O mundo poderia estar em um período de temperaturas mais baixas - e não de aquecimento - como resultado de mudanças cíclicas nas correntes oceânicas que ocorrerão nos próximos 20 ou 30 anos. Isso é o que afirma o professor Mojib Latif, cientista do Instituto Leibniz, na Universidade de Kiel, na Alemanha, e autor de uma pesquisa Intergovernamental da ONU sobre Mudança do Clima (IPCC). As informações são do site do jornal britânico Telegraph.
Segundo o site, o cientista questiona a visão amplamente difundida de que a temperatura mundial vai aumentar rapidamente nos próximos anos. Mas Latif acredita que a onda de frio será apenas uma interrupção temporária na mudança do clima. Em conferência da ONU realizada em setembro de 2009, o professor disse que as mudanças nas correntes oceânicas conhecidas como 'oscilação do Atlântico Norte' poderiam ser mais fortes nas próximas décadas do que os atos do homem causadores do aquecimento global.
Controverso, o pesquisador afirma também que essas flutuações podem ser responsáveis por grande parte do aumento nas temperaturas globais visto ao longo dos últimos 30 anos. "Uma parte significativa do aquecimento que nós vimos de 1980 a 2000 e em períodos anteriores, no século XX, deveu-se a esses ciclos. Talvez cerca de 50% deles", completou.
"Invernos como este se tornarão muito mais prováveis. (...) O verão também irá provavelmente ser mais frio e os derretimentos de geleiras e do gelo do mar vão diminuir. Por enquanto, o aquecimento global terá uma pausa e pode muito bem haver também algum arrefecimento", disse. (Fonte: JB Online)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
CONSUMO CONSCIENTE (algumas dicas)
Evite mercadorias com muitas embalagens
Evite comprar produtos “superembalados” e, sempre que possível, prefira os bens não-embalados (como, por exemplo, alimentos frescos). Embalagens do tipo “caixinha-dentro-de-um-saquinho-dentro-da-sacola-dentro-do-sacolão” geram uma quantidade enorme de lixo.
Procure comprar produtos em embalagens que tragam quantidades adequadas para sua família. Por exemplo: se a sua família é grande, compre as bebidas nas embalagens maiores; se for pequena, evite as embalagens grandes e, conseqüentemente, o desperdício.
Não compre embalagens descartáveis de refrigerantes ou bebidas quando houver a possibilidade de comprá-las em embalagens retornáveis.
Compre somente o necessário
O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar). Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora.
Compre produtos ambientalmente corretos
Dê preferência a produtos concebidos nas bases do eco-design, que considera os impactos ambientais em todos os estágios do desenvolvimento do produto, como planejamento, produção, embalagem, distribuição, descarte etc.
Evite comprar produtos de materiais descartáveis, que, embora práticos, geram lixo desnecessário. Prefira produtos duráveis e resistentes ou que permitam o aumento da vida útil por meio de recargas e refis, como, por exemplo, cartuchos de impressão, pilhas e baterias recarregáveis. Reutilizar é muito importante.
Prestigie também os produtos feitos com material reciclado. Apoiar empresas que investem em reciclagem é uma atitude de consumo consciente.
Produtos regionais são muito gostosos
Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir os custos de transporte para que um produto de outra região chegue até você e evitar as perdas causadas pela manipulação dos alimentos.
Prefira produtos da estação
Consuma verduras, legumes e frutas da estação, que além de mais saborosos têm preços mais baixos. Em geral, esses produtos vêm de mais perto, não exigindo grande transporte, reduzindo assim as perdas pela manipulação, os gastos com combustível e a emissão de poluição.
Não jogue fora as sobras
Aprenda a reciclar as sobras de alimentos: do feijão, faça sopa. Com arroz, cenouras cozidas, carne assada ou o que restou da bacalhoada prepare deliciosos bolinhos. Frutas azedas ou maduras demais viram compotas, geléias e recheios para bolo.
Não jogue no lixo o que você pode doar
Em vez de jogar roupas, livros, móveis, brinquedos e outras coisas fora, doe estes itens para entidades beneficentes, para lojas de usados como brechós e sebos ou para alguém que você conheça que poderia usá-las.
Separe corretamente o lixo para reciclagem
A reciclagem é um processo que começa em casa, mas continua fora dela e depende de muitos agentes. O consumidor só participa do primeiro passo da reciclagem, que é a separação do lixo, mas se ele não der esse passo, dificultará todo o resto da tarefa. A forma mais simples de fazer essa separação é isolar o lixo seco do molhado.
O lixo seco consiste sobretudo em embalagens, papéis, revistas e jornais. O lixo úmido ou orgânico é basicamente composto pelos restos de alimentos e folhas.
Um detalhe muito importante é a contaminação dos materiais envolvidos. Um material reciclável (uma embalagem de plástico, por exemplo), em contato com contaminantes (óleos, graxas, colantes, solventes etc.) deixa de ser reciclável (não vale a pena pela dificuldade de remoção dos contaminantes). Portanto a correta separação dos materiais é vital para que a cadeia de reciclagem seja bem sucedida.
Leve sua própria sacola ao fazer compras
Se puder, leve sua própria sacola ao fazer as compras. Assim você deixará de usar (e, posteriormente, descartar) vários sacos plásticos. Se não for possível, procure encher bem os saquinhos para reduzir a quantidade deles que você leva para casa e que irão parar no lixo.
