa de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a relação se torna estável. O percentual de uso de preservativo na primeira relação é de 61%, mas cai para apenas 30,7% entre parceiros fixos.
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada nesta quarta-feira pelo ministério para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids.
(Fonte: Paula Laboissière/ Agência Brasil)
Cuidado com remédios que controlam a fome
Em janeiro de 2010, a agência reguladora de medicamentos européia - EMEA (European Medicines Agency) - suspendeu a licença de comercialização da sibutramina com a alegação de que a droga aumenta o risco de infarto e derrame. Posteriormente, no início de outubro de 2010, os Estados Unidos, Canadá e Austrália seguiram os passos europeus e também fecharam suas portas ao medicamento.
Tudo começou com os resultados de um estudo chamado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial), que envolveu mais de 10 mil pacientes obesos, acima de 55 anos com diabetes, história de cardiopatia ou outros fatores de risco cardiovascular por pelo menos seis anos. O objetivo da pesquisa era avaliar os efeitos da sibutramina neste perfil de pacientes.
A ocorrência de eventos graves como infarto, derrame, parada cardíaca e morte no grupo de pacientes em uso de placebo (cápsulas sem medicamento) foi de 10%, enquanto no grupo que usava sibutramina foi de 11,4%. Embora pareça uma diferença pequena e tenha ocorrido apenas em pessoas com doenças cardiovasculares, isso foi suficiente para que as agências reguladoras entendessem que os riscos da sibutramina não compensam seus benefícios.
As estimativas internacionais contabilizam mais de 400 milhões de adultos obesos em todo o mundo, com projeções de cerca de 700 milhões, em 2015. Como toda doença crônica, a obesidade precisa ser encarada com responsabilidade e seriedade. Não se trata de falta de força de vontade, de desvio de conduta, de desleixo pessoal.
É uma doença crônica grave e que pode propiciar o aparecimento de muitas outras, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, ortopédicas e reumatológicas, vários tipos de problemas psicológicos e até alguns tipos de câncer. Precisamos mudar nossa forma de encarar a obesidade e deixar de relacioná-la a fatores estéticos exclusivamente, porque ela traz consigo muito mais problemas médicos e psiquiátricos do que podemos imaginar.
Esse quadro exige um tratamento que vai além das orientações nutricionais e de estilo de vida que diariamente prescrevemos aos pacientes obesos. Para uma grande parte deles, faz-se necessário o uso de medicamentos que atuem como facilitadores no processo de perda de peso. Mas diferentemente da maioria das doenças crônicas, para a obesidade há uma completa escassez de recursos farmacológicos e nos vemos obrigados a apelar para a força de vontade dos pacientes, como se eles fossem doentes "pela falta de força de vontade".
Nos últimos 15 anos, apenas quatro medicamentos para a obesidade receberam registro das agências reguladoras em todo o mundo, a dexfenfluramina, o rimonabanto, a sibutramina e o orlistat. No Brasil, a primeira foi suspensa após cinco anos de uso, devido a constatação de causar lesões nas válvulas cardíacas, o segundo foi suspenso em menos de um ano, após as observações de causar problemas psiquiátricos e a cada dia aumenta o cerco à sibutramina.
Entre nós, a sibutramina vem sendo utilizada há 12 anos e é uma importante ferramenta para o tratamento do sobrepeso e obesidade. Ela atua aumentando a saciedade, o que a difere muito das anfetaminas, que reduzem a fome. Manter a fome é um fator importante quando o nosso objetivo é a perda de peso através de uma dieta balanceada.
Em contrapartida, o efeito da sibutramina permite ao paciente sentir saciedade com um volume alimentar bem menor. Sem fome os pacientes simplesmente deixam de comer e vivem de beliscos. Perdem muito peso, mas a manutenção é praticamente impossível.
Diversos estudos já demonstraram a eficácia e segurança quando usada conforme suas indicações, associada a mudanças de estilo de vida e sob acompanhamento médico. Ela não deve ser utilizada em pacientes com doenças cardiovasculares como foi feito no estudo SCOUT. Assim, o estudo revelou o óbvio, simplesmente o que a bula do medicamento já diz: que ela não deve ser usada nesses pacientes. Apesar de todas as alegações das sociedades de classe, a sibutramina está na berlinda também no Brasil.
No dia 23 de novembro, o Laboratório Abbott, responsável pela fabricação e comercialização da sibutramina no Brasil, resolveu retirar do mercado a sibutramina de marca, o Reductil. Ainda não temos uma posição dos outros laboratórios que fabricam os genéricos e similares da sibutramina. Mas a dúvida fica no ar, ou a quase certeza.
Dificuldades para a aprovação de novas drogas
Para uma droga nova ser aprovada para o tratamento da obesidade, ela deve se mostrar eficaz em relação ao placebo (cápsulas sem medicamento ativo), ou seja, levar a uma perda de peso maior que 5% do peso corporal e propiciar manutenção do peso alcançado por no mínimo um ano; deve ser segura em relação aos efeitos colaterais e deve levar à redução dos vários fatores de risco relacionados à obesidade.
Esses são parâmetros rigorosos e avaliados em III fases antes da droga poder ser comercializada, o que pode levar mais de 10 anos de pesquisa. Após a aprovação pelos órgãos de vigilância e em vigência do uso da droga pela população, começa uma IV fase de avaliação, chamada de farmacovigilância, quando os órgãos reguladores, como o FDA nos Estados Unidos, a Anvisa no Brasil e a EMEA na Europa podem exigir mais estudos após a entrada do medicamento em circulação, no sentido de aferir as vantagens entre os riscos inerentes a todos os medicamentos e os benefícios dos mesmos para a população.
Além disso, existe um programa onde os médicos podem comunicar os efeitos secundários que por ventura ocorram em seus pacientes durante o uso de cada medicamento. Estes dados são extensamente analisados e, caso surjam situações em que o risco suplante o benefício, o medicamento é retirado do mercado.
Para conseguir um medicamento eficaz e seguro, que cumpra com as normas do FDA nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários cerca de cinco mil a 10 mil compostos químicos, no mínimo oito a 12 anos de estudos e avaliações, entre 350 a 500 milhões de dólares de investimento. Mesmo assim, a aprovação desses medicamentos pode ser suspensa caso os pré-requisitos acima não sejam atendidos.
Com isso, resta-nos aguardar pelos vários medicamentos que atualmente estão percorrendo todas as longas fases regulamentadas pela pesquisa científica em busca de aprovação, entendendo que todas elas são importantes para que os medicamentos sejam eficazes e seguros.
Até lá devemos utilizar os recursos terapêuticos que dispomos de maneira criteriosa e a sibutramina sem dúvida é uma das mais importantes drogas disponíveis no Brasil. Fora ela nós temos as anfetaminas e o orlistat.
Novos medicamentos em fases finais de estudo
Atualmente, cinco medicamentos estão em fase adiantada de pesquisa, na chamada fase III. São eles:
1- Celistat: Um inibidor da lipase semelhante ao nosso orlistat (Xenical) que leva à perda de peso pela inibição da absorção intestinal das gorduras da dieta.
2- Locaserina: Uma droga que imita os efeitos da serotonina, semelhante à sibutramina, mas sem alguns efeitos estimulantes desta.
3- Qnexa: Uma associação do topiramato com a fentermina. O primeiro, um anticonvulsivante e antienxaquecoso já em uso no Brasil e com comprovados efeitos na impulsividade do comer compulsivo. A segunda, em uso nos Estados Unidos, um derivado anfetamínico com efeitos supressores do apetite. Infelizmente, essa associação acaba de ser reprovada pelo FDA na fase III.
4- Tesofensina: uma droga semelhante à sibutramina com efeitos na saciedade e no gasto energético.
5- Contrave: outra associação medicamentosa, agora entre a bupropiona e o Naltrexone, os dois já usados individualmente no Brasil. O primeiro, como auxiliar nos tratamentos antitabagismo e o segundo, no tratamento do alcoolismo.
www.minhavida.com.br
Tudo começou com os resultados de um estudo chamado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial), que envolveu mais de 10 mil pacientes obesos, acima de 55 anos com diabetes, história de cardiopatia ou outros fatores de risco cardiovascular por pelo menos seis anos. O objetivo da pesquisa era avaliar os efeitos da sibutramina neste perfil de pacientes.
A ocorrência de eventos graves como infarto, derrame, parada cardíaca e morte no grupo de pacientes em uso de placebo (cápsulas sem medicamento) foi de 10%, enquanto no grupo que usava sibutramina foi de 11,4%. Embora pareça uma diferença pequena e tenha ocorrido apenas em pessoas com doenças cardiovasculares, isso foi suficiente para que as agências reguladoras entendessem que os riscos da sibutramina não compensam seus benefícios.
As estimativas internacionais contabilizam mais de 400 milhões de adultos obesos em todo o mundo, com projeções de cerca de 700 milhões, em 2015. Como toda doença crônica, a obesidade precisa ser encarada com responsabilidade e seriedade. Não se trata de falta de força de vontade, de desvio de conduta, de desleixo pessoal.
É uma doença crônica grave e que pode propiciar o aparecimento de muitas outras, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, ortopédicas e reumatológicas, vários tipos de problemas psicológicos e até alguns tipos de câncer. Precisamos mudar nossa forma de encarar a obesidade e deixar de relacioná-la a fatores estéticos exclusivamente, porque ela traz consigo muito mais problemas médicos e psiquiátricos do que podemos imaginar.
Esse quadro exige um tratamento que vai além das orientações nutricionais e de estilo de vida que diariamente prescrevemos aos pacientes obesos. Para uma grande parte deles, faz-se necessário o uso de medicamentos que atuem como facilitadores no processo de perda de peso. Mas diferentemente da maioria das doenças crônicas, para a obesidade há uma completa escassez de recursos farmacológicos e nos vemos obrigados a apelar para a força de vontade dos pacientes, como se eles fossem doentes "pela falta de força de vontade".
Nos últimos 15 anos, apenas quatro medicamentos para a obesidade receberam registro das agências reguladoras em todo o mundo, a dexfenfluramina, o rimonabanto, a sibutramina e o orlistat. No Brasil, a primeira foi suspensa após cinco anos de uso, devido a constatação de causar lesões nas válvulas cardíacas, o segundo foi suspenso em menos de um ano, após as observações de causar problemas psiquiátricos e a cada dia aumenta o cerco à sibutramina.
