Sensação da idade
Cientistas norte-americanos afirmam que a idade que a pessoa sente ter pode afetar o processo de envelhecimento, de acordo com um estudo publicado na revista especializada americana Journal of Gerontology: Social Sciences.
Pesquisadores da Universidade de Purdue dizem que a idade cronológica importa, mas a "própria interpretação da sua idade" tem consequências ainda mais duradouras.
"Se você se sente mais velho do que a sua idade cronológica, provavelmente vai experimentar várias das desvantagens associadas ao envelhecimento", afirma Markus Schafer, que coordenou a pesquisa.
Por outro lado, Schafer diz que aqueles que são mais velhos, mas tem a sensação de serem mais novos, "têm vantagens para manter várias das habilidades que se valoriza".
Idade cronológica x idade subjetiva
Schafer e a coautora do estudo, Tetyana Shippee, compararam a idade cronológica e a idade subjetiva de diversos indivíduos para determinar qual delas tem maior influência sobre as suas capacidades cognitivas.
Quase 500 pessoas com idades entre 55 e 74 anos foram entrevistadas sobre envelhecimento em 1995 e em 2005 pela Pesquisa Nacional sobre Desenvolvimento na Meia-Idade nos Estados Unidos.
Na primeira etapa, em 1995, a maioria das pessoas respondeu se sentir 12 anos mais nova do que realmente era, ao ser perguntada sobre que idade sentiam ter na maior parte do tempo.
"Descobrimos que essas pessoas que se sentiam jovens para a própria idade tinham mais chances de ter uma segurança maior sobre as suas capacidades cognitivas uma década mais tarde", afirma Schafer.
O que vem primeiro
O especialista em gerontologia admite, no entanto, não saber o que vem primeiro: se o bem-estar e a felicidade da pessoa afeta as suas capacidades cognitivas ou se as capacidades cognitivas é que afetam a sensação de bem estar.
"Estamos planejando descobrir isso em um futuro estudo", acrescenta.
Para Schafer, as descobertas do seu mais recente estudo tem implicações positivas e negativas, já que há muita pressão da sociedade para as pessoas ficarem jovens por cada vez mais tempo.
Por isso, quando inevitavelmente envelhecem, as pessoas podem perder a confiança em suas capacidades cognitivas.
"Por outro lado, por causa desse desejo de se manter jovem nos Estados Unidos, podem existir benefícios em tentar manter uma sensação de jovialidade ao se manter informado sobre as últimas tendências e atividades que revigoram."
Dominar novas tecnologias
O pesquisador diz ainda que aprender a dominar novas tecnologias pode ser outra forma de continuar a melhorar a capacidade cognitiva.
Estudos anteriores indicavam que as mulheres são mais suscetíveis a estereótipos relativos à idade. Por isso, a expectativa era que elas fossem se sentir mais velhas do que os homens e menos confiantes.
No entanto, de acordo com a nova pesquisa, a diferença, embora exista, "não foi tão significativa quanto se esperava".
Fonte: www.diariodasaude.com.br
segunda-feira, 8 de março de 2010
Própolis brasileira é a melhor e a mais rica do mundo
Por que as abelhas não adoecem?
A palavra própolis vem da junção dos termos "pró", que significa antes, e "pólis", que quer dizer cidade. A terminologia grega, "antes da cidade", remete ao principal papel desempenhado pela própolis: proteger a colmeia.
Graças a ela, as abelhas não adoecem e suas "casas" permanecem sempre à temperatura ideal e livres de micro-organismos e insetos invasores. Qualquer pequeno animal que tentar invadir a colmeia é embalsamado.
Propriedades da própolis
Isso se deve às muitas propriedades da própolis. Produzida pelas abelhas a partir de material extraído de plantas e flores, ela é uma resina constituída de cera e mais de 400 componentes químicos. São, entre outros, álcoois, vitaminas, minerais e principalmente flavonoides e flavonas, que inibem o crescimento de micro-organismos.
Com tantos elementos, a própolis pode ser considerada um verdadeiro coquetel de benefícios. Entre outras propriedades, tem ações anti-inflamatória, antifúngica, antibacteriana, cicatrizante e anestésica.
Própolis para doenças bucais
Atentos às aplicações da resina na natureza, pesquisadores se interessaram em investigar seu uso em favor do homem. Um grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estuda o assunto desde 1996 e hoje é referência mundial no uso da própolis em tratamentos de doenças bucais. São professores e estudantes das áreas de odontologia, biologia e química, coordenados pelo pesquisador e presidente da Sociedade Brasileira de Apiterapia (SBA), Vagner Rodrigues Santos.
Contra micoses e sapinho
As pesquisas começaram com o incentivo do professor Arnaldo Garrocho, na época professor da Faculdade de Odontologia da UFMG. Ele chamou a atenção para a eficácia do extrato de própolis no tratamento de micoses nos dedos dos pés. Foi então que uma aluna de odontologia resolveu testar o produto contra micro-organismos que vivem na boca, principalmente o fungo conhecido como Candida albicans, responsável pela candidose, o popular "sapinho".
É uma doença conhecida principalmente por ser comum em recém-nascidos, idosos e pacientes com comprometimento da defesa imunológica, como portadores do vírus da AIDS e transplantados de medula óssea. Foram testadas, em laboratório, 14 amostras de própolis encontradas no mercado de Belo Horizonte e sua eficácia contra micro-organismos presentes na boca. Os resultados foram positivos e os estudiosos partiram para pesquisas com pacientes.
Própolis verde
A própolis verde, produzida a partir do alecrim do campo, é a mais comum no Brasil Com a parceria da farmácia de manipulação Pharmanéctar, que fornece a própolis bruta e participa de algumas pesquisas, o grupo desenvolveu um gel à base da resina para prevenção e tratamento da mucosite (inflamação da mucosa). O gel lubrifica a cavidade bucal levando mais conforto aos pacientes.
Segundo explica Vagner Santos, para ter boa eficácia, a própolis precisa ser diluída em álcool, o que, no entanto, pode gerar alterações na mucosa do paciente, além de provocar ardor na aplicação. "Pensamos em algo que traga mais conforto e desenvolvemos o gel. Ele tem água e uma substância emoliente que, misturados à própolis, não alteram suas propriedades", esclarece.
Tratamento da candidose
O novo produto passou a ser testado em pacientes da Clínica da Faculdade de Odontologia da UFMG. Para a pesquisa, de 2002 a 2006, foram tratados e acompanhados cerca de 30 pacientes portadores de candidose associada ao uso de dentadura. Santos explica que a candidose associada à prótese, também conhecida como estomatite protética, é uma infecção, na maioria das vezes, sem sintomas evidentes e, se não tratada, pode levar a infecções. É caracterizada por lesões vermelhas, brilhantes e indolores. Quando o paciente faz uso de dentadura, normalmente surge entre os limites da prótese e da boca.
Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu tratamento com nistatina, antifúngico de uso habitual, e o outro com gel de própolis aplicado três vezes ao dia, durante dez dias. "No final desse período, observamos que os pacientes que utilizaram própolis apresentaram resultado melhor ou igual ao dos que usaram nistatina", diz Santos.
Própolis contra cáries
O pesquisador Vagner Santos estuda os diversos tipos de propólis há mais de 10 anos Outra pesquisa avaliou a atuação da própolis contra micro-organismos causadores da cárie. A principal vilã, nesse caso, é a bactéria Streptococcos mutans que, em pessoas com alta suscetibilidade à doença, pode chegar à concentração de 1 bilhão/ml de saliva.
Os testes foram feitos com 60 pacientes, acompanhados de 2003 a 2005. Após escovação com o gel durante 15 ou 20 dias, os resultados apontaram uma diminuição drástica dos micro-organismos na boca. Em alguns casos, a redução foi de 1 bilhão para 100 mil bactérias por ml de saliva.
Contra a boca seca
Hoje, o gel é testado em pacientes portadores de câncer que recebem irradiação na área da cabeça e do pescoço, encaminhados do Hospital das Clínicas para a Clínica de Odontologia da UFMG. Segundo explica Santos, a irradiação provoca xerostomia (boca seca), devido a alterações nas glândulas salivares, que diminuem a produção de saliva, levando à mucosite e à candidose. "É uma lesão incômoda e pode formar úlceras, dificultando a ingestão de alimentos, provocando incômodo, dor e mal estar", descreve o pesquisador.
Com a aplicação do gel desde os dias que antecedem até os que sucedem o tratamento com irradiação, o paciente não desenvolve a candidose e conta com uma proteção extra. Atualmente, não há produto específico para esse tipo de tratamento e aqueles que podem ser utilizados não têm o mesmo efeito. "O gel é antimicótico, antibacteriano, anti-inflamatório, analgésico, traz conforto e lubrifica a boca seca", diz.
Outras aplicações da própolis
Mas não só contra a candidose serve a própolis. Na área odontológica são muitas as doenças que podem ser tratadas com esse medicamento natural. Ela combate, principalmente, lesões de origem bacteriana e fúngica. Algumas delas são a gengivite, a periodontite, a cárie e as bolsas periodontais, sendo essas duas últimas as maiores causas de perda dentária no mundo. A bolsa periodontal se desenvolve a partir do acúmulo de micro-organismos (placa dental) que agridem a gengiva, provocando a gengivite. Se não for tratada, a doença evolui para a periodontite, com a destruição do osso e a formação de uma bolsa. Conforme destaca Santos, com o gel de própolis, em um mês, a bolsa já foi destruída e a gengiva volta ao normal.
A própolis é ainda uma boa arma contra herpes labial, acelerando o processo de cicatrização. "Se o normal seria de sete a dez dias, a própolis faz a lesão desaparecer com cinco", diz o pesquisador. A resina também traz bons resultados quando aplicada em aftas. "Ela provoca contração das terminações nervosas e vasos sanguíneos. Dói bastante, mas depois dá alívio imediato e a cura é rápida".
A própolis vermelha, descoberta em 2005 na Paraíba, é foco de pesquisas sobre o cancêr
Novos produtos de própolis
Com o bom desempenho do gel, a equipe da UFMG pretende desenvolver novos produtos à base da própolis. "Pesquisadores de outras áreas estão nos procurando para tentarmos desenvolver produtos em parceria", conta Santos. Segundo ele, a ideia é criar um medicamento que associe um ou dois tipos de própolis à outra planta medicinal, a fim de que um potencialize o outro.
"Se encontrarmos duas substâncias com princípios ativos que interagem será ainda melhor", diz. O pesquisador adianta que, em breve, terá início um projeto que inclui a fabricação de enxaguantes bucais, cremes e géis que possam ser utilizados em lesões de mucosas e vernizes cavitários (usados para proteger a cavidade dentária antes da remoção da cárie) e substâncias para o tratamento de canais.
Enxaguante bucal com própolis
Já está em andamento uma pesquisa que vai desenvolver e testar um enxaguante bucal à base de própolis, seguindo todas as normas da American Dental Association (ADA). Serão seis meses de experimentos com pacientes que usarão diariamente o enxaguante de própolis, comparado ao grupo que usará um enxaguante conhecido no mercado.
Conforme observa o professor, a maior dificuldade da pesquisa clínica é que muitas pessoas interrompem ou não seguem o tratamento corretamente, o que pode gerar falsos positivos ou falsos negativos. Uma das razões da indisciplina dos pacientes é o sabor desagradável da própolis. Para amenizar o problema, os pesquisadores já procuram fazer produtos associados a aromas como menta e hortelã.
Biovidro
Além dos novos produtos, duas outras pesquisas pretendem avaliar diferentes aplicações da própolis na odontologia. Uma delas vai associar a resina natural ao biovidro, formado por pequenas partículas que podem ser colocadas no tecido humano, principalmente em casos de enxerto ósseo. Esse estudo está sendo feito em parceria com o professor Walison Artuso, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
Quando o paciente precisa de um implante dentário, mas teve perda óssea, há necessidade de enxerto na região. Algumas vezes, é necessário retirar material de outra parte do corpo, como do osso ilíaco, na região pélvica, o que é um procedimento doloroso. O biovidro colocado no corte cirúrgico poderá estimular a formação do osso e, associado à própolis, pode oferecer recuperação mais rápida e confortável. De acordo com o pesquisador, em breve, o projeto será submetido à FAPEMIG.
Resina de dentaduras
Outra pesquisa pretende associar a própolis à resina de dentaduras. Segundo explica Santos, é comum que, por razões estéticas, pessoas que precisam extrair todos os dentes queiram colocar a prótese no mesmo dia. Chamada de prótese imediata, ela é adaptada ao paciente imediatamente após a remoção dos dentes. Nesse caso, há grande risco de inflamação, pois a dentadura é colocada sobre uma ferida cirúrgica.
"Fizemos o teste que apontou que a própolis associada à resina mantém suas propriedades. Assim, ela pode evitar o crescimento de micro-organismos e uma inflamação. Em breve, começaremos a trabalhar com camundongos para verificar se haverá uma resposta biocompatível com o tecido", diz.
Medicamento natural e barato
Para Vagner Santos, uma das grandes vantagens da própolis é o baixo custo. Segundo ele, mesmo se o medicamento for feito em cápsulas, o custo sai abaixo dos tratamentos convencionais. "Por exemplo, se um paciente tem mucosite ou candidose, ele precisa tomar cerca de 40 comprimidos de cetoconazol, o que fica em torno de R$ 400. As propriedades da própolis aliadas à preço são uma grande vantagem", comenta. Comparada a outros antibióticos, a própolis também sai na frente.
"Como ela é formada por muitos componentes químicos que podem fazer efeito antibiótico sinergicamente, é muito mais difícil um micro-organismo ficar resistente a ela. Fizemos um trabalho que indicou que, quando separamos esses componentes, os resultados não são tão bons como quando estão todos reunidos", destaca Santos.
Antibiótico e antifúngico
Diante de todos os benefícios, o professor chama atenção para os cuidados no uso da própolis. "É um medicamento natural, mas não pode ser usado de qualquer jeito. É um antibiótico e um antifúngico potente e, por isso, não deve ser aplicado de maneira indiscriminada. É importante que saibamos utilizá-lo com rigor dentro das normas que qualquer medicamento exige. Hoje, a grande maioria dos produtos farmacêuticos veio de produtos naturais que foram aperfeiçoados e tiveram seus princípios ativos isolados e desenvolvidos para terem maior eficácia", alerta.
O pesquisador também atenta para a escolha da própolis. Ele diz que é importante comprar o produto em estabelecimentos que façam o controle de qualidade e que garantam a boa origem. "Se a abelha retira material de uma planta que recebeu inseticida ou está em ambiente poluído, ela vai levar isso para a própolis e, se ela vem com sujeira, poluentes ou grão de pólen, pode causar alergia.", destaca Santos.