Este tipo de saco, que, em São Paulo, por exemplo, corresponde a 40% das embalagens jogadas no lixo, demora 450 anos para se decompor e ocupa de 15% a 20% do volume de um lixão, embora corresponda a apenas de 4% a 7% de sua massa. Portanto, seu uso deve ser evitado.
Biólogo
Evite comprar produtos “superembalados” e, sempre que possível, prefira os bens não-embalados (como, por exemplo, alimentos frescos). Embalagens do tipo “caixinha-dentro-de-um-saquinho-dentro-da-sacola-dentro-do-sacolão” geram uma quantidade enorme de lixo.
Procure comprar produtos em embalagens que tragam quantidades adequadas para sua família. Por exemplo: se a sua família é grande, compre as bebidas nas embalagens maiores; se for pequena, evite as embalagens grandes e, conseqüentemente, o desperdício.
Não compre embalagens descartáveis de refrigerantes ou bebidas quando houver a possibilidade de comprá-las em embalagens retornáveis.
Compre somente o necessário
O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar). Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora.
Compre produtos ambientalmente corretos
Dê preferência a produtos concebidos nas bases do eco-design, que considera os impactos ambientais em todos os estágios do desenvolvimento do produto, como planejamento, produção, embalagem, distribuição, descarte etc.
Evite comprar produtos de materiais descartáveis, que, embora práticos, geram lixo desnecessário. Prefira produtos duráveis e resistentes ou que permitam o aumento da vida útil por meio de recargas e refis, como, por exemplo, cartuchos de impressão, pilhas e baterias recarregáveis. Reutilizar é muito importante.
Prestigie também os produtos feitos com material reciclado. Apoiar empresas que investem em reciclagem é uma atitude de consumo consciente.
Produtos regionais são muito gostosos
Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir os custos de transporte para que um produto de outra região chegue até você e evitar as perdas causadas pela manipulação dos alimentos.
Prefira produtos da estação
Consuma verduras, legumes e frutas da estação, que além de mais saborosos têm preços mais baixos. Em geral, esses produtos vêm de mais perto, não exigindo grande transporte, reduzindo assim as perdas pela manipulação, os gastos com combustível e a emissão de poluição.
Não jogue fora as sobras
Aprenda a reciclar as sobras de alimentos: do feijão, faça sopa. Com arroz, cenouras cozidas, carne assada ou o que restou da bacalhoada prepare deliciosos bolinhos. Frutas azedas ou maduras demais viram compotas, geléias e recheios para bolo.
Não jogue no lixo o que você pode doar
Em vez de jogar roupas, livros, móveis, brinquedos e outras coisas fora, doe estes itens para entidades beneficentes, para lojas de usados como brechós e sebos ou para alguém que você conheça que poderia usá-las.
Separe corretamente o lixo para reciclagem
A reciclagem é um processo que começa em casa, mas continua fora dela e depende de muitos agentes. O consumidor só participa do primeiro passo da reciclagem, que é a separação do lixo, mas se ele não der esse passo, dificultará todo o resto da tarefa. A forma mais simples de fazer essa separação é isolar o lixo seco do molhado.
O lixo seco consiste sobretudo em embalagens, papéis, revistas e jornais. O lixo úmido ou orgânico é basicamente composto pelos restos de alimentos e folhas.
Um detalhe muito importante é a contaminação dos materiais envolvidos. Um material reciclável (uma embalagem de plástico, por exemplo), em contato com contaminantes (óleos, graxas, colantes, solventes etc.) deixa de ser reciclável (não vale a pena pela dificuldade de remoção dos contaminantes). Portanto a correta separação dos materiais é vital para que a cadeia de reciclagem seja bem sucedida.
Leve sua própria sacola ao fazer compras
Se puder, leve sua própria sacola ao fazer as compras. Assim você deixará de usar (e, posteriormente, descartar) vários sacos plásticos. Se não for possível, procure encher bem os saquinhos para reduzir a quantidade deles que você leva para casa e que irão parar no lixo.
Este tipo de saco, que, em São Paulo, por exemplo, corresponde a 40% das embalagens jogadas no lixo, demora 450 anos para se decompor e ocupa de 15% a 20% do volume de um lixão, embora corresponda a apenas de 4% a 7% de sua massa. Portanto, seu uso deve ser evitado.
Biólogo
José Carlos da Fonseca maciel
Site do Ministério da Agricultura informa o consumidor sobre produtos orgânicos
Além de acessar vídeos e publicações, consumidor pode pesquisar locais de venda de orgânicos no Brasil
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou um site com informações e orientações aos consumidores sobre produtos orgânicos.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou um site com informações e orientações aos consumidores sobre produtos orgânicos.
No endereço www.prefiraorganicos.com.br, o consumidor tem acesso a vários dados, vídeos e publicações sobre orgânicos, como a cartilha O olho do consumidor, lançada recentemente. Na seção Onde comprar, é possível pesquisar os locais que vendem produtos orgânicos em vários Estados do Brasil.
Para que um produto seja certificado como orgânico, não basta apenas que o produtor não utilize agrotóxicos nem fertilizantes químicos. Vários outros critérios devem ser obedecidos, como respeitar a legislação trabalhista e a ambiental, fazer o manejo sustentável dos recursos naturais e dos resíduos gerados na produção.