Entre nós, a sibutramina vem sendo utilizada há 12 anos e é uma importante ferramenta para o tratamento do sobrepeso e obesidade. Ela atua aumentando a saciedade, o que a difere muito das anfetaminas, que reduzem a fome. Manter a fome é um fator importante quando o nosso objetivo é a perda de peso através de uma dieta balanceada.
Em contrapartida, o efeito da sibutramina permite ao paciente sentir saciedade com um volume alimentar bem menor. Sem fome os pacientes simplesmente deixam de comer e vivem de beliscos. Perdem muito peso, mas a manutenção é praticamente impossível.
Diversos estudos já demonstraram a eficácia e segurança quando usada conforme suas indicações, associada a mudanças de estilo de vida e sob acompanhamento médico. Ela não deve ser utilizada em pacientes com doenças cardiovasculares como foi feito no estudo SCOUT. Assim, o estudo revelou o óbvio, simplesmente o que a bula do medicamento já diz: que ela não deve ser usada nesses pacientes. Apesar de todas as alegações das sociedades de classe, a sibutramina está na berlinda também no Brasil.
No dia 23 de novembro, o Laboratório Abbott, responsável pela fabricação e comercialização da sibutramina no Brasil, resolveu retirar do mercado a sibutramina de marca, o Reductil. Ainda não temos uma posição dos outros laboratórios que fabricam os genéricos e similares da sibutramina. Mas a dúvida fica no ar, ou a quase certeza.
Dificuldades para a aprovação de novas drogas
Para uma droga nova ser aprovada para o tratamento da obesidade, ela deve se mostrar eficaz em relação ao placebo (cápsulas sem medicamento ativo), ou seja, levar a uma perda de peso maior que 5% do peso corporal e propiciar manutenção do peso alcançado por no mínimo um ano; deve ser segura em relação aos efeitos colaterais e deve levar à redução dos vários fatores de risco relacionados à obesidade.
Esses são parâmetros rigorosos e avaliados em III fases antes da droga poder ser comercializada, o que pode levar mais de 10 anos de pesquisa. Após a aprovação pelos órgãos de vigilância e em vigência do uso da droga pela população, começa uma IV fase de avaliação, chamada de farmacovigilância, quando os órgãos reguladores, como o FDA nos Estados Unidos, a Anvisa no Brasil e a EMEA na Europa podem exigir mais estudos após a entrada do medicamento em circulação, no sentido de aferir as vantagens entre os riscos inerentes a todos os medicamentos e os benefícios dos mesmos para a população.
Além disso, existe um programa onde os médicos podem comunicar os efeitos secundários que por ventura ocorram em seus pacientes durante o uso de cada medicamento. Estes dados são extensamente analisados e, caso surjam situações em que o risco suplante o benefício, o medicamento é retirado do mercado.
Para conseguir um medicamento eficaz e seguro, que cumpra com as normas do FDA nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários cerca de cinco mil a 10 mil compostos químicos, no mínimo oito a 12 anos de estudos e avaliações, entre 350 a 500 milhões de dólares de investimento. Mesmo assim, a aprovação desses medicamentos pode ser suspensa caso os pré-requisitos acima não sejam atendidos.
Com isso, resta-nos aguardar pelos vários medicamentos que atualmente estão percorrendo todas as longas fases regulamentadas pela pesquisa científica em busca de aprovação, entendendo que todas elas são importantes para que os medicamentos sejam eficazes e seguros.
Até lá devemos utilizar os recursos terapêuticos que dispomos de maneira criteriosa e a sibutramina sem dúvida é uma das mais importantes drogas disponíveis no Brasil. Fora ela nós temos as anfetaminas e o orlistat.
Novos medicamentos em fases finais de estudo
Atualmente, cinco medicamentos estão em fase adiantada de pesquisa, na chamada fase III. São eles:
1- Celistat: Um inibidor da lipase semelhante ao nosso orlistat (Xenical) que leva à perda de peso pela inibição da absorção intestinal das gorduras da dieta.
2- Locaserina: Uma droga que imita os efeitos da serotonina, semelhante à sibutramina, mas sem alguns efeitos estimulantes desta.
3- Qnexa: Uma associação do topiramato com a fentermina. O primeiro, um anticonvulsivante e antienxaquecoso já em uso no Brasil e com comprovados efeitos na impulsividade do comer compulsivo. A segunda, em uso nos Estados Unidos, um derivado anfetamínico com efeitos supressores do apetite. Infelizmente, essa associação acaba de ser reprovada pelo FDA na fase III.
4- Tesofensina: uma droga semelhante à sibutramina com efeitos na saciedade e no gasto energético.
5- Contrave: outra associação medicamentosa, agora entre a bupropiona e o Naltrexone, os dois já usados individualmente no Brasil. O primeiro, como auxiliar nos tratamentos antitabagismo e o segundo, no tratamento do alcoolismo.
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Aveia ajuda a emagrecer e auxilia no funcionamento do intestino
Dentre os cereais, todos muito importantes para a dieta e a saúde, a aveia é o mais rico em fibras e o mais barato. Alguns de seus benefícios são prolongamento da sensação de saciedade, diminuição do colesterol ruim (LDL) e melhora no funcionamento do intestino. Além disso, está disponível em grande parte dos supermercados, tem um gosto agradável para a maioria dos paladares e possui versões em flocos, farelo e farinha, o que permite variar o consumo.
Para quem está em um processo de emagrecimento, a aveia é indicada porque possui digestão lenta. É por isso que seu consumo faz a saciedade durar e a fome demorar para chegar. Segundo a nutricionista Elisa Yaemiiam Jo, do Hospital São Luiz Maria, mais vale comer uma porção de aveia, um carboidrato complexo, que um pão francês, um carboidrato simples. "O pãozinho possui somente a farinha de trigo, que não é suficiente para saciar o organismo durante muito tempo. Já a aveia é cheia de fibras", explica.
São essas fibras, chamadas fibras solúveis, que ajudam a reduzir as taxas de colesterol ruim e, por consequência, protegem contra doenças cardiovasculares. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu que esse efeito benéfico ocorre porque o cereal atrapalha fisicamente a absorção de vários tipos de gordura no intestino e, por isso, impede sua transformação em colesterol.
O fisiologista da Unifesp Renato Romani ressalta que a queda nos níveis de colesterol varia de pessoa para pessoa. Mas, segundo ele, 70% daqueles que ingerem aveia têm mais chances de conseguir tal diminuição. A probabilidade de sucesso é ainda maior para quem tem uma boa alimentação diária, faz exercícios físicos e controla o estresse.
As fibras que combatem o colesterol alto também são as responsáveis pelos impactos positivos da aveia na função intestinal. "É no intestino que os nutrientes necessários ao organismo são absorvidos e que aqueles que não servem para nada são eliminados", diz a especialista da Setha Consultora Nutricional, Selva Sierro. Mas, para possibilitar esse trabalho das fibras, é necessário beber bastante água.
Consumo
Romani aconselha ingerir aproximadamente 75 gramas de aveia por dia para que o organismo possa tirar o melhor proveito possível desse alimento. Para se ter uma ideia, uma colher de sopa cheia tem em média 20 g. Para saber quanto uma criança deve ingerir diariamente, some a idade dela ao número cinco. Se seu filho tem dois anos, por exemplo, deve consumir sete gramas todos os dias. "A ingestão deve começar a partir dos dois anos, salvo recomendação médica", orienta Selva.
As formas em que o cereal é encontrado são tão variadas quanto suas vantagens para a saúde. De acordo com Selva, o farelo é o mais nutritivo, seguido pelos flocos e, depois, pela farinha. "Mas as diferenças são mínimas, o importante é ter prazer nas refeições?.
Independente da versão, a aveia pode entrar em cena já no café da manhã. Acrescente duas colheres de sopa de aveia no leite, no iogurte ou sobre frutas, como mamão, banana e abacate. Ao longo do dia, é possível introduzir a aveia nas refeições sem que ela mude muito o sabor da comida. Uma boa pedida é usar a farinha de aveia no lugar da farinha de trigo nas receitas.
Minha Vida
Para quem está em um processo de emagrecimento, a aveia é indicada porque possui digestão lenta. É por isso que seu consumo faz a saciedade durar e a fome demorar para chegar. Segundo a nutricionista Elisa Yaemiiam Jo, do Hospital São Luiz Maria, mais vale comer uma porção de aveia, um carboidrato complexo, que um pão francês, um carboidrato simples. "O pãozinho possui somente a farinha de trigo, que não é suficiente para saciar o organismo durante muito tempo. Já a aveia é cheia de fibras", explica.
São essas fibras, chamadas fibras solúveis, que ajudam a reduzir as taxas de colesterol ruim e, por consequência, protegem contra doenças cardiovasculares. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu que esse efeito benéfico ocorre porque o cereal atrapalha fisicamente a absorção de vários tipos de gordura no intestino e, por isso, impede sua transformação em colesterol.
O fisiologista da Unifesp Renato Romani ressalta que a queda nos níveis de colesterol varia de pessoa para pessoa. Mas, segundo ele, 70% daqueles que ingerem aveia têm mais chances de conseguir tal diminuição. A probabilidade de sucesso é ainda maior para quem tem uma boa alimentação diária, faz exercícios físicos e controla o estresse.
As fibras que combatem o colesterol alto também são as responsáveis pelos impactos positivos da aveia na função intestinal. "É no intestino que os nutrientes necessários ao organismo são absorvidos e que aqueles que não servem para nada são eliminados", diz a especialista da Setha Consultora Nutricional, Selva Sierro. Mas, para possibilitar esse trabalho das fibras, é necessário beber bastante água.
Consumo
Romani aconselha ingerir aproximadamente 75 gramas de aveia por dia para que o organismo possa tirar o melhor proveito possível desse alimento. Para se ter uma ideia, uma colher de sopa cheia tem em média 20 g. Para saber quanto uma criança deve ingerir diariamente, some a idade dela ao número cinco. Se seu filho tem dois anos, por exemplo, deve consumir sete gramas todos os dias. "A ingestão deve começar a partir dos dois anos, salvo recomendação médica", orienta Selva.
As formas em que o cereal é encontrado são tão variadas quanto suas vantagens para a saúde. De acordo com Selva, o farelo é o mais nutritivo, seguido pelos flocos e, depois, pela farinha. "Mas as diferenças são mínimas, o importante é ter prazer nas refeições?.