Tipos de própolis
As propriedades e a qualidade da própolis variam de acordo com a planta de onde as abelhas retiram o material para sua fabricação. Na Europa, ela é extraída principalmente de pinheiros e savanas. A própolis brasileira é hoje a melhor e a mais rica do mundo. O país também é o maior produtor mundial da resina. Um estudo desenvolvido na Universidade de Campinas classificou a própolis brasileira em 13 tipos, que variam conforme a cor, a composição e a consistência.
A mais comum é a própolis verde, originada do alecrim do campo (Baccharis dracunculifolia), que tem diversas propriedades terapêuticas, entre as quais se destacam a anti-inflamatória e a antimicrobiana. A própolis de Copaíba (Copaifera landesdorffi) tem aspecto marrom escuro, quase negro. Em meados de 2005, foi descoberta, no litoral da Paraíba, a própolis vermelha, originada do marmeleiro da praia (Dalbergia ecastophyllum), que tem causado entusiasmo nos pesquisadores. Ao que tudo indica ela é bem mais forte que as demais e tem excelente atuação sobre células cancerosas.
Pesquisadores do mundo inteiro, especialmente japoneses, têm se debruçado em torno de pesquisas sobre a própolis brasileira e seus benefícios à saúde do homem.
Fonte: Ariadne Lima - Fapemig
A palavra própolis vem da junção dos termos "pró", que significa antes, e "pólis", que quer dizer cidade. A terminologia grega, "antes da cidade", remete ao principal papel desempenhado pela própolis: proteger a colmeia.
Graças a ela, as abelhas não adoecem e suas "casas" permanecem sempre à temperatura ideal e livres de micro-organismos e insetos invasores. Qualquer pequeno animal que tentar invadir a colmeia é embalsamado.
Propriedades da própolis
Isso se deve às muitas propriedades da própolis. Produzida pelas abelhas a partir de material extraído de plantas e flores, ela é uma resina constituída de cera e mais de 400 componentes químicos. São, entre outros, álcoois, vitaminas, minerais e principalmente flavonoides e flavonas, que inibem o crescimento de micro-organismos.
Com tantos elementos, a própolis pode ser considerada um verdadeiro coquetel de benefícios. Entre outras propriedades, tem ações anti-inflamatória, antifúngica, antibacteriana, cicatrizante e anestésica.
Própolis para doenças bucais
Atentos às aplicações da resina na natureza, pesquisadores se interessaram em investigar seu uso em favor do homem. Um grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estuda o assunto desde 1996 e hoje é referência mundial no uso da própolis em tratamentos de doenças bucais. São professores e estudantes das áreas de odontologia, biologia e química, coordenados pelo pesquisador e presidente da Sociedade Brasileira de Apiterapia (SBA), Vagner Rodrigues Santos.
Contra micoses e sapinho
As pesquisas começaram com o incentivo do professor Arnaldo Garrocho, na época professor da Faculdade de Odontologia da UFMG. Ele chamou a atenção para a eficácia do extrato de própolis no tratamento de micoses nos dedos dos pés. Foi então que uma aluna de odontologia resolveu testar o produto contra micro-organismos que vivem na boca, principalmente o fungo conhecido como Candida albicans, responsável pela candidose, o popular "sapinho".
É uma doença conhecida principalmente por ser comum em recém-nascidos, idosos e pacientes com comprometimento da defesa imunológica, como portadores do vírus da AIDS e transplantados de medula óssea. Foram testadas, em laboratório, 14 amostras de própolis encontradas no mercado de Belo Horizonte e sua eficácia contra micro-organismos presentes na boca. Os resultados foram positivos e os estudiosos partiram para pesquisas com pacientes.
Própolis verde
A própolis verde, produzida a partir do alecrim do campo, é a mais comum no Brasil Com a parceria da farmácia de manipulação Pharmanéctar, que fornece a própolis bruta e participa de algumas pesquisas, o grupo desenvolveu um gel à base da resina para prevenção e tratamento da mucosite (inflamação da mucosa). O gel lubrifica a cavidade bucal levando mais conforto aos pacientes.
Segundo explica Vagner Santos, para ter boa eficácia, a própolis precisa ser diluída em álcool, o que, no entanto, pode gerar alterações na mucosa do paciente, além de provocar ardor na aplicação. "Pensamos em algo que traga mais conforto e desenvolvemos o gel. Ele tem água e uma substância emoliente que, misturados à própolis, não alteram suas propriedades", esclarece.
Tratamento da candidose
O novo produto passou a ser testado em pacientes da Clínica da Faculdade de Odontologia da UFMG. Para a pesquisa, de 2002 a 2006, foram tratados e acompanhados cerca de 30 pacientes portadores de candidose associada ao uso de dentadura. Santos explica que a candidose associada à prótese, também conhecida como estomatite protética, é uma infecção, na maioria das vezes, sem sintomas evidentes e, se não tratada, pode levar a infecções. É caracterizada por lesões vermelhas, brilhantes e indolores. Quando o paciente faz uso de dentadura, normalmente surge entre os limites da prótese e da boca.
Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu tratamento com nistatina, antifúngico de uso habitual, e o outro com gel de própolis aplicado três vezes ao dia, durante dez dias. "No final desse período, observamos que os pacientes que utilizaram própolis apresentaram resultado melhor ou igual ao dos que usaram nistatina", diz Santos.
Própolis contra cáries
O pesquisador Vagner Santos estuda os diversos tipos de propólis há mais de 10 anos Outra pesquisa avaliou a atuação da própolis contra micro-organismos causadores da cárie. A principal vilã, nesse caso, é a bactéria Streptococcos mutans que, em pessoas com alta suscetibilidade à doença, pode chegar à concentração de 1 bilhão/ml de saliva.
Os testes foram feitos com 60 pacientes, acompanhados de 2003 a 2005. Após escovação com o gel durante 15 ou 20 dias, os resultados apontaram uma diminuição drástica dos micro-organismos na boca. Em alguns casos, a redução foi de 1 bilhão para 100 mil bactérias por ml de saliva.
Contra a boca seca
Hoje, o gel é testado em pacientes portadores de câncer que recebem irradiação na área da cabeça e do pescoço, encaminhados do Hospital das Clínicas para a Clínica de Odontologia da UFMG. Segundo explica Santos, a irradiação provoca xerostomia (boca seca), devido a alterações nas glândulas salivares, que diminuem a produção de saliva, levando à mucosite e à candidose. "É uma lesão incômoda e pode formar úlceras, dificultando a ingestão de alimentos, provocando incômodo, dor e mal estar", descreve o pesquisador.
Com a aplicação do gel desde os dias que antecedem até os que sucedem o tratamento com irradiação, o paciente não desenvolve a candidose e conta com uma proteção extra. Atualmente, não há produto específico para esse tipo de tratamento e aqueles que podem ser utilizados não têm o mesmo efeito. "O gel é antimicótico, antibacteriano, anti-inflamatório, analgésico, traz conforto e lubrifica a boca seca", diz.
Outras aplicações da própolis
Mas não só contra a candidose serve a própolis. Na área odontológica são muitas as doenças que podem ser tratadas com esse medicamento natural. Ela combate, principalmente, lesões de origem bacteriana e fúngica. Algumas delas são a gengivite, a periodontite, a cárie e as bolsas periodontais, sendo essas duas últimas as maiores causas de perda dentária no mundo. A bolsa periodontal se desenvolve a partir do acúmulo de micro-organismos (placa dental) que agridem a gengiva, provocando a gengivite. Se não for tratada, a doença evolui para a periodontite, com a destruição do osso e a formação de uma bolsa. Conforme destaca Santos, com o gel de própolis, em um mês, a bolsa já foi destruída e a gengiva volta ao normal.
A própolis é ainda uma boa arma contra herpes labial, acelerando o processo de cicatrização. "Se o normal seria de sete a dez dias, a própolis faz a lesão desaparecer com cinco", diz o pesquisador. A resina também traz bons resultados quando aplicada em aftas. "Ela provoca contração das terminações nervosas e vasos sanguíneos. Dói bastante, mas depois dá alívio imediato e a cura é rápida".
A própolis vermelha, descoberta em 2005 na Paraíba, é foco de pesquisas sobre o cancêr
Novos produtos de própolis
Com o bom desempenho do gel, a equipe da UFMG pretende desenvolver novos produtos à base da própolis. "Pesquisadores de outras áreas estão nos procurando para tentarmos desenvolver produtos em parceria", conta Santos. Segundo ele, a ideia é criar um medicamento que associe um ou dois tipos de própolis à outra planta medicinal, a fim de que um potencialize o outro.
"Se encontrarmos duas substâncias com princípios ativos que interagem será ainda melhor", diz. O pesquisador adianta que, em breve, terá início um projeto que inclui a fabricação de enxaguantes bucais, cremes e géis que possam ser utilizados em lesões de mucosas e vernizes cavitários (usados para proteger a cavidade dentária antes da remoção da cárie) e substâncias para o tratamento de canais.
Enxaguante bucal com própolis
Já está em andamento uma pesquisa que vai desenvolver e testar um enxaguante bucal à base de própolis, seguindo todas as normas da American Dental Association (ADA). Serão seis meses de experimentos com pacientes que usarão diariamente o enxaguante de própolis, comparado ao grupo que usará um enxaguante conhecido no mercado.
Conforme observa o professor, a maior dificuldade da pesquisa clínica é que muitas pessoas interrompem ou não seguem o tratamento corretamente, o que pode gerar falsos positivos ou falsos negativos. Uma das razões da indisciplina dos pacientes é o sabor desagradável da própolis. Para amenizar o problema, os pesquisadores já procuram fazer produtos associados a aromas como menta e hortelã.
Biovidro
Além dos novos produtos, duas outras pesquisas pretendem avaliar diferentes aplicações da própolis na odontologia. Uma delas vai associar a resina natural ao biovidro, formado por pequenas partículas que podem ser colocadas no tecido humano, principalmente em casos de enxerto ósseo. Esse estudo está sendo feito em parceria com o professor Walison Artuso, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
Quando o paciente precisa de um implante dentário, mas teve perda óssea, há necessidade de enxerto na região. Algumas vezes, é necessário retirar material de outra parte do corpo, como do osso ilíaco, na região pélvica, o que é um procedimento doloroso. O biovidro colocado no corte cirúrgico poderá estimular a formação do osso e, associado à própolis, pode oferecer recuperação mais rápida e confortável. De acordo com o pesquisador, em breve, o projeto será submetido à FAPEMIG.
Resina de dentaduras
Outra pesquisa pretende associar a própolis à resina de dentaduras. Segundo explica Santos, é comum que, por razões estéticas, pessoas que precisam extrair todos os dentes queiram colocar a prótese no mesmo dia. Chamada de prótese imediata, ela é adaptada ao paciente imediatamente após a remoção dos dentes. Nesse caso, há grande risco de inflamação, pois a dentadura é colocada sobre uma ferida cirúrgica.
"Fizemos o teste que apontou que a própolis associada à resina mantém suas propriedades. Assim, ela pode evitar o crescimento de micro-organismos e uma inflamação. Em breve, começaremos a trabalhar com camundongos para verificar se haverá uma resposta biocompatível com o tecido", diz.
Medicamento natural e barato
Para Vagner Santos, uma das grandes vantagens da própolis é o baixo custo. Segundo ele, mesmo se o medicamento for feito em cápsulas, o custo sai abaixo dos tratamentos convencionais. "Por exemplo, se um paciente tem mucosite ou candidose, ele precisa tomar cerca de 40 comprimidos de cetoconazol, o que fica em torno de R$ 400. As propriedades da própolis aliadas à preço são uma grande vantagem", comenta. Comparada a outros antibióticos, a própolis também sai na frente.
"Como ela é formada por muitos componentes químicos que podem fazer efeito antibiótico sinergicamente, é muito mais difícil um micro-organismo ficar resistente a ela. Fizemos um trabalho que indicou que, quando separamos esses componentes, os resultados não são tão bons como quando estão todos reunidos", destaca Santos.
Antibiótico e antifúngico
Diante de todos os benefícios, o professor chama atenção para os cuidados no uso da própolis. "É um medicamento natural, mas não pode ser usado de qualquer jeito. É um antibiótico e um antifúngico potente e, por isso, não deve ser aplicado de maneira indiscriminada. É importante que saibamos utilizá-lo com rigor dentro das normas que qualquer medicamento exige. Hoje, a grande maioria dos produtos farmacêuticos veio de produtos naturais que foram aperfeiçoados e tiveram seus princípios ativos isolados e desenvolvidos para terem maior eficácia", alerta.
O pesquisador também atenta para a escolha da própolis. Ele diz que é importante comprar o produto em estabelecimentos que façam o controle de qualidade e que garantam a boa origem. "Se a abelha retira material de uma planta que recebeu inseticida ou está em ambiente poluído, ela vai levar isso para a própolis e, se ela vem com sujeira, poluentes ou grão de pólen, pode causar alergia.", destaca Santos.
Tipos de própolis
As propriedades e a qualidade da própolis variam de acordo com a planta de onde as abelhas retiram o material para sua fabricação. Na Europa, ela é extraída principalmente de pinheiros e savanas. A própolis brasileira é hoje a melhor e a mais rica do mundo. O país também é o maior produtor mundial da resina. Um estudo desenvolvido na Universidade de Campinas classificou a própolis brasileira em 13 tipos, que variam conforme a cor, a composição e a consistência.
A mais comum é a própolis verde, originada do alecrim do campo (Baccharis dracunculifolia), que tem diversas propriedades terapêuticas, entre as quais se destacam a anti-inflamatória e a antimicrobiana. A própolis de Copaíba (Copaifera landesdorffi) tem aspecto marrom escuro, quase negro. Em meados de 2005, foi descoberta, no litoral da Paraíba, a própolis vermelha, originada do marmeleiro da praia (Dalbergia ecastophyllum), que tem causado entusiasmo nos pesquisadores. Ao que tudo indica ela é bem mais forte que as demais e tem excelente atuação sobre células cancerosas.
Pesquisadores do mundo inteiro, especialmente japoneses, têm se debruçado em torno de pesquisas sobre a própolis brasileira e seus benefícios à saúde do homem.
Fonte: Ariadne Lima - Fapemig
Comer alho protege o corpo contra agentes cancerígenos
Alho contra o câncer
Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que o consumo de alho tem uma ligação inversa com um processo metabólico carcinogênico.
Os resultados do novo exame sugerem que as pessoas que consomem mais alho estão menos sujeitas a sofrer esse processo metabólico e, eventualmente, de contrair câncer.