O site também disponibiliza informações mais técnicas relacionadas aos produtos orgânicos, como agenda de eventos e atas de reuniões das Comissões Estaduais de Produção Orgânica e da Câmara Temática da Agricultura Orgânica do Ministério da Agricultura.
Fonte: www.akatu.org.br
Para se proteger dos raios ultravioleta, escolha roupas azuis e vermelhas
Cores contra os raios UV
Se você quer proteção contra os perigosos raios ultravioleta (UV), mas não está disposto a pagar mais caro por roupas que ofereçam proteção adicional, então prefira as roupas comuns nas cores azul e vermelha. E esqueça o amarelo.
Cientistas espanhóis descobriram que o mesmo tecido de algodão, tingido de azul ou vermelho profundos, proporciona uma maior proteção contra os raios UV do que quando ele é tingido em tons de amarelo.
O estudo foi publicado no periódico Engineering Chemistry Research.
A conclusão dos pesquisadores é que as cores mais escuras, quando aplicadas a tecidos de algodão, tendem a ter uma melhor absorção dos raios UV, oferecendo maior proteção à pele do usuário.
Roupas com proteção contra os raios UV
Ascensión Riva e seus colegas da Universidade Politécnica da Catalunha explicam que a cor de um tecido é um dos fatores mais importantes para determinar o quão bem a roupa protege contra a radiação UV.
Apesar disso, a ciência ainda não explica de forma satisfatória exatamente como a cor interage com outros fatores para influenciar a capacidade de um tecido de bloquear o fator de proteção ultravioleta.
Nesta pesquisa, os cientistas usaram modelos computacionais que estabelecem uma relação entre o nível de proteção UV alcançado com três cores de tintas de tecidos e seus efeitos na alteração do fator de proteção ultravioleta dos tecidos, além de vários outros fatores.
De um lado, os pesquisadores colocaram tecidos desenvolvidos para oferecer proteção UV e, de outro, tecidos comuns, variando apenas suas colorações.
Melhor cor contra o Sol
Para isso, eles tingiram tecidos de algodão com várias tonalidades de vermelho, azul e amarelo e mediram a capacidade de cada amostra colorida de tecido em absorver a luz UV.
Os tecidos com cores mais escuras ou com cores mais intensas tendem a ter uma melhor absorção dos raios ultravioleta.
Os tons profundos de azul oferecem a maior absorção, enquanto os tons de amarelo oferecem o mínimo de proteção.
Os fabricantes de roupas poderão utilizar as informações deste estudo para projetar roupas com melhor proteção contra os efeitos danosos da exposição ao Sol, afirmam os cientistas.
Fonte: www.diariodasaude.com.br
El Niño deve ter grande impacto e durará até junho, dizem EUA
O fenômeno climático El Niño durará até o começo de junho de 2010 e terá um forte impacto sobre os padrões de clima, disse nesta quinta-feira (7) o Centro de Previsão Climática (CPC) do governo americano. "Estima-se que o El Niño exerça uma influência significativa sobre o clima mundial nos próximos meses", disse o centro em relatório mensal.
O El Niño é um aquecimento anormal das águas na parte equatorial do Pacífico que altera os padrões climáticos globais, especialmente os da região Ásia-Pacífico.
O fenômeno provoca fracas chuvas de monção que afetaram as áreas produtoras de cana da Índia, o que acabou elevando os preços da commodity para uma máxima de 29 anos.
O El Niño, que foi identificado pela primeira vez por pescadores latino-americanos no século 19, provoca também secas em regiões como a Indonésia e Austrália e causa ao mesmo tempo enchentes no Equador e na Bolívia. No Brasil, traz chuvas especialmente para as regiões Sul e Sudeste.
O CPC afirmou que o impacto do atual El Niño resultará em mais chuvas e temperaturas baixas para o sul dos Estados Unidos. A Indonésia continuará sofrendo com clima seco, acrescentou. A última vez que o El Niño teve um forte impacto foi entre 1997 e 1998.
(Fonte: Folha Online)
Troca de satélite pode prejudicar previsão do tempo no país
A previsão do tempo no Brasil pode ficar menos precisa. O país trocou o satélite que monitora o clima e agora divide o equipamento com os Estados Unidos.
Quem faz a previsão do tempo no país pode sentir falta do Goes10.Acabou a vida útil do satélite americano que monitorava o clima somente na América do Sul. Ele produzia imagens de 15 em 15 minutos. Desde dezembro, o Brasil usa o Goes12 que faz imagens a cada 30 minutos, mas este satélite também monitora a América do Norte.
A grande preocupação é que apesar de produzir imagens de meia em meia hora, o Goes12 tem o compromisso de oferecer imagens para a América do Sul só de três em três horas, portanto, quando acontecer algum fenômeno meteorológico mais relevante nos Estados Unidos, a gente no Brasil corre o risco de ficar na mão.
“A temporada de furacões nos Estados Unidos começa já a partir de abril com ápice em setembro então certamente no momento em que tivermos grandes eventos na costa dos EUA no Golfo, nós certamente teremos imagens apenas de 3 em 3 horas”, diz o técnico em meteorologia do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), Adilson Nazário.
Durante a madrugada de deslizamentos por causa da chuva em Angra dos Reis, no Rio, o Brasil ficou sem imagens do Goes12 entre 22h e 1h da manhã. Com intervalos maiores nas imagens de satélite fica difícil para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais fazer previsões mais imediatas do clima.