Independente da versão, a aveia pode entrar em cena já no café da manhã. Acrescente duas colheres de sopa de aveia no leite, no iogurte ou sobre frutas, como mamão, banana e abacate. Ao longo do dia, é possível introduzir a aveia nas refeições sem que ela mude muito o sabor da comida. Uma boa pedida é usar a farinha de aveia no lugar da farinha de trigo nas receitas.
Minha Vida
Embalagem de salgadinho também é reciclável

Resíduos como embalagem de bala ou de salgadinho causam dúvidas a muitos consumidores na hora do descarte. É reciclável ou não? Na verdade é, mas o processo é mais complexo e menos rentável, porque exige a separação da fina camada do alumínio do plástico. De olho nesse nicho de mercado, há nove anos, surgiu nos Estados Unidos, a TerraCycle.
A empresa, que hoje atua em mais oito países, inclusive o Brasil, aposta no chamado “upcycle”, palavra em inglês que traduz a ideia de reaproveitamento e transformação do resíduo em outro produto, sem necessidade de transformações físicas e químicas da reciclagem.
A TerraCycle conta com a colaboração dos consumidores na sua cadeia produtiva. Além das doações de sobras de empresas fabricantes de embalagens, a empresa recebe dos consumidores finais, embalagens pós-consumo de refresco em pó, salgadinhos, chocolate, alimentos congelados, entre outros.
Funciona assim: o consumidor coleta o material a ser reaproveitado, faz um cadastro no site da empresa e cria uma conta. Com a senha criada, o usuário poderá ter acesso e imprimir um selo de correio pré-pago para enviar a encomenda para a TerraCycle sem pagar nada. Para cada malote é necessário juntar um mínimo de 50 embalagens, de qualquer marca. O consumidor também não precisa se preocupar com o estado de conservação do resíduo. A empresa paga R$ 0,02 por embalagem e o consumidor é responsável por indicar uma instituição beneficente ou sem fins lucrativos para onde o dinheiro deve ser repassado.
Empresa, escolas ou grupos de amigos também podem se agrupar em times de coleta. “É uma solução inovadora para as grandes corporações que, agora com a lei federal da Política Nacional de Resíduos Sólidos, terão de se responsabilizar por recolher e dar destinação correta a seus produtos”, afirma Camila Melo, gerente de mobilização comunitária do Akatu.
Com o material coletado, são confeccionados mais de 30 tipos de produtos, como bolsas, mochilas, lancheiras, estojos, guarda-chuvas e brinquedos, como bolas e pipas. Para compra, esses produtos podem ser encontrados no site da Terracycle ou em lojas de varejo como o Walmart, apoiador estratégico do Akatu. Os preços variam de R$ 13 a R$ 30.
No Brasil, já há 125.600 pessoas cadastradas, que ajudam a dar destinação correta aos resíduos. Tradicionalmente, aqui, esse tipo de resíduo é descartado em aterros sanitários. Quando jogados em ruas e outras vias públicas, esses resíduos entopem bueiros, causando enchentes.
Rogério Ferro, da equipe Akatu
Portadores do vírus HIV contam como encaram a doença
AIDS ao nascer
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, pessoas que vivem com o vírus HIV relataram à Agência Brasil suas experiências. Nas conversas, elas contam como encaram a doença, a relação com a família e os amigos e a questão do preconceito.
É o caso da estudante Nelma Borges, 17 anos, que vive com a doença desde que nasceu, transmitida pela mãe durante a gravidez. Ela diz que a aids não a assusta, mas que nem sempre foi assim.
"Quando criança, era difícil. Para mim, a vida tinha acabado. A partir do momento em que aprendi a entender o que era, como era, comecei a ver a vida de forma mais tranquila", disse a jovem, moradora do Distrito Federal (DF).
Nelma conta que lidou com o preconceito na escola e nas relações pessoais. "As pessoas que andavam comigo tinham bastante [preconceito]. Alguns namoradinhos também. Na escola, convivi com um colega que tinha. Quanto à família, não sofri nenhuma discriminação. Os amigos de verdade nunca deixaram de conviver comigo por conta disso".
Apenas um detalhe
Assim como Nelma, CF, 18 anos, também contraiu o vírus por transmissão vertical (de mãe para filho). Aos 13 anos, descobriu a doença. Por decisão da família adotiva, ele revelou sua sorologia positiva apenas a pessoas próximas.
Morador também do Distrito Federal, CF admite que não enfrentou o preconceito, porém conhece quem já passou pela situação. " Eu nunca sofri, mas sei de pessoas que tiveram de mudar de escola", conta.
Sobre o futuro, disse que os projetos de vida continuam os mesmos e que a aids é apenas "um detalhe a mais para ter cuidado".
Apoio familiar
Aos 43 anos, o servidor público aposentado Edson dos Santos, de Santo André (SP), fala com tranquilidade sobre a doença com a qual convive desde 1997. A descoberta foi por acaso, quando fez exame para detectar uma tuberculose.
"O médico ficou sem graça de me dar o resultado. Eu mesmo falei que nem era preciso pedir uma segunda amostra. Não tive a sensação de que iria morrer", disse Edson, que contraiu a doença pelo sexo sem preservativo.
Como agente administrativo, Edson exerceu a função até 2006, quando foi obrigado a se aposentar devido à saúde debilitada - teve seis tuberculoses e ficou em coma cerebral. Atualmente, é ativista do Movimento de Prevenção à Tuberculose e da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.
Para ele, o apoio familiar e dos amigos foi importante para lidar com a doença e impedir que fosse vítima de qualquer tipo de preconceito. "Quando falei para minha mãe que tinha aids, ela disse que eu não era o primeiro e nem o último. Nunca permiti que fizessem isso comigo [preconceito]. Temos que encarar e mostrar que estamos vivendo", relata.
Busca do conhecimento
Na opinião do contador Júlio Rodrigues, 46 anos, os portadores do HIV não devem esconder o vírus da sociedade e dos parentes.
Outra sugestão dada por ele é a busca de conhecimento sobre a doença, atitude que tomou há dez anos quando recebeu o diagnóstico.
"Naquela época, eu não tinha informação nenhuma. Tive que procurar informações. Eu li bastante", disse o coordenador da Associação Katiró, organização de apoio a portadores do vírus HIV em Manaus (AM).
Carolina Pimentel - Agência Brasil
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, pessoas que vivem com o vírus HIV relataram à Agência Brasil suas experiências. Nas conversas, elas contam como encaram a doença, a relação com a família e os amigos e a questão do preconceito.
É o caso da estudante Nelma Borges, 17 anos, que vive com a doença desde que nasceu, transmitida pela mãe durante a gravidez. Ela diz que a aids não a assusta, mas que nem sempre foi assim.
"Quando criança, era difícil. Para mim, a vida tinha acabado. A partir do momento em que aprendi a entender o que era, como era, comecei a ver a vida de forma mais tranquila", disse a jovem, moradora do Distrito Federal (DF).
Nelma conta que lidou com o preconceito na escola e nas relações pessoais. "As pessoas que andavam comigo tinham bastante [preconceito]. Alguns namoradinhos também. Na escola, convivi com um colega que tinha. Quanto à família, não sofri nenhuma discriminação. Os amigos de verdade nunca deixaram de conviver comigo por conta disso".
Apenas um detalhe
Assim como Nelma, CF, 18 anos, também contraiu o vírus por transmissão vertical (de mãe para filho). Aos 13 anos, descobriu a doença. Por decisão da família adotiva, ele revelou sua sorologia positiva apenas a pessoas próximas.
Morador também do Distrito Federal, CF admite que não enfrentou o preconceito, porém conhece quem já passou pela situação. " Eu nunca sofri, mas sei de pessoas que tiveram de mudar de escola", conta.
Sobre o futuro, disse que os projetos de vida continuam os mesmos e que a aids é apenas "um detalhe a mais para ter cuidado".
Apoio familiar
Aos 43 anos, o servidor público aposentado Edson dos Santos, de Santo André (SP), fala com tranquilidade sobre a doença com a qual convive desde 1997. A descoberta foi por acaso, quando fez exame para detectar uma tuberculose.
"O médico ficou sem graça de me dar o resultado. Eu mesmo falei que nem era preciso pedir uma segunda amostra. Não tive a sensação de que iria morrer", disse Edson, que contraiu a doença pelo sexo sem preservativo.
Como agente administrativo, Edson exerceu a função até 2006, quando foi obrigado a se aposentar devido à saúde debilitada - teve seis tuberculoses e ficou em coma cerebral. Atualmente, é ativista do Movimento de Prevenção à Tuberculose e da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.
Para ele, o apoio familiar e dos amigos foi importante para lidar com a doença e impedir que fosse vítima de qualquer tipo de preconceito. "Quando falei para minha mãe que tinha aids, ela disse que eu não era o primeiro e nem o último. Nunca permiti que fizessem isso comigo [preconceito]. Temos que encarar e mostrar que estamos vivendo", relata.
Busca do conhecimento
Na opinião do contador Júlio Rodrigues, 46 anos, os portadores do HIV não devem esconder o vírus da sociedade e dos parentes.
Outra sugestão dada por ele é a busca de conhecimento sobre a doença, atitude que tomou há dez anos quando recebeu o diagnóstico.
"Naquela época, eu não tinha informação nenhuma. Tive que procurar informações. Eu li bastante", disse o coordenador da Associação Katiró, organização de apoio a portadores do vírus HIV em Manaus (AM).
Carolina Pimentel - Agência Brasil
Atraso no diagnóstico é desafio para combate à aids no Brasil
Diagnóstico tardio
Entre os desafios do combate à aids no Brasil, está o atraso no diagnóstico da doença.
Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) Aids do estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, ainda faltam informações e campanhas nesse sentido.
Para ele, o Estado cumpre seu papel de certa forma, mas ainda há muitos desafios.
"Um deles é a questão do diagnóstico tardio, muitas pessoas ainda demoram para ser diagnosticadas, então acho que deveríamos ter mais campanhas, mais serviços que pudessem atender e conscientizar a população a fazer o teste de HIV", afirma.
Inclusão
"Outro grande desafio no Brasil é a inclusão de pessoas soropositivas na sociedade. O preconceito com as pessoas que convivem com HIV/aids é muito grande. Uma das questões que temos trabalhado é para que realmente venha a diminuir essa questão do preconceito e da discriminação".
O Fórum de ONG's Aids de São Paulo tem 122 organizações associadas, mas existem outras entidades no estado que atuam no combate à doença. Elas trabalham em parceria com os municípios, para atender populações que o Poder Público não consegue atingir.