Exame de urina
"O que estávamos buscando era desenvolver um método onde pudéssemos medir na urina dois compostos diferentes, um relacionado com o risco para o câncer e outro que indica a intensidade do consumo de alho", conta o Dr. Earl Harrison, coordenador do estudo.
"Nossos resultados mostraram que os dois estão inversamente relacionados entre si - o que significa que quanto mais alto for o nosso marcador para o consumo de alho, menor será o marcador para o risco de câncer," explica ele.
Alimentos contra o câncer
Os cientistas trabalharam com processos associados a compostos contendo nitrogênio. Esses processos incluem a nitrosação, a conversão de algumas substâncias encontradas nos alimentos ou na água contaminada em elementos carcinogênicos.
Em última instância, os cientistas esperam descobrir intervenções nutricionais capazes de parar o processo que desenvolve estas substâncias cancerígenas.
Este processo é mais comumente iniciado por exposição a substâncias chamadas nitratos, encontrados em algumas carnes processadas, ou oriundas de técnicas de preparação de alimentos sob alta temperaturas, ou ainda pelo uso de água contaminada pela indústria ou pela agricultura.
Nitratos e nitrosaminas
Cerca de 20 por cento dos nitratos que são consumidos são convertidos em nitritos no organismo. Uma cascata de eventos pode converter estes compostos nas chamadas nitrosaminas. E muitas, mas não todas as nitrosaminas, estão ligadas ao câncer.
Os vegetais também contêm nitratos, mas pesquisas anteriores sugerem que a vitamina C dos vegetais reduz o risco de que esses nitratos convertam-se em algo tóxico.
Os cientistas suspeitaram então que os nutrientes presentes no alho poderiam ter efeitos antioxidantes semelhantes aos da vitamina C.
O estudo foi publicado na revista Analytical Biochemistry.
Um dente de alho por dia
Os exames de laboratório mostraram que os participantes da pesquisa que tinham tomado alho tiveram menor concentração do marcador para nitrosação do que aqueles que não ingeriram nenhum alho.
Embora as diferenças sejam pequenas, o consumo de 5 gramas de alho por dia foi associado com o mais baixo nível do potencial marcador de câncer. Um único dente de alho, tipicamente, pode pesar entre 1 e 5 gramas.
A ingestão de vitamina C teve um efeito semelhante em reduzir o marcador para a nitrosação.
Benefícios do alho
"O mecanismo preciso pelo qual o alho e outros compostos afetam a nitrosação está sendo amplamente pesquisado, mas não está claro neste momento", diz Harrison.
"O que esta pesquisa sugere, porém, é que o alho pode desempenhar um papel na inibição da formação dessas substâncias tóxicas baseadas no nitrogênio. Este estudo piloto foi muito pequeno, por isso é também possível que, quanto mais alho você comer, melhor será.
"Então, se você gosta de alho e gosta de alimentos preparados com alho, vá em frente e consuma tanto quanto você queira. Não há nenhuma indicação de que isso vá lhe fazer mal, e pode muito bem lhe ajudar," conclui o cientista.
Fonte: Redação do Diário da Saúde
Pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram que o consumo de alho tem uma ligação inversa com um processo metabólico carcinogênico.
Os resultados do novo exame sugerem que as pessoas que consomem mais alho estão menos sujeitas a sofrer esse processo metabólico e, eventualmente, de contrair câncer.
Exame de urina
"O que estávamos buscando era desenvolver um método onde pudéssemos medir na urina dois compostos diferentes, um relacionado com o risco para o câncer e outro que indica a intensidade do consumo de alho", conta o Dr. Earl Harrison, coordenador do estudo.
"Nossos resultados mostraram que os dois estão inversamente relacionados entre si - o que significa que quanto mais alto for o nosso marcador para o consumo de alho, menor será o marcador para o risco de câncer," explica ele.
Alimentos contra o câncer
Os cientistas trabalharam com processos associados a compostos contendo nitrogênio. Esses processos incluem a nitrosação, a conversão de algumas substâncias encontradas nos alimentos ou na água contaminada em elementos carcinogênicos.
Em última instância, os cientistas esperam descobrir intervenções nutricionais capazes de parar o processo que desenvolve estas substâncias cancerígenas.
Este processo é mais comumente iniciado por exposição a substâncias chamadas nitratos, encontrados em algumas carnes processadas, ou oriundas de técnicas de preparação de alimentos sob alta temperaturas, ou ainda pelo uso de água contaminada pela indústria ou pela agricultura.
Nitratos e nitrosaminas
Cerca de 20 por cento dos nitratos que são consumidos são convertidos em nitritos no organismo. Uma cascata de eventos pode converter estes compostos nas chamadas nitrosaminas. E muitas, mas não todas as nitrosaminas, estão ligadas ao câncer.
Os vegetais também contêm nitratos, mas pesquisas anteriores sugerem que a vitamina C dos vegetais reduz o risco de que esses nitratos convertam-se em algo tóxico.
Os cientistas suspeitaram então que os nutrientes presentes no alho poderiam ter efeitos antioxidantes semelhantes aos da vitamina C.
O estudo foi publicado na revista Analytical Biochemistry.
Um dente de alho por dia
Os exames de laboratório mostraram que os participantes da pesquisa que tinham tomado alho tiveram menor concentração do marcador para nitrosação do que aqueles que não ingeriram nenhum alho.
Embora as diferenças sejam pequenas, o consumo de 5 gramas de alho por dia foi associado com o mais baixo nível do potencial marcador de câncer. Um único dente de alho, tipicamente, pode pesar entre 1 e 5 gramas.
A ingestão de vitamina C teve um efeito semelhante em reduzir o marcador para a nitrosação.
Benefícios do alho
"O mecanismo preciso pelo qual o alho e outros compostos afetam a nitrosação está sendo amplamente pesquisado, mas não está claro neste momento", diz Harrison.
"O que esta pesquisa sugere, porém, é que o alho pode desempenhar um papel na inibição da formação dessas substâncias tóxicas baseadas no nitrogênio. Este estudo piloto foi muito pequeno, por isso é também possível que, quanto mais alho você comer, melhor será.
"Então, se você gosta de alho e gosta de alimentos preparados com alho, vá em frente e consuma tanto quanto você queira. Não há nenhuma indicação de que isso vá lhe fazer mal, e pode muito bem lhe ajudar," conclui o cientista.
Fonte: Redação do Diário da Saúde
Governo vai avisar por e-mail a data de vacinação contra a gripe suína
O MS (Ministério da Saúde) vai avisar por e-mail a data em que cada parcela da população tem de ir às Unidades Básicas de Saúde para se vacinar contra a gripe A (H1N1), popularmente conhecida como suína, a partir da próxima segunda-feira (8), data em que começa a vacinação no país.
Para receber o alerta, o internauta deve se cadastrar no site do ministério ou clicar em banners do MS divulgados em outras páginas na internet, que ainda não foram divulgadas. O ícone levará para o site do ministério pelo qual o internauta poderá cadastrar seu e-mail de acordo com a faixa etária.
A data da vacinação depende do grupo em que cada pessoa se encontra. Da próxima segunda-feira (8) até 19 de março serão imunizados todos os trabalhadores de saúde do setor público e privado, área de limpeza, recepcionistas, motoristas de ambulância e a população indígena.
(Fonte: Portal R7)
Para receber o alerta, o internauta deve se cadastrar no site do ministério ou clicar em banners do MS divulgados em outras páginas na internet, que ainda não foram divulgadas. O ícone levará para o site do ministério pelo qual o internauta poderá cadastrar seu e-mail de acordo com a faixa etária.
A data da vacinação depende do grupo em que cada pessoa se encontra. Da próxima segunda-feira (8) até 19 de março serão imunizados todos os trabalhadores de saúde do setor público e privado, área de limpeza, recepcionistas, motoristas de ambulância e a população indígena.
(Fonte: Portal R7)
Governo quer vacinar 1,5 milhão de pessoas por dia contra a nova gripe
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quinta-feira (4) que a meta do governo é vacinar 1,5 milhão de pessoas por dia dentro da campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1), que começa na próxima segunda-feira. A campanha é dividida em cinco etapas. Na primeira, apenas profissionais da área da saúde e povos indígenas receberão a imunização.
“A meta é imunizar 1,5 milhão de pessoas por dia. É uma megaoperação”, disse o ministro ao participar de um evento de atualização de profissionais da área da saúde.
De acordo com Temporão, serão 36 mil postos de atendimento em todo o país e a intenção é vacinar 90 milhões de pessoas até o fim da campanha, em 21 de maio. O medicamento será distribuído gratuitamente nos postos e em farmácias populares. No caso de laboratório privado, será necessária receita médica para tomar a vacina.
O ministro acredita que diferente do que aconteceu em alguns países na Europa, não haverá sobra no estoque de vacinas no Brasil. “São realidades distintas. A Europa não tem uma cultura de vacinação como temos no Brasil. Acho que a adesão no Brasil será grande e distante do que foi na Europa”.
Temporão afirma que foram escolhidos grupos específicos para a vacinação de acordo com o grau de risco de contrair a doença. Ele destacou que em praticamente todos os lares haverão pessoas imunizadas, o que diminuirá o risco de contágio.
E-mail - O Ministério da Saúde desenvolveu um sistema que avisará por e-mail a data em que a pessoa poderá tomar vacina contra a gripe A (H1N1). Será possível se cadastrar no sistema a partir do dia 8 de março para ser avisado da data de vacinação específica para a sua faixa etária. A campanha de vacinação começa no dia 8, mas na primeira fase, apenas profissionais da área de saúde e povos indígenas poderão ser imunizados.
Segundo a assessoria do Ministério, o cadastramento para ser avisado por e-mail do dia da vacinação poderá ser feito no próprio site da pasta (www.saude.gov.br). Não haverá qualquer custo ao cidadão pelo serviço.
(Fonte: G1)
“A meta é imunizar 1,5 milhão de pessoas por dia. É uma megaoperação”, disse o ministro ao participar de um evento de atualização de profissionais da área da saúde.
De acordo com Temporão, serão 36 mil postos de atendimento em todo o país e a intenção é vacinar 90 milhões de pessoas até o fim da campanha, em 21 de maio. O medicamento será distribuído gratuitamente nos postos e em farmácias populares. No caso de laboratório privado, será necessária receita médica para tomar a vacina.
O ministro acredita que diferente do que aconteceu em alguns países na Europa, não haverá sobra no estoque de vacinas no Brasil. “São realidades distintas. A Europa não tem uma cultura de vacinação como temos no Brasil. Acho que a adesão no Brasil será grande e distante do que foi na Europa”.
Temporão afirma que foram escolhidos grupos específicos para a vacinação de acordo com o grau de risco de contrair a doença. Ele destacou que em praticamente todos os lares haverão pessoas imunizadas, o que diminuirá o risco de contágio.
E-mail - O Ministério da Saúde desenvolveu um sistema que avisará por e-mail a data em que a pessoa poderá tomar vacina contra a gripe A (H1N1). Será possível se cadastrar no sistema a partir do dia 8 de março para ser avisado da data de vacinação específica para a sua faixa etária. A campanha de vacinação começa no dia 8, mas na primeira fase, apenas profissionais da área de saúde e povos indígenas poderão ser imunizados.
Segundo a assessoria do Ministério, o cadastramento para ser avisado por e-mail do dia da vacinação poderá ser feito no próprio site da pasta (www.saude.gov.br). Não haverá qualquer custo ao cidadão pelo serviço.
(Fonte: G1)
Livro aponta soluções para reúso da água
Com o título "Uso Racional de Água e Energia: conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água", obra está disponível também para download.
Quinto volume da série do Programa de Pesquisa em Saneamento Básico (Prosab), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), foi publicado pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia (IPT), de São Paulo. O livro que mostra como aproveitar de maneira inteligente a água da chuva e a chamada água cinza, resultante de pias e lavatórios de edificações. Com o título "Uso Racional de Água e Energia: conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água", está disponível também para download em http://www.finep.gov.br/prosab/livros/prosab5_tema%205.pdf.
Na última chamada concluída da rede "Utilização racional de água e energia", umas das seis do Prosab, foram aportados cerca de R$ 1,2 milhão em sete projetos. A Finep é gestora do programa. Destinado a projetistas, fabricantes de componentes prediais, construtores e estudantes, o livro apresenta esses projetos, além de conceitos, metodologias e soluções práticas para o aproveitamento de água. São mostrados também estudos e soluções para a conservação de água e energia no ambiente predial e público.
Os mais recentes dados sobre a pesquisa obtidos no IPT referentes ao aproveitamento de águas pluviais também estão na publicação. Wolney Castilho Alves, pesquisador responsável pela Seção de Saneamento do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído (Cetac), diz que esses números são importantes para projetos de componentes e sistemas em nossas condições.
"Filtros fabricados na Alemanha, por exemplo, podem não funcionar bem aqui porque lá não ocorrem precipitações intensas como as observadas no Brasil", afirma. Estima-se que 500 milhões de pessoas ao redor do globo poderão ter dificuldades de acesso à água em 2015. No Brasil, já são 19 as regiões que enfrentam o problema de estresse hídrico, dizem os especialistas.
Finep/EcoAgência
Quinto volume da série do Programa de Pesquisa em Saneamento Básico (Prosab), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), foi publicado pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia (IPT), de São Paulo. O livro que mostra como aproveitar de maneira inteligente a água da chuva e a chamada água cinza, resultante de pias e lavatórios de edificações. Com o título "Uso Racional de Água e Energia: conservação de água e energia em sistemas prediais e públicos de abastecimento de água", está disponível também para download em http://www.finep.gov.br/prosab/livros/prosab5_tema%205.pdf.
Na última chamada concluída da rede "Utilização racional de água e energia", umas das seis do Prosab, foram aportados cerca de R$ 1,2 milhão em sete projetos. A Finep é gestora do programa. Destinado a projetistas, fabricantes de componentes prediais, construtores e estudantes, o livro apresenta esses projetos, além de conceitos, metodologias e soluções práticas para o aproveitamento de água. São mostrados também estudos e soluções para a conservação de água e energia no ambiente predial e público.
Os mais recentes dados sobre a pesquisa obtidos no IPT referentes ao aproveitamento de águas pluviais também estão na publicação. Wolney Castilho Alves, pesquisador responsável pela Seção de Saneamento do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído (Cetac), diz que esses números são importantes para projetos de componentes e sistemas em nossas condições.
"Filtros fabricados na Alemanha, por exemplo, podem não funcionar bem aqui porque lá não ocorrem precipitações intensas como as observadas no Brasil", afirma. Estima-se que 500 milhões de pessoas ao redor do globo poderão ter dificuldades de acesso à água em 2015. No Brasil, já são 19 as regiões que enfrentam o problema de estresse hídrico, dizem os especialistas.