“O principal produto que o INPE produz que é a identificação e o rastreio de tempestades severas e a previsão de onde vai estar essa tempestade e qual a sua intensidade nas próximas duas ou três horas, esse produto não pode ser produzido”, afirma o chefe divisão de satélites do Inpe, Carlos Frederico de Angelis.Ainda este ano, a América do Norte deve começar a ser monitorada por outro satélite, o Goes14, um alívio para a América do Sul que teria o Goes12 só para ela.
(Fonte: G1)
Rio Grande do Sul tem 15 municípios em estado de emergência por causa das chuvas
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou na quinta-feira (7) o número de municípios atingidos pelas chuvas. Em todo o estado, 57 cidades registraram prejuízos por causa dos temporais e até agora 15 decretaram estado de emergência.
De acordo com a Defesa Civil, as áreas mais afetadas no estado são a parte central, a serra e a região do Vale do Taquari e Rio Pardo. Pelo menos oito pessoas morreram por causa das enxurradas e alagamentos provocados pelos temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde a última semana.
O número de pessoas afetadas pela chuvas chega a 122 mil em todo o estado, mil estão estão desalojadas e pelos menos 86 estão desabrigadas.
A previsão é que as chuvas em grande parte do estado diminuam na quinta-feira (7), de acordo com o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). O deslocamento de uma frente fria vai provocar a entrada de ar um pouco mais frio na região.
(Fonte: Agência Brasil)
Estudo aponta nova herança viral no genoma humano e no de outros mamíferos
O material genético herdado de um novo tipo de vírus foi descoberto no genoma do homem e no de outros mamíferos, o que pode permitir uma maior compreensão da evolução e até de doenças mentais atuais, indicou nesta quarta-feira (6) a revista Nature.
Até hoje, apenas um grupo de vírus - o dos retrovírus - era conhecido por deixar rastros no genoma dos mamíferos. Segundo o cientista Keizo Tomonaga, da Universidade de Osaka (Japão), que junto com seus colegas publicou esta pesquisa na prestigiada revista científica, aproximadamente 8% do genoma humano é constituído por elementos de antigos retrovírus.
A equipe de Tomonaga descobriu que o vírus da doença de Borna, que pode infectar as células do cérebro do homem e de outros mamíferos, integrava uma parte de seu material genético há pelo menos 40 milhões de anos.
Este vírus é responsável pela meningoencefalite animal (cavalos e carneiros).Elementos genéticos semelhantes aos destes vírus foram encontrados no genoma do homem e no de outros primatas (chimpanzé, gorila, orangotango, macaco), assim como em marsupiais, roedores e elefantes, segundo os resultados da pesquisa.
Dois dos genes encontrados no genoma do homem podem ser funcionais, mas ainda não se sabe qual seria sua função.Estudos anteriores já haviam demonstrado que elementos genéticos herdados de antigos retrovírus poderiam desempenhar um papel protetor contra certas infecções em carneiros e ratos, indicou Cedric Feschotte, da Universidade do Texas em Arlington.
Nos primatas, dois genes derivados de dois antigos retrovírus "produzem agora proteínas essenciais para a formação da placenta", explicou Feschotte à AFP.
Os retrovírus - entre os quais está o vírus da Aids - precisam integrar seu material genético ao DNA da célula que infectam para modificar o funcionamento celular em benefício próprio.Este, no entanto, não é o caso do vírus da doença de Borna, motivo pelo qual encontrar traços de seus genes no genoma de mamíferos é bastante surpreendente.
A inserção de genes do vírus da doença de Borna no genoma de mamíferos (que continua sendo possível atualmente nos neurônios que contamina, segundo verificaram os cientistas) fornece uma nova fonte de mutação genética que pode explicar evoluções do passado, além da variedade de sintomas de doenças mentais atuais, acrescentou Feschotte.
Embora reconheça que tudo isso está sujeito a controvérsias, o cientista lembra que uma associação entre infecção com o vírus da doença de Borna e alguns trastornos psiquiátricos já havia sido mencionada pelos especialistas.
(Fonte: Yahoo!)
Brasil é 38º em ranking internacional de qualidade de vida
O Brasil é o 38º país do mundo em qualidade de vida, segundo um ranking com quase 200 países publicado pela revista americana International Living.
A liderança do ranking, que leva em consideração nove itens - custo de vida, cultura e lazer, economia, ambiente, liberdade, saúde, infraestrutura, segurança e risco e clima - ficou com a França, pelo quinto ano consecutivo.
O Brasil subiu da 43ª posição no ranking de 2009 para a 38ª neste ano. Em 2008, o país havia ficado na 39ª posição.
As melhores avaliações do Brasil ficaram nos quesitos liberdade (83 pontos de 100 possíveis), risco e segurança (83) e clima (82). Os itens mais mal avaliados foram lazer e cultura (58 pontos de 100 possíveis) e infraestrutura (59).
Apesar disso, entre o ranking do ano passado e o deste ano, as notas para infraestrutura passaram de 47 para 59, enquanto a avaliação para a economia foi de 45 para 65.
Latino-americanos - O Uruguai, na 19ª posição do ranking, foi o país latino-americano mais bem avaliado, apesar de ter caído seis posições em relação ao ranking de 2009.A Argentina, que caiu cinco posições e aparece em 26º lugar no ranking deste ano, é o segundo melhor país da região em termos de qualidade de vida, segundo a International Living.