Cada ONG tem um tipo de atuação, algumas trabalham com prevenção, outras com direitos humanos, e o fórum faz um trabalho de articulação de políticas públicas. "Temos uma reunião mensal aqui em São Paulo onde são discutidas as questões prioritárias, como falta de medicamentos, e levamos essas questões ao governo. Temos vários tipos de atuação para melhorar a qualidade de vida das pessoas soropositivas", relata Pinheiro.
Criminalização da discriminação
Pinheiro afirma que é importante que as pessoas tenham mais informações sobre a transmissão do vírus HIV.
Outra atitude que o fórum está tomando é tentar aprovar na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.124/2005 que criminaliza a discriminação de pessoas que vivem com o HIV.
"A questão da prevenção também é um grande desafio, principalmente para as populações mais vulneráveis, e o Estado deixa a desejar nesse sentido. Se a gente analisar, no Brasil temos falhado muito na questão do acesso, tanto das pessoas que vivem com o HIV, quanto das demais que precisam do serviço de saúde. Isso é um grande desafio para o governo que está assumindo. É necessário também facilitar acesso aos preservativos e aos testes. Em alguns estados, principalmente do Norte e Nordeste, isso ainda é muito complicado, e é onde a epidemia tem mostrado um nível de crescimento".
Agência Brasil
Entre os desafios do combate à aids no Brasil, está o atraso no diagnóstico da doença.
Para o presidente do Fórum de Organizações Não Governamentais (ONGs) Aids do estado de São Paulo, Rodrigo de Souza Pinheiro, ainda faltam informações e campanhas nesse sentido.
Para ele, o Estado cumpre seu papel de certa forma, mas ainda há muitos desafios.
"Um deles é a questão do diagnóstico tardio, muitas pessoas ainda demoram para ser diagnosticadas, então acho que deveríamos ter mais campanhas, mais serviços que pudessem atender e conscientizar a população a fazer o teste de HIV", afirma.
Inclusão
"Outro grande desafio no Brasil é a inclusão de pessoas soropositivas na sociedade. O preconceito com as pessoas que convivem com HIV/aids é muito grande. Uma das questões que temos trabalhado é para que realmente venha a diminuir essa questão do preconceito e da discriminação".
O Fórum de ONG's Aids de São Paulo tem 122 organizações associadas, mas existem outras entidades no estado que atuam no combate à doença. Elas trabalham em parceria com os municípios, para atender populações que o Poder Público não consegue atingir.
Cada ONG tem um tipo de atuação, algumas trabalham com prevenção, outras com direitos humanos, e o fórum faz um trabalho de articulação de políticas públicas. "Temos uma reunião mensal aqui em São Paulo onde são discutidas as questões prioritárias, como falta de medicamentos, e levamos essas questões ao governo. Temos vários tipos de atuação para melhorar a qualidade de vida das pessoas soropositivas", relata Pinheiro.
Criminalização da discriminação
Pinheiro afirma que é importante que as pessoas tenham mais informações sobre a transmissão do vírus HIV.
Outra atitude que o fórum está tomando é tentar aprovar na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.124/2005 que criminaliza a discriminação de pessoas que vivem com o HIV.
"A questão da prevenção também é um grande desafio, principalmente para as populações mais vulneráveis, e o Estado deixa a desejar nesse sentido. Se a gente analisar, no Brasil temos falhado muito na questão do acesso, tanto das pessoas que vivem com o HIV, quanto das demais que precisam do serviço de saúde. Isso é um grande desafio para o governo que está assumindo. É necessário também facilitar acesso aos preservativos e aos testes. Em alguns estados, principalmente do Norte e Nordeste, isso ainda é muito complicado, e é onde a epidemia tem mostrado um nível de crescimento".
Agência Brasil
MMA e Abras estabelecem metas para redução das sacolas plásticas
A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) firmou pacto setorial com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) para reduzir em 30% as sacolas plásticas nas lojas de todo o país até 2013 e 40% até 2014, tendo como base os números de produção de 2010, que até agora estão estimados em aproximadamente 14 bilhões. A meta está no Plano Abras de Ação Sustentável – 2011, que dedica um capítulo especial para as ações de redução do consumo de sacolas plásticas.
De 2007 a 2009, dados da Indústria do Plástico mostram redução de 30%, mas ainda há muito a ser feito. Para alcançar a meta, a Abras irá elaborar um manual de ações de boas práticas nos pontos de venda para conscientizar funcionários e consumidores dos benefícios da redução das sacolas plásticas; produzirá uma campanha publicitária aberta à adesão voluntária de todas redes de varejo; fará pesquisa para acompanhar a redução da distribuição de sacolas nos pontos de venda das empresas; premiará os casos de sucesso de redução do consumo de sacolas; e divulgará boas práticas do uso de sacolas plásticas em todos os Estados, por meio dos cursos de operador de caixa e de empacotador da Escola Nacional de Supermercados.
PPCS – A iniciativa da Abras segue as diretrizes do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que estava em consulta pública até 30 de novembro para receber comentários e sugestões da sociedade. Dessa forma, no texto final do PPCS, que deve ser publicado até o final do ano, o Plano da Abras constará como pacto setorial para varejo e consumo sustentáveis.
“Desde 2009, quando lançamos a campanha Saco é um Saco, contamos com o apoio da Abras e de várias redes de supermercados. Mas as metas de redução eram individuais. Agora a meta é nacional, assumida pelo conjunto dos varejistas. Ter o apoio da Abras neste importante passo é vital, pois ela representa mais de 76 mil estabelecimentos espalhados por todo o País. Acho que esta ação enriquecerá o Plano de Produção e Consumo e aponta as imensas possibilidades de outras semelhantes que visam aumentar o número de cidadãos e instituições que praticam o consumo responsável”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo.
A recente pesquisa divulgada pelo MMA “Sustentabilidade: Aqui e Agora” aponta que 60% dos brasileiros aprovariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita das sacolinhas, 69% adotariam outro tipo de saco ou sacola para carregar suas compras e 47% voltariam a usar latas, lixeiras e latões para acondicionar seu lixo.
Apesar de estar ciente dos problemas causados pelo consumo excessivo das sacolas plásticas e já ter na ponta da língua alternativas para não usá-las, os brasileiros ainda não mudaram efetivamente seu comportamento no dia-a-dia e ainda não incorporaram a cultura da sacola retornável. O Plano da Abras mostra como o mercado e o poder público vêm se preparando para estimular cada vez mais o consumo consciente e facilitar a mudança de comportamento do consumidor de forma permanente.
(Fonte: MMA)
De 2007 a 2009, dados da Indústria do Plástico mostram redução de 30%, mas ainda há muito a ser feito. Para alcançar a meta, a Abras irá elaborar um manual de ações de boas práticas nos pontos de venda para conscientizar funcionários e consumidores dos benefícios da redução das sacolas plásticas; produzirá uma campanha publicitária aberta à adesão voluntária de todas redes de varejo; fará pesquisa para acompanhar a redução da distribuição de sacolas nos pontos de venda das empresas; premiará os casos de sucesso de redução do consumo de sacolas; e divulgará boas práticas do uso de sacolas plásticas em todos os Estados, por meio dos cursos de operador de caixa e de empacotador da Escola Nacional de Supermercados.
PPCS – A iniciativa da Abras segue as diretrizes do Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) do MMA, que estava em consulta pública até 30 de novembro para receber comentários e sugestões da sociedade. Dessa forma, no texto final do PPCS, que deve ser publicado até o final do ano, o Plano da Abras constará como pacto setorial para varejo e consumo sustentáveis.
“Desde 2009, quando lançamos a campanha Saco é um Saco, contamos com o apoio da Abras e de várias redes de supermercados. Mas as metas de redução eram individuais. Agora a meta é nacional, assumida pelo conjunto dos varejistas. Ter o apoio da Abras neste importante passo é vital, pois ela representa mais de 76 mil estabelecimentos espalhados por todo o País. Acho que esta ação enriquecerá o Plano de Produção e Consumo e aponta as imensas possibilidades de outras semelhantes que visam aumentar o número de cidadãos e instituições que praticam o consumo responsável”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo.
A recente pesquisa divulgada pelo MMA “Sustentabilidade: Aqui e Agora” aponta que 60% dos brasileiros aprovariam uma lei que proibisse a distribuição gratuita das sacolinhas, 69% adotariam outro tipo de saco ou sacola para carregar suas compras e 47% voltariam a usar latas, lixeiras e latões para acondicionar seu lixo.
Apesar de estar ciente dos problemas causados pelo consumo excessivo das sacolas plásticas e já ter na ponta da língua alternativas para não usá-las, os brasileiros ainda não mudaram efetivamente seu comportamento no dia-a-dia e ainda não incorporaram a cultura da sacola retornável. O Plano da Abras mostra como o mercado e o poder público vêm se preparando para estimular cada vez mais o consumo consciente e facilitar a mudança de comportamento do consumidor de forma permanente.
(Fonte: MMA)
Ano de 2010 pode ser um dos três mais quentes já registrados
O ano de 2010 pode ser um dos três mais quentes já registrados. As medições tiveram início em 1850, e a década passada foi a mais quente, informou nesta quinta-feira (2) a Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 16), em Cancún, no México.
E 2010 pode até mesmo chegar a ser o mais quente de todos, já que, até o momento, este ano foi um pouco mais quente que 1998 e 2005, os dois com maior temperatura registrada. Só não chegará ao topo se dezembro fizer frio.
Michel Jarraud, que chefia a WMO, disse ser inequívoco que as altas temperaturas são evidência de que as emissões de gases causadores de efeito estufa estão contribuindo para o aquecimento global. ‘Estes são os fatos. Se nada for feito… (as temperaturas) irão para cima e para cima’, disse.
A WMO informou que as temperaturas na terra e no mar em 2010 estão 0,55 grau acima da média de 1961 a 1990, que é de 14 graus. Os anos entre 2001 e 2010 foram a década mais quente já medida. Entre as regiões que mais recentemente vêm apresentando aumento de temperatura, estão a África, partes da Ásia e o Ártico.
(Fonte: Dennis Barbosa/ G1)
E 2010 pode até mesmo chegar a ser o mais quente de todos, já que, até o momento, este ano foi um pouco mais quente que 1998 e 2005, os dois com maior temperatura registrada. Só não chegará ao topo se dezembro fizer frio.
Michel Jarraud, que chefia a WMO, disse ser inequívoco que as altas temperaturas são evidência de que as emissões de gases causadores de efeito estufa estão contribuindo para o aquecimento global. ‘Estes são os fatos. Se nada for feito… (as temperaturas) irão para cima e para cima’, disse.