Finep/EcoAgência
WWF-Brasil lança Hora do Planeta 2010
No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos.
O WWF-Brasil anuncia hoje o lançamento da Hora do Planeta 2010, movimento mundial de alerta contra o aquecimento global. Em sua segunda edição no Brasil, o evento, conhecido globalmente como Earth Hour, terá o Rio de Janeiro como cidade-sede nacional. Com o patrocínio da Coca-Cola Brasil, do HSBC, da TIM e do Walmart Brasil, a Hora do Planeta deste ano será realizada no sábado dia 27 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Durante o lançamento o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciará quais monumentos cariocas serão apagados na noite a Hora do Planeta.
No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo da Hora do Planeta no Brasil é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos nacionais como forma de proteção contra as mudanças climáticas, bem como para reduzir emissões de gases do efeito estufa causadas pelo desmatamento.
Em 2009, milhões de brasileiros apagaram suas luzes e mostraram sua preocupação com o aquecimento global. No total, 113 cidades do País, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos. No mundo, 4088 cidades de 88 países aderiram ao movimento na última edição.
A mobilização para o evento já começou, por meio do site www.horadoplaneta.org.br, onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro, deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização do evento.
“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas”, acrescenta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
O lançamento mundial da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu – primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as luzes no dia 27 de março – e cidade natal da ursa panda Mei Lan, Embaixadora Mundial do movimento. Os pandas gigantes, símbolos da Rede WWF, habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos. O papel de Mei Lan como embaixadora poderá ser acompanhado pelos sites www.twitter.com/earthhour e www.earthhour.org.
WWF Brasil/EcoAgência
O WWF-Brasil anuncia hoje o lançamento da Hora do Planeta 2010, movimento mundial de alerta contra o aquecimento global. Em sua segunda edição no Brasil, o evento, conhecido globalmente como Earth Hour, terá o Rio de Janeiro como cidade-sede nacional. Com o patrocínio da Coca-Cola Brasil, do HSBC, da TIM e do Walmart Brasil, a Hora do Planeta deste ano será realizada no sábado dia 27 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Durante o lançamento o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciará quais monumentos cariocas serão apagados na noite a Hora do Planeta.
No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo da Hora do Planeta no Brasil é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos nacionais como forma de proteção contra as mudanças climáticas, bem como para reduzir emissões de gases do efeito estufa causadas pelo desmatamento.
Em 2009, milhões de brasileiros apagaram suas luzes e mostraram sua preocupação com o aquecimento global. No total, 113 cidades do País, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos. No mundo, 4088 cidades de 88 países aderiram ao movimento na última edição.
A mobilização para o evento já começou, por meio do site www.horadoplaneta.org.br, onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro, deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização do evento.
“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para deter as mudanças climáticas”, acrescenta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
O lançamento mundial da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu – primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as luzes no dia 27 de março – e cidade natal da ursa panda Mei Lan, Embaixadora Mundial do movimento. Os pandas gigantes, símbolos da Rede WWF, habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos. O papel de Mei Lan como embaixadora poderá ser acompanhado pelos sites www.twitter.com/earthhour e www.earthhour.org.
WWF Brasil/EcoAgência
Brasil também vai sediar conferência ambiental. É a Rio + 20, em 2012
Está confirmada para 2012 a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. O evento será no Rio de Janeiro e já foi batizado de Rio+20, em referência à Eco-92, conferência organizada na mesma cidade há 18 anos.
A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92, discutir a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e avaliar a forma como as decisões que envolvem esse tema são aprovadas e discutidas por lideranças mundiais.
Será mais uma tentativa de atrair a atenção do mundo para os problemas ambientais. Antes da Rio + 20, a Bolívia quer fazer com que os que saíram frustrados da cúpula em Copenhague, em dezembro do ano passado, voltem a discutir cortes de emissões de CO2 no mundo.
A conferência da Bolívia está marcada para os dias 20, 21 e 22 de abril. A do Brasil ainda não tem data definida.
Fonte ANVERDE
A ideia é avaliar e renovar os compromissos com o desenvolvimento sustentável assumidos pelos líderes mundiais na Eco-92, discutir a contribuição da economia verde para o desenvolvimento sustentável e avaliar a forma como as decisões que envolvem esse tema são aprovadas e discutidas por lideranças mundiais.
Será mais uma tentativa de atrair a atenção do mundo para os problemas ambientais. Antes da Rio + 20, a Bolívia quer fazer com que os que saíram frustrados da cúpula em Copenhague, em dezembro do ano passado, voltem a discutir cortes de emissões de CO2 no mundo.
A conferência da Bolívia está marcada para os dias 20, 21 e 22 de abril. A do Brasil ainda não tem data definida.
Fonte ANVERDE
Brasileiros aprovam construções de luxo mesmo sendo danosos ao meio ambiente
Reportagem exibida pelo Fantástico testou o grau de consciência dos brasileiros sobre o consumo consciente. Iniciativa foi idealizada pelo Akatu e desenvolvida pela agência de publicidade Lew’Lara\TBWA.
A reportagem idealizada pelo Akatu e pela agência de publicidade Lew’Lara\TBWA e exibida no Fantástico, no domingo, dia 28 de fevereiro, flagrou brasileiros aprovando empreendimentos de alto padrão nos mais famosos cartões postais do país, mesmo sabendo que eles causam danos ao meio ambiente. A maioria dos entrevistados se mostrou interessado em comprar apartamentos projetados em lugares públicos destinados ao lazer. Nas areias da Boa Viagem, em Recife, 61% aprovou o empreendimento e, na praia de Pitangueiras, no Guarujá, 59% das pessoas gostaram da ideia de construir o prédio na areia da praia.
Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
"Havia o pressuposto de que as pessoas achariam um absurdo construir um prédio na areia da praia, mas essa não foi a reação da maioria, que pelo contrário, se mostrou muito interessada em comprar. Alguns ainda questionaram a legalidade dos empreendimentos, mas poucos ficaram indignados do ponto de vista ético”, expõe Helio Mattar, diretor presidente do Akatu.
Tudo começou em 2009, quando o Akatu pediu à Lew’Lara\TBWA uma campanha sobre o assunto. O objetivo era gerar reflexão sobre o impacto daquilo que consumimos e criou-se um projeto cuja ideia era demonstrar de forma mais lúcida possível o impacto de uma compra no limite da caricatura. Posteriormente, o projeto foi apresentado à Rede Globo e o Fantástico abraçou a ideia.
No último domingo, a reportagem de 7 minutos abriu o programa e chamou a audiência para opinar sobre o assunto no site do Fantástico, gerando ainda mais reflexão sobre o consumo consciente. No próximo domingo, dia 7, vão ao ar os resultados de Brasília e Rio de Janeiro.
Mattar chama atenção para o objetivo principal das reportagens: “acredito que foi um jeito muito criativo e ousado de levar as pessoas à reflexão e, é fundamental que não apontemos o dedo para quem manifestou desejo de comprar o apartamento. Isso tem de ser colocado no contexto da cultura de uma sociedade em que não há sensibilidade para os impactos do consumo. Se a pessoa tem dinheiro, e se é algo legal, compra e está resolvido. As pessoas não têm consciência dos impactos. Entretanto, quando isso for levado ao nível da consciência, elas não comprarão e tomarão outras decisões. Hoje, não é assim — hoje, se é legal, é ético.”
Fonte: Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
A reportagem idealizada pelo Akatu e pela agência de publicidade Lew’Lara\TBWA e exibida no Fantástico, no domingo, dia 28 de fevereiro, flagrou brasileiros aprovando empreendimentos de alto padrão nos mais famosos cartões postais do país, mesmo sabendo que eles causam danos ao meio ambiente. A maioria dos entrevistados se mostrou interessado em comprar apartamentos projetados em lugares públicos destinados ao lazer. Nas areias da Boa Viagem, em Recife, 61% aprovou o empreendimento e, na praia de Pitangueiras, no Guarujá, 59% das pessoas gostaram da ideia de construir o prédio na areia da praia.
Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
"Havia o pressuposto de que as pessoas achariam um absurdo construir um prédio na areia da praia, mas essa não foi a reação da maioria, que pelo contrário, se mostrou muito interessada em comprar. Alguns ainda questionaram a legalidade dos empreendimentos, mas poucos ficaram indignados do ponto de vista ético”, expõe Helio Mattar, diretor presidente do Akatu.
Tudo começou em 2009, quando o Akatu pediu à Lew’Lara\TBWA uma campanha sobre o assunto. O objetivo era gerar reflexão sobre o impacto daquilo que consumimos e criou-se um projeto cuja ideia era demonstrar de forma mais lúcida possível o impacto de uma compra no limite da caricatura. Posteriormente, o projeto foi apresentado à Rede Globo e o Fantástico abraçou a ideia.
No último domingo, a reportagem de 7 minutos abriu o programa e chamou a audiência para opinar sobre o assunto no site do Fantástico, gerando ainda mais reflexão sobre o consumo consciente. No próximo domingo, dia 7, vão ao ar os resultados de Brasília e Rio de Janeiro.
Mattar chama atenção para o objetivo principal das reportagens: “acredito que foi um jeito muito criativo e ousado de levar as pessoas à reflexão e, é fundamental que não apontemos o dedo para quem manifestou desejo de comprar o apartamento. Isso tem de ser colocado no contexto da cultura de uma sociedade em que não há sensibilidade para os impactos do consumo. Se a pessoa tem dinheiro, e se é algo legal, compra e está resolvido. As pessoas não têm consciência dos impactos. Entretanto, quando isso for levado ao nível da consciência, elas não comprarão e tomarão outras decisões. Hoje, não é assim — hoje, se é legal, é ético.”
Fonte: Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.
Filme revela crime ambiental e concorre a prêmio
Para retirar o petróleo do betume são usados pelo menos três barris de água para cada um de óleo, o equivalente ao consumo de uma cidade de duas mil pessoas.
Um dos mais aclamados documentários do ano pela crítica internacional, Petrópolis concorre a melhor filme da categoria no Genie Award, o Oscar do Canadá. A produção denuncia um dos maiores desastres ambientais do mundo em solo canadense, a extração de petróleo das areias conhecidas como tar sands. (Veja abaixo o trailer do filme).
Tar Sands, ou betume, é uma composição de areia, argila e petróleo cru localizada abaixo dos mais de quatro milhões de hectares de Floresta Boreal de Alberta, no Canadá. O olho gordo da extração, nesta área, é um perigo sem precedentes.
Para retirar o petróleo do betume são usados pelo menos três barris de água para cada um de óleo, o equivalente ao consumo de uma cidade de duas mil pessoas. Ao fim do processo, a água está tão contaminada, que pelo menos 90% dela precisa ser isolada em gigantescos toneis, visíveis até do espaço. Água contaminada, por lá, é causa de deformidades em peixes e aumento da taxa de câncer na população.
E não pára por aí. A extração em betume emite cinco vezes mais CO2 que a convencional, ritmo que mantém o Canadá no topo do ranking de países emissores no mundo. Desde 2007 o Greenpeace assume a campanha contra a retirada de petróleo das tars sands.
O documentário Petrópolis: Uma Perspectiva Aérea das Tar Sands de Alberta, traz imagens de um sobrevoo pela região. O filme é exibido em festivais de cinema pelo mundo e suas próximas paradas serão festivais em Hong Kong, Buenos Aires, Grécia, México e Nova Iorque. A produção é assinada pelo Greenpeace Canadá.
Greenpeace/EcoAgência
Um dos mais aclamados documentários do ano pela crítica internacional, Petrópolis concorre a melhor filme da categoria no Genie Award, o Oscar do Canadá. A produção denuncia um dos maiores desastres ambientais do mundo em solo canadense, a extração de petróleo das areias conhecidas como tar sands. (Veja abaixo o trailer do filme).
Tar Sands, ou betume, é uma composição de areia, argila e petróleo cru localizada abaixo dos mais de quatro milhões de hectares de Floresta Boreal de Alberta, no Canadá. O olho gordo da extração, nesta área, é um perigo sem precedentes.
Para retirar o petróleo do betume são usados pelo menos três barris de água para cada um de óleo, o equivalente ao consumo de uma cidade de duas mil pessoas. Ao fim do processo, a água está tão contaminada, que pelo menos 90% dela precisa ser isolada em gigantescos toneis, visíveis até do espaço. Água contaminada, por lá, é causa de deformidades em peixes e aumento da taxa de câncer na população.
E não pára por aí. A extração em betume emite cinco vezes mais CO2 que a convencional, ritmo que mantém o Canadá no topo do ranking de países emissores no mundo. Desde 2007 o Greenpeace assume a campanha contra a retirada de petróleo das tars sands.
O documentário Petrópolis: Uma Perspectiva Aérea das Tar Sands de Alberta, traz imagens de um sobrevoo pela região. O filme é exibido em festivais de cinema pelo mundo e suas próximas paradas serão festivais em Hong Kong, Buenos Aires, Grécia, México e Nova Iorque. A produção é assinada pelo Greenpeace Canadá.
Greenpeace/EcoAgência
terça-feira, 2 de março de 2010
Site acelera transição para economia verde
Pnuma lança site que pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo; usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades
Um novo site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo.
A ferramenta foi lançada nesta quinta-feira em Bali, na Indonésia, durante reunião da agência da ONU no país.
Lista
Segundo o Pnuma o site irá ajudar na transferência de conhecimentos e simplificar o acesso à informação.
O usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades.
Outros dados devem incluir mercados específicos, redes, associações e padrões relevantes para governos e agências de investimento.
Barreiras
Para o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, as soluções para uma transição econômica com baixo teor de carbono já existem, a questão é remover barreiras para absorção rápida e maciça.
Steiner afirma que essas barreiras incluem aspectos técnicos, financeiros e de informação.
Um estudo da agência indica que as emissões globais precisam ser reduzidas entre 48% e 72% entre 2020 e 2050. O resultado seria um corte de 3% ao ano num período de três décadas.
Pnuma lança site que pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo; usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades
Um novo site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo.
A ferramenta foi lançada nesta quinta-feira em Bali, na Indonésia, durante reunião da agência da ONU no país.
Lista
Segundo o Pnuma o site irá ajudar na transferência de conhecimentos e simplificar o acesso à informação.
O usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades.
Outros dados devem incluir mercados específicos, redes, associações e padrões relevantes para governos e agências de investimento.
Barreiras
Para o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, as soluções para uma transição econômica com baixo teor de carbono já existem, a questão é remover barreiras para absorção rápida e maciça.
Steiner afirma que essas barreiras incluem aspectos técnicos, financeiros e de informação.
Um estudo da agência indica que as emissões globais precisam ser reduzidas entre 48% e 72% entre 2020 e 2050. O resultado seria um corte de 3% ao ano num período de três décadas.