À frente do Brasil no ranking, entre os latino-americanos, aparecem ainda Chile (31º lugar), Costa Rica (33º) e Panamá (34º). O Equador aparece apenas uma posição atrás do Brasil (39º), enquanto o México é o 46º colocado no ranking.
Entre os países mais bem avaliados, a Austrália pulou da quinta para a segunda posição no ranking entre o ano passado e este, enquanto a Alemanha subiu do oitavo para o quarto lugar.
Os Estados Unidos, por outro lado, caíram da terceira para a sétima posição.
O Japão, segundo país mais rico do mundo, aparece apenas no 36º lugar, apenas duas posições acima do Brasil.
O último lugar do ranking é ocupado pela Somália. Entre os 15 últimos do ranking, apenas um - Afeganistão - não é um país africano.
(Fonte: G1)
Brasil anuncia compra 83 milhões de doses de vacina contra gripe suína
O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (5) a compra de 83 milhões de doses de vacinas contra a gripe suína - gripe A (H1N1). Segundo o governo, foi fechado um acordo com três diferentes laboratórios que vão enviar as doses de forma escalonada entre janeiro e março.
A previsão é que as vacinas sejam utilizadas na campanha de imunização a ser realizada entre março e abril - antes do próximo inverno. Segundo o governo, as vacinas custaram cerca de R$ 1 bilhão.
No total de vacinas adquiridas, já estão incluídas as 40 milhões de doses que o governo anunciou a compra em novembro do ano passado. Os primeiros lotes dessas doses já começaram a chegar ao Brasil.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, os primeiros lotes, com 600 mil doses, chegaram ao Instituto Butantan na última semana e já foram colocados à disposição do Ministério da Saúde, responsável pela distribuição.
A expectativa é que o restante das doses chegue a São Paulo até o início de março. Todas as vacinas serão distribuídas em ampolas, com aplicação intramuscular, uma única vez.
O Ministério da Saúde deverá anunciar até fevereiro, em detalhes, a estratégia nacional de vacinação contra a gripe suína.
(Fonte: Folha Online)
Dobradinha de vírus H1N1 com bactéria piora gripe suína
Apesar do aparente fim do pânico mundial em relação à gripe suína, a doença ainda inspira cuidados, já que se trata de um vírus pouco conhecido.Uma pesquisa na revista científica "PLoS One", assinada por pesquisadores nos EUA e na Argentina, dá mais um passo para tentar explicar por que a doença é inofensiva para alguns e letal para outros.
Segundo os pesquisadores, uma possibilidade é a ação conjunta do vírus H1N1 e da bactéria Streptococcus pneumoniae.A presença dos dois vilões microscópicos no organismo dos mesmos pacientes pode estar por trás da violência inicial com que a doença atingiu Argentina, sugere a equipe liderada por Gustavo Palacios, da Universidade Columbia (EUA).
Afinal, embora o primeiro caso da doença tenha sido registrado no país apenas em 17 de maio de 2009, dois meses depois já havia 3.056 casos e 137 mortes - um índice de mortalidade de 4,5%, considerado um bocado alto diante do comum para a gripe sazonal.Palacios e companhia examinaram amostras de 199 casos argentinos, procurando sinais de outros micróbios no organismo dos pacientes.
Verificaram que o Streptococcus pneumoniae estava presente em 56,4% dos casos graves, contra só 25% dos casos leves. E o efeito nocivo da bactéria parecia ser maior em pacientes que não faziam parte dos grupos de risco da doença.
(Fonte: Folha Online)
Vacina brasileira contra a nova gripe sai apenas em meados de 2011
As vacinas contra a nova gripe fabricadas pelo Instituto Butantan devem estar prontas em julho de 2011, afirmou nesta terça-feira (5), o governador do estado de São Paulo, José Serra. "Em meados do ano que vem", afirmou Serra.
A princípio, a produção da vacina deveria começar neste mês . No entanto, de acordo com o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, o processo segue dentro do cronograma estabelecido pelo órgão.
"Está tudo dentro do prazo, os equipamentos estão todos aqui, estão sendo testados pela Sanofi e, tão logo sejam aprovados, vai começar no segundo semestre a produção nacional da vacina, mas da vacina contra gripe comum", disse. "Contra a gripe suína (nova gripe) só no ano que vem.
"O ex-presidente do Instituto Butantan, Isaías Raw, afirmou ao G1 que a produção sofreu atrasos. "Continua com alguns problemas que estão sendo solucionados", disse, sem especificá-los. "Depois que ela (Sanofi-Pasteur) aprovar, começamos a produzir.
"Serra, Barradas e Raw participaram nesta terça-feira (5) de uma visita ao Instituto Butantan para anunciar o recebimento das primeiras doses importadas da vacina. De acordo com o governo paulista, até o ínicio de março serão enviados um total de 41 milhões de doses para o Ministério da Saúde, responsável pela distribuição para todo o Brasil. Por enquanto, o instituto tem 5,6 milhões de doses (13,5% do total anunciado).
O ministério, no entanto, confirma ter encomendado 33 milhões de doses, e não 41 milhões. Dos 41 milhões de doses, 1 milhão chegam do laboratório francês Sanofi-Pasteur prontos para uso. No dia 30 de dezembro, 600 mil doses dessa parcela já haviam sido armazenadas nas instalações do Instituto Butantan.