A WMO informou que as temperaturas na terra e no mar em 2010 estão 0,55 grau acima da média de 1961 a 1990, que é de 14 graus. Os anos entre 2001 e 2010 foram a década mais quente já medida. Entre as regiões que mais recentemente vêm apresentando aumento de temperatura, estão a África, partes da Ásia e o Ártico.
(Fonte: Dennis Barbosa/ G1)
Antirretroviral pode funcionar como vacina contra vírus da AIDS
Anti-HIV
Um estudo internacional com a participação de 11 centros de pesquisas, entre eles a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), revelou que o uso de um antirretroviral - um medicamento utilizado contra a AIDS - pode funcionar quase como uma vacina contra a doença.
Os cientistas descobriram que a pílula Truvada, uma combinação de dois antirretrovirais já existentes - o tenofovir e o entricitabina - pode reduzir em até 73% o risco de se contrair o vírus HIV.
Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de novembro, após a publicação do artigo científico no periódico The New England Journal of Medicine, e representam um grande avanço na prevenção da Aids em todo o mundo.
Além de três centros de pesquisas brasileiros (USP, Fiocruz e UFRJ), o estudo foi conduzido por instituições do Equador (Guaiaquil), Peru (Lima e Iquitos), África do Sul (Cidade do Cabo), Estados Unidos (São Francisco e Boston) e Tailândia (Chiang Mai).
Participaram do estudo 2.499 voluntários, grupo composto por homens, travestis e transexuais femininas, que tinham como parceiros sexuais pessoas do sexo masculino. Os participantes foram avaliados por um período de três anos.
Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu o antirretroviral e o segundo, placebo. Eles foram orientados a tomar uma dose diária do comprimido.
Além disso, ambos os grupos foram aconselhados a adotar medidas preventivas e receberam preservativos, testes mensais para detecção do vírus e tratamento para DSTs.
Melhor do que vacina
No grupo que recebeu o antirretroviral, foi detectada redução geral de 44% no risco de infecção.
Os pesquisadores levaram em conta, nesta avaliação, todos os voluntários deste grupo, independente de terem tomado diariamente a medicação, conforme a recomendação inicial. Para participantes com mais de 50% de adesão aos comprimidos a eficácia foi de 50%.
Para os que relataram mais de 90% de adesão à medicação a proteção chegou a 73%.
Os testes com vacinas contra o HIV feitos até agora tiveram resultados modestos - apenas 31%, o que tem deixados os cientistas desanimados - veja Vacina anti-HIV: mito ou realidade?.
Proteção adicional
"O uso de medicamento em associação com medidas já bem estabelecidas de prevenção conferiu proteção adicional significativa contra infecção por HIV aos participantes", ressalta o infectologista da FMUSP, Esper Kallás, um dos autores da pesquisa.
O estudo concluiu que as intervenções de aconselhamento, redução de risco e distribuição de preservativos e gel tiveram impacto na redução do número de parceiros e aumento do uso de preservativos.
Durante o estudo, foram identificadas 64 infecções por HIV no grupo placebo e 36 no grupo medicamento. A equipe de pesquisadores da USP alerta, porém, que não é possível generalizar esses resultados a outros grupos de pessoas, tais como heterossexuais, adolescentes e mulheres. Para esses grupos, outros estudos de profilaxia pré-exposição estão em andamento.
Redação do Diário da Saúde
Um estudo internacional com a participação de 11 centros de pesquisas, entre eles a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), revelou que o uso de um antirretroviral - um medicamento utilizado contra a AIDS - pode funcionar quase como uma vacina contra a doença.
Os cientistas descobriram que a pílula Truvada, uma combinação de dois antirretrovirais já existentes - o tenofovir e o entricitabina - pode reduzir em até 73% o risco de se contrair o vírus HIV.
Os resultados da pesquisa foram divulgados no dia 23 de novembro, após a publicação do artigo científico no periódico The New England Journal of Medicine, e representam um grande avanço na prevenção da Aids em todo o mundo.
Além de três centros de pesquisas brasileiros (USP, Fiocruz e UFRJ), o estudo foi conduzido por instituições do Equador (Guaiaquil), Peru (Lima e Iquitos), África do Sul (Cidade do Cabo), Estados Unidos (São Francisco e Boston) e Tailândia (Chiang Mai).
Participaram do estudo 2.499 voluntários, grupo composto por homens, travestis e transexuais femininas, que tinham como parceiros sexuais pessoas do sexo masculino. Os participantes foram avaliados por um período de três anos.
Os voluntários foram divididos em dois grupos: o primeiro recebeu o antirretroviral e o segundo, placebo. Eles foram orientados a tomar uma dose diária do comprimido.
Além disso, ambos os grupos foram aconselhados a adotar medidas preventivas e receberam preservativos, testes mensais para detecção do vírus e tratamento para DSTs.
Melhor do que vacina
No grupo que recebeu o antirretroviral, foi detectada redução geral de 44% no risco de infecção.
Os pesquisadores levaram em conta, nesta avaliação, todos os voluntários deste grupo, independente de terem tomado diariamente a medicação, conforme a recomendação inicial. Para participantes com mais de 50% de adesão aos comprimidos a eficácia foi de 50%.
Para os que relataram mais de 90% de adesão à medicação a proteção chegou a 73%.
Os testes com vacinas contra o HIV feitos até agora tiveram resultados modestos - apenas 31%, o que tem deixados os cientistas desanimados - veja Vacina anti-HIV: mito ou realidade?.
Proteção adicional
"O uso de medicamento em associação com medidas já bem estabelecidas de prevenção conferiu proteção adicional significativa contra infecção por HIV aos participantes", ressalta o infectologista da FMUSP, Esper Kallás, um dos autores da pesquisa.
O estudo concluiu que as intervenções de aconselhamento, redução de risco e distribuição de preservativos e gel tiveram impacto na redução do número de parceiros e aumento do uso de preservativos.
Durante o estudo, foram identificadas 64 infecções por HIV no grupo placebo e 36 no grupo medicamento. A equipe de pesquisadores da USP alerta, porém, que não é possível generalizar esses resultados a outros grupos de pessoas, tais como heterossexuais, adolescentes e mulheres. Para esses grupos, outros estudos de profilaxia pré-exposição estão em andamento.
Redação do Diário da Saúde
EUA montarão maior rede de observatórios ecológicos do mundo

Os Estados Unidos devem iniciar em 2011 a montagem de uma das maiores redes de observatórios ecológicos do mundo.
Trata-se da Rede Nacional de Observatórios Ecológicos (NEON: National Ecological Observatory Network), que tem como objetivo reunir dados de experimentos e de observações ecológicas e climáticas feitas em todo o país.
Estações de observação
A coleta de dados representará o maior trabalho a ser feito pela rede de observatórios ecológicos. Reunidos, eles formarão um conjunto de 130 mil amostras, entre organismos individuais, partes deles ou tecidos.
As informações serão coletadas por meio de 20 estações de observação fixas e 40 realocáveis, distribuídas pelos 20 domínios ecoclimáticos do país.
Compostas por torres com instrumentos de observação como sensores remotos, as estações fixas permitirão realizar observações sobre os impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas.
Já as realocáveis, que mudarão de posição em períodos de cinco a dez anos, serão focadas na observação de alterações promovidas na biodiversidade pelo uso da terra e por espécies invasivas.
Para complementar as observações realizadas pelas 60 estações de observação terrestres também serão utilizadas três plataformas de observação aérea. Os dispositivos medirão propriedades bioquímicas e biofísicas e o tipo de cobertura de vegetação, entre outras características, por meio de instrumentos como espectrômetro de massa.
"Instalaremos três conjuntos desses instrumentos em aeronaves, que realizarão medições nas estações de observação da Neon e em seu redor, em um raio de até 200 ou 300 quilômetros", Michael Keller, ex-cientista-chefe da rede.
Os dados coletados pelas estações de observação serão analisados em campo ou em um dos dez laboratórios móveis que também integrarão a infraestrutura da Neon. E, de acordo com Keller, deverão ser disponibilizados rapidamente no site do projeto.
Informações ecológicas
A rede Neon a primeira rede desse tipo, projetada especialmente para identificar e prever mudanças ecológicas em uma escala de décadas. Com custo estimado de US$ 433 milhões, financiados pela Fundação Nacional de Ciências (NSF), a rede terá participação de diversas outras agências e instituições e está em fase final de planejamento.
"O presidente Barack Obama solicitou a inclusão da Neon no orçamento do país para 2011 e a NSF já autorizou a concessão da verba para o projeto. Só estamos esperando ela ser aprovada no Congresso para iniciar a construção, que deve levar cinco anos", disse o cientista.
Keller, que participou da fase de desenho do projeto e teve que se desligar dele há cerca de um mês para assumir um novo posto no Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, esteve no Simpósio Internacional de Estudos de Longo Prazo sobre a Biodiversidade, realizado em São Paulo no último dia 23 de novembro.
"A ideia do projeto é reunir informações que costumam estar muito dispersas e ter extensão espacial limitada, disponibilizando-as o mais rapidamente possível e da melhor forma aos pesquisadores para que eles possam testar seus modelos", disse o cientista que foi pesquisador visitante na Universidade de São Paulo e integrou o Programa da Grande Esfera-Atmosfera da Amazônia (LBA).
Domínios ecoclimáticos
As informações integradas pelo sistema de monitoramento serão disponibilizadas em um site na internet, onde poderão ser acessadas gratuitamente por cientistas de qualquer país.
"Todos os dados serão abertos e fornecidos gratuitamente a cientistas de qualquer região do mundo. Queremos que as informações geradas pela Neon sejam utilizadas e analisadas pelo maior número de pesquisadores para que as previsões ecológicas possam ser as mais exatas possíveis", afirmou Keller.
"Os dados de longo prazo e em escala continental, coletados e fornecidos pela Neon, possibilitarão compreender melhor e fazer previsões em grande escala dos impactos das mudanças climáticas, do uso do solo e da ação de espécies invasivas na biodiversidade", apontou.
Keller explicou que, para realizar a coleta de dados que abastecerão a Neon, o território dos Estados Unidos foi dividido por meio de uma técnica multigeográfica em 20 partes, batizadas de "domínios ecoclimáticos".
Nesses locais, que representam diferentes tipos de vegetação, geografia, clima e ecossistemas, serão coletadas informações referentes a mais de 500 variáveis definidas pelos cientistas da rede, entre as quais temperatura, pluviometria e diversidade de organismos.