Autor: Daniela Traldi - Fonte: Radio ONU
Um novo site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo.
A ferramenta foi lançada nesta quinta-feira em Bali, na Indonésia, durante reunião da agência da ONU no país.
Lista
Segundo o Pnuma o site irá ajudar na transferência de conhecimentos e simplificar o acesso à informação.
O usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades.
Outros dados devem incluir mercados específicos, redes, associações e padrões relevantes para governos e agências de investimento.
Barreiras
Para o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, as soluções para uma transição econômica com baixo teor de carbono já existem, a questão é remover barreiras para absorção rápida e maciça.
Steiner afirma que essas barreiras incluem aspectos técnicos, financeiros e de informação.
Um estudo da agência indica que as emissões globais precisam ser reduzidas entre 48% e 72% entre 2020 e 2050. O resultado seria um corte de 3% ao ano num período de três décadas.
Pnuma lança site que pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo; usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades
Um novo site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, pretende facilitar a transição para economias com baixo teor de carbono no mundo.
A ferramenta foi lançada nesta quinta-feira em Bali, na Indonésia, durante reunião da agência da ONU no país.
Lista
Segundo o Pnuma o site irá ajudar na transferência de conhecimentos e simplificar o acesso à informação.
O usuário poderá encontrar uma lista de políticas de cada país referentes ao carbono e também compromissos assumidos, desempenho histórico, projeções futuras e oportunidades.
Outros dados devem incluir mercados específicos, redes, associações e padrões relevantes para governos e agências de investimento.
Barreiras
Para o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, as soluções para uma transição econômica com baixo teor de carbono já existem, a questão é remover barreiras para absorção rápida e maciça.
Steiner afirma que essas barreiras incluem aspectos técnicos, financeiros e de informação.
Um estudo da agência indica que as emissões globais precisam ser reduzidas entre 48% e 72% entre 2020 e 2050. O resultado seria um corte de 3% ao ano num período de três décadas.
Autor: Daniela Traldi - Fonte: Radio ONU
O consumo entra na era dos produtos verdes
A segunda década do século 21 começa com uma profunda mudança nos hábitos de consumo, onde o ciclo de vida dos produtos e seus impactos socioambientais terão mais peso do que apenas o preço e a marca na hora da compra, indicando que os tempos de consumismo desenfreado será deixado para trás, é o que indicam pesquisas recentes de opinão no Brasil e no exterior.
"Vamos viver uma década onde não é só o produto que vai contar e sim toda a história por trás dele", disse o sociólogo Dario Caldas, fundador da empresa de pesquisas de opinião Observatório de Sinais (ODES).
Com a popularização de questões ambientais, como as mudanças climáticas e seus efeitos, cada vez mais as pessoas estão se preocupando com o meio ambiente, mudando alguns comportamentos em prol do coletivo e se predispondo a pagar mais por bens ou serviços menos impactantes.
O reflexo disto, capturado pelas pesquisas, é que as pessoas já estão dispostas a pagar até 10% a mais por produtos que causam menos impactos socioambientais.
De acordo com a pesquisa "Consumo em tempos de crise" feita pela ODES, 89% dos entrevistados acreditam em uma forte relação entre o excesso de consumismo e o aquecimento global, enquanto 84% afirmam priorizar produtos nacionais no momento da compra, indicando que querem produtos feitos localmente.
"Vamos ver grandes modificações no mundo, que antes demoravam décadas para acontecer e hoje acontecem muito mais rápido, em poucos anos, e podemos ter uma consciência muito maior que hoje", disse Beth Furtado, diretora da consultoria de marketing Alia.
De acordo com Furtado, a pesquisa "Our Green World", realizada pela TNS Research International, feita em 2008 com mais de 13 mil pessoas em 17 países, constatou que 40% dos entrevistados mudaram algum detalhe do seu comportamento para beneficiar o meio ambiente, entre os brasileiros que participaram da pesquisa, a taxa foi de 65%.
Já a pesquisa do ODES mostrou que o número de pessoas que mudaram hábitos de alguma forma é de 92%, sendo que a racionalização no uso da água foi a resposta para 71% das pessoas, a diminuição na geração de lixo esteve em pauta nas respostas de 66% e a economia de energia em 42%.
Além disso, a TNS concluiu que 83% dos brasileiros consideram-se dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente amigáveis, ficando em segundo lugar na pesquisa, seguindo a Tailândia, onde 94% aceitam o aumento no custo.
No contexto mundial da pesquisa, 59% dos entrevistados pagariam esse aumento de preços.
Dos 17 países pesquisados, o Reino Unido é o que tem menos cidadãos dispostos a pagar mais por produtos verdes. A média mundial da aceitação do aumento de preço é de 68%.
Segundo Caldas, isto indica que a tecnologia usada e os processos de produção ganham mais importância na concepção de um produto, desafiando a hegemonia da inovação guiada apenas pelo desejo de consumir.
Ele entende que estes "produtos verdes" agora devem ter um design que incorpore tecnologias que causem menos impactos ao meio ambiente, promovam a inclusão social de vários grupos e faixas etárias e levem conta a convergências de mídias para produtos tecnológicos.
"Além disso, eles deverão ter a cara da simplificação e do "feito à mão"", concluiu.
Para a ODES, 93% dos brasileiros entrevistados declararam que vão comprar cada vez mais produtos sustentáveis e 33% afirmam que saber a origem do produto é decisivo para a escolha.
De acordo com os dados da TNS, 37% dos brasileiros aceitariam pagar até 5% a mais e 36% pagariam 10% a mais por produtos com estas características. A pesquisa também identificou que 95% dos brasileiros apoiam que o varejo elimine marcas não sustentáveis; nos outros 16 países, esse número foi de 71%.
No Brasil, a pesquisa revelou que 9% dos entrevistas pagariam até 20% a mais por produtos com menor impacto socioambiental. Na Argentina e no México, 11% e 10% dos entrevistados pagariam se encaixaram neste grupo.
"A geração 2010 é a que adquiriu os direitos emocionais de dizer "eu não preciso", o que é uma grande ameaça às empresas que não se adequarem", afirmou Caldas.
O sociólogo considera que a rastreabilidade e os detalhes da produção também influenciarão no consumo, fato comprovado pela a pesquisa "Our Green World" (Nosso Mundo Verde em português), da TNS, que mostrou que 61% das pessoas declaram-se influenciadas por empresas verdes.
No Brasil, essa taxa sobe para 81% dos entrevistados.
Porém, 44% desses mesmos brasileiros acreditam que as empresas fazem greenwashing, ou seja realizam ações ambientais somente por marketing e não incorporam os conceitos socioambientais nos seus processos de produção.
Apesar de tudo isso, a pesquisa "Estilos Sustentáveis de Vida" do Instituto Akatu, realizada em dezembro de 2009 com jovens de idade entre 19 e 35 anos mostrou que 86% dos entrevistados apresentam consciência ambiental, estando mais preocupados com moradia, segurança e trabalho do que com o meio ambiente. A boa notícia é que o estudo identificou que estes mesmos jovens estão abertos ao assunto, mesmo que não o conheça tão profundamente.
"Falta informação", disse Furtado, concluindo que o Brasil ainda tem um grande mercado de sustentabilidade para ser explorado.
Para Caldas, a aplicação da tecnologia para desenvolver produtos e serviços com menor impacto socioambientais é uma saída para o garantir o futuro do capitalismo.
"A sustentabilidade está para o século 21 assim como a tecnologia esteve para o século 20", afirmou Caldas, que considera "A sustentabilidade será a saída para o capitalismo. Imagine quanto investimento será necessário para reconstrução do mundo para um modelo sustentável".
Autor: Fernanda Dalla Costa - Fonte: Envolverde
"Vamos viver uma década onde não é só o produto que vai contar e sim toda a história por trás dele", disse o sociólogo Dario Caldas, fundador da empresa de pesquisas de opinião Observatório de Sinais (ODES).
Com a popularização de questões ambientais, como as mudanças climáticas e seus efeitos, cada vez mais as pessoas estão se preocupando com o meio ambiente, mudando alguns comportamentos em prol do coletivo e se predispondo a pagar mais por bens ou serviços menos impactantes.
O reflexo disto, capturado pelas pesquisas, é que as pessoas já estão dispostas a pagar até 10% a mais por produtos que causam menos impactos socioambientais.
De acordo com a pesquisa "Consumo em tempos de crise" feita pela ODES, 89% dos entrevistados acreditam em uma forte relação entre o excesso de consumismo e o aquecimento global, enquanto 84% afirmam priorizar produtos nacionais no momento da compra, indicando que querem produtos feitos localmente.
"Vamos ver grandes modificações no mundo, que antes demoravam décadas para acontecer e hoje acontecem muito mais rápido, em poucos anos, e podemos ter uma consciência muito maior que hoje", disse Beth Furtado, diretora da consultoria de marketing Alia.
De acordo com Furtado, a pesquisa "Our Green World", realizada pela TNS Research International, feita em 2008 com mais de 13 mil pessoas em 17 países, constatou que 40% dos entrevistados mudaram algum detalhe do seu comportamento para beneficiar o meio ambiente, entre os brasileiros que participaram da pesquisa, a taxa foi de 65%.
Já a pesquisa do ODES mostrou que o número de pessoas que mudaram hábitos de alguma forma é de 92%, sendo que a racionalização no uso da água foi a resposta para 71% das pessoas, a diminuição na geração de lixo esteve em pauta nas respostas de 66% e a economia de energia em 42%.
Além disso, a TNS concluiu que 83% dos brasileiros consideram-se dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente amigáveis, ficando em segundo lugar na pesquisa, seguindo a Tailândia, onde 94% aceitam o aumento no custo.
No contexto mundial da pesquisa, 59% dos entrevistados pagariam esse aumento de preços.
Dos 17 países pesquisados, o Reino Unido é o que tem menos cidadãos dispostos a pagar mais por produtos verdes. A média mundial da aceitação do aumento de preço é de 68%.
Segundo Caldas, isto indica que a tecnologia usada e os processos de produção ganham mais importância na concepção de um produto, desafiando a hegemonia da inovação guiada apenas pelo desejo de consumir.
Ele entende que estes "produtos verdes" agora devem ter um design que incorpore tecnologias que causem menos impactos ao meio ambiente, promovam a inclusão social de vários grupos e faixas etárias e levem conta a convergências de mídias para produtos tecnológicos.
"Além disso, eles deverão ter a cara da simplificação e do "feito à mão"", concluiu.
Para a ODES, 93% dos brasileiros entrevistados declararam que vão comprar cada vez mais produtos sustentáveis e 33% afirmam que saber a origem do produto é decisivo para a escolha.
De acordo com os dados da TNS, 37% dos brasileiros aceitariam pagar até 5% a mais e 36% pagariam 10% a mais por produtos com estas características. A pesquisa também identificou que 95% dos brasileiros apoiam que o varejo elimine marcas não sustentáveis; nos outros 16 países, esse número foi de 71%.
No Brasil, a pesquisa revelou que 9% dos entrevistas pagariam até 20% a mais por produtos com menor impacto socioambiental. Na Argentina e no México, 11% e 10% dos entrevistados pagariam se encaixaram neste grupo.
"A geração 2010 é a que adquiriu os direitos emocionais de dizer "eu não preciso", o que é uma grande ameaça às empresas que não se adequarem", afirmou Caldas.
O sociólogo considera que a rastreabilidade e os detalhes da produção também influenciarão no consumo, fato comprovado pela a pesquisa "Our Green World" (Nosso Mundo Verde em português), da TNS, que mostrou que 61% das pessoas declaram-se influenciadas por empresas verdes.
No Brasil, essa taxa sobe para 81% dos entrevistados.
Porém, 44% desses mesmos brasileiros acreditam que as empresas fazem greenwashing, ou seja realizam ações ambientais somente por marketing e não incorporam os conceitos socioambientais nos seus processos de produção.
Apesar de tudo isso, a pesquisa "Estilos Sustentáveis de Vida" do Instituto Akatu, realizada em dezembro de 2009 com jovens de idade entre 19 e 35 anos mostrou que 86% dos entrevistados apresentam consciência ambiental, estando mais preocupados com moradia, segurança e trabalho do que com o meio ambiente. A boa notícia é que o estudo identificou que estes mesmos jovens estão abertos ao assunto, mesmo que não o conheça tão profundamente.
"Falta informação", disse Furtado, concluindo que o Brasil ainda tem um grande mercado de sustentabilidade para ser explorado.
Para Caldas, a aplicação da tecnologia para desenvolver produtos e serviços com menor impacto socioambientais é uma saída para o garantir o futuro do capitalismo.
"A sustentabilidade está para o século 21 assim como a tecnologia esteve para o século 20", afirmou Caldas, que considera "A sustentabilidade será a saída para o capitalismo. Imagine quanto investimento será necessário para reconstrução do mundo para um modelo sustentável".
Autor: Fernanda Dalla Costa - Fonte: Envolverde
Gerador caseiro promete revolucionar setor energético nos EUA
A energia que em um futuro próximo iluminará nossas casas será limpa, barata e, para a felicidade dos ferrenhos consumidores de luz, permitirá praticamente se desvincular das companhias de energia elétrica.
Pelo menos é isso o que promete a Bloom Energy, uma empresa californiana que há oito anos trabalha de forma secreta em uma nova fonte de energia. Esta semana, ela apresentou seu produto a especialistas do setor e jornalistas.
O Bloom Box, como se chama o aparelho, é um inovador gerador que utiliza biocombustíveis ou gás para produzir eletricidade e, segundo seus criadores, permitirá a empresas e pessoas comuns gerar sua própria energia de forma limpa e econômica.
Ao contrário das células de hidrogênio, este sistema utiliza materiais mais baratos, é mais eficiente --permite produzir o dobro de eletricidade que outros sistemas com a mesma quantidade de combustível --é flexível e também reversível, pois o usuário pode armazenar o que não consome.
Por enquanto, os geradores têm o tamanho de um carro pequeno e custam em torno de US$ 800 mil. Embora a Bloom Energy insista que o investimento inicial pode ser recuperado em entre três e cinco anos, o preço não está ao alcance da maioria.
A empresa acredita que em dez anos poderá fabricar geradores do tamanho de um tijolo e a um preço em torno de US$ 3 mil, transformando cada consumidor em uma potencial central elétrica.
"Nossa missão é pôr energia limpa e confiável ao alcance de todas as pessoas no mundo", disse K.R Sridhar, cofundador e executivo-chefe da Bloom+ Energy, durante a apresentação do Bloom Box.
Por enquanto, só grandes empresas têm acesso ao aparelho e algumas companhias como Coca-Cola e eBay testaram seu uso nos últimos meses.