Outros 23 milhões virão dos Estados Unidos em frascos. Só a rotulagem será realizada no Brasil.Mais 17 milhões de doses a granel, também da França, serão formuladas, envasadas e rotuladas no instituto. Ainda não é certeza, mas elas podem acabar rendendo 34 milhões de imunizações, com o uso de adjuvantes, substâncias que permitem dobrar o aproveitamento das substâncias.
O emprego desse artifício, comum na indústria farmacêutica, vai depender de autorização da Anvisa. Dessa parcela, 5 milhões já chegaram ao Butantan. O critério para vacinação deve ser priorizar os trabalhadores da área da saúde envolvidos no atendimento de casos de nova gripe, gestantes, portadores de doenças crônicas e população indígena. O ministério estuda a possibilidade de vacinar crianças entre 6 meses e 2 anos e adultos saudáveis.
(Fonte: G1)
Deixar de fumar sem cuidar do peso pode aumentar risco de diabetes, diz estudo
Um estudo americano sugere que deixar de fumar pode aumentar os riscos de desenvolver a diabetes do tipo 2 em até 70%, já que os ex-fumantes tendem a ganhar peso.
Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, no Estado de Maryland, monitoraram 10.892 adultos de meia-idade durante 17 anos.
Segundo os resultados, publicados na revista científica "Annals of Internal Medicine", nos seis primeiros anos após abandonar o cigarro, o ex-fumante corre 70% mais riscos de sofrer da doença em comparação com pessoas que nunca fumaram.
A média anual de participantes que deixaram de fumar e começaram a sofrer de diabetes nesse período de 36 meses foi de 1,8%.
Também nesse intervalo de três anos, os ex-fumantes engordaram em média 3,8 kg.De maneira geral, os que fumaram mais, e os que engordaram mais após parar de fumar, foram os que apresentaram os mais altos riscos.
Dez anos após abandonar o cigarro, os riscos de desenvolvimento da diabetes do tipo 2 voltaram à média normal para os ex-fumantes.
Os que não deixaram de fumar apresentaram um aumento constante de 30% nos riscos de desenvolver a doença em comparação com não fumantes.
'Desculpa' - Os autores do estudo enfatizam que os resultados não devem ser usados como desculpa para que o fumante não abandone o cigarro, uma vez que quem fuma corre mais riscos de desenvolver uma série de doenças, inclusive diabetes.
Para os especialistas, o estudo mostra apenas a importância do controle do peso quando a pessoa abandona o cigarro."Se você fuma, desista de fumar. É a melhor coisa a fazer", disse uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Jessica Yeh. "Mas as pessoas também têm de prestar atenção ao seu peso".
Açúcar - A diabetes do tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não pode utilizá-la de maneira apropriada, o que resulta em um descontrole nos índices de açúcar no sangue.
Se não for tratada, ela pode levar a complicações sérias, como cegueira, falência dos rins e danos no sistema nervoso.A obesidade é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da diabetes.
Ex-fumantes tendem a engordar porque o cigarro inibe o apetite."Os pesquisadores estão certos de que fumantes devem abandonar o cigarro, mas se você fuma muito ou se já está acima do seu peso, talvez seja melhor aumentar os exercícios quando você parar", disse Martin Dockrell, representante da entidade britânica contra o fumo Ash.
Natasha Marsland, da ONG Diabetes UK, destacou que os resultados não devem ser usados como desculpa para desistir de fumar.
"Os benefícios de deixar de fumar para a saúde são muito maiores do que o risco de desenvolver diabetes do tipo 2 quando o ganho de peso é modesto e de curto prazo", disse.
(Fonte: G1)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Ecossistemas irão migrar para acompanhar clima
Muitos ecossistemas, incluindo as espécies neles contidas, já apresentam sinais de deslocamento para se adaptar às mudanças climáticas. Mas o quão rápido eles terão que migrar para se manter dentro da sua faixa de conforto, com regimes de chuvas e temperaturas ideais?
Um grupo de cientistas da Academia de Ciências da Califórnia, com o apoio do Instituto de Ciências de Carnegie, Climate Central e da Universidade de Berkeley, tentou responder essa questão e calculou que, em média, seria necessário um deslocamento de 0,42 quilômetros por ano.
O trabalho foi publicado na revista Nature em dezembro e alerta que alguns ecossistemas de planície, como manguezais e desertos, terão que se mover mais de um quilômetro por ano.
A equipe calculou a velocidade das mudanças climáticas globais ao combinar dados atuais sobre o clima e o regime de temperaturas com as mais diversas projeções de modelos climáticos para o próximo século. O grupo se baseou em um nível intermediário de emissões de gases do efeito estufa (o cenário A1B de emissões do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas).
Sob essas condições, a velocidade das mudanças climáticas é projetada para ser mais devagar em florestas coníferas tropicais e subtropicais (0,08 quilômetros ao ano) e em pradarias (0,11 quilômetros ao ano). Já em áreas de planícies ao nível do mar a velocidade será bem mais acentuada: manguezais teriam que se deslocar 0,95 quilômetros por ano e savanas até 1,26 quilômetros por ano.
Conservação
A vulnerabilidade desses biomas não depende apenas da velocidade das mudanças que eles irão experimentar, mas também do tamanho das áreas de proteção nas quais eles se encontram.