"Em função das restrições orçamentárias do projeto, teremos que medir um grande número de variáveis em poucos lugares. A rede Neon não é um programa de monitoramento tradicional que tem diversas instâncias espaciais", disse.
Elton Alisson - Agência Fapesp
Onze superalimentos que você deveria consumir mais
Eles não agradam tanto quanto o morango, nem deixam inimigos por aí, como o jiló. Por isso, na hora da montagem do prato ou da compra do mês, ficam esquecidos entre as prateleiras de frutas e legumes do supermercado. Rabanete? Nabo? Inhame? Os próprios nutricionistas, muitas vezes, esquecem que eles existem. Mas fique sabendo que alguns alimentos que ficam de fora do seu cardápio trivial, trazem muitos benefícios para a saúde e ajudam a compor uma dieta equilibrada. Quem perde com a ausência dessa turma e de seus nutrientes é a nossa saúde. Para tirá-los do esquecimento e para te ajudar a montar uma dieta rica em nutrientes e cores, o Minha Vida foi à feira selecionar 11 superalimentos que fazem muito bem para o seu organismo e para a dieta. Confira:
Lentilhas: a lentilha é muito requisitada nas festas do final de ano. Mas, depois, passa o resto do ano esquecida. Uma injustiça, já que é um alimento ideal para a dieta a para a saúde, pois é rica em proteína vegetal, que ajuda na formação e no fortalecimento da massa muscular e na cicatrização de ferimentos. "A lentilha tem também alto teor de fibras, vitaminas e ferro e pouca gordura, sendo ótima substituta para o feijão do dia a dia, por exemplo", a nutricionista Roberta de Lucena Ferreti, da Unifesp.
Batata doce: Muitas vezes elas são vistas com olhares tortos e cara feia. Alguns acham estranho o fato de ser doce e outros, ainda, acham que ela tem grande quantidade de calorias e por isso precisam ficar longe do prato. Mas, mesmo sendo cerca de duas vezes mais calórica do que a batata normal e que tenha também mais carboidratos, a batata doce é uma ótima fonte de vitamina C, fibras e potássio, diferente da batata convencional. Além de muito versátil - pode ser usada em pratos doces e salgados -, ela é amiga do verão, pois é fonte de betacaroteno, o componente que potencializa o bronzeado.
Inhame: ele é uma importante fonte de proteínas, potássio e fósforo, podendo ser usado para prevenir doenças como osteoporose, artrite e cálculos renais. Fonte de carboidratos e fibras, pode ser uma opção para pães, massas, cereais e todos os tipos de tubérculos e raízes. Além disso, o consumo desses minerais ajuda a manter a memória funcionando mesmo depois da velhice. O melhor jeito de consumi-lo é cozido. Mas é importante que ele não fique muito tempo no fogo, para que não haja uma perda de nutrientes e vitaminas.
Rabanete: rosa por fora e branquinho por dentro, o rabanete é um legume benéfico graças às suas propriedades medicinais. Ele estimula as funções digestivas, limpa as vias respiratórias e ainda dá uma força ao sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Roberta de Lucena, isso acontece graças à grande quantidade de vitaminas e minerais, como cálcio, potássio, magnésio e fósforo.
Acelga: também conhecida como couve-chinesa, essa hortaliça é extremamente versátil, pois dela aproveita-se tanto talos quanto as folhas. Além disso, ela fica ótima crua e também refogada com azeite e alho. "Além de proteger o fígado, a acelga auxilia no controle do diabetes, pois apresenta fibras e possui substâncias que causam regeneração das células do pâncreas, que é o local onde há a produção de insulina", explica a nutricionista Bárbara Rescalli Sanches, da Clínica Damasceno.
Além disso, a acelga também é fonte de vitamina A e C. Quem tem tendência a desenvolver cálculos renais, precisa maneirar na quantidade consumida desse alimento. "Há grande quantidade de oxalato na acelga, substância que pode se ligar ao cálcio e formar pedra no rim", explica nutricionista.
Beterraba: ela também está entre os rejeitados. Mas o que poucos sabem é que ela é uma grande aliada no combate ao cansaço. Pesquisadores da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha) descobriram que o nitrato encontrado nela ajuda a reduzir o consumo de oxigênio e, portanto, desacelera o ritmo do processo que leva ao cansaço. Por isso, eles recomendam um copo de suco de beterraba antes de praticar atividades.
Nabo: Este vegetal carrega doses de vitamina C, cálcio e potássio. "Estudos mostram que possui uma substância que pode prevenir certos tipos de câncer", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. As folhas do nabo constituem um excelente alimento com alto teor de vitamina A, vitaminas do complexo B e de vitamina C. Além disso, suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal, o que ajuda a digestão.
Chicória: ela é rica em oligossacarídeos, substâncias que não são totalmente digeridas pelo organismo e servem de alimento para as bactérias benéficas intestinais, são os chamados prebióticos. "Esta substância auxilia no bom funcionamento intestinal, tratando casos de intestino preso, diminui os níveis de toxina no intestino, auxiliando na prevenção de cânceres", explica Bárbara Rescalli Sanches.
Também melhora a absorção de minerais e controla os níveis de triglicérides no sangue. Outra vantagem é a sua capacidade de desintoxicação, ou seja, auxilia na eliminação de toxinas no organismo. Além disso, constitui uma importante fonte de vitaminas A, B, C e D e de sais minerais. É de baixo valor calórico, sendo excelente para utilizar nas dietas de emagrecimentos. O melhor modo para ela ser consumida é crua, para melhor aproveitar o seu valor nutritivo.
Nêspera: popularmente chamada de ameixa-amarela, esta fruta é rica em vitamina C e sais minerais, como o cálcio e o fósforo. Outra propriedade da nêspera é controlar os níveis de gordura no sangue e diminuir a resistência à insulina, atuando assim na prevenção contra diabetes. "Estudos ainda indicam que a nêspera apresenta triterpenos, substâncias que modulam a formação de óxido nítrico, que age nas vias respiratórias e tem efeito que pode ser benéfico no controle de bronquite, além de auxiliar no tratamento de doenças alérgicas inflamatórias como asma, rinite e sinusite", explica Bárbara.
Pitanga: essa pequena fruta vermelha se destaca pela quantidade de cálcio que carrega, fósforo e ferro, além de vitaminas A e C, indicando seu elevado poder antioxidante o que faz dela uma poderosa aliada para os ossos, ajudando a prevenir doenças como osteoporose. Segundo Bárbara Rescalli, ela também é rica em licopeno, importante na prevenção de uma série de cânceres, como o câncer de próstata, pulmão e estômago. Para consumir essa fruta, é preciso tomar cuidado com os fungos, que se reproduzem na casca da fruta. Observe se a casca não com uma textura áspera ou com uma cor diferente.
Cará: esse tubérculo é o primo menos famoso da batata. Por ter o gosto muito parecido com o de um alimento tão popular, o cará foi deixado de lado, e poucas pessoas o colocam no prato. De acordo com Bárbara Rescalli, o cará é uma fonte de carboidratos que pode ser utilizado para a recuperação muscular após uma atividade física. Também traz benefícios para o sistema imunológico e inibe a ação maléfica de radicais livres.
www.minhavida.com.br
Lentilhas: a lentilha é muito requisitada nas festas do final de ano. Mas, depois, passa o resto do ano esquecida. Uma injustiça, já que é um alimento ideal para a dieta a para a saúde, pois é rica em proteína vegetal, que ajuda na formação e no fortalecimento da massa muscular e na cicatrização de ferimentos. "A lentilha tem também alto teor de fibras, vitaminas e ferro e pouca gordura, sendo ótima substituta para o feijão do dia a dia, por exemplo", a nutricionista Roberta de Lucena Ferreti, da Unifesp.
Batata doce: Muitas vezes elas são vistas com olhares tortos e cara feia. Alguns acham estranho o fato de ser doce e outros, ainda, acham que ela tem grande quantidade de calorias e por isso precisam ficar longe do prato. Mas, mesmo sendo cerca de duas vezes mais calórica do que a batata normal e que tenha também mais carboidratos, a batata doce é uma ótima fonte de vitamina C, fibras e potássio, diferente da batata convencional. Além de muito versátil - pode ser usada em pratos doces e salgados -, ela é amiga do verão, pois é fonte de betacaroteno, o componente que potencializa o bronzeado.
Inhame: ele é uma importante fonte de proteínas, potássio e fósforo, podendo ser usado para prevenir doenças como osteoporose, artrite e cálculos renais. Fonte de carboidratos e fibras, pode ser uma opção para pães, massas, cereais e todos os tipos de tubérculos e raízes. Além disso, o consumo desses minerais ajuda a manter a memória funcionando mesmo depois da velhice. O melhor jeito de consumi-lo é cozido. Mas é importante que ele não fique muito tempo no fogo, para que não haja uma perda de nutrientes e vitaminas.
Rabanete: rosa por fora e branquinho por dentro, o rabanete é um legume benéfico graças às suas propriedades medicinais. Ele estimula as funções digestivas, limpa as vias respiratórias e ainda dá uma força ao sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Roberta de Lucena, isso acontece graças à grande quantidade de vitaminas e minerais, como cálcio, potássio, magnésio e fósforo.
Acelga: também conhecida como couve-chinesa, essa hortaliça é extremamente versátil, pois dela aproveita-se tanto talos quanto as folhas. Além disso, ela fica ótima crua e também refogada com azeite e alho. "Além de proteger o fígado, a acelga auxilia no controle do diabetes, pois apresenta fibras e possui substâncias que causam regeneração das células do pâncreas, que é o local onde há a produção de insulina", explica a nutricionista Bárbara Rescalli Sanches, da Clínica Damasceno.
Além disso, a acelga também é fonte de vitamina A e C. Quem tem tendência a desenvolver cálculos renais, precisa maneirar na quantidade consumida desse alimento. "Há grande quantidade de oxalato na acelga, substância que pode se ligar ao cálcio e formar pedra no rim", explica nutricionista.
Beterraba: ela também está entre os rejeitados. Mas o que poucos sabem é que ela é uma grande aliada no combate ao cansaço. Pesquisadores da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha) descobriram que o nitrato encontrado nela ajuda a reduzir o consumo de oxigênio e, portanto, desacelera o ritmo do processo que leva ao cansaço. Por isso, eles recomendam um copo de suco de beterraba antes de praticar atividades.