O primeiro cliente de pagamento da Bloom Energy foi outra companhia do Vale do Silício, Google, que tem instalado um gerador de 400 quilowatts em um de seus prédios e cobre com ele boa parte de seu consumo elétrico desde julho de 2008.
"Estamos muito emocionados com isso", reconheceu Larry Page, cofundador do Google, durante a apresentação do Bloom Box. "Eu gostaria ver um centro de dados inteiro funcionando com esse sistema", continuou.
A grande vantagem é que o gerador permitirá aos consumidores abrir mão da companhia elétrica ou usá-la só em casos de emergência, apesar de ser necessário dispor de uma provisão de gás ou biocombustível para fazê-lo funcionar.
O usuário poderá inclusive vender a sua companhia elétrica local a energia que não consumir, pois o gerador permite armazenamento.
A Bloom Energy não é a única empresa trabalhando neste promissor setor, mas foi, talvez, a mais rápida.
"Há provavelmente cerca de 100 companhias trabalhando em algo muito similar", disse Jack Brower, diretor associado do Centro Nacional de Pesquisa de Pilhas de Combustível ao diário "Los Angeles Times". "A chave está em que a Bloom Energy tem um sistema integrado e um pacote preparado para sua distribuição comercial", contou.
Os especialistas opinam que, no entanto, ainda há muitas questões por resolver antes de a inovação chegar às mãos de todos os consumidores.
Entre as dúvidas, por exemplo, está a vida útil do aparelho, que a Bloom Energy não esclareceu ainda. Pouca duração poderia significar o fracasso da invenção.
Outros analistas apontaram que a inovação poderia ter um indesejável efeito sobre o preço do gás natural ou dos biocombustíveis, disparando o valor pelo aumento na demanda.
Alguns especialistas temem também que o Bloom Box se transforme em um novo Segway, aquele patinete elétrico de alta tecnologia com o qual seus criadores esperavam revolucionar o mundo do transporte há cerca de dez anos e que hoje é simplesmente uma curiosidade para turistas em algumas cidades.
(Fonte: EFE / Folha de S. Paulo online)
Pelo menos é isso o que promete a Bloom Energy, uma empresa californiana que há oito anos trabalha de forma secreta em uma nova fonte de energia. Esta semana, ela apresentou seu produto a especialistas do setor e jornalistas.
O Bloom Box, como se chama o aparelho, é um inovador gerador que utiliza biocombustíveis ou gás para produzir eletricidade e, segundo seus criadores, permitirá a empresas e pessoas comuns gerar sua própria energia de forma limpa e econômica.
Ao contrário das células de hidrogênio, este sistema utiliza materiais mais baratos, é mais eficiente --permite produzir o dobro de eletricidade que outros sistemas com a mesma quantidade de combustível --é flexível e também reversível, pois o usuário pode armazenar o que não consome.
Por enquanto, os geradores têm o tamanho de um carro pequeno e custam em torno de US$ 800 mil. Embora a Bloom Energy insista que o investimento inicial pode ser recuperado em entre três e cinco anos, o preço não está ao alcance da maioria.
A empresa acredita que em dez anos poderá fabricar geradores do tamanho de um tijolo e a um preço em torno de US$ 3 mil, transformando cada consumidor em uma potencial central elétrica.
"Nossa missão é pôr energia limpa e confiável ao alcance de todas as pessoas no mundo", disse K.R Sridhar, cofundador e executivo-chefe da Bloom+ Energy, durante a apresentação do Bloom Box.
Por enquanto, só grandes empresas têm acesso ao aparelho e algumas companhias como Coca-Cola e eBay testaram seu uso nos últimos meses.
O primeiro cliente de pagamento da Bloom Energy foi outra companhia do Vale do Silício, Google, que tem instalado um gerador de 400 quilowatts em um de seus prédios e cobre com ele boa parte de seu consumo elétrico desde julho de 2008.
"Estamos muito emocionados com isso", reconheceu Larry Page, cofundador do Google, durante a apresentação do Bloom Box. "Eu gostaria ver um centro de dados inteiro funcionando com esse sistema", continuou.
A grande vantagem é que o gerador permitirá aos consumidores abrir mão da companhia elétrica ou usá-la só em casos de emergência, apesar de ser necessário dispor de uma provisão de gás ou biocombustível para fazê-lo funcionar.
O usuário poderá inclusive vender a sua companhia elétrica local a energia que não consumir, pois o gerador permite armazenamento.
A Bloom Energy não é a única empresa trabalhando neste promissor setor, mas foi, talvez, a mais rápida.
"Há provavelmente cerca de 100 companhias trabalhando em algo muito similar", disse Jack Brower, diretor associado do Centro Nacional de Pesquisa de Pilhas de Combustível ao diário "Los Angeles Times". "A chave está em que a Bloom Energy tem um sistema integrado e um pacote preparado para sua distribuição comercial", contou.
Os especialistas opinam que, no entanto, ainda há muitas questões por resolver antes de a inovação chegar às mãos de todos os consumidores.
Entre as dúvidas, por exemplo, está a vida útil do aparelho, que a Bloom Energy não esclareceu ainda. Pouca duração poderia significar o fracasso da invenção.
Outros analistas apontaram que a inovação poderia ter um indesejável efeito sobre o preço do gás natural ou dos biocombustíveis, disparando o valor pelo aumento na demanda.
Alguns especialistas temem também que o Bloom Box se transforme em um novo Segway, aquele patinete elétrico de alta tecnologia com o qual seus criadores esperavam revolucionar o mundo do transporte há cerca de dez anos e que hoje é simplesmente uma curiosidade para turistas em algumas cidades.
(Fonte: EFE / Folha de S. Paulo online)
Brasil fica para trás na corrida pela nova economia "verde"
Na corrida global por desenvolvimento científico e ampliação de investimentos ligados à economia de baixo carbono, o Brasil começa a ficar para trás.
Enquanto potências como EUA e China investem centenas de bilhões de dólares na área, vista como a nova fronteira do desenvolvimento mundial, o Brasil nem sequer tem um modelo nacional, afirmam acadêmicos e ambientalistas. No setor privado, negócios verdes esbarram em gargalos como estrutura tributária inadequada, falta de marco regulatório e ausência de incentivo.
Nessa corrida, o país tem as vantagens da biodiversidade e de escolhas feitas no passado (como a aposta no álcool e na hidroeletricidade). No entanto, desperdiça o enorme potencial de fontes de energia, como solar, eólica e de biomassa, e avança lentamente em áreas-chave, como etanol celulósico, segundo especialistas.
"Talvez esse conforto esteja trazendo uma reação de certa forma comodista, diferentemente dos países premidos por urgência de mudança energética, que estão fazendo esforços para diversificar suas fontes de energia e mudar padrões produtivos e de consumo", afirma o economista Ricardo Abramovay, do Núcleo de Economia Socioambiental da USP.
Globalmente, uma fatia média de 16,4% dos pacotes de estímulo lançados no ano passado para mitigar os efeitos da crise econômica foi 'verde' (US$ 513 bilhões em 17 grandes economias), segundo o HSBC. A Bloomberg New Energy Finance estima que 16% desses fundos verdes sejam destinados a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas.
No Brasil, só R$ 1,5 bilhão, ou cerca de 5% do total de estímulos fiscais anticrise, focou o setor produtivo "limpo", como o IPI reduzido para carros "flex". E, segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, feito em todas as pastas a pedido da Folha, em 2009 o governo gastou R$ 2,5 bilhões em ações verdes (R$ 380 milhões diretamente ligados à pesquisa, sem contar atividade espacial).
O montante, fatia de 0,36% do Orçamento executado (descontadas estatais e transferências), é considerado baixo e "questionável" por especialistas, por contar programas que não teriam relação com a área, como Luz para Todos (que leva energia a locais isolados) e Pronaf (de agricultura familiar).
Para o cientista político Sergio Abranches, o país continua sem uma "política integrada de sustentabilidade" e a Política Nacional de Mudança Climática --sancionada em dezembro, mas ainda sem regulamentação-- não deverá mudar esse cenário, por se concentrar em combate a desmatamento e "um pouco em agricultura".
A geógrafa da UFRJ Bertha Becker, especialista da questão amazônica, diz que "ainda não estão claramente definidos" o que são "desenvolvimento sustentável" e "economia verde", mas que investimento em pesquisa e ciência "certamente ajudaria" o país a criar modelo de uso inteligente dos recursos.
"Se não investirmos em capacitação científica, para ficarmos na ponta do desenvolvimento de baixo carbono, vamos ficar para trás. No século 20, não fizemos, os asiáticos fizeram. Agora, está zerando de novo a capacidade produtiva. Quem investir mais se destacará", afirma Abranches.
Etanol e solar
Justamente devido a baixos investimentos em pesquisa, o Brasil põe em risco sua liderança em etanol ante seu maior concorrente, os EUA, que investem mais para desenvolver o etanol celulósico (feito do bagaço de cana, por exemplo), o futuro dos biocombustíveis.
"Estamos engatinhando. O Brasil tem tido muito pouca atividade no campo da ciência, embora tenha desenvolvido na prática uma tecnologia bastante desenvolvida", afirma o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, diretor do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais, em Campinas.
Apesar de a cana ser muito mais eficiente e "limpa" do que o milho desenvolvido nos Estados Unidos, caso a tecnologia da segunda geração seja desenvolvida lá, e não haja progressos aqui, os americanos tomariam a dianteira. No Brasil, investimentos públicos e privados em pesquisa de etanol somam R$ 150 milhões ao ano, segundo estima o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira); nos EUA, US$ 1 bilhão ao ano vai só para a pesquisa celulósica.
Um esforço de peso na corrida é o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, inaugurado pelo presidente Lula em janeiro, com investimentos de R$ 69 milhões. Seus diretores pedem orçamento anual, ainda indefinido, de R$ 50 milhões.
Até 2020, a poluição relativa à energia no mínimo dobrará, estima o próprio governo. Fontes limpas complementares e eficiência energética poderiam atenuar os efeitos do aumento do consumo de energia, diz o físico da USP José Goldemberg.
"O governo está mesmerizado com o pré-sal, há um esforço grande na pesquisa em torno dele. Se você fica fascinado, presta menos atenção a alternativas, que podem até parecer mais caras, mas por isso estímulos poderiam resolver."
A energia solar, por exemplo, segue vista como cara e sem escala. "É a visão de quem não conhece o setor. Indústrias chinesas já têm escala, porque começaram em 2002 com muito incentivo do governo", diz Izete Zanesco, do Núcleo Tecnológico de Energia Solar da PUC-RS.
O grupo acabou de encerrar um projeto de tecnologia nacional, a custo mais baixo, para painéis solares e agora trabalha num modelo de negócios para atrair investidores. Entre 2005 e 2009, o projeto teve recursos de R$ 6 milhões --bem abaixo dos 11 milhões iniciais que o Instituto Fraunhofer de Energia Solar da Alemanha teve para projeto similar, diz Zanesco.
(Fonte: Folha de S.Paulo)
Enquanto potências como EUA e China investem centenas de bilhões de dólares na área, vista como a nova fronteira do desenvolvimento mundial, o Brasil nem sequer tem um modelo nacional, afirmam acadêmicos e ambientalistas. No setor privado, negócios verdes esbarram em gargalos como estrutura tributária inadequada, falta de marco regulatório e ausência de incentivo.
Nessa corrida, o país tem as vantagens da biodiversidade e de escolhas feitas no passado (como a aposta no álcool e na hidroeletricidade). No entanto, desperdiça o enorme potencial de fontes de energia, como solar, eólica e de biomassa, e avança lentamente em áreas-chave, como etanol celulósico, segundo especialistas.
"Talvez esse conforto esteja trazendo uma reação de certa forma comodista, diferentemente dos países premidos por urgência de mudança energética, que estão fazendo esforços para diversificar suas fontes de energia e mudar padrões produtivos e de consumo", afirma o economista Ricardo Abramovay, do Núcleo de Economia Socioambiental da USP.
Globalmente, uma fatia média de 16,4% dos pacotes de estímulo lançados no ano passado para mitigar os efeitos da crise econômica foi 'verde' (US$ 513 bilhões em 17 grandes economias), segundo o HSBC. A Bloomberg New Energy Finance estima que 16% desses fundos verdes sejam destinados a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas.
No Brasil, só R$ 1,5 bilhão, ou cerca de 5% do total de estímulos fiscais anticrise, focou o setor produtivo "limpo", como o IPI reduzido para carros "flex". E, segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente, feito em todas as pastas a pedido da Folha, em 2009 o governo gastou R$ 2,5 bilhões em ações verdes (R$ 380 milhões diretamente ligados à pesquisa, sem contar atividade espacial).
O montante, fatia de 0,36% do Orçamento executado (descontadas estatais e transferências), é considerado baixo e "questionável" por especialistas, por contar programas que não teriam relação com a área, como Luz para Todos (que leva energia a locais isolados) e Pronaf (de agricultura familiar).
Para o cientista político Sergio Abranches, o país continua sem uma "política integrada de sustentabilidade" e a Política Nacional de Mudança Climática --sancionada em dezembro, mas ainda sem regulamentação-- não deverá mudar esse cenário, por se concentrar em combate a desmatamento e "um pouco em agricultura".
A geógrafa da UFRJ Bertha Becker, especialista da questão amazônica, diz que "ainda não estão claramente definidos" o que são "desenvolvimento sustentável" e "economia verde", mas que investimento em pesquisa e ciência "certamente ajudaria" o país a criar modelo de uso inteligente dos recursos.
"Se não investirmos em capacitação científica, para ficarmos na ponta do desenvolvimento de baixo carbono, vamos ficar para trás. No século 20, não fizemos, os asiáticos fizeram. Agora, está zerando de novo a capacidade produtiva. Quem investir mais se destacará", afirma Abranches.
Etanol e solar
Justamente devido a baixos investimentos em pesquisa, o Brasil põe em risco sua liderança em etanol ante seu maior concorrente, os EUA, que investem mais para desenvolver o etanol celulósico (feito do bagaço de cana, por exemplo), o futuro dos biocombustíveis.
"Estamos engatinhando. O Brasil tem tido muito pouca atividade no campo da ciência, embora tenha desenvolvido na prática uma tecnologia bastante desenvolvida", afirma o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, diretor do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais, em Campinas.
Apesar de a cana ser muito mais eficiente e "limpa" do que o milho desenvolvido nos Estados Unidos, caso a tecnologia da segunda geração seja desenvolvida lá, e não haja progressos aqui, os americanos tomariam a dianteira. No Brasil, investimentos públicos e privados em pesquisa de etanol somam R$ 150 milhões ao ano, segundo estima o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira); nos EUA, US$ 1 bilhão ao ano vai só para a pesquisa celulósica.