Por exemplo, enquanto a transformação do clima nas áreas de desertos é esperada para acontecer velozmente, esta ameaça é minimizada pelo fato de que as áreas desérticas protegidas tendem a ser muito grandes. Por outro lado, o pequeno tamanho e a fragmentação das áreas de conservação para as florestas temperadas no Mediterrâneo e para as florestas boreais, fazem esses habitats serem bastante vulneráveis.
“Um dos principais benefícios deste trabalho é permitir analisar como a atual rede de áreas de conservação será capaz de preservar realmente os ecossistemas”, afirmou Healy Hamilton, diretora do Center for Applied Biodiversity Informatics da Academia de Ciências da Califórnia.
Com relação aos seres vivos, os pesquisadores dizem que o estudo aborda a transformação do clima nos ecossistemas, mas não diretamente em cada espécie. Porém, alertam que os animas, e principalmente as plantas, que não apresentarem uma grande capacidade de adaptação correm sérios riscos. Quase um terço dos habitats estudados terão uma velocidade de deslocamento superior a mais otimista projeção de migração de plantas, por exemplo.
Além disso, os habitats estão muito fragmentados pela ação humana, o que pode resultar que muitas espécies simplesmente não terão para onde ir.
“Se analisarmos o tempo que irá levar para as mudanças climáticas atravessarem toda uma área de proteção, alterando assim o clima ideal para o ecossistema em questão, veremos que apenas 8% das atuais zonas de conservação terão uma sobrevida de pelo menos 100 anos. Se quisermos melhorar essa situação, precisaremos reduzir nossas emissões e trabalhar rapidamente para expandir e interconectar as áreas protegidas”, concluiu Hamilton
Meninas de 13 a 19 anos são foco da campanha de prevenção à Aids
Durante o Carnaval de 2010, o Ministério da Saúde vai priorizar a campanha de prevenção à Aids no grupo de meninas de 13 a 19 anos. O motivo é o crescimento de casos entre as garotas dessa faixa etária nos últimos anos.
Segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids e de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), divulgado em novembro, foram registrados mais casos entre as garotas dessa idade em relação aos meninos desde 1998. Atualmente, a cada 8 meninos infectados existem 10 casos de meninas. Antes, a proporção eram 10 mulheres para cada grupo de 15 homens.
Segundo o diretor-adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Eduardo Barbosa, a maioria dos jovens busca o preservativo na primeira relação sexual. Mas quando o relacionamento fica estável, o uso da camisinha é deixado de lado. “Na medida que vão tendo confiança no companheiro abandonam o preservativo”, disse Barbosa, em entrevista à Agência Brasil.
Com veiculação nas emissoras de televisão e rádio, a campanha vai orientar os jovens sobre as formas de contágio da doença e os cuidados para a prevenção, além da distribuição de camisinhas nos sambódromos e blocos de rua. O Ministério da Saúde já encomendou 1,2 bilhão de preservativos para ações da pasta no decorrer dos próximos dois anos, conforme Barbosa.
Uma das políticas do ministério para o público de 13 a 24 anos de idade é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, em que o estudante recebe orientações sobre o contágio, sintomas, prevenção, tratamento e como viver com o vírus HIV. Conforme Barbosa, 50.214 escolas públicas e particulares já integram o programa. Em 10 mil, o aluno pega o preservativo no próprio colégio. A decisão de distribuir ou não é tomada pela comunidade escolar.
Segundo a representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, em São Paulo, Micaela Cyrino, poucas escolas da capital paulista entraram no programa. Ela atribui a baixa adesão às diferenças sociais na metrópole e o preconceito da sociedade em falar de sexo com adolescentes. “As pessoas encaram como incentivo ao sexo e não como prevenção”, afirmou. A estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil
Curitiba sedia em janeiro reunião da ONU sobre cidades e biodiversidade
Algumas das maiores autoridades ambientais do planeta estarão na capital paranaense de 6 a 9 de janeiro para a segunda Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pelas Nações Unidas. Entre as autoridades, o argelino Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, o biólogo e documentarista canadense Jean Lemire e a sul-africana Kobie Brand, diretora do Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais.O evento é preparatório para a Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 10) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nagoya, no Japão, em outubro de 2010.
As discussões e fóruns servirão de base para a definição de um Plano de Ação sobre a Biodiversidade dentro do Contexto Urbano. Será o primeiro grande encontro internacional sobre meio ambiente após o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), em Copenhague, na Dinamarca. "Vamos avançar nas discussões sobre biodiversidade urbana e cidades sustentáveis, tema que será levado à próxima COP, em Nagoya, no Japão", explica o prefeito de Curitiba, Beto Richa, que abrirá a reunião. O encontro na capital também marcará o início das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.
A indicação de Curitiba para sediar a convenção partiu de Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Já confirmaram presença 43 autoridades de 16 países, entre elas, o ministro do Desenvolvimento de Cingapura, Mah Bow Tan, e a secretária do Meio Ambiente do México, Martha Delgado Peralta. O Brasil será representado por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente.2010 - Ano Internacional da Biodiversidade.
O ano de 2010 foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Biodiversidade pode ser definida como a "variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas".
As questões de biodiversidade estão ligadas ao nosso dia a dia tanto na forma de sobrevivência, com alimentação e água, até questões culturais. Os seres humanos partilham o planeta com 13 milhões de espécies vivas distintas, onde estão incluídas plantas, animais e bactérias, das quais somente 1,75 milhões possuem nome e estão classificadas.