Nabo: Este vegetal carrega doses de vitamina C, cálcio e potássio. "Estudos mostram que possui uma substância que pode prevenir certos tipos de câncer", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. As folhas do nabo constituem um excelente alimento com alto teor de vitamina A, vitaminas do complexo B e de vitamina C. Além disso, suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal, o que ajuda a digestão.
Chicória: ela é rica em oligossacarídeos, substâncias que não são totalmente digeridas pelo organismo e servem de alimento para as bactérias benéficas intestinais, são os chamados prebióticos. "Esta substância auxilia no bom funcionamento intestinal, tratando casos de intestino preso, diminui os níveis de toxina no intestino, auxiliando na prevenção de cânceres", explica Bárbara Rescalli Sanches.
Também melhora a absorção de minerais e controla os níveis de triglicérides no sangue. Outra vantagem é a sua capacidade de desintoxicação, ou seja, auxilia na eliminação de toxinas no organismo. Além disso, constitui uma importante fonte de vitaminas A, B, C e D e de sais minerais. É de baixo valor calórico, sendo excelente para utilizar nas dietas de emagrecimentos. O melhor modo para ela ser consumida é crua, para melhor aproveitar o seu valor nutritivo.
Nêspera: popularmente chamada de ameixa-amarela, esta fruta é rica em vitamina C e sais minerais, como o cálcio e o fósforo. Outra propriedade da nêspera é controlar os níveis de gordura no sangue e diminuir a resistência à insulina, atuando assim na prevenção contra diabetes. "Estudos ainda indicam que a nêspera apresenta triterpenos, substâncias que modulam a formação de óxido nítrico, que age nas vias respiratórias e tem efeito que pode ser benéfico no controle de bronquite, além de auxiliar no tratamento de doenças alérgicas inflamatórias como asma, rinite e sinusite", explica Bárbara.
Pitanga: essa pequena fruta vermelha se destaca pela quantidade de cálcio que carrega, fósforo e ferro, além de vitaminas A e C, indicando seu elevado poder antioxidante o que faz dela uma poderosa aliada para os ossos, ajudando a prevenir doenças como osteoporose. Segundo Bárbara Rescalli, ela também é rica em licopeno, importante na prevenção de uma série de cânceres, como o câncer de próstata, pulmão e estômago. Para consumir essa fruta, é preciso tomar cuidado com os fungos, que se reproduzem na casca da fruta. Observe se a casca não com uma textura áspera ou com uma cor diferente.
Cará: esse tubérculo é o primo menos famoso da batata. Por ter o gosto muito parecido com o de um alimento tão popular, o cará foi deixado de lado, e poucas pessoas o colocam no prato. De acordo com Bárbara Rescalli, o cará é uma fonte de carboidratos que pode ser utilizado para a recuperação muscular após uma atividade física. Também traz benefícios para o sistema imunológico e inibe a ação maléfica de radicais livres.
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Câncer de colo de útero mata mais nos Estados do Norte
O câncer de colo do útero é o quarto tumor que mais mata mulheres no país. No Norte, é o primeiro. Lá, o número de óbitos varia de 8 a 10 por cem mil mulheres. Na média nacional, fica abaixo de 5.
O risco de uma mulher morrer por causa de câncer de colo do útero é duas vezes e meia maior na região Norte do que na região Sudeste, segundo dados divulgados ontem pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer).
A disparidade decorre das diferenças na estrutura de saúde do país, segundo Ana Ramalho, gerente da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do instituto.
Para combater o problema, o Ministério da Saúde anunciou um plano de ação contra esse tipo de câncer com foco nos Estados amazônicos. O investimento será de R$ 115 milhões.
“A região é muito grande e a população, dispersa. Às vezes, é preciso viajar dias de barco para chegar aos centros urbanos. Isso dificulta o diagnóstico”, diz Ramalho.
SEM ACESSO
Entre as ações previstas estão o uso de equipes do programa Saúde da Família para a detecção precoce da doença, a implantação de controle de qualidade nos laboratórios que analisam o material colhido e o treinamento de ginecologistas para o tratamento das lesões precursoras da doença.
”O risco de infecção pelo HPV é semelhante no país inteiro. O que diferencia é o acesso ao Papanicolaou e ao tratamento”, diz Ramalho. O HPV é o vírus que pode levar à doença, e o papanicolau, o exame que diagnostica lesões no colo do útero.
A recomendação do governo é que todas as mulheres de 25 a 59 anos façam o exame a cada três anos, após dois exames consecutivos de resultados normais feitos em um intervalo de um ano.
Caso seja constatada a existência de lesões precursoras, a mulher é encaminhada para cirurgia. A chance de cura é de quase 100%.
O Inca diz que, nos últimos anos, mais mulheres estão chegando aos serviços de saúde ainda nesse estágio. Em 2001, para cada mulher que chegava ao serviço de diagnóstico já com câncer de colo do útero, apenas quatro chegavam com lesões precursoras. Em 2009, o número já havia passado para 12.
O fato de ainda existirem mulheres diagnosticadas no estágio avançado, porém, mostra que algumas passam anos sem fazer o exame.
Uma lesão precursora leva 15 anos para evoluir. “Tempo mais do que suficiente para achar e tratar”, diz Ramalho.
(Fonte: Folha Online)
O risco de uma mulher morrer por causa de câncer de colo do útero é duas vezes e meia maior na região Norte do que na região Sudeste, segundo dados divulgados ontem pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer).
A disparidade decorre das diferenças na estrutura de saúde do país, segundo Ana Ramalho, gerente da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica do instituto.
Para combater o problema, o Ministério da Saúde anunciou um plano de ação contra esse tipo de câncer com foco nos Estados amazônicos. O investimento será de R$ 115 milhões.
“A região é muito grande e a população, dispersa. Às vezes, é preciso viajar dias de barco para chegar aos centros urbanos. Isso dificulta o diagnóstico”, diz Ramalho.
SEM ACESSO
Entre as ações previstas estão o uso de equipes do programa Saúde da Família para a detecção precoce da doença, a implantação de controle de qualidade nos laboratórios que analisam o material colhido e o treinamento de ginecologistas para o tratamento das lesões precursoras da doença.
”O risco de infecção pelo HPV é semelhante no país inteiro. O que diferencia é o acesso ao Papanicolaou e ao tratamento”, diz Ramalho. O HPV é o vírus que pode levar à doença, e o papanicolau, o exame que diagnostica lesões no colo do útero.
A recomendação do governo é que todas as mulheres de 25 a 59 anos façam o exame a cada três anos, após dois exames consecutivos de resultados normais feitos em um intervalo de um ano.
Caso seja constatada a existência de lesões precursoras, a mulher é encaminhada para cirurgia. A chance de cura é de quase 100%.
O Inca diz que, nos últimos anos, mais mulheres estão chegando aos serviços de saúde ainda nesse estágio. Em 2001, para cada mulher que chegava ao serviço de diagnóstico já com câncer de colo do útero, apenas quatro chegavam com lesões precursoras. Em 2009, o número já havia passado para 12.
O fato de ainda existirem mulheres diagnosticadas no estágio avançado, porém, mostra que algumas passam anos sem fazer o exame.
Uma lesão precursora leva 15 anos para evoluir. “Tempo mais do que suficiente para achar e tratar”, diz Ramalho.
(Fonte: Folha Online)
EXCLUSIVO: Programa que transforma água salgada em água doce será lançado terça-feira, 30, na Bahia
Será lançado amanhã, 30, a primeira Unidade Demonstrativa do Programa Água Doce, PAD, na comunidade de Minuim, no município de Santa Brígida, na Bahia.
O sistema de produção integrado permite a obtenção de água para consumo humano, além da utilização do concentrado para a produção de peixes e irrigação de plantas. Esse concentrado consiste na sobra, após a dessalinização.
“O programa estabelece uma política de acesso à água de boa qualidade, que suprirá aos moradores água potável, geração de renda e melhoria na qualidade alimentar”, explicou a bióloga da Coordenação de Planejamento de Recursos Hídricos do Ingá, Maria do Carmo Nunes.
O sistema poderá ser conhecido por interessados, por meio de visitações, exposições, aulas e demonstrações, segundo a bióloga.
O processo acontece inicialmente com a retirada da água do aquífero, por meio de um poço profundo, envio para um dessalinizador e armazenamento em um reservatório para distribuição. Depois, o material que não é aproveitado é utilizado no cultivo da tilápia e o concentrado, resultante do procedimento também é aproveitado para a irrigação da erva-sal, que é utilizada como feno para alimentação de ovelhas e cabras.
“Para que uma localidade possa receber um sistema semelhante, deve ter um poço com vazão mínima de 3 mil litros de água por hora, solo compatível com o sistema de irrigação de erva sal, área pública para implantação do sistema, exploração pecuária e experiência cooperativa da comunidade”, afirmou a pesquisadora.
Os beneficiados pelo programa recebem água potável e ainda podem comercializar os produtos gerados pelo aproveitamento dos rejeitos da dessalinização. O dinheiro da venda é utilizado para manter o próprio sistema.
O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, é um dos critérios de escolha das comunidades beneficiadas, assim como as indicações pluviométricas e dificuldade no acesso às fontes de abastecimento de água.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
O sistema de produção integrado permite a obtenção de água para consumo humano, além da utilização do concentrado para a produção de peixes e irrigação de plantas. Esse concentrado consiste na sobra, após a dessalinização.
“O programa estabelece uma política de acesso à água de boa qualidade, que suprirá aos moradores água potável, geração de renda e melhoria na qualidade alimentar”, explicou a bióloga da Coordenação de Planejamento de Recursos Hídricos do Ingá, Maria do Carmo Nunes.
O sistema poderá ser conhecido por interessados, por meio de visitações, exposições, aulas e demonstrações, segundo a bióloga.
O processo acontece inicialmente com a retirada da água do aquífero, por meio de um poço profundo, envio para um dessalinizador e armazenamento em um reservatório para distribuição. Depois, o material que não é aproveitado é utilizado no cultivo da tilápia e o concentrado, resultante do procedimento também é aproveitado para a irrigação da erva-sal, que é utilizada como feno para alimentação de ovelhas e cabras.
“Para que uma localidade possa receber um sistema semelhante, deve ter um poço com vazão mínima de 3 mil litros de água por hora, solo compatível com o sistema de irrigação de erva sal, área pública para implantação do sistema, exploração pecuária e experiência cooperativa da comunidade”, afirmou a pesquisadora.