Um esforço de peso na corrida é o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol, inaugurado pelo presidente Lula em janeiro, com investimentos de R$ 69 milhões. Seus diretores pedem orçamento anual, ainda indefinido, de R$ 50 milhões.
Até 2020, a poluição relativa à energia no mínimo dobrará, estima o próprio governo. Fontes limpas complementares e eficiência energética poderiam atenuar os efeitos do aumento do consumo de energia, diz o físico da USP José Goldemberg.
"O governo está mesmerizado com o pré-sal, há um esforço grande na pesquisa em torno dele. Se você fica fascinado, presta menos atenção a alternativas, que podem até parecer mais caras, mas por isso estímulos poderiam resolver."
A energia solar, por exemplo, segue vista como cara e sem escala. "É a visão de quem não conhece o setor. Indústrias chinesas já têm escala, porque começaram em 2002 com muito incentivo do governo", diz Izete Zanesco, do Núcleo Tecnológico de Energia Solar da PUC-RS.
O grupo acabou de encerrar um projeto de tecnologia nacional, a custo mais baixo, para painéis solares e agora trabalha num modelo de negócios para atrair investidores. Entre 2005 e 2009, o projeto teve recursos de R$ 6 milhões --bem abaixo dos 11 milhões iniciais que o Instituto Fraunhofer de Energia Solar da Alemanha teve para projeto similar, diz Zanesco.
(Fonte: Folha de S.Paulo)
Vacina contra a nova gripe causa polêmica no Brasil e no mundo
O anúncio de que o Brasil irá imunizar 92 milhões de pessoas contra a gripe A (H1N1) acontece em um momento conturbado. Ao mesmo tempo em que diversos países estão tentando vender vacinas que compraram e acabaram não sendo utilizadas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se defende de críticas de que houve exagero nos avisos sobre a nova gripe.
Na última quarta-feira (4), Margaret Chan, diretora-geral da OMS, declarou que a entidade manterá o alerta máximo sobre o vírus H1N1. Uma das grandes expectativas do órgão é sobre o que vai ocorrer durante o inverno no Hemisfério Sul, quando está prevista mais uma onda da nova gripe.
O governo brasileiro diz estar se preparando. Além da compra já prevista de 83 milhões de doses de vacina, o Ministério da Saúde anunciou, na última quinta (25), a compra de mais 30 milhões de doses e a inclusão de mais uma faixa etária no programa de imunização, previsto apenas para a parcela mais vulnerável da população.
Sobras
Mas enquanto abaixo do Equador os países se preparam para uma guerra contra o vírus com a chegada do frio, os países do Norte saem de uma batalha tranquila, e partidos de oposição atacam governos por terem supostamente desperdiçado recursos com a compra de imensos lotes de imunizantes.
A França, por exemplo, gastou US$ 1,2 bilhão (R$ 2,09 bilhões) em vacinas. Dos mais de 60 milhões de habitantes, contudo, apenas cinco milhões foram vacinados, e o país tenta vender o excedente de medicação. Além da baixa procura, provou-se que apenas uma dose é suficiente - e não duas como se imaginava.
Nos EUA, mais de 126 milhões de doses foram compradas desde outubro de 2009, mas só 75 milhões de norte-americanos foram vacinados. O baixo comparecimento está fazendo as clínicas de vacinação espalharem cartazes chamando para a imunização em rodeios e até em danceterias.
Para todos
O excedente de vacinas no Norte traz alívio para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, um dos motivos da compra extra se deve à maior oferta de imunizantes no mercado. Mas apesar de o país prever vacinar mais pessoas do que o mínimo recomendado pela OMS, muitos brasileiros reclamam que o medicamento deveria chegar a toda a população.
Na última quinta-feira (25), centenas de leitores enviaram mensagens ao G1 questionando os critérios para a escolha de apenas alguns grupos para a vacinação. A maior reclamação era que crianças em idade escolar não receberiam o medicamento.
As dúvidas foram encaminhadas ao Ministério da Saúde, que respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que o objetivo da campanha de imunização não é evitar a infecção pelo vírus, mas diminuir o risco de adoecimento e morte. Por isso, foram escolhidos os grupos mais afetados durante a primeira onda da gripe, em 2009.
(Fonte: G1)
Na última quarta-feira (4), Margaret Chan, diretora-geral da OMS, declarou que a entidade manterá o alerta máximo sobre o vírus H1N1. Uma das grandes expectativas do órgão é sobre o que vai ocorrer durante o inverno no Hemisfério Sul, quando está prevista mais uma onda da nova gripe.
O governo brasileiro diz estar se preparando. Além da compra já prevista de 83 milhões de doses de vacina, o Ministério da Saúde anunciou, na última quinta (25), a compra de mais 30 milhões de doses e a inclusão de mais uma faixa etária no programa de imunização, previsto apenas para a parcela mais vulnerável da população.
Sobras
Mas enquanto abaixo do Equador os países se preparam para uma guerra contra o vírus com a chegada do frio, os países do Norte saem de uma batalha tranquila, e partidos de oposição atacam governos por terem supostamente desperdiçado recursos com a compra de imensos lotes de imunizantes.
A França, por exemplo, gastou US$ 1,2 bilhão (R$ 2,09 bilhões) em vacinas. Dos mais de 60 milhões de habitantes, contudo, apenas cinco milhões foram vacinados, e o país tenta vender o excedente de medicação. Além da baixa procura, provou-se que apenas uma dose é suficiente - e não duas como se imaginava.
Nos EUA, mais de 126 milhões de doses foram compradas desde outubro de 2009, mas só 75 milhões de norte-americanos foram vacinados. O baixo comparecimento está fazendo as clínicas de vacinação espalharem cartazes chamando para a imunização em rodeios e até em danceterias.
Para todos
O excedente de vacinas no Norte traz alívio para o Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, um dos motivos da compra extra se deve à maior oferta de imunizantes no mercado. Mas apesar de o país prever vacinar mais pessoas do que o mínimo recomendado pela OMS, muitos brasileiros reclamam que o medicamento deveria chegar a toda a população.
Na última quinta-feira (25), centenas de leitores enviaram mensagens ao G1 questionando os critérios para a escolha de apenas alguns grupos para a vacinação. A maior reclamação era que crianças em idade escolar não receberiam o medicamento.
As dúvidas foram encaminhadas ao Ministério da Saúde, que respondeu, por meio de sua assessoria de comunicação, que o objetivo da campanha de imunização não é evitar a infecção pelo vírus, mas diminuir o risco de adoecimento e morte. Por isso, foram escolhidos os grupos mais afetados durante a primeira onda da gripe, em 2009.
(Fonte: G1)
Alho pode ajudar a prevenir ataques cardíacos e a reduzir colesterol, constata pesquisa da Embrapa
Espécies brasileiras de alho podem ajudar na redução do colesterol e na prevenção de ataques cardíacos, segundo constatação feita por pesquisa realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Os estudos feitos pela estatal e por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) comprovaram que um composto ativo do alho nas espécies brasileiras, chamado alicina, pode reduzir o colesterol e diminuir os riscos de infarto agudo no miocárdio.
Os pesquisadores usaram duas espécies brasileiras e uma chinesa de alho para a realização do estudo. Substâncias químicas e físicas da hortaliça foram aplicadas em cobaias. Os resultados da pesquisa revelaram que a alicina do alho brasileiro teve efeitos benéficos em ratos que possuíam altas taxas de colesterol. Os efeitos do alho para os seres humanos ainda precisam ser aprofundados.
De acordo com o pesquisador Celso Moretti, a dosagem para pessoas ainda não foi definida porque a pesquisa em humanos é mais complexa. Para ele, o importando é o uso do alho brasileiro no trabalho. “Já há estudos com pasta de alho que comprovaram efeitos similares, mas essa é a primeira vez que se trabalha com alho nacional. A gente quer mostrar que o alho nacional pode ser tão bom quanto ou melhor que o alho chinês.”
(Fonte: Agência Brasil)
Os estudos feitos pela estatal e por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) comprovaram que um composto ativo do alho nas espécies brasileiras, chamado alicina, pode reduzir o colesterol e diminuir os riscos de infarto agudo no miocárdio.
Os pesquisadores usaram duas espécies brasileiras e uma chinesa de alho para a realização do estudo. Substâncias químicas e físicas da hortaliça foram aplicadas em cobaias. Os resultados da pesquisa revelaram que a alicina do alho brasileiro teve efeitos benéficos em ratos que possuíam altas taxas de colesterol. Os efeitos do alho para os seres humanos ainda precisam ser aprofundados.
De acordo com o pesquisador Celso Moretti, a dosagem para pessoas ainda não foi definida porque a pesquisa em humanos é mais complexa. Para ele, o importando é o uso do alho brasileiro no trabalho. “Já há estudos com pasta de alho que comprovaram efeitos similares, mas essa é a primeira vez que se trabalha com alho nacional. A gente quer mostrar que o alho nacional pode ser tão bom quanto ou melhor que o alho chinês.”
(Fonte: Agência Brasil)
Temporão diz que campanha contra gripe suína pretende vacinar 90 milhões de brasileiros
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou na segunda-feira (1º) que 90 milhões de brasileiros deverão ser vacinados contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – em dois meses.
“Esta será a maior campanha do mundo. Estou confiante de que faremos a diferença este ano.”
Além disso, Temporão afirmou que os ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia trabalham em busca de uma vacina contra a dengue. “É um longo caminho porque é uma doença complexa. (Mas), em cinco anos poderemos ter uma vacina.”
A Campanha de Vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – começa dia 8 de março. “Vamos vacinar primeiro crianças saudáveis, mulheres grávidas e portadores de doenças crônicas”, disse durante o seminário complexo industrial da saúde em São Paulo.
A vacinação termina no dia 21 de maio. Serão imunizados profissionais de saúde da rede de atenção básica e envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, jovens de 20 a 29 anos, adultos de 30 a 39 anos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, obesidade, asma e cardiopatias).
(Fonte: Agência Brasil)
“Esta será a maior campanha do mundo. Estou confiante de que faremos a diferença este ano.”
Além disso, Temporão afirmou que os ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia trabalham em busca de uma vacina contra a dengue. “É um longo caminho porque é uma doença complexa. (Mas), em cinco anos poderemos ter uma vacina.”
A Campanha de Vacinação contra a influenza A (H1N1) – gripe suína – começa dia 8 de março. “Vamos vacinar primeiro crianças saudáveis, mulheres grávidas e portadores de doenças crônicas”, disse durante o seminário complexo industrial da saúde em São Paulo.
A vacinação termina no dia 21 de maio. Serão imunizados profissionais de saúde da rede de atenção básica e envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, jovens de 20 a 29 anos, adultos de 30 a 39 anos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, obesidade, asma e cardiopatias).
(Fonte: Agência Brasil)
Nova camisa da seleção brasileira é colada e feita de material reciclado
A CBF apresentou hoje em Londres, onde a Seleção Brasileira enfrenta a Irlanda na próxima terça-feira, a nova camisa amarela com a qual o Brasil vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul.
A grande novidade do lançamento é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET. Cada camisa utiliza material equivalente a oito garrafas descartadas.
Camisa colada, sem costuras
Além disso, nas costuras da nova camisa da seleção, a fabricante usou cola no lugar da linha que normalmente é utilizada.
Técnica semelhante vem sendo usada nos macacões dos pilotos de Fórmula 1 para redução do peso total do conjunto formado por carro e piloto que é controlado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O novo material e a nova técnica de costura proporcionarão uma redução de 15% no peso total da camisa da seleção brasileira em relação à versão anterior.
Outra novidade são orifícios feitos a laser na parte lateral da camisa para proporcionar maior refrigeração aos atletas.
Nova camisa da seleção brasileira
Andrada diz que, para a tradicional camisa amarela, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".
A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros.
Na frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br
A grande novidade do lançamento é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET. Cada camisa utiliza material equivalente a oito garrafas descartadas.
Camisa colada, sem costuras
Além disso, nas costuras da nova camisa da seleção, a fabricante usou cola no lugar da linha que normalmente é utilizada.
Técnica semelhante vem sendo usada nos macacões dos pilotos de Fórmula 1 para redução do peso total do conjunto formado por carro e piloto que é controlado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O novo material e a nova técnica de costura proporcionarão uma redução de 15% no peso total da camisa da seleção brasileira em relação à versão anterior.
Outra novidade são orifícios feitos a laser na parte lateral da camisa para proporcionar maior refrigeração aos atletas.
Nova camisa da seleção brasileira
Andrada diz que, para a tradicional camisa amarela, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".
A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros.
Na frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br
Da questão Ambiental
Porque nos preocupamos com o Ambiente? Para responder a essa pergunta há que saber responder a uma outra: a Questão Ambiental. E o que é afinal a Questão Ambiental? Resumindo-a numa frase (com direito a ponto de interrogação e tudo, ou não fosse uma pergunta, ainda que retórica) questionamo-nos sobre qual a razão concreta pela qual tantos de nós defendem o ambiente, ou seja, defendemos o ambiente pelo respeito que nos merece a Terra que nos rodeia e acolhe, ou, por outro lado, apenas pela razão egoísta de que sem ela não podemos nós viver?
Há quem diga que o aquecimento global resulta de uma conspiração universal, porque antigamente era o buraco de ozono, depois o terrorismo, agora a estufa mundial. Sim, há quem diga isso. Assim como há quem diga que a escassez de recursos vai fazer com que daqui a poucos anos não haja alimentos para tanta gente e que, portanto, o mundo irá acabar com a sobrelotação de inquilinos. Tudo isso está muito certo, mas a mim pouco me importa. Não vos escrevo, porém, para falar do que me importa (até porque eu não importo para nada). Escrevo, isso sim, para mostrar o que importa (a quem ainda o não viu).
E o que importa (e a mim preocupa) é a acção do homem no ambiente, pelo ambiente e não por si. Leia-se, antes de pensar catastroficamente no futuro da Terra, interessa a falta de respeito que a humanidade tem para com os outros ao seu redor, para com o mundo em que habita (e o habita só emprestado). Quem não tem essa percepção de Mundo como lugar de passagem que não é nosso e devemos preservar, dificilmente poderá entender o porquê dos maiores e pioneiros defensores do meio ambiente terem sido sempre esses homens e mulheres mais arreigados às tradições cristãs, mais preocupados com a perspectiva tradicional da História e da missão civilizadora da própria Humanidade.