Rússia monta plano para "salvar" Terra de asteróide; Nasa descarta perigo
Cientistas russos se encontrarão em breve com a missão de trabalhar em um plano para salvar a Terra de uma potencial catástrofe: uma colisão com um asteróide gigante daqui a 26 anos, disse nesta quarta-feira (30) o diretor da agência espacial russa.
"Em breve teremos uma reunião fechada de nosso colégio, o conselho técnico-científico, para estudar o que pode ser feito" para evitar que o asteróide Apophis caia no planeta em 2036, disse Anatoly Perminov à rádio Voz da Rússia.
"Estamos falando na vida das pessoas", acrescentou Perminov, citado pelas agências de notícias.
"Melhor gastar algumas centenas de milhões de dólares para criar um sistema que evite uma colisão do que esperar até que aconteça e centenas de milhares de pessoas morram", destacou.
O asteróide Apophis mede aproximadamente 350 metros de diâmetro. A agência RIA Novosti informou que, se atingisse a Terra em 2036, criaria um deserto do tamanho da França.
Perminov indicou que um plano sério para evitar que uma catástrofe como esta aconteça seria provavelmente um projeto internacional, envolvendo especialistas espaciais da Rússia, Estados Unidos, Canadá, China e Europa.
A Interfax também citou o cientista russo, afirmando que uma das opções seria a construção de um novo "aparato espacial" para desviar o Apophis de sua rota de colisão com a Terra.
"Não haverá explosões nucleares", disse Perminov. "Tudo será feito de acordo com as leis da física. Estudaremos tudo".
Improvável - Em uma nota divulgada em outubro, a Nasa explica que seus cálculos sobre o trajeto do Apophis indicam que há "uma probabilidade significativamente reduzida de um encontro prejudicial com a Terra em 2036".
"Técnicas modernas e novos dados disponíveis indicam que a probabilidade de uma colisão do Apophis com a Terra em 13 de abril de 2036 caiu de uma em 45.000 para aproximadamente quatro em um milhão", afirmou a agência espacial americana.
(Fonte: Folha Online)
China torna-se 3º produtor mundial de energia eólica, diz agência oficial do país
A China superou a Espanha e se converteu em 2009 no terceiro país com maior capacidade instalada de energia eólica, anunciou a agência oficial Nova China.
A capacidade eólica do país alcançou neste fim de ano os 20 gigawatts (GW), declarou Shi Lishan, vice-diretor do Departamento de Energias Renováveis da Administração Nacional de Energia.
Segundo a fonte, a China se situa agora na frente da Espanha, e atrás dos Estados Unidos e Alemanha.
Os Estados Unidos dispunham de uma capacidade instalada de 25,2 gigawatts no final de 2008 (20,8% da capacidade mundial), a Espanha 16,8 GW e China de 12,2 GW, segundo estatísticas oficiais chinesas.
A progressão chinesa é claramente superior à evolução mundial. Em 2008, a potência instalada dobrou pelo quarto ano consecutivo.
"Em termos de amplitude e de ritmo, o desenvolvimento eólico na China não tem equivalente no mundo", enfatizou Steve Sawye, secretário-geral do Global Wind Energy Council (GWEC).
A China, o primeiro emissor mundial de gases de efeito estufa, deseja que as energias renováveis representem 15% de seu abastecimento energético até 2020, frente aos 9% do ano passado.
Cientistas fazem 1º mapa completo do funcionamento de um ser vivo
Uma equipe internacional de cientistas conseguiu mapear pela primeira vez todos os processos bioquímicos que mantêm um ser vivo (no caso, uma das bactérias mais simples do planeta) em funcionamento.
Os cientistas detalharam a receita toda: o conjunto de proteínas, os genes ativos e a cadeia de reações químicas que constroem a Mycoplasma pneumoniae, causadora, como indica seu nome, de um tipo de pneumonia em seres humanos.
O feito abre caminho para um plano acalentado há anos pelos biólogos moleculares: criar vida artificial --ou, ao menos, uma forma "customizada" dos micróbios atuais. E a análise de como a M. pneumoniae leva sua vidinha unicelular derruba de vez o velho preconceito de que bactérias funcionam de forma rudimentar quando comparadas com seres de células complexas, como plantas ou animais.
(Fonte: Folha de S. Paulo)
Micoses, manchas e queimaduras aumentam visitas a dermatologistas no verão
Em primeiro lugar na lista de doenças de pele características do verão estão as micoses, responsáveis por metade das consultas médicas.
"Esse tipo de lesão pode servir como porta de entrada para bactérias que se alojam no tecido subcutâneo e podem levar a uma doença mais grave em outras partes do corpo, como pernas e costas", afirma Ricardo Tardelli, diretor estadual de Saúde.
Na lista dos motivos que levam os pacientes a consultar o dermatologista no verão, aparecem ainda as manchas causadas pela exposição ao sol (30% dos atendimentos), e as queimaduras solares (20%).
Para evitar problemas dermatológicos no verão, a Secretaria de Estado da Saúde recomenda usar filtro solar adequado ao tipo de pele, evitar se expor ao sol entre 10h e 16h, secar bem os vãos entre os pés e a virilha e permanecer o mínimo de tempo possível com roupas de banho molhadas.
(Fonte: Folha Online)
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