Os beneficiados pelo programa recebem água potável e ainda podem comercializar os produtos gerados pelo aproveitamento dos rejeitos da dessalinização. O dinheiro da venda é utilizado para manter o próprio sistema.
O Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, é um dos critérios de escolha das comunidades beneficiadas, assim como as indicações pluviométricas e dificuldade no acesso às fontes de abastecimento de água.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Estudo: cientistas descrevem como seria o mundo 4°C mais quente
À convite da Real Sociedade Britânica, cientistas de universidades e instituto de pesquisas realizaram estudo no qual descrevem como o mundo seria caso ficasse 4°C mais quente, já que previsões apontam que o mundo realmente passará por esta mudança até 2060. As informações são do site da revista New Scientist.
A mudança climática, estudos anteriores já apontavam, devastaria a maior parte da Amazônia e desregularia o ciclo de monções, mas a nova pesquisa indica que a falta de água seria mais severa. O aumento das temperaturas depende das ações humanas – se o aumento estagnar em 2°C, projeções apontam que os suprimentos de água já seriam baixos, graças à demanda da população. Porém, com aumento de 4°C, a falta de água tomaria proporções nunca antes vistas.
A maior parte da África Subsaariana veria sua agricultura ruir, com períodos de plantação em sua menor marca na história. A produção de milho diminuiria em 19% e a de feijão em 47%, em comparação às médias atuais.
Calor extremo, aumento do nível do mar e falta de água fariam muitas pessoas migrarem – porém, os mais pobres ficariam impossibilitados de sair de suas localidades; os cientistas, então, apontam que facilitações para mudança de país deveriam ser realizadas.
(Fonte: Portal Terra)
A mudança climática, estudos anteriores já apontavam, devastaria a maior parte da Amazônia e desregularia o ciclo de monções, mas a nova pesquisa indica que a falta de água seria mais severa. O aumento das temperaturas depende das ações humanas – se o aumento estagnar em 2°C, projeções apontam que os suprimentos de água já seriam baixos, graças à demanda da população. Porém, com aumento de 4°C, a falta de água tomaria proporções nunca antes vistas.
A maior parte da África Subsaariana veria sua agricultura ruir, com períodos de plantação em sua menor marca na história. A produção de milho diminuiria em 19% e a de feijão em 47%, em comparação às médias atuais.
Calor extremo, aumento do nível do mar e falta de água fariam muitas pessoas migrarem – porém, os mais pobres ficariam impossibilitados de sair de suas localidades; os cientistas, então, apontam que facilitações para mudança de país deveriam ser realizadas.
(Fonte: Portal Terra)
Médicos alertam para confusão entre sintomas de gripe e câncer pulmonar
Uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha revelou que pacientes confudem com frequência sintomas de uma gripe forte com sintomas de câncer de pulmão.
De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.
Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente – um dos sintomas mais importantes da doença.
A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.
“Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda”, afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.
“O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido”, acrescentou.
Seis meses – Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.
Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.
“Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)”, disse.
“A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão.”
“No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente”, afirmou German.
(Fonte: G1)
De acordo com o estudo feito em parceria pela Royal Pharmaceutical Society (RPS) e pelo instituto de pesquisa YouGov, 66% de 2.294 pessoas entrevistadas afirmaram que podem confundir alguns dos sintomas importantes de câncer de pulmão com os de um resfriado ou uma gripe mais forte.
Apenas 33% dos questionados afirmaram que a tosse é um sinal de alerta para o câncer de pulmão, e apenas 11% mencionaram especificamente a tosse persistente – um dos sintomas mais importantes da doença.
A pesquisa também mostrou que apenas 48% afirmaram que a falta de fôlego era um sinal de alerta, enquanto apenas 29% declararam que tossir sangue ou a presença de sangue no catarro é um sintoma importante. Entre os pesquisados, 15% mencionaram dores no peito ou no pulmão e 10% mencionaram perda de peso.
“Se você não reconhece um sintoma que é importante, então você não vai perceber que precisa de ajuda”, afirmou Graham Phillips, farmacêutico membro da RPS.
“O diagnóstico precoce do câncer de pulmão salva vidas. Quando os sintomas aparecem e são reconhecidos no estágio inicial, o tratamento tem chance maior de ser bem sucedido”, acrescentou.
Seis meses – Alan German, de 59 anos, que mora em Nottinghamshire, é um dos casos de pessoas que não conseguiram suspeitar de câncer de pulmão a partir de sintomas. Ele sentiu falta de ar durante as férias e foi levado por sua esposa, Diana, para o hospital.
Os médicos encontraram um tumor em seu pulmão. Graças à ação rápida de Diana, German conseguiu fazer o tratamento e, oito anos depois, está vivo e bem de saúde. Ele admite que, se fosse por ele, provavelmente teria ignorado os sintomas iniciais, pensando que era apenas uma gripe.
“Nunca pensei (que os sintomas de gripe) poderiam estar ligados ao câncer de pulmão e tenho muita, muita sorte por ter sido detectado (o câncer)”, disse.
“A última coisa que pensei é que era câncer, particularmente, câncer de pulmão.”
“No dia anterior tínhamos caminhado dez milhas (mais de 16 quilômetros), sem problema nenhum. Até então, eu nunca tive nenhum outro sintoma como tosse, então isso foi totalmente surpreendente”, afirmou German.
(Fonte: G1)
Pesquisa britânica sobre clima revela tendências conflitantes
A temperatura global média subiu nos últimos 160 anos, mas as tendências de curto prazo na temperatura e no gelo marinho parecem estar em desacordo entre elas e precisam ser mais estudadas, disse o Centro Hadley do Escritório Meteorológico do Reino Unido.
Em relatório sobre as tendências climáticas de longo e curto prazo, o Centro Hadley constatou vários fatores que apontam para o aquecimento do mundo e disse que 2010 foi um dos anos mais quentes na história.
O relatório baseou-se no trabalho de mais de 20 instituições em todo o mundo, usando medições obtidas de satélites, balões meteorológicos, estações meteorológicas, bóias marítimas, navios e pesquisas de campo.
O estudo indicou aumento nas temperaturas do ar sobre a terra e o mar, aumentos na temperatura da água e da umidade, elevação do nível do mar e o encolhimento do gelo marinho do Ártico.
“A temperatura média ao longo da primeira década do século 21 foi consideravelmente mais quente que em qualquer década anterior do histórico instrumental, que se estende por 160 anos”, diz o relatório.
A despeito da variabilidade anual, sendo alguns anos mais quentes e outros mais frios, uma tendência clara de elevação da temperatura mundial pode ser observada a partir do final da década de 1970, com aumento de 0,16 graus por década, diz o relatório.
“As evidências obtidas com as observações, abrangendo uma grande gama de indicadores, são de que o mundo está se aquecendo”, disse Matt Palmer, especialista em observação oceanográfica no Escritório Meteorológico.
“Além de um aumento claro na temperatura do ar, verificado sobre o mar e a terra, temos observações que condizem com o aumento dos gases-estufa.”
Mas as tendências de curto prazo quanto à temperatura e ao gelo marítimo parecem divergir entre si. A velocidade do aumento de temperatura diminuiu nos últimos dez anos, ao mesmo tempo que o nível do gelo marítimo subiu.
Modelos climáticos sugerem que a variabilidade do sistema climático possa ser responsável pelo declínio recente na rapidez do aquecimento, diz o relatório.
Mudanças na atividade solar, no vapor de água, o aumento das emissões de aerossóis na Ásia e mudanças nas maneiras como a temperatura da superfície oceânica é medida ao longo dos últimos dez anos, tudo isso pode ter contribuído para parte do esfriamento artificial, diz o relatório.
“Prevemos que o aquecimento aumente nos próximos anos. Contudo, outros fatores externos futuros, como erupções vulcânicas ou mudanças na atividade solar, podem prolongar a atual redução no aquecimento”, diz o relatório.
São necessárias mais pesquisas sobre alguns dos fatores que influenciam as tendências climáticas de curto prazo, que não são plenamente compreendidas ou representadas nos modelos climáticos.
(Fonte: Folha.com)
Em relatório sobre as tendências climáticas de longo e curto prazo, o Centro Hadley constatou vários fatores que apontam para o aquecimento do mundo e disse que 2010 foi um dos anos mais quentes na história.
O relatório baseou-se no trabalho de mais de 20 instituições em todo o mundo, usando medições obtidas de satélites, balões meteorológicos, estações meteorológicas, bóias marítimas, navios e pesquisas de campo.
O estudo indicou aumento nas temperaturas do ar sobre a terra e o mar, aumentos na temperatura da água e da umidade, elevação do nível do mar e o encolhimento do gelo marinho do Ártico.
“A temperatura média ao longo da primeira década do século 21 foi consideravelmente mais quente que em qualquer década anterior do histórico instrumental, que se estende por 160 anos”, diz o relatório.
A despeito da variabilidade anual, sendo alguns anos mais quentes e outros mais frios, uma tendência clara de elevação da temperatura mundial pode ser observada a partir do final da década de 1970, com aumento de 0,16 graus por década, diz o relatório.
“As evidências obtidas com as observações, abrangendo uma grande gama de indicadores, são de que o mundo está se aquecendo”, disse Matt Palmer, especialista em observação oceanográfica no Escritório Meteorológico.
“Além de um aumento claro na temperatura do ar, verificado sobre o mar e a terra, temos observações que condizem com o aumento dos gases-estufa.”
Mas as tendências de curto prazo quanto à temperatura e ao gelo marítimo parecem divergir entre si. A velocidade do aumento de temperatura diminuiu nos últimos dez anos, ao mesmo tempo que o nível do gelo marítimo subiu.
Modelos climáticos sugerem que a variabilidade do sistema climático possa ser responsável pelo declínio recente na rapidez do aquecimento, diz o relatório.
Mudanças na atividade solar, no vapor de água, o aumento das emissões de aerossóis na Ásia e mudanças nas maneiras como a temperatura da superfície oceânica é medida ao longo dos últimos dez anos, tudo isso pode ter contribuído para parte do esfriamento artificial, diz o relatório.
“Prevemos que o aquecimento aumente nos próximos anos. Contudo, outros fatores externos futuros, como erupções vulcânicas ou mudanças na atividade solar, podem prolongar a atual redução no aquecimento”, diz o relatório.
São necessárias mais pesquisas sobre alguns dos fatores que influenciam as tendências climáticas de curto prazo, que não são plenamente compreendidas ou representadas nos modelos climáticos.
(Fonte: Folha.com)
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