De São Francisco de Assis ao Príncipe Carlos, não esquecendo escritores e pensadores importantíssimos como C.S.Lewis e Tolkien cujos livros transbordam mensagens ambientais, a ecologia (como hoje se usa chamar) sempre encontrou eco, apoio primordial, base racional, nesses homens e mulheres que ora presto homenagem. Foram (são) as acções e palavras desses e não de outros que têm, ao longo dos tempos, por vários séculos, de diversas maneiras, levado à verdadeira defesa do ambiente. Isto é, enquanto uns defendiam o ambiente pelo respeito que merece toda a obra da criação, outros só o defendiam porque, egoisticamente, sem ele não poderia a própria humanidade viver. Com Malthus, por exemplo, e a sua tese de escassez de recursos, a defesa do ambiente tomou-se da perspectiva de que, sem tal, a humanidade não teria planeta para viver. Não digo que esteja errado, mas enquanto radicalismos ambientais (e outros) nunca fizeram nada, a verdade é que foram os pensamentos e acções da corrente mais tradicional da história que mais tem feito pelo ambiente.
Passando brevemente os olhos pela política, recordemos que o primeiro partido político português com preocupações ambientais foi, não por acaso, o mais arreigado às tradições cristãs da portugalidade: o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles, incondicional aliado de Sá Carneiro. E o imaginário colectivo ambiental português conserva, ainda hoje, nomes de políticos como Carlos Pimenta e Macário Correia.
Portanto, voltando à vaca fria, o que preocupa no Ambiente é não tanto a nossa própria sobrevivência, mas o respeito para com o mundo em que habitamos. O que preocupa é o facto de animais se terem extinguido, ou estejam em vias-de-extinção, devido à ganância humana. O que preocupam são os solos infestados de ddt's e outros ultrajes ecológicos; as águas contaminadas por esses ultrajes (sendo certo, refira-se, que sempre houve águas impróprias para consumo ou terrenos impróprios para cultivo e, já agora, animais em extinção) e o ambiente poluído por si, não por consequências futuras que, aliás, a própria Terra já se mostrou capaz de solucionar.
É o respeito para com os outros, o cuidado para coma própria Terra, que nos deve fazer parar e reflectir sobre os comportamentos pouco sérios que temos vindo a tomar e que em nada favorecem o Ambiente.
(Membro da JSD Tavira)
Filipe Lopes
Há quem diga que o aquecimento global resulta de uma conspiração universal, porque antigamente era o buraco de ozono, depois o terrorismo, agora a estufa mundial. Sim, há quem diga isso. Assim como há quem diga que a escassez de recursos vai fazer com que daqui a poucos anos não haja alimentos para tanta gente e que, portanto, o mundo irá acabar com a sobrelotação de inquilinos. Tudo isso está muito certo, mas a mim pouco me importa. Não vos escrevo, porém, para falar do que me importa (até porque eu não importo para nada). Escrevo, isso sim, para mostrar o que importa (a quem ainda o não viu).
E o que importa (e a mim preocupa) é a acção do homem no ambiente, pelo ambiente e não por si. Leia-se, antes de pensar catastroficamente no futuro da Terra, interessa a falta de respeito que a humanidade tem para com os outros ao seu redor, para com o mundo em que habita (e o habita só emprestado). Quem não tem essa percepção de Mundo como lugar de passagem que não é nosso e devemos preservar, dificilmente poderá entender o porquê dos maiores e pioneiros defensores do meio ambiente terem sido sempre esses homens e mulheres mais arreigados às tradições cristãs, mais preocupados com a perspectiva tradicional da História e da missão civilizadora da própria Humanidade.
De São Francisco de Assis ao Príncipe Carlos, não esquecendo escritores e pensadores importantíssimos como C.S.Lewis e Tolkien cujos livros transbordam mensagens ambientais, a ecologia (como hoje se usa chamar) sempre encontrou eco, apoio primordial, base racional, nesses homens e mulheres que ora presto homenagem. Foram (são) as acções e palavras desses e não de outros que têm, ao longo dos tempos, por vários séculos, de diversas maneiras, levado à verdadeira defesa do ambiente. Isto é, enquanto uns defendiam o ambiente pelo respeito que merece toda a obra da criação, outros só o defendiam porque, egoisticamente, sem ele não poderia a própria humanidade viver. Com Malthus, por exemplo, e a sua tese de escassez de recursos, a defesa do ambiente tomou-se da perspectiva de que, sem tal, a humanidade não teria planeta para viver. Não digo que esteja errado, mas enquanto radicalismos ambientais (e outros) nunca fizeram nada, a verdade é que foram os pensamentos e acções da corrente mais tradicional da história que mais tem feito pelo ambiente.
Passando brevemente os olhos pela política, recordemos que o primeiro partido político português com preocupações ambientais foi, não por acaso, o mais arreigado às tradições cristãs da portugalidade: o PPM de Gonçalo Ribeiro Telles, incondicional aliado de Sá Carneiro. E o imaginário colectivo ambiental português conserva, ainda hoje, nomes de políticos como Carlos Pimenta e Macário Correia.
Portanto, voltando à vaca fria, o que preocupa no Ambiente é não tanto a nossa própria sobrevivência, mas o respeito para com o mundo em que habitamos. O que preocupa é o facto de animais se terem extinguido, ou estejam em vias-de-extinção, devido à ganância humana. O que preocupam são os solos infestados de ddt's e outros ultrajes ecológicos; as águas contaminadas por esses ultrajes (sendo certo, refira-se, que sempre houve águas impróprias para consumo ou terrenos impróprios para cultivo e, já agora, animais em extinção) e o ambiente poluído por si, não por consequências futuras que, aliás, a própria Terra já se mostrou capaz de solucionar.
É o respeito para com os outros, o cuidado para coma própria Terra, que nos deve fazer parar e reflectir sobre os comportamentos pouco sérios que temos vindo a tomar e que em nada favorecem o Ambiente.
(Membro da JSD Tavira)
Filipe Lopes
segunda-feira, 1 de março de 2010
Rio-grandinos enfrentam as mudanças climáticas
Município de Rio Grande, na metade sul do Rio Grande do Sul enfrentou, nos últimos meses, enchentes é até um tornado. Prefeitura Municipal instituiu programas com o objetivo de minimizar os impactos causados pelas variações climáticas.
Os sinais das mudanças climáticas estão por aí, para quem quiser ver. No começo de dezembro de 2009, centenas de moradores da cidade de Rio Grande, na Metade Sul do Estado do Rio Grande do Sul, tiveram suas casas completamente alagadas. No dia 7, as águas da Lagoa dos Patos, represadas pelo vendaval, invadiram as avenidas , ruas e residências de diversos pontos do município, em especial os bairros Navegantes, Centro, Cidade Nova e Rincão da Cebola, além das ilhas dos Marinheiros e da Torotama. As imagens da enchente foram impressionantes. Foram cenas semelhantes às que as TVs vêm mostrando, desde dezembro passado mês, na capital do Estado de São Paulo.
Neste final de fevereiro de 2010, um forte vendaval, ou um tornado, segundo alguns meteorologistas, atingiu, no dia 23, um bairro de Rio Grande, o Bolaxa, localizado às margens da rodovia que liga o centro da cidade marítima com o bairro-balneário do Cassino. Pelo menos 20 residências foram atingidas, e três moradores tiveram ferimentos leves. O vendaval durou um minuto apenas. A Praticagem da Barra do Rio Grande registrou às três horas da manhã a intensidade dos ventos, com rajadas de até 90 km por hora. De manhã, o cenário no Bolaxa era de destruição, com as casas sem os telhados e duas com as paredes de tijolos derrubadas. Mas foi uma destruição localizada, o que reforça a hipótese de realmente ter ocorrido um tornado.
Há, hoje em dia, um sentimento comum entre os cientistas e os cidadãos comuns: as mudanças climáticas estão aí. E vieram para ficar. Por exemplo: pesquisa recente, do dia 4 de fevereiro de 2010, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, apresenta dados significativos. Para 67% dos ouvintes, o calorão dos últimos dias é, sim, o resultado da ação predadora dos homens. Já 37% dos ouvintes acreditam que o calor seria natural e já teria acontecido anteriormente.
Só no Rio Grande do Sul, neste ano, já são mais de 200 mil pessoas atingidas por enchentes, alagamentos e vendavais. O agrônomo Flávio Fagonde, da Emater da cidade de Santa Rosa, não tem dúvida: a cada ano, os picos de temperatura têm sido mais intensos. Os efeitos destas ondas de calor são sentidos naquela região do Estado com a diminuição da produtividade das vacas leiteiras e os estragos permanentes no pasto.
Em Rio Grande, atento a todos estes problemas, o prefeito Fábio Branco criou o Programa Municipal de Enfrentamento das Mudanças Climáticas. Em caso de vendavais e fortes chuvas que venham a atingir o município, a idéia é tentar amenizar as inevitáveis conseqüências e buscar preservar o meio ambiente.
”A situação climática é bastante diferente daquela registrada há 20 anos. Isso se deve à falta de cuidado com o meio ambiente. Se não cuidarmos do ambiente, a situação vai piorar daqui para a frente”, disse o prefeito rio-grandino. Entre as ações previstas no Programa estão a coleta seletiva do lixo e a redução dos gases de efeito estufa – que contribuem diretamente para o aquecimento global. A Prefeitura tem, inclusive, uma meta: reduzir em 20% nos próximos anos a emissão dos gases de efeito estufa. A frota de carros municipais e a de ônibus deverá gradativamente adotar os biocombustíveis.
São medidas mais do que oportunas. E, por sinal, necessárias e urgentes. Para reduzir o impacto dos ataques ao meio ambiente em Rio Grande. Isso tudo já olhando para o futuro imediato, quando se examina os cenários de crescimento da cidade. Em 2020, a cidade deverá contar com uma população de mais de 400 mil habitantes. Hoje, o total é de 205 mil pessoas. Este acentuado crescimento demográfico será devido à criação de cerca de 60 mil novos empregos, nos próximos 10 anos, direcionados ao Pólo Naval e outros empreendimentos nas áreas de geração de energia e de produção de madeira. Além do incremento de setores já existentes de serviços, hotelaria e alimentação.
As mudanças climáticas chegaram. Assim como Rio Grande, todas as cidades gaúchas devem estar atentas a esta nova situação. Todos nós podemos mitigar seus efeitos, com pequenas ações no dia-a-dia, para preservar o meio ambiente e buscar uma vida melhor. Para nós mesmos, nossos filhos e nossos netos. Resta colocar as mãos à obra.
Por Renato Gianuca, especial para EcoAgência de Notícias
Os sinais das mudanças climáticas estão por aí, para quem quiser ver. No começo de dezembro de 2009, centenas de moradores da cidade de Rio Grande, na Metade Sul do Estado do Rio Grande do Sul, tiveram suas casas completamente alagadas. No dia 7, as águas da Lagoa dos Patos, represadas pelo vendaval, invadiram as avenidas , ruas e residências de diversos pontos do município, em especial os bairros Navegantes, Centro, Cidade Nova e Rincão da Cebola, além das ilhas dos Marinheiros e da Torotama. As imagens da enchente foram impressionantes. Foram cenas semelhantes às que as TVs vêm mostrando, desde dezembro passado mês, na capital do Estado de São Paulo.
Neste final de fevereiro de 2010, um forte vendaval, ou um tornado, segundo alguns meteorologistas, atingiu, no dia 23, um bairro de Rio Grande, o Bolaxa, localizado às margens da rodovia que liga o centro da cidade marítima com o bairro-balneário do Cassino. Pelo menos 20 residências foram atingidas, e três moradores tiveram ferimentos leves. O vendaval durou um minuto apenas. A Praticagem da Barra do Rio Grande registrou às três horas da manhã a intensidade dos ventos, com rajadas de até 90 km por hora. De manhã, o cenário no Bolaxa era de destruição, com as casas sem os telhados e duas com as paredes de tijolos derrubadas. Mas foi uma destruição localizada, o que reforça a hipótese de realmente ter ocorrido um tornado.
Há, hoje em dia, um sentimento comum entre os cientistas e os cidadãos comuns: as mudanças climáticas estão aí. E vieram para ficar. Por exemplo: pesquisa recente, do dia 4 de fevereiro de 2010, da Rádio Gaúcha de Porto Alegre, apresenta dados significativos. Para 67% dos ouvintes, o calorão dos últimos dias é, sim, o resultado da ação predadora dos homens. Já 37% dos ouvintes acreditam que o calor seria natural e já teria acontecido anteriormente.
Só no Rio Grande do Sul, neste ano, já são mais de 200 mil pessoas atingidas por enchentes, alagamentos e vendavais. O agrônomo Flávio Fagonde, da Emater da cidade de Santa Rosa, não tem dúvida: a cada ano, os picos de temperatura têm sido mais intensos. Os efeitos destas ondas de calor são sentidos naquela região do Estado com a diminuição da produtividade das vacas leiteiras e os estragos permanentes no pasto.
Em Rio Grande, atento a todos estes problemas, o prefeito Fábio Branco criou o Programa Municipal de Enfrentamento das Mudanças Climáticas. Em caso de vendavais e fortes chuvas que venham a atingir o município, a idéia é tentar amenizar as inevitáveis conseqüências e buscar preservar o meio ambiente.
”A situação climática é bastante diferente daquela registrada há 20 anos. Isso se deve à falta de cuidado com o meio ambiente. Se não cuidarmos do ambiente, a situação vai piorar daqui para a frente”, disse o prefeito rio-grandino. Entre as ações previstas no Programa estão a coleta seletiva do lixo e a redução dos gases de efeito estufa – que contribuem diretamente para o aquecimento global. A Prefeitura tem, inclusive, uma meta: reduzir em 20% nos próximos anos a emissão dos gases de efeito estufa. A frota de carros municipais e a de ônibus deverá gradativamente adotar os biocombustíveis.
São medidas mais do que oportunas. E, por sinal, necessárias e urgentes. Para reduzir o impacto dos ataques ao meio ambiente em Rio Grande. Isso tudo já olhando para o futuro imediato, quando se examina os cenários de crescimento da cidade. Em 2020, a cidade deverá contar com uma população de mais de 400 mil habitantes. Hoje, o total é de 205 mil pessoas. Este acentuado crescimento demográfico será devido à criação de cerca de 60 mil novos empregos, nos próximos 10 anos, direcionados ao Pólo Naval e outros empreendimentos nas áreas de geração de energia e de produção de madeira. Além do incremento de setores já existentes de serviços, hotelaria e alimentação.
As mudanças climáticas chegaram. Assim como Rio Grande, todas as cidades gaúchas devem estar atentas a esta nova situação. Todos nós podemos mitigar seus efeitos, com pequenas ações no dia-a-dia, para preservar o meio ambiente e buscar uma vida melhor. Para nós mesmos, nossos filhos e nossos netos. Resta colocar as mãos à obra.
Por Renato Gianuca, especial para EcoAgência de Notícias